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Tem coisas que ninguém fala, mas podem definir sua nota de redação Enem: transição entre ideias, clareza, concisão e pontuação. Ou melhor… tem gente que fala sim: nós! Rola a tela para entender o peso disso tudo na escrita da redação do Enem. Nossos corretores sempre dizem: a melhor coisa é ler uma redação e entender tudo de uma vez só! Fica fácil e seguro dar a pontuação correta numa redação assim. E adivinhe quem mais sai ganhando com isso?! Sim, o candidato – você! Como fazer transição entre ideias na redação do Enem Quando fala com alguém, você faz transição entre suas ideias o tempo todo. E sem erro! Para criar transição entre ideias você usa, sem perceber, certas palavras, certas frases, e sua entonação (sua voz). No papel é só seguir essas formas de transição e estará tudo perfeito! Quer ver só? Você é capaz de perceber falhas na transição em sua escrita – veja se não descobre algo errado com ela neste parágrafo: A ascensão do Brasil ao posto de uma das dez maiores economias do mundo é um importante fator atrativo aos estrangeiros. Como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo previsões, será menor em 2023 em relação a anos anteriores, o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C. Lendo em voz alta o parágrafo acima você nota que o “Como” atrapalha demais a clareza! Que tal um “Embora” ali? É outra coisa, não é? “Como” indica causa (está lá nas orações subordinadas, pode pesquisar). “Embora” indica uma concessão, algo que reconhece que uma certa situação poderia ter atrapalhado um resultado. Sendo assim, muito cuidado com os conectivos – eles servem para fazer transições, mas um descuido e o leitor “tropeça” nas suas ideias! Transição entre parágrafos na redação do Enem Transição é feita o tempo todo, entre todas as ideias, inclusive entre parágrafos. Veja agora como o trecho abaixo conseguiu fazer uma transição entre parágrafos perfeita: (…)A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada. O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público infantil. Comerciais para essa faixa etária seguem um certo padrão: enfeitados por músicas temáticas, as cenas mostram crianças, em grupo, utilizando o produto em questão. (…) Aquele “tal discurso”, tão simplesinho, teve um poder enorme de ligar uma ideia anterior a outra posterior! E mais: ele não veio no começo do parágrafo, viu só?! Portanto, não se preocupe em colocar conectivos logo no começo dos parágrafos – a coesão não é obrigatoriamente feita assim. Aproveite para entender a competência 4 do Enem – não é difícil e é nela que você vai ganhar pontos com uma transição perfeita. Transição com simplicidade na redação do Enem E dá para fazer uma transição correta de formas ainda mais simples! Veja como a última frase do parágrafo abaixo conseguiu isso: A relação entre pais, filhos e seu consumo se torna conflituosa. As crianças perdem a noção do limite, que lhes é tirada pela mídia quando a mesma reproduz que tudo é possível. Como forma de solucionar esse conflito, o governo federal pode criar leis rígidas que restrinjam a publicidade de bens não duráveis para crianças. Além disso, as escolas poderiam proporcionar oficinas chamadas de “Consumidor Consciente” em que diferenciam consumo e consumismo, ressaltando a real utilidade e a durabilidade dos produtos, com a distribuição de cartilhas didáticas introduzindo os direitos do consumidor. Esse trabalho seria efetivo aliado ao diálogo com os pais. “Esse trabalho”! Foi esse termo que o candidato usou para que o leitor entendesse que ele estava se referindo às ideias de solução anteriores. Palavras tão simples do dia a dia que têm um efeito preciso! Quando a transição fica ruim… Agora, vamos mostrar o que não fica bem numa redação Enem, na hora de fazer a transição de ideias… leia o parágrafo abaixo em voz alta: Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultura geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos. Você tem dúvida de que este candidato foi ensinado a usar um conectivo no início de todas as frases (sem mencionar que fez outras transições dentro das próprias frases)?! Ficou bem forçado… veja como os professores da nossa equipe de corretores melhorariam o parágrafo e compare: Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa, logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Portanto, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultura geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos. Melhorou, não é? Foram eliminados alguns conectivos, que realmente não eram necessários, e a nova pontuação também ajudou. É assim mesmo: excessos na redação criam uma sensação de que o aluno está usando conectivos de

Não é só impressão: os jovens sofreram (e ainda sofrem) com os efeitos da pandemia, bem mais que os adultos, principalmente no assunto saúde mental. Os números não mentem: depressão e desânimo com o futuro aumentaram nessa faixa etária. É um problema que ainda persiste e gostaríamos de saber quais propostas de intervenção você teria para ele. Sim, porque este pode ser o próximo tema do Enem! Se você faz parte da nossa comunidade de seguidores, sabe que este será o tema da redação desta semana: “Os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental dos jovens”. Faça sua redação dissertativa-argumentativa como o Enem pede, argumente com os repertórios que deixamos no final deste artigo e use os textos que estão abaixo. Agora, se você é novo por aqui, entenda o que é uma dissertação para o Enem, e treine com a gente! Texto 1 O impacto da COVID-19 na saúde mental de adolescentes e jovens Uma pesquisa recente realizada pelo UNICEF mostra que a crise do COVID-19 está tendo um impacto significativo na saúde mental de adolescentes e jovens na América Latina e no Caribe. (…) Entre os participantes, 27% relataram sentir ansiedade e 15% depressão nos últimos sete dias. Para 30%, o principal motivo que influencia suas emoções atuais é a situação econômica. A situação geral dos países e suas localidades afetou a vida cotidiana dos jovens, já que 46% relatam ter menos motivação para fazer atividades que normalmente gostavam. 36% se sentem menos motivados para fazer tarefas regulares. (…) Apesar de enfrentarem grandes dificuldades, muitos adolescentes e jovens encontraram maneiras diferentes de enfrentar novos desafios e lidar com suas emoções. Milhares compartilharam sua fórmula. “Minha fórmula era mudar hábitos, acordar cedo para ser mais produtivo, o autoconhecimento também me ajuda muito.” (João, 17 anos, Brasil) “Minha fórmula tem sido: me mantive ocupado, me exercitei mais, mantive uma ótima atitude.” (Kristien, 17 anos, Jamaica) traduzido livremente de unicef – impact covid 19 mental health adolescents and youth Texto 2 fonte: g1 globo – cresce percentual de jovens que pensaram em parar de estudar na pandemia aponta pesquisa Texto 3 O impacto da COVID-19 sobre meninas e mulheres jovens A mensagem das meninas entrevistadas sobre os impactos negativos do COVID-19 em suas vidas foi sombrio. Houve tensões em casa, elas se sentiram sozinhas, sentiram falta da escola, da faculdade, das/os amigas/os e da liberdade de sair por aí. Todos esses são componentes fundamentais para o desenvolvimento acadêmico, social e pessoal de uma pessoa jovem: fundamental para a saúde, para o bem-estar e para o futuro. Vai ser muito difícil recuperar este tempo perdido. A exclusão digital significa que as meninas, sobretudo de países de baixa renda, têm dificuldade de acessar as informações que precisam para sua educação e saúde. As oportunidades pelas quais tanto lutamos estão desaparecendo. “Estou pensando em abandonar a escola… Umas amigas minhas sugeriram sites para me ajudar nos estudos, mas não tive nenhum resultado e nem sempre tenho bom acesso à Internet. A verdade é que também estou muito desanimada. Eu não acho que sou a única que se sente assim.” Deborah, de 18 anos, Brasil. fonte: plan org – halting lives pt Texto 4 Depressão: sintomas cresceram 26% em adolescentes na pandemia, diz estudo A pandemia da COVID-19 provocou um aumento nos sintomas de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes em todo o mundo. Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (1º) na revista Jama Pediatrics, comparado ao período pré-pandêmico, os sintomas de depressão cresceram 26% globalmente nos jovens de até 19 anos. Já a ansiedade teve um aumento próximo de 10% em crianças e adolescentes no primeiro ano da pandemia. Embora o aumento observado tenha sido geral, no recorte de gênero as meninas sofreram mais danos à saúde mental, com 32% mais sintomas de depressão e 12% mais de ansiedade (contra 10% e 4%, respectivamente, em meninos). Em relação à faixa etária, os adolescentes sofreram mais com ansiedade, com cerca de 16% mais de sintomas no período pandêmico, contra uma redução de 2% em crianças de até 12 anos. fonte: em saúde e bem viver – depressão sintomas cresceram 26% em adolescentes na pandemia Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental dos jovens” notícia – aqui você vai encontrar alguns números para usar como repertório sobre o impacto da pandemia sobre os jovens reportagem – mais estatísticas sobre a saúde mental dos jovens durante a pandemia, desta vez com números da UNICEF. livro – Por lugares incríveis, foi escrito por Jennifer Niven, e conta a história de uma garota que passa a sentir culpa pela morte da irmã num acidente, e a de um rapaz que é vítima de bullying e tenta suicídio; ambos acabam se ajudando a superar seus problemas emocionais. vídeo – a TV Brasil entrevistou um jovem que conta o quanto sofreu durante a pandemia e como superou tudo, e traz mais dados interessantes para repertório. filme – “Se enlouquecer, não se apaixone” é um filme de 2010, em que um jovem reconhece que precisa de tratamento e se interna numa clínica psiquiátrica, onde se apaixona por uma jovem. vídeo – o psicólogo Daniel Barros, da USP, é uma garantida fonte de repertório, e aqui ele revela algo curioso: talvez a pandemia não seja causa do aumento de problemas mentais em jovens, não! reportagem – neste artigo você vai ter ideias boas para sua proposta de intervenção, com base no que um administrador de empresas e uma economista sugerem. estatística – mais estatísticas e relatos de jovens que passaram por sofrimentos emocionais durante a pandemia, incluindo informações sobre aumento de suicídio entre eles. vídeo – aproveite este vídeo da Uniftc, com muitas dicas para proposta de intervenção sobre a saúde mental dos jovens no pós-pandemia informativo – este é um alerta da prefeitura de Feira de Santana, BA, que notou o aumento do número de suicídio entre jovens durante a pandemia estudo – material completo da UFSM, com base em estudos feitos pela

A tecnologia melhora muito nossas vidas, mas também aumenta a desigualdade social e isso ficou mais que claro com a COVID-19. Por sorte, muitos projetos criativos estão surgindo para resolver isso, e na redação Enem desta semana você pode mostrar a sua ideia também! Faça assim: leia o conteúdo exclusivo que reunimos abaixo, e escreva uma dissertação argumentativa sobre “O papel da tecnologia na promoção da inclusão social e digital”. Rolando mais a tela, você vai encontrar uma coleção de ótimos repertórios, para o caso deste tema cair na prova do Enem. Aproveite-os. Agora é com você! Texto 1 Tecnologia e Inclusão Social: Repensando a Exclusão Digital (…) às vezes podemos usar computadores e contas de Internet; no entanto, isso não é um fim em si mas sim parte de um esforço mais amplo para entender melhor o processo de uso da tecnologia e o papel das TIC no desenvolvimento humano e social. Da mesma forma, como defensores sociais, podemos trabalhar para distribuir equipamento, mas novamente como um passo em direção a um propósito maior de ajudar as pessoas, participar plenamente da economia da informação e da sociedade em rede. Essa participação requer não apenas acesso físico a computadores e conectividade, mas também acesso às habilidades e conhecimentos necessários, conteúdo e linguagem, e suporte comunitário e social para poder usar as TIC para fins significativos. As tarefas são grandes, mas o desafio também: reduzir a marginalização, a pobreza e a desigualdade e melhorar inclusão econômica e social para todos. traduzido livremente de mit edu – Technology and Social Inclusion Rethinking Texto 2 A educação inclusiva e as novas tecnologias As novas tecnologias são um aliado importante para o processo de inclusão escolar. Elas estão presentes nas Tecnologias Assistivas, importante aliado para a escolarização do aluno deficiente, além de fazerem parte da vida diária dos estudantes. A informática e o uso das novas tecnologias de apoio são fundamentais como auxílio ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. Portanto nenhum educador deverá abdicar dos princípios da inclusão e deve diligenciar os meios para que esta seja implantada nos diversos contextos educativos, então é importante incluir as tecnologias como uma ferramenta inclusiva. A escola não pode ficar à margem da mudança tecnológica, em especial, as escolas inclusivas, mas precisa criar estratégias inovadoras de comunicação, novos estilos de trabalho, principalmente, novas maneiras de conduzir e ter acesso ao conhecimento, utilizando as mais variadas ferramentas tecnológicas a fim de despertar no estudante, cada vez mais o prazer de estudar. Por isso, é importante repensar os espaços de aprendizagem nas escolas só é possível através de um trabalho conjunto, coletivo, compromissado, numa visão sistêmica, que permita a construção de um processo educacional mais igualitário e democrático, pautado no ideal de uma “Escola para Todos”. fonte: A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AS NOVAS TECNOLOGIAS Texto 3 fonte: Exclusão digital: problemas conceituais, evidências empíricas e política pública Texto 4 Tecnologia assistiva: a tecnologia a favor da acessibilidade e inclusão Be My Eyes O Be My Eyes conecta voluntários videntes (pessoas que enxergam) com pessoas com deficiência visual que necessitam de auxílio para executar uma tarefa cotidiana, como saber a cor da camisa que estão comprando em uma loja, descobrir a marca ou a validade de um produto no supermercado, realizar uma compra online, entre outras atividades, tornando tais atividades mais acessíveis. O Aplicativo se encaixa na categoria de auxílio para a vida diária e prática e também é um grande exemplo de como as soluções para as dificuldades vividas por pessoas com deficiência muitas vezes são simples, basta que se tenha um olhar sensível o suficiente para enxergá-la. Bengala Eletrônica As bengalas eletrônicas foram desenvolvidas com o objetivo de auxiliar as pessoas com dificuldades motoras a se movimentar com mais facilidade e com mais segurança em ambientes, como as grandes cidades, que possuem obstáculos e podem gerar um impasse na locomoção. Além disso, existem vários tipos de bengalas eletrônicas, uma delas foi criada para ajudar pessoas com deficiência visual, que possui dois sensores que avisam quando há um obstáculo a um metro de distância. Essa ferramenta possui um microcontrolador que processa os dados sonares e aciona os motores, de tal maneira que aciona o usuário e facilita todo seu processo de movimentação. Outro modelo, também, de bengala eletrônica é capaz de emitir alertas sonoros e de vibração em relação aos obstáculos em altura detectados através de um sensor ultrassônico, contribuindo, principalmente, para a locomoção em centros urbanos. fonte: Tecnologia assistiva: a tecnologia a favor da acessibilidade e inclusão Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O papel da tecnologia na promoção da inclusão social e digital” Informativo: Livro: Artigo: Vídeo: Notícia: Estatística: Vídeo: Reportagem: Informativo: Reportagem: Vídeo: Notícia: Vídeo: Tecnologia é um tema recorrente, inclusive nós já demos um tema desse assunto anteriormente, você viu? Mas especificamente o papel da tecnologia na promoção da inclusão social e digital é um tema que até o momento não caiu no Enem… Siga nosso conselho: escreva sua redação sobre ele, e mande para nossa equipe – ela mostrará como fazer para chegar na nota 1000!

Cansado de fazer sempre as mesmas introduções em todas as redações do Enem? Prepare-se para o artigo de hoje! Vamos ensinar 6 tipos de introdução, e o corretor vai se sentir seduzido por suas redações! Antes de começar a lista com dicas de como fazer a introdução perfeita para a redação do Enem, precisamos lembrar duas coisas: 1. Contexto histórico-social Esse é o tipo mais usado, é verdade, mas não há nada contra ele. Dar um contexto do que vai se falar é bem útil e didático. Mas não se prenda a citar momentos históricos estudados na escola. Revolução Industrial, Iluminismo, são sempre os preferidos… mas se não tiverem relação com o assunto, você pode perder pontos! Veja como esta introdução de uma redação 1000 contextualiza o assunto: A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas. Veja agora uma possível introdução com uma contextualização para outro tema: O trânsito brasileiro mata milhares de pessoas por ano, o que também significa um imenso prejuízo econômico. Boa parte dos acidentes vêm do consumo de bebidas alcoólicas, embora haja a Lei Seca, como tentativa de solução. Atenção para o seguinte: muitos acreditam que citar uma época histórica ou números no começo da redação funciona com repertório. Funciona como repertório, mas não necessariamente o repertório perfeito, ok? Se você quer que aquela citação inicial valha como repertório perfeito, é preciso usá-lo no texto de alguma forma – ele não pode virar enfeite! Repertório que pode ter a nota máxima é repertório de argumentação. 2. Exemplo Este tipo de introdução é muito usado no jornalismo. Uma reportagem, por exemplo, pode começar a partir de um caso específico para só depois debater o assunto em geral. Vamos deixar claro com o exemplo abaixo: 25 de abril de 2023: uma jovem de 16 anos é agredida em uma escola municipal de Joinville, em Santa Catarina, após dizer que era praticante de umbanda, religião de matriz africana. A problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social. Percebeu o impacto que cria? Envolve muito o leitor… Mas esse tipo de exemplo usado no começo de uma introdução não tem conectivo nenhum de exemplo, notou? Não é pra ter mesmo. Para ele ter o efeito impactante que você quer, é preciso iniciar diretamente, com o relato e nenhum comentário. Neste caso acima, fizemos como os jornalistas fazem: relatamos brevemente o fato e usamos um verbo no presente, para tornar o fato ainda mais tocante. E outro detalhe: esse exemplo só serve para fisgar o leitor, portanto, se você não quiser, não precisa mais usá-lo no texto. Vamos ver outra introdução escrita dessa forma: Recentemente 90 crianças carentes de Maceió foram ao cinema pela primeira vez. Embora o cinema tenha se popularizado, nota-se a sua limitação social, em virtude do discurso elitizado que o compõe e da falta de acesso por parte da população. Essa visão negativa pode ser significativamente minimizada, desde que acompanhada da desconstrução coletiva, junto à redução do custo do ingresso para a maior acessibilidade. Bem atraente, não é mesmo? 3. Crítica Não vai ser difícil fazer uma introdução para o Enem com uma crítica. A crítica leva automaticamente a algo que precisa ser modificado – e esse é o centro da redação do Enem. Por isso, sugerimos que sua crítica leve, automaticamente, à proposta de intervenção, assim fica mais natural. Veja um exemplo: Não se pode falar de cidadania no Brasil, já que não há acesso pleno ao lazer e à cultura por parte dos menos favorecidos. Ir ao cinema e ao teatro precisam ser atividades costumeiras e estendidas a todos os brasileiros. Como permitir que isso se realize numa situação de limitação econômica de tantos? Curto e grosso, né? Mais um exemplo: Está mais do que na hora de tratarmos as pessoas com transtornos mentais como cidadãos que merecem respeito. Até hoje, eles são estigmatizados, simplesmente por falta de informações corretas sobre o assunto e, também, existe uma carência de representatividade desse grupo nas mídias. Foi uma crítica contundente, bem direta. Críticas são assim mesmo… 4. Interrogação Nada como uma pergunta para levar o leitor a querer ler seu texto e descobrir a resposta. Afinal, todo mundo é curioso. E é um tipo de introdução também fácil de fazer. Fácil e atraente, portanto! Veja como usar: A importância dos indígenas no Brasil configura um fator indispensável à compreensão da diversidade étnica do nosso país. Contudo, ainda persistem desafios à valorização dessas comunidades, o que interfere na preservação de seus saberes. Quais medidas o Estado poderia tomar para melhorar esse cenário? (Mas, por favor, lembre-se de responder a pergunta no seu texto!) Olha só outro exemplo: Como seria o Brasil se não tivéssemos recebido imigrantes em nossa História? Eles marcaram todas as áreas possíveis da sociedade, e não poderíamos ser o que somos sem seu trabalho. E mesmo assim, o que se vê é uma ausência de políticas públicas eficientes para receber e integrar essas pessoas à sociedade. Observe que desta vez a pergunta teve mais um efeito de fazer o leitor pensar na importância dos imigrantes, de forma inversa – com a falta deles. Quer dizer, não haveria nenhuma resposta para a pergunta na argumentação. 5. Frase de alguém conhecido ou ditado popular Se você lembrar de uma frase de alguém, ou do povo, que tem tudo a ver com o que você pretende dizer em sua redação, ponha na introdução. Ao contrário do que se diz por aí, você pode usar ditado popular ou provérbios na redação, sim, desde que

De início, nossa equipe tem um tema (violência nas escolas) bem sério para sua redação desta semana. Sério e triste. Mas é um problema social urgente e pode cair no Enem. Afinal, estamos falando do tema a violência nas nossas escolas, a temática envolve professores, alunos, ex-alunos, pais de alunos e gente de fora. Então, podemos observar que é um tema complexo, não é? Felizmente, soluções despontam aqui e acolá e queremos que você as conheça para usar na redação! Por isso, abaixo, você vai encontrar o melhor conteúdo sobre o assunto, tanto no Brasil quanto em outros países. Desse modo, Leia-os com atenção e escreva uma redação dissertativa-argumentativa para o Enem, sobre o tema “A violência nas escolas brasileiras: desafios e soluções”. Assim, pense com carinho no que você acha melhor escrever – uma vez que isso indica autoria. Bom trabalho! Texto 1 sobre o tema violência nas escolas MANIFESTO Nota de Alerta da SBP contra os crimes cibernéticos A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – preocupada com a saúde, a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes, bem como ciosa da importância que tem a Escola no desenvolvimento deste grupo etário – alerta os pediatras, pais, educadores e responsáveis sobre a divulgação de mensagens e vídeos nas redes sociais e grupos de WhatsApp com discurso de ódio, provocando insegurança nas famílias e na população. Nesse momento em que o Brasil passou por recentes episódios de violência nas escolas, a SBP recomenda aos pais e responsáveis para agirem evitando a viralização desses vídeos, caso os recebam em seus celulares ou pelas diferentes redes sociais. Além disso, é importante ressaltar que o não compartilhamento desse material ajuda a enfraquecer o mercado de desinformação e de fake News, além de ajudar a cessar ataques desse perfil. Sempre atenta a conteúdos desta natureza, a SBP sugere ainda que: Por fim, a SBP reforça que está engajada e compartilhando das ações estratégicas com órgãos governamentais e instituições afins visando o enfrentamento à violência e aos crimes cibernéticos. Rio de Janeiro (RJ), 13 de abril de 2023. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP)fonte: Canguru News(texto adaptado) Texto 2 sobre o tema violência nas escolas fonte: Oabes – violência no âmbito escolar Texto 3 sobre o tema violência nas escolas Psicóloga explica como lidar com traumas após ataque em creche de SC Para Catarina Gewehr [psicóloga], experiências de ataques como a de hoje geram sentimentos de desolação nas pessoas. — Blumenau está um silêncio. Não é normal nem para o horário, nem para o dia da semana. É um peso, uma sensação de que algo muito irregular aconteceu — conta. Nas crianças, conforme ela, o fato causa impasses primeiro na linguagem, sendo que a percepção delas é alterada conforme o adulto repassa a informação, mesmo entre as que presenciaram o crime. — Geralmente, o adulto chora e dá resposta sem nexo para criança. É necessário entender que é legítimo estar triste, necessário manifestar, não fingir que está tudo bem. Assim, as crianças tendem a superar de maneira melhor casos devastadores como o ataque à creche — explica. Conforme a profissional, é normal que a população sinta desolação nos próximos períodos, sentindo tristeza, raiva, depois querer justiça, em seguida pensar o que poderia ter feito para evitar e, em seguida, novamente tristeza. — Serão muitos ciclos de perda de força. Todos os envolvidos vão precisar de ajuda profissional até que a situação perca a força de tirar a força das vítimas. Esses acontecimentos impactam por muito tempo — lamenta. Catarina reforça ser necessário que o país pense em ferramentas e políticas públicas com objetivo de promover uma cultura de paz, de diferenças e de valorização da vida, em vez de promoção de ideias a favor de armas, por exemplo. Adaptado de NscTotal Texto 4 sobre o tema violência nas escolas Mochilas vazias em frente ao Congresso, em Brasília, lembram vítimas de violência em escolas Diante desse cenário, dezenas de mochilas vazias, colocadas em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, lembram as vítimas da violência em escolas de todo o país, na manhã desta terça-feira (2). De acordo com o movimento cívico Avaaz, 35 jovens morreram em ataques desde 2012. É válido mencionar que o ato ocorre no dia programado para ocorrer a votação do Projeto de Lei 2630, conhecido como o PL das Fake News (veja detalhes abaixo). Portanto, a proposta torna crime a divulgação de notícias falsas pela internet. Conforme os organizadores, uma pesquisa encomendada pela Avaaz aponta que 93,7% dos entrevistados acreditam que as redes sociais não são seguras para crianças e adolescentes. fonte: Portal G1 – Globo(texto adaptado) Texto 5 sobre o tema violência nas escolas O Manifesto Juvenil #ENDviolence Nós nos comprometemos Com a gentileza Comprometemo-nos a ser respeitosos e cuidadosos na forma como tratamos nossa comunidade e a nos manifestar quando for seguro fazê-lo. Além disso, a bondade é uma responsabilidade que começa com cada um de nós. Com a denúncia de violência Comprometemo-nos a quebrar tabus e a vitimização em torno da denúncia de violência. Mas também procuraremos autoridades de confiança, como professores, conselheiros, representantes da comunidade e outros alunos, quando testemunharmos ou soubermos de violência dentro e ao redor da escola. Também nos comprometemos a criar canais liderados por jovens para denunciar a violência. Com a ação Por fim, comprometemo-nos a iniciar e apoiar iniciativas que promovam unidade, curiosidade e respeito mútuo em casa, na escola e em nossas comunidades – inclusive online. Por isso, é importante a ideia de que vamos proteger uns aos outros e proteger uns aos outros. [#Eu te dou cobertura] traduzido livremente de Unicef (texto adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A violência nas escolas brasileiras: desafios e soluções” notícia – agora, veja alguns relatos de como os professores mineiros se sentem com a constante ameaça de violência nas escolas. vídeo – outrossim, a psicanalista Maria Homem explica por que as escolas são tão importantes na construção da personalidade dos jovens – isso pode ajudar você a entender causas da violência nas escolas.

A ideia de Eixos Cognitivos vem da Psicologia, não do Enem. Mas o Enem organiza sua prova usando como base alguns deles que vamos mostrar agora. Pense na palavra “eixo”. Uma linha reta ao redor da qual alguns elementos giram juntos, de maneira uniforme. Agora imagine que esses elementos são as várias habilidades que todo candidato ao Enem precisa ter para fazer a prova. O cérebro faz o serviço de agrupar naturalmente essas habilidades, porque têm algo semelhante ou porque uma colabora com a outra. A Psicologia chama esses agrupamentos de “eixos cognitivos”, só para facilitar. E, se o próprio cérebro agrupa habilidades, fica mais fácil seguir o que ele faz e aprender as várias matérias obedecendo essa tendência, não é mesmo? Como o cérebro cria os “eixos cognitivos” Vale a pena entender o que se passa no seu cérebro quando você está estudando e aprendendo uma matéria! É bem complexo – na verdade é admirável! O cérebro cria processos que envolvem várias habilidades: Você tem todas essas habilidades, apenas que precisa treiná-las cada vez mais. Podemos ajudá-lo nessa tarefa, explicando como cada habilidade funciona. Percepção É tudo que entra em seu cérebro pelos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). O cérebro interpreta tudo e assim é que você formula sua ideia de tudo que está na realidade. Por exemplo, se você vir uma tesoura, na hora vai reconhecer que serve para cortar, já que, anteriormente, teve alguma experiência que demonstrou isso. Outro exemplo: digamos que você costumava cantar uma música na pré-escola, mas depois daquela época nunca mais voltou a ouvi-la – você será perfeitamente capaz de cantá-la novamente, de cor, caso a ouça hoje!E mais um exemplo: muitos dos repertórios que nós oferecemos a você toda semana vem em forma de vídeos – sua visão e sua audição captam o conteúdo e – PLIM! – já fica reservado para quando você precisar! Atenção A sua atenção é um processo em que seu cérebro é capaz de escolher o que realmente importa para ele do ambiente em que você está. Já se pegou distraído durante a aula? Já aconteceu de ler uma página inteira de um livro de leitura obrigatória e… não lembrar do que estava escrito lá? Todo aluno sabe bem o que é isso: falta de atenção. É preciso treinar seu foco, pois o cérebro tem um limite de informações nas quais ele consegue ter atenção de uma só vez. Sabe aquela ideia de ir fazendo as várias questões da prova enquanto pensa no tema da redação? Pois é… não funciona, e agora você já sabe por quê. Memória A memória você também sabe bem como é importante: só com ela você recupera as informações de que precisa para suas provas. Para sua prova de redação do Enem, por exemplo, você vai usar muito sua memória executiva, quer dizer, de curto prazo. Esse tipo de memória tem uma capacidade pequena de armazenagem, ou seja, elimina em pouco tempo o que tiver armazenado (Agora você entende por que não lembra mais nem o tema da redação na prova minutos depois de terminar a prova). Mas essa é a memória perfeita para planejar tudo na hora da redação, porque ela reúne várias atividades ao mesmo tempo – cerca de 7 no total. Com ela você pode usar informações que leu nos textos de apoio da proposta de redação, organizá-los, incluir repertório seu… tudo praticamente ao mesmo tempo! Já a memória de longo prazo você usará para armazenar todo tipo de informação que um dia (no futuro) venha a precisar – inclusive o repertório para a redação do Enem! Linguagem A forma como você fala, escreve e entende uma língua afeta a forma como você entende tudo ao seu redor. Tudo tem um nome, uma descrição… Sem a linguagem não existiria nem prova do Enem. Raciocínio Raciocinar é organizar um pensamento dentro da lógica, de forma que se tenha uma conclusão ou uma solução para um problema. Claro, tem tudo a ver com a dissertação: a argumentação de uma dissertação é puro raciocínio lógico. Emoção Tudo que você aprende está envolvido em emoção! E quanto mais fortes as emoções, mais atenção e memória são ativadas. E quanto mais atenção e memória ativadas… mais eficiente o aprendizado. Pode observar: sempre que uma emoção forte vem junto com a aprendizagem, mais profundamente você aprende a matéria e mais tempo ela fica na memória. Quem já passou pela escola sabe bem como alguns professores facilitam o aprendizado provocando emoções fortes nos alunos! Esse é o segredo para eles aumentarem (ou diminuírem) sua capacidade de memorização. Imagine alguém aprendendo a tocar violino, ou estudando poesia: como ele poderia dominar o aprendizado sem sentir emoção por aquilo?! Na sua vida acadêmica, profissional e no Enem (que é o que interessa agora) você vai precisar usar… Esses são os eixos cognitivos! Saber quais os eixos cognitivos que o Enem usa serve muito para ajudar você a organizar melhor as informações e escrever mais rápido – são úteis ou não são?! Como o Enem usou os eixos cognitivos na edição de 2022 O Enem exige que você domine 5 eixos cognitivos. Vamos explicar cada um com exemplos. 1. Dominar linguagens (DL) Você precisa dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica, e das línguas espanhola e inglesa. Veja que linguagem, aqui, não é só português, inglês e espanhol. Linguagem é o código usado por cada uma das disciplinas estudadas na escola. Linguagem é a forma como um tipo de pensamento é compreendido. Em outras palavras, na prova de redação do Enem, é claro que você precisa dominar a língua portuguesa, mas também precisa dominá-la para todas as outras provas do Enem! Acontece muitas vezes de um aluno errar uma questão de química, física ou matemática simplesmente porque tem pouca habilidade em compreender a língua escrita! Mas o que seria a linguagem científica? É aquela que os cientistas usam em seus textos. Por exemplo, esta questão do Enem

Se o Enem pedir o tema “inteligência artificial”, o que você pretende escrever? Quais repertórios você poderia citar? Nesse sentido, este artigo tem toda a base que você precisa para o caso de esse ser o tema – e tem repertórios também, é claro! Aproveite porque é o assunto do momento! Então, sua redação desta semana é sobre “a inteligência artificial e os impactos sociais no Brasil e no mundo”. Primeiramente, leia os textos abaixo, para entender o que é IA (Inteligência Artificial). Em seguida, escolha qual repertório você prefere usar, da nossa lista (aprenda a usar repertórios!). Por fim, escreva sua redação dissertativa argumentativa simulando o Enem. Agora, se você é novato no Enem, veja aqui como funciona esse tipo de redação. Vamos ao material de redação de hoje. Texto 1 sobre o tema inteligência artificial fonte: Cingo Texto 2 sobre o tema inteligência artificial Impactos Positivos da Inteligência Artificial na Sociedade (…) Com melhores recursos de monitoramento e diagnóstico, a inteligência artificial pode influenciar drasticamente a saúde. Ao melhorar as operações de instalações de saúde e organizações médicas, a IA pode reduzir os custos operacionais e economizar dinheiro. Uma estimativa da McKinsey prevê que o big data pode economizar até US$ 100 bilhões em medicamentos e produtos farmacêuticos anualmente. O verdadeiro impacto será no cuidado dos pacientes. O potencial para planos de tratamento personalizados e protocolos de medicamentos, além de fornecer aos provedores melhor acesso às informações nas instalações médicas para ajudar a informar o atendimento ao paciente, mudará a vida. Nossa sociedade ganhará incontáveis horas de produtividade apenas com a introdução do transporte autônomo e da IA influenciando nossos problemas de congestionamento de tráfego, sem mencionar as outras maneiras de melhorar a produtividade no trabalho. Livres de deslocamentos estressantes, os humanos poderão gastar seu tempo de várias outras maneiras. A maneira como descobrimos atividades criminosas e resolvemos crimes será aprimorada com inteligência artificial. A tecnologia de reconhecimento facial está se tornando tão comum quanto as impressões digitais. O uso da IA no sistema de justiça também apresenta muitas oportunidades para descobrir como usar efetivamente a tecnologia sem prejudicar a privacidade de um indivíduo. Fonte: traduzido livremente de: Bernardmarr Texto 3 sobre o tema inteligência artificial Golpistas estão se passando por entes queridos usando vozes falsas geradas por IA Países como os Estados Unidos e o Canadá já contabilizaram inúmeros casos de golpes usando deepfake, com idosos sendo os principais alvos. Recentemente, uma canadense de 73 anos, de nome Ruth Card, foi vítima de um golpe em que o criminoso usou uma voz gerada por inteligência artificial para se passar por seu neto. Ele ligou para a senhora e afirmou estar na cadeia, pedindo dinheiro para pagar a fiança. A idosa rapidamente sacou 3 mil dólares canadenses, sem ter ideia de que estava sendo enganada. Felizmente, o gerente do banco percebeu o golpe antes que ela perdesse ainda mais dinheiro. (…) Outro caso envolveu um americano chamado Benjamin Perkin, que viu seus pais perderem milhares de dólares ao caírem em um esquema similar. Na ocasião, um falso advogado utilizou a voz criada por inteligência artificial do filho para convencê-los a depositar dinheiro em um terminal de bitcoin. Assim, o argumento usado foi que Benjamin havia atropelado e matado um diplomata e, por isso, estava preso. Para dar veracidade à sua história, o criminoso então colocou Benjamin Perkin ao telefone para falar com sua mãe. A senhora, obviamente, acreditou estar falando com seu filho. Mas na verdade ela tinha ouvido apenas um arquivo de áudio com a voz de Benjamin gerada por computador. Infelizmente, quando descobriram a farsa, já era tarde demais para recuperar o dinheiro perdido. fonte: Hardware – Vozes falsas geradas por IA Texto 4 Artista alemão causa polêmica ao ganhar concurso com foto criada com inteligência artificial Primeiramente, o artista alemão Boris Eldagsen causou polêmica ao ganhar o prestigioso prêmio de fotografia Sony World Photography Awards em março, com uma imagem gerada inteiramente com a ajuda de Inteligência Artificial (IA). Nesse sentido, acusado pelo júri de ter “mentido deliberadamente”, Eldagsen disse ter sido transparente sobre a natureza de sua obra, mas decidiu recusar o prêmio. Dessa forma, aA obra “Pseudoamnésia: O Eletricista” é uma imagem em tom sépia, que mostra duas mulheres de frente para a câmera, como se fosse uma fotografia do início do século XX. A fotografia é um dos campos artísticos mais afetados pelo advento da IA, que permite a qualquer pessoa criar imagens ultrarrealistas simplesmente conversando com um “chatbot”. fonte: Portal G1 Globo Texto 5 Stanford: 10 coisas que aprendemos sobre inteligência artificial em 2022 3- A inteligência artificial está ajudando e destruindo o meio ambiente Dessa maneira, novos estudos sugerem que a construção de modelos eficazes de IA tem um impacto enorme no meio ambiente. Segundo alguns acadêmicos, para “treinar” Bloom, um grande modelo linguístico, foram emitidas quantidades de dióxido de carbono 25 vezes maiores do que as provenientes de um voo Nova York – São Francisco. Além disso, ao longo do tempo vão surgindo soluções baseadas em inteligência artificial capazes de salvaguardar e proteger o ambiente através da otimização do consumo de energia. (…) 5- O número de acidentes causados pelo uso incorreto da inteligência artificial está crescendo rapidamente Conforme um banco de dados AIAAIC (AI, Algorithmic, and Automation Incidents and Controversies), que rastreia incidentes éticos causados por inteligência artificial, eles cresceram 26 vezes desde 2012. Esse crescimento se deve em grande parte ao aumento do número de soluções de inteligência artificial. traduzido livremente de: Money Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A inteligência artificial e os impactos sociais no Brasil e no mundo” reportagem- nesse sentido, aqui você vai ter repertório com números e palavras de estudiosos sobre a possibilidade de se detectar depressão em usuários de redes sociais usando a IA! reportagem – todavia, não pense que IA é só para criar textos, responder perguntas… já que a Adobe lançou um programa que cria imagens também, que vai revolucionar a vida dos designers e artistas em geral –

Você sonha com uma vaga na Unicamp, não é mesmo?! Não é pra menos: ela está entre as 200 melhores universidades do mundo, segundo a QS World University Rankings 2023! Se você acha difícil passar no vestibular dela, não desanime: espere só pra ver a ajuda que daremos agora! Para se dar bem na Unicamp 2024, você precisa do calendário completo, e de dicas para estudar as obras literárias. Começamos com o calendário. Calendário Unicamp 2024 Inscrições e pagamento da Taxa de Inscrição: 31 de julho a 31 de agosto de 2023 Prova de Habilidades Específicas de Música: setembro e outubro de 2023 1ª fase: 29 de outubro de 2023 2ª fase: 3 e 4 de dezembro de 2023 Provas de Habilidade威而鋼 s Específicas: 7 a 9 de dezembro de 2023 As obras obrigatórias para a Unicamp 2024 Confira neste vídeo as obras obrigatórias para a Unicamp 2025 (ATUALIZADAS): Nós poderíamos apenas dar a lista de livros obrigatórios da Unicamp para você… mas faremos mais que isso: vamos falar o que é mais importante você saber sobre cada uma! A Tarde – Olavo Bilac Bilac foi o maior poeta parnasiano que o Brasil teve. Ele escreveu A Tarde alguns anos antes de morrer, em 1918. Então você pode imaginar que seus poemas eram os mais perfeitos que Bilac pôde criar, e são exemplos do Parnasianismo! Aliás, durante um bom tempo esse foi o mais famoso livro de sonetos da nossa literatura! Nele você vai encontrar alguns sonetos que falam da terra e dos mitos nacionais; outros sonetos falam de personagens bíblicos e da mitologia grega; e outros são homenagens a grandes artistas do passado. Tem também alguns sonetos que não pertencem a esses grupos, e são uma espécie de balanço de vida e avaliação do legado que ele imaginava estar deixando. Como os melhores poemas parnasianos, os deste livro contêm 14 versos decassílabos (ou, em alguns casos, dodecassílabos) divididos em dois quartetos e dois tercetos, com rimas. tudo formal bem ao gosto parnasiano. Você pode ler este livro gratuitamente neste link da USP: Olhos d`água – Conceição Evaristo A autora deste livro diz que o que ela fez nele foi uma “escrevivência”. É que são vários contos contando suas experiências de vida como alguém que foi uma excluída social. Conceição Evaristo foi uma menina negra, pobre, e mais tarde empregada doméstica, e muitos de seus personagens se parecem com ela: Ana Davenga, Maria, Duzu, Natalina, Luamanda, Ayoluwa… Os contos falam de violência doméstica, violência urbana, preconceitos… mas não se trata de um livro melancólico – ao contrário, suas personagens insistem em continuar vivendo e sonhando. Como você já deve ter adivinhado, os personagens do livro têm ascendência africana, então há ritos e memórias dos antepassados que vieram da África, o tempo todo. Você não vai conseguir ler este livro sem se comover. Carta de Achamento a el-rei D. Manuel – Pero Vaz de Caminha Muitos estudiosos consideram a Carta de Pero Vaz de Caminha a primeira literatura brasileira. Ou seria ela portuguesa?! Bem, o que importa para você que vai prestar a Unicamp é saber que ela traz as experiências que Caminha e seus conterrâneos portugueses viveram ao chegar ao que hoje é o Brasil. Os trechos que falam dos primeiros contatos com os indígenas têm grande chance de cair na sua prova – mostram os interesses econômicos dos colonizadores de Portugal. A linguagem da época pode atrapalhar um pouco, mas tudo que ele narra é bem curioso. É possível imaginar as cenas em que os indígenas usavam plumas e pinturas pelo corpo. Hoje, quando já sabemos do que houve com a população indígena do Brasil a partir do descobrimento, a Carta pode nos explicar mais sobre como tudo começou. A carta do escrivão Caminha está disponível de graça no site da Biblioteca Nacional. Casa Velha – Machado de Assis Este livro não nasceu como livro: era um folhetim na revista A Estação, lá pela década de 1880. Só virou livro em 1943. Você sabe o que era um folhetim, ou não? Folhetim era uma novela publicada em capítulos, de forma impressa, num jornal. Se a prova de vestibular perguntar, saiba que é uma obra da fase realista de Machado, mas alguns críticos acham que tem mais características românticas do autor. A história é a seguinte: um cônego (religioso ligado à administração de uma igreja) estava escrevendo um livro sobre o primeiro Império e vai até uma casa onde teria morado um ministro daquela época. A intenção dele era pesquisar documentos que estariam em meio às relíquias da casa velha. Acaba se tornando amigo da família e… descobre um caso de amor entre os moradores da casa. Não fica só nisso: outros casos também são descobertos e assim segue a história. A Casa Velha você pode ler imediatamente, sem pagar nada; basta baixar do site Domínio Público. O Ateneu – Raul Pompéia Você vai achar que este livro fala de bullying (que faz parte dos nossos temas de redação), mas não é o caso. Ele faz uma crítica ao ensino da elite brasileira no final do século XIX, e à relação entre amizades, relacionamentos, e posição social. Outro tema que ele toca é a homossexualidade, mas de forma discreta, como insinuação – alguns alunos nem percebem. Não espere uma sequência cronológica: os fatos são relatados fora da sequência, o que pode dar um pouco de trabalho para você entender. E também a linguagem é intrincada, formal: é preciso ler com atenção. A história em si é de Sérgio, um jovem adolescente que pela primeira vez fica longe da família para estudar num colégio interno masculino no Rio de Janeiro, o colégio Ateneu. A história é contada em primeira pessoa, muito tempo depois dos fatos. A princípio ele achava que amadureceria graças à experiência naquele colégio, mas muda de ideia posteriormente… O personagem Aristarco é muito marcante: trata-se do diretor do colégio, que se revela uma pessoa abominável, que humilha alunos publicamente. Pior são os colegas de Sérgio, que também têm suas

Já comprou algum produto só porque estava no Instagram? Se sim, você é mais um que caiu na influência das redes sociais sobre seus hábitos de consumo… Dizemos “mais um”, e você vai entender por quê no artigo de hoje, com um tema “quente” para a redação do Enem. E o tema desta semana é exatamente este: “Redes sociais e como elas influenciam nosso consumo”. Tudo que você tem a fazer é escrever uma redação para o Enem, com os argumentos e as propostas de intervenção necessárias (temos dicas para detalhar agente e meio). Texto 1 Como a mídia social nos influencia a comprar Conveniência de fazer compras a partir do seu dispositivo. A publicidade nas redes sociais também é mais eficaz porque a oportunidade de compra é imediata. Antigamente, se você visse um anúncio na televisão, precisaria se lembrar dele na próxima vez que fosse até a loja. para comprá-lo. Esse inconveniente diminuiu a eficácia desses anúncios. Mas hoje em dia, o atrito foi removido. Vemos um anúncio nas mídias sociais e imediatamente temos a oportunidade de comprar o item em questão de segundos com apenas alguns cliques. Perseguindo “curtidas”. Não apenas o que vemos sobre os outros nas mídias sociais nos influencia a comprar, mas muitas vezes compramos por causa do que queremos que os outros vejam sobre nós. É muito fácil cair na armadilha de perseguir curtidas e seguidores nas redes sociais – os criadores nos recompensam por isso. Coisas legais, produtos da moda, destinos sofisticados e boa comida e bebida funcionam bem nas mídias sociais. A maioria de nós sabe disso e gasta mais do que deveria apenas para impressionar as pessoas nas redes sociais. Mas há maneiras melhores de impressionar os outros. fonte: be coming minimalist – social media consumerism Texto 2 fonte: money times – brasil é o 1º colocado no ranking mundial em que os influencers são mais relevantes para decisão de compra Texto 3 Como a mídia social promove uma cultura de consumo negativa Personalidades do YouTube, modelos do Instagram e estrelas do TikTok alcançam sua imensa fama ou continuam a aumentar sua riqueza com negócios de marca. Sendo um Embaixador da Marca. Influenciando seus seguidores a comprar tudo o que eles promovem. Eles não são chamados de influenciadores sem motivo. E eles tornam mais fácil para as marcas anunciarem para seu público-alvo porque esses influenciadores já criaram sua base de fãs e as empresas demográficas desejam vender. Esses influenciadores são gratos pelos produtos que recebem por meio de patrocínios ou pacotes de relações públicas porque isso os ajuda a ganhar mais dinheiro e, claro, quem não gosta de brindes grátis? A mídia social costumava ser divertida. Era para criar conexão. Mas agora é usada como uma plataforma de negócios para enfiar marcas e produtos goela abaixo dos espectadores. Quanto mais exposição alguém tiver a produtos ou a noção de comprar mais coisas, mais essa pessoa adotará a mentalidade de que precisa de mais coisas ou que deseja comprar mais coisas. traduzido livremente de medium – how social media promotes a negative consumer culture Texto 4 Virginia Fonseca chamar base de dermomake pode configurar propaganda enganosa Após o lançamento da base ao preço de R$ 199,90, valor considerado alto demais para um item nacional, a empresária e influenciadora Virginia Fonseca, mulher do cantor Zé Felipe, passou a receber críticas nas redes sociais e foi acusada por internautas de fazer “propaganda enganosa”, além de usar a expressão dermomake de forma incorreta. (…) “Dermomake” ou “dermocosmético” é a definição para produtos com a fórmula que alia maquiagem ao tratamento da pele. Foi disseminado pela rede Boticário. Alguns especialistas dizem que não é técnico nem médico e foi criado mais como apelo de marketing. A utilização indevida do termo para produtos sem eficácia comprovada para o tratamento da pele pode, sim, se enquadrar como propaganda enganosa, previsto no artigo 37 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), segundo advogadas ouvidas pelo R7. “Se o produto colocado à venda descrever características que não possui, ele está levando o consumidor a erro e deve ser retirado de circulação ou ter a sua etiqueta reajustada. A Anvisa faz a liberação, muitas vezes, pelas substâncias que estão no produto e não efetivamente se ele tem um resultado ou não”, diz a advogada Mariane Teodoro Salles, especialista em empresas de beleza e estética. fonte: lifestyle r7 – virginia fonseca chamar base de dermomake pode configurar propaganda enganosa Texto 5 73% dos brasileiros já compraram influenciados pelas redes sociais A agência de comunicação MARCO realizou o estudo ‘O Comportamento do Consumidor Pós-Covid 2022’ que demonstra como o marketing de influência impacta o comportamento de compra dos brasileiros. Para o estudo, foram entrevistadas mais de 14 mil pessoas para analisar as preferências e o comportamento dos consumidores de 14 países diferentes. De acordo com o estudo, os brasileiros são os mais influenciados por publicidade digital: 77% artigos online 72% recomendações de influencers digitais Além disso, 73% dos brasileiros declararam já ter comprado algum produto ou serviço baseado na indicação de alguma personalidade digital. O recorte do estudo para faixa etárias também demonstra que os entrevistados entre 41 e 65 anos são os menos impactos por recomendações de influencers com 43%, de maneira que para o grupo entre 18 e 25 anos, a porcentagem sobe para 57%. fonte: sebrae – 73% dos brasileiros já compraram influenciados pelas redes sociais Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Redes sociais e como elas influenciam nosso consumo” reportagem – neste artigo você vai ter ideias ótimas para suas propostas de intervenção sobre a influência de redes sociais no consumo, não perca! estudo – ótimos dados de repertório esperam por você neste estudo de Ísis Macêdo, da UFPE, sobre os hábitos de compra de roupas das adolescentes, sob influência das redes sociais! estudo – quais os produtos mais vendidos nas redes sociais? por que as pessoas compram tão facilmente de redes sociais? as respostas estão neste trabalho de Ana Carolina Rangel, do Centro Paula Souza. artigo – conheça

Chegou ao blog certo: só aqui você tem as informações todas (todas mesmo!) sobre como será o Enem 2023. Veja as datas e tudo sobre a redação! Antes de ver tudo o que você precisar saber sobre o Enem 2023, anote aí as datas pra quem vai fazer a prova – foram alteradas recentemente (não sabemos por quê): Inscrições: 5 a 16 de junho Provas: 5 e 12 de novembro (no dia 5 de novembro você fará sua prova de redação) Divulgação do gabarito: 24 de novembro Resultados: 16 de janeiro de 2024 Documentos para fazer a prova do Enem 2023 Nos dias da prova você pode levar seu documento de identificação no bolso ou de forma digital, se preferir. Então pode usar o e-Título, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o RG digital. Só não leve em forma de print ou em PDF – eles têm que estar nos aplicativos oficiais. Enem digital em 2023 Não vai ter mais Enem digital. Foi uma decisão do Inep, porque não havia muito interesse dos alunos nessa versão, e, ainda tinha o fator custo: era mais caro que a versão impressa. Número de questões na prova do Enem 2023 No primeiro dia de prova do Enem, você encontrará as seguintes questões: Tudo isso precisa ser feito em 5,5 horas. Como no segundo dia de prova do Enem não há mais a redação, você terá 5 horas somente para resolver as questões, que são as seguintes: Tanto no primeiro quanto no segundo dias de prova, as questões são sempre objetivas, e nosso cálculo é também de 3 minutos para cada uma, no máximo! A ideia de incluir questões dissertativas está suspensa momentaneamente, até que o Novo Ensino Médio seja readequado e voltar a valer. Siga nosso blog que vamos avisar imediatamente quando as questões dissertativas forem implantadas. Os alunos comentam que 3 minutos para cada questão é o ideal – nada mais que isso. Na redação, 1 hora e 50 minutos tem sido o tempo máximo ideal. Claro que isso vai depender de você: se você leva mais de 3 minutos em cada questão, seu tempo de redação será reduzido. Ainda falando do tempo, os alunos comentam com a gente que levam muito tempo para responder as questões do Enem, porque os enunciados são bem longos. Então treine cronometrando seu tempo! E, por favor, não chegue atrasado para a prova: os portões fecham às 13h, e a prova começa às 13:30 (horário de Brasília). Redação Enem 2023 Vamos agora mostrar como vai ser a redação do Enem 2023, que é a nossa especialidade. Se você vai prestar Enem pela primeira vez, este é o básico que precisa saber sobre a redação: A imagem abaixo faz parte da cartilha do enem, e mostra o que você precisa fazer na sua redação, mas não indica necessariamente a ordem dos itens. Logicamente você vai primeiro entender o tema, mas você pode dar soluções para o caso em qualquer ponto do seu texto. Estamos alertando para isso, porque muitos alunos acham que a proposta de intervenção deve vir na conclusão, Isso não é verdade – ela pode vir até na introdução, como diz o Inep na cartilha dos corretores. A imagem mostra apenas a sequência do seu pensamento – afinal você só pode imaginar proposta de intervenção depois de analisar o problema, não é mesmo? Critérios de nota da redação Enem 2023 Os corretores do Enem vão analisar sua redação e dar a nota seguindo vários critérios, e são tantos que eles agrupam os critérios em 5 competências. Se você é competente numa habilidade, é porque você a domina. Por exemplo, se você é competente em escrever com a gramática correta, é porque você domina a gramática Então as 5 competências são todas as habilidades que os alunos precisam ter para tirar a nota máxima – 1000 – no Enem. Esta tabela abaixo (da cartilha de corretores do Enem) mostra todas as competências e o que é analisado dentro de cada uma – você tem todas essas competências? E a nota funciona assim: os 1000 pontos máximos são divididos em 200 por 5 competências. Assim, cada competência vai te garantir no máximo 200 pontos. A gente já tinha explicado antes como as redações são corrigidas no Enem – e os corretores são sempre professores. Aliás, são 2 professores que vão corrigir sua redação. Se por acaso as notas que cada um der tiverem uma diferença de mais de 100 pontos, ou se alguma das competências tiver uma diferença de mais de 80 pontos, entra em cena o terceiro corretor. E se a diferença de notas continuar, a redação vai ser avaliada por uma banca inteira de especialistas. Então, se você é o tipo do aluno dedicado, fique tranquilo porque a correção é séria. O título na redação Enem 2023 Não precisa pôr título na sua redação. O título não é obrigatório e não receberá nota, nem pode fazer você perder nota. Só tem um detalhe: se você decidir colocar título, não use nada que possa zerar sua redação como explicamos abaixo. O que pode zerar a redação Enem 2023 Nossos corretores nos contaram que sempre recebem redações com algum problema que poderia levar à nota zero. Então temos a obrigação de lembrar você do que leva um corretor do Enem a zerar uma redação. Primeiro, as razões ligadas principalmente a falta de atenção (ou quando o aluno “dá bobeira”): E agora as razões ligadas a falta de treino (e a candidatos iniciantes), portanto, que podem prejudicar até quem é atento. São essas que nossos corretores dizem que mais aparecem nas redações que eles recebem: Estamos tranquilos depois deste artigo: ele tem tudo que você precisa saber sobre o Enem 2023. Mas tudo mesmo! Podemos combinar uma coisa? Deixe que a gente te ajuda com a redação – nós temos professores treinados para corrigir o modelo Enem de um jeito que só aqui!

Como você está se preparando para o Enem 2023? Você tem um calendário mensal? Horário semanal? É preciso ter um cronograma para conseguir ver toda a matéria, sabia? A gente vai te ensinar a fazer isso neste artigo – não deixe para ler depois! Sem cronograma de estudos de agora até o Enem 2023 você corre o risco de não rever toda a matéria até o dia da prova. Você vai acabar perdendo tempo com matérias que nem caem com frequência! E é bem simples e fácil seguir um cronograma como a gente ensina. Como dar conta da matéria para o Enem 2023 Antes de qualquer coisa, você precisa se conscientizar de que não há 1 ano até sua prova do Enem. Quer dizer, se você está começando a estudar em janeiro, há no máximo 10 meses até lá. Se você está começando a estudar em março, são 8 meses pela frente. Estamos chamando sua atenção para isso, porque os alunos que prestam o Enem pela primeira vez costumam pensar em termos de “ano letivo”. Mas “ano letivo” não são 12 meses, ok? E dependendo de quando você está começando a rever a matéria para o Enem… isso vira apenas alguns meses! O que acontece se você ignorar essa realidade? Já viu aqueles candidatos desesperados algumas semanas antes da prova? Pois então… você será tomado por um desespero lá por setembro, quando descobrir que não dá tempo para mais nada… Seus estudos para o Enem, na prática, são a revisão da matéria estudada durante seu ensino médio – é uma revisão. Claro que você pode ter deixado de aprender várias matérias no colégio – é a realidade, infelizmente -, mas o estudo para o Enem é prioritariamente tempo de revisão, tenha isso em mente. E um último alerta: o mês de julho é mês de férias nas escolas. Férias nas escolas – não para quem estuda para o Enem! Quem vai prestar Enem pode até sair de férias em julho, mas isso é um prejuízo grande – aconselhamos seriamente você a dedicar julho ao estudo normalmente! O que vemos entre os alunos cujas redações recebemos para correção é que quem passou julho de férias (porque ninguém é de ferro) precisa fazer Enem novamente no ano seguinte (e sem férias dessa vez). Você não quer passar por isso, quer? Bem, entendidos esses detalhes que fazem toda a diferença, é hora de você se organizar com nosso cronograma. Como fazer um cronograma para o Enem 2023 Não sabemos quanto tempo você tem até o Enem, mas estamos criando este cronograma em abril de 2023, faltando 7 meses até a prova, então, adapte este cronograma para seu caso. As últimas semanas antes da prova Agora vamos aos meses de revisão da matéria, antes da revisão final perto da prova. Os meses de estudo para o Enem 2023 Assim que você já tiver organizado o cronograma para as últimas semanas antes da prova, é hora de organizar o tempo que você tem até lá. Quantos meses você tem até setembro? Esse é o tempo que você tem para repassar toda a matéria, ok? Faça seu cronograma como você tinha na escola: Viu como é simples fazer o cronograma? E você pode até usar o aplicativo Meu planner de estudos, que é super prático e tem um visual bonito. Como dar conta da matéria toda do Enem O ideal mesmo é você estudar com uma apostila de cursinho, que você pode comprar em grupos de redes sociais ou em sebos (se tiver sorte, você pode receber suas apostilas por doação!). É mais fácil simplesmente seguir as páginas dela, em vez de fixar matérias específicas a cada dia, como você tinha na escola. Simplesmente verifique quantas páginas de exercícios você tem para fazer. Divida esse número pelos dias que tem pela frente, e aí está quantas páginas você deve estudar por dia. Claro que você precisa se adequar ao seu estilo e às suas dificuldades específicas: há exercícios mais fáceis e outros mais difíceis; além disso há alunos que encaram o estudo no fim de semana, e outros não. Nós sugerimos que você use apostilas, porque são mais compactas e só contêm as matérias que realmente caem no Enem, tudo organizadinho. Vá direto aos exercícios (testes) em vez de estudar a teoria, e cronometre seu tempo para saber se você não vai se desesperar na hora da prova. Faça todos os exercícios – todos! Um tempo bom para resolver questões em teste fica no máximo em 3 minutos. Pouca gente lembra desse detalhe, mas o tempo derruba muita gente estudiosa na hora da prova. Simulados para Enem igual ao dos cursinhos Uma boa ideia é simular uma prova, como os cursinhos fazem. É só calcular quanto vale cada questão a ser feita, e depois calcular qual foi sua “nota”, como se fosse o dia da prova. Por exemplo, se você tem 20 questões em forma de testes para fazer, cada uma vale 0,5 pontos, e somando seus acertos, você terá uma “nota” simulada nesses testes. Isso lhe dá uma noção muito boa de como está indo e evita sustos ruins na hora H. O resultado é igual ao dos simulados de cursinhos! Marque as questões que você errou, e num outro momento, verifique somente essas questões para entender onde foi o erro. Aí sim é hora de dar uma olhada na teoria se você precisar. Sem falar que, quando você corrige seu próprio erro, a chance de voltar a errar é quase zero. Cronograma de redação para o Enem 2023 A redação é um capítulo à parte: jamais deixe para treinar redação 1 mês antes da prova do Enem! Hoje você tem uma coleção imensa de temas para fazer sua redação à sua disposição (estão todos aqui!). Assim que começar a rever a matéria para o Enem, toda semana escreva uma redação e envie para nossa equipe. Já percebeu que, apesar de tantas dicas que você vê por aí, só 0,5% dos candidatos chegam à

Repertório diferente você encontra sempre no blog do Redação Online. E olha só o que temos pra hoje: uma lista de poesias com versos que darão um toque todo especial na sua argumentação! Então, vamos mostrar quais temas combinam com esses repertórios, para facilitar sua vida. A maioria dos vestibulandos do Enem decora frases e nomes de livros. Você vai se diferenciar com poesias – e algumas delas você precisa saber para a prova de literatura! Veja só a primeira poesia. 1. “O Bicho” – Manuel Bandeira Vi ontem um bicho na imundice do pátio catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, nem examinava, nem cheirava; engolia com voracidade o bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Este é um poema que mostra de forma muito comovente sobre a pobreza extrema no país. O trecho “Quando achava alguma coisa, nem examinava, nem cheirava; engolia com voracidade” é bem impactante… O detalhe é que Manuel Bandeira o escreveu em 1947! Por isso, vários versos provam que essa situação é crônica no Brasil. 2. “Que país é esse?” – Renato Russo Nas favelas, no Senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a Constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? No Amazonas, no Araguaia iá, iá, Na Baixada Fluminense Mato Grosso, nas Gerais e no Nordeste tudo em paz Na morte eu descanso, mas o Sangue anda solto Manchando os papéis, documentos fiéis Ao descanso do patrão Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Terceiro mundo, se for Piada no exterior Mas o Brasil vai ficar rico Vamos faturar um milhão Quando vendermos todas as almas Dos nossos índios num leilão (…) Um clássico de nossa MPB, que também é um poema perfeito para redações que falam de desrespeito a direitos básicos do cidadão; ou então do comportamento de “tirar vantagem em tudo”, que ainda persiste. Nós sugerimos que você não use o verso “Que país é esse?”, porque ele já foi muito usado em redações. Um verso que diz muito é “Ninguém respeita a Constituição Mas todos acreditam no futuro da nação” 3. “O Navio Negreiro” – Castro Alves (…) Era um sonho dantesco… O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros… estalar do açoite… Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar… Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras, moças… mas nuas, espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura… se é verdade Tanto horror perante os céus… Ó mar! por que não apagas Co’a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?… Astros! noite! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!… Olha só o Castro Alves, aqui, com seu mais famoso poema, então para temas que tratam das consequências da escravidão (que perduram até hoje). Este trecho está cheio de repertório. Ele descreve a situação num navio negreiro, que apavora o poeta Castro Alves. Este verso é bem forte: “Se é loucura… se é verdade Tanto horror perante os céus…” 4. “Os meus livros” – Jorge Luis Borges Os meus livros (que não sabem que existo) São uma parte de mim, como este rosto De têmporas e olhos já cinzentos Que em vão vou procurando nos espelhos E que percorro com a minha mão côncava. Não sem alguma lógica amargura Entendo que as palavras essenciais, As que me exprimem, estarão nessas folhas Que não sabem quem sou, não nas que escrevo. Mais vale assim. As vozes desses mortos Dir-me-ão para sempre. Que poema lindo e cheio de repertório para uma redação sobre a importância de desenvolver o hábito de ler, não é? Jorge Luis Borges foi um conhecido poeta argentino. Difícil escolher o melhor verso… este é fácil de decorar: “As vozes desses mortos Dir-me-ão para sempre.” 5. “Educação Indígena” – Márcia Wayna Kambeba (…) Se hoje no século XXI Tens a mata e a biodiversidade, Nesse verde eu cresci E conheci sua bondade, Partilhar água e sombra, Sem ver nisso tanta maldade. Mas logo veio o “outro”, E mostrou-me com sua maldade, A importância da escrita E vi nela uma necessidade, Fui estudar na escola do branco Para entender sua realidade. Compreendi que a cultura é um rio Corre manso para os braços do mar, Assim não existem fronteiras Para aprender, lutar e caminhar A autora desta poesia é uma indígena do Amazonas. Note que o poema é mais longo, mas este trecho você pode usar tranquilamente em assuntos relacionados aos indígenas, ou à própria Floresta Amazônica. Ele também vai bem em redações sobre a escolaridade dos indígenas. 6. ”Com licença poética” – Adélia Prado Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Percebeu que este poema é inspirado no “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade?! Mas o assunto aqui é como a poetisa vê o fato de ser mulher. Se a forma como ela pensa a participação da mulher na sociedade é igual à sua, escolha um verso! Nós ficamos com este: “Mulher é desdobrável.” É curto e tem um sentido profundo. Decore alguns versos dessas poesias para refletir e usar na redação! Não custa nada e dá