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Você sabia que, além da versão tradicional impressa e da nova modalidade digital, o Enem ainda conta com mais um tipo de aplicação? Considerado como “Enem secreto” por alguns, o Enem PPL foi implementado em 2010 e é modalidade legítima de aplicação até o presente ano. PPL corresponde à sigla “pessoas privadas de liberdade”, ou seja, o Enem PPL é destinado a pessoas que estão cumprindo sentença prisional em regime fechado (nas prisões) ou a jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. Apesar de ser de pouco conhecimento geral, o Enem PPL não tem nada de “secreto”, já que suas informações são disponibilizadas no site do Ministério da Educação e do INEP a qualquer pessoa que se interessar pelo assunto. É claro que, por se tratar de um público bastante específico, o Enem PPL tem algumas características bastante peculiares e vamos te contar quais são elas no artigo de hoje. 1- Por que o Enem PPL foi criado? As provas tradicionais do Enem começaram a ser aplicadas em 1998 e não havia nenhuma previsão ou possibilidade de acesso às provas (e aos seus benefícios) às pessoas privadas de liberdade. Em 2010, com base em dois pontos de nossa lei (a educação enquanto direito de todos e a portaria 807/10, que prevê que o Enem deve levar em consideração as políticas de educação nas unidades prisionais), o Enem passou a ser ofertado dentro dos centros de detenção. 2- O Enem PPL também é organizado pelo INEP? Sim, o Enem PPL também é organizado pelo INEP (instituição organizadora de todas as modalidades do Enem desde sua primeira aplicação até hoje), mas com parcerias com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o Departamento Penitenciário Nacional. 3- Quando o Enem PPL acontece? Normalmente, o Enem PPL é aplicado cerca de 15 dias após a versão tradicional escrita, que acontece no mês de novembro, mas ainda não há data prevista para o ano de 2020 até o fechamento deste texto, já que o edital do Enem PPL costuma ler liberado apenas em agosto. As provas também acontecem em dois dias, porém durante a semana e em dias consecutivos. 4- Como as inscrições são feitas? Conforme já te contamos, o Enem PPL só é possível por conta das parcerias estabelecidas. Cada unidade prisional ou socioeducativa precisa ter um responsável pedagógico, é esse responsável que possibilita o processo de inscrição e a educação oferecida dentro do sistema prisional como um todo (e, sim, detentos em idade escolar ou que não tenham concluído seus estudos no tempo regular podem continuar a estudar dentro dos centros de detenção). É o responsável pedagógico da unidade quem faz a inscrição de cada um dos participantes, determina a sala de prova, divulga resultados e realiza a inscrição dos candidatos em programas de acesso à educação superior, como o SISU, por exemplo. 5- Quem pode se inscrever no Enem PPL? Qualquer jovem ou adulto que tenha concluído ou esteja no último ano do Ensino Médio pode se inscrever no Enem PPL, desde que manifeste seu interesse ao responsável pedagógico de sua unidade. Se entre o prazo de inscrição e aplicação da prova, o candidato tiver sua liberdade decretada, ele será excluído da lista de participantes do Enem PPL. Detentos que ainda não tiverem concluído o Ensino Médio ou não estejam em fase final podem se inscrever como treineiros. 6- Onde o Enem PPL é aplicado? O INEP e seus parceiros escolhem algumas unidades prisionais que possuam estrutura escolar adequada para a aplicação do exame. As unidades selecionadas devem assinar um documento de adesão em prazo determinado. Os candidatos são distribuídos nessas diferentes unidades e divididos em várias salas de aula, assim como na prova tradicional. 7- Qual é a estrutura da prova do Enem PPL? A prova dessa modalidade do Enem tem a seguinte estrutura: – Uma redação em Língua Portuguesa, com os mesmos critérios de desenvolvimento e correção, mas com tema diferente da versão impressa e da versão digital; – 45 questões de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia); – 45 questões de Ciências da Natureza (Biologia, Química e Física); – 45 questões de Matemática; – 45 questões de Linguagens e seus códigos (Língua Portuguesa e Estrangeira- Inglês ou Espanhol-, Literatura, Artes, Educação Física, Tecnologias da Informação e Comunicação). 8- A prova do Enem PPL é mais fácil do que a do Enem tradicional? De acordo com o próprio INEP, não, todas as provas possuem o mesmo grau de dificuldade, bem como obedecem aos mesmos critérios rigorosos de correção. Na verdade, seria mais fácil pensarmos que a versão do Enem PPL é mais difícil que as demais versões, já que as provas acontecem em dois dias seguidos, sem aquele precioso tempinho de descanso mental entre uma etapa e outra. 9- Quais foram os temas da redação do Enem PPL? Os temas foram: -2010: Ajuda humanitária Basicamente, a proposta consistia em discutir sobre a importância da ajuda humanitária em casos de desastres ou tragédias sociais. -2011: Cultura e mudança social O candidato deveria, com base nos textos de apoio, abordar as formas como a cultura pode levar a uma mudança social. -2012: O grupo fortalece o indivíduo? Um tema que soou um pouco estranho aos ouvidos dos especialistas em redações de testes. Os textos motivadores traziam três vieses: das greves trabalhistas, dos times de futebol e dos grupos de manifestantes. -2013: Cooperativismo como alternativa social Um dos pontos principais da proposta era a perspectiva do cooperativismo relacionado ao desenvolvimento sustentável. -2014: O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa? Mais um tema considerado polêmico, 2014 trouxe a possibilidade de o candidato expressar em sua redação sua própria forma de ver a sociedade atual. -2015: O histórico desafio de se valorizar o professor Tema inclusive cotado para 2020, a valorização do professor já teve seu espaço no Enem PPL. – 2016: Desperdício de alimentos Retomando a ideia da sustentabilidade, o tema de 2016 foi mais específico ao requerer a abordagem do desperdício de alimentos. -2017: Consequências da
Em julho de 2019, o Ministério da Educação fez um anúncio que deu aquela chacoalhada básica nas pessoas que estão de alguma forma envolvidas com o Exame Nacional do Ensino Médio: o Enem terá uma versão digital a partir do ano de 2020. Do anúncio em diante, não houve quem não ficasse curioso e cheio de dúvidas tentando entender como realmente a versão digital funcionará. Por enquanto, nem todas as informações estão esclarecidas, mas fizemos um apanhado de tudo de mais importante que já se sabe sobre essa novidade, inclusive com base no próprio edital oficial, publicado no dia 31/03/2020. Qual é o objetivo da versão digital do Enem? Além da óbvia economia com papel e impressão (já parou para pensar o quanto se gasta para que todas as provas do Enem sejam impressas?), o objetivo final da versão digital é viabilizar a aplicação da prova por agendamento em várias épocas do ano, ainda não definidas até a data de fechamento do texto. Em 2020, ocorrerá o plano piloto, ou seja, o teste para averiguar se realmente é possível implementar a versão digital ou não. A estimativa é de que até 2026 todas as versões do Enem sejam apenas digitais. Em 2026, espera-se que o Enem conte com quatro aplicações, todas digitais; de 2027 em diante, a expectativa é que a prova ocorra somente por agendamento em qualquer período do ano. Flexibilizar a data do Enem pode ser uma excelente ideia, já que essa atitude permite que as pessoas realizem a prova quando se sentirem mais preparadas e não necessariamente numa única data específica no ano. Com isso, o oferecimento dos vestibulares de inverno (junho-julho) tende a ser ampliado, pois mais pessoas poderão utilizar suas notas do Enem para ingressar nas universidades no meio do ano, uma vez que escolherão a data da prova. Alguma mudança ocorrerá já no ano de 2020? Sim, as mudanças começarão a acontecer no ano de 2020. Por enquanto, o Enem continuará a ser aplicado na versão digital e na versão tradicional, por escrito, mas as datas de aplicação serão diferentes. A versão digital está prevista para os dias 11 e 18 de outubro e a versão em papel mantém sua tradicional data em novembro, ocorrendo nos dias 1º e 8 de novembro. Obviamente, as provas não serão as mesmas nas duas versões e nem o tema da redação. O Enem digital estará disponível no país inteiro em 2020? Ainda não. Para o projeto piloto, foram selecionados 20 estados (e o Distrito Federal) e 60 municípios desses estados. São eles: – São Paulo; – Rio de Janeiro; – Pará; – Minas Gerais; – Mato Grosso do Sul; – Mato Grosso; – Paraná; – Santa Catarina; – Goiás; – Paraíba; – Alagoas; – Piauí; – Rio Grande do Sul; – Rio Grande do Norte; – Pernambuco; – Bahia; – Amapá; – Ceará; – Espírito Santo; – Maranhão. Consulte os municípios selecionados no edital oficial do Enem 2020 Conseguiu perceber algum padrão nos estados selecionados? É bastante óbvio que o Ministério da Educação priorizou os estados com melhores estruturas educacionais, que possuem escolas mais bem equipadas e que, portanto, terão mais facilidade na aplicação do Enem Digital (teoricamente, é claro). Foram selecionados municípios que possuem escolas, universidades e institutos com laboratórios de informática e com maior número de computadores. Candidatos de outras regiões do país que não as selecionadas inicialmente não terão a opção de escolher a versão digital em 2020. Quem define os candidatos que poderão fazer o Enem Digital? Os candidatos dos 60 municípios selecionados poderão escolher no momento da inscrição se desejam fazer a versão digital ou impressa. Lembrando que a versão digital também ocorrerá em prédios de escolas e universidades públicas, porém naquelas com melhores condições de acesso à internet. O Enem 2020 na versão digital será exclusivo para candidatos concluintes do Ensino Médio em 2020 ou para pessoas que já o concluíram em anos anteriores. Não há a opção para treineiros. Os conteúdos serão os mesmos nas duas versões provas? Os conteúdos a serem avaliados sim, mas as questões não, por isso mesmo, o Inep já se prepara para produzir mais questões do que o habitual para o ano de 2020. Uma grande novidade para as próximas versões do Enem será a opção de o candidato poder escolher o modelo da prova de acordo com a carreira que ele quer seguir. O Ensino Médio brasileiro está passando por grandes modificações e uma das maiores delas será a implantação em 2021 dos itinerários formativos, ou seja, os alunos poderão eleger algumas disciplinas para estudo de acordo com seus objetivos profissionais. O Enem, portanto, vai acompanhar a mudança proposta pelo novo Ensino Médio. Para o ano de 2020, nada muda ainda com relação ao conteúdo e à estrutura da prova. As frentes continuam sendo Linguagens e seus códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e a nossa querida Redação. O tão temido TRI (Teoria de Resposta ao Item) também continua lá firme e forte nas duas versões. O momento da aplicação da prova (independentemente do modelo) continuará contando com um fiscal e as provas on-line serão feitas com os próprios computadores que as escolas e universidades já dispõem. Nenhuma aquisição será feita a princípio nesse sentido. A modalidade digital será aplicada por uma empresa contratada pelo Inep. Quais são as vantagens da versão digital do Enem? Só teremos certezas mais concretas depois que as primeiras provas forem aplicadas, mas, de modo geral, é possível citar: – Redução de custos; – Possibilidade de aplicação em várias datas do ano: Assim, se você não puder fazer a prova em novembro, terá outras chances ao longo do ano, sem ter de esperar doze meses outra vez; – Questões mais ricas: Com a versão digital, será possível incluir pequenos vídeos, infográficos e até mesmo jogos, sendo assim, você terá muito mais chance de demonstrar suas habilidades ao longo da prova; – Maior agilidade na entrega dos resultados: Como a intenção é digitalizar todo o processo do Enem,
O Gabriel Lopes, do Rio de Janeiro, tirou nota 1000 na redação do ENEM 2019 e compartilhou conosco o seu rascunho! Confira: TEMA: Democratização do acesso ao cinema no Brasil O longa-metragem nacional “Na Quebrada” revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida. Na narrativa, evidencia-se o papel transformador da cultura por intermédio do Instituto Criar, que promove o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos alunos por meio da sétima arte. Apresentando-se como um retrato social, tal obra, contudo, ainda representa a história de parte minoritária da população, haja vista o deficitário e excludente acesso ao cinema no Brasil, sobretudo às classes menos favorecidas. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas corporativas e educacionais que contribuem para a continuidade da problemática em território nacional. Deve-se destacar, primeiramente, o distanciamento entre as periferias e as áreas de consumo de arte. Acerca disso, os filósofos Adorno e Horkheimer, em seus estudos sobre a “Indústria Cultural”, afirmaram que a arte, na era moderna, tornou-se objeto industrial feito para ser comercializado, tendo finalidades prioritariamente lucrativas. Sob esse prisma, empresas fornecedoras de filmes concentram sua atuação nas grandes metrópoles urbanas, regiões onde prevalece a população de maior poder aquisitivo, que se mostra mais disposta a pagar um maior valor pelas exibições. Essa prática, no entanto, fomenta uma tendência segregatória que afasta o cinema das camadas menos abastadas, contribuindo para a dificuldade na democratização do acesso a essa forma de expressão e de identidade cultural no Brasil. Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com a cultura desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e pouco voltada para a formação cidadã do aluno. Dessa forma, com aulas voltadas para memorização teórica, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com as diversas formas de expressão cultural e artística, como o cinema, negligenciando, também, o seu potencial didático, notável pela sua inerente natureza estimulante. Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pelo cinema, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos em relação ao cinema, o que constitui um entrave para que eles, durante a vida, tornem-se espectadores ativos das produções cinematográficas brasileiras e internacionais. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Para isso, ela deve estabelecer parcerias público-privadas com empresas exibidoras de filmes, beneficiando com isenções fiscais aquelas que provarem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões fora dos centros urbanos, de forma que, com maior oferta a um maior número de pessoas, os indivíduos possam efetivar o seu uso para o lazer e para o seu engrandecimento cultural. Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. Siga o Gabriel no Instagram: @gabrdelima Leia também artigos relacionados a redação nota 1000: ENEM 2019: Análise do tema de redação ENEM 2019: Modelo de redação com tema proposto TEMA DE REDAÇÃO ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil 10 erros que você NÃO DEVE cometer na redação do ENEM Redação Nota 1000 ENEM 2018: Uma Análise Completa

Venha ver nossa Análise do tema da redação do ENEM 2019! O tema da redação de 2019, Democratização do acesso ao cinema no Brasil, deixou muita gente surpresa e dividiu opiniões, isso porque, para alguns especialistas, a temática foi específica demais e um tanto quanto descolada da realidade de alguns alunos, já para outros entendidos do assunto, a proposta foi relevante e vem de encontro a uma real necessidade em nosso país, mesmo que não em caráter prioritário, uma vez que temos vários outros problemas mais sérios a serem discutidos e solucionados. Um assunto voltado à democratização dos meios culturais já era esperado para este ano, pois é inegável que apenas uma pequena parcela da população tem acesso a atividades de cultura como teatro, exposições, cinema, literatura, música e movimentos artísticos em geral, quer seja por razões geográficas quer seja pelo valor agregado a essas atividades. Segundo um dos próprios textos motivadores deste ano, apenas 17% da população brasileira frequenta o cinema. Num país de mais de 200 milhões de habitantes, esse é um número bastante baixo, mesmo que durante os sábados você veja no cinema do shopping da sua cidade (caso haja) aquelas filas imensas. Havia muitos caminhos a serem seguidos para a produção textual. Apesar de aparentemente ser um tema menos abrangente, falar de acesso ao cinema permitia que você construísse sua argumentação sobre pilares diferenciados, sempre alinhados à proposta central, é claro, pois isso é fundamental para a conquista de uma boa nota final. Uma das possibilidades seria encaminhar a redação para o fato de que filmes são também uma expressão de cultura e que permitem o conhecimento do mundo, usos, costumes e história por meio da ficção, sendo assim, o direito deveria ser de fato assegurado a todos, independentemente da idade, condição ou aspectos geográficos. Ao pensarmos nas pequenas cidades, aquelas que frequentemente têm menos de dez mil habitantes registrados, não há salas de cinema disponíveis e muitas pessoas nunca nem mesmo assistiram a um filme nas grandes telas, por que isso ocorre? Seria o cinema um direito apenas das grandes metrópoles? Sabemos que não, então qual seria a justificativa? No caso de pessoas com necessidades especiais, como surdos, por exemplo, apenas filmes com legenda são o suficiente para transmitir toda a ideia do enredo? E no que diz respeito às pessoas cegas, apenas o áudio é o bastante? É possível termos compreensão completa da história e da mensagem de um filme ao somente lermos ou ouvirmos as falas? Com relação à acessibilidade, há ainda mais um ponto relevante que poderia constar em sua redação: pessoas com qualquer dificuldade com relação à mobilidade (cadeirantes, usuários de muletas, bengalas ou andadores) conseguem frequentar um espaço que usualmente é construído no formato de degraus? É possível imaginar que, para essas pessoas, há a primeira fileira, mas a experiência é exatamente a mesma na primeira e na última fileira da sala de cinema? Cidadãos portadores de autismo também poderiam integrar seus argumentos. Uma criança ou adulto autista, diante das últimas tecnologias sonoras, com capacidade de até mesmo fazer tremer a estrutura física das salas, suportaria uma sessão completa sem uma possível crise? Na contrapartida, diminuir o nível de som das salas de cinema não afetaria todos os outros espectadores que não carregam necessidades especiais? Como então isso seria democrático? De toda a produção cinematográfica mundial, apenas alguns filmes (frequentemente americanos ou britânicos) são disponibilizados nos cinemas brasileiros, tudo isso pensando na possibilidade de grande bilheteria, o que gera lucro tanto para as redes de cinema quanto para as produtoras em si. Discutimos acima que o cinema é uma forma de contato com o mundo e sua cultura, mas se temos acesso a apenas uma fonte de produção, não estamos sendo lesados em nosso direito sem nem ao menos termos real consciência? Por que outras pessoas têm escolhido o que nós assistimos? E com quais critérios? As plataformas de streaming disponibilizadas atualmente impactam de alguma maneira o acesso ao cinema e a produção cinematográfica como um todo? De que forma? Como as grandes redes de salas de cinema, como Cinemark e PlayArte, com suas experiências nada pessoais e democráticas, podem continuar sendo relevantes para a sociedade? E, claro, não poderíamos deixar de abordar o quesito valor de ingresso, argumento que certamente deve ter integrado uma grande parte das redações de 2019. Em grandes cidades, o ingresso (sem nenhum tipo de desconto ou benefício) chega a custar uma média de R$30,00 aos finais de semana. Considerando o salário mínimo atual de R$998,00 e o valor da cesta básica, com base em pesquisa realizada pela DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 18 estados, de R$482,40, em São Paulo (estado com valor médio mais alto) e de R$362,93 em Salvador (menor valor médio), o preço de R$30,00 faz sentido? É coerente pensar que uma entrada de cinema custe o mesmo que 10 quilos de arroz? Vejam como o tema abre um leque incrível de possibilidades de discussão, desde a mais óbvia até a mais aprofundada. Além da discussão, as propostas de intervenção também são várias e passam muito além do clássico “o governo deveria baixar o valor do ingresso e abrir mais salas de cinema em todo o país”. Com relação ao barateamento dos ingressos, quais financiamentos podem ser feitos a fim de baixar o preço final? Há possibilidades de parcerias? De que tipo? Escolas públicas, por exemplo, podem exibir aos finais de semana filmes? O que diz a lei a respeito desse tipo de exibição? Já sobre a acessibilidade, criar sessões específicas e especiais (como a Cine Materna, por exemplo, que permite que as mamães frequentem o cinema com seus bebês), com ajustes de som e espaço é uma boa ideia? Qual outra forma de tornar o cinema acessível para todos? Como essas sessões específicas impactariam o lucro das redes? Seria adequado e viável financeiramente? Por fim, que outros espaços, além dos tradicionais, podem ser utilizados para que pessoas ao redor do país inteiro tenham uma experiência cinematográfica?

Venha ver nossa análise do ENEM 2019: Modelo de redação com tema proposto! Que todo mundo ficou surpreso com o tema de redação do ENEM 2019 (Democratização do acesso ao cinema no Brasil) a gente sabe! Mas qual seria um modelo de redação interessante para o que foi proposto na prova? O Redação Online preparou uma redação na qual você possa se basear! Confira: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte.” A canção do grupo musical “Titãs” mostra que o cidadão necessita de lazer e arte tão como precisa de comida. Todavia, na atualidade, muitos brasileiros não têm acesso à cultura, sobretudo a filmes, o que denota uma realidade que fere preceitos constitucionais e priva o sujeito da construção do senso crítico promovida por muitas obras cinematográficas. Dessa forma, a democratização do acesso ao cinema brasileiro deve ser encarada como algo urgente. De início, ressalta-se que o direito à cultura e ao lazer é previsto na Constituição Federal. Contudo, o alcance ao espaço cinematográfico ainda é privilégio de poucos, especialmente por conta de questões sociais. Sobre isso, pesquisas da Ancine revelam que muitas cidades periféricas não têm cinema, principalmente as que se localizam nas regiões Norte e Nordeste, que, por conta de indicadores financeiros, são preteridas pelos empresários do ramo em questão. Logo, se a CF não for respeitada, pessoas continuarão impedidas de experienciarem a arte por meio das “telonas”. Ademais, o cinema, além ser uma forma de lazer, é também um instrumento de promoção do senso crítico, que faz com que o indivíduo compreenda o mundo ao seu redor. Um exemplo disso é o filme “Tempos modernos”, o qual atuou, na época do seu lançamento, como um importante propulsor da reflexão acerca dos modos de produção Taylorista e Fordista. Assim, ao tirar do homem o acesso às películas, aniquila-se também a sua oportunidade de refletir criticamente por meio da arte e, consequentemente, evoluir intelectualmente. Portanto, faz-se necessário que a democratização do acesso ao cinema seja efetivada. Dessa maneira, o Ministério da Cidadania – atual responsável pelas questões culturais do Brasil – deve incentivar a instalação de salas cinematográficas em cidades periféricas brasileiras. Isso será feito por meio de incentivos ficais e tem como intuito ampliar o alcance das obras a todos os cidadãos. Além disso, é importante que o mesmo órgão amplie projetos como o “Vale cultura” para que as classes mais baixas possam usufruir de tal ampliação. Assim, a Carta Magna será respeitada e o desejo de arte e de diversão do povo será atendido. E aí, o que você achou? Conte pra gente nos comentários! Veja também: Redação ENEM: Análise dos 11 últimos temas cobrados na prova 10 erros que você NÃO DEVE cometer na redação do ENEM Como fazer uma boa proposta de intervenção na redação do ENEM? Análise do Tema da Redação do Enem 2018 Redação Nota 1000 ENEM 2018: Uma Análise Completa

E aí, pessoal, como estão os corações a pouquíssimos dias da prova? Com certeza, batendo mais forte ainda, certo? Esse é o momento de juntarmos tudo o que estudamos ao longo dos meses de preparo e simplesmente arrasarmos no ENEM. Trouxemos ENEM 2019 – 15 assuntos de atualidades para se conhecer! Sabemos que as provas desse teste são formuladas logo no início do ano, mas há vários assuntos bem atuais que podem nos auxiliar a responder às questões ou até mesmo a desenvolver a redação. Por isso, vamos dar uma olhadinha no que não pode passar em branco? 1- Polarização política no Brasil e no mundo Desde as últimas eleições presidenciais, a polarização política ficou mais evidente, entretanto, os embates entre a esquerda e a direita extremistas não são novidade tanto em nosso país quanto em países internacionais. Conhecer melhor sobre esse fenômeno pode te ajudar a responder com mais propriedade às questões de história e, claro, atualidades. A depender do tema da redação, é possível até mesmo usar o fato como argumento ao longo do seu desenvolvimento, apenas tome cuidado para não se posicionar dentro do texto. 2- Nova previdência Em discussão já há alguns anos e em vias de se tornar realidade, as propostas relacionadas à nova previdência carregam uma série de pontos a serem levantados, tanto sob o ponto de vista positivo quanto sob o ponto de vista negativo. Fato é que muito do que se discute hoje com relação a se criar novas leis a fim de garantir a aposentadoria de todos está intimamente ligado à crescente corrupção política, por conta disso, os dois assuntos andam de mãos dadas. Na redação, há várias alternativas e caminhos para se incluir a nova previdência, desde os reflexos da corrupção até mesmo o aumento da expectativa de vida na população brasileira. 3- Imigração no Brasil Conflitos mundiais desencadearam uma série de fugas (em especial no continente africano e Oriente Médio) para países europeus e também para o Brasil. Desde 2011, nosso país tem recebido pessoas de diversas origens e tentado criar situações minimamente dignas para que elas vivam aqui. Se por um lado discutem-se aspectos ligados à obrigatoriedade de fazer valer a humanidade, por outro é cabível pensar: Um país que não oferece boas condições de vida para seus próprios filhos tem condição de receber uma população ainda maior? Quais são os impactos diretos na educação, saúde, empregabilidade, inflação, mobilidade urbana, segurança e moradia? Como é possível notar, a imigração para o Brasil pode render muitas linhas de argumentação na sua produção textual. 5- Escola sem partido Uma escola neutra, sem tendenciosidade política, sem extremismos e doutrinação é o que propõe o que conhecemos como escola sem partido, mais uma temática polêmica e que dá aquele pequeno pano para manga. Educadores e cientistas políticos nos fornecem duas visões interessantes, mas opostas: a primeira é a de que a escola deve ser realmente neutra, cabendo à família e ao indivíduo o encaminhamento político dos alunos, já a segunda considera que a escola, enquanto espaço de discussão e pluralidade de ideias, deve sim tratar de temas especificamente políticos, apresentando variadas concepções. E você, o que pensa sobre isso? Escola neutra ou com discussão política? Quais são os benefícios e os prejuízos de cada uma das posições? E por quê? 7- Educação domiciliar Também conhecida internacionalmente como homeschooling, já há alguns anos discute-se o projeto de lei que visa à autorização da educação domiciliar. Pouco se sabe ainda sobre os pormenores do projeto, mas essencialmente a ideia é de que os pais tenham direito a escolher se seus filhos serão ensinados na escola tradicional ou na própria casa, com o auxílio de tutores. Basicamente, a intenção inicial é que, com a vigência da educação domiciliar, todos tenham acesso à educação, mesmo em áreas rurais onde não há escolas por perto. Por não sabermos qual é a ideia exata de funcionamento do projeto, é bastante complicado promovermos uma discussão de qualidade e com argumentos consistentes, sendo assim, mantenha ainda posições moderadas a respeito. 8- Questão indígena Desde o início do governo do atual presidente, a questão indígena voltou a figurar as discussões no país. Isso se deu por conta da retirada da FUNAI do Ministério da Justiça, passando a fazer parte do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, sendo assim, o Ministério da Justiça não é mais o órgão competente por demarcar e proteger terras indígenas. A principal questão aqui é a seguinte: Com a mudança de ministérios, é possível dizer que a exploração territorial, mineral e agrícola aumentará nos territórios indígenas? Por quê? 9- Crise econômica Um tema que traz vários subtemas com ele, dentre eles o empobrecimento da população, a empregabilidade e o desemprego, a diminuição do poder de compra da nação, a má distribuição de renda e a ameaça à segurança. Como a crise econômica tem se acentuado já há alguns anos, seja nas questões ou seja na redação o assunto deve aparecer no ENEM 2019. 10- Incêndio em patrimônios culturais Em setembro de 2018, tivemos o devastador incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Em abril de 2019, o telhado da catedral de Notre-Dame, em Paris, foi destruído, também tomado por fogo. Tais perdas chamam nossa atenção para a conclusão: Por que patrimônios culturais de tão grande importância têm tido seu cuidado deixado em segundo plano? É muito interessante também que você avalie qual é a relevância dos patrimônios culturais com relação à preservação das características de um povo e à educação das futuras gerações. 11- Coreia do Norte e seu programa nuclear Parece realmente um assunto muito distante de nós, mas a ameaça da Coreia do Norte com seu programa nuclear é um fator que pode impactar o mundo todo, ocasionando até mesmo uma nova guerra mundial. Você pode imaginar o impacto de uma guerra mundial no mundo moderno? 12- Atentados terroristas Mais uma

Com certeza, você já ouviu frases assim: “Quem gosta de passado é museu”, “O que importa é o presente, pois o passado já passou”. Pois é, na nossa vida pessoal, isso pode muito bem ser verdade, mas no caso do ENEM nem tanto assim… Trouxemos Redação ENEM: Análise de 11 temas cobrados na prova. Vamos voltar agora para 2008. Isso mesmo, 2008, onze anos atrás. Isso porque olharemos um por um os temas de redação propostos na redação do ENEM de 2008 até 2018. Será que encontraremos semelhanças entre eles? Venha descobrir com a gente. Tema: Como preservar a Floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiro a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar? Assunto proposto para 2008, mas que poderia tranquilamente ser o tema de 2019, já que a questão da Floresta Amazônica continua relevante. Especificamente na formulação da produção textual de 2008, o candidato já tinha as opções de solução ao problema determinadas pela banca, o que facilita o encaminhamento do texto. Evidentemente, o autor da redação precisaria levantar pontos positivos e negativos da resolução selecionada. Tema: O indivíduo frente à ética nacional. Vemos mais uma vez a questão da ética sendo trazida para discussão. Já sabemos o quanto isso é desafiador, uma vez que estabelecer o que é ético e o que não é carrega uma série de perspectivas pessoais, culturais, históricas etc. Vamos analisar a introdução de uma redação altamente avaliada: “O Brasil tem enfrentado, com frequência, problemas sérios e até constrangedores, como os elevados índices de violência, pobreza e corrupção – três mazelas fundamentais que servem para ilustrar uma lista bem mais longa. Porém, mesmo diante dessa triste realidade, boa parte dos brasileiros parece não se constranger – e, talvez, nem se incomodar –, preferindo fingir que nada está ocorrendo. Em um cenário marcado pela passividade, é preciso que a sociedade se posicione frente à ética nacional, de forma a honrar seus direitos e valores humanos e, assim, evitar o pior.” Veja como o autor inteligentemente filtra o tema em três frentes específicas – índices de violência, pobreza e corrupção – facilitando assim a criação de argumentos e envolvendo a sociedade como um dos agentes solucionadores do problema proposto. Nós já analisamos esse tema aqui no blog, já leu? Corre aqui. Tema: O trabalho na construção da dignidade humana. Falar sobre o trabalho vinculado à dignidade humana é um prato cheio. Isso porque há referências desde a Bíblia até as notícias de jornal atuais, ou seja, exemplos para a construção do desenvolvimento não faltam. É fundamental que o texto de 2010 trouxesse a concepção de trabalho e de dignidade segundo o autor, já que ela pode variar a partir de um ponto de vista individual. Para te ajudar a analisar melhor este tema, temos alguns conteúdos no blog que falam sobre trabalho: Tema: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado. Tópicos envolvendo a comunicação moderna e os avanços tecnológicos são sempre cotados para os grandes testes e em 2011 não foi diferente. Note como o autor da redação abaixo traçou um excelente comparativo entre os pontos positivos e negativos das redes sociais no seu parágrafo de fechamento do desenvolvimento. “Percebemos, portanto, que o novo fenômeno das redes sociais se revela como uma eficiente e inovadora ferramenta de comunicação da sociedade, mas que traz seus riscos e revela sua faceta perversa àqueles que não bem distinguem os limites entre as esferas públicas e privadas “jogando” na rede informações que podem prejudicar sua própria reputação e se tornar objeto para denegrir a imagem de outros, o que, sem dúvidas, é um grande problema.” Daí seguir para uma proposta de intervenção de forma a minimizar os prejuízos trazidos pelas redes sociais torna-se tarefa mais leve. Falar de comunicação e não falar de redes sociais é muito difícil, portanto, confere esse tema que abordamos: Tema: Movimento imigratório para o Brasil no século 21. Já notou como a redação do ENEM exige certo conhecimento sobre atualidades? Sem saber sobre os últimos movimentos imigratórios ocorridos em nosso país o autor da redação teria extrema dificuldade em produzir o texto. Assim como na temática de 2011, analisar os dois lados – positivos e negativos- traçando uma comparação seria uma alternativa de sucesso. Também já abordamos esse tema aqui no blog: Tema: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil. Como abordar esse assunto sem saber sobre os índices de acidentes e mortes ocasionados por embriaguez? Impossível, não é mesmo? Mais do que isso, o redator deveria ter apontado os efeitos, na maioria das vezes positivos, do funcionamento da Lei Seca, bem como sua eficácia. Será que somente a lei é suficiente para conscientizar as pessoas e fazer baixar os níveis de ocorrência por ingestão de bebidas alcoólicas ao dirigir? Tema: Publicidade infantil em questão no Brasil. A publicidade envolvendo crianças sempre existiu no Brasil e no mundo, por isso, essa discussão não é nova, o que acaba sendo muito bom para os candidatos. Discussões mais antigas contêm um grande número de pensadores em torno dela, sendo assim, é possível encontrar apoio para diferentes tipos de argumentos. Alguns dos caminhos para o desenvolvimento seriam: concepção de infância, trabalho infantil, prejuízos da exposição excessiva à mídia, entre outras possibilidades. Falamos especificamente sobre esse tema, que apareceu em 2014, em um conteúdo aqui no blog, confere: Tema: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Mais um tema que exigia saber sobre índices e informações atualizadas. Quantos são os registros de violência contra a mulher? Existe um padrão nos registros? Algum grupo específico de mulheres sofre mais com a violência do que outro? Se sim, por que isso ocorre? Quais são as principais leis que têm por objetivo proteger as mulheres da violência? Por que as leis não têm sido eficientes? Como criar formas eficazes de proteção ao público feminino? O tema relacionado à mulher está muito em alta, confere o que já comentamos: Tema:

Olá, pessoal? Tudo bem? Como estão os coraçõezinhos a menos de dois meses para a prova do ENEM? Tenho certeza que estão cheios de expectativa por uma nota 1000 na redação, não é mesmo? Reunimos opiniões de especialistas de diversas áreas para trazer para vocês 10 apostas de tema de redação para o ENEM 2019. Lembrando que já havia sido anunciado que as produções textuais do ENEM não trariam mais temáticas polêmicas ou ideológicas, dando espaço assim a assuntos de cunho social ou, até mesmo, que discutam os movimentos sociais atuais. Vamos às possibilidades de 10 apostas de tema de redação para o ENEM 2019 ? Crescimento de transtornos mentais É inegável que, nos últimos anos, temos visto um crescimento extremamente significativo com relação aos transtornos mentais, em especial no que diz respeito à ansiedade, depressão e síndrome do pânico. Por ser uma questão que tem estado presente na sociedade atual e que começa a ser debatida de forma mais aberta e sem preconceitos, muitas fichas estão sendo apostadas nela. Ainda na esteira dos transtornos, podemos imaginar algo relacionado ao combate à depressão na sociedade brasileira ou ao aumento de número de suicídios como consequência do estado depressivo. Ainda sobre transtornos mentais, recentemente falamos sobre o autismo, confere: Tema de redação: inclusão de autistas no Brasil Letramento digital Aplicativos que resolvem situações em segundos, comunicação eficaz com quase o mundo todo, agilidade na troca de informações, tudo isso (e muito mais) é resultado da era digital e dos avanços tecnológicos, porém, há um problema quando tratamos desses avanços: como ensinar as gerações mais velhas a fazer uso de aplicativos, sistemas e programas de forma eficiente e segura? É a essa habilidade que damos o nome de letramento digital. Essencialmente, falar de letramento digital é falar sobre “alfabetizar” as pessoas para que todas se beneficiem das facilidades que a tecnologia nos traz. Discurso de ódio na internet Como abordar era digital sem problematizar os discursos de ódio constantes na internet e seus efeitos extremamente nocivos tanto na esfera pessoal quanto na esfera social? Temos visto com muita frequência notícias de pessoas que sofreram (ou sofrem) algum tipo de retaliação na internet por conta de suas opiniões ou atitudes, então essa aposta trata de um tema bastante atual e presente no dia a dia de grande parte da população. É possível pensar ainda no cyberbullying, efeitos do discurso de ódio na internet ou no assédio virtual como objeto de discussão para 2019. Mais uma dica para você falar de cyberbullying na redação, que tal usar alguma série da Netflix? Nós já sugerimos aqui também: Movimento antivacina A volta de algumas doenças já erradicadas há décadas do Brasil coloca essa abordagem como possibilidade para este ano. Por um lado, como é possível explicar o surgimento de um movimento (expressivo) de pais e mães que se negam a vacinar suas crianças, mesmo diante de tantos benefícios amplamente comprovados? Por outro lado, como se justifica a volta de doenças sobre as quais nem mesmo se falava mais em nosso país? E, se as vacinas são de fato eficientes, como essas doenças voltaram? Todas as perguntas anteriores podem ser cotadas na discussão sobre o movimento antivacina. Educação domiciliar Por conta do projeto de lei atualmente em discussão, a educação domiciliar (ou homeschooling, como é frequentemente conhecida) pode compor a redação do próximo ENEM. As principais abordagens sobre a temática são voltadas para a qualidade de ensino e de aprendizagem dessa modalidade, os malefícios e benefícios de se estudar em casa, a socialização de crianças e adolescentes e a capacitação dos pais ou profissionais para lecionarem neste novo sistema. A evasão escolar no Brasil Esse parece um assunto antiquado, já plenamente resolvido, mas não é bem assim. O último Censo Escolar (de 2018) realizado pelo INEP revelou que há cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Por que essa ainda é nossa realidade? O que leva tantas crianças e tantos adolescentes a estarem fora da escola? Como é possível resolver esse problema de forma definitiva e eficaz? Temas relacionados à educação são sempre muito bem cotados, já que esse campo é essencial para a sociedade. A violência no trânsito brasileiro Se eu fosse você, procuraria os índices de acidentes, agressões e mortes gerados por atos violentos no trânsito, isso porque esse assunto aparece em diversas listas de veículos renomados sobre o ENEM e vestibulares. O que causaria o aumento da violência no trânsito? Falta de civilidade? De senso coletivo? De educação ao trânsito? Ou o aumento pode estar ligado a raízes mais profundas, como crescimento da ansiedade e de ritmo de produção no trabalho? A importância dos bens culturais e patrimoniais Você já reparou quantos desastres ligados a patrimônios culturais têm acontecido nos últimos anos? Incêndios no Museu da Língua Portuguesa (em São Paulo) e no Museu Nacional (no Rio de Janeiro), décadas e décadas de registro, história e pesquisas destruídas em minutos pelo fogo. Qual é a importância de termos bens culturais? Como isso impacta a sociedade? Como tornarmos os bens culturais e patrimoniais acessíveis a todos? Como criarmos novos centros de compartilhamento de cultura? Vamos pensar em como resolver esse problema? Assédio sexual O assédio sexual ocorre em diversas esferas, estando presente na escola, no trabalho, no transporte público, na rua, tanto presencialmente quanto um assédio digitalmente, e, por existir de forma tão significativa, acredita-se que esse tema pode ser requerido em 2019. Ainda dentro desse mesmo segmento, aposta-se também num assunto mais específico, que é a mulher e o assédio sexual nas empresas. Relacionamos o assédio com algumas séries da Netflix que podem dar mais credibilidade ainda para a sua redação: Aumento das DSTs entre os jovens Mais uma temática que parece antiquada, mas não é, já que pesquisas recentes têm apontado justamente o contrário do que a consciência coletiva da sociedade imagina: as doenças sexualmente transmissíveis têm crescido entre os mais jovens. Apesar do assunto das DSTs não ser novidade, profissionais da área têm buscado respostas para o crescimento
Sabemos que a avaliação do ENEM é parte essencial para o ingresso na tão desejada universidade. Por isso, muitos candidatos se preparam por meses (e até anos) a fio, porém, se você ainda não iniciou seus estudos para a prova, nem tudo está perdido. São, em média, noventa dias que você pode fazer muita coisa, faltam apenas 3 meses para o Enem. Se você estiver nessa situação, a regra básica para remediar o caso é: planejamento! Isso mesmo, pesquise imediatamente quais são os conteúdos mais recorrentes nas diferentes disciplinas que compõem o ENEM. Essa pesquisa auxilia na análise do que é prioritário e do que é secundário. Apesar do edital ser bastante extenso, há inúmeros gráficos que demonstram quais tópicos sempre estão presentes todos os anos. Leia também: Dicas de como estudar sozinho para as provas do ENEM Após recolher as informações sobre os conteúdos, reflita sobre sua rotina diária: quantas horas por dia você pode dedicar aos estudos preparatórios? Não se esqueça de incluir nas horas disponíveis tempos curtos de descanso e para as necessidades básicas de ir ao banheiro, beber água etc. Conhecendo os conteúdos e a sua disponibilidade de horário, monte um planejamento de estudos. Seu planejamento deve ser semanal e diário. Para cada semana, escolha algumas disciplinas, e, para cada dia, selecione tópicos específicos das matérias. Evite estudar a mesma disciplina durante uma semana inteira, pois isso traz cansaço ao cérebro e, por consequência, menor assimilação das informações. Por falar em planejamento: Redação por partes: planejamento Procure variar os métodos de estudo. Cada um de nós aprende de uma determinada maneira e não existe forma certa e errada ou melhor e pior, existe aquela que funciona para você e ela só será encontrada se você testar maneiras diversas. Faça leituras silenciosas, em voz alta, assista a vídeos, faça mapas mentais, reescreva as informações principais e observe com qual desses métodos você reteve a maior quantidade de conteúdo. Priorize então essa forma de estudo nas próximas semanas. Acompanhe sites e perfis de páginas especializadas na prova do ENEM. As postagens são frequentemente muito ricas em técnicas e conteúdos, tudo produzido com uma linguagem simplificada, o que facilita bastante quando precisamos aprender muito em pouco tempo. Assista a filmes e séries com pano de fundo histórico. É possível saber bastante sobre um determinado contexto histórico por meio de filmes e séries. E boas opções não faltam. Leia as sinopses e resenhas para ter certeza de que as produções de fato abordam o que você precisa estudar e verifique em livros e sites se os conteúdos estão corretos. Aqui algumas dicas para você estudar por meio de filmes e séries: Caso você ainda não tenha lido as obras literárias recomendadas para a avaliação, recorra a (bons) resumos. É lógico que o resumo nunca substitui a experiência de ler o livro por completo, mas resumos bem desenvolvidos são capazes de transmitir os pontos essenciais do enredo e as características peculiares dos personagens envolvidos. Lembre-se também de revisar as marcas de gênero textual, período literário e autoria presentes na história. Há candidatos que sabem de uma ponta a outra todo o conteúdo do ENEM, mas que não estudaram o formato das questões, algo fundamental para a conquista de uma boa nota. Entenda como as perguntas são construídas, que tipo de habilidade é requerida normalmente (comparação, diferenciação, resumo, análise etc.) e treine tal habilidade durante seus estudos. Leia sites de notícias. Os sites trazem versões sintetizadas dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Fazendo a leitura diariamente, você será capaz de saber as informações centrais, mas sem gastar muito tempo. Os dados podem te auxiliar em diversas disciplinas, com especial destaque para atualidades, história, geografia e redação. Por falar em dados: Dados confiáveis para usar nas redes sociais Conforme você for avançando em seu cronograma resumido de estudos, descubra quais são as suas maiores dificuldades. Reserve pelo menos as duas últimas semanas do planejamento para focar nessas dificuldades. Se for possível, faça aulas particulares para esclarecer dúvidas ou procure vídeos e artigos sobre o tema até encontrar um com uma linguagem que te ajude a resolver seus problemas naquele conteúdo. Frequente simulados promovidos por cursinhos. Nos meses que antecedem a prova, vários cursinhos oferecem simulados ou aulas de revisão, não raramente eles são gratuitos e abertos ao público. Com certeza, alguma dica apresentada lá vai te ajudar no dia do teste. Resolva as provas dos anos anteriores. Dica mais do que óbvia, mas que acaba passando batida por vários candidatos. Ao responder as últimas edições da avaliação, você consegue se familiarizar com as questões e saber quanto tempo em média você gastará para finalizar todo o teste. Da mesma forma, faça as redações propostas nas versões passadas, ação que te ajuda, e muito, a treinar a estrutura do gênero textual e a perceber certas semelhanças nos temas propostos. De 2012 até 2017, as temáticas requeridas tinham como foco problemas sociais com grande expressão no Brasil. Sabendo disso, pense: quais são as principais situações de cunho social debatidas hoje no país? Produza redações sobre esses assuntos. Constantemente comentamos aqui no blog sobre alguns possíveis temas de redação. Falando do cunho social, confira algumas possibilidades: Se o tempo está apertado, priorizar é a palavra de ordem e todo mundo sabe o quanto a redação é importante no ENEM, não é mesmo? Inclua obrigatoriamente em seu cronograma momentos de revisão e treinos de redação. Para a revisão, volte às características básicas da dissertação argumentativa e suas partes essenciais, consulte redações que foram avaliadas com nota máxima e relembre os critérios de correção. Partiu dissertar e tirar 1000? Já para o treino de redação, o ideal é que você escreva pelo menos uma redação por semana, porém, não se esqueça de que a escrita de uma redação é composta por quatro partes: planejamento, escrita inicial (introdução, desenvolvimento e conclusão), revisão e reescrita. Sendo assim, reserve tempo suficiente para todas as fases. Avalie sua redação como se você fosse o avaliador oficial. Isso só poderá
