<div class="group w-full text-token-text-primary border-b border-black/10 gizmo:border-0 dark:border-gray-900/50 gizmo:dark:border-0 bg-gray-50 gizmo:bg-transparent dark:bg-[#444654] gizmo:dark:bg-transparent" data-testid="conversation-turn-33"> <div class="p-4 gizmo:py-2 justify-center text-base md:gap-6 md:py-6 m-auto"> <div class="flex flex-1 gap-4 text-base mx-auto md:gap-6 gizmo:gap-3 gizmo:md:px-5 gizmo:lg:px-1 gizmo:xl:px-5 md:max-w-2xl lg:max-w-[38rem] gizmo:md:max-w-3xl gizmo:lg:max-w-[40rem] gizmo:xl:max-w-[48rem] xl:max-w-3xl }"> <div class="relative flex w-[calc(100%-50px)] flex-col gizmo:w-full lg:w-[calc(100%-115px)] agent-turn"> <div class="flex-col gap-1 md:gap-3"> <div class="flex flex-grow flex-col gap-3 max-w-full"> <div class="min-h-[20px] flex flex-col items-start gap-3 whitespace-pre-wrap break-words overflow-x-auto" data-message-author-role="assistant" data-message-id="6051f066-fa44-4691-8b85-47652be8084c"> <div class="markdown prose w-full break-words dark:prose-invert dark"> A redação do Enem é uma parte crucial da avaliação que os estudantes enfrentam ao se candidatarem a vagas em universidades brasileiras. Ele é uma das provas mais abrangentes do país e tem como objetivo medir o conhecimento e as habilidades dos estudantes de forma justa e abrangente. A redação do Enem, em particular, é uma das seções mais desafiadoras e também uma das mais importantes. No Enem, a redação é um exercício que exige dos candidatos a capacidade de argumentar, analisar criticamente e comunicar eficazmente suas ideias por meio da escrita. Além disso, a redação do Enem é avaliada de acordo com cinco competências específicas, que incluem o domínio da norma culta, a compreensão do tema e a construção de argumentos. Essas competências são essenciais para obter uma boa pontuação na redação do Enem. Portanto, os estudantes que desejam se destacar no Enem devem se preparar cuidadosamente para a redação. Isso envolve a prática regular da escrita, o estudo de temas atuais, a revisão gramatical e a análise crítica de exemplos de redações. Além disso, é fundamental que os candidatos gerenciem seu tempo de forma eficaz durante a prova, garantindo que tenham tempo suficiente. A redação do Enem é uma oportunidade importante para os estudantes demonstrarem suas habilidades de escrita e pensamento crítico. Portanto, preparar-se adequadamente para a prova é um passo fundamental para o sucesso. </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div>
185 artigos nesta categoria

Sabia que a competência 5 da redação Enem é a que mais recebe nota zero nas avaliações? Descubra aqui tudo sobre ela e aprenda a fazer uma proposta de intervenção completa. Garanta seus 200 pontos! Você, que está se preparando para as provas do Enem, já sabe que uma boa nota na redação pode ajudar a elevar sua média geral. As redações são avaliadas por competências, e a competência 5 da redação Enem corresponde à conclusão do texto. No caso específico do Exame Nacional, essa conclusão precisa, necessariamente, apresentar uma proposta de intervenção. Embora uma grande parcela de participantes saiba disso, muitos não conseguem desenvolvê-la de forma completa. Por isso, hoje vamos apresentar como essa competência é avaliada e dar algumas dicas de como conseguir tirar 200 pontos nela. De fato, dados do da prova de 2018, divulgados pelo Inep, mostraram que 10, 4% dos participantes tiraram nota zero na competência 5 da redação Enem. Assim, isso representa mais de 420 mil candidatos que não souberam apresentar a proposta de intervenção em seu texto. No entanto, fazer o fechamento do texto não é uma tarefa difícil. Especialmente para quem conhece a importância de treinar bastante a escrita, é plenamente possível elaborar uma conclusão completa. Vamos conhecer como essa competência é avaliada? Acompanhe! Por que preciso apresentar uma proposta de intervenção? Além de ser uma prova que pode carimbar seu passaporte para uma universidade, o Enem é um exame que avalia o desempenho dos estudantes brasileiros que concluem o Ensino Médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) apresenta como um de seus objetivos de formação estudantil “o pleno desenvolvimento do educando e seu preparo para o exercício da cidadania”. Dessa forma, solicitar uma proposta de intervenção na redação visa verificar se o participante (…) demonstra se ele construiu, ao longo de sua formação, conhecimentos para a produção de um texto em que, além de se posicionar de maneira crítica e argumentar a favor de um ponto de vista, propõe uma intervenção com o objetivo de solucionar o problema abordado por um tema de ordem social, científica, cultural ou política. (INEP, 2019) Cabe reforçar também que essa é uma especificidade do Enem. Portanto, não é obrigatório em outras provas que pedem texto dissertativo-argumentativo apresentar intervenção. Então, leia atentamente o comando das propostas. Assim conseguirá verificar se é ou não necessário apresentar essa solução em suas redações. O que um corretor avalia na competência 5 da redação Enem? Ao corrigir uma redação, o avaliador segue determinações específicas da banca para atribuir as notas. Assim, com relação à competência 5, o participante deve: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Aqui, é necessário salientar: desde 2017 a redação não é mais zerada por desrespeito aos direitos humanos. Porém, como é uma exigência da proposta que a intervenção não atente a esses direitos, ainda é um critério que pode, sim, zerar a competência 5! Desse modo, tome cuidado! Ainda, como um exercício de cidadania, pense quanto uma proposta que desrespeita os direitos de outras pessoas é danosa à sociedade… Elementos obrigatórios na proposta de intervenção De fato, para ser considerada completa, uma proposta de intervenção precisa apresentar cinco elementos básicos: ação: prática apontada como necessária para a solução do problema apresentado pelo tema. Atenção: não importa a quantidade de ações que o participante apresente na proposta. Saiba que, entre todas as ações, o que o avaliador busca é A MAIS COMPLETA entre o que foi apresentado. Então, pergunte-se: “O que deve ser feito?”. agente: identifica o ator social apontado para executar a ação que se propõe. É necessário considerar o problema abordado pelo tema e a ação apresentada. A pergunta a ser respondida para identificar o agente da ação proposta é “Quem executa?”. Importante: o agente equivale a 1 elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam identificados em uma mesma proposta. Ou seja, mesmo que você coloque 3 agentes para executar uma ação, isso tudo equivale a 1 elemento válido. Certamente, não se trata da quantidade de agentes, mas sim da pertinência da escolha com relação ao projeto de texto e à ação. modo/meio: diz respeito à maneira e/ou aos recursos pelos quais a ação é realizada. Assim, a pergunta que você deve se fazer para pensar esse elemento é: “Como se executa/Por meio do quê?”. É fundamental que o meio/modo apresentado seja executável, concreto e demonstre a capacidade interventiva da ação. Assim, em outras palavras, é preciso que seja possível de realizar. Portanto, não elabore algo que seja inviável em relação à realidade. efeito: corresponde aos resultados pretendidos ou alcançados pela ação proposta. A pergunta a ser respondida para identificar esse elemento é “Para quê?”. O efeito pode ser expressado por uma estrutura indicativa de finalidade, consequência ou conclusão. detalhamento: acrescenta informações à ação, ao agente, ao modo/meio ou ao efeito. Portanto, ao elaborar a proposta, você deve se questionar o seguinte: “Que outra informação sobre esses elementos posso acrescentar ?”. Exemplo de proposta de intervenção completa Agora, veja uma proposta que foi elaborada de forma completa em 2019. O tema era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Gabriel Lopes compartilhou conosco o seu rascunho. Então, será que você consegue identificar os cinco elementos obrigatórios avaliados na competência 5 da redação? (…) Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. E então, conseguiu achar todos os elementos? Colocamos em cores diferentes cada um deles para facilitar para você.

