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Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Os temas de redação objetivos e subjetivos possuem algumas diferenças. Se você vai prestar vestibular ou concurso é importante saber identificá-las. Confira neste post e saiba mais sobre propostas de redação! O tema nada mais é do que é a proposta de redação que você deverá desenvolver no vestibular, Enem ou concurso. Mas saiba que não existe apenas um tipo de tema: existem os temas objetivos e subjetivos. A escolha da proposta dependerá da instituição, por exemplo, o Enem é conhecido por abordar temas objetivos e o vestibular da Fuvest costuma propor temas subjetivos. De qualquer forma, saber identificá-los é essencial para que você consiga lidar com qualquer tipo de tema no dia da prova e desenvolver a redação corretamente. Neste post, você vai entender as diferenças entre os temas objetivos e subjetivos, alguns exemplos práticos e dicas para desenvolver a redação. Boa leitura! Temas de redação objetivos Os temas de redação objetivos apresentam um recorte temático específico, claro e objetivo, ou seja, fazem uso da linguagem denotativa. É comum que os textos motivadores apresentem dados e fatos reais que direcionam o estudante a desenvolver a redação sobre um determinado problema. Esse tipo de tema, por exemplo, é muito utilizado na proposta de redação do Enem, que a partir da frase temática e dos textos motivadores é possível identificar o problema e a direção que o texto deve seguir. Em geral, são temas “fechados” e limitados. Agora, vamos entender com alguns exemplos? Siga a leitura! Exemplos de temas de redação Na edição de 2021, o Enem propôs o tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil“. Perceba que não há mistério: o problema já está dado e o aluno deveria desenvolver uma redação abordando a invisibilidade das pessoas sem o documento e a importância do acesso ao registro civil para a garantia da cidadania. Já em 2020 o tema foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Da mesma forma, o problema está posto: a estigmatização. Era preciso, então, associá-la às doenças mentais em nossa sociedade. Note que não se trata de um assunto abrangente. As duas frases temáticas, com apoio dos textos motivadores, fazem um recorte do tema e já apontam o caminho que o texto deve seguir. Como desenvolver uma redação com esse tema Geralmente, os temas de redação objetivos são considerados mais fáceis por apresentar o problema de forma clara. Porém, diante desse tipo de temática, ainda assim é necessário que você saiba interpretar texto e tome alguns cuidados. A seguir separamos algumas dicas para você desenvolver um texto com tema de redação objetivo: É importante lembrar que no caso de redações com temas objetivos, como é o caso do Enem, você deve desenvolver a redação em torno das palavras-chaves apontadas na frase temática e nos textos de apoio. Assim, você evita fugir do tema e não perde ponto na redação. Anotado? Temas de redação subjetivos Diferente do Enem, alguns vestibulares trazem como proposta de redação temas subjetivos – esse é o caso do vestibular da Fuvest (USP). Mas, afinal, o que é um tema subjetivo? Vamos lá! No dicionário, a palavra “subjetivo” significa algo particular, individual, ou seja, próprio do sujeito. Nesse sentido, um tema subjetivo faz uso da linguagem conotativa (figurada). Trata-se de uma proposta de redação mais ampla, em que há várias possibilidades de direcionamentos, uma vez que o estudante fica mais livre para construir a redação de acordo com a sua interpretação textual – diferente dos temas objetivos, que são mais limitados e claros em seu enunciado. Outra diferença entre temas objetivos e subjetivos é que uma proposta subjetiva geralmente é mais reflexiva, sem a presença de dados, pesquisas e fatos concretos. Porém, isso não quer dizer que você deve desenvolver o texto de forma reflexiva, ficando apenas no campo das ideias e emoções, viu? Lembre-se que a prova de redação dos vestibulares exigem um texto dissertativo-argumentativo. Isso quer dizer que você deve se posicionar a respeito do problema, apresentando seus argumentos com objetividade e embasamento científico. Agora, vamos ver alguns exemplos? Confira! Exemplos de temas de redação subjetivos O tema de redação da Fuvest em 2021 foi: “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”. Note que a pergunta demanda uma reflexão sobre o assunto, além de não apresentar o problema e nem apontar uma “verdade absoluta”. Diante de um tema assim, você deve se atentar aos textos motivadores e se posicionar de forma clara sobre a pergunta, com argumentos fundamentados. Além disso, é possível seguir alguns caminhos na redação, relacionando o capitalismo e a sociedade, a crise climática e até mesmo a pandemia do coronavírus. Já em 2013, o tema de redação da Fuvest foi “Consumismo”, cujo texto motivador apresentava somente uma imagem do interior de um shopping com o slogan “Aproveite o melhor que o mundo tem a oferecer com o Cartão de Crédito X”. Perceba que a proposta temática é reflexiva, pois não apresenta fatos concretos. Porém, o aluno deveria interpretar a imagem e a frase, que apontavam para as relações entre o consumo e a ideia de felicidade. A partir disso, era possível trazer as consequências do problema (consumo exagerado) para o plano concreto, por exemplo, o endividamento. Além disso, a redação poderia abordar o capitalismo, a relação entre ter e ser, a pobreza, a influência das mídias no consumo etc. Deu para perceber que os temas subjetivos exigem mais interpretação e possuem abertura para o desenvolvimento do texto? Agora, confira as dicas de redação! Como desenvolver uma redação com tema subjetivo Vimos que o tema de redação subjetivo é mais amplo, por isso é possível que as pessoas façam interpretações diferentes para um mesmo tema. Como vimos anteriormente, embora a proposta de redação tenha uma perspectiva subjetiva, você deve produzir o texto de forma objetiva, trazendo o tema para o plano concreto. Uma boa forma de fazer isso, é seguindo estas dicas: Quer saber mais sobre como identificar temas subjetivos? Confira as dicas que a professora Juliane, do Redação Online, separou para

