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Não sei se você sabe, mas as normas da ABNT são regras que padronizam várias questões na sociedade. Inclusive, a formatação de trabalhos da faculdade e de todas as produções científicas. A fama dessas regras não é das melhores. De fato, formatar um trabalho nas normas da ABNT não é das tarefas mais fáceis. Mas existem alguns caminhos que podem facilitar esse percurso. Então, vamos lá. Esse é um guia com todos os aspectos para começar a fazer a formatação de trabalhos nas normas da ABNT. O que é ABNT? A ABNT é a sigla para Associação Brasileira de Normas Técnicas. É, de forma geral, uma entidade privada sem fins lucrativos, responsável por cuidar das normatizações do Brasil. Quer dizer, a ABNT propõe formas de normatizar todos os processos do país: desde tecnológicos, industriais até acadêmicos e científicos. O objetivo central da ABNT é, portanto, favorecer o desenvolvimento tecnológico e científico do Brasil, através de padronizações. De onde surgiu a ABNT? Embora as normas referentes à padronização de trabalhos sejam as mais conhecidas, a ABNT não surgiu exatamente para isso. Em 1940, a partir do contexto do país, surgiu a necessidade de padronizar o uso do concreto armado. A ABNT surgiu então como uma forma de criar normas para esse mercado. Principais normas da ABNT para trabalhos acadêmicos O conjunto de regras para formatação de trabalhos nas normas da ABNT é bastante extensa. O ideal é que você consulte a NBR sobre o assunto, sempre que você precisar saber como funciona alguma formatação específica. Então, aqui estão as principais NBRs sobre trabalhos de faculdade: NBR 14724 – trabalhos acadêmicos NBR 10520 – Citações NBR 6022 – Artigos científicos impressos NBR 6023 – Referências NBR 6027 – Sumário NBR 6028 – Resumo e abstract NBR 6024 – Numeração progressiva das seções NBR 6023 – Índice NBR 15287 – Projeto de pesquisa Estrutura do trabalho nas normas da ABNT As normas da ABNT estabelecem uma estrutura básica para trabalhos acadêmicos que compreende: elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Elementos pré-textuais Os elementos pré-textuais são os que antecedem o texto do trabalho em si. Nas normas da ABNT, os elementos pré-textuais obrigatórios são: Vamos falar de cada um desses elementos. Capa A capa é o primeiro elemento obrigatório e serve para apresentar o trabalho. A NBR 14724 estabelece que é necessário que a capa apresente as seguintes informações nessa ordem: Nome da instituição de ensino Formatação: Nome do curso Formatação: Nome do autor ou autora do trabalho Formatação: Título do trabalho Formatação: Subtítulo Formatação: Número de volumes Formatação: Local da instituição de ensino Formatação: Data da entrega do trabalho Formatação: Folha de rosto A folha de rosto deve vir logo em seguida à capa, com as seguintes informações: Nome do autor ou da autora do trabalho Formatação: Título do trabalho Formatação: Natureza e objetivo do trabalho Formatação: Nome do orientador ou orientadora Formatação: Cidade e data de entrega do trabalho Formatação: Resumo e abstract O resumo e o abstract são os cartões de visita do trabalho. Eles são responsáveis por despertar ou não o interesse da pessoa leitora em continuar a leitura. A formatação do resumo deve ser da seguinte maneira: Sumário O sumário serve para organizar o conteúdo do trabalho acadêmico e facilitar a leitura. Afinal de contas, ele é a relação dos capítulos e das seções do trabalho, na ordem em que aparecem, incluindo a numeração do título ou capítulo ou seção e o número da página em que estão. Além do mais, ele deve compreender um esquema da hierarquia dos títulos de cada capítulo. No sumário não devem ser listados os elementos pré-textuais, como resumo, abstract, dedicatória, agradecimentos e epígrafe. Formatação do texto: Elementos textuais Os elementos textuais são o próprio conteúdo do trabalho em si. Nesse sentido, compreendem a introdução, a fundamentação teórica e as considerações finais. Introdução A introdução é a primeira parte do texto do trabalho. O objetivo principal é, portanto, apresentar um panorama geral da pesquisa. Então, é importante apresentar: o tema, problema de pesquisa, objetivos geral e específicos, hipóteses, justificativa e metodologia do trabalho. Por fim, é interessante que também compreenda uma estrutura de divisão dos capítulos. Fundamentação teórica A fundamentação teórica consiste no embasamento teórico do trabalho. A construção dessas ideias acontece através de bases de outras pesquisas, livros e artigos. Lembre-se, nesse ponto, que todas as autorias das fontes de pesquisas devem ser devidamente referenciadas, através das citações e das referências. Considerações finais As considerações finais ou conclusões devem conter as deduções lógicas que correspondem aos objetivos da pesquisa. Em resumo, você deve tentar responder ao problema de pesquisa e alcançar os objetivos propostos. Elementos pós-textuais Os elementos pós-textuais, como o próprio nome sugere, são os que estão depois do conteúdo do trabalho. Nesse sentido, o único elemento pós-textual obrigatório, conforme as normas da ABNT, são as referências bibliográficas. Referências bibliográficas As referências bibliográficas servem para dar crédito às citações e às bases teóricas. Ou seja: funcionam para informar quem é a autoria das fontes de pesquisa. Por esse motivo, é um elemento obrigatório do trabalho, especialmente para evitar que se cometa plágios. As normas da ABNT estabelecem uma ordem e uma formatação específica para construir a lista de referências bibliográficas conforme cada tipo de fonte de pesquisa. Outros detalhes da formatação de trabalhos nas normas da ABNT Existem outros detalhes importantes da formatação de um trabalho nas normas da ABNT, como as margens, espaçamento e numeração de páginas. Margens As normas ABNT definem que as páginas devem ter margens superior e esquerda de 3 cm e margens inferior e direita de 2 cm. Segundo as regras da ABNT, o trabalho deve ser impresso em papel A4, em apenas um dos lados da folha e em tinta preta. Espaçamento O espaçamento entre linhas deve ser de 1,5 cm

Se você vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é importante começar a se preparar agora e isso inclui treinar muito para a prova de redação! Para isso, uma ótima forma de estudar é escrever redações sobre prováveis temas que podem cair no Enem 2022. Para ajudar você com os estudos, listamos neste artigo 10 temas de redação que são grandes apostas para o Enem 2022. Confira! 1 – A exclusão digital no Brasil A falta de acesso de grande parte da população ao ensino remoto, durante a pandemia da Covid-19, escancarou um problema sério que já existia no país: a exclusão digital. Isso acontece quando as pessoas não têm acesso à internet ou à infraestrutura para o seu uso e isso acaba fazendo com elas sejam excluídas da sociedade hiperconectada. Para resolver esse problema, é preciso pensar em formas para a inclusão digital e entender que o acesso à internet é um direito humano básico, como a ONU afirma. Temos uma proposta de tema e uma lista de repertórios aqui no nosso blog sobre exclusão digital. Confira! 2 – Crise hídrica e energética no Brasil Outro tema que é uma grande aposta para o Enem 2022 é a crise hídrica e energética. No Brasil, a crise hídrica está diretamente ligada à crise energética, uma vez que a principal fonte de energia do país são as hidrelétricas. Esse assunto alerta para a importância de diversificar a nossa matriz energética e investir em fontes de energia renováveis. Aqui no blog, temos duas sugestões de temas sobre esse assunto: a crise hídrica e a crise energética. 3 – Uberização do trabalho e precarização profissional Com a alta do desemprego e a falta de empregos formais, muitas pessoas têm procurado alternativas para gerar renda. Nesse cenário, a possibilidade de trabalhar para empresas privadas, como os aplicativos de entrega, tem levado cada vez mais pessoas à informalidade – ou seja, a trabalhar sem vínculo empregatício e fazer uso de materiais próprios, como carro e bicicleta. Esse fenômeno é chamado de “uberização do trabalho” e é um tema quente para o Enem! Como repertório, você pode usar vários documentários e até mesmo filmes que retratam o cotidiano de trabalhadores informais. Acesse o tema de redação e os repertórios. 4 – Cultura do cancelamento na internet A cultura do cancelamento é um assunto atual que tem sido muito discutido nos últimos anos. Trata-se do comportamento de ignorar ou até mesmo fazer ameaças à vida de uma pessoa, caso ela cometa um erro. Você certamente lembra de algum famoso que já foi cancelado na internet por ter tido uma atitude ou falado algo questionável, não é mesmo? Esse comportamento possui muitas consequências, como desencadear uma série de transtornos psicológicos à pessoa cancelada, além de impedir o espaço para um debate saudável. Para entender mais, confira o nosso tema sobre cultura do cancelamento e uma lista de repertórios sobre ele. 5 – Evasão escolar A evasão escolar é um problema que está diretamente ligado à desigualdade social e econômica do país. No contexto da pandemia e desemprego em alta, muitos estudantes tiveram que ajudar suas famílias a gerar renda e, por conta disso, tiveram que abandonar os estudos. Outro fator, no cenário da crise sanitária, foi a falta de acesso à internet que impossibilitou muitos alunos a participarem do ensino remoto. Trata-se de um problema sério em nosso país, que só aumenta ainda mais as desigualdades sociais. Para além da pandemia, o tema pode ser abordado no Enem de várias maneiras, por exemplo, com uma abordagem histórica sobre a falta de acesso à educação básica no país ou mesmo o aumento da evasão no ensino superior. 6 – A importância da educação financeira em questão no Brasil Falar sobre dinheiro é um tabu na sociedade brasileira e, por isso, muitas ações têm sido realizadas a fim de conscientizar a população para a importância da educação financeira. Uma delas foi a própria inclusão do tema na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2020. Por conta disso, a educação financeira no Brasil se tornou um dos assuntos mais falados nas mídias e uma das principais apostas de temas de redação do Enem 2022. Acesse o tema de redação e repertórios. 7 – Mobilidade urbana: uma questão de acessibilidade O Brasil enfrenta problemas graves na mobilidade urbana. Além das temáticas mais faladas, como a falta de planejamento urbano e a precarização do transporte público, o recorte sobre acessibilidade no espaço urbano é um tema que pode cair no Enem. A falta de infraestrutura para atender às necessidades das pessoas com deficiências físicas é preocupante nas cidades. Nesse sentido, para escrever uma redação sobre essa temática, é importante pensar em medidas para promover a inclusão de PcDs e melhorar a sua segurança no espaço urbano. Acesse o tema de redação e a lista de repertórios. 8 – A insegurança alimentar e a fome no Brasil A insegurança alimentar e a fome no Brasil é um dos maiores desafios enfrentados no país. A crise política e econômica, vivida especialmente nos últimos anos, levou muitas pessoas à extrema pobreza ou à falta de acesso a alimentos saudáveis e em quantidades suficientes. O problema envolve a negligência dos governantes diante desse problema e a falta de incentivo a políticas de crédito à agricultura familiar, que são tão importantes para promover a segurança e soberania alimentar. Acesse o tema de redação e repertórios. 9 – O aumento da adultização infantil A adultização infantil é quando uma criança vive a aceleração das fases da vida e é estimulada de forma inadequada a fazer “coisas de adulto”. Essa é uma problemática que tem aumentado em nossa sociedade, principalmente pela influência da mídia e ao uso precoce de tecnologias. Esse comportamento é grave porque priva a criança do direito à infância, uma vez que elas não vivem essa etapa da vida que é fundamental para

Saber qual faculdade escolher pode ser um desafio para muitas pessoas. Especialmente por ser a decisão sobre um curso ou universidade que, teoricamente, irá “decidir” a sua carreira. Essa dúvida é muito comum entre os estudantes do ensino médio que estão em fase de descobertas e podem não estar preparados para determinar que o fazer para o resto de suas vidas. “Mas, o que eu devo fazer? Todos a minha volta já decidiram e eu ainda não sei”. Essa pressão pode ser intimidadora e causar muita ansiedade, além da preparação para o ENEM e vestibulares, que é bem cansativa. E pensando nisso, trouxemos algumas dicas que podem te ajudar a resolver essa questão tão difícil. Acompanhe o nosso post e confira como começar a decidir qual caminho acadêmico combina mais com você. Como saber qual faculdade escolher? Antes de mais nada, lembre que um dos pontos mais importantes nessa decisão é pensar no que mais te agrada, sem influências de pais e amigos. Afinal, a pessoa mais impactada por isso tudo será você. Então pense de acordo com as suas preferências e aptidões, ok? O primeiro passo para decidir que profissão seguir é pensar em que área você gostaria de atuar, quais são os seus gostos quando o assunto é trabalho. Por exemplo, na escola, se as disciplinas que mais te atraem são as de Humanas, como Língua Portuguesa, História ou Filosofia, tente conhecer um pouco mais sobre as possibilidades que esses cursos oferecem. Nos dias de hoje, as atividades voltadas ao ramo da tecnologia têm feito muito sucesso e as possibilidades são inúmeras. Gosta de números, linguagens ou games? Dá pra fazer muita coisa bacana, como tradução, marketing, ilustração e muito mais. Explore carreiras novas e que são repletas de chances e diferentes tipos de atuação no mercado de trabalho. E o melhor, grande parte desses campos permite que você expanda seus horizontes e busque vagas internacionalmente. Já pensou em se mudar do país ou arrumar um emprego no estilo home office? Essas novas modalidades estão cada vez mais presentes entre as opções. Interessante, não é mesmo? Conheça mais sobre o dia a dia das profissões Outra estratégia que pode ser bastante interessante é ir a feiras de universidades. Grande parte organiza eventos onde os estudantes do Ensino Médio podem saber mais sobre cada curso com os próprios alunos. Essas visitas ajudam a ter um panorama um pouco melhor sobre cada opção disponível. Já imaginou fazer uma faculdade e curso sem saber como é a sua graduação e acabar se frustrando? Por esse e outros motivos, é essencial fazer pesquisas que elucidem quaisquer questionamentos que você tenha. Isso também inclui a infraestrutura das universidades, os programas de formação, auxílio aos estudantes e a reputação da instituição. Se informe bem sobre as opções de formação Atualmente, existem três formas disponíveis para obter um diploma com grau acadêmico aqui no nosso país, que são: bacharelado, licenciatura e cursos tecnólogos. E cada um deles possui suas particularidades e atuações diferentes, confira logo abaixo como funciona cada um deles. 1. Bacharelado Essa modalidade confere o título de bacharel, tem como objetivo formar pessoas com conhecimento mais amplo e generalizado da área. Isso faz com que os alunos, depois de terminarem o curso, possam atuar em vários campos do mesmo ramo, como é o caso do curso de Direito, que permite várias especializações mais específicas, como direito penal, constitucional, trabalhista e etc. Outras graduações ao nível de bacharel, são: Ciência da Computação, Enfermagem, Relações Internacionais, Farmácia, Engenharias, Design de Moda, Medicina, Turismo, Química, Ciência Política e muito mais. A duração média é de 3 a 6 anos para a obtenção do diploma. 2. Licenciatura Mais focadas no ensino, as opções de graduação na licenciatura são feitas para formar futuros professores e educadores. Por esse motivo, quem escolhe esse caminho recebe o grau de licenciado e poderá trabalhar no setor da educação, desde o nível infantil até o superior. Dentre as possibilidades, estão: Letras, Física, História, Matemática, Ciências Biológicas, Artes Cênicas ou Visuais, Educação Física, entre outros. Aqui, diferentemente do bacharelado, o escopo das disciplinas é mais focado. Contudo, muitas graduações citadas acima permite que o aluno escolha entre dar aulas (licenciatura) ou atuar de maneira mais prática, como bacharel. Para ter o título de licenciado, a duração pode ser entre 4 a 5 anos. 3. Tecnólogo Na carreira técnica, o objetivo é de estudar assuntos mais centrados na ideia de praticidade e funções objetivas de cada trabalho. Por isso, o Ministério de Educação, o MEC, organiza as áreas de acordo com eixos tecnológicos, que se alinham com as demandas do mercado, como: Segurança Pública, Gestão Ambiental, Design de Interiores, Processos Gerenciais, Logística e mais. Justamente por isso, o tempo médio de formação é mais curto, sendo geralmente de 2 a 3 anos de estudo. Sendo uma ótima escolha para quem quer começar a trabalhar o mais rápido possível. Organize suas prioridades e acerte na escolha Não importa qual caminho você queira seguir, desde que seja algo que te faça bem e que esteja de acordo com as suas pretensões profissionais. Então, faça uma análise do que é realmente importante e como você se enxerga no futuro. E mais uma coisa! Não comece uma faculdade em que você não se identifica, ou por que ainda não sabe o que fazer. Lembre-se que a maioria dos cursos superiores duram bastante tempo. Não adianta optar por um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele, isso gera frustração e pode te desmotivar bastante. Tente considerar as vantagens e desvantagens da área. O ideal seria se você conseguisse conciliar suas habilidades e seu hobby! Em último caso, procure testes vocacionais online. Mas cuidado com os testes que você escolhe. Procure fazer testes de fontes diferentes. Com isso em mente, a sua resolução será menos difícil e confusa. E saiba que, mudar faz parte do processo. Talvez o que você tenha escolhido no começo não seja mais o que te chama atenção, e tá tudo bem. A vida é repleta de novidades e transformação e, eventualmente,

Você já escreveu algum texto sobre a violência no esporte? Confira agora a nossa proposta e escreva uma redação sobre o tema! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Medidas para combater a violência no esporte. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 Domingo no país do futebol é dia de jogo. Quem é fanático pelo esporte e membro de uma torcida, faz questão de ir ver o time de perto, no estádio. Dentro do campo, os jogadores disputam a bola, às vezes de forma agressiva. Há chutes, carrinhos mal sucedidos, faltas, cartões amarelos ou até vermelhos. Na torcida, gritos de guerra que incentivam os jogadores. A vibração a cada passe é crescente e aumenta cada vez que a redonda chega perto do gol. Tudo vai bem até que uma briga entre torcidas rivais paralisa a partida. Essa situação não é incomum nos campos brasileiros ou mesmo nos de outras nações. A violência está presente no esporte, não apenas entre os atletas nas modalidades de contato, mas também nos espectadores. Fora dos campos, dos ringues e das quadras, brigas entre torcedores não respeitam nenhuma regra e podem desembocar em finais trágicos, como a morte do torcedor do Santos pelos rivais são paulinos em fevereiro de 2014. Fonte: dicyt/ Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 2 Em 26 de fevereiro, em Porto alegre, a delegação do Grêmio foi atacada por pedras enquanto se dirigia ao Beira-Rio para enfrentar o Internacional. A torcida colorada teria atirado os objetos contra o ônibus da equipe. O meio-campista Matías Villasanti foi atingido na cabeça e sofreu traumatismo craniano e concussão cerebral. Ele chegou a ser internado, mas recebeu alta no dia seguinte. O Grêmio se recusou a disputar o clássico e o Gre-Nal foi adiado pela federação gaúcha, o que também teve a concordância do Internacional. Fonte: cnn brasi/ Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 3 O futebol brasileiro registrou cerca de 15 casos de violência só neste início de ano, entre ônibus atacados, invasões de campo e brigas entre torcedores dentro e fora dos estádios, segundo levantamento feito pela reportagem. Ou seja, um episódio a cada quatro dias. As cenas lamentáveis fizeram o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, e o atacante Willian, do Corinthians, se posicionarem nos últimos dias cobrando medidas das autoridades. “Hoje entrei aqui nessa coletiva de imprensa, me disseram que tinha havido uma rixa num jogo, inclusive acho que morreu uma pessoa. É preciso morrer quantas mais? Os organismos, quer sejam os do futebol, quer sejam extrafutebol, têm de assumir, dar as caras, exercer os cargos que têm. Pelo bem do futebol brasileiro. De todos nós. Que se juntem a CBF, quem organiza estaduais, o Ministério Público, mas que se tomem medidas”, disse Abel Ferreira, que já trabalhou em Portugal e na Grécia, dois locais que também conviveram recentemente com episódios de violência. Fonte: esportes r7 / Acesso em 27 de maio de 2022. TEXTO 4 Fonte: ge globo / Acesso em 27 de maio de 2022. Repertórios para o tema ”Medidas para combater a Violência no Esporte” O achou da proposta ”Medidas para combater a violência no esporte’‘? Antes de escrever a sua redação, confira uma listinha de repertórios socioculturais que preparamos. Eles podem te ajudar a compreender melhor o tema e até a fundamentar a sua redação. Estatuto do Torcedor | Lei 10.671/03 O Estatuto do Torcedor, como ficou conhecida a Lei 10.671/03, foi originado por conta dos episódios de violência nos jogos de futebol. De autoria do Poder Executivo e sancionada em 15 de maio de 2003, a lei tem por objetivo proteger os interesses do consumidor de esportes no papel de torcedor, obrigando as instituições responsáveis a estruturarem o esporte no país de maneira organizada, transparente, segura, limpa e justa. Art. 1oA. A prevenção da violência nos esportes é de responsabilidade do poder público, das confederações, federações, ligas, clubes, associações ou entidades esportivas, entidades recreativas e associações de torcedores, inclusive de seus respectivos dirigentes, bem como daqueles que, de qualquer forma, promovem, organizam, coordenam ou participam dos eventos esportivos (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Art. 41-B. Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Pena – reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). § 1o Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). I – promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de 5.000 (cinco mil) metros ao redor do local de realização do evento esportivo, ou durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). II – portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010). Para entender a violência no futebol | LIVRO O sociólogo Mauricio Murad, um dos maiores especialistas brasileiros em esporte, revela que o aumento das mortes de torcedores durante partidas de futebol está diretamente ligado ao envolvimento de integrantes das torcidas com o crime organizado e ao acesso às drogas, à tecnologia e à internet. No livro, Murad apresenta um panorama atualizado do futebol no Brasil e do comportamento das torcidas – organizadas ou não. Citando outros países como exemplo , aponta caminhos para ajudar a pacificar o futebol e a própria sociedade, a partir do trinômio repressão-prevenção-educação. Ultras | Filme Disponível na Netflix, o filme tem como protagonista Sandro, líder de um violento grupo de torcedores ultras. Ele vê sua vida mudar drasticamente ao ser banido dos estádios. Suas últimas semanas do campeonato italiano são marcadas pela relação com Angelo, um jovem em busca de um mestre, e com
As inscrições para o ENEM 2022 (Exame Nacional do Ensino Médio) chegaram ao fim no dia 21 de maio. O exame é a porta de entrada para muitas universidades públicas e privadas no Brasil, além de fazer parte dos critérios para bolsas de estudos e financiamento estudantil do governo federal. Se você vai fazer o exame neste ano, é melhor começar a se preparar agora. Leia este artigo até o fim e confira tudo o que você precisa saber sobre o ENEM 2022. Datas do Enem 2022: atente-se! As provas do ENEM 2022 serão aplicadas em dois domingos, nos dias 13 e 20 de novembro, para participantes inscritos nas versões impressa e digital. Já as provas do Enem PPL, para pessoas privadas de liberdade, serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro dentro das unidades prisionais. Confira, agora, outras datas importantes que você não pode perder: Confira o Edital completo aqui: Edital Enem 2022. Como fazer a inscrição para o Enem 2022? As inscrições para o Enem 2022, das versões impressa e digital, ficaram abertas até o dia 21/05 na Página do Participante. A taxa de inscrição, assim como nos últimos anos, é de R$ 85,00 e poderá ser paga até o dia 27/05, por meio de PIX, cartão de crédito ou boleto. No momento da inscrição, os participantes tiveram de apresentar o número do seu CPF, carteira de identidade (RG) e data de nascimento. Quem pode se inscrever no Enem 2022? Qualquer pessoa que já concluiu o Ensino Médio ou que está prestes a concluir pode participar do ENEM 2022. No entanto, as pessoas que ainda não concluíram poderão participar apenas como treineiros e, nesse caso, o resultado da prova não poderá ser usado para ingresso no ensino superior. Isenção da taxa de inscrição do Enem 2022 No Enem é possível os participantes pedirem a isenção da taxa de inscrição e, assim, não pagarem a taxa cobrada. Para isso, a solicitação da isenção neste ano deveria ter sido feita por meio da Página do Participante entre os dias 4 e 15 de abril. Segundo o Edital, os participantes que tiveram direito à isenção deveriam atender alguns critérios: Como usar a nota do Enem 2022? A nota do Enem 2022 poderá ser usada para ingressar em universidades públicas e privadas. Ela também poderá ser usada para conseguir uma bolsa integral ou parcial do Prouni (Programa Universidade Para Todos), Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e Fies (Financiamento Estudantil). Além disso, você também pode se isentar de fazer o vestibular para algumas faculdades particulares que aceitam a nota do Enem em sua seleção. Para isso, a sua pontuação no Enem deve ser igual ou superior a 450 pontos e você não pode ter zerado a redação. Como é a estrutura da prova do Enem 2022? A prova do ENEM, segundo o Edital, será constituída por quatro provas objetivas e uma redação em Língua Portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha. No primeiro dia do exame serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias, com 5 horas e 30 minutos de duração. Já no segundo dia do Exame, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com 5 horas de duração. Essa estrutura será igual para a versão impressa e digital. A única diferença é que na versão digital as questões objetivas serão respondidas no computador, menos a redação que deverá ser feita em um papel. Redação Enem 2022: prepare-se agora! A redação do Enem tem um grande peso na nota final do Exame, por isso é importante se preparar desde já para se sair bem na prova. Afinal, não se aprende redação de um dia para o outro, é necessário muito treino! Como já é tradição no Enem, será exigido um texto dissertativo-argumentativo, que deverá ser desenvolvido com no máximo 30 linhas. A nota da redação poderá variar entre 0 (zero) e 1.000 (mil) pontos e será avaliada de acordo com as competências de redação. Confira, a seguir, as 5 competências exigidas na redação do Enem 2022: Uma dica para você saber mais a fundo sobre como são avaliadas as competências, é conferir a Cartilha do Participante, disponibilizada no site do Inep. Lá você também tem acesso a alguns exemplos de redações nota mil de edições anteriores do Enem. Além disso, você também pode acompanhar os nossos conteúdos semanais aqui no blog. Neste espaço, sempre reunimos as melhores dicas de redação! Confira com a professora Chaiany Farias como começar a se preparar para o Enem 2022: https://www.youtube.com/watch?v=7euZtf6ijashttps://youtu.be/VgnPjaHwf9M Quer alcançar a nota máxima no Enem 2022? Comece a estudar agora mesmo! Nossos corretores e professores especializados em redação podem ajudar você. Confira os nossos planos de correção de redação do Enem!
Encontrar motivações para estudar pode ser um pouco complicado. Principalmente, quando o volume de conteúdos parece ser muito grande e impossível de concluir. Esse problema faz parte do dia a dia de muitos estudantes que estão buscando a sua tão sonhada vaga em uma universidade. A concorrência por vagas em alguns cursos pode ser muito grande, especialmente em instituições públicas de Ensino Superior. Mas não desanime! Com muito trabalho duro e dedicação, é possível chegar lá! E para isso, desenvolver atividades que te ajudem a manter o foco e o incentivo para estudar é fundamental. Ter os estímulos corretos na hora de por a “mão na massa” é tão importante quanto ter uma organização que aumente a produtividade nos estudos. E se o que você está procurando é uma mudança de hábitos que irá te ajudar nisso, aqui no Redação Online temos a resposta certa. Continue lendo para conhecer dicas essenciais que irão fazer a diferença. Conheça as dicas mais efetivas para ter motivações para estudar Montar cronogramas e ter o seu dia a dia dedicado a cada matéria é algo que aprendemos desde cedo quando o assunto é ENEM e vestibular. Mas e quanto à energia e concentração necessárias para cumprir essas tarefas? Às vezes parece uma tarefa difícil conseguir começar e terminar um assunto ou tópico sem desanimar. Por isso, dispor das estratégias corretas e que contribuam para a melhora da sua rotina de aprendizado ou revisão é fundamental. E a melhor parte é que, as dicas presentes nesse post não servem apenas para o período de cursinho ou pré-vestibular. Você pode aplicá-las durante a graduação, no trabalho e em qualquer contexto que exija dedicação e emprenho. Então vamos para o que realmente interessa, pois quando estamos motivados, com certeza temos maiores chances de aprender e absorver melhor os conteúdos. 1. Defina qual é o seu sonho e lute por ele Defina bem qual é o seu objetivo. Para isso, é importante se perguntar: o que eu desejo alcançar com a minha nota no ENEM? É o curso dos meus sonhos? Se a resposta for sim para um ou duas das opções, não deixe essa oportunidade ir embora! Toda vez que for estudar, pense no seu alvo e em como alcançá-lo. Dar razões para o seu estudo é uma ótima maneira de não se desviar do caminho traçado. Saber que ao fim de todo o esforço há a tão buscada aprovação é o combustível que todos precisam para ao menos começar. E assim como diz a tradução livre de um provérbio do filósofo chinês Laozi, “Uma jornada de mil milhas (ou quilômetros) começa com um único passo”. Então, por mais que pareça distante, lembre que tudo é uma construção e tem um início. Uma das maiores satisfações é poder ver seu nome na lista de aprovados no curso dos sonhos. 2. Programe-se para cumprir uma meta por dia Programe seus estudos. É importante criar uma meta de estudo por dia para não se sobrecarregar e acabar tendo o efeito contrário do esperado. Por exemplo, separar a quarta-feira para estudar matemática, plano cartesiano, matriz e resolver os exercícios das páginas 7 e 8 da apostila. O importante nessa etapa é ser específico e se organizar de acordo com os dias da semana dedicados ao estudo. Pode parecer bobo, mas se perde muito tempo indo de uma tarefa por a outra sem ter um cronograma bem definido. Quando chegar ao final do dia você já estudou e pôs em prática tudo aquilo que foi visto em sala de aula. Ajudinha extra: estude aquilo que foi aplicado na escola ou no cursinho naquele dia, assim fica mais fácil lembrar e fixar o conteúdo aprendido. 3. Divida o seu material de acordo com o seu ritmo Muito alinhada à técnica anterior, ter uma boa divisão dos tópicos ajuda a facilitar e muito na sua motivação. Isso porque umas das coisas que desanimam os estudantes, especialmente os de cursinho, é o tamanho das apostilas elaboradas para cada matéria, que podem chegar a uma média assustadora de 800 páginas. Não deixe que isso seja um fator desanimador na sua rotina. Divida as tarefas em grupos menores e que façam sentido com as suas possibilidades. Por exemplo, ao estudar 10 páginas por dia é possível finalizar o material em 80 dias. Claro, não há necessidade de “correr”, o importante é aproveitar cada momento e realmente absorver o conhecimento sem se cobrar tanto. Por esse motivo, aprenda a manter a calma na hora de estudar e sempre considere quanto tempo é possível dedicar a cada tópico. 4. Não perca tempo e elimine as distrações do seu ambiente É comum começar uma sessão de estudos e se pegar pensando em um milhão de coisas, como arrumar o quarto, lavar o banheiro, finalizar toda a apostila, etc. Nesse momento, acabamos gerando sentimentos de insatisfação, sensação de estar sobrecarregado e etc. E os efeitos disso podem ser vistos na quebra de concentração, na falta de ânimo em geral e muitos outros sentimentos negativos que impactam no seu rendimento. Por isso, ao estudar em casa, por exemplo, procure eliminar aos elementos que podem prejudicar o seu foco. Isso inclui celular, espaços desorganizados, barulho, entre outros. 5. Xô desanimo! Dopamine o seu cérebro! O hormônio conhecido como dopamina é o responsável por dar energia e gás para realizarmos atividades. E quando o nosso corpo recebe pouco estímulos, o cérebro tende a diminuir a produção ou até mesmo bloquear a passagem da dopamina, nos fazendo sentir cansados e desmotivados. Quando isso acontecer, escute aquela música que mais te anima ou levante-se e faça um alongamento até sentir que é possível continuar. Se movimentar contribui grandemente para a nossa saúde em geral, inclusive nas sinapses neurais. Por isso, fazer pausas de 10 a 15 minutos a cada hora de estudo ajuda muito. Outra boa estratégia é ouvir uma boa playlist. Escolha o que te faz melhor, pegue um bom chá ou suco e vá com tudo, porque a sua vaga está te esperando! E para descobrir outras técnicas relacionadas a vestibular, ENEM ou redação

Você já pensou nos impactos causados pelos algoritmos nas redes sociais? Eles causam o que alguns estudiosos chamam de ”Efeito Bolha”! Então, leia os textos motivadores e com base nos conhecimentos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Algoritmos e os impactos do ”Efeito Bolha”. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 As redes sociais e os mecanismos de buscas se tornaram a grande plataforma de mediação de acesso a informação do século XXI. Portanto, o seu sucesso é devido ao poder de seleção de conteúdo relevante para o usuário em face da grande quantidade produzida pela sociedade cibernética. Contudo, a seleção automática de conteúdo pelos algoritmos de inteligência artificial dessas plataformas produz efeito colateral, tais como o efeito bolha. O efeito bolha tem restringido o acesso das pessoas à diversidade dos conteúdos, o que gera questionamentos quanto ao seu potencial antidemocrático. Do ponto de vista legal e do Direito, a limitação dessas plataformas em fazer transitar conteúdos diversos e antagônicos nas mesmas redes sociais gera preocupações quanto a sua efetiva capacidade de cumprimento de decisões judiciais que envolvem o direito de resposta. Portanto, tal direito é definido na Constituição Federal de 1998, e sua existência está relacionada à proteção do direito de personalidade e direito à informação. Fonte: Capital Digital / Acesso em 18 mai. 2022. (Adaptado) TEXTO 2 A dor e a delícia de viver em sociedade é lidar com as diferenças. Ao mesmo tempo em que a divergência é capaz de gerar certos conflitos, é nela que surgem ideias para que os indivíduos evoluam. Mas, de uns tempos para cá, essa relação com o outro parece ter ficado homogênea. Cada um se rodeia por quem pensa e age igual a si e consome informações que corroboram suas percepções sobre o mundo. São as chamadas bolhas, intensificadas com o avanço das redes sociais. Nesse mundo virtual e algoritimizado, cada usuário do Facebook, Instagram ou Twitter é exposto majoritariamente a conteúdos com os quais se