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649 artigos publicados por Otavio Pinheiro no Blog do Redação Online.

Conciliar ensino médio e cursinho é um verdadeiro desafio para qualquer candidato que se dispõe a tal. Saiba aqui como fazer isso!

A classificação verbal é um tema que está muito presente nos vestibulares, incluindo o Enem. Esse assunto é relevante tanto para as questões de língua portuguesa, quanto para a construção de uma redação coerente e coesa. Acima de tudo, o conhecimento das normas sobre esse grupo de palavras permite que estudantes cometam menos erros gramaticais, o que impacta diretamente em sua nota. Muitos alunos apresentam sérias falhas no aprendizado dos tópicos que abordam o uso dos verbos. Para te ajudar, o Redação Online preparou um super resumo com o que há de mais importante sobre o assunto. Preste atenção em cada ponto para se sair ainda melhor em suas próximas provas! Confira também o conteúdo sobre como saber quando usar o ponto e vírgula, e tire suas dúvidas sobre esse sinal de pontuação! Antes de falar sobre classificação verbal, relembre o que são verbos! Não podemos ir para um assunto tão amplo como esse sem antes reforçar o conceito que lhe serve de base. A grosso modo, costumamos ouvir nas aulas que os verbos são aquele grupo de palavras que representa uma ação. Essa definição não está de todo errada, mas ela também não está completa. Essa categoria pode indicar: fenômenos naturais; desejo; mudanças ou ocorrências; estado de algo; alguns processos; e, é claro, ações. A forma mais comum de identificá-los é pelo final de cada palavra: todas acabam com a letra (r), caso estejam em sua forma infinitiva. Podemos citar exemplos como ficar, comer, relembrar, chover, desejar, ocorrer, construir, entre outros. Para serem aplicadas em períodos que passem uma ideia coerente, essas palavras precisam ser conjugadas. Esse é o critério que faz surgir as diferentes classificações verbais. Não entendeu exatamente como funciona? Fique tranquilo, vamos explicar! Classificação verbal: conheça cada categoria Para falar de classificação verbal, precisamos primeiro entender um conceito que ajuda a diferenciar a maioria dessas categorias, os radicais. Descubra o que eles são! Radical é a parte da palavra que determina seu significado básico, e serve de referência para suas flexões e derivações. Ele se une ao sufixo – partículas que ficam no final de cada termo – para criar a conjugação de cada verbo. Exemplo de radical e sufixo: Canto: “Cant” é o radical e “o” é sufixo; Vestimos: “Vest” é o radical e “imos” o sufixo; Ouvem: “Ouv” é o radical e “em” o sufixo. Trabalhamos sobre gramática na redação e o que priorizar na hora dos estudos em outro artigo aqui no nosso blog, e entre os destacados lá está a conjugação que depende do conhecimento sobre os diferentes tipos de verbo. Por isso, vamos falar com mais calma essas classificações! 1. Verbos regulares Esse grupo de palavras é determinado por aquelas nas quais o radical não se modifica em nenhuma conjugação. Ou seja, independente da flexão, ele se mantém o mesmo. Veja exemplos: amar – o radical “am”: amo, amam, amamos, amaram, amávamos, entre outros; correr – o radical “corr”: corro, correm, corremos, correram, corríamos, entre outros; parar – o radical “par”: paro, param, paramos, pararam, parávamos, entre outros. 2. Verbos irregulares O caso oposto ao anterior, quando existe conjugação desse tipo de verbo, nem sempre o radical se mantém. É o caso de: medir: o radical desse verbo é “med”, no entanto, existem conjugações dele como “meço”, que não segue a mesma regra; saber: apesar do radical ser “sabe”, existe a flexão “sei” que foge da lógica do radical; haver: “hav” é o radical, mas existem conjugações como “hei”, “houveram”, entre outras que não seguem a regra inicial. 3. Verbos abundantes São o grupo de verbos com mais de uma forma para a mesma conjugação, sendo elas equivalentes para a mesma frase. Normalmente, ocorrem no particípio. Por exemplo: Foi entregue ou foi entregado: ambas flexões do verbo entregar estão corretas e podem ser usadas como equivalentes; Eu tinha gasto ou eu tinha gastado: novamente, ambas as opções estão corretas. 4. Verbos defectivos Esses segmentos de verbos diz respeito àqueles que não possuem todas as flexões. Ou seja, não existe uma forma correta de conjugá-lo para cada tipo de pessoa de uma oração. Podemos citar como exemplo: Pronome pessoal Verbo falir – Presente do indicativo Eu não existe Tu não existe Ele não existe Nós falimos Vós falis Eles não existe 5. Verbos anômalos Os anômalos são um tipo de verbo irregular que possui uma característica tão única que acabou se tornando outra classificação verbal. Esses casos se tratam de termos que apresentam radicais primários diferentes quando são flexionados. Em muitos exemplos, cada um desses radicais aparecem em um tempo verbal distinto. Por exemplo, no verbo poder existem flexões com os radicais primários: “pod”: poderia, posso, podemos, podeis, entre outros; “pud”: puder, pudesse, pudermos, entre outros; “poss”: possa, possamos, possais, entre outros. Ou o verbo ter: “ter”: teria, terão, terei, entre outros; “tenha”: tenhamos, tenhais, tenhas, entre outros; “tiv”: tivéssemos, tivesse, tiver, entre outros. Essa são as classificações verbais da língua portuguesa que precisa saber para os vestibulares. Todas essas diferenciações não estão ligadas ao significado de cada termo, e sim a flexão que ele possui na linguagem culta. Confira o que elas são e quais os tipos que existem! Veja também o post sobre os erros gramaticais mais comuns na redação do Enem, e se prepare para não repeti-los! Flexão verbal: o que é e quais os tipos? Cada verbo possui diversas formas de aparecer em uma frase, essas variações são chamadas conjugações – ou flexões. Existem paradigmas diferentes que delimitam cada uma das maneiras que essas palavras vão ser modificadas. Ao total, são cinco tipo de flexão possível e elas serão essenciais para a concordância verbal. Conheça cada um deles! Modo A língua portuguesa apresenta três diferentes modos: imperativo, indicativo e subjuntivo. Cada um deles possui flexões diferentes em cada tempo verbal. Saiba um pouco mais sobre: imperativo: demonstra uma ordem, pedido ou conselho, e está sempre no presente. Por exemplo: Vá para a praia amanhã; indicativo: um verbo que mostra certeza (ou hábito), tanto no passado, presente ou
Você sabia que dá usar mapa mental para a redação? Essa técnica muito utilizada em outras matérias é a queridinha dos studygrams que tanto estudantes seguem e acredite: é eficaz, inclusive, quando se trata da construção de um texto coeso e coerente. Na verdade, esses esquemas nasceram como uma ferramenta de organização no ambiente corporativo. Hoje, as escolas, procurando novas formas de absorção de conteúdo, começaram a ensinar seus alunos a fazerem mapas mentais nas mais diferentes disciplinas. Essa técnica só foi ganhando mais e mais espaço com o passar do tempo. Que tal aprender? O Redação Online te conta com clareza o que ela é, sua diferença para os mapas convencionais e, de quebra, ainda te ensina formar de aplicá-lo em sua redação. Continue a leitura! Mas antes, deixe nosso post com dicas sobre como começar a se preparar para o Enem aberto se você se encontra nessa fase da vida! Afinal, o que é um mapa mental para redação? Quem sistematizou o que hoje conhecemos como mapa mental foi Tony Buzan. O psicólogo queria encontrar uma forma de organizar um grande apanhado de informações para que o conteúdo principal fosse destacado. Para isso, ele desenhou um esquema onde o tema central da pesquisa ou estudo ficou no centro de uma folha. Todos os subtemas relacionados foram desenhados como se fossem “ramos” desse tema central. Anote: para o mapa mental, o assunto principal é a raiz e o tronco da árvore e os assuntos secundários, relacionados a esse assunto principal, são os galhos. Pensando especificamente nos mapas mentais para redação, é possível utilizá-lo tanto para aprender a estrutura de um gênero textual, quanto na hora da prova. Isso porque diversos vestibulares variam o tipo de texto a cada ano, e fica por meio do mapa mental é bem mais automático relembrar como montar cada gênero textual. Esse é um processo de resumo guiado por palavras-chave, como espécies de subtópicos. É muito importante que elas realmente mantenham relação direta com o assunto central e ajudem a trazer à memória o conteúdo estudado. Mas, vale lembrar que a memória de cada aluno funciona de uma forma, por isso é completamente possível que esses sub-títulos variem de caso para casa mesmo que o tema principal seja o mesmo. Por vezes, fazer um resumo eficiente – e assertivo – do tema pode ser muito útil para a construção de um mapa mental. Uma peculiaridade pauta-se no fato de que, normalmente, os mapas mentais são feitos à mão já que esse próprio processo de escrita é uma ótima estratégia de aquisição de memória. Entretanto, você também pode usar aplicativos criados justamente para essa finalidade. Frequentemente, também, utilizam-se cores variadas para destacar cada parte desse esquema. Essas cores facilitam a memorização e, inclusive, a memorização por blocos de subtemas. O mapa mental é, portanto, a ferramenta perfeita para alunos de aprendizado visual! Imaginemos o exemplo de um mapa mental sobre períodos literários brasileiros. Cada período literário pode ser representado por uma cor e por um desenho que lembre a principal característica do período, como uma árvore, para o Arcadismo, ou uma cruz, para o Barroco. É muito comum que usem esse conceito como sinônimo para os mapas conceituais. Você já ouviu falar sobre eles? A Redação Online te explica! Mapa mental e mapa conceitual: qual a diferença? O mapa conceitual tem como principal objetivo relacionar as ideias numa escala do mais importante para o menos importante. Foi sistematizado por Joseph Novak também enquanto ferramenta de organização, porém, ele buscava organizar os conteúdos numa gradação de relevância. Essa é a sua principal diferença com a estratégia que explicamos no tópico anterior. Geralmente é feito para abordar assuntos mais amplos, que têm muitas relações. Ao contrário do mapa mental, que tem um formato mais livre, o mapa conceitual é frequentemente representado por caixas e flechas/setas. Esse esquema não tem a adição de cores ou desenhos – eles não são proibidos, mas também não são comuns nessa técnica. Dica para montar um mapa conceitual: A caixa maior, centralizada e no topo da folha, contém o conceito que será organizado neste mapa. As caixas menores trazem os subconceitos e são ligadas à caixa central e às demais caixas por flechas/setas. Em cima das flechas, são adicionados verbos que fazem a conexão entre as caixas. Uma coisa é certa: tanto para o mapa mental quanto para o mapa conceitual é imprescindível que você tenha estudado o conteúdo anteriormente, pois tudo o que for colocado na folha precisa fazer o máximo de sentido, senão ele não funcionará enquanto ferramenta de estudos. Costumeiramente, dizemos que os mapas mentais devem ser feitos no início do processo de aprendizado e os mapas conceituais após amplo período de estudos, pois os mapas conceituais exigem informações mais complexas e completas para serem produzidos. Independentemente do tipo de mapa que você escolher – mental ou conceitual – ambos funcionam para assimilar e resumir um conteúdo. E é claro que eles também são úteis para, após algum tempo, revisar esse tema. Qual a importância de fazer um mapa mental para redação? Como já falamos, eles são uma excelente opção para a memorização e resumo de tópicos. Também são ótimas ferramentas para alunos visualizarem de forma rápida uma grande quantidade de informações. No entanto, sua importância e benefícios ainda vão além. Usar os mapas mentais também possui vantagens como: auxilia a fixar estruturas textuais de cada gênero; conseguir organizar informações desconexas; ajuda em uma sessão de brainstorming; facilita a memorização e aprendizagem de matérias; durante a prova, permite a separação das ideias para cada parte da redação; permite seu organizar melhor para construir a argumentação de seu texto; Agora que sabe como essa estratégia pode ser uma grande adição para sua rotina de estudos, está na hora de aprender a montar seu próprio mapa mental para redação. Nossas dicas também servirão para aplicar em outros tipos de conteúdos! Mapa mental para redação: Aprenda como fazer em 5 passos! Não há muito segredo para montar seu mapa mental, ele não precisa ficar esteticamente perfeito para ser funcional. Apesar do capricho ser importante, não se esqueça que

Você já deve ter reparado que muitos estudantes não sabem como usar ponto e vírgula. Ele é um sinal de pontuação que indica uma pausa menor que o ponto e maior que a vírgula, é utilizado, normalmente, como forma de separar orações. E o que isso significa? Significa que ele faz um papel intermediário entre os outros dois sinais citados. Em alguns casos, seu uso é obrigatório. Por isso, é importante entender sua função e quando empregá-lo corretamente! O ponto e vírgula pode ser usado em frases que já contenham um alto volume de vírgulas empregadas, mas não só! Onde mais se percebe o uso desse sinal gráfico é em textos jurídicos, como a constituição, artigos, projetos de lei, petições, etc. Engana-se quem acredita que este é um recurso ultrapassado. Muito diferentemente disso, o ponto e vírgula ainda é utilizado e, caso você o empregue adequadamente na redação, há chances de elevar a nota por demonstrar conhecimento dos recursos linguísticos. Além disso, como já mostramos aqui no blog, a pontuação é uma grande aliada para a construção de sentido nos textos! Aprenda com a Redação Online algumas regras básicas sobre como usar ponto e vírgula: Como usar ponto e vírgula: 6 dicas 1 – Separação de itens de uma lista como forma de enumeração Essa regra é aplicada em listas gerais, mas pode ser facilmente verificada na Constituição do Brasil. Exemplo: “Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:I – a soberania;II – a cidadania;III – a dignidade da pessoa humana;IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V – o pluralismo político.“ Agora que já aprendeu essa primeira regra básica, não se esqueça: ao citar uma lei, é preciso manter o ponto e vírgula que separa os itens. Assim também deve ser em produções do gênero instrucional, como um texto de instruções. Para praticar, você pode começar aplicando em seu dia a dia, em suas listas de compras: Lista de comprasAmaciante;Sabão em pó;Detergente;Água sanitária;Esponja de aço;Peito de frango;Linguiça calabresa;Muçarela. 2 – Separação de orações com excesso de vírgulas O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas em que a vírgula já foi excessivamente utilizada, ou, ainda, quando o texto é muito extenso. Veja os exemplos: Ex.: Todos meus amigos que irão ao cinema vão acompanhados: o Matheus namora a Júlia; a Isabela conheceu, recentemente, o Luiz; a Ana está com o Rafael há anos; o João está sempre acompanhado da Maria; a Isabela, sem dúvidas, convidará o Heitor. Apenas eu irei sozinho? Ex.: Nossos caminhos sempre se cruzaram, mas nunca compreendi o motivo ao certo. Em Londres, ele apareceu no mesmo pub, sozinho e sem nem sabermos que estávamos na mesma cidade; em duas viagens, estávamos no mesmo voo, mesmo destino, assentos lado a lado; de volta ao Brasil, antes de eu me reestabelecer, mudei para o mesmo prédio que ele. Perceba que o uso dessa ferramenta é interessantíssima para ocasiões nas quais você precisa desenvolver uma ideia extensa no parágrafo e sabe que irá utilizar vírgulas e pontos demais. Preste atenção: os pontos e vírgulas separam orações que estabelecem relação direta umas com as outras, então, ao mudar de assunto, usa-se ponto. 3 – Separação ou enumeração de elementos na frase Nesses exemplos, preste atenção no fato de os itens separados dizerem respeito aos mesmo temas e de estarem indicados de forma direta, não em listagem. Ex.: No capítulo a seguir estudaremos os seguintes temas: comparação; metáforas; metonímias; antítese; paradoxo; gradação. Ex.: Os pedreiros solicitaram novos produtos para a obra: cal; cimento; argamassa; pedras. Essa é uma regra próxima da primeira, mas se difere no fato de não ter frases construídas em listas. 4 – Omissão de verbos Neste caso, o ponto e vírgula evita a repetição do verbo. Esse é um recurso muito utilizado em textos teóricos e pode ser uma ferramenta importante para a redação, pois demonstra conhecimento dos recursos linguísticos. Observe: Ex.: Quando a torre desabou, os funcionários da ala central estavam no saguão; Matheus no elevador. Ex.: Depois de horas esperando Lucas chegar, Maria foi embora com Pedro; Lia com seus pais. Além de conhecimento linguístico, esse meio evita que o texto seja penalizado em coesão textual e vocabulário por repetições da mesma palavra. Importante, não é? Um atributo só pode evitar uma penalização em duas categorias. 5 – Como usar ponto e virgula na separação de orações com conjunções adversativas Para separar orações adversativas, o ponto e vírgula é utilizado com o objetivo de marcar pausas maiores entre orações que empregam as conjunções ou conectivos. Atente-se às demonstrações: Ex.: Amanhã irei trabalhar; no entanto, estarei em home-office. Ex.: Luan se machucou no parquinho ontem e chorou muito; porém, nenhum machucado foi grave. Ex.: Jurei que ficaríamos unidos na saúde e na doença; todavia, não imaginava que a saúde iria embora tão rapidamente. Aqui, o uso está mais ligado à entonação almejada na leitura, como em textos do gênero narrativo nos quais há inscrição de diálogos, por exemplo. Nada impede, contudo, que seja aplicado qualquer outro gênero textual. 6 – Como usar ponto e vírgula para separar orações sindéticas Toda oração coordenada sindética possui uma conjunção para integrar uma à outra, pois são independentes, isto é, funcionariam sozinhas. Para estabelecer relação de sentido, as conjunções são acrescentadas. Nelas, deve-se usar a vírgula antes do conectivo, no entanto, quando o verbo é colocado antes da conjunção, pode-se utilizar o ponto e vírgula. Ex.: As meninas são felizes; sentem, porém, a falta do pai. Ex.: Nossas amizades de infância são as mais importantes de nossas vidas; não conseguimos, no entanto, manter contato frequentemente. As conjunções são fundamentais na construção de um texto coerente e coeso. Antes de aprender a usar o ponto e vírgula, é importante saber usar conjunções adequadas! É importante lembrar-se de que o ponto e vírgula não é um ponto final na frase. Dessa forma, a letra, após esse

Ter um bom cronograma de estudos pode ser o seu diferencial na conquista da tão sonhada aprovação. Venha saber como fazê-lo!

Confira o tema de redação cobrado no Vestibular FUVEST 2022: As diferentes faces do riso! Texto 1: Por que rimos? Ninguém sabe. O riso tem uma qualidade universal: todas as culturas têm seus contadores de piadas. E, mesmo que a piada tenha graça só para uma cultura, as pessoas reagem sempre da mesma forma. Não importa se a língua é completamente diferente, se a pessoa é da Mongólia, um aborígene australiano ou um índio tupi, o riso é sempre muito parecido, uma reação física a um estímulo mental. Marcelo Gleisser. Sobre o riso. https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/ Texto 2: Para compreender o riso, impõe-se colocá-lo no seu ambiente natural, que é a sociedade; impõe-se sobretudo determinar-lhe a função útil, que é uma função social (…). O riso deve corresponder a certas exigências da vida comum, ou seja, o riso deve ter uma significação social. Henri Bergson. O riso. Texto 3: Estudado com lupa há séculos, por todas as disciplinas, o riso esconde seu mistério, já que alternadamente agressivo, sarcástico, escarnecedor, amigável, sardônico, angélico, tomando as formas da ironia, do humor, do burlesco, do grotesco, ele é multiforme, ambivalente, ambíguo. Pode expressar tanto a alegria pura quanto o triunfo maldoso, o orgulho ou a simpatia. É isso que faz sua riqueza e fascinação ou, às vezes, seu caráter inquietante. Georges Minois. História do riso e do escárnio. Texto 4: Talvez o exemplo mais destacado de artista com um uso constante do sorriso ao longo de sua produção seja Yue Minjun, integrante do chamado Realismo Cínico chinês, que constantemente se autorretrata com sorrisos especialmente exagerados, isto é, quase maníacos. Influenciada pela história da arte oriental em sua representação de Buda e pela publicidade, o que sua risada oculta é, na verdade, uma profunda crítica política e social do país onde vive. Texto 5: Rir é um ato de resistência. Paulo Gustavo, ator. Considerando as ideias apresentadas nos textos e também outras informações que julgar pertinentes, então, agora, redija uma dissertação em prosa, na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema: As diferentes faces do riso.

O tema de redação cobrado no ENEM PPL (Pessoas Privadas de Liberdade) e Reaplicação de 2021 foi ”Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”! Então, confira os textos motivadores a seguir! Texto 1 do tema Enem PPL 2021 Vinda de uma família abastada, viúva e irmã de militares, Anna Nery foi contratada como enfermeira para auxiliar o corpo de saúde do Exército Brasileiro e permaneceu atendendo feridos e enfermos durante o conflito da Guerra do Paraguai, até 1870. Na época, doenças ameaçavam a saúde dos soldados, mas Anna conseguiu transformar a realidade sanitária dos locais onde trabalhava, impondo condições mínimas de higiene para que essas doenças não se alastrassem e para que as pessoas fossem tratadas com segurança. A sua história está documentada no Museu Nacional da Enfermagem, fundado em 2010. Anna Nery é semelhante à de Florence Nightingale, a inglesa que consolidou seu trabalho de cuidado na Guerra da Crimeia e fundando, assim, a enfermagem no século XIX. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 2 jul. 2021 (adaptado). TEXTO 2 Adriana Melo foi pioneira na identificação da relação da zika com microcefalia. Após cinco anos do surto no país, ela ajuda famílias com um projeto singular na Paraíba – e diz que ainda há muito a aprender sobre a doença. “Infelizmente, o interesse internacional em pesquisa diminuiu muito”, reclama Melo, “porque o zika não chegou ao mundo rico, não chegou à Europa e aos Estados Unidos. Perdeu-se totalmente o interesse pelo assunto.” Para ela, é uma negligência, uma vez que o vírus zika continua causando novos casos de microcefalia em crianças. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. TEXTO 3 A vida de uma médica entre seis hospitais e três filhos durante a pandemia Entro em casa pela porta dos fundos, higienizo as mãos com álcool gel. Tiro a roupa na lavanderia, coloco direto na máquina de lavar. Sigo para o banho. Agora essa é minha rotina. No entanto, a pior parte é a de não chegar perto das crianças. Saindo do banho, vejo que há duas ligações não atendidas. Retorno a primeira: uma amiga, cardiologista, conta que não vai conseguir voltar ao hospital para atender um paciente. Ela já vinha apresentando um quadro de moleza desde sábado, mas como nós, médicos, estamos habituados a fazer, ignorou os sintomas por serem leves. Tirou um cochilo hoje à tarde e acordou com febre. Ela me contou que atendeu um paciente, quatro dias atrás, que estava com febre depois de voltar de uma viagem (ele fez o teste e hoje recebeu o resultado, ou seja, positivo). Até perceber o risco, o contato já havia acontecido. Pedi para ela fazer exame para Covid-19 e ficar em isolamento domiciliar. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Então, você quer receber sua redação corrigida por professores especialistas? Acesse nosso site e envie seu texto!
As correntes filosóficas são linhas de estudo a respeito do homem e de tudo que está relacionado a ele, tal qual o significado da existência, o modo de agir em sociedade e a maneira de enxergar o mundo, por exemplo. As dissertações argumentativas exigem uma produção baseada em argumentos de autoridade e fatos concretos, isso porque os temas escolhidos estão inseridos no momento atual, e é preciso que o produtor saiba como relacioná-lo ao presente e a contextos passados. Para isso, utilizar autores e teorias da filosofia pode te garantir um excelente texto. Algumas importantes temáticas filosóficas podem ser facilmente associadas aos temas propostos pela banca. Confira algumas possibilidades pertinentes de como e onde acrescentar essas alternativas na produção textual: 1. Teoria Clássica: o pensamento grego Platão e Aristóteles são os principais filósofos do mundo antigo por terem desenvolvidos conceitos fundamentais à humanidade. Esses conceitos podem ser aplicados a temas vinculados à política, ao conhecimento e à ética. Veja os mais notáveis abaixo: O mito da caverna platônico: o homem aprisionado Essa foi a alegoria utilizada por Platão para explicar o homem em uma sociedade que o aprisiona e o impede de ver o mundo a partir de sua própria percepção. Tendo isso como ponto de partida, é possível criar uma contextualização para diversas temáticas, como o uso das redes sociais que pode prejudicar o usuário de perceber o mundo à sua volta e de distinguir a realidade das narrativas criadas nas redes. A ética aristotélica: o homem virtuoso Para Aristóteles, a ética está ligada à virtude como uma prática recorrente, isso influencia diretamente na forma de ação do homem, a qual deve ser guiada pela razão e bons hábitos. A ética e a virtude aristotélicas podem ser correntes filosóficas empregadas na argumentação a respeito de charlatanismo e estelionato religioso, problemáticas comuns na atualidade. 2. Filosofia medieval: fé e sociedade Escola do pensamento filosófico cristão, a escolástica buscava conciliar a fé cristã à racionalidade e tem como principais nomes Santo Agostinho de Hipona, para a Patrística, e Tomás de Aquino, para a Escolástica. Neste momento da filosofia, a fé foi encarada junto à razão, provocando a valorização do saber científico. Patrística: entre o pecado e a liberdade À procura de compreender a fé divina ao racionalismo, conforme já mencionado, Santo Agostinho explorava temas como a liberdade humana, o pecado e a predominância da alma sobre o corpo. A corrente filosófica de Santo Agostinho tinha como uma de suas ideias principais o fato de que o indivíduo precisa ter responsabilidade para usar de sua liberdade, assim, para ele, uma não deve caminhar sem a outra. Dessa forma, essa concepção pode ser citada para dialogar com temas a respeito da liberdade de expressão, como: Discurso de ódio e a liberdade de expressão Limites do humor x Liberdade de expressão Escolástica: os direitos humanos e a desigualdade no Brasil Tomás de Aquino é uma importante figura deste período filosófico e influenciou teorias do direito porque, segundo o autor, todos os indivíduos têm a mesma importância na sociedade, com os mesmos direitos e deveres. Consequentemente, a noção acima pode ser usada nas diversas temáticas quanto ao problema da desigualdade social no Brasil e no mundo, bem como no que concerne ao acesso aos direitos humanos. É possível alocá-la tanto na contextualização do tema quanto do argumento. 3. Racionalismo diante à realidade das coisas Esta visão dentro das correntes filosóficas defende que a realidade só será alcançada a partir da razão. Assim, só é possível ter acesso ao conhecimento verdadeiro e completo rejeitando o sentimento e as sensações. Dois nomes essenciais para essa teoria são Descartes e Espinosa. René Descartes: a dúvida como a busca pela verdade É comum o uso da célebre frase “Penso, logo, existo”, do filósofo René Descartes, para ilustrar o pensamento cartesiano, que embasa a teoria da razão humana como uma forma de atingir o conhecimento. Você pode utilizar a frase e a teoria para enriquecer o seu repertório, principalmente para apresentar o tema. Para isso, é preciso que o tema se encaixe, só não force. A frase é ótima, mas é preciso saber usá-la. Veja um exemplo a seguir: “De acordo com René Descartes e o pensamento cartesiano, é necessário colocar o pensamento e as coisas em dúvida para conhecer a verdade. No entanto, com a alta propagação de fake news no Brasil, é possível verificar que essa concepção não atinge à realidade brasileira que sequer verifica a veracidade das notícias. […]” Baruch Espinosa: desenvolvimento humano Menos conhecido que o anterior, Espinosa destacou que o conhecimento é o meio primordial para o desenvolvimento das habilidades e potencialidades humanas. Dessa maneira, assuntos correlacionados à educação, como o analfabetismo e dificuldade no acesso às escolas são facilmente associados à noção trabalhada pelo holandês. Ela pode aparecer como forma de contextualização do problema ou comprovação do argumento. 4. Empirismo: a revelação da verdade por meio dos sentidos Entre as correntes filosóficas, essa é a que está associada aos sentidos como os verdadeiros motivadores da revelação da verdade. Nessa teoria, a razão não é mais um critério fundamental, uma vez que o conhecimento é construído com base na experiência. John Locke e David Hume podem ser empregados com assertividade em seu texto. John Locke: o rompimento do pacto social O importante filósofo inglês exerce, até hoje, influência na filosofia moderna e na construção de teorias recentes. Locke acreditava que há uma espécie de pacto social para a construção da sociedade e de fins específicos. A teoria contratualista é um excelente recurso para a sua redação, pois ela se ajusta em partes distintas dela. Verifique os exemplos a seguir: Na introdução e conclusão do texto. Em um dos parágrafos argumentativos. David Hume e seu pensamento cético O escocês David Hume é afamado por seu raciocínio cético sobre a origem e a validade de tudo aquilo que conhecemos, seja ideias, impressões, emoções, sensações, dentre outras. Além disso, para ele, o hábito é princípio essencial para guiar a vida humana. Essa ideia do hábito enquanto guia

E aí, galera! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade, tá? Então, bora catar o caderno e ficar por dentro do assunto! Olá, pessoal! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade! Então, vamos pegar o caderno e saber mais sobre o que são e como evitá-las! A definição das marcas de oralidade pode ser exemplificada por momentos da nossa fala cotidiana representados textualmente. Você consegue notar a diferença entre as frases que iniciaram o texto? A primeira, está com diversas marcas de oralidade. Já a segunda está escrita de maneira mais formal. Exemplos de marcas de oralidade Tudo que é comum na fala e é representado por meio da escrita pode ser considerado uma marca de oralidade. Veja agora quais são os principais tipos de marcas de oralidade! Termos comuns Uma simples palavra pode representar uma marca de oralidade! Confira alguns exemplos: Aí; Tá; Né; Dai; Viu; Bom; Veja; Olha; Você; Okay; Entendeu; Compreende. Expressões populares Expressões são recursos da fala e da escrita que recebem novos sentidos quando utilizados em contextos específicos. A interpretação da expressão precisa ser efetuada de forma geral. Então, não é possível avaliar separadamente os elementos daquela sentença. É por essa razão que as expressões não são traduzidas ao pé da letra para outro idioma, pois não faria sentido para quem não conhece o termo. Portanto, veja algumas expressões muito utilizadas no nosso dia a dia: Maria-vai-com-as-outras: falta de personalidade ou aquela pessoa facilmente influenciável; Abandonar o barco: desistir de alguma situação; Dar mancada: trair a confiança de alguém ou desonrar um compromisso previamente marcado; Bola para frente: frase motivacional para continuar, seguir mesmo perante alguma dificuldade; Trocar seis por meia dúzia: realizar uma troca que não mudará nada para ninguém; Viajar na maionese: dizer algo confuso ou incoerente, não entender algo; Botar o carro na frente dos bois: pular etapas, não seguir o fluxo normal das coisas; Subir pelas paredes: relacionado à angústia ou desespero; Gírias A gíria é definida na linguagem como uma palavra não convencional utilizada para designar uma outra palavra. Ela possui uma peculiaridade e pode mudar de significado dentro da mesma língua, por exemplo: a palavra “dinheiro” pode ser chamada de “grana”, “dindim”, “tostão”, “pila” – e outras que vão surgindo de acordo com o contexto. O fenômeno não tem explicação, uma vez que é uma contribuição cultural à língua de forma geral. Pensando assim, é possível mapear as gírias devido ao uso! Veja quais gírias são usadas regionalmente no português brasileiro. Norte Brocado: com fome; Chibata: algo muito legal; Fuleiro: pouco confiável; Grelhar: fazer sucesso; Pitiú: cheiro muito forte; Égua: espanto; Tubão: soco no rosto. Nordeste Abestado: bobo, leso, tolo; Froxo: que tem medo; Balaio: cesto grande; Cabrita: menina; Avacalhar: Esculhambar; Bizonho: triste, calado; Pisa: apanhar; Sul Tesão: muito legal; Tri: bastante; Trocinho: pessoa; Biju: bonita; Piá: menino; Guria: menina; Esbudegado: cansado; Sudeste Maneiro: legal; Goma: casa; Trem: alguma coisa; Migué: mentir; Tiquim: algo pequeno; Parça: amigo; Pisante: sapato; Centro-Oeste Abiscoitar: herdar; Descabriado: descontrolado; Bitelo: algo grande; Quebrado: pessoa sem dinheiro; Treta: confusão; Trocar ideia: conversar; Zueira: brincadeira; Por que evitar as marcas de oralidade? Quando utilizadas em textos mais informais, como as crônicas, as marcas de oralidade podem servir como uma ótima ferramenta para a construção da história. Isso porque pode ser até mais fácil se expressar por meio delas. Entretanto, algumas situações devem evitar a oralidade, por exemplo nos textos dissertativos-argumentativos exigidos em testes seletivos, como vestibulares e Enem. Assim, ao escrever utilizando as marcas de oralidade pode ser interpretado que você não entende do gênero textual solicitado –pois esses textos devem ser escritos de maneira impessoal. Ao utilizá-las, sua nota final será diretamente impactada. Portanto, evite-as ao máximo, pois elas fazem parte das 10 coisas que você não deve fazer na redação. Além disso, é inviável pressupor que o leitor compreenda todos os aspectos da língua falada – até porque palavras e expressões mudam de região para região. É por essa razão que a norma padrão existe, pois ela servirá de base para que, durante a leitura, todos entendam o que está escrito no texto. Isso faz com que o uso da norma padrão seja um dos fatores positivos para as provas avaliativas. Marcas de oralidade: como evitar? Agora que você conhece as marcas de oralidade e o motivo de evitá-las, fica mais fácil saber o que não fazer. Portanto, confira um pequeno guia sobre como fugir desses vícios de linguagem. Evite expressar sentimentos ao escrever um texto. As interjeições podem ser consideradas como algo inadequado ao redigir uma redação; Não use verbos no imperativo, pois eles demandam o cumprimento de uma ação. Mas lembre-se de que em textos dissertativos-argumentativos não há um leitor específico – uma vez que o seu interlocutor deve ser universal. Então, é impossível direcionar-se diretamente ao destinatário; Evite as marcas de oralidade! Lembre: palavras, expressões ou gírias, não podem entrar no seu texto, pois são normalmente abstratas. Então, deixe-as para serem usadas na oralidade do seu dia a dia! Seguindo as nossas dicas de como fazer uma redação, você estará cada vez mais preparado para arrasar na sua prova. Portanto, não deixe de acompanhar o nosso blog e fique por dentro do que já foi postado por aqui!

A Síndrome de Burnout se tornou uma das condições mais comuns da sociedade moderna. Saiba mais sobre ela e como evitá-la!

Você sabe quais são os vestibulares mais concorridos do Brasil? Neste texto, o Redação Online compilou os principais. Descubra!

Dizem que a parte mais difícil de algo é iniciá-lo. Conta pra gente: você sabe como começar uma redação do ENEM de forma atraente, assertiva e que, de cara, já traga uma boa impressão do quem virá no restante do texto dissertativo-argumentativo? Chega a dar um frio na barriga, não é? Mas está tudo sob controle! A Redação Online tem dicas infalíveis para que, quando chegar a hora do “vamos ver” você possa mandar o medo para longe e começar a redação do ENEM da melhor maneira possível! Vem conosco? O que fazer antes de começar uma redação? A Redação Online já começa com um passo a passo para você seguir antes mesmo de começar a redigir seu texto: 1. Leitura atenta Nossa primeira dica pode parecer bem óbvia, mas leia os textos da coletânea oferecida e destaque os pontos principais, sublinhando as palavras mais importantes. Isso poderá, desde já, te fornecer ideias de qual será seu ponto de partida, e essa é uma premissa essencial para começar uma boa redação. Aqui, a interpretação de texto é essencial! 2. Aproveite a “chuva de ideias” e rascunhe Escreva tudo que vem à sua cabeça — e, nesse momento, deixe de lado as normas gramaticais e estrutura dissertativa —, procurando sempre relacionar o tema a diversas áreas de conhecimento (história, atualidades, filosofia, sociologia, etc.) 3. Faça a seleção e organização do roteiro: Selecione as melhores ideias que você já rascunhou, e a partir delas, elabore sua tese (posicionamento, ponto de vista) e dois ou três argumentos para defendê-la. Por fim, pense em duas ou três ações que possa suavizar ou solucionar o problema em questão. Não consegue pensar em nada? Tenha calma! Lembre que você deve problematizar a temática e algumas perguntas podem auxiliar nesse processo: 4. O rascunho é um guia! Agora que você já tem um mapa de seu texto é hora de iniciar a produção — na folha de rascunho — conforme a estrutura dissertativa, respeitando as normas gramaticais e utilizando os elementos coesivos (conectores). Para te ajudar mais ainda, já montamos um checklist para escrever uma redação excelente no ENEM, dê uma lida! Como começar uma redação: elementos de uma introdução ideal O tapete vermelho da sua aprovação é a sua introdução (não que o restante da redação seja menos importante: tudo é importante), então, é preciso que você abra um espaço para seus argumentos passarem. Isso se dá por 2 motivos principais: Essas são algumas das dicas básicas para uma introdução que lhe abra caminhos: Técnicas para uma começar uma redação do ENEM arrebatadora Você notou que nossos passos são codependentes, não? Então todas as dicas ditas acima devem se alinhar a essas técnicas ensinadas agora: 1. Alusão histórica Essa forma de introdução costuma funcionar muito bem nos textos dissertativos argumentativos, e se resume a citar um fato histórico e conectá-lo ao tema do seu texto. Aqui vai um ótimo exemplo do ENEM de 2019:Tema: “A manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet”“A Revolução Técnico-científico-informacional, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações. Embora esse movimento de modernização tecnológica tenha sido fundamental para democratizar o acesso a ferramentas digitais e a participação nas redes sociais, tal processo foi acompanhado pela invasão da privacidade de usuários, em virtude do controle de dados efetuado por empresas de tecnologia. Tendo em vista que o uso de informações privadas de internautas pode induzi-los a adotar comportamentos intolerantes ou a aderir a posições políticas, é imprescindível buscar alternativas que inibam essa manipulação comportamental no Brasil.” É sempre importante ter um repertório sociocultural rico, viu? 2. Citação para começar uma redação Outro mecanismo bastante interessante para chamar a atenção do avaliador no começo da redação é usar uma citação, seja ela direta, indireta, literária, ou até musical e cinematográfica — se for o caso, mas deve-se ter cautela. Estes é um bom exemplo de citação direta utilizada em uma redação real do ENEM:Tema: “Desafios da educação no Brasil do século XXI”“O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância para a promoção de uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, consequentemente, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada.” Mas também, uma boa citação nem sempre é a frase de um filósofo imortalizado pela sua literatura, por isso aqui vai outro exemplo de citação direta pouco comum, mas muito eficaz ao tema:Tema: Problema da saúde pública no Brasil“Plano de saúde de pobre, fi, é não ficar doente”. O trecho da música “Boca de Lobo”, do rapper Criolo, mostra o drama da saúde pública no Brasil. Enquanto os ministros, senadores e membros do alto escalão do governo usufruem, junto da elite, de hospitais particulares reconhecidos internacionalmente, a população fica à mercê de um sistema de saúde lento e sobrecarregado. Enquanto a classe política não precisar usar os serviços do SUS, ela continuará a negligenciá-lo. 3. Narração não-ficcional Você, ao se deparar com a proposta do tema da redação, lembra-se de um caso real ao qual sua mente se remeteu naquele momento? Narrar essa história pode ser uma opção interessante para começar de uma redação:Tema: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”“Em 2014, no Guarujá, litoral paulista, uma mulher foi amarrada, espancada e morta na rua por dezenas de pessoas que, após lerem boatos na internet, a acusavam de utilizar crianças em rituais de magia negra. Essa história, assim como inúmeras outras semelhantes, são resultado da persistência da intolerância religiosa na sociedade brasileira.” Perceba que a narração não-ficcional pode ser definida também como comparativa, afinal algo é narrado para ser comparado à realidade a ser aludida no tema. 4. Narração ficcional Aqui o seu repertório de séries, filmes e jogos pode te ajudar. Mas, cuidado: não confunda a narração ficcional (por ser uma coisa que existe) com uma citação (indireta, por exemplo). Uma coisa não tem ligação alguma com
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