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Propostas atualizadas com análises, exemplos e repertórios para praticar a escrita dissertativo-argumentativa.
Domine as 5 competências avaliadas na redação do ENEM com dicas práticas e exemplos reais de redações nota 1000.
Citações, dados estatísticos, filmes, livros e referências culturais para enriquecer sua argumentação.
Análise dos temas cobrados em edições anteriores do ENEM e previsões para as próximas provas.
Artigos sobre políticas educacionais, vestibulares, ensino superior e temas relevantes para a educação brasileira.
Estratégias de preparação para concursos públicos com foco em redação discursiva e dissertativa.
O Blog do Redação Online é a maior fonte de conteúdo gratuito sobre redação para ENEM, vestibulares e concursos públicos no Brasil. Com mais de 1.400 artigos escritos por professores especializados, nosso blog cobre temas atuais, técnicas de escrita, repertório sociocultural e análises detalhadas das competências avaliadas nas provas.
Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
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Pode ser que você esteja estranhando um tema tão elementar quanto este ser abordado aqui no blog, afinal, aprendemos sobre letra maiúscula logo nos nossos primeiros momentos de alfabetização, mas, creia, tem bastante gente que ainda encontra dificuldades no assunto. Obviamente, o primeiro caso de uso de letras maiúsculas é no início de nomes próprios, sejam eles de pessoas ou locais. Com o uso em excesso das redes sociais e sua forma peculiar de escrita, muitas pessoas acabam deixando essa regrinha de lado, mas as correções de redações de grande porte não perdoam e descontam conceitos por esse deslize sem pensar duas vezes. Além desse primeiro ponto básico, há outros casos em que devemos empregar a letra maiúscula. São eles: Datas comemorativas e datas oficiais Natal, Carnaval, Independência do Brasil, Proclamação da República, dentre outros, são termos que devemos sempre grafar com letra maiúscula, independentemente do tipo de texto em que a expressão apareça. Exemplo: Nesta semana, comemorou-se a Independência do Brasil, no dia Sete de Setembro. Aproveitando a frase acima, também existe a dúvida se os nomes dos meses devem ser escritos com letra maiúscula ou minúscula. E a resposta é: depende. Caso estejamos falando de uma data comum, como no exemplo “Hoje é dia dez de setembro”, o correto é aplicarmos a letra minúscula. Mas se a data em questão for comemorativa ou oficial, usamos a letra maiúscula no nome do mês e na grafia do numeral, como você viu acontecer no exemplo do “Sete de Setembro”. Períodos, idades históricas e eras geográficas Semelhantemente ao caso acima, períodos da história, idades e eras devem conter a letra maiúscula na abertura de sua grafia. Observe o exemplo abaixo: O Brasil evoluiu muito em alguns segmentos, mas parece estar no período Pré-Colonial em outros. A Idade Média representou enormes atrasos tecnológicos. A Era Cenozoica deve ser estudada por quem fará a prova do Enem. Disciplinas de estudo Via de regra, a primeira letra dos substantivos que representam os nomes das disciplinas que estudamos na escola ou na universidade deve ser sempre em maiúscula, assim como a letra inicial dos nomes dos cursos universitários. Exemplos: Na escola, tive muitas dificuldades com as disciplinas de Matemática e Física. Língua Portuguesa sempre foi minha matéria preferida no ensino médio. Joana prestou o vestibular para Medicina e foi aprovada. Gostaríamos de destacar também o uso das minúsculas em ensino médio. A expressão só ganhará letra maiúscula caso ensino médio seja qualificado, como em: O governo instituiu o Novo Ensino Médio. Ainda no exemplo acima, governo foi escrito com letra minúscula. Não são poucas as pessoas que grafam governo e nação com letra maiúscula. Isso até era correto, mas conforme o acordo ortográfico de 1990. Nossas normas vigentes recomendam que essas palavras sejam escritas com inicial minúscula, a menos que estejam abrindo frases. Cargos de alta importância Até o mesmo acordo de 1990, cargos que expressavam grande importância, como presidente, ministro, rei, papa, rainha, deveriam receber letra maiúscula, mas, com o acordo vigente, fica a critério do escritor o uso da letra maiúscula ou minúscula e ambas as formas estarão corretas. Sendo assim, podemos ter: O novo Ministro da Saúde ainda não foi definido ou O novo ministro da saúde ainda não foi definido e as duas formas estarão de acordo com as regras ortográficas atuais. Títulos Para títulos de livros e filmes, há uma grande confusão sobre a forma correta de se escrever, uma vez que há quem defenda que todas as palavras que contêm o título devem ter letra maiúscula, bem como há defensores de que apenas a primeira palavra deve ter a inicial maiúscula. E agora? Como saímos dessa? É simples, a forma mais fácil de não errarmos é escrevermos exatamente da mesma maneira que o título veio escrito na capa ou na ficha catalográfica. Logradouros Logradouros são palavras que representam localidades, como ruas e avenidas. Quando elas estão determinadas, ou seja, quando vou acrescentar o nome da rua ou da avenida, devo escrever essas palavras com letra maiúscula. Note as diferenças: Deveriam repavimentar esta rua. A Rua Manuel Bandeira está interditada. Corpos celestes Sol, Lua, Saturno, Terra, Via Láctea, todos devem receber letra maiúscula quando são únicos e têm nome próprio. Lembre-se que a palavra estrela, por exemplo, por não ser única, não receberá maiúscula. Formas de tratamento Quer sejam escritas por extenso ou abreviadas, as formas de tratamento são sempre redigidas com letra maiúscula. Dessa forma, temos: Senhor, Vossa Excelência, Vossa Majestade, Doutor etc. Prêmios Expressões que fazem referência a prêmios devem ter todas as primeiras letras em forma maiúscula. Vamos ver melhor numa frase? O Prêmio Nobel de Literatura é dado apenas a pessoas de grande relevância social. Leis e normas Para não errar esta regrinha, é só você não se esquecer de que as leis e normas têm nomes próprios e que todos os nomes próprios devem ser escritos utilizando letra maiúscula em Língua Portuguesa. Exemplos: O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos em 2020. A Lei 8.069 faz referência aos direitos das crianças e dos adolescentes. A Lei de Diretrizes e Bases passou a vigorar em 1996. Regiões geográficas Sul, Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste, por regra, todo mundo ganha letra maiúscula. Analise: No Sul do Brasil, faz bastante frio. O Norte do Brasil tem dias belamente ensolarados. Siglas Este caso não nos assusta e nem nos pega mais desprevenidos. Já sabemos que o correto é ABNT, USP, PUC, OCDE etc. Acrônimos Acrônimos são termos formados a partir das primeiras letras de uma expressão, como Enem para Exame Nacional do Ensino Médio. Caso o acrônimo tenha até três letras, grafamos todas as letras em maiúscula, como em ONU (Organização das Nações). Havendo quatro letras ou mais, apenas a primeira ganhará maiúscula, conforme você viu acontecer no exemplo do Enem contido acima. Dicas extras: apenas enquanto curiosidade, gostaríamos de lembrar vocês que o nome das estações do ano (primavera, verão, outono, inverno) e o nome de personagens folclóricos (saci, mula-sem-cabeça, lobisomem) não ganham letra maiúscula.