As informações dos textos motivadores no Enem ajudam a compreender o tema da proposta. Saiba como utilizá-los na sua produção textual sem prejudicar a sua nota. Todos os anos, por uma ou outra razão, o tema de redação é motivo de polêmica. Quase sempre a queixa é a mesma: afirma-se que a temática não é próxima da realidade de algum grupo social. Além disso, muitos são pegos de surpresa pela escolha da banca da prova por temas inusitados. Mesmo que façamos 200 propostas de redação novas por ano para você treinar, não há como garantir o que realmente vai ser cobrado. Por isso, é fundamental saber extrair, no Enem, as informações disponibilizadas nos textos motivadores. Quando explicamos tudo o que você precisa saber sobre a competência 2, mostramos que redações com cópia dos textos motivadores são penalizadas na pontuação. Assim, embora você possa, sim, fazer uso das informações desses textos em sua redação, jamais você deve copiar trechos deles. Portanto, é preciso ler atentamente e ver como eles contribuem na formação da proposta. Desse modo, você conseguirá selecionar as partes que enriquecerão a sua argumentação. Normalmente, você terá contato com 3 ou 4 textos na prova que estão lá para ajudá-lo(a) a entender sobre o que discorrer. Nesse momento, é fundamental que você saiba interpretá-los. De acordo o Pisa (sigla do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) de 2016, muitos brasileiros não conseguem interpretar tudo que leem. Em decorrência disso, algumas pessoas acabam fugindo do tema. Outras, por não conseguirem desenvolver conteúdo próprio a partir de ideias norteadoras, copiam muitas frases dos textos motivadores do Enem. Então, antes mesmo de ser excelente em escrever textos, é essencial que você leia muito e consiga entender o que você está lendo. Portanto, não tenha pressa na hora de ler e compreender os textos da proposta. Essa é uma etapa crucial e dela dependerá o seu bom desempenho no desenvolvimento da sua tese. Usando os textos motivadores na sua redação Primeiramente, reconheça as funções que esses textos em prova. Além de estabelecerem o recorte temático, apresentam a linha pela qual o tema deve ser abordado. Em 2019, o tema foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Com base nos textos motivadores dessa proposta, vamos comentar como poderiam ser usadas as informações deles na redação. Certamente isso trará insights para trabalhar qualquer tema. Acompanhe! O texto I começa com uma anedota sobre o encontro de Georges Mélies com Lumière em 1895. Naquela ocasião, fora realizada a primeira exibição pública de cinema. Assim, esse texto traz uma informação histórica que serve para mostrar como, no começo, o cinema era visto como um entretenimento passageiro. Porém, com o passar do tempo, ele se consolidou na sociedade. Esse tipo de curiosidade e reflexão (o texto termina com uma pergunta) procuram deixar claro o foco do tema. A partir daí, é possível buscar na memória conhecimentos sobre o início do cinema, quando era preto e branco, por exemplo. Quais foram as principais figuras dos filmes dessa fase, que importância tiveram, como era o acesso das pessoas às salas de cinema? Tudo isso poderia ser dito ainda na introdução. O texto II traz uma definição sobre o que é o cinema, de acordo com Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Se você leu o texto sobre a competência 2 publicado aqui, sabe que definições e conceitos são elementos considerados repertório sociocultural legitimado. Então, ele está ali para indicar que você precisa mostrar conceitos acerca do tema que está tratando. Além de conceituar o cinema, poderia optar-se por conceituar a democratização. Já o terceiro texto trouxe dados percentuais sobre os hábitos dos brasileiros em relação à frequência ao cinema. Além disso, mostrou números sobre o acesso a filmes pela televisão. Assim, é importante que você tenha atenção à maneira como essas porcentagens podem ser usadas na sua redação. Certamente estatísticas agregam muito ao texto dissertativo-argumentativo, acompanhadas da fonte. Caso você não conheça informações atuais sobre o tema, ajuda muito saber parafrasear o que você encontra nos textos motivadores. Especialmente, é bom saber interpretar gráficos, infográficos e outras imagens. Abaixo você vê o texto III da prova de redação do ano passado: Paráfrases A paráfrase é um modo de afirmar o sentido de um texto ou passagem usando outras palavras. No caso dos dados estatísticos, você pode, a partir dos apresentados, criar novos dados. Não, você não vai “inventar” nada – não faça isso na prova! Use fontes confiáveis! Mas, veja: se o dado mostra que 17% da população frequenta o cinema, podemos inferir que 83% não frequenta, certo? Isso ajuda a demonstrar que o acesso não é democratizado no Brasil. Então, em vez de você copiar exatamente como aparece ali, você se apropria da informação e faz uso produtivo dela. No texto IV encontramos mais algumas informações sobre o número de salas de cinema e onde estão distribuídas. Novamente nos deparamos com uma espécie de histórico do cinema no Brasil, o que nos leva a pensar sobre a dificuldade do acesso a ele por muitas pessoas. Lembre-se de que o Enem é feito por milhões de pessoas todos os anos e que muitas vivem em lugares afastados dos grandes centros. Quem vive nas áreas mais urbanizadas pode nem imaginar que há pessoas que nunca foram ao cinema. Além disso, há a questão financeira. Vivemos em um país de muitas desigualdades, e fatores econômicos também influenciam na dificuldade de acesso ao lazer. Portanto, o último texto motivador dessa proposta fecha dizendo ao participante que ele não pode perder de vista que precisa tratar de dois aspectos: cinema e democratização do acesso a ele. Traga ao texto seu próprio repertório Redações que têm a argumentação baseada nos textos motivadores não ultrapassam o nível 3 na avaliação da competência 2. Por isso, procure sempre se informar e treinar a redação por meio de propostas variadas. Além das informações dos textos de apoio, quando estiver treinando, você deve pesquisar a respeito dos temas para ampliar seus conhecimentos. Como não há como prever

A grande dúvida dos jovens em determinadas épocas do ano é: o que zera a redação do ENEM? Existem diversos motivos que podem zerar a nota da redação do ENEM. Garantir uma boa na prova escrita é importante porque ela pode elevar a média geral dos candidatos a vagas nas universidades, servindo também como critério de desempate em processos seletivos que usam a pontuação do exame nacional, como Sisu, ProUni e FIES. Neste texto, vamos conhecer as situações que podem anular sua nota da redação. Existe uma cartilha de redação para o Enem que aborda os critérios usados pelos corretores do Inep, acesse o material para ficar por dentro de tudo. Na sequência, vamos contar o que não fazer no dia da prova. Boa leitura! Critérios que zeram a redação do Enem: veja a lista! Em 2019, 4% dos inscritos no ENEM tiraram zero na prova de redação, o que corresponde a quase 144 mil participantes. Dessas redações, 42% entregaram a prova em branco, 28% fugiram ao tema e 16% fizeram cópia dos textos motivadores. Esses são apenas alguns exemplos das situações que podem anular sua nota, serve também para entender que é algo mais comum do que pensamos. Evite entrar para esses números, confira uma lista completa do que não fazer! 1. Redações em branco e textos insuficientes Você precisa saber que, nos casos em que o participante deixa a prova em branco ou o texto é insuficiente (até 7 linhas escritas), não são os avaliadores que vão zerar a redação, mas ela mesma: a folha em branco já é identificada e separada durante o processo de digitalização. Igualmente, esse procedimento prévio é realizado com textos que apresentam até 7 linhas escritas, incluindo o título que sempre é considerado na contagem de linhas, embora ele não seja obrigatório. 2. Formas elementares de anulação Essas situações ocorrem porque o participante descumpre (deliberadamente ou não) as orientações básicas para a produção textual que a proposta do ENEM prevê. Na dúvida, não enfeite seu texto! Já pensou escrever 30 linhas e zerar a redação por uma bobeira dessas? prova assinada ou com qualquer tipo de identificação: apelido, rubrica, iniciais, nome simples ou nome completo isolados do corpo do texto, rasurados ou não; desenhos na folha de prova: qualquer representação de seres, objetos etc. Também podem ser quaisquer ícones que traduzam ou resumam emoções (emoticons/emojis), sensações, entre outros; gráficos, tabelas e esquemas na versão final; número(s) isolado(s) no corpo do texto e que não possuem relação com dados relevantes apresentados; sinal gráfico que não faz parte do texto escrito: são considerados os símbolos de interrogação (?) e exclamação (!) – quando isolados do texto -, o asterisco (*), a arroba (@), a hashtag (#), entre outros. casos de anulação proposital: quando o participante anula todo o texto que escreveu, rasurando-o; recusa explícita em escrever a redação: uma frase de recusa ou de zombaria com relação ao exame. Por exemplo: o participante escreve um texto para dizer que não quer escrever a redação; texto ilegível: quando, no texto, (i) não se identifica sequer configuração de letras; (ii) identificam-se letras, mas não formação de palavras; ou (iii) se identifica apenas uma ou outra palavra legível, mas não o suficiente para que o texto seja avaliado normalmente; texto em língua estrangeira: com trecho de 7 linhas ou menos em Língua Portuguesa. Atenção: a regra sobre numerais não se refere a percentuais de dados apresentados ou outras situações em que a presença de números está fazendo parte do texto de forma coerente. A proibição é para algoritmos aleatórios que podem permitir a identificação de quem o escreveu. 3. Cópia dos textos motivadores Copiar, integral ou parcialmente, trechos da prova de redação ou do caderno de questões, sem que sejam apresentadas mais de 7 linhas de texto autoral, vai zerar a redação. Lembre-se de que você pode, sim, se inspirar nos textos motivadores e usar alguns dos dados apresentados neles para compor o seu texto. Porém, caso seja necessário fazer isso, prefira parafrasear os trechos. Para um melhor desempenho, utilize outras ferramentas para argumentar. Assim, não será necessário correr esse tipo de risco no dia da prova! Temos um post completo sobre 5 formas de ampliar seu repertório sociocultural, uma excelente opção para adicionar em sua redação! 4. Fuga ao tema Para zerar a redação por fuga ao tema, o avaliador analisará se o participante não só compreendeu a proposta de redação como também a importância de desenvolver o tema. Assim, serão verificadas as habilidades de leitura e escrita, de forma integrada. Quem for prestar a prova, precisa ter atenção à frase temática (aquela que informa sobre o que você precisa escrever). Um exemplo fácil de entender é com a prova de 2019: a frase temática era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil“. Portanto, para abordar o tema de forma completa, era necessário não só falar de “acesso ao cinema no Brasil”, mas explicar de que forma se dá/deu/dará a sua democratização. Assim, caso o participante tenha falado apenas de democratização (sem atrelar à questão do acesso ao cinema no Brasil) ou apenas do acesso (sem mostrar de que forma ele pode ser democratizado), houve tangenciamento. Por isso, é fundamental ler e reler a proposta, grifar a frase temática, identificar o tema (mais específico) e o assunto (mais amplo). 5. Não atendimento ao tipo textual Outro item da lista do que zera a redação do Enem é o não atendimento do formato. A proposta de redação é bastante específica quanto ao tipo de texto solicitado: dissertativo-argumentativo. Esse tipo é aquele em que: “as ideias são organizadas no sentido de persuadir o leitor, de convencê-lo. Os enunciados (argumentos) atribuem qualidades e informações em relação ao objeto ou fenômeno de que se fala para reforçar uma posição, um ponto de vista. Os argumentos podem ser exemplos, qualidades, depoimentos, citações, fatos, evidências, pequenas narrativas, dados estatísticos, entre outros recursos de convencimento.” (GARCEZ, 2016, p. 46 apud INEP, 2019, p. 83). Portanto, um corretor irá zerar a redação que for predominantemente narrativa. Nesse caso, o uso da primeira ou terceira pessoa e os relatos pessoais são mais comuns. Assim,

Conheça os critérios de avaliação da competência 4 da redação Enem e prepare-se para atingir o nível 5 nela. Saiba o que os avaliadores esperam encontrar no texto na hora de atribuir a sua nota. Continuando nossa sequência de postagens sobre as competências avaliadas na redação Enem, hoje vamos conversar um pouco sobre a competência 4. Certamente você já ouviu falar em elementos coesivos, mas sabe como utilizá-los adequadamente? Caso ainda sinta dificuldades de entender sobre isso, calma! Vamos explicar! Então, prepare-se para agregar mais conhecimento sobre a prova e assim poder atingir o nível 5 nesse critério, melhorando muito a construção da sua argumentação! Vamos lá! Antes de mais nada, vamos ver o que diz a matriz de referência sobre a avaliação da competência 4 da redação Enem, de acordo com o Inep. Segundo ela, o participante precisa: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Isso significa dizer que a avaliação dessa competência aborda a coesão textual. Então, será analisado como o participante faz uso dos recursos coesivos para articular os enunciados de seu texto. Mas quais são recursos e como saber usá-los? A coesão apresenta-se na superfície textual e é responsável por unir ideias. Dessa forma, permite que visualizemos um texto articulado, claro, coeso. No entanto, não basta apenas a presença, na redação, de palavras que funcionam como elementos coesivos. Para que o texto dissertativo-argumentativo seja bem avaliado nessa competência, é preciso haver uso adequado e diversificado desses elementos linguísticos. Em especial, é necessário saber da importância dos operadores argumentativos. ATENÇÃO! Saber variar os elementos coesivos e estabelecer corretamente os elos semânticos na construção dos textos não significa escrever “difícil”. Ao contrário do que muitos pensam, o autor que “exagera” nesses usos desorienta seu leitor. No caso do texto dissertativo-argumentativo, a objetividade é o mais importante. Lembre-se de que é isso que se pede na prova, e não uma peça judicial cheia de termos complicados e em desuso. No gênero textual dissertativo-argumentativo, são dois os principais tipos de coesão encontrados: referencial: retomando elementos já mencionados ou introduzindo aqueles ainda a serem mencionados (por meio de pronomes, por exemplo); sequencial: procedimentos linguísticos por meio dos quais são estabelecidos diversos tipos de interdependência semântica e/ou pragmática entre enunciados. Garantem, assim, a progressão do texto. Certamente, esses elementos precisam ser muitos e diversificados, mas, como o próprio Inep menciona (grifos nossos), (…) não basta que estejam abundantemente distribuídos em quase todas as linhas, denunciando uma tentativa forçada de usar o máximo possível de coesivos. Longe disso: trata-se de avaliar em que medida os operadores estão, de fato, contribuindo para a articulação dos argumentos ao longo de todo o texto. Portanto, assim como visto na competência 2 em relação aos uso pertinente de repertório, na competência 4 temos a mesma lógica. Ou seja, não adianta apenas ter várias referências ou, no caso da 4, saber vários elementos coesivos se eles não são eficazes na construção do texto. Afinal, é por meio da coesão que são estabelecidos os sentidos (e o uso equivocado pode provocar, até mesmo, uma contradição). Operadores argumentativos Esses elementos do repertório linguísticos encadeiam os enunciados. Assim, determinam a orientação argumentativa, dando estrutura ao texto. Em um texto dissertativo-argumentativo, eles são, portanto, componentes essenciais, e justamente por isso as notas mais altas exigem que eles estejam presentes. Para que uma redação seja considerado de nível 5, é necessário que ela tenha: presença expressiva de elementos coesivo inter e intraparágrafos e raras ou ausentes repetições. Além disso, não devem haver inadequações. Coesivos do tipo operador argumentativo devem constar em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Também deve ser identificado ao menos um elemento coesivo de qualquer tipo dentro de todos os parágrafos. Confira alguns operadores argumentativos que você pode utilizar em seus textos (INEP, 2019): Operadores que somam argumentos a favor da mesma conclusão: também, ainda, nem, não só… mas também, tanto… como, além de, além disso (…) Operadores que indicam o argumento mais forte em uma escala a favor da mesma conclusão: inclusive, até mesmo, nem, nem mesmo (…) Operadores que deixam subentendida a existência de uma escala com outros argumentos mais fortes: ao menos, pelo menos, no mínimo (…) Operadores que contrapõem argumentos orientados para conclusões contrárias: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, embora, ainda que, posto que, apesar de (…) Operadores que introduzem uma conclusão com relação a argumentos apresentados em enunciados anteriores: logo, portanto, pois, por isso, por conseguinte, em decorrência, resumindo, concluindo (…) Operadores que introduzem uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior: porque, porquanto, pois, visto que, já que, para que, para, a fim de (…) Operadores que estabelecem relações de comparação entre elementos, visando a uma determinada conclusão: mais… (do) que, menos… (do) que, tão… quanto (…) Operadores que introduzem argumentos alternativos que levam a conclusões diferentes ou opostas: ou… ou, quer… quer, seja… seja, (…) Operadores que introduzem no enunciado conteúdos pressupostos: já, ainda, agora (…) Operadores que funcionam numa escala orientada para a afirmação da totalidade ou para a negação da totalidade: Afirmação: um pouco, quase (…) Negação: pouco, apenas (…) Dica para se dar bem na competência 4 da redação Enem: Após escrever o rascunho, releia seu texto atentamente. Além dos ajustes sintáticos e gramaticais, verifique se entre todos os parágrafos existe um elemento coesivo. Normalmente, esse operador argumentativo aparece no início, mas ele também pode aparecer no meio ou final do primeiro período. Caso não exista esse elemento, insira-0, de acordo com seus argumentos e a intencionalidade do texto. Em seguida, veja se no interior dos parágrafos você também fez uso de elementos coesivos e complete as orações caso não tenha usado. Lembre-se de que é preciso variá-los. Portanto, se houver repetições, troque alguns deles por elementos de mesma intenção (sinônimos, semelhantes). Pois é, quando dizemos que para ir bem na redação é preciso TREINO, não estamos brincando! Conhecer a competência 4 e os critérios avaliativos é um passo para conseguir desenvolver um bons textos, mas, sem treinar, você não conseguirá
