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Quer saber mais sobre relacionamento abusivo entre pais e filhos? Confira a lista de repertório que preparamos para o tema!
Que atire a primeira pedra quem nunca pensou que nossos pais são os grandes responsáveis por nossas crises, choros e traumas. A verdade é que todo tipo de relacionamento é complicado em algum nível, pois nenhuma pessoa é igual à outra. Quando falamos de pais, então, a coisa tende a piorar, pois passamos as primeiras etapas da nossa vida ao lado deles (infância e adolescência, pelo menos). Estas primeiras etapas são aquelas em que nos sentimos mais sensíveis e inseguros, e por isso tudo que nossos pais fazem ou dizem tende a nos afetar.
Para ajudar a desenvolver a sua tese e preparar os seus argumentos sobre o tema dessa semana, trouxemos conteúdos que tratam sobre o assunto. Assim, estude-os e selecione aqueles que vão te auxiliar na defesa do seu ponto de vista na redação. Boa leitura!
Não é fácil identificar uma relação abusiva, e é ainda mais complicado de ver isto em relações entre pais e filhos. Neste artigo você irá ler sobre os filhos que estão isolados em quarentena com pais abusivos. As dificuldades com relação a isto são duas: identificar a relação tóxica e superá-la, pois, diferente de namoros, não há como simplesmente “terminar” uma relação com os pais.
Leia o artigo com calma, para entender mais sobre o assunto antes de iniciar a escrita da sua redação.
Neste documentário, disponível no Globoplay, pessoas próximas à cantora avaliam sua carreira, enquanto ela batalha com o pai no tribunal.
Além do documentário, é importante destacar o movimento “Free Britney”, que pede a liberdade da cantora. Desde 2008 os bens, a carreira e a vida pessoal de Britney são controlados pelo pai, Jamie Spears. De lá para cá, algumas pessoas têm citado abusos do pai. Iggy Azalea fez, recentemente, revelações sobre o assunto, como neste trecho:
“Eu a vi restringida até mesmo nas coisas mais bizarras e triviais: como quantos refrigerantes ela podia beber”.
Os filmes “Eu matei minha mãe” e “Mommy” – ambos do ator e cineasta canadense Xavier Dolan – mostram relações conturbadas entre uma mãe e seu filho.
No primeiro deles (Eu matei minha mãe), de 2009, é o próprio Xavier quem vive o personagem Hubert, filho de 17 anos de idade que vê a mãe com desprezo. A relação que se constrói entre a mãe e o filho se torna cada vez mais abusiva no decorrer do tempo.
No filme Mommy (2014), dirigido por Dolan, Diane Després é uma mulher com muitos problemas: um deles é seu filho, Steve, que acaba de ser expulso da instituição onde vinha sendo tratado por problemas de comportamento. Juntos, os dois têm uma relação de amor e ódio, expressa em picos de carência e violência. A tensão entre os dois é constante e qualquer motivo faz com que as conversas progridam para agressões.
Neste filme de 2017 é retratada a história de Christine McPherson, adolescente, e de sua mãe. A mãe frequentemente demonstra impaciência ao ver Christine tomando decisões com as quais não concorda. Vale destacar, no filme, a frustração da mãe quanto ao futuro imaginado para a filha, o que é um indício de relação abusiva entre pais e filhos.
Conhecido pela obra A Metamorfose, Kafka é conhecido hoje como um dos maiores escritores alemães de todos os tempos. Em Carta ao pai podemos ler a carta que Kafka escreveu (e nunca enviou) para seu pai, após ter ficado insatisfeito com a reação deste diante do anúncio de seu noivado. Nela, o filho expõe toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama, alternadamente, de tirano, regente, rei e Deus.
Este filme, disponível na Netflix, traz a história de uma mãe que cuida de sua filha e, juntas, elas passam por várias dificuldades. Até aí tudo bem, certo?
Devido a problemas de saúde, Chloe (a filha) toma remédios e vive isolada com a mãe. De acordo com os títulos de abertura, Chloe convive com uma série de doenças: arritmia, hemocromatose, asma, diabetes e paralisia. Isso a coloca em uma cadeira de rodas e ela precisa de uma variedade diária de comprimidos.
Porém, na verdade é a mãe quem faz a filha ficar com a paralisia, devido aos medicamentos dados, para que esta fique sempre ao seu lado.
Pegue sua pipoca e curta este ótimo suspense!
The Act, minissérie original de 2019 da Hulu, dramatiza a história verídica de Dee Dee e Gypsy, conhecidas mundialmente por um dos crimes mais bizarros dos EUA. A trama aborda o complexo e absurdo abuso parental sofrido por Gypsy, uma jovem que passou a vida inteira acreditando que tinha uma grave doença por causa de Dee Dee, sua mãe superprotetora.
Como você pode ver, já citamos diversos materiais e trouxemos conteúdos que podem te ajudar a refletir sobre o tema.
Além destes, é importante que você faça sua própria pesquisa sobre o assunto.
Lembrou de algum filme, livro ou vídeo que trate sobre o assunto, e que não citamos aqui? Conta pra gente! Talvez o seu repertório sociocultural possa ajudar outras pessoas a pensarem sobre o tema “Relacionamento abusivo entre pais e filhos”! Organize os repertórios e escreva seu texto!
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir