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649 artigos publicados por Otavio Pinheiro no Blog do Redação Online.

Esta é a primeira edição em que as provas da Unicamp de primeira e segunda fase ocorrerão no mesmo ano A prova da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) está diferente este ano. Para começar, estudantes que já prestaram o vestibular em outros anos e estavam acostumados a realizar a segunda fase em janeiro terão que se adaptar a um intervalo mais curto. Agora, a primeira e segunda fase acontecem ainda este ano, com uma brecha de pouco mais de um mês entre elas. Isso sem contar outros “obstáculos” no caminho: os candidatos que também fazem a Fuvest, que seleciona para a USP (Universidade de São Paulo), terão que encarar uma outra prova entre as duas fases da Unicamp. Com tanta mudança, será que é preciso recalcular a rota na hora de planejar os estudos? Anderson Bigon, diretor pedagógico da Oficina do Estudante de Campinas (SP), explica que quando as segundas fases eram apenas em janeiro, o estudante costumava priorizar o estudo para as primeiras fases até dezembro e iniciava o estudo para as segundas fases a partir de então. Com a mudança no calendário do vestibular Unicamp, o ideal agora é conciliar os estudos, treinando questões de múltipla escolha e questões dissertativas, de acordo com as provas que irá prestar. Confira abaixo algumas dicas de estudo considerando combinações entre o vestibular da Unicamp e outros. Para quem vai prestar Unicamp e Enem “Para quem vai prestar apenas Unicamp e Enem, por exemplo, a recomendação é focar em questões ‘tipo teste’ até a semana em que se encerra o segundo dia do Enem (20 de novembro). Depois, poderá iniciar o estudo só com questões dissertativas, podendo fazer uso das provas anteriores da segunda fase da Unicamp”, explica Bigon. Para quem vai prestar Unicamp, Enem e Fuvest Já para quem também vai prestar Fuvest, o foco é, mesmo após o Enem, conciliar o estudo com questões de múltipla escolha, para também se preparar para a primeira fase do vestibular da USP, que ocorre no início de dezembro. O estudo pode ser divido: Quando é hora de começar a revisão para as provas? A maioria dos cursos pré-vestibular iniciam o período de revisões agora, em outubro – ou seja, no mês anterior ao início dos principais vestibulares. Mesmo assim, a orientação do diretor é que os estudantes não fechem um período exato para revisar, mas passem a incluir, no dia a dia, a realização das provas anteriores, de 2018 a 2022. Assim, já se acostumam com o modelo das provas oficiais e, ao mesmo tempo, realizam uma revisão dos assuntos das questões que tenham errado. “Cabe ressaltar que revisar é importante, mas dificilmente o estudante conseguirá passar novamente por todos os conteúdos. Por isso, recomendamos que ele priorize as matérias que tenha maior dificuldade, baseado nos resultados dos simulados ou das provas anteriores.” Dicas para quem vai fazer a prova da Unicamp este ano Este texto é fruto de uma parceria entre o GUIA DO ESTUDANTE e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Por meio dela, você envia suas redações e recebe as correções detalhadas, de acordo com cada competência, em até 3 dias úteis! Garanta aqui o seu pacote com 20% de desconto usando o cupom GUIADOESTUDANTE20.

Você já esteve escrevendo algum texto ou redação para alguma prova e acabou se deparando com alguma palavra que não sabia como escrever? Saiba que o motivo não é por conta da complexidade da palavra, por ser uma palavra grande ou então por não saber a acentuação, e sim por estar em dúvida da escrita, por exemplo as palavras mal e mau que possuem a mesma pronúncia, no entanto significados diferentes e, por isso, são palavras homófonas. Caso você tenha passado em algum momento por essa situação, saiba que isso é bem comum e que existe um motivo para isto. Nesse caso, trata-se das palavras homófonas, ou seja, termos semelhantes, como na pronúncia, mas também com significados e escrita diferentes. Então, pensando nisso, o Redação Online preparou este texto para você conhecer um pouco mais sobre essas palavras e apresentação de alguns exemplos para não ter mais dúvidas durante as provas. O que são palavras homófonas? Primeiramente, entende-se por palavras homófonas aquelas que possuem a mesma pronúncia, porém os significados e escritas são diferentes, isto é, isso estão relacionados a duas ou mais palavras que, quando pronunciadas, possuem sons idênticos, mas suas letras é que fazem a distinção em relação a sua forma de escrever e de significado. Assim, para ficar mais claro, esse é o famoso caso de quando algumas pessoas não sabem qual a forma correta de usar o mas ou mais em algumas frases, ou então o escrever a palavra “mal“, mas sem saber se correto é com L ou U. Além disso, observa-se que as dúvidas ocorrem justamente por essas palavras possuírem pronúncias iguais ou muito semelhantes e para conhecer mais exemplos desses termos, confira a nossa lista a seguir: Exemplos Aqui, você verá algumas das palavras que as pessoas possuem mais dúvidas no momento da construção de suas redações durante as provas e que pode ajudar nessas ocasiões. Confira abaixo os exemplos de palavras homófonas: Assento e acento Essa palavra aqui tem acento? (Refere-se a um sinal gráfico) Esse assento está ocupado? (Referindo-se a um local ou cadeira) Arrochar e arroxar Não vou conseguir me arrochar nessa roupa justa. (Apertar-se com força) Poxa, essa pancada vai arroxar o seu braço. (De se tornar na cor roxa) Alto e auto Você sempre foi alto assim? (Referindo-se a altura, ao comprimento) O artista fez um autorretrato (Nesse caso, refere-se a si mesmo) Cela ou sela Não consigo andar de cavalo sem sela. (Referindo-se a um assento acolchoado) Esse prisioneiro terá direito a uma cela individual. (Pequeno compartimento) Cerração e serração Cuidado, é perigoso dirigir com esta cerração. (Referente a uma neblina densa) Meu tio trabalha em uma serração. (Local de serrar madeiras) Concelho e conselho Sim, minha irmã mora no concelho do Porto. (Município) Escute bem o conselho que irei te dizer (Ideia ou sugestão) Conserto e concerto Nunca pude presenciar um concerto de ópera. (Referindo-se a um show musical) Sabe me dizer quanto custa o conserto do celular? (Para se referir a reparos) Ouve e houve Houve uma promoção no supermercado ontem. (Verbo “haver”) Meu avô já não ouve muito bem (Verbo “ouvir”) Mal e mau Socorro, a Isadora está passando mal (Antônimo de “bem”) Doutor, é muito mau o que está acontecendo? (Antônimo de “bom”) Dica: quando surgir a dúvida, lembre-se de trocar a palavra pelo seu antônimo; se fizer sentido, está correto o uso. Tachado e taxado O seu texto foi tachado pelas críticas (Referindo-se ao apontamento, no caso, os defeitos) Este imposto será taxado pelo governo (Referindo-se a tributar, ao tabelado). Com isso apresentamos aqui alguns dos principais erros que acontecem durante uma produção de texto ou então de uma redação de algum prova importante, como ENEM. Além disso, se você tem dúvidas quanto a regras de acentuação, saiba que possuímos em nosso blog um post em que falamos sobre quando acentuar as palavras. Ainda, você sabia que existem outros tipos de palavras em que são parecidas com as homófonas, porém com outras características? São as homógrafas e homônimas. Qual a diferença entre as palavras homófonas e homônimas? Previamente, antes que possamos explicar um pouco melhor sobre a diferença entre esses dois tipos, é importante nos atentarmos ao significado das palavras. Assim, com as explicações você não terá mais dúvidas na diferenciação entre elas. Observação 01: Entende- se que o prefixo homo, de origem grega e com significado de igual, semelhante. Então, o importante está na segunda parte, ou seja, o que difere elas. Observação 02: Lembre-se que –fonas, também vem do grego com o significado de som. No entanto, o –nimas, é de mesma origem e tem como significado para nome. Dessa forma, as palavras homófonas possuem uma mesma pronúncia, mas a escrita é diferente, assim como seu significado, por exemplo as palavras “conselho” e “concelho” ou “aço” e “asso”. Todavia, as palavras homônimas têm o mesma pronúncia, mas o significado e a escrita são diferentes. Como rio (verbo rir) e rio (o curso da água), ou então canto (de esquina, ponta) e canto (verbo cantar). Além dessas duas, temos também as palavras homógrafas, escritas de forma igual, porém a pronúncia e significado são diferentes, por exemplo, fábrica (substantivo) e fabrica (verbo). Dessa maneira, para ficar mais visível a explicação, veja a tabela abaixo para melhor exemplificar: Homófonas Observe que possui pronúncia igual, escrita e significados diferentes; Homônimas Ainda, observe que essa tipologia possui pronúncia e escrita iguais, significados diferentes; Homógrafas Por fim, observe que possui escrita igual, pronúncia e significados diferentes. Relações homófonas existentes A maioria das palavras possuem mínimos detalhes para mudar totalmente o sentido, pronúncia ou a escrita, além disso, existem algumas letras que podemos ver com mais clareza esses detalhes, no entanto são esses detalhes que podem te ajudar a lembrar durante os momentos de dúvida, certo? Então, veja com o Redação Online algumas relações entre as seguintes letras: “S” e “C”: Incerto: refere-se que não é algo certo / Inserto: refere-se que algo que foi inserido; Cegar: refere-se ao ato de deixa de ver / segar: refere-se a fazer cortes; Cento: refere-se a ideia centena, quantidade / Sento: refere-se ao verbo ‘sentar’. “S” e

Já houve um tempo em que o exame tinha “apenas” 63 questões. Você sabia dessas curiosidades do Enem? Porta de entrada para a maior parte das universidades públicas do Brasil, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma oportunidade sem igual para os estudantes. E eles sabem disso. Assim, neste ano, mais de 3,4 milhões de pessoas se inscreveram para o exame, que ocorre nos dias 13 e 20 de novembro. Embora muitos tenham na ponta da língua informações como o formato da prova, o número de questões e os temas de redação dos últimos anos, a história de como o Enem nasceu e se transformou nem sempre é recordada. Então, desde a sua primeira edição, em 1998, o exame mudou bastante. O formato atual da prova é bem diferente da primeira prova. Não apenas isso, mas boa parte dos próprios programas que hoje utilizam a nota no exame sequer existiam na época. Ficou curioso? Na lista abaixo, o professor Daniel Ferretto separou 3 curiosidades sobre a prova do Enem. Confira! Número de questões da prova quase triplicou No início, o exame tinha “somente” 63 questões e a redação, e também era aplicado em um único dia, com duração de 5 horas e meia. O INEP aplicou a prova inicialmente em apenas 164 municípios e a inscrição custava R$ 20. A partir de 2008, a prova passou a ter dois dias de aplicação e 180 questões, mais a redação. “E em 2017 ela passou a ser feita em dois fins de semana, para não deixar a prova cansativa”, relembra o professor. A prova é realmente uma maratona, assim como o próprio ano de estudos para o vestibular. Não precisamos nem dizer que é importante ter alguns cuidados com a saúde mental e a alimentação. Método de correção “anti-chute” A correção é feita a partir do método de Teoria de Resposta ao Item (TRI), que começou a ser utilizado em 2009 para comparações das provas de anos anteriores. “Esse método de avaliação é feito individualmente em cada questão, a partir do grau de dificuldade. As mais fáceis valem mais pontos e as mais complexas somam menos pontos no resultado final. Esse sistema ajuda a identificar se o candidato ‘chutou’ algumas questões, então é importante ficar atento”, alerta Ferretto. Por isso, dois estudantes que acertaram a mesma quantidade de questões no Enem podem ter notas diferentes. Neste texto aqui, te explicamos como funciona, na prática, o TRI. E, claro, aprenda também como dar um chute mais certeiro quando não souber uma resposta clicando aqui. Enem já serviu para tirar o diploma do Ensino Médio Entre 2009 e 2016, pessoas que, por qualquer motivo, não tivessem concluído o Ensino Médio, poderiam realizar a prova como meio de obter um certificado de conclusão. A mudança ocorreu em 2017, quando o Encceja passou a ser o exame destinado a essa função. “Desde 2017, só é possível conseguir o diploma de pessoas que não concluíram o Ensino Médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja)”, esclarece o professor. Aqui no GUIA DO ESTUDANTE, temos uma série de conteúdos que te ajudam a garantir uma boa nota no Encceja e ajudamos em várias curiosidades do Enem, como quais conteúdos estudar, o que pode zerar a redação e como funciona a certificação parcial. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Além disso, utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto. QUERO ASSINAR MEU PLANO

Quando o assunto são tipos e gêneros textuais, é normal se confundir um pouco e até achar complicado demais. Porém, com as informações corretas fica muito mais fácil entender esse elemento tão importante durante toda a nossa formação educacional. Uma das razões que gera desentendimento entre os estudantes é a falta de clareza sobre a diferença entre gênero e tipo textual e quais são os seus detalhes e características. Podemos passar por anos na escola, e até mesmo na universidade, sem saber fazer a distinção correta entre as duas modalidades que se permeiam. Pois, por serem partes integrantes entre si, são comumente, e erroneamente, tratadas como a mesma coisa. E pensando nisso, nossa equipe do Redação Online preparou um pequeno guia que irá ajudar na compreensão desse tópico tão temido entre a maioria dos alunos, principalmente os que estão estudando para o ENEM e vestibulares. Continue lendo para se preparar para qualquer prova e ainda dominar o assunto de uma vez por todas. Tipos de redação e suas principais características Para entender bem sobre redação primeiro é necessário que se compreenda o que são tipos e gêneros textuais. Isso acontece, porque a tipologia textual trata especificamente sobre os constructos teóricos definidos por atributos linguísticos específicos, como os aspectos lexicais, o tempo verbal, a sintaxe e mais. Esses agentes constituintes da produção possuem e são formados, então, por características e sequências linguísticas presentes na grande maioria dos textos produzidos na sociedade. Portanto, para nos aprofundarmos nas exigências das provas de concursos públicos, vestibulares e ENEM, é necessário entender um pouco sobre o funcionamento de cada parte do desenvolvimento da sua escrita. Conheça, de forma resumida, cada tipo e sua função. descritivo: um processo estático, que dá detalhes, caracteriza e faz uma descrição sobre quaisquer situações e cenários, imaginárias ou não. A caracterização de algo ou alguém; narrativo: uma sequência temporal, um recorte geralmente fictício, que envolve acontecimentos de um personagem, narrados por uma figura de narrador. Que pode ser parte da história, ou não; expositivo: quando se fala sobre determinado assunto, explicando como esse fenômeno acontece ou “funciona”; argumentativo ou dissertativo-argumentativo: recurso que é utilizado quando queremos defender e fundamentar nossa ideia ou ponto de vista, com a intenção de persuadir o outro a concordar com um posicionamento específico; injuntivo: os textos dessa categoria, também conhecidos como instrucionais, são feitos com a intenção de instruir alguém a praticar uma ação. Agora que você já sabe um pouco mais sobre as tipologias apresentadas pelos estudiosos da língua e do discurso, fica mais perceptível e fácil de reconhecer e seguir os comandos presentes nas questões e temas de redação. Tipos e gêneros de redação mais comuns em provas e vestibulares Agora que estabelecemos a diferença entre os conceitos e como tratá-los da maneira correta, vamos conhecer um pouco mais sobre os gêneros textuais mais comuns quando o assunto é produção textual. Eles são simples de entender e possuem estruturas fáceis de aplicar, basta saber identificá-los com base nos seus elementos. Uma informação de enorme importância é que um gênero pode conter mais de um tipo textual. Por exemplo, manuais de montagem de móveis possuem uma lista contendo as peças (texto do tipo descritivo) e as instruções de como fazer a montagem (texto do tipo injuntivo). Por isso, sempre preste atenção nos elementos necessários na hora de produzir um texto específico. Veja quais são as produções mais requisitadas pelas bancas em ordem de prevalência. 1. Tipo Narrativo Dentro dessa categoria estão todas as produções que seguem o padrão: personagem – ação – tempo – espaço. A ação é performada pelos personagens que, por sua vez, estão inseridos em um tempo e espaço específicos. A narrativa conta uma história, geralmente fictícia, através do seu elemento principal, o narrador, que pode fazer parte dos acontecimentos ou não. Essa construção é a mais comum e recorrente entre as estruturas textuais, tanto na forma oral, quanto na forma. Por conta disso, muitos gêneros textuais possuem os elementos da tipologia narrativa, como: a crônica, contos, fábulas, romances, lendas. Em vestibulares, concursos e provas o mais esperado é que a crônica seja abordada como proposta de produção. Portanto, lembre-se de que a estrutura básica é marcada por: introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão ou desfecho. Seus narradores podem em primeira pessoa (o narrador vive a história) ou em terceira pessoa (quando o narrador é apenas um espectador). 2. Texto dissertativo ou dissertativo-argumentativo Os textos dissertativos são caracterizados pela apresentação de temas ou assuntos, com o posicionamento e estruturação de argumentação, exemplos e dados consistentes. É muito importante ressaltar que toda argumentação, para que seja válida, deve conter dados, pesquisas e informações devidamente confirmadas. Nada de achismos e ideias sem comprovação. Sua estrutura deve se organizar em torno de uma estratégia de persuasão sobre o posicionamento proposto no texto. Portanto, os elementos presentes, devem ser: exposição inicial do tema; posicionamento da ideia que criará a base da argumentação; problematização e exposição dos argumentos relacionados ao tema; resolução da discussão; conclusão e pontuações finais. Os gêneros textuais dissertativos mais comuns são os artigos de opinião, teses e dissertações acadêmicas, editoriais jornalísticos, etc. 3. Texto injuntivo Com foco em fornecer instruções, o tipo injuntivo procura instruir e guiar o leitor na realização de determinadas ações. A linguagem, por conta disso, é mais voltada ao modo imperativo, indicando a pedido ou ordem de forma clara e objetiva, sem marcas de pessoalidade e com frases e tópicos menores, facilitando a compreensão. Em razão disso, é comum encontrar gêneros que mesclam o tipo expositivo ou dissertativo para apresentar ou defender um posicionamento para, depois, realizar uma solicitação ou instrução. Seus exemplos mais comuns são: instruções em geral, receitas médicas ou de cozinha, manuais, textos de orientação, etc. 4. Texto Expositivo Assim como o próprio nome sugere, a exposição de informações e saberes é o foco da exposição. Contudo, diferentemente da dissertação e argumentação, seu único objetivo é apresentar ideias, conceitos e conhecimentos sobre tópicos e temas, de forma organizada e que faça sentido. Para que a

Não se engane: não é só você que tem medo de encarar o dia da prova! Por isso trouxemos os medos dos vestibulandos! Tem alguns medos que só quem é ou já foi vestibulando já vivenciou. O temor de não obter a aprovação e precisar passar por mais um ano de estudos. A pressão dos pais para escolher uma carreira que não te agrada. Ou até mesmo a própria indecisão sobre qual caminho profissional seguir. Deixa a gente te contar uma coisa: todos estes medos são absolutamente normais! Isso não quer dizer, no entanto, que os estudantes são obrigados a sofrer e conviver com todos eles. É possível encontrar maneiras de driblar cada um destes fantasmas, e quem afirma é a coordenadora de Orientação Educacional do Poliedro Curso. Conversamos com Maria Pereira para listar os maiores medos dos vestibulandos como superá-los. O medo de não passar no vestibular Segundo a especialista, é normal o estudante ter medo de obter a aprovação enquanto se prepara para os vestibulares, isso se torna um dos maiores medos dos vestibulandos. Principalmente, quando a concorrência é grande e o desempenho exigido é alto. Para lidar com esse receio, Pereira orienta que o candidato se informe sobre as principais características da prova, analisando quais conteúdos podem ser cobrados e qual o modelo de prova exigido (objetiva, dissertativa…). Organizar um cronograma de estudo também será essencial, para que consiga dar conta de estudar o necessário até a data do exame. E fazer simulados e resolver provas antigas será importante para treinar estratégias de provas, aproveitamento do tempo, resistência para ficar horas concentrado e para conhecer os momentos de maior ansiedade, por exemplo. “Esse preparo, por si só, pode trazer grande tranquilidade ao vestibulando, que conhecerá o que deverá ser enfrentado. Contudo, ainda que bem preparado, o medo pode continuar a ser grande e atrapalhar bastante. Nesse caso, é importante que o estudante tenha apoio da família, dos amigos e dos profissionais e ao seu redor– professores, coordenadores e orientadores”, explica Pereira. + A autossabotagem em ano de vestibular Insegurança em relação ao curso escolhido Quando aparece uma dúvida em relação ao curso escolhido, é importante procurar reconhecer quais são as razões da insegurança. Por exemplo: “Às vezes, a dúvida aparece, pois o estudante ainda não tinha realmente avaliado a escolha com mais cuidado; outras vezes, acontece algo que o faz perceber e refletir sobre aspectos antes não considerados. Ou ele conhece novas possibilidades, novos interesses. Seja o que for, será importante que se dedique a pensar sobre o assunto, que reconheça o que está em questão, que organize as ideias, e que busque informações.” Algumas dicas são pesquisar mais sobre a carreira, ver sites e vídeos no YouTube; conversar com profissionais e estudantes da área de interesse; ou participar de workshops, aulas experimentais e feiras de profissões. Ansiedade em relação ao dia da prova O ideal, segundo a orientadora, é cuidar da ansiedade ao longo de todo o preparo para os vestibulares. Alguns cuidados: Programar momentos de descanso e lazer, fazer atividade física, terapia, praticar meditação e relaxamento. Existem técnicas de respiração que ajudam a acalmar e podem ser praticadas no dia a dia. O importante é ter em mente que outros vestibulandos estão passando pela mesma situação e a apreensão faz parte dessa fase. Mas caso você sinta que a ansiedade está afetando o seu cotidiano, procure ajuda profissional. Cobrança dos pais Existem vestibulandos que se sentem pressionados pela cobrança dos pais, e isso acaba de se tornando um dos medos dos vestibulandos. Nesse caso, é preciso compreender quais são as razões das cobranças. Por exemplo, será que os pais têm noção da realidade do vestibular para o curso escolhido? Caso não tenham, é importante informar. “Será que acreditam que cobrar é uma forma de ajudar? Será que reproduzem a mesma forma com que foram criados? Ou que estão descontando outras questões no vestibulando? Podem ser muitas razões. Pode ser, até, que o próprio estudante não esteja percebendo que está com uma postura inadequada em relação a seu preparo.” Então, é interessante compreender o contexto para se posicionar da melhor maneira possível. Indecisão sobre qual faculdade escolher A escolha da faculdade exige busca de informações. “Se o estudante não sabe o que escolher, deve pesquisar as possibilidade e ler um pouco sobre cada uma. Ao fazer isto, deve selecionar quais interessam mais; quais, menos. Reconhecendo, assim, interesses e prioridades. Depois, vai se dedicando mais à pesquisa daquelas que interessaram mais”, explica a orientadora. É importante se informar, por exemplo, sobre os diferenciais de cada universidade, os programas de extensão, as possibilidades de pesquisa, intercâmbio, coletivos, esportes e atividades culturais. Além disso, vale procurar rankings de educação e conversar com profissionais da área para ver como a instituição está posicionada no mercado de trabalho. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

O sujeito indeterminado costuma ser um assunto que deixa alguns estudantes com receio na hora da prova, principalmente por sua semelhança com o sujeito oculto. Porém, não precisa ser assim, ele não é difícil de se entender e com a ajuda do Redação Online ficará ainda mais fácil compreendê-lo nos seus estudos. Continue a sua leitura por aqui e confira tudo o que você precisa saber sobre o assunto para ir bem na sua prova do ENEM ou vestibular! O que é um sujeito? Antes de entendermos o que faz um sujeito ser indeterminado, precisamos ter bem claro o que ele é. Então, vamos relembrar as aulas de gramática e entender essa parte fundamental da nossa oração. O sujeito nada mais é do que um termo que executa uma ação indicada na oração, ou seja, ele é um dos termos essenciais. Esses dois elementos são necessários para que a oração tenha um sentido, os itens responsáveis por isso são o sujeito e predicado. Aqui vai um exemplo para deixar mais fácil a compreensão: “Carlos precisa tirar uma boa nota na prova.” Nesse exemplo, o Carlos é o sujeito e “tirar uma boa nota da prova” é seu predicado. Para identificar de maneira facilitada, você pode fazer perguntas sobre quem está executando a ação. No caso que colocamos aqui, poderíamos fazer a seguinte pergunta: quem precisa tirar uma boa nota? O Carlos. Pronto, conseguimos identificá-lo de forma simples. Porém, é claro que existem algumas situações em que essa identificação pode se tornar um pouco mais complicada. O sujeito é quem dá formato ao verbo da oração, afinal, é ele quem está realizando ou sofrendo a ação. Dessa forma, podemos reconhecer dois sujeitos: agente e paciente: O agente é quem pratica uma ação e o paciente é quem a sofre. Ele pode ser classificado nas orações de 4 formas: Simples; Oculto; Composto; Indeterminado. Você também pode encontrar algumas orações sem sujeito. Nesse texto vamos focar no último item da lista, mas falaremos um pouco também do sujeito oculto para deixar claro as suas diferenças em relação ao indeterminado. O que é um sujeito indeterminado? Esse tipo é aquele que não poderá ser identificado na frase, por não conseguirmos encontrá-lo pelo contexto ou verbo que está o acompanhando na oração. Ou seja, não podemos encontrar quem executou ou sofreu a ação, ao contrário de um sujeito determinado. Existem 3 maneiras de indeterminar um sujeito: 1. Frases com verbo na 3ª pessoa do plural Não conseguimos identificá-lo quando os verbos da frase estão na 3ª pessoa do plural. Por exemplo: “Estavam brincando na escola durante o recreio”. Veja que não é possível responder à pergunta “quem estava brincando na escola?” e, assim, quem praticou a ação não pode ser definido. 2. Frases com verbo na 3ª pessoa do singular e com “se” Nesse tipo de oração, com verbos na 3ª pessoa do singular e acompanhados de “se”, o sujeito também será indeterminado. Isso acontece devido ao pronome “se” atuar nesses casos como um índice de indeterminação. Esse tipo de formação acontece com os verbos que não tem complemento direto — podendo ser intransitivos, de ligação ou transitivos indiretos — dessa maneira eles devem ficar na terceira pessoa. Veja um exemplo: “Precisa-se de redatores”. Nesse caso o verbo é transitivo indireto. 3. Verbo no infinitivo impessoal Nesses casos também não é possível identificar quem é o sujeito que pratica a ação na frase. Observe os seguintes exemplos com o verbo no infinitivo impessoal: Era complicado estudar toda aquela matéria. Era comum viver assim. É bom poder correr todas as noites. É comum que as pessoas acabem confundindo o tipo indeterminado com o oculto (ou elíptico). Que tal conferirmos as suas diferenças e alguns casos em que ocorrem, deixando bem claro quando acontecem cada um desses tipos de sujeito? Continue rolando a página e veja. Como identificar a diferença entre sujeito indeterminado e oculto? Você viu que o sujeito indeterminado não pode ser encontrado, mas existe outro tipo que também não fica explícito nas orações. É o caso do tipo oculto desse termo essencial. Apesar de não estar claro ali na frase, ele pode ser identificado, pois o contexto ou forma do verbo nos permitem conhecer quem está praticando a ação da oração. Vamos dar uma olhada em um caso para entender melhor: Indeterminado: vieram chamar você. Oculto: Os seus amigos já foram embora, (seus amigos) vieram chamar você. Ficou claro a diferença? Na segunda frase, mesmo não havendo a presença do trecho “seus amigos”, nós conseguimos identificá-lo como sujeito por meio do contexto. No exemplo de indeterminado, não podemos afirmar quem realizou a ação, abrindo margem para diversas possibilidades. Pode ter sido uma, duas, três pessoas ou mais que foram “chamar”, além de que não dá para ter certeza de quem seriam elas: amigos, desconhecidos ou familiares. De qualquer forma, para entender bem esse assunto será necessário muito treino para tornar simples a identificação. Para te ajudar colocaremos mais alguns exemplos de sujeito indeterminado. Estão batendo na porta. Deixaram esse presente para você. Era-se feliz naqueles tempos. Agora que você já sabe o que é um sujeito indeterminado e conferiu alguns exemplos, com certeza conseguirá estudar para as provas com muito mais tranquilidade e obter os melhores resultados. Continue navegando em nosso blog e confira as melhores dicas de português para você arrasar nos seus exames! Uma delas é como usar o ponto e vírgula nos seus textos. Aproveite!

Menos de dois meses para o Enem e a pergunta inevitável começa a martelar a cabeça dos estudantes: será que já é hora de começar a revisão para a prova? Não se preocupe, há resposta para a questão – ainda que varie um pouco de acordo com alguns elementos. Conversamos com os coordenadores Madson Molina, do Curso Anglo, e Carlos Massaiti Okubo, do Curso Poliedro de São Paulo. De acordo com os especialistas, os estudantes devem separar de 4 a 5 semanas antes do vestibular para realizar a revisão. Mas não basta apenas reservar esse tempo: tem que saber aproveitá-lo bem! Por isso, listamos abaixo dicas para ajudar na sua organização para a revisão. Confira! 1- Foque nos seus objetivos Primeiramente, o estudante precisa olhar com atenção para as provas que ele irá prestar, pensando desde as datas – para definir o cronograma da revisão – até as características do vestibular. Isso vai ajudar a direcionar seus esforços de acordo com o que costuma mais aparecer em determinado vestibular e também ficar habituado com a forma que são cobrados os conteúdos naquela prova. 2- Fique atento a sua saúde mental Manter o emocional equilibrado nessa reta final é essencial. Segundo Massaiti é muito comum a essa altura, depois de passar por uma grande quantidade de conteúdo, os estudantes se desesperarem por acharem que não lembram de mais “nada” do que foi visto nos primeiros dias de aula. “Se o aluno estudou, treinou para fixar, ele vai lembrar ao ter contato novamente com o conteúdo. É importante que ele entenda que nenhum estudante vai tão bem em tudo e também não vai tão mal em tudo. Precisa confiar no seu potencial“, aconselha o coordenador do Poliedro. 3- Busque a sua estratégia Não existe um receita global para fazer uma revisão eficiente. Cada estudante precisa achar a sua estratégia. Molina afirma que o vestibulando tem que buscar a equalização de conteúdos. Ou seja, não adianta o jovem gastar tempo estudando uma parte que ele já domina. Ele precisa focar exatamente nos seus pontos frágeis – um assunto que deixou passar durante o ano, ou aquele conteúdo que ele aprendeu mas não recorda com clareza, e também os temas de alta complexidade. O coordenador diz que é ainda mais interessante trabalhar essas fragilidades junto com as estatísticas dos vestibulares que vai prestar – como pontuamos na primeira dica. “O estudante precisa identificar os assuntos que mais caem na prova e otimizar com isso. O que ele sabe e cai muito no exame é um assunto que, eventualmente, ele já superou. Ele tem que trabalhar o que ele não sabe e cai bastante“, sugere Molina. + O que mais cai no Enem em cada disciplina 4 – Saiba identificar suas dúvidas Molina ressalta a importância dos estudantes registrarem – em um caderno ou aparelho digital – suas dúvidas e dificuldades ao longo do ano. Segundo ele, muitos alunos generalizam dizendo que têm problema em exatas, mas é preciso ser mais específico, uma vez que dentro de exatas existem muitos assuntos e aulas. “O primeiro passo para resolver o problema é saber exatamente qual é o problema. A generalização coloca muita fumaça no caminho e o estudante não vai direto ao ponto na sua dificuldade. Às vezes, o problema nem é a aula inteira, é uma parte, uma equação”, explica. Ter as dúvidas bem discriminadas pode trazer segurança, assertividade e otimização de tempo. 5 – Não se desespere se ainda não terminou novos conteúdos Nem sempre é possível terminar todos os conteúdos para começar a revisão. Mas isso não é motivo para se desesperar. Os especialistas entrevistados pelo GUIA orientam que, também nesses casos, os estudantes reservem um mês antes das provas para a revisão. Com organização, é possível revisar assuntos já tratados em paralelo com o conhecimento de novos conteúdos. Uma possibilidade é tirar um tempo no sábado e domingo para revisar as disciplinas. Lembrando de sempre separar um tempinho no fim de semana para o descanso e lazer, viu? 6- Cuidado com o exagero! De fato, é necessário otimizar tempo e ser assertivo durante a época de revisão. Um erro comum dos estudantes, segundo os coordenadores, é sair resolvendo dezenas de exercícios sem um filtro. Como já falamos aqui, é importante pensar nas características dos vestibulares e nas suas habilidades e fraquezas pessoais. Além disso, é interessante perceber os melhores caminhos para revisar um determinado tema. “Tem assuntos em que vale a pena uma revisão teórica. É o caso de Ondulatória, na qual a parte matemática não é tão profunda, mas que exige do aluno o reconhecimento de fenômenos. Diferentemente de Mecânica, em que um exercício bem resolvido e explorado faz muito sentido”, exemplifica Molina. Massaiti alerta os estudantes que pegam muitas provas de anos anteriores. “Resolver questões passadas é uma boa ferramenta de estudo. Mas a cada cinco anos as provas costumam mudar de formato e de nível. Se ele pegar provas muito antigas, vai gastar tempo resolvendo exercícios desatualizados”, explica. Ele então aconselha que os candidatos façam provas de cinco anos atrás, no máximo. Revisão para a segunda fase A revisão para a segunda fase é um pouco diferente, já que os assuntos já foram revistos antes da primeira fase. Então é o momento de trabalhar a habilidade das questões discursivas. Os professores recomendam que, além dos conteúdos cobrados, os estudantes fiquem atentos aos comandos nos enunciados das provas (identifique, compare, dê um exemplo). Uma ótima ferramenta para isso é ler e analisar resoluções comentadas disponíveis nos sites de cursinhos e até de universidades, como é o caso da Unicamp. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

Em algum momento durante uma conversa, você já deve ter ouvido algo que não é possível, como dizer que o cachorro é um tapete felpudo, por exemplo. Mas saiba que isso até pode ter sentido. O que acabamos de ver foi o uso de uma metáfora, uma figura de linguagem responsável por fazer comparações de maneira implícita. Essa figura de linguagem é muito utilizada no cotidiano, assim como nas redações — que podem ajudar muito durante esse processo. Pensando nisso, o Redação Online preparou este post para explicar melhor o que é uma metáfora, alguns exemplos para te ajudar e como ela pode ser usada nos textos de redação. O que é metáfora? A metáfora é uma figura de linguagem utilizada para fazer comparações de maneira implícita, ou seja, sem conjunção ou uma locução conjuntiva comparativa. Com isso, podem existir dois tipos de metáfora, que são as impuras (sendo abordadas de forma mais direta e simples) e puras (expressas de maneira mais complexa e indireta). Mas cuidado, se houver elementos que façam comparações na frase, locução conjuntiva comparativa e conjunção, isso pode se tratar de uma comparação, outra figura de linguagem. Adiante trataremos mais sobre a diferença entre ela e a metáfora. Confira aqui alguns exemplos E para podermos entender um pouco melhor sobre a metáfora, é preciso saber que ela pode ser dividida em dois tipos, as impuras e puras. O que podemos perceber para poder fazer a diferenciação, são os termos comparativos que contém ou não em uma frase. Veja alguns exemplos abaixo: Metáfora impura Muitas das metáforas impuras em sua maioria não apresentam conjunções ou locuções conjuntivas, mas apresentam outro elemento comparativo, que muitas vezes pode ser um verbo. Por isso é importante salientar que essas comparações irão aparecer, mesmo que de uma forma inusitada. Para ficar mais exemplificado, observe abaixo um trecho da canção de Rita Lee, “Amor e Sexo”. Perceba também que o verbo aparece como um elemento comparativo: “Amor é um livro Sexo é um esporte Sexo é escolha Amor é sorte…” Metáfora pura Na metáfora pura, o elemento de comparação aparece de uma forma implícita. Por ser indireta, deve o leitor que tenha um pouco mais de conhecimento e vivência para entender e reconhecer a metáfora pura. Confira o poema de Vinícius de Moraes, “Rosa de Hiroshima”, que se trata de uma metáfora pura: ” … Mas, oh, não se esqueçam da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima, A rosa hereditária A rosa radioativa… “ Por exemplo, neste trecho do poema não há nenhum elemento de comparação. Aqui podemos perceber que a palavra rosa faz a substituição, no que era para ser a palavra bomba. Metáfora X Comparação Após algumas explicações, é comum algumas pessoas acabarem confundindo a metáfora com comparação. Mas não se preocupe que iremos te mostrar quais são as diferenças entre cada uma. A metáfora e a comparação são figuras de linguagem diferente. E a diferença entre elas está nos conectivos responsáveis por fazerem essa comparação. Na metáfora não se faz o uso. Na comparação, por sua vez, sim. Conectivos são palavras ou expressões (Pronomes, advérbios, conjunções) que fazem a conexão entre os períodos, orações e palavras. Confira abaixo duas frases que podem melhor exemplificar a diferença entre essas duas figuras de linguagem: “Isadora é um doce” “Os olhos dela eram como duas avelãs” Na primeira frase, temos de que Isadora é comparada a um doce por ser gentil e meiga. Neste caso, a palavra doce, ganha um sentido mais habitual. Por outro lado, na segunda frase temos uma comparação de que os olhos da menina remetem a duas avelãs, tendo uma coloração mais clara. Outro detalhe é o uso da palavra como na segunda frase, sendo utilizada para fazer a comparação. Existem outros conectivos que podem ser usadas, por exemplo: tal como, que nem, tal qual, assim como, etc. Como usar corretamente em redações Sabemos que em muitas redações, ela pode ser um dos maiores pesos em uma prova, por exemplo, no ENEM. E dessa forma, é preciso que os estudantes estejam aptos para a elaboração dos textos. Leia também: Linguagem — principais erros cometidos na redação Uma das formas de criar uma boa redação é fazer o uso de alguns recursos linguísticos, e a figura de linguagem é uma delas. São utilizadas para dar maior ênfase e autoridade na fala ou opinião do autor, e sim, a metáfora é uma excelente opção. Mas não é tão simples. É preciso fazer o uso correto dessa figura de linguagem, ou senão ela acabará prejudicando todo o seu trabalho. E claro que não deixaríamos de te mostrar algumas orientações sobre o uso da metáfora nas redações. Antes de tudo, é preciso que o uso dessa figura de linguagem faça sentido no texto e que não seja nada forçado. Ela deve parecer, digamos, de forma orgânica. O leitor está compreendendo corretamente? Então é preciso que a metáfora dê sentido ao que está querendo dizer no texto, fazendo ter sentido tanto para você como para seu leitor. Outro apontamento é fazer o uso, preferencialmente, nas introduções. Por exemplo, você pode fazer uma metáfora de sua opinião, sem deixar explícito ao leitor, mas que deixe claro as suas intenções. Lembre-se que é preciso fazer sentido ao seu texto. Podemos ver neste artigo que a metáfora, diferente da comparação, é uma maneira de comunicar através de uma comparação implícita. Além de ter dois tipos diferentes, puro e impuro, ela pode ser usada para agregar na sua redação, mas desde que usada com sabedoria e de maneira que faça sentido ao leitor, mostrando a sua opinião. Continue a leitura aqui no blog da Redação Online e veja mais informações em nossos conteúdos completos. Te esperamos no próximo post!

Para que você crie uma boa redação ou qualquer tipo de texto, é importante que ele tenha coesão e coerência. O aposto e o vocativo são dois dos elementos de uma oração que auxiliam na construção de uma frase. Você sabe o que exatamente eles são? É isso que nós da Redação Online iremos explicar no post de hoje. Aprenda o que é cada um desses termos de oração, quando usá-los e veja exemplos de sua aplicação. Continue a leitura e descubra! O que é aposto? Antes que possamos ver alguns exemplos, vamos entender o que é aposto. São palavras ou expressões que oferecem apoio a algum pronome, substantivo ou oração. Elas podem servir tanto para exemplificar, explicar ou até mesmo para comentar algo. Saber mais o que é aposto pode te ajudar a ter uma melhor gramática na redação, além de trazer uma melhor estrutura ao texto. Lembre-se de que ele não pode ser usado como forma de adjetivo, mas sim como substantivo ou por um pronome que tenha a função de um substantivo. Veja um exemplo abaixo: “Ontem, Sexta-feira, passei o dia fora de casa.” Neste caso, a palavra Sexta-feira é um adjunto adverbial do tempo ontem. Sintaticamente falando, o aposto poderia facilmente substituir o adverbio em que ele está se relacionando. Por exemplo, se a oração fosse “Sexta-feira passei o dia fora de casa”, o aposto assumiria a forma de adjunto adverbial de tempo. Tipos e exemplos de aposto Mas não pense que para por aí! Abaixo você verá melhor quais os diferentes tipos de aposto e alguns exemplos para facilitar no momento da escrita. 1. Explicativo O título já entrega o nosso primeiro tipo de aposto. O explicativo é aquele aposto que identifica ou explica o termo no qual ele está se referindo. Por exemplo: “Vinícius, dos Recursos Humanos, pediu para você assinar algumas papeladas.” “Michael Jordan, Ex-Jogador de Basquete, nasceu em 17 de fevereiro de 1963.” Para os dois exemplos, note que os termos Recursos Humanos e Ex-jogador de basquete identificam ou explicam quem foram as pessoas da oração. 2. Enumerativo Neste tipo de aposto, temos o enumerativo. Aqui ele é desdobrado ou enumerado em um só termo. Veja abaixo: “Na mochila levava tudo o que precisa: caderno, livros e lápis.” “Professores precisam disto: reconhecimento, respeito e dignidade.” Perceba que nas orações, o desdobramento vem logo após os dois pontos, mostrando o que está contido nos termos anteriores a ele. Após os dois pontos, os apostos podem ser divididos entre vírgulas ou pela conjunção “e”. 3. Comparativo No nosso terceiro tipo de aposto, temos o comparativo em que ele faz uma comparação implícita, ou seja, de forma indireta. Observe os exemplos abaixo: “O menino, que parecia desacordado, foi levado ao hospital.” “Seus olhos, holofotes questionadores, fixaram-se por muito tempo nos livros.” Nos exemplos, podemos perceber as comparações nos apostos desacordado e holofotes questionadores aos termos antes das vírgulas. 4. Recapitulativo Esse tipo de aposto pode ser tanto chamado de recapitulativo ou resumidor. Aqui ele resume, com um só termo, diversas outras palavras ou elementos presentes em uma oração. Por exemplo: “Pintores, escultores e escritores, todos são artistas e que representam a realidade.” “Vida digna e igualdade de oportunidades, tudo isso está na base para um país melhor. “ Neste caso, os termos todos e tudo isso são utilizados para resumir os elementos em que foram citados anteriormente na oração. 5. Distributivo Aqui os apostos são divididos ou distribuídos em funções, ideias, objetos ou qualificações entre os termos da oração. Veja abaixo: “Pegue duas fatias de pizza: uma para você e outra para sua irmã.” “Isadora e Isabela foram as vencedoras, aquela na dança e esta no atletismo.” Como podemos perceber, na primeira oração, a pizza está sendo dividida entre os dois irmãos e na segunda, tivemos uma qualificação entre as vencedoras. 6. Circunstancial Para este tipo de aposto, temos a circunstância de um local, tempo, causa e etc. Em que também podemos ter a qualidade de um ser. Por exemplo: “Sendo criança, a vida passava mais devagar.” “As estrelas, como grandes olhos curiosos, observavam através das folhagens.” Percebe que na primeira oração, a palavra criança, está indicando uma circunstância, que seria a de época. Já na segunda, temos a palavra como que está mostrando a qualidade do ser, que no caso seriam as estrelas. Como reconhecer apostos? Em muitos casos, os apostos podem ser identificados com uma separação de vírgula, da palavra ou de qualquer expressão que a oração esteja se referindo. Isso pode acontecer em alguns tipos que citamos anteriormente, como: explicativo, comparativo e circunstancial. Para outros tipos, como no caso do enumerativo, este pode ser identificado nas palavras que vem logo após os dois pontos. E lembrando que os apostos, entre si, podem ser divididos por uma vírgula. No distributivo, o aposto pode também ser identificado nos termos separados por vírgula e dois pontos. Veja sobre: 10 erros gramaticais que quase todo mundo comete. O que é vocativo? O vocativo é um termo que está totalmente isolado em uma oração, em que não faz parte do sujeito e nem do predicado. Ele pode ser utilizado como uma maneira de chamar a atenção do leitor, até mesmo como um apelo. Assim como em alguns casos do aposto, ele pode ser identificado após uma vírgula. Exemplos de vocativo Então, por ser um termo que aparece isolado na oração, podemos fazer a identificação dele após a vírgula. Sendo mais comum no início das orações. Por exemplo: “Pessoal, venha ver isso!” “Matheus e Lucas, já mandei vocês pararem de conversar durante a aula.” E da mesma forma que eles podem aparecer no início, também podem ser reconhecidos no fim das orações. Veja: “Você sabe que dia é hoje, senhor?” “Saberia me dizer, amiga, que horas são?” Você pode achar estranho em que nessa última oração, o vocativo aparece entre duas vírgulas. Isso ocorre, pois ele é um termo isolado. Como dissemos anteriormente, o vocativo é uma forma de chamar a atenção do leitor, por isso irá

Com a proximidade do final do ano, é comum que os estudantes sintam-se ainda mais ansiosos e a ansiedade tome conta. Saiba como driblar essa sensação O segundo semestre chegou, os meses parecem correr mais rápido e em breve os estudantes vão se sentar em salas de todo o país para fazer as provas mais importantes do ano – que exigiram meses e meses de preparação. É muita pressão, a gente sabe. Não é à toa que uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria relatou que 41,4% dos jovens em cursinhos apresentam sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Preocupação excessiva, autocobrança e dificuldade de concentração tornam-se frequentes, principalmente quando o fim do ano se aproxima. O psicólogo Anderson Malmonge afirma que é comum uma prova gerar ansiedade: “Existe toda uma expectativa em torno daquilo, a pessoa tem uma motivação, uma meta e sabe que seu desempenho será avaliado e, ainda, comparado com o de outros”. No entanto, isso não significa que você não tenha alternativas para domar a ansiedade com a chegada dos vestibulares. E existem muitas formas de se preparar. “Alguns fatores podem contribuir nesse momento. Manter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos vão liberar substâncias endógenas e produzir bem-estar”, aconselha Malmonge. As técnicas de relaxamento podem ser incluídas na sua rotina e realizadas diariamente. O ideal, segundo Anderson, é a prática por, pelo menos, 10 minutos, todos os dias. Por isso, separamos um exercício que ajuda a aliviar a ansiedade, seja no momento da prova ou durante os estudos. Meditação na ação: atenção plena com contagem de um a dez Essa é uma técnica que pode ajudar a minimizar o fluxo de distrações e aumentar a concentração na respiração. Sente-se em uma posição confortável. Caso esteja sentado em uma cadeira, mantenha as pernas descruzadas, os pés no chão e as mãos apoiadas nas coxas. Se deitado, coloque as mãos ao lado do corpo viradas para cima. E mantenha os olhos fechados ou semiabertos. Faça três respirações lentas e profundas pelo nariz. Em seguida, deixe que a respiração siga seu fluxo natural, observando as reações que surgirem em qualquer parte do corpo. Preste atenção nelas, mas sem influenciá-las. Conte as inspirações e expirações começando no um até o dez, e retorne para o um. Exemplo: ao inspirar, conte “um” mentalmente e ao expirar conte “um”, inspire novamente contando “dois” e expire contando “dois”. A contagem serve com um fio que prende a atenção à respiração por algum tempo. Não se preocupe se você perder a contagem, apenas recomece. Faça essa prática diariamente por, pelo menos, cinco minutos, principalmente quando sentir que está com a mente muito agitada. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

A redação do ENEM é uma parte essencial do exame e quem quiser tirar uma boa nota precisa ir bem nela. Entretanto, com tantas competências avaliadas e uma prova tão extensa, elaborar um texto de qualidade não é tão simples. Além disso, o estudante precisa conhecer bem as estratégias argumentativas que utilizará em sua redação, afinal, a principal função dela é convencer o leitor do ponto de vista de quem está escrevendo. E uma ótima tática é citar momentos históricos e fazer uma alusão com eles, assim, o escritor pode garantir mais pontos em diversas competências. Então, confira aqui no post da Redação Online o que é uma alusão histórica e 10 grandes momentos da história para usar no seu texto e conquistar uma grande nota! O que é uma alusão histórica? A alusão histórica que serve para resgatar fatos ou períodos importantes da história nos seus textos, servindo para: expor as origens de um problema, comparar momentos da história, contextualizar assuntos e usar como exemplos de uma realidade alterada com o passar do tempo. Então, ela é uma ótima maneira de referenciar as causas de muitas questões culturais, econômicas, políticas e sociais, que foram geralmente originadas em momentos do passado. 10 grandes momentos da história para usar na sua redação Vamos direto ao ponto e te mostrar 10 ocasiões marcantes da história humana para você utilizar em seu texto, criando um repertório curinga para as suas redações. Além disso, ainda iremos te ensinar como citar esses acontecimentos no seu texto, para deixar você mais perto da nota mil. Veja a seguir 10 grandes acontecimentos históricos: 1. Surgimento da democracia O surgimento da democracia na Grécia Antiga é uma ótima alusão histórica para se fazer, ela pode ser relacionada com vários temas ligados ao sistema democrático e cidadania. Você pode citar a implantação dos ideais democráticos após a Revolução Francesa, a influência dessas ideias nos sistemas atuais, entre muitos outros assuntos. 2. Idade Média O período medieval pode ser utilizado para contextualizar muitas coisas: condições precárias de higiene e sua relação com a transmissão de doenças, pandemias como a Peste Negra, intolerância religiosa com Inquisição, fome e mais vários conteúdos que podem ser relacionados com esse período. Citar a Idade Média é uma opção versátil que vai te permitir realizar várias alusões históricas. 3. Revolução Industrial Outra ótima escolha de momento histórico para se fazer na sua redação é a Revolução Industrial, no século XVIII. Ela é um dos acontecimentos mais importantes da humanidade e pode ser usada na contextualização de diversos temas, como: consumismo, a forma de vida atual, produção industrial desenfreada, liberalismo e até mesmo a relação entre a indústria e o meio ambiente. Esse período é muito indicado para expor alguns problemas sociais e ambientais vindos da industrialização excessiva. 4. Crise de 1929 A famosa quebra da bolsa de Nova York no ano de 1929. Esse acontecimento veio depois da Primeira Guerra Mundial e foi uma grande crise econômica que afetou não só os Estados Unidos, como todo o mundo que ainda se recuperava da grande guerra. Essa grande depressão foi causa de enormes taxas de pobreza, desemprego e fome. Além de ter provocado muitos problemas relacionados à saúde mental na população norte-americana. 5. Segunda Guerra Mundial Não podemos passar por uma lista de grandes momentos da história da humanidade e não falar desse triste episódio. A Segunda Guerra Mundial trouxe muitas mortes e causou inúmeras atrocidades cometidas contra os direitos humanos. Ela pode ser utilizada para relacionar temas como: desenvolvimento tecnológico e científico, violência, avanço da medicina e muitos outros. 7. Guerra Fria Outro período que pode ser contextualizado é a Guerra Fria, em que aconteceram diversas situações importantes na história. Você pode citar a Crise dos Mísseis em Cuba ou a Queda do Muro de Berlim, são várias possibilidades de relacionar essa fase com assuntos atuais. Assim, ela pode servir para contextualizar o desenvolvimento tecnológico e científico (Corrida Espacial), capitalismo e comunismo, globalização, entre outros. 8. Era Vargas Falando um pouco de acontecimentos históricos brasileiros, a Era Vargas foi um momento da história de nosso país em que podemos discutir sobre temas como liberdade, censura, manipulação da mídia, ditadura e direitos dos trabalhadores. São cerca de 15 anos que podem render várias alusões históricas na sua redação do ENEM. Então, caso precise relacionar um momento histórico do Brasil, o governo de Getúlio Vargas é uma boa opção. 9. Ditadura Militar no Brasil Mais uma fase importante da história brasileira, a ditadura militar que ocorreu entre 1964 e 1985. Nesse período ocorreu muita violência, perseguição política e privação de liberdade. São vários temas para serem relacionados como os direitos humanos, democracia, liberdade de imprensa e expressão. 10. Imperialismo O Imperialismo causa muitos problemas até hoje para diversos países africanos e asiáticos, divididos pelos europeus para serem explorados e dominados. Com isso, muitos desses locais sofrem com a miséria e conflitos por conta do período imperialista. Então, você usar essa fase para referenciar questões humanitárias como as migrações de refugiados. Além desses 10 momentos históricos importantes, é possível utilizar muitos outros no seu texto. Estude bem a história geral da humanidade e fique atento aos períodos que geraram grandes mudanças na sociedade. Como citar um momento histórico na redação? Agora que já vimos alguns acontecimentos da história, é necessário saber como usá-los corretamente na sua redação. Pois usar essas citações na hora errada e sem necessidade, pode causar um efeito contrário ao esperado e você perder nota por conta da utilização incorreta. Além disso, as alusões de momentos históricos devem ser feitas com cuidado e somente quando houver certeza do que está sendo escrito. O acontecimento precisa estar certo, não em relação a ter datas exatas, mas sim sobre o fato estar sendo descrito conforme aconteceu na realidade. Então, uma dica para evitar erros é: caso não tenha certeza do que está escrevendo, não coloque no seu texto. Arrisque menos e não conteste a versão oficial da história, algo que acontece com frequência atualmente e pode ser

Você provavelmente já reveza entre estes métodos sem perceber, mas dominá-los pode potencializar o rendimento Para alguns professores mais tradicionais não tem conversa: a melhor forma de absorver o conteúdo da aula é anotar tudo no caderno. Tirar foto da lousa, então, é praticamente um crime contra o aprendizado! A verdade é que estes professores não estão de todo equivocados. Anotar o que está sendo dito, muitas vezes, ajuda o cérebro a fixar o conteúdo. Não é só bronca de professor: o nome disso é estudo ativo. Apesar do estudo ativo ser comprovadamente eficaz, a metodologia que fica na outra ponta não deve ser ignorada. O estudo passivo – aquele que envolve momentos de escuta ou apenas de leitura – também tem sua aplicabilidade e é válido. Conversamos com uma especialista em métodos de estudo e, neste texto, explicamos a fundo os benefícios do estudo ativo e do estudo passivo. Entenda ainda em quais casos cada um deles é mais recomendado. O que é estudo passivo? Como diria Luva de Pedreiro, a sensação do TikTok: “receba!”. O estudo passivo nada mais é do que receber uma informação. É o momento do aprendizado em que o estudante simplesmente escuta ou lê um conteúdo sem criar anotações ou resolver questões. Resumindo, é como a clássica aula em que o aluno está sentado na carteira escutando o professor explicar o conteúdo em frente à lousa. “Você pode receber informações assistindo uma aula, lendo um livro, ou ainda escutando alguém falar”, explica Susane Ribeiro, especialista em técnicas de estudo. Nos últimos anos, porém, o estudo passivo tem sido apontado como um dos vilões da retenção de informação, visto que é mais fácil se distrair quando se está apenas escutando ou lendo sem exercer nenhuma atividade de fixação. Ribeiro esclarece que este momento de apenas receber o conteúdo tem um papel fundamental na aprendizagem, mas, ainda assim, é importante reconhecer suas limitações. “O estudo passivo não é errado, ele também é necessário, mas ele deve ser entendido como o primeiro contato com a matéria, só ele não é o suficiente para reter o conteúdo”, explica. O problema, segundo ela, é quando o aluno se vicia em só assistir aula. Ou seja, só praticar o estudo passivo. Com isso, o estudante se mune apenas de teoria e pouca prática – o que, em poucas semanas, se torna um problema já que a memória começa a falhar e os conteúdos são esquecidos. “É importante que a carga de estudo passivo seja reduzida para não ter tantas horas por dia só de aula. Tem escolas que passam dez horas de aulas diárias e o aluno não tem tempo de fazer questões, revisão ou até mesmo descansar”, ressalta Ribeiro. O que é estudo ativo? Se o estudo passivo é o momento de receber uma informação, o estudo ativo é a hora de criar algo a partir desta informação. Seria traduzir o conteúdo aprendido em uma criação própria. É neste momento que a mágica acontece. Resolver questões, fazer anotações, escrever um resumo, desenhar um mapa mental e explicar o conteúdo para alguém ou a si mesmo: todas essas são formas de praticar o estudo ativo. As opções são inúmeras e podem variar de acordo com as preferências e dificuldades do estudante. Neste vídeo, por exemplo, você aprende a fazer um mapa mental. “No estudo passivo, você acha que aprendeu tudo, mas no outro dia já esqueceu. Na semana seguinte, nem se lembra mais do que se tratava. Quando treinamos com lista de exercícios, que é o tipo mais simples de estudo ativo, isso é bem mais difícil de acontecer”, explica. As vantagens do estudo ativo podem ser percebidas justamente quando o estudante precisa responder questões dissertativas nas provas. Diferente das questões de múltipla escolha, onde as informações são apresentadas e basta reconhecer qual responde melhor a pergunta, nas questão dissertativas é preciso fazer uma recuperação mental do conteúdo. É como “puxar” a informação de dentro do cérebro. Um conteúdo que foi aprendido apenas pelo estudo passivo meses antes da prova, por exemplo, dificilmente será lembrado com facilidade pelo estudante. Enquanto um conteúdo treinado com exercícios, revisões mensais e resumos escritos é acessado pelo cérebro de forma mais natural. “Uma boa técnica de estudo ativo é a autoexplicação. Ela é muito mencionada pelo físico americano vencedor do Prêmio Nobel de Física, o Richard Feynman. Ele defende um aprendizado que foge do decoreba e foca em, entre outras técnicas, em aprender a partir de perguntas e respostas”, explica. A especialista diz que a explicação deve ser conduzida sempre como um debate do assunto – como se fosse um professor engajando os alunos ou um profissional apresentando uma palestra. “É ir se perguntando ‘por que que isso acontece?’, ‘como que isso acontece?’, ‘qual a consequência disso?’”, exemplifica. Como usar cada um dos métodos Não há um consenso ou uma resposta cientificamente comprovada acerca de qual formato deve ser usado e em qual momento. O mais comum é o estudante ir alternando entre as duas técnicas de maneira natural. Ribeiro alerta que o único perigo é pecar pelo extremo e utilizar o mesmo formato para todas as disciplinas, todos os dias. “Até porque não tem como você aprender um novo assunto indo direto para as questões. Imagina querer fazer exercícios de logaritmo sem ter nada da teoria, sem ter visto uma aula ou lido uma explicação? O estudo passivo é necessário para o estudo ativo acontecer”, esclarece. Pensando nisso, a especialista dividiu os “tipos” de estudantes em três subgrupos e listou dicas para cada um deles. Confira: Para estudantes que estão na escola, é mais difícil escapar do excesso de estudo passivo. Até para não levar faltas, o aluno é obrigado a assistir todas as aulas, todos os dias. A especialista diz que o ideal é fazer anotações próprias no caderno durante a aula, e, ao chegar em casa, resolver uma lista de exercícios, mesmo que o professor não tenha pedido. Essa inserção de doses de estudo
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