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Difícil encontrar o amor perfeito, não é? Dá vontade até de usar um aplicativo de namoro virtual, aqueles famosos aplicativos de relacionamento…
Mmmm… mas será que é seguro?
É o que nossa equipe vai mostrar hoje, enquanto treina você para mais um tema do Enem!
Então, pegue papel e lápis e comece seu rascunho: escreva uma redação dissertativa-argumentativa (para o Enem) sobre o tema “Os perigos na utilização de aplicativos de relacionamento e as implicações para a segurança dos usuários”.
Os textos motivadores são impressionantes e vão lhe dar as ideias necessárias para seus argumentos. Inclua as propostas de intervenção e aproveite os recursos que estão mais abaixo.
Capriche!

fonte: folha pe – exposição da vida na internet alerta para golpes em apps
Idosa perde R$ 4,5 mil após ‘namorado online’ pedir dinheiro como prova de amor em MS
Uma idosa, de 61 anos, perdeu R$ 4,5 mil após o homem com quem se relacionava pedir para que a mesma depositasse o dinheiro como uma “prova de amor”.
Dessa forma, o crime aconteceu em Dourados, a 235 km de Campo Grande, e o suspeito que atendia pelo nome de Romulo ainda não foi encontrado.
Segundo o registro policial, a mulher procurou a polícia nessa segunda-feira (10), quase um mês depois de ter sofrido o golpe online.
Outrossim, a idosa contou que encontrou o golpista pelas redes sociais e desde o dia 13 de setembro os dois iniciaram um namoro virtual, ou seja, através de um aplicativo de mensagem.
fonte: g1 globo -idosa perde 45 mil reais após namorado online pedir dinheiro como prova de amor em ms
Relacionamentos virtuais que deram certo: a tecnologia a serviço do amor!
Rozangela Ortiz Nunes, 54 anos corretora e avaliadora de imóveis, e Antonio Celso Nunes,
51 anos, tecnólogo em edificações e qualidade na construção civil. ” Nos conhecemos no Tinder, em novembro de 2021. Incentivada por uma amiga, baixei o aplicativo e começamos a conversar no dia 10 de novembro e ficamos conversando até dia 29 de dezembro.
Além disso, foi quando ele veio do Rio Grande do Sul para passar o Ano Novo comigo, no Paraná. Desde então, nunca mais nos separamos. Nos apaixonamos e ele é o homem que sempre quis ter ao meu lado.
Se não fosse pelo Tinder não teria conhecido o amor da minha vida. No dia 7 de junho selamos a nossa união perante Deus e os homens. Foi um casamento com uma cerimônia simples, meus filhos e amigos estiveram conosco.
Em outubro iremos para o Rio Grande do Sul para uma festa que a nossa família está preparando para comemorarmos o casamento com muita animação, do jeito que o gaúcho gosta.
fonte: ideia delas – relacionamentos virtuais que deram certo a tecnologia a serviço do amor
O Golpista do Tinder se torna o documentário mais assistido da Netflix
De acordo com a plataforma de streaming, foram 166 milhões de horas assistidas nos primeiros 28 dias de lançamento, sendo 45,8 milhões somente nos primeiros quatro dias. Nesse sentido, na primeira semana, a produção já havia alcançado a marca de 64,7 milhões de horas assistidas.
(…)
Ademais, o Golpista do Tinder conta a história de um homem que aplicou um golpe milionário em diversas mulheres ao redor da Europa. Simon Leviev fingia ser um milionário do ramo dos diamantes e dizia ter muitos inimigos, por isso precisava de dinheiro emprestado para não ser localizado.
Ou seja O criminoso chegou a ser preso, mas hoje segue em liberdade.
fonte: canal tech – o golpista do tinder se torna o documentário mais assistido da netflix
Saiba como criminosos exploram o aspecto emocional das vítimas para aplicar golpes e extorsões
(…)
A psicóloga Joselaine de Barros também cita os traços de psicopatia dos golpistas.
— Eles são habilidosos, inteligentes, persuasivos e não sentem culpa, que é uma característica dos psicopatas.
Além disso, pode-se usar alguns nomes como estelionatário ou psicopata afetivo, que são comportamentos de quem visa ter poder, dinheiro ou ganho com uma relação.
— Essas pessoas não estão ali pelo amor ou pelo afeto, porque elas não se envolvem, elas são racionais e usam essa inteligência linguística para conseguir o que elas querem. No primeiro momento, são muito atenciosas, românticas, sempre muito disponíveis para o outro, e depois lá pelas tantas vai começar a mudar o discurso. Então estão “namorando” por um tempo com a vítima e com a viagem marcada para se conhecerem pessoalmente.
Aí a mãe do golpista vai adoecer, alguém vai morrer ou terá uma cirurgia grande pra fazer. Vai usar esse subterfúgio para comover a vítima falando que aconteceu uma urgência e não terá dinheiro para viajar e conhecer o “namorado” ou “namorada” pessoalmente. Nesse momento, a vítima paga pela viagem do interesse romântico, por exemplo — alerta a psicóloga.
legislação – além disso, conheça o Projeto de Lei que tenta evitar os golpes em apps de namoro, e aumentar a segurança do usuário (pode inspirar você na sua proposta de intervenção!)
notícia – por outro lado, com a palavra, Tinder, o principal app de relacionamento virtual – ele conta o que está fazendo para dar mais segurança aos usuários.
filme – Ademais, “ Quem você pensa que sou” é uma produção de 2019 em que uma mulher, desconfiada de seu marido, decide criar um perfil falso em uma rede social; será que o marido vai se envolver com o perfil falso? só assistindo para saber…
vídeo – também, nesta reportagem completa você encontra alertas das autoridades policiais e dicas para confirmar se um perfil é fake… dê uma olhada para ver se pode ser um repertório para sua redação.
documentário – “O golpista do Tinder” expõe o caso real das vítimas de Shimon Hayut, o cibercriminoso que foi citado num dos textos motivadores acima; assista e entenda como ele conseguiu enganar tantas mulheres!
novela – “Travessia” é uma produção da Rede Globo – na trama, uma adolescente se relaciona virtualmente com um pedófilo, que usa deepfake (vídeos recriados com Inteligência Artificial) para se passar por outra pessoa e obter o que deseja; repertório muito bom para sua redação!
estatística – conheça os números por trás do “golpe do Tinder”, nesta matéria da BBC Brasil.
vídeo – veja este relato de quem foi enganado por golpista num relacionamento virtual – exemplos assim enriquecem a redação!
vídeo – um repertório impactante: o depoimento de um “golpista do amor”, contando como age para atrair vítimas!
Ótimo você ter chegado até aqui: agora você sabe tudo sobre os perigos na utilização de aplicativos de relacionamento e as implicações para a segurança dos usuários.
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir