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Claro que dá vontade de denunciar comportamentos incorretos nas redes sociais! É só postar vídeos ou prints e pronto: a justiça é feita.
Quer dizer, às vezes dá muito errado… E é esse problema que virou tema de redação do Enem desta semana.
Alguns textos que você vai ver abaixo parecem fazer parte de uma revista de fofocas, mas não se engane: a coisa é bem séria. Leia-os e escreva uma dissertação argumentativa para o Enem.
Temos aqui o passo a passo para fazer uma estrutura bem organizada.
Role a tela e vai encontrar repertório suficiente para sua redação.
Twitter e abuso racista no futebol: como combater?
Na segunda-feira, Paul Pogba perdeu um pênalti do Manchester United contra o Wolves e a partida terminou empatada. Pouco depois, várias mensagens – algumas supostamente de torcedores do Manchester United – apareceram no Twitter abusando de Pogba. Usaram a palavra “n”, substituíram o rosto de Pogba nas fotografias pelo de um gorila e disseram-lhe para “voltar a vender bananas na Colômbia”.
Logo, os tweets foram divulgados pelos fãs do United e relatados ao Twitter. Na manhã seguinte, o United emitiu um comunicado condenando as mensagens: “Os indivíduos que expressaram estas opiniões não representam os valores do nosso grande clube”.
O que vai acontecer?
Embora alguns dos abusos tenham ocorrido em outras plataformas – Méïte, por exemplo, recebeu mensagens no Instagram – é o Twitter que se tornou o foco de mais críticas.
Desse modo, a empresa concordou em se reunir com a United, Kick it Out e “outras partes interessadas da sociedade civil” nas próximas semanas para discutir quais planos a empresa tem para tomar medidas mais proativas contra os racistas.
Traduzido livremente de the guardian – twitter racist abuse football tackled
Victor Cantillo, do Corinthians, tem traição exposta por DJ amante nas redes sociais
O jogador Victor Cantillo, volante do Corinthians, acabou tendo a exposição pública de um ato de traição nas redes sociais pela própria amante em questão.
Além disso, A DJ Monaliny Soares, com quem o colombiano acabou se envolvendo, realizou um vídeo de roupão na casa do atleta em São Paulo, expondo as fotos do atleta com a sua família.
Cantillo é casado Geraldine Pineda Herrera, também colombiana, com quem o jogador possui dois filhos. Nas filmagens, Monaliny ainda descreveu uma legenda em tom de deboche, sobre o ato. Ela descreveu: “E essa traição? (risos), Jogador do Corinthians, Cantillo, não se importou muito em me levar para a casa dele com tudo da esposa”.
fonte: terra – victor cantillo do corinthians tem traição exposta por dj amante nas redes sociais
Caso Rubiales: após suspensão da Fifa, dirigente espanhol que beijou jogadora à força perde salário e benefícios de R$ 4,8 milhões
Um vídeo filmado por alguém do público que acompanhava a cerimônia de premiação da seleção da Espanha campeã da Copa do Mundo, no último sábado, mostra um outro ângulo do momento em que o então presidente da federação de futebol do país, Luis Rubiales, segura a cabeça da jogadora Jenni Hermoso e dá um beijo na boca dela.
Nas novas imagens, é possível ver que, assim que a jogadora chega para cumprimentar o dirigente, ele se pendura nela enquanto dá um abraço, antes de se afastar ligeiramente, segurá-la pela cabeça e dar um beijo.
Nesta segunda-feira, os dirigentes das federações territoriais, convocados pelo presidente interino da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Pedro Rocha, pediram a demissão imediata de Rubiales, afastado de presidência da entidade após a repercussão do caso.
No sábado, o presidente do Comitê Disciplinar da FIFA, Jorge Ivan Palacio, anunciou a suspensão provisória de Rubiales de todas as atividades relacionadas ao futebol em âmbito nacional e internacional.
fonte: terra – victor cantillo do corinthians tem traição exposta por dj amante nas redes sociais
Entenda as consequências mentais do vazamento de imagens íntimas na internet
O avanço tecnológico,a grande oferta de possibilidades de ações e atividades nas redes sociais, principalmente em tempos de pandemia, vêm demonstrando que o número do compartilhamento de conteúdo íntimo (“nudes”), cresceu em mais de 50% nos últimos 2 anos, por exemplo.
Essa expressão é permitida na internet desde que haja o consentimento do outro. Sendo assim, é crime divulgar fotos ou vídeos íntimos de alguém sem a permissão e autorização dela. Além disso, essa exposição pode ser extremamente perigosa e trazer sérios danos emocionais para a vítima.
(…)
Infelizmente, o compartilhamento indevido de fotos ou vídeos pode levar a um adoecimento mental muito severo, ou seja, despertando sintomas característicos de ansiedade generalizada, depressão, alucinações, fobias intensas e, até mesmo, o suicídio.
Inclusive, muitos jovens já atentaram contra a própria vida por sofrerem essa violência e não serem capazes de lidar com os efeitos de uma exposição não consentida. Ou seja, podem ocorrer impactos psicológicos irreparáveis caso não haja uma intervenção e acompanhamento de um profissional de saúde mental, além do acolhimento de uma rede de apoio preparada e estruturada para amparar essas vítimas.
fonte: linkedin – entenda consequências mentais do vazamento de imagens andré ladislau
notícia – sem dúvida, você precisa saber do #exposedcariri: várias vítimas de abuso revelaram os casos de forma anônima na internet – saiba como foi tudo aqui.
legislação – as redes sociais ajudam a revelar e punir abusos, mas é preciso tomar cuidado porque a própria vítima pode se prejudicar em certos casos; este artigo conta um desses casos e é bem interessante para seu repertório.
notícia – veja o resultado de se divulgar um caso extraconjugal pelas redes sociais – este aconteceu no Amazonas, por exemplo.
legislação – n esse sentido, veja o que diz a Defensoria Pública do Ceará: há uma lei que proíbe divulgação de fotos íntimas (já ouviu falar da pornografia de vingança?)
filme – “Atleta A“ é um documentário sobre os abusos de Larry Nassar, médico da equipe de ginástica dos EUA, contra as atletas; neste caso os repórteres foram os que denunciaram os casos; mas é um repertório e tanto, sem dúvida!
vídeo – quando um vídeo com denúncia pode ser divulgado em rede social? será que o treinador Rubiales, da Espanha, poderia processar quem divulgou o vídeo que o fez perder o emprego? Aqui especialistas explicam.
Por fim, que ótimo que você levou a sério o tema! Com tantas notícias na mídia, o Enem bem que pode pedir o tema do poder das redes sociais na exposição de comportamentos polêmicos!
Leve a sério também a necessidade de ter sua redação bem corrigida, por um professor de verdade!
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir