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Quer saber mais sobre “Crise energética no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A crise energética no Brasil tem preocupado a população em geral. Isso porque os apagões e o racionamento de energia podem fazer com que o país enfrente diversas consequências, como o aumento do desemprego e a inflação – que, aliás, já se manifesta com a alta do preço de alimentos e energia. Além disso, o tema também abre a discussão para a importância de diversificar a matriz energética como uma forma de evitar o problema no futuro, uma vez que a principal fonte do país são as hidrelétricas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “Crise energética no Brasil”, selecionamos alguns repertórios socioculturais que podem enriquecer a sua tese. Boa leitura! Matéria | Diferentes partes do mundo enfrentam crises energéticas Esta matéria transmitida pela CNN Brasil mostra que a crise energética não está acontecendo apenas no território brasileiro. Países como a China e Reino Unido também estão enfrentando problemas na geração e distribuição de energia por diferentes motivos, o que influencia na alta de preços e prejudica a retomada global da economia após o período crítico da pandemia. Assista à matéria a seguir: Vídeo | Os fatores que fazem disparar risco de apagão no Brasil Este vídeo da BBC explica os fatores que contribuem para o risco de ocorrer apagões no Brasil, principalmente em épocas mais quentes em que há picos de consumo de energia. O vídeo também explica a crise energética de 2001 e como a crise atual está relacionada à crise hídrica. Ademais, diferentes especialistas opinam sobre se o governo federal deveria ter adotado um racionamento de energia severo para conter a crise, assim como foi feito em 2001. Confira no vídeo: História | Crise energética de 2001 A crise energética que ocorreu no Brasil em 2001, mais conhecida como a “crise do apagão”, é um ótimo repertório histórico que você pode utilizar na sua redação. Selecionamos dois artigos que comparam a crise atual com a que ocorreu há 20 anos atrás. Confira! Artigo | Como a crise atual do setor elétrico se compara a 2001 Este artigo do jornal Nexo conta como a atual crise de energia se assemelha à crise que ocorreu em 2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na época, a escassez de chuvas também foi considerada um fator que dificultou a geração de energia, mas não somente: a falta de investimento e planejamento na geração e distribuição de energia por conta do governo federal também contribuiu para a crise. Além disso, a falta de diversificação da matriz energética já era apontada como um problema, uma vez que cerca de 90% da energia do país era gerada pelas hidrelétricas. Segundo o Nexo, atualmente essa porcentagem é de 63% e é comum que haja o acionamento de termelétricas em momentos de seca. Leia o artigo completo aqui. Artigo | Crise energética no Brasil: o que mudou nos últimos 20 anos Neste artigo da Revista Piauí, especialistas afirmam que apesar da matriz energética ter sido diversificada desde 2001, com a criação de usinas eólica e fotovoltaica, ainda há necessidade de um maior investimento em fontes de energia renováveis no Brasil, onde o cenário é favorável. Segundo o professor do departamento de Ciências da Administração da UFSC, André Luís da Silva Leite, “A crise de energia atual, por falta d’água, decorre mais por uso ineficiente da água, ainda nosso principal insumo, no ano anterior, do que apenas por poucas chuvas.” Acesse o artigo completo neste link. Filme | Mad Max: estrada da fúria (2015) Você já viu o filme “Mad Max: estrada da fúria”? O quarto filme da franquia de ficção científica, dirigido por George Miller, narra uma história que se passa em um mundo pós-apocalíptico em que a escassez de recursos naturais – como energia, combustível e água – é motivo de conflitos políticos, econômicos e sociais. O filme abre uma reflexão sobre como momentos de crise e escassez de recursos podem aprofundar as desigualdades, favorecendo um cenário de caos social e guerras. Assista ao trailer a seguir: Documentário | “Futuro energético” (2010) O documentário “Futuro energético” (2010), produzido pelo Discovery HD Showcase, discute sobre a importância de diversificar a matriz energética e investir em fontes de energia renováveis, como a hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica. Além disso, o documentário ressalta que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis – as termelétricas – não são sustentáveis, uma vez que contribui para a emissão de gases de efeito estufa. O documentário está disponível no Youtube. Confira: Documentário | “Sol de Norte a Sul” (2016) Um dos maiores desafios no Brasil é investir em outras fontes de energia renováveis, além das hidrelétricas. O documentário “Sol de Norte a Sul” (2016), produzido pela Greenpeace Brasil, retrata os desafios e benefícios da geração de energia solar. Além de mostrar que ela é uma alternativa sustentável para o planeta, o documentário mostra os benefícios sociais dessa fonte de energia no Brasil e os entraves para a sua disseminação no país. “Sol de Norte a Sul” está dividido em partes e disponível no Youtube neste link. E aí, o que você achou dos repertórios? Esperamos que eles sejam produtivos para a sua tese. Agora, é só colocar a mão na massa! Escreva a sua redação sobre o tema “Crise energética no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Selecionamos alguns repertórios para o tema de redação do ENEM 2021: “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. Confira! Você fez a prova do ENEM 2021? Conseguiu pensar em repertórios socioculturais para o tema? Ou na hora do aperto não lembrou de nada? É verdade que o tema “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil” pegou muitas pessoas de surpresa, visto que se trata de um assunto pouco discutido. Recentemente, fizemos uma análise do tema para explicar como o problema proposto pelo Inep poderia ser abordado e solucionado. Hoje, vamos indicar alguns repertórios socioculturais que poderiam ser usados para fundamentar a argumentação no texto. Boa leitura! Campanha pelo Registro Civil de Nascimento da UNICEF Quando o tema da redação do ENEM 2021 foi divulgado na internet, muitas pessoas lembraram de uma campanha pelo registro civil de nascimento produzida pela UNICEF e transmitida na Rede Globo. A propaganda lembrava a gratuidade da certidão de nascimento e a importância de fazer a certidão para que o Estado reconheça a pessoa como cidadã e garanta benefícios, como escola e vacinação. Você lembra da música? Confira: Constituição Federal | Direito ao registro de nascimento Outro repertório que poderia ter sido usado é a Constituição Federal, principalmente o artigo 5º que garante vários direitos aos cidadãos, entre eles a gratuidade do registro civil de nascimento e a certidão de óbito. Além disso, o artigo 6º também poderia ser citado porque ele garante vários direitos sociais que são negados às pessoas que não possuem o registro civil. Veja o que diz o art. 6º a seguir: “Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” Livro | “Cidadão de papel”, Gilberto Dimenstein Embora a Constituição garanta o direito ao registro civil de nascimento, bem como outros direitos sociais – por exemplo, educação, saúde, alimentação e trabalho digno –, sabemos que na realidade essa garantia está apenas no papel. É isso que o escritor Gilberto Dimenstein, no livro “Cidadão de papel” (1994), aponta: os direitos dos cidadãos são garantidos apenas na Constituição, ou seja, na prática eles não existem (por isso o termo “cidadão de papel”). Trata-se de um livro perfeito para embasar uma redação sobre invisibilidade e registro civil, pois ele discute questões fundamentais sobre cidadania, democracia e direitos humanos, além de ressaltar que as desigualdades se mantêm com a falta desses direitos. Dados | IBGE Alguns dias antes da prova do ENEM, o IBGE divulgou a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil de 2020”. De acordo com o estudo, o ano passado teve o menor número de registro civil desde 1998, sendo que nos meses de março e maio, comparado aos últimos cinco anos, houve uma queda de mais de 40 mil registros de nascimento nos cartórios. Além disso, o estudo constatou que do total de registros de nascimento feitos no ano passado, “49.281 (2%) são de nascidos em anos anteriores ou com o ano de nascimento ignorado”. Para ler os dados da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2020”, clique aqui. Livros de literatura | “Vidas Secas” e “A hora da Estrela” Era possível também utilizar como repertórios para a redação do ENEM 2021 alguns clássicos da literatura brasileira. O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a história de pessoas muito pobres que vivem no sertão e não possuem direitos básicos, como moradia e alimentação. Os filhos do personagem principal (Fabiano) não possuem nome e são identificados como o “filho mais velho” e o “filho mais novo”. Outro livro pertinente para o tema é “A hora da Estrela”, de Clarice Lispector. Neste livro, o nome da personagem principal (Macabéa) é identificado somente na metade da história em uma passagem que relata a demora da mãe para dar um nome à filha. Macabéa, assim como Fabiano de “Vidas Secas”, também é nordestina e vive às margens da sociedade. Filme | “Onde está segunda?” (2017) O filme “Onde está segunda?” se situa em um futuro distópico, em que a sociedade enfrenta problemas de superpopulação e escassez de recursos. Para conter a população, o governo permite que as famílias tenham apenas filhos únicos. Aquelas que não cumprem essa regra devem enviar os filhos que nasceram depois do primeiro a um sono criogênico – ou seja, eles são congelados até o problema da superpopulação ser resolvido. Nesse contexto, sete irmãs precisam se esconder do governo e, para viver em sociedade, elas adotam a mesma identidade e um sistema que permite a saída de apenas uma irmã a cada dia da semana. O filme está disponível na Netflix. Assista ao trailer a seguir: Animação | “Detona Ralph” (2012) Você já viu a animação “Detona Ralph”? Saiba que ela poderia ter sido utilizada na redação também! No filme, a personagem Vanellope é uma falha no sistema do jogo “Corrida Doce”. Por ser um “bug” no sistema, ela não é registrada oficialmente no jogo e, por isso, é impedida de participar das corridas, sendo assim invisibilizada. Confira o trailer: Esses são apenas alguns repertórios que poderiam ser usados na redação do ENEM 2021. Ainda há vários livros, filmes, séries e artigos que poderiam se encaixar no tema. A professora Chay, do Redação Online, fez um vídeo indicando alguns. Assista: E aí, você usou algum desses repertórios na redação do ENEM 2021? Ou não fez a prova neste ano? Então, que tal treinar o tema e se preparar para a prova de redação do ano que vem? Acesse a nossa plataforma e confira nossos planos!

Quer saber mais sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais têm preocupado cada vez mais profissionais da saúde e do direito. O tema, nos últimos anos, ganhou mais atenção por causa de uma prática conhecida como sharenting, que é quando os próprios pais compartilham conteúdos dos seus filhos na internet. Por serem consideradas mais vulneráveis no ambiente digital, as crianças e adolescentes correm muitos riscos, como: cyberbullying, pedofilia, roubo de identidade, entre outros. Assim, como você viu nos textos motivadores, o tema alerta para a importância da proteção de dados pessoais desse grupo e o direito de imagem. Confira a seguir os repertórios sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” que selecionamos para você refletir e usar em sua redação! Reportagem | Exposição das crianças nas redes sociais pode gerar conflitos entre pais e filhos Esta reportagem do Domingo Espetacular aponta uma pesquisa feita pelo órgão público britânico Children’s Comissioner que revelou um dado interessante: os pais publicam em média 1.300 fotos de seus filhos na internet desde o parto até a adolescência. Além disso, a reportagem mostra casos de pessoas famosas que criaram perfis de seus bebês nas redes sociais e, também, casos que aconteceram fora do país de filhos que processaram seus próprios pais por causa da superexposição nas redes sociais. Interessante, não é? Assista à reportagem a seguir: Conceito | “Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord O livro “Sociedade do Espetáculo”, publicado nos anos 60 pelo filósofo francês Guy Debord, apresenta um conceito que até hoje é pertinente em nossa sociedade. Nele, o autor afirma que as imagens midiáticas exercem um papel central nas relações sociais e que a vida em sociedade é cada vez mais “espetacularizada”. Nas palavras de Debord, “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” No contexto atual, podemos associar esse conceito à necessidade das pessoas de tornar público – por meio das redes sociais – os momentos mais íntimos da vida, sem mesmo se questionar sobre os efeitos negativos dessa exposição. Pense, por exemplo, nos casos de bebês que já possuíam perfis nas redes sociais antes mesmo de nascerem. Legislação | Estatuto da criança e adolescente Outro repertório que pode ser utilizado é o Estatuto da Criança e Adolescente, estabelecido na Lei nº 8.069. Você pode dizer que o ECA assegura que as crianças e adolescentes têm o direito de imagem e devem consentir com todo o conteúdo publicado. Nesse sentido, mesmo que os pais sejam responsáveis por autorizar o uso de imagens de seus filhos, eles não podem se considerar “proprietários” das suas imagens. O caminho, como vimos nos textos motivadores, é sempre manter o diálogo com a criança e adolescente. Veja o que o artigo 100 diz: “V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada.” Pesquisa | Acesso à internet aumenta entre crianças e adolescentes Uma pesquisa realizada pela TIC Kids Online Brasil 2019 aponta que o acesso à internet aumentou entre crianças e adolescentes e também alerta para os riscos da exposição na internet. De acordo com a pesquisa, “15 % das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.” Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, ressalta que a restrição não é a melhor opção para evitar os riscos na internet. O ideal é que os pais e responsáveis conversem com as crianças e adolescentes para saber quais são as atividades que eles realizam no ambiente virtual e indiquem caminhos para um uso seguro. Leia a pesquisa completa aqui. Série | Black Mirror – “Arkangel” Como vimos, a privação do uso da internet não é o melhor caminho a ser seguido. O episódio “Arkangel” (“Arcanjo” em português), da série Black Mirror, é um exemplo de como a superproteção dos pais causa malefícios na vida dos filhos. Na história, Marie é uma mãe superprotetora que aplica um implante tecnológico chamado “Arkangel” em sua filha Sara. Esse implante monitora a vida da filha e ainda embaça imagens de violência que causam aflição na menina. A atitude da mãe, que a princípio pode parecer bem intencionada, provocou danos à filha que se viu controlada e sem privacidade. Esse episódio, ainda que de forma distópica, abre uma reflexão sobre o maior desafio do nosso tema: a importância de proteger os dados das crianças e adolescentes e ao mesmo tempo dar autonomia para que elas utilizem a tecnologia e desenvolvam as habilidades necessárias. “Arkangel” é o segundo episódio da quarta temporada de Black Mirror e pode ser assistido na Netflix. Prepara a pipoca! Animação | Que corpo é esse? (Sharenting) “Que corpo é esse?” é uma série de animação transmitida no canal Futura – criada em parceria com a Unicef Brasil e Childhood Brasil com coprodução da Split Studio –, que tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança de crianças e adolescentes. Neste ano, a animação ganhou um episódio sobre sharenting. A narrativa mostra um pai tentando fazer um vídeo de seu filho para postar nas redes sociais, mas o bebê não está à vontade com a ideia. Ao observar a situação, a irmã mais velha explica para o pai a importância de respeitar a privacidade do filho e protegê-lo das consequências da exposição. Assista ao vídeo a seguir: Agora é com você! Qual é o seu ponto de vista sobre o tema? Escreva a sua redação

Quem está praticando para tirar 1000 na Redação do ENEM já deve ter percebido que um dos itens que contribuem para chegar na nota máxima é incrementar o texto com citações — sejam trechos de música, frases de filósofos ou trechos de obras literárias. E é por isso que você precisa aprender como usar uma citação! No entanto, assim como uma citação pode enriquecer o texto, também pode acabar prejudicando o desenvolvimento dele. Isso acontece porque muitos alunos não sabem como empregar citações diretas e indiretas de maneira adequada. Vem com a gente que vamos ensinar como fazer uma boa citação para qualquer redação e garantir a nota 1000 que você tanto sonha! O que é, de fato, uma citação e como usar uma citação na redação? Antes de ensinarmos a colocar, de forma correta e certeira, uma citação no meio da sua redação, acreditamos ser importante entender o que ela é. É a transcrição de uma ideia ou opinião de outra pessoa dentro do texto para ressaltar a visão do autor citado ou para diferentes fins. Sabe quando você pretende reforçar um posicionamento ou explicar algo e nota que precisa de alguma coisa que vá além de suas palavras? É para isso que serve a citação! Mas, atenção: ela sempre deve ser seguida da referenciação do autor, senão caracterizará plágio. Pense conosco: não adianta colocar uma frase de um célebre filósofo se sua argumentação não estiver em harmonia com ela ou, até mesmo, em contradição. Por isso, antes de colocar várias citações no texto, pense se realmente será um elemento que está casando com a ideias e se irá valorizar sua escrita e sua linha da raciocínio. Vale lembrar que a citação pode ser feita de duas formas: direta e indireta: 1. Citação direta A citação direta é aquela em que transcrevemos a frase tal como a célebre pessoa falou (ou escreveu). Seja um compositor, poeta, político, teórico ou outra pessoa de notoriedade. Na citação direta, utilizamos as aspas e, claro, o nome de quem proferiu tal frase. Que tal alguns exemplos atemporais para colocar em diversas propostas de redação? Papel e caneta na mão: 2. Citação indireta Por sua vez, na citação indireta, o que se faz é parafrasear a fala de alguém, ou seja, utilizamos nossas palavras para explicar o que foi dito por outra pessoa. Neste caso, não usamos aspas, mas também precisamos indicar o nome de quem é o autor de tal discurso. Vamos aos exemplos: Por que citação é tão relevante na redação ENEM e como usar uma citação? Ao escrever um texto dissertativo argumentativo, você precisa deixar claro ao seu examinador que domina o conteúdo que está se manifestando. Nesse ponto, a citação torna-se bastante importante, pois com ela o aluno consegue deixar claro sua capacidade de relacionar suas ideias com a fala de alguém com notório conhecimento em dado assunto. Além do mais, demonstra que o seu texto possui embasamento, ao ponto que ele conseguiu utilizar de forma assertiva a interpretação dos textos-base e ainda refletir e os relacionar com a realidade que o cerca. Dicas de como fazer uma boa citação Vamos partir do pressuposto de que colocar uma citação no seu texto não é uma obrigatoriedade, mas caso você queira dar esse toque especial em seu texto, considere: Com essas dicas, você já está mais que apto para decidir o que combina com o seu texto e fazer uma citação inteligente na sua redação sem medo de errar, e agora você aprendeu como usar uma citação!

Quer saber mais sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Nos textos motivadores que selecionamos para o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”, você viu que a educação financeira é importante para quebrar o tabu que existe em torno do tema, buscar qualidade de vida, saber se planejar financeiramente e evitar o endividamento. Porém, o tema envolve muitos desafios no país: enfrentar o analfabetismo e garantir uma educação financeira de qualidade para todas as pessoas. Confira os repertórios socioculturais que selecionamos para ajudar você a fundamentar a sua tese e garantir 900+ na redação. Boa leitura! TEDx | Finanças reais para pessoas reais Neste vídeo do TEDx, a administradora e orientadora financeira Nathalia Rodrigues – mais conhecida na internet como Nath Finanças – fala sobre a importância da educação financeira ser acessível e próxima do cotidiano da população brasileira que possui renda baixa. Ela ressalta que é necessário romper a ideia de que a educação financeira é apenas para “engravatados” e pessoas de classe alta. Segundo ela: “Educação financeira é mais do que anotar os gastos: é entender como a relação com o dinheiro afeta sua saúde mental e das pessoas com quem você convive. A educação financeira emancipa pessoas, liberta, transforma vidas e famílias.” Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/w5OGH0MrGH0 SÉRIE | Round 6 Você assistiu “Round 6”? A série sul-coreana lançada na Netflix fez sucesso no mundo todo e é um ótimo repertório para o nosso tema da semana. Em “Round 6”, 456 pessoas endividadas e desesperadas por dinheiro são convidadas para participarem de uma competição inspirada em brincadeiras infantis cujo prêmio final é uma quantia de 45,6 bilhões de Wons (moeda coreana equivalente a 40 milhões de dólares). Porém, o jogo tem consequências mortais e apenas uma pessoa leva o prêmio milionário. O personagem principal da série, Seong Gi-Hu, é um homem extremamente endividado que para tentar aliviar a sua situação financeira recorre a empréstimos com agiotas, o que acaba agravando a sua situação, pois ele não consegue quitar as suas dívidas. É aí que ele topa participar do jogo. A série aborda o superendividamento e alerta para a importância de poupar dinheiro e ter cuidado com empréstimos. Além disso, a série aborda outras questões como meritocracia e privilégios. A profa. Chay, do Redação Online, contou um pouco sobre a série em nosso canal do Youtube. Veja a seguir: MÚSICA | “Chopis Centis”, Mamonas Assassinas Os versos do refrão da música “Chopis Centis” (variação linguística de shopping center), dos Mamonas Assassinas, são muito pertinentes para falar sobre a cultura de parcelar compras, que teve início nos anos 50 com o surgimento dos crediários e está presente até hoje no dia a dia dos brasileiros – só que agora por meio do cartão de crédito. Os versos dizem o seguinte: “A minha felicidade É um crediário nas Casas Bahia” Comprar por meio dos crediários era uma forma de fazer aquela compra que não cabia no bolso por meio de pequenas parcelas. No entanto, essa forma de pagamento muitas vezes acaba provocando o consumismo, pois as pessoas passam a comprar mais do que podem pagar e acumulam cada vez mais dívidas. Escute a música no Youtube! FILME | Até que a sorte nos separe (2012) O filme nacional “Até que a sorte nos separe”, dirigido por Roberto Santucci, é uma trilogia de comédia romântica baseada no best seller “Casais inteligentes enriquecem juntos”. O primeiro filme da trilogia conta a história de um casal, Tino e Jane, que realizou o sonho de muitos brasileiros: ganhar na loteria. Só que após dez anos eles gastam todo o dinheiro em ostentação e ficam falidos. O filme mostra de forma bem humorada que mesmo tendo muito dinheiro é necessário ter um planejamento financeiro, saber economizar, poupar, gastar, investir e contar com ajuda profissional para administrar grandes quantias. Caso contrário, não adianta ganhar na loteria. O filme está disponível na Netflix, assista ao trailer a seguir: FILME | O homem que copiava (2003) “O homem que copiava” (2003), dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, é outra produção brasileira que poderá enriquecer muito a sua redação. O protagonista André tem apenas 20 anos e é um operador de fotocopiadora em uma papelaria. Um dia ele tem uma ideia inusitada: imprimir o seu próprio dinheiro. O seu objetivo é ficar rico e impressionar Sílvia, a mulher dos seus sonhos. O filme retrata o cotidiano de muitos brasileiros que trabalham diariamente e vivem frustrados por serem mal remunerados, mas ainda assim sonham em melhorar a sua situação financeira para alcançar seus objetivos. Que tal assistir? Pega a pipoca e o caderno! O filme completo está disponível no Youtube: LIVRO | Vidas secas, de Graciliano Ramos O clássico da literatura brasileira “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, é a nossa outra indicação. Em resumo, a narrativa retrata uma família miserável que vive no sertão e que de tempos em tempos se deslocam para fugir das regiões muito secas. O personagem principal é Fabiano, um homem analfabeto, que perde dinheiro no jogo, não sabe fazer conta e muito menos sabe o que é imposto. Fabiano é um retrato da realidade de uma boa parcela da população que é afetada pela desigualdade social e não possui um direito básico: a alfabetização. A partir dele podemos pensar que falar sobre educação financeira no Brasil não é uma tarefa fácil, pois o país ainda precisa lidar com problemas estruturais graves, como o analfabetismo. Segundo o IBGE, o Brasil possui 11 milhões de analfabetos – acesse esse dado aqui. E aí, o que você achou das nossas dicas de repertórios socioculturais sobre educação financeira? Como você usaria eles na sua redação? Conseguiu pensar em outros que não apontamos aqui? No ano passado nós indicamos outros repertórios sobre esse tema neste post, que tal dar uma olhadinha? Agora, é hora de

Quer saber mais sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você já foi bombardeado nas redes sociais por anúncios de um produto do seu interesse? Ou mesmo pensou em comprar algo na internet sem antes botar na balança se essa compra é realmente necessária? Certamente já, não é? Saiba que isso é mais comum do que se imagina! Ao mesmo tempo que a internet tem o seu lado positivo por facilitar a comunicação e agilizar processos de compras, por outro lado também intensificou outros problemas: o consumismo e publicidade excessiva. No ambiente digital, as pessoas estão mais vulneráveis por conta de tantos estímulos emocionais e o excesso de publicidade agrava um problema que já existe há anos – o consumo exagerado –, prejudicando a saúde emocional e financeira. Para ajudar você a escrever o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”, selecionamos alguns repertórios socioculturais para você usar na redação. Confira neste post! Reportagem | Compulsão por compras afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo Essa reportagem do Domingo Espetacular mostra como a internet impulsionou o consumismo e alerta sobre as consequências da compulsão pelo consumo: prejuízo na vida social, emocional e financeira. Além disso, a reportagem ressalta que o consumo compulsivo é considerado um transtorno de origem emocional – a oneomania –, que se caracteriza por três estágios: euforia (pela compra), culpa e negação. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com essa doença, o que equivale a mais de 600 milhões de pessoas. Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/zV7jJJzxcoo Livro | Vida para consumo, de Zygmunt Bauman O livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias (Editora Zahar, 2008), do sociólogo Zygmunt Bauman, também pode ser usado como repertório. Nesse livro, Bauman aponta que a estrutura da sociedade atual é baseada no consumo. Sua tese é de que o consumo contemporâneo transforma as pessoas – os consumidores – também em mercadorias, forma as suas identidades e as relações entre elas. Para Bauman, é por meio do consumo que as pessoas são aceitas na sociedade e conseguem conquistar “prêmios sociais”. A citação abaixo ilustra bem essa ideia: “Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria […]” (BAUMAN, 2008, p. 20). Nesse sentido, o autor analisa que as pessoas não apenas consomem, mas também estão expostas como “mercadorias” na sociedade. Por exemplo, um candidato para uma vaga de trabalho é visto como uma “mercadoria” para a empresa. Pareceu complicado? Para entender mais a análise de Bauman sobre a sociedade de consumo, indicamos o vídeo do canal Educa Periferia. Assista a seguir! Curta-metragem | Happiness, de Steve Cutts No curta Happiness (“Felicidade” em português), de 2017, o ilustrador e animador inglês Steve Cutts faz uma crítica à busca incessante pela felicidade por meio do consumismo. Essa ideia de “felicidade”, retratada no curta, depende da posse e do acúmulo de bens materiais para alcançar o “sucesso” – uma lógica constantemente estimulada pela publicidade. Cutts é muito conhecido pelas suas produções que fazem críticas duras à sociedade consumista e capitalista, como o curta-metragem Wake Up Call (2014). Neste curta, ele aborda a obsolescência programada, que é quando produtos são criados para se tornarem ultrapassados em pouco tempo – por exemplo, os smartphones. Para assistir esse curta, acesse aqui! Artigo | Consumir procurando uma felicidade que nunca chega Este artigo do jornal El País aborda a relação entre consumismo e publicidade, os impactos do consumo excessivo para o meio ambiente e outras problemáticas sobre o tema. Também aponta que a preferência por compras na internet está entre as principais mudanças de consumo ocorridas nos últimos anos. Leia o artigo completo aqui. Manchete | Por que as propagandas nos ‘perseguem’ na web? Esta manchete da Uol explica como os anúncios são direcionados às pessoas na internet, de acordo com o seus interesses, por meio dos cookies – arquivos de textos que os sites depositam nas máquinas dos usuários a fim de coletar seus dados e sites acessados anteriormente. Leia a manchete completa aqui e entenda! Documentário | O dilema das redes (2020) Já que o tema envolve o ambiente digital, você já assistiu o documentário O dilema das redes? Em resumo, é uma produção da Netflix (2020) que fala sobre os efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e o controle do comportamento por meio dos algoritmos. Trata-se de um repertório interessante para falar sobre como as redes sociais afetam o psicológico dos usuários. Podemos pensar, por exemplo, que diante de tantos estímulos emocionais – provocados pela publicidade e influenciadores que promovem estilos de vida – as pessoas ficam mais vulneráveis no espaço virtual. Assim, a publicidade excessiva se torna um grande problema. O dilema das redes está disponível na Netflix. Documentário | Criança, a Alma do Negócio O documentário Criança, a alma do negócio, da cineasta Estela Renner, é de 2008, mas ainda assim continua recente. Isso porque o documentário analisa como as mídias de massa e a publicidade influenciam as crianças e, em consequência, a escolha dos produtos em casa. O documentário aborda os efeitos negativos da publicidade infantil e alerta para a importância de proteger esse público do excesso de anúncios, pois o estímulo do consumismo na infância pode afetar drasticamente a formação enquanto indivíduos. Esse é um dado importante, afinal, as crianças também são usuárias da internet. O documentário está disponível no Youtube. Assista! Filme | Amor por contrato O filme apresenta a família Jones, que demonstra ser perfeita. Steve e sua esposa Kate, além dos filhos, são populares e esbanjam produtos de última geração, que despertam o desejo de consumo da vizinhança. Contudo, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa de marketing que decidiu inserir famílias em mercados de luxo para aguçar o interesse das pessoas e aumentar a lucratividade. Mesmo sendo de 2009,

Quer saber mais sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Escrever sobre esse tema não é uma tarefa fácil, uma vez que é um assunto polêmico que divide a opinião pública. De um lado, há um grupo que defende a descriminalização, a legalização e entende isso como uma questão de saúde pública. De outro lado, há um grupo que se opõe à prática do aborto voluntário e defende a criminalização por questões morais e religiosas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “A questão do aborto no Brasil”, separamos alguns repertórios para você utilizar ou mesmo se aprofundar no assunto. Confira! VÍDEO | O aborto permitido por lei no Brasil Neste vídeo, produzido pela UFRGS, profissionais da saúde explicam como funciona o atendimento do aborto permitido por lei no Brasil, em especial no caso de gravidez resultante de estupro. Eles enfatizam a importância de haver um preparo dos profissionais na rede de saúde pública para que o atendimento seja adequado. Assista a seguir: https://youtu.be/zuxAxCwD86o VÍDEO | Descriminalização do Aborto Rosângela Talib, psicóloga e integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, fala sobre a questão da descriminalização e legalização disso, bem como as consequências da criminalização para as mulheres, principalmente as negras e pobres. Ela também cita o exemplo do Uruguai que legalizou o aborto e o índice de mortalidade de gestantes diminuiu. Recentemente, na América Latina, a Argentina também legalizou isso e o Chile descriminalizou. DOCUMENTÁRIO | Eu vou contar (2017) O documentário Eu vou contar, dirigido por Debora Diniz, retrata as histórias de nove mulheres que interromperam a gravidez. Elas contam as suas experiências e dores em clínicas clandestinas ou com abortivos caseiros. São mulheres de diferentes classes sociais e regiões brasileiras que decidiram recorrer a isso por motivos diversos. O documentário está disponível no Youtube, a seguir: DOCUMENTÁRIO | Uma História Severina (2005) Hoje, em nosso país, é permitido o aborto em caso de feto anencéfalo. No entanto, nem sempre foi assim. Em 2004, o STF derrubou a liminar que previa o aborto legal em caso de anencefalia, o que afetou a vida de milhares de mulheres. Este documentário, dirigido por Eliane Brum e Debora Diniz, mostra o caso de Severina, uma mulher pobre do interior de Pernambuco, que estava internada no hospital para retirar o feto com anencefalia justamente no dia em que o STF impediu o direito ao aborto. O documentário está disponível também no Youtube. Assista! SÉRIE | Sex Education (Netflix, 2019) Você já assistiu Sex Education? Se ainda não, prepara que lá vem spoiler! Na primeira temporada, a série retrata um episódio de aborto na adolescência por meio da personagem Maeve. Sem condições financeiras e emocionais para criar o filho, Maeve decide abortar assim que descobre que está grávida. Desde então a personagem passa por conflitos internos e ainda lida com ativistas antiaborto protestando em frente da clínica em que foi realizar o procedimento. Dados sobre o tema Selecionamos três dados, de âmbito nacional e internacional, sobre a questão disso para você enriquecer a sua tese. Veja a seguir! DataSUS Segundo o DataSUS, somente no 1º semestre de 2020, o SUS fez 1.024 interrupções de gravidez previstas em lei e 80,9 mil procedimentos pós-abortos, ou seja, curetagens e aspirações, que são necessários para a limpeza do útero após um aborto malsucedido. Esse dado indica que o sistema hospitalar tem realizado um número maior de atendimentos pós-abortos clandestinos do que abortos legais. Além disso, também aponta que as mulheres não têm acesso ao aborto seguro previsto por lei, uma vez que a taxa de abortos decorrentes de estupro é maior. Para entender mais, leia esta matéria do G1. Organização Mundial da Saúde (OMS) Neste documento Abortamento seguro: orientação técnica e de políticas para sistemas de saúde, publicado em 2013, a OMS recomenda que o aborto seguro deve ser realizado por meio de procedimentos cirúrgicos – aspiração a vácuo, dilatação e evacuação – entre o período de 6 a 16 semanas de gestação ou por meio do consumo de pílulas abortivas, como o misoprostol, que deve ser realizado até 12 semanas de gestação. A OMS entende o aborto como uma questão de saúde pública e afirma: “Apesar desses avanços, estima-se que a cada ano são feitos 22 milhões de abortamentos em condições inseguras, acarretando a morte de cerca de 47.000 mulheres e disfunções físicas e mentais em outras 5 milhões de mulheres. Na prática, cada uma destas mortes e disfunções físicas e mentais poderia ter sido evitada através da educação sexual, do planejamento familiar e do acesso ao abortamento induzido de forma legal e segura, juntamente com uma atenção às complicações decorrentes do abortamento.” Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada em 2016, relata que uma a cada cinco mulheres de até 40 anos já realizou pelo menos um aborto no Brasil. O perfil da mulher que aborta é: 67% têm filhos e 88% declararam ter religião (56% são católicas e 25% evangélicas). Ademais, o estudo mostra que apesar do aborto estar presente em todas as classes sociais, as mulheres negras e indígenas, que possuem menos escolaridade e vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apresentam uma taxa mais alta de aborto. Acesse a pesquisa completa aqui. MÚSICA | “Carne de rã”, Mulamba & Ekena A banda brasileira Mulamba, em parceria com a cantora Ekena, compôs uma música que fala sobre o julgamento da sociedade e a culpabilização das mulheres que abortam. Além disso, denuncia o tabu em torno do tema que persiste há anos em nossa sociedade. Observe o trecho abaixo: “Mesmo que eu não morra fica o fardo Dum Matheus que eu não balanço É o peso da sociedade me punindo e me julgando E não se fala sobre o assunto Não se pensa sobre o assunto Pro Estado eu sou um

Quer saber mais sobre charlatanismo e estelionato religioso? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O charlatanismo e o estelionato religioso são duas práticas que se relacionam e causam polêmica na área jurídica e na sociedade em geral. Um caso comum, relacionado a essas práticas, é quando um líder religioso induz seus seguidores a pagarem uma grande quantia de dinheiro em troca de uma suposta cura ou milagre. Você já deve ter visto alguma notícia assim, não é? Nos últimos anos, muitos casos relacionados a líderes que se aproveitam dos seus fiéis têm aparecido nas manchetes de jornais do país. Ainda assim, poucas pessoas conhecem essas práticas e sabem que elas, inclusive, configuram crimes. Foi pensando nessa problemática que selecionamos alguns repertórios sobre o tema “Charlatanismo e estelionato religioso” para você praticar a sua redação. Confira a seguir! VÍDEO | Não acredite em charlatães Neste vídeo, o doutor Drauzio Varella fala sobre como os charlatães agem e relembra o caso do médium João de Deus que foi condenado em 2018 por estuprar e assediar sexualmente centenas de mulheres, além de ser acusado de cometer outros crimes: lavagem de dinheiro, porte ilegal de armas de fogo, charlatanismo e curandeirismo. O médium realizava “cirurgias espirituais”, sem nenhuma comprovação científica, apalpava mulheres e pedia para que elas tocassem em sua parte íntima, com a justificativa de que isso fazia parte de uma “limpeza espiritual”. Assista ao vídeo a seguir! https://youtu.be/NHyIjkFacJs SÉRIE | Vosso Reino (Netflix, 2021) A série argentina Vosso Reino, produzida por Marcelo Piñeyro e Claudia Piñeiro, estreou em agosto deste ano na Netflix e apresenta uma trama muito pertinente para o nosso tema. A história gira em torno do pastor Emílio Vázquez Pena que se envolve com a política e se torna o principal candidato à presidência no país. Apesar da série se passar no país vizinho, há muitas semelhanças com o Brasil atual, como o envolvimento de líderes religiosos com a política, a corrupção e o mau uso da fé para manipulação e enriquecimento próprio. Se interessou? A série está disponível na Netflix! Leis sobre charlatanismo e estelionato religioso Tanto o charlatanismo quanto o estelionato religioso são considerados crimes e estão previstos no Código Penal, respectivamente, nos artigos 283 e 171. Confira o que diz a lei a seguir! Art. 171 | Estelionato Segundo o Código Penal, configura-se estelionato: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.” Art. 283 | Charlatanismo Sobre charlatanismo, o Código Penal diz o seguinte: “Art. 283 – Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.” Artigo | Estelionato Religioso e Liberdade Religiosa à Luz do Direito Penal Brasileiro A estudante de Direito Aline Eloi dos Santos Silva analisa como a liberdade religiosa tem sido usada por líderes para obter benefício próprio e cometer crimes de estelionato e charlatanismo. Ela afirma que há um padrão nessas práticas: o estelionatário encontra uma vítima vulnerável, finge empatia e se aproveita dela. A autora cita o teólogo, escritor e mestre em Ciências da Religião, Ed René Kivitz, que aponta três pilares usados pelo criminoso para enganar seus fiéis: “culpa, medo e ganância”. Por fim, a autora ressalta a importância de falar sobre esse assunto e fazer denúncias para que mais pessoas possam ter conhecimento e não caírem nesse golpe. Que tal ler o artigo completo? Acesse aqui. Matéria | Nem limão, nem feijões: sem milagres contra à Covid-19 Esta matéria, publicada em 2020 pela Revista Piauí, apresenta casos de líderes religiosos que foram denunciados ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual de São Paulo por propagarem supostas curas da Covid-19 aos seus seguidores na internet. Entre os líderes citados estão Valdemiro Santiago e Waldeir de Oliveira. A matéria entrevista o pastor e professor de Teologia David Mesquiati, que ressalta que o problema não é crer e buscar milagres – algo comum em várias religiões –, o problema é transformar essa cura milagrosa em um produto. Leia o texto completo aqui. Reportagem | Líderes religiosos são investigados, mas raramente condenados Você sabia que existem pesquisas que demonstram a dificuldade de investigar supostos crimes financeiros cometidos por líderes religiosos? A reportagem investigativa transnacional “Paraísos de Dinheiro e Fé” analisou mais de 60 investigações de igrejas e líderes envolvidos com lavagem de dinheiro. A pesquisa relata vários casos na América Latina, incluindo pastores que possuem muita influência no Brasil, como João Batista e Edir Macedo – este último, inclusive, já foi condenado em 1992 por charlatanismo, estelionato e curandeirismo. Que tal ler a reportagem completa? Acesse aqui. Citação | O “Fator Deus”, José Saramago Em seu texto “O Fator Deus”, o escritor José Saramago reflete sobre as atrocidades cometidas e justificadas em nome de Deus. Ele cita vários fatos que ocorreram na história, como o ataque às Torres Gêmeas e a Inquisição. Veja uma citação extraída do texto: “Disse Nietzsche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel.” É uma citação que pode se relacionar com o nosso tema, o que você acha? O texto completo você encontra aqui! Você gostou dos repertórios que selecionamos sobre o tema “Charlatanismo e estelionato religioso”? Que tal treinar a sua escrita com o tema da semana? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Quer saber mais sobre os “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Muito se fala sobre os desafios dos estudantes de escola pública no acesso ao ensino superior, porém, pouco se discute sobre as dificuldades que eles encontram após ingressarem na universidade. Os obstáculos são muitos: a conciliação entre trabalho e estudo, a defasagem no aprendizado que tiveram anteriormente, o deslocamento casa/universidade e o relacionamento com um grupo socioeconômico diferente são alguns deles. Para ajudar você a fundamentar o tema “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”, separamos alguns repertórios para você entender o problema e até mesmo utilizar em sua redação. Continue a leitura! DOCUMENTÁRIO | Pro dia nascer feliz O documentário Pro dia nascer feliz (2005), do diretor João Jardim, retrata a realidade do sistema educacional brasileiro em diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. Neste documentário, alunos e professores de escola pública e particular do ensino básico são entrevistados. As realidades são contrastantes e revelam a desigualdade social no país. Apesar do documentário focar na educação básica, você pode utilizá-lo para argumentar sobre a desigualdade educacional entre as classes sociais e as consequências para o futuro desses jovens. O documentário completo está disponível no Youtube! VÍDEO | 3 visões sobre educação e desigualdade No vídeo 3 visões sobre educação e desigualdade, do Nexo Jornal, os professores José Francisco Soares, Maria Alice Setubal e Cristina Barreto de Paiva discutem sobre como as desigualdades afetam a educação no Brasil e o papel das instituições para reduzir esse problema. Os professores ressaltam que para uma sociedade ser justa é necessário que haja qualidade de educação para todos e isso inclui a igualdade de trajetórias, pois quando uma classe social tem mais acesso à educação do que outra ela terá mais oportunidades. Nesse sentido, no contexto do ensino superior, ela poderá ter mais facilidade para lidar com conteúdos mais complexos ou até mesmo ter domínio de uma segunda língua, por exemplo, diferente de alunos que não tiveram a mesma base de ensino. Se interessou? Assista ao vídeo completo a seguir: MATÉRIA | “As pessoas não acham que alguém como eu possa ser inteligente”: a vida dos alunos da periferia na USP Nesta matéria, da BBC News, estudantes da USP que vieram de escola pública contam as suas vivências dentro da universidade. Algumas dificuldades apontadas por eles são: a defasagem no ensino anterior, ter que conciliar os estudos com trabalho, o deslocamento até a universidade, a insalubridade das moradias estudantis, o preconceito de classe e a discriminação racial. Segundo o entrevistado Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, é necessário fortalecer as políticas de acolhimento, auxílio e permanência estudantil para que a inclusão no ensino superior seja de fato exercida. Leia um trecho da matéria abaixo: “Para ele (Renato Meirelles), o fato da universidade não ter sido ‘originalmente pensada para acomodar quem trabalha’ é um dos principais problemas dos alunos de baixa renda, que precisam eles mesmos se manter e muitas vezes até ajudar a família. ‘Eles não podem fazer cursos integrais e não têm tempo para estudar’, diz. E também não conseguem aproveitar uma das principais vantagens da universidade pública em relação à rede privada: o rico ambiente de desenvolvimento extracurricular.” Que tal ler a entrevista completa? Clique aqui! PENSADOR | Paulo Freire O pensamento do educador brasileiro Paulo Freire também pode enriquecer a tese da sua redação, viu? Considerado um dos pensadores mais referenciados no mundo, Freire defendia uma pedagogia baseada no diálogo como uma ferramenta de transformação do indivíduo e um meio de alcançar a justiça social. Sua metodologia é conhecida por ser pensada nas classes desfavorecidas. Ele defende que a dinâmica de aprendizagem deve estar conectada às experiências de vida dos estudantes. Nesse sentido, o educador deve se colocar em igualdade com o aluno, ou seja, ter humildade e flexibilidade para ouvi-lo, fazendo com que ele se torne um aprendiz ativo. Essa ideia de igualdade é exposta em uma das suas célebres frases, presente no livro Pedagogia da autonomia (1996): “A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.” DADOS | Corte em universidades federais afeta pesquisa e auxílio a alunos carentes Fique de olho nas atualidades! Com a pandemia do coronavírus e a crise econômica, as universidades federais sofreram vários cortes no orçamento. Os alunos de baixa renda, que necessitam das políticas de permanência e assistência estudantil, são os mais afetados. Esta matéria do jornal GZH relata a situação e apresenta dados sobre os cortes orçamentários. Veja um trecho a seguir: “Alguns alunos estão em situação bem penosa: entraram na universidade, mas dependem do auxílio para permanecer. Muitos têm pais que perderam emprego durante a pandemia ou, pior, perderam os pais para a covid e ficaram sozinhos com os irmãos. Imagina o desespero de uma pessoa em talvez não conseguir terminar a graduação, a única forma de ter uma vida mais digna — diz Ana Boff de Godoy, chefe do Departamento de Educação e Humanidades da UFCSPA e organizadora da campanha.” (Leia a matéria completa aqui) Além das dificuldades financeiras, lembre-se de que os estudantes de baixa renda também foram os mais afetados no ensino remoto devido à falta de recursos digitais. DOCUMENTÁRIO | Espero tua (re)volta Por fim, o documentário brasileiro Espero tua (re)volta (2019), da diretora Eliza Capai, apresenta um panorama do movimento estudantil no Brasil, com foco nas ocupações realizadas por estudantes secundaristas em São Paulo, no ano de 2015. Nesse ano, os alunos secundaristas ocuparam as escolas e as ruas para protestar, especialmente, contra a reestruturação do sistema educacional estadual proposta pelo governo Alckmin – medida que previa o fechamento de quase 100 escolas estaduais paulistas. Esse movimento inspirou a mobilização estudantil em escolas e universidades públicas que ocorreu em 2016. O filme retrata as inquietações, vivências e a esperança dos alunos por uma educação igualitária e uma