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Há anos as questões sobre as condições de emprego e o crescente desemprego vêm sendo discutidos em nosso país, muito por conta do agravamento da crise econômica que se arrasta há tempos em território brasileiro.Atualmente, a situação da empregabilidade foi ainda mais atingida por conta da pandemia do coronavírus, que simplesmente escancarou a desigualdade e a falta de políticas públicas de proteção e garantia ao trabalho no Brasil.A informalidade ganhou um grande espaço no cenário do mundo do trabalho quando uma pesquisa realizada em 2019 pela PNAD e pelo IBGE apontou que mais de 41% da força de trabalho brasileira em idade ativa está na informalidade.Como você pôde perceber nos textos motivadores, o próprio índice de informalidade varia, oscilando entre 41,1% e 41,9%. Esse fato é um indicativo do quanto é difícil ter dados concretos sobre os trabalhos informais. Algo que é bastante previsível.As atividades de trabalho informais não possuem contrato registrado, comprovantes, notas, nem nenhum documento que dê conta de revelar com precisão o que realmente está acontecendo no segmento.Mesmo diante de informações um tanto quanto confusas, procuramos selecionar as melhores fontes de pesquisa para que você, leitor, possa redigir sua redação com o máximo de qualidade.1- Artigo sobre o conceito de trabalho.Disponível em: fredfbf jus brasil – quais os requisitos para ser considerado empregadoAcesso em 07/09/2020.Vamos mais uma vez começar pelo princípio mais básico: o que pode, ou não, ser considerado trabalho? Para termos uma resposta correta, nossa melhor alternativa é observarmos o que a lei de nosso país diz a respeito.No artigo acima, curto e simplificado, é possível compreender qual a definição de trabalho e quais as características dele. 2- Artigo sobre as características do trabalho formal e do trabalho informal.Disponível em: mundo educação – trabalhos informaisAcesso em 07/09/2020.Existem características bastante específicas que definem o que é trabalho formal e o que é trabalho informal na sociedade brasileira (considerando que isso pode variar de sociedade para sociedade) e essa a discussão que o texto traz, apresentando, inclusive, as vantagens e desvantagens de cada tipo de trabalho. 3- Artigo com uma visão romantizada sobre o trabalho informal.Disponível em: ibc coaching. – o que é trabalho informal e formalAcesso em 07/09/2020.O link acima também te levará a um artigo que tem como tema central a conceituação do que é trabalho formal e do que é trabalho informal, mas note como a informalidade é bastante romantizada.Esse traço se justifica quando analisamos o tipo da página em que o texto está inserido. Por se tratar de uma página sobre uma escola de formação de coachings, atividade exercida informalmente em grande parte das vezes, é natural que eles “puxem a sardinha para o lado deles”, como se dizia antigamente. 4- Entrevista com especialista em Ciências Sociais sobre trabalho informal.Neste vídeo, você poderá ter acesso a algumas informações trazidas por um cientista social sobre a questão do trabalho informal no Brasil, com foco especial na situação das comunidades do Rio de Janeiro.O vídeo é bastante focado em demonstrar como as políticas públicas no segmento de geração, proteção e garantia ao trabalho precisam de melhorias urgentes.São várias as pesquisas e os estudos que apontam que o brasileiro não tem migrado para um trabalho informal por opção, mas sim como única opção. É na informalidade que o trabalhador de nosso país tem encontrado uma forma mais rápida e simples de sobreviver.Na reportagem indicada acima, você conhecerá mais especificamente a condição do Amazonas.Há também algumas pessoas que usam o trabalho informal como alternativa de complemento de renda, já que os salários em nosso país são, muitas vezes, abaixo do ideal. 5- Matéria sobre o empreendedorismo como forma de mascarar a falta de oportunidade de trabalho no Brasil.Disponível em: rede brasil atual – uso da palavra empreendedorismo esconde a precarização do trabalhoAcesso em 07/09/2020.Você já deve ter ouvido falar-se muito em empreendedorismo por aí. Ser empreendedor parece muito belo na teoria, mas o incentivo massacrante para que as pessoas empreendam e sejam “donas de seu próprio negócio” pode esconder falhas gravíssimas no nosso sistema de acesso ao trabalho. 6- Vídeo no YouTube com o contraponto do trabalho informal.https://youtu.be/kWEcyqd5i40Até aqui, vimos quantos pontos negativos existem no trabalho informal, desde a desvalorização do trabalhador até a negação de direitos, mas eis que neste vídeo você terá contato com outro ponto de vista de alguém que trabalha informalmente e que tenta entender toda a polêmica em torno do assunto. 8- Texto com as principais leis trabalhistas em outros países.Disponível em: revista galileu globo – conheça legislação trabalhista de diferentes partes do mundoAcesso em 07/09/2020.E se você está achando que o Brasil é o pior país do mundo para se trabalhar, sentimos muito mesmo em informar-lhe, mas isso, infelizmente ou felizmente, não é verdade, tem país por aí que opera sob leis trabalhistas bem mais severas do que as nossas.O texto apresenta os direitos comuns aos trabalhadores brasileiros e aponta como se dá a existência desses direitos em outros países diversos. 9- Livro O Olho da Rua, de Eromar Bomfim.Editora: NankinAno de publicação: 2007 A narrativa trata da história de Anselmo, um homem desempregado que está em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. Até aí, sem novidades, certo? Afinal, é bastante comum que uma pessoa que esteja sem emprego saia à procura de uma vaga, mas há um “detalhe” no enredo que faz com que a história de Anselmo seja especial.Além de contar toda a trajetória exaustiva de Anselmo, o livro revela o preconceito social que o personagem vive por conta de seu desemprego, preconceito que beira até mesmo a exclusão.Passagens que transparecem abandono, tristeza e desesperança também têm seu lugar na obra. 10- Filme: À procura da felicidade.Gênero: Drama.Ano: 2006 Um dos melhores filmes da carreira do ator Will Smith. E olha que ele tem muita coisa excelente no currículo, hein.Apesar de não ser ambientado no Brasil, À procura da Felicidade consegue te fazer sentir quão duro, sofrido e angustiante a busca por uma colocação de trabalho decente pode ser.Se você

Leia os textos motivadores abaixo para desenvolver o que se pede na sequência. Texto 1 Informalidade no mercado de trabalho é recorde, aponta IBGE. Empregos informais chegam a 41,4% da força de trabalho ocupada no país. Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro Houve discreto aumento no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 93,8 milhões no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na comparação anual. Porém, o contingente de pessoas que conseguiu trabalho no período está em condição de informalidade, que atingiu um recorde da série histórica, iniciada em 2012, chegando a 41,4% da força de trabalho ocupada no Brasil. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação caiu de 12% para 11,8% na comparação entre o trimestre terminado em junho e o terminado em setembro, somando 12,5 milhões de pessoas. No terceiro trimestre de 2018, a taxa ficou em 11,9%. A gerente da Pnad, Adriana Beringuy, destaca que essas pessoas estão se inserindo no mercado na condição de trabalhadores por conta própria e de empregados no setor privado sem carteira assinada. “A gente ressalta que estamos diante de uma melhora quantitativa desse mercado de trabalho, ou seja, de fato há mais pessoas trabalhando. Mas a forma de inserção que esses trabalhadores estão tendo nesse mercado é mais aderente a postos de trabalho associados à informalidade e com todas as repercussões que isso causa no mercado”, disse Adriana. Ocupação O número de empregados que trabalham no setor privado sem a carteira assinada chegou a 11,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 2,9% na comparação com o trimestre anterior e de 3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2018. A categoria trabalhadores por conta própria também apresentou recorde na série histórica, com 24,4 milhões de pessoas nesta condição, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,3% no mesmo período do ano passado. Desse total, 4,9 milhões têm CNPJ, ou seja, registro como empresa, e 19,5 milhões não têm. Segundo Adriana, o crescimento da ocupação ocorre desde 2018, mas não em setores que tradicionalmente apresentam grandes contratações, como indústria, construção e comércio, sendo uma reação concentrada em determinados segmentos. “O panorama não difere de outras divulgações que nós tivemos. Alguns setores isoladamente tiveram destaque nessa absorção de trabalhadores, como é o caso da construção, em edificações e serviços básicos, não são grandes obras de infraestrutura. Também observamos a continuidade do fenômeno do crescimento de trabalhadores na área de transporte terrestre de passageiros, os motoristas, e um pouco ali também de reação na parte de terceirização de mão de obra”, disse. (…) Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br | Acesso em 07/09/2020. Texto 2 “Aumento da informalidade não é surpresa”, afirma economista do Dieese. Para Clóvis Scherer, aumento de 1 milhão de trabalhadores nessa condição tende a impactar economia nacional. Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Brasília (DF) Os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam a entrada de 1 milhão de pessoas na faixa dos trabalhadores informais entre os anos de 2018 e 2019 no Brasil, repercutem o cenário de crise que marca o país. É o que afirma o economista Clóvis Scherer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Divulgados nesta sexta-feira (31), os novos dados integram a Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad) Contínua e mostram um aumento de 0,3% na taxa de informalidade. Com isso, subiu para 41,1% o percentual de trabalhadores nessa condição em relação ao total da força de trabalho. “É um percentual muito, muito elevado. Demonstra, na verdade, que o mercado de trabalho ainda exibe as mazelas, os problemas que, se não foram gerados, foram muito ampliados com essa crise recessiva que começou em 2015. É um numero que não é uma surpresa”, afirma Scherer. Segundo o IBGE, o índice corresponde a um contingente de 38,4 milhões de pessoas, número que é o maior desde 2016. A psicóloga Katlen Dourado, de 24 anos, está entre os trabalhadores que entraram para essa estatística. Antes trabalhando como digitadora em uma empresa terceirizada e com carteira assinada, hoje ela vive como entregadora de panfletos e não tem contrato formal. “Eu achei isso, uns freelancers e comecei a fazer. Eu sou formada, e olha o que estou fazendo, mas é o que tem pra poder sobreviver porque as coisas chegam”, lamenta. Ela conta que sente saudade das vantagens do trabalho formal, como férias remuneradas, décimo terceiro, PIS e abono salarial. A psicóloga afirma que os direitos trabalhistas traziam “alguma estabilidade”, que hoje deu lugar à ansiedade de não saber qual será sua renda, já que a remuneração varia conforme os dias trabalhados e o fluxo do mercado. “A gente não pode se garantir com nada. Não pode, por exemplo, comprar um carro porque não sabe quando é que vai ter dinheiro. Eu queria abrir minha clínica, mas está muito difícil, tem muito concorrente. Até pra panfletar está difícil, porque são inúmeras pessoas que querem, já que está todo mundo sem trabalhar”, desabafa a jovem. Especialistas que acompanham o tema apontam que as reformas trabalhistas estão diretamente relacionadas ao contexto de informalidade massiva, assim como as medidas de ajuste fiscal e redução nos investimentos do Estado para colaborar com a geração de empregos formais. Scherer afirma que, apesar de o percentual de 0,3% de aumento parecer pouco significativo, a fatia de 1 milhão de trabalhadores que agora engrossam as fileiras da informalidade tende a trazer impacto geral para a economia nacional, que opera como uma engrenagem. “Postos informais, em geral, são postos com baixa produtividade, em que as pessoas têm uma inserção, na grande maioria, muito precária. A pessoa está ocupada, mas não tem renda sequer pra contribuir pra Previdência ou sequer um pequeno empresário, um autônomo tem

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar STAR WARS, a saga mais famosa do cinema, na redação! Anote tudo e que a força esteja com você! SAGA: STAR WARS 1977-2019 • 9 filmes • 13+ Sinopse: “A princesa Leia é mantida refém pelas forças imperiais comandadas por Darth Vader. Luke Skywalker e o capitão Han Solo precisam libertá-la e restaurar a liberdade e a justiça na galáxia.” CIÊNCIA E TECNOLOGIA Em Star Wars, o desenvolvimento científico é retratado como motor das inovações que permitem, entre outros, a viagem intergaláctica. Porém, também é mostrado o “lado sombrio” da tecnologia: a possibilidade de criação de super armas, como a Estrela da Morte, que pode aniquilar planetas inteiros. RELIGIÃO Não há dúvidas de que George Lucas cria a Força como uma alegoria a diversas religiões ocidentais e orientais, com referências bíblicas. Teóricos apontam semelhanças entre o personagem Luke Skywalker e Moisés. Em 2001, o ‘Jediísmo’ era a quarta maior religião no Reino Unido (Fonte: ONS-UK). USO DA VIOLÊNCIA Com filmes de ação e aventura, a saga apresenta um considerável teor de violência. Entretanto, os Jedi transmitem a mensagem do pacifismo: no Episódio V – O Império Contra-ataca, Mestre Yoda explica a Luke que um Jedi usa a Força somente para meios de informação e autodefesa – e nunca para agressão. RESPEITO AO IDOSO Mestre Yoda é o principal membro do Conselho Jedi, admirado por suas habilidades com a Força e sua vasta sabedoria. Embora personagem fictício, o pequeno verde ancião manifesta a importância da valorização dos mais velhos em quesitos de experiência e ensinamentos. TRANSTORNOS MENTAIS Em um artigo de 2015, psicólogos argumentam que Star Wars é um exemplo de temas psiquiátricos: C3PO tem TOC; Yoda tem dislexia superficial; Luke Skywalker, esquizofrenia prodrômica. E Jar Jar Binks é um exemplo facilmente identificável de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. TIRANIA E QUEDA DA DEMOCRACIA A segunda trilogia mostra como democracias viram ditaduras. Sheev Palpatine, que é chanceler da República, conspira para atacar a imagem dos Jedi, provocar o medo e tomar o controle como imperador. A lição é sintetizada nas palavras da senadora Padmé Amidala: “Então é assim que a liberdade morre, com um estrondoso aplauso”. MOVIMENTOS ATIVISTAS Após a ascensão do Império galático, Jedis e forças opositoras se unem para formar a Aliança Rebelde em prol da liberdade e da volta da democracia. O sentimento de revolta popular dos heróis se assemelha ao de movimentos contemporâneos de ativismo por direitos fundamentais ao redor do planeta. DISCURSO DE ÓDIO Declarando os Jedi como traidores, Palpatine solicitou a execução da Ordem 66: autorização para um genocídio dos Jedi pelos stormtroopers. Milhares foram mortos ao redor da galáxia pela ordem fascista. O nome dos soldados espaciais não era coincidência: a ala paramilitar original do Partido Nazista era chamada de Sturmabteilung (Storm Division). EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” (Enem 2016) “No universo de ‘Star Wars’, os mestres Jedi foram aniquilados pelos lordes Sith, seguidores de uma seita inimiga. Liderados por Darth Sidious, eles depuseram a República e instauraram um regime ditatorial. Fora dos cinemas, a intolerância religiosa é uma realidade no Brasil, tornando necessário o seu combate, para a manutenção da liberdade individual e da cidadania.” *Introdução por Débora Aladim, usada no Enem 2016 com nota 920 APROVEITE O CUPOM HELPDOFELPI PARA GANHAR 35% DE DESCONTO EM NOSSA PLATAFORMA! CLIQUE AQUI! Gostou desta super dica? Não deixe de seguir nosso perfil no instagram: @redacaonline LEIA MAIS: Como usar HARRY POTTER na redação? Como usar JOGOS VORAZES na redação? Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações?
Sucesso entre muitos textos com notas altas, a Constituição de 1988 sempre aparece nas redações do ENEM seja na introdução, no desenvolvimento e até mesmo na conclusão. O conjunto de leis que ganhou o nome de Constituição Cidadã é, na verdade, a sétima versão existente em nosso país e nasceu com o propósito de dar voz a uma sociedade em fase de mudança. A Constituição tem uma função bastante determinada: reger todo o funcionamento legal do país, por isso, há artigos que se destinam aos mais variados assuntos. Essa amplitude temática faz com que a obra seja bastante útil para o desenvolvimento de diversos temas de redação. Fizemos para vocês um apanhado do que a Constituição de 1988 diz a respeito dos principais eixos temáticos da redação do ENEM para que seja possível aproveitá-la ao máximo. Vamos saber mais? Educação No artigo 205, a Constituição é clara em apontar que a educação é DIREITO de TODOS (usamos a caixa alta de propósito mesmo) e apenas essa parte do artigo já é utilíssima para inúmeros temas e argumentos. Isso significa dizer que aqueles que não têm acesso à educação, seja lá por qual razão, estão tendo seu direito negado. O artigo ainda traz as ordenações de que educação é dever do Estado e da família e que deve ser também amparada pela sociedade, ou seja, não há elemento que possa se eximir da responsabilidade de participar da educação do país. Lembra do tema da redação do ENEM 2017 (Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil)? Pense só de quantas formas o artigo 205 não poderia ser aproveitado nesse assunto. Saúde Assim como a educação, a saúde também é um direito de todos e dever do Estado, conforme prevê o artigo 196. A lei sobre a saúde contempla três frentes: Não precisamos pensar muito para enxergarmos o quanto o Brasil ainda está longe de alcançar as metas contidas no artigo 196. Apesar de existirem muitos programas de assistência à saúde, eles não são, nem de longe, suficientes para atender à população geral com qualidade e equidade. Cultura Já para a cultura, a Constituição determina em seu artigo 215 que o Estado GARANTIRÁ (mais uma vez, caixa alta proposital) o exercício dos direitos culturais e o acesso à cultura a todos os cidadãos. Além disso, é de responsabilidade do Estado criar datas comemorativas que tenham grande significado social, defender e valorizar o patrimônio cultural do país, formar pessoal capacitado para gerir a cultura e democratizar o acesso a ela em sua plenitude. No ano de 2019, tivemos um tema de redação totalmente vinculado à esfera da cultura e que permitia utilizar o artigo 215 como elemento estrutural. Segurança No tópico da segurança, a responsabilidade de garanti-la não é somente do Estado. De acordo com o que afirma o artigo 144: toda a sociedade é convocada a preservar a ordem pública, a vida e o patrimônio. No mesmo artigo, há também a divisão dos órgãos que cuidam especificamente da segurança da população. Segurança, portanto, tem dois vieses, do dever e do direito e aqui é importante salientar que, quando o dever de manter a segurança falha, o direito também é negado ao cidadão. Muitas vezes, o próprio cidadão subtrai o direito à segurança de outro cidadão. Moradia A moradia é considerada direito social básico, sem o qual há ameaça à sobrevivência. O artigo que garante acesso à moradia a todos os cidadãos é o artigo 6. Na verdade, o artigo 6, que prevê outros direitos sociais (como o lazer, a saúde, o trabalho etc.), está baseado em grande parte nas premissas dos Direitos Humanos. A moradia da qual a Constituição trata é uma moradia digna, que forneça segurança e proteção aos moradores, em áreas com a devida autorização e condição de habitação. Liberdade de religião O artigo de número 5 garante a liberdade de crença e culto a todos os brasileiros. É também nesse artigo em que a Constituição prevê que os locais de cultos (igrejas e templos diversos) devem ser protegidos por força de lei. Evidentemente, mesmo o Brasil sendo um país tão plural quando tratamos do tema religião, não há plena liberdade de crença, não exatamente porque não existam leis que regulamentem isso, mas sim pela própria intolerância da sociedade. A intolerância religiosa foi, inclusive, o tema da redação do ENEM de 2016, na qual os candidatos deveriam propor caminhos para combater tal intolerância. Tecnologia O artigo 218 afirma que o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação tecnológica e a inovação. Dentre tantos assuntos que a Constituição aborda, a tecnologia é um dos que mais necessita de desenvolvimento real. É só observarmos quanta falta fazem os pesquisadores neste momento de pandemia em que o mundo está voltado ao desenvolvimento de uma vacina. Talvez por a Constituição ter mais de 30 anos, é possível imaginarmos que a tecnologia ainda não tinha a visibilidade que tem atualmente e por isso mesmo é que algumas leis precisam ser constantemente revistas e adaptadas. A esfera da tecnologia foi cobrada enquanto tema do ano de 2018, com a discussão a respeito da manipulação do comportamento do usuário por meio do controle de dados na internet, entretanto, até então, o artigo 218 não possui nenhum inciso que trate da proteção de dados dos usuários. Trabalho O trabalho também é um direito social fundamental e que deve receber proteção e incentivo do Estado, mas a Constituição ainda determina no artigo 7 os direitos básicos do trabalhador. Alguns direitos trabalhistas básicos garantidos pela Constituição são: Ao lado do artigo 7, vigora também a CLT, Consolidação das Leis de Trabalho, conjunto de leis destinado à especificação e pormenorização de todos os tópicos legais relativos ao trabalho. Percebeu como a Constituição é rica e pode te auxiliar a desenvolver ou sustentar argumentos sobre praticamente todos os temas? Por isso, não deixe de dar uma olhadinha com mais atenção neste importante documento brasileiro. CLIQUE AQUI E CONFIRA A CONSTITUIÇÃO DE 1988 NA ÍNTEGRA LEIA MAIS:

Ah, a literatura é tão maravilhosa que nos faz conhecer locais e tempos aos quais não teríamos acesso de outra forma que não pela letra escrita, você que vai fazer vestibular ou Enem já sabe que a redação é importante, por isso, trouxemos aqui as leituras obrigatórias da Fuvest 2021 para você usar na redação. Mas e quando podemos somar mais uma utilidade à leitura além de transportar-mo-nos para outras esferas? Com a intenção de agregarmos mais valor ao seu processo de leitura, é que resolvemos trazer a parte II deste artigo. Ainda não conferiu a PARTE I? Confira: Como usar as leituras obrigatórias da Fuvest 2021 nas redações – PARTE I As leituras obrigatórias da Fuvest não são escolhidas aleatoriamente. Quando as analisamos com cuidado, percebemos que há dois fios condutores que ligam todas as obras: a valorização da Língua Portuguesa (em suas diferentes versões) e a análise social num determinado contexto. E o que tudo isso significa? Que ler as obras da Fuvest e analisá-las com cuidado vão te conferir muitos elementos de linguagem, fazendo com que você tenha várias formas de expressar a mesma coisa e te farão conhecer mais aprofundadamente realidades e esferas sociais diversas, fornecendo argumentos para muitos temas de redação. Na parte I, trouxemos quatro obras a vocês. Neste artigo, faremos um pequeno resumo das cinco