Conteúdos exclusivos sobre redação, preparação para provas e dicas para alcançar a nota máxima
Propostas atualizadas com análises, exemplos e repertórios para praticar a escrita dissertativo-argumentativa.
Domine as 5 competências avaliadas na redação do ENEM com dicas práticas e exemplos reais de redações nota 1000.
Citações, dados estatísticos, filmes, livros e referências culturais para enriquecer sua argumentação.
Análise dos temas cobrados em edições anteriores do ENEM e previsões para as próximas provas.
Artigos sobre políticas educacionais, vestibulares, ensino superior e temas relevantes para a educação brasileira.
Estratégias de preparação para concursos públicos com foco em redação discursiva e dissertativa.
O Blog do Redação Online é a maior fonte de conteúdo gratuito sobre redação para ENEM, vestibulares e concursos públicos no Brasil. Com mais de 1.400 artigos escritos por professores especializados, nosso blog cobre temas atuais, técnicas de escrita, repertório sociocultural e análises detalhadas das competências avaliadas nas provas.
Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h com feedback detalhado de especialistas aprovados nas melhores universidades
Ver Planos de Correção
Explore o tema 'Justiça com as Próprias Mãos' para sua redação! Analise diferentes perspectivas, use os textos de apoio e inspire-se no exemplo de redação. Prepare-se para o Enem, vestibulares e concu

Explore o tema da automedicação com dados alarmantes, a visão da OMS e os riscos da prática. Descubra como a automedicação impacta o sistema de saúde e encontre um exemplo de redação para te inspirar

Explore a temática da mulher na sociedade contemporânea! Analisamos desigualdade salarial, violência e participação política feminina com base em textos relevantes. Prepare-se para sua redação e o ENE

Polícia x Manifestantes: um tema complexo para sua redação! Analise diferentes perspectivas sobre o uso da força em protestos, com textos de apoio e um exemplo pronto. Domine a argumentação e garanta

Prepare-se para o tema de redação sobre a Lei da Palmada! Analisamos os textos de apoio, exploramos argumentos relevantes e oferecemos exemplos para você construir um texto dissertativo-argumentativo

Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Quando falamos de ansiedade, uma série de conceitos vem à nossa mente: ansiedade seria só se sentir nervoso por algo? Ou talvez, quem sabe, ansiedade seria esperar, com muita vontade, para que alguma coisa aconteça? Na verdade, o transtorno de ansiedade generalizada é uma doença mental, reconhecida e com a devida classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID). O desconhecimento geral do que é ou não uma manifestação do transtorno de ansiedade dá-se por pura falta de informação ou preconceito da população geral. Antes de redigir sua redação, é essencial que você saiba ao certo quais sintomas caracterizam um portador de transtorno de ansiedade generalizada e como essa doença diferencia-se de um “nervosismo passageiro” ou “frio na barriga”. Pensando em ampliar seus conhecimentos, selecionamos algumas sugestões de materiais que vão te ajudar a compreender mais eficazmente o transtorno de ansiedade. 1- Matéria de revista sobre o índice dos portadores de transtorno de ansiedade no Brasil. Disponível em: exame – Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS Acesso em: 14/06/2020. Quando falamos de transtorno de ansiedade generalizada (também conhecido por sua sigla- TAG) no Brasil, as notícias não são animadoras, pois, antes mesmo da pandemia, já éramos considerados o país mais ansioso do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Neste artigo, você encontrará dados de pesquisas na área, a evolução dos tratamentos para controle da ansiedade e opiniões de especialistas no segmento e estudiosos sobre a sociedade como um todo. 2- Artigo sobre as causas de ansiedade no Brasil. Disponível em: gauchazh clicrbs – Saiba por que os brasileiros são os mais ansiosos do mundo Acesso em: 14/06/2020. Ok, já sabemos que somos o povo mais ansioso do mundo (não que isso nos represente algum tipo de vitória, é claro), mas qual seria a causa disso? O que faz com que o Brasil seja um terreno tão fértil para o desenvolvimento dos processos ansiosos? O artigo recomendado aqui aponta as principais causas, além de outras informações bastante relevantes sobre o assunto. 3- Artigo especializado sobre a possibilidade de cura do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – como lidar com a ansiedade Acesso em: 14/06/2020. Uma vez que o transtorno de ansiedade generalizada é considerado uma doença mental, existe cura para ele? O artigo propõe a discussão exatamente sobre essa possibilidade. Aliás, o blog do site Vittude tem artigos muito bons e úteis quando tratamos de temáticas que falam sobre saúde mental. É uma ótima dica de consulta para as redações futuras de vocês. 4- Artigo sobre os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada. Disponível em: vittude – ansiedade generalizada Acesso em: 14/06/2020. Você sabe diferenciar a sensação de ansiedade natural da sensação causada pelo transtorno? Para que não restem mais dúvidas, entender os sintomas próprios do transtorno é mais do que importante. A indicação é novamente do site Vittude, que, como já dissemos, é uma rica fonte de materiais sobre o segmento. 5- Livro Coragem, de Raina Telgemeier. Editora Intrínseca. Disponível nas principais livrarias físicas e on-line do país. Em Coragem, a narradora conta sua própria experiência com o transtorno da ansiedade generalizada utilizando os quadrinhos como forma. O livro é capaz de simplificar (tanto quanto é possível simplificar a ansiedade) as crises de ansiedade de forma que qualquer leitor consiga entendê-las. Além disso, o uso de cores e os fundos dos quadros ajudam a expressar os sentimentos de Raina, a protagonista. Um livro simples, de fácil leitura, com o qual você não gastará nem uma hora, mas que te faz viver um pouco mais de perto a sensação do coração acelerado, do suor frio e da falta de ar causados pela ansiedade. 6- Artigo de revista sobre a saúde mental em tempos de coronavírus. Disponível em: saude abril – a epidemia oculta saúde mental na era da covid 19 Acesso em: 14/06/2020. Se lidar com os sintomas do transtorno de ansiedade já é uma luta diária normalmente, numa ocasião de estresse e tensão extremos, como a que temos vivido por conta da pandemia do coronavírus, a dificuldade da situação é elevada ao cubo. Atentos a isso, especialistas apontam que, após a pandemia da Covid-19, teremos uma nova preocupação: o crescimento ainda mais exponencial dos casos de ansiedade. 7- Artigo sobre a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde a respeito da saúde mental da população. Disponível em: noticias r7 – covid 19 saúde faz levantamento sobre saúde mental Acesso em: 14/06/2020. Para tentar medir e chegar a conclusões realistas, o Ministério da Saúde disponibilizou on-line um questionário para a população sobre a situação de sua saúde mental. O teste era aberto a todos que desejassem respondê-lo. Com foco direcionado às condições da saúde mental durante o período de isolamento social e surto do coronavírus, o questionário tem por objetivo subsidiar dados suficientes para que novos projetos de atendimento à saúde mental da população sejam elaborados. Por ser uma pesquisa recente, os dados conclusivos ainda não estão disponíveis, mas você pode conferir mais sobre a iniciativa do Ministério da Saúde no link acima. 8- Pesquisa no YouTube sobre como lidar com a ansiedade na quarentena. Disponível em: youtube – Pesquisa: como lidar com a ansiedade na quarentena Acesso em: 14/06/2020. É só dar aquela jogadinha básica do tema na barra de pesquisa do YouTube que você verá quantos resultados a página te retornará sobre o assunto. Os vídeos, dos mais variados autores, dão até mesmo dicas de como fazer para driblar a ansiedade em excesso durante a quarentena. 9- Vídeos do YouTube sobre os sintomas das crises de ansiedade. Disponíveis em: youtube – Como é uma CRISE DE ANSIEDADE? youtube – Como agir em caso de crise de ansiedade (pânico) Acesso em: 14/06/2020. Se você tem a sorte de nunca ter passado ou presenciado alguém passando por uma crise de ansiedade, talvez as sensações físicas dela não te façam muito sentido. Nos dois vídeos da psiquiatra Maria Fernanda, a doutora explica de forma
Leia os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação sugerida abaixo. Texto 1 Como lidar com estresse e ansiedade em tempos de Covid-19 Levantamento preliminar junto à Central 160 revela quadros de estresse agudo e ansiedade relacionados à pandemia O contexto de incertezas da pandemia pelo novo coronavírus tem provocado reações de estresse agudo e ansiedade na população fluminense, segundo levantamento preliminar da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) junto à Central 160, serviço gratuito do estado do Rio de Janeiro para tirar dúvidas por telefone. A psiquiatra Sandra Fortes, professora associada de Saúde Mental e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), atualmente consultora da Superintendência de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis (SAPV) da SES-RJ, alerta que a falta de ar e a dificuldade para respirar que caracterizam esses quadros podem ser confundidas com sintomas de Covid-19. “É importante observar essas sensações para saber se o que está ocorrendo é um quadro de estresse agudo, uma crise de ansiedade ou uma síndrome gripal, que pode indicar suspeita de infecção pelo novo coronavírus”, orienta. As reações ao estresse agudo e os quadros de ansiedade se manifestam por sentimentos de angústia, sensação de tensão e de “nervoso” e por muitos sintomas físicos, como coração disparado (taquicardia), contração muscular (que pode levar a dor de cabeça), falta de ar (geralmente uma sensação de “prender o ar” ou não conseguir respirar direito), tremedeiras (tremores, sensação de estar com a “carne tremendo”) e fadiga. A ansiedade também pode levar a alterações de sono e apetite, a pensamentos repetitivos e à sensação de haver mais problemas além dos já existentes, além de provocar impaciência, irritação e mudanças repentinas de humor, com presença de rompantes de agressividade, em alguns casos. “Crises de ansiedade estão ligadas ao medo, à sensação de impotência e perda de controle sobre a vida. Também pode ser provocada pela ausência de informação ou por dados incorretos e alarmistas; pela forma como encaramos os problemas e as fantasias em nossa mente”, complementa Sandra. A evolução do quadro de ansiedade pode levar à ocorrência de crise de pânico, uma manifestação psíquica mais grave, que provoca sensações angustiantes associadas ao risco de morte iminente, com sinais físicos como taquicardia, falta de ar, aperto no peito e até um pequeno grau de hipertensão. “A crise de pânico costuma acontecer em pessoas que já têm quadros ansiosos e depressivos anteriores. Nesses casos, é recomendado atendimento médico, pois o tratamento envolve a prescrição de medicação psicotrópica. Em casos mais graves, é necessário atendimento especializado, com acompanhamento psicoterapêutico, que pode ser on-line”, esclarece a psiquiatra. Como parte integrante da Rede de Atenção Psicossocial, a Atenção Primária à Saúde pode realizar o cuidado ao estresse agudo e às crises de ansiedade, recorrendo ao processo de apoio de saúde mental e matriciamento das equipes. “É necessário haver escuta diferenciada, empática, atenta e sem julgamentos, a fim de compreender o paciente. Deve-se agir não só para excluir o diagnóstico de Covid-19, mas também para confirmar o quadro de ansiedade, que pode demandar intervenções terapêuticas”, destaca Sandra. […] Fonte: www.saude.rj.gov.br Acesso em 14/06/2020. Texto 2 Pandemia de Covid-19 faz dobrar casos de ansiedade, diz pesquisa De acordo com estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as mulheres são mais propensas a sofrer com a doença durante a crise. Os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19 e o isolamento social forçado, segundo estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Publicado online pela The Lancet, embora ainda sem revisão, o levantamento revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%. A pesquisa revela que as mulheres são mais propensas a sofrer com ansiedade e depressão durante a epidemia, em especial as que continuam trabalhando, porque se sentem ainda mais sobrecarregadas acumulando tarefas domésticas e cuidados com os filhos em casa. Outros fatores de risco são a alimentação desregrada, doenças preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar. “Fatores sociais também aumentam os níveis de adoecimento mental”, explica Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do trabalho. “Trabalhadores que precisam sair de casa durante a quarentena, entregadores, pessoas que trabalham no transporte público ou em supermercados, profissionais de saúde, todos apresentam indicadores mais elevados quando comparados aos que estão em casa. Eles se veem mais vulneráveis à contaminação e, por isso, mais ansiosos e estressados.” No caso da depressão, as principais causas são a idade avançada, o baixo nível de escolaridade e o medo de passar a infecção para pessoas mais vulneráveis. “A presença de um idoso em casa, que são as pessoas mais vulneráveis e que têm maior porcentual de letalidade, cria um nível de estresse aumentado, pelo temor de passar o vírus”, exemplificou. […] Fonte: www.noticias.r7.com Acesso em 14/06/2020. Texto 3 Fonte: www.agazeta.com.br Acesso em 19/06/2020. Com base na leitura dos textos motivadores, somada aos seus conhecimentos particulares, construa uma redação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Ansiedade e depressão em tempos de pandemia. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Ansiedade: a doença dos millennials Tema de redação: Depressão e seus impactos na sociedade brasileira Tema de redação: Depressão no meio acadêmico Tema de Redação: Excesso de trabalho e saúde mental Tema de Redação: Saúde mental no século XXI Tema de Redação: Coronavírus e emergência na saúde global

A jornada pela aprovação no ENEM é desafiadora. A principal prova do vestibular, a redação, é aquela que mais demanda esforço por parte dos estudantes e das escolas. O desafio deve-se ao fato de a redação exigir que o aluno integre conhecimentos e demonstre capacidade argumentativa. Além disso, é notável que o perfil dos estudantes mudou nos últimos anos. É pouco comum que os adolescentes desenvolvam, por conta própria, o hábito da escrita. O acesso às tecnologias e às novas formas de comunicação afasta os estudantes da prática de escrita manual, principalmente, de textos dissertativos-argumentativos. Por isso, a escola precisa desenvolver novas metodologias para ajudar os estudantes neste percurso. Nesse sentido, a tecnologia é uma grande aliada. Preparamos este artigo para explicar como utilizar a tecnologia na preparação de estudantes de ensino médio para a redação do ENEM e dos principais vestibulares do país. Leia até o final e descubra: Como preparar estudantes de ensino médio para a redação? Muitos estudantes de ensino médio têm dificuldades na preparação para as provas de redação nos vestibulares. Essas dificuldades podem ter como origem a falta de preparação durante o ensino fundamental ou, ainda, a frustração com os desafios da dissertação argumentativa. Afinal, o caminho para ir das primeiras linhas à nota mil é marcado por inúmeros erros, acertos e novas tentativas. A redação é a prova com maior carga de complexidade, porque requer do estudante a habilidade de relacionar conteúdos de áreas distintas para defender seu argumento. Além disso, é uma prova que testa a capacidade de resolver problemas e propor soluções a partir dos conhecimentos obtidos durante a formação. Por isso, é importante que o estudante aprenda: Para desenvolver uma metodologia que garanta o sucesso dos estudantes nestes três pilares é preciso aplicar recursos tecnológicos que aumentem a qualidade didática do processo de ensino e aprendizagem. Essas tecnologias precisam otimizar os aspectos fundamentais da preparação para a prova de redação: Rotina de estudos para Redação do ENEM A prática periódica da escrita de redação aprimora a habilidade do estudante. No entanto, é difícil para as escolas proporem esta rotina de estudo que, é claro, vai além de solicitar uma redação por semana. É preciso estruturar o programa de treinamento de escrita, indicando para o estudante quais os objetivos de cada etapa. Dessa forma, é possível criar um programa com as seguintes etapas: Você pode alinhar estas etapas entre as aulas teóricas e as tarefas práticas de escrita. Há duas formas básicas de utilizar esta estrutura. Você pode propor aos estudantes a escrita de cada etapa ou propor que escrevam redações completas, indicando qual será o foco da avaliação e do feedback. Aliás, as duas principais características de um plano de aprendizagem de redações, que mantenha os estudantes em uma rotina de estudos, são os objetivos e os feedbacks. Primeiro, porque é importante que os vestibulandos criem um pensamento mais estruturado sobre as partes da redação. Logo, estabelecer uma divisão de objetivos de aprendizagem facilita essa compreensão. Além disso, o feedback personalizado de cada redação é enriquecedor para o estudante. Assim, ele saberá quais são suas habilidades já desenvolvidas e aquelas que precisam de maior dedicação. Acompanhamento do estudante vestibulando O processo de aprendizagem da redação exige da escola a gestão de competências dos estudante. Isso significa que, para ajudar o aluno a desenvolver suas habilidades, a escola precisa conhecer: O plano de treinamento de habilidades desenvolvido para a rotina do estudante deve considerar estes quatro aspectos. Abaixo, vamos demonstrar como você pode avaliar o estudante para construir um plano personalizado. Avaliação de habilidades Tradicionalmente, as provas bimestrais ou semestrais teriam como objetivo avaliar as habilidades dos estudantes. No entanto, para além dos requisitos legais para aprovação, existem outros métodos de avaliação. No que se refere à redação, é possível avaliar os estudantes na prática. De forma simples, basta pedir que escrevam uma redação no modelo do ENEM e, depois, avaliar o estado atual das habilidades do estudante. Para isso, você precisa listar as competências exigidas pelo ENEM e, então, verificar se o estudante já consegue cumprir tais diretrizes. O ENEM avalia cinco competências na prova de redação: Diante da primeira redação do estudante, você pode fazer uma avaliação quantitativa e uma avaliação qualitativa dessas competências. Para isso, atribua uma nota, conforme o padrão de avaliação do ENEM e descreva como cada competência pode ser melhorada. Com base nos resultados, você pode construir um plano de estudos personalizado para cada estudante. Se preferir, também é possível criar pequenos grupos de estudos com alunos que possuem dificuldades semelhantes. Oportunidades e dificuldades de aprendizado Após mapear as habilidades dos estudantes, você precisa conhecer suas principais dificuldades de aprendizado e as oportunidades para facilitar o desenvolvimento das competências necessárias. Há diferentes formas de conhecer estes aspectos. Citaremos algumas: Com este levantamento, você pode conhecer características do estudante que, normalmente, não são identificadas na sala de aula. Isso é útil para a construção do plano de aprendizagem, porque possibilita organizar metodologias mais eficazes. Por exemplo, Além de propor maior um maior engajamento, deixará claro os diferenciais da sua escola. Redação Online: plataforma prepara estudantes para Redação do ENEM Mostramos que é possível facilitar o processo de aprendizagem dos estudantes com A pergunta agora é: como a tecnologia pode deixar este processo ainda melhor? Com a plataforma da Redação Online, você consegue fazer o planejamento, acompanhamento, avaliação do aprendizado e muito mais. Além disso, consegue delegar processos repetitivos como a correção de redações. Assim, com a Redação Online, seus alunos recebem feedbacks rapidamente com o detalhamento necessário para desenvolver seu conhecimento na escrita da redação. Dentro da escola, você pode fazer todo planejamento metodológico e contar com a parceria da Redação Online para colocá-lo em prática. Muitos estudantes já utilizam plataformas digitais para se preparar para os vestibulares. Ao firmar uma parceria com a Redação Online, você utiliza esta tendência dos vestibulandos para aprimorar a didática da sua escola. Como resultado, pais, estudantes e professores ficarão satisfeitos com o desempenho no ENEM. Na prática, os estudantes

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Estereótipos na mídia e na literatura Você já pensou com um pouco mais de atenção por que grande parte das vilãs de novela tem cabelos escuros ou por que personagens da terceira idade sempre aparentam fragilidade? Muitas vezes, achamos que aquilo que vemos e lemos nos influencia somente com relação aos padrões de beleza, mas não é bem assim. Na verdade, não é nada assim. Os padrões que vemos representados repetidamente nas diferentes formas de mídias, os famosos estereótipos, moldam nosso modo de ver e interpretar as pessoas, ou seja, reproduzimos um modelo de um contexto irreal no nosso contexto real. Mas qual é o problema disso? O problema está quando o estereótipo se torna uma maneira de preconceito ou de perpetuar formas diversas de racismo e xenofobia, fortalecendo a cultura da divisão entre as pessoas por conta de suas diferenças. E o que acontece quando a divisão entre as pessoas é incentivada? Você já deve estar cansado (a) de saber: intolerância, a mesma intolerância que inicia guerras e separa famílias. As indicações abaixo serão bastante úteis para que você aprofunde seus conhecimentos a respeito do tema da semana, mas também é bastante interessante que você comece a analisar filmes, séries, propagandas e personagens de livros com um olhar um pouco mais atento no que diz respeito à construção dos estereótipos. 1-Matéria on-line sobre o estigma com relação à terceira idade. Disponível em: portal do envelhecimento Acesso em: 20/05/2020. De forma curta e objetiva, mas muito rica, os autores da matéria, Rodrigo Saraiva de Souza e Ruth Gelehrter da Costa Lopes, conseguem, com base na teoria de Freud, demonstrar o quanto a mídia colabora para a formação do pensamento de que todo idoso é chato e reclamão. Para fundamentar seu argumento, os autores utilizam o exemplo de uma propaganda que foi repetidamente veiculada no Brasil e da qual você certamente se lembrará. 2- Artigo científico sobre os estereótipos nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: congressos cbce Acesso em: 20/05/2020. Há algumas semanas, nosso tema para a proposta de redação foi justamente a condição dos atletas paraolímpicos no Brasil, por isso, achamos interessante que vocês tenham acesso a este texto. O artigo, que contou com pesquisa quantitativa e qualitativa para sua fundamentação, trata do quanto a mídia molda a visão dos telespectadores com relação aos atletas que participaram dos Jogos Paraolímpicos. Além disso, ainda há gráficos que demonstram a reação dos telespectadores diante de alguns vídeos e quais sentimentos foram despertados após o momento de visualização. 3- Matéria de revista universitária sobre o poder das piadas no reforço dos estereótipos. Disponível em: unicamp Acesso em: 20/05/2020. Alguém conta aquela típica piada envolvendo um português ou uma mulher loira. Todos riem, afinal, esse é o objetivo das piadas, não é mesmo? Entretanto, o estereótipo de certas pessoas criado pelas piadas é uma forma de gerar ou fortalecer a discriminação, e o pior: de forma velada, pois, por se tratar de algo que tem por objetivo principal alcançar o humor, as pessoas acabam considerando como “uma brincadeira”. A matéria, postada em uma das revistas universitárias mais respeitadas do país, a da Unicamp, resume parte da pesquisa dissertativa de Alan Lobo de Souza, com orientação de ninguém menos do que Sírio Possenti, uma das maiores autoridades do campo da Linguística atualmente. 4- Vídeo do YouTube sobre modelos e cores de vestimentas femininas e masculinas. Disponível em: Moda infantil: rosa e azul? Acesso em: 20/05/2020. Meninos usam calça, meninas usam saia. Meninos usam azul, meninas usam rosa. Mas será que sempre foi assim? E de onde surgiram esses conceitos? A historiadora Eneida Queiroz explica de forma brilhante a evolução histórica nas formas de se vestir de meninos e meninas e a origem do rosa para meninas e azul para meninos. Aliás, o canal da historiadora é muito útil para todos que têm interesse ou precisam saber mais sobre a área. Com poucos minutos, ela te enriquece com bastante cultura. 5- Clipe Superwoman, de Alicia Keys. Disponível em: Superwoman Acesso em: 20/05/2020. Quando falamos em “Mulher Maravilha” ou “Supermulher”, em que ou quem você pensa? Provavelmente, naquela mulher de corpo perfeito, usando roupas vermelhas e azuis, ou até mesmo na atriz Gal Gadot, a última intérprete da personagem Mulher Maravilha no cinema. No clipe selecionado, Alicia Keys descontrói a visão da Superwoman, mostrando quem são as mulheres maravilha ou as supermulheres da vida real. 6- Desenhos animados da Disney (Coleção “Princesas”). Disponível por locação no YouTube. Gostaríamos que você olhasse com um pouco mais de atenção as princesas mais antigas da Disney: Cinderella e Branca de Neve. Já notou que todas elas são belíssimas e estão insatisfeitas com alguma situação em sua vida? Essa insatisfação, inclusive, é o que dá o tom dos contos de fadas, fazendo com que as belas princesas passem por uma série de percalços, até serem salvas por um maravilhoso e valente príncipe. Mas por que essas princesas não poderiam se proteger ou se salvar sozinhas? Por que há a necessidade do corajoso príncipe no conto? E, principalmente, o quanto isso ajuda na desvalorização da mulher e na exaltação do homem como salvador? Os desenhos da Disney, inspirados nos clássicos contos de fadas (mas adaptados ao público infantil, claro), trazem outro ponto que podemos salientar: as vilãs. Como elas são? Quais são as características semelhantes entre elas? Como a imagem das vilãs contribui com a ideia de que mulheres de cabelos escuros, curtos e com sobrancelhas arqueadas têm “cara de má”? 7- Filme Legalmente Loira (de 2001). Disponível por locação no YouTube. Em Legalmente Loira, Elle Woods, formada em Moda, de família rica, presidente de uma irmandade e, claro, loira, decide estudar Direito (os motivos você descobrirá no próprio filme). A produção cinematográfica tem um tom leve, com cenas bastante engraçadas, mas que revelam quanta discriminação e julgamento há numa situação como essa e como tal situação ainda ocorre, mesmo hoje. Seja bem sincero (a): qual imagem mental você tem de uma mulher que decide fazer

Leia e interprete os textos motivadores que se seguem para desenvolver a proposta de redação desta semana com estereótipos na mídia e na literatura – tema. Texto 1 Preconceito: pesquisa comprova que a mídia reforça estereótipos de gênero para crianças Sim, os papéis dos personagens na TV, no cinema e na televisão ensinam o que a cultura espera do seu filho de acordo com o gênero. NAÍMA SALEH 14 JUL 2017 – 11H19 Existe um movimento grande no sentido de libertar as crianças dos estereótipos de gênero. Ficou fora de moda achar que rosa é para menina e azul para menino. Famílias têm se esforçado para desconstruir a ideia de que eles não podem brincar de boneca, enquanto elas não podem preferir carrinhos. Uma porção de livros infantis que tratam do assunto foram lançados recentemente e muitas escolas têm trabalhado com carinho essa questão. Mas será que todas essas iniciativas bastam, uma vez que filmes, programas de TV e até desenhos animados continuam reforçando os estereótipos de gênero? Parece que não. A pesquisa Watching Gender: How Stereotypes in Movies and on TV Impact Kids’ Development analisou 150 artigos, entrevistas, livros e outras pesquisas científico-sociais e concluiu que os estereótipos de gêneros estão mais persistentes nos programas de TV e filmes, a mídia é capaz de ensinar as crianças culturalmente o que se espera dos meninos e das meninas. De acordo com a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), o modelo de família e de gênero que conhecemos teve origem no século 19, quando a sociedade passou a dar valor à criança e à sua educação associada a uma nova ordem social com a família nuclear, instituída pelo casamento e com papéis masculinos e femininos determinados. “O modelo heterossexual assumido nessa nova ordem social levou ao desenvolvimento de relações sociais dicotômicas que associam ao homem papeis masculinos de força, atividade, agressividade, trabalho, controle de emoções, e ao papel feminino, fragilidade, docilidade, passividade, aceitação.”, explica. Ou seja: o gênero é uma construção social, algo que pode variar de acordo com a cultura. “Os procedimentos dessa pesquisa, se replicados no Brasil, trariam resultados semelhantes e provavelmente inesperados, uma vez que pela mídia não estamos sujeitos apenas a propagandas de roupas e brinquedos infantis, mas a programas que incitam violência e sexo explícito”, explica Marisa. E o problema é que as crianças entram em contato com essas ideias muito cedo, em um período em que estão construindo suas referências, solidificando paradigmas. Mais tarde, fica muito difícil de desconstruir esses padrões. Infelizmente, não há como blindar as crianças dessas influências. Mas é possível, sim, oferecer, em casa outras possibilidades, que fogem dos modelos reproduzidos por personagens na ficção. “A escolha da brincadeira e dos brinquedos pelas crianças funciona como uma espécie de tubo de ensaio daquilo que os homens e mulheres fazem no mundo adulto do trabalho e que pode ser experimentado por elas, ampliando suas experiências e vivências, treinando suas competências, apontando caminhos e escolhas”, explica a psicopedagoga. Deixe que seu filho experimente, explore, brinque e questione. E aproveite as oportunidades em que seu filho tiver contato com algum tipo de mídia – seja um filme, um desenho ou até uma propaganda – para ensiná-lo a questionar as informações que ele recebe. Comente as atitudes dos personagens, os enredos, estimule-o a pensar e a refletir. No mundo em que vivemos, o encontro com o outro, com o diferente, é inevitável. Inclusive com as ideias que são opostas aos nossos ideais. A grande questão é: como ensinaremos nossos filhos a lideram com elas? “As diferenças existem e não são elas o problema. O problema se instala quando, frente às diferenças, as relações de identidade ordenam-se em torno de oposições binárias: masculino/feminino, branco/negro, heterossexual/homossexual, usando-se um dos pares para identificar o que é normal e esperado, em detrimento do outro que é discriminado e tratado com preconceito”, completa Marisa. Tenha isso em mente e o coração aberto para que seu filho aprenda a aceitar o diferente e tenha confiança de ser ele mesmo, independente do que se espera dele por seu gênero. Fonte: www.revistacrescer.com.br Acesso em 20/05/2020. Texto 2 Nos últimos anos, Hollywood foi alvo de críticas por racismo e sexismo. Ambos são profundamente enraizados e podem ser percebidos nos atores diante das câmeras, nas pessoas que comandam o setor e também na representação de grupos sociais em filmes. Para mostrar como os estereótipos evoluíram em Hollywood, a DW examinou clichês recorrentes em mais de 6 mil filmes que concorreram ao Oscar desde 1928. Há muitos exemplos de caricaturas racistas ao longo da história de Hollywood. Negros e asiáticos são os alvos mais comuns. Um exemplo é Breakfast at Tiffany’s, com Audrey Hepburn, no qual o vizinho Mr. Yunioshi, com seus dentes tortos e sotaque típico, parodia um japonês. “Racismo, na forma de exclusão do mercado de trabalho e de papéis estereotipados, marca a indústria cinematográfica de Hollywood já desde os seus primórdios, no início dos anos 1900”, escreve a socióloga Nancy Wang Yuen no livro Reel Inequality: Hollywood Actors and Racism. De fato, nos primeiros anos, personagens asiáticos, quando existiam, apareciam sempre como clichês ofensivos: ou eram vilões misteriosos e ameaçadores ou caricaturas, como Mr. Yunioshi. Para completar, Mr. Yunioshi ainda é interpretado pelo americano Mickey Rooney, ou seja, é um exemplo de yellowface, um não asiático que é maquiado de forma caricata para se parecer com um asiático. Essa prática era comum em Hollywood. Produtores relutavam em contratar atores de minorias. Em vez disso, eles colocavam brancos para interpretarem os papéis. O processo acabou se retroalimentando: preconceitos perdem força à medida em que pessoas de diferentes grupos étnicos passam a ter mais contato entre si. “Só que os asiáticos eram historicamente segregados nos Estados Unidos. Ainda hoje, a maioria dos papéis de asiáticos e americanos de origem asiática não é interpretada por eles mesmo, mas por pessoas que não sabem muito sobre eles”, comenta o pesquisador Kent Ono, da Universidade de Utah e que estuda a representação de etnias na mídia. “Entre as pessoas que não conhecem

Quem disse que dá pra usar só séries, filmes e livros como repertórios socioculturais nas redações? Na-na-ni-na-não! Os reality shows também podem ser repertórios riquíssimos se usados nos temas certos, afinal são, na maioria das vezes, experimentos sociais! Sendo assim, preparamos uma super dica com o reality do momento: como usar THE CIRCLE nas redações! Ele já foi gravado em alguns países, inclusive no Brasil, e pode ser assistido na Netflix! REALITY: THE CIRCLE 2018 – 2020 • Reino Unido (2 temporadas), Estados Unidos (1 temporada), França (1 temporada), Brasil (1 temporada) Os participantes, que não se conhecem, ficam confinados em apartamentos separados e só podem se comunicar via chat. Eles precisam usar as melhores táticas e criar laços para se tornarem populares no jogo. Tudo isso para ganhar o prêmio final em dinheiro. Perfis fakes e os perigos do mundo digital Os participantes devem entrar no chat criando um perfil. Contudo, eles podem mudar algumas informações sobre suas próprias vidas ou até criar um perfil fake para se passar por outra pessoa. No reality não há perigos além da perda do prêmio final, mas na vida real os fakes podem ser criados com más intenções, principalmente quando se envolvem com crianças e adolescentes, que são enganados pela apresentação de um perfil e de um discurso que, na verdade, não existem. Confinamento e a falta de encontro físico entre pessoas Este é um tema que temos vivido durante a pandemia do COVID-19 e que pode ser cobrado em alguma prova. Os participantes de The Circle ficam confinados, assim como em diversos realities, mas em The Circle o confinamento é individual. Isso torna os jogadores muito mais sensíveis, já que não podem ver ninguém pessoalmente durante o jogo. Só há uma possibilidade disso acontecer: quando algum eliminado decide visitar outro jogador. Redes sociais e as novas possibilidades de comunicação O reality mostra uma grande possibilidade que surgiu com as redes sociais: conhecer pessoas digitalmente. No jogo, os participantes estão no mesmo prédio, mas na vida real podemos nos conectar com pessoas que vivem a milhares de quilômetros da gente, de lugares de todo o mundo. Com a apresentação de cada jogador em seus perfis, outros participantes que se identificam podem começar a conversar e até criar vínculos emocionais. Assistentes virtuais e seus impactos na rotina Os assistentes virtuais são softwares criados para ajudarem as pessoas a realizarem determinadas tarefas. No jogo, o Circle é o assistente que atende aos comandos de voz dos participantes na hora de utilizarem o chat. Ele é apenas visual, ou seja, não responde por voz como alguns assistentes muito conhecidos, como a Siri (Apple), Alexa (Amazon), Cortana (Microsoft) e Google Assistente (Google). Alguns destes assistentes têm mudado a rotina de muita gente, sendo mais um exemplo de que a tecnologia pode trazer impactos às nossas vidas. O desejo de se tornar popular nas mídias sociais O objetivo dos jogadores em The Circle é buscar popularidade e aliados que o tornem um influenciador, para que ele possa eliminar oponentes. Com as redes sociais, é possível notarmos que esta busca pela popularidade é ativa. Muitas pessoas vêem estes espaços sociais digitais como uma forma de obterem reconhecimento e até se tornarem famosas. Diante desta busca, surgiu a profissão de Influenciador Digital, que tem dado voz a pessoas antes desconhecidas e que, inclusive, alterou a lógica do marketing e da publicidade. Preconceitos nas redes sociais A primeira informação que os jogadores recebem de seus oponentes são seus perfis com foto, nome, idade e uma breve descrição de sua vida e de seus gostos. Alguns participantes já desgostam de outros assim que analisam seus perfis. Isso mostra que o “julgamento pela capa” nas redes sociais, por exemplo, acontece com muita frequência, às vezes sem percebermos. A busca por aprovação através dos likes Após as eliminações, os participantes que restam no reality devem atualizar seus status com o que estão sentindo. Este status é lido pelos oponentes e pode ou não ser curtido por eles. Por meio destes likes os jogadores medem o quanto são aprovados e queridos pelos outros participantes. É notável a frustração dos jogadores quando não recebem muitos corações e alguns até acreditam estarem fazendo algo errado por não receberem. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir a gente no Instagram: @redacaonline Leia também: Como usar a série VIS A VIS na redação? Como usar a série LA CASA DE PAPEL nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série DARK em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?
1446 artigos encontrados