identifica. Isso exclui uma infinidade de outras informações, que não chegam a esse usuário simplesmente porque o algoritmo julga que aquilo não é relevante. Como funciona os algoritmos? De modo geral, os algoritmos das redes trabalham da mesma forma: monitoram sua atividade, suas curtidas, comentários, compartilhamentos e até o tempo que passa diante de uma mesma publicação, sem rolar o feed. A partir desses dados, os algoritmos traçam um perfil do usuário, buscando compreender suas preferências para, assim, direcionar conteúdos que o façam interagir mais e mais com a própria rede. De acordo com a mestre em psicologia Etienne Janiake, esse comportamento faz com que a nossa visão de mundo fique menos abrangente. Para ela, esse processo de olhar para o mundo reforçando uma perspectiva restrita favorece a tendência de criticar e julgar aqueles que não fazem parte dela. “Com isso, a base de uma convivência e sociedade fortalecida e saudável, que é exatamente a diversidade de seus indivíduos, fica comprometida”, alerta. Opinião de especialistas Conforme a psicóloga, as relações genuínas se constituem de trocas, de compartilhar visões, de se abrir ao outro e de estar aberto a percebê-lo e acolhê-lo do jeito que ele se apresenta. “Com a fixação e estreiteza do olhar, que pode ser amplificada pelas redes sociais, as trocas interpessoais tendem a ficar bastante afetadas, pois tenho a falsa sensação de abertura e diálogo, quando, muitas vezes, estou apenas reforçando as minhas visões estabelecidas”, acrescenta Etienne. Para a pesquisadora em comunicação digital e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pollyana Ferrari, a formação das bolhas serve à manipulação, que afeta até mesmo aspectos simples da vida, como seu gosto musical. “No Spotify, não ouça só as playlists que ele te recomenda. O aplicativo oferece e você pensa: ‘nossa, como ele me entende’, mas estará ouvindo sempre a mesma coisa”, diz. Fonte: Diário da Região / Acesso em 18 mai. 2022 (com alterações) Repertórios para o tema ”Algoritmos e os impactos do Efeito Bolha” O achou da proposta ”Algoritmos e os impactos do Efeito Bolha’‘? Antes de escrever a sua redação, confira uma listinha de repertórios socioculturais que preparamos. Eles podem te ajudar a compreender melhor o tema e até a fundamentar a sua redação. Bolha Virtual: Como as redes sociais nos influenciam? | VÍDEO A DW, uma emissora alemã, preparou um vídeo explicativo sobre como funcionam as bolhas virtuais, constituídas graças à tecnologia de inteligência artificial dos algoritmos, que entrega aos usuários somente aquilo que é de seu interesse. Assista ao vídeo e descubra se você está inserido em uma dessas bolhas! https://youtu.be/2H3rpQlUUi8 O Filtro Invisível: O Que A Internet Está Escondendo de Você | LIVRO Nesse livro, Eli Pariser, presidente do conselho da MoveOn, um dos principais portais de ativismo online, alerta o leitor sobre as bolhas sociais formadas pelos algoritmos existentes na web. O autor fala sobre os riscos de vivermos confinados a um universo pessoal único de informações e explica o que podemos fazer para tornar a web mais democrática. Como sair das bolhas | LIVRO A estudiosa Pollyana Ferrari mostra, dentro do contexto do jornalismo e das redes sociais falsas, que a fake news é facilitada pelo vício em celular e redes sociais. A autora alerta que hoje as pessoas convivem, mesmo virtualmente, com quem pensa parecido, com quem tem a mesma opinião política e gosta dos mesmos ídolos, da mesma música, facilitando o compartilhamento das fake news e estabelecendo características antidemocráticas a estes espaços Televisão (Titãs) | MÚSICA Ainda que seja uma música antiga e voltada para a televisão, sua letra se encaixa perfeitamente nos dias atuais e no tema de ”bolhas sociais”. Apresenta uma visão crítica sobre a influência dos meios de comunicação dos cidadãos e sobre como a televisão pode ”emburrecer”, permitindo a pessoa se perceber uma vítima deste processo. Black Mirror | SÉRIE Em Hang The Dj, quarto episódio da quarta temporada de Black Mirror, série da Netflix,
A escrita criativa é toda escrita autoral e não técnica, que tem o propósito de levar o leitor à imaginação. Diferente do que muitas pessoas pensam, a escrita criativa não é um dom natural, ela pode ser desenvolvida por qualquer pessoa, com muito treino e técnica. Esse tipo de escrita é muito importante para estudantes e profissionais, em especial aqueles das áreas criativas, como o marketing. Neste artigo, nós vamos explicar o que é a escrita criativa e dar dicas de como exercitá-la. Continue a leitura para conferir! O que é escrita criativa? Você provavelmente já percebeu que alguns textos seguem um certo padrão, como uma receita, um relatório técnico, um texto acadêmico e até mesmo uma redação do Enem. Nesses gêneros textuais não é possível sair muito do modelo preestabelecido. Na redação do Enem, por exemplo, você precisa respeitar as competências cobradas pela banca avaliadora e escrever um texto dissertativo-argumentativo. Por isso, não é possível inovar na sua estrutura. A escrita criativa, ao contrário desses gêneros textuais citados, possui uma liberdade maior para a criação. Trata-se de uma escrita autoral, ou seja, original e inovadora, que instiga a imaginação e a reflexão de quem lê. Alguns gêneros textuais muitos comuns que fazem uso da escrita criativa são as narrativas ficcionais e ensaios. Leia também: A redação do Enem precisa ser criativa e inovadora? A importância da escrita criativa para a vida profissional Algumas profissões demandam uma escrita criativa, como o marketing, por exemplo, mas sabemos que muitas vezes com a correria do dia a dia os profissionais e estudantes dessas áreas acabam deixando a criatividade de lado por falta de tempo e prática. Se você é um profissional ou estudante das áreas criativas – ou mesmo almeja ser um dia –, saiba que existem algumas práticas que podem ajudar você a estimular a sua criatividade, seja para melhorar a sua performance no trabalho ou nos estudos. Selecionamos algumas dicas a seguir. Continue lendo! Como praticar a escrita criativa? Como falamos anteriormente, a escrita criativa se desenvolve com prática! Mas que tipo de exercícios podemos fazer para exercê-la? Confira a seguir! Inclua o hábito de leitura na sua rotina Se você é estudante ou um profissional que trabalha muito com a leitura, sabemos que às vezes a leitura por prazer pode ser deixada de lado por causa da correria do dia a dia. Mas mesmo assim tente incluí-la na sua rotina, nem que seja lendo umas 5 páginas antes de dormir. Inclua leituras prazerosas e que estimulem a sua criatividade, além de gêneros textuais diferentes que você não está acostumado a ler – isso estimula muito a criatividade! Crie um bom repertório e explore áreas do saber diferentes Um bom repertório é sempre importante para tornar o seu texto mais interessante, original e prazeroso de ler. Leia livros, assista a filmes, escute músicas, leia pesquisas e qualquer outro conteúdo que for interessante. Além disso, lembre-se de explorar áreas de conhecimento diferentes, pois sair da zona de conforto ajuda a estimular a criatividade. Todo conhecimento é válido na hora de criar um conteúdo original e que tenha a sua cara! Faça anotações de ideias que surgem no dia a dia Uma das melhores técnicas de quem exerce a escrita criativa é ter um caderno para anotações. Sabemos que a inspiração na escrita é um mito, mas é comum que ideias e referências surjam em um momento que você não está escrevendo – como no meio do banho ou em uma caminhada, por exemplo. Escreva em um caderno essas ideias, quem sabe elas sejam úteis para o seu texto! Exercite a escrita com frequência Como falamos anteriormente, ao contrário do que muitos pensam, a escrita criativa não é um dom natural. Ela se desenvolve com o tempo, com muito treino e técnica. Por isso, a prática diária é tão necessária. Escreva