últimas obras selecionadas para 2021, totalizando assim nove obras ao todo. A Relíquia, de Eça de Queirós Um autor que, após viajar por muitos locais, resolve voltar para sua pátria, Portugal, e dedicar anos à criação de personagens e cenários tipicamente portugueses. Esse é Eça de Queirós. De 1887, A Relíquia é uma narrativa extremamente cômica, considerada pelos especialistas enquanto obra sarcástica e que tem como protagonista Teodorico Raposo (que depois passa a atender pelo apelido de “Raposão”). Resumidamente, Teodorico Raposo tem dois comportamentos opostos, um, extremamente beato, ao estar ao lado de sua tia, Dona Patrocínio das Neves, e outro, digamos, um pouco mais libertino, quando longe dos olhos de Dona Patrocínio. A mudança de comportamento tem uma razão: Raposão quer agradar a tia, já que Dona Patrocínio é rica e o sobrinho é o único herdeiro. Com medo de que a tia deixe a herança para a igreja, Teodorico cria um personagem casto e fervoroso na fé. Você já deve imaginar que a farsa não vai dar certo. Mesmo de maneira sarcástica, o autor faz uma crítica acentuada ao modo de viver do português comum daquela época, que, de acordo com o comportamento de Teodorico, enganava as pessoas por um fim totalmente material. Há também ênfase nas atitudes hipócritas de Teodorico. É possível relacionar essa leitura obrigatória da Fuvest 2021, A Relíquia, a temas que tratem de mudanças sociais, valorização do material e culto às aparências na sociedade. Mayombe, de Pepetela Mayombe, de 1980, trata do processo de independência da Angola, um dos países de Língua Portuguesa colonizado por Portugal. Mas o processo contado no enredo não é aquele bonitinho, que traz todos os benefícios advindos da independência. Os relatos são realistas. Na leitura obrigatória da Fuvest 2021, o narrador inclui todas as contradições, sentimentos e também ações do grupo que militava a favor da independência. Ideologias variadas se misturam no enredo e muitas dessas ideologias impedem as pessoas de lutarem lado a lado por um ideal de independência. Já deu para perceber que muito do que é narrado no livro acontece hoje em nosso país, em que polarizações políticas atrasam e às vezes inviabilizam avanços que são importantes para todos. Campo Geral, de Guimarães Rosa Falar de qualquer obra de Guimarães Rosa de forma resumida é ficar devendo a um autor que soube dar efeitos às palavras como poucos e em Campo Geral, de 1964, não é diferente. Nessa leitura obrigatória da Fuvest 2021, conhecemos Miguilin, um menino de oito anos que vive num cenário tipicamente brasileiro: as matas. O livro está centrado nas descobertas que Miguilin vai fazendo sobre o espaço em que está inserido, as pessoas que o rodeiam e ele mesmo. Conforme Miguilin cresce, suas percepções se tornam mais aprofundadas e ele percebe que viver no sertão mineiro impõe a ele uma carga maior de força e coragem. De qualquer maneira, o retrato da infância de Miguilin é um encanto e conseguimos relacionar Campo Geral a temas que falem sobre a preservação da infância e desigualdade social. Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles O título já te conta muito: o cenário central é o movimento da Inconfidência Mineira. Neste cenário, há a descrição da febre do ouro e de todo o progresso que isso traz a Minas, mas a exploração excessiva por conta do mesmo ouro gera sérios agravantes a essa terra. Romanceiro da Inconfidência, que teve sua publicação em 1953, conta a história de Minas desde sua colonização até a já citada Inconfidência, com muitas passagens doces e outras angustiantes. Temas de redação sobre exploração territorial e ambição desmedida poderão utilizar a obra tranquilamente. Além disso, você poderá saber mais sobre esse processo histórico por meio dos olhos de uma das mais incríveis escritoras de nossa literatura sobre a leitura obrigatória da Fuvest 2021. Nove Noites, de Bernardo Carvalho O “bebê” da lista, lançado em 2002, traz como ponto de partida a história do antropólogo americano Buell Quain, que, aos 27 anos, provavelmente comete suicídio em agosto de 1939 numa aldeia indígena do Tocantins, porém, a morte de Buell Quain, mesmo hoje, ainda não foi totalmente desvendada. Na narrativa, o narrador, após tentar levantar informações sobre a morte do antropólogo, misturando assim ficção e realidade, romance ficcional e romance policial, passa a ser Manoel Perna. Manoel Perna, o narrador ficcional, convive, de forma fictícia, por nove noites com Buell Quain e tenta entender o que de fato aconteceu. No período de convivência, a repressão da educação é um assunto que ganha ênfase. Nove noites mistura ficção e realidade e mostra duas formas de se lidar com uma educação repressora: uma por meio do suicídio do antropólogo e outra por meio

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! A discussão a respeito dos crimes cometidos virtualmente é relativamente nova, datada do final dos anos 90, muito disso por conta do avanço da internet, entretanto, cibercrimes têm sido registrados desde a década de 60 em ambiente norte-americano. Inicialmente, os crimes cibernéticos tinham como foco principal o acesso indevido a informações de caráter sigiloso tanto de usuários de grande importância social quanto de empresas. Os anos passaram, a internet ganhou um grande espaço na sociedade e invadiu a casa de muitas pessoas. Com isso, indivíduos comuns começaram a ser atingidos por fraudes, exposições e outras ações on-line. Estamos plenamente conscientes da enorme quantidade de benefícios promovidos pelo avanço da internet, mas não podemos nos esquecer de analisarmos o lado obscuro de tal evolução. E a obscuridade acaba sendo tão profunda que se torna até crime. Primeiramente, precisamos compreender o que se configura enquanto crime em nosso país. Este conceito não é tão facilmente definido e não há exatamente unanimidade entre os especialistas, mas você pode ter uma noção um pouco mais ampla sobre o tema lendo esta recomendação AQUI! Na sequência, separamos algumas indicações de leitura que podem ser úteis na construção de sua redação. 1- Artigo sobre as leis que definem os crimes digitais. Disponível em: justificando – crimes digitais quais sao Acesso em: 31/08/2020. Você já viu no link que indicamos anteriormente como um crime é caracterizado em nosso país e agora também é essencial entender quais situações se enquadram enquanto crime digital. Este artigo explica de maneira pormenorizada quais são os crimes digitais e quais são as principais leis que amparam essas incidências. 2- Artigo sobre a “Lei Carolina Dieckmann”. Disponível em: jusbrasil – a nova lei carolina dieckmann Acesso em: 31/08/2020. Em maio de 2012, a atriz Carolina Dieckmann teve seu computador invadido por hackers. Os criminosos subtraíram arquivos e fotos íntimas do aparelho da atriz e ainda a chantagearam cobrando o valor de R$10.000 para que as fotos não fossem publicadas na internet. As fotos foram publicadas na rede e a atriz abriu boletim de ocorrência na Polícia, dando ênfase a uma discussão mais aprofundada sobre crimes cibernéticos no Brasil. No fim do mesmo ano, a lei 12.737 entrou em vigor e acabou apelidada com o nome de Carolina. Para saber mais sobre todas as ocorrências que geraram esta lei e sobre o conteúdo dela, é só acessar o link indicado aqui. 3- Artigo sobre a posição do Brasil no ranking de crimes cibernéticos. Disponível em: uol – brasil é o segundo pais no mundo com maior número de crimes ciberneticos Acesso em: 31/08/2020. Muito bem, já percebemos que os crimes virtuais são um problema bastante sério, mas o que ou quanto isso tem a ver com nosso país? Pois é, infelizmente estamos bastante relacionados ao assunto. O artigo acima irá te explicar numericamente (com base em pesquisas e na evolução dos dados coletados ano a ano) como o Brasil conseguiu a incrível posição de segundo lugar na escala de países com maior número de crimes on-line. 4- Artigo com pesquisa científica sobre o número de casos de crimes virtuais por minuto no Brasil. Disponível em: amp mg jusbrasil – brasil registra 54 crimes virtuais por minuto Acesso em: 31/08/2020. Para saber exatamente a condição dos crimes cibernéticos no Brasil, sua extensão e seu crescimento, a empresa Symantec, referência em segurança na internet, realizou uma pesquisa aprofundada para tentar chegar ao número exato de crimes on-line registrados por minuto. O resultado não é nada animador. É importante que você se lembre de que a pesquisa só deu conta de analisar aqueles crimes que foram de alguma forma registrados. Muitas outras ocorrências se dão na internet, mas acabam passando em branco por falta de registro adequado. 5- Artigo sobre as medidas que precisam ser tomadas com relação aos crimes cibernéticos. Disponível em: brasil elpais – medidas que devem ser tomadas aos crimes cibernéticos Acesso em: 31/08/2020. Os crimes cibernéticos são uma realidade da sociedade brasileira e seu alto e veloz crescimento tem chamado a atenção para a necessidade de medidas mais claras para combater o problema. O artigo de El País tem a proposta de promover uma discussão sobre o que as autoridades brasileiras poderiam fazer diante do fato. 6- Artigo sobre as penalidades legais atuais no caso de crimes cibernéticos. Disponível em: gazeta do povo – crimes cibernéticos moro Acesso em: 31/08/2020. Se os crimes virtuais têm crescido exponencialmente nos últimos anos e se há leis que foram pensadas para combater ou inibir a problemática, é possível pensarmos que essas leis não estão sendo eficazes. Mas por que elas não têm sido eficazes? Quais pontos carecem de melhoria? Venha saber mais nesta indicação. 7- Artigo sobre a nova forma de prevenir/remediar os crimes virtuais. correio braziliense – cibercrimes adeus ao jeitinho brasileiro Acesso em: 31/08/2020. Uma vez que a lei não tem sido eficaz para proteger a sociedade dos crimes cibernéticos, outras alternativas que visam a esse propósito têm surgido. A principal delas é o seguro contra crimes on-line. O artigo acima, além de explicar de forma pormenorizada como o seguro funciona, ainda traz a entrevista com Fábio Oliveira, presidente de uma grande empresa que realiza esse serviço. As informações fornecidas por Fábio podem servir como sustentação de argumento em sua redação, assim como vários dos dados que você conseguiu coletar por meio das indicações até aqui. 8- Crônica sobre a coragem atrás da tela. Disponível em: o popular – na internet somos todos corajosos Acesso em: 31/08/2020. Será que a internet deixou as pessoas mais corajosas? A crônica da autora Tércia Duarte tem esse ponto de partida. É inegável que muitas situações que ocorrem na esfera virtual não aconteceriam presencialmente e é por isso que alguns especialistas em comportamento têm apontado que, para alguns usuários, a internet funciona como uma capa de super-herói. 9- Vídeo sobre o aumento de crimes virtuais durante a pandemia. Acesso em: 31/08/2020. https://youtu.be/yKIk42htwJ4Se as dificuldades trazidas pela pandemia do coronavírus já não fossem
Leia os textos motivadores sobre o tema de redação de crimes cibernéticos abaixo para redigir o que se pede. Texto 1 Crimes cibernéticos disparam e expõem fragilidade tecnológica no Brasil Postado em 04/08/2019 Diariamente, são registrados pelo menos 366 crimes cibernéticos em todo o país. O levantamento mais recente, feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia e outros. Em comparação ao ano anterior, a quantidade de ocorrências deu um salto de quase 110% – em 2017, a associação registrou 63.698 denúncias. Um fator que contribui para a ação criminosa, na visão de especialistas, é o descuido da população quanto ao uso de ferramentas que protejam os aparelhos celulares das invasões de hackers. Apesar de ser impossível estar 100% a salvo, o mínimo de precaução pode reduzir as ameaças à privacidade de cada um. “Utilizamos os celulares intensamente. Eles são dispositivos que contêm dados individualizados sobre o que cada um de nós pensa e como nos comportamos. Portanto, por eles serem um grande guardião de informações sobre nós mesmos, são necessários cuidados com relação à segurança deles. Vivemos em uma sociedade onde a vigilância está se incrementando”, diz o professor Jorge Henrique Fernandes, do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, além do crescimento da quantidade de crimes cibernéticos no último ano, os recentes ataques a celulares de autoridades da República, como o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mostram que o sistema telefônico é bastante suscetível à interceptação de mensagens. “O sistema telefônico não garante o sigilo das comunicações de forma perfeita. O investimento das empresas tem sido mais para fazer com que o usuário não perca uma ligação ou conexão do que no sentido de impedir que essa conversa seja interceptada. Essa fragilidade é um problema mundial”, afirma. Para Jorge Henrique, atitudes mais convencionais, como a utilização de senhas para controlar o acesso a aplicações, e a cópia de documentos importantes em outro dispositivo são o primeiro passo para se resguardar da ação de invasores. Especialista alerta para comportamento na internet “Os aparatos tecnológicos, de fato, foram feitos para nos espionar, e o principal problema desses equipamentos é não deixar claro qual tipo de informação ele coleta do usuário. Isso é agravado pela falta de educação informática das pessoas, que não sabem a dimensão do poder do dispositivo que têm em mãos. Por isso, é recomendável que cada pessoa que usufrui da tecnologia reflita sobre até que ponto o que elas fazem virtualmente tem importância e como vão se comportar na internet”, recomenda o professor. Professor e advogado especializado em direito digital e proteção de dados, Fabricio Mota sugere que, ao utilizar computadores públicos, as pessoas evitem acessar redes sociais e sempre navegar na internet em abas anônimas. Além disso, não repetir a mesma senha em vários dispositivos. Segundo ele, é recomendável um código para cada aplicação. Quanto mais difícil ele for, alternando entre caracteres especiais, números e letras maiúsculas e minúsculas, melhor. “Senhas biométricas, que solicitem a impressão digital, uma confirmação por voz ou a leitura da íris do olho são preferíveis. O usuário tem de ser receoso. Sempre atualizar o antivírus dos seus aparelhos e usar uma rede privada virtual para filtrar as redes de wi-fi gratuitas. A partir do momento em que temos a percepção do risco, adotar providências para diminuir as ameaças será algo quase instintivo”, garante o especialista. Desafio