Autor
649 artigos publicados por Otavio Pinheiro no Blog do Redação Online.

Pontuação: uma aliada na construção de sentido Pontuação: uma aliada na construção de sentido.Quando vamos escrever uma redação, sempre pensamos em quanto é importante adequarmos o texto à estrutura pedida, desenvolver bem os argumentos, propor soluções de intervenção cabíveis e todos esses pontos são sim fundamentais para sua produção. Porém, não podemos nos esquecer de que a forma como escrevemos também é igualmente relevante e é aqui que os elementos da pontuação entram, pois eles podem nos auxiliar a construir o sentido de nosso texto. Hoje, vamos olhar com um pouco mais de atenção aquilo que os sinais de pontuação podem nos oferecer. A vírgula (,) Com certeza, quando tratamos de pontuação, o uso da vírgula é o ponto que mais traz dificuldades e uma das razões para isso é justamente a forma como aprendemos na escola. Frequentemente, ouvimos dizer que devemos colocar vírgula como um sinal de pausa para leitura, a famosa “pausa para respirar” e essa ideia nos faz errar bastante quando precisamos escrever um texto gramaticalmente correto. Isso porque o uso da vírgula não está relacionado à leitura, mas sim à gramática. Existem regras para usarmos ou não a vírgula num determinado período, mas, de forma geral, podemos afirmar que a vírgula desempenha duas funções majoritárias, independentemente da estrutura gramatical. São elas: Separar termos: O uso mais frequente da vírgula é aquele que você já sabe: separar termos. Como exemplo, trouxemos um trecho da redação de Ana Clara, avaliada com nota 1.000 no Enem 2019 (fonte: www.uol.com.br). “Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso à cultura como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao cinema.” Note como o uso das vírgulas bem posicionadas facilita a leitura e ainda faz com que a ideia proposta pela autora fique mais clara e perceptível. Não há excesso de vírgulas. O excesso de vírgulas pode fazer com que a leitura seja prejudicada e a compreensão dificultada. Tenha bastante atenção nesse ponto também, pois usar vírgulas demais não significa que seu texto está bem pontuado. O mais importante é colocar a vírgula nos lugares certos. Jamais se esqueça daquelas regrinhas básicas que aprendemos ano após ano na escola: a vírgula não pode separar o sujeito de seu verbo e nem o verbo de seus complementos. Lembrando-se disso, você já evitará um grande percentual de erro. Isolar termos, dando destaque: Essa função da vírgula é a que mais nos interessa quando falamos de construção de sentido por meio da pontuação. Desde que as regras gramaticais permitam a inclusão de vírgulas, podemos usá-las para isolar uma parte de nossa frase, porém, quando fazemos esse isolamento, estamos também dando destaque àquele trecho. Vamos analisar mais um exemplo do texto de Ana Clara: “É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas sobre um viés elitista e segregacionista, de modo que os centros culturais estão, em sua maioria, restritos ao espaço ocupado pelos detentores do poder econômico.” A autora optou por isolar entre duas vírgulas os termos “primeiramente” e “em sua maioria”. Veja como automaticamente prestamos mais atenção a essas palavras no parágrafo. É isso o que a vírgula faz quando é usada como recurso para destacar elementos na frase, ela é capaz de captar nosso olhar. Por se tratar de um recurso bastante útil para captação da atenção, você deve escolher muito bem quais elementos ficarão entre duas vírgulas. Caso queira dar um destaque ainda maior às partes, é possível usar traços, porém as informações que estão contidas entre os traços costumam ser mais longas. Dê uma olhadinha no que a Ana fez: “Nesse sentido, observa-se que a segregação social – evidenciada como uma característica da sociedade brasileira, por Sérgio Buarque de Holanda, no livro “Raízes do Brasil” – se faz presente até os dias atuais, por privar a população das periferias do acesso à cultura e ao lazer que são proporcionados pelo cinema.” Ponto e vírgula (;) Vem aí mais uma daquelas explicações que ouvimos no sexto ano e que não dizem absolutamente nada: O ponto e vírgula é uma separação maior do que a vírgula e menor do que o ponto. Legal, beleza, mas como vou saber se a separação em questão é maior ou menor? Existe métrica na pontuação? O uso do ponto e vírgula também tem algumas regras gramaticais básicas, como separar itens numa lista ou ser usado antes de conjunções adversativas (mas, porém, todavia, entretanto etc.), mas mesmo essa última ainda não é obrigatória. Usar o ponto e vírgula ou não é uma decisão que depende do quanto o autor do texto quer separar as ideias. Quer separar um pouquinho? Use a vírgula. Quer separar com um pouco mais de ênfase? Ponto e vírgula. Para separações ainda maiores, usamos o ponto. Podemos, assim, afirmar que colocar só a vírgula ou o ponto e vírgula é uma questão de estilo, mas tenha em mente que, ao usar o ponto e vírgula, você dá mais destaque à ideia que vem após ele. Já te contamos que, numa frase que contenha conjunções adversativas, aquilo que vem após o mas ou o porém é mais importante para o autor do que o que foi dito anteriormente. Quando, além de usar mas ou porém, você ainda utiliza um ponto e vírgula antes da conjunção, é dada mais importância à ideia da sequência. Existem muitas redações com notas máximas que não contêm um único ponto e vírgula ao longo do texto inteiro. Esse é o caso da redação da Ana Clara. E tudo bem! Usar vírgula e ponto não é opcional, mas usar ponto e vírgula é sim opcional e depende da intensidade da separação que você quer dar entre as ideias. Ponto (.) Seja ele na mesma linha ou para finalizar o parágrafo, o ponto marca o fechamento de um assunto (ponto final) ou de parte dele (ponto na mesma linha). Vamos ver agora o terceiro parágrafo da redação da Ana e observarmos como ela

Se tem uma técnica de estudo clássica das clássicas e que todo estudante já usou pelo menos uma vez na vida é o resumo. Nas suas mais variadas formas, o resumo sempre está aí para nos ajudar a organizar os conteúdos. Aliás, você sabe que há várias formas de se fazer um resumo, certo? O resumo em parágrafos, listas (ou tópicos), mapas mentais e resenhas são versões de uma mesma atividade. A definição de qual forma é a melhor depende muito da sua personalidade, de como você aprende e de como lembra das coisas. Por exemplo, há muitas pessoas que se lembram melhor de algo quando ouvem aquele conteúdo, já outras, quando veem, outras, quando reescrevem. Se você ainda tem dúvidas de qual forma de aprendizado e memória funciona melhor no seu caso, é hora de testar as técnicas existentes e concluir qual delas te trouxe mais resultados. Caso você vá fazer esse teste, não se esqueça de selecionar o mesmo conteúdo a ser testado em todas as técnicas, assim não há influência de afinidade ou não com o tema. Nas próximas postagens aqui do blog, falaremos dos mapas mentais e das resenhas. Hoje, vamos nos dedicar ao resumo clássico em organização por parágrafos e nas listas ou resumos por tópicos. Antes de começar a fazer o seu resumo, você precisará responder a duas questões: 1- O que será resumido? Materiais de áreas diferentes exigem técnicas de resumo também diferentes e isso será essencial para que você escolha qual a melhor maneira de resumir. Resumir fórmulas matemáticas não é igual a resumir um período histórico, que também não é a mesma coisa de resumir um livro. Já sei, deu um belo nó na sua cabeça agora, não é? Por exemplo, resumir um período histórico no formato de tópicos é muito mais fácil do que resumir um livro inteiro numa lista, por isso é bastante importante você analisar se o formato de resumo que você tem em mente será o ideal para o assunto a ser trabalhado. 2- Onde o resumo será feito? Pode parecer uma bobeira, mas é igualmente relevante pensar onde você fará seu resumo. Ele será escrito à mão ou digitado? Se for escrito à mão, onde ele será arquivado posteriormente? Outro ponto: se a sua escolha for por um mapa mental, fazê-lo numa folha de fichário é a melhor alternativa? Acho que não. No caso de resumos em parágrafos ou listas, o ideal é que você escolha as fichas pautadas, vendidas em qualquer papelaria (tanto física quanto on-line). Parece um detalhe sem muita importância, mas, acredite, não é. O resumo, independentemente do formato que escolhermos, é um recorte do texto original, por isso, imagina-se que será uma produção curta. O tamanho limitado da ficha faz com que você se policie com relação à quantidade de texto, o que é muito bom. Após definir o que será resumido e onde o resumo será feito, é hora de começar a atividade em si. Tenha tudo de que você precisará à mão para evitar paradas para buscar esse ou aquele material, pois isso interrompe o fluxo de raciocínio. O primeiro passo para um resumo eficiente é uma leitura também eficiente. Já te contamos aqui a diferença entre compreender e interpretar. A leitura eficiente conta com uma compreensão e uma interpretação bem feitas. Esse tipo de leitura não vai acontecer de primeira, pode ser que você precise reler o mesmo texto várias vezes. E tudo bem! Isso é absolutamente normal. A partir da sua segunda leitura, comece a grifar (com marca-texto ou outra caneta de sua preferência, mas que dê algum tipo de destaque ao texto) o que te parece mais importante. Você não precisa- e nem deve- grifar parágrafos inteiros- mas sim palavras-chave sobre o assunto e é claro que para isso você terá de ter entendido plenamente qual é o assunto central do texto. “Mas por que não posso fazer isso na primeira leitura?” Simples, queridões. A primeira leitura é o momento de reconhecer o tema e entender como ele foi desenvolvido naquela produção, por isso, ainda não temos a percepção exata do que é relevante e do que não é. Se você for uma pessoa que ama cores, ainda é possível dividir informações essenciais e informações secundárias por cores. Após completar a leitura eficiente e o processo de grifo das partes mais importantes, é hora de produzir o resumo em si. Você tem o hábito de copiar tudo o que grifou ou de fazer resumos tão longos que quase parecem o texto original? Ah, conta a verdade, vai, sabemos que tem muita gente assim por aí… Caso seja essa a sua situação, não fique nervoso (a) achando que o resumo não funciona para você. Existem técnicas para resolver essa questão e vamos te contar quais são elas. Faça uma primeira versão do resumo em parágrafos, sem nenhum filtro, com tudo que você quiser escrever, sem se importar se darão duas ou vinte folhas. Agora releia seu resumo com a seguinte questão em mente: Se eu estivesse explicando para alguém esse assunto ou contando essa história, o que não poderia faltar no meu relato? Esse pensamento te ajuda a separar o que é essencial do que é dispensável. Grife seu próprio resumo destacando apenas essas informações essenciais que você determinou acima. Faça um resumo somente com as novas partes grifadas. Vamos fazer neste momento o principal, a sua versão das partes grifadas. Releia seu resumo e transforme os parágrafos usando as suas palavras, ou seja, o seu entendimento sobre o que leu. Não se esqueça de que você deve escrever de uma forma que faça sentido para você, não coloque palavras ou expressões só para que o resumo fique “bonito”. Nossa sugestão é a de que você faça as leituras com grifos, o “resumão”, o resumo médio e a versão com suas palavras em dias diferentes, assim sua mente terá se distanciado um pouco do texto, fazendo com que você seja mais crítico a respeito de sua própria

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI Você sabia que a primeira edição dos Jogos Olímpicos aconteceu em 1896, mas que a primeira Olimpíada Paraolímpica teve lugar apenas em 1960? Esse abismo de décadas entre uma modalidade e outra já nos diz muitíssimo sobre o tema da semana. Primeiramente, você precisa compreender qual é o processo para que um atleta se torne atleta paraolímpico, por isso, sugerimos a leitura do texto do link a seguir folha uol Outro detalhe bastante relevante para nosso tema é saber sobre a avaliação que o comitê olímpico faz do atleta paraolímpico em cada uma das modalidades esportivas. A avaliação existe para que as competições sejam as mais justas e igualitárias possível. Leia mais no link globo esporte Além disso, separamos várias outras sugestões de materiais para ampliar seu repertório a respeito do assunto. 1- Artigo com a definição sobre os Jogos Paraolímpicos. Disponível em: sindrome de usher brasil Acesso em: 21/04/2020. O artigo sugerido faz um pequeno apanhado sobre a história das Olimpíadas Paraolímpicas e ainda conta quais são as modalidades em disputa e que tipo de atleta pode disputá-las. Você também vai saber que o nome oficial das Olimpíadas Paraolímpicas é Paraolimpíadas e que o termo é oficialmente aceito em redações oficiais. 2- Artigo sobre o processo de avaliação do atleta paraolímpico. Disponível em: memoria ebc Acesso em: 21/04/2020. Ao contrário dos atletas “padrão”, os atletas paraolímpicos precisam ser avaliados antes das Paraolimpíadas e há critérios bastante definidos para essa avaliação e classificação. Neste artigo, o coordenador da Classificação Funcional do Comitê Paraolímpico Brasileiro, órgão que regula as avaliações e classificações, explica por que a avaliação é essencial para os jogos. 3- Artigo sobre os atletas paralímpicos da atualidade. Disponível em: diario gaucho Acesso em: 21/04/2020. Você conhece algum atleta paraolímpico brasileiro? Se sua resposta for não, saiba que você se junta à maioria das pessoas, pois a maior parte de nossa população não sabe citar nem mesmo um nome de atleta das Paraolimpíadas. Mas claro que há formas de resolver esse problema e o artigo indicado serve exatamente para isso, pois faz um levantamento de 21 atletas paraolímpicos brasileiros que você precisa conhecer. Pense que saber quem são os atletas e conhecer um pouco de sua história pode ser uma estratégia para que você crie argumentos em sua redação com base nos casos reais contados no texto. 4- Artigo sobre o apoio da sociedade nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: esportes estadao Acesso em: 21/04/2020. As Paraolimpíadas de 2016 aconteceram no Rio de Janeiro e, por conta disso, a população brasileira pôde torcer pelos atletas durante as competições. Segundo alguns especialistas, o fato de o público poder acompanhar os Jogos Paraolímpicos é extremamente benéfico, pois gera diminuição de preconceito e conscientização sobre a situação do deficiente. 5- Artigo sobre o preconceito sofrido por atletas paraolímpicos. Disponível em: bbc Acesso em: 21/04/2020. Mas enquanto o Estadão viu os Jogos Paraolímpicos como forma de redução de preconceito, a BBC Brasil já teve uma visão totalmente diferente. Olhar para pontos de vista diferentes nos ajuda a formar e fortalecer o nosso ponto de vista, por isso, selecionamos duas perspectivas bastante diferentes para você ler, analisar e concluir quais delas está mais de acordo com sua forma de pensar o tema. 6- Artigos sobre patrocínios aos atletas paraolímpicos. Disponíveis em: ebc. exame abril Acesso em: 21/04/2020. De modo geral, a questão do patrocínio no esporte brasileiro já é bastante delicada. Quando falamos de atletas com algum tipo de deficiência então… Os textos nos contam que até mesmo os Jogos Paraolímpicos de 2016 foram prejudicados pela falta de patrocínio adequado. Fica aí mais um problema para você propor soluções: Como atrair mais patrocínios para os atletas paraolímpicos brasileiros? 7- Vídeo sobre os atletas paraolímpicos. Disponível em: Programa Especial – atletas paralímpicos Acesso em: 21/04/2020 Mais do que ler sobre eles, queremos ver os atletas paraolímpicos em ação e o vídeo, bastante completo, por sinal, vai te proporcionar essa experiência. Inclusive, você pode conferir neste link The Noite (05/10/16) – Entrevista com Atletas Paraolímpicos a entrevista feita com alguns dos atletas paraolímpicos medalhistas e saber mais sobre eles. 8- Vídeo sobre a visão dos treinadores de atletas paraolímpicos. Disponível em: Técnicos de atletas paralímpicos falam sobre experiência com alunos Acesso em: 21/04/2020. Vamos dar uma olhadinha no que os treinadores de atletas paraolímpicos dizem? Quais são as necessidades de adaptação dos treinos? Como eles lidam com a questão? 9- Vídeo sobre a rotina de um atleta paraolímpico. Disponível em: Conheça a rotina de Luciano Dantas, do halterofilismo paralímpico Acesso em: 21/04/2020. Os atletas paraolímpicos vivem uma rotina intensa de treinos, afinal, eles são, em primeiro lugar, atletas. Nesta sugestão, você conhecerá a rotina de Luciano Dantas que, com certeza, vai te deixar com vergonha pelos dias de preguiça em ir ao treino da academia. 10- Vídeo de competição entre atletas paraolímpicos. Disponível em: Swimming Men’s 100m Backstroke – S6 Final – London 2012 Paralympic Games Acesso em: 21/04/2020. Que tal ver um pequeno exemplo de uma competição entre atletas paraolímpicos? O vídeo é de uma competição de natação nos Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres. Prepare-se para ver um verdadeiro show na piscina. 11- Vídeo sobre o projeto governamental “Bolsa Atleta”. Disponível em: Bolsa Atleta beneficia esportistas nas modalidades olímpicas e paraolímpicas Acesso em: 21/04/2020. Se você está acompanhando as sugestões que demos até aqui, viu que a grande maioria dos atletas paraolímpicos são patrocinados pelo governo. O vídeo nos explicará como funciona o projeto “Bolsa Atleta”, que tem como objetivo central subsidiar atletas de alto rendimento para que eles possam se dedicar inteiramente ao esporte. 12- Livro A Saga de um Campeão, de Lars Grael. Disponível nas principais livrarias virtuais e físicas do Brasil. Lars Grael é um velejador brasileiro que foi atingido por uma lancha em uma competição e perdeu uma perna. No livro, o atleta conta como foi essa experiência e como ele se reconstruiu em sua carreira, mesmo com a perda da perna. Leitura inspiradora!

