170 artigos nesta categoria

Quer saber mais sobre “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O envelhecimento populacional no Brasil se tornou uma forte aposta para o tema de redação do Enem. Isso porque esse fenômeno demográfico está ocorrendo no mundo todo devido à queda da taxa de fecundidade e o aumento da expectativa de vida das pessoas. No cenário brasileiro, o país possui muitos desafios para enfrentar o envelhecimento populacional, principalmente no que se refere à saúde pública, à previdência social e ao mercado de trabalho. No entanto, ainda há muito despreparo do setor público diante dessa nova realidade e, por isso, é importante que a discussão seja feita com urgência. Neste post, selecionamos alguns repertórios socioculturais para ajudar você a escrever uma redação sobre o tema da tema da semana: “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”. Aproveite a leitura! Legislação | Estatuto do Idoso Um repertório que não pode faltar para uma redação sobre esse tema é o Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 –, que é considerado uma das maiores conquistas dos direitos dos idosos no Brasil. A lei estabelece que é dever do Estado viabilizar políticas públicas para um envelhecimento saudável e garantir aos idosos o “direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade”. Para acessar o documento completo, clique aqui. TED | O envelhecimento da população brasileira e o que queremos em 50 anos Neste TED, Fabiano Lima – ex-assessor da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República – faz algumas reflexões embasadas em pesquisas nacionais e internacionais sobre o envelhecimento populacional no Brasil. Ele alerta que o país possui vários desafios no enfrentamento desse fenômeno demográfico e que é necessário realizar medidas estratégicas de longo prazo a fim de se preparar para o futuro. Confira: https://youtu.be/OvscPmn0sMQ Vídeo | Como funciona a Previdência O debate em torno do envelhecimento populacional no Brasil geralmente é associado à Previdência Social – o sistema público responsável por garantir as aposentadorias dos brasileiros. Mas você sabe como funciona esse sistema? Neste vídeo, o Jornal Nexo explica como funciona a Previdência no Brasil, os impactos do envelhecimento populacional no país e como funciona o sistema de capitalização que entrou em vigor com a Reforma da Previdência em 2019. Confira a seguir: Pesquisa | Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil A pesquisa intitulada “Panorama dos idosos beneficiários de planos de saúde no Brasil”, realizada pelo Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) em março de 2020, revela que cerca de 6,6 milhões de idosos com mais de 60 anos possuíam planos de saúde de assistência médico-hospitalar no Brasil, o que representa apenas 14% do total de beneficiários da saúde suplementar e 22% da população brasileira idosa. De acordo com o levantamento, esses idosos são de classe média alta e se concentram nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Essa pesquisa demonstra que há uma grande parcela da população que não se enquadra nesse perfil e que depende unicamente do sistema público de saúde do país (o SUS). Nesse sentido, é necessário que haja cada vez mais investimento em saúde pública no Brasil para enfrentar um cenário de envelhecimento populacional. Acesse a pesquisa completa aqui. Filme | Um senhor estagiário (2015) “Um senhor estagiário” (2015) é uma comédia estadunidense que pode servir de repertório para a sua redação! O filme conta a história de Ben Whittaker, um senhor de 70 anos de idade que começa a trabalhar como estagiário em uma empresa de vendas online de roupas. Ben vê o estágio como uma oportunidade para se reinventar e, apesar de passar por diversos preconceitos, ele conquista os colegas de trabalho e faz amizade com a sua chefe. O filme retrata de forma bem humorada o conflito entre as gerações, a terceira idade no mercado de trabalho e o etarismo. Se interessou? Confira o trailer: Vídeo | Os desafios causados pelo envelhecimento populacional no Brasil Esse vídeo do Canal Futura apresenta os desafios causados pelo envelhecimento populacional no Brasil e os impactos que esse fenômeno irá causar na sociedade, em especial no mercado de trabalho. O vídeo aponta também a importância de preparar a sociedade para lidar com os idosos e combater os preconceitos vividos por essa população. Assista ao vídeo completo a seguir: Animação | Viva: a vida é uma festa (2017) A animação “Viva: a vida é uma festa” (2017), produzida pela Pixar e Disney, conta a história de Miguel, um menino de 12 anos que sonha em ser um grande músico, mas precisa lidar com a sua família que não aprova o seu sonho. Nessa jornada, Miguel acaba reencontrando a sua bisavó, conhecida como Mama Coco. Inspirada na tradição mexicana Dia de Los Muertos, a animação aborda a importância do apoio emocional e bem-estar dos idosos e as relações intergeracionais. O trailer você confere a seguir: E aí, o que achou dos nossos repertórios? Conseguiu pensar em outras referências que podem ser relacionadas ao tema? Queremos muito saber! Escreva a sua redação sobre o tema “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil” e envie em nossa plataforma que nós corrigimos em até 3 dias úteis!
Quer saber mais sobre “A elitização da arte no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você viu nos textos motivadores que o campo artístico no Brasil enfrenta um problema: a elitização da arte. Para escrever sobre esse tema, é importante que você saiba o que significa “elitismo” que, de forma resumida, trata-se de um processo pelo qual os serviços da sociedade são feitos para favorecer apenas a classe privilegiada da população, tornando-se inacessível para as classes baixas. Nesse sentido, a arte pode ser elitista tanto no acesso a espaços artísticos – que cobram entradas exorbitantes – quanto nas próprias regras impostas pelas instituições para definir o que é uma arte legítima. É um problema que possui muitos desafios, por isso selecionamos alguns repertórios para você estudar e usar em sua redação. Boa leitura! Vídeo | Arte é coisa de rico? Pensando a democratização da arte Se a arte no Brasil é excludente, é necessário então pensarmos no conceito de democratização da arte. Nesta entrevista para o Infame, a curadora Julia Lima fala sobre a importância de democratizar a arte e faz uma provocação: “Existem maneiras de acessar arte de graça. Mas o quanto isso é, de fato, democrático?” A curadora ressalta que embora existam formas de tornar o valor da entrada acessível às pessoas pobres, os espaços artísticos (museus, galerias, cinemas etc.) estão em sua maior parte concentrados em bairros da cidade onde a população mais pobre não frequenta. Esse é o caso de São Paulo, a cidade que possui mais galerias de arte no Brasil e, ainda assim, são acessíveis para poucos. Acesse o vídeo neste link. Artigo | Desconstruir a hegemonia branca nas artes brasileiras é uma ação efetiva de mudança O elitismo é um sistema que reforça o racismo. Sendo assim, no campo das artes, há uma grande desigualdade e preconceito em relação às artes realizadas por pessoas não brancas. Este artigo, do portal Arte! Brasileiros, discute a importância de tornar a arte brasileira diversa nas instituições tradicionais e mostra o trabalho de curadores para incluir as artes realizadas por pessoas racializadas (asiáticas, negras, indígenas e nipo-brasileiras), como a Diáspora Galeria criada por Alex Tso. Leia o artigo completo aqui. Notícia | Meia-entrada quase chega ao fim Você deve ter visto que o benefício da meia-entrada quase chegou ao fim, certo? Trata-se de uma notícia recente relacionada ao tema que você pode utilizar como repertório. O Projeto de Lei, de autoria do deputado Arthur do Val (Patriotas), pretendia acabar com a meia-entrada em eventos culturais, artísticos e de lazer. O projeto foi aprovado, mas foi vetado pelo deputado Carlão Pignatari (PSDB), governador do estado de São Paulo. Muitas entidades estudantis criticaram o PL por retirar um direito estabelecido por normas como a lei federal nº 12.933, de 2013. Se a retirada da meia-entrada se efetivasse, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos de baixa renda seriam privados de entrar em espaços artísticos, como museus, orquestras, cinema etc., o que tornaria esses espaços ainda mais elitizados. Leia a matéria completa aqui. Documentário | Pixo (2010) Para além do grafite, citado nos textos motivadores, outras manifestações artísticas são marginalizadas em nossa sociedade, como o rap, o funk, os lambes e o pixo – estas últimas consideradas arte urbana. O documentário “Pixo” (2010), produzido por João Wainer e Roberto Oliveira, levanta uma discussão polêmica: a pichação é arte ou vandalismo? Situado na cidade de São Paulo, o longa mostra a realidade dos pichadores, suas ações e os conflitos com a polícia. No documentário, alguns protestos marcantes contra à elitização da arte são retratados, como o manifesto de pichadores na faculdade de Belas Artes em 2008, que questionavam o conceito de arte, e o depoimento de Caroline Sustos, que foi presa por pichar as paredes de um andar vazio do prédio da Bienal, em um protesto realizado por cerca de 40 pichadores. Vale lembrar que após dois anos, três pichadores presentes no protesto da Bienal foram convidados a participar do evento. Confira o caso neste link! O documentário está disponível no Youtube, vale a pena assistir! https://youtu.be/skGyFowTzew Documentário | Amarelo: é tudo para ontem (2020) No documentário “Amarelo: é tudo para ontem”, o rapper Emicida celebra a arte e a cultura do povo negro no Brasil a partir de cenas do show realizado no Theatro Municipal de São Paulo – um lugar que por muito tempo foi inacessível para pessoas negras e de baixa renda. No documentário, Emicida conta a importância de ter levado o rap para dentro do Theatro e faz uma crítica à cultura elitizada ao afirmar que muitas pessoas que foram ao show nunca tinham pisado nesse espaço antes. Em entrevista para o jornal El País, o rapper afirma: “Durante muito tempo, nossa sociedade ficou refém de algo que ela chama de alta cultura. Uma cultura elitizada, que se baseia numa ideia questionável de que o povo não compreende arte. Transformar um prédio tão importante em um templo da alta cultura afastou a população, sobretudo a população mais pobre. Não sou o primeiro artista negro, não sou o primeiro representante de um movimento popular a subir naquele palco. Mas conseguimos criar um contexto onde levamos para lá dentro um número imenso de pessoas que passam ao redor do Theatro todos os dias mas não se perguntam: ‘por que a gente nunca entrou nesse teatro?’ Porque nunca nos convidaram a pertencer a ele.” Leia a entrevista completa neste link e assista ao documentário na Netflix! Série | Gentefied (2020) A série Gentefied (2020), disponível na Netflix, narra a história de uma família chicana que lida com a gentrificação nos EUA. Nesse cenário, Ana é uma jovem artista que sonha em ser reconhecida pelo seu trabalho, mas é bajulada pelo mercado da arte e entra em conflito com esse meio elitizado. Confira o trailer a seguir e prepare a pipoca! Esses são apenas alguns
As correntes filosóficas são linhas de estudo a respeito do homem e de tudo que está relacionado a ele, tal qual o significado da existência, o modo de agir em sociedade e a maneira de enxergar o mundo, por exemplo. As dissertações argumentativas exigem uma produção baseada em argumentos de autoridade e fatos concretos, isso porque os temas escolhidos estão inseridos no momento atual, e é preciso que o produtor saiba como relacioná-lo ao presente e a contextos passados. Para isso, utilizar autores e teorias da filosofia pode te garantir um excelente texto. Algumas importantes temáticas filosóficas podem ser facilmente associadas aos temas propostos pela banca. Confira algumas possibilidades pertinentes de como e onde acrescentar essas alternativas na produção textual: 1. Teoria Clássica: o pensamento grego Platão e Aristóteles são os principais filósofos do mundo antigo por terem desenvolvidos conceitos fundamentais à humanidade. Esses conceitos podem ser aplicados a temas vinculados à política, ao conhecimento e à ética. Veja os mais notáveis abaixo: O mito da caverna platônico: o homem aprisionado Essa foi a alegoria utilizada por Platão para explicar o homem em uma sociedade que o aprisiona e o impede de ver o mundo a partir de sua própria percepção. Tendo isso como ponto de partida, é possível criar uma contextualização para diversas temáticas, como o uso das redes sociais que pode prejudicar o usuário de perceber o mundo à sua volta e de distinguir a realidade das narrativas criadas nas redes. A ética aristotélica: o homem virtuoso Para Aristóteles, a ética está ligada à virtude como uma prática recorrente, isso influencia diretamente na forma de ação do homem, a qual deve ser guiada pela razão e bons hábitos. A ética e a virtude aristotélicas podem ser correntes filosóficas empregadas na argumentação a respeito de charlatanismo e estelionato religioso, problemáticas comuns na atualidade. 2. Filosofia medieval: fé e sociedade Escola do pensamento filosófico cristão, a escolástica buscava conciliar a fé cristã à racionalidade e tem como principais nomes Santo Agostinho de Hipona, para a Patrística, e Tomás de Aquino, para a Escolástica. Neste momento da filosofia, a fé foi encarada junto à razão, provocando a valorização do saber científico. Patrística: entre o pecado e a liberdade À procura de compreender a fé divina ao racionalismo, conforme já mencionado, Santo Agostinho explorava temas como a liberdade humana, o pecado e a predominância da alma sobre o corpo. A corrente filosófica de Santo Agostinho tinha como uma de suas ideias principais o fato de que o indivíduo precisa ter responsabilidade para usar de sua liberdade, assim, para ele, uma não deve caminhar sem a outra. Dessa forma, essa concepção pode ser citada para dialogar com temas a respeito da liberdade de expressão, como: Discurso de ódio e a liberdade de expressão Limites do humor x Liberdade de expressão Escolástica: os direitos humanos e a desigualdade no Brasil Tomás de Aquino é uma importante figura deste período filosófico e influenciou teorias do direito porque, segundo o autor, todos os indivíduos têm a mesma importância na sociedade, com os mesmos direitos e deveres. Consequentemente, a noção acima pode ser usada nas diversas temáticas quanto ao problema da desigualdade social no Brasil e no mundo, bem como no que concerne ao acesso aos direitos humanos. É possível alocá-la tanto na contextualização do tema quanto do argumento. 3. Racionalismo diante à realidade das coisas Esta visão dentro das correntes filosóficas defende que a realidade só será alcançada a partir da razão. Assim, só é possível ter acesso ao conhecimento verdadeiro e completo rejeitando o sentimento e as sensações. Dois nomes essenciais para essa teoria são Descartes e Espinosa. René Descartes: a dúvida como a busca pela verdade É comum o uso da célebre frase “Penso, logo, existo”, do filósofo René Descartes, para ilustrar o pensamento cartesiano, que embasa a teoria da razão humana como uma forma de atingir o conhecimento. Você pode utilizar a frase e a teoria para enriquecer o seu repertório, principalmente para apresentar o tema. Para isso, é preciso que o tema se encaixe, só não force. A frase é ótima, mas é preciso saber usá-la. Veja um exemplo a seguir: “De acordo com René Descartes e o pensamento cartesiano, é necessário colocar o pensamento e as coisas em dúvida para conhecer a verdade. No entanto, com a alta propagação de fake news no Brasil, é possível verificar que essa concepção não atinge à realidade brasileira que sequer verifica a veracidade das notícias. […]” Baruch Espinosa: desenvolvimento humano Menos conhecido que o anterior, Espinosa destacou que o conhecimento é o meio primordial para o desenvolvimento das habilidades e potencialidades humanas. Dessa maneira, assuntos correlacionados à educação, como o analfabetismo e dificuldade no acesso às escolas são facilmente associados à noção trabalhada pelo holandês. Ela pode aparecer como forma de contextualização do problema ou comprovação do argumento. 4. Empirismo: a revelação da verdade por meio dos sentidos Entre as correntes filosóficas, essa é a que está associada aos sentidos como os verdadeiros motivadores da revelação da verdade. Nessa teoria, a razão não é mais um critério fundamental, uma vez que o conhecimento é construído com base na experiência. John Locke e David Hume podem ser empregados com assertividade em seu texto. John Locke: o rompimento do pacto social O importante filósofo inglês exerce, até hoje, influência na filosofia moderna e na construção de teorias recentes. Locke acreditava que há uma espécie de pacto social para a construção da sociedade e de fins específicos. A teoria contratualista é um excelente recurso para a sua redação, pois ela se ajusta em partes distintas dela. Verifique os exemplos a seguir: Na introdução e conclusão do texto. Em um dos parágrafos argumentativos. David Hume e seu pensamento cético O escocês David Hume é afamado por seu raciocínio cético sobre a origem e a validade de tudo aquilo que conhecemos, seja ideias, impressões, emoções, sensações, dentre outras. Além disso, para ele, o hábito é princípio essencial para guiar a vida humana. Essa ideia do hábito enquanto guia
Quer saber mais sobre “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O ano de 2021 ficou marcado pelo aumento da insegurança alimentar e da fome no Brasil. O problema está relacionado a muitos fatores, como o aumento do desemprego, o salário mínimo e auxílio emergencial insuficiente, além de problemas estruturais como a desigualdade social e a miséria. Não é um problema simples de ser solucionado, por isso listamos alguns repertórios socioculturais para você entender mais sobre o assunto e até mesmo usar na sua redação sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. Confira! Vídeo | Como o Brasil que alimenta 1 bilhão no mundo tem 10 milhões passando fome Este vídeo da BBC News mostra como o Brasil, um país que alimenta 1 bilhão de pessoas no mundo, enfrenta hoje o pior número já registrado nos últimos 15 anos de pessoas passando fome. O repórter Ricardo Senra explica esse cenário mostrando como funciona e para quem se destina a produção de alimentos realizada pelo agronegócio e pela agricultura familiar. Enquanto o agronegócio é destinado à exportação e possui maior incentivo para a sua produção, a agricultura familiar – que é realizada pelos pequenos produtores rurais e destinada à população local – não possui apoio. O vídeo também mostra outros fatores que contribuem para o aumento da fome no Brasil. Assista ao vídeo e entenda: https://youtu.be/lDS5VhVGSZc Livro | Quarto do Despejo, de Carolina Maria de Jesus O livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada, da escritora Carolina Maria de Jesus, é um repertório perfeito para o tema! No livro, publicado em 1960, Carolina relata a sua vida como catadora de sucatas na favela do Canindé, localizada na Zona Norte de São Paulo. Em seus escritos, vários problemas estruturais do país são abordados, como a desigualdade social, a miséria e o racismo. Nesse contexto, ela denuncia a fome como um direito básico negado, a alta dos preços no mercado provocada pela inflação da época e a angústia de não ter comida para alimentar seus três filhos. Em um cenário onde comer é para poucos, ela escreve: “O maior espetáculo do pobre da atualidade é comer” – citação que ilustra muito bem a realidade atual, não é mesmo? Dados | IBGE: insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros Segundo os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, divulgada pelo IBGE em 2020, a insegurança alimentar grave atingiu 10,3 milhões de brasileiros. Vale lembrar que esse nível de insegurança é quando as pessoas não conseguem acessar alimentos para consumo, ou seja, passam fome. Confira os dados neste link. Notícia | Garimpo contra a fome Você lembra daquela notícia que circulou há alguns meses atrás de pessoas revirando caminhões de descarte de ossos em busca de comida? O aumento da pobreza e da fome fez com que muitas pessoas em situação de vulnerabilidade acabassem buscando restos de carne e ossos que são rejeitados pelos mercados. Essa cena chocou o Brasil ao retratar a situação grave que vivemos e, por causa disso, os ossos acabaram virando um símbolo nacional em protestos contra a fome. Trata-se de um caso recente que pode ser usado como repertório, o você acha? Para ler a notícia completa, acesse aqui. Legislação | Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional O acesso à alimentação adequada é um direito garantido por lei e, por isso, é dever do Estado investir em políticas e ações para que se torne uma realidade. É o que diz a Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, veja: “Art. 2º A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.” Essa lei criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com o objetivo de estabelecer diretrizes para que o poder público e a sociedade civil realizem programas que garantam a segurança alimentar para todos os cidadãos. É uma lei importante para o combate à miséria e à fome. Acesse a legislação neste link. Filme | O poço (2019) O filme O poço (2019), exibido pela Netflix, faz uma metáfora sobre a lógica da sociedade vertical. Em uma prisão onde os detentos são alimentados por uma plataforma descendente, as pessoas que estão nos níveis mais altos comem mais do que o necessário e os que estão nos andares mais baixos ficam com os restos. Nesse cenário, a insegurança alimentar e a fome podem ser percebidas pela miséria vivida pelas pessoas que estão no fundo do poço. O filme, de maneira metafórica, denuncia o problema da má distribuição de recursos e a desigualdade social. Assista ao trailer a seguir: Quer saber mais sobre como O poço pode ser usado na redação? Leia este post que fizemos sobre o filme! Documentário | Histórias da Fome no Brasil (2017) A fome é um problema estrutural que atinge o Brasil há séculos. É o que mostra o documentário Histórias da Fome no Brasil, produzido pela Ação da Cidadania e com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O documentário faz um panorama sobre a fome no Brasil e mostra como o país enfrentou esse problema desde o Brasil Colônia até as políticas públicas que resultaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome. Reserve um tempo e assista! O documentário está disponível no GloboPlay ou no Youtube, a seguir: E aí, o que você achou dos repertórios que selecionamos? Você conhece outras referências que poderiam ser relacionadas ao tema? Queremos muito saber qual é a sua opinião e solução para o problema! Escreva a sua redação sobre “A insegurança

Quer saber mais sobre “Direitos dos animais no esporte”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você viu nos textos motivadores que a legislação brasileira é considerada frágil quando se trata de direitos dos animais. Essa fragilidade se dá porque não há uma lei específica que trata do tema e, além disso, as leis que abordam os animais são conflitantes: ao mesmo tempo que no Código Civil brasileiro os animais são entendidos como “objetos”, há outras leis vigentes e em tramitação que protegem os animais de crueldade. O tema é polêmico, nós sabemos! No entanto, é importante que o debate seja feito. Para você entender mais sobre o tema “Direitos dos animais no esporte”, separamos alguns repertórios socioculturais para ajudar você a fundamentar a sua redação. Boa leitura! Legislação | Constituição Federal Embora não haja uma lei específica que assegura os direitos dos animais no esporte, é possível usar na redação outros artigos da legislação brasileira que mencionam a proteção dos animais. A Constituição Federal, por exemplo, fala sobre a proteção dos animais e o meio ambiente nos artigos 23 e 225. O art. 23 afirma que é dever dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios preservar as florestas, a fauna e a flora. Já o artigo 225 estabelece que todos têm o direito ao meio ambiente “ecologicamente equilibrado” e enfatiza que o Poder Público e a coletividade devem preservá-lo e defendê-lo para as futuras gerações. Além disso, este artigo diz que o Poder Público deve: “VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.” Vídeo | Direito e proteção aos animais no Brasil Neste vídeo, as professoras de Direito Ana Cristina Tasaka e Gisele Porto Barros apontam uma problemática relacionada à Constituição Federal. Como vimos, a Constituição ressalta que é dever de todos proteger os animais da crueldade, porém o artigo 225 apresenta uma exceção: não são consideradas práticas cruéis aos animais aquelas desportivas consideradas manifestações culturais (como a vaquejada). Essa exceção foi incluída por meio da Emenda Constitucional 96 e enfatiza que práticas como essas devem assegurar o bem-estar dos animais envolvidos. Confira o bate-papo: Documento | Declaração Universal dos Direitos dos Animais A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, criada em 1977 pela Liga Internacional dos Direitos dos Animais e proclamada pela UNESCO, reforça a ideia de que os animais não humanos possuem o direito a uma vida digna. O documento apresenta 14 princípios que servem até hoje como referência para a criação de leis focadas nos direitos dos animais em todo o mundo. Leia a Declaração completa aqui. Documentário | Animais Seres Sencientes – WSPA Brasil O documentário “Animais Seres Sencientes”, produzido pela WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal, discute um conceito comprovado cientificamente: a senciência, ou seja, a capacidade dos animais em sentir dor, alegria, saudade, prazer etc. Trata-se de um conceito fundamental para a defesa dos direitos dos animais e a proteção da sua integridade. O documentário aborda a senciência de animais de companhia, animais silvestres e os animais utilizados para produção, trabalho e entretenimento. Assista a seguir: Filósofo | Jeremy Bentham Jeremy Bentham foi um filósofo do século XVIII que ajudou a criar a base para os direitos dos animais. Na época ele já argumentava que os animais devem ter direitos pelo fato de possuírem a capacidade de sofrer. Além disso, ele recusava a ideia de que a falta de “lógica” deveria ser um critério para tratarmos outros seres como inferiores. O autor ficou conhecido pela famosa frase: “A questão não é ‘eles pensam?’ ou ‘eles falam?’, a questão é ‘eles sofrem?’”. Filme | Como treinar o seu dragão (2010) Você já assistiu a animação “Como treinar o seu dragão” (2010)? Ele é um repertório de entretenimento perfeito para esse tema! A história gira em torno de Soluço, um adolescente viking que vive em um lugar onde os combates entre vikings e dragões são muito comuns. O conflito da história começa quando Soluço captura um dragão, mas não consegue matá-lo. Após esse episódio, Soluço solta o dragão, cuida do seu ferimento e constrói uma verdadeira relação de amizade com o dragão que passa a se chamar Banguela. O filme está disponível na Netflix. Confira o trailer: Documentário | Zero boi (2016) A vaquejada é considerada uma prática desportiva de manifestação cultural do Nordeste brasileiro que volta e meia está em pauta no Congresso por conta da pressão pública pelos direitos dos animais. O mini-documentário “Zero Boi” aborda a legalidade/ilegalidade da vaquejada e mostra diferentes pontos de vista (a favor e contra) sobre essa prática. Hoje, a vaquejada é considerada legal e é entendida como patrimônio cultural brasileiro. Assista ao documentário abaixo: Cartilha | Manual de Boas Práticas para o Bem-Estar Animal em Competições Equestres No Brasil, os esportes que envolvem animais devem priorizar os cuidados com a saúde e bem-estar animal. Em 2015, o MAPA lançou o “Manual de Boas Práticas para o Bem-Estar Animal em Competições Equestres”. O guia conta com orientações sobre o uso de equipamentos adequados, métodos de treinamento dos animais, conduta dos esportistas, regulamentos das competições, entre outros. Confira o manual completo neste link. Artigo | Direitos dos animais: quais são e por que eles precisam ser defendidos Este artigo da ONG Animal Equality apresenta um panorama sobre os direitos dos animais no Brasil, os principais teóricos que ajudaram a fundamentar o conceito e casos marcantes da história relacionados à causa animal na justiça. No artigo, a advogada Letícia Filpi, da ABRAA, faz uma crítica às normas de bem-estar animal vigentes na legislação brasileira, afirmando que elas “não trazem efetivamente bem-estar para um ser senciente pois ele está sendo tratado como coisa”. Acesse o artigo completo aqui. Agora queremos saber: qual é o seu ponto de

Quer saber mais sobre “Crise energética no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A crise energética no Brasil tem preocupado a população em geral. Isso porque os apagões e o racionamento de energia podem fazer com que o país enfrente diversas consequências, como o aumento do desemprego e a inflação – que, aliás, já se manifesta com a alta do preço de alimentos e energia. Além disso, o tema também abre a discussão para a importância de diversificar a matriz energética como uma forma de evitar o problema no futuro, uma vez que a principal fonte do país são as hidrelétricas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “Crise energética no Brasil”, selecionamos alguns repertórios socioculturais que podem enriquecer a sua tese. Boa leitura! Matéria | Diferentes partes do mundo enfrentam crises energéticas Esta matéria transmitida pela CNN Brasil mostra que a crise energética não está acontecendo apenas no território brasileiro. Países como a China e Reino Unido também estão enfrentando problemas na geração e distribuição de energia por diferentes motivos, o que influencia na alta de preços e prejudica a retomada global da economia após o período crítico da pandemia. Assista à matéria a seguir: Vídeo | Os fatores que fazem disparar risco de apagão no Brasil Este vídeo da BBC explica os fatores que contribuem para o risco de ocorrer apagões no Brasil, principalmente em épocas mais quentes em que há picos de consumo de energia. O vídeo também explica a crise energética de 2001 e como a crise atual está relacionada à crise hídrica. Ademais, diferentes especialistas opinam sobre se o governo federal deveria ter adotado um racionamento de energia severo para conter a crise, assim como foi feito em 2001. Confira no vídeo: História | Crise energética de 2001 A crise energética que ocorreu no Brasil em 2001, mais conhecida como a “crise do apagão”, é um ótimo repertório histórico que você pode utilizar na sua redação. Selecionamos dois artigos que comparam a crise atual com a que ocorreu há 20 anos atrás. Confira! Artigo | Como a crise atual do setor elétrico se compara a 2001 Este artigo do jornal Nexo conta como a atual crise de energia se assemelha à crise que ocorreu em 2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na época, a escassez de chuvas também foi considerada um fator que dificultou a geração de energia, mas não somente: a falta de investimento e planejamento na geração e distribuição de energia por conta do governo federal também contribuiu para a crise. Além disso, a falta de diversificação da matriz energética já era apontada como um problema, uma vez que cerca de 90% da energia do país era gerada pelas hidrelétricas. Segundo o Nexo, atualmente essa porcentagem é de 63% e é comum que haja o acionamento de termelétricas em momentos de seca. Leia o artigo completo aqui. Artigo | Crise energética no Brasil: o que mudou nos últimos 20 anos Neste artigo da Revista Piauí, especialistas afirmam que apesar da matriz energética ter sido diversificada desde 2001, com a criação de usinas eólica e fotovoltaica, ainda há necessidade de um maior investimento em fontes de energia renováveis no Brasil, onde o cenário é favorável. Segundo o professor do departamento de Ciências da Administração da UFSC, André Luís da Silva Leite, “A crise de energia atual, por falta d’água, decorre mais por uso ineficiente da água, ainda nosso principal insumo, no ano anterior, do que apenas por poucas chuvas.” Acesse o artigo completo neste link. Filme | Mad Max: estrada da fúria (2015) Você já viu o filme “Mad Max: estrada da fúria”? O quarto filme da franquia de ficção científica, dirigido por George Miller, narra uma história que se passa em um mundo pós-apocalíptico em que a escassez de recursos naturais – como energia, combustível e água – é motivo de conflitos políticos, econômicos e sociais. O filme abre uma reflexão sobre como momentos de crise e escassez de recursos podem aprofundar as desigualdades, favorecendo um cenário de caos social e guerras. Assista ao trailer a seguir: Documentário | “Futuro energético” (2010) O documentário “Futuro energético” (2010), produzido pelo Discovery HD Showcase, discute sobre a importância de diversificar a matriz energética e investir em fontes de energia renováveis, como a hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica. Além disso, o documentário ressalta que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis – as termelétricas – não são sustentáveis, uma vez que contribui para a emissão de gases de efeito estufa. O documentário está disponível no Youtube. Confira: Documentário | “Sol de Norte a Sul” (2016) Um dos maiores desafios no Brasil é investir em outras fontes de energia renováveis, além das hidrelétricas. O documentário “Sol de Norte a Sul” (2016), produzido pela Greenpeace Brasil, retrata os desafios e benefícios da geração de energia solar. Além de mostrar que ela é uma alternativa sustentável para o planeta, o documentário mostra os benefícios sociais dessa fonte de energia no Brasil e os entraves para a sua disseminação no país. “Sol de Norte a Sul” está dividido em partes e disponível no Youtube neste link. E aí, o que você achou dos repertórios? Esperamos que eles sejam produtivos para a sua tese. Agora, é só colocar a mão na massa! Escreva a sua redação sobre o tema “Crise energética no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Quer saber mais sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais têm preocupado cada vez mais profissionais da saúde e do direito. O tema, nos últimos anos, ganhou mais atenção por causa de uma prática conhecida como sharenting, que é quando os próprios pais compartilham conteúdos dos seus filhos na internet. Por serem consideradas mais vulneráveis no ambiente digital, as crianças e adolescentes correm muitos riscos, como: cyberbullying, pedofilia, roubo de identidade, entre outros. Assim, como você viu nos textos motivadores, o tema alerta para a importância da proteção de dados pessoais desse grupo e o direito de imagem. Confira a seguir os repertórios sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” que selecionamos para você refletir e usar em sua redação! Reportagem | Exposição das crianças nas redes sociais pode gerar conflitos entre pais e filhos Esta reportagem do Domingo Espetacular aponta uma pesquisa feita pelo órgão público britânico Children’s Comissioner que revelou um dado interessante: os pais publicam em média 1.300 fotos de seus filhos na internet desde o parto até a adolescência. Além disso, a reportagem mostra casos de pessoas famosas que criaram perfis de seus bebês nas redes sociais e, também, casos que aconteceram fora do país de filhos que processaram seus próprios pais por causa da superexposição nas redes sociais. Interessante, não é? Assista à reportagem a seguir: Conceito | “Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord O livro “Sociedade do Espetáculo”, publicado nos anos 60 pelo filósofo francês Guy Debord, apresenta um conceito que até hoje é pertinente em nossa sociedade. Nele, o autor afirma que as imagens midiáticas exercem um papel central nas relações sociais e que a vida em sociedade é cada vez mais “espetacularizada”. Nas palavras de Debord, “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” No contexto atual, podemos associar esse conceito à necessidade das pessoas de tornar público – por meio das redes sociais – os momentos mais íntimos da vida, sem mesmo se questionar sobre os efeitos negativos dessa exposição. Pense, por exemplo, nos casos de bebês que já possuíam perfis nas redes sociais antes mesmo de nascerem. Legislação | Estatuto da criança e adolescente Outro repertório que pode ser utilizado é o Estatuto da Criança e Adolescente, estabelecido na Lei nº 8.069. Você pode dizer que o ECA assegura que as crianças e adolescentes têm o direito de imagem e devem consentir com todo o conteúdo publicado. Nesse sentido, mesmo que os pais sejam responsáveis por autorizar o uso de imagens de seus filhos, eles não podem se considerar “proprietários” das suas imagens. O caminho, como vimos nos textos motivadores, é sempre manter o diálogo com a criança e adolescente. Veja o que o artigo 100 diz: “V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada.” Pesquisa | Acesso à internet aumenta entre crianças e adolescentes Uma pesquisa realizada pela TIC Kids Online Brasil 2019 aponta que o acesso à internet aumentou entre crianças e adolescentes e também alerta para os riscos da exposição na internet. De acordo com a pesquisa, “15 % das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.” Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, ressalta que a restrição não é a melhor opção para evitar os riscos na internet. O ideal é que os pais e responsáveis conversem com as crianças e adolescentes para saber quais são as atividades que eles realizam no ambiente virtual e indiquem caminhos para um uso seguro. Leia a pesquisa completa aqui. Série | Black Mirror – “Arkangel” Como vimos, a privação do uso da internet não é o melhor caminho a ser seguido. O episódio “Arkangel” (“Arcanjo” em português), da série Black Mirror, é um exemplo de como a superproteção dos pais causa malefícios na vida dos filhos. Na história, Marie é uma mãe superprotetora que aplica um implante tecnológico chamado “Arkangel” em sua filha Sara. Esse implante monitora a vida da filha e ainda embaça imagens de violência que causam aflição na menina. A atitude da mãe, que a princípio pode parecer bem intencionada, provocou danos à filha que se viu controlada e sem privacidade. Esse episódio, ainda que de forma distópica, abre uma reflexão sobre o maior desafio do nosso tema: a importância de proteger os dados das crianças e adolescentes e ao mesmo tempo dar autonomia para que elas utilizem a tecnologia e desenvolvam as habilidades necessárias. “Arkangel” é o segundo episódio da quarta temporada de Black Mirror e pode ser assistido na Netflix. Prepara a pipoca! Animação | Que corpo é esse? (Sharenting) “Que corpo é esse?” é uma série de animação transmitida no canal Futura – criada em parceria com a Unicef Brasil e Childhood Brasil com coprodução da Split Studio –, que tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança de crianças e adolescentes. Neste ano, a animação ganhou um episódio sobre sharenting. A narrativa mostra um pai tentando fazer um vídeo de seu filho para postar nas redes sociais, mas o bebê não está à vontade com a ideia. Ao observar a situação, a irmã mais velha explica para o pai a importância de respeitar a privacidade do filho e protegê-lo das consequências da exposição. Assista ao vídeo a seguir: Agora é com você! Qual é o seu ponto de vista sobre o tema? Escreva a sua redação

Quer saber mais sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Nos textos motivadores que selecionamos para o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”, você viu que a educação financeira é importante para quebrar o tabu que existe em torno do tema, buscar qualidade de vida, saber se planejar financeiramente e evitar o endividamento. Porém, o tema envolve muitos desafios no país: enfrentar o analfabetismo e garantir uma educação financeira de qualidade para todas as pessoas. Confira os repertórios socioculturais que selecionamos para ajudar você a fundamentar a sua tese e garantir 900+ na redação. Boa leitura! TEDx | Finanças reais para pessoas reais Neste vídeo do TEDx, a administradora e orientadora financeira Nathalia Rodrigues – mais conhecida na internet como Nath Finanças – fala sobre a importância da educação financeira ser acessível e próxima do cotidiano da população brasileira que possui renda baixa. Ela ressalta que é necessário romper a ideia de que a educação financeira é apenas para “engravatados” e pessoas de classe alta. Segundo ela: “Educação financeira é mais do que anotar os gastos: é entender como a relação com o dinheiro afeta sua saúde mental e das pessoas com quem você convive. A educação financeira emancipa pessoas, liberta, transforma vidas e famílias.” Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/w5OGH0MrGH0 SÉRIE | Round 6 Você assistiu “Round 6”? A série sul-coreana lançada na Netflix fez sucesso no mundo todo e é um ótimo repertório para o nosso tema da semana. Em “Round 6”, 456 pessoas endividadas e desesperadas por dinheiro são convidadas para participarem de uma competição inspirada em brincadeiras infantis cujo prêmio final é uma quantia de 45,6 bilhões de Wons (moeda coreana equivalente a 40 milhões de dólares). Porém, o jogo tem consequências mortais e apenas uma pessoa leva o prêmio milionário. O personagem principal da série, Seong Gi-Hu, é um homem extremamente endividado que para tentar aliviar a sua situação financeira recorre a empréstimos com agiotas, o que acaba agravando a sua situação, pois ele não consegue quitar as suas dívidas. É aí que ele topa participar do jogo. A série aborda o superendividamento e alerta para a importância de poupar dinheiro e ter cuidado com empréstimos. Além disso, a série aborda outras questões como meritocracia e privilégios. A profa. Chay, do Redação Online, contou um pouco sobre a série em nosso canal do Youtube. Veja a seguir: MÚSICA | “Chopis Centis”, Mamonas Assassinas Os versos do refrão da música “Chopis Centis” (variação linguística de shopping center), dos Mamonas Assassinas, são muito pertinentes para falar sobre a cultura de parcelar compras, que teve início nos anos 50 com o surgimento dos crediários e está presente até hoje no dia a dia dos brasileiros – só que agora por meio do cartão de crédito. Os versos dizem o seguinte: “A minha felicidade É um crediário nas Casas Bahia” Comprar por meio dos crediários era uma forma de fazer aquela compra que não cabia no bolso por meio de pequenas parcelas. No entanto, essa forma de pagamento muitas vezes acaba provocando o consumismo, pois as pessoas passam a comprar mais do que podem pagar e acumulam cada vez mais dívidas. Escute a música no Youtube! FILME | Até que a sorte nos separe (2012) O filme nacional “Até que a sorte nos separe”, dirigido por Roberto Santucci, é uma trilogia de comédia romântica baseada no best seller “Casais inteligentes enriquecem juntos”. O primeiro filme da trilogia conta a história de um casal, Tino e Jane, que realizou o sonho de muitos brasileiros: ganhar na loteria. Só que após dez anos eles gastam todo o dinheiro em ostentação e ficam falidos. O filme mostra de forma bem humorada que mesmo tendo muito dinheiro é necessário ter um planejamento financeiro, saber economizar, poupar, gastar, investir e contar com ajuda profissional para administrar grandes quantias. Caso contrário, não adianta ganhar na loteria. O filme está disponível na Netflix, assista ao trailer a seguir: FILME | O homem que copiava (2003) “O homem que copiava” (2003), dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, é outra produção brasileira que poderá enriquecer muito a sua redação. O protagonista André tem apenas 20 anos e é um operador de fotocopiadora em uma papelaria. Um dia ele tem uma ideia inusitada: imprimir o seu próprio dinheiro. O seu objetivo é ficar rico e impressionar Sílvia, a mulher dos seus sonhos. O filme retrata o cotidiano de muitos brasileiros que trabalham diariamente e vivem frustrados por serem mal remunerados, mas ainda assim sonham em melhorar a sua situação financeira para alcançar seus objetivos. Que tal assistir? Pega a pipoca e o caderno! O filme completo está disponível no Youtube: LIVRO | Vidas secas, de Graciliano Ramos O clássico da literatura brasileira “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, é a nossa outra indicação. Em resumo, a narrativa retrata uma família miserável que vive no sertão e que de tempos em tempos se deslocam para fugir das regiões muito secas. O personagem principal é Fabiano, um homem analfabeto, que perde dinheiro no jogo, não sabe fazer conta e muito menos sabe o que é imposto. Fabiano é um retrato da realidade de uma boa parcela da população que é afetada pela desigualdade social e não possui um direito básico: a alfabetização. A partir dele podemos pensar que falar sobre educação financeira no Brasil não é uma tarefa fácil, pois o país ainda precisa lidar com problemas estruturais graves, como o analfabetismo. Segundo o IBGE, o Brasil possui 11 milhões de analfabetos – acesse esse dado aqui. E aí, o que você achou das nossas dicas de repertórios socioculturais sobre educação financeira? Como você usaria eles na sua redação? Conseguiu pensar em outros que não apontamos aqui? No ano passado nós indicamos outros repertórios sobre esse tema neste post, que tal dar uma olhadinha? Agora, é hora de

Quer saber mais sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você já foi bombardeado nas redes sociais por anúncios de um produto do seu interesse? Ou mesmo pensou em comprar algo na internet sem antes botar na balança se essa compra é realmente necessária? Certamente já, não é? Saiba que isso é mais comum do que se imagina! Ao mesmo tempo que a internet tem o seu lado positivo por facilitar a comunicação e agilizar processos de compras, por outro lado também intensificou outros problemas: o consumismo e publicidade excessiva. No ambiente digital, as pessoas estão mais vulneráveis por conta de tantos estímulos emocionais e o excesso de publicidade agrava um problema que já existe há anos – o consumo exagerado –, prejudicando a saúde emocional e financeira. Para ajudar você a escrever o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”, selecionamos alguns repertórios socioculturais para você usar na redação. Confira neste post! Reportagem | Compulsão por compras afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo Essa reportagem do Domingo Espetacular mostra como a internet impulsionou o consumismo e alerta sobre as consequências da compulsão pelo consumo: prejuízo na vida social, emocional e financeira. Além disso, a reportagem ressalta que o consumo compulsivo é considerado um transtorno de origem emocional – a oneomania –, que se caracteriza por três estágios: euforia (pela compra), culpa e negação. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com essa doença, o que equivale a mais de 600 milhões de pessoas. Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/zV7jJJzxcoo Livro | Vida para consumo, de Zygmunt Bauman O livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias (Editora Zahar, 2008), do sociólogo Zygmunt Bauman, também pode ser usado como repertório. Nesse livro, Bauman aponta que a estrutura da sociedade atual é baseada no consumo. Sua tese é de que o consumo contemporâneo transforma as pessoas – os consumidores – também em mercadorias, forma as suas identidades e as relações entre elas. Para Bauman, é por meio do consumo que as pessoas são aceitas na sociedade e conseguem conquistar “prêmios sociais”. A citação abaixo ilustra bem essa ideia: “Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria […]” (BAUMAN, 2008, p. 20). Nesse sentido, o autor analisa que as pessoas não apenas consomem, mas também estão expostas como “mercadorias” na sociedade. Por exemplo, um candidato para uma vaga de trabalho é visto como uma “mercadoria” para a empresa. Pareceu complicado? Para entender mais a análise de Bauman sobre a sociedade de consumo, indicamos o vídeo do canal Educa Periferia. Assista a seguir! Curta-metragem | Happiness, de Steve Cutts No curta Happiness (“Felicidade” em português), de 2017, o ilustrador e animador inglês Steve Cutts faz uma crítica à busca incessante pela felicidade por meio do consumismo. Essa ideia de “felicidade”, retratada no curta, depende da posse e do acúmulo de bens materiais para alcançar o “sucesso” – uma lógica constantemente estimulada pela publicidade. Cutts é muito conhecido pelas suas produções que fazem críticas duras à sociedade consumista e capitalista, como o curta-metragem Wake Up Call (2014). Neste curta, ele aborda a obsolescência programada, que é quando produtos são criados para se tornarem ultrapassados em pouco tempo – por exemplo, os smartphones. Para assistir esse curta, acesse aqui! Artigo | Consumir procurando uma felicidade que nunca chega Este artigo do jornal El País aborda a relação entre consumismo e publicidade, os impactos do consumo excessivo para o meio ambiente e outras problemáticas sobre o tema. Também aponta que a preferência por compras na internet está entre as principais mudanças de consumo ocorridas nos últimos anos. Leia o artigo completo aqui. Manchete | Por que as propagandas nos ‘perseguem’ na web? Esta manchete da Uol explica como os anúncios são direcionados às pessoas na internet, de acordo com o seus interesses, por meio dos cookies – arquivos de textos que os sites depositam nas máquinas dos usuários a fim de coletar seus dados e sites acessados anteriormente. Leia a manchete completa aqui e entenda! Documentário | O dilema das redes (2020) Já que o tema envolve o ambiente digital, você já assistiu o documentário O dilema das redes? Em resumo, é uma produção da Netflix (2020) que fala sobre os efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e o controle do comportamento por meio dos algoritmos. Trata-se de um repertório interessante para falar sobre como as redes sociais afetam o psicológico dos usuários. Podemos pensar, por exemplo, que diante de tantos estímulos emocionais – provocados pela publicidade e influenciadores que promovem estilos de vida – as pessoas ficam mais vulneráveis no espaço virtual. Assim, a publicidade excessiva se torna um grande problema. O dilema das redes está disponível na Netflix. Documentário | Criança, a Alma do Negócio O documentário Criança, a alma do negócio, da cineasta Estela Renner, é de 2008, mas ainda assim continua recente. Isso porque o documentário analisa como as mídias de massa e a publicidade influenciam as crianças e, em consequência, a escolha dos produtos em casa. O documentário aborda os efeitos negativos da publicidade infantil e alerta para a importância de proteger esse público do excesso de anúncios, pois o estímulo do consumismo na infância pode afetar drasticamente a formação enquanto indivíduos. Esse é um dado importante, afinal, as crianças também são usuárias da internet. O documentário está disponível no Youtube. Assista! Filme | Amor por contrato O filme apresenta a família Jones, que demonstra ser perfeita. Steve e sua esposa Kate, além dos filhos, são populares e esbanjam produtos de última geração, que despertam o desejo de consumo da vizinhança. Contudo, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa de marketing que decidiu inserir famílias em mercados de luxo para aguçar o interesse das pessoas e aumentar a lucratividade. Mesmo sendo de 2009,

Quer saber mais sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Os golpes financeiros na internet tomaram conta dos noticiários durante a pandemia, devido ao aumento alarmante de casos no Brasil. A crise econômica, o desemprego e o uso frequente de tecnologia são alguns fatores que contribuíram para um cenário mais vulnerável a essa prática criminosa. As modalidades de golpes são várias e afetam tanto investidores quanto pessoas que são enganadas por simples fraudes – como clicar em links falsos e fornecer seus dados pessoais a um suposto conhecido. Por ser um assunto em alta, selecionamos alguns repertórios socioculturais sobre o tema “Golpes financeiros na internet” para você treinar a sua redação. Vai que o tema caia nessa edição do Enem, não é mesmo? Confira a seguir! Leis para golpes financeiros na internet Praticar fraudes financeiras no ambiente digital é crime, mas poucas pessoas sabem disso e acabam não registrando um boletim de ocorrência. Veja a seguir o que diz a lei: Crime de estelionato (Art. 171) e Lei 14.155 Os golpes financeiros na internet configuram crime de estelionato, previsto no Código Penal, no Art. 171. Mas você sabe o que é estelionato? Em resumo, é quando uma pessoa engana outra com a intenção de obter vantagem para si. Veja abaixo a definição de estelionato conforme o Art. 171: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Em maio de 2021, o governo sancionou a Lei 14.155 que altera o crime de estelionato e torna mais grave as fraudes eletrônicas. Observe o que foi incluído no Código Penal: “§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.“ Além disso, a pena aumentou para golpes cometidos contra idosos ou pessoas vulneráveis e, ainda, para casos em que for utilizado servidor fora do território nacional. Matéria sobre a nova lei contra golpes financeiros na internet A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a lei 14.155, que vimos anteriormente, endurece a pena para práticas criminosas como falso funcionário, clonagem de WhatsApp e golpes de phishing – quando o golpista tenta obter dados pessoais da pessoa com o uso de links e mensagens falsas. Segundo a Febraban, “A tipificação do crime digital é um passo muito importante e necessário para coibir delitos cometidos no mundo digital e punir com rigor as práticas desses crimes, que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor”. Leia a matéria completa aqui. Pesquisa | Homens são as principais vítimas de golpes financeiros As fraudes não estão relacionadas apenas a transações comuns, como fazer uma compra/pagamento. Esta pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (Cecop), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aponta que os homens são os principais alvos de golpes financeiros (91%) relacionados a investimentos. O perfil revelado foi homens, em sua maioria, na faixa etária de 30 a 39 anos (36,5%), ensino superior completo com pós-graduação (38%) e renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (23%). O WhatsApp foi a ferramenta de comunicação principal para atrair essas vítimas. A CVM salienta que é importante desconfiar de promessas muito elevadas de rentabilidade e “desconfiar especialmente da pressão para investir tipo é agora ou nunca”. Que tal ler a matéria completa? Acesse aqui. Veja também uma reportagem da CNN sobre a pesquisa: https://youtu.be/JaerRWZPE_s Artigo | Educação midiática para a terceira idade A educação midiática – além da alfabetização digital – possibilita que as pessoas criem senso crítico diante do uso de tecnologias. Assim, ela é fundamental para que as pessoas não caiam em armadilhas. Em 2020, um levantamento também realizado pela Febraban indicou que o número de golpes financeiros contra idosos aumentou 60%. Como esse público não está acostumado com o ambiente digital, é comum que ele seja mais vulnerável a golpes e até mesmo a notícias falsas. Em vista disso, ações que promovam a educação midiática para a terceira idade são extremamente importantes, como é o caso do projeto EducaMídia, do Instituto Palavra Aberta. Para saber mais sobre esse assunto, leia esta matéria. Matéria | Como o Pix está sendo usado para esquemas de pirâmide O golpe da pirâmide financeira é um dos principais tipos de fraudes realizadas em nosso país. Esta matéria do jornal Nexo apresenta como funcionam os esquemas de pirâmide, principalmente por meio dos “grupos de Pix” no WhatsApp, e alerta sobre os perigos de acreditar nas promessas de “dinheiro fácil”. Acesse a matéria completa aqui. Veja também uma reportagem do Jornal da Record sobre o assunto: Documentário| Explicando… Dinheiro (Netflix, 2021) A série documental “Explicando… Dinheiro”, produzida pela Netflix, possui cinco episódios curtos e super didáticos sobre temáticas relacionadas a dinheiro. O primeiro episódio da série, cujo título é “Enriqueça fácil”, mostra que os golpes financeiros existem desde muito antes da internet e apresenta vários casos famosos na história, como o esquema criado por Charles Ponzi. A série também explica como funciona o golpe da pirâmide e os golpes conhecidos como “pump and dump” aplicados no mercado de criptomoedas. Ademais, a série alerta que a tecnologia facilitou a disseminação desses golpes, porém as estratégias são basicamente as mesmas de anos atrás. O documentário está disponível com legendas e dublagem na Netflix. Vale a pena assistir! Agora que você conheceu vários repertórios sobre o tema “Golpes financeiros na internet”, que tal treinar a sua escrita? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Quer saber mais sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Escrever sobre esse tema não é uma tarefa fácil, uma vez que é um assunto polêmico que divide a opinião pública. De um lado, há um grupo que defende a descriminalização, a legalização e entende isso como uma questão de saúde pública. De outro lado, há um grupo que se opõe à prática do aborto voluntário e defende a criminalização por questões morais e religiosas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “A questão do aborto no Brasil”, separamos alguns repertórios para você utilizar ou mesmo se aprofundar no assunto. Confira! VÍDEO | O aborto permitido por lei no Brasil Neste vídeo, produzido pela UFRGS, profissionais da saúde explicam como funciona o atendimento do aborto permitido por lei no Brasil, em especial no caso de gravidez resultante de estupro. Eles enfatizam a importância de haver um preparo dos profissionais na rede de saúde pública para que o atendimento seja adequado. Assista a seguir: https://youtu.be/zuxAxCwD86o VÍDEO | Descriminalização do Aborto Rosângela Talib, psicóloga e integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, fala sobre a questão da descriminalização e legalização disso, bem como as consequências da criminalização para as mulheres, principalmente as negras e pobres. Ela também cita o exemplo do Uruguai que legalizou o aborto e o índice de mortalidade de gestantes diminuiu. Recentemente, na América Latina, a Argentina também legalizou isso e o Chile descriminalizou. DOCUMENTÁRIO | Eu vou contar (2017) O documentário Eu vou contar, dirigido por Debora Diniz, retrata as histórias de nove mulheres que interromperam a gravidez. Elas contam as suas experiências e dores em clínicas clandestinas ou com abortivos caseiros. São mulheres de diferentes classes sociais e regiões brasileiras que decidiram recorrer a isso por motivos diversos. O documentário está disponível no Youtube, a seguir: DOCUMENTÁRIO | Uma História Severina (2005) Hoje, em nosso país, é permitido o aborto em caso de feto anencéfalo. No entanto, nem sempre foi assim. Em 2004, o STF derrubou a liminar que previa o aborto legal em caso de anencefalia, o que afetou a vida de milhares de mulheres. Este documentário, dirigido por Eliane Brum e Debora Diniz, mostra o caso de Severina, uma mulher pobre do interior de Pernambuco, que estava internada no hospital para retirar o feto com anencefalia justamente no dia em que o STF impediu o direito ao aborto. O documentário está disponível também no Youtube. Assista! SÉRIE | Sex Education (Netflix, 2019) Você já assistiu Sex Education? Se ainda não, prepara que lá vem spoiler! Na primeira temporada, a série retrata um episódio de aborto na adolescência por meio da personagem Maeve. Sem condições financeiras e emocionais para criar o filho, Maeve decide abortar assim que descobre que está grávida. Desde então a personagem passa por conflitos internos e ainda lida com ativistas antiaborto protestando em frente da clínica em que foi realizar o procedimento. Dados sobre o tema Selecionamos três dados, de âmbito nacional e internacional, sobre a questão disso para você enriquecer a sua tese. Veja a seguir! DataSUS Segundo o DataSUS, somente no 1º semestre de 2020, o SUS fez 1.024 interrupções de gravidez previstas em lei e 80,9 mil procedimentos pós-abortos, ou seja, curetagens e aspirações, que são necessários para a limpeza do útero após um aborto malsucedido. Esse dado indica que o sistema hospitalar tem realizado um número maior de atendimentos pós-abortos clandestinos do que abortos legais. Além disso, também aponta que as mulheres não têm acesso ao aborto seguro previsto por lei, uma vez que a taxa de abortos decorrentes de estupro é maior. Para entender mais, leia esta matéria do G1. Organização Mundial da Saúde (OMS) Neste documento Abortamento seguro: orientação técnica e de políticas para sistemas de saúde, publicado em 2013, a OMS recomenda que o aborto seguro deve ser realizado por meio de procedimentos cirúrgicos – aspiração a vácuo, dilatação e evacuação – entre o período de 6 a 16 semanas de gestação ou por meio do consumo de pílulas abortivas, como o misoprostol, que deve ser realizado até 12 semanas de gestação. A OMS entende o aborto como uma questão de saúde pública e afirma: “Apesar desses avanços, estima-se que a cada ano são feitos 22 milhões de abortamentos em condições inseguras, acarretando a morte de cerca de 47.000 mulheres e disfunções físicas e mentais em outras 5 milhões de mulheres. Na prática, cada uma destas mortes e disfunções físicas e mentais poderia ter sido evitada através da educação sexual, do planejamento familiar e do acesso ao abortamento induzido de forma legal e segura, juntamente com uma atenção às complicações decorrentes do abortamento.” Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada em 2016, relata que uma a cada cinco mulheres de até 40 anos já realizou pelo menos um aborto no Brasil. O perfil da mulher que aborta é: 67% têm filhos e 88% declararam ter religião (56% são católicas e 25% evangélicas). Ademais, o estudo mostra que apesar do aborto estar presente em todas as classes sociais, as mulheres negras e indígenas, que possuem menos escolaridade e vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apresentam uma taxa mais alta de aborto. Acesse a pesquisa completa aqui. MÚSICA | “Carne de rã”, Mulamba & Ekena A banda brasileira Mulamba, em parceria com a cantora Ekena, compôs uma música que fala sobre o julgamento da sociedade e a culpabilização das mulheres que abortam. Além disso, denuncia o tabu em torno do tema que persiste há anos em nossa sociedade. Observe o trecho abaixo: “Mesmo que eu não morra fica o fardo Dum Matheus que eu não balanço É o peso da sociedade me punindo e me julgando E não se fala sobre o assunto Não se pensa sobre o assunto Pro Estado eu sou um

Quer saber mais sobre charlatanismo e estelionato religioso? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O charlatanismo e o estelionato religioso são duas práticas que se relacionam e causam polêmica na área jurídica e na sociedade em geral. Um caso comum, relacionado a essas práticas, é quando um líder religioso induz seus seguidores a pagarem uma grande quantia de dinheiro em troca de uma suposta cura ou milagre. Você já deve ter visto alguma notícia assim, não é? Nos últimos anos, muitos casos relacionados a líderes que se aproveitam dos seus fiéis têm aparecido nas manchetes de jornais do país. Ainda assim, poucas pessoas conhecem essas práticas e sabem que elas, inclusive, configuram crimes. Foi pensando nessa problemática que selecionamos alguns repertórios sobre o tema “Charlatanismo e estelionato religioso” para você praticar a sua redação. Confira a seguir! VÍDEO | Não acredite em charlatães Neste vídeo, o doutor Drauzio Varella fala sobre como os charlatães agem e relembra o caso do médium João de Deus que foi condenado em 2018 por estuprar e assediar sexualmente centenas de mulheres, além de ser acusado de cometer outros crimes: lavagem de dinheiro, porte ilegal de armas de fogo, charlatanismo e curandeirismo. O médium realizava “cirurgias espirituais”, sem nenhuma comprovação científica, apalpava mulheres e pedia para que elas tocassem em sua parte íntima, com a justificativa de que isso fazia parte de uma “limpeza espiritual”. Assista ao vídeo a seguir! https://youtu.be/NHyIjkFacJs SÉRIE | Vosso Reino (Netflix, 2021) A série argentina Vosso Reino, produzida por Marcelo Piñeyro e Claudia Piñeiro, estreou em agosto deste ano na Netflix e apresenta uma trama muito pertinente para o nosso tema. A história gira em torno do pastor Emílio Vázquez Pena que se envolve com a política e se torna o principal candidato à presidência no país. Apesar da série se passar no país vizinho, há muitas semelhanças com o Brasil atual, como o envolvimento de líderes religiosos com a política, a corrupção e o mau uso da fé para manipulação e enriquecimento próprio. Se interessou? A série está disponível na Netflix! Leis sobre charlatanismo e estelionato religioso Tanto o charlatanismo quanto o estelionato religioso são considerados crimes e estão previstos no Código Penal, respectivamente, nos artigos 283 e 171. Confira o que diz a lei a seguir! Art. 171 | Estelionato Segundo o Código Penal, configura-se estelionato: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.” Art. 283 | Charlatanismo Sobre charlatanismo, o Código Penal diz o seguinte: “Art. 283 – Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.” Artigo | Estelionato Religioso e Liberdade Religiosa à Luz do Direito Penal Brasileiro A estudante de Direito Aline Eloi dos Santos Silva analisa como a liberdade religiosa tem sido usada por líderes para obter benefício próprio e cometer crimes de estelionato e charlatanismo. Ela afirma que há um padrão nessas práticas: o estelionatário encontra uma vítima vulnerável, finge empatia e se aproveita dela. A autora cita o teólogo, escritor e mestre em Ciências da Religião, Ed René Kivitz, que aponta três pilares usados pelo criminoso para enganar seus fiéis: “culpa, medo e ganância”. Por fim, a autora ressalta a importância de falar sobre esse assunto e fazer denúncias para que mais pessoas possam ter conhecimento e não caírem nesse golpe. Que tal ler o artigo completo? Acesse aqui. Matéria | Nem limão, nem feijões: sem milagres contra à Covid-19 Esta matéria, publicada em 2020 pela Revista Piauí, apresenta casos de líderes religiosos que foram denunciados ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual de São Paulo por propagarem supostas curas da Covid-19 aos seus seguidores na internet. Entre os líderes citados estão Valdemiro Santiago e Waldeir de Oliveira. A matéria entrevista o pastor e professor de Teologia David Mesquiati, que ressalta que o problema não é crer e buscar milagres – algo comum em várias religiões –, o problema é transformar essa cura milagrosa em um produto. Leia o texto completo aqui. Reportagem | Líderes religiosos são investigados, mas raramente condenados Você sabia que existem pesquisas que demonstram a dificuldade de investigar supostos crimes financeiros cometidos por líderes religiosos? A reportagem investigativa transnacional “Paraísos de Dinheiro e Fé” analisou mais de 60 investigações de igrejas e líderes envolvidos com lavagem de dinheiro. A pesquisa relata vários casos na América Latina, incluindo pastores que possuem muita influência no Brasil, como João Batista e Edir Macedo – este último, inclusive, já foi condenado em 1992 por charlatanismo, estelionato e curandeirismo. Que tal ler a reportagem completa? Acesse aqui. Citação | O “Fator Deus”, José Saramago Em seu texto “O Fator Deus”, o escritor José Saramago reflete sobre as atrocidades cometidas e justificadas em nome de Deus. Ele cita vários fatos que ocorreram na história, como o ataque às Torres Gêmeas e a Inquisição. Veja uma citação extraída do texto: “Disse Nietzsche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel.” É uma citação que pode se relacionar com o nosso tema, o que você acha? O texto completo você encontra aqui! Você gostou dos repertórios que selecionamos sobre o tema “Charlatanismo e estelionato religioso”? Que tal treinar a sua escrita com o tema da semana? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!
170 artigos encontrados
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h com feedback detalhado de especialistas aprovados nas melhores universidades
Ver Planos de Correção