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    A relação entre professor aluno e o processo de aprendizagem
    Otavio Pinheiro
    5 min

    Tema de Redação: A relação entre professor e aluno e o processo de aprendizagem

    Leia e interprete os textos motivadores abaixo e após redija o que é pedido. Texto 1 Relacionamento Professor X Aluno A relação do professor com seus alunos é de fundamental importância para a Educação, pois a partir da forma de agir do mestre é que o aprendiz se sentirá mais receptivo à matéria. A reciprocidade, simpatia e respeito entre professor e aluno proporcionam um trabalho construtivo, em que o educando é tratado como pessoa e não como número, ou seja, mais um. Os objetivos da Educação seriam mais facilmente alcançados se muitos dos problemas disciplinares fossem resolvidos com maior cautela, sem dramatização, em que um simples comentário bem feito solucionasse o problema. Atividades variadas previnem a indisciplina dentro da sala de aula A elaboração de provas justas e bem dosadas estimula o aluno a estudar mais e diminui, ou até mesmo elimina, a “famosa cola”, afastando um dos maiores atritos que existem entre ambas as partes. Outra forma de melhorar essa relação é aplicando trabalhos interessantes que desafiem a capacidade do estudante e que não gerem angústia e nem desânimo pelo grau de dificuldade. […] Não é possível educar sem dialogar Buscando um melhor relacionamento, o professor será tratado com respeito e como educador, dando oportunidade ao diálogo. Às vezes, o professor usa de expressões ameaçadoras para com os alunos, como: Calem a boca! É para ser feito assim, pronto e acabou! Dessa forma, deixa transparecer que quem está à frente (o educador) não tem controle sobre a situação, atitudes e sentimentos. Existem quatro elementos fundamentais para o ato de ensinar: o processo, a matéria, o aluno e o professor, sendo esse último o fator decisivo na aprendizagem, levando em conta a influência que exerce sobre a classe para ministrar as aulas. O professor tem que estar sempre aberto às novas experiências, aos sentimentos e aos problemas de seus alunos. É claro que a responsabilidade da aprendizagem está ligada ao aluno, mas essa deve ser facilitada pelo professor, levando o aluno à autorrealização. Fonte: Brasil Escola – Educador Acesso em 05/04/2020. Texto 2 O que é ser professor nos dias atuais Por: Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink 15 de Outubro de 2015 Eu sempre digo que foi o magistério que veio atrás de mim. Quando era criança, as meninas brincavam de ser mãe ou professora. Comigo não era diferente. Eu sentava com as bonecas, escrevia no quadro, copiava os textos no caderno de cada uma delas, fazia os exercícios e depois corrigia as respostas. Outras vezes a aluna era uma colega. Naquela época, imitava minha mãe, que também era professora. Cresci e bem que tentei fugir, mas a brincadeira virou realidade e sou professora. Iniciei minha carreira dando aulas particulares para pagar a faculdade de Pedagogia. Assim que me formei, comecei a lecionar e, desde então, observo as transformações que vem ocorrendo na minha profissão. Sei o quanto preciso estar atualizada, comprometida e buscando parcerias sempre. Os avanços tecnológicos e as frequentes e intensas mudanças acarretaram impactos no âmbito educacional, no qual se viu o nascimento de um novo papel do professor, mais acessível e comprometido com o aprendizado. Mas, no entanto, apesar dos discursos, o cenário político ainda não priorizou como deveria a Educação, oferecendo condições que promovam a formação contínua deste profissional e valorizem sua missão. Ser professor hoje é uma tarefa bem difícil, mas prazerosa, pois ele precisa se dedicar, e muito, aos estudos, à pesquisa, ao seu desenvolvimento profissional e aos seus alunos. Como mediador da aprendizagem, participa ativamente do processo de aprender, incentivando a busca de novos saberes, sendo detentor de senso crítico, conhecendo profundamente o campo do saber que pretende ensinar, além de ser capaz de produzir novos conhecimentos, por meio da realidade que o cerca. Ufa, quanta coisa. Mas não é tudo. Do docente também se espera paciência, criatividade, humildade, carisma, saber lidar com público etc. A relação de autoridade entre professor e aluno, que antes permeava o ambiente educacional, deixou de existir. O docente passa a ser reconhecido e respeitado por aquilo que sabe e por como consegue fazer com que o estudante aprenda. É um profissional mais próximo do estudante, enxergando-o em sua integralidade, levando em consideração seus traços como pessoa. Esta valorização do humano deixou a prática educacional com mais significado, pois o professor passa a olhar para seus alunos como indivíduos com necessidades diferentes e particulares. O docente tem que desenvolver em si próprio o olhar integral e humano para educar, além de ser um bom conhecedor do conteúdo programático e das práticas pedagógicas. […] Ser um professor hoje é ser protagonista do ensino. É renovar e interagir com os alunos, pois, sem isso, o processo de aprendizagem não é otimizado. Quanto melhor for o desempenho do docente, melhor será o desempenho do estudante. […] Fonte: Gestão Escolar Acesso em 09/04/2020 Texto 3 Após a leitura dos textos motivadores e levando em consideração suas experiências e conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: Como a relação entre professor e aluno impacta na aprendizagem? CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Educação domiciliar no Brasil Tema de Redação: A importância da música na educação infantil Tema de Redação: Educação sexual e infância Tema de redação: Os desafios da Educação Inclusiva no Brasil Tema de Redação: O histórico desafio de se valorizar o professor Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

    Para professoresMeio de funilplano de estudo
    09 de abr. de 2020
    Como usar o filme O Poço em sua redação
    Otavio Pinheiro
    5 min

    Como usar o filme O POÇO nas redações?

    Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?

    Para vestibulandosfilmes para usar na redaçãoTopo de funil
    06 de abr. de 2020
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Dicas sobre TÓPICO FRASAL: Parte II

    Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos

    Para vestibulandosplano de estudoTopo de funil
    03 de abr. de 2020
    tema-de-redacao-charlatanismo-nas-redes-sociais
    Otavio Pinheiro
    4 min

    Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociais

    Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação

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    03 de abr. de 2020
    repertorio-para-o-tema-charlatanismo-nas-redes-sociais
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Repertório para o tema “Charlatanismo nas redes sociais”

    CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Em tempos de pandemia, quem não gostaria de ter uma receita mágica em mãos que fosse capaz de resolver toda esta difícil situação que temos vivido atualmente? Todo mundo, não é mesmo? Pensamos que, diante de um cenário tão delicado, as pessoas terão bom senso, mas tem muita gente utilizando o medo da contaminação por Coronavírus como estratégia para se aproveitar das pessoas e praticar o que a lei chama de Charlatanismo. Frequentemente, ouvimos o termo Charlatanismo aplicado a várias situações, mas, como você pôde notar na proposta de redação desta semana, nossa lei qualifica enquanto Charlatanismo apenas assuntos ligados à cura. Quando tratamos de uma situação que tem amparo legal, é muito importante nos atentarmos àquilo que a lei diz, pois não podemos classificar qualquer ato de enganação às pessoas como Charlatanismo. Observar o que a lei diz e fazer classificações corretas com base na lei em questão é ainda critério de correção para muitos testes de grande porte. Você verá que as sugestões que separamos para este roteiro estão bastante centradas no campo da saúde e nos casos de Charlatanismo que se enquadram no artigo 283 do Código Penal. Matéria de revista on-line com detalhamento sobre um dos casos enquadrado enquanto Charlatanismo. Disponível em: Isto é  Acesso em 28/03/2020. Para que você entenda um pouco mais a história envolvendo atos de Charlatanismo, a revista Istoé publicou em 19/03/2020 uma matéria contendo mais detalhes sobre a situação. Por meio dela, vamos conhecer a formação acadêmica da pessoa envolvida e, temos certeza, você vai se impressionar. Matéria sobre as denúncias de Charlatanismo recebidas pelo Conselho Regional de Medicina. Disponível em: Conselho Regional de Medicina Acesso em 28/03/2020. Talvez você esteja pensando que esses casos envolvendo a fabricação de fórmulas milagrosas contra o contágio por Coronavírus são uma exceção, mas infelizmente essa não é a realidade. A matéria que você lerá no link acima é de junho de 2010 e de lá para cá parece que as coisas não mudaram muito… Matéria sobre os mitos disseminados nas redes sociais a respeito do Coronavírus. Disponível em: Portal Hospitais Brasil Acesso em 28/03/2020. A matéria que te indicamos aqui é extremamente rica em informações e ilustra quais são os principais mitos (e as principais verdades) envolvendo as formas de contágio e cuidado diante do Covid-19. Além do mais, há discussões a respeito de como as redes sociais facilitam a propagação de informações incorretas. Matéria on-line sobre a influência das redes sociais na disseminação de mentiras. Disponível em: Veja – Abril Acesso em 28/03/2020. As redes sociais são recursos maravilhosos, não temos dúvida, mas elas também facilitam o ato de enganar as pessoas, principalmente aquelas com menor nível de escolaridade ou mais idade, segundo as últimas pesquisas. Querendo saber mais sobre o assunto? A matéria da Veja traz bons argumentos a esse respeito. Matéria on-line sobre as diferenças entre Propaganda Enganosa e Charlatanismo. Disponível em: Promobit Acesso em 28/03/2020. Um erro bastante comum acontece quando confundimos Charlatanismo com Propaganda Enganosa, já que eles parecem ser a mesma coisa dependendo da forma como analisamos a situação. Charlatanismo e Propaganda Enganosa não são a mesma coisa e você pode entender melhor essas diferenças na matéria acima sugerida. Matéria on-line com soluções para o Charlatanismo na área médica. Disponível em: Blog IMedicina Acesso em 28/03/2020. Muito bem, já sabemos que o Charlatanismo é um problema sério e que alguns profissionais da área da saúde, inclusive médicos, têm ajudado a fazer os índices crescerem. Na matéria sugerida aqui, o autor analisa a construção de um charlatão nos meios digitais e apresenta algumas soluções para barrar o problema. Precisando de ideias para sua proposta de intervenção? Este é um dos materiais que certamente vão te ajudar. Reserve alguns minutos para a leitura e análise do texto, pois ele está repleto de boas informações. Matéria on-line sobre como suspeitar de Charlatanismo. Disponível em: Diabetes.org  / Acesso em 28/03/2020. Como podemos nos proteger de casos de Charlatanismo? O médico Mateus Dornelles Severo nos ensina 12 dicas para não cairmos nesse golpe. O mais interessante da matéria é que temos o olhar de alguém que está por dentro da Medicina, praticando-a diariamente, e que, por isso, preenche o texto de detalhes aos quais não teríamos acesso se o autor não fosse médico. Matéria on-line sobre como enganar as pessoas na internet. Disponível em: kaspersky Acesso em 28/03/2020. Partimos do princípio de que a grande maioria das pessoas sabe que não podemos confiar em tudo que vemos on-line, pois esta é uma realidade paralela, um mundo construído à parte. Mas então por que tantas pessoas ainda são enganadas por charlatões? Existem mecanismos bastante elaborados e pensados exclusivamente enquanto truques para levar as pessoas ao erro e a matéria te conta quais são eles. Música Que país é este? Disponível em: letras.mus Acesso em 28/03/2020. Legião Urbana já cantava em 1987 sobre as imensas contradições que existem em nosso país e Que país é este? continua igualmente atual. Que tal a analisar a letra da música pensando nas atuais situações de Charlatanismo que temos presenciado? Ela pode, inclusive, integrar a argumentação de sua redação. Livro O Físico. A epopeia de um médico medieval, de Noah Gordon. Disponível nas principais livrarias do país. A leitura de O Físico já vale por si só, mas, quando podemos usar um bom livro enquanto exemplo ou argumento em nossa redação, gostamos mais ainda. Em O Físico (que também tem a versão em filme), vemos um médico charlatão em prática e suas ações não só prejudicam as personagens do enredo como modificam o desenrolar da história. Essas são nossas sugestões de hoje. Esperamos que todas elas sejam úteis e que você consiga construir uma excelente redação sobre Charlatanismo. Leia também: Repertório para o tema ”Sororidade e união entre as mulheres” Repertório para o tema “Alienação parental no Brasil” Repertório para o tema “Coronavírus e emergência na saúde global” Repertório para o tema ”Gordofobia e o culto ao corpo padrão’‘ Repertório para o

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    03 de abr. de 2020
    Como usar a série ANNE WITH AN E nas redações?
    Otavio Pinheiro
    5 min

    Como usar a série ANNE WITH AN E nas redações?

    Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, separou uma super dica para vocês: como usar a série ANNE WITH AN E na redação! Pegue o caderno e anote tudo! SÉRIE: ANNE WITH AN E ADOÇÃO A série se inicia com Sr. e Sra. Cuthbert adotando Anne Shirley, embora estivessem à espera de um menino para ajudar na lavoura. A revelação do gênero não é bem recebida pela idealização prévia de um perfil pelos pais adotivos, problema muito comum e grave no sistema adotivo brasileiro. PAPÉIS DE GÊNERO Passando-se em 1908, a trajetória de Anne destaca os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a Sra. Cuthbert quer devolver Anne ao orfanato por esta ser uma menina e “incapaz de trabalhar na fazenda”, são vistos os comportamentos de subserviência erroneamente esperados das mulheres. BULLYING Na nova escola de Anne, a protagonista é mal tratada e ridicularizada por seus colegas por ser orfã, adotada e por ter cabelo ruivo. Ela é excluída por possuir um pensamento diferente do da época, o que causa um constante e duradouro sentimento de rejeição e não-pertencimento na menina. INOVAÇÃO NO ENSINO O professor da cidade era um homem que seguia um método tradicional de ensino: deixava alunos de castigo de costas, os humilhava, usava régua e instigava o bullying. Após sua transferência, entra uma professora nova, causando um grande alvoroço na cidade por ser uma mulher solteira. Ela muda o molde de ensino para aulas ao ar livre, debates e desenvolvimento de senso crítico. Os pais e a aristocracia conservadora da cidade se opõem à presença dela. HOMOSSEXUALIDADE Cole, um dos melhores amigos de Anne, compartilha do sentimento de não pertencimento da protagonista. Fugindo do papel masculino na lavoura e na caça, ele preferia o mundo sensível da literatura e das artes, onde encontrava seu refúgio. Em um dos episódios, eles conhecem Josephine, uma mulher lésbica, e descobrem uma comunidade inclusiva daquela época. Assim, Cole explora sua verdadeira sexualidade, até então inexistente e impossível no seu imaginário. ABUSO SEXUAL No início do século XX, contatos físicos como abraços e beijos são proibidos antes do matrimônio. Nesse contexto, Josie Pye, prometida a Billy Andrews por interesse de seus pais, sofre um assédio em que, por mais que gostasse de Billy, é beijada à força. Josie foge e conta o ocorrido a suas amigas, porém Billy, insatisfeito, espalha que os dois teriam ido além, difamando a menina. Em outro episódio, as meninas tem suas saias levantadas na hora do almoço, o que leva Anne a dizer uma das maiores frases da história: “Uma saia nunca é um convite”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO Com a difamação de Josie, Anne escreve um artigo inflamado para defendê-la, em um exemplo de sororidade. Com um texto que pregava o empoderamento feminino e repreendia o machismo, ela sofre rejeição por todos os lados. Os comandantes da cidade buscam tirar a imprensa da escola, sob a justificativa de que representaria uma ameaça, mas os jovens organizam um protesto a favor de sua liberdade de expressão. O PAPEL DA LEITURA Durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias, Anne foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou a leitura como um refúgio mental. A menina, que escondia livros nos porões para que pudesse ler nos raros momentos de paz durante a madrugada, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. RACISMO Quando Gilbert Blythe, amigo de Anne, decide se aventurar pelos mares, ele conhece Sebastian (ou Bash), um homem negro com quem estabelece uma forte amizade. Bash se surpreende que Blythe não se importa com sua cor, visto que não estava acostumado com solidariedade de brancos. O retorno dos dois a Avonlea leva a inúmeras situações de racismo, discussão muito presente nas 2a e 3a temporadas. CONVIVÊNCIA COM A DIVERSIDADE No fim, a série traz a mensagem de que é preciso aprender a respeitar e conviver com as diferenças, já que a multiplicidade é inerente aos seres humanos e não é de hoje. Como alguns exemplos, temos Anne fugindo dos rótulos femininos, os Cuthbert que nunca se casaram, Cole com posturas diferentes das rotuladas para meninos, e a professora Stacy que veste calças e gosta de motocicletas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Os desafios da adoção de crianças no Brasil” Na série canadense “Anne With An E” situada em 1908, os irmãos Sr. e Sra. Cuthbert procuram adotar um garoto para ajudar em sua lavoura, mas, para sua surpresa, recebem uma menina, Anne. Logo de início, a mãe adotiva considera devolvê-la para o orfanato por garotas não serem consideradas aptas para realizar trabalhos físicos. Embora Anne conquiste o carinho de seus novos pais, a série demonstra como o problema da idealização de um perfil para adoção persiste até hoje. De fato, o principal desafio para a adoção no Brasil está na demanda por perfis estereotipados e a discrepância da realidade nos orfanatos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como usar a série Sex Education na redação? Como usar a série EUPHORIA nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série 13 REASONS WHY em suas redações?

    Para vestibulandosSéries para citar na redaçãoTopo de funil
    01 de abr. de 2020
    Como escolher o melhor método de estudos?
    Otavio Pinheiro
    10 min

    Como escolher o melhor método de estudos para mim?

    Como escolher o melhor método de estudos? Você já parou para pensar por que algumas pessoas aprendem muito utilizando mapas mentais, por exemplo, e outras não entendem nada com coisa nenhuma? Já aconteceu de você ficar horas e horas estudando um conteúdo de uma matéria e assim que fechou os livros e os cadernos só conseguiu ouvir os grilos cantando dentro de sua cabeça? Já pensou em como escolher o melhor método de estudos? Achamos sempre que sabemos estudar, até mesmo porque as nossas professoras na escola nos dizem “Você tem que estudar!”, mas quantas vezes você foi ensinado (a) a estudar? Quando você teve a chance de testar vários métodos de estudos para escolher qual deles era o ideal para você? Com certeza, a ferramenta de sucesso de qualquer estudante é o estudo e estudar é algo que simplesmente se aprende a fazer, assim como os outros conteúdos com os quais lidamos na escola. Se aprender técnicas é útil para um cirurgião, um músico ou um cozinheiro, por que não seria para um estudante? Quando estudamos do modo errado, acabamos não aprendendo e vemos que todos os esforços empregados no processo foram, de certa forma, inúteis. Quando não alcançamos nossos objetivos, a frustração bate com força e não temos mais vontade de continuar a fazer algo que não nos traz resultados, o que dificulta ainda mais a situação. Resultado: técnica errada-frustração-desânimo-aumento de dificuldade. Existem muitas técnicas diferenciadas de estudo e nenhuma delas é melhor ou pior, funciona mais ou menos, há aquela que é melhor e funciona mais para você e só há uma forma de descobrir qual é ela: tentando! Vamos apresentar a você alguns pontos que precisam ser analisados quando você for procurar o melhor método de estudos para seu processo de aprendizado. Observando esses passos, a probabilidade de fazer uma escolha acertada é bem maior. Passo 1: Observe o que já funciona Obviamente, você já estudou várias vezes uma cacetada de assuntos. Analise com um pouco mais de atenção aqueles conteúdos que você estudou, aprendeu de verdade e consegue lembrar com clareza até hoje. Coloque no papel quais foram esses conteúdos. Depois, tente puxar pela memória como você estudou esses conteúdos, que método você usou? Quanto tempo você os estudou? Fez anotações? De que tipo? Tente encontrar um padrão entre eles, pois isso já vai te contar bastante sobre o que funciona ou não para você.  Por exemplo, se em todas as vezes em que você aprendeu esses conteúdos, você os leu três vezes e depois fez um resumo em formato de lista, significa que esse processo de leitura repetida e de resumo objetivo (lista) traz bons resultados para seu cérebro. Lembre-se: aqui você está buscando respostas para a questão “o que foi feito?”. Passo 2: Determine o que é aprender Aprender pode ter muitos sentidos diferentes. O que é aprender? Será que todas as coisas são ou precisam ser aprendidas da mesma forma? Uma prova de química em que eu terei simplesmente de demonstrar que decorei os elementos de uma tabela periódica exige o mesmo tipo de aprendizado de uma redação para o ENEM? É claro que não. Há conteúdos que serão usados de forma totalmente isolada e que, por isso, podem ser aprendidos simplesmente com a memorização. Já outros requerem criatividade, organização e desenvolvimento de ideias e exigirão um aprendizado um pouco mais aprofundado. Há ainda aqueles conteúdos que são os mais importantes de todos, os que serão usados para a vida.  Faça uma lista de quais conteúdos terão uso bastante específico e quais serão usados ao longo de sua vida pessoal ou profissional. Após fazer a lista, defina o que significa aprender em cada um desses blocos (por exemplo, no caso da tabela periódica, se você não seguir a área da química ou afins, aprender os elementos da tabela será o mesmo de decorá-los). Para que você consiga definir o que é aprender em cada um dos blocos, também será necessário refletir sobre a finalidade dos conteúdos, por isso, a resposta que você busca aqui é “para que estou aprendendo este conteúdo?”. Passo 3: Reserve um local adequado para o momento dos estudos Onde você vai estudar? Pode até parecer que não faz diferença estudar deitado na cama ou numa escrivaninha, em casa ou na biblioteca pública da cidade (sim, elas ainda existem e têm espaços específicos para estudos), mas não são poucas as pesquisas que comprovam que, sim, o local faz muita diferença no nível de rendimento. Se você tem um espaço em sua casa que pode ser usado para os estudos, isso é muito bom, porém será preciso organizá-lo adequadamente. Em primeiro lugar, você precisa liberar lugar para que os cadernos, livros e demais materiais tenham espaço suficiente, então, antes de tudo, é necessário organizar a mesa. Após a primeira etapa de liberação de espaço, pense em tudo o que você precisará para aquele momento de estudos: cadernos, livros, folhas de anotação, computador, canetas etc. Reúna tudo na mesa de uma só vez. Ter todos os materiais necessários à mão faz com que você interrompa o processo de estudo menos vezes. Cada interrupção é um momento de corte da linha de pensamento e isso deve ser evitado ao máximo. Você também precisa considerar a questão do conforto da cadeira em que você está sentado. Se a cada dois minutos você sentir uma nova dor nas costas, dificilmente conseguirá suportar essa situação por uma hora inteira. Nem sempre temos a melhor cadeira do mercado à nossa disposição, mas é possível adaptar com almofadas, travesseiros e encostos portáteis. Não se esqueça de avaliar a iluminação, que não deve ser nem fraca demais e nem forte demais (já pensou que coisa insuportável ficar exposto a uma iluminação branca extremamente forte por horas?), mas sim o suficiente para que você não precise forçar a vista para fazer as leituras e nem tenha dores de cabeça por conta da intensidade. O espaço em que você vai estudar não tem uma iluminação legal? Sem problemas! Você

    Para vestibulandosMeio de funilplano de estudo
    01 de abr. de 2020
    Pandemias históricas para usar na sua redação
    Otavio Pinheiro
    7 min

    Pandemias históricas para usar na sua redação

    Pandemias históricas para usar na redação É, minha gente, não teve jeito, o tão temido Coronavírus chegou aqui e colocou muitas pessoas diretamente dentro de casa por tempo indeterminado. Trouxemos Pandemias históricas para usar na redação. Mas nada de nos desesperar, pois, por mais apreensivos que estejamos a respeito do que vai acontecer no futuro, sempre podemos usar o momento de “pausa” para algo útil. Pensando em toda a situação que temos vivido, separamos para vocês um pequeno passeio pela história, apontando quais pandemias, além do Coronavírus, também podem ser usadas na sua redação. Venha ver Pandemias históricas para usar na redação. De modo geral, as pandemias podem ser incluídas em produções de texto que tenham relação com os temas: – Saúde pública; – Higiene pessoal e impacto na saúde geral; – Sistema de saúde do Brasil; – Desigualdade social; – Avanços tecnológicos; – Importância da vacinação; – Saneamento básico; – Retrocesso na economia; – Desemprego; – Pesquisa científica no Brasil; – Relações familiares; – Conscientização popular; – Desabastecimento alimentar; – Manipulação das informações pelas mídias de massa; – Fake news; – A condição do idoso no Brasil. Ufa! Viu só como as pandemias podem ser exploradas a partir de variadas perspectivas? Além disso, um argumento de fundo histórico atribui sempre muita força ao texto, pois ele é inquestionável. Coração preparado para conhecer as maiores pandemias históricas? Data: Segunda metade do século XIV. Local de origem: China. Locais atingidos: Ásia e Europa. Número de mortos: Estimado entre 75 a 200 milhões. Você já deve ter ouvido falar na Peste Negra ou Peste Bubônica, já que é quase impossível passar pelas aulas de História e não conhecer um pouco mais sobre essa doença que assolou o mundo. Segundo especialistas, a doença espalhou-se para outro continente por conta do comércio marítimo, mais precisamente por causa dos ratos e das pulgas que viviam nas embarcações e que carregavam o bacilo infectado neles. Os tripulantes, durante a viagem e devido às péssimas condições de saneamento básico e de saúde e higiene gerais, quando mordidos pela pulga, acabavam contaminados pela Peste Negra. A população, ao ter contato com as pulgas que estavam impregnadas nas próprias mercadorias trazidas pelas embarcações, também contraía a doença facilmente. Mais tarde, com a disseminação da doença, ela se tornou viral, ou seja, transmitida por meio de espirros e gotículas de saliva, algo semelhante ao que vemos com o Coronavírus atualmente. Os sintomas comuns da Peste Negra eram inflamação das glândulas linfáticas, inchaço (também conhecidos como “bubões”, por isso o nome “bubônica”) e manchas negras na pele (o que também originou o nome). Com a evolução da doença, a infecção atingia o sangue, que causava a morte do portador. A morte, extremamente dolorosa, acontecia no período entre dois a cinco dias após a infecção. De acordo com os percentuais, um terço da população europeia foi morto pela Peste Negra. Data: 1918-1919. Local de origem: Estados Unidos (possivelmente). Locais atingidos: Ásia, Europa, América Central, América do Sul, América do Norte. Número de mortos: Cerca de 50 milhões (30 mil apenas no Brasil). Já sei, já sei. Neste momento você deve estar se perguntando: Mas se a gripe teve origem nos Estados Unidos, por que se chama Gripe Espanhola? Mesmo após alguns meses de contágio, o governo espanhol foi o primeiro a notar que a gripe em questão não era simples, mas sim uma doença grave, daí o nome. Não se sabe exatamente até hoje o que originou a doença. O que se concluiu é que ela é uma mutação da Influenza, o mesmo vírus da gripe comum. A Gripe Espanhola espalhou-se continentes afora via contato humano (espirros, tosse e gotículas de saliva), principalmente porque neste momento muitos soldados estavam retornando a seus países após a Primeira Guerra Mundial. Seus principais sintomas eram dor de cabeça, febre, cansaço e mal-estar na fase inicial. Com a evolução da doença, surgiam manchas no rosto, tosse com sangue e hemorragias. Até mesmo o presidente do Brasil, Rodrigues Alves, faleceu em decorrência da doença. De acordo com os números, a Gripe Espanhola matou mais homens do que a Primeira Guerra Mundial, muito pela falta de tratamentos adequados à doença. Data: 1957-1958. Local de origem: China. Locais atingidos: Ásia, Europa, África, Oceania, América do Norte (Estados Unidos). Número de mortos: Estimado em 2 milhões. A Gripe Asiática espalhou-se rapidamente (cerca de dez meses) para diversos continentes e a principal causa foram as movimentações humanas por terra e pelo mar. Mesmo com tecnologia mais avançada com relação à detecção de doenças, a ciência não foi rápida o bastante para combater ou tratar o vírus eficazmente. Os principais sintomas da Gripe Asiática são os mesmos da gripe comum, porém potencializados a tal nível que levavam à morte. Data: 1968-1969. Local de origem: Hong Kong. Locais atingidos: Ásia, Europa e Oriente Médio. Número de mortos: Cerca de 3 milhões Mais uma variação do vírus Influenza foi capaz de arrasar vidas em outra pandemia. Com transmissão por meio das aves, principalmente aquelas que eram criadas sem nenhuma higiene em seu local de habitação, a Gripe de Hong Kong também tem sintomas semelhantes à gripe. Num contexto de globalização, os voos internacionais foram inicialmente bastante responsáveis na transmissão da doença. Já as transmissões locais, aconteciam por meio de contato humano. Data: Registrada pela primeira vez em 1976. Local de origem: Sudão e República Democrática do Congo (casos simultâneos). Locais atingidos: África e América do Norte (Estados Unidos). Número de mortos: Estimado em cerca de 30.000. Com taxa de mortalidade entre 25 e 90%, o Ebola tem sua maior concentração nos países do continente africano. Sua origem está no contato com chimpanzés, gorilas, macacos, morcegos, antílopes e porcos-espinhos contaminados. Já na fase de evolução, o Ebola pode ser transmitido por meio do contato com sangue, secreções e demais fluídos corporais. Como os sintomas não são específicos, o diagnóstico da doença é mais complicado, porém, as manifestações costumam ocorrer entre 2 e 21 dias após o contágio. Registram-se como sintomas comuns: – Febre; –

