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Sabe aquele seu medo de ficar sem celular? Você não está sozinho – o nome disso é nomofobia, e não é brincadeira não: cria problemas psicológicos e físicos. Como esse tema ainda não caiu na redação do Enem, saímos na frente para preparar você. Vai que… Pegue lápis e caderno e escreva uma redação no formato Enem: argumente sobre “o problema da nomofobia (vício em redes sociais) no cotidiano”. Aproveite o material escolhido a dedo pela nossa equipe para dar suas propostas de intervenção. Texto 1 Nomofobia: o medo de ficar sem o telefone Se você acha que tem nomofobia ou sente que está gastando muito tempo no telefone, há coisas que você pode fazer para gerenciar melhor o uso do dispositivo. Definir limites. Estabeleça regras para o uso do seu dispositivo pessoal. Isso pode significar evitar seu dispositivo móvel em determinados momentos do dia, como durante as refeições ou na hora de dormir. Encontrar um equilíbrio. Pode ser muito fácil usar o telefone para evitar o contato cara a cara com outras pessoas. Concentre-se em obter alguma interação pessoal com outras pessoas todos os dias. Fazer pausas curtas. Pode ser difícil quebrar o hábito do telefone celular, mas começar pequeno pode tornar a transição mais fácil. Comece fazendo pequenas coisas, como deixar o telefone em outro cômodo durante as refeições ou quando estiver envolvido em outra atividade. Encontrar outras maneiras de ocupar seu tempo. Se você achar que está usando o telefone excessivamente por tédio, tente procurar outras atividades para distraí-lo do dispositivo. Tente ler um livro, dar um passeio, praticar um esporte ou praticar um hobby de que goste. traduzido livremente de very well mind – nomophobia the fear of being without your phone. Texto 2 Principais sintomas da nomofobia fonte: seleções – nomofobia principais sintomas e tratamentos para o vício em celular Texto 3 Apaixonados por tecnologia ficam 48h sem celulares em ‘praia detox’ A viagem para a praia do detox digital, do início dessa reportagem, teve o mesmo objetivo: estimular o uso mais consciente e equilibrado da tecnologia. Depois dos celulares confiscados, cada um reagiu de um jeito. “Para te falar a verdade, eu não lembro de ter ficado tanto tempo sem celular”, assume José Gustavo Cal, publicitário “Eu estou com crise de riso nervoso, olha minha unha como é que tá, sem nada para fazer, eu estou estragando minha unha”, conta a supervisora comercial Sandra Resende. Todos da viagem achavam que faziam uso normal da tecnologia. Depois de um tempo sem o celular, começaram a refletir. “E fica ali (imitando estar no telefone), quando você vê, olha pra hora e diz: ‘Meu Deus! Já se passaram três horas, eu poderia ter andado de bicicleta, ter feito yoga, muitas coisas’”, conta Adriana Carvalho, atriz. “Toda hora você pega ele no bolso, olha para ver se alguém te mandou mensagem, passa 20 minutos, você olha ele outra vez. Aí ninguém te mandou mensagem e você já fica encucado: ‘Será que eu estou sem sinal? Por que ninguém me mandou mensagem tem 40 minutos já’”, diz Carlos Alberto, assistente financeiro. fonte: g1 globo – apaixonados por tecnologia ficam 48h sem celulares em praia detox Texto 4 Por que você não deve confundir ‘nomofobia’ com um vício real em smartphones O que torna a nomofobia um conceito tão atraente é que às vezes parece que a maioria de nós sofre disso. Os EUA estão tão conectados a dispositivos móveis que navegar na sociedade sem um pode ser um sério desafio. Quando foi a última vez que você pegou um mapa físico? Sabemos que a exposição constante aos nossos dispositivos pode atrapalhar nosso sono e influenciar a forma como dirigimos. Talvez isso signifique que toda a pesquisa sobre nomofobia está ligada a alguma coisa. Para muitas pessoas, isso pode ser assustador (a sociedade tem um problema real!) ou comprovado (se eu tiver, pelo menos é um fenômeno reconhecido!). Mas talvez o maior risco de todos esteja em decidir que a nomofobia representa uma condição médica real. Na verdade, dizem os críticos, toda a pesquisa sobre nomofobia obscurece o que é, em última análise, um processo natural e recorrente: a antiga luta que todas as sociedades tiveram para se adaptar às novas tecnologias.fonte: washington post – why you shouldnt confuse nomophobia with an actual addiction to smartphones Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O problema da nomofobia (vício em redes sociais) no cotidiano” vídeo – Ana Beatriz Barbosa é uma conhecida psiquiatra e nada melhor que uma médica dessa área para explicar o mal que a nomofobia pode fazer na nossa saúde. novela – “Travessia”, da Rede Globo, tem alguns temas centrais, e a nomofobia é um deles – a novela está no ar em 2023! estatística – nada como números para você incluir na sua redação do Enem, e aqui você encontra vários de uma pesquisa com quem tem nomofobia. caso real – bem interessante este relato de um jovem que ficou sem celular por 7 dias! sim, ele sobreviveu e conta aqui como se sentiu. artigo – “efeito google”, “invisibilidade social”, “síndrome do toque fantasma”… você precisa conhecer esses termos ligados à nomofobia (e descobrir se já passa por algum desses sintomas) – leia aqui. vídeo – neste debate da TV Câmara, você tem muitos repertórios para sua redação, e vai ver como até o governo está preocupado com a nomofobia. filme – boa parte dos que sofrem de nomofobia se sentem dependentes de ver as postagens em redes sociais; o filme “O dilema das redes sociais”, de 2020, é sobre esse problema, e é um ótimo repertório para sua redação. artigo – se você está pensando que é só desconectar-se da internet para acabar com sua dependência do celular, pode estar totalmente enganado; veja o que diz a professora de psicologia da USP, Henriette Morato. casos reais – conheça alguns casos impressionantes de quem não está conseguindo viver sem o celular na mão! artigo – se você não tem ideia para sua proposta de intervenção, inspire-se no

Será que dá para reduzir o estresse pré-vestibular? Opa, claro que dá! E tem várias formas de se fazer isso – segue a gente! Primeiro, lembre-se de que um pouco de nervosismo antes de uma prova – ainda mais um vestibular! – é normal e pode significar que você está com foco total nela. Sentir pressão pré-vestibular pode afetar qualquer pessoa, mesmo quem já tem formação superior e vai tentar novo vestibular, e o que os alunos nos relatam é o seguinte: O que não pode é deixar que a ansiedade pré-vestibular vire insegurança e preocupação e você vá mal na prova! As melhores estratégias para reduzir a ansiedade antes da prova (e ainda aumentar seu desempenho na hora H) são aplicadas exatamente na etapa de revisão. 1. Comece cedo sua revisão Sugerimos começar a revisão 6 semanas antes dos exames. Lembre-se de que a revisão é só revisão mesmo – repasse rapidamente o que aprendeu, e não tente aprender nada novo neste momento. Se por acaso houver menos de 6 semanas até a prova de vestibular, seja realista e revise só o que der. Seus professores podem te dar dicas do que cai mais, e assim você não se tornará ansioso. 2. Revise com foco Todo mundo parece saber, mas nós vemos que na prática os alunos revisam da forma errada e quando percebem que estão perdendo tempo… lá vem a ansiedade! Faça assim para não errar: Por falar em cansaço, quanto mais descansado você estiver, menos chances de ficar ansioso para o vestibular. Então fazer revisão para pré-vestibular tem que ser uma etapa tranquila (o que não deu para estudar, paciência, foque no que você aprendeu). 3. Use corretamente seu tempo na revisão Não exagere no número de horas diárias de estudo. Siga a sequência: 4. Mantenha-se saudável durante a revisão Conforme os alunos focam na reta final dos vestibulares, eles se esquecem de se alimentarem bem e de cuidarem da saúde em geral. Não podíamos deixar dicas de saúde nessa hora – vemos muitos alunos simplesmente “desabando” dias antes do vestibular e até perdendo o ano! Você pode evitar viver esse drama da ansiedade antes das provas fazendo isto: Você se alimenta de pacotinhos de bolacha recheada com refrigerante (para “não perder tempo de estudo”)? Compare com a alimentação de quem tem a ansiedade antes da prova sob controle: 5. Saiba quando parar de revisar a matéria Você estuda melhor de manhã, à tarde ou à noite? Não faz diferença: escolha o melhor horário para você, apenas dê um tempo depois de estudar para ir dormir, se preferir estudar à noite. A noite da véspera de sua prova é um momento em que a ansiedade pode atacar severamente… Parece que todo aluno sonha que chegou atrasado e encontrou o portão fechado… ou esqueceu o RG em casa no dia da prova de vestibular! Então mesmo que tenha se mantido calmo durante a revisão, é preciso cuidar para não entrar em pânico na noite anterior: Conclusão Essas são as 5 dicas para lidar com a pressão pré-vestibular que funcionam melhor – vão te ajudar certamente. Nós somos especializados em corrigir redações e temos as melhores dicas da web, mas também queremos ver seu nome na lista de aprovados!

Está na mídia, você viu? Abuso contra a mulher no BBB, e de novo a discussão do que é ou não abuso. Então, vamos aproveitar o ensejo para preparar você no caso de este tema cair na redação do Enem. Logo abaixo você encontra informação sobre o tema “o abuso e violência contra a mulher”, e gostaríamos que escrevesse uma dissertação argumentativa usando esse material. Como você já sabe, a inclusão da proposta de intervenção é importante para a produção textual. Vamos em frente. Texto 1 fonte: g1 globo – casos de importunação sexual contra a mulher aumentam 36 % em um ano em mato grosso Texto 2 MC Guimê e Cara de Sapato investigados por importunação sexual: entenda o que diz a lei e qual a pena para o crime Em 2018, sanciona-se a Lei de 2018 após forte repercussão de casos de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres no transporte público. Tipificação penal inclui desde o famoso ‘beijo roubado’ até toques inapropriados. Os participantes do “BBB 23” MC Guimê e Antônio Cara de Sapato foram eliminados do programa por violarem as regras do reality show e são investigados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por importunação sexual. Além disso, esse tipo de crime pode incluir desde o famoso “beijo roubado” até toques inapropriados, sem a permissão da pessoa envolvida (entenda mais abaixo). Dentro da casa do BBB, durante uma festa, MC Guimê passou a mão no corpo da mexicana Dania Mendez sem o consentimento dela. Cara de Sapato deu um beijo e fez contatos físicos forçados na participante, que é uma convidada recém-chegada de um reality show no México. A polícia ainda deverá ouvir os envolvidos e analisar imagens para saber se houve crime. Dania Mendez afirmou no Confessionário não ter se sentido incomodada com as atitudes de Guimê e Sapato. “Não vi nada, [foi] normal”, disse. Mas a produção do programa considerou que eles passaram dos limites. fonte: g1 globo – mc guime e cara de sapato investigados por importunação sexual entenda o que diz a lei e qual a pena para o crime (adaptado) Texto 3 Não é não: saiba o que é importunação sexual e assédio sexual, e o que fazer se você for vítima As cenas do lutador Cara de Sapato e MC Guimê cercando, imobilizando e tocando a modelo mexicana Dania Mendez sem aviso e sem consentimento pautou não só a expulsão dos dois participantes do Big Brother Brasil 23 na noite dessa quinta-feira (16/3). Trouxe à tona o ainda necessário debate sobre o quão vulnerável é o corpo da mulher diante da estrutura do machismo. O que aconteceu tem nome: é reconhecido no ordenamento jurídico brasileiro como importunação sexual, ou seja, “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou de terceiro”. Portanto, trata-se de uma prática criminosa incluída há cerca de cinco anos no Código Penal pela Lei nº 13.718, se condenado, o agressor pode pegar de um a cinco anos de prisão. Trocando em miúdos: não é não Se a vítima disser que não quer, nada pode acontecer. Mesmo que não se objetive ao ato sexual. “Na importunação, não há violência nem grave ameaça. É aquele apalpar, é aquele beijo forçado, é passar a mão, como aconteceu no BBB. Não houve violência física, mas houve o cometimento de atos sem o consentimento da mulher”, afirma a titular do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (Nudem) da DPCE, defensora Noêmia Landim. Então… O ter ou não violência é, inclusive, a principal diferença entre importunação sexual e estupro. “No estupro, tem violência. O ato é forçado. O agente criminoso vai, através da força, impor o ato. Ou força isso através de ameaça grave: “ou você faz ou você morre”. O assédio também envolve relações de trabalho, onde existe uma hierarquia. Mas mesmo que não haja hierarquia pode haver assédio”, detalha a defensora.fonte: defensoria ce – não é não saiba o que é importunação sexual e assédio (adaptado) Texto 4 fonte: tjdft jus – violência psicológica contra a mulher Texto 5 Tanto a proteção das vítimas quanto a punição dos agressores são importantes no combate à violência. Mas isso não é suficiente, principalmente porque a violência doméstica e familiar contra as mulheres é um problema estrutural, ou seja, ocorre com frequência em todos os estratos sociais, obedecendo a uma lógica de agressões que já são mapeadas pelo ciclo da violência. Então, daí surge a necessidade também de ações sequenciadas para o enfrentamento da violência de gênero, tais como inserir essa discussão nos currículos escolares de maneira multidisciplinar; criar políticas públicas com medidas integradas de prevenção; promover pesquisas para gerar estatísticas e possibilitar uma sistematização de dados em âmbito nacional; realizar campanhas educativas para a sociedade em geral (empresas, instituições públicas, órgãos governamentais, ONGs etc.); e difundir a Lei Maria da Penha e outros instrumentos de proteção dos direitos humanos das mulheres. (…) A violência sofrida pela mulher é um problema social e público na medida em que impacta a economia do País e absorve recursos e esforços substanciais tanto do Estado quanto do setor privado: aposentadorias precoces, pensões por morte, auxílios-doença, afastamentos do trabalho, consultas médicas, internações etc. De acordo com o § 2º do art. 3º da Lei Maria da Penha, é de responsabilidade da família, da sociedade e do poder público assegurar às mulheres o exercício dos “direitos à vida, à segurança, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. Além disso, desde 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei Maria da Penha é passível de ser aplicada mesmo sem queixa da vítima, o que significa que qualquer pessoa pode fazer a denúncia contra o agressor, inclusive de forma anônima. Achar que o companheiro da vítima “sabe o que está fazendo” é ser condescendente e legitimar a violência num contexto cultural machista e

Notícias sobre desastres causados pela falta de cuidado com o meio ambiente não são novidade. Então, apostamos que o Enem poderia pedir uma redação sobre o tema. Mas como é tema muito extenso, decidimos discutir só as consequências (que já são problema suficiente) – continue lendo. Imagine-se no dia da prova de redação do Enem: você bate o olho na prova e lê o tema: “Consequências dos desastres ambientais na sociedade”. Pois é esse o tema para esta semana: fale sobre os impactos desses desastres e dê soluções possíveis. Os textos que deixamos abaixo têm muita coisa boa para usar! Texto 1 Vazamento radioativo pelo ar Ocorrido em Goiânia, no Brasil, em 1987. Na ocasião, o dono de um ferro-velho encontrou 19 gramas de um pó branco com uma luz azulada dentro de um aparelho antigo de radioterapia. Então, por sua beleza, e acreditando ser algo precioso, ele mostrou para sua família e amigos. O problema é que a substância em questão era cloreto de césio, causando efeitos colaterais nos envolvidos como vômitos e tontura e, consequentemente, quatro mortes. Até hoje, cerca de 120 pessoas foram contaminadas e outras mil continuam a serem monitoradas. Incêndio em Cubatão Em 1984, um erro humano causou 700 mil litros de gasolina vazados de um oleoduto da Petrobras e iniciou um dos maiores incêndios no Brasil, ocorridos na favela Vila Socó, em Cubatão, município de São Paulo. Com o acidente, portanto, estima-se que na época 500 pessoas perderam a vida, a maioria delas crianças. Apenas 86 corpos foram encontrados, tendo sido os outros completamente eliminados pelas chamas, que chegaram a atingir a temperatura de 1.000 °C. fonte: ecoresponse (adaptado). Texto 2 Quais as consequências do óleo nas praias do Nordeste? Resultados científicos recentemente publicados, mostraram que os hidrocarbonetos leves que normalmente se volatizam rapidamente ainda estavam presentes no óleo, porque ele permaneceu submerso até encostar no litoral, o que aumenta seus efeitos negativos para os organismos e ecossistemas costeiros. Por isso isso significa que as manchas de óleo que chegaram na nossa praia além da difícil remoção, devido ao seu aspecto de piche, tinham uma maior capacidade de contaminação para os organismos marinhos e para pessoas que tiveram contato direto com o petróleo. Os levantamentos realizados até agora mostraram que estuários, manguezais e campos de gramas marinhas sofreram o maior impacto. Um total de 27 espécies costeiras ameaçadas ocorrem dentro da área atingida. Aproximadamente 870.000 pessoas, trabalhadores na pesca artesanal e no turismo local, foram afetados pelo derramamento de óleo. fonte: oceanoparaleigos (adaptado) Texto 3 fonte: Câmara Legislativa Texto 4 “O rompimento da barragem do Fundão liberou o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas de resíduos. A mistura, que era composta, segundo a Samarco, por óxido de ferro, água e muita lama, não era tóxica, mas capaz de provocar muitos danos. (…) A liberação da lama provocou a pavimentação de uma grande área. Isso acontece porque a lama seca e forma uma espécie de cimento, onde nada cresce. Vale destacar, no entanto, que, em razão da grande quantidade de resíduos, a secagem completa do material poderá demorar anos. Enquanto isso, nada também poderá ser construído no local. Além disso, o material não contém matéria orgânica, sendo, portanto, infértil. (…) Impactos do acidente de Mariana em números De acordo com o Governo Federal, o acidente afetou: Texto 5 5 impactos sociais causados pelo desmatamento 1. Conflitos sociais Quantas vezes vemos notícias de enfrentamento entre madeireiros e agricultores ou indígenas? Não são somente líderes indígenas e pequenos agricultores que sofrem os efeitos desses conflitos, pois se estendem, muitas vezes, a pessoas ligadas à defesa do meio ambiente. 2. Genocídio de povos indígenas A violência decorrente dos conflitos sociais por causa do avanço do desmatamento impacta fortemente a questão da demarcação de terras indígenas. Portanto, aqui, podemos identificar dois problemas sociais: o genocídio (extermínio deliberado de uma comunidade) de indígenas e o fator cultural, considerando a ligação ritualística e social que esses povos têm com o local onde vivem. fonte:blog mackenzie (adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Consequências dos desastres ambientais na sociedade” música – Xote Ecológico, de Luiz Gonzaga, é uma música animada que fala sobre a destruição dos recursos naturais do planeta e seu impacto. informativo do Governo – você precisa conhecer todos os tipos de desastres ambientais (tem mais do que você pensa!), e estão nesta matéria do Governo Federal vídeo – Este é o primeiro de 3 videos produzidos pelo Instituto de Biologia da USP sobre as consequências das queimadas na Amazônia e no Pantanal; muito repertório de gente que entende do assunto. livro – se você se interessa em ir mais a fundo no caso do rompimento da barragem de Mariana, este e-book gratuito tem tudo – foi organizado pela UFMG. documentário – Uma Verdade Inconveniente é um documentário muito conhecido, para educar os cidadãos do mundo acerca do aquecimento global estatística – descobrimos este estudo cheio de números sobre as inundações no Brasil para o Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. música – Terra, de Caetano Veloso, é canção muito bela, que fala do nosso planeta. notícia – cite em sua redação esta notícia recente sobre uma forma de punir empresas que destroem o ambiente. vídeo – falta conteúdo para sua redação? não falta mais! aqui estão muitas consequências das queimadas, obtidas num debate da Câmara dos Deputados. vídeo – falando de consequências de desastres ambientais, precisamos saber como a lei aplica punições aos infratores – repertório fundamental neste vídeo do CIEE. artigo – repertório sobre os impactos da mineração sobre o meio ambiente, no Jornal da USP. Material fantástico o que a gente reuniu sobre as consequências dos desastres ambientais na sociedade, não acha? Com ele vai ser mais fácil fazer uma redação 1000 – mas deixa nossa equipe corrigir sua redação enquanto é tempo!

Conversando com nossos corretores, resolvemos fazer uma lista com coisas que geralmente os alunos esquecem de fazer na redação. Eles até sabem que têm que fazer, mas é tanta coisa para lembrar… Antes de passar à lista, queremos lembrar que reler a redação com atenção total depois de finalizar o rascunho é fun-da-men-tal. Bem, vamos à lista. 1. Relacionar tese com argumentos na hora de fazer a redação Sim, claro, você já deve ter aprendido que tese e argumentos andam juntos mas… muitas vezes vemos redações com argumentos que não combinam com a tese. Isso acontece quando o aluno quer de todo jeito usar um argumento específico – algum argumento decorado previamente, por exemplo. Ao reler, pense assim “meus argumentos estão justificando minha tese? Ou tem algum argumento aqui que não tem a ver com ela?”. 2. Avisar mudança na linha de raciocínio Acontece de o aluno começar a falar de algo contrastante com o que foi dito antes, algo que muda o raciocínio, sem avisar o leitor. Por exemplo, veja este trecho entre dois parágrafos de uma redação de aluno: “… Os meios de comunicação enfrentam o drama da censura do politicamente correto. Palavrões, piadas com minorias e a discussão de temas polêmicos são evitados, pois, quando abordados, são alvo de rejeição e vaia do grande público. A reação negativa geral do brasileiro à relação homoafetiva entre duas idosas em uma novela global ilustra bem tal realidade, por exemplo. O brasileiro apresenta inúmeras atitudes condenáveis e contrastantes ao seu discurso polido. Basta ver as piadinhas sobre minorias ou pessoas com deficiência que fazem sucesso e arrastam multidões aos shows de stand up.Observe que o segundo parágrafo é um contraste, uma ideia oposta àquela que estava no parágrafo anterior! Era preciso “avisar” o leitor dessa mudança na linha de raciocínio! E usar conectivo é uma forma de avisar o leitor: se o parágrafo 2 começasse com um “Entretanto” ficaria perfeito! 3. Conferir a sequência dos parágrafos Pois é, os parágrafos têm uma sequência correta. E só uma! Uma coisa tem que levar à outra naturalmente. Pense assim: você cortou os parágrafos de sua redação e entregou para outra pessoa remontá-la. Será que ele vai conseguir remontar na ordem que você queria? Se sua sequência estiver perfeita, ele vai conseguir sim! Se você acha que ele não vai conseguir, é porque alguma coisa na ligação entre os parágrafos não vai bem: os conectivos e as ideias em si, principalmente. 4. Diferenciar sua tese de um fato Na hora que você escreve sua tese, pode passar despercebido que ela não é bem uma tese, e sim um fato! Observe bem isso, porque teses são fundamentais numa dissertação argumentativa. Se você tiver escrito um fato apenas, sua redação ficará com jeito de dissertação expositiva. 5. Citar repertórios só se tiverem tudo a ver com seu argumento (Enem) Lembre-se disso: não vale a pena citar frases que tenham a ver com o assunto da redação, se elas não tiverem relação com seu argumento. Além de não ajudar na argumentação, pode afetar irremediavelmente essa argumentação. Se você decora frases e outros repertórios, vá com calma na hora de usá-los. 6. Seguir o direcionamento que a proposta pede para o tema Pois é, o tema é uma coisa central, mas sempre existe um direcionamento dentro dele, quer dizer, algum aspecto do tema que será o centro do tema. O que nossos corretores têm notado é que muitos alunos apenas focam no tema em si, e ignoram outros detalhes pedidos – ignoram até os textos fornecidos! O risco nessa hora é de tangenciar o tema. 7. Explicitar um conceito da proposta Em algumas propostas o assunto gira em torno de um conceito. Por exemplo, numa das propostas que já caíram na Fuvest, havia o conceito de “estar fora de ordem”. O que significa “estar fora de ordem”? Ora, para responder era preciso pensar no conceito de “ordem” – o que é ordem? Ir direto para o rascunho sem definir o conceito pode levar a uma redação obscura, fora de foco. 8. Dar exemplos, fazer comparações, enumerar Este item fala de “ser claro”, “ser didático”. Você até pode escrever sua redação baseada em teorias, mas nós não aconselhamos… Como a redação de vestibular tem que ser objetiva e direta, o melhor é fazer como seus professores: dar exemplos, algo concreto, quase visual. 9. Detectar repetições desnecessárias Os alunos morrem de medo de repetir palavras na redação, mas acabam deixando passar várias repetições desnecessárias e se preocupando em eliminar as que são necessárias… Veja: repetição é parte da coesão, é preciso repetir palavras, senão o leitor se perde. Mas existem palavras que não precisam ser repetidas – é a repetição desnecessária. Uma das palavras mais repetidas pelos alunos e que eles não percebem é “pessoas”. Veja só este trecho de um aluno: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitas pessoas não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. As pessoas estão acostumadas a julgar outras pessoas…” Olha como seria fácil acabar com essa repetição tão ruim: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitos não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. Eles estão acostumados a julgar os outros…” 10. Recuar a primeira linha de cada parágrafo Parece mesmo uma coisa que não tem importância, mas sua nota pode cair muito sem recuos de parágrafo. O parágrafo começa sempre com um recuo. Mas é recuo mesmo, ok? Cerca de 1,5 cm. Recuos muito pequenos deixam os corretores em dúvida se aquilo é apenas uma irregularidade da escrita à mão, ou se é mesmo um parágrafo novo que está começando (nossos corretores que o digam!). E pode ter certeza: falta de recuo afeta seriamente sua nota de redação. Foi uma ótima lista, e quando tivermos mais dicas de coisas que você não pode esquecer de fazer na redação, postamos novo artigo, tudo bem? Nada melhor que professores para ajudarem você a melhorarem sua redação mais rápido

Sua redação desta semana para o Enem será sobre um problema de saúde com implicações seríssimas para toda a sociedade: a depressão. Desde famosos, como Jim Carrey e Adele, até alguém do seu lado, a “doença do século” atinge a todos democraticamente… Então, como escrever sobre esse assunto na prova de redação? Vamos mostrar! Primeiro, você vai ler os melhores textos sobre o tema e analisar os repertórios que vão ajudar a entender as causas, os sintomas e possíveis soluções para a depressão. Está tudo aqui abaixo. Depois, escreva uma dissertação argumentativa sobre o tema “O combate à depressão na sociedade”. Lembre-se de caprichar na proposta de intervenção. Texto 1 Precisamos falar sobre a depressão [entrevista do Hospital Einstein com o Dr. Alfredo Maluf Neto] As pessoas confundem tristeza e depressão. Qual a diferença? A tristeza faz parte dos nossos sentimentos e emoções. É “normal” passarmos por momentos ou algum período de tristeza, por exemplo, quando sofremos perdas ou frustrações. Quando o grau de sofrimento é grande e começa haver prejuízo na nossa capacidade funcional, aí, então, começamos a pensar em um quadro patológico. A depressão é uma doença psiquiátrica cuja alteração principal é o humor ou afeto deprimido e, geralmente, acompanhada por alterações das atividades e com outros sintomas secundários, facilmente compreendidos no contexto das alterações. Como identificar o comportamento de um deprimido? Quais são os principais sintomas? O humor (tristeza) está presente na maior parte do tempo, acompanhado de redução da energia e diminuição da atividade. Além disso, ocorre também redução da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante. Por isso, observa-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite, diminuição da autoestima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade. fonte: einstein – dr alfredo maluf neto(adaptado) Texto 2 fonte: ama fresp – depressão como entender e vencer um dos principais problemas de saúde da atualidade Texto 3 DEPRESSÃO CAUSAS Genética: estudos com famílias, gêmeos e adotados indicam a existência de um componente genético. Portanto, estima-se que esse componente represente 40% da suscetibilidade para desenvolver a depressão; Bioquímica cerebral: há evidências de deficiência de substâncias cerebrais, chamadas neurotransmissores, por exemplo a Noradrenalina, Serotonina e Dopamina que estão envolvidos na regulação da atividade motora, do apetite, do sono e do humor; Eventos vitais: eventos estressantes podem desencadear episódios depressivos, principalmente, naqueles que têm uma predisposição genética a desenvolver a doença. FATORES DE RISCO fonte: gov saúde de a a z – depressão (adaptado) Texto 4 Como impedir que as redes sociais impactam negativamente sua saúde mental Use a rede social só para se conectar A mídia social permite que você se conecte em qualquer lugar e a qualquer hora. Então, esta é uma grande vantagem, especialmente, se você estiver longe de pessoas de quem gosta ou tiver dificuldades em sair de casa. No entanto, a pesquisa mostra que as pessoas que navegam ou navegam nas redes sociais passivamente experimentam mais sintomas de depressão do que as que postam ativamente ou interagem com outras pessoas. Portanto, se você estiver usando a rede social para se sentir conectado, role menos a tela! Em vez disso, poste mais, marque pessoas, converse com pessoas que você conhece no mundo offline ou conheça novas pessoas online. Além disso, muitas pessoas encontram colegas que compartilham problemas de saúde mental nas redes sociais. São pessoas que têm experiências semelhantes com esses problemas, o maior anonimato da mídia social pode ajudar alguns a falar mais livremente, permitindo, assim, que compartilhem e se conectem com amigos e comunidades online que entendem. traduzido livremente de sane – stop social media negatively impacting your mental health (adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O combate à depressão na sociedade” notícia – veja o que a USP está estudando para tratar depressão sem usar remédios. informativo – sabia que crianças também têm depressão? entenda quais os sintomas no blog do Instituto de Psiquiatria do Paraná – você pode precisar ajudar alguém! filme – “As Vantagens de Ser Invisível”, é um drama de 2012, em que um garoto de 15 anos vai para o colégio enquanto se recupera de uma depressão, que lhe levou a tentar suicídio e perder seu único amigo; no colégio ele começa a recuperar. vídeo – o Dr. Drauzio Varella mostra a diferença entre depressão e tristeza e dá dicas para superar a depressão. livro – Depressão não é fraqueza: Como reconhecer prevenir e enfrentar a doença mais incapacitante do cérebro – esse é o livro do Dr. Leandro Teles, que mostra como enfrentar o preconceito e pedir ajuda. informativo – já ouviu falar da depressão sorridente? pois é, ela existe! saiba aqui quais os sintomas. livro – O demônio do meio-dia: Uma anatomia da depressão, é escrito por Solomon, Andrew, e quem lê gosta: ele conta relatos de depressão com superação! filme – “Gente como a Gente” é um drama de 1980, em que um dos filhos da família Jarrett morre num acidente; o irmão se sente responsável pelo ocorrido, tentando, assim, o suicídio e vai para tratamento psiquiátrico. música – “AmarElo”, música de Emicida, fala de depressão – a letra é boa para usar como repertório. entrevista – imperdível esta matéria com o professor Christian Dunker, psicólogo e professor da USP: ele mostra com muitos detalhes como foi que nossa era se tornou a mais depressiva. reportagem – veja neste vídeo como exercícios podem ser até mais eficientes contra a depressão que medicamentos! relato – Tina conta como foi a vida dela quando entrou em depressão aos 15 anos, e veja como se sente alguém assim. Apostamos que você gostou do tema e ficou mais alerta para o combate à depressão na sociedade. Sem falar que, se o tema cair no Enem, você já tem todos os repertórios necessários, certo? Já estamos recebendo redações de outros alunos para corrigirmos – quando você vai enviar a sua?

Vai prestar Fuvest 2024? O tempo para se preparar foi reduzido, está sabendo?! Sim: pela primeira vez as duas fases da Fuvest serão realizadas em 2023. Mas é claro que vamos explicar tudo para você se planejar – siga em frente! Vamos ver primeiro as datas – o calendário – da Fuvest 2023. Calendário da Fuvest 2024 Estamos escrevendo este artigo em março de 2023, então, se você começar a estudar a matéria AGORA, terá 8 meses pela frente até a prova. São 8 meses para rever toda a matéria do ensino médio. (Isso considerando que você não vai tirar férias em julho, ein!) E tem mais dois detalhes: Por falar em livros obrigatórios, estão aqui abaixo, e tem algumas modificações em relação a 2023. Leituras obrigatórias para a Fuvest 2024 1) Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga 2) Quincas Borba – Machado de Assis 3) Angústia – Graciliano Ramos 4) Alguma Poesia – Carlos Drummond de Andrade 5) Mensagem – Fernando Pessoa 6) Nós matamos o cão tinhoso! – Luís Bernardo Honwana 7) Campo Geral – Guimarães Rosa 8) Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles9) Dois irmãos – Milton Hatoum Você vai se sentir tentado a ler apenas os resumos deles, devido ao pouco tempo, nós sabemos… Mas leia pelo menos alguns livros, porque a prova da Fuvest faz perguntas que só quem lê os livros sabe responder. Agora vamos à parte que mais interessa para a gente: a temida redação da Fuvest! Como se preparar para a redação da Fuvest 2024 A Fuvest tem pedido nas últimas décadas uma redação argumentativa, então tudo indica que continuará sendo esse o tipo de redação para 2024. Supondo que você passe da primeira fase (estamos cruzando os dedinhos!), fará a prova de redação em dezembro de 2023. A redação Fuvest é para quem treina de verdade e é assim que deve se preparar: Nossos corretores têm alguns alertas para você, baseados nas falhas mais comuns que têm encontrado nas redações que chegam aqui: Esta será sua primeira vez com a Fuvest? Continue com a gente e vamos ver o que já caiu na redação da Fuvest. As últimas propostas de redação da Fuvest Redação Fuvest 2023 No momento em que estamos escrevendo este artigo, a Fuvest ainda não liberou a prova digitalizada de 2023. Mas temos o tema: “Refugiados ambientais e vulnerabilidade social”. Como você vê, foi um tema de cunho social. Redação Fuvest 2022 “As diferentes faces do riso” – esse foi o tema no ano de 2022. Foram fornecidos 5 textos, sendo um deles uma imagem, e brevemente se pedia uma dissertação sobre o tema. O caminho mais natural para o candidato seria mostrar a relação entre o riso – seus vários tipos – e a convivência social, ou o comportamento humano. Redação Fuvest 2021 O tema desse ano foi “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”, e para a redação foram fornecidos 5 textos, sendo um deles uma imagem. Havia poema, música, texto jornalístico e texto de livro (ensaio). Outro tema bem atual, mas com um aspecto fundamental que é a decifração do conceito de “estar fora de ordem”. O que significa essa “ordem”? Redação Fuvest 2020 “O papel da ciência no mundo contemporâneo” – era este o tema de 2020. Havia 5 textos, incluindo uma música e uma tirinha em quadrinhos. O candidato estava livre para mostrar qual seria a utilidade das várias ciências no mundo em que vivemos. Redação Fuvest 2019 O tema foi “De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?” Havia novamente 5 textos, sendo um poema e uma imagem dois desses textos. Um típico tema da Fuvest, que leva o candidato a filosofar sobre algum fato da vida humana! Siga essas dicas com os livros, o calendário e detalhes da redação Fuvest 2024 para começar a se preparar já! Pode enviar sua redação para nossa equipe corrigir e foque nas outras matérias!

Tivemos uma mulher presidente, temos muitas mulheres parlamentares, e por todo o Brasil elas são prefeitas e governadoras. Mas ainda são minoria. Por quê? É uma questão que transformamos numa proposta de redação para o Enem – role a tela e treine-o! Um tema instigante – assim é que nossa equipe de professores classificou a questão da sub-representação feminina na política. Sim, o machismo na sociedade pode explicar o fato, mas descobrimos outras possíveis razões. Elas estão nos textos abaixo e com base neles você deve escrever uma dissertação argumentativa sobre o tema “a sub-representação feminina na política”. Estamos curiosos para saber quais as propostas de intervenção que você daria… envie sua redação para nossos corretores lerem! TEXTO 1 Pesquisa revela perfil e atuação das mulheres na política A matemática é simples: quanto mais mulheres na política, mais avançam projetos e demandas femininas. Atualmente, representando apenas 9% da Câmara dos Deputados, as mulheres parlamentares ainda convivem com uma divisão sexual do trabalho político. Enquanto homens participam de pautas consideradas mais relevantes pelos políticos, como tributação, economia e divisão de poderes, elas são alocadas em temas como educação, saúde e cidadania. Essa foi uma das conclusões do mestrado defendido pela cientista política Beatriz Rodrigues Sanchez no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em janeiro de 2017. O intuito foi verificar se as deputadas em Brasília representam os interesses da população feminina brasileira. A pesquisa contemplou um perfil biográfico das congressistas, o qual revelou que 80% delas têm nível superior completo – em contraste com a média da população feminina brasileira de 12,5%, segundo dados do último censo do IBGE. Por outro lado, 65% das parlamentares são católicas, coincidindo com a média da população brasileira, também segundo o instituto. fonte: jornal usp – pesquisa revela perfil e atuação das mulheres na política TEXTO 2 TEXTO 3 Por que há poucas mulheres na política brasileira? [repórter] Se as mulheres tiveram e tem protagonismo em vários episódios recentes (#elenão, morte da vereadora Marielle) por que isso não se traduz em maior presença na política tradicional? [Ivan Mardegan] As mulheres, sem nenhuma dúvida, são capazes de se mobilizar e militar politicamente. Qualquer um que diga que elas “naturalmente” não se interessam ou não sabem fazer política está reproduzindo um preconceito, um estereótipo de gênero que não tem nada a ver com a realidade. Mas para que essa energia seja traduzida em presença na política institucional ela precisa virar votos. É preciso que as lideranças desses movimentos entrem para a política institucional, se filiem a um partido, participem das atividades partidárias, se candidatem a vereadoras, prefeitas, deputadas estaduais. Construir um capital político local é um dos principais meios de se cacifar para disputar uma vaga no Congresso Nacional. Novos incentivos e regulações para que partidos incluam mulheres nas atividades, especialmente em postos de liderança, e que garantam condições para o desenvolvimento das candidaturas. Movimentos como Iniciativa Brasilianas, Vote Nelas e Elas no Poder são interessantes porque mobilizam e qualificam candidaturas femininas para a construção desse capital político. adaptado de: cepesp io – por que há poucas mulheres na política brasileira 5 perguntas para ivan mardegan TEXTO 4 Expandindo a participação A participação política equilibrada e a divisão do poder entre mulheres e homens na tomada de decisões é a meta acordada internacionalmente na Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. Embora a maioria dos países do mundo não tenha alcançado a paridade de gênero, contribuíram substancialmente para o progresso ao longo dos anos. Em países com cotas de candidatas legisladas, a representação das mulheres é cinco pontos percentuais e sete pontos percentuais maior nos parlamentos e no governo local, respectivamente, em comparação com países sem essa legislação. Há evidências de que a liderança das mulheres nos processos de decisão política as melhora, por exemplo, uma pesquisa sobre panchayats (conselhos locais) na Índia descobriu que o número de projetos de água potável em áreas com conselhos liderados por mulheres era 62% maior do que conselhos liderados por homens. Na Noruega, foi encontrada uma relação causal direta entre a presença de mulheres nos conselhos municipais e a cobertura de creches. As mulheres demonstram liderança política trabalhando em todas as linhas partidárias por meio de convenções parlamentares de mulheres – mesmo nos ambientes politicamente mais combativos – e defendendo questões de igualdade de gênero, como a eliminação da violência de gênero, licença parental e creche, pensões, igualdade de gênero leis e reforma eleitoral traduzido livremente de unwomen org – leadership and political participation Repertórios socioculturais relacionados ao tema “sub-representação feminina na política” filme – “Golda”, de 1982, conta a história da primeira-ministra israelense Golda Meir, que teve de tomar decisões importantes em 1973, quando Israel foi atacada por outros países. vídeo – assista a esta palestra da professora-doutora pela USP, Mônica Sodré, sobre os motivos pelos quais as mulheres não estão na política e como aumentar a participação delas. livro – Mulheres na política. Elas podem. O Brasil precisa, é um e-book gratuito do TRE de Santa Catarina; aproveite porque tem muito repertório bom nele! reportagem – repertório cheio de números sobre quantas mulheres foram eleitas no último pleito. opinião – a advogada Camila Vaz revela como os partidos políticos resolvem (de forma ilegal) a cota para mulheres nos cargos políticos – você precisa ler para saber o que são as “candidatas laranja”! estatística – números importantes de todo tipo, obtidos depois das eleições de 2023, mostrando a eleição de mulheres na política, organizados pelo TSE. documentário – Angela Merkel foi primeira-ministra alemã e marcou uma época; este vídeo completo fala tudo sobre ela. vídeo – como explicar a pouca participação feminina na política brasileira? este vídeo ajuda nessa hora. Você vai concordar que a sub-representação feminina na política é um tema com grande probabilidade de cair no Enem. E se você quiser saber como pode melhorar sua nota para a redação do Enem, nossos corretores podem te falar!

Você que vai prestar UEL precisa muito deste artigo! Por isso, vamos mostrar quais repertórios poderiam ser usados em cada tema que já caiu na prova. O bom é que você pode usar esses mesmos repertórios para vários outros temas! Nos últimos anos os temas da UEL foram bem variados, então esta lista de repertório vai servir para outros vestibulares, e foi por isso que decidimos divulgá-la. Não deixe para ver em cima da hora da prova, ein! 1) Redação UEL 2018 Proposta 1 Redigir um texto opinativo, sobre o tema ”agressão contra a mulher”. Assim, para este tema temos os seguintes repertórios: filme – “Angela Black” (2021) é a história de uma mulher com um marido carinhoso, dois filhos saudáveis e uma carreira de sucesso. Entretanto, por trás das aparências, o marido é um homem violento e temperamental que lhe causa abusos físicos e psicológicos. Angela, a personagem central, acaba conhecendo o homem contratado pelo próprio marido para segui-la! livro – talvez você não saiba, mas a Câmara Federal tem uma livraria virtual com preços muito convidativos, e encontramos o livro “Violência contra a mulher”, o qual fala do papel da mulher na sociedade, como acontece o ciclo da violência doméstica, como parar com ele, onde buscar ajuda e quais os direitos que a mulher tem pela Lei Maria da Penha. Um livro assim é uma referência garantida para sua redação. estatística – números bastante úteis em uma redação sobre a agressão contra a mulher numa matéria do Correio Braziliense. Proposta 2 Redigir um texto dissertativo-argumentativo, apontando, assim, as motivações que levam as pessoas a fazerem justiça com as próprias mãos. filme – “Código de conduta”: um filme de 2009 que mostra um pai de família que testemunha o assassinato de sua esposa e filha. O assassino pega uma pena branda, mas anos depois é encontrado morto. Pode ser um caso de justiça feita com as próprias mãos, na tentativa de acabar com a impunidade. estatística – parece que o Brasil é onde mais se lincha no mundo! 2) Redação UEL 2019 Proposta 1 Elaborar um texto no qual as dificuldades com a leitura no Brasil sejam discutidas, e iniciativas para reverter esse quadro sejam propostas. estatística – esta notícia traz números sobre o analfabetismo no Brasil, bem como sobre a nossa capacidade de compreensão de leitura. notícia – números muito animadores divulgados pelo governo do estado do Ceará: muitas cidades cearenses são líderes no ranking do Ideb! vídeo – o professor Cortella é uma fonte ótima para você citar na redação, e neste vídeo ele fala sobre o analfabetismo funcional. Proposta 2 Comentar sobre nossa exigência de ética e respeito ao nosso redor, que convive com a falta de ética e respeito que caracteriza nosso comportamento social. vídeo – opinião valiosa do historiador Leandro Karnal sobre o que é ética. filme – “Uma prova de amor”, filme de 2009, narra a história do casal Sara e Brian que descobrem que a filha tem leucemia. Por isso, o médico sugere que um bebê de proveta seja concebido, para fornecer material de doação para a filha – questão que envolve o conceito de ética. 3) Redação UEL 2020 Proposta 1 Elaborar um texto no qual apresente o seu ponto de vista a respeito das causas e consequências da desigualdade social no Brasil. filme – “A Bolsa ou a Vida”, de 2021, traz a questão: uma elite acumulará riqueza ou haverá qualidade de vida para todos? sendo um filme nacional, é um repertório dos mais valiosos! estatística – um tema desses merece números, e esta matéria da BBC tem muitos deles para você usar em sua redação. livro – Uma História da Desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil – este livro de Pedro H. G. Ferreira de Souza é bem didático sobre o assunto, além disso inclui dados estatísticos para seu repertório. Proposta 2 Expor o que se depreende sobre o ensino domiciliar. livro – Educação domiciliar no Brasil, organizado por Maria Celi Chaves Vasconcelos, é um livro absolutamente fundamental sobre o assunto: os vários autores cujos textos foram por ela organizados não são radicalmente contra ou a favor do ensino domiciliar, e isso ajuda a analisar racionalmente o assunto. vídeo – o saudoso psiquiatra Flávio Gikovate comenta a diferença entre a imagem que temos de nós mesmos e a que os outros têm de nós; um repertório e tanto vindo de um nome de prestígio. notícia – veja o caso de MG, em que os pais adeptos do ensino domiciliar estão sendo obrigados a matricular os filhos nas escolas do estado. 4) Redação UEL 2021 Escrever um texto dissertativo-argumentativo no qual se discuta as razões que levam as pessoas a, propositalmente, transgredir as medidas de enfrentamento do coronavírus. literatura – o conto de Machado “A Igreja do Diabo” é primoroso! cheio de ironia, o texto faz a gente pensar sobre esse nosso comportamento contraditório de querer regras e desobedecê-las. opinião – o psicólogo Christian Dunker explica por que desobedecemos leis, nesta matéria. notícia – relembre os casos de desobediência ao uso de máscara durante a pandemia, com esta notícia de São Paulo. 5) Redação UEL 2022 Redigir um texto dissertativo-argumentativo que coloque em discussão a afirmação: “Eu tenho direito a ser igual quando a diferença me inferioriza e tenho direito de ser diferente quando a igualdade me descaracteriza”. filme – “Crip Camp: a revolução pela inclusão” é um seriado baseado na história real, por trás da criação de leis de inclusão para PCDs nos EUA; tudo começa num acampamento de verão para jovens PCD. video – Eslen Delanogare é um neurocientista brasileiro e neste vídeo ele explica por que é preciso ter coragem para ser diferente da maioria. notícia – conheça o projeto de inclusão de deficientes no trabalho, da prefeitura de São José do Rio Preto, SP. Conclusão Mais uma lista de repertórios que você só encontra no blog do Redação Online, desta vez, baseado em temas anteriores da UEL. E antes que você

Salgadinhos, bolacha recheada e refrigerantes não são alimentos, e ainda fazem mal como todo mundo sabe. No entanto, estão até substituindo as refeições das crianças e dos jovens brasileiros! Felizmente, as escolas começaram a cuidar disso – e você também deveria entrar na onda da educação alimentar! O tema para sua redação desta semana toca em um problema social (você vai ver o impacto da má alimentação na sociedade!). E problema social lembra redação do Enem. Então, escreva uma redação dissertativa argumentativa sobre o tema “Educação alimentar e seus desafios na contemporaneidade brasileira”. Planeje bem o texto e inclua propostas de intervenção. Tudo que você precisa está nos textos abaixo e ali deixamos repertórios ótimos também. Vamos lá? TEXTO 1 Dicas para uma Alimentação Saudável fonte: ceasa pr (adaptado) TEXTO 2 Educação alimentar e nutricional: Um estudo de caso em escola municipal de educação infantil de Balsas-MA O crescente aumento do sedentarismo da maioria da população e consumo excessivo de alimentos gordurosos, contribui para a obesidade (Serra et al., 2018) e doenças cardiovasculares (Oliveira et al., 2015). Devido a alta ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, desse modo tornando-se necessário políticas públicas e ações voltadas para a reeducação alimentar em todas as faixas etárias, principalmente nas primeiras fases da vida (Santos & Ribas, 2018). É importante sensibilizar as crianças em relação a importância da alimentação correta e seus benefícios à qualidade de vida a fim de evitar problemas de saúde (Zompero, 2015). Então, este fato, exige mudanças precoces comportamentais e de hábitos alimentares (Silva & Barrato, 2015). A escola é o ponto chave, sendo um dos ambientes mais adequados para o tema ser abordado e trabalhado (Dias et al., 2015), pois no ambiente escolar, a educação alimentar agrega várias ações e abordagens pedagógicas (Triches, 2015) com o intuito de dialogar e possibilitar a reflexão dos elementos alusivos à alimentação saudável (Prado et al., 2016) fonte: brazilian journals (adaptado) TEXTO 3 80% das crianças brasileiras consomem alimentos ultraprocessados com frequência De acordo com um estudo inédito