Saiba como tirar 200 pontos na competência 3 da redação do Enem. Conheça os critérios de avaliação e como melhorar seu desempenho na produção escrita. Agora que você já viu tudo o que precisa saber para se dar bem nas competência 1 e 2, vamos conversar um pouco sobre a competência 3 da redação Enem. Você sabe o que é esperado do participante em relação a esse critério? Não se preocupe! Neste artigo você vai ficar por dentro de tudo e poderá colocar em prática nos seus textos. Assim, ficará bem preparado(a) para a prova! Primeiramente, vamos ver o que nos diz a matriz de referência do Inep. De acordo com ela, na competência 3, os avaliadores precisam identificar se o participante conseguiu: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Portanto, essa competência está intimamente ligada à competência 2. Assim, vamos tentar compreender como são vistas as ações de selecionar, relacionar, organizar e interpretar de acordo com essa matriz. selecionar: habilidade referente ao processo de escolha das opiniões, fatos, informações e argumentos que se relacionem à proposta e à tese. Trata-se, portanto, de verificar se foi colocado à disposição todo o material possível de ser trabalhado no texto. Assim, essa seleção pode partir do repertório disponibilizado pelos textos motivadores e/ou de repertório particular (construído ao longo da vida escolar do participante). relacionar: verifica-se se o participante é capaz de encadear as ideias estrategicamente, de forma progressiva. Portanto, ele deve deixar claro o caminho percorrido – e pelo qual o leitor também deve seguir –, a fim de alcançar seu ponto de vista sobre o tema. Isso significa que ele deve desenvolver os argumentos selecionados para que efetivamente contribuam com o texto. Lembre-se de que é obrigação de quem está defendendo as ideias explicar seus argumentos ao leitor, pois não cabe a ele “preencher as lacunas” de argumentos não concluídos. organizar: depois de selecionadas e relacionadas as informações, fatos e opiniões, é preciso que elas sejam organizadas em uma espécie de hierarquia. Ou seja, é necessário verificar, nessa seleção, quais argumentos são mais importantes e quais são complementares. Assim, evidencia-se ao leitor o projeto de texto que, quando estratégico, eleva a nota do participante. interpretar: habilidade de ir além da reprodução de informações dos textos motivadores ou de seu repertório pessoal. Isso garante a pertinência das ideias que o participante selecionou para defender seu ponto de vista. Então, o que está em jogo aqui na competência 3 é o projeto de texto. Ele é o responsável pela construção do sentido da redação. Participantes que não conseguem estabelecer essa hierarquia, não desenvolvem os argumentos selecionados, apenas citando-os, sem interpretá-los de acordo com o tema e a tese ficam bastante prejudicados na avaliação. Relação entre a competência 3 e as competências 2, 4 e 5 A abordagem do tema é critério da competência 2. Porém, é importante que você saiba que, em caso de tangenciamento, a nota na competência 3 não ultrapassará o nível 1. Sobre a relação entre as Competências 3 e 4, saiba que, enquanto a primeira avalia o projeto de texto e o desenvolvimento das ideias, a segunda ocupa-se da superfície textual. Ou seja, trata das marcas linguísticas necessárias para a construção do texto. Já a competência 5 avaliará se foi realizada proposta de intervenção relacionada ao tema. Desse modo, na competência 3 será vista a articulação entre informações, fatos e opiniões. Essa articulação considera o texto como um todo, o que inclui, necessariamente, a proposta de intervenção. Portanto, a relação entre a proposta de intervenção e a discussão apresentada ao longo do texto é avaliada na Competência 3. Na Competência 5, então, é verificado se a proposta de intervenção está em texto que aborda o tema de forma completa, bem como quais são os elementos que a compõem. Então, para tirar uma boa nota na redação, você deve abordar o tema de forma completa, fazendo uma boa articulação do repertório selecionado. Certamente, também deve se atentar à construção do texto, fazendo uma proposta de intervenção alinhada ao ponto de vista desenvolvido. Não se esqueça de usar muito bem a norma culta da língua portuguesa. Desse modo, você conseguirá elaborar uma redação coerente, coesa, objetiva e clara. Isso é tudo que o avaliador mais espera encontrar na hora de fazer a correção! Dicas para fazer 200 pontos na Competência 3 da redação Enem faça a leitura atenta da proposta de redação. Garanta que você compreendeu como abordar o tema de forma completa e tem um ponto de vista claro a ser defendido. Como vimos, embora seja avaliado na competência 2, isso impacta diretamente na sua nota da competência 3, caso você tangencie; anote sua tese e elenque argumentos, fatos, opiniões e informações que poderão ser desenvolvidos no texto. Você pode fazer como em um mapa mental. Organize esse conteúdo de forma que os mais importantes (ou fortes) tenham destaque no texto. Vejas qual argumentação complementar poderá ajudar na interpretação das informações; pense em uma proposta de intervenção que se relacione com os aspectos desenvolvidos na argumentação; releia o rascunho do seu texto algumas vezes, colocando-se no lugar do leitor. Tente perceber se: você apenas citou dados, sem interpretá-los?; ao apresentar um argumento, ele foi desenvolvido ou apenas pontuado?; se não tivesse lido nada sobre o assunto, você conseguiria compreender a tese defendida?; a proposta de intervenção se relaciona com o ponto de vista elaborado? faça os ajustes necessários e leia ainda uma vez o seu texto antes de passar a limpo. Gerencie o tempo, mas não se esqueça de prestar atenção aos detalhes. Ler atentamente a própria redação evita muita dor de cabeça depois! É isso! Agora você já conhece os critérios da competência 3 da redação ENEM. Em breve traremos mais informações sobre as competências 4 e 5 para você saber tudo para chegar à nota 1000! Enquanto isso, que tal escolher alguns temas e treinar a sua escrita? Coloque a mão na massa! Até a próxima!

Conheça a forma de avaliação da competência 2 da redação ENEM. Compreenda a proposta de redação e saiba a estrutura do gênero dissertativo-argumentativo para ganhar muitos pontos na prova! Recentemente, mostramos quais as situações que levam à nota zero na redação. Entre elas, estava a fuga do tema e o não atendimento ao tipo textual. A compreensão do tema proposto é fundamental para que sua redação seja bem avaliada. Além disso, a redação deve apresentar as características do gênero textual em prosa solicitado. Assim, você precisa interpretar os textos motivadores e a própria frase-temática, selecionando argumentos para um bom texto dissertativo-argumentativo. Hoje, mostraremos de que forma os corretores avaliam a competência 2 na redação. Também daremos algumas dicas de como ganhar mais pontos nesse critério. Primeiramente, vamos ver o que consta na matriz de referência dos avaliadores – que o Inep divulgou em maio deste ano – com relação à competência 2 da redação. De acordo com ela, o participante precisa: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, você deve ter atenção aos elementos essenciais da produção textual, isto é, o tema e o tipo de texto. Assim, será verificado se o participante selecionou argumentos e aplicou tudo que apreendeu ao longo da formação de forma consistente na defesa de seu ponto de vista. Além disso, é necessário saber os limites estruturais da tipologia textual em prosa. Relação com as demais competências Certamente, entender a proposta e desenvolvê-la adequadamente não é fundamental apenas na competência 2 da redação. De acordo com o desempenho do participante nesse quesito serão avaliadas as outras competências, como a 3 e a 5. Por exemplo, um participante que apenas tangencia o tema, mesmo que elabore uma proposta de intervenção completa, não conseguirá tirar mais que 40 pontos na competência 5. Isso porque a avaliação como “tangenciamento” na competência 2 barra a atribuição de notas maiores nesse critério. A mesma situação acontece no caso da avaliação da competência 3. Por isso, leia e releia a proposta e os textos motivadores algumas vezes para ter certeza que compreendeu sobre o que precisa dissertar. Grade específica da competência 2 Embora componha metade da avaliação dessa competência, com relação à tipologia textual será verificada apenas a proporcionalidade das partes da estrutura do tipo dissertativo-argumentativo. Ou seja, os avaliadores identificarão se há introdução, argumentação e conclusão. Assim, recomendamos que você distribua seu texto da seguinte forma: introdução: apresente o tema que será tratado, já manifestando o ponto de vista que será defendido. Utilize seu repertório sociocultural para fazer a ligação entre o tema e algo que você conhece e que tenha relação estrita com ele. Distribua essas ideias em 4 a 5 linhas, mais ou menos. argumentação: utilize 2 parágrafos de 4 a 5 linhas cada para desenvolver os argumentos, de acordo com o ponto de vista manifestado na introdução. Assim, traga dados, referências, fontes relacionadas ao assunto para deixar seu desenvolvimento bem fundamentado. Pense também em mostrar as ideias de forma original: busque referências atuais e pouco usuais, fuja de fórmulas prontas e demonstre autoria. conclusão: retome o ponto de vista que você defendeu sobre o tema e apresente uma proposta de intervenção. Esse não é o momento de trazer novidades para o texto, apenas finalize com base no que escreveu. Se necessário, retome algum elemento que você mencionou ao longo do texto para dar encerramento ao assunto. Embora seja critério de avaliação da competência 4, lembre-se de usar elementos coesivos adequados para que seu texto fique fluido e todas as partes se conectem harmoniosamente. Tenha objetividade na apresentação dos argumentos, pois isso é uma das características do gênero textual da redação ENEM. Abordagem do tema O participante precisa dedicar esforços ao entendimento da proposta de redação a fim de garantir a abordagem completa do tema. Caso isso não aconteça, o texto será avaliado no nível 1 e tirará pontos também nas competências 3 e 5. Portanto, o nível 1 da competência 2 da redação refere-se ao tangencimento. Em 2019, o tema da prova foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Assim, era necessário não só falar de acesso ao cinema no Brasil, como também mostrar como democratizar esse acesso. Apenas falar de acesso e não mencionar a sua democratização no Brasil configura um tangenciamento do tema. Escolha do repertório A nota 1000 depende – e muito – da escolha de repertório que o participante apresenta na competência 2 da redação ENEM. Portanto, emprenhe-se em adquirir muito conhecimento e, mais que isso, compreender quais ideias têm maior relação com temática da prova para que seu projeto de texto fique coerente e original. Dependendo da forma como você desenvolve essa argumentação fundamentada seu texto será de nível 3, 4 ou 5. Veja como garantir 200 pontos nessa competência: nível 3: textos que apresentam repertório baseado apenas nos textos motivadores não passam dessa pontuação. Também são de nível 3 os textos em que se faz uso de repertório não legitimado (quando não é mencionada a fonte das informações) ou existe repertório legitimado, mas que não é pertinente ao tema. Assim, não basta colocar uma citação apenas por usar, ela precisa fazer sentido com o que você está defendendo e com o tema proposto. nível 4: textos que apresentam repertório pertinente e que também é legitimado, porém sem uso produtivo. Assim, se utilizam informações, fatos, situações e experiências vividas com respaldo nas áreas do conhecimento, como conceitos e suas definições; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc. No entanto, os participantes não vinculam esse repertório à discussão proposta, nem mesmo de forma pontual. nível 5: enquadram-se no nível de pontuação máxima da competência 2 da redação os textos que, além fazerem uso do repertório sociocultural pertinente ao tema, também fazem uso

Na Competência 1 da Redação ENEM os participantes são avaliados quanto ao domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Saiba como se dar bem nesse critério! Recentemente, publicamos aqui os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações submetidas ao ENEM. Hoje, você vai saber um pouco mais sobre os critérios de correção da Competência 1. Na matriz de referência das correções, divulgada pelo Inep, consta o que será alvo do escrutínio dos avaliadores: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa Na competência 1 da redação ENEM, os corretores atribuem notas considerando se o estudante demonstra desconhecimento (nível 0) até o excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro (nível 5). Nos níveis intermediários (1, 2, 3 e 4), os textos podem apresentar domínio precário, insuficiente, mediano ou bom, respectivamente. Mas como é decidido em qual nível o texto do candidato se encaixa? Vamos ver na sequência! Avaliação objetiva Em 2019, quase 4 milhões de pessoas realizaram a prova de redação, e pouco mais de 5 mil professores foram selecionados para as correções. Assim, como uma avaliação de larga escala, que envolve atores (participantes e avaliadores) de todo o país, é fundamental haver alinhamento sobre como atribuir a nota, a fim de evitar as famosas “discrepâncias”. Portanto, ao se deparar com um texto, o avaliador terá dois aspectos a verificar na competência 1 da redação: estrutura sintática; quantidade de desvios. Quanto à estrutura sintática, é necessário que o participante demonstre que consegue escrever um texto fluido, sem truncamentos. Isso acontece quando são escritos parágrafos bem organizados, em que as ideias são claramente explicitadas e estão completas. Uma redação nível 5 na competência 1 da redação pode ter apenas uma única falha de estrutura sintática. Além disso, o autor deve ter produzido um texto com construção de períodos mais complexos. Essa complexidade é demonstrada pelo uso de orações subordinadas, intercaladas e inversões. Textos com estrutura sintática mais simples (apenas sujeito, predicado e objeto, na ordem canônica, por exemplo) não se enquadram no nível 5, que exige uso excelente da linguagem. No nível 0, o participante apresenta um texto em que inexiste estrutura sintática (é como um amontoado de palavras desconexas). Ou seja, não é possível identificar as ideias que ele pretendeu expressar. Mesmo que todas as palavras escritas não apresentem muitos desvios, a ausência de articulação de frases e períodos mantém a redação neste nível na primeira competência. Dica: Se você conhece bastante sobre sintaxe, mas não sente segurança em se arriscar, opte por escrever períodos mais curtos. Dessa forma, as chances de errar são menores e você conseguirá escrever um texto mais objetivo e claro. Releia sempre seu texto, prestando muita atenção à pontuação. Jamais separe sujeito e predicado com vírgula, por exemplo. Lembre-se de que cada parágrafo da sua redação é um “minitexto”, que precisa ter começo, meio e fim. Ele precisa fazer sentido e ter todas as informações necessárias para defender seu ponto de vista. Porém, não se esqueça de que, na “zona segura”, seu texto provavelmente será avaliado no nível regular (3) ou bom (4). E isso vai depender, ainda, da quantidade de desvios. Conforme ganhar mais confiança, tente produzir estruturas mais elaboradas. E não há outra forma: para tirar seu texto do regular para o excelente é preciso TREINAR! E como são avaliados os desvios? Os desvios referem-se a problemas de ordem gramatical, de convenções da escrita, de escolha de registro ou de escolha vocabular que aparecem ao longo do texto. Dentro dessas quatro categorias, temos vários aspectos que precisam ser atendidos para que se receba nota máxima na competência 1 da redação. Para ser avaliado no nível 5, o participante pode cometer, no máximo, 2 desvios. Quanto mais desvios, menor será a nota atribuída nessa competência. Veja, a seguir, conteúdos aos quais ficar atento(a) na hora de escrever: Desvios gramaticais de regência: podendo ser verbal ou nominal, diz respeito à relação de um termo regente (verbo ou nome) com os seus complementos. Assim, as regras de regência indicam se há necessidade ou não de uso de preposição entre o termo regente e aquele do qual ele depende para fazer sentido. O desvio ocorre quando o participante desconhece essa relação e usa equivocadamente – ou deixa de usar – a preposição em determinada oração. concordância: os verbos devem concordar em número (plural ou singular) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da oração. No caso da concordância nominal, não esquecer que os complementos de um substantivo (adjetivo, pronomes, artigos, numerais) precisam concordar em gênero e número com ele. Quando isso não é observado, o participante comete desvio de concordância. Portanto, não se esqueça “dos plural“! #brinks pontuação: o desvio ocorre quando vírgulas, pontos finais, dois pontos, ponto e vírgula, travessão etc. são usados de forma prejudicial à fluidez da leitura. Vale estudar esse tópico, especialmente considerando os três grifados acima, pois são os que mais geram desvios nos textos. paralelismo sintático: sua ausência dificulta a objetividade, a clareza e a precisão de um texto. emprego de pronomes: conheça os tipos de pronomes (oblíquos, retos, demonstrativos, possessivos, entre outros) para fazer o uso correto de cada um deles. Lembre-se de que não se usa pronome reto após verbos, e que os demonstrativos estabelecem relações de anáfora e catáfora dentro do texto, por exemplo. Se você não lembra o que é isso, é necessário se aprimorar! Crase: calcanhar de Aquiles de muita gente, a famosa “crase” merece uma atenção especial. Portanto, é necessário conhecer as regras de uso (ou não) de sinal indicativo de crase para evitar esse desvio. Estude! Desvios de convenção da escrita acentuação e ortografia: cada “politica” sem acento; cada “paralização” com z, é como uma facada no peito do avaliador. Além de conhecer as regras para acentuar as palavras, é preciso saber as suas grafias corretas. Uma dica é fazer listas de palavras que você tem dúvida quanto à forma de escrever. Pesquise o modo correto e escreva-as várias vezes. Qualquer

Os artigos da Constituição são ótimos repertórios sociocultural para usar na redação do ENEM, são as chaves para uma boa argumentação. Saiba quais artigos da Constituição podem enriquecer os seus textos: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Provavelmente, você deve ter usado ou conhece alguém que usou essa citação da Constituição para demonstrar repertório sociocultural na Redação do ENEM. No entanto, para além de decorar alguns tópicos da Constituição Cidadã , é importante conhecê-la para que se exerça plenamente os direitos como cidadão. Nesse sentido, nossa dica de hoje vai destacar alguns artigos da Constituição que você poderá utilizar para melhor estruturar os argumentos em sua redação ENEM. Antes de mais nada, isso pode ser útil para diversos temas que podem ser encontrados nas propostas de redação. Mas, primeiramente, vamos relembrar como esse importante documento foi redigido e por que ele é tão fundamental para todos os brasileiros e brasileiras? Prestes a completar 32 anos, a Constituição da República Federativa do Brasil foi ratificada no dia 5 de outubro de 1988. Ela é resultado das discussões feitas por políticos e representantes de movimentos sociais durante os anos de 1987 e 1988. Entre algumas das suas determinações, podemos destacar as relativas ao sistema de governo do país (presidencialismo), com eleição direta, à ampliação dos direitos dos trabalhadores e à ampla garantia de direitos fundamentais. Ela também transformou o Poder Judiciário em órgão independente, capaz de julgar atos do Legislativo e do Executivo. Portanto, não podemos deixar de conhecer tudo o que a Constituição determina, pois ela foi pensada para que possamos viver em uma sociedade mais justa. https://youtu.be/rrNyCuKr4Qc Artigos da Constituição que podem fazer a diferença na sua redação ENEM Sem dúvida, os primeiro e segundo títulos da Constituição são aqueles aos quais temos mais acesso, pois tratam, respectivamente, “Dos princípios fundamentais” do Estado Democrático de Direito e “Dos direitos e Garantias fundamentais” dos brasileiros. Assim, são também ótimos repertórios para usar na redação, desde que pertinentes ao tema proposto e bem articulados em seu projeto de texto. A seguir, veja os artigos selecionados para você aprofundar mais esse conhecimento. 1 – Art. 3º: Objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil No terceiro artigo da Constituição, somos apresentados aos objetivos fundamentais da República, que são os seguintes: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Os quatro incisos do artigo 3º nos auxiliam a pensar sobre questões ligadas a temas sociais, como a fome, a perda de renda – cabe pensarmos nesses tempos de pandemia, né? – e as desigualdades, sejam elas de classe ou relacionadas à má distribuição de recursos entre os estados da Nação. O inciso IV também pode ser um aliado quando se trata de temas como racismo e homofobia, por exemplo. Uma questão bem atual, referente ao tratamento dado aos idosos em nosso país, pode também aludir ao inciso constitucional IV do artigo 3º para fundamentar a defesa de um tratamento que respeite os interesses da população mais experiente. 2 – Art. 4º: Princípios que regem as relações internacionais Para que um país possa ser próspero, é necessário que ele estabeleça um bom relacionamento com a comunidade internacional. Ao mesmo tempo, deve-se sempre preservar a soberania nacional. Assim, os incisos do 4º artigo da Constituição estabelecem os direcionamentos que a República do Brasil deve seguir nessa questão. Veja: I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; III – autodeterminação dos povos; IV – não-intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político. Com base nesses “desdobramentos” do artigo, podemos fazer uso de algumas ideias para tratar de questões relativas à luta pela paz entre as Nações, com destaque para o respeito aos direitos humanos. Ou seja, podemos pensar nos incisos II, III e VI, especialmente, como argumentos para que o Brasil se posicione diante de conflitos mundiais. Atualmente, também estamos passando por uma situação sanitária global que envolve todos os países em um esforço para encontrar uma vacina para Covid-19. Assim, somente com uma parceria mundial será possível encontrar, o mais rapidamente possível, uma solução para essa questão. Nesse sentido, o inciso IX nos relembra que está na Constituição Cidadã que o Brasil é signatário de uma cooperação internacional que visa ao progresso da humanidade. 3 – Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza O quinto artigo da Constituição tem 78 incisos, e todos eles estabelecem os termos para a garantia (aos brasileiros e estrangeiros que moram no Brasil) dos seguintes direitos: Todos esses direitos são muito caros a todos os cidadãos e cidadãs, portanto é comum lançar mão desses argumentos para defender nossos pontos de vista. Por serem muitos, não listaremos todos os incisos neste post. Porém, é importante que você faça a leitura atenta no documento original para conhecê-los. Na sequência, vamos enfatizar alguns deles. 5 importantes incisos do artigo 5º para refletir I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos (…); VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (…); IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Vamos lá! A partir
O nome te pareceu estranho, até mesmo coisa de filme? É, sabemos que a primeira impressão é bastante esquisita mesmo, mas os GOMIFES são essenciais para a construção de uma boa conclusão na redação do ENEM. Vamos relembrar um pouquinho a estrutura da conclusão de uma redação do ENEM. Nela, você deve, obviamente, fechar todos os pontos que ainda estejam em aberto, propor uma solução viável ao problema apresentado ao longo do texto, a famosa proposta de intervenção, e exemplificar como essa solução será implementada. E é aqui que os GOMIFES entram na história. As propostas de intervenção criadas para o problema em questão precisam ser executadas por algum agente social. Frequentemente, ouvimos que a solução deve conter uma ação para o governo, uma para a escola e uma para a sociedade como um todo, mas é possível fazer uma ampliação incluindo outros elementos. Daí, temos os Gomifes, que nada mais são do que uma sigla para representar: – Governo; – Organizações não governamentais; – Mídia; – Indivíduo ou Iniciativa Privada; – Família; – Escola; – Sociedade. É claro que os agentes escolhidos para a proposta de intervenção vão depender muito do tema da redação, pois não são todos os agentes que se encaixam em todos os assuntos, apesar de haver uma grande probabilidade de se encontrar ações para cada um deles em inúmeras temáticas. Mesmo assim, é importante que você, candidato, selecione quais agentes são mais coerentes com a sua proposta de intervenção, caso contrário, sua conclusão tenderá a ficar imensa e, ao mesmo, com ações pouco abrangentes. Apesar de não haver uma regra a respeito de quantos agentes devem ser selecionados para a conclusão, o ideal é que você escolha pelo menos dois. A seguir, você conferirá um pouquinho do que é competência de cada um dos agentes dos GOMIFES no que diz respeito a uma proposta de intervenção. GOMIFES: Governo O governo pode criar, atualizar ou revisar leis, no sentido de proteger ou ampliar direitos, visando ao bem-estar de todos. Além disso, é competência do governo fiscalizar a implementação das leis e criar projetos de acordo com a necessidade real do povo. Não poderíamos deixar de salientar que o trabalho de administrar o orçamento (que permite com que projetos saiam do papel e tornem-se escolas, hospitais, moradias, saneamento básico etc.) também é do governo, seja ele municipal, estadual ou federal. Nosso país é organizado com base em ministérios, que têm como funções específicas trabalhar em prol de um setor, atendendo às suas demandas, fazendo com que a população tenha melhor qualidade de vida e desenvolvendo o setor em questão no Brasil. Atualmente, nossos ministérios são divididos entre: – Agricultura, Pecuária e Abastecimento; – Cidadania; – Ciência, Tecnologia e Inovações; – Comunicações; – Defesa; – Desenvolvimento Regional; – Economia; – Educação; – Infraestrutura; – Justiça e Segurança Pública; – Meio Ambiente; – Minas e Energia; – Mulher, Família e Direitos Humanos; – Relações Exteriores; – Saúde; – Turismo; – Controladoria-Geral da União. Há também duas secretarias que tem a mesma valia de um ministério: – Secretaria de Governo; – Secretaria-Geral da Presidência da República. E dois órgãos também com a mesma valia de um ministério: – Advocacia-Geral da União; – Banco Central do Brasil. Ao invés de citar o governo federal, estadual ou municipal, é possível incluir na proposta de intervenção o ministério competente por cuidar daquele setor, desde que se tenha certeza de que a tarefa proposta é função real daquele ministério. GOMIFES: Organizações não governamentais As ONGs têm funcionado como uma espécie de braço direito dos órgãos governamentais, já que fazem um excelente trabalho de conscientização e auxílio ao acesso a direitos básicos, como educação e saúde. Elas são de iniciativa privada e sem fins lucrativos e podem ser utilizadas na proposta de intervenção como auxiliares das ações do governo a fim de atingirem comunidades ou grupos específicos. Mídia Sabemos da imensa influência e poder que a mídia tem atualmente no sentido de levar informações e ajudar na formação de pontos de vista. E são esses dois aspectos que podem ser usados em sua proposta de intervenção. A mídia pode ser o veículo para que as ações do governo, das ONGs, das iniciativas privadas, das escolas e das sociedades sejam divulgadas, tendo assim seu alcance amplificado. Indivíduo ou Iniciativa Privada Todas as propostas de intervenção são pensadas para que o indivíduo, a partir de uma ação, seja beneficiado, mas esse mesmo indivíduo pode ser o beneficiado e o beneficiador. Um indivíduo bem conscientizado pode ajudar na conscientização e mobilização de toda a sua rede de convívio, multiplicando a ação proposta. Já a Iniciativa Privada pode ter a utilidade de subsidiar projetos que sejam de interesse social. Família A depender do tema e da proposta de intervenção, é imprescindível considerar que a solução só poderá ser colocada em prática caso haja uma rede de suporte. E a principal rede de suporte é a família. É na família em que acontecem os primeiros momentos de conscientização individual e social, por isso, há várias ações que podem ser pensadas para esse agente. A transmissão de valores e princípios elementares de convivência em sociedade também devem ser ensinados no seio da família. Escola É na escola que o indivíduo vê sua rede de convivência se ampliar. As regras e normas de convívio, antes destinadas a um pequeno grupo, ganham amplitude e o bem-estar geral começa a ser discutido com mais profundidade. Poucos agentes são tão potentes no sentido da conscientização coletiva quanto a escola, por isso, é essencial que haja investimento estrutural e qualitativo para que esse agente possa fazer seu trabalho com cada vez mais excelência. Enquanto agente da proposta de intervenção, as opções incluindo ações promovidas pela escola são inúmeras e é pertinente pensar que a escola é capaz de alcançar os alunos, suas famílias e a comunidade em seu entorno. Sociedade Na sociedade é que tudo acontece, tanto é que temos visto quantos resultados positivos são advindos de movimentos sociais. A sociedade precisa estar plenamente consciente

Vivemos nos preparando para o ENEM e pensando no que devemos fazer na redação, mas, tão importante quanto saber o que fazer, é saber o que NÃO fazer. Às vezes, deixamos escapar pontos fundamentais em nossa redação por simples desatenção ou por desconhecermos alguns detalhes que fazem toda a diferença, por isso, selecionamos 10 coisas que você não deve fazer em sua redação se quiser alcançar aquele notão. 1- Uso de gírias e/ou expressões informais Um erro bastante comum, principalmente quando nos falta vocabulário suficiente, é recorrermos às gírias ou expressões bastante informais, próprias da fala, em nossa redação. A menos que o tema possibilite a inclusão desses termos (e, mesmo assim, é importante termos bastante critério), evite a todo custo incluir em seu texto marcas da oralidade ou as tão comuns, que, mesmo comuns, não são dicionarizadas e, por isso, não são consideradas vocabulário formal, gírias. Se a sua dificuldade está em lembrar sinônimos para expressões repetitivas ao longo do texto, comece a fazer uma relação de sinônimos, pois esse treino facilitará bastante a lembrança das opções na hora da prova. 2- Estrangeirismos Temos notado que, principalmente nos últimos anos, os estrangeirismos, ou seja, termos “importados”, emprestados de outra língua, têm não só invadido a Língua Portuguesa como tomado o lugar de expressões brasileiras. Novamente, não havendo coerência com o tema, valorize nossa língua. Nada de usar goals no lugar de metas e manager ao invés de gerente. Não se esqueça de que uma das frentes avaliativas do ENEM é justamente avaliar como o candidato usa a Língua Portuguesa em sua redação e estrangeirismos podem levar a descontos de conceitos. 3- Tangenciamento do tema Falamos sobre tangenciamento em outras oportunidades aqui no blog. Ele acontece quando o candidato dá voltas, dá voltas e não chega a lugar algum, ou seja, quando o tema não é desenvolvido, gerando a famosa “encheção de linguiça”. O tangenciamento normalmente ocorre quando o candidato não sabe nada ou muito pouco sobre o tema proposto, daí a importância de você buscar repertório e treinar o desenvolvimento de redações de temas diversos, como os que temos semanalmente e gratuitamente aqui no blog. 4- Expressões/parágrafos prontos O assunto é polêmico, sabemos, mas não são poucos os especialistas em redação (de verdade ou auto-intitulados) que apresentam um modelo de redação “perfeito para qualquer tema”. Seja sincero com você mesmo (a): você realmente acha que isso funciona? Se fosse tão somente decorar alguns parágrafos, por que as pessoas se esforçariam tanto para alcançar uma boa nota na redação? E tem mais um detalhe aqui: os corretores sabem perfeitamente quando as expressões ou frases são prontas, até porque elas se repetem em diversas redações exatamente da mesma forma. Sabe o que isso gera? Pontos reduzidos no quesito autoria. 5- Desnivelamento vocabular O desnivelamento vocabular está intimamente relacionado ao item 4 e ele acontece quando o candidato está redigindo seu texto de uma determinada forma, utilizando certos recursos expressivos e, como num passe de mágica, altera totalmente a maneira de escrever. Isso deixa estampado que as frases que fogem ao estilo do candidato são decoradas e não foram sequer reinterpretadas porque, caso tivessem sido, o escritor da redação teria ao menos colocado a expressão em sua versão própria ou, como dizemos frequentemente, “com suas palavras”. 6- Citações descabidas Esta situação aqui é bem famosa: candidatos que citam filósofos ou a Constituição Federal sem que haja nenhuma coerência com o tema desenvolvido. Em nenhum manual de correção da redação do ENEM há o indicativo que, se o candidato citar o filósofo A ou B, isso vale mais pontos no fechamento da nota. Ao contrário, isso pode ocasionar descontos, isso sim. Sempre que você citar algum elemento em sua redação, pense e analise duas vezes antes de fazer a inclusão. Realmente há sentido em citar o que estou pensando? Como a citação se relaciona com o tema do texto e, mais ainda, com o caminho que escolhi para o meu texto? Não tem certeza se há ligação entre o tema e a citação? Não cite apenas por citar. Lembre-se: tudo o que está em seu texto precisa ter um sentido e uma razão para lá estar. 7- Falta de acentuação Mais um problema que só existe em função das formas modernas de comunicação. Em redes sociais ou na comunicação ágil do dia a dia, os acentos acabam ficando para trás, mas, na redação do ENEM, esse esquecimento não é perdoado. Se você tem o costume de escrever sem acentos gráficos, comece hoje mesmo a se corrigir, assim você corre menos riscos no dia da avaliação. 8- Linhas em branco Há muitos candidatos (sim, muitos) que, como uma estratégia para deixar as partes do texto mais organizadas, pulam uma linha entre um parágrafo e outro. Esteticamente, a decisão pode parecer adequada, mas não é, já que as linhas em branco entram na contagem do número total de linhas da produção textual, além de revelarem quebra entre as partes. 9- Titulação A redação do ENEM pode ter, no máximo, 30 linhas de conteúdo; o que passar das 30 linhas é desconsiderado e há desconto no quesito de partes do texto dissertativo-argumentativo, pois a conclusão não terá fechamento, uma vez que as últimas linhas foram desconsideradas. Também não há qualquer obrigatoriedade em se colocar título no ENEM, já que ele não é elemento avaliativo, porém, mesmo sem ser avaliado, ele conta enquanto uma linha, deixando apenas 29 para o texto em si. 10- Diminuição/aumento da letra Ainda casadinho com a questão do tamanho da redação, vem o caso dos candidatos que, nas últimas linhas da redação, vendo que o texto passará do número limite, começam a diminuir a letra. Também temos aqueles que percebem que sua redação não alcançará o número mínimo de linhas (8 linhas) e então tomam a inocente decisão de fazer uma letra maior do que o rio Amazonas. Tem como o corretor, habituado a corrigir inúmeras redações diariamente, cair nessa? Não, né, meu povo. É claro que haverá desconto de nota.

Ah, as redações nota 1000, número que nos faz sonhar noite após noite e que nos impulsiona durante todo o processo de estudos e preparação para o ENEM. Conquistar a tão afamada nota 1.000 é um sonho sim, porém, possível, tanto que 53 candidatos do ENEM 2019 conseguiram ver esses quatro números na parte de conceito da redação. CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DE 44 DESTAS REDAÇÕES! Então, por que não aproveitarmos para vermos o que esses candidatos fizeram de tão bom na redação deles? Afinal, técnica boa é técnica compartilhada. Evidentemente, qualquer redação que seja avaliada com conceito máximo no ENEM precisa ter algumas características básicas e obrigatórias, por isso, espere ver em todas elas os seguintes quesitos: – Três partes textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão; – Divisão e organização paragrafal adequadas; – Coesão e coerência entre os parágrafos; – Defesa de argumentos a partir de elementos sustentatórios (citações, dados, contextualização histórica etc.); – Atenção máxima ao tema; – Correção gramatical; – Proposta de intervenção viável e totalmente vinculada à problemática trabalhada ao longo do texto; – Autoria. Mas é lógico que de tudo isso você já sabe, afinal, qualquer redação do ENEM deveria obedecer a esses critérios (e a não obediência a eles acarreta descontos de conceitos), por isso, procuramos as especificidades, os detalhes que acabam fazendo a diferença na hora da construção textual e, claro, da avaliação. Vamos dar aquela espiadela do bem no trabalho dos coleguinhas de 2019? Vem com a gente. Contextualização atualizada Realmente, a contextualização tanto do tema quanto dos argumentos (principalmente quando se recorre a fatos históricos) faz muita diferença no nível de qualidade da redação. Quando essa contextualização está atualizada, então… Isso ocorre porque contextualizações que envolvem dados, situações e fatos recentes demonstram estudo aprofundado, atualização, preparo, além de saírem do senso comum, criando uma alegação diferenciada. Note como esse recurso foi utilizado nas redações de Daniel Gomes e Gabriel Lopes, ambas avaliadas com conceito 1.000 no ENEM 2019. “O filme Cine Holliúdy narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas.” ( Extrato de redação do candidato Daniel Gomes ) “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” ( Extrato de redação de Gabriel Lopes ) O filme Cine Holliúdy foi lançado em 2013 e o longa Na Quebrada estreou em 2014. Ambos são produções brasileiras e citá-las na redação também expressa valorização da produção nacional. Excelente pontuação Sabemos que existem sinais de pontuação que são opcionais em alguns casos e obrigatórios em outros, porém, mesmo nos casos em que a pontuação é uma escolha do autor, colocá-la acaba atribuindo um sentido mais claro à sentença (temos um artigo sobre o assunto aqui no blog, clique AQUI para conferir). Se você observar os próprios extratos citados acima, é possível notar o quanto a pontuação dos dois candidatos é irrepreensível e faz com que a leitura fique mais fluida, sem que tenhamos de voltar várias vezes à mesma sentença até entendermos o sentido dela. Evidências de amplo repertório cultural Uma das frentes avaliativas da redação do ENEM tem por objetivo analisar o quanto o candidato conhece sobre o assunto e qual a variedade desse conhecimento, por isso, incluir no texto dados, notícias, considerações de pensadores, literatura, cinematografia e afins é uma escolha que contribui, e muito, para a boa avaliação nesse critério. Note como essa ideia foi trabalhada pelo candidato Augusto Scapini e pela candidata Eduarda Duarte, ambos nota 1.000 no ENEM 2019. Trechos da redação de Augusto Scapini: “Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana.[…] De início, tem-se a noção de que a Constituição Federal assegura a todos os cidadãos o acesso igualitário aos meios de propagação do conhecimento, da cultura e do lazer.[…] Essa segregação é identificada na elaboração da tese de “autocidadania”, escrita pelo sociólogo Jessé Souza, que denuncia a situação de vulnerabilidade social vivida pelos mais pobres, cujos direitos são negligenciados tanto pela falta de ação do Estado quanto pela indiferença da sociedade em geral.[…]” Trechos da redação de Eduarda Duarte: “Durante a primeira metade do século XX, as obras cinematográficas de Charlie Chaplin atuaram como fortes difusores de informações e de ideologias contra a exploração e o autoritarismo no continente americano.[…] Essa visão condiz com as ideias de Henri Lefebvre, uma vez que, para o sociólogo, o meio urbano é a manifestação de conflitos, o que pode ser relacionado à evidente segregação socioespacial dos cinemas.[…] Isso porque, apesar de Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, ter corroborado com a ideia do mundo virtual como influenciador ao constatar que a “tecnologia move o mundo”, as redes sociais não são utilizadas pelos órgãos públicos para divulgar apresentações cinematográficas nos centros culturais, presentes em diversas regiões do país.[…]” Palavras de abertura para os parágrafos Apesar de não ser um quesito obrigatório, utilizar palavras específicas para a abertura dos parágrafos situa o leitor com relação às partes do texto dissertativo-argumentativo, além de atribuir maior coerência ao texto e facilitar a criação do tópico frasal (está na dúvida sobre o que é tópico frasal? Clique AQUI para saber mais). Entretanto, cuidado! Fuja das obviedades. Nada de introduzir o texto com “inicialmente” ou concluir com “em conclusão”, pois isso revela pouca riqueza vocabular e pode reduzir os conceitos. Vamos ver o que os candidatos nota 1.000 fizeram? “Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Paralelamente, o Ministério da

Falamos muito por aqui sobre as melhores formas de garantir uma belíssima nota 1000 em sua redação do ENEM, e, tão importante quanto ter ferramentas para escrever bem, é saber como sua redação será corrigida, saber como é a famosa correção da redação do Enem. A correção da redação do ENEM é estruturada em competências e a escolha do termo competências já nos conta bastante sobre o principal objetivo da produção textual deste teste. Espera-se que o aluno tenha sim conteúdo e repertório para dissertar a respeito do tema selecionado, mas, além de saber sobre o tema, é essencial que ele saiba como usar todos os recursos da língua a fim de expressar da melhor maneira possível seu ponto de vista, seus argumentos e sua proposta de intervenção. As competências para a correção da redação são divididas em cinco quesitos e cada uma dá conta de avaliar uma forma de aplicação da língua ou de desenvolvimento do tema. Sabendo que a nota máxima a se alcançar é a de 1000 pontos, fica fácil compreender que cada competência equivale à nota máxima de 200 pontos, sem nenhuma prevalência de uma competência em detrimento da outra. Todas têm exatamente o mesmo peso na composição da nota final. Os conceitos alcançados em cada uma das competências podem variar em pontuação entre 200, 160, 120, 80, 40 e 0 pontos (diferença de 40 pontos em cada uma das escalas). Ao contrário do que muita gente pensa, os padrões de correção são fixos e são seguidos por todos os corretores. Cada competência tem a descrição de quais critérios compõem cada nível de pontuação. Os corretores, que, necessariamente, são profissionais formados na área de Letras, passam por treinamento unificado para que possam dominar e obedecer aos padrões de correção. Para evitar qualquer injustiça, todas as redações são corrigidas por dois corretores diferentes, sem que um tenha acesso à correção do outro. Não pode haver discrepância entre as correções (diferença igual ou superior a 80 pontos por competência) e a nota final é a média entre as duas notas. Havendo discrepância entre as correções, a redação será corrigida por um terceiro corretor. Permanecendo a discrepância, é montada uma banca com três outros corretores e a nota é fechada com base na média entre as correções da banca. Redações com nota 1000 também passam pela avaliação da banca. Os candidatos, independentemente do conceito final, têm acesso ao espelho da correção da redação. Todas as informações estão disponíveis de forma bastante clara e detalhada no portal do Ministério da Educação, mas também trouxemos para vocês um resumo sobre os principais tópicos a respeito da correção da redação. Correção da redação do Enem: As cinco competências avaliativas da redação Você perceberá que as competências estão organizadas numa ordem gradativa, tanto com relação aos níveis de dificuldade e aprofundamento, quanto acerca das próprias partes de um texto dissertativo-argumentativo. Nesta competência, o candidato deverá demonstrar, por meio da forma como escolheu redigir seu texto, se domina ou não o padrão considerado culto da Língua Portuguesa. Mas o que isso quer dizer na prática? Essencialmente, o autor do texto precisa ter em mente que a norma culta leva em conta as regras gramaticais, ortográficas e de pontuação, não admite abreviações nem termos informais. É praticamente como andar com a gramática e o dicionário embaixo do braço. No caso das gírias ou expressões próprias da oralidade, o uso só será aceito se houver relação direta com o tema e mesmo assim enquanto exemplificação. As pontuações são aferidas da seguinte forma: – 200 pontos: Domínio excelente; – 160 pontos: Bom domínio, com poucos desvios;. – 120 pontos: Domínio regular, mediano, com alguns desvios; – 80 pontos: Domínio insuficiente, com muitos desvios; – 40 pontos: Domínio precário, com muitos desvios. Falta de domínio das convenções escritas da língua. – 0 ponto: Desconhecimento da modalidade culta escrita da língua. Note como a competência II está intimamente ligada ao que é escrito na introdução e no desenvolvimento. A introdução é o primeiro momento que o candidato tem para demonstrar sua compreensão a respeito da proposta de redação e o desenvolvimento, para atender à estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, é o espaço destinado para fazer links com diversas áreas do conhecimento a fim de ampliar e aprofundar o que foi dito na introdução. Um erro bastante comum que faz muita gente perder pontos nesta competência é a repetição do tema na introdução, bem no estilo “hoje vamos falar sobre…”. Lembre-se: a competência avalia se você compreendeu a proposta e não como está sua habilidade de cópia. É também na competência II que a obediência à estrutura do texto dissertativo-argumentativo é avaliada. As pontuações da competência II são assim divididas: – 200 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Repertório sociocultural excelente e domínio excelente do texto dissertativo-argumentativo; – 160 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação consistente. Bom repertório sociocultural. Bom domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 120 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de argumentação previsível. Repertório sociocultural mediano. Domínio mediano da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; – 80 pontos: Desenvolvimento do tema por meio de cópia de trechos dos textos motivadores e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural insuficientes; – 40 pontos: Tangenciamento do tema e/ou domínio da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e repertório sociocultural precários. Apresenta trechos de outro gênero textual. – 0 pontos: Fuga ao tema ou não atendimento à estrutura do texto dissertativo-argumentativo. Caso isso ocorra, a redação é automaticamente zerada, sem análise das demais competências. Esta é propriamente uma competência que avalia a qualidade da sustentação de seus argumentos, quais fontes foram usadas, qual a relevância delas e como elas se relacionam com o tema geral e com o ponto de vista do candidato. Os conceitos são definidos conforme demonstramos a seguir: – 200 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de forma consistente e organizada, configurando autoria; – 160 pontos: Apresentação de informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto de
185 artigos encontrados
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h com feedback detalhado de especialistas aprovados nas melhores universidades
Ver Planos de Correção