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    27 de mar. de 2020
    conteudos-gratuitos-para-estudar-durante-a-quarentena
    Otavio Pinheiro
    7 min

    Conteúdos gratuitos para estudar redação e gramática na quarentena

    É claro, ninguém está feliz ou tranquilo diante de toda a situação que temos vivido no Brasil por conta da pandemia do Coronavírus. Sabemos que o isolamento é importante, mas traz uma série de questões relevantes relativas a ele. Porém, mesmo vivendo num contexto bastante desconfortável para todos, algumas instituições resolveram fazer algo para ajudar as pessoas que estão reclusas em casa e lançaram ou liberaram cursos gratuitos. Todos os cursos acontecem totalmente on-line, a maioria sem restrição de idade e com cadastro bastante simplificado. Alguns inclusive disponibilizam certificados ao fim (sempre verifique se a certificação também é gratuita, pois isso pode variar). Vamos conhecer as melhores opções que estão disponíveis para nós? Fundação Bradesco (ev.org) A Fundação Bradesco já é bastante tradicional quando falamos de cursos on-line gratuitos, pois, antes mesmo da pandemia, ela já oferecia opções de qualidade a todos os interessados. Os cursos abrangem diversas áreas, mas, como aqui estamos pensando no ENEM e nos vestibulares que estão vindo logo mais por aí, recomendamos os seguintes: – Biologia: Alimentação e saúde Esta opção é excelente para revisar a relação entre os nutrientes que compõem a nossa alimentação e o impacto direto na saúde como um todo, mas não é só isso. Muitas vezes, os temas de redação permitem uma argumentação que tenha como foco a questão da qualidade da saúde, então cursar esse módulo pode te auxiliar também no desenvolvimento do texto. O curso tem duração de 3 horas e pode ser realizado ao longo de 60 dias. – Comunicação escrita (ev.org). Quem é que já não teve dúvidas na hora de escrever um texto? Sejam elas no campo da ortografia, pontuação ou gramática, tem horas que parece que as regras da Língua Portuguesa nos dão um nó na cabeça. Pensando nas dificuldades habituais de nossa língua, a Fundação Bradesco disponibilizou este “cursão” com 40 horas de duração. Nele, você poderá revisar os principais pontos da análise morfológica, sintática, pontuação, ortografia, estilística e ainda ficar por dentro de vez das alterações trazidas pelo último acordo ortográfico. O prazo para a conclusão do curso é de 60 dias a partir da data de inscrição. – Língua Portuguesa sem complicações Esta opção é mais resumida que a anterior, pois a carga horária total é de 20 horas. O foco é exclusivamente nas maiores dúvidas que o usuário da Língua Portuguesa tem ao colocá-la em prática. Diferentemente do curso Comunicação escrita, o Língua Portuguesa sem complicações propõe discussões também com relação à versão oral, o que é ótimo, pois te possibilita pensar mais aprofundadamente sobre os variados níveis de linguagem. Um destaque para o módulo de Coesão e coerência textuais, elementos fundamentais para uma redação de nota máxima em qualquer tipo de avaliação. O prazo para conclusão dos conteúdos também é de 60 dias. – Oficina de Língua Portuguesa (Gramática) As regras gramaticais estão te fazendo tomar um analgésico para dor de cabeça semanalmente? Chega de gastar dinheiro com Ibuprofeno e bora resolver essa confusão aí. O curso é bastante focado nas regras da sintaxe, tanto no período simples, quanto no período composto (subordinação e coordenação). Além disso, esta opção traz no primeiro módulo um conteúdo bastante interessante sobre interpretação e compreensão de frases, orações e períodos. A carga horária é de 16 horas e o prazo para cumprimento é de 60 dias, assim como os demais cursos que já sugerimos. – Técnicas de Redação. São só 10 horinhas de dedicação que certamente vão te ajudar a relembrar a estrutura dos principais tipos de texto cobrados em vestibulares. O curso trabalha com os gêneros jornalísticos, o dissertativo-argumentativo (tipo de texto requerido pelo ENEM e pela grande maioria dos vestibulares) e com elementos de progressão textual. Como um plus, o último módulo é dedicado ao estudo da intertextualidade, o que vai te ajudar a entender melhor os textos motivadores das redações. O prazo para cumprimento você já sabe qual é: 60 dias. A Fundação Bradesco ainda oferece cursos gratuitos em diversas áreas, como Geografia, Química, Inglês e Física. Se você se interessa ou precisa estudar mais sobre esses temas, corra pra lá já. Fundação Getúlio Vargas- FGV A FGV tem um foco maior em cursos gratuitos nas áreas da Administração, Finanças e Direito, mas há dois cursos em especial que gostaríamos de destacar para vocês. – Introdução à comunicação na era digital (educacao executiva fgv). A linguagem digital tem sido amplamente cobrada em questões de diversos vestibulares nos últimos anos, por isso, conhecer sua estrutura é muito importante para quem está se preparando para uma grande prova. Para que você tenha uma percepção melhor sobre a importância da linguagem digital, algumas gramáticas e sistemas de ensino apostilados já têm incluído o estudo dessa variante a partir do material do 6º ano. O curso não traz a duração prevista em seu cronograma, há 4 unidades disponíveis e nenhuma restrição de idade. – Quiz: Jogo das Regras Ortográficas- Reconhecendo Texto e Contexto Precisando treinar um pouco mais as palavras que foram alteradas por conta do último acordo ortográfico? Esta é a opção certa para você. O quiz contém uma pequena base teórica, seguida de muita prática por meio de exercícios variados. A conclusão do curso, apesar de não haver carga horária prevista, é rapidinha, rapidinha e com certeza você terminará o módulo escrevendo melhor e com menos dúvidas sobre uso do hífen e acentuação gráfica. Universidade de São Paulo Por meio a plataforma Coursera, a USP disponibilizou durante o período de isolamento social e suspensão das aulas 17 cursos on-line gratuitos. Caso você deseje ter a certificação ao final, há uma taxa a ser paga, porém, o acesso ao curso é gratuito. Os cursos estão disponíveis gratuitamente até 30/04. Nossas sugestões para vocês são: – Mapas conceituais para aprender e colaborar (coursera). Os mapas conceituais (ou mentais) têm sido muito usados como estratégias para resumir conteúdos. Quer aprender a fazer mapas conceituais mais eficientes? Clica no link aí acima então. O curso é totalmente on-line, de nível iniciante (não requer conhecimentos prévios

    Para vestibulandosplano de estudoTopo de funil
    27 de mar. de 2020
    As vivências das mulheres trans no Brasil
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Repertório para o tema “Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil”

    As vivências das mulheres trans no Brasil CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! O tema desta semana foi bastante inspirado na polêmica envolvendo a entrevista realizada entre o doutor Drauzio Varella e a mulher transgênero Suzy de Oliveira. As vivências das mulheres trans no Brasil. A reação da sociedade diante da entrevista trouxe à tona a importância de se discutir mais aprofundadamente sobre a situação das mulheres transgênero no Brasil. Não poderíamos deixar de indicar a vocês a matéria da Istoé para que vocês entendam um pouco melhor sobre a situação que desencadeou toda essa polêmica. É só acessar o link a seguir e ler a matéria completa Isto é Também é nossa obrigação enquanto instituição educativa salientarmos que a situação das mulheres transgênero vai muitíssimo além da polêmica envolvendo o doutor Drauzio Varella e é exatamente isso que nos interessa no tema da semana. Esperamos que as sugestões a seguir possam te ajudar a enxergar de forma um pouco mais realista as dificuldades e os enfrentamentos pelos quais as mulheres transgênero passam no Brasil. Artigo científico sobre o modelo legítimo de mulher. Disponível em: WWC 2017   / Acesso em 18/03/2020. Antes de tudo, é essencial que você entenda quais são as classificações de mulher transgênero e este artigo científico, que foi, inclusive, publicado enquanto referência sobre o tema, trata exatamente sobre isso. Por se tratar de um artigo científico, você encontrará nele os pareceres de vários especialistas sobre o tema, além de muitas referências bibliográficas caso queira se inteirar ainda mais a respeito do assunto. Matéria on-line sobre a visão psicológica da transgeneralidade. Disponível em: Mundo Psicólogos   / Acesso em 18/03/2020. A matéria é curta, mas muito rica em informações. Nela, especialistas da área da Psicologia analisam a transgeneralidade sob esse ponto de vista, de forma científica, imparcial, explicando quais são os sinais da transgeneralidade e como eles se manifestam. Resumo on-line sobre Caitlyn Jenner. Disponível em: Ego – globo  / Acesso em 18/03/2020. Talvez você nunca tenha ouvido falar em Caitlyn Jenner, mas essa mulher trans é uma referência importante quando tratamos da transgeneralidade e por isso resolvemos trazer um pouco da história dela aqui. Além de ler a história e ver as fotos, é fundamental que você também leia os comentários deixados por leitores na matéria e analise como uma parte da população brasileira enxerga a situação. Artigo de revista científica on-line sobre a violência contra as mulheres transgênero. Disponível em: Revista Univap  / Acesso em 18/03/2020. Um dos principais problemas enfrentados pelas mulheres transgênero é a violência, que atinge as mulheres de um modo geral e mais ainda as que fazem a opção pela transgeneralidade. Neste artigo de revista científica, você consegue ter acesso a índices e outros dados relevantes que vão te auxiliar a compreender melhor a questão da violência. Artigo on-line sobre os processos de documentação da violência sofrida pela mulher trans. Disponível em: Onu mulheres  / Acesso em 18/03/2020. O artigo é da ONU Mulheres, só isso já confere a seu conteúdo credibilidade suficiente. Você sabia que o dia 25 de janeiro é o Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas? Não? Pois é, há um dia específico no calendário para marcar essa luta que acontece o ano inteiro. Além de saber mais sobre o movimento #DiaLaranja, você ainda poderá ler o depoimento de Bruna Benevides, mulher trans e ativista que tem lutado pelo fim dos assassinatos e da violência contra transexuais e travestis. Artigo sobre a vida de mulheres trans no Brasil. Disponível em: Correio Braziliense  / Acesso em 18/03/2020. Ninguém melhor para falar sobre uma condição de vida do que a própria pessoa que vive diariamente essa vida e é esse conteúdo que o artigo do Correio Braziliense nos proporciona. Sugerimos que você reserve um tempo a mais para ler esse artigo, pois ele é repleto de informações e vale a pena ser lido com toda a atenção possível. Vídeo documentário do programa Profissão Repórter sobre transgêneros. Disponível em: Profissão Repórter 01/08/2018 Transgêneros / Acesso em 18/03/2020. É claro que não iríamos nos esquecer de você que ama um videozinho do YouTube. Você já deve conhecer a proposta do programa Profissão Repórter. Nele, jornalistas acompanham alguns dias na vida de pessoas que estão relacionadas ao tema do episódio. Dessa vez, os repórteres estão acompanhando transgêneros e mostrando de forma bastante íntima sua vida e dificuldades diárias. Vídeo sobre o preconceito no sistema carcerário. Disponível em: Entre Grades e Preconceito – Parte 1 | Conexão Repórter (28/05/18) / Acesso em 18/03/2020. Nesta sugestão, a reportagem foi feita pelo programa Conexão Repórter (que tem uma ideia bastante semelhante ao Profissão Repórter, aliás), mas o tema é um pouco mais específico: a matéria fala sobre o preconceito sofrido por gays, transgêneros e transexuais quando estão sob regime penitenciário. Mais uma vez, leia os comentários, eles também são super úteis na compreensão sobre como essa situação é encarada pela sociedade. Vídeo sobre mulheres transgênero no esporte. Disponível em: Tiffany e transsexuais no esporte  / Acesso em 18/03/2020. Há muitas outras discussões pertinentes quando falamos sobre o universo da transgeneralidade e não poderíamos deixar de fora as competições esportivas. No vídeo, há a discussão sobre esse tema e mais especificamente a respeito da coerência da participação de mulheres transgênero em algumas modalidades esportivas e o quanto isso é justo ou não. De novo: leia os comentários! Vídeo sobre ações de proteção a mulheres transgêneros no sistema carcerário. Disponível em: Cadeia na capital se destaca pelo respeito a detentas transexuais / Acesso em 18/03/2020. Bom, mas nem só de preconceito e violência vive o mundo da transgeneralidade, felizmente, temos exemplos positivos a citar (poucos, mas honrosos). Um deles é sobre um centro de detenção em São Paulo que tem se destacado pelo respeito e pelas iniciativas dirigidas às mulheres detentas transgênero. No próximo link, você também pode conferir mais uma ação positiva no sentido do respeito e proteção à comunidade LGBT: Presídios criam celas especiais para população LGBT / Acesso em 18/03/2020. Após

    Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil
    25 de mar. de 2020
    A condição das mulheres transgênero
    Otavio Pinheiro
    7 min

    Tema de Redação: Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil

    A condição das mulheres transgênero Leia os textos motivadores abaixo para redigir um texto dissertativo-argumentativo sobre A condição das mulheres transgênero. Texto 1 Mulheres transgênero e transexuais poderão ter proteção da Lei Maria da Penha, aprova CCJ Fonte: Agência Senado Mulheres transgênero e transexuais poderão contar com a proteção da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006). A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (22), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 191/2017, que amplia o alcance da norma e, com isso, pretende combater a violência contra pessoas que se identificam como integrantes do gênero feminino. O texto é terminativo na comissão e, se não houver recurso para análise em Plenário, segue para a Câmara dos Deputados. A relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES), recomendou a aprovação da proposta, de autoria do ex-senador Jorge Viana. “Somos pela conveniência e oportunidade de se estender aos transgêneros a proteção da Lei Maria da Penha. De fato, já se localiza mesmo na jurisprudência decisões nesse exato sentido. Temos que efetivamente é chegado o momento de enfrentar o tema pela via do processo legislativo, equiparando-se em direitos todos os transgêneros”, considerou Rose no seu parecer. Durante a votação, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) lembrou que o Congresso precisa enfrentar as pautas de costume e tratar de questões como a LGBTfobia, a qual “já passou da hora de ser criminalizada”. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), que retomará o julgamento da questão na próxima quinta-feira (23), só o faz porque o Parlamento se omite. A população transgênera merece nosso total respeito, porque está sendo violada em seus direitos há muito tempo — disse. A proposta lembra que o Brasil é o país com maior índice de violência contra pessoas lésbicas, gays, transexuais e transgêneros. O Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil, organizado pelo Grupo Gay da Bahia, mostrou que, só em 2016, foram mais de 320 mortes. O número de agressões é maior quando se trata das mulheres transexuais e transgêneras, que são aquelas que não nasceram biologicamente com o corpo feminino, mas que se entendem, agem e se identificam como mulher. A Lei Maria da Penha é considerada uma medida ideal de política pública de combate à violência contra a mulher. Uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 29% das mulheres no Brasil já sofreram algum tipo de violência física ou verbal. Votos em separado Durante a tramitação na CCJ, o PLS 191/2017 recebeu dois votos em separado  dos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Juíza Selma (PSL-MT) — pela rejeição da proposta. O argumento de ambos é o de que a mudança pretendida na Lei Maria da Penha desvirtua a proteção pensada para a mulher. A alteração legal almejada pelo PLS 191/2017 redundará em completa deturpação dos propósitos da Lei Maria da Penha, uma vez que esta foi idealizada justamente com base na desigualdade de gênero entre homens e mulheres — afirmou Marcos Rogério. Juíza Selma ponderou que modificações na norma devem ser feitas com a maior cautela sob o risco de prejudicar a proteção da mulher em situação de vulnerabilidade. A real intenção da Lei Maria da Penha foi de determinar, taxativamente, que somente a mulher, em face de sua fragilidade biológica natural perante o sexo masculino, pode ser resguardada pelos seus efeitos — sustentou a parlamentar. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apesar de reconhecer o mérito da iniciativa de proteção às transgêneras, defendeu que essa iniciativa não deve estar vinculada à legislação específica para as mulheres, mas sim a uma outra que trate da LGBTfobia. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Texto 2 Brasil registrou 124 assassinatos de pessoas transgênero em 2019. Dados são divulgados no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em 2019, pelo menos 124 pessoas transgênero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia. Os dados estão no relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado hoje (29). De acordo com organização, em apenas 11 dos casos os suspeitos de terem cometido os crimes foram identificados. No relatório, a Antra faz um alerta também para o problema da subnotificação já que a real motivação dos crimes nem sempre é explicitada. O relatório aponta que, em 2018, foram registrados 163 assassinatos. Já em 2017, foram 179 casos. De acordo com a associação, a redução dos números não representa exatamente uma queda nos índices de violência contra essa população. Para a Antra, existe aumento da subnotificação das ocorrências. Os dados mostram ainda que, a cada dia em 2019, 11 pessoas transgênero sofreram agressões. A mais jovem das vítimas assassinadas tinha 15 anos de idade, encaixando-se no perfil predominante, que tem como características faixa etária entre 15 e 29 anos (59,2%) e gênero feminino (97,7%). A desigualdade étnico-racial é outro fator em evidência, já que 82% das vítimas eram negras (pardas ou pretas). Em números absolutos, o estado que apresentou o mais alto índice de homicídios foi São Paulo, com 21 homicídios, quantidade 66,7% superior ao registrado no ano anterior (14). O território paulista se destaca como um dos quatro que se tornaram mais violentos para pessoas transgênero, em 2019, ao lado de Pernambuco, Rondônia e Tocantins, e também lidera o ranking quando o período de 2017 a 2019 é considerado. Em segundo lugar na lista de 2019, está o Ceará, com 11 casos. Em seguida, vêm Bahia e Pernambuco, com 8 casos, cada; Paraná, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul, com 7 casos, cada; e Goiás com 6 casos. Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraíba empatam com 5 casos; Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Norte, com 4; Alagoas, Rondônia e Tocantins, com 2; e Mato Grosso do Sul, Roraima, Sergipe e Piauí, com 1. Para combater os crimes contra pessoas transgênero, a associação cita exemplos de ações que podem ser adotadas como campanhas de prevenção à violência, denúncias que possam enfrentar a impunidade e a omissão, e a efetivação da decisão do

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    25 de mar. de 2020
    Repertório para o tema “Sororidade e união entre as mulheres”
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Repertório para o tema “Sororidade e união entre as mulheres”

    CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Sororidade, um substantivo feminino bastante novo, mas que já tem dado muito o que falar, principalmente por conta da presente edição do Big Brother Brasil, televisionado pela Globo. Muita gente já não assistia ao Big Brother há anos, mas, por conta de toda a polêmica, tendo, de um lado, um grupo de homens extremamente machistas e de outro, mulheres esclarecidas, que não aceitaram algumas atitudes e se juntaram contra eles. Já sabe o que aconteceu, né? A divisão dos participantes em dois grupos bastante distintos causou muita polêmica nas redes sociais e na mídia em geral e o assunto da sororidade, do Girl Power e do feminismo, que estão presentes nas discussões sociais, ganharam ainda mais espaço. Nossa proposta da semana, muito por conta do Dia das Mulheres, comemorado no último dia 08, foi inspirada em todo o destaque que essa discussão tem recebido. Vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto? Matéria on-line sobre o significado do termo sororidade e as formas de praticá-la. Disponível em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2018/04/01/o-que-e-sororidade-e-como-pratica-la.htm  / Acesso em 09/03/2020. Esse texto compôs nossa proposta de redação, porém de forma editada devido ao seu tamanho. Sugerimos a leitura na íntegra, pois a matéria traz informações que não podem passar despercebidas. Na página do UOL, você verá que a matéria sobre sororidade está inserida na aba de “Direitos da Mulher”, por isso, mais do que uma discussão originada por um pequeno grupo, a sororidade faz parte de um leque muito mais amplo de temáticas. O texto explica sobre a origem do termo sororidade e acrescenta a definição de mulheres que são referência no assunto. Com certeza, você conseguirá ampliar seus conceitos sobre o tema com essa leitura. Site do movimento Vamos Juntas? Disponível em https://www.movimentovamosjuntas.com.br/  Acesso em 09/03/2020. Se você leu a matéria sugerida acima, certamente viu o depoimento da jornalista Babi Souza e sabe que ela fundou o movimento Vamos Juntas? O Vamos Juntas? nasceu de uma ideia simples, a partir de uma situação cotidiana, mas pela qual todas as mulheres já devem ter passado. Você pode saber mais sobre a inspiração para o movimento na aba “O Vamos Juntas?” do próprio site. Há, inclusive, o livro do Vamos Juntas? que foi batizado como o guia da sororidade para todas. No site, você também pode conferir vários índices bacanas sobre o tema e verificar em quais meios o Vamos Juntas? contribui com seus artigos Matéria on-line do G1 sobre o feminismo no Big Brother Brasil. Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/03/04/sororidade-denuncias-de-assedio-e-mais-homens-eliminados-como-bbb-se-tornou-mais-feminino.ghtml  / Acesso em 09/03/2020. Não acompanha o Big Brother Brasil, mas quer entender o que o feminismo e a sororidade têm a ver com essa edição?  O G1 fez um resumo bastante eficiente sobre o assunto. Não, a intenção não é que você vire fã da atração global, mas sim que você compreenda que, mesmo em meios em que a sororidade parece não ter nenhuma relevância, ela é sim fundamental. Livro O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras, de Bell Hooks. Disponível em todas as livrarias on-line. Dizer que este é livro é simplesmente incrível é, na verdade, reduzir a qualidade dele. Bell Hooks faz uma análise brilhante sobre o que é o feminismo na prática. E pode ter certeza: é muito mais do que andar por aí com um cartaz ou mãos. Além de explicar a fundo o que é o movimento feminista (inclusive sob um viés histórico) e sua importância no mundo atual, a autora ainda propõe formas para que ele seja colocado em prática de verdade, com objetivos reais. Se o assunto do feminismo te interessa, esta leitura é obrigatória, independentemente da proposta da redação semanal. Livro Um Caminho para a Liberdade, de Jojo Moyes. Disponível em todas as livrarias on-line. Capa linda, conteúdo lindo, mensagem linda. Que Jojo Moyes é incrível na criação de suas personagens, já sabemos (não leu nada dela ainda? Então corre o mais rápido que puder para o primeiro site de livraria on-line e encomende um exemplar para chamar de seu), mas as personagens de Um Caminho para a Liberdade são insuperáveis. Baseado em fatos reais, o enredo se centra numa cidade extremamente tradicionalista dos Estados Unidos, com muitas carências sociais e na qual as mulheres só podem desempenhar dois papéis: esposa e mãe. Mas um grupo de mulheres (que são feministas e praticam a sororidade sem nem saberem disso), montadas em seus cavalos, decide explorar montanhas para levar a toda comunidade livros da biblioteca itinerante e, pode ter certeza, o poder da leitura, como sempre, muda tudo e todos. A leitura é deliciosa e a história é daquele tipo que você quer ler só mais uma página e depois só mais outra, e outra, e outra… Matéria on-line sobre a relação entre sororidade e feminismo. Disponível em: https://www.purepeople.com.br/noticia/empoderamento-feminismo-e-sororidade-veja-a-importancia-dessas-palavras-no-dia-da-mulher_a218729/1 Acesso em 09/03/2020.   Muito bem, já compreendemos o que é feminismo e o que é sororidade, mas como esses dois conceitos se relacionam na prática? Seria isso apenas mais uma modinha, como tantas que já vimos surgir na mídia e nas redes sociais? A matéria da Pure People se propõe a discutir tudo isso. Além do mais, você vai ficar por dentro de algumas novidades sobre o tema ao ler este artigo. Matéria on-line sobre o movimento Girl Power. Disponível em: https://medium.com/@iisawestphalen/girl-power-uma-nova-gera%C3%A7%C3%A3o-de-empoderamento-feminino-df03803e5587  / Acesso em 09/03/2020. Lá no comecinho de nosso roteiro citamos que o Big Brother Brasil reacendeu as discussões em torno do movimento Girl Power. Você já deve ter visto por aí mulheres vestindo uma camiseta branca com a frase Girl Power na frente e uma rosa vermelha, mas você realmente sabe o que é o movimento? A matéria do site Medium, além de explicar alguns fundamentos do movimento, ainda traz mulheres reais que vivem os princípios e incentivam a prática do Girl Power. É muito interessante ver como mulheres tão diferentes juntam-se em torno de um mesmo movimento. Abordar assuntos que envolvam o feminismo e a sororidade normalmente é bastante difícil, pois o termo está repleto de preconceitos e ideias inadequadas,

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    19 de mar. de 2020
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