diariamente, nem que seja por uma hora. Uma boa forma de manter o hábito de escrita é escrever em um diário. Reserve um momento do seu dia, à noite ou logo pela manhã, para escrever pensamentos, ideias e o que for importante para você. O ideal é deixar a mente fluir nas páginas, sem julgamentos! Tente impressionar o leitor Lembre-se de que você sempre escreverá para alguém. Por isso, pense no seu público-alvo, tente trazer analogias, exemplos e emoções para ajudar o leitor a se envolver com a sua escrita e se conectar com a mensagem que você quer passar. Não espere a inspiração chegar: escreva! Por fim, não espere a inspiração chegar: escreva logo! Reserve pelo menos uma hora do seu dia para se dedicar à sua produção textual. Defina um objetivo, organize a estrutura do seu texto, selecione boas referências e mãos à obra! A melhor dica é escrever sem críticas, mesmo não gostando do resultado. Depois de escrever, deixe o texto descansar por algumas horas e, depois, retorne para revisá-lo. Com a cabeça mais tranquila, se coloque no lugar de quem irá ler o texto, corte as ideias que você acredita não ser necessárias, ajuste os trechos truncados e aperfeiçoe o texto. Temos certeza de que o resultado será perfeito! Você já conhece o Redação Online? Somos uma plataforma de correção de redações do Enem, vestibulares e concursos públicos. Nossos professores e corretores especializados em redação ajudam os estudantes e concurseiros do Brasil todo a aperfeiçoar a sua escrita e alcançar a nota máxima tão esperada! Conheça nosso Instagram e canal no Youtube e continue acompanhando nossos conteúdos aqui no blog. Até logo! Se você gostou desse conteúdo, aproveite para ler também estes artigos:
Você já parou para pensar na fragilidade dos relacionamentos entre os jovens hoje em dia? Essas relações voláteis são chamadas de relacionamentos líquidos e podem ser tema de redação em diferentes provas! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema Relacionamentos líquidos entre os jovens. Após ler a proposta, confira uma lista de repertórios socioculturais que preparamos sobre o tema! TEXTO 1 O compromisso com outra pessoa ou com outras pessoas, em particular o compromisso incondicional e certamente aquele do tipo “até que a morte nos separe”, na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza, parece cada vez mais uma armadilha que se deve evitar a todo custo. Sobre as coisas que aprovam, os jovens de língua inglesa dizem “cool”. Uma palavra adequada: independentemente das outras características que os atos e interações humanos possam ter, não se deve admitir que a interação esquente e particularmente que permaneça quente: é boa enquanto continua cool, e ser cool significa que é boa. Se você sabe que seu parceiro pode preferir abandonar o barco a qualquer momento, com ou sem a sua concordância (tão logo ache que você perdeu seu potencial como fonte de deleite, conservando poucas promessas de novas alegrias, ou apenas porque a grama do vizinho parece mais verde), investir seus sentimentos no relacionamento atual é sempre um passo arriscado. Investir fortes sentimentos na parceria e fazer um voto de fidelidade significa aceitar um risco enorme: isso o torna dependente de seu parceiro (embora devamos observar que essa dependência, que agora está se tornando rapidamente um termo pejorativo, é aquilo em que consiste a responsabilidade moral pelo Outro). Parcerias frouxas e eminentemente revogáveis substituíram o modelo da união pessoal “até que a morte nos separe” que ainda se mantinha. Fonte: BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Disponível em < teuapp – 24381> Acesso: 16 mai. 2022 [texto alterado] TEXTO 2 Os relacionamentos amorosos da contemporaneidade poderiam ser caracterizados pelos seguintes aspectos: menor durabilidade das uniões, menor tolerância aos conflitos, menos paciência e mais imediatismo. Há ainda a ideia de que nada dura para sempre, e a rapidez com que as pessoas constituem vínculos afetivos seria proporcional ao tempo que levam para rompê-los. Nessa perspectiva, os jovens destacam como características contemporâneas dos relacionamentos: individualidade, liberdade, superficialidade, descartabilidade, busca do romantismo, prazer, igualdade de gêneros e impulsividade na tomada de decisões. A redefinição dos papéis de homens e mulheres na sociedade foi influenciada pelo surgimento da indústria e urbanização, promovendo transformações na família e no casamento. Essas transformações vêm motivando os casais a viver de uma forma mais individualista, visando ao próprio prazer. Todas essas modificações, ocorridas após a Revolução Industrial, influenciaram na caracterização e na estruturação desses relacionamentos. Assim, percebe-se, por meio do relato dos participantes de ambos os sexos, em especial os que se encontravam em uma relação estável, a predominância de projetos pessoais individuais, em que a prioridade dos indivíduos é a formação acadêmica, a construção de uma carreira, a estabilidade profissional e até mesmo o status social. Além do exposto, há a superficialidade e a descartabilidade. Fonte: SMEHA, Luciane Najar; OLIVEIRA, Micheli Viera de. Os relacionamentos amorosos na contemporaneidade sob a óptica dos adultos jovens. Psicol. teor. prat., São Paulo , v. 15, n. 2, p. 33-45, ago. 2013 . Disponível em pepsic bvsalud > Acesso: 16 mai. 2022 [texto alterado] Repertórios para o tema ”Relacionamentos líquidos entre os jovens” E aí, o que achou do tema ”Relacionamentos líquidos entre os jovens”? Antes de praticar a redação, confira os repertórios socioculturais que listamos a seguir. Eles podem ajudar você a entender melhor sobre o tema e até mesmo fundamentar a sua redação. Boa leitura! Zygmunt Bauman| Relacionamentos líquidos O sociólogo Zygmunt Bauman é estudioso da fragilidade dos relacionamentos nos dias atuais. Bauman acredita que o amor e os relacionamentos, estão se tornando cada vez mais descartáveis conforme a sociedade muda. Queremos nos relacionar, mas ao mesmo tempo não queremos. Ou seja, queremos ter alguém, mas não queremos cobranças e responsabilidades que uma relação implica. A ideia de Bauman reflete uma tendência cada vez mais forte e comum de relacionamentos, principalmente entre os jovens. Porém, sim, é possível não seguir essa tendência e se dedicar a um amor que não seja descartável. Saiba mais sobre as ideias de Bauman em um vídeo de Fred Elboni: https://youtu.be/izvQg8a07as Modern Love | Série Na série Modern Love, disponível no Amazon Prime, acompanhamos várias histórias reais que exploram o amor em diferentes formas: romântica, sexual, familiar e platônica. A série aborda os relacionamentos no dia a dia dos personagens e, sem citar especificamente o tema ”amores líquidos”, possui episódios que mostram como as pessoas lidam com o medo de se envolverem em uma relação amorosa por diferentes motivos. Medianeras | Filme (2011) O filme Medianeras, de 2011, conta a história de Martín e Mariana, duas pessoas solitárias que vivem em Buenos Aires e que têm dificuldades em se relacionar com o mundo. Por mais que sempre se cruzem nas ruas, nunca se viram. Na busca de alguém que os compreenda, eles afogam mágoas e alegrias. Mariana e Martin apresentam diversas questões discutidas por Bauman: a fragilidade das relações amorosas e o sentimento de solidão em meio à urbanização e à hiperconexão das redes sociais. (500) Dias com ela | Filme (2009) O jovem Tom, assumidamente romântico, sonha em conhecer a mulher de sua vida, com quem casará e constituirá uma família. Trabalhando como escritor de cartões comemorativos, Tom conhece Summer, que é cética sobre o amor verdadeiro e duradouro. O filme traz o romantismo incondicional de Tom e o desapego de Summer como contrapontos para uma relação fadada ao término, mesmo durando 500 dias, como sugere o título do filme. Lei do Desapego | Thiago Brava Muitas músicas sertanejas abordam o tema ”desapego”, tratando justamente sobre a volatilidade dos relacionamentos. Um exemplo é a música Lei
Você sabe o que é metonímia? Essa palavra nada comum acaba aparecendo em meio aos estudos de gramática e figuras de linguagem. É um conceito cobrado no vestibular e que também pode ser usado nas redações de provas, mostrando aos corretores domínio da língua e da norma culta – e tirando o texto daquele molde engessado que acabamos fazendo sem querer. Para te ajudar a memorizar o conceito de metonímia e saber reconhecer uma quando surgir em suas questões, preparamos um conteúdo explicando cada categoria dessa figura, dando exemplos, e apontando as diferenças dela para outras ideias parecidas. Confira também nosso post com técnicas de memorização para ter mais facilidade nos estudos! Entenda de uma vez por todas o que é metonímia Basicamente, estamos diante de uma metonímia quando substituímos um termo por outro que possui relação direta com ele. OI? Que? Calma! Assim como outras figuras de linguagem, a metonímia é um recurso usado para expressar uma ideia utilizando o sentido figurado. Isso quer dizer que essas sentenças são maneiras de falar algo sem utilizar uma palavra com o sentido exato, mas fazendo uma associação com outro termo para passar a mensagem. Mesmo não sendo a mesma palavra, o sentido se mantém pela ligação de dependência entre um vocábulo e outro. Dessa forma, também estamos incluindo os outros tipos dessa figura, pois a parte pelo todo é apenas um deles. Sabemos que essa não é a forma mais comum de entender esse conceito. Geralmente, lembramos da metonímia como a figura onde substituímos a parte pelo todo. Ou seja, numa frase citamos a ideia mais geral e fica implícito que falamos de apenas uma parte daquilo. Mesmo que a definição da “substituição da parte pelo todo”, ela não engloba toda a complexidade e desdobramentos dessa figura de linguagem. Isso porque parece que estamos falando necessariamente de algo que está dentro de outro, mas essa não é a ideia. Para ler depois: “Figura de linguagens: 10 exemplos e como usá-las no Enem“ Quais são os tipos de metonímia? A diferença entre uma classe e outra se dá pelo tipo de ligação que a palavra usada e a que ela substitui possuem. Conheça quais são cada um desses tipos de relação e os exemplos para compreendê-los melhor. É importante lembrar que sempre existe uma relação direta entre os termos, mas que alguns desses tipos permitem que essa substituição seja feita na direção contrária da que apresentaremos. Por exemplo, se falamos de efeito pela causa, também é válido uma troca do termo de causa pelo de efeito. Vamos aos casos: “Na prova será cobrado Monteiro Lobato” – substituição de “livros de Monteiro Lobato”, que é a obra, pelo autor; “Fui ao mercado comprar um Minas” – utilização do local, Minas Gerais, para indicar o produto que seria o queijo; “O aluno deve manter o celular desligado durante a prova” – uso do singular de aluno para ditar uma regra válida para todos os alunos (plural); “Preciso ir ao dentista marcar minha consulta” – substituição do consultório odontológico (a propriedade) pelo dono; “O Homem é o mais selvagem dos animais” – a classe seres humanos foi representada pelo indivíduo, o homem; “Eu suei muito para conseguir ficar pontual” – suor é um efeito e a causa é ter corrido para chegar pontualmente; “Eu gostaria de uma jarra de 500ml, com gelo e açúcar, por favor” – utilizou a jarra (continente) no lugar do suco ou do líquido que viria nela (continente); “Preciso comprar Cotonete, Band-aid e Gillete” – ao invés de utilizar o produto (hastes com algodão, curativo adesivo e lâmina de barbear), emprega-se as marcas que são mais conhecidas nesse segmento; “Pedro usa muito a cabeça” – deixa-se de lado a ideia abstrata, o pensamento, para usar uma concreta que está relacionada a ela, a cabeça; “A chuteira 10 do time marcou de novo” – não utiliza-se o utilizador, nesse caso o jogador que utiliza o número 10, para citar seu instrumento, a chuteira; “A prata foi cravada no peito do monstro” – refere-se a uma adaga de prata (o objeto), mas utiliza apenas o material que ela é feita; “A bandeira dos educadores precisa ser defendida” – usa-se o sinal, a bandeira, no lugar do que ela significa, nesse caso uma luta; Ontem assisti Kubrick” – substituição de “um filme do Kubrick”, a parte, pelo autor como um todo. Qual a diferença entre metonímia e metáfora? Essa é uma dúvida que passa na cabeça de muitas pessoas. A metáfora é uma outra figura de linguagem que muitos alunos ainda confundem com a metonímia. Para ficar mais simples diferenciar uma da outra, preparamos uma tabela resumindo as características de cada uma. Veja abaixo! Figura de linguagem Metáfora Metonímia Definição e características – É uma mudança de termos que funcionam como uma analogia, mudando o significado do termo utilizado;- Existe uma comparação de algo com outro; – Quem fala que faz a relação entre os termos, ela não existe naturalmente. – É uma troca de palavras que possuem uma relação direta, onde o significado não se altera; – Há uma substituição sem necessariamente comparar algo a outro; – A relação entre as palavras existe naturalmente, não depende de quem fala. Exemplos Meu namorado é um gato – essa metáfora usa uma comparação de gato com a beleza do namorado Comi dois pratos nos almoço – uma metonímia de conteúdo por continente, uma vez que a ideia é que comi o alimento que estava no prato Dessa forma fica muito mais fácil entender a diferença, não é mesmo? Sabendo o que é metonímia, seus tipos e a diferença para a metáfora, poderá responder com muito mais certeza as questões que envolvam essas figuras de linguagem. Empregue esse conhecimento também nas suas redações, verá que sua escrita fica muito mais rica e interessante. Não sabe como fazer isso? A gente te conta! Como usar a metonímia na redação? Uma excelente maneira para utilizar a metonímia nos seus textos é empregando-a para substituir um conceito concreto com um mais abstrato. Essa substituição funciona muito bem para evitar as repetições de termo que descontam nota, também para mostrar uma bagagem sociocultural. Quando opta-se

Você já leu alguns exemplos de redação do Enem? Se você está se preparando para a prova, saiba que essa é uma das melhores formas de estudar redação. A redação é uma etapa da prova do Enem mais temida pelos participantes. Isso porque ela tem um grande peso na nota final do exame e pode ser uma porta de entrada para uma vaga em universidades públicas e privadas. Para se dar bem na redação é necessário treinar muito! E uma prática que ajuda muito nessa hora é analisar as redações nota mil anteriores. Por isso, neste post nós selecionamos 3 exemplos de redação do Enem para você se inspirar! Continue lendo para conferir! Exemplos de redação do Enem com nota mil Selecionamos a seguir três exemplos de redação do Enem que tiraram nota mil nos últimos anos. Todas as redações selecionadas apresentam as competências cobradas no Exame. Isso quer dizer que os participantes apresentaram o domínio da escrita formal; compreenderam a proposta de redação; defenderam um ponto de vista. Além disso, apresentaram repertórios socioculturais produtivos ao tema; e, por fim, desenvolveram uma proposta de intervenção (com ação, agente, modo/meio, finalidade e detalhamento). Confira a seguir as redações e inspire-se! Boa leitura! 