1089 artigos publicados sobre “Para vestibulandos” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Texto I “’[A escola] precisa abrir mão de muitos mecanismos que são contrários à emancipação, como as aulas fechadas (no espaço e no tempo), as turmas isoladas, as provas como sinônimo de avaliação, os mecanismos punitivos e repressivos como advertência, suspensão e expulsão etc., precisa dar voz de fato para todos os agentes da comunidade’, afirma Osvaldo Souza, professor da Escola Politeia, localizada em São Paulo (SP), em entrevista ao Hypeness. […] a escola, que fica na zona oeste da cidade, é referência nacional em inovação e ensino democrático. Em salas que estimulam o contato entre as crianças de diferentes idades, os alunos são incentivados a pensar por si, com o objetivo de se desenvolverem de forma autônoma. […]estimula-se o aprendizado por meio de pesquisas. Os temas são selecionados a partir dos próprios interesses de cada criança e geralmente abordam mais de uma disciplina, sempre contando com o suporte de um orientador. Assim, os alunos são capazes de resolver os problemas que escolhem para si, desenvolvendo capacidade crítica e adquirindo um conhecimento que muitas vezes vai além de sua área inicial de interesse. Um bom exemplo disso é a história de uma das alunas que decidiu pesquisar sobre animais abandonados na rua. O estudo sobre o assunto a levou a conhecer a cadela russa Laika, que foi enviada ao espaço. A curiosidade sobre o tema fez com que ela descobrisse o contexto da experiência, a Guerra Fria, e o entendimento sobre todos os conceitos políticos envolvidos. Por que dividir o ensino em matérias quando o mundo está conectado?” Fonte: https://www.hypeness.com.br/2015/01/como-iniciativas-de-educacao-inovadoras-buscam-transformar-o-ensino-no-brasil/ Texto II Fonte: https://umolharsobreaavaliacao.blogspot.com/2016/05/charges-ebaaa.html Texto III “[…] O ensino de palestra, por meio do qual o professor fala por dezenas de minutos para os alunos, ainda que com espaço para perguntas, é cansativo, desmotivador, pouco capaz de identificar grandes qualidades e deficiências de cada educando, menos apto à memorização do conhecimento, apesar de focado nesse aspecto, dentre vários outros problemas. Em 1993 – há 24 anos, portanto – o professor Alisson King, associado da Universidade do Estado da Califórnia em São Marcos, publicou um artigo seminal que causou impacto nos Estados Unidos. Ele lembrava que o ensino tradicional de transmissão de informação seria insuficiente para que os alunos pudessem lidar com os problemas complexos do século XXI, que ainda estava por se desvelar. King lembrava que conhecimento não se transmite, mas apenas a informação. O modelo tradicional, amplamente adotado no Brasil até hoje, visa lançar informação sobre os alunos, que frequentemente não prestam atenção, ou, quando prestam, absorvem pouco, ou, quando conseguem absorver mais, o fazem porque anotaram o que o professor dizia, exercendo um aprendizado um pouco mais ativo, que, como está multiplamente provado, é mais eficiente do que o passivo […]” Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/vanguardas-do-conhecimento Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: Ensino tradicional x Escolas inovadoras: quebra de paradigmas na educação.

O Tema de Redação “O Porte de Armas no Brasil” está muito em voga e esta é uma excelente oportunidade para você treinar sua redação. Vamos aos textos de apoio? Texto I “[…] de acordo com os indicadores da época, os anos em que a população podia se armar para teoricamente ‘fazer frente à bandidagem’ não foram de paz absoluta, mas de crescente violência, segundo dados do Ministério da Saúde e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. De 1980 até 2003, as taxas de homicídios subiram em ritmo alarmante, com alta de aproximadamente 8% ao ano. A situação era tão crítica que, em 1996, o bairro Jardim Ângela, em São Paulo, foi considerado pela ONU como o mais violento do mundo, superando em violência até mesmo a guerra civil da antiga Iugoslávia, que à época estava a todo o vapor. Em 1983 o Brasil tinha 14 homicídios por 100.000 habitantes. Vinte anos depois este número mais do que dobrou: alcançando 36,1 assassinatos para cada 100.000. Para conter o avanço das mortes foi sancionado, em 2003, o Estatuto do Desarmamento, que restringiu drasticamente a posse e o acesso a armas no país e salvou mais de 160.000 vidas, segundo estudos. Atualmente a taxa está em 29,9 o que pressupõe que o desarmamento não reduziu drasticamente os homicídios mas estancou seu crescimento. “ Fonte: brasil elpais – politica Texto II […] Fonte: folha uol – maioria no pais segue contraria a ampliação do porte de armas legal Texto III “[…] A perversão é total. Note-se que a liberdade de escolha e o direito à autodefesa são pilares de uma sociedade livre e democrática. Não se trata de nenhum direito de matar, mas do direito de conservação da própria vida. Os que advogam pelo desarmamento dos cidadãos almejam que o cidadão fique completamente desguarnecido diante de criminosos que invadem suas residências. Os cidadãos não escolhem seus representantes para que estes suprimam sua liberdade de escolha. Posso perfeitamente pretender não ter nenhuma arma, mas isso não significa que o meu direito deva ser abolido. A situação é tanto mais esdrúxula porque nada é feito no que diz respeito ao verdadeiro combate à criminalidade. Os bandidos continuam a ter livre acesso às armas de fogo e ao porte de armas no Brasil, mesmo que de maneira ilegal. O mercado negro os supre muito bem. Por uma absurda inversão, o problema passa a ser dos cidadãos, os que pagam impostos e deveriam ser protegidos contra qualquer violência. O Estado não consegue coibir a violência, seu dever primeiro, e nega a seus membros que o façam, negando-lhes qualquer direito a respeito. O cidadão fica à mercê dos criminosos. Pior ainda, os criminosos são ainda tratados com a máxima consideração pelos ditos representantes dos direitos humanos, enquanto suas vítimas são relegadas ao esquecimento. […]” Fonte: epoca globo – devemos liberar armas sim Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: O porte de armas no Brasil.

O tema de redação “Adolescentes e o vício em games” aborda uma preocupação crescente na sociedade contemporânea, à medida que os jogos eletrônicos se tornam cada vez mais acessíveis e populares. O vício em games refere-se a um padrão de comportamento compulsivo e excessivo em relação aos jogos, interferindo nas atividades cotidianas e comprometendo o bem-estar e o desenvolvimento saudável dos adolescentes. Os jogos eletrônicos oferecem uma experiência imersiva e estimulante, com narrativas envolventes e desafios atraentes, o que pode levar os adolescentes a desenvolverem um engajamento excessivo e prolongado. Esse engajamento exacerbado pode resultar em negligência de responsabilidades escolares, sociais e familiares, levando a problemas de saúde física e emocional, isolamento social e queda no desempenho acadêmico. Confira os textos motivadores sobre o tema: Texto 1 “Pode haver problemas por trás dos olhares fixos da garotada que dedica tempo e energia demais aos videogames. Uma pesquisa feita na Ásia com 3.000 crianças em idade escolar indicou que uma em cada dez era ‘viciada’ em games. Segundo os pesquisadores, apesar de as crianças já apresentarem problemas comportamentais, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou os distúrbios. De acordo com Douglas Gentile, diretor do laboratório de pesquisa de mídia da Universidade do Estado de Iowa, ‘quando as crianças se viciam, depressão, ansiedade e fobias sociais se agravam. Quando elas conseguem superar o vício, esses problemas melhoram.’ Ele diz que nem os pais nem os serviços de saúde estão prestando atenção suficiente nos efeitos dos videogames sobre a saúde mental das crianças. – Tendemos a abordá-los como entretenimento, como apenas um jogo, e a esquecer que o entretenimento também nos afeta. De fato, se não nos afeta, o definimos como ‘entediante’. No levantamento, as crianças disseram que jogavam videogame, em média, por 20 horas por semana. Entre 9% e 12% dos meninos foram considerados como viciados pela pesquisa, contra 3% a 5% no caso das meninas. […]” Fonte: noticias r7 – estudo liga uso de games à depressão Texto 2 “Pela primeira vez, vício em games é considerado distúrbio mental pela OMS Comportamento viciado em videogame, sem controle de frequência e intensidade, pode representar um problema de saúde mental. O vício em jogos de videogame passou a ser considerado pela primeira vez um distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde. A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o nome de “distúrbio de games”. O documento descreve o problema como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão grave que leva “a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida. […]” Fonte: g1 globo – pela primeira vez vício em games é considerado disturbio mental Texto 3 Fonte: Charges Online Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: Adolescentes e o vício em games.

Lembra que a gente te deu umas dicas básicas pra tentar sair da fossa pós-resultado não tão bom no ENEM? Se não viu, tá perdido, vamos deixar o texto aqui. Já estamos em março, o carnaval já passou, o que significa que o ano começou oficialmente, então, era pra você já ter superado o que ficou no ano passado. Já superou? O que tá faltando, então? Falta começar a estudar redação. E se você me dizer “mas só estamos em março”, eu te digo “já estamos em março” e você deve começar a estudar redação agora. Quer saber por quê? Chega mais! Por que começar a estudar redação agora? 1) Já viu alguém chutar em redação e se dar bem? Não Já falamos várias vezes que redação é uma coisa subjetiva, lembra? Então, coleguinha, não há a menor possibilidade de você chutar na redação e ter um bom resultado. Não tem somatória, não tem múltipla escolha. É só você, sua cabeça genial, a proposta e a folha, e esse quarteto precisa ser fantástico. Duro, né? Mas é a realidade e você, além de aceitá-la, precisa lidar com ela, assim como um atleta olímpico lida com o fato de que precisa começar a treinar muito antes da competição, pois é no treinamento que ele descobre quais são suas fraquezas e quais são os seus pontos fortes e, junto com uma equipe, trabalha da melhor forma com as duas coisas. Neste caso, você é o atleta e nós somos a equipe técnica. Quanto antes você nos enviar os seus textos e nós apontarmos o que você tá fazendo de bacana e o que precisa melhorar, mais tempo teremos para chegarmos a um bom resultado. Simples, não? 2) Gente organizada não se desespera Adota essa frase como um mantra pra sua vida. Já viveu a sensação de ser convidado de surpresa pra um evento e não conseguir achar uma peça de roupa no seu armário porque ele tá parecendo uma zona de guerra? É sofrido demais e aposto que você não quer reproduzir isso na hora de fazer a redação e não saber de que canto da sua vasta cabecinha você vai tirar as ideias pro seu texto. Já viu a quantidade de matéria que tem pra estudar? Então, a gente não tá aqui pra te desanimar, mas não podemos deixar de te dizer que, sim, é bastante coisa. Mas, se você se organizar, as coisas serão mais fáceis. E como faz isso? Construindo hábitos e rotinas. Determine, dentro da sua rotina de estudo, um dia específico para produzir texto e coloque a meta de nunca encerrar uma semana sem escrever pelo menos uma redação. Anota aí também que você precisa estudar atualidades, pois não dá pra construir uma boa argumentação sem ter o que falar sobre o tema. Por fim, pega mais esta dica: escolha um método de organização de estudos. Tem gente que enche o quarto de post its, tem gente que usa a agenda colorida. Cabe a você escolher a melhor forma de se organizar, de acordo com as suas especificidades. Já falamos aqui sobre o quanto é importante respeitar a sua individualidade, e com método de estudo não é diferente. O que não dá pra fazer é simplesmente não bolar uma estratégia. Já viu treinamento sem tática? Não rola. 3) Sabe os imprevistos? Eles existem Além do vestibular e do ENEM, você tem toda uma vida pra viver. Eles são apenas uma coisa no meio de tantas outras: trabalho, escola (pra quem ainda tá no terceirão), graduação (pra quem tá cursando uma mas quer partir pra outra ou fazer duas), família, amigos, crush, Netflix (essa danadinha comedora de tempo), festa (ninguém é de ferro), mais crush, gato, cachorro, outro crush, muito meme pra rir, papagaio e periquito. É um tantão de coisa, né? E isso contribuiu bastante para que a nossa vida não siga um curso certinho, em linha reta, e faça curvas, às vezes bem radicais, de vez em quando. E tá tudo bem, viu? Seria muito monótono se não fosse assim. Mas se você tem um objetivo, precisa levar em conta a loucura toda que envolve este negócio que chamamos de viver. O que quer dizer que, se você estiver treinando desde cedo, os imprevistos não vai botar seu plano a perder. Ficou doente? Terminou um namoro? Perdeu algum ente querido? Poxa crush por que você não me nota? Jurou que ia ver só um episódio da sua série preferida, mas quando se deu conta estava diante daquela mensagem da Netflix perguntando se você está vivo? Acumulou muito trabalho? Acontece. E se você pudesse prever ou evitar, não se chamaria imprevisto. Mas como você começou a treinar desde já, não vai ter problema nenhum se você sair um pouco do percurso que traçou porque precisou viver um luto, porque pegou catapora ou simplesmente porque sua saúde mental te pediu uma pausinha (e você deu, pois ela é importante demais) pra reunir as energias e voltar melhor do que antes. A gente vai sentir saudade de receber seu texto pra corrigir, mas vamos sobreviver e, o que mais importante, sua plano de estudo também vai. 4) Agora uma coisa bem óbvia: tendo mais tempo, você consegue aprender com mais calma Aposto que você já ouviu alguém mais velho te dizer que “o apressado como cru”. E seja lá quem foi que te disse isso, saiba que a criatura tem razão. Sabe aquela lasanha de microondas que ficou congelada no meio? Que nojeira. Não queira que aconteça a mesma coisa com a sua redação porque você simplesmente decidiu estudar em cima da hora. Se você começar agora, vai ter tempo para estudar como se usa aquela vírgula, aquela crase, trabalhar o seu texto por partes. Olha só que coisa linda! Vai poder aprender os vários tipos de introdução e, na hora da prova, vai poder se dar ao luxo de escolher qual delas se encaixa melhor com a proposta de redação. Vai poder treinar diferentes estratégias argumentativas diferentes.

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema de redação: Crianças em situação de rua no Brasil. Texto I “Eram 23h43 daquele 23 de julho de 1993 quando um grupo de homens mascarados abriu fogo contra mais de 70 crianças e jovens que dormiam em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Oito morreram, e os que sobreviveram ainda sofrem com as sequelas da violência. Duas décadas depois, um dos crimes mais atrozes da história do Rio parece cair no esquecimento– e a sensação é de impunidade. A investigação da Chacina da Candelária, como o massacre ficou conhecido, levou à condenação de três policiais militares. Considerado o principal responsável, Marcus Vinícius Emmanuel Borges recebeu indulto da Justiça e foi liberado após 18 anos de prisão. O Ministério Público do Rio recorreu da sentença, e o indulto acabou sendo suspenso. Desde então, ele é considerado foragido. Os outros dois condenados – Marcos Aurélio Dias Alcântara e Nelson Oliveira dos Santos Cunha – receberam penas superiores a 200 anos, mas também foram indultados e hoje estão soltos. […]” Fonte: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/chacina-da-candelaria-completa-20-anos-com-autores-soltos-826.html Texto II Fonte: humor político – especial dia das crianças Texto III “[…] Censo divulgado ontem pelo governo federal mostra que o Brasil tem 23.973 crianças e adolescentes vivendo nas ruas de 75 cidades com mais de 300 mil habitantes. Essa é a primeira pesquisa que mostra a realidade dessa população. O Paraná tem a quarta maior população infantil de rua do país, com 1.172 meninos e meninas. Entre os adolescentes e crianças ouvidos, 63% disseram que vivem nessa situação por causa de brigas familiares e violência doméstica. O estudo comprova o que outras pesquisas de menor alcance já tinham demonstrado: a maior parte dessa população é do sexo masculino e está na faixa etária dos 12 aos 15 anos. Metade dos entrevistados revelou que vive nessa situação há mais de um ano, o que é considerado um dado preocupante por especialistas, já que, quanto maior o vínculo com a rua, maior a dificuldade de se reverter a trajetória de vida. O estado com o maior número de crianças vivendo nas ruas é o Rio de Janeiro, com 5.091; a seguir vem São Paulo (4.751) e Bahia (2.313). […]” Fonte: gazeta do povo – 23 mil crianças ainda vivem nas ruas no brasil Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo com o Tema de redação: Crianças em situação de rua no Brasil.

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema: A autonomia da mulher brasileira nos casos de interrupção da gestação. Texto I “[…] Para se falar em autonomia, há que se verificar se existe liberdade de pensamento, sem coações internas ou externas. Se não existir possibilidade de escolha, não se pode falar em liberdade e, por conseguinte, não existe autonomia. Deste modo, a autonomia nada mais é que uma liberdade moral, conferida a todos e que deve ser respeitada. Tendo em vista o controle social, o estado psíquico do ser humano, as suas relações sociais, se torna impossível falar numa autonomia pura, desvinculada de qualquer coação interna ou externa; no entanto, existem algumas situações em que é visível a falta total da autonomia. Se não há liberdade, a autonomia não é desenvolvida de forma ampla: é o que ocorre, por exemplo, com a falta de recursos em membros de determinado grupo social tornando-os vulneráveis e os impedindo-os de ter escolhas, seja pela falta de recursos econômicos, seja pela falta de conhecimentos. […]“ Fonte: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/ged/article/view/20428/11799 Texto II “[…]A criminalização é incompatível com os seguintes direitos fundamentais: os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada pelo Estado a manter uma gestação indesejada; a autonomia da mulher, que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais; a integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu corpo e no seu psiquismo, os efeitos da gravidez; e a igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria. (…) A tudo isto se acrescenta o impacto da criminalização sobre as mulheres pobres. É que o tratamento como crime, dado pela lei penal brasileira, impede que estas mulheres, que não têm acesso a médicos e clínicas privadas, recorram ao sistema público de saúde para se submeterem aos procedimentos cabíveis. Como consequência, multiplicam-se os casos de automutilação, lesões graves e óbitos”. […]” Fonte: https://justificando.cartacapital.com.br/2017/08/09/quais-sao-as-ultimas-noticias-sobre-o-direito-ao-aborto-no-brasil/ Texto III Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/08/quem-e-a-mulher-brasileira-que-aborta.html Texto IV “[…]No Brasil, o aborto é permitido pelo Código Penal em duas situações: em caso de estupro e quando há risco de morte para a gestante. A partir de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de considerar crime o abortamento em casos de anomalias fetais graves e incompatíveis com a vida extrauterina. Em 2013, foi sancionada a lei que obriga os hospitais do SUS a prestar atendimento emergencial, integral e interdisciplinar às vítimas de violência sexual. Apesar de não mencionar a palavra ‘aborto’, a lei garante os cuidados das lesões físicas, o amparo social e psicológico, a profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez, entre outros direitos. Em último caso, a mulher pode interromper a gravidez forçada. A realidade, no entanto, não é bem assim. Nem todos os hospitais garantem acesso a serviços de saúde voltados às vítimas de estupro, e poucos oferecem o abortamento seguro, realizado em condições de higiene e segurança e por equipe de saúde, nos casos previstos na lei.” Fonte: https://drauziovarella.com.br/mulher-2/aborto-legal/ Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo com o Tema: A autonomia da mulher brasileira nos casos de interrupção da gestação.

Leia os textos abaixo e escreva uma redação sobre Tema de redação – Empreendedorismo social: é possível? Texto I “[…] Empreendedorismo social é um termo que significa um negócio lucrativo e que ao mesmo tempo traz desenvolvimento para a sociedade. As empresas sociais, diferentes das ONGs ou de empresas comuns, utilizam mecanismos de mercado para, por meio da sua atividade principal, buscar soluções de problemas sociais. Os negócios sociais integram a lógica dos diferentes setores econômicos e oferecem produtos e serviços de qualidade à população excluída do mercado tradicional, ajudando a combater a pobreza e diminuir a desigualdade. Inclusão social, geração de renda e qualidade de vida são os objetivos principais dos negócios sociais, que também são economicamente rentáveis. Este tipo de negócio com impacto social tem proliferado por todo o País, por uma geração de empreendedores que pautam sua estratégia em valores sustentáveis. Diversas instituições têm colaborado para a conceituação e fomento deste novo modelo de negócio. A organização internacional Artemisia, a Ashoka, pioneira no campo da inovação social, e a Fundação Schwab, responsável pelo prêmio Empreendedor Social no Brasil, são alguns dos órgãos que estimulam o desenvolvimento destes negócios. Um exemplo de negócio transformador e de impacto social é a Feira Preta, a maior feira de cultura negra da América Latina. Por meio de ações, feira de negócios e eventos culturais, a organização busca fomentar o empreendedorismo étnico e fortalecer a cultura negra no País. Em 10 edições, a feira já reuniu 400 artistas, 500 expositores e mais de R$ 2 milhões de circulação monetária e 40 mil visitantes. […]” Fonte: https://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento Texto II “[…] Nada disso no fundo é novo, mas pessoas de boa vontade são sempre bem-vindas. Ainda mais em tempo de individualismo atroz como “filosofia” de vida dominante. Esse empreendedorismo social, no entanto, deve ser compreendido. Ele parece fruto do desencanto com governos e ideologias de qualquer espécie. Baseia-se num voluntarismo do bem e volta as costas para qualquer política – a não ser as micropolíticas de intervenção local. Acredita piamente na ação em casos específicos e na multiplicação espontânea dos seus agentes, uma espécie de corrente que, em certo prazo, seria capaz de mudar o planeta. Não faz uma crítica estrutural do modelo econômico dominante, apenas deplora seus efeitos – como se uma coisa estivesse desligada da outra. Enfim, como definiu um desses personagens, o empreendedor social é um misto do capitalista ávido de lucro com Madre Teresa de Calcutá. É preciso ver se personagem tão contraditório para em pé.” Fonte: https://cultura.estadao.com.br/blogs/luiz-zanin/quem-se-importa-e-o-empreendedorismo-social/ Texto III “[…] O GRAAC, uma das mais eminentes instituições de empreendedorismo social no Brasil, atende a crianças e adolescentes com câncer. Ele possui um centro de pesquisa que trabalha em conjunto com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e um hospital em Botucatu atendendo três mil pessoas/ano. O impacto que traz ao tratamento e à vida dos seus pacientes é essencial, todavia o tamanho do público e o seu escopo representam um pequeno percentual em um sistema de saúde de um país com mais de 200 milhões de habitantes. O GRAAC recebe verbas diretas do SUS, além de doações empresariais feitas através de renúncia fiscal – que seriam os investimentos indiretos do estado. […] A ação empreendedora é ágil e bastante inovadora, contrastando com a burocracia de grandes instituições e do Estado. Entretanto, devemos ser cautelosos com o poder que ela tem na resolução de problemas altamente complexos como emprego, saúde, educação, questões que necessitam de análises profundas e soluções igualmente complexas. O crescente hype em cima do empreendedorismo pode causar nebulosidade na discussão desses problemas, apontando para soluções de baixa eficácia. O empreendedorismo deve ser estimulado, mas longe de um discurso panfletário que o projete como a panaceia do mundo neste início de século 21.” Fonte: https://papodehomem.com.br/por-que-o-empreendedorismo-talvez-nao-seja-a-solucao-dos-nossos-problemas/ Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo com o Tema de redação – Empreendedorismo social: é possível?