Você já preparou a sua lista de repertórios? Ainda não? Confira a lista de repertórios curingas que preparamos para você utilizar em qualquer tema! Já falamos por aqui sobre a importância de estudar a redação por eixos temáticos, lendo livros e notícias, assistindo a filmes e séries sobre cada temática. Porém, saiba que ter bons repertórios curingas é uma ótima estratégia para você se sair bem em qualquer tema de redação. O que são repertórios curingas? São considerados repertórios curingas aqueles que abordam assuntos diversos ou mesmo um conceito-chave – por exemplo, relacionado a direitos humanos –, que servirão como uma “carta na manga” para você fundamentar a sua tese independente do tema de redação. Sabe aquela série que você assistiu e que aborda vários assuntos diferentes? Então, ela pode ser um repertório muito produtivo! Para ajudar você em seus estudos, a nossa dica de hoje é uma lista de repertórios curingas que englobam os diversos eixos temáticos: educação, meio ambiente, cultura e comportamento, segurança, linguagem e tecnologias, direitos e cidadania. Vamos conferir? SÉRIE | Anne With An E A nossa primeira indicação é a série canadense Anne With An E (2017), disponível na Netflix. A série narra a história da protagonista Anne Shirley, uma menina órfã que é adotada por engano por um casal de irmãos em idade avançada. O cenário da trama se passa no começo do século XX em uma pequena cidade do Canadá, chamada Green Gables. Anne tem uma personalidade muito marcante. Ela é inteligente, extrovertida, imaginativa e questionadora, o que faz com que ela enfrente muitos preconceitos na sociedade da época – e que refletem até os dias de hoje. A série aborda vários assuntos pertinentes que podem cair na redação. Um deles é a diversidade na configuração familiar, visto que a família adotiva de Anne é composta por dois irmãos idosos que nunca se casaram e sofrem estigmas por isso. Outros temas relacionados são: a importância da educação e incentivo à leitura, papéis de gênero, racismo, homofobia, bullying, meio ambiente, catequização dos povos indígenas, entre outros. https://youtu.be/bBervTlBurY SÉRIE | Black Mirror Black Mirror (2011) é outra série curinga, disponível na Netflix, que vale a pena assistir com um caderninho na mão! Para quem nunca viu, trata-se de uma série de ficção científica, criada por Charlie Brooker, que aborda de forma distópica a nossa relação com a tecnologia. Os episódios não possuem uma sequência, ou seja, cada episódio conta uma história diferente carregada de crítica social. Essa série praticamente engloba todos os eixos temáticos, com destaque especial para temas relacionados ao capitalismo, desigualdade social, vazamento de fotos na internet, alienação, inteligência artificial e a sociedade do espetáculo. Vale muito a pena ver as cinco temporadas. Porém, fique de olho nestes episódios: LIVRO | Cidadão de papel, Gilberto Dimenstein Mais curinga que este livro não há! O livro Cidadão de Papel (1994), escrito por Gilberto Dimenstein, discute sobre os direitos das crianças e adolescentes no Brasil. Neste livro, o autor aponta que os direitos dos cidadãos são garantidos apenas na Constituição, ou seja, na prática eles não existem – daí o termo “cidadão de papel”. Para fundamentar essa crítica, ele destaca as altas taxas de desemprego, violência, analfabetismo e fome existentes no país. Assim como a própria Constituição – que também pode ser utilizada como repertório –, este livro é um curingão para embasar a sua defesa, uma vez que o autor discute sobre questões fundamentais: cidadania, democracia e direitos humanos. São conceitos que podem servir como repertório para diversos temas relacionados à desigualdade social, desemprego, renda, violência, direitos das minorias, acesso à saúde, entre outros. FILME | Escritores da liberdade É bem provável que você já tenha visto esse filme, pois ele é um clássico! Baseado em fatos reais, Escritores da liberdade (2007) tem como protagonista a professora Erin Gruwell que começa a lecionar em uma escola localizada em um bairro periférico dos EUA. Ao se deparar com a realidade da turma, marcada pela violência, pobreza e preconceito, Erin aplica um método de ensino diferente do tradicional que transforma a vida dos jovens. Com esse método, os alunos se tornam mais participativos, críticos e resilientes. Esse filme destaca a importância da educação e a relação entre professor e aluno, o que pode servir de base para a solução que você deve elaborar diante do problema proposto na redação. No mais, outras questões também são abordadas, como desigualdade social, violência, tráfico de drogas e racismo. SÉRIE | Explicando Explicando (2018) é uma série documental, produzida em parceria com o site Vox, que debate sobre diversos assuntos de forma bem didática e com a participação de vários especialistas. Praticamente, a série engloba todos os eixos temáticos, desde o meio ambiente à cultura e lazer. Os episódios são curtinhos e cada um deles aborda um tema pertinente à nossa atualidade. Por exemplo, a pandemia do coronavírus, o conceito de politicamente correto, a discussão em torno da cannabis, a crise climática e o direito ao voto. A série também está disponível na Netflix. MÚSICA | Velha roupa colorida, Belchior Nada melhor do que uma boa música, não é? Nossa última indicação é a música “Velha roupa colorida”, composta por Belchior. Ela foi lançada na época da ditadura militar no Brasil, nos anos 70, e se tornou um clássico na voz de Elis Regina. Essa canção fala, sobretudo, de mudanças sociais e esperança. E nada mais curinga do que uma citação sobre transformar a realidade, não é? Afinal, toda redação (principalmente do ENEM) exige que você apresente uma solução para o problema – o que não deixa de ser uma proposta de mudança. Você pode utilizar apenas uma citação da música. Mas, lembre-se, desde que muito bem contextualizada, ok? Veja um trecho a seguir: No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais Você não sente, não vê

Quer saber mais sobre o mito da meritocracia e as desigualdades sociais? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A discussão sobre meritocracia no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Quem defende essa ideia acredita que basta você se esforçar para alcançar – e merecer – sucesso. Já quem critica afirma que a meritocracia é um mito, uma vez que ela não condiz com a realidade e só aprofunda as desigualdades sociais entre classe, raça e gênero. Nesse sentido, a questão levantada é: para alcançar o tão desejado sucesso, não basta apenas esforço individual, é necessário ter oportunidades. Foi pensando nesse debate que selecionamos alguns repertórios socioculturais para você utilizar na redação e se aprofundar no tema da semana: “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”. Vamos lá? VÍDEO | Meritocracia e privilégios Você já parou para refletir sobre privilégios? Neste vídeo, o Rafael Takanashi apresenta o que é privilégio e a sua relação com o sistema meritocrático. Para ilustrar, ele explica como a população negra foi desfavorecida historicamente desde o regime de escravatura no Brasil. Hoje, como reflexo do passado, as pessoas negras possuem menos acesso à educação, moradia e saúde em relação a pessoas brancas. A partir disso, o vídeo mostra que a ideia de igualdade de oportunidades que a meritocracia tanto defende na verdade não existe e, para além disso, ainda mascara a desigualdade social que vivemos. https://youtu.be/5ojdeMLXeqE VÍDEO | Desigualdade social e meritocracia Neste vídeo, do Politize!, você pode entender um pouco mais sobre o conceito de meritocracia, as duas visões opostas sobre ela e o problema da ideologia meritocrática: o não reconhecimento das desigualdades sociais. Para explicar esse problema, o vídeo apresenta o conceito de justiça do filósofo John Rawls. Para o autor, as diferenças entre as pessoas resultam de uma “loteria natural”, em que alguns já nascem com vantagens sociais em relação a outros. Diante disso, o autor afirma que para todas as pessoas serem tratadas como iguais – assim como defende a meritocracia –, é necessário que elas tenham as mesmas oportunidades em uma sociedade. Artigo | O que é equidade? Já que estamos falando de oportunidades, você sabe o que é equidade? Este artigo, do Politize! e do Instituto Mattos Filho, explica a diferença entre igualdade e equidade e o motivo desta última ser uma prática fundamental para a promoção da justiça social. Sobre isso, ele diz o seguinte: “A adoção de políticas baseadas na equidade carrega valores humanitários que buscam melhorar a sociedade em seus diversos campos. As desigualdades ainda estão muito presentes em nossa realidade e o princípio da igualdade mostrou-se insuficiente para as reduzir, por não reconhecer as necessidades próprias que muitos indivíduos e grupos têm.” Basicamente, a diferença é que a equidade (ao contrário da igualdade) reconhece as diferenças sociais e oferece as condições necessárias para que as populações vulneráveis possam alcançar as demais. Um conceito interessante para você utilizar na redação, né? O artigo está disponível aqui. ENTREVISTA | A meritocracia é um mito que alimenta as desigualdades, diz Sidney Chalhoub Nesta entrevista, o professor de história Sidney Chalhoub fala sobre a importância das cotas étnico-raciais nas universidades. Na ocasião, ele aponta que as pessoas que são contra às cotas e programas sociais geralmente utilizam argumentos meritocráticos para deslegitimar a importância delas. Em vista disso, ele afirma que as ações afirmativas são importantes para a reparação e promoção da justiça social, pois é uma forma de diminuir as desigualdades e dar oportunidades para pessoas negras, indígenas e pobres ingressarem na universidade. Nas palavras dele: “A meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é um mito que precisa ser combatido tanto na teoria quanto na prática.” Leia a entrevista completa aqui. TED | A tirania do mérito Nesta TED, o filósofo estadunidense Michael J. Sandel fala sobre como o discurso da meritocracia reforça a polarização entre a sociedade e escancara a desigualdade social. Ele também nos convida a refletir sobre a dignidade do trabalho e o significado de sucesso. Nas palavras dele, “o trabalho não é só sobre ganhar a vida”. É sobre contribuir para a sociedade e ser reconhecido por isso. Uma enfermeira, um entregador de delivery ou um gari deveria ter o mesmo reconhecimento que um médico, por exemplo, pois eles também contribuem para a sociedade. Porém a gente sabe que a desigualdade social também se manifesta nos trabalhos, não é? A solução que ele propõe para acabar com isso é a garantia de empregos dignos e salários justos. Assista ao vídeo com tradução aqui. SÉRIE | 3% Agora vamos de entretenimento? Você já viu a série 3%? É uma série brasileira de ficção científica distópica, lançada pela Netflix, que aborda justamente o nosso tema da semana: meritocracia e desigualdades sociais. A história se passa em um futuro distante e apresenta a sociedade dividida em duas regiões: de um lado, o Continente (onde há miséria); do outro lado, o Maralto (onde há abundância). Na série, os jovens que fazem 20 anos e vivem no Continente passam por uma prova rigorosa chamada Processo, cujo slogan é “Você é o criador do seu próprio mérito”. Nesta prova, apenas 3% da população tem direito de chegar no Maralto, ou seja, de ascender socialmente. O restante, 97%, continua vivendo em um mundo de extrema pobreza. Já viu que é um bom repertório, né? Então prepara a pipoca! 🙂 A série está disponível na Netflix. Agora que você tem vários repertórios para o tema “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”, bora praticar? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma. Nós corrigimos ela em até 3 dias úteis!
Você já parou para refletir sobre “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil?” Confira o tema da semana e escreva a sua redação sobre ele! O tráfico de drogas é um problema cada vez mais urgente no mundo e, principalmente, no atual cenário brasileiro. Basta olharmos para as manchetes de jornais e o número crescente de encarceramentos relacionados a ele. Diante dessa problemática, é importante refletirmos sobre as medidas eficazes para o fim do tráfico de drogas em nosso país. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Selecione, organize e relacione argumentos e fatos, de forma coerente e coesa, para a defesa do seu ponto de vista. Por fim, elabore uma proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos. TEXTO 1 Legislação brasileira de prevenção ao abuso de drogas A Lei nº 11.343/2006, que rege a política pública sobre drogas, estabelece como um dos princípios da prevenção “o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual” e preconiza também o “não-uso” ou o “retardamento do uso” e a redução de riscos como os objetivos almejados para ações preventivas. Com as recentes alterações trazidas pela Lei nº 13.840/2019, no entanto, o sistema deixou de assumir a perspectiva da redução de danos, adotando a abstinência como única abordagem ao uso de drogas. É estipulado que haja a implantação de programas de prevenção em instituições de ensino público e privado e, para tanto, os profissionais dos três níveis de ensino devem receber formação por meio de políticas de educação continuada. As pesquisas, no entanto, mostram o despreparo dos professores para o desempenho dessa função por medo, falta de informação ou de habilidade para abordar o tema. Fonte: scielo TEXTO 2 RACISMO, PROIBICIONISMO E A GUERRA ÀS DROGAS NO BRASIL É sempre importante lembrar que o racismo é um elemento que constrói desigualdade no Brasil, só para ilustrar o problema: segundo os dados do IBGE de 2018, entre o grupo das pessoas mais pobres 75% eram pessoas negras. O sistema educacional brasileiro não passou ileso por essa condição, a eugenia e o racismo foram motores dos marcos inaugurais dessa política pública no início do século XX. A promulgação das Leis nº 10.639/03 e a nº11.745/ e as Diretrizes Curriculares para a Educação Étnico e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana que orientam que tornam obrigatório o trabalhos dessa natureza das escolas é o grande marco de reação civilizacional de enfrentamento ao racismo através da educação. Podemos compreender o paradigma proibicionista como aquele que se fundamenta na crença da abstinência total do uso de qualquer droga, parte da premissa de que o consumo de drogas é uma prática prescindível e danosa tanto a quem usa como a toda sociedade, logo a repressão à produção, à circulação, ao comércio de drogas deveriam ser reprimidas pelo Estado. Em suma, para o paradigma proibicionista, a nocividade intrínseca de determinadas substâncias confere legitimidade ao Estado proibir o seu consumo; e a criminalização da circulação, do comércio e da produção dessas substâncias acabam por se concretizar como uma alternativa para o Estado no sentido de coibir, em tese, a presença dessas substâncias na sociedade. Assim, para compreender o que chamamos por “guerra às drogas” no Brasil é importante ter no horizonte que somos um país racista. O paradigma do proibicionismo sempre orientou as formulações das leis de drogas no país, inclusive, a legislação que está em vigor é proibicionista e articulado com o racismo, fortalece expedientes estatais promotores de violações e, sobretudo, da distribuição desigual das mortes promovidas por forças estatais que se concentram sobremaneira entre o contingente populacional de jovens negros. A guerra às drogas sob a égide moral de defender a sociedade, elege os chamados “traficantes” como inimigos a serem combatidos, constrói uma matriz discursiva que associa intencionalmente adolescentes e jovens moradores de periferia ou de favelas, via de regra, negros, à promotores de toda sorte de violência e ao tráfico de drogas. Esse tipo de representação é difundida como verdade pelos meios de comunicação de massa, em particular, por meio de programas de TV sensacionalistas que ocupam grandes faixas na tv aberta nacional. Os bairros empobrecidos, periferizados e/ favelizados, na lógica de operação das “Guerra às Drogas” são entendidos como territórios inimigos, logo, operações militares de guerra se justificam para atuação nesses lugares, o que do fim ao cabo, apenas servem para fazer pequenas apreensões de drogas, produzir muitas prisões de jovens e fortalecer a construção de imagem negativa a respeito desses território. O encarceramento em massa é, desta maneira, mais um subproduto da estratégia das “guerra às drogas”. Fonte: drogas quanto custa proibir Confira agora uma lista de repertórios socioculturais para o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!