1089 artigos publicados sobre “Para vestibulandos” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Quer saber mais sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais têm preocupado cada vez mais profissionais da saúde e do direito. O tema, nos últimos anos, ganhou mais atenção por causa de uma prática conhecida como sharenting, que é quando os próprios pais compartilham conteúdos dos seus filhos na internet. Por serem consideradas mais vulneráveis no ambiente digital, as crianças e adolescentes correm muitos riscos, como: cyberbullying, pedofilia, roubo de identidade, entre outros. Assim, como você viu nos textos motivadores, o tema alerta para a importância da proteção de dados pessoais desse grupo e o direito de imagem. Confira a seguir os repertórios sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” que selecionamos para você refletir e usar em sua redação! Reportagem | Exposição das crianças nas redes sociais pode gerar conflitos entre pais e filhos Esta reportagem do Domingo Espetacular aponta uma pesquisa feita pelo órgão público britânico Children’s Comissioner que revelou um dado interessante: os pais publicam em média 1.300 fotos de seus filhos na internet desde o parto até a adolescência. Além disso, a reportagem mostra casos de pessoas famosas que criaram perfis de seus bebês nas redes sociais e, também, casos que aconteceram fora do país de filhos que processaram seus próprios pais por causa da superexposição nas redes sociais. Interessante, não é? Assista à reportagem a seguir: Conceito | “Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord O livro “Sociedade do Espetáculo”, publicado nos anos 60 pelo filósofo francês Guy Debord, apresenta um conceito que até hoje é pertinente em nossa sociedade. Nele, o autor afirma que as imagens midiáticas exercem um papel central nas relações sociais e que a vida em sociedade é cada vez mais “espetacularizada”. Nas palavras de Debord, “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” No contexto atual, podemos associar esse conceito à necessidade das pessoas de tornar público – por meio das redes sociais – os momentos mais íntimos da vida, sem mesmo se questionar sobre os efeitos negativos dessa exposição. Pense, por exemplo, nos casos de bebês que já possuíam perfis nas redes sociais antes mesmo de nascerem. Legislação | Estatuto da criança e adolescente Outro repertório que pode ser utilizado é o Estatuto da Criança e Adolescente, estabelecido na Lei nº 8.069. Você pode dizer que o ECA assegura que as crianças e adolescentes têm o direito de imagem e devem consentir com todo o conteúdo publicado. Nesse sentido, mesmo que os pais sejam responsáveis por autorizar o uso de imagens de seus filhos, eles não podem se considerar “proprietários” das suas imagens. O caminho, como vimos nos textos motivadores, é sempre manter o diálogo com a criança e adolescente. Veja o que o artigo 100 diz: “V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada.” Pesquisa | Acesso à internet aumenta entre crianças e adolescentes Uma pesquisa realizada pela TIC Kids Online Brasil 2019 aponta que o acesso à internet aumentou entre crianças e adolescentes e também alerta para os riscos da exposição na internet. De acordo com a pesquisa, “15 % das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.” Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, ressalta que a restrição não é a melhor opção para evitar os riscos na internet. O ideal é que os pais e responsáveis conversem com as crianças e adolescentes para saber quais são as atividades que eles realizam no ambiente virtual e indiquem caminhos para um uso seguro. Leia a pesquisa completa aqui. Série | Black Mirror – “Arkangel” Como vimos, a privação do uso da internet não é o melhor caminho a ser seguido. O episódio “Arkangel” (“Arcanjo” em português), da série Black Mirror, é um exemplo de como a superproteção dos pais causa malefícios na vida dos filhos. Na história, Marie é uma mãe superprotetora que aplica um implante tecnológico chamado “Arkangel” em sua filha Sara. Esse implante monitora a vida da filha e ainda embaça imagens de violência que causam aflição na menina. A atitude da mãe, que a princípio pode parecer bem intencionada, provocou danos à filha que se viu controlada e sem privacidade. Esse episódio, ainda que de forma distópica, abre uma reflexão sobre o maior desafio do nosso tema: a importância de proteger os dados das crianças e adolescentes e ao mesmo tempo dar autonomia para que elas utilizem a tecnologia e desenvolvam as habilidades necessárias. “Arkangel” é o segundo episódio da quarta temporada de Black Mirror e pode ser assistido na Netflix. Prepara a pipoca! Animação | Que corpo é esse? (Sharenting) “Que corpo é esse?” é uma série de animação transmitida no canal Futura – criada em parceria com a Unicef Brasil e Childhood Brasil com coprodução da Split Studio –, que tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança de crianças e adolescentes. Neste ano, a animação ganhou um episódio sobre sharenting. A narrativa mostra um pai tentando fazer um vídeo de seu filho para postar nas redes sociais, mas o bebê não está à vontade com a ideia. Ao observar a situação, a irmã mais velha explica para o pai a importância de respeitar a privacidade do filho e protegê-lo das consequências da exposição. Assista ao vídeo a seguir: Agora é com você! Qual é o seu ponto de vista sobre o tema? Escreva a sua redação

Você já escreveu uma redação sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira o tema da semana! A geração atual de crianças e adolescentes é a primeira que está vivendo a superexposição nas redes sociais e sofrendo com as suas consequências. Elas estão no grupo mais vulnerável aos perigos da hiperconectividade, por isso é necessário que haja um debate sobre esse tema urgente. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”. TEXTO 1 Filhos superexpostos nas redes sociais “A primeira risada, o jeito engraçado que o bebê cospe as colheradas da papinha, os primeiros passos que se tornam uma cômica caminhada, o jeito descontraído que ele dança ao ouvir uma música infantil. Para os pais, todos os gestos dos filhos pequenos são “fofos” e é natural que eles queiram dividir cada momento com todo o mundo pelas redes sociais. Esse fenômeno ganhou um termo, o sharenting, ou seja, a junção das palavras share, que significa compartilhar, com parenting, que significa criação. Infelizmente essa atitude não é apenas uma brincadeira de criança e pode trazer consequências ruins para elas no futuro. Estudos mostram que aos 12 anos os jovens possuem, em média, duas mil fotos compartilhadas. ‘Elas já têm um rastro digital que pode ser utilizado para diferentes fins’, diz Pedro Hartung, advogado e coordenador do programa Prioridade Absoluta, do Instituto Alana. Isso ocorre porque as redes sociais guardam os dados dos usuários: o rosto, o ambiente em que está, onde estuda, o que gosta, quem são os amigos, quem são os pais e suas preferências pessoais. Recrutadores de empresas vão às redes sociais para saber mais sobre seus candidatos, bem como seletores de vagas para universidades e até empresas de convênio médico. Há ainda o risco de fraudes, do uso dos dados para análise de crédito, para marketing, para reconhecimento facial, para hackear o indivíduo, ou ainda para pedofilia. Pesquisas mostram que, em 2030, dois terços das fraudes de identidade nas novas gerações vão decorrer do sharenting.” Fonte: isto é – filhos superexpostos nas redes sociais TEXTO 2 “No Brasil ainda não existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crianças pelos provedores de internet. Logo, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo anos após a postagem. ‘Temos vários projetos de lei barrados por indústrias de entretenimento, mídias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento’, comentou a médica Evelyn Eisenstein. Segundo ela, não há na legislação brasileira uma lei como a Children’s Online Privacy Protection Act (Coppa – Lei de Proteção à privacidade online de crianças, em tradução livre), instituída nos Estados Unidos, em 1998, para a proteção de dados e regulação da exposição de crianças menores de 13 anos na internet. Em agosto deste ano, o Google anunciou o lançamento de um serviço que permite remoção de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Um formulário para fazer o pedido de remoção está disponível na página de suporte da empresa. O Google informa, no entanto, que essa remoção não significa que a foto será retirada da internet, mas que deixará de ser mostrada nos resultados de busca do Google Imagens. O compartilhamento de imagens e vídeos é um hábito relativamente novo, por isso as repercussões na vida futura das crianças ainda não são totalmente conhecidas, esta é a parte mais preocupante da exposição excessiva. ‘Não são apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas também familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das possíveis consequências indesejadas para a saúde das crianças. Não é inofensivo compartilhar conteúdo online’, disse Evelyn. Para a psicóloga Thaís Ventura, é importante a reflexão dos pais quanto aos seus interesses pessoais em relação à exposição de seus filhos a essas tecnologias, ‘buscando sempre refletir quais as necessidades e consequências de suas atitudes referentes ao uso dessas tecnologias na influência da saúde da criança’. Os pais que desejam compartilhar fotos e vídeos de seus filhos podem tomar medidas protetivas para garantir que o conteúdo não seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, é possível limitar o público de postagens para que apenas aqueles em quem você confia que possam ver o conteúdo. Fonte: agência brasil ebc – exposição excessiva de crianças em redes sociais pode causar danos TEXTO 3 Superexposição nas e às redes sociais traz risco para crianças e adolescentes “‘Hoje, dia 3 de agosto de 2021, eu perdi meu filho, uma dor que só quem sente vai entender. E isso é sobre o último post que eu havia feito, os comentários. Ele postou um vídeo no TikTok, uma brincadeira de adolescente com os amigos, e achou que as pessoas fossem achar engraçado. Mas não acharam. Como sempre as pessoas destilando ódio na internet. Como sempre as pessoas deixando comentários maldosos. Meu filho acabou tirando a vida. Eu estou desolada, eu estou acabada, eu estou sem chão’. O desabafo da cantora Walkyria Santos, em lamento pela morte do filho dela, Lucas, de 16 anos, encontrado sem vida na casa da mãe, gerou comoção nacional e voltou a pôr em relevo o debate sobre os riscos da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. ‘Estou aqui como uma mãe pedindo para que vocês vigiem e fiquem alerta. Eu fiz o que pude. Ele já tinha mostrado sinais, eu já tinha levado a psicólogo… Mas foi isso. Foram só os comentários na internet (…) que fizeram que ele chegasse a esse ponto’, alertou a estrela do forró, que completou: ‘Que Deus conforte o coração da minha família, e que vocês vigiem (porque) a internet está doente’. Na avaliação da educadora parental Fernanda Teles, o episódio é a evidência mais extrema de uma tragédia silenciosa, que está em curso e está relacionada ao acesso imoderado e não mediado de crianças e adolescentes

O tema da redação surpreendeu você? Confira a análise que fizemos sobre o tema do ENEM 2021: “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. O primeiro dia do ENEM 2021 aconteceu neste último domingo (21) e contou com a prova de redação que seguiu a tradição do exame e trouxe um tema relevante para a justiça social: “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil“. Assim como todo ano, as/os participantes tiveram que desenvolver um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema proposto. Segundo as coordenadoras pedagógicas do Redação Online, Misraely Wolfart e Juliane Motta, em um primeiro momento a frase temática preocupou por se tratar de um tema distante do esperado e pouco conhecido pelos/as participantes. Por outro lado, elas acreditam que os textos motivadores foram bem esclarecedores e cumpriram com o seu papel de apoio. Para você entender a temática, os possíveis argumentos e intervenções que poderiam ser apontados, confira a nossa análise do tema de redação do ENEM 2021. Boa leitura! Palavras-chave da frase temática Atentar-se às palavras-chave da frase temática é a primeira tarefa que todo/a participante deve fazer para se sair bem na redação do ENEM, pois é a partir delas que a produção textual deve se guiar. A frase proposta pelo Inep foi “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. Portanto, você deveria dar atenção às palavras “invisibilidade”, “registro civil” e “cidadania”. Observe que a primeira palavra da frase temática, “invisibilidade”, já indica o problema do tema: a exclusão social (neste caso, de pessoas sem o registro civil). Então, se você interpretou essa palavra e abordou ela ou algum sinônimo dela – como exclusão ou marginalização – , pode se tranquilizar porque você provavelmente já se deu bem na redação! Quanto à palavra “registro civil” se refere ao assunto da redação e a palavra “cidadania” direciona para a importância de garantir esse registro: ser reconhecido pelo Estado como cidadão. Análise dos textos motivadores do Enem 2021 A banca do Inep escolheu quatro textos motivadores para o tema, que você pode acessar aqui, sendo que os dois primeiros abordaram o conceito de invisibilidade social e apresentaram boas informações para situar o/a participante sobre o recorte temático. O texto 1 era um trecho de uma tese de doutorado sobre invisibilidade social e registro civil que descrevia uma cena observada pela autora na Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro: a espera incansável de pessoas pobres, marginalizadas e na maioria negras para serem atendidas e conseguirem fazer a certidão de nascimento. O texto 2 dizia que o registro de nascimento é gratuito no Brasil e, também, apresentava o mapa da invisibilidade que destacava a região sudeste como a que possui mais pessoas sem registro. Observa-se que a partir da informação da gratuidade do documento, era possível pensar em outros motivos para que o registro seja inacessível: a desigualdade regional e a falta de informação, por exemplo. Já o texto 3 informava que a certidão de nascimento é um documento fundamental para a pessoa adquirir outros documentos civis, como o CPF, RG, a CLT e o título de eleitor. Além disso, salientava que a certidão de nascimento é o documento necessário para que o Estado reconheça a pessoa como cidadã. Para finalizar, o texto 4 representava a luta dos defensores/as públicos/as pelo direito à documentação pessoal e trazia um cartaz com os dizeres “Onde existem pessoas, nós enxergamos cidadãos”. Possíveis argumentos para o tema Para a construção da tese, era possível fazer uma abordagem de causa e consequência, explicando o motivo do alto índice de sub-registros (pessoas sem registro) e a consequência que já foi dada na frase temática: a invisibilidade social. Diferente das outras edições do Enem, o tema de redação era amplo e não trazia um recorte específico. Sendo assim, há muitos argumentos que poderiam ter sido utilizados na redação, pois o registro civil envolve praticamente o direito a tudo: educação, saúde, trabalho digno, voto, entre outros. Veja abaixo alguns argumentos que poderiam ser utilizados: O tema é bastante amplo, não é mesmo? A partir dos argumentos apontados, o/a participante deveria propor uma solução para o problema – a chamada proposta de intervenção. Veja a seguir algumas possíveis medidas! Possíveis propostas de intervenção Diferentes agentes da esfera governamental e do terceiro setor poderiam ser mobilizados na proposta de intervenção. A única exigência é que a solução proposta estivesse completa – incluindo ação, agente, modo, efeito e detalhamento – e relacionada aos argumentos utilizados no desenvolvimento. Por exemplo, se você argumentou que o problema é a falta de acesso, o Ministério da Cidadania poderia ser utilizado para promover a construção de locais de registro civil em regiões desfavorecidas, assim como as ONGs poderiam atuar realizando mutirões para o combate ao sub-registro nessas regiões, pois essas seriam algumas formas de levar acesso às pessoas. Além deste artigo, preparamos também um vídeo analisando o tema! Confira: Essa foi a nossa análise do tema de redação do ENEM 2021! Na próxima semana, vamos indicar alguns repertórios sobre o tema aqui no blog. Fique de olho! Agora, queremos saber: o que você achou do tema? Você conseguiu desenvolver a redação? Acreditamos que você deve estar ansioso/a para descobrir a sua nota, não é mesmo? Então, conte com a gente! Envie o seu rascunho de redação em nossa plataforma e receba corrigida com a nota em até 3 dias úteis!

Quem está praticando para tirar 1000 na Redação do ENEM já deve ter percebido que um dos itens que contribuem para chegar na nota máxima é incrementar o texto com citações — sejam trechos de música, frases de filósofos ou trechos de obras literárias. E é por isso que você precisa aprender como usar uma citação! No entanto, assim como uma citação pode enriquecer o texto, também pode acabar prejudicando o desenvolvimento dele. Isso acontece porque muitos alunos não sabem como empregar citações diretas e indiretas de maneira adequada. Vem com a gente que vamos ensinar como fazer uma boa citação para qualquer redação e garantir a nota 1000 que você tanto sonha! O que é, de fato, uma citação e como usar uma citação na redação? Antes de ensinarmos a colocar, de forma correta e certeira, uma citação no meio da sua redação, acreditamos ser importante entender o que ela é. É a transcrição de uma ideia ou opinião de outra pessoa dentro do texto para ressaltar a visão do autor citado ou para diferentes fins. Sabe quando você pretende reforçar um posicionamento ou explicar algo e nota que precisa de alguma coisa que vá além de suas palavras? É para isso que serve a citação! Mas, atenção: ela sempre deve ser seguida da referenciação do autor, senão caracterizará plágio. Pense conosco: não adianta colocar uma frase de um célebre filósofo se sua argumentação não estiver em harmonia com ela ou, até mesmo, em contradição. Por isso, antes de colocar várias citações no texto, pense se realmente será um elemento que está casando com a ideias e se irá valorizar sua escrita e sua linha da raciocínio. Vale lembrar que a citação pode ser feita de duas formas: direta e indireta: 1. Citação direta A citação direta é aquela em que transcrevemos a frase tal como a célebre pessoa falou (ou escreveu). Seja um compositor, poeta, político, teórico ou outra pessoa de notoriedade. Na citação direta, utilizamos as aspas e, claro, o nome de quem proferiu tal frase. Que tal alguns exemplos atemporais para colocar em diversas propostas de redação? Papel e caneta na mão: 2. Citação indireta Por sua vez, na citação indireta, o que se faz é parafrasear a fala de alguém, ou seja, utilizamos nossas palavras para explicar o que foi dito por outra pessoa. Neste caso, não usamos aspas, mas também precisamos indicar o nome de quem é o autor de tal discurso. Vamos aos exemplos: Por que citação é tão relevante na redação ENEM e como usar uma citação? Ao escrever um texto dissertativo argumentativo, você precisa deixar claro ao seu examinador que domina o conteúdo que está se manifestando. Nesse ponto, a citação torna-se bastante importante, pois com ela o aluno consegue deixar claro sua capacidade de relacionar suas ideias com a fala de alguém com notório conhecimento em dado assunto. Além do mais, demonstra que o seu texto possui embasamento, ao ponto que ele conseguiu utilizar de forma assertiva a interpretação dos textos-base e ainda refletir e os relacionar com a realidade que o cerca. Dicas de como fazer uma boa citação Vamos partir do pressuposto de que colocar uma citação no seu texto não é uma obrigatoriedade, mas caso você queira dar esse toque especial em seu texto, considere: Com essas dicas, você já está mais que apto para decidir o que combina com o seu texto e fazer uma citação inteligente na sua redação sem medo de errar, e agora você aprendeu como usar uma citação!

A colocação pronominal é uma regra que possui diversas particularidades. Veja aqui tudo que você precisa saber a respeito dela!

Essa semana teve o Enem 2021, e a pergunta que não quer calar: qual foi o tema do Enem 2021 e os seus textos motivadores? Confira agora! Texto 1 do tema Enem 2021 Toda sexta-feira, o ônibus azul e branco estacionado no pátio da Vara da Infância e da Juventude, na Praça Onze, Centro do Rio, sacoleja com o entra e sai de gente a partir das 9h. Então, do lado de fora, nunca menos de 50 pessoas, todas pobres ou muito pobres, quase todas negras, cercam o veículo, perguntam, sentam e levantam, perguntam de novo e esperam sem reclamar o tempo que for preciso. Adultos, velhos e crianças estão ali para conseguir o que, no Brasil, é oficialmente reconhecido como o primeiro documento da vida – a certidão de nascimento. […] Portanto, ao longo do discurso desses entrevistados, fica clara a forma como os usuários se definem: “zero à esquerda”, “cachorro”, “um nada”, “pessoa que não existe”, entre outras, todas são expressões que conformam claramente a ideia da pessoa sem registro de nascimento sobre si mesma como uma pessoa sem valor, cuja existência nunca foi 29 oficialmente reconhecida pelo Estado. ESCÓSSIA, F. M. Invisíveis: uma etnografia sobre identidade, direitos e cidadania nas trajetórias de brasileiros sem documento. 2019. Tese (Doutorado em História, Política e Bens Culturais). Fundação Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, 2019. TEXTO II A Lei Nº 9 534 de 1997 tornou, assim, o registro de nascimento gratuito no Brasil. Só que o problema persiste, mostrando que essa exclusão é complexa e não se explica apenas pela dificuldade financeira em pagar pelo registro, por exemplo. Disponível em: https://estudio.r7.com/. Acesso em: 22 jul. 2021 (adaptado) TEXTO III A certidão de nascimento é o primeiro e o mais importante documento do cidadão, então, com ele, a pessoa existe oficialmente para o Estado e a sociedade. Por isso, só de posse da certidão é possível retirar outros documentos civis, como a carteira de trabalho, a carteira de identidade, o título de eleitor e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Além disso, para matricular uma criança na escola e ter acesso a benefícios sociais, a apresentação do documento é obrigatória. Disponível em: https://www.senado.leg.br/. Acesso em: 21 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Quer saber a nota da sua redação do ENEM? Acesse nosso site e envie a sua folha de rascunho pra gente!

Por ser o gênero textual mais cobrado em vestibulares, saber como escrever um bom texto dissertativo argumentativo é o trunfo dos estudantes que muito provavelmente os conduzirá à tão sonhada aprovação. É para isso que você estuda tanto, não é? A habilidade de escrever bem é um diferencial, e acredite: pode ser aprendida! Que tal, então, entender as particularidades desse gênero discursivo, sua estrutura ideal e ainda de quebra ter um checklist pré-produção? Que bom que você chegou a tempo nessa página, porque o Redação Online te conta hoje tudo que você precisa saber para garantir nota máxima nessa parte tão importante de vestibulares e, principalmente, do ENEM. O que é um texto dissertativo argumentativo? Como já citamos, a redação dissertativa argumentativa é um gênero textual que defende um determinado ponto de vista por meio do uso e da aplicação de argumentos e, em alguns casos, inclusive oferece uma proposta de solução de problemas. Basicamente você terá que escrever um texto em que explica detalhadamente os porquês de você pensar dessa forma. Embasar os argumentos com bons fundamentos — que sejam reais! — é seu ticket de entrada no ensino superior. Mas você se pergunta “de onde tiro ideias para deixar meu texto rico?”, nós prontamente te respondemos que é necessário, sobretudo, saber fazer uma boa interpretação de textos. Estar antenado com conhecimentos gramaticais, bem como conhecimentos de mundo irão te ajudar muito! Aliás, você sabe porque esse gênero textual é o mais comum de ser encontrado em vestibulares e é o oficialmente definido para o Enem? Porque ele é considerado como o formato de texto ideal para identificar o nível de conhecimento dos estudantes sobre assuntos gerais e para medir a capacidade interpretativa, relacional e de organização dos candidatos. E não para por aí: ao longo de sua vida acadêmica, é provável que você ainda cruze várias vezes com esse formato textual. Ele é tão importante que, no mestrado (quando você vira um mestre em alguma temática), a dissertação final é a forma de avaliação para conseguir o título. Já viu que não dá para não aprender, não é? Ah, mas como estamos falando repetidamente sobre fundamentos e argumentação, é importante que você saiba que existem diferenças entre dissertação e artigo de opinião, ok? Características-chave dos textos dissertativos argumentativos A redação dissertativa argumentativa ou a dissertação argumentativa possui algumas características bem singulares e de fácil identificação: Como é a estrutura de uma texto dissertativo argumentativo? O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura tripartida, ou seja, existem três bases específicas que você deve seguir no momento da produção desse gênero discursivo: 1. Introdução O primeiro parágrafo do texto dissertativo argumentativo é o que chamamos de introdução, e nele deverá conter duas partes da sua produção: a apresentação do tema e a explicitação da tese adotada. Ou seja, neste momento inicial da redação, você apresentará ao seu leitor o assunto principal de seu texto e qual a opinião do autor (você) acerca do tema proposto. Sempre haverá uma indicação de tema, entende? Quando você receber sua prova, no local da redação, haverá um tema pré-definido e textos de apoio acerca dele. Mais do que a opinião, é preciso também explicitar qual tese será adotada no texto dissertativo. Um exemplo fácil seria observar as provas passadas do Enem, como por exemplo no ano de 2020, em que o tema definido foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Essa temática é muito pertinente neste momento justamente por conta da pandemia e a crescente em casos de transtornos psicológicos dela advindos. Assistindo ao jornal, você já conseguiria ter informações sobre esse tema. Uma boa tese a ser defendida seria, por exemplo, formas de combater os estigmas contra doenças mentais ou a desinformação acerca da saúde mental. Em nosso blog, temos alguns modelos de introdução para redação dissertativa argumentativa, dê uma conferida! Não se esqueça: essa introdução deve ser feita de maneira genérica. As ideias deverão aparecer na próxima fase. 2. Argumentação Vencida a apresentação do tema que será abordado, é chegada a hora de usar seus argumentos e defender suas ideias no seu texto dissertativo argumentativo. Tenha em mente que, aqui, você precisa trazer fatos que justifiquem o ponto de vista escolhido. A argumentação no texto dissertativo é feita nos parágrafos intermediários das dissertações e buscam, então, comprovar a tese apresentada. Existem, portanto, três formas de argumentação válidas (reguladas pela ABNT): 3. Conclusão Já adiantamos que a conclusão pode ser feita de duas formas no texto dissertativo argumentativo, mas vamos frisar: ela pode ser um síntese ou uma proposta de solução. Caso opte pela síntese, será necessário que o autor resuma os argumentos adotados, repita a tese trabalhada e conclua o raciocínio construído durante a introdução. Simples, não é? Sendo o caso de uma proposta de solução, o redator deverá apresentar soluções práticas e detalhadas sobre os problemas traduzidos na dissertação. Neste caso, é importante determinar: Projeto de produção: checklist de um texto argumentativo Agora que você já entendeu o que cada parte que forma esse gênero discursivo significa, que tal ter um checklist para otimizar sua produção? É claro que você não poderá o levar para a prova, mas de tanto treinar, facilmente decorará essa estrutura. Pode confiar! Deste modo, para fazer uma boa redação dissertativa argumentativa, é preciso que o escritor escreva esses tópicos em uma folha à parte — que lhe guiará na produção textual para criar um texto dissertativo: E aí, já se sente preparado para fazer uma redação dissertativa argumentativa incrível? É preciso treinar! Nossa dica é encontrar as provas passadas do vestibular que você prestará (e do Enem) e colocar a mão na massa sem preguiça. Aí sim você terá sucesso! Veja o que as pessoas perguntam sobre texto dissertativo argumentativo e a sua estrutura: Confira os principais artigos sobre texto dissertativo:

Finalmente o ENEM 2021 está chegando! Como estão os preparativos por aí? Será que você sabe de tudo o que precisa para escrever uma redação excelente e tirar 900+? Por isso, foi pensando nisso que fizemos uma checklist de redação do ENEM para você se organizar e não esquecer de nenhum detalhe no dia da prova. Nessa checklist, você verá o passo a passo do que fazer no planejamento, na escrita (introdução, desenvolvimento e conclusão), mas também na revisão da redação. Portanto, pega o caderno e siga a leitura! Checklist redação Enem: Planejamento da redação O primeiro passo da lista é: planeje a sua redação! Acredite, o projeto de texto vai fazer com que você tire uma nota excelente na redação, mas também ajudar você a desenvolver as ideias com mais clareza na hora da prova. Mas antes disso, é claro, leia os textos motivadores. Ao fazer a leitura, circule as palavras-chaves que você acredita que são essenciais para o tema e que devem ser abordadas na redação. Com a leitura feita, escolha um cantinho da folha de rascunho para esboçar o seu ponto de partida e o ponto de chegada, ou seja, defina qual será a sua tese, argumentos e proposta de intervenção para o problema. Checklist para o planejamento da redação: Depois de planejar o texto, é hora de colocar as palavras no papel. Inicialmente, escreva no rascunho seguindo a estrutura do texto dissertativo-argumentativo: introdução, desenvolvimento e conclusão. Indicamos que você escreva a redação em torno de 30 linhas – pois as redações nota máxima giram em torno dessa quantidade – e estruture da seguinte forma: 1 parágrafo para introdução + 2 parágrafos para cada argumento + 1 parágrafo para conclusão. A seguir, confira o que não pode faltar em cada uma dessas partes do texto. Checklist redação Enem: Introdução Na introdução é essencial que você faça uma contextualização do tema (sociológica ou histórica) e apresente o seu ponto de vista (tese) de forma objetiva. Além disso, apresente um bom 犀利士 //redacaonline.com.br/blog/dicas/repertorio-sociocultural/”>repertório sociocultural relacionado ao tema para contextualizá-lo. Checklist para a introdução: Desenvolvimento Para o checklist da redação Enem, após a introdução, defenda a sua tese! Escreva o desenvolvimento em dois parágrafos e apresentando, assim, um argumento em cada um deles. Lembre-se, ainda, de apresentar as suas ideias com clareza e argumentos consistentes para a tese. Para isso, escreva um tópico frasal logo na primeira linha do parágrafo. Lembra o que esse recurso significa? De maneira resumida, o tópico frasal é uma frase curta, isto é, que irá expressar a ideia central e reforça o argumento que será defendido no parágrafo. Checklist para o desenvolvimento: Conclusão Na conclusão, você deve escrever uma proposta de intervenção a partir dos pontos que você levantou no desenvolvimento, isto é, propor uma solução para resolver – ou pelo menos amenizar – o problema do tema. Neste momento, escreva uma proposta que seja viável e que esteja conectada com os seus argumentos. Ademais, lembre-se que na proposta de intervenção você deve apresentar os cinco elementos: ação (O QUE deve ser feito), agente (QUEM deve fazer), meio/modo (COMO deve ser feito), efeito/finalidade (PARA QUE deve ser feito) e um detalhamento sobre um desses elementos. Checklist para a conclusão: Quer saber mais sobre o que escrever em cada parágrafo de redação? Então, a professora Chay, aqui do Redação Online, dá mais algumas dicas no vídeo a seguir: https://youtu.be/piMK1mVF__M Revisão da redação Após colocar as suas ideias no rascunho, revise a sua redação, esse é um passo importante no checklist da redação do Enem. Confira se há problemas gramaticais e coesivos, se você usou os conectivos corretamente e se há repetição de palavras. O uso de conectivos conta muito para a nota na competência 4, que avalia os recursos coesivos utilizados para a articulação de ideias do texto. Observe se você utilizou conectivos do tipo operador argumentativo, pois eles precisam estar presentes em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Além disso, como cada conectivo possui uma finalidade, é importante que você avalie se eles foram usados adequadamente, caso você identifique desvios e repetição de palavras, corrija e troque por sinônimos. Checklist para a revisão: Por fim, passe a redação a limpo na folha de entrega e capriche na letra! Na hora da prova, lembre-se de organizar o seu tempo para cumprir todos os tópicos dessa checklist: planejar o texto, escrevê-lo e revisá-lo – o ideal é que você dedique 20 minutos para cada uma dessas etapas. Gostou da nossa checklist de redação para o ENEM? Então, esperamos que ela ajude você a alcançar uma excelente nota na redação e, claro, entrar no curso dos seus sonhos! Se gostou, compartilhe esse artigo com seus amigos/as! O Redação Online deseja a você uma ótima prova! Ah, não se esqueça de enviar sua redação pra gente após a prova: nossos professores entregarão sua nota em até 3 dias úteis!
Muitos estudantes sofrem com dificuldades de concentração. Pensando nisso, nós listamos dicas para se concentrar nos estudos. Acompanhe!

Você ouviu boatos de que houve mudanças na correção da redação do ENEM e bateu o desespero? Calma, o Redação Online explica tudo para você! Confira este post e entenda! O que mudou na correção de redação do Enem? Alguns meses antes do ENEM, todos/as os/as corretores/as – inclusive os/as de longa data – precisam fazer um curso de capacitação para corrigir as redações. Nesse curso, o Inep geralmente apresenta alguns ajustes no manual de correção de pontos específicos que podem causar confusão na hora da avaliação e, por isso, precisam ser alinhados para evitar dúvidas ou divergências. É exatamente isso que aconteceu neste ano. As mudanças na correção da redação do ENEM, que você ouviu falar, são apenas alguns ajustes para orientar os/as corretores/as. Isso quer dizer que as regras das competências não mudaram, elas continuam as mesmas. Então, se você está estudando para o ENEM, não se preocupe! Tudo o que você estudou até agora ainda está valendo. Apesar disso, como muitas pessoas nos perguntaram sobre essas “mudanças”, fizemos este post para você ficar por dentro de tudo e evitar cometer desvios na redação. Basicamente, foram atualizadas as competências 2, 3 e 5. Vamos conferir? Pega o caderno! Mudanças na correção da competência 2 Na competência 2 houve duas pequenas mudanças, mas antes vamos entender do que ela se trata? Segundo o manual do Inep, nessa competência você deve: “Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.” Nesse sentido, avalia-se o domínio dos elementos da produção textual: tema e tipologia textual em prosa. Será avaliado ainda se o/a participante selecionou argumentos e apresentou repertórios para fundamentar o seu ponto de vista sobre o tema. Agora, veja o que mudou nessa competência: Textos muito curtos serão corrigidos no nível 3 Textos muito curtos, ou seja, com até 8 linhas, serão avaliados até o nível 3. Isso indica que as redações que apresentarem essa característica alcançarão no máximo 120 pontos na competência 2. No entanto, se você já acompanha o Redação Online, você já deve saber que a recomendação para alcançar 900+ é escrever uma redação em torno de 30 linhas, certo? Afinal, é impossível em uma redação extremamente curta cumprir todos os requisitos da redação – introdução, desenvolvimento e conclusão. Especificar autoria/estudo para repertório legitimado Outra regra que já era válida, mas o Inep enfatizou no curso, está relacionada ao repertório sociocultural. É o seguinte: se o nome do/a autor/a, pesquisa ou filme não for especificado, não valerá como repertório legitimado. Por exemplo, frases como “Estudos demonstram que…” e “Segundo filósofos…” não contarão como repertório. Sendo assim, para valer como repertório legitimado você precisa especificar QUAL é o estudo e o NOME do filósofo. Nós sabemos que, na hora da prova, pode acontecer de você esquecer o nome. Caso isso aconteça, tente pensar em outro repertório que você lembre o nome. Combinado? Mudanças na correção da competência 3 A competência 3 da redação do ENEM se refere à construção de sentido da redação, ou seja, ao projeto de texto. De acordo com o Inep, para alcançar 200 pontos nesta competência, você deve: “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.” Neste ano, o Inep alertou que a redação deve ter foco temático. Mas o que é isso? Confira a seguir! Foco temático O foco temático é quando uma redação apresenta o tema na introdução e continua abordando ao longo do texto, utilizando repertórios e argumentos relacionados à temática. Assim, uma redação sem foco temático é quando ela apresenta o tema somente na introdução e depois não menciona no resto do texto. O Inep alertou que as redações que não focam no tema proposto devem ser avaliadas até o nível 2 da competência, que vale apenas 80 pontos. Importante: foco temático não é a mesma coisa que fuga ao tema (situação que pode zerar a redação). Para configurar fuga ao tema, o/a participante não deve ter mencionado o tema em nenhum momento do texto. Mudanças na correção Enem na competência 5 A competência 5, em resumo, avalia a proposta de intervenção da redação que deve ser apresentada na conclusão. Para garantir 200 pontos nesta competência, você deve: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.” Portanto, você deve elaborar uma proposta de intervenção para o tema apresentando os elementos: agente, ação, modo, finalidade e detalhamento. Caso você apresente mais de uma intervenção, é importante enfatizar que os/as corretores/as irão considerar a proposta mais completa, isto é, que apresente esses cinco elementos exigidos. As mudanças que ocorreram estão relacionadas ao detalhamento, que se trata do elemento responsável por acrescentar informações à ação, ao agente, ao modo ou à finalidade. Algumas construções não serão consideradas detalhamento, como: Orações subordinadas adjetivas As orações subordinadas adjetivas restritivas e explicativas na ação não serão consideradas detalhamento. Por exemplo, “O governo deve criar novas leis que punem…”. Esse “que punem” não vai valer como detalhamento da ação, certo? Nesse caso, você pode exemplificar ou até mesmo justificar a ação para detalhá-la. Por exemplo: “O governo deve criar novas leis que punem os invasores. Afinal, a legislação poderá tornar a internet um espaço seguro para os usuários. (detalhamento)” Adjuntos adverbiais de lugar Além disso, os adjuntos adverbiais de lugar na ação e no modo não serão considerados detalhamento. Vejamos um exemplo: “As ONGs devem realizar palestras nas escolas…”. A especificação “nas escolas” não conta como um detalhamento. Isso não quer dizer que você não pode mais especificar o lugar, ok? Você pode sim! Quer dizer apenas que os adjuntos adverbiais de lugar não valerão os 40 pontos do detalhamento. Viu que as mudanças na correção da redação do ENEM não foram tão grandes assim? Então, sem motivos para desespero nessa reta final! Mantenha a cabeça tranquila, atente-se a esses tópicos que nós apresentamos neste post e continue os seus estudos. Se você percebeu que precisa
Não dá para negar que uma interpretação de texto assertiva é essencial para que você obtenha sucesso nas provas que vão ditar o seu futuro, não é? Para escrever bem na redação do ENEM, por exemplo, é fundamental que seu conhecimento prévio do conteúdo seja tão amplo quanto o do português e suas regrinhas. É notável que algumas pessoas possuem a habilidade intrínseca de compreender e interpretar textos de apoio da redação, mas não há por que se preocupar com isso se não for o seu caso. As situações cotidianas da vida já exigem de você interpretações verbais e não-verbais o tempo todo, então sentir-se seguro para confiar na sua interpretação textual é apenas um passo a frente. A boa notícia, aqui, é que a interpretação textual é uma habilidade que pode ser aprendida. Não sem muito estudo, é claro, mas com isso você já está acostumado, não é? Preparamos algumas dicas para que sua interpretação de texto, daqui para frente, seja mais rápida e eficaz. Vamos lá? Sobre a interpretação Interpretar é determinar o significado preciso de algo. Sendo assim, essa conceituação pode se referir tanto ao processo mental de entender e reagir a algo, como também ao resultado obtido pela sua análise pormenorizada. Para começar, existem diferentes formas de interpretação — verbal ou não-verbal —, e dentro de cada uma dessas possibilidades de compreensão podem existir mais diversas maneiras de interpretar uma situação ou texto dependendo dá área ou da temática. Você sabe que quando o semáforo está na cor vermelha significa que não é seguro atravessar a rua, certo? Parabéns, você acabou de concretizar uma interpretação não verbal absolutamente correta e cumpriu com o objetivo dela: saber quando pode atravessar a rua. Bom, imaginemos agora que você tenha certa afinidade com a internet. Então, sabe quando você lê um “clique aqui” e entende que o ato de clicar naquele link vai te levar a algum conteúdo ou site? Na contramão do exemplo anterior, esse corresponde a uma interpretação textual perfeita. Duas palavras que falam muito mais do que está de fato escrito. Interpretar é isso: descobrir o significado real de algo. Na interpretação de texto, você, como leitor, precisa ser capaz de entender — tanto quanto no “clique aqui” — o que o interlocutor quis expressar. 8 dicas para uma melhor interpretação textual Estudar sobre quais assuntos mais caem na redação do ENEM é muito eficiente, afinal você precisa estar antenado sobre o que acontece mundo afora. Da mesma forma, é preciso estabelecer um alicerce forte que irá te ajudar na compreensão de qualquer texto. Dicas para expandir seu vocabulário Antes de interpretar textos específicos, é preciso investir no seu vocabulário, pois ele é essencial para uma interpretação de textos correta. Mas como? 1. Adote o hábito de leitura diária Correndo o risco de soar como seu professor de redação do colégio ou do cursinho, queremos destacar o óbvio: quanto mais você ler, melhor ficará sua interpretação de textos. Tudo bem que esse papo de que o cérebro é um músculo já foi superado por ser uma crença equivocada do senso comum, mas realmente esse órgão humano precisa ser exercitado já que ele é extremamente moldável conforme as experiências de cada um — essa característica é conhecida como plasticidade. Deste modo, quando algo é incorporado à rotina, com o tempo ele fica bem mais fácil e natural. Até os textos mais complexos serão vistos e lidos com outros olhos, afinal, você agora entende. Sabemos que você lê sim muito, mas não o faça só como obrigação: encontre uma recreação nisso! Todo texto está ali para ser compreendido, e existe uma infinidade de temáticas que você pode se interessar. 2. Escreva textos Que tal expor suas ideias? Colocar-se no lugar daquele que quer ser entendido é tão importante quanto ser quem entende. O fato de você ter que criar argumentos textuais para justificar o que está escrevendo te fará ter uma compreensão mais acertada de qualquer conteúdo que vier a ler. E onde escrever? Em redes sociais, blogs ou até mesmo em um bloco de notas — e nesse caso, treine também sua caligrafia para evitar o pesadelo da não-correção por ilegibilidade, ok? 3. Tenha o dicionário como seu melhor amigo Não é permitido levar seu dicionário a tiracolo para o ENEM ou vestibulares, mas isso realmente não será preciso se você já está ampliando seu vocabulário com as duas dicas acima. Veja bem, também não estamos falando de livros físicos, hoje em dia é possível encontrar conteúdo confiável na internet como o Michaelis e o dicionário criativo. Leu uma palavra desconhecida? Pesquise seu significado e seus sinônimos. Quer usar uma expressão diferente para evitar repetição e deixar sua produção mais fluída? Faça o mesmo. Essas pequenas ações ensinam muito! Estudando para a prova e durante sua resolução Tudo bem, os passos anteriores estão sendo seguidos por você, mas ainda não se sente completamente seguro para fazer a interpretação de textos? É preciso treinar! Encontre as provas antigas do vestibular ou concurso que fará — sem olhar o gabarito — e faça, refaça e faça novamente. Estude a prova para a prova. Sim, o conteúdo diferirá, mas a estrutura, por sua vez, é a mesma ou ao menos é bem parecida. 180 questões no geral, 45 para cada matéria? Aprender esse padrão também te deixará menos ansioso para sua interpretação textual. 4. Identifique os conceitos apresentados Chegada a prova oficial ou os treineiros, é preciso decompor o texto analisado em suas ideias principais. É interessante citar que quando falamos “textos”, tanto os enunciados quanto os apoios para a redação estão sendo englobados. Dito isso, tenha algumas perguntas na ponta da língua: Desta maneira você já terá maior controle sobre o que busca entender. 5. Identifique os objetivos do autor e do texto Por mais que você não conheça anteriormente o autor do texto que interpretará, é possível desvendar um pouco de seus desejos e personalidade na leitura de sua produção. As informações ali dispostas têm essa funcionalidade de “ler a mente” do interlocutor. Para que seja possível entender os objetivos do texto, faça

Você já escreveu uma redação sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira o tema da semana! A educação financeira no Brasil se tornou um assunto frequente nas mídias e, também, uma das principais apostas do tema de redação do ENEM 2021. Falar sobre dinheiro ainda é um tabu na sociedade brasileira e, por isso, muitas ações têm sido realizadas a fim de conscientizar a população para a importância da educação financeira. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”. TEXTO 1 A importância da educação financeira no cenário brasileiro A educação financeira vai muito além de aprender a economizar, cortar gastos desnecessários, poupar e acumular quantias em dinheiro. Ser educado financeiramente faz com que qualquer pessoa passe a buscar uma qualidade de vida melhor, além de proporcionar a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e obter uma garantia para eventuais imprevistos. Infelizmente, no Brasil, a educação financeira ainda está longe de alcançar um patamar necessário, especialmente quando comparamos o cenário local com o de países desenvolvidos. Segundo o Banco Mundial, apenas 3,64% da população economiza pensando no futuro. Os índices mais baixos do mundo são formados pela média na América Latina, de 10,6%; enquanto outros países emergentes, como México (20,85%), África do Sul (15,93%) e Rússia (14,56%), apresentam números melhores. Educação financeira no Brasil É injusto culpar o patamar da educação financeira no Brasil a apenas o contexto histórico atual e é preciso entender alguns aspectos primordiais da conjuntura econômica do país, como por exemplo, a constante troca de moedas. Nas últimas duas décadas, por exemplo, o Brasil teve uma moeda relativamente estável e inflação controlada, até abaixo dos dois dígitos. Contudo, quando olhamos para anos mais distantes, em torno da década de 1980, essa não era a situação do país, com a mudança de moeda e um período de inflação descontrolado. E essa incerteza sobre os preços assombra os brasileiros até hoje. A inflação e suas economias Nos momentos em que o governo não obtém êxito para controlar a inflação, o valor futuro da moeda entra em cheque, o que faz com que seja mais vantajoso gastar o dinheiro comprando bens do que poupar o valor, já que não se sabe quanto esse dinheiro irá valer no dia seguinte. De fato, pensar desta forma fazia muito sentido antes do Plano Real, mas, infelizmente, esse é o pensamento que parece nortear os hábitos de consumo dos brasileiros até hoje. Para se ter uma ideia, dados de pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (ANBIMA) em 2017, cerca de 75% da população nacional não fez nenhum tipo de aplicação financeira. Em outras palavras, todo esse percentual da população passa toda a vida sem desenvolver um patrimônio sólido ou uma alternativa à aposentadoria, ficando refém da previdência social. Como a falta de educação financeira impacta a vida das famílias brasileiras Dentre tantas outras desvantagens, a falta de educação financeira contribui para que o cenário do endividamento no Brasil cresça. De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o ano de 2020 começou com 61 milhões de negativados. Esses números refletem, também, a falta de hábito de poupar dos brasileiros: ainda de acordo com a entidade, apenas 28% dos brasileiros declaram ter poupado algum dinheiro nos últimos 12 meses, o 14.º pior índice do mundo. Pandemia causada pela COVID-19 agrava ainda mais o cenário do endividamento É evidente que as medidas necessárias tomadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus impactaram a economia nacional (e mundial também). Dados de levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas demonstram que aproximadamente 83% dos entrevistados afirmaram ter sido prejudicados financeiramente durante a pandemia. Para especialistas do setor, é evidente que esses dados mostram mais um lado dos problemas causados pela crise, mas também deixam ainda mais clara a dificuldade que a população brasileira tem de construir e seguir um planejamento financeiro que seja capaz de equilibrar as receitas e gastos pessoais. Dados auxiliares da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que realizou pesquisa focada no comportamento dos endividados no Brasil durante a pandemia, aproximadamente 11 milhões de famílias possuem alguma dívida. O que mais assusta os especialistas é identificar que este movimento vem acontecendo de forma crescente: de 66,2% em março, o percentual passou para 67,4% em julho de 2020. Educação Financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular Todos esses índices fizeram as autoridades olharem para o tema de maneira diferente e, em 2020, a educação financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular. Para Rodrigo Pinheiro, CEO do Banco Bari, este é um passo muito importante, afinal, quanto mais cedo a noção do dinheiro é introduzida na vida da criança, maior será a capacidade de administração financeira. “Não é coincidência observar que os países com menores índices de endividamento entre as famílias são os mais desenvolvidos, que oferecem uma base curricular educacional mais robusta. No Brasil, o caminho precisa ser o mesmo”, afirma Pinheiro. A decisão de ensinar Educação Financeira foi do Ministério da Educação (MEC) e, de acordo com a entidade, as redes de ensino públicas e privadas de todo o país devem se adequar à nova norma para ajustar o currículo educacional e abordar o tema desde a educação infantil até o ensino médio. A medida tem o objetivo de dar a base para que os alunos consigam desenvolver o hábito de poupar e até mesmo oferecer conhecimento para que, quando adultos, sejam capazes de tomar decisões mais conscientes em relação aos seus hábitos de consumo. Fonte: jornal contábil TEXTO 2 “Natália Dirani afirma ainda que envolver a criança no planejamento e orçamento familiar é o primeiro passo para a educação financeira. ‘Quebrar o tabu de falar com
Os artigos sobre “Para vestibulandos” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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