Sabemos o que você sente. Todos nós da equipe fomos adolescentes e achávamos que, pra tudo dar certo, aquela prova tinha que dar certo. E que se não fosse assim, como seria? Acho que é claro: a vida tem uma caminho traçadinho. Não tem muito o que inventar. Você vai do fundamental pro médio, do médio pra faculdade, da faculdade pro casamento/emprego/filhos. Aliás, você estudou 8 anos pra chegar até aqui. Seus pais te sustentaram, você estudou o que pôde, se estressou bem mais do que podia e devia, abriu mão de muita diversão pra que isso, que tinha que dar certo, desse certo. Ou, ainda, você não tinha quem lhe sustentasse e teve que se virar nos 30 para conseguir ganhar o pão de cada dia e, ao mesmo tempo, estudar pra que essa correria não fosse sua realidade pra sempre. Aí chegou o grande dia, você estava lá, tinha todo o conteúdo na cabeça, sabia que aquela era a hora, mas não rolou. E por que não rolou? Agora é a hora de usar essa cabecinha linda pra dar uma analisada no que aconteceu e aproveitar cada oportunidade dessa situação (talvez infeliz), já que somos os funcionalistas dessa pós-modernidade. Deixa o passado só um pouquinho pra trás e mergulha aqui no presente comigo e responda depois se Existe vida pós-ENEM: 1. Tá tudo bem: o caminho tem que se encaixar em você, e não você nele. Já percebeu que muita gente que passa no vestibular o faz porque tá bem mentalmente? Na receitinha de sucesso de vários vestibulandos consta exercícios, sono em dia e lazer com os coleguinhas. Será que isso não os deixou confortáveis, pois, quando a sua vida vai bem, você se sente confiante e a tendência é que outras coisas caminhem no mesmo ritmo? Há também aquele apoio, aquela certeza de que, se der tudo errado, você ainda tem todo o resto dando certo. Você não está disposto a deixar a peteca cair – pra pular no poço da sua narrativa pessoal de sofrimento para procurar. É normal as coisas não darem certo de primeira. Será que não é melhor diminuir a pressão sobre algo que é importante, mas não tudo? (Lembre-se sempre: sua saúde mental, sim, é tudo!). Se você parar pra perceber, esses processos são construídos pra que uma bigorna de pressão seja jogada em você de uma vez só. Meses se preparando pra algumas horas de um dia só. Percebe a desproporcionalidade? Portanto, não tratar o vestibular/concurso/enem como o top dos tops dos sacrifícios colabora e muito pra diminuir a mística envolta nesse negócio. Não se deixe afogar nesse mar de pressão que você se coloca. Sempre tenha seus cais. E, mais fácil do que fingir ter uma vida legal, é realmente ter uma. Continue a remar! 2. Encontre sua forma de estudar. Talvez você não goste de gente. Talvez não goste de vozes altas, de ficar sozinho, de escrever. Não tem receita mágica: há o que dá e não dá certo pra você. Encontre o seu jeito de estudar, aquele em que o conteúdo flua diretamente pra dentro da sua cabeça. Eu sei que você é constantemente bombardeado por histórias de sucesso e tá tudo bem se inspirar em alguém, mas a fórmula do outro pode não ser aplicável pra você e tá tudo bem, também. Respeite as suas individualidades. Exemplo: aquela sua prima que passou de primeira no vestibular, já foi aprovada em 3 concursos e virou o assunto dos almoços de família acordava cedinho pra estudar, lia livro de cabeça pra baixo pendurada numa árvore e ainda fazia flexão durante a leitura. Pode ser que você tenha um rendimento bem ruim se acordar muito cedo, tenha medo de altura e não consiga fazer flexões, mas super se sai bem quando estuda à noite e sentadinho na sua cadeira preferida. Tá ok, viu? O lance é se organizar. Se forçar a fazer algo que não serve pra você só vai fazer você perder tempo. Ah, se mantenha aberto: todo conhecimento é válido e importante. Não faça birra pra umas matérias aí (redação mesmo, nem pense)! É natural que você tenha mais facilidade para aprender alguns conteúdos enquanto sente dez tipos de desespero diferentes quando vai estudar outro. O que não dá pra fazer é simplesmente desistir daquilo que te parece mais difícil. E, se você parar pra perceber, tudo está conectado. Holístico demais, eu sei, mas sempre dizemos aqui que tudo serve como referência pra redação, por exemplo. Não gosta de estudar geografia? Não curte história? Desistiu da humanidade, não lê mais jornal e tá por fora do que tá rolando no Brasil e no mundo? Assim não dá, amiguinho. Lembre-se de que você precisa de conteúdo para a sua produção textual e de que uma disciplina não deixará de ser cobrada só porque você não tem crush com ela (seria ótimo, mas não rola). O mesmo vale para as exatas, viu? A banca não vai aliviar pra você só porque você é de humanas e fica nervoso na hora de conferir o troco. Enfim, não fuja do que te desafia. Uma coisinha só: não dá pra negar que qualquer projeto em que há muito planejamento tem uma chance altíssima de dar certo. Faça seu planejamento, coloque revisão na conta, seu sono em dia, férias, os amigos da escola, seus pais, namorada, hobby, o exercício que te deixe feliz. Coloque o google agenda pra trabalhar. Vixe, coisa pra caramba, neném. Mas você dá conta. 3. Dê um tempo pra sua cabeça A gente não esquece que você é gente. Mas, as vezes, nós mesmos esquecemos que somos gente. De carne e osso, cheio de sonhos, vontades e nervosismo. Vou repetir o que diz o título: dê um tempo pra sua cabeça. A carga mental que não conseguir algo que é importante pra você deixa é gigante. Dá uma respirada pra ela ir embora aos poucos. Saia um dia pra praia sozinho. Leia poemas, uma revista de fofoca, caia no

O tema da redação do Vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de 2016 foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Esse tema aborda uma problemática social relevante, que é a violência de gênero e suas diversas manifestações no contexto brasileiro. As propostas feitas para os candidatos elaborarem suas redações foram as seguintes: Proposta 1 para o tema de redação UFSC 2016 Considere os textos abaixo e crie uma lenda a ser contada por um sábio indígena às crianças de sua aldeia. Texto 1: Em todas as culturas, as lendas surgem como narrativas que o homem encontrou para compreender e dar sentido aos fatos e eventos da vida e do mundo. Muitas lendas explicam a origem das coisas, como certos alimentos; práticas culturais, como a agricultura; e fenômenos naturais, como o trovão e os eclipses. O contato dos povos indígenas com comunidades próximas tornou algumas dessas lendas conhecidas, de modo que foram absorvidas pela cultura regional brasileira. Mitos e lendas da cultura indígena. Museu do Índio – PROGDOC. Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 15 out. 2015 Texto 2: O grande narrador é considerado pelos povos indígenas uma pessoa mais sábia e maiscompleta. Ele conhece as histórias dos tempos antigos e da formação do mundo e, por isso,sabe pensar sobre os problemas dos tempos presentes. Muitos dos fenômenos da atualidade,como as doenças, a morte e a guerra, tiveram origem em algum acontecimento dos temposprimeiros.[…] As lendas indígenas não desapareceram, mesmo com todas as mudanças no mundomoderno. Elas ainda permanecem vivas porque são muito importantes para os povos indígenas,porque são a sua verdade sobre o mundo, e também porque fazem parte de uma tradição muitoantiga, transmitida por pessoas que vivem por aqui há milhares de anos.Elas são uma demonstração de que, por trás da aparência de simplicidade, os povos indígenaspossuem um universo de imaginação e de pensamento muito rico.CESARINO, Pedro. Histórias indígenas dos tempos antigos. São Paulo: Claro Enigma, 2015, p. 11-12. [Adaptado]. Texto 3: Proposta 2 para o tema de redação UFSC 2016 Considere os textos abaixo e escreva uma dissertação sobre o papel das festas populares nacontinuidade de uma memória coletiva: Texto 1 As festas podem ser examinadas do ponto de vista da atividade lúdica, mas também como um acontecimento de integração da realidade das comunidades envolvidas, no sentido de avaliar seu potencial como formadora da cidadania, da conscientização e da participação social. […] Ao expor a cultura, a memória histórica e os usos dos povos, as festas populares podem subverter as propostas de turismo predatório, beneficiando as comunidades envolvidas em tal atividade.FERREIRA, Maria Narareth. Comunicação, resistência e cidadania: as festas populares. Comunicação e informação, v. 9, n. 1, p. 111-117, 2006. [Adaptado]. Texto 2 As festas populares são momentos ímpares de expressão e de manifestação da cultura popular, de sociabilidade, integrando diversas tradições, nas quais as camadas populares se envolvem com intensidade. As festas possuem um potencial para se tornarem um momento de manifestação popular ou mesmo de quebra de comportamentos padronizados.SOUZA, João Carlos de. O caráter religioso e profano das festas populares: Corumbá, passagem do século XIX ao XX. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 24, n. 48, p. 331-351, 2004. Proposta 3 para o tema de redação UFSC 2016 Considere os textos abaixo e redija uma crônica que tematize um aspecto das relações desolidariedade na sociedade contemporânea. Texto 1 A caridade da esmola é vertical, semeia costumes ruins e é humilhante. Como diz um provérbio africano, a mão que dá está sempre acima da mão que recebe. Mas as relações de solidariedade, que são horizontais, geram respostas completamente diferentes. Entrevista com Eduardo Galeano. Carta maior, 29 jan. 2010. Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 25 nov. 2015. Texto 2 Se concordarmos com o conceito de solidariedade como vínculo de responsabilidade recíproca, já teremos saído do uso vago dessa expressão atribuído pelo senso comum. ALMEIDA, João Carlos. Antropologia da solidariedade. Notandum, Universidade do Porto, v. 14, p. 67;70, 2007. Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 25 nov. 2015. Estudar e praticar os temas que já caíram na redação das provas da UFSC é o melhor jeito para se preparar para esse vestibular! Não esqueça de na hora de praticar ter sempre um corretor especializado te orientado para garantir a nota máxima na prova!
O ano acabou, as redações que você tinha que fazer você já fez, então só sobra a reflexão: como você colaborou para aumentar seu repertório sociocultural nesse ano? E ai, Você leu o bastante? Você acha que leu o bastante? Que se informou o bastante? Que esse ano foi construtivo educacionalmente? É bem provável que nessa altura do campeonato você já tenha escutado muitas dicas para melhorar sua escrita: ter um bom domínio da norma culta da língua portuguesa; utilizar referência para enriquecer seu texto; respeitar a estrutura da modalidade textual solicitada, entre outras. Há ainda uma outra diga que pode ser chamada de “mãe” de todas essas outras que mencionamos: leia, leia de tudo e bastante. Por que ler é importante? Quanto mais você tiver contato com diferentes tipos de escrita, maior vai ser a sua bagagem de leitura. Um repertório amplo e diversificado vai fazer com que você aprimore nos seguintes aspectos: Conhecimento quanto os variados tipos de texto; Domínio da norma culta da língua na prática textual; Referências para utilizar em seus próprios textos; Percepção quanto ao uso da língua nos diferentes tipos textuais; Por isso, é importante que você leia revistas, jornais, portais de notícias, blogs e, claro, obras literárias. Não é por acaso que os vestibulares costumam pedir a leitura obrigatória de textos de épocas e estilos diferentes. Isso acontece, pois, o aluno precisa ter esse repertório em sua bagagem cultural. Certamente, as leituras que trazemos conosco nos ajudam a modificar nossa visão de mundo, enriquecem nossas perspectivas e horizonte. Experimente! Desafia-se a ler estilos e tipos textuais diferentes, você vai perceber a diferença em sua escrita e na forma como você percebe os fatos sociais a sua volta. Para detonar em qualquer redação, envie as suas para correção com o Redação Online! Você pode começar a melhorar sua escrita por R$ 3,12 POR REDAÇÃO! Vem com a gente!

O Vestibular UFSC ocorre de 09 a 11/12, ou seja, logo logo está aí. E você já sabe como funciona a redação dessa prova? Todos os vestibulares isolados podem cobrar redações muito difentes umas das outras. Por isso, aqui vamos tratar especificamente do que diferencia a redação UFSC da redação mãe, a dissertação argumentativa do ENEM. Acorda, menino! O ano tá quase acabando! Vamos de Prepare-se: UFSC! via GIPHY A produção avalia a produção textual escrita do candidato a partir de um tema ligado a um texto motivador, de acordo com o gênero textual em pauta (crônica, conto, carta, artigo de opinião, dissertação escolar etc.). Diante das propostas apresentadas, sempre há mais de uma opção, cabe ao candidato examinar criteriosamente os aspectos que envolvem os temas e definir a melhor perspectiva de abordagem, mobilizando os recursos linguísticos que lhe permitam mostrar sua competência comunicativa nesta situação específica de produção textual: a redação de vestibular. Por isso, espera-se que o candidato identifique e desenvolva o tema de acordo com o gênero textual proposto, mas também que demonstre capacidade de organizar as ideias, relacionar informações, dados, construir argumentos e se expressar de forma clara e direta, e até subjetividade, dependendo do gênero cobrado. Os quesitos de correção (que vão de 0 a 10 pontos), são os seguintes: Adequação à proposta – tema e gênero (0,00 a 2,50 pontos): compreender a proposta e desenvolver o tema apresentado de acordo com o gênero cobrado. Utilizar recursos linguísticos apropriados ao tema e ao gênero textual/discursivo da proposta escolhida. Adequar-se ao propósito comunicativo, ao estilo e à composição do gênero textual. Emprego da modalidade escrita na variedade padrão (0,00 a 2,50 pontos): o candidato deve produzir um texto escrito, adequado à variedade padrão da língua. Outras variedades da língua podem ser utilizadas apenas como recurso estilístico e com a finalidade de representar/caracterizar sociolinguisticamente personagens em contextos interacionais específicos. Coerência e coesão (0,00 a 2,50 pontos): as partes do texto devem estar articuladas entre si e ao todo de maneira clara e coerente, distribuídas em parágrafos. O texto deve apresentar relações semânticas pertinentes entre palavras, frases e parágrafos, sem contradições. As partes do texto devem ser encadeadas com continuidade (retomada de elementos no decorrer do texto) e progressão temática (sem circularidade ou redundâncias inexpressivas). Nível de informatividade e de argumentação ou narratividade, de acordo com a proposta (0,00 a 2,50 pontos): o candidato deve demonstrar que dispõe de diversidade e densidade de informações e repertório sociocultural. As informações apresentadas devem ser pertinentes ao tema e ao gênero textual/discursivo da proposta escolhida para sua produção textual; o candidato deve demonstrar que sabe selecionar argumentos e organizá-los de modo convergente, revelando criticidade, situando-se em um universo de referências concretas (ou posicionando-se subjetivamente), sem apresentar noções generalizantes, indeterminadas ou vagas, e fazendo uso de recursos expressivos que marquem sua posição de autoria, em conformidade com o tema e o gênero textual/discursivo da proposta escolhida para sua produção textual. Ó você caindo de sono e o vestibular rosnando pra você. via GIPHY Você pode zerar a redação se: ter fuga total ao tema; plajear; escrever em versos; se indentificar, de alguma forma, na folha de redação; ter letra ilegível. Sobre os temas, sabemos que são sobre atualidades, sobretudo em filosofia, sociologia, história e geografia. Ou seja, as questões humanas são mais a cara da UFSC. A proposta de redação pode ter alguma conexão com os livros cobrados pelo vestibular. O que você achou de nosso texto sobre Prepare-se: UFSC?

As propostas de tema de redação da UEM podem abordar temas diversos, que envolvem questões sociais, políticas, ambientais, culturais, entre outros. Esses temas são escolhidos para promover a reflexão dos candidatos sobre assuntos relevantes e estimular o desenvolvimento de habilidades de análise crítica e argumentação. É importante destacar que as propostas de redação da UEM podem variar a cada ano, e a universidade disponibiliza as provas anteriores em seu site oficial. O Tema de Redação: UEM 2016 foi: “Doação de órgãos: de qual lado você está?” Confira abaixo quais foram os textos motivadores: Texto 1 do tema de redação UEM 2016 Doação de órgãos: de que lado você está?O coração do meu filho bate no peito de outra criança “Mamãe, eu vim para ajudar!”. O Guilherme ainda nem sabia falar direito e já vivia repetindo isso! Como no dia em que um amiguinho dele queria desistir de uma apresentação na escola. O Gui pegou a mão do menino e disse: “Fica aqui comigo, eu teajudo; eu vim para ajudar!”. Meu filho era assim, generoso, amoroso, ativo… Dormia tarde e acordava cedo, como se soubesse que tinha que aproveitar cada segundo neste mundo, pois teria pouco tempo conosco. […]No dia em que morreu, ele repetia sem parar que estava feliz […] Uma amiga me convidou para passar o feriado de Corpus Christi do ano de 2013 na casa dela à beira-mar. Curtimos o sábado inteirinho na praia. O Gui brincava e corria sem parar, repetindo:“Mãe, tô muito, muito, muito feliz!” É bom saber que meu filho sentiu tanta felicidade no seu último dia de vida. À noite, eu estava escovando os dentes no térreo da casa e ouvindo o Gui brincar no sótão com o filho da minha amiga (ambos tinham 4 anos). Lembro de escutar a irmã da minha colega falar: “Gui, vem mais para cá, você pode cair”. No segundo seguinte, meu filho estava em queda livre. Despencou e bateu com a cabecinha no chão, no andar térreo. Ele havia se apoiado em falso na hora de mudar de lugar e perdeu oequilíbrio. […] Eram 20h quando entrei no pronto-socorro. A médica logo disse que o estado do Gui era gravíssimo e que ele precisava ir para um hospital maior, em Santos. Fomos transferidos de ambulância e o Fábio (o pai) foi nos encontrar lá. O médico explicou que faria uma cirurgia para retirar um coágulo do cérebro, mas advertiu: “Caso sobreviva, ele deve ficar em estado vegetativo”.A cirurgia durou uma hora e meia. Durante cada um desses 90 minutos eu rezei por um milagre. Quando o médico disse que tinham conseguido retirar o coágulo, senti que ele podia virar o jogo. “Força, Gui! Você sai dessa”, eu repetia baixinho, mandando boas energias para meu menino, que passou a noite sedado na UTI. Na manhã seguinte, foram reduzindo a sedação e nada de o Gui responder. Só conseguia respirar com a ajuda dos aparelhos e sua sensibilidade não voltava. O tormento de alternar esperança edesespero se estendeu por mais quatro dias. Até que os médicos nos deram a notícia: o cérebro do nosso menino havia morrido. Doamos os órgãos e pensei: “Pronto, Gui, você ajudou!”Não vou perder tempo tentando descrever aqui a dor. Ela não cabe em palavra nenhuma. Eu ainda estava tonta quando nos perguntaram se íamos doar os órgãos, que permaneciam saudáveis. Me lembrei da voz do Gui dizendo: “Mãe, eu vim para ajudar!” Encarei o Fábio. Nos falamos pelo olhar e fizemos que sim com a cabeça. Quinze minutos depois, assinamos o papel da doação e o compromisso de não ir atrás das famílias que recebessem os órgãos. Soube pela mídia que uma menina de 1 aninho tinha recebido o coração. O nome dela não poderia ser outro: Vitória. “Pronto, Gui:você ajudou”, pensei. […] Passaram-se oito meses e, em fevereiro de 2014, a família da Vitória quis nos conhecer. Eles estacionaram o carro na frente da nossa casa e meu coração disparou. Quando dei por mim, estávamos todos no meu jardim. Eu abraçada a Deisi, mãe da Vitória, e ao Vinícius, filho mais velho dela. Fábio, aos prantos, não desgrudava do Joel (pai da Vitória). No colo da mãe, a baixinhachorou. Eu a peguei e ela sorriu. A gente pede um milagre e esquece que pode fazer um.Pensei no milagre que era ter um pedacinho do Gui naquela criatura e senti a presença de Deus. A cada sorriso que Vitória abria, uma sensação de gratidão inundava meu coração. Quando o Joel e a Deisi nos contaram que ela tinha nascido com dois problemas cardíacos e, literalmente, morou no hospital até ter 1 ano e 7 meses, Fábio e eu tivemos a certeza de que havíamos feito a coisa certa ao doar os órgãos do Gui. Às vezes, a gente fica pedindo milagres para Deus e deixa de perceber que podemos ser responsáveis por esses milagres também. Perder um filho é uma dor sem fim. Mas ter salvado uma vida ao doar os órgãos dele ameniza a angústia. Porque dá sentido à partida dele. […] Desde então, ficamos muito próximos da família da Vitória. Nos falamos sempre e, no Dia das Mães, fomos visitá-los em Santa Catarina. Ficamos na casa deles. Foram dias maravilhosos, vendo a Vitória viver com tanta energia. Emocionante o sorriso que ela dá toda vez que cochicho em seu ouvido: “Aproveita bem esse coração generoso que bate dentro do seu peito, menina”. (Luciana Novello, 43 anos, funcionária pública, Campinas, SP) “O coração era tão perfeito que começou a bater sozinho!” “Guerreira” é a palavra que define minha filha. Eu estava com quatro meses de gravidez quando descobri, num ultrassom, que a Vitória tinha dois problemas raros no coração. Era como se ela só tivesse metade do órgão – e essa metade não funcionasse muito bem. Assim que nascesse ela iria precisar de uma cirurgia muito arriscada! […] Em abril de 2012, Vitória nasceu. No segundo dia de vida, já foi submetida a três horas de uma operação difícil, durante a qual teve
Os artigos sobre “Para vestibulandos” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
Conhecer planos de correção