Olá, pessoal! Nós sempre recebemos muitas mensagens de alunos que têm dificuldade na hora de pensar na proposta de intervenção e como inseri-la na redação. Por isso, preparamos este post para sanar a dúvida de todos! Vamos lá? Já sabemos que redação do ENEM e de vestibulares diversos obedecem à clássica estrutura dos textos dissertativos argumentativos. Nesse gênero textual, há três pontos que são básicos: apresentação do ponto de vista, sustentação do ponto de vista e proposta de solução dos problemas trazidos ao longo da redação. Frequentemente, o ENEM traz temas que permitem o posicionamento do autor, sem haver exatamente certo ou errado com relação ao ponto de vista, o que agrega maior peso avaliativo neste texto é a argumentação e a forma como o escritor sugere resolver o problema, por isso, não deve haver preocupação em ter sua opinião considerada como correta ou incorreta pelo avaliador, mas sim demonstrar razões plausíveis e bem ancoradas para pensar como você pensa. O primeiro momento de conquistar o leitor, já que o avaliador é, antes de mais nada, um leitor do texto, é a introdução. Aqui, é essencial que você apresente num parágrafo único o tema, sem repetir o que foi dado na proposta de redação, e seu ponto de vista — positivo, negativo ou ambos — sobre o assunto. Muitas vezes, o assunto nos permite levantar aspectos positivos e negativos, fazendo comparações, se essa for sua intenção, não se esqueça de dar igual espaço textual aos argumentos favoráveis e contrários ao longo do texto. O ponto de vista Tenha certeza de que o ponto de vista adotado para sua redação seja convincente em primeiro lugar para você, pois é impossível passarmos credibilidade a alguém por meio de nossas palavras se nem nós mesmos acreditamos no que dizemos. Creia: isso é perceptível no próprio processo de escolha das palavras e organização frasal. Optando por desenvolver uma linha de pensamento em que se somem aspectos positivos e negativos sobre o mesmo tema, esteja certo de que os motivos a favor e contra que você tem sejam equivalentes, caso não, para um leitor atento (como são todos os corretores), ficará visível sua tendenciosidade para um lado ou outro, o que leva a desconto de conceitos. Em nenhuma hipótese apresente sua ideia inicial com palavras que denotem imprecisão como achar, pensar, talvez, provavelmente. Lembre-se: o primeiro passo para uma redação nota 1000 é apresentar com propriedade e convicção sua posição sobre o assunto em questão. Veja o exemplo de introdução de uma redação nota 1000 no ENEM 2018. A redação foi escrita por Thais Saeger Ruschmann da Costa e está disponível no site do Inep, organizador da prova. “É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, dos transportes e das relações sociais. No que concerne ao uso da internet, a rede potencializou o fenômeno da massificação do consumo, pois permitiu, por meio da construção de um banco de dados, oferecer produtos de acordo com os interesses dos usuários. Tal personalização se observa, também, na divulgação de informações que, dessa forma, se tornam, muitas vezes, tendenciosas. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e econômicos”. Note como, mesmo sem termos acesso ao tema, conseguimos compreender que o assunto central é a relação entre uso da internet e vida social, isso acontece porque a autora abre o texto já apresentando a temática e, ao mesmo tempo, posicionando-se, pois, ao incluir a expressão “é fato”, sabemos que sua visão é positiva. Após o momento da introdução, temos o desenvolvimento, que ocupa a maior parte do texto e que também traz uma série de detalhes quanto à sua execução. Chegou o momento de você demonstrar o porquê pensa como pensa. Tire da sua cabeça a intenção de “convencer” o leitor, seu leitor não precisa ser convencido, ele precisa entender qual o assunto, o que você pensa sobre o assunto, por que você pensa aquilo e como você resolveria o problema proposto. A finalidade é fazer com que seu texto seja coerente e lógico para qualquer pessoa que o leia, independentemente da visão pessoal dela, e o desenvolvimento é parte chave para se alcançar esse objetivo. A escolha de argumentos O desenvolvimento deve ter ao menos dois parágrafos, sendo que cada parágrafo contará com a exposição de um argumento diferente sobre seu ponto de vista. Esteja plenamente consciente de que os argumentos selecionados de fato comprovam o que você diz, servindo enquanto base. É recomendado que você inclua pareceres de pensadores, autores, pesquisadores ou dados estatísticos sobre o tema requerido, porém, como nem sempre temos essas informações à mão no momento da produção textual, uma alternativa é recorrer a um fato histórico ou a um acontecimento de amplo conhecimento, isso confere autoridade a seu texto. Nunca cite um pensador ou teórico apenas “por citar”, assegure-se de que o elemento selecionado tem relação direta com a temática. Não se esqueça de escolher bem o vocabulário. Opte por expressões que demonstram segurança e firmeza, como: é fato, verdadeiramente, inquestionavelmente, observa-se, entre outras opções. Analise a construção do primeiro parágrafo de desenvolvimento da redação de Thais Costa: “É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma o controle de dados na internet permite a manipulação do comportamento dos usuários. Isso ocorre, em grande parte, devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, a internet usufrui dessa vulnerabilidade e, por intermédio da uma análise dos sites mais visitados por determinado indivíduo, consegue rastrear seus gostos e propor notícias ligadas aos seus interesses, limitando, assim, o modo de pensar dos cidadãos. Em meio a isso, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire mostra-se possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado – neste caso, a manipulação”. Thais traz, na abertura do parágrafo, o primeiro argumento, de
Se está procurando uma forma eficaz de estudar para o Enem 2019, você está no lugar certo! Sabemos o quanto é importante a adoção de métodos de estudos efetivos na preparação para o Enem, pensando nisso desenvolvemos um aplicativo gamificado para ajudar você nesta jornada. Com a grande evolução da comunicação e tecnologia passamos grande parte do dia conectados aos celulares, o que vem acarretando grandes discussões com opiniões divergentes sobre o impacto dos aparelhos móveis nos processos de aprendizagem. Nós do Enem Game, acreditamos que a utilização da tecnologia no processo de aprendizagem pode contribuir muito para a motivação do estudante, pois na maioria das vezes ela é utilizada em momentos de lazer e descontração. Não seria ótimo conciliar estudos e lazer? Isso mesmo, estudar se divertindo. Essa é a proposta do Enem Game. O jogo visa conciliar os momentos de estudo e lazer, possibilitando que o aluno se divirta e estude ao mesmo tempo, transformando o que na maioria das vezes é taxado como cansativo, em algo divertido e produtivo. Com várias funcionalidades para facilitar os estudos, o jogo conta com mais de 5 mil perguntas de exames enems anteriores, fazendo com que o aluno se adapte aos modelos das questões exigidas no mesmo. Também permite que o aluno escolha a área de conhecimento que deseja estudar, viabilizando que o aluno dê ênfase a área de conhecimento que têm mais dificuldade. Conforme o aluno usufrui do aplicativo, respondendo as perguntas, ganhando torneios e desafios, o jogo salva seu desempenho em seu perfil onde o próprio aluno pode mensurar seu progresso, identificando suas aptidões e dificuldades dando ênfase no que precisa ser revisado. O Enem Game pode ser acessado em qualquer lugar com internet e está disponível para todas as plataformas, celulares, tablets e computadores. Para jogar em seu navegador basta clicar no link abaixo. Enem Game Para baixa-lo é muito fácil! Em seu celular, acesse sua loja de aplicativos e procure pelo jogo Enem Game, em seguida clique em instalar. Esperamos que o Enem Game ajude você em sua jornada de estudos para o Enem, bons estudos!

Afinal, como escrevem os alunos que conquistam uma nota 1000 na redação do ENEM? Vamos analisar 6 das 55 redações nota 1000 do ENEM 2018, apontando os principais aspectos da construção textual, tendo em vista as competências verificadas pelo corretor. Esperamos que isso possa te ajudar e te mostrar que não se trata de nenhum bicho de sete cabeças. O ENEM bate à porta e você está, certamente, se preparando para a prova de redação e por isso vamos te ajudar! Talvez você esteja cansado ou cansada de ouvir sobre a importância da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e sente calafrios só de pensar em “introdução”, “desenvolvimento” e “conclusão”. Identificou-se com essa descrição? Nossa intenção neste texto é te mostrar, por meio da análise de redações nota 1000 do ENEM 2018, a razão de tamanha ênfase na questão de estruturação do texto, a forma como as estruturas se repetem e a maneira como diferentes alunos organizam as informações com as quais trabalham no decorrer da dissertação. Utilizaremos cada redação para destacar aspectos estruturais específicos, como uso de citação ou proposta de intervenção, por exemplo. Redação Nota 1000 Enem 2018: a análise Redação 1: Citação e introdução A redação ENEM 2018 teve como tema “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet“. Todo tema de redação é um recorte de algum assunto mais amplo. No caso, o tema amplo é a internet e o tema específico, sobre o qual o candidato deve redigir, é a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados. Quantas coisas você poderia falar sobre esse assunto? Quantas abordagens diferentes poderia fazer? Centenas. Não é possível falar sobre tudo acerca do tema proposto, é preciso fazer um recorte. Assim, o aluno faz um recorte do recorte e comunica ao leitor qual é o tema da redação e qual aspecto daquele tema será abordado. Essa é a TESE, que deve ser apresentada na introdução. André, autor do texto, opta por iniciar o texto com uma referência. Observe que ele faz uma citação indireta de Steve Jobs, um dado da bagagem cultural do aluno. Você não precisa se preocupar em decorar citações, transcrever palavra por palavra do que disse um autor. Preocupe-se em absorver a ideia de citações que pretende guardar consigo para um possível tema de redação. O corretor é orientado a não ficar checando as citações, pois isso demandaria um tempo que ele não tem. No entanto, ele possui experiência para perceber se aquela citação é condizente com o autor a que ela é atribuída e se está integrada ao contexto. O autor parte, então, de um aspecto amplo do tema, a tecnologia, afirmando que trouxe avanços incontestáveis para a sociedade. Para afunilar, e chegar à questão da manipulação de dados, ele estabelece um contraponto, introduzido pela conjunção adversativa “contudo” (“Contudo, os avanços tecnológicos não trouxeram apenas avanços à sociedade”). O mau uso da tecnologia é um tema abrangente, de modo que é preciso afunilar ainda mais, indicando ao leitor qual aspecto desse mau uso será abordado. O candidato faz isso ao citar a manipulação e apontar um agente dela (empresas) e uma razão pela qual ela é feita (potencializar a notoriedade dos produtos no ambiente virtual). Em poucos linhas, o autor sai de um leque amplo (a tecnologia), para enfim chegar ao que que abordará em sua dissertação: como o mau uso mencionado fere a liberdade e a privacidade dos indivíduos. Essa é a TESE. É sobre esse aspecto que a argumentação discorrerá: como, por quais razões e por quais meios a manipulação de dados fere a liberdade e privacidade dos indivíduos. Note também que o aluno argumenta de forma espelhada: o primeiro parágrafo argumentativo diz respeito à liberdade, primeiro termo mencionado na tese, enquanto o segundo parágrafo argumentativo discorre sobre a privacidade, segundo termo empregado na tese. Essa estrutura de introdução se repete na maior parte das redações que atingem notas altas. Não é a única opção de como iniciar um texto dissertativo-argumentativo, mas é a mais utilizada e rende bons resultados. Redação 2: Outra estrutura de introdução Vamos observar a introdução da redação nota 1000 escrita por Lívia de Alencar. Temos semelhanças com a redação anterior: uma citação, dessa vez de Habermas, a introdução do tema geral (os meios de comunicação) e o contraponto, introduzido pela conjunção “entretanto” (os meios de comunicação são fundamentais, entretanto, o meio virtual tem sido utilizado pela manipulação de dados). Até aqui, tudo parecido com a estrutura da redação anterior. A mudança ocorre na sequência, quando a candidata já insere, na introdução, duas possíveis causas para o problema (falta de políticas públicas e falta de consciência da população). Perceba que as causas do problema constituem a tese da autora (“essa realidade constitui um desafio a ser resolvido”) e serão, portanto, desenvolvidas na parte argumentativa, também de forma espelhada, respeitando a ordem em que são mencionadas no texto. Percebeu como essa introdução é diferente da outra, mas mantém aspectos básicos fundamentais, como a apresentação do tema para o leitor, o afunilamento e a proposição da tese? Redação 3: recursos argumentativos Leia a introdução desse texto e perceba como a autora repete a estrutura que já conhecemos. Agora, observaremos como ela constrói os dois parágrafos argumentativos e pontuar os recursos utilizados por ela para conferir coesão ao texto. Olharemos para o segundo e terceiro parágrafos do texto. A autora encerrou a introdução com a tese de que a tecnologia deixou de ser usada apenas para o bem coletivo, passou a ser empregada para a obtenção de vantagens individuais (por meio da manipulação de dados) e que é preciso analisar as causas desse fato. Perceba que, nessa redação, a candidata não especifica quais elementos abordará em seus parágrafos argumentativos, mas sabemos que ela deve nos mostrar causas para o problema que levantou. A primeira causa do problema já inicia o segundo parágrafo: a dificuldade de regulação dos sites. Para justificar a necessidade de regulação, a candidata emprega uma citação indireta (olha ela novamente aqui!) do filósofo Kant. Ainda
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