coordenado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que 80% das crianças brasileiras de até 5 anos costumam consumir alimentos ultraprocessados, como biscoitos, farinha e refrigerantes. (…) Além disso, o estudo mostra que apenas 22,2% das crianças brasileiras de 6 a 23 meses são alimentadas preferencialmente com vegetais e frutas, em detrimento de produtos industrializados. À CNN, o cardiologista e coordenador da UTI da Beneficência Portuguesa, André Gasparoto, explicou o motivo desses alimentos serem nocivos à saúde das crianças. Conforme André Gasparoto, “a ingestão de alimentação rica em gorduras e açúcares desde a infância está intimamente ligada à obesidade infantil, surgimento de hipertensão arterial, diabetes e aumento do risco cardiovascular precoce, além de outras complicações. Vários países e alguns estados no Brasil estão se empenhando para reduzir a alimentação inadequada, o que é muito válido. A obesidade infantil duplicou nos últimos 10 anos no Brasil”. fonte: cnn brasil (adaptado) TEXTO 4 O Dia Nacional da Alimentação nas Escolas é comemorado em 21 de outubro. A data foi escolhida para ressaltar a importância das ações voltadas para a educação alimentar e nutricional dos estudantes de todas as etapas da educação básica. Então, é com esse objetivo que o Governo Federal investe no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que tem como objetivo garantir o consumo de alimentos saudáveis no ambiente escolar, de modo a criar bons hábitos nos estudantes para toda a vida. fonte: portal mec (adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Educação alimentar e seus desafios na contemporaneidade brasileira” reportagem – a nutricionista Andreia Friques explica como o fast food pode afetar o rendimento escolar – com números! livro – A comida como cultura, de Massimo Montanari, mostra como o que você anda comendo tem a ver com a cultura de onde essa comida vem, assim, incluindo os ingredientes e o modo de prepará-la. estudo – A influência da modernidade nos hábitos de alimentação é um belo trabalho de estudiosos da UFPI, que mostra como nossa alimentação é influenciada por fatores externos. documentário – aqui, você pode obter repertório muito útil deste vídeo sobre o fenômeno da obesidade e outras doenças que agora estão atingindo crianças no Brasil reportagem – aqui você encontra algumas sugestões para suas propostas de intervenção sobre a educação alimentar. legislação – o estado de SP proíbe a venda de “alimentos” com gordura trans nas escolas – é interessante saber o que a lei diz. reportagem – mais sugestões para você sobre propostas de intervenção na educação alimentar. livro – este é um e-book completo sobre educação alimentar, preparado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), que é repertório obrigatório no tema educação alimentar. Agora é com você, caro aluno: escreva sobre a educação alimentar e seus desafios na contemporaneidade como se estivesse escrevendo para o Enem, e… mande pra gente corrigir!

É a pior coisa que pode acontecer na vida de um vestibulando: ir mal no Enem. Ainda mais de um vestibulando que “ralou” o ano todo para ir bem… Queremos que você saiba que estamos juntos – depois de ler este artigo, você se sentirá melhor e com a cabeça erguida! Talvez você tenha errado “bobeira” na prova, talvez o problema tenha sido a redação (e aí você nem entende direito onde falhou). Bate aquela tristeza, pra dizer o mínimo. Afinal você tinha feito mapas mentais, deixou de sair com os amigos, fez e refez centenas de exercícios (pode ser que aquele monte de apostilas amarrotadas estejam aí do seu lado agora). A sensação é dolorosa! Mas é preciso encarar a realidade: sua nota no Enem 2022 foi baixa. Começando a aceitar – você foi mal no Enem Os minutos se passam depois de ver sua nota no site do Enem, e você começa a tentar raciocinar melhor para descobrir onde foi o problema. Mas ainda é difícil, e você se lembra das técnicas de respiração contra ansiedade que te ensinaram. Não dá certo. Você se sente meio perturbado, e à primeira vista parece que houve algum erro dos corretores – “fui injustiçado!” Enfim… você ainda tem o sonho de cursar sua faculdade e daqui a alguns meses tem outro Enem para enfrentar. Então você cata seus caquinhos e levanta a cabeça. Como ter ânimo depois da nota baixa no Enem? 1. Sinta suas emoções Claro, é ruim pra todo mundo descobrir que o que se fez não deu certo. Dá vergonha, a gente se sente o pior ser da face da terra. Ainda mais quando se dedicou tanto (talvez tenha até desenvolvido gastrite…). Mas os psicólogos garantem que a melhor coisa nessa hora é dar vazão ao que está sentindo. Se quiser chorar, se jogue no travesseiro e vá fundo; ou vá a um lugar onde ninguém te ouça e grite e xingue. Enquanto estiver fazendo de conta que está tudo bem, você não terá ânimo para seguir em frente. Não finja; não piore as coisas. 2. Faça algo de que você gosta DEPOIS de sentir que aliviou sua tristeza, é preciso sacudir a poeira e dar a volta por cima – volte a alguma atividade ou aos estudos. Para isso você pode lembrar do seguinte: o Enem 2022 não foi a coisa mais importante do mundo. Com certeza você terá outro Enem pela frente e vai se esforçar – mesmo que seja sozinho – para ter notas excelentes nele. Nada dura para sempre (pode prestar atenção nisso!). Daqui a alguns anos, quando você estiver formado, vai contar a história dessa sua nota baixa no Enem 2022 para seus colegas de formatura, e todos cairão na gargalhada! Vai ser só uma lembrança. Então… levante a cabeça e ocupe-se. Se ainda não dá para nem olhar para as apostilas, faça coisas que lhe tragam alegria, para ajudar a deixar a nota baixa para trás. Mesmo que você não tenha jeito para artes, saiba que atividades que movam seu corpo são extremamente relaxantes – são uma terapia. Damos algumas dicas: Certamente vai dar uma relaxada, e aos poucos você será uma nova pessoa! 3. Ria Existem estudos que comprovam os efeitos maravilhosos da risada no corpo humano. Como a tristeza por nota baixa é algo negativo, encha-se de positividade com coisas alegres e divertidas! Você tem um colega piadista? Fique um pouco com ele. Se não tiver, assista a comédias (ainda não conhece os sensacionais filmes de Chaplin no início de sua carreira? não sabe o que está perdendo – sua barriga vai doer de tanto rir!). Mas ver fotos e vídeos de gatinhos e cachorrinhos fazendo asneiras já será uma ajuda para deixar você mais positivo. 4. Evite pensar nisso Você já aliviou a tristeza, já entendeu que o Enem 2022 não é a coisa mais importante do mundo e agora precisa ocupar sua cabeça com outras coisas. Assim é que não vai mais se lembrar dessa “derrota”. Claro que não vai se esquecer totalmente (o cérebro não esquece nada), mas a forma como você vai lembrar o Enem 2022 não será mais de amargura. Pense assim: a nota em si é uma marca puramente numérica; não é um indicativo de sua real capacidade, nem do que você pode conseguir em seu futuro. É só um número. Certo? E não foi você que recebeu a nota baixa, foi sua prova. Não pense mais nisso. 5. Tente melhorar o que não saiu deu certo Se puder, verifique o que foi ruim na prova do Enem, quais as respostas erradas, e tente corrigi-las. Talvez você até reconheça que não estudou suficientemente algumas matérias… Talvez você não fez revisão das matérias… 6. Faça planos para o futuro Bem… o Enem 2022 já foi, não tem mais como mudar. Assim que estiver se sentindo mais leve, pense em coisas que pretende fazer no futuro. Claro, o Enem 2023 é uma delas, mas a vida não é só Enem: Enem é mesmo só uma parte da sua vida, da sua vida acadêmica, não é tudo. Planeje as outras partes. Conclusão Não deixe que a nota ruim no Enem 2022 estrague seus estudos em 2023. Para você que está nessa situação tipo “Tirei nota baixa no Enem, e agora?”, este artigo é mais uma ajuda que a equipe do Redação Online oferece para vê-lo levantar a cabeça. Em alguns meses tem outro Enem e você vai precisar das nossas dicas! Aliás, você não vai começar do zero – você já domina muita matéria, as coisas ficarão mais fáceis este ano!

Se você não sabe o que é “autossabotagem”, Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, explica: “o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo”. Ou você nunca passou pela experiência de estragar seus próprios objetivos?! Um ótimo tema para você treinar sua redação para o Enem, ao mesmo tempo, tentar entender melhor o comportamento brasileiro de “quase” alcançar seus objetivos… Faça uma dissertação argumentativa sobre o tema “A autossabotagem brasileira”. Comente sobre por que isso é um problema e inclua alguma proposta para minimizá-lo. TEXTO 1 Auto-sabotagem à brasileira Na década de 1950, o físico norte-americano Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel em 1965, viveu e lecionou por quase um ano na cidade do Rio de Janeiro. Dessa experiência ele produziu um relatório “Ensino de Física no Brasil segundo Richard Feynman”. Donde destaco o seguinte parágrafo: “Finalmente descobri que os estudantes tinham decorado tudo, mas não sabiam o que queria dizer. Quando eles ouviram “luz que é refletida de um meio com um índice”, eles não sabiam que isso significava um material como a água. Eles não sabiam que a “direção da luz” é a direção na qual você vê alguma coisa quando está olhando, e assim por diante. Tudo estava totalmente decorado, mas nada havia sido traduzido em palavras que fizessem sentido. Assim, se eu perguntasse: “O que é o Ângulo de Brewster?, eu estava entrando no computador com a senha correta. Mas se eu digo: “Observe a água”, nada acontece – eles não têm nada sob o comando “Observe a água”. Então… O que Feynman quis demonstrar é que os alunos tinham capacidade de decorar, mas não de apre(e)nder de fato. Vale destacar que “os alunos” de Feynman hoje são nossos professores e/ou foram professores de nossos professores, e também, que a qualidade do ensino regrediu de lá para cá. (…) A qualidade do ensino público, até o nível médio, é sofrível, ouso dizer, por exemplo, que ninguém aprende inglês via escolas públicas no país, ou seja, o governo sabota grande parte da população, visto que a língua inglesa é fundamental, seja para permanência na área acadêmica, seja para a vida no trabalho. O ciclo se completa quando na grande maioria das boas propostas de emprego, exige-se inglês de nível intermediário à fluência. Neste simples exemplo 80% das pessoas (subestimado) estão fora do jogo. O que parece um quadro estático, no qual o governo mais as empresas sabotam parte da população, é na realidade um grande quadro de auto-sabotagem, um “furacão” que afeta de A a Z. fonte: Portal Tudo sobre Pós Graduação TEXTO 2 Autossabotagem: o medo de ser feliz Por medo dos riscos e das responsabilidades da vida, podemos acabar inconscientemente com as nossas realizações. Isso se chama autossabotagem. São atitudes forjadas por uma parte de nós que não nos vê como merecedoras do sucesso ou que subestima nossa capacidade de lidar com a vitória. Pode ser aquela espinha que apareceu no nariz no dia daquele encontro especial ou da gripe que a pegou na véspera daquela importante reunião. (…) O filósofo e psicanalista paulista Arthur Meucci, coautor de A Vida Que Vale a Pena Ser Vivida (ed. Vozes) comenta sobre os ganhos secundários. “Há jovens que saem de casa para tentar a vida, enquanto outros permanecem na zona de conforto, porque continuam recebendo atenção dos pais e se eximem de enfrentar as dificuldades da fase adulta”, afirma. O problema é que, ao fazermos isso, não nos desenvolvemos plenamente. “Todo mundo busca a felicidade, a questão é ter coragem de viver, o que significa correr riscos e assumir responsabilidades”, diz ele. fonte: Exame – Autossabotagem TEXTO 3 fonte: Jornal Correio da Cidade – Autossabotagem TEXTO 4 Exemplos de Comportamento de Autossabotagem Os profissionais de saúde mental identificaram exemplos comuns de como as pessoas se auto-sabotam. Três exemplos fáceis de identificar incluem procrastinação, perfeccionismo e automedicação. Procrastinação As pessoas que se auto-sabotam costumam procrastinar. A procrastinação é uma maneira de mostrar aos outros que você nunca está pronto e adiar um bom resultado. É porque as pessoas temem desapontar os outros, fracassar ou ter sucesso. Perfeccionismo Manter-se em um padrão impossível causará atrasos e contratempos. Embora pareça uma estratégia positiva almejar que as coisas saiam conforme o planejado sem problemas, o perfeccionismo dificulta o sucesso.Tradução livre de: Very Well Mind Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A autossabotagem brasileira” série – a série “13 Reasons Why”, é uma comédia em que uma heroína feminista canta/dança e se autossabota. música – a cantora de pop funk, Sarah Maria, lançou a música “Não Me Abala”, na qual fala de autossabotagem e amor próprio. série – outra série, “Lucifer”, é um ótimo repertório para este tema – a personagem Maze é autossabotadora, principalmente no que diz respeito à vida sentimental… opinião – a SBPNL (Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística) surpreende explicando que autossabotagem não existe – interessantíssimo! filme – “Nasce uma Estrela” é um drama que conta a história de Lady Gaga; o personagem Jackson, quando bêbado, pode estar sendo levado por autossabotagem com relação a Ally, seu par romântico. estudo – a autossabotagem também é conhecida como síndrome do impostor; se você quer repertório científico, baseado em estudos confiáveis, veja este artigo notícia – conheça o caso de Allora Dannon, uma estadunidense que viu a autossabotagem prejudicar sua vida amorosa. livro – O Ciclo da Autossabotagem é do psicólogo Stanley Rosner, e estuda a repetição de atitudes que destroem nossos relacionamentos. série – na série de TV “Lucifer”, Maze e Adão expõem momentos de autossabotagem em seu relacionamento. reportagem – parece que as pessoas trans sofrem mais com a autossabotagem… confira nesta matéria. Que interessante esse tema, não é? Você ainda vai ouvir falar da autossabotagem brasileira, e é por isso que corremos aqui para oferecer este tema para o Enem. Antes que você vá embora, pense se não está na hora de ver qual a real nota que sua redação mereceria se hoje fosse o dia da prova… Nós podemos revelar essa nota para você!