Leia os textos motivadores que se seguem para produzir a redação abaixo os desafios dos atletas paraolímpicos – tema. Texto 1 Atletas falam sobre as dificuldades que enfrentam no esporte e na vida Falta de patrocínio e espaço para os treinos estão entre as reclamações. Jovens treinam firme para tentar um bom resultado nas Olimpíadas do Rio. Atletas de vôlei de praia reclamam da falta de dinheiro para competições e treinos. Carlos Luciano tem 23 anos e joga há seis. Ele busca ajuda financeira pela internet para custear passagem, alimentação e hospedagem em torneios. Muitas vezes, a ajuda virtual não vem e Carlos conta com o apoio de amigos e familiares para participar das competições. Gabriel de Souza perdeu o braço em um acidente, ainda na infância, e hoje tem o sonho de se tornar um atleta paralímpico. Ele treina forte para baixar o próprio tempo e conseguir uma classificação para os próximos jogos. Como atleta, ganha uma bolsa de R$ 300 da prefeitura do Guarujá. Metade do valor vai para as despesas da casa. Comerciantes da região ajudam oferecendo refeições e dinheiro para que o jovem viaje para as competições. Teresina está crescendo no badminton. O esporte tem regas parecidas com o tênis, mas usa uma raquete menor e uma espécie de peteca. Lorena e Monalisa, duas atletas da região, são reconhecidas no esporte, mas ainda não têm apoio. A prefeitura ajuda com as despesas de passagem, mas alimentação e hospedagem ficam por conta das famílias. Para participar de um torneio em São Paulo, as duas contaram com a ajuda de outros atletas, que receberam as meninas. O jovem Francielton é o atleta do Piauí com melhor desempenho no campeonato de badminton. Ele conseguiu se classificar para a final, mas perdeu a partida. O garoto recebe uma bolsa de R$ 925 do Ministério do Esporte. Para continuar recebendo o auxílio, ele precisa estar entre os três primeiros colocados nas competições. O atleta lamenta o resultado da partida e diz que precisa melhorar seu estado psicológico, prejudicado pela pressão do resultado e pelo medo de perder a bolsa do governo. Fonte: g1 globo Acesso em 21/04/2020. Texto 2 O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio 2016. Está programada para 25 de agosto de 2020 a abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Estaremos representados por incansáveis heróis do esporte, que alcançaram um recorde de medalhas nos Jogos Rio 2016, quando nossas 72 medalhas nos alçaram ao honroso 8º lugar no quadro geral de medalhas. Mas o Brasil pode e deve lutar por mais. O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio — 2016. Desde Pequim — 2008, estamos entre as 10 nações que mais subiram ao pódio. No entanto, insisto, sabemos que podemos mais. Apesar das 14 medalhas de ouro, 29 medalhas de prata e 29 medalhas de bronze da Rio — 2016, número histórico dos nossos atletas paralímpicos, o Brasil ficou abaixo da meta traçada pelo próprio Comitê Paralímpico Brasileiro, que vislumbrava um lugar entre as cinco primeiras posições no quadro geral de medalhas. Daniel Dias, André Brasil, Clodoaldo Silva (nadadores), Ádria Rocha dos Santos (atletismo), Luiz Cláudio Pereira (lançamento de dardos) são heróis nacionais dos esportes paralímpicos, os maiores medalhistas de nossa história. A eles se somam centenas de outros atletas em atividade que com garra, força, superação e muita luta têm enchido nosso país de orgulho nas últimas edições dos jogos. Por outro lado, a luta individual de nossos atletas não pode ser o único combustível para tornar o Brasil uma potência mundial dos esportes paralímpicos. Para alcançar os objetivos e metas do nosso Comitê Paralímpico é preciso aumentar ainda mais os investimentos nos esportes para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Desde 2001, existe uma arrecadação estatal via loterias federais e, a partir de 2005, começaram os primeiros investimentos e incentivos de patrocinadores privados. Mas é possível e necessário ir muito mais além. Para isso precisamos dar maior reconhecimento público e social em torno dos esportes paralímpicos. Temos que pensar meios para aumentar o investimento estatal e ainda em novas formas de angariar investimentos e patrocínios privados para que possamos crescer e multiplicar nossa experiência paralímpica. Só com planejamento focado em metas ousadas e mais investimentos é que poderemos construir centros de treinamentos de excelência por todo o país, que deem suporte e incentivem a prática dos esportes entre as pessoas com deficiências. Muitos países têm esses centros de treinamento e, por isso, são potências mundiais nos esportes. Isso tem uma importância transcendental para o país. Começando pelo orgulho nacional, mas não só. Para além disso, como médico especialista em cirurgias de alta complexidade, lido rotineiramente há décadas com pessoas com deficiências entre meus pacientes. Posso atestar que há uma importância pública, social e de saúde para o país no incentivo ao esporte paralímpico. Os ganhos para a saúde e a vida dessas pessoas que o esporte pode trazer são incalculáveis. O esporte é saúde para todo e qualquer ser humano. Eu mesmo pratico esportes desde sempre. E tudo isso só ocorrerá se a experiência dos Jogos Paralímpicos for melhor assimilada por toda a sociedade. O intercâmbio das práticas, pesquisas e tecnologias, além do conhecimento amplo das histórias, dos heroísmos e do grande desempenho de nossos atletas paralímpicos precisam ser reconhecidos, reverenciados e apropriados pela vida de toda pessoa com deficiência. É com esse intuito, com essa convicção que no próximo dia 22, Dia Nacional do Atleta Paralímpico, faremos na Câmara dos Deputados, por minha iniciativa, uma homenagem aos nossos atletas guerreiros. Com essa homenagem, espero angariar apoio, força, investimento e começar a implantar nova visão que ajude o Brasil a se consolidar como potência mundial nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Fonte: correio braziliense Acesso em 21/04/2020. Texto 3 Fonte: globo esporte globo Acesso em 21/04/2020.

Leia os textos motivadores a seguir para redigir o que se pede. Texto 1 Cultura de submissão da mulher: principal determinante da violência doméstica Nesta entrevista, Dayse de Paula, coordenadora da Pesquisa Novas Hierarquias Profissionais: Conhecimento, Gênero e Etnia, do Programa de Estudos de Gênero, Geração e Etnia da SR3/Faculdade de Serviço Social (FSS), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), fala dos determinantes da violência social e das formas de coibir este tipo de violência. Mobilizadores COEP – Em que consiste a chamada violência doméstica contra a mulher? Que condutas a caracterizam? R.: É toda violência praticada por pessoa do círculo das relações da intimidade e confiança da mulher (companheiro, marido, irmão, padrasto, sogra etc). As condutas mais comuns são agressão verbal, coação, desqualificação das ações da mulher no dia a dia, agressão física e subtração de bens materiais de que a mulher precisa para sobreviver. Mobilizadores COEP – Quais os principais determinantes deste tipo de violência? Quem são as principais vítimas? R.: O principal determinante é a cultura de submissão da mulher, ainda existente em nossa sociedade, e o estímulo a comportamentos agressivos na educação do homem. As principais vítimas são mulheres e crianças do sexo feminino. Muitos casos envolvem a dependência de álcool e drogas por parte dos agressores. Mobilizadores COEP – A que tipos de danos estão sujeitas estas mulheres? E os filhos? R.: Risco de morte, sequelas neurológicas (perdas de desempenho da inteligência; perda da fala por traumas de crânio que afetam o funcionamento do cérebro); mutilações; prejuízos psicomotores (limitações de movimento devido a lesões permanentes em membros superiores, inferiores), depressão, ansiedade, hipertensão, agressividade transmitida aos filhos, desequilíbrio psíquico etc. Mobilizadores COEP – Quais as principais formas, hoje, no país de coibir este tipo de violência? R.: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs); Centros de Referência da Mulher; Juizado de Violência contra a Mulher e Conselhos Tutelares. Mobilizadores COEP – Em linhas gerais, o que diz a Lei Maria da Penha a respeito? Houve alguma mudança nestes quatro anos em que a lei está em vigor? R.: Ela tipifica e define a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece as suas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Com a lei, cresceu significativamente o número de denúncias e de equipes profissionais especializadas no atendimento à mulher em situação de violência doméstica. Mobilizadores COEP – A que tipo de penalidade estão sujeitos os agressores? R.: Prisão em flagrante e prisão preventiva do agressor. A pena mínima é reduzida para 3 meses e a máxima aumentada para 3 anos, acrescentando-se mais 1/3 no caso de pessoas com deficiência. Os agressores podem ser obrigados pelo juiz ao comparecimento obrigatório a programas de recuperação e reeducação. Mobilizadores COEP – Quais as principais dificuldades de se lidar com a violência doméstica, em especial em comunidades de baixa renda? R.: A principal dificuldade é reconhecer, de imediato, os atos que são considerados violentos. Infelizmente, pelos costumes, muitas mulheres tendem a se submeter a humilhações diárias, sem reagir, tolerando situações que levam a casos mais graves e resistem a denunciá-las. Outra dificuldade é a garantia do fácil acesso à rede de apoio à mulher, que inclui postos de saúde, centros de capacitação de trabalho e abrigos. Embora bem ampliado, ainda precisa de muitas iniciativas nesta direção. Mobilizadores COEP – É possível realizar um trabalho de conscientização e prevenção à violência doméstica? De que forma? R.: O importante é tentar criar uma rede de apoio entre moradores solidários, vizinhos, em um primeiro momento para, posteriormente, chegar às instituições referenciadas no atendimento destas mulheres, jovens e crianças. Garantir parcerias com a área da saúde, na perspectiva preventiva, incentivando as notificações médicas, após atendimento. Mobilizadores COEP – Como redes sociais, como o COEP, podem mobilizar para diminuir a violência doméstica nas comunidades onde atua? R.: Desenvolvendo ações preventivas e estimulando as mulheres a buscarem a sua autonomia por meio da escolaridade, desenvolvendo projetos de empreendedorismo, em parceria com escolas, destacando a importância da participação de mulheres; desenvolvendo campanhas educativas que fortaleçam o respeito entre homens e mulheres, a começar com as crianças, por meio de uma sensibilização das escolas. Entrevista do Grupo Gênero, Combate à Discriminação e Grupos Populacionais. Entrevista concedida à: Renata Olivieri. Edição de: Eliane Araujo. Fonte: www.mobilizadores.org.br. Acesso em 12/04/2020. Texto 2 Por Lia Bock “Dentro da doutrina cristã, lá dentro da igreja, nós entendemos que em um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder”. Essa foi a frase que Damares, ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos disse numa audiência pública na Câmara. Fiquei pensando o que seria essa tal liderança no matrimônio. Porque liderança de mercado eu sei o que significa, liderança no Campeonato Brasileiro e liderança política também, mas liderança marital eu realmente desconheço. É quem decide o que o casal vai comer? Em quem vão votar? Pra onde vão nas férias? Que carro vão comprar? […] Ao afirmar publicamente que a mulher deve ser submissa ao homem, Damares mistura a pessoa física – religiosa e submissa no casamento que seja – com a ministra, que deveria pensar no bem de todos independente de credo, raça, orientação sexual ou posição política. E nesse todo o que temos são mulheres morrendo vítimas de seus companheiros – seus líderes, segundo ela. Frases como as da ministra rapidamente empoderam maridos abusadores, que não terão o menor pudor de dizer “tá vendo, você tem que me obedecer, até a ministra está dizendo”, antes de dar uns tapas na esposa. Damares, entenda: sua crença pregada em público funciona como munição para a arma que mata mulheres. Sei que você jamais colocaria essas balas na pistola, mas suas afirmações protegem homens que, escondidos atrás da máscara de líderes da família, abusam, batem e matam suas companheiras. E veja, eles não precisam de mais estímulo: no mundo morrem hoje 6 mulheres por hora vítimas de pessoas próximas, a maioria companheiros ou ex-maridos. E não adianta dizer no fim da frase que ser submissa não tem nada a

Repertório – a submissão feminina na sociedade CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI Meninas e meninos, o tema desta semana é de colocar fogo no parquinho. Falar de submissão feminina numa era de empoderamento não poderia dar em outra mesmo. Nossa proposta com este assunto é fazer com que você pense na condição da mulher sob outras perspectivas, que podem ser religiosas, culturais, sociais, temporais etc. Não se esqueça de que a forma como analisamos algo é muito influenciada pela nossa própria realidade, por isso, muitas vezes, certos comportamentos nos parecem estranhos e até mesmo inaceitáveis, mas considere que, naquele contexto, a situação pode fazer todo o sentido. Tratar da submissão da mulher é algo bastante importante, pois ela é um ponto chave para a violência doméstica e desigualdade de gênero, temas sempre relevantes quando falamos de redações de grandes testes. Não é, sobre nenhum aspecto, nossa intenção criticar essa ou aquela cultura ou religião, mas sim fazer com que você tenha contato com realidades diversas que podem fazer com que uma mulher se decida (ou seja obrigada) a ser subjugada por um homem. Então, mãos à obra? Repertório – a submissão feminina na sociedade Artigo científico sobre as origens da subjugação feminina. Disponível em: dbd puc rio – tesesabertas Acesso em 13/04/2020. Precisamos entender quando, como e por que a subjugação feminina começou e, para isso, temos de voltar às raízes do termo. Recomendamos a leitura deste extrato de artigo científico disponibilizado pela PUC Rio, pois ele faz um recorte bastante interessante a respeito da condição da mulher em cada uma das eras. Note como os aspectos sociais são extremamente relevantes quando tratamos da maneira como a mulher é vista nos diferentes tempos. Artigo científico sobre a violência doméstica enquanto efeito da subjugação feminina. Disponível em: marilia unesp Acesso em 13/04/2020. Desde a proposta de redação, você já deve ter percebido que um dos principais efeitos negativos da subjugação feminina é a violência doméstica e o artigo se propõe a discutir mais a fundo essa questão. O link te levará para um breve resumo do trabalho, a partir do qual você poderá fazer o download do artigo na íntegra. Artigo científico sobre a formação da identidade feminina em casos de violência doméstica. Disponível em: repositorio unifesp – 10152 Acesso em 13/04/2020. Por que algumas mulheres aceitam ser subjugadas e até mesmo agredidas enquanto outras dão um basta na situação logo no início? Muito disso está relacionado a aspectos psicológicos. O artigo da Unifesp analisa de forma mais aprofundada a história de vida de mulheres que foram agredidas dentro de suas casas e propõe conclusões psicológicas para o caso. Leitura muito recomendada para quem quer saber mais sobre comportamento humano. Matéria on-line sobre o movimento #tradwife Disponível em: bbc – sala social Acesso em 13/04/2020. Há cerca de dois meses, uma matéria da BBC deu o que falar nas redes sociais, tudo por conta de seu assunto: o movimento #tradwife. A hashtag em inglês faz referência às esposas tradicionais dos anos 50, aquelas que tinham como meta principal a casa em perfeita ordem, com a mesa repleta de belos pratos, cozidos maravilhosamente bem. Além disso, esse grupo extremamente conservador propõe que as esposas devem estar sempre lindas e “mimar” seus maridos ao máximo. Já entendeu por que a matéria deu todo esse babado? Se você está achando a situação surreal demais, corra para a matéria indicada no link, pois a reportagem conta com depoimentos reais e fotos para que você se convença de que isso acontece de verdade, hoje. Vídeo de canal no YouTube sobre histórias de mulheres no Oriente Médio. Disponível em: “MULHERES DEVEM SER ‘CORRIGIDAS’ 5 VEZES AO DIA” – EU PAGUEI PRA VER Acesso em 13/04/2020. O vídeo sugerido narra a história (verídica) de uma mulher que se relaciona com um afegão, mas, na verdade, grande parte dos vídeos do canal SobreVivendo na Turquia é extremamente útil para olharmos a condição da mulher com olhos bem diferentes dos nossos. Não se esqueça de que essas culturas têm costumes totalmente diferentes dos nossos e que a tolerância cultural e religiosa é critério avaliativo bastante relevante nas redações de grande porte. Busca no YouTube sobre indiferença e humilhação. Disponível em: Pesquisa: meu+marido+me+trata+com+indiferença Pesquisa: meu+marido+me+humilha Acesso em 13/04/2020. Alguma vez em sua vida você já foi tratado (a) com indiferença? É dolorido demais, não é mesmo? E quando isso acontece muitas e muitas vezes, passando a ser uma situação de humilhação? Para você ter uma ideia melhor sobre o assunto, digite na barra de pesquisa do YouTube “meu marido me trata com indiferença” e “meu marido me humilha” (resultados nos links acima) e veja como esse assunto não é nada incomum. Matéria sobre a subjugação da mulher na linguagem. Disponível em: take net – androcentrismo na linguagem Acesso em 13/04/2020. Não, não, você não leu o título errado. Até mesmo a linguagem pode ser usada para subjugar a mulher. Afinal, por que numa sala de aula com 20 alunas e 1 aluno chamamos todos de “alunos”? A matéria traz esse e muitos outros exemplos de como a linguagem pode estar a serviço da subjugação da mulher. Desenho A Bela e a Fera. Disponível por aluguel ou para compra no YouTube. Como assim A Bela e a Fera como sugestão de conteúdo para uma redação? Sim, meus queridos, é isso mesmo. Ficamos apaixonados pelo mundo incrível que a Disney representa em suas cenas e torcemos para que a Bela termine a história com a Fera e possa dançar lindamente com seu vestido amarelo no baile. Mas você já observou como é a sociedade em que a Bela está inserida? E mais um “detalhe”: a forma como a Bela e a Fera se encontram te parece natural? Livro Senhora, de José de Alencar. Disponível nas principais livrarias do país. O romance é de 1875, escrito durante o período literário do Romantismo, mas digamos que Aurélia Camargo, a protagonista, não é exatamente uma típica mulher do movimento romântico. Nesta obra incrível, Alencar

Querido leitor e leitora, o título do nosso artigo de hoje te causou algum estranhamento? Se sim, não se preocupe, pois muitas pessoas acham que interpretar e compreender um texto são exatamente a mesma tarefa, mas hoje veremos que não, essas habilidades não são irmãs gêmeas. Interpretar e compreender os textos motivadores são dois passos fundamentais para que você possa redigir sua redação com excelência, percorrendo um caminho que está, de fato, alinhado ao tema proposto. Primeiramente, vamos diferenciar as habilidades de interpretar e compreender. Quando lemos um texto, nossa primeira tarefa é a de compreender. Na fase da compreensão, compreendemos as informações que estão no texto, sem nenhum juízo ou interpretação sobre a situação. É um reconhecimento da informação. Analise a seguinte frase: A garota olhava o céu. Ao compreendermos a oração, entendemos que há uma pessoa do sexo feminino que estava olhando o céu por um determinado período. Isso é o que a frase nos diz, não estamos tentando descobrir quem é a garota, por que ela estava olhando para o céu e por quanto tempo a ação ocorreu. Já a habilidade de interpretar envolve olhar além do texto ou da frase, atribuindo a ele ou ela um contexto que nos permite deduzir, subtender ou concluir algo, porém, essas informações não estão no texto, mas são fruto do entendimento do leitor. Vamos voltar à mesma frase (A garota olhava o céu), mas agora iremos interpretá-la. Podemos deduzir que a menina que é sujeito da oração é jovem ou que o autor da frase é carioca (no Rio de Janeiro, é muito mais comum utilizar o termo “garota”), pois ela foi chamada de “garota”. Também, com base em outras pistas textuais, podemos imaginar que ela olhava o céu porque estava pensativa ou porque queria averiguar se iria ou não chover. Veja que as possibilidades de interpretação são várias e todas têm base no texto. O que confirmará ou não a validade de nossa forma de interpretar são as outras informações que o texto traz. Mesmo sabendo que a interpretação é feita pelo leitor, com base em seu conhecimento de mundo e repertório (além do suporte textual, claro), existem limites para a interpretação. Ela nunca pode ir contra algo que o texto diz explicitamente. Toda interpretação precisa ser coerente com o texto. Níveis de leitura Para que você consiga fazer uma compreensão e uma interpretação adequadas, é muito importante ler os textos motivadores em mais de um nível, já que a cada leitura novas informações são assimiladas. Ao término da primeira leitura (primeiro nível), você precisa ser capaz de responder às seguintes perguntas: – O tema do texto é? (lembrando que tema e título são coisas diferentes, hein…); – A ideia central do texto é? – As palavras-chave do texto são? Como você pode perceber, o primeiro nível da leitura está relacionado à compreensão do tema central. Já ao fim da segunda leitura, é necessário reconhecer alguns marcadores textuais, que podem, inclusive, serem sublinhados. Os principais marcadores textuais são: – Modos verbais: O texto usa o indicativo- para atribuir firmeza às ideias/ subjuntivo- para criar hipóteses e possibilidades/ imperativo- para enfatizar ordens ou sugestões que não podem ser desprezadas? – Adjetivos: As orações são marcadas por muitos adjetivos ou não? Há frases com mais adjetivos do que outras? Qual seria a razão disso? O autor do texto faz questão de detalhar características? Com que