das empresas é barrar ataque sem atrapalhar usuários Ao incorporar esses hábitos no cotidiano, o usuário deixará de se incomodar com a quantidade de ferramentas de proteção, frisa o coordenador do curso de segurança da informação do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), Francisco Marcelo Marques. No entanto, ele reconhece que um dos grandes desafios às empresas de tecnologia é conseguir gerar consumo com os níveis de segurança necessários, sem interferir na comodidade de quem utiliza os aparelhos. “O objetivo de qualquer aplicação é facilitar a ação do usuário. Portanto, o ser humano acaba tendo um comportamento mais relaxado. Além disso, muitos acham que nunca serão hackeados, pois julgam que as suas informações pessoais não são importantes. Aí é que está o perigo. É preciso desconfiar sempre”, alerta. Marques destaca que a disponibilidade é inversamente proporcional à confidencialidade. Ou seja, quanto maior for a segurança, a tendência é que menos algum dado confidencial esteja disponível. “É fundamental ativar todos os mecanismos de proteção que a aplicação oferece, pois existem instabilidades que fogem do nosso controle. Maior segurança significa menor conforto. A preguiça é inimiga da precaução”, finaliza. Fonte: em | Acesso em 30/08/2020 Texto 2 Fonte: professoraelaine blogspot | Acesso em 01/09/2020 Com base em sua interpretação e compreensão dos textos motivadores, somadas ao seu conhecimento sobre o tema, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema Crimes cibernéticos no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Os cuidados com a exposição na internet Tema de Redação: Marco Civil da Internet Tema de redação: limitação da internet fixa no Brasil Tema de Redação: Fake news no cenário político mundial Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociais Tema de redação: Redes Sociais e o novo conceito de felicidade
O nome te pareceu estranho, até mesmo coisa de filme? É, sabemos que a primeira impressão é bastante esquisita mesmo, mas os GOMIFES são essenciais para a construção de uma boa conclusão na redação do ENEM. Vamos relembrar um pouquinho a estrutura da conclusão de uma redação do ENEM. Nela, você deve, obviamente, fechar todos os pontos que ainda estejam em aberto, propor uma solução viável ao problema apresentado ao longo do texto, a famosa proposta de intervenção, e exemplificar como essa solução será implementada. E é aqui que os GOMIFES entram na história. As propostas de intervenção criadas para o problema em questão precisam ser executadas por algum agente social. Frequentemente, ouvimos que a solução deve conter uma ação para o governo, uma para a escola e uma para a sociedade como um todo, mas é possível fazer uma ampliação incluindo outros elementos. Daí, temos os Gomifes, que nada mais são do que uma sigla para representar: – Governo; – Organizações não governamentais; – Mídia; – Indivíduo ou Iniciativa Privada; – Família; – Escola; – Sociedade. É claro que os agentes escolhidos para a proposta de intervenção vão depender muito do tema da redação, pois não são todos os agentes que se encaixam em todos os assuntos, apesar de haver uma grande probabilidade de se encontrar ações para cada um deles em inúmeras temáticas. Mesmo assim, é importante que você, candidato, selecione quais agentes são mais coerentes com a sua proposta de intervenção, caso contrário, sua conclusão tenderá a ficar imensa e, ao mesmo, com ações pouco abrangentes. Apesar de não haver uma regra a respeito de quantos agentes devem ser selecionados para a conclusão, o ideal é que você escolha pelo menos dois. A seguir, você conferirá um pouquinho do que é competência de cada um dos agentes dos GOMIFES no que diz respeito a uma proposta de intervenção. GOMIFES: Governo O governo pode criar, atualizar ou revisar leis, no sentido de proteger ou ampliar direitos, visando ao bem-estar de todos. Além disso, é competência do governo fiscalizar a implementação das leis e criar projetos de acordo com a necessidade real do povo. Não poderíamos deixar de salientar que o trabalho de administrar o orçamento (que permite com que projetos saiam do papel e tornem-se escolas, hospitais, moradias, saneamento básico etc.) também é do governo, seja ele municipal, estadual ou federal. Nosso país é organizado com base em ministérios, que têm como funções específicas trabalhar em prol de um setor, atendendo às suas demandas, fazendo com que a população tenha melhor qualidade de vida e desenvolvendo o setor em questão no Brasil. Atualmente, nossos ministérios são divididos entre: – Agricultura, Pecuária e Abastecimento; – Cidadania; – Ciência, Tecnologia e Inovações; – Comunicações; – Defesa; – Desenvolvimento Regional; – Economia; – Educação; – Infraestrutura; – Justiça e Segurança Pública; – Meio Ambiente; – Minas e Energia; – Mulher, Família e Direitos Humanos; – Relações Exteriores; – Saúde; – Turismo; – Controladoria-Geral da União. Há também duas secretarias que tem a mesma valia de um ministério: – Secretaria de Governo; – Secretaria-Geral da Presidência da República. E dois órgãos também com a mesma valia de um ministério: – Advocacia-Geral da União; – Banco Central do Brasil. Ao invés de citar o governo federal, estadual ou municipal, é possível incluir na proposta de intervenção o ministério competente por cuidar daquele setor, desde que se tenha certeza de que a tarefa proposta é função real daquele ministério. GOMIFES: Organizações não governamentais As ONGs têm funcionado como uma espécie de braço direito dos órgãos governamentais, já que fazem um excelente trabalho de conscientização e auxílio ao acesso a direitos básicos, como educação e saúde. Elas são de iniciativa privada e sem fins lucrativos e podem ser utilizadas na proposta de intervenção como auxiliares das ações do governo a fim de atingirem comunidades ou grupos específicos. Mídia Sabemos da imensa influência e poder que a mídia tem atualmente no sentido de levar informações e ajudar na formação de pontos de vista. E são esses dois aspectos que podem ser usados em sua proposta de intervenção. A mídia pode ser o veículo para que as ações do governo, das ONGs, das iniciativas privadas, das escolas e das sociedades sejam divulgadas, tendo assim seu alcance amplificado. Indivíduo ou Iniciativa Privada Todas as propostas de intervenção são pensadas para que o indivíduo, a partir de uma ação, seja beneficiado, mas esse mesmo indivíduo pode ser o beneficiado e o beneficiador. Um indivíduo bem conscientizado pode ajudar na conscientização e mobilização de toda a sua rede de convívio, multiplicando a ação proposta. Já a Iniciativa Privada pode ter a utilidade de subsidiar projetos que sejam de interesse social. Família A depender do tema e da proposta de intervenção, é imprescindível considerar que a solução só poderá ser colocada em prática caso haja uma rede de suporte. E a principal rede de suporte é a família. É na família em que acontecem os primeiros momentos de conscientização individual e social, por isso, há várias ações que podem ser pensadas para esse agente. A transmissão de valores e princípios elementares de convivência em sociedade também devem ser ensinados no seio da família. Escola É na escola que o indivíduo vê sua rede de convivência se ampliar. As regras e normas de convívio, antes destinadas a um pequeno grupo, ganham amplitude e o bem-estar geral começa a ser discutido com mais profundidade. Poucos agentes são tão potentes no sentido da conscientização coletiva quanto a escola, por isso, é essencial que haja investimento estrutural e qualitativo para que esse agente possa fazer seu trabalho com cada vez mais excelência. Enquanto agente da proposta de intervenção, as opções incluindo ações promovidas pela escola são inúmeras e é pertinente pensar que a escola é capaz de alcançar os alunos, suas famílias e a comunidade em seu entorno. Sociedade Na sociedade é que tudo acontece, tanto é que temos visto quantos resultados positivos são advindos de movimentos sociais. A sociedade precisa estar plenamente consciente

Explore a inclusão de autistas no Brasil! Analisamos a nova lei do censo, a série 'The Good Doctor' e os desafios enfrentados. Descubra como a falta de conhecimento e o despreparo escolar impactam a v

Explore o tema do turismo e seus impactos socioambientais! Prepare-se para sua redação com este texto dissertativo-argumentativo que aborda os impactos positivos e negativos, a interferência na cultur

Se você nos acompanha por aqui, com certeza deve saber que livros são uma ótima forma de sustentação ou exemplificação de argumentos em uma redação, principalmente se forem livros de maior conhecimento geral, como os da literatura brasileira. Nossa literatura é extremamente rica. Temos obras para todos os gostos e que podem ser encaixadas em temas diversos. Por isso, foi muito, muito difícil mesmo escolhermos apenas cinco obras para indicarmos para vocês. Vamos ver o que separamos especialmente para o enriquecimento da sua redação? 5 livros da literatura brasileira para enriquecer redações Lucíola, de José de Alencar Ano de publicação: 1862 Lucíola é daqueles livros inesquecíveis da literatura brasileira. Sua história entra na mente e fica ali, sempre vindo à tona, já que o tema do livro, mesmo com a passagem de mais de um século, continua sendo atual: uma garota de programa (que não tinha essa alcunha no enredo, evidentemente) que sofre numa sociedade moralista, mas desmoralizada. Lucíola tem como personagem principal Lúcia, uma jovem que passou por uma infância sofrida, cheia de necessidades e que encontra em seus amantes uma forma de vencer a miséria que a rodeava. Mas acontece que Lúcia está inserida numa burguesia cheia de “virtudes”, que prega o valor da moral e dos bons costumes e que enxerga a mulher como casta, pura, boa esposa e boa mãe, ou seja, o ideal mesmo do Romantismo no Brasil, período em que a obra se insere. Por conta de sua profissão, Lúcia sofre amargamente, sendo impedida, inclusive, de viver seu grande amor. E o desfecho do enredo nada mais é do que o clássico castigo romântico aplicado às pessoas que não seguem as regras da sociedade. Lucíola é cheio de simbologia e mostra às claras a hipocrisia da sociedade e a desvalorização da mulher, usada enquanto objeto para fins variados. Senhora, de José de Alencar Ano de publicação: 1875 Gente, sabe aquele livro babadeiro? É este aqui. O começo parece meio esquisito, pois somos jogados no meio da história, quando os fatos já estão se desenrolando, sem obediência à ordem cronológica, mas quando começamos a entender o que aconteceu e o que está acontecendo, o negócio fica bom, muito bom. Não é à toa que este foi o último livro de Alencar publicado ainda em vida. Nele, o autor, que soube traçar os perfis de mulher como poucos na literatura brasileira, juntou todo seu repertório e criou Aurélia, um nome incomum para uma jovem também incomum. Aurélia, uma mocinha romântica, desenvolvida dentro do estilo do Romantismo. É pobre, sonhadora e apaixonada por Fernando. Fernando também é pobre, mas ambicioso. Os dois começam um belo relacionamento que tinha tudo para virar casamento, até que Fernando decide trocar Aurélia por uma moça rica. O livro poderia virar aquele dramalhão mexicano? Até poderia, se não fosse o fato de que Aurélia recebe uma herança inesperada de um tio distante e fica rica, mas rica mesmo. E aí, meus queridos, é o famoso momento do “parece que o jogo virou, não é mesmo?”. O enredo, por si só, já é excelente e vale demais a leitura, mas, além disso, você pode usar passagens da obra para ilustrar temas que tratem da valorização do superficial, das mudanças sociais, do estereótipo da mulher, dentre muitas outras possibilidades que você descobrirá ao ler Senhora. Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha. Ano de publicação: 1895 O título já te conta que o livro é polêmico, afinal, usar o termo crioulo para alguém em nossa sociedade atual é ofensivo, mas no contexto histórico do livro, essa prática era natural e ainda não existiam ações que promovessem o combate ao racismo. Não se esqueça de que a própria Abolição da Escravatura tinha acontecido apenas sete antes, em 1888. O personagem principal da obra é Amaro, um negro que fugiu da escravidão e que serve na Marinha. Como Amaro é retratado enquanto um homem forte, de porte físico grande e bastante musculoso, o trabalho braçal imposto a ele é algo simples de ser feito, principalmente quando comparado à realidade da escravidão, segundo a própria obra. Se Amaro tivesse “apenas” essas características, o enredo já seria extremamente útil para se abordar temas relacionados ao racismo, preconceito, marginalidade do trabalho e costumes sociais hipócritas, mas Amaro é homossexual e se apaixona por Aleixo, um adolescente branco e de olhos azuis. Precisa dizer mais alguma coisa? O livro está inserido no período literário do Naturalismo, o que significa que você pode esperar uma descrição bastante fiel dos personagens e da sociedade. Aliás, a obra tem como intenção criticar a hipocrisia da sociedade. Bom-Crioulo foi o primeiro livro da literatura brasileira que abordou a temática do homossexualismo. Incidente em Antares, de Érico Veríssimo. Ano de publicação: 1971 Um livro com uma temática muitíssimo séria, uma vez que aborda a violência do regime militar no Brasil, além de criar um enredo num contexto de desenvolvimento do país, com a chegada de indústrias estrangeiras, mas que mesmo assim te faz rolar de rir. No calhamaço de mais de 300 páginas, a pacata cidade de Antares é abalada por um fato sobrenatural: sete mortos ressuscitam e saem andando pela cidade, como se nada tivesse acontecido. Porém, esses sete mortos não são quaisquer pessoas. Eles sabem muitos segredos de pessoas importantes e influentes na sociedade local e esses segredos podem causar bastante confusão. Até aí, sem problemas, certo? Sim, certo, se não fosse pelo fato de que esses mortos ressuscitados não se contentam em simplesmente andar pela cidade de Antares, mas resolvem que, como já estão mortos mesmo, essa é uma excelente oportunidade para darem com a língua nos dentes e saírem ruas afora revelando informações sigilosas. Além de todo o pano de fundo histórico que existe neste livro, é interessante ver como as menores sociedades estão baseadas em mentiras e podem ser ameaçadas por um simples “abrir de boca”. A Árvore que Dava Dinheiro, de Domingos Pellegrini. Ano de publicação: 1981 A Árvore que Dava Dinheiro conta o que aconteceria se aquele
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