Você já escreveu uma redação sobre “A elitização da arte no Brasil”? Confira o tema da semana! Você já ouviu falar que “arte é coisa de rico”? Essa ideia está diretamente relacionada à elitização da arte, um termo muito usado para criticar as instituições artísticas – como museus, teatros e galerias – que são acessíveis apenas para pessoas de elite e excluem as artes populares do seu conceito de arte. Para entender mais sobre o assunto, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A elitização da arte no Brasil”. TEXTO 1 A arte: dentro e fora dos museus “Com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, museus em todo o mundo foram fechados temporariamente. Em meio a isso, muitos ainda tomaram medidas que buscavam levar arte para a população de outras formas, nem que fosse necessário deslocar as obras de arte de seus espaços convencionais. Exposições a céu aberto, obras de arte em outdoors e grafite na fachada de museus foram algumas das tentativas de levar arte para a parcela da população que nunca foi além da entrada desses espaços. Esse movimento levantou debates que desde o início do século 20 protestam contra as tradicionais casas de exposição e já questionam qual a função da arte e que lugares ela ocupa. Historicamente o consumo de arte é elitizado, segundo Ana Gonçalves Magalhães, diretora e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP). Quando se discute um conceito mais estrito e eurocêntrico de arte – aquele que foi concebido a partir da primeira era moderna com a constituição dos gabinetes de curiosidade e que se desdobrou depois nas ditas belas-artes – essa elitização pode ser vista, ainda que o termo ‘consumo’ seja anacrônico no contexto da primeira era moderna, anterior à consolidação do mercado da arte no século 19, explica Ana. “No que chamamos de sistema de arte (que envolve as instâncias do mercado de arte e as instituições artísticas tradicionais), ele continuou a ser elitizado, mesmo hoje em dia”, completa. De acordo com Gonçalves, a consolidação dos museus de arte ao longo do século 20 veio em paralelo a um debate muito relevante sobre a educação pela arte. Nesse ponto, destaca-se a Mesa de Santiago de 1972, na qual os membros debateram o papel dos museus da América Latina. Gonçalves conta que ‘uma tomada de decisão muito importante foi justamente a de que os museus devem estar abertos e a serviço da sociedade, têm a função de educar e serem capazes de representar a diversidade social. Embora ainda haja questões em relação ao acesso de todos aos museus, há uma política internacional em que os museus no mundo, através de sua ação educativa, devem ser inclusivos’.” Fonte: jornalismo junior TEXTO 2 A luta de classes do graffiti “O público anti-graffiti aprendeu que arte custa milhões, que não se pode tocar com as mãos, que deve ser protegida dentro de um museu de segurança máxima e que existe um conceito bastante erudito por trás que só ‘iniciados’ conseguem compreender plenamente. O que incomoda na prática do graffiti é sua oposição a essa tese elitista: ela coloca a arte na rua, sai das periferias, invade os bairros nobres, apropria-se da cidade sem pedir licença. Os artistas de uma arte que se faz pública entendem que os espaços urbanos são ‘de todos’ e que, portanto, devem ser ocupados por aqueles que usufruem do meio. A lógica das ruas foge das regras rigidamente construídas ao longo dos séculos, eliminando as barreiras simbólicas que impedem o acesso do povo à arte. Para além disso, há ainda uma outra subversão que toca a estrutura fundamental da boa família neoliberal: não se compra um graffiti que se viu na esquina e se leva para pendurar na sala de estar; ele é da rua, pertence, elogia, aclama o espaço público, tirando o protagonismo de séculos de existência da propriedade privada. Este é o grande motivo pela qual tentam incansavelmente silenciar o graffiti: ele é muito perigoso à manutenção da estrutura elitista, branca, excludente e neoliberal. Quantas vezes não se apagaram murais para se colocar no lugar a publicidade de quem pagou por aquele espaço? A regra do sistema é essa: pode-se tudo desde que se pague por isso. Se não pagaram, está errado e é descartado.” Fonte: diplomatique TEXTO 3 Por mais espaços plurais e menos elitização cultural “[…] Quem vai a uma apresentação da Filarmônica na Sala Minas Gerais se assusta (ou se sente em casa, dependendo da classe social): os visitantes que ali estão trajam suas melhores roupas e rodopiam no foyer com taças de espumante e sorrisos iluminados. Há, vão dizer, muitas apresentações voltadas ao público dito “carente”. Concertos no parque, esporadicamente, e muitas apresentações das companhias do bairro, ou das turmas de formação dos espaços culturais de bairros fora do eixo Centro-Sul de Belo Horizonte. Pergunto-me, afinal, por que é que essas pessoas que já são marginalizadas têm que ter acesso somente à produção artística que também é marginalizada? Voltamos aos programas sociais de museus e institutos como a Fundação Clóvis Salgado e o Circuito Cultural Praça da Liberdade, que promovem, de fato, certa inclusão ao trazer este público para dentro dos espaços. Os programas agem com uma boa intenção, mas não integram esta população a uma realidade, trazendo ela para perto da programação artística da cidade. Insisto em dizer que mais me parece uma oferta ‘generosa’ àqueles que vão visitar como se fosse ‘coisa de outro mundo’. Nós, habituados a frequentar estes lugares, sabemos bem que existe um pensamento que divide a população entre “interessados em cultura” e, bom, o resto é resto pra muita gente. Há um enorme preconceito que afirma, inclusive, que todos têm que ter acesso a estes espaços elitizados e tradicionais na cena cultural. Não é, no entanto, o que se defende aqui. Uma possibilidade
Quer saber mais sobre “A elitização da arte no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você viu nos textos motivadores que o campo artístico no Brasil enfrenta um problema: a elitização da arte. Para escrever sobre esse tema, é importante que você saiba o que significa “elitismo” que, de forma resumida, trata-se de um processo pelo qual os serviços da sociedade são feitos para favorecer apenas a classe privilegiada da população, tornando-se inacessível para as classes baixas. Nesse sentido, a arte pode ser elitista tanto no acesso a espaços artísticos – que cobram entradas exorbitantes – quanto nas próprias regras impostas pelas instituições para definir o que é uma arte legítima. É um problema que possui muitos desafios, por isso selecionamos alguns repertórios para você estudar e usar em sua redação. Boa leitura! Vídeo | Arte é coisa de rico? Pensando a democratização da arte Se a arte no Brasil é excludente, é necessário então pensarmos no conceito de democratização da arte. Nesta entrevista para o Infame, a curadora Julia Lima fala sobre a importância de democratizar a arte e faz uma provocação: “Existem maneiras de acessar arte de graça. Mas o quanto isso é, de fato, democrático?” A curadora ressalta que embora existam formas de tornar o valor da entrada acessível às pessoas pobres, os espaços artísticos (museus, galerias, cinemas etc.) estão em sua maior parte concentrados em bairros da cidade onde a população mais pobre não frequenta. Esse é o caso de São Paulo, a cidade que possui mais galerias de arte no Brasil e, ainda assim, são acessíveis para poucos. Acesse o vídeo neste link. Artigo | Desconstruir a hegemonia branca nas artes brasileiras é uma ação efetiva de mudança O elitismo é um sistema que reforça o racismo. Sendo assim, no campo das artes, há uma grande desigualdade e preconceito em relação às artes realizadas por pessoas não brancas. Este artigo, do portal Arte! Brasileiros, discute a importância de tornar a arte brasileira diversa nas instituições tradicionais e mostra o trabalho de curadores para incluir as artes realizadas por pessoas racializadas (asiáticas, negras, indígenas e nipo-brasileiras), como a Diáspora Galeria criada por Alex Tso. Leia o artigo completo aqui. Notícia | Meia-entrada quase chega ao fim Você deve ter visto que o benefício da meia-entrada quase chegou ao fim, certo? Trata-se de uma notícia recente relacionada ao tema que você pode utilizar como repertório. O Projeto de Lei, de autoria do deputado Arthur do Val (Patriotas), pretendia acabar com a meia-entrada em eventos culturais, artísticos e de lazer. O projeto foi aprovado, mas foi vetado pelo deputado Carlão Pignatari (PSDB), governador do estado de São Paulo. Muitas entidades estudantis criticaram o PL por retirar um direito estabelecido por normas como a lei federal nº 12.933, de 2013. Se a retirada da meia-entrada se efetivasse, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos de baixa renda seriam privados de entrar em espaços artísticos, como museus, orquestras, cinema etc., o que tornaria esses espaços ainda mais elitizados. Leia a matéria completa aqui. Documentário | Pixo (2010) Para além do grafite, citado nos textos motivadores, outras manifestações artísticas são marginalizadas em nossa sociedade, como o rap, o funk, os lambes e o pixo – estas últimas consideradas arte urbana. O documentário “Pixo” (2010), produzido por João Wainer e Roberto Oliveira, levanta uma discussão polêmica: a pichação é arte ou vandalismo? Situado na cidade de São Paulo, o longa mostra a realidade dos pichadores, suas ações e os conflitos com a polícia. No documentário, alguns protestos marcantes contra à elitização da arte são retratados, como o manifesto de pichadores na faculdade de Belas Artes em 2008, que questionavam o conceito de arte, e o depoimento de Caroline Sustos, que foi presa por pichar as paredes de um andar vazio do prédio da Bienal, em um protesto realizado por cerca de 40 pichadores. Vale lembrar que após dois anos, três pichadores presentes no protesto da Bienal foram convidados a participar do evento. Confira o caso neste link! O documentário está disponível no Youtube, vale a pena assistir! https://youtu.be/skGyFowTzew Documentário | Amarelo: é tudo para ontem (2020) No documentário “Amarelo: é tudo para ontem”, o rapper Emicida celebra a arte e a cultura do povo negro no Brasil a partir de cenas do show realizado no Theatro Municipal de São Paulo – um lugar que por muito tempo foi inacessível para pessoas negras e de baixa renda. No documentário, Emicida conta a importância de ter levado o rap para dentro do Theatro e faz uma crítica à cultura elitizada ao afirmar que muitas pessoas que foram ao show nunca tinham pisado nesse espaço antes. Em entrevista para o jornal El País, o rapper afirma: “Durante muito tempo, nossa sociedade ficou refém de algo que ela chama de alta cultura. Uma cultura elitizada, que se baseia numa ideia questionável de que o povo não compreende arte. Transformar um prédio tão importante em um templo da alta cultura afastou a população, sobretudo a população mais pobre. Não sou o primeiro artista negro, não sou o primeiro representante de um movimento popular a subir naquele palco. Mas conseguimos criar um contexto onde levamos para lá dentro um número imenso de pessoas que passam ao redor do Theatro todos os dias mas não se perguntam: ‘por que a gente nunca entrou nesse teatro?’ Porque nunca nos convidaram a pertencer a ele.” Leia a entrevista completa neste link e assista ao documentário na Netflix! Série | Gentefied (2020) A série Gentefied (2020), disponível na Netflix, narra a história de uma família chicana que lida com a gentrificação nos EUA. Nesse cenário, Ana é uma jovem artista que sonha em ser reconhecida pelo seu trabalho, mas é bajulada pelo mercado da arte e entra em conflito com esse meio elitizado. Confira o trailer a seguir e prepare a pipoca! Esses são apenas alguns

O tema de redação cobrado no ENEM PPL (Pessoas Privadas de Liberdade) e Reaplicação de 2021 foi ”Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”! Então, confira os textos motivadores a seguir! Texto 1 do tema Enem PPL 2021 Vinda de uma família abastada, viúva e irmã de militares, Anna Nery foi contratada como enfermeira para auxiliar o corpo de saúde do Exército Brasileiro e permaneceu atendendo feridos e enfermos durante o conflito da Guerra do Paraguai, até 1870. Na época, doenças ameaçavam a saúde dos soldados, mas Anna conseguiu transformar a realidade sanitária dos locais onde trabalhava, impondo condições mínimas de higiene para que essas doenças não se alastrassem e para que as pessoas fossem tratadas com segurança. A sua história está documentada no Museu Nacional da Enfermagem, fundado em 2010. Anna Nery é semelhante à de Florence Nightingale, a inglesa que consolidou seu trabalho de cuidado na Guerra da Crimeia e fundando, assim, a enfermagem no século XIX. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 2 jul. 2021 (adaptado). TEXTO 2 Adriana Melo foi pioneira na identificação da relação da zika com microcefalia. Após cinco anos do surto no país, ela ajuda famílias com um projeto singular na Paraíba – e diz que ainda há muito a aprender sobre a doença. “Infelizmente, o interesse internacional em pesquisa diminuiu muito”, reclama Melo, “porque o zika não chegou ao mundo rico, não chegou à Europa e aos Estados Unidos. Perdeu-se totalmente o interesse pelo assunto.” Para ela, é uma negligência, uma vez que o vírus zika continua causando novos casos de microcefalia em crianças. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. TEXTO 3 A vida de uma médica entre seis hospitais e três filhos durante a pandemia Entro em casa pela porta dos fundos, higienizo as mãos com álcool gel. Tiro a roupa na lavanderia, coloco direto na máquina de lavar. Sigo para o banho. Agora essa é minha rotina. No entanto, a pior parte é a de não chegar perto das crianças. Saindo do banho, vejo que há duas ligações não atendidas. Retorno a primeira: uma amiga, cardiologista, conta que não vai conseguir voltar ao hospital para atender um paciente. Ela já vinha apresentando um quadro de moleza desde sábado, mas como nós, médicos, estamos habituados a fazer, ignorou os sintomas por serem leves. Tirou um cochilo hoje à tarde e acordou com febre. Ela me contou que atendeu um paciente, quatro dias atrás, que estava com febre depois de voltar de uma viagem (ele fez o teste e hoje recebeu o resultado, ou seja, positivo). Até perceber o risco, o contato já havia acontecido. Pedi para ela fazer exame para Covid-19 e ficar em isolamento domiciliar. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Então, você quer receber sua redação corrigida por professores especialistas? Acesse nosso site e envie seu texto!
As correntes filosóficas são linhas de estudo a respeito do homem e de tudo que está relacionado a ele, tal qual o significado da existência, o modo de agir em sociedade e a maneira de enxergar o mundo, por exemplo. As dissertações argumentativas exigem uma produção baseada em argumentos de autoridade e fatos concretos, isso porque os temas escolhidos estão inseridos no momento atual, e é preciso que o produtor saiba como relacioná-lo ao presente e a contextos passados. Para isso, utilizar autores e teorias da filosofia pode te garantir um excelente texto. Algumas importantes temáticas filosóficas podem ser facilmente associadas aos temas propostos pela banca. Confira algumas possibilidades pertinentes de como e onde acrescentar essas alternativas na produção textual: 1. Teoria Clássica: o pensamento grego Platão e Aristóteles são os principais filósofos do mundo antigo por terem desenvolvidos conceitos fundamentais à humanidade. Esses conceitos podem ser aplicados a temas vinculados à política, ao conhecimento e à ética. Veja os mais notáveis abaixo: O mito da caverna platônico: o homem aprisionado Essa foi a alegoria utilizada por Platão para explicar o homem em uma sociedade que o aprisiona e o impede de ver o mundo a partir de sua própria percepção. Tendo isso como ponto de partida, é possível criar uma contextualização para diversas temáticas, como o uso das redes sociais que pode prejudicar o usuário de perceber o mundo à sua volta e de distinguir a realidade das narrativas criadas nas redes. A ética aristotélica: o homem virtuoso Para Aristóteles, a ética está ligada à virtude como uma prática recorrente, isso influencia diretamente na forma de ação do homem, a qual deve ser guiada pela razão e bons hábitos. A ética e a virtude aristotélicas podem ser correntes filosóficas empregadas na argumentação a respeito de charlatanismo e estelionato religioso, problemáticas comuns na atualidade. 2. Filosofia medieval: fé e sociedade Escola do pensamento filosófico cristão, a escolástica buscava conciliar a fé cristã à racionalidade e tem como principais nomes Santo Agostinho de Hipona, para a Patrística, e Tomás de Aquino, para a Escolástica. Neste momento da filosofia, a fé foi encarada junto à razão, provocando a valorização do saber científico. Patrística: entre o pecado e a liberdade À procura de compreender a fé divina ao racionalismo, conforme já mencionado, Santo Agostinho explorava temas como a liberdade humana, o pecado e a predominância da alma sobre o corpo. A corrente filosófica de Santo Agostinho tinha como uma de suas ideias principais o fato de que o indivíduo precisa ter responsabilidade para usar de sua liberdade, assim, para ele, uma não deve caminhar sem a outra. Dessa forma, essa concepção pode ser citada para dialogar com temas a respeito da liberdade de expressão, como: Discurso de ódio e a liberdade de expressão Limites do humor x Liberdade de expressão Escolástica: os direitos humanos e a desigualdade no Brasil Tomás de Aquino é uma importante figura deste período filosófico e influenciou teorias do direito porque, segundo o autor, todos os indivíduos têm a mesma importância na sociedade, com os mesmos direitos e deveres. Consequentemente, a noção acima pode ser usada nas diversas temáticas quanto ao problema da desigualdade social no Brasil e no mundo, bem como no que concerne ao acesso aos direitos humanos. É possível alocá-la tanto na contextualização do tema quanto do argumento. 3. Racionalismo diante à realidade das coisas Esta visão dentro das correntes filosóficas defende que a realidade só será alcançada a partir da razão. Assim, só é possível ter acesso ao conhecimento verdadeiro e completo rejeitando o sentimento e as sensações. Dois nomes essenciais para essa teoria são Descartes e Espinosa. René Descartes: a dúvida como a busca pela verdade É comum o uso da célebre frase “Penso, logo, existo”, do filósofo René Descartes, para ilustrar o pensamento cartesiano, que embasa a teoria da razão humana como uma forma de atingir o conhecimento. Você pode utilizar a frase e a teoria para enriquecer o seu repertório, principalmente para apresentar o tema. Para isso, é preciso que o tema se encaixe, só não force. A frase é ótima, mas é preciso saber usá-la. Veja um exemplo a seguir: “De acordo com René Descartes e o pensamento cartesiano, é necessário colocar o pensamento e as coisas em dúvida para conhecer a verdade. No entanto, com a alta propagação de fake news no Brasil, é possível verificar que essa concepção não atinge à realidade brasileira que sequer verifica a veracidade das notícias. […]” Baruch Espinosa: desenvolvimento humano Menos conhecido que o anterior, Espinosa destacou que o conhecimento é o meio primordial para o desenvolvimento das habilidades e potencialidades humanas. Dessa maneira, assuntos correlacionados à educação, como o analfabetismo e dificuldade no acesso às escolas são facilmente associados à noção trabalhada pelo holandês. Ela pode aparecer como forma de contextualização do problema ou comprovação do argumento. 4. Empirismo: a revelação da verdade por meio dos sentidos Entre as correntes filosóficas, essa é a que está associada aos sentidos como os verdadeiros motivadores da revelação da verdade. Nessa teoria, a razão não é mais um critério fundamental, uma vez que o conhecimento é construído com base na experiência. John Locke e David Hume podem ser empregados com assertividade em seu texto. John Locke: o rompimento do pacto social O importante filósofo inglês exerce, até hoje, influência na filosofia moderna e na construção de teorias recentes. Locke acreditava que há uma espécie de pacto social para a construção da sociedade e de fins específicos. A teoria contratualista é um excelente recurso para a sua redação, pois ela se ajusta em partes distintas dela. Verifique os exemplos a seguir: Na introdução e conclusão do texto. Em um dos parágrafos argumentativos. David Hume e seu pensamento cético O escocês David Hume é afamado por seu raciocínio cético sobre a origem e a validade de tudo aquilo que conhecemos, seja ideias, impressões, emoções, sensações, dentre outras. Além disso, para ele, o hábito é princípio essencial para guiar a vida humana. Essa ideia do hábito enquanto guia

E aí, galera! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade, tá? Então, bora catar o caderno e ficar por dentro do assunto! Olá, pessoal! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade! Então, vamos pegar o caderno e saber mais sobre o que são e como evitá-las! A definição das marcas de oralidade pode ser exemplificada por momentos da nossa fala cotidiana representados textualmente. Você consegue notar a diferença entre as frases que iniciaram o texto? A primeira, está com diversas marcas de oralidade. Já a segunda está escrita de maneira mais formal. Exemplos de marcas de oralidade Tudo que é comum na fala e é representado por meio da escrita pode ser considerado uma marca de oralidade. Veja agora quais são os principais tipos de marcas de oralidade! Termos comuns Uma simples palavra pode representar uma marca de oralidade! Confira alguns exemplos: Aí; Tá; Né; Dai; Viu; Bom; Veja; Olha; Você; Okay; Entendeu; Compreende. Expressões populares Expressões são recursos da fala e da escrita que recebem novos sentidos quando utilizados em contextos específicos. A interpretação da expressão precisa ser efetuada de forma geral. Então, não é possível avaliar separadamente os elementos daquela sentença. É por essa razão que as expressões não são traduzidas ao pé da letra para outro idioma, pois não faria sentido para quem não conhece o termo. Portanto, veja algumas expressões muito utilizadas no nosso dia a dia: Maria-vai-com-as-outras: falta de personalidade ou aquela pessoa facilmente influenciável; Abandonar o barco: desistir de alguma situação; Dar mancada: trair a confiança de alguém ou desonrar um compromisso previamente marcado; Bola para frente: frase motivacional para continuar, seguir mesmo perante alguma dificuldade; Trocar seis por meia dúzia: realizar uma troca que não mudará nada para ninguém; Viajar na maionese: dizer algo confuso ou incoerente, não entender algo; Botar o carro na frente dos bois: pular etapas, não seguir o fluxo normal das coisas; Subir pelas paredes: relacionado à angústia ou desespero; Gírias A gíria é definida na linguagem como uma palavra não convencional utilizada para designar uma outra palavra. Ela possui uma peculiaridade e pode mudar de significado dentro da mesma língua, por exemplo: a palavra “dinheiro” pode ser chamada de “grana”, “dindim”, “tostão”, “pila” – e outras que vão surgindo de acordo com o contexto. O fenômeno não tem explicação, uma vez que é uma contribuição cultural à língua de forma geral. Pensando assim, é possível mapear as gírias devido ao uso! Veja quais gírias são usadas regionalmente no português brasileiro. Norte Brocado: com fome; Chibata: algo muito legal; Fuleiro: pouco confiável; Grelhar: fazer sucesso; Pitiú: cheiro muito forte; Égua: espanto; Tubão: soco no rosto. Nordeste Abestado: bobo, leso, tolo; Froxo: que tem medo; Balaio: cesto grande; Cabrita: menina; Avacalhar: Esculhambar; Bizonho: triste, calado; Pisa: apanhar; Sul Tesão: muito legal; Tri: bastante; Trocinho: pessoa; Biju: bonita; Piá: menino; Guria: menina; Esbudegado: cansado; Sudeste Maneiro: legal; Goma: casa; Trem: alguma coisa; Migué: mentir; Tiquim: algo pequeno; Parça: amigo; Pisante: sapato; Centro-Oeste Abiscoitar: herdar; Descabriado: descontrolado; Bitelo: algo grande; Quebrado: pessoa sem dinheiro; Treta: confusão; Trocar ideia: conversar; Zueira: brincadeira; Por que evitar as marcas de oralidade? Quando utilizadas em textos mais informais, como as crônicas, as marcas de oralidade podem servir como uma ótima ferramenta para a construção da história. Isso porque pode ser até mais fácil se expressar por meio delas. Entretanto, algumas situações devem evitar a oralidade, por exemplo nos textos dissertativos-argumentativos exigidos em testes seletivos, como vestibulares e Enem. Assim, ao escrever utilizando as marcas de oralidade pode ser interpretado que você não entende do gênero textual solicitado –pois esses textos devem ser escritos de maneira impessoal. Ao utilizá-las, sua nota final será diretamente impactada. Portanto, evite-as ao máximo, pois elas fazem parte das 10 coisas que você não deve fazer na redação. Além disso, é inviável pressupor que o leitor compreenda todos os aspectos da língua falada – até porque palavras e expressões mudam de região para região. É por essa razão que a norma padrão existe, pois ela servirá de base para que, durante a leitura, todos entendam o que está escrito no texto. Isso faz com que o uso da norma padrão seja um dos fatores positivos para as provas avaliativas. Marcas de oralidade: como evitar? Agora que você conhece as marcas de oralidade e o motivo de evitá-las, fica mais fácil saber o que não fazer. Portanto, confira um pequeno guia sobre como fugir desses vícios de linguagem. Evite expressar sentimentos ao escrever um texto. As interjeições podem ser consideradas como algo inadequado ao redigir uma redação; Não use verbos no imperativo, pois eles demandam o cumprimento de uma ação. Mas lembre-se de que em textos dissertativos-argumentativos não há um leitor específico – uma vez que o seu interlocutor deve ser universal. Então, é impossível direcionar-se diretamente ao destinatário; Evite as marcas de oralidade! Lembre: palavras, expressões ou gírias, não podem entrar no seu texto, pois são normalmente abstratas. Então, deixe-as para serem usadas na oralidade do seu dia a dia! Seguindo as nossas dicas de como fazer uma redação, você estará cada vez mais preparado para arrasar na sua prova. Portanto, não deixe de acompanhar o nosso blog e fique por dentro do que já foi postado por aqui!
