
Tudo bem para você receber sua mesada em criptomoeda, também chamadas de moeda virtual? Ficou meio em dúvida, não é? Depois de ler o artigo de hoje você vai entender se isso é bom ou ruim – as criptomoedas já estão transformando o sistema financeiro mundial (você precisa ir se acostumando…)
Leia os textos motivadores abaixo com atenção, e escolha os repertórios da nossa lista no final do artigo. Com base neles, escreva uma dissertação argumentativa para o Enem sobre o tema “Criptomoedas e a transformação do sistema financeiro global”.
Siga nossas dicas práticas sobre como fazer uma redação 1000 do Enem.
Volume de negociação de Bitcoin em bolsas online em vários países do mundo em 2020 (em milhões de dólares americanos)
traduzido livremente de: statista – bitcoin trading selected countries
O que são as criptomoedas
A criptomoeda representa uma forma de dinheiro que, ao contrário do dólar, euro ou real, não possui existência física, sendo apenas uma entidade digital.
Além disso, ela não é emitida por bancos e foge ao controle governamental, tendo seu valor determinado unicamente pela oferta e demanda do mercado. Portanto, constitui-se como um ativo completamente descentralizado.
O termo “cripto” é adotado porque as moedas digitais empregam criptografia e outros métodos matemáticos para garantir a segurança e a rapidez nas transações realizadas entre os usuários do sistema.
Ou seja, ela proporciona um nível de segurança semelhante ao encontrado em sistemas de armazenamento como o ultrafreezer.
Então podemos afirmar que qualquer moeda virtual que utilize a tecnologia blockchain é uma criptomoeda, sendo o Bitcoin, a primeira criptomoeda efetivamente lançada.
fonte: sensio – moedas digitais
Como a criptografia está remodelando as finanças e o mundo em geral
De acordo com Maxim Manturov. Chefe de Pesquisa de Investimento na Freedom Finance Europe, “A maior inovação que a fintech tem o potencial de trazer até 2030 envolve trazer soluções bancárias abrangentes para cerca de 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo que permanecem sem conta bancária. Esta inovação será impulsionada por uma infraestrutura financeira universal como transações sem fronteiras, e criptomoedas universalmente acessíveis podem ajudar os usuários a enviar e receber dinheiro com pouca ou nenhuma taxa associada ou com intermediários comandando uma parte da transação para si próprios.”
“Por exemplo, pense na inclusão financeira e nos agricultores de subsistência. Esta tecnologia poderia permitir que o agricultor ‘tokenizasse’ diretamente e vendesse alqueires digitais de qualquer colheita antecipadamente, diretamente a uma taxa de valor presente com desconto, recebesse dinheiro digital instantaneamente, usasse esse dinheiro para pagar suprimentos/sementes ou cobrir restrições de fluxo de caixa e, uma vez que as colheitas estejam prontas, os tokens de commodities podem ser resgatados pelas colheitas no nível micro”, acrescentou Grant Colhoun, CEO da Okanii.
traduzido livremente de fintech magazine – how crypto reshaping finance and world large
Criptomoedas: a nova ferramenta do crime financeiro no Brasil
Em relação a quais seriam as criptomoedas favoritas dos criminosos, existe uma certa complexidade por trás disso. As criptomoedas mais comercializadas no Brasil tendem a ser transacionadas em um blockchain, com certo grau de transparência. Com o Bitcoin, por exemplo, já é possível monitorar o movimento dos fundos. Portanto, o que os criminosos costumam fazer para contornar esse “problema” é usar inicialmente criptomoedas menos transparentes e depois convertê-las para as criptomoedas mais aceitas, pois assim é mais fácil transformá-la em moeda fiduciária. No crime de lavagem de dinheiro, por exemplo, bastante comum no Brasil, o processo de ocultação em criptomoedas implica, muitas vezes, em transferir o valor, sucessivamente, entre várias criptomoedas (todas elas com baixíssimo grau de transparência), até que a quantia seja finalmente convertida em alguma criptomoeda mais aceita no mercado, como o Bitcoin. Essa é uma forma de dificultar o processo de rastreamento da origem do dinheiro.
fonte: refinitiv – criptomoedas a nova ferramenta do crime financeiro no brasil
Características fundamentais de uma criptomoeda:
Digitais: diferente do dinheiro tradicional, as criptomoedas não existem fisicamente. Elas são digitais e protegidas por criptografia.
Descentralizadas: não são emitidas por governos ou instituições bancárias.
Coletivas: novas unidades são produzidas coletivamente por registros de transações pelos mineradores, aqueles que disponibilizam seus processadores para realizar e conferir transações, sendo remunerados por isso.
Segurança: cabe aos mineradores garantir a integridade e o balanço dos registros.
fonte: blog toroinvestimentos – principais criptomoedas
artigo –você precisa ler este artigo: ele mostra como as criptomoedas podem promover a inclusão financeira no mundo!
música – em se tratando de dinheiro, a música “Pecado Capital”, de Paulinho da Viola, é um ótimo repertório! Uma vez que, um de seus versos diz “Dinheiro na mão é vendaval”.
literatura – João Romão, de O cortiço (obra de Aluísio de Azevedo), você pode citá-lo em sua redação – porque ele era avarento e ganancioso, sem escrúpulos, e constrói o cortiço após receber de herança um mercadinho.
notícia – está sabendo dos fatos que abalaram o mercado de criptomoedas em 2023?
literatura – na obra Auto da Barca do Inferno , de Gil Vicente, havia um onzeneiro: profissão semelhante a um agiota, ou seja, alguém que cobra juros exorbitantes para emprestar dinheiro (o que é crime no Brasil).
vídeo – Quer entender o assunto “Criptomoedas”? Então aqui vai uma entrevista com Fernando Ulrich, conhecido influenciador de finanças, que promete explicar tudo do zero!
artigo – bitcoin é apenas um tipo de criptomoeda – aqui você pode ver os nomes das outras que existem no mercado.
vídeo – Gustavo Cerbasi é outro conhecido especialista em finanças, e neste vídeo ele mostra os riscos das criptomoedas (é bom para você ter ideias de propostas de intervenção).
Você acabou de saber o mais importante sobre as criptomoedas e a transformação do sistema financeiro global. E então? Como se sentiria vendo sua mesada se transformar em criptomoedas?
Bem, seja qual for sua resposta, ela vai ajudar a tornar sua argumentação na redação desta semana mais forte. Quer a sua redação corrigida de acordo com as competências do ENEM? Então clique aqui!
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br