finalidade? – Advérbios de negação ou afirmação: Em que momento eles aparecem? Por que a necessidade de negar ou afirmar com tanta ênfase determinada ideia? Há gradação nos advérbios (por exemplo: não, de jeito nenhum, jamais)? – Conjunções adversativas: Quando há conjunções adversativas numa oração, precisamos prestar bastante atenção, pois a informação que vem após o “mas, porém, todavia, entretanto” é mais relevante do que o que veio anteriormente. É só observar a frase: “Eu gosto de você, mas só como amigo.” – Sinais de pontuação: O autor usa muitas vírgulas? Por que há essa necessidade de separar tanto as ideias? Usa pontos de exclamação? Qual efeito a escolha dá ao período? Apenas com o levantamento desses pontos (que estão todos dados no texto, é só você observá-los), você já terá uma boa gama de informações para entender melhor o que o texto diz. Tipos de texto Os textos motivadores do ENEM ou de um vestibular podem ser de vários tipos, mas há aqueles mais comuns e são sobre esses que vamos dar dicas de interpretação e compreensão. – Matérias jornalísticas/ Reportagens Um dos tipos mais comuns de textos motivadores são as matérias jornalísticas. Para que haja maior entendimento sobre elas, analise: – O que acontece? – Com quem acontece? – Onde acontece? – Como a situação acontece? – Como a situação acaba? Note que todas as questões acima estão na esfera da compreensão, pois as respostas estarão explicitamente no texto. Em caso de matérias jornalísticas, você precisa tomar um cuidado especial com duas perguntas: – Por que acontece a situação (motivo)? – Para que acontece a situação (finalidade)? Podemos encontrar essas respostas tanto dentro do texto, sendo assim do âmbito da compreensão, como também podemos interpretar outras informações a fim de chegarmos à resposta, usando assim a esfera da interpretação. – Gráficos Os gráficos também são muito usados como textos motivadores, uma vez que eles possibilitam uma leitura mais ágil das informações. Viu um gráfico como texto motivador de sua redação? Então é hora de observar: – O título; – As informações na horizontal; – As informações na vertical; – A forma como os índices foram representados (colunas, fatias etc.); – O uso de cores diferentes (caso haja); – A fonte da qual as informações foram coletadas. Após compreender os dados iniciais, reflita em mais duas questões: – Por que usar um gráfico para falar sobre esse assunto? – Por que essa fonte foi a escolhida? – Charges/Tirinhas De forma curta e muitas vezes divertidas, as charges ou as tirinhas aparecem frequentemente para fechar a coleção de textos motivadores e são igualmente relevantes a um

Filmes, séries e livros para usar na redação do ENEM Sempre estamos te dando dicas de filmes e séries cujos assuntos podem ser utilizados em redações com diversos temas e hoje resolvemos reunir as sugestões em um único artigo para que tudo fique acessível quando você precisar. As ideias que vamos te dar estão disponibilizadas em plataformas diferenciadas, algumas gratuitas e outras pagas. A data de referência é abril de 2020. Que tal aproveitar aquele tempo livre para um entretenimento de qualidade e que ainda pode ser super útil para a redação do ENEM? Nada mal, não é? Vamos às dicas de Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM! Filmes Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Suspense Esta nova produção da Netflix é mais uma boa aposta de suspense espanhol criada pela marca. O enredo conta a história de Javier, um publicitário de bastante renome, mas que perdeu seu emprego numa grande agência e está procurando por uma recolocação profissional. Javier é reprovado em muitos processos seletivos e, quando aprovado, as ofertas de trabalho são vergonhosas. A busca por um novo emprego já dura um ano. Como é de se imaginar, o desemprego faz com que o padrão de vida da família caia e Javier (junto de sua esposa e filho) são obrigados a deixar a belíssima casa alugada onde viviam. As reprovações constantes, a queda no padrão de vida e, principalmente, a mudança de casa afetam profundamente a saúde mental de Javier e faz com que ele cometa atos inimagináveis. O enredo permite analisar a importância da saúde mental e do cuidado com ela. Já há alguns anos, especialistas em redação do ENEM têm apostado em temas relacionados à saúde mental, muito por conta do aumento expressivo de casos de ansiedade e depressão no Brasil. Este filme é aquela alternativa certeira quando você quer uma produção que prenda sua atenção e te surpreenda. Pode ser usado em temas relacionados a transtornos mentais, obsessão, violência, desrespeito à mulher, condição de trabalho e uso de drogas. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia romântica/ Drama O filme, inspirado no livro de mesmo nome, fala sobre Violet, uma mulher obcecada por beleza, perfeição e, principalmente, por seu cabelo. Parece uma trama um pouco “bobinha” à primeira vista, mas, pode ter certeza, não é. Violet sofre uma imensa pressão social e familiar (por parte da mãe em especial) para se enquadrar no estereótipo do que é considerado ideal, mas isso terá grandes reflexos em sua vida. Não vá assistir ao filme esperando por uma comédia romântica daquelas bem clichês, não é esse o foco de Felicidade por um fio. Aqui, temos uma mulher num processo de descoberta de si e questionando o quanto os padrões sociais devem ou não determinar sua vida. Pode ser usado em temas relacionados a autoconhecimento, pressão social e machismo. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Imagine a seguinte situação: mãe ex-miss e organizadora do concurso de misses da cidade, corpo perfeito, vaidade a mil, dietas, dietas e mais dietas (a mãe é representada por ninguém menos do que Jennifer Aniston, a Rachel, de Friends). Do outro lado, filha acima do peso, sem vocação aparente para ser miss e com baixíssima autoestima. O que pode gerar a junção dessas duas? Momentos de tristeza, frustração, risos e muita reflexão sobre padrões. Willowdean, a filha, vai fazer de tudo para provar que padrões não determinam o valor de uma pessoa. No enredo, também podemos ter contato com relações familiares conturbadas e seus efeitos, gordofobia e a importância da amizade. Pode ser usado em temas relacionados a preconceito, pressão social, padrões sociais, gordofobia e baixa autoestima. Séries Ano: 2015 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Grace e Frankie começam a primeira temporada (atualmente, a série está na sexta temporada) como esposas de Robert e Sol, mas, depois de muitos anos de casamento, surpresa! Seus maridos são homossexuais e formam um casal há décadas. As duas, apesar de não se gostarem nem um pouco, dividem a casa de praia durante o processo de separação e aí vemos nascer uma bela amizade com muito, muito humor mesmo. Grace and Frankie é uma série interessante, pois mostra outro lado da terceira idade que não estamos acostumados a ver, além de discutir sobre as necessidades específicas dessa faixa etária. Pode ser usada em temas relacionados a relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, terceira idade e envelhecimento saudável. Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Drama Uma mulher negra que decide ser empreendedora num contexto de extremo preconceito, em que mulheres, ainda mais negras, eram relegadas a um patamar social mais baixo. O tema por si só já bastante curioso. Mas tem mais, muito mais, Madame C.J. Walker sofreu muito em sua vida e seus sofrimentos a impulsionaram tanto a seguir em frente que ela se tornou a primeira mulher negra a ser milionária devido a seu próprio trabalho. Mais um pouquinho sobre esta série maravilhosa? Ela á baseada em fatos! Pode ser usada em temas relacionados a feminismo, empoderamento feminino, racismo, trabalho, preconceito social e condição de vida das mulheres. Está gostando de nosso conteúdo sobre Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM? Livros Um enredo simplesmente apaixonante com um casal que atravessa gerações: Marilia e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga). Você já deve ter ouvido falar em Marilia de Dirceu, a musa que inspirava o poeta Tomás Antônio Gonzaga a fazer belos versos à sua amada durante o período literário do Arcadismo. A Ladeira da Saudade é inspirado nesse contexto. Marilia, chamada frequentemente de Lília no enredo, é de uma família rica em São Paulo e sua mãe, Flávia, faz questão de que ela mantenha o namoro com um jovem de grande influência social, mas o sentimento de Lília simplesmente acabou. Por conta das férias escolares, Marilia vai passar algumas semanas com sua tia em Ouro Preto, Minas Gerais, e lá conhece Dirceu, um artista do teatro local. Os dois rapidamente engatam um romance de encher os olhos. Mas o tempo passa e Marilia precisa

Leia e interprete os textos motivadores abaixo e após redija o que é pedido. Texto 1 Relacionamento Professor X Aluno A relação do professor com seus alunos é de fundamental importância para a Educação, pois a partir da forma de agir do mestre é que o aprendiz se sentirá mais receptivo à matéria. A reciprocidade, simpatia e respeito entre professor e aluno proporcionam um trabalho construtivo, em que o educando é tratado como pessoa e não como número, ou seja, mais um. Os objetivos da Educação seriam mais facilmente alcançados se muitos dos problemas disciplinares fossem resolvidos com maior cautela, sem dramatização, em que um simples comentário bem feito solucionasse o problema. Atividades variadas previnem a indisciplina dentro da sala de aula A elaboração de provas justas e bem dosadas estimula o aluno a estudar mais e diminui, ou até mesmo elimina, a “famosa cola”, afastando um dos maiores atritos que existem entre ambas as partes. Outra forma de melhorar essa relação é aplicando trabalhos interessantes que desafiem a capacidade do estudante e que não gerem angústia e nem desânimo pelo grau de dificuldade. […] Não é possível educar sem dialogar Buscando um melhor relacionamento, o professor será tratado com respeito e como educador, dando oportunidade ao diálogo. Às vezes, o professor usa de expressões ameaçadoras para com os alunos, como: Calem a boca! É para ser feito assim, pronto e acabou! Dessa forma, deixa transparecer que quem está à frente (o educador) não tem controle sobre a situação, atitudes e sentimentos. Existem quatro elementos fundamentais para o ato de ensinar: o processo, a matéria, o aluno e o professor, sendo esse último o fator decisivo na aprendizagem, levando em conta a influência que exerce sobre a classe para ministrar as aulas. O professor tem que estar sempre aberto às novas experiências, aos sentimentos e aos problemas de seus alunos. É claro que a responsabilidade da aprendizagem está ligada ao aluno, mas essa deve ser facilitada pelo professor, levando o aluno à autorrealização. Fonte: Brasil Escola – Educador Acesso em 05/04/2020. Texto 2 O que é ser professor nos dias atuais Por: Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink 15 de Outubro de 2015 Eu sempre digo que foi o magistério que veio atrás de mim. Quando era criança, as meninas brincavam de ser mãe ou professora. Comigo não era diferente. Eu sentava com as bonecas, escrevia no quadro, copiava os textos no caderno de cada uma delas, fazia os exercícios e depois corrigia as respostas. Outras vezes a aluna era uma colega. Naquela época, imitava minha mãe, que também era professora. Cresci e bem que tentei fugir, mas a brincadeira virou realidade e sou professora. Iniciei minha carreira dando aulas particulares para pagar a faculdade de Pedagogia. Assim que me formei, comecei a lecionar e, desde então, observo as transformações que vem ocorrendo na minha profissão. Sei o quanto preciso estar atualizada, comprometida e buscando parcerias sempre. Os avanços tecnológicos e as frequentes e intensas mudanças acarretaram impactos no âmbito educacional, no qual se viu o nascimento de um novo papel do professor, mais acessível e comprometido com o aprendizado. Mas, no entanto, apesar dos discursos, o cenário político ainda não priorizou como deveria a Educação, oferecendo condições que promovam a formação contínua deste profissional e valorizem sua missão. Ser professor hoje é uma tarefa bem difícil, mas prazerosa, pois ele precisa se dedicar, e muito, aos estudos, à pesquisa, ao seu desenvolvimento profissional e aos seus alunos. Como mediador da aprendizagem, participa ativamente do processo de aprender, incentivando a busca de novos saberes, sendo detentor de senso crítico, conhecendo profundamente o campo do saber que pretende ensinar, além de ser capaz de produzir novos conhecimentos, por meio da realidade que o cerca. Ufa, quanta coisa. Mas não é tudo. Do docente também se espera paciência, criatividade, humildade, carisma, saber lidar com público etc. A relação de autoridade entre professor e aluno, que antes permeava o ambiente educacional, deixou de existir. O docente passa a ser reconhecido e respeitado por aquilo que sabe e por como consegue fazer com que o estudante aprenda. É um profissional mais próximo do estudante, enxergando-o em sua integralidade, levando em consideração seus traços como pessoa. Esta valorização do humano deixou a prática educacional com mais significado, pois o professor passa a olhar para seus alunos como indivíduos com necessidades diferentes e particulares. O docente tem que desenvolver em si próprio o olhar integral e humano para educar, além de ser um bom conhecedor do conteúdo programático e das práticas pedagógicas. […] Ser um professor hoje é ser protagonista do ensino. É renovar e interagir com os alunos, pois, sem isso, o processo de aprendizagem não é otimizado. Quanto melhor for o desempenho do docente, melhor será o desempenho do estudante. […] Fonte: Gestão Escolar Acesso em 09/04/2020 Texto 3 Após a leitura dos textos motivadores e levando em consideração suas experiências e conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: Como a relação entre professor e aluno impacta na aprendizagem? CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Educação domiciliar no Brasil Tema de Redação: A importância da música na educação infantil Tema de Redação: Educação sexual e infância Tema de redação: Os desafios da Educação Inclusiva no Brasil Tema de Redação: O histórico desafio de se valorizar o professor Tema de Redação: Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?
Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos

Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação
Conte com a correção detalhada de professores especializados, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM em até 24 horas.
Conhecer planos de correção