Quer saber mais sobre “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O ano de 2021 ficou marcado pelo aumento da insegurança alimentar e da fome no Brasil. O problema está relacionado a muitos fatores, como o aumento do desemprego, o salário mínimo e auxílio emergencial insuficiente, além de problemas estruturais como a desigualdade social e a miséria. Não é um problema simples de ser solucionado, por isso listamos alguns repertórios socioculturais para você entender mais sobre o assunto e até mesmo usar na sua redação sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. Confira! Vídeo | Como o Brasil que alimenta 1 bilhão no mundo tem 10 milhões passando fome Este vídeo da BBC News mostra como o Brasil, um país que alimenta 1 bilhão de pessoas no mundo, enfrenta hoje o pior número já registrado nos últimos 15 anos de pessoas passando fome. O repórter Ricardo Senra explica esse cenário mostrando como funciona e para quem se destina a produção de alimentos realizada pelo agronegócio e pela agricultura familiar. Enquanto o agronegócio é destinado à exportação e possui maior incentivo para a sua produção, a agricultura familiar – que é realizada pelos pequenos produtores rurais e destinada à população local – não possui apoio. O vídeo também mostra outros fatores que contribuem para o aumento da fome no Brasil. Assista ao vídeo e entenda: https://youtu.be/lDS5VhVGSZc Livro | Quarto do Despejo, de Carolina Maria de Jesus O livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada, da escritora Carolina Maria de Jesus, é um repertório perfeito para o tema! No livro, publicado em 1960, Carolina relata a sua vida como catadora de sucatas na favela do Canindé, localizada na Zona Norte de São Paulo. Em seus escritos, vários problemas estruturais do país são abordados, como a desigualdade social, a miséria e o racismo. Nesse contexto, ela denuncia a fome como um direito básico negado, a alta dos preços no mercado provocada pela inflação da época e a angústia de não ter comida para alimentar seus três filhos. Em um cenário onde comer é para poucos, ela escreve: “O maior espetáculo do pobre da atualidade é comer” – citação que ilustra muito bem a realidade atual, não é mesmo? Dados | IBGE: insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros Segundo os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, divulgada pelo IBGE em 2020, a insegurança alimentar grave atingiu 10,3 milhões de brasileiros. Vale lembrar que esse nível de insegurança é quando as pessoas não conseguem acessar alimentos para consumo, ou seja, passam fome. Confira os dados neste link. Notícia | Garimpo contra a fome Você lembra daquela notícia que circulou há alguns meses atrás de pessoas revirando caminhões de descarte de ossos em busca de comida? O aumento da pobreza e da fome fez com que muitas pessoas em situação de vulnerabilidade acabassem buscando restos de carne e ossos que são rejeitados pelos mercados. Essa cena chocou o Brasil ao retratar a situação grave que vivemos e, por causa disso, os ossos acabaram virando um símbolo nacional em protestos contra a fome. Trata-se de um caso recente que pode ser usado como repertório, o você acha? Para ler a notícia completa, acesse aqui. Legislação | Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional O acesso à alimentação adequada é um direito garantido por lei e, por isso, é dever do Estado investir em políticas e ações para que se torne uma realidade. É o que diz a Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, veja: “Art. 2º A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.” Essa lei criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o poder público e a sociedade civil realizem programas que garantam a segurança alimentar para todos os cidadãos. É uma lei importante para o combate à miséria e à fome. Acesse a legislação neste link. Filme | O poço (2019) O filme O poço (2019), exibido pela Netflix, faz uma metáfora sobre a lógica da sociedade vertical. Em uma prisão onde os detentos são alimentados por uma plataforma descendente, as pessoas que estão nos níveis mais altos comem mais do que o necessário e os que estão nos andares mais baixos ficam com os restos. Nesse cenário, a insegurança alimentar e a fome podem ser percebidas pela miséria vivida pelas pessoas que estão no fundo do poço. O filme, de maneira metafórica, denuncia o problema da má distribuição de recursos e a desigualdade social. Assista ao trailer a seguir: Quer saber mais sobre como O poço pode ser usado na redação? Leia este post que fizemos sobre o filme! Documentário | Histórias da Fome no Brasil (2017) A fome é um problema estrutural que atinge o Brasil há séculos. É o que mostra o documentário Histórias da Fome no Brasil, produzido pela Ação da Cidadania e com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O documentário faz um panorama sobre a fome no Brasil e mostra como o país enfrentou esse problema desde o Brasil Colônia até as políticas públicas que resultaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome. Reserve um tempo e assista! O documentário está disponível no GloboPlay ou no Youtube, a seguir: E aí, o que você achou dos repertórios que selecionamos? Você conhece outras referências que poderiam ser relacionadas ao tema? Queremos muito saber qual é a sua opinião e solução para o problema! Escreva a sua redação sobre “A insegurança

Você já escreveu uma redação sobre “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”? Confira o tema da semana! Nos últimos anos, a insegurança alimentar virou pauta recorrente nos noticiários. O motivo se dá por causa do aumento do número de pessoas que estão nessa situação e que enfrentam a fome diariamente. Por se tratar de um problema urgente, é necessário pensarmos nas suas causas e soluções. Foi por isso que escolhemos esse tema para você treinar a sua redação! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. TEXTO 1 O que é insegurança alimentar? O termo é utilizado para especificar quando uma pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para sua sobrevivência saudável. Ou seja, quando, por qualquer razão, não há condições de se manter ao menos três refeições diárias saudáveis e em quantidade suficiente para suprir as necessidades do corpo. Não é só a falta de comida, mas também a substituição de alimentos ricos em nutrientes e vitaminas por alimentos mais baratos na tentativa de compensar o preço. Tais alimentos têm alto teor de farinhas e açúcares. Isso traz impactos para a saúde, como enfraquecimento do corpo, prejuízos no desenvolvimento físico e mental e aumento da probabilidade de doenças. Tipos de insegurança alimentar Para fins de estudos, a insegurança alimentar é classificada em três tipos: […] Insegurança alimentar: o que está acontecendo no Brasil? “A produção de comida de verdade, como alimentos frescos (frutas, verduras, legumes e cereais), vem tendo cada vez mais um custo elevado por escolhas governamentais; especialmente nos últimos cinco anos, pelo desestímulo contínuo às políticas de crédito à agricultura familiar”, explica a nutricionista Melissa de Araújo, coordenadora da Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais. “É esse tipo de agricultura que, de fato, é responsável pela produção de alimentos para suprir às necessidades da população.” Ela aponta ainda que o acesso aos alimentos, sobretudo nas áreas urbanas, depende do acesso à renda. “Não podemos e não devemos ter uma visão simplista sobre a situação, acreditando que somente políticas assistencialistas de doação de cestas básicas serão capazes de resolver o problema”, enfatiza. Paulo Petersen, membro do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, explica ainda que a maior parte da produção na agricultura brasileira está destinada à produção de ração, combustíveis e exportação. “Hoje o governo deixou de regular as políticas de segurança alimentar e há uma inflação muito alta junto de níveis de desemprego cada vez mais altos”, adiciona. “Alimento não pode ser uma mercadoria como outra qualquer”, defende. “É necessário incentivar a agricultura familiar, que segue sendo a principal fonte dos alimentos consumidos, e políticas que favoreçam a distribuição local”, afirma, citando o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que estão sendo desmantelados. Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/10/23/inseguranca-alimentar-entenda-o-que-e-e-qual-a-situacao-do-brasil.html Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Fugir ou tangenciar o tema pode prejudicar a nota da sua redação. Mas você sabe o que esses termos significam e como se diferenciam? Descubra neste post!