1 – Redação do Enem 2021 – Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil Tema: “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil” Participante: Fernanda Quaresma. “Em ‘Vidas secas’, obra literária do modernista Graciliano Ramos, Fabiano e sua família vivem uma situação degradante marcada pela miséria. Na trama, os filhos do protagonista não recebem nomes, sendo chamados apenas como o ‘mais velho’ e o ‘mais novo’, recurso usado pelo autor para evidenciar a desumanização do indivíduo. Ao sair da ficção, sem desconsiderar o contexto histórico da obra, nota-se que a problemática apresentada ainda percorre a atualidade: a não garantia de cidadania pela invisibilidade da falta de registro civil. A partir desse contexto, não se pode hesitar – é imprescindível compreender os impactos gerados pela falta de identificação oficial da população. Com efeito, é nítido que o deficitário registro civil repercute, sem dúvida, na persistente falta de pertencimento como cidadão brasileiro. Isso acontece, porque, como já estudado pelo historiador José Murilo de Carvalho, para que haja uma cidadania completa no Brasil é necessária a coexistência dos direitos sociais, políticos e civis. Sob essa ótica, percebe-se que, quando o pilar civil não é garantido – em outras palavras, a não efetivação do direito devido à falta do registro em cartório –, não é possível fazer com que a cidadania seja alcançada na sociedade. Dessa forma, da mesma maneira que o ‘mais novo’ e o ‘mais velho’ de Graciliano Ramos, quase 3 milhões de brasileiros continuam por ser invisibilizados: sem nome oficial, sem reconhecimento pelo Estado e, por fim, sem a dignidade de um cidadão. Além disso, a falta do sentimento de cidadania na população não registrada reflete, também, na manutenção de uma sociedade historicamente excludente. Tal questão ocorre, pois, de acordo com a análise da antropóloga brasileira Lilia Schwarcz, desde a Independência do Brasil, não há a formação de um ideal de coletividade – ou seja, de uma ‘Nação’ ao invés de, meramente, um ‘Estado’. Com isso, o caráter de desigualdade social e exclusão do diferente se mantém, sobretudo, no que diz respeito às pessoas que não tiveram acesso ao registro oficial, as quais, frequentemente, são obrigadas a lidar com situações humilhantes por parte do restante da sociedade: das mais diversas discriminações até o fato de não poderem ter qualquer outro documento se, antes, não tiverem sua identificação oficial. Portanto, ao entender que a falta de cidadania gerada pela invisibilidade do não registro está diretamente ligada à exclusão social, é tempo de combater esse grave problema. Assim, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (agente), ampliar o acesso aos cartórios de registro civil (ação). Tal ação deverá ocorrer por meio da implantação de um Projeto Nacional de Incentivo à Identidade Civil (modo/meio), o qual irá articular, junto aos gestores dos municípios brasileiros, campanhas, divulgadas pela mídia socialmente engajada, que expliquem sobre a importância do registro oficial para garantia da cidadania, além de instruções para realizar o processo (detalhamento), a fim de mitigar as desigualdades geradas pela falta dessa documentação (finalidade). Afinal, assim como os meninos em ‘Vidas secas’, toda a população merece ter a garantia e o reconhecimento do seu nome e identidade.” Fonte: Portal G1 Globo – Espelhos Análise da redação Nesse primeiro exemplo, perceba que a participante apresenta logo no primeiro parágrafo um repertório sociocultural produtivo ao tema – o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Fernanda faz uso da narrativa ficcional para contextualizar o tema e associá-la à realidade no Brasil – a falta de acesso à cidadania. A estudante ainda traz outros dois repertórios ao longo da redação (o pensamento de um historiador e de uma antropóloga) para fundamentar a sua redação, mostrando assim uma ampla bagagem cultural (veja os repertórios destacados em negrito). Além disso, no último parágrafo, ela desenvolve uma proposta de intervenção completa contendo ação, agente, modo/meio, finalidade e detalhamento. Leia também: 2 – Redação do Enem 2020 – O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira Tema: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” Participante: Raíssa Piccoli Fontoura. “De acordo com o filósofo Platão, a associação entre saúde física e mental seria imprescindível para a manutenção da integridade humana. Nesse contexto, elucida-se a necessidade de maior atenção ao aspecto psicológico, o qual, além de estar suscetível a doenças, também é alvo de estigmatização na sociedade brasileira. Tal discriminação é configurada a partir da carência informacional concatenada à idealização da vida nas redes sociais, o que gera a falta de suporte aos necessitados. Isso mostra que esse revés deve ser solucionado urgentemente. Sob essa análise, é necessário salientar que fatores relevantes são combinados na estruturação dessa problemática. Dentre eles, destaca-se a ausência de informações precisas e contundentes a respeito das
Quem está praticando para tirar 1000 na Redação do ENEM já deve ter percebido que um dos itens que contribuem para chegar na nota máxima é incrementar o texto com citação — sejam trechos de música, frases de filósofos ou trechos de obras literárias. No entanto, assim como uma citação pode enriquecer o texto, também pode acabar prejudicando o desenvolvimento dele. Isso acontece porque muitos alunos não sabem como empregar citações diretas e indiretas de maneira adequada. Vem com a gente que vamos ensinar como fazer uma boa citação para qualquer redação e garantir a nota 1000 que você tanto sonha! O que é, de fato, uma citação? Antes de ensinarmos a colocar, de forma correta e certeira, uma citação no meio da sua redação, acreditamos ser importante entender o que ela é. A citação é transcrição de uma ideia ou opinião de outra pessoa dentro do seu próprio texto para ressaltar a visão do autor ou para diferentes fins. Sabe quando você pretende reforçar um posicionamento ou explicar algo e nota que precisa de alguma coisa que vá além de suas palavras ? É para isso que serve a citação! Mas, atenção: ela sempre deve ser seguida da referenciação do autor, senão caracterizará plágio. Pense conosco: não adianta colocar uma frase de um célebre filósofo se sua argumentação não estiver em harmonia com ela ou, até mesmo, em contradição. Por isso, antes de sair colocando várias citações no seu texto, pense se será um elemento que está casando com suas ideias, e se isso irá valorizar sua escrita e sua linha da raciocínio. Vale lembrar que a citação pode ser feita de duas formas: direta e indireta: 1. Direta A citação direta é aquela em que transcrevemos a frase tal como a célebre pessoa falou (ou escreveu). Seja um compositor, poeta, político, teórico ou outra pessoa de notoriedade. Na citação direta, utilizamos as aspas e, claro, o nome de quem proferiu tal frase. Que tal alguns exemplos atemporais para colocar em diversas propostas de redação? Papel e caneta na mão: 2. Indireta Por sua vez, na citação indireta, o que se faz é parafrasear a fala de alguém, ou seja, utilizamos nossas palavras para explicar o que foi dito por outra pessoa. Neste caso, não usamos aspas, mas também precisamos indicar o nome de quem é o autor de tal discurso. Vamos aos exemplos: Por que isso é tão relevante na redação do Enem? Ao escrever um texto dissertativo argumentativo, você precisa deixar claro ao seu examinador que domina o conteúdo que está se manifestando. Nesse ponto, a citação é bastante importante, pois o aluno consegue deixar claro sua capacidade de relacionar suas ideias com a fala de alguém com notório conhecimento em dado assunto. Além do mais, demonstra que o seu texto possui embasamento, ao ponto que ele conseguiu utilizar de forma assertiva a interpretação dos textos-base e ainda refletir e os relacionar com a realidade que o cerca. Dicas de como fazer uma boa citação Vamos partir do pressuposto de que colocar uma citação no seu texto não é uma obrigatoriedade, mas caso você queira dar esse toque especial em seu texto, considere: Com essas dicas, você já está mais que apto para decidir o que combina mais com o seu texto e fazer uma citação inteligente na sua redação sem medo de errar! Não esqueça que só falta agora você praticar redação! Leia também esses artigos relacionados: Confira as principais dúvidas sobre citações para redação: