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Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Identifique quais os erros ortográficos e gramaticais mais comuns encontrados na redação ENEM. Aprenda quais aspectos da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa aprimorar para se dar bem nas avaliações. Em maio deste ano, o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelas provas do ENEM, disponibilizou as apostilas usadas para capacitação dos corretores de redação. Assim, pela primeira vez, estão acessíveis a qualquer interessado os critérios utilizados pelos avaliadores para atribuir as notas nas cinco competências do exame. No Módulo 3, são descritos os critérios de correção da Competência 1. Aqui, é possível conhecer os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações, com alguns exemplos. O objetivo da divulgação desse material – até então sigiloso – foi auxiliar os estudos dos candidatos para a redação ENEM e o aprofundamento de professores e comunidade em geral sobre a prova. Na primeira competência, avalia-se o domínio quanto à modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Portanto, tanto o aluno ao escrever quanto o corretor ao corrigir deve pautar-se pelo que dispõe a norma-padrão. Considerando isso, é necessário ter em mente dois aspectos: estrutura gramatical e desvios. Como o material do Inep é bastante extenso, vamos sinalizar apenas os principais desvios cometidos com base nesse conteúdo e em nossa experiência com as correções na plataforma Redação Online. Portanto, para ver todos os tópicos elencados pelo Instituto, sugerimos a consulta do módulo completo. Você já conhecia esses critérios? Fique atento(a) à leitura e aplique os conhecimentos em seus textos para tirar uma boa nota! Estrutura sintática Juntamente com os desvios, a estrutura sintática também faz parte das regras da Língua Portuguesa, especificamente aquelas que dizem respeito à sintaxe. Em poucas palavras, pressupõe a existência de certos elementos oracionais que se organizam na frase e garantem a fluidez da leitura e a clareza das ideias do autor de um texto. Textos falhos quanto à estrutura sintática podem apresentar: Mas o que seria uma leitura truncada? Uma das características de textos que apresentam deficiência na estrutura sintática é a necessidade de interromper várias vezes a leitura e retomá-la de certo ponto anterior porque as ideias começam a não fazer sentido. Geralmente, isso ocorre pela ausência ou uso inadequado da pontuação nas orações. A seguir vemos um exemplo que consta na apostila do Inep. Perceba que o candidato isolou as orações iniciadas por gerúndio quando deveriam ser subordinadas à oração principal. Esse tipo de erro gramatical é um dos mais comuns encontrados na redação ENEM. Acesse o arquivo completo para verificar outros exemplos. A justaposição de palavras, que também é recorrente, acontece quando orações que deveriam ser independentes formam um único período. Abaixo temos mais um exemplo destacado pelo Inep. Nela, inclusive fica difícil compreender corretamente o trecho inicial, que pode ter duas interpretações. Esse é um tipo de erro que, usando a técnica de leitura atenta do rascunho, pode ser evitado. Nem de mais, nem de menos Ainda no campo dos erros de estrutura sintática, pode acontecer excesso, duplicação ou ausência de palavras. O excesso é quando palavras “sobram” nas orações, como colocar duas preposições (por exemplo: para com) quando deveria ser uma. Já a duplicação é quando o candidato escreve a mesma palavra duas vezes em sequência (geralmente por desatenção). Assim, mais uma vez percebe-se a importância de reler algumas vezes o texto para conseguir sanar esse tipo de problema. Há ausência de palavras quando falta elemento sintático unindo outros dois para que a oração ou período faça sentido. Vamos ver mais um exemplo que o Inep disponibilizou: Neste trecho, faltou a preposição “a” entre as palavras atento e tudo, que é um desvio de regência. Mais adiante, um erro por ausência de palavra entre “fazem” e “iludi”. Esses problemas de estrutura dificultam a leitura, deixando-a sem fluidez. Por isso é preciso atentar-se à leitura crítica do próprio texto. Afinal, se você não estiver conseguindo entender, o corretor também terá muita dificuldade. Coloque-se no lugar do leitor! Desvios Agora que você já sabe um pouco mais sobre os problemas de estrutura sintática, vamos olhar melhor para os erros ortográficos mais comuns nas redações. Os desvios (como nós, professores, preferimos chamar os “erros”) podem ser de quatro tipos: Desses, o tipo mais aparente e fácil de identificar se refere às convenções da escrita. Atualmente, por digitarmos mais que escrevermos, contando com corretores ortográficos ou predominantemente usando uma linguagem mais informal, muitas vezes a acentuação das palavras é esquecida. Aqui já tocamos em outro aspecto que deve ser considerado: a escolha de registro. A linguagem, como pede a proposta e o gênero textual escolhido, deve ser formal. Informalmente, é aceitável uma linguagem menos monitorada e o uso de traços de oralidade (tá em vez de está, por exemplo), mas na dissertação isso não pode acontecer! Cabe rever as regras de acentuação em alguma gramática ou, sempre que tiver dúvida, consultar um dicionário para verificar a grafia correta das palavras. Também é possível usar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa –VOLP para conferir acentuação, uso de hífen, ortografia. Portanto, quando mais você treinar a escrita, consultando as palavras que geram dúvida, mais bem preparado estará na hora de escrever a redação ENEM. Infelizmente não há mágica: é preciso estudar e ler bastante, e, principalmente, praticar. Escolha vocabular: saiba o significado das palavras Os desvios gramaticais impactam na estrutura sintática e, como já comentado anteriormente, podem ser resolvidos com uma boa leitura atenta do texto. É nesse momento que os truncamentos ficam evidentes pela ausência de fluidez e dificuldade de entender as ideias principais, tendo que retornar à leitura frequentemente para compreender o que se quis dizer. Aqui os erros mais comuns são de uso da crase, pontuação e concordância – nominal ou verbal. Mas, para finalizar, vamos conversar um pouco sobre os desvios de escolha vocabular. É frequente vermos redações em que os estudantes utilizam palavras pouco comuns, que não usariam no dia a dia, e muitas vezes nem conhecem exatamente o significado. É valorizado, sim, na correção, que o estudante

Saiba quais estratégias são eficazes para escrever melhor. Aprenda a identificar pontos da sua rotina de estudos que ajudam a fazer mais – sem esforço. Muitos estudantes têm facilidade para escrever e conseguem rapidamente elaborar uma argumentação e organizá-la dentro da estrutura de um gênero textual. No entanto, essa não é a realidade da maioria. Em um mundo onde quase tudo acontece na velocidade de um clique, escrever pode ser um grande desafio. Assim, para quem vai fazer ENEM ou prestar vestibular, a prova de Redação muitas vezes é motivo de grande apreensão. Porém, existem estratégias para escrever melhor que podem ajudar qualquer pessoa a ultrapassar esse obstáculo. Na contemporaneidade, introduzir metodologias ativas na educação tem colaborado para que estudantes consigam apreender e avançar mais facilmente em seus estudos, tornando-se protagonistas de sua aprendizagem. Isso significa que é preciso “colocar a mão na massa”, ou seja, pôr em prática formas alternativas de estudar para alcançar determinados objetivos. De acordo com o psiquiatra norte-americano William Glasser e sua pirâmide de aprendizagem, 80% da retenção dos estudos se dá ao fazer, escrever ou praticar. Portanto, é por meio da atitude proativa que o aluno consegue desenvolver suas habilidades. E com a escrita não é diferente. É por meio de processos de leitura, releitura e reescrita que se torna possível melhorar nesse aspecto. Conheça como combinar uma sequência de atitudes que certamente ajudarão a produzir mais e melhores textos. E isso não só para avaliações em provas, mas para qualquer situação do dia a dia. Boa leitura! 1 – Faça um mapa mental Você já fez algum mapa mental? Essa é uma técnica bastante utilizada para estudos, e talvez você até a faça, mas sem conhecer por esse nome. Trata-se de substituir as anotações tradicionais por esquemas em que se coloca um tópico central. A partir dele, usam-se ramificações que podem ser coloridas, com símbolos, ícones, desenhos, fazendo associações com esse tema principal. Para pensar a escrita, por exemplo, você pode usar um mapa mental para organizar os pontos que pretende usar como argumentos em sua dissertação. Uma ideia é colocar o tema da proposta de redação no centro e dali criar os tópicos que podem ser desenvolvidos no seu texto. Assim, coloque quais fontes você já têm e que são pertinentes ao assunto, qual o seu ponto de vista sobre a questão, quais propostas de intervenção são possíveis diante do que você pretende apresentar etc. Visualizar partes do seu texto antes de partir para a escrita em si faz com que você não se perca e ajuda a trazer foco para o que é possível trabalhar no texto. Também ajuda a não esquecer aspectos importantes – ninguém quer chegar ao final do texto e lembrar que faltou falar algo essencial sobre o assunto, né? Hoje, é possível encontrar até mesmo aplicativos para smartphone que ajudam a produzir mapas mentais. Mas recomendamos fortemente que, antes de partir para opções virtuais, você treine mapas mentais feitos à mão. E vamos explicar o porquê na sequência. 2 – Elimine distrações É sempre muito bom contar com facilidades das tecnologias para realizar nossas tarefas. E por que não usar isso também para trabalho e estudos? O dilema é que vivemos quase sempre conectados, recebendo diversos estímulos visuais, auditivos e táteis ao mesmo tempo. Assim, esse uso exagerado prejudica uma habilidade essencial para escrever bem: o foco. Uma boa escrita prescinde de você conseguir estar em um ambiente o mais adequado possível e determinado a pensar sobre um assunto em profundidade. É preciso escrever, reler, reescrever. Assim, fazer isso fica muito complicado se você parar de 2 em 2 minutos para checar as mensagens no celular. Ou se, por causa de uma notificação, se perder por horas vendo memes no Instagram. Portanto, prepare-se para escrever: tire um tempo para fazer somente isso (e calcule esse tempo para poder identificar se precisa “acelerar” em uma situação de prova). Faça o teste com as distrações ligadas e com elas desligadas (não só o celular, como outras abas do computador abertas, televisão etc.). Certamente você vai conseguir fazer muito mais e melhor na situação em que estiver mais concentrado. E ninguém vai deixar de ser seu amigo se tiver que esperar sua resposta no Whats por 30 minutos… 3 – Escreva à mão Estamos tão acostumados a digitar que, quando vamos escrever um texto, a mão começa a doer. A letra começa linda no primeiro parágrafo e no final nem a gente entende o que está fazendo, não é verdade? Então: isso é falta de hábito. E como nas provas precisamos mostrar nossa letra pros corretores, é essencial deixá-la o mais legível possível. Uma letra pouco clara pode prejudicar um candidato de muitas maneiras. Mas não se preocupe que há jeito pra tudo. Caso você pense que precisa melhorar a sua letra, é possível encontrar na internet exercícios de caligrafia. Lembra daqueles cadernos com letras bonitas muito usados antigamente nas séries iniciais? É mais ou menos isso. E não precisa ter vergonha de treinar a sua escrita usando esse recurso, principalmente se você é um “nativo digital”, ou seja, se faz parte da geração que nasceu digitando. Buscar meios para caprichar na letra não só dará mais segurança na hora das provas como pode até melhorar a autoestima. Ou você nunca ouviu de alguém: “não repara a minha letra”? Além disso, ao escrever à mão, você se envolve com o texto de forma íntima, visualiza quanto espaço ainda tem para escrever, consegue fazer as correções… Sem falar que essa atitude também ajuda a evitar as famosas distrações. Resumindo: simule uma situação em que você tem um tempo para fazer algo, um limite de escrita (geralmente, 30 linhas) e que o seu leitor precisa entender o que escreveu. Com isso em mente, aceite que melhorar sua escrita vai além de ter bons argumentos pra desenvolver um texto. É preciso que ele seja entendido visualmente – e de preferência sem sentir dor no final. 4 – Leia em voz alta Entre

Argumente com propriedade na redação a partir dos repertórios sobre a crise hídrica que selecionamos. Lembre-se de que informação é fundamental para escrever cada vez melhor. Confira o tema de redação sobre crise hídrica clicando AQUI! Que a água é essencial à vida todo mundo sabe, porém parece que poucos são aqueles cientes de que apenas 2,5% da água existente no mundo é doce. Desse percentual, apenas 1% pode ser encontrado nos rios, segundo informação da Agência Nacional de Águas (ANA). Assim, considerando que somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, “manter-se hidratado”, a longo prazo, será um grande desafio. Isso porque esse 1% de água que podemos utilizar já está bastante ameaçado. As mudanças climáticas agravam o problema, pois diversas regiões passam longos períodos sem chuvas, diminuindo a oferta de água nos mananciais. Desse modo, a população é obrigada a economizar esse bem, e mesmo os órgãos de distribuição precisam racionar o fornecimento para evitar um colapso. Em 2020, a forte estiagem nos estados do Sul, especialmente no Paraná, têm escancarado a crise hídrica no país. Somada à crise sanitária, coloca em risco a saúde pública, impedindo cuidados básicos de higiene que evitam o coronavírus. A seguir, selecionamos algumas fontes para que você consiga se aprofundar mais sobre esse tema. Aproveite e faça a sua própria pesquisa sobre a crise hídrica atual. Quanto mais informação, melhor e mais fácil será desenvolver a argumentação em seu texto. Esperamos que depois dessas dicas você consiga produzir uma excelente redação! Boa leitura! 1 – Aquametragem Vencedor da categoria “Proteger o nosso planeta” no Festival de Filmes ODS em Ação, em 2019, este é um curta-metragem animado da portuguesa Marina Lobo. Nele, são mostrados os efeitos do uso irresponsável da água e maneiras de reverter a escassez por meio de um consumo sustentável. O Festival, organizado pela ONU, destacou iniciativas em prol dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O ODS número 6 objetiva o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos até 2030. De uma forma lúdica, acompanhamos a trajetória de Hidro, protagonista que recebe uma fonte de água, mas não sabe aproveitá-la. Assim, em pouco mais de seis minutos, somos sensibilizados sobre a nossa responsabilidade pela crise hídrica. E sobre o que fazer para evitá-la. 2 – A Lei da Água: Novo Código Florestal Esta é uma produção de 2015 da Cinedelia, especializada em projetos socioambientais, em co-produção com a O2 Filmes. Trata-se de um documentário dirigido por André D’Elia, tendo Fernando Meirelles como produtor executivo. O objetivo do filme é explicar a relação do novo Código Florestal com a crise hídrica brasileira. No centro da temática está a difícil relação entre preservar florestas, produzir alimentos e manter a saúde dos recursos hídricos do país. Disponibilizado gratuitamente no Youtube, A lei da água: novo Código Florestal traz depoimentos de agricultores e especialistas, além de parlamentares e cientistas. Com isso, se vê de que forma a lei ambiental afeta a vida de cada um de nós. Assim, assistir a esse filme ajuda a conhecer melhor a lei e os efeitos dela no dia a dia dos cidadãos. 3 – Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade (Netflix) Este famoso documentário investiga como organizações ambientais lidam com impactos causados por pecuária e pesca ao redor do mundo. Dirigido e produzido por Kip Andersen e Keegan Kuhn, em 2015 o filme estreou mundialmente na Netflix após uma nova versão ter sido realizada com Leonardo Di Caprio na produção executiva. Ele ainda pode ser visto na plataforma de streaming disponível para assinantes. Durante seus 91 minutos, é mostrado como a criação de animais causa desmatamentos, poluição e um excessivo consumo de água. O Brasil é um dos países mostrados no documentário. Aqui é frequente a derrubada das florestas para criar pasto para a pecuária. O documentário é eficiente ao mostrar como ações sustentáveis individuais podem não ser a solução do problema. É impossível o uso consciente de água quando a produção de alimentos consome e desperdiça ilimitadamente esse bem. Portanto, Cowspiracy é super recomendado para fundamentar argumentos, e não só sobre a crise hídrica. Mas cuidado: ver os impactos da nossa alimentação no planeta pode fazer você ficar sem comer carne por alguns dias! 4 – UFSC Explica: Escassez de Água Neste vídeo curto, produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisadores acadêmicos comentam causas, consequências e desafios da falta de água. De acordo com o Banco Mundial, essa escassez é uma das maiores ameaças à humanidade nos próximos anos. Vale a pena conferir como o espaço universitário têm discutido essa questão! 5 – Mad Max: Estrada da Fúria Por falar em futuro, nada melhor que assistir a uma distopia em que a água é um bem valioso (e raro). De 2015, Estrada da Fúria é o quarto filme da franquia Mad Max, que fez sucesso nos anos 1980. Aclamado pela crítica, foi indicado a 10 Oscars e ganhou 6 (isso já é um incentivo pra conferir, né?). Para além das cenas de ação, é possível pensar sobre os efeitos de atos no presente que podem criar um futuro desértico na Terra. Não é difícil imaginar que é possível chegarmos ao ponto em que bens naturais serão mais disputados do que dinheiro. Quem for dono da água, será dono do poder. Portanto, além de ser excelente entretenimento, Estrada da Fúria dá ótimos argumentos para refletir sobre a crise hídrica mundial. 5 – Por que falta água no Brasil? Este vídeo animado de cerca de 3 minutos explica de forma didática e ilustrativa porque está faltando água no país. Produzido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e disponibilizado no Youtube, mostra que a quantidade de água no planeta não mudou desde o início da vida aqui. E também fala como estamos influenciando e mudando o ciclo da água que precisamos para viver. Além de ajudar a ter bons argumentos na redação, esse vídeo pode contribuir com um aprendizado para área de Ciências da Natureza. 6 – Agência Nacional de Águas

Sabia que, atualmente, o Brasil está passando por uma nova crise hídrica? Por meio deste tema de redação, você poderá pesquisar e treinar sua escrita. Vamos refletir sobre isso? Leia os textos motivadores a seguir e reflita sobre a problemática referente à crise hídrica. TEXTO 1 Com poucas chuvas e proximidade do inverno, Brasil enfrenta risco de nova crise hídrica No Rio Grande do Sul, 386 dos 497 municípios já decretaram situação de emergência por conta da seca. Em Santa Catarina, a situação é similar em pelo menos 65 cidades. No Paraná, depois de 10 meses de estiagem, a emergência hídrica foi decretada pelo governo estadual — a medida autoriza, por exemplo, rodízio no fornecimento de água. Ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu comenta à DW Brasil que o cenário de estiagem na região sul do país afeta principalmente dois setores que dependem da água nesses estados: a agricultura e as usinas hidrelétricas — sobretudo no Paraná. “São regiões que têm seca com alguma frequência. E com [o atual contexto de] mudanças climáticas, esses fenômenos têm sido extremos”, pontua. Ele avalia que a situação é mais preocupante no Paraná do que no extremo sul do País. “Porque o sul do Brasil tem uma característica de chuvas constantes ao longo do ano. Já o Paraná é, em aspectos climáticos, mais parecido com o sudeste”, afirma. Ou seja: tem invernos secos. (…) Fantasma da crise de 2014 Em 23 maio de 2013, o nível do Cantareira era similar ao atual, 59,6% de sua capacidade. Vinha em queda, acentuada pela inverno. O período de verão não foi suficiente para frear a derrocada do reservatório e, em maio de 2014, o sinal vermelho estava ligado: o sistema operava com 6% de sua capacidade. Então foram dois anos de torneiras contidas e 17 meses utilizando água da reserva técnica do Cantareira, apelidada de “volume morto” — significava que o índice operava no negativo. Para o geógrafo Luiz de Campos Júnior, do projeto Rios e Ruas, o risco de uma nova crise hídrica é resultado da falta de ajuste nas políticas voltada para a produção de água. “Os sistemas de abastecimento, em geral, só estão preocupados com a água saindo da represa, sendo tratada e distribuída”, afirma. “É preciso olhar para a produção de água na bacia hidrográfica, aquela produção que vai manter o reservatório cheio e com boa vazão. Isso significa conservar os lençóis freáticos, diminuir a erosão no entorno dos rios e dos reservatórios. Deveríamos conservar todo o ambiente produtor de água e não pensar apenas na produção como pensam as empresas [de abastecimento].” Responsável pelo abastecimento em São Paulo, a Sabesp enfatizou que a situação atual dos reservatórios “é satisfatória”. “Houve, no entanto, registro de pouca chuva nos mananciais nos últimos 60 dias e, por isso, a companhia solicita à população que mantenha o uso consciente de água, evitando desperdício”, informou. (…) Fonte: https://www.dw.com/pt-br/com-poucas-chuvas-e-proximidade-do-inverno-brasil-enfrenta-risco-de-nova-crise-h%C3%ADdrica/a-53515193. Acesso em: 21 set. 2020. TEXTO 2 Sanepar adota rodízio no abastecimento de água a cada 36 horas em Curitiba e Região a partir de sexta-feira (14) A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) vai adotar um novo modelo de rodízio no fornecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana, a partir de sexta-feira (14), com a redução do intervalo entre a suspensão e a retomada do abastecimento. Segundo a companhia, a população ficará um dia e meio sem água (24 horas sem e 12 horas para recuperação) e um dia e meio com água (36 horas). A medida foi anunciada, na tarde desta terça-feira (11), devido à forte estiagem que atinge os níveis dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC). Ao todo, 1,2 milhão de pessoas será atingido com a nova tabela. (…) Pior nível da história O nível médio dos reservatórios chegou a 28,85% – o pior nível da história da medição da companhia. O rodízio só será suspenso quando os níveis das barragens estiverem acima de 60% e as chuvas estiverem acima da média histórica, conforme a Sanepar. Entretanto, de acordo com a previsão meteorológica, o quadro só deverá ocorrer a partir de novembro. Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/08/11/sanepar-adota-rodizio-no-abastecimento-de-agua-a-cada-36-horas-em-curitiba-e-regiao-a-partir-de-sexta-feira-14.ghtml. Acesso em: 21 set. 2020. TEXTO 3 Fonte: https://www.folhadelondrina.com.br/charge/charge-14052020-2991312e.html. Acesso em: 21 set. 2020. Com base nos textos lidos, e considerando seu repertório sociocultural, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas acerca do tema “A crise hídrica no Brasil”, utilizando-se da modalidade formal da Língua Portuguesa. Apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Clique aqui e confira repertórios para este tema!

As novelas fazem parte da vida dos brasileiros desde antes da chegada da televisão. Veja como usar o repertório delas nas redações para o ENEM. Há quase 60 anos, foi ao ar a primeira telenovela nacional, “Sua vida me pertence”, veiculada na TV Tupi de São Paulo. De lá para cá, as novelas fazem parte da vida da população e estão sempre no centro de muitas conversas. Elas geram debates, ditam a moda de roupas, linguagem, nomes próprios e até mesmo ajudam a mudar costumes da sociedade. De acordo com estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as novelas foram responsáveis pela queda da taxa de fertilidade e pelo aumento de divórcios no país. Isso porque, na telinha, as famílias mais bem-sucedidas e felizes costumam ser aquelas em que há poucos filhos. Da mesma forma, as separações de casais, quando um casamento não está mais dando certo, deixaram de ser um tabu. Com o passar do tempo, as novelas envolveram cada vez mais o público tratando de questões alternativas. Entre elas, podemos citar as formas de preconceito e exclusão, criminalidade, imigração, política etc. Além disso, são importantes fontes de informação, pois, pouco a pouco, incluíram temas ligados à atualidade em suas tramas. Assim, mesmo a parcela da população que não tinha condições de ler livros ou jornais passou a se atualizar via novelas. Isso acontece porque elas possuem uma linguagem acessível a todos os públicos. Portanto, as novelas são ótimas referências para qualquer bate-papo, e podem ser usadas até mesmo na sua redação para demonstrar repertório sociocultural produtivo. Para além das disputas amorosas entre mocinhos e vilões, a maioria das produções tem como pano de fundo assuntos relevantes e que merecem ser discutidos por todos nós. Vamos relembrar algumas novelas e conhecer como elas podem nos ser úteis em nossos textos? “Amor de mãe”: tráfico infantil, riscos ao meio ambiente e crise no sistema educacional Atualmente suspensa por causa da pandemia de coronavírus, a novela “Amor de mãe”, escrita por Manuela Dias, traz diversas questões que podem ser abordadas em redações. A trama principal gira em torno do tráfico de crianças. Lurdes, uma das protagonistas, teve um dos filhos vendido pelo próprio marido a uma traficante, no Nordeste. Ao descobrir que ele havia sido levado ao Rio de Janeiro, ela parte com seus outros filhos para a Cidade Maravilhosa a fim de tentar encontrá-lo. Em 2019, um relatório da ONU mostrou que o tráfico de pessoas tem aumentado em todo o mundo. Em geral, a exploração sexual é a principal causa desse crime, como mostrado em outra novela, “Salve Jorge” (2012). Nela, a personagem Morena foi vítima do tráfico de mulheres, sendo levada à Turquia. Do total de indivíduos traficados, as crianças representam 30%. Algumas são levadas a trabalhos forçados ou outras formas de exploração. Embora não seja o caso de Domenico (filho de Lurdes), a história nos relembra uma situação que era muito comum no Brasil de 20 e poucos anos atrás. A miséria de muitas cidades nordestinas e a falta do básico para viver já levou muitas famílias a serem persuadidas a vender suas crianças. Isso não era apenas um meio de subsistência, mas uma tentativa de garantir uma vida melhor a elas. Assim, a falta de perspectivas, a escassez de suprimentos e de educação fez com que inescrupulosos aproveitassem para lucrar. Esse exemplo pode ser usado em propostas que versam sobre exploração e tráfico humano, e também sobre adoção. E ainda tem mais… Entre as subtramas da novela, podemos lançar mão da discussão acerca das questões ambientais versus a ganância de alguns empresários. Uma grande indústria de plásticos polui a Baía de Guanabara e é constantemente combatida por uma ONG. Essa organização tenta proteger os recursos naturais e ensinar a importância da reciclagem para a população jovem da região, por meio da instituição escolar (qualquer semelhança com uma proposta de intervenção não é mera coincidência!). Além disso, a própria questão educacional tratada na novela pode ser utilizada como um bom exemplo em seu texto. A escola da comunidade possui pouca infraestrutura e isso é justificado por sua localização – região com altos índices de criminalidade. Os alunos aparecem desmotivados e possuem suas próprias dificuldades para se manterem estudando. Um exemplo é a aluna com filha pequena que não consegue assistir às aulas. Isso pode ser uma forma de abordar a evasão escolar e a gravidez na adolescência. Além disso, a escola foi alvo de tiroteio e ameaçada de fechamento (aqui foi feita uma alusão às “ocupações” de alguns anos atrás). A única grande defensora do ensino público é uma professora recém-formada, Camila. Essa personagem também foi importante quando se formou e contou como o preconceito racial dificulta o ingresso no ensino superior. Assim, trouxe à tona o debate sobre racismo e ações afirmativas, que podem ser abordados em vários tipos de propostas de redação. “A força do querer” e a transexualidade Voltando ao ar nesta semana, a novela “A força do querer” (2017) tratou a questão da transexualidade pela personagem Ivana. A questão é extremamente pertinente porque o Brasil lidera o ranking como o país que mais mata transexuais no mundo. Ao longo dos capítulos, é mostrado como a personagem, gradativamente, se assume e todas as dificuldades do caminho, desde a não aceitação de algumas pessoas da família até a conclusão da transição de gênero. Temáticas ligadas às minorias, em especial às questões relativas à sexualidade, podem aparecer em diversas propostas, até mesmo naquelas mais subjetivas. Elas também são frequentes nas novelas, mesmo que em algumas delas personagens LGBTQI+ sejam estereotipadas. É importante ter clara a noção de direitos humanos e da sua importância, bem como conhecer a legislação vigente. Em junho de 2020, completou um ano da criminalização da homofobia e da transfobia pelo Supremo Tribunal Federal. Relacionar esses elementos pode ser uma forma de tratar o assunto na redação. “Órfãos da Terra”: o Brasil como refúgio Ao longo das décadas, diversas novelas trataram da questão migratória no país, principalmente relacionada à vinda dos europeus (em

Os artigos da Constituição são ótimos repertórios sociocultural para usar na redação do ENEM, são as chaves para uma boa argumentação. Saiba quais artigos da Constituição podem enriquecer os seus textos: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Provavelmente, você deve ter usado ou conhece alguém que usou essa citação da Constituição para demonstrar repertório sociocultural na Redação do ENEM. No entanto, para além de decorar alguns tópicos da Constituição Cidadã , é importante conhecê-la para que se exerça plenamente os direitos como cidadão. Nesse sentido, nossa dica de hoje vai destacar alguns artigos da Constituição que você poderá utilizar para melhor estruturar os argumentos em sua redação ENEM. Antes de mais nada, isso pode ser útil para diversos temas que podem ser encontrados nas propostas de redação. Mas, primeiramente, vamos relembrar como esse importante documento foi redigido e por que ele é tão fundamental para todos os brasileiros e brasileiras? Prestes a completar 32 anos, a Constituição da República Federativa do Brasil foi ratificada no dia 5 de outubro de 1988. Ela é resultado das discussões feitas por políticos e representantes de movimentos sociais durante os anos de 1987 e 1988. Entre algumas das suas determinações, podemos destacar as relativas ao sistema de governo do país (presidencialismo), com eleição direta, à ampliação dos direitos dos trabalhadores e à ampla garantia de direitos fundamentais. Ela também transformou o Poder Judiciário em órgão independente, capaz de julgar atos do Legislativo e do Executivo. Portanto, não podemos deixar de conhecer tudo o que a Constituição determina, pois ela foi pensada para que possamos viver em uma sociedade mais justa. https://youtu.be/rrNyCuKr4Qc Artigos da Constituição que podem fazer a diferença na sua redação ENEM Sem dúvida, os primeiro e segundo títulos da Constituição são aqueles aos quais temos mais acesso, pois tratam, respectivamente, “Dos princípios fundamentais” do Estado Democrático de Direito e “Dos direitos e Garantias fundamentais” dos brasileiros. Assim, são também ótimos repertórios para usar na redação, desde que pertinentes ao tema proposto e bem articulados em seu projeto de texto. A seguir, veja os artigos selecionados para você aprofundar mais esse conhecimento. 1 – Art. 3º: Objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil No terceiro artigo da Constituição, somos apresentados aos objetivos fundamentais da República, que são os seguintes: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Os quatro incisos do artigo 3º nos auxiliam a pensar sobre questões ligadas a temas sociais, como a fome, a perda de renda – cabe pensarmos nesses tempos de pandemia, né? – e as desigualdades, sejam elas de classe ou relacionadas à má distribuição de recursos entre os estados da Nação. O inciso IV também pode ser um aliado quando se trata de temas como racismo e homofobia, por exemplo. Uma questão bem atual, referente ao tratamento dado aos idosos em nosso país, pode também aludir ao inciso constitucional IV do artigo 3º para fundamentar a defesa de um tratamento que respeite os interesses da população mais experiente. 2 – Art. 4º: Princípios que regem as relações internacionais Para que um país possa ser próspero, é necessário que ele estabeleça um bom relacionamento com a comunidade internacional. Ao mesmo tempo, deve-se sempre preservar a soberania nacional. Assim, os incisos do 4º artigo da Constituição estabelecem os direcionamentos que a República do Brasil deve seguir nessa questão. Veja: I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; III – autodeterminação dos povos; IV – não-intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político. Com base nesses “desdobramentos” do artigo, podemos fazer uso de algumas ideias para tratar de questões relativas à luta pela paz entre as Nações, com destaque para o respeito aos direitos humanos. Ou seja, podemos pensar nos incisos II, III e VI, especialmente, como argumentos para que o Brasil se posicione diante de conflitos mundiais. Atualmente, também estamos passando por uma situação sanitária global que envolve todos os países em um esforço para encontrar uma vacina para Covid-19. Assim, somente com uma parceria mundial será possível encontrar, o mais rapidamente possível, uma solução para essa questão. Nesse sentido, o inciso IX nos relembra que está na Constituição Cidadã que o Brasil é signatário de uma cooperação internacional que visa ao progresso da humanidade. 3 – Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza O quinto artigo da Constituição tem 78 incisos, e todos eles estabelecem os termos para a garantia (aos brasileiros e estrangeiros que moram no Brasil) dos seguintes direitos: Todos esses direitos são muito caros a todos os cidadãos e cidadãs, portanto é comum lançar mão desses argumentos para defender nossos pontos de vista. Por serem muitos, não listaremos todos os incisos neste post. Porém, é importante que você faça a leitura atenta no documento original para conhecê-los. Na sequência, vamos enfatizar alguns deles. 5 importantes incisos do artigo 5º para refletir I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos (…); VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (…); IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Vamos lá! A partir

Quando lemos o título “Falsidade ideológica”, o termo nos parece pomposo e, por isso, um tanto quanto fora de nossa realidade. Não imaginamos que alguém que está próximo de nós esteja (ou esteve) praticando o que a lei denomina de falsidade ideológica. Mas, se com a leitura dos textos motivadores você ainda não notou, certamente com as próximas indicações reconhecerá um caso ou outro que pode se enquadrar no termo. A ocorrência da falsidade ideológica é mais comum do que parece. Do aspecto legal às “pequenas infrações” do dia a dia, nossas sugestões trazem situações diversas, desde aquelas que parecem “inocentes” até aquelas com grande potencial de prejudicar bastante gente. Estamos na torcida para que este material te ajude a desenvolver uma ótima redação. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Repertório sobre falsidade ideológica: 1- Definição simplificada de falsidade ideológica. Disponível em: Acesso em 15/09/2020. A definição de falsidade ideológica extrapola o sentido que o dicionário da Língua Portuguesa dá a essas duas palavras. Nosso Código Penal nos fornece todas as explicações necessárias do que é ou não falsidade ideológica no artigo 299. Sabemos o quanto o entendimento das leis é algo complicado, por isso, resolvemos trazer a definição de falsidade ideológica por meio de um vídeo simplificado, que te ajudará a compreender mais rapida e aprofundadamente o que esse conceito realmente significa. Aliás, o canal do professor Diego Pureza, de onde retiramos o link indicado, tem vários vídeos de explicação sobre artigos legais diversos. Ideal para quem quer saber mais sobre o tema. 2- Definição do termo ideologia. Disponível em: abstracta Acesso em 15/09/2020. O termo falsidade ideológica é composto pelo adjetivo ideológica, que deriva do substantivo ideologia. E aqui, meus queridos, temos um pequeno problema. Isso porque as pessoas aplicam o termo ideologia a muitos contextos e nem sempre essa aplicação está correta. Resultado: acabamos cheios de dúvidas sobre o que é de fato ideologia. Mesmo o conceito do substantivo não é algo assim tão claro, mas é importante você entender por que a palavra ideológica foi escolhida para compor a expressão falsidade ideológica e é por isso que estamos sugerindo a leitura do texto acima. 3- Texto sobre as diferenças entre falsidade ideológica e falsa identidade. Disponível em: jus Acesso em: 15/09/2020. Muitas pessoas acham que falsidade ideológica e falsa identidade são situações que tratam exatamente da mesma coisa, mas você descobrirá que há diferenças entre uma e outra. A diferença entre os termos nos chama a atenção para o extremo cuidado que devemos ter com as palavras que vamos usar em nossa redação, pois, às vezes, o que seria apenas um simples sinônimo nos faz mudar completamente o assunto do texto. 4- Artigo sobre as diferenças entre falsidade ideológica e falsidade material. Disponível em: canal ciencias criminais Acesso em: 15/09/2020. Uma das ocorrências de falsidade ideológica é quando acontece a adulteração de um documento, mas, nesse sentido, nosso Código Penal também trata do crime de falsidade material. Sendo assim, como saber quando uma situação pertence a um crime ou ao outro? O artigo acima se propõe a explicar as principais diferenças entre os dois casos para que você não tenha mais dúvidas e consiga dar exemplos pertinentes em sua produção textual. 5- Questionário a respeito das dúvidas de enquadramento entre falsidade ideológica, falsidade material e adulteração de documentos. Disponível em: ser pro Acesso em: 15/09/2020. Para dar aquela força amiga na explicação do artigo indicado no item 4, trouxemos este pequeno questionário, por meio do qual você poderá ampliar seu entendimento sobre falsidade ideológica, falsidade material e adulteração de documentos, já que cada caso é realmente um caso. 6- Artigo sobre os crimes de falsidade ideológica no dia a dia. Disponível em: mundo advogados Acesso em: 15/09/2020. Como dissemos no início deste roteiro, a falsidade ideológica está mais perto de nós do que imaginamos e para te ajudar a perceber os casos comuns, rotineiros, mas que se enquadram nesse crime, separamos este pequeno artigo. No texto, você lerá sobre algumas atitudes do dia a dia que parecem inofensivas, mas que não deixam de ser crimes. 7- Texto com exemplos de casos de falsidade ideológica. Disponível em: blog certisign Acesso em: 15/09/2020. Este texto traz alguns exemplos em que houve falsidade ideológica e é uma ótima fonte para você poder pesquisar situações para usar enquanto exemplificação em sua redação. 8- Artigo sobre falsidade ideológica na internet. Disponível em: fernanda fav jus brasil Acesso em: 15/09/2020. Você sabia que aquele perfil falso no Instagram feito somente para stalkear o/a ex pode ser crime? Pois é, a intenção era só dar uma bisbilhotada na vida alheia e não tornar-se um criminoso, não é mesmo? É claro que existem outras características para que a criação de um perfil falso seja caracterizado enquanto crime e são essas características que você vai conhecer no artigo sugerido. 9- Artigo sobre falsidade ideológica no recebimento de auxílio governamental. Disponível em: senado legislativo Acesso em: 15/09/2020. E não é que teve gente que teve coragem de cometer o crime de falsidade ideológica só para receber o auxílio governamental destinado a alguns grupos de pessoas durante a pandemia do coronavírus? E o pior, não foram poucas não. Achamos que você vai se surpreender com o número de pessoas que cometeu (ou ainda está cometendo) essa fraude. 10- Filme Um Contratempo. Disponível na Netflix. Ano de lançamento: 2016. Crimes, suspense, estratégias e um fim mais do que surpreendente, Um Contratempo é aquele filmaço que fica na sua mente por tempos após você ter assistido. Mas estamos indicando este filme só porque ele é bom? Não, pois, apesar dele ser muito bom (mesmo!), o clímax do enredo está relacionado a um caso de falsidade ideológica. Lógico que não vamos te dar spoiler, mas reforçamos: assista, assista e assista. Você vai se impressionar com a história e, principalmente, com o fim. 11- Filme O Intruso. Disponível na Netflix. Ano de lançamento: 2014. Outro suspense incrível que a Netflix está disponibilizando em seu catálogo e que pode servir como exemplo

Leia os textos motivadores abaixo para redigir o que se pede na sequência. Texto 1 Falsidade ideológica: você já cometeu? Qualquer pessoa pode praticar o crime de falsidade ideológica, como, por exemplo, mentir que está matriculado em curso para tirar carteira de estudante. A falsidade ideológica (falso ideal, moral…), infração prevista no artigo 299 do Código Penal, é mais uma das modalidades de falso constante do nosso ordenamento jurídico, ao lado das falsidade material e pessoal. Tais modalidades estão inseridas no capítulo dedicado aos crimes contra a fé pública. Resumidamente, a fé pública pode ser entendida como a crença na genuidade dos documentos e seu conteúdo, empregados pelos homens em suas relações, disciplinadas e administradas pelo Poder Público. A título de esclarecimento, é preciso diferenciar a falsidade ideológica da falsidade documental ou material, já que esses crimes são facilmente confundidos. Na falsidade material, o que é alterado é a forma de um documento; ao passo que, na ideológica, muda-se o seu conteúdo, o que é nele deliberadamente inserido ou deixa de nele constar com uma finalidade específica que constitui a infração penal. (…) Além disso, devemos nos atentar para o significado e alcance de fato juridicamente relevante. Considerando que o documento é um instrumento com valor probatório, se o conteúdo não servir para provar algum fato, não será considerado documento. Assim, não há crime no caso de requerimentos, petições e outras declarações sujeitas à averiguação. Por tal razão, as mais altas instâncias do Poder Judiciário brasileiro já decidiram não caracterizar crime a conduta de firmar ou usar declaração de pobreza falsa em juízo, com a finalidade de obter os benefícios da gratuidade de justiça, em virtude da presunção relativa de tal documento, que comporta prova em contrário. No entanto, transferir pontos em caso de multas para não perder pontos na carteira de habilitação configura falsidade ideológica, já que o Detran apenas avalia se a documentação apresentada pelo proprietário do veículo atende aos requisitos previstos. A lei não prevê uma investigação de outra forma de prova, como imagens de câmeras de trânsito, por exemplo. De tal maneira, se o proprietário mentir sobre o condutor para se livrar dos pontos comete crime de falsidade ideológica (…). Vale ressaltar que qualquer pessoa pode praticar o crime de falsidade ideológica, por exemplo, ao mentir que está matriculado em curso para tirar carteira de estudante. É o que chamamos de crime comum. (…) Fonte: www.domtotal.com | Acesso em 15/09/2020. Texto 2 Polícia Civil indicia mulher em Juiz de Fora por suspeita de falsidade ideológica por uso de perfil falso em aplicativo de relacionamentos Segundo a corporação, a suspeita utilizava fotos de outra mulher na internet. Vítima procurou a delegacia em julho para denunciar o caso. Por G1 Zona da Mata 14/08/2020 15h16 A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (14) que indiciou uma mulher de 33 anos, em Juiz de Fora, pelo crime de falsidade ideológica. Segundo as investigações, a suspeita teria se passado por outra mulher e utilizado fotos dela em perfil falso em um aplicativo de relacionamentos. De acordo com informações da delegada responsável pela investigação, Camila Miller, da 7º Delegacia de Polícia Civil, a apuração foi iniciada após representação da vítima, uma mulher de 34 anos. Ela procurou a unidade policial em julho, após saber que um usuário estaria se passando por ela, novamente, em um perfil do Tinder, causando danos à vítima. Segundo ela, no início do ano, isso também teria ocorrido, mas o perfil chegou a ser excluído, na época, após contato feito junto ao suporte do aplicativo. Conforme a Polícia Civil, diante de apurações e com auxílio do escritório central do Tinder, localizado em Dallas, nos Estados Unidos, a equipe conseguiu identificar a suspeita. As Investigações apontaram que a mulher seria conhecida da vítima e teria conseguido as fotos em uma rede social. De acordo com a suspeita, o perfil falso teria sido criado na tentativa de descobrir uma suposta traição por parte do parceiro dela, a fim de verificar se o companheiro se envolveria com outra mulher. O inquérito policial já foi enviado à Justiça para demais providências. Fonte: www.g1.globo.com | Acesso em 15/09/2020. Texto 3 Fonte: https://blogdobsilva.com.br | Acesso em 15/09/2020. Somando seus conhecimentos particulares às informações obtidas nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, com tamanho máximo de 30 linhas, na modalidade culta da Língua Portuguesa, sobre o tema Falsidade ideológica no Brasil. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Fake news no cenário político mundial Tema de Redação: Crimes cibernéticos no Brasil Tema de Redação: O abuso de poder e de autoridade no Brasil Tema de redação: Charlatanismo nas redes sociais Tema de Redação: A importância das redes de relacionamento on-line para os movimentos sociais Tema de Redação: A cultura do cancelamento
Quando falamos de algo que amamos profundamente, queremos fazer a parte II, III, IV, V… E claro que não perderíamos a oportunidade de indicar mais livros nacionais maravilhosos para utilizar em suas redações. Dos clássicos aos mais modernos, a literatura brasileira está repleta de opções para absolutamente todos os gostos. Fizemos questão de selecionar sugestões que sejam interessantes para a leitura, mas que também possam te ajudar em suas redações, funcionando como exemplificação, citação etc. Todas as indicações de livros nacionais aqui fazem uma análise crítica de uma parcela da sociedade num contexto e numa época específicos. Sendo assim, a vinculação com temas de redação diversos é bastante significativa. Pronto (a) para ver o que separamos com todo o cuidado para esta parte II? CONFIRA A PARTE I CLICANDO AQUI! Mais 5 livros nacionais para suas redações 1- Quarto de despejo, de Carolina de Jesus. Ano de publicação: 1960. A história é narrada pela própria autora, que assume as vezes de narradora autobiográfica, mas seu olhar não está centrado exatamente só na vida dela. Carolina, catadora de papel e lixo em São Paulo, conta, utilizando uma linguagem bastante simples e acessível, mas que impressiona pela veracidade e realismo das palavras escolhidas e frases criadas, a sua realidade e a realidade de quem sobrevive na comunidade do Canindé. Usamos sobreviver de propósito mesmo, pois a narradora é pontual em contar episódios de fome, dor, desamparo, descaso social, violência, enfim, cenas de sofrimento de alguém que sofre e vê os outros sofrerem. O livro, na verdade, é a reunião de 20 diários escritos por Carolina ao longo de aproximadamente cinco anos. Há, inclusive, falhas na sequência das datas do diário e o motivo não poderia ser pior: durante o período em que escrevia os diários, Carolina adoeceu e se sentia tão fraca que não conseguia nem mesmo escrever. 2- Capitães da Areia, de Jorge Amado. Ano de publicação: 1937. Um dos livros nacionais mais clássicos da nossa literatura, Capitães da Areia merece sua leitura não só por ser clássico, mas por ter muito conteúdo. O enredo da obra se passa em Salvador, local em que vive um grupo de meninos de rua (a quem o título faz referência). Por estarem abandonados na rua, os meninos conseguem sobreviver (novamente, uso proposital) praticando pequenos furtos, que é o que garante o mínimo no dia a dia do grupo. Ao contrário do que se pode imaginar, Capitães da Areia não quer “apenas” retratar essa difícil condição social, num clamor por mudanças, mas também deseja mostrar que a marginalidade dos garotos (marginalidade no sentido de estar à parte, à margem da sociedade) não os impede de sonhar com o dia de amanhã, afinal, eles também têm o direito de sonhar, como qualquer outra criança. 3- Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Ano de publicação: 1955. Vai dizer que você nunca ouviu a frase “Não sei, só sei que foi assim” por aí? Pois é, ela foi retirada de um dos personagens centrais de Auto da Compadecida: Chicó, amigo de João Grilo, o outro protagonista. Auto da Compadecida surgiu primeiramente enquanto peça teatral e posteriormente houve o registro em livro, mantendo-se as características do gênero dramático na redação da obra. Na realidade, Auto da Compadecida trata da difícil e sofrida vida de um pequeno grupo no Nordeste Brasileiro, espaço retratado na obra com elementos como a fome, a sede e a miséria. Por outro lado, o enredo está repleto de religiosidade, em uma alusão clara aos extremismos do Barroco brasileiro, mas uma religiosidade um tanto quanto pagã, como você poderá perceber em sua leitura. Recheado de símbolos nordestinos, Auto da Compadecida, mesmo sendo uma produção que revela o sofrimento e desamparo de um povo, tem personagens tão maravilhosamente cativantes que te fazem esquecer de toda a miséria em que eles estão inseridos. 4- Efetivo Variável, de Jessé Andarilho. Ano de publicação: 2017. Como nem só de livros nacionais clássicos vive nossa literatura, resolvemos indicar Efetivo Variável, um dos “recém-chegados” ao rico rol de produções escritas em Língua Portuguesa. Em Efetivo Variável vamos conhecer a história de Vinícius, um jovem de 19 anos, negro e morador da comunidade de Antares, no Rio de Janeiro (local onde o próprio escritor também vive). Pela descrição do protagonista, é de se prever que a narrativa trará elementos relacionados ao racismo, preconceito social, à desigualdade e marginalidade, e, sim, o livro tem tudo isso, mas tem muito mais. A idade de Vinícius não é um mero detalhe na narrativa: o protagonista está na fase de alistamento no Exército Brasileiro, e, ao contrário do que ele esperava, é admitido como mais um recruta. Apesar de sua personalidade extrovertida, que faz com que Vinícius ganhe muitos amigos, a cor de sua pele e seu local de origem falam mais alto para o Sargento Vieira, que fará de tudo para humilhar o protagonista e transformar sua vida num inferno na terra. Com um realismo cru, misturando passagens bastante engraçadas com um retrato social intenso, Efetivo Variável precisa integrar sua lista de leitura mais cedo ou mais tarde. 5- O Bem-Amado, de Dias Gomes. Ano de publicação: 1962. Mais um livro que foi escrito para ser encenado, O Bem-Amado ganhou os palcos do teatro pela primeira vez em 1970. O sucesso foi tanto que o enredo de O Bem-Amado ganhou a honra de ser a primeira novela produzida em cores na televisão brasileira, em 1973. Para completar, a Revista Veja incluiu O Bem-Amado na lista das cinco melhores novelas de todos os tempos. Vai vendo se isso é para qualquer um… Mas o que faria a narrativa de O Bem-Amado ser um sucesso tão grande? Vamos ver se você concorda com as razões dos especialistas. O protagonista é o político Odorico Paraguaçu, que foi eleito prefeito da cidade de Sucupira, no litoral baiano, com a promessa única de fazer um cemitério para a cidade, já que Sucupira não tinha um. Odorico Paraguaçu é um daqueles políticos “bem pouco comuns nos nossos dias” que não mede

Pode ser que você esteja estranhando um tema tão elementar quanto este ser abordado aqui no blog, afinal, aprendemos sobre letra maiúscula logo nos nossos primeiros momentos de alfabetização, mas, creia, tem bastante gente que ainda encontra dificuldades no assunto. Obviamente, o primeiro caso de uso de letras maiúsculas é no início de nomes próprios, sejam eles de pessoas ou locais. Com o uso em excesso das redes sociais e sua forma peculiar de escrita, muitas pessoas acabam deixando essa regrinha de lado, mas as correções de redações de grande porte não perdoam e descontam conceitos por esse deslize sem pensar duas vezes. Além desse primeiro ponto básico, há outros casos em que devemos empregar a letra maiúscula. São eles: Datas comemorativas e datas oficiais Natal, Carnaval, Independência do Brasil, Proclamação da República, dentre outros, são termos que devemos sempre grafar com letra maiúscula, independentemente do tipo de texto em que a expressão apareça. Exemplo: Nesta semana, comemorou-se a Independência do Brasil, no dia Sete de Setembro. Aproveitando a frase acima, também existe a dúvida se os nomes dos meses devem ser escritos com letra maiúscula ou minúscula. E a resposta é: depende. Caso estejamos falando de uma data comum, como no exemplo “Hoje é dia dez de setembro”, o correto é aplicarmos a letra minúscula. Mas se a data em questão for comemorativa ou oficial, usamos a letra maiúscula no nome do mês e na grafia do numeral, como você viu acontecer no exemplo do “Sete de Setembro”. Períodos, idades históricas e eras geográficas Semelhantemente ao caso acima, períodos da história, idades e eras devem conter a letra maiúscula na abertura de sua grafia. Observe o exemplo abaixo: O Brasil evoluiu muito em alguns segmentos, mas parece estar no período Pré-Colonial em outros. A Idade Média representou enormes atrasos tecnológicos. A Era Cenozoica deve ser estudada por quem fará a prova do Enem. Disciplinas de estudo Via de regra, a primeira letra dos substantivos que representam os nomes das disciplinas que estudamos na escola ou na universidade deve ser sempre em maiúscula, assim como a letra inicial dos nomes dos cursos universitários. Exemplos: Na escola, tive muitas dificuldades com as disciplinas de Matemática e Física. Língua Portuguesa sempre foi minha matéria preferida no ensino médio. Joana prestou o vestibular para Medicina e foi aprovada. Gostaríamos de destacar também o uso das minúsculas em ensino médio. A expressão só ganhará letra maiúscula caso ensino médio seja qualificado, como em: O governo instituiu o Novo Ensino Médio. Ainda no exemplo acima, governo foi escrito com letra minúscula. Não são poucas as pessoas que grafam governo e nação com letra maiúscula. Isso até era correto, mas conforme o acordo ortográfico de 1990. Nossas normas vigentes recomendam que essas palavras sejam escritas com inicial minúscula, a menos que estejam abrindo frases. Cargos de alta importância Até o mesmo acordo de 1990, cargos que expressavam grande importância, como presidente, ministro, rei, papa, rainha, deveriam receber letra maiúscula, mas, com o acordo vigente, fica a critério do escritor o uso da letra maiúscula ou minúscula e ambas as formas estarão corretas. Sendo assim, podemos ter: O novo Ministro da Saúde ainda não foi definido ou O novo ministro da saúde ainda não foi definido e as duas formas estarão de acordo com as regras ortográficas atuais. Títulos Para títulos de livros e filmes, há uma grande confusão sobre a forma correta de se escrever, uma vez que há quem defenda que todas as palavras que contêm o título devem ter letra maiúscula, bem como há defensores de que apenas a primeira palavra deve ter a inicial maiúscula. E agora? Como saímos dessa? É simples, a forma mais fácil de não errarmos é escrevermos exatamente da mesma maneira que o título veio escrito na capa ou na ficha catalográfica. Logradouros Logradouros são palavras que representam localidades, como ruas e avenidas. Quando elas estão determinadas, ou seja, quando vou acrescentar o nome da rua ou da avenida, devo escrever essas palavras com letra maiúscula. Note as diferenças: Deveriam repavimentar esta rua. A Rua Manuel Bandeira está interditada. Corpos celestes Sol, Lua, Saturno, Terra, Via Láctea, todos devem receber letra maiúscula quando são únicos e têm nome próprio. Lembre-se que a palavra estrela, por exemplo, por não ser única, não receberá maiúscula. Formas de tratamento Quer sejam escritas por extenso ou abreviadas, as formas de tratamento são sempre redigidas com letra maiúscula. Dessa forma, temos: Senhor, Vossa Excelência, Vossa Majestade, Doutor etc. Prêmios Expressões que fazem referência a prêmios devem ter todas as primeiras letras em forma maiúscula. Vamos ver melhor numa frase? O Prêmio Nobel de Literatura é dado apenas a pessoas de grande relevância social. Leis e normas Para não errar esta regrinha, é só você não se esquecer de que as leis e normas têm nomes próprios e que todos os nomes próprios devem ser escritos utilizando letra maiúscula em Língua Portuguesa. Exemplos: O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos em 2020. A Lei 8.069 faz referência aos direitos das crianças e dos adolescentes. A Lei de Diretrizes e Bases passou a vigorar em 1996. Regiões geográficas Sul, Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste, por regra, todo mundo ganha letra maiúscula. Analise: No Sul do Brasil, faz bastante frio. O Norte do Brasil tem dias belamente ensolarados. Siglas Este caso não nos assusta e nem nos pega mais desprevenidos. Já sabemos que o correto é ABNT, USP, PUC, OCDE etc. Acrônimos Acrônimos são termos formados a partir das primeiras letras de uma expressão, como Enem para Exame Nacional do Ensino Médio. Caso o acrônimo tenha até três letras, grafamos todas as letras em maiúscula, como em ONU (Organização das Nações). Havendo quatro letras ou mais, apenas a primeira ganhará maiúscula, conforme você viu acontecer no exemplo do Enem contido acima. Dicas extras: apenas enquanto curiosidade, gostaríamos de lembrar vocês que o nome das estações do ano (primavera, verão, outono, inverno) e o nome de personagens folclóricos (saci, mula-sem-cabeça, lobisomem) não ganham letra maiúscula.
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Há anos as questões sobre as condições de emprego e o crescente desemprego vêm sendo discutidos em nosso país, muito por conta do agravamento da crise econômica que se arrasta há tempos em território brasileiro.Atualmente, a situação da empregabilidade foi ainda mais atingida por conta da pandemia do coronavírus, que simplesmente escancarou a desigualdade e a falta de políticas públicas de proteção e garantia ao trabalho no Brasil.A informalidade ganhou um grande espaço no cenário do mundo do trabalho quando uma pesquisa realizada em 2019 pela PNAD e pelo IBGE apontou que mais de 41% da força de trabalho brasileira em idade ativa está na informalidade.Como você pôde perceber nos textos motivadores, o próprio índice de informalidade varia, oscilando entre 41,1% e 41,9%. Esse fato é um indicativo do quanto é difícil ter dados concretos sobre os trabalhos informais. Algo que é bastante previsível.As atividades de trabalho informais não possuem contrato registrado, comprovantes, notas, nem nenhum documento que dê conta de revelar com precisão o que realmente está acontecendo no segmento.Mesmo diante de informações um tanto quanto confusas, procuramos selecionar as melhores fontes de pesquisa para que você, leitor, possa redigir sua redação com o máximo de qualidade.1- Artigo sobre o conceito de trabalho.Disponível em: fredfbf jus brasil – quais os requisitos para ser considerado empregadoAcesso em 07/09/2020.Vamos mais uma vez começar pelo princípio mais básico: o que pode, ou não, ser considerado trabalho? Para termos uma resposta correta, nossa melhor alternativa é observarmos o que a lei de nosso país diz a respeito.No artigo acima, curto e simplificado, é possível compreender qual a definição de trabalho e quais as características dele. 2- Artigo sobre as características do trabalho formal e do trabalho informal.Disponível em: mundo educação – trabalhos informaisAcesso em 07/09/2020.Existem características bastante específicas que definem o que é trabalho formal e o que é trabalho informal na sociedade brasileira (considerando que isso pode variar de sociedade para sociedade) e essa a discussão que o texto traz, apresentando, inclusive, as vantagens e desvantagens de cada tipo de trabalho. 3- Artigo com uma visão romantizada sobre o trabalho informal.Disponível em: ibc coaching. – o que é trabalho informal e formalAcesso em 07/09/2020.O link acima também te levará a um artigo que tem como tema central a conceituação do que é trabalho formal e do que é trabalho informal, mas note como a informalidade é bastante romantizada.Esse traço se justifica quando analisamos o tipo da página em que o texto está inserido. Por se tratar de uma página sobre uma escola de formação de coachings, atividade exercida informalmente em grande parte das vezes, é natural que eles “puxem a sardinha para o lado deles”, como se dizia antigamente. 4- Entrevista com especialista em Ciências Sociais sobre trabalho informal.Neste vídeo, você poderá ter acesso a algumas informações trazidas por um cientista social sobre a questão do trabalho informal no Brasil, com foco especial na situação das comunidades do Rio de Janeiro.O vídeo é bastante focado em demonstrar como as políticas públicas no segmento de geração, proteção e garantia ao trabalho precisam de melhorias urgentes.São várias as pesquisas e os estudos que apontam que o brasileiro não tem migrado para um trabalho informal por opção, mas sim como única opção. É na informalidade que o trabalhador de nosso país tem encontrado uma forma mais rápida e simples de sobreviver.Na reportagem indicada acima, você conhecerá mais especificamente a condição do Amazonas.Há também algumas pessoas que usam o trabalho informal como alternativa de complemento de renda, já que os salários em nosso país são, muitas vezes, abaixo do ideal. 5- Matéria sobre o empreendedorismo como forma de mascarar a falta de oportunidade de trabalho no Brasil.Disponível em: rede brasil atual – uso da palavra empreendedorismo esconde a precarização do trabalhoAcesso em 07/09/2020.Você já deve ter ouvido falar-se muito em empreendedorismo por aí. Ser empreendedor parece muito belo na teoria, mas o incentivo massacrante para que as pessoas empreendam e sejam “donas de seu próprio negócio” pode esconder falhas gravíssimas no nosso sistema de acesso ao trabalho. 6- Vídeo no YouTube com o contraponto do trabalho informal.https://youtu.be/kWEcyqd5i40Até aqui, vimos quantos pontos negativos existem no trabalho informal, desde a desvalorização do trabalhador até a negação de direitos, mas eis que neste vídeo você terá contato com outro ponto de vista de alguém que trabalha informalmente e que tenta entender toda a polêmica em torno do assunto. 8- Texto com as principais leis trabalhistas em outros países.Disponível em: revista galileu globo – conheça legislação trabalhista de diferentes partes do mundoAcesso em 07/09/2020.E se você está achando que o Brasil é o pior país do mundo para se trabalhar, sentimos muito mesmo em informar-lhe, mas isso, infelizmente ou felizmente, não é verdade, tem país por aí que opera sob leis trabalhistas bem mais severas do que as nossas.O texto apresenta os direitos comuns aos trabalhadores brasileiros e aponta como se dá a existência desses direitos em outros países diversos. 9- Livro O Olho da Rua, de Eromar Bomfim.Editora: NankinAno de publicação: 2007 A narrativa trata da história de Anselmo, um homem desempregado que está em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. Até aí, sem novidades, certo? Afinal, é bastante comum que uma pessoa que esteja sem emprego saia à procura de uma vaga, mas há um “detalhe” no enredo que faz com que a história de Anselmo seja especial.Além de contar toda a trajetória exaustiva de Anselmo, o livro revela o preconceito social que o personagem vive por conta de seu desemprego, preconceito que beira até mesmo a exclusão.Passagens que transparecem abandono, tristeza e desesperança também têm seu lugar na obra. 10- Filme: À procura da felicidade.Gênero: Drama.Ano: 2006 Um dos melhores filmes da carreira do ator Will Smith. E olha que ele tem muita coisa excelente no currículo, hein.Apesar de não ser ambientado no Brasil, À procura da Felicidade consegue te fazer sentir quão duro, sofrido e angustiante a busca por uma colocação de trabalho decente pode ser.Se você

Leia os textos motivadores abaixo para desenvolver o que se pede na sequência. Texto 1 Informalidade no mercado de trabalho é recorde, aponta IBGE. Empregos informais chegam a 41,4% da força de trabalho ocupada no país. Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro Houve discreto aumento no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 93,8 milhões no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na comparação anual. Porém, o contingente de pessoas que conseguiu trabalho no período está em condição de informalidade, que atingiu um recorde da série histórica, iniciada em 2012, chegando a 41,4% da força de trabalho ocupada no Brasil. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação caiu de 12% para 11,8% na comparação entre o trimestre terminado em junho e o terminado em setembro, somando 12,5 milhões de pessoas. No terceiro trimestre de 2018, a taxa ficou em 11,9%. A gerente da Pnad, Adriana Beringuy, destaca que essas pessoas estão se inserindo no mercado na condição de trabalhadores por conta própria e de empregados no setor privado sem carteira assinada. “A gente ressalta que estamos diante de uma melhora quantitativa desse mercado de trabalho, ou seja, de fato há mais pessoas trabalhando. Mas a forma de inserção que esses trabalhadores estão tendo nesse mercado é mais aderente a postos de trabalho associados à informalidade e com todas as repercussões que isso causa no mercado”, disse Adriana. Ocupação O número de empregados que trabalham no setor privado sem a carteira assinada chegou a 11,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 2,9% na comparação com o trimestre anterior e de 3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2018. A categoria trabalhadores por conta própria também apresentou recorde na série histórica, com 24,4 milhões de pessoas nesta condição, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,3% no mesmo período do ano passado. Desse total, 4,9 milhões têm CNPJ, ou seja, registro como empresa, e 19,5 milhões não têm. Segundo Adriana, o crescimento da ocupação ocorre desde 2018, mas não em setores que tradicionalmente apresentam grandes contratações, como indústria, construção e comércio, sendo uma reação concentrada em determinados segmentos. “O panorama não difere de outras divulgações que nós tivemos. Alguns setores isoladamente tiveram destaque nessa absorção de trabalhadores, como é o caso da construção, em edificações e serviços básicos, não são grandes obras de infraestrutura. Também observamos a continuidade do fenômeno do crescimento de trabalhadores na área de transporte terrestre de passageiros, os motoristas, e um pouco ali também de reação na parte de terceirização de mão de obra”, disse. (…) Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br | Acesso em 07/09/2020. Texto 2 “Aumento da informalidade não é surpresa”, afirma economista do Dieese. Para Clóvis Scherer, aumento de 1 milhão de trabalhadores nessa condição tende a impactar economia nacional. Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Brasília (DF) Os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam a entrada de 1 milhão de pessoas na faixa dos trabalhadores informais entre os anos de 2018 e 2019 no Brasil, repercutem o cenário de crise que marca o país. É o que afirma o economista Clóvis Scherer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Divulgados nesta sexta-feira (31), os novos dados integram a Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad) Contínua e mostram um aumento de 0,3% na taxa de informalidade. Com isso, subiu para 41,1% o percentual de trabalhadores nessa condição em relação ao total da força de trabalho. “É um percentual muito, muito elevado. Demonstra, na verdade, que o mercado de trabalho ainda exibe as mazelas, os problemas que, se não foram gerados, foram muito ampliados com essa crise recessiva que começou em 2015. É um numero que não é uma surpresa”, afirma Scherer. Segundo o IBGE, o índice corresponde a um contingente de 38,4 milhões de pessoas, número que é o maior desde 2016. A psicóloga Katlen Dourado, de 24 anos, está entre os trabalhadores que entraram para essa estatística. Antes trabalhando como digitadora em uma empresa terceirizada e com carteira assinada, hoje ela vive como entregadora de panfletos e não tem contrato formal. “Eu achei isso, uns freelancers e comecei a fazer. Eu sou formada, e olha o que estou fazendo, mas é o que tem pra poder sobreviver porque as coisas chegam”, lamenta. Ela conta que sente saudade das vantagens do trabalho formal, como férias remuneradas, décimo terceiro, PIS e abono salarial. A psicóloga afirma que os direitos trabalhistas traziam “alguma estabilidade”, que hoje deu lugar à ansiedade de não saber qual será sua renda, já que a remuneração varia conforme os dias trabalhados e o fluxo do mercado. “A gente não pode se garantir com nada. Não pode, por exemplo, comprar um carro porque não sabe quando é que vai ter dinheiro. Eu queria abrir minha clínica, mas está muito difícil, tem muito concorrente. Até pra panfletar está difícil, porque são inúmeras pessoas que querem, já que está todo mundo sem trabalhar”, desabafa a jovem. Especialistas que acompanham o tema apontam que as reformas trabalhistas estão diretamente relacionadas ao contexto de informalidade massiva, assim como as medidas de ajuste fiscal e redução nos investimentos do Estado para colaborar com a geração de empregos formais. Scherer afirma que, apesar de o percentual de 0,3% de aumento parecer pouco significativo, a fatia de 1 milhão de trabalhadores que agora engrossam as fileiras da informalidade tende a trazer impacto geral para a economia nacional, que opera como uma engrenagem. “Postos informais, em geral, são postos com baixa produtividade, em que as pessoas têm uma inserção, na grande maioria, muito precária. A pessoa está ocupada, mas não tem renda sequer pra contribuir pra Previdência ou sequer um pequeno empresário, um autônomo tem
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