Você vai fazer o ENEM 2022? Comece a se preparar para a redação agora! Confira as dicas que preparamos para você neste post. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova muito importante para quem sonha entrar na universidade, pois tirar uma boa nota na prova pode ser uma porta de entrada para aquele curso super concorrido. Você vai fazer o exame no próximo ano? Então, comece a se preparar para a redação do ENEM 2022 agora! Afinal, essa etapa da prova possui um grande peso na nota final e, por isso, deve ser estudada com atenção e antecedência. Confira a seguir as dicas que preparamos para você organizar os seus estudos e se sair bem na redação do ENEM 2022. Siga a leitura! Conheça as competências avaliadas Antes de tudo, é essencial que você se informe sobre como é avaliada a redação do ENEM e a estrutura cobrada. Em suma, os participantes devem desenvolver um texto dissertativo-argumentativo de acordo com o tema proposto pela banca, que somente é revelado no dia da prova. Nesse texto, você deverá: Segundo a Cartilha do Participante, a redação deve obedecer algumas competências que são exigidas e avaliadas pela banca avaliadora, são elas: Para entender mais a fundo como a redação do ENEM 2022 vai funcionar, leia a Cartilha do Participante disponibilizada pelo Inep e fique de olho no edital do ENEM que sempre é publicado alguns meses antes da prova. Faça um cronograma de estudos A nossa segunda dica é: planeje os seus estudos! Para se dar bem na redação do ENEM é necessário investir em uma preparação antecipada e muito treinamento. Isso quer dizer que não adianta deixar para estudar em cima da hora, viu? É estudando um pouco a cada semana que você irá assimilar o aprendizado, desenvolver a sua habilidade para a escrita e alcançar a nota máxima. Nós indicamos que você treine a redação pelo menos uma vez por semana. Para isso, defina um dia para estudar a redação e escolha um tema diferente a cada semana para treinar. Anote todas as dúvidas que surgirem durante a escrita em um caderninho e, depois, reserve um tempo para dar atenção a esses pontos que devem ser melhorados. Você percebeu que tem mais dificuldade em formular a proposta de intervenção? Ou a sua maior dificuldade é a gramática? Reserve uma hora para estudar essas competências! Amplie o seu repertório Os repertórios socioculturais fazem parte dos critérios avaliados pela banca e se referem ao conhecimento de mundo do participante sobre o tema. Trata-se de referências como filmes, citações, livros, séries, notícias, pesquisas ou até mesmo uma música daquele artista que você tanto gosta! É muito comum que os participantes tenham dificuldades de lembrar de um repertório relacionado ao tema no dia do exame. Por isso, uma dica prática que irá te ajudar é anotar em um caderno tudo o que você consumir durante o ano e achar que pode ser usado na redação. Assistiu a um filme que aborda um assunto pertinente para o ENEM? Leu uma manchete de jornal ou uma pesquisa atual? Anote em seu caderno! Ao tomar notas, você exercita a sua memorização e consegue lembrar mais facilmente dos repertórios no dia da prova. Acompanhe as notícias atuais Estar por dentro das atualidades é essencial para se sair bem na prova do ENEM, tanto na redação quanto nas questões. Portanto, tenha o hábito de ler sites de notícias confiáveis e/ou acompanhar os noticiários e podcasts. Nós sabemos que, muitas vezes, com a correria do dia a dia é difícil acompanhar tudo o que acontece no mundo. Por isso, o ideal é reservar pelo menos uma horinha do dia para se informar sobre as notícias que estão rolando no momento. Isso fará com que o seu repertório e conhecimento de mundo aumentem muito! Leia redações anteriores Uma ótima forma de se preparar para a redação do ENEM 2022 é ler as redações nota mil das edições anteriores. Você consegue acessar alguns exemplos de redações no final da própria Cartilha do Participante. Ao ler uma redação nota 1000, observe a forma como as ideias foram construídas e articuladas aos repertórios e proposta de intervenção. Pratique a redação Lembre-se dessa dica como um mantra: só se aprende a escrever bem, escrevendo! A escrita é uma habilidade que só se adquire com muito treino, por isso é importante que você inclua em sua rotina de estudos a prática de redação. Porém, não basta colocar apenas a mão na massa. Neste momento, é fundamental que você tenha uma ajuda profissional para corrigir a sua redação e direcionar você sobre como melhorá-la. Afinal, muitas vezes não conseguimos identificar os nossos pontos fracos sozinhos. Inclusive, discutimos sobre isso no oitavo episódio do Papo Redação, o nosso podcast, dá uma olhada: É aí que a plataforma do Redação Online pode ajudar você nessa jornada! Nossa equipe de corretores especializados em redação pode ajudar você a aperfeiçoar a sua escrita e alcançar a tão sonhada nota máxima no ENEM! Funciona assim: ao assinar um dos nossos planos, você tem acesso à plataforma e pode escolher um tema de redação para praticar – toda semana nós postamos aqui no blog e na plataforma um tema novo! Em apenas três dias, um corretor irá corrigir a sua redação, dar uma pontuação e dicas para aperfeiçoá-la! Que tal começar o ano com a gente? Confira os nossos planos e comece a se preparar agora para a redação do ENEM 2022! Quer conferir mais dicas de como se preparar para a redação do ENEM 2022? Confira o vídeo que a professora Chay preparou: https://youtu.be/VgnPjaHwf9M
Quer saber mais sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Decidir sobre quantos filhos ter – ou simplesmente não ter – e qual é o melhor momento para gestar é um direito de cidadania no Brasil. No entanto, a falta de acesso ao planejamento familiar é uma realidade de muitas pessoas, principalmente das classes baixas, que enfrentam a falta de assistência e dificuldades no acesso a métodos contraceptivos. É sobre isso que o nosso tema da semana aborda: a “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Para ajudar você a desenvolver a sua redação e refletir sobre essa problemática, selecionamos neste artigo alguns repertórios socioculturais sobre o tema. Confira! Vídeo | Falta de planejamento Neste vídeo, o médico Drauzio Varella entrevista mulheres que lidam com a gravidez não planejada – entre elas uma adolescente – e profissionais da saúde para falar sobre a importância do planejamento familiar. Ele enfatiza que a taxa de natalidade é maior entre adolescentes pobres, sendo um fator que contribui para o ciclo da pobreza. Além disso, o vídeo apresenta os diferentes métodos contraceptivos disponíveis no SUS, como diafragma, pílulas, DIU de cobre, laqueadura e vasectomia, bem como os preservativos (masculino e feminino) que protegem também contra as ISTs – infecções sexualmente transmissíveis. Confira: https://youtu.be/yqloJ1EOcns Reportagem | Profissão Repórter mostra como é o acesso das mulheres a métodos contraceptivos no Brasil O Profissão Repórter apresenta a luta de mulheres para ter acesso aos métodos contraceptivos no Brasil e aponta que 25% das mulheres que vivem na cidade de Cristalândia, em Tocantins, preferem fazer laqueadura por considerarem ser um método mais eficaz para evitar a gestação. Além disso, a reportagem mostra o trabalho de médicas que atuam para que o acesso ao planejamento familiar e reprodutivo seja efetivado, mesmo em meio a tanto conservadorismo. Confira a matéria completa no g1 globo. Artigo | Direitos reprodutivos: uma história de avanços e obstáculos Você sabe o que são direitos reprodutivos? Trata-se de um conceito fundamental para a nossa discussão, pois envolve o direito ao planejamento familiar. Neste artigo, o jornal Nexo explica o conceito, a sua relação com o movimento feminista e a luta pela equidade de gênero e como esses direitos ligados à reprodução e sexualidade passaram a fazer parte dos direitos humanos. O artigo também destaca que a implementação dos direitos reprodutivos enfrenta alguns obstáculos: a resistência de grupos religiosos e políticas conservadoras que impedem o seu avanço. Leia o artigo completo aqui. Dados | Falta de acesso aos serviços de planejamento familiar na pandemia Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), 12 milhões de mulheres em 115 países, incluindo o Brasil, perderam o acesso a serviços de planejamento familiar em 2020 por conta da pandemia da Covid-19. Esse fator levou a 1,4 milhões de gravidezes indesejadas. De acordo com Astrid Bant, representante da UNFPA no Brasil, as regiões mais afetadas pela falta de acesso a serviços de saúde reprodutiva foram o Norte e Nordeste. Segundo ela: “Durante crises de saúde e crises humanitárias, são as pessoas em situação de maior vulnerabilidade que enfrentam possíveis rupturas em seu acesso a serviços. E é preciso lembrar que o acesso a contraceptivos, assim como atendimento em saúde reprodutiva, é um direito humano, e temos trabalhado para garanti-lo”. Além desses dados, esta matéria do jornal O Globo também mostra os impactos da pandemia nos serviços de planejamento familiar e reprodutivo, ao afirmar que a oferta do DIU e laqueadura pelo SUS caiu mais de 40%. Documentário | Meninas (2006) Meninas (2006) é um documentário brasileiro, dirigido por Sandra Werneck, que aborda a gravidez na adolescência por meio da história de Evelin (13 anos), Luana (15 anos), Edilene (14 anos) e Joice (15 anos). Todas são adolescentes que moram em comunidades pobres do Rio de Janeiro e têm suas vidas afetadas pela gravidez precoce. O documentário alerta para a importância de incentivar políticas sociais e educativas sobre sexualidade e que conscientizem adolescentes sobre os impactos de uma gravidez indesejada e não planejada em suas vidas. Meninas (2006) está disponível no Youtube, a seguir: Série | The Handmaid’s Tale (2017) A premiada série The Handmaid’s Tale (2017) também pode ser um repertório para a sua redação! O drama, baseado no livro homônimo de Margaret Atwood, aborda a perda dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Em um futuro distópico, o planeta enfrenta uma crise de natalidade causada por problemas ambientais em que grande parte da população se torna infértil. Nesse cenário, os EUA sofrem um golpe e se transformam em um Estado totalitário e fundamentalista cristão, chamado República de Gileade. Para manter os níveis demográficos da população, as poucas mulheres férteis – as Aias – são forçadas a procriar com a elite, ou seja, elas perdem a sua autonomia e têm seus direitos sexuais e reprodutivos completamente negados. Assista ao trailer a seguir: E aí, você gostou dos repertórios que selecionamos? Esperamos que eles ajudem você a fundamentar a sua tese! Agora, escreva a sua redação sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Você já escreveu uma redação sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que a falta de acesso ao planejamento familiar persiste no Brasil e no mundo. O problema afeta principalmente as mulheres mais pobres, que não possuem outros direitos básicos – como moradia, renda, alimentação e educação –, o que aprofunda cada vez mais as desigualdades sociais. Com isso em mente, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. TEXTO 1 O que é planejamento familiar? “Conforme a lei federal 9.263/96, o planejamento familiar é direito de todo o cidadão e se caracteriza pelo conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. Em outras palavras, planejamento familiar é dar à família o direito de ter quantos filhos quiser, no momento que lhe for mais conveniente, com toda a assistência necessária para garantir isso integralmente. Para o exercício do direito ao planejamento familiar, devem ser oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantindo a liberdade de opção.” Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – o que é planejamento familiar TEXTO 2 Planejamento familiar “Em agosto de 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou informações contidas no banco de dados do município, colhidas no período de 2000 a 2004 pela Fundação SEADE. A reportagem nos ajuda a avaliar o potencial explosivo que a falta de acesso aos métodos de contracepção gera na periferia e nas favelas das cidades brasileiras. Se tomarmos os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo – Parelheiros, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, Guaianazes e Perus -, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontrada nos cinco bairros com melhor qualidade de vida. O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego no extremo leste da cidade atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade no ano passado. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área do M’Boi Mirim, na zona sul, é 19 vezes maior do que em Pinheiros, bairro de classe média. Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também. Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada. Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados. O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do País, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.” Fonte: drauzio varella – planejamento familiar artigo TEXTO 3 Para onde vamos em um país sem planejamento familiar? “Desde que me formei e comecei a atuar no SUS eu coleciono histórias de gestações indesejadas e não planejadas. Já vi isso ocorrer nem sei quantas vezes e, em muitas, a chegada de um novo bebê significava uma pequena tragédia econômico-familiar. Nos idos de 2011, no meu primeiro emprego depois de formada, atendi uma moça na sua quinta gestação. Como de praxe, perguntei a ela se era um evento planejado e desejado. Ela disse que não. Que engravidou usando a pílula e amamentando seu bebê de 6 meses. ‘Que estranho! Posso ver as cartelas?’ Chequei a data de validade. Tudo certo. Eram mini-pílulas. Daquelas que se deve tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem fazer pausa entre as cartelas para que funcionem. ‘Te explicaram direito como se deve usar?’ ‘O médico me deu no lugar da injeção que eu sempre usei. Não tinha a injeção no dia que sai da maternidade. Parece que tá em falta até hoje.’ Peguei a receita e lá estava escrita a forma correta de se tomar os comprimidos. ‘Tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem dar pausa entre as cartelas. Certo?’ ‘Sem pausa? Mas eu tava dando as pausas. Igualzinho eu fazia quando usava uma outra pílula.’ Era uma moça miserável e analfabeta. Por óbvio, não havia lido as instruções de uso. Também não foi perguntada sobre sua capacidade de leitura. Não foi informada adequadamente sobre o modo correto de tomar os comprimidos. Não pôde usar o método que já estava acostumada a usar porque ele não estava disponível no SUS e ela não tinha dinheiro para comprar. Engravidou do quinto filho morando em uma casa miserável e sem condições financeiras de cuidar de nenhum.” Fonte: uol – para onde vamos em um país sem planejamento familiar Confira a lista de repertórios sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie
Os artigos sobre “Para vestibulandos” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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