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A presença da inteligência artificial (IA) na vida cotidiana deixou de ser tendência para se tornar realidade consolidada. Plataformas como o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, e o Gemini, do Google, oferecem respostas rápidas, personalizadas e em linguagem natural, o que facilita estudos, decisões, interações e até alívio emocional. No entanto, essa facilidade pode se tornar armadilha. À medida que milhares de usuários interagem diariamente com essas ferramentas, surge um alerta: a IA, inicialmente projetada para produtividade, também está sendo usada como companhia emocional. E quando a inteligência artificial começa a substituir o contato humano, o risco de desenvolver vínculos afetivos com a máquina cresce, trazendo à tona sentimentos de solidão, dependência e isolamento social. Por isso, esse cenário levanta uma pergunta importante: quais são os riscos de se tornar emocionalmente dependente de inteligências artificiais como o ChatGPT? Esse tema é atual, relevante e tem grande potencial para aparecer em provas discursivas, como a redação do ENEM, vestibulares como a Fuvest, e concursos públicos que exigem dissertação, como o da Polícia Federal. A seguir, você confere a análise completa do tema e os textos motivadores que ajudam a refletir sobre esse fenômeno contemporâneo. Proposta de Redação sobre dependência emocional de inteligências artificiais A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os riscos da dependência emocional de inteligências artificiais como o ChatGPT”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Quais os Textos motivadores sobre os riscos da dependência emocional de inteligências artificiais como o ChatGPT? Texto I – Uso prolongado do ChatGPT pode aumentar solidão e dependência emocional? Pesquisas recentes realizadas pela OpenAI, em colaboração com o MIT Media Lab, analisaram o comportamento de mais de 4.000 usuários assíduos do ChatGPT. A investigação, publicada pela revista Exame, revelou que o uso intenso da ferramenta de IA pode estar relacionado a sentimentos de solidão, engajamento social superficial e dependência emocional, especialmente entre mulheres. Com cerca de 40 milhões de interações reais analisadas, o estudo dividiu-se em duas fases: na primeira, houve o monitoramento passivo do uso da ferramenta; na segunda, um grupo de 1.000 pessoas interagiu com o ChatGPT diariamente por quatro semanas, por pelo menos cinco minutos ao dia. Os resultados mostraram que, embora muitos usem a IA com fins produtivos, uma parcela dos participantes relatou laços emocionais estabelecidos com a máquina, o que indica o surgimento de uma nova forma de apego digital, algo que, se não for equilibrado, pode levar ao isolamento social e à dificuldade de manter vínculos humanos reais. Fonte adaptada: Exame.com Texto II – Como se preparar para uma Inteligência Artificial viciante? De acordo com especialistas do podcast da MIT Technology Review Brasil, a inteligência artificial está caminhando para se tornar não apenas uma ferramenta, mas um vício digital. A hiperpersonalização dos sistemas de IA permite que os usuários criem vínculos profundos com assistentes virtuais, que respondem com empatia, usam voz humana e são capazes de imitar padrões afetivos. O problema, apontam os pesquisadores, é que esse tipo de interação ativa estímulos semelhantes aos causados por redes sociais — como liberação de dopamina — mas de forma mais intensa. O resultado é uma espécie de bolha emocional: o indivíduo prefere conversar com a IA, que o compreende e não o contraria, do que lidar com os desafios naturais da convivência humana. Além disso, há riscos psicológicos e sociais. A substituição de mentores, terapeutas e relacionamentos por IAs pode levar ao empobrecimento da vida social e ao isolamento. Casos extremos incluem pessoas que namoram IAs, ou recriam entes queridos falecidos para manter um vínculo artificial. A médio prazo, isso pode comprometer o desenvolvimento emocional e a saúde mental da população. Fonte adaptada: MIT Technology Review Brasil Texto III – IA degenerativa: quando a inteligência artificial enfraquece o pensamento crítico? Muito se fala sobre as maravilhas da inteligência artificial generativa, aquela capaz de escrever textos, gerar imagens, compor músicas e até oferecer soluções complexas em segundos. No entanto, um debate ainda pouco explorado é o dos efeitos colaterais silenciosos do uso contínuo dessas tecnologias. É nesse contexto que surge o conceito de IA degenerativa: a forma como certos recursos tecnológicos, ao invés de apenas facilitar, podem enfraquecer nossas funções cognitivas mais básicas. O termo, apesar de provocativo, não se refere a falhas técnicas, mas sim ao impacto gradual que o uso indiscriminado de IA pode causar sobre nossa memória, raciocínio lógico e autonomia de pensamento. Em outras palavras, ao transferirmos para as máquinas a responsabilidade de pensar por nós, passamos a exercitar menos as próprias capacidades intelectuais. Um exemplo claro está no uso de ferramentas como o Waze, que, embora úteis, levaram muitos usuários a perderem a noção espacial ou a habilidade de memorizar trajetos. O mesmo ocorre com o ChatGPT e plataformas similares: a facilidade em obter respostas prontas pode incentivar o abandono do pensamento crítico. Segundo um estudo da Universidade de Stanford, 92% das pessoas que usam apps de navegação frequentemente não sabem se orientar sozinhas. No ambiente educacional, esse fenômeno se torna ainda mais preocupante. De acordo com o artigo publicado na CNN Brasil, 30% dos usuários do ChatGPT são estudantes, muitos dos quais utilizam a IA de forma automatizada para resolver tarefas escolares. Isso resulta em aprendizagens superficiais, cópias automáticas e queda da curiosidade intelectual. Além disso, dados da UCLA apontam que o uso constante de dispositivos digitais pode reduzir a memória humana em até 20%, e estudos da Universidade de Harvard mostram que 85% dos alunos do ensino fundamental já não conseguem resolver divisões simples sem calculadora. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto IV — A relação emocional entre humanos e máquinas: o perigo da dependência afetiva da IA Fonte adaptada: Encontro de jovens cientistas Repertórios para usar em temas sobre inteligências artificiais

Você já parou para pensar até onde vai a liberdade de expressão em uma democracia? Esse é um dos debates mais atuais e complexos do Brasil contemporâneo. Recentemente, o caso do humorista Leo Lins trouxe à tona uma polêmica que pode, sim, aparecer como tema da redação do ENEM ou de vestibulares. Afinal, o que é liberdade de expressão? Qual o limite entre piada e preconceito? E quando a fala deixa de ser opinião para se tornar crime? Neste post completo, você vai entender como usar esse tema para montar um projeto de texto, com base em textos motivadores, argumentos sólidos, repertórios socioculturais e estratégias linguísticas. Tudo com a profundidade de quem quer alcançar nota máxima na redação. Proposta de Redação sobre liberdade de expressão A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os limites da liberdade de expressão no Brasil contemporâneo “, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre liberdade de expressão Textos motivadores sobre liberdade de expressão Texto 1 – Humorista é condenado por discriminação: o limite entre a piada e o crime m junho de 2025, o humorista Leo Lins foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por discursos discriminatórios em seu show de stand-up “Perturbador”, publicado no YouTube. Segundo a sentença, suas piadas ofendiam grupos como negros, homossexuais, obesos, indígenas, pessoas com deficiência e religiosos. A juíza responsável pelo caso afirmou que “a liberdade de expressão não é pretexto para comentários odiosos” e que o vídeo, com milhões de visualizações, contribuiu para a propagação de intolerância e preconceito. A decisão se baseou na Lei nº 7.716/89, que trata do crime de racismo, e na Lei nº 13.146/2015, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, além da Lei nº 14.532/2023, que trata do racismo recreativo como agravante. A defesa do comediante alegou censura, enquanto críticos e juristas defendem que o humor deve respeitar os direitos humanos e que o alcance digital amplia a responsabilidade social de quem comunica. Fonte adaptada: BBC Brasil Texto 2 — Racismo ambiental: por que as populações marginalizadas são as mais afetadas pelas mudanças climáticas? A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido constitucionalmente, que assegura a qualquer cidadão a possibilidade de manifestar e divulgar suas ideias, opiniões, crenças e críticas por meio de qualquer linguagem, seja escrita, falada, visual ou digital, sem censura ou discriminação. No entanto, esse direito não é absoluto. Quando a manifestação de pensamento entra em conflito com outros direitos fundamentais ou com o interesse público, pode haver limitações legais. A Constituição da República (artigo 37.º) prevê que a liberdade de expressão não isenta o autor de responsabilidades, especialmente quando há abusos que gerem danos a terceiros. Assim, a liberdade de expressão deve ser compreendida em equilíbrio com outros direitos humanos, como a dignidade, a igualdade e a segurança. Isso significa que não se trata de um “direito de ofender”, mas de uma ferramenta de participação democrática, submetida à ética e à legalidade. Fonte adaptada: Diário da República Texto 3 – O humor, a censura e os limites da liberdade de expressão Nos últimos dias, cresceu o debate sobre os limites do humor e o papel do Poder Judiciário na garantia (ou limitação) da liberdade de expressão. O caso mais emblemático envolve o humorista Leo Lins, condenado por fazer piadas com teor discriminatório em um show de stand-up. A Justiça entendeu que o conteúdo extrapolava os limites do humor e configurava incitação ao preconceito contra diversos grupos vulneráveis. Do ponto de vista jurídico, a liberdade de expressão é um direito fundamental previsto no artigo 5º da Constituição Federal e reforçado no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, essa liberdade não é absoluta. Ela não protege discursos que violem direitos de terceiros, como honra, imagem, dignidade e igualdade. O Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu em diversas decisões que a liberdade de expressão não serve de escudo para o discurso de ódio ou preconceito, mesmo que disfarçado sob o pretexto de arte ou humor. Assim, cabe ao Judiciário a tarefa de proteger a sociedade de abusos sem recorrer à censura prévia, que é, de fato, proibida no ordenamento jurídico. O debate se intensifica quando comparamos decisões judiciais recentes. Enquanto o caso de Leo Lins resultou na remoção de conteúdo do YouTube, outras manifestações artísticas controversas — como o Especial de Natal do Porta dos Fundos, em 2021 — foram mantidas no ar com base no princípio da autonomia do espectador e da liberdade artística. Essa assimetria reforça a complexidade do tema: onde termina a liberdade de expressão e começa a responsabilidade legal por danos causados? A resposta, segundo especialistas, está no equilíbrio entre o direito individual de se expressar e o dever coletivo de respeitar a dignidade humana. Fonte adaptada: JusBrasil Texto 4 – Charge: os paradoxos da liberdade de expressão A ilustração convida à reflexão: se até facções criminosas são retratadas com “posicionamentos ideológicos”, qual o limite aceitável do humor quando ele fere direitos fundamentais? A imagem ainda expõe a banalização do argumento da liberdade de expressão como defesa para declarações discriminatórias, mesmo quando essas falas atingem grupos historicamente marginalizados. A charge satiriza a prisão do humorista Léo Lins, condenado por promover discursos discriminatórios em seu show de stand-up. Na imagem, durante uma rebelião carcerária, dois grupos criminosos com posições antagônicas discutem o destino do comediante. O “Comando Vermelho” exige sua expulsão da cadeia, enquanto o “PCC” defende a liberdade de expressão. A cena absurda provoca o leitor ao sugerir que até organizações criminosas se dividem frente à polêmica da condenação, ironizando o debate sobre liberdade de expressão versus discurso de ódio. Fonte: Spacca – Humor Político (2025) 🧠 Repertórios socioculturais para o tema sobre Liberdade de Expressão 🎬

Nos últimos meses, o Brasil acompanhou com angústia os desdobramentos da tragédia climática no Rio Grande do Sul. As enchentes históricas, que deixaram milhões de pessoas em situação de emergência, não afetaram a todos de forma igual. Nesse cenário, surge um conceito urgente e ainda pouco debatido: o racismo ambiental. De forma direta, ele se refere à desigualdade racial presente na forma como os impactos ambientais atingem determinadas comunidades. Afinal, quem mora nas áreas de risco? Quem vive sem saneamento básico? Quem sofre com o descaso do Estado quando o meio ambiente entra em colapso? 👉 Continue a leitura e entenda por que esse assunto precisa ser conhecido e debatido, especialmente por quem quer tirar nota alta em redação. Proposta de Redação sobre racismo ambiental A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para combater o racismo ambiental no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre racismo ambiental Textos motivadores sobre desafios para combater o racismo ambiental no Brasil Texto 1 — O que é racismo ambiental e como ele afeta os mais vulneráveis? De forma recorrente, tragédias ambientais expõem desigualdades históricas no Brasil. Um exemplo marcante ocorreu em janeiro de 2024, quando chuvas intensas provocaram deslizamentos na zona norte do Rio de Janeiro, resultando em 12 mortes. As vítimas pertenciam, em sua maioria, a comunidades periféricas que vivem em encostas ou áreas de risco. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ressaltou que a tragédia revelava mais uma vez os efeitos do racismo ambiental. O conceito, cunhado na década de 1980 por Benjamin Chavis Jr., ativista norte-americano e ex-assistente de Martin Luther King Jr., denuncia a forma como comunidades negras e pobres são desproporcionalmente impactadas por decisões políticas e econômicas relacionadas ao meio ambiente. Mesmo quando não há intenção explícita de discriminar, os efeitos dessas ações recaem com mais força sobre os mais vulneráveis. Nas cidades, isso se traduz na concentração de comunidades negras em áreas sem saneamento básico, com baixa infraestrutura e maior risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos. Já em zonas rurais, povos indígenas e quilombolas enfrentam a grilagem, a destruição de seus territórios e a exclusão de processos decisórios que afetam diretamente seus modos de vida. Combatê-lo requer mais do que boas intenções. É necessário implementar políticas públicas que reconheçam essas desigualdades, garantam a participação das populações afetadas e valorizem seus saberes tradicionais. Fonte adaptada: Governo Federal – Brasil Contra Fake Texto 2 — Racismo ambiental: por que as populações marginalizadas são as mais afetadas pelas mudanças climáticas? Embora as mudanças climáticas sejam um desafio global, seus impactos não se distribuem de forma equitativa entre a população. No Brasil, as chuvas intensas de janeiro de 2024 deixaram essa desigualdade ainda mais evidente. Enquanto moradores de áreas nobres desfrutam da infraestrutura urbana para lidar com o excesso de água, nas regiões periféricas, cada temporal se transforma em um risco de vida. Essa realidade escancara o que especialistas e autoridades vêm chamando de racismo ambiental. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, reacendeu o debate ao denunciar, em suas redes sociais, a precariedade enfrentada por moradores de periferias após os temporais. Segundo ela, o racismo ambiental se manifesta quando populações negras, pobres, indígenas e periféricas são sistematicamente excluídas de políticas públicas de infraestrutura, proteção ambiental e acesso digno à cidade. No Brasil, esse padrão se repete em diferentes contextos. Um exemplo simbólico é o contraste entre o Sol Nascente, maior favela do país localizada no Distrito Federal, e o Lago Sul, bairro mais rico da capital. Se no Lago Sul o verde das árvores é abundante, no Sol Nascente predomina o cinza das construções, evidenciando a falta de investimento em áreas ocupadas por populações vulneráveis. Fonte adaptada: g1 Texto 3 – Racismo ambiental: quem polui mais é quem menos sofre com os impactos? Fonte: arvoreagua Repertórios relacionados aos desafios para combater o racismo ambiental no Brasil 🎬 Filmes e séries “O Veneno Está na Mesa” (2011), de Silvio TendlerDocumentário brasileiro que denuncia o uso abusivo de agrotóxicos e seus impactos nas populações mais pobres do país. “Bacurau” (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano DornellesEmbora fictício, o filme denuncia a desigualdade na distribuição de recursos, a exploração de territórios e a violência simbólica contra comunidades esquecidas pelo Estado. 📚 Livro “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de JesusEmbora não fale diretamente sobre racismo ambiental, o livro retrata a vida nas periferias, em contato direto com o lixo, com ausência de saneamento e com moradias precárias. ⚖️ Legislações, Acordos e Políticas Públicas Agenda 2030 da ONU – Objetivo 13: Ação contra a mudança global do climaEsse objetivo destaca a importância da justiça climática e da equidade na formulação de políticas ambientais. COP30 (Belém/2025)A Conferência do Clima da ONU será sediada pela primeira vez na Amazônia Legal, território marcado pela resistência indígena e pelas denúncias de injustiça ambiental. Comitê de Monitoramento da Amazônia Negra (2023)Criado pelo Governo Federal, esse comitê busca monitorar violações de direitos ambientais em territórios tradicionais e propor políticas de enfrentamento ao racismo ambiental. 🧠 Argumentos para utilizar na redação Argumento 1 – Falta de políticas públicas interseccionais Causa:A ausência de políticas públicas que considerem o cruzamento entre raça, classe e meio ambiente faz com que comunidades racializadas fiquem à margem das decisões sobre seus próprios territórios. Consequência:Esse descaso institucional perpetua ciclos de injustiça ambiental, nos quais populações negras, indígenas e ribeirinhas sofrem mais com enchentes, falta de saneamento e exposição a resíduos tóxicos — como ocorre nas periferias das grandes cidades ou nos conflitos agrários na Amazônia. PensadoraA socióloga Patricia Hill Collins defende a noção de “matriz de dominação”, segundo a qual opressões como racismo, sexismo e exploração ambiental se entrelaçam e se reforçam. Argumento 2 – Racismo estrutural no planejamento

Você já tentou acessar uma praia ou cachoeira e se deparou com muros, cercas ou até mesmo seguranças restringindo a passagem? Infelizmente, essa é uma realidade que tem se tornado comum em diversas regiões do Brasil. Por trás desse cenário, há uma questão urgente: a privatização indevida de áreas naturais públicas, que limita o direito ao lazer, à mobilidade e à convivência com o meio ambiente. Diante desse problema, surge uma pauta essencial para a sociedade brasileira e também extremamente relevante para quem está se preparando para o ENEM, vestibulares ou concursos. Afinal, temas ligados à justiça territorial, uso coletivo dos bens naturais e proteção ambiental são recorrentes em redações e provas discursivas. Proposta de Redação sobre privatização de praias A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para combater a privatização indevida de áreas naturais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre privatização de praias Textos motivadores sobre privatização de praias Texto I – CDR aprova proposta que assegura livre acesso a praias, rios e cachoeiras Durante a reunião do dia 13 de maio de 2025, a Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado aprovou, de forma terminativa, o Projeto de Lei nº 2/2021. A proposta, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), assegura o livre acesso a praias, cachoeiras e outras áreas naturais públicas de grande beleza ou interesse turístico. O projeto altera o Estatuto da Cidade e passa a proibir, expressamente, medidas que restrinjam ou privatizem o acesso a esses espaços. Além disso, os planos de expansão urbana deverão prever ações que garantam a circulação livre nesses locais. Segundo a senadora Leila, embora o livre acesso esteja previsto em lei, o que se vê na prática é a sua negação. Construções e urbanizações têm sido planejadas para restringir o uso desses ambientes apenas a moradores ou visitantes autorizados. “Estamos diante de um preocupante processo de privatização desses bens de uso comum”, afirmou. Fonte adaptada: Agência Senado Texto 2 – A privatização das praias e o muro da vergonha Em fevereiro de 2025, uma coluna publicada no Brasil de Fato denunciou o avanço do projeto de privatização das praias brasileiras e os impactos sociais que essa proposta pode gerar. De forma crítica, o autor destacou que o Projeto de Emenda à Constituição (PEC nº 3/2022), apelidado de “PEC das Praias”, propõe a transferência dos chamados terrenos de marinha — faixas de 33 metros a partir da maré alta — da União para a iniciativa privada. A proposta é defendida por empresários do ramo turístico e por representantes da direita política, mas ignora o impacto sobre a população mais pobre, que pode perder o livre acesso ao mar. Como exemplo concreto, o autor relembra o caso do muro de 576 metros erguido na Praia do Pontal de Maracaípe, em Pernambuco, que impediu o acesso de banhistas e comerciantes à praia durante a maré alta. Apesar de protestos, decisões judiciais e tentativas de demolição, o muro foi reconstruído à revelia das normas ambientais e permanece como símbolo da força econômica em detrimento do interesse público. Esse cenário reforça o alerta: se a PEC for aprovada, poderá haver um aumento na desigualdade social e ambiental no país. A praia, que por muitos anos foi considerada o espaço de lazer mais democrático do Brasil, corre o risco de se tornar um privilégio de poucos. Fonte adaptada: Brasil de Fato Texto 3 – Privatização de praias: o que são os terrenos de marinha? Com base em matéria publicada pela CNN Brasil, o debate sobre a chamada “PEC das Praias” — a Proposta de Emenda à Constituição n° 3/2022 — tem ganhado força no Senado. A proposta sugere que os terrenos de marinha, hoje sob responsabilidade da União, possam ser transferidos para ocupantes particulares, estados e municípios. Isso reacendeu o questionamento: afinal, o que são esses terrenos? Embora sejam propriedade da União, esses espaços já abrigam construções privadas — desde casas simples até grandes hotéis — por meio de um regime jurídico conhecido como enfiteuse. Nesse modelo, o ocupante tem direito de uso e posse, mas não é proprietário pleno do terreno. Ainda segundo a matéria, há atualmente cerca de 500 mil imóveis registrados como terrenos de marinha no Brasil. Aproximadamente 271 mil estão em nome de particulares, que pagam taxas para uso dessas áreas. A PEC, no entanto, propõe que esses terrenos passem definitivamente para seus ocupantes, o que pode significar uma mudança profunda no acesso às praias e áreas costeiras. Embora o texto da PEC ressalte que o acesso público não será limitado, especialistas alertam para possíveis consequências práticas. Afinal, a ausência de regras rígidas de preservação e fiscalização pode facilitar a construção de cercas, muros ou portarias, restringindo a entrada de pessoas comuns nesses espaços, mesmo que, tecnicamente, a faixa de areia continue sendo pública. Isso pode gerar conflitos entre interesses econômicos e o direito coletivo ao lazer, à cultura e ao meio ambiente equilibrado. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto IV — A charge e o risco de mercantilização do mar A charge de Zé Dassilva, publicada em junho de 2024, ironiza o cenário possível caso a PEC da privatização das praias avance no Congresso. Nela, um surfista paga uma taxa a um fiscal em um jet ski, em pleno mar. A legenda “Em breve?” deixa clara a crítica: o direito ao lazer pode ser convertido em produto, acessível apenas mediante pagamento. Por meio da linguagem visual e do exagero cômico, o autor denuncia o avanço das políticas que visam transformar bens públicos naturais em mercadoria. A situação imaginada remete diretamente à lógica da privatização e à elitização dos espaços litorâneos, já observada em diversas regiões turísticas do país. Repertórios relacionados à privatização de recursos

Você já parou pra pensar como a educação a distância mudou a vida de milhões de brasileiros nos últimos anos?Muita gente só conseguiu entrar na faculdade por causa da EaD. Outras pessoas, no entanto, ainda olham com desconfiança para essa modalidade. E agora, com a nova política nacional aprovada em 2025, o assunto voltou a ser pauta no Brasil inteiro. Mas será que dá pra garantir qualidade mesmo estudando de casa? Será que o ensino superior a distância prepara o estudante com a mesma profundidade de um curso presencial? Essas perguntas importam e muito, especialmente pra quem vai fazer o ENEM. Neste post, vamos conversar sobre os desafios da educação a distância no ensino superior, entender como isso pode se transformar em tema de redação e te mostrar repertórios, argumentos e caminhos práticos pra você escrever bem. Proposta de Redação sobre educação a distância no ensino superior A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para garantir a qualidade da educação a distância no ensino superior brasileiro”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre educação a distância no ensino superior Texto I — A nova política de EaD e os desafios da qualidade no ensino superior No dia 19 de maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.456/2025, que institui a Nova Política de Educação a Distância (EaD) no Brasil. Anunciada ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, a medida visa qualificar e ampliar o acesso ao ensino superior, estabelecendo diretrizes mais rígidas e estruturadas para a oferta da modalidade remota. A nova política reconhece o papel estratégico da EaD em um país de dimensões continentais como o Brasil, ao mesmo tempo em que impõe limites importantes: cursos como Medicina, Direito, Psicologia, Odontologia e Enfermagem passam a ser permitidos exclusivamente no formato presencial. Já outras graduações poderão seguir nos modelos EaD ou semipresencial, desde que cumpram requisitos como aulas síncronas mediadas, avaliações presenciais e infraestrutura mínima nos polos. O texto também introduz conceitos atualizados sobre os tipos de atividade didática — presenciais, síncronas, assíncronas e mediadas —, valoriza a mediação pedagógica e cria o cargo de mediador, com função estritamente educacional e formação compatível com a área do curso. Além disso, reforça a necessidade de supervisão qualificada, com professores em número adequado ao total de estudantes e ambientes com laboratórios e espaços para estudo. Com base em amplo diálogo com entidades acadêmicas, especialistas e movimentos sociais, a proposta pretende fortalecer a EaD como ferramenta legítima e de qualidade, ajustada às demandas da sociedade contemporânea e às exigências de uma formação integral, mesmo à distância. Fonte adaptada: Portal MEC Texto II — Os desafios da EaD e os riscos à qualidade do ensino superior A Educação a Distância (EaD) no Brasil passou por uma verdadeira explosão nos últimos anos. De acordo com dados oficiais do Censo da Educação Superior, entre 2011 e 2021, o número de ingressantes em cursos EaD aumentou mais de 470%, enquanto os cursos presenciais registraram queda. Já em 2022, três em cada quatro vagas ofertadas no ensino superior foram na modalidade a distância. O avanço é inegável, mas a qualidade está acompanhando esse crescimento? Apesar de atender a demandas urgentes como flexibilidade, ampliação de acesso e interiorização da educação, o modelo ainda enfrenta obstáculos profundos. O primeiro deles é a desigualdade no acesso à tecnologia: muitos estudantes não possuem internet de qualidade, equipamentos adequados ou um ambiente doméstico propício ao estudo. Além disso, a infraestrutura das instituições nem sempre oferece as ferramentas necessárias para garantir um processo formativo eficaz. Outro problema grave é o preconceito do mercado de trabalho. Mesmo que o diploma EaD tenha o mesmo valor legal que o presencial, muitos empregadores ainda demonstram resistência, o que compromete a empregabilidade dos formados. A situação se agrava quando a própria instituição não investe na formação de seus professores, que precisam dominar ferramentas digitais, ter fluência didática no ambiente virtual e acompanhar o ritmo dos alunos com estratégias interativas. Fonte adaptada: Horário.com.br Texto III — Educação a distância: panorama, desafios e oportunidades Com o avanço das tecnologias digitais, a educação passou por transformações profundas. A internet não apenas facilitou o acesso à informação, mas também expandiu fronteiras com o crescimento da Educação a Distância (EaD), especialmente durante a pandemia da Covid-19. Hoje, essa modalidade se apresenta como alternativa viável para quem busca mais flexibilidade, economia e inovação no processo de formação. Mas será que o país está preparado para garantir a qualidade desse modelo? A EaD funciona por meio de plataformas digitais que permitem o ensino remoto, com interações em tempo real (síncronas) ou em horários livres (assíncronas). Aulas, provas, fóruns, atividades avaliativas e atendimentos são realizados online — por computador, celular ou tablet. Entre as vantagens, estão: menor custo com deslocamento, liberdade para estudar de qualquer lugar, formatos diversificados de conteúdo e certificados com validade igual à dos cursos presenciais. Porém, a modalidade também exige autonomia, disciplina e capacidade de organização, o que pode dificultar a jornada para muitos estudantes. Além disso, é preciso enfrentar desafios estruturais persistentes no Brasil, como: Mesmo diante de tantos obstáculos, a educação a distância já tem história no país. Hoje, com plataformas digitais robustas e acessíveis por celular, a EaD atinge milhões de brasileiros nas mais diversas etapas da formação. Durante a pandemia, o crescimento foi ainda mais intenso. O Google apontou que as buscas por cursos EaD cresceram 130% no período. Instituições de ensino precisaram se adaptar rapidamente ao ensino remoto emergencial. Em seguida, muitas optaram pelo modelo híbrido, combinando aulas presenciais e a distância — o que mostra que a EaD veio para ficar, mas precisa evoluir com responsabilidade e equidade. Fonte adaptada: ANPG.org.br

Nas últimas semanas, uma nova febre viral tomou conta das redes sociais: vídeos de jovens com bonecas hiper-realistas, os chamados bebês reborn, simulando cuidados, rotinas maternas e até visitas a hospitais. Embora esse movimento desperte críticas e julgamentos, trata-se de uma prática antiga, ligada a uma forma de expressão artística e afetiva. A arte reborn existe há mais de duas décadas e, para muitos, vai além da estética, representa um vínculo simbólico e, por vezes, terapêutico. Em um mundo marcado por carências emocionais, solidão e conexões frágeis, esses laços simbólicos, criados com representações não humanas, como bonecas, pets e até inteligências artificiais, vêm ganhando espaço como forma de conforto e identidade. No entanto, é preciso compreender os limites entre o lúdico e o real, os benefícios possíveis e os riscos de fuga emocional excessiva. Proposta de Redação sobre bebês reborn A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Bebês reborn: limites e possibilidades dos vínculos simbólicos na contemporaneidade”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre bebês reborn Textos motivadores sobre bebês reborn Texto I – Bebês reborn: entenda o que são e por que chamam atenção Nas últimas semanas, mulheres que produzem conteúdos com bonecos hiper-realistas, os chamados bebês reborn, têm sido alvo de críticas e polêmicas nas redes sociais. A prática, no entanto, vai muito além da aparência realista e da atuação nas redes: trata-se de um trabalho artesanal minucioso, que mobiliza afetos, debates sociais e até ações de preconceito. Y.B., uma adolescente do interior de Minas Gerais, viralizou ao publicar um vídeo em que leva seu bebê reborn, Bento, ao hospital. Apesar do tom fictício, o conteúdo causou reações extremas. Comentários como “isso é normal?”, “vai se tratar, louca” e “caso de psiquiatra” se multiplicaram, mostrando como parte do público ainda não compreende o universo dos vínculos simbólicos. A arte reborn não se resume aos vídeos. É um processo artístico delicado, que envolve várias etapas: da escolha do material (vinil ou silicone) até o sombreamento da pele, inserção de fios de cabelo e simulação de detalhes realistas como veias, manchas e unhas. Além da produção artesanal, algumas mulheres encontram nos reborns uma forma de hobby ou até de acolhimento emocional. Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, atividades lúdicas como brincar com bonecas podem ativar áreas do cérebro ligadas à criatividade e ao relaxamento, desde que não se tornem um mecanismo de evasão da realidade. O interesse pelo reborn não é recente. A influenciadora Nane Reborns coleciona bonecas há mais de 20 anos e, atualmente, soma mais de 240 mil seguidores. Famosos também aderiram ao fenômeno: o padre Fábio de Melo e a apresentadora Nicole Bahls possuem bebês reborn em casa. O tema chegou ao cinema com o filme Uma Família Feliz, estrelado por Grazi Massafera, que interpreta uma artesã de reborns. Fonte adaptada: CNN Brasil Texto 2 – Bebês reborn: entre o consolo emocional e os limites da realidade Confeccionados artesanalmente com materiais como vinil e silicone, os bebês reborn chamam atenção por sua aparência hiper-realista. Além de cabelos implantados fio a fio e veias simuladas, alguns modelos apresentam até mecanismos de respiração e batimentos cardíacos. Embora tenham surgido como peças de coleção nos Estados Unidos na década de 1990, seu uso tem se expandido no Brasil, inclusive como forma de conforto emocional. Para muitas pessoas, os bebês reborn funcionam como representações simbólicas de vínculos afetivos. Há quem os utilize para elaborar lutos, preencher vazios existenciais ou simplesmente exercitar a maternidade como papel social simbólico. Em alguns casos, o vínculo com essas bonecas pode auxiliar no tratamento de quadros depressivos ou transtornos de ansiedade, sendo usados inclusive em contextos terapêuticos, como a terapia ocupacional. Entretanto, especialistas alertam para os limites dessa prática. A psiquiatra Carla Mendes destaca que o bebê reborn pode funcionar como um objeto de transição emocional saudável, desde que o uso não substitua a realidade. Quando a pessoa passa a simular integralmente a maternidade, levando o boneco ao hospital ou exigindo prioridade em filas públicas, por exemplo, o comportamento pode sinalizar uma ruptura entre fantasia e realidade que merece atenção clínica. Em síntese, a arte reborn envolve tanto possibilidades de expressão afetiva e conforto psicológico quanto riscos de fuga da realidade e conflitos de convivência. O fenômeno traz à tona discussões relevantes sobre os limites da empatia, a função terapêutica dos objetos e os desafios da saúde mental em tempos de solidão e hipermídia. Fonte adaptada: Hospital Santa Mônica Texto 3 – Bebês reborn e o debate público: quando o vínculo simbólico exige limites legais A recente onda de popularidade das bonecas hiper-realistas conhecidas como bebês reborn tem ultrapassado o universo das redes sociais e alcançado o Congresso Nacional. Somente em maio de 2025, três projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados com o objetivo de regular a relação entre colecionadores e esses objetos de representação humana. O crescimento do fenômeno e as polêmicas que o cercam provocaram discussões sobre saúde mental, uso indevido de serviços públicos e os limites entre o lúdico e o real. O primeiro projeto, proposto pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), proíbe a simulação de atendimentos médicos a bonecas reborn em hospitais públicos e privados, restringindo tais práticas a lojas especializadas no segmento. A proposta estabelece sanções administrativas para instituições que permitirem esse tipo de atendimento e multa de até R$ 50 mil para os casos de reincidência. Outra iniciativa, de autoria da deputada Rosângela Moro (União-SP), propõe a criação de uma política de acolhimento psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS) voltada a pessoas com vínculos afetivos intensos com bebês reborn ou outros objetos simbólicos. O projeto destaca que o objetivo não é criminalizar os vínculos, mas sim oferecer apoio adequado diante de manifestações emocionais

Na era digital, a presença constante nas redes sociais se tornou parte da rotina dos adolescentes. No entanto, a linha entre o compartilhamento saudável e a exposição de adolescentes na internet se mostra cada vez mais tênue e os impactos disso ultrapassam curtidas e seguidores. Ansiedade, comparação excessiva, cyberbullying e busca por validação são apenas algumas das consequências vivenciadas diariamente por jovens que estão em fase de formação emocional e identitária. Com o aumento de casos de sofrimento psicológico entre adolescentes e a crescente atenção da mídia e de especialistas sobre o tema, a superexposição virtual passou a ser vista como um problema de saúde pública e, por isso, tem grandes chances de aparecer no ENEM, vestibulares e concursos. Proposta de Redação sobre exposição de adolescentes na internet A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os impactos da superexposição nas redes sociais sobre a saúde mental dos adolescentes”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre exposição de adolescentes na internet Textos motivadores sobre exposição de adolescentes na internet TEXTO I — Superexposição digital e seus impactos nos adolescentes Nos últimos dias, a internet foi tomada por uma polêmica envolvendo duas influenciadoras adolescentes: Duda Guerra e Antonela Braga. A briga, amplamente divulgada e comentada nas redes sociais, pode parecer banal à primeira vista, mas revela um problema cada vez mais urgente na sociedade contemporânea: a superexposição digital de jovens e seus efeitos sobre a saúde mental. De acordo com especialistas entrevistadas pelo g1, o caso é apenas a ponta do iceberg. O fenômeno da exposição constante na internet, motivada por busca de visibilidade, validação social e engajamento, pode desencadear uma série de consequências emocionais, como ansiedade, depressão e perda de identidade. Isso acontece porque, cada vez mais, adolescentes constroem sua autoestima a partir da aceitação online, muitas vezes associada a curtidas, seguidores e comentários. Outro ponto que chama a atenção é como o julgamento público se volta quase exclusivamente às meninas. Enquanto os rapazes envolvidos na polêmica pouco apareceram ou foram responsabilizados, as jovens protagonizaram um verdadeiro “tribunal digital”, marcado por linchamentos, ofensas e rótulos ofensivos. Esse cenário escancara não apenas a desigualdade de gênero, mas também o quanto a cultura do espetáculo e a lógica das redes sociais contribuem para o adoecimento psíquico das juventudes. Além disso, vale destacar que os conflitos ganharam proporções muito maiores do que o previsto. Isso porque, diferentemente de outras gerações, os adolescentes de hoje crescem sob o olhar constante das câmeras. Qualquer erro ou comentário impensado se transforma em conteúdo viral, replicado por milhões. A consequência disso é uma pressão extrema para manter uma imagem perfeita, algo simplesmente inalcançável durante a fase de desenvolvimento da identidade. Fonte adaptada: g1.globo.com Texto 2 — Sharenting e a superexposição de crianças nas redes sociais Embora o termo sharenting ainda não seja familiar para todos, sua prática já está profundamente enraizada na rotina digital de muitas famílias brasileiras. A palavra, que combina os termos sharing (compartilhar) e parenting (paternidade/maternidade), representa o ato de pais postarem imagens, vídeos e informações pessoais dos filhos nas redes sociais, muitas vezes, ainda na gravidez ou nos primeiros meses de vida. Além disso, como enfatiza a especialista, há riscos reais e urgentes que ultrapassam a esfera da privacidade. As imagens compartilhadas podem ser alteradas por inteligência artificial e utilizadas em esquemas criminosos, como pornografia infantil e redes de pedofilia. O número crescente de denúncias na SaferNet Brasil reforça o alerta: só em 2023, foram quase 72 mil registros de abuso infantojuvenil online, um crescimento de 70% em relação ao ano anterior. Vale destacar ainda que esse fenômeno pode se relacionar diretamente com a saúde mental das crianças. Afinal, quando expostas sem controle à internet desde muito cedo, elas carregam rótulos e julgamentos que podem impactar sua construção de identidade, gerar ansiedade, afetar a autoestima e provocar distúrbios emocionais duradouros. Para além da esfera familiar, a legislação brasileira também se posiciona. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem o direito à privacidade, à imagem e à dignidade das crianças e adolescentes, além de proibirem tratamentos constrangedores ou vexatórios. Ainda assim, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no caso de menores segue sendo um desafio — especialmente porque as plataformas digitais não exigem validações eficazes para perfis infantis. Fonte adaptada: Câmara dos Deputados – Rádio Câmara Texto III sobre exposição de adolescentes na internet O uso excessivo de telas e redes sociais por crianças e adolescentes tem se tornado uma preocupação global. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, 95% da população entre 9 e 17 anos utiliza a internet, e o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em dependência digital infantil. A média nacional de uso da internet entre crianças é de 9h15 por dia, sendo quase quatro horas apenas em redes sociais. Esse comportamento levanta alertas sobre impactos na saúde mental, como ansiedade, depressão e até isolamento social. Especialistas destacam que o ambiente digital não foi originalmente criado para o público infantil e que muitos dos conteúdos disponíveis nas redes são produzidos com base na economia da atenção — ou seja, visam prender o usuário o maior tempo possível, muitas vezes explorando seus dados pessoais. A diretora do Instituto Alana, Isabella Vieira Henriques, reforça que essa lógica também estimula o fenômeno da superexposição infantil e o surgimento de influenciadores mirins, um tipo de trabalho artístico digital ainda não regulamentado no Brasil. Além disso, há um risco crescente de exposição a conteúdos nocivos como violência, transtornos alimentares e exploração sexual, especialmente em plataformas que não regulam o acesso de menores. Para enfrentar esse cenário, especialistas defendem ações coordenadas entre governo, sociedade civil, empresas de tecnologia e instituições de

Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais, aliado à exposição desenfreada de dados, transformou os golpes virtuais em um dos maiores desafios da segurança no Brasil. Só em 2024, segundo a Febraban, os prejuízos ultrapassaram 10 bilhões de reais, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Golpes como o do WhatsApp, das falsas vendas online e do falso atendente de banco lideram os rankings de crimes cibernéticos, vitimando milhares de brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. Jovens entre 16 e 29 anos representam 27% das vítimas, de acordo com o Instituto DataSenado, o que levanta um importante alerta: a confiança excessiva aliada à falta de educação digital tem se tornado porta de entrada para fraudes cada vez mais sofisticadas. Diante disso, alternativas para reduzir a vulnerabilidade dos jovens frente aos golpes virtuais são urgentes, e este é um tema quente que pode cair no ENEM, em vestibulares ou em concursos públicos. Neste post, você vai encontrar textos motivadores, repertórios socioculturais, argumentos organizados por causa e consequência. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para reduzir a vulnerabilidade dos jovens frente aos golpes virtuais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre o tema golpes virtuais Texto I — Os golpes virtuais e a fragilidade digital da sociedade brasileira É inegável que a era digital trouxe inúmeros avanços. No entanto, paralelamente a esse progresso, surgem ameaças silenciosas que colocam em risco o bem-estar de milhões de brasileiros: os golpes virtuais. Embora muitos ainda acreditem que esses crimes afetam apenas pessoas mais velhas ou menos familiarizadas com a tecnologia, os dados mais recentes revelam um cenário muito diferente e extremamente preocupante. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de R$ 10 bilhões foram perdidos em fraudes digitais no Brasil em 2024, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Entre os principais golpes, destacam-se aqueles realizados via WhatsApp, falsas vendas em redes sociais e a atuação de falsos funcionários de instituições financeiras. Somados, esses crimes já vitimaram centenas de milhares de pessoas em um único ano. O mais alarmante, contudo, é a vulnerabilidade crescente dos próprios jovens. Segundo levantamento do Instituto DataSenado, pessoas entre 16 e 29 anos representam 27% das vítimas de golpes digitais no país. A ironia é clara: ainda que esse grupo esteja habituado às tecnologias, sua familiaridade com o ambiente virtual não impede que se tornem alvos fáceis, sobretudo diante de táticas de manipulação psicológica e exploração de dados vazados. Além disso, especialistas alertam para três fatores que favorecem esse crescimento desenfreado: o alcance massivo das redes, o imediatismo das respostas virtuais e a falsa sensação de controle que muitos usuários jovens carregam. A ânsia por promoções, a confiança excessiva em atendimentos por mensagem e a ausência de práticas básicas de segurança digital formam uma combinação perigosa que favorece os estelionatários. Fonte adaptada: G1 Texto motivador II – A juventude também é alvo: golpes virtuais afetam mais os jovens À primeira vista, é comum pensar que os idosos sejam os mais afetados por golpes virtuais. No entanto, os dados revelam um cenário bem diferente. Segundo levantamento do Instituto DataSenado, os jovens entre 16 e 29 anos são os mais atingidos, somando 27% das vítimas. Já os brasileiros com mais de 60 anos representam apenas 16% dos casos. Nesse sentido, é importante destacar que a diferença não está apenas nos números, mas também no tipo de golpe aplicado. Enquanto os mais velhos são frequentemente enganados por estelionatários que se passam por centrais bancárias, os jovens, por outro lado, costumam ser vítimas de promessas enganosas de empregos online e ganhos rápidos sem sair de casa. Além disso, especialistas apontam que a baixa escolaridade, a dificuldade em identificar conteúdos falsos e o uso excessivo de celulares aumentam a exposição dos jovens a essas fraudes. A conectividade constante também é um fator de risco. De acordo com o Cetic.br, 99% dos jovens entre 16 e 24 anos acessam a internet todos os dias — índice que reforça o quanto essa faixa etária está vulnerável. Para enfrentar esse desafio crescente, o Senado Federal criou, em março de 2025, a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança. A iniciativa busca ampliar os debates, propor políticas públicas eficazes e fortalecer a proteção da população frente ao avanço dos crimes digitais. Com isso, espera-se desenvolver ações capazes de prevenir golpes e responsabilizar os infratores de maneira mais eficaz. Fonte adaptada: Agência Senado Texto 3 – vazamentos de dados e golpes virtuais Apesar dos avanços tecnológicos terem facilitado o acesso à informação e transformado a comunicação global, o Brasil figura entre os países mais atingidos por crimes virtuais. De acordo com o Relatório de Cibersegurança de 2022, elaborado pela Threat X, o país ocupa a quinta colocação no ranking mundial de ataques cibernéticos, com mais de 9 milhões de ocorrências registradas apenas no primeiro trimestre daquele ano. Além disso, o Brasil também se destaca negativamente por conta dos vazamentos de dados, aparecendo em sexto lugar no ranking internacional produzido pela organização Surfshark. Segundo o levantamento, 24,2 milhões de brasileiros foram afetados por esse tipo de violação, número que evidencia o avanço desenfreado dos golpes virtuais e a fragilidade da proteção digital no país. Para entender por que o Brasil sofre tanto com esse tipo de crime, é necessário observar o contexto digital da população. Conforme o relatório, o aumento das compras online e o uso intensivo das redes sociais nos últimos anos elevaram o nível de exposição a riscos. Quanto maior o tempo de navegação e interação digital, maior a probabilidade de contato com links falsos, mensagens enganosas, páginas não seguras e outras formas de fraude digital. Nesse cenário, setores essenciais

Em abril de 2025, o Governo Federal sancionou uma iniciativa que chamou atenção de tutores, ONGs e gestores públicos de todo o país: o Sistema Nacional de Cadastro de Animais Domésticos, mais conhecido como RG Animal. A proposta inovadora visa registrar cães e gatos em um banco de dados unificado, emitindo uma identificação única — com QR Code — que facilita desde a devolução de pets perdidos até o controle populacional, a castração e o combate a maus-tratos. Embora não seja obrigatória para todos, a adesão ao sistema é gratuita e estratégica, especialmente para os municípios que recebem recursos públicos para ações de saúde e bem-estar animal. A medida dialoga com outras leis relevantes, como a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) e a Lei Sansão (14.064/2020), que aumentou a pena para maus-tratos contra cães e gatos. Por esse motivo, essa temática se torna altamente relevante para provas como ENEM, concursos e vestibulares, pois aborda políticas públicas, direitos dos animais, responsabilidade social e sustentabilidade urbana. Neste artigo, você entenderá os principais obstáculos para a efetivação do RG Animal, os impactos sociais dessa política e como esse assunto pode aparecer em temas de redação. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a efetivação do RG Animal como política pública de proteção e bem-estar dos animais domésticos no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre o tema RG Animal Texto 1 – RG para cães e gatos: tire dúvidas sobre a nova ação do Governo Federal Recentemente, o Governo Federal lançou oficialmente o Sistema Nacional de Cadastro de Animais Domésticos (SinPatinhas). A ação, publicada no Diário Oficial da União em abril de 2025, permite que cães e gatos sejam registrados gratuitamente em uma plataforma pública com emissão de um RG Animal, contendo um QR Code vinculado ao tutor. Com a iniciativa, o governo busca gerar dados precisos sobre a população de animais domésticos no Brasil, auxiliando no desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Afinal, mais de 90 milhões de cães e gatos vivem no país, sendo que cerca de 35% estão em situação de rua ou em abrigos temporários. Outro ponto importante é que o RG Animal pode ser uma estratégia para combater o abandono, promover adoções responsáveis e fortalecer o bem-estar animal. Além disso, o microchip ou QR Code ajuda a devolver rapidamente o animal ao tutor em caso de perda, o que traz alívio para famílias e reduz os custos de abrigamento. Essa medida também apoia programas sociais que envolvem pessoas em situação de rua com seus pets, e respeita a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que apenas os dados autorizados pelos tutores sejam acessíveis. Fonte adaptada: gov.br Texto 2 – Comissão aprova Política de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos Uma nova proposta em discussão na Câmara dos Deputados reforça a importância de responsabilidade social na tutela de animais de estimação. O Projeto de Lei 1070/22, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, propõe a criação da Política de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos — um marco para os direitos dos pets no Brasil. Além disso, o projeto prevê a identificação obrigatória dos animais e seus tutores, em sintonia com iniciativas como o RG Animal, já lançado pelo Governo Federal. A proposta também altera a Lei de Crimes Ambientais, proibindo práticas como: Como elemento adicional de incentivo, o projeto prevê dedução de despesas médicas veterinárias no Imposto de Renda, desde que o animal esteja devidamente registrado. 🔗 Fonte adaptada: Agência Câmara de Notícias Texto 3 – Abandono e maus-tratos a animais devem superar 185 mil casos em 2024 Em um cenário alarmante e que exige atenção imediata do poder público, o número de animais vítimas de abandono e maus-tratos no Brasil pode ultrapassar 185 mil em 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto Pet Brasil e refletem apenas parte do problema, já que a subnotificação ainda é um grande obstáculo para políticas públicas eficazes. De acordo com Nirley Formiga, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN), a violência contra animais inclui não só o abandono e a agressão, mas também a manutenção em locais inadequados, o uso para entretenimento abusivo, o envenenamento e até a privação do comportamento natural. Além disso, qualquer situação que afete as chamadas “cinco liberdades dos animais” — estar livre de fome, sede, dor, doenças, medo e poder expressar seu comportamento — é configurada como maus-tratos. Nesse sentido, campanhas como o Abril Laranja, lançada em 2006 pela ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals), ganham ainda mais relevância ao sensibilizar a população sobre o respeito à vida animal e a necessidade de combater a negligência e a crueldade com ações concretas. 🔗 Fonte adaptada: CRMV-RN Texto 4 – Maus-tratos a cães e gatos: dois casos por dia apenas no RJ em 2024 De acordo com um levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o estado do Rio de Janeiro registrou 930 casos de maus-tratos contra animais apenas no ano de 2024 — média de dois crimes por dia. A maioria das vítimas são cães e gatos, que somam 751 ocorrências. A crueldade, no entanto, também atinge animais silvestres: foram 162 registros, dos quais 33 resultaram na morte do animal. Além disso, o relatório aponta 16 casos tipificados como crueldade extrema, reforçando a gravidade da situação. Segundo a legislação brasileira, a prática de maus-tratos pode acarretar pena de até 5 anos de reclusão, multa e proibição de guarda de animais. Com base nesses dados, o Dia Nacional dos Animais, celebrado em 14 de março, ganha ainda mais importância. 🔗 Fonte adaptada: G1 Rio Texto 5 – Maus-tratos a animais:

Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826/24, que estabelece diretrizes para a promoção da parentalidade positiva e reconhece, oficialmente, o direito ao brincar como instrumento fundamental na prevenção à violência contra crianças. O texto legal determina que Estado, família e sociedade devem atuar de forma articulada para garantir uma infância segura, afetiva e protegida. Mas, diante do cenário atual, surgem perguntas urgentes: como colocar isso em prática? Quais obstáculos ainda existem para a construção de uma educação não violenta no Brasil? E por que esse tema deve ser compreendido como uma pauta prioritária? Essas questões não são apenas sociais. Elas também são temas potenciais de redação. A parentalidade positiva envolve debates sobre afeto, responsabilidade, educação, violência e direitos da criança, assuntos que dialogam diretamente com os critérios da competência 2 do ENEM e de diversas provas discursivas. Ao longo deste post, você vai entender o que diz a nova legislação, quais caminhos temáticos podem surgir a partir dela e como se preparar para esse debate com argumentos sólidos, repertórios estratégicos e propostas viáveis. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a implementação da parentalidade positiva no Brasil contemporâneo”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Parentalidade Positiva Texto 1 — Lei 14.826/2024: um marco para a infância Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826, que reconhece o direito ao brincar e à parentalidade positiva como estratégias para prevenir a violência infantil. Nesse sentido, o texto reforça que a violência contra crianças e adolescentes é uma violação grave dos direitos humanos, com impactos físicos, mentais e sociais profundos. Além disso, destaca-se que a parentalidade positiva envolve acolhimento, vínculo afetivo e respeito à autonomia da criança, afastando práticas violentas, autoritárias ou negligentes. De forma complementar, a nova legislação determina que União, estados e municípios devem criar políticas públicas integradas nas áreas de saúde, educação, cultura, segurança e assistência social. Com isso, o objetivo é garantir uma infância mais protegida, com estímulo ao desenvolvimento saudável, à comunicação não violenta e à construção de vínculos seguros. Cabe, portanto, ao Estado, à família e à sociedade promover o cuidado emocional, a supervisão respeitosa e o acesso a espaços de lazer, cultura e educação humanizada. Além disso, a Lei estabelece que o adulto deve atuar como referência no processo educativo, por meio do diálogo e da escuta ativa, rejeitando tanto a punição quanto a permissividade. Na prática, a parentalidade positiva também exige condições estruturais adequadas: campanhas educativas, espaços para brincar, acompanhamento psicológico e estímulo ao desenvolvimento neurológico. Por fim, a norma reforça o que já estava previsto na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância. Trata-se de um avanço legal que pode inspirar políticas concretas e, mais ainda, gerar debates em vestibulares e concursos sobre os deveres coletivos na formação da infância. Fonte adaptada de GOV Texto 2 — O que é Parentalidade Positiva? Entenda os benefícios e os desafios da nova lei No contexto brasileiro, a parentalidade positiva vem ganhando destaque, principalmente após a sanção da Lei nº 14.826/2024, que a reconhece como uma estratégia para combater a violência contra crianças. De forma objetiva, parentalidade positiva é uma prática que fortalece os laços entre pais e filhos, baseada no respeito, na escuta ativa e no acolhimento emocional. Nesse modelo educativo, punições severas ou atitudes autoritárias dão lugar ao diálogo, à empatia e à construção de limites coerentes, com afeto e firmeza equilibrados. Ao adotar essa abordagem, o vínculo familiar se torna mais sólido. Crianças passam a se sentir mais compreendidas, seguras e emocionalmente encorajadas a expressar suas emoções com maturidade. Entre os principais benefícios, podemos destacar: o estímulo à autonomia, a redução de comportamentos agressivos, o fortalecimento da autoestima e a construção de relações mais cooperativas e confiáveis. No entanto, é importante reconhecer que essa prática também enfrenta desafios. Muitos pais relatam dificuldades de tempo, paciência e constância na aplicação de métodos mais respeitosos e reflexivos. Por isso, buscar apoio profissional, consumir conteúdos educativos e integrar redes de acolhimento são estratégias fundamentais para tornar a parentalidade positiva uma realidade possível no dia a dia. Além disso, é essencial lembrar que essa forma de educar não elimina regras. Ao contrário, ela reforça limites de forma clara e respeitosa, promovendo a cooperação e o desenvolvimento emocional equilibrado. Adotar essa abordagem é, portanto, um investimento no futuro. Afinal, crianças criadas com empatia e diálogo têm mais chances de se tornarem adultos seguros, críticos e responsáveis. Fonte adaptada de Fundação Abrinq Texto 3 — Quais são os principais desafios da parentalidade no Brasil? Embora a parentalidade positiva tenha se consolidado como um modelo de criação mais empático e eficaz, ainda existem inúmeros desafios que dificultam sua aplicação prática no Brasil. Antes de mais nada, é importante compreender que esses obstáculos são multifatoriais. Eles envolvem tanto questões culturais quanto estruturais e emocionais. A seguir, conheça os principais: 1. Cultura da culpa Um dos grandes entraves para a prática da parentalidade positiva é a cultura da culpa, especialmente sobre as mães. Elas frequentemente se sentem insuficientes, acreditando não estar cumprindo adequadamente seu papel. Isso ocorre porque, mesmo com múltiplos estilos parentais possíveis, ainda há uma pressão social por um padrão de criação “perfeito”, o que desestimula a autonomia dos cuidadores. 2. Excesso de informações desencontradas Além disso, há um excesso de conteúdos, dicas e relatos sobre como criar filhos. Embora muitos sejam bem-intencionados, a quantidade pode confundir mais do que ajudar. Esse bombardeio de informações dificulta o desenvolvimento de estratégias próprias e personalizadas, baseadas nas reais necessidades da criança. 3. Dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional Outro desafio cotidiano é equilibrar carreira, autocuidado e a

Em uma sociedade marcada pelo avanço tecnológico e pela hiperexposição nas redes sociais, a atuação ética dos profissionais de saúde nunca foi tão urgente, especialmente no processo de formação. O caso recente da estudante de medicina que gravou e publicou um exame ginecológico de uma paciente nas redes sociais reacendeu um debate necessário: estamos formando médicos tecnicamente capazes, mas eticamente conscientes? Mais do que dominar procedimentos clínicos, o futuro profissional da saúde precisa compreender que cuidar vai além do corpo, envolve empatia, sigilo, responsabilidade e respeito à dignidade humana. A falta de preparo ético, quando ignorada desde o ensino superior, pode resultar em violações graves, como a exposição de pacientes e a banalização da dor alheia. Nesse cenário, refletir sobre a ética na formação médica não é apenas um exercício filosófico, mas um caminho essencial para evitar abusos, fortalecer a confiança entre médico e paciente e preservar os princípios fundamentais do cuidado. Este post vai te ajudar a entender por que esse tema pode aparecer na sua redação e como abordá-lo de forma crítica, coerente e nota mil. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para promover a ética profissional durante a formação médica no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre ética médica Textos motivadores sobre ética médica Texto I – Estudante de medicina é suspensa após divulgar exame ginecológico de paciente nas redes sociais Em janeiro de 2025, um caso ocorrido em Anápolis, Goiás, chamou atenção nacional ao expor a fragilidade da formação ética em instituições de ensino superior na área da saúde. Uma estudante de medicina filmou e publicou em suas redes sociais um exame ginecológico de uma paciente, deixando visíveis partes íntimas da mulher durante o procedimento. Segundo a própria universidade, todas as medidas cabíveis foram tomadas, embora o episódio tenha gerado ampla repercussão na mídia e entre especialistas. A Secretaria Municipal de Saúde, ao tomar conhecimento do caso, afirmou que nenhum procedimento médico deve ser realizado sem a presença de um preceptor e considerou inadmissível a conduta da estudante. Esse episódio revela não apenas a violação direta do direito à privacidade da paciente, mas também levanta um alerta sobre os limites da exposição nas redes sociais e o despreparo de parte dos estudantes quanto aos princípios básicos de ética médica. Fonte adaptada de: g1 Goiás Texto II – O que é ética médica? Fundamentos, normas e responsabilidades na formação profissional Quando se fala em ética na formação médica, é preciso recorrer à base normativa que orienta o exercício da medicina no Brasil: o Código de Ética Médica, instituído pela Resolução CFM nº 2.217/2018. Esse documento é mais do que um conjunto de regras. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o código rege tanto a atuação clínica quanto o ensino, a pesquisa e a administração de serviços de saúde. Ao todo, ele reúne 26 princípios fundamentais, entre eles o dever de agir com zelo, a obrigação de respeitar o sigilo médico e a proibição expressa de qualquer forma de discriminação. Entre os pontos mais relevantes do documento está a vedação à exposição da intimidade dos pacientes. É expressamente proibido “exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis em qualquer meio de comunicação”, mesmo com autorização. Essa norma ganha destaque diante de episódios recentes que envolvem estudantes ou profissionais que utilizam redes sociais para compartilhar procedimentos médicos, violando diretamente os direitos dos pacientes e a ética da profissão. O código também determina que médicos e estudantes devem zelar por um ambiente de respeito, empatia e segurança. Fonte adaptada: CFM Texto III – Estudantes zombam de paciente em vídeo e quebram o pilar da confiança na medicina Em abril de 2025, mais um caso expôs a urgência de se discutir a ética médica durante a formação universitária. Duas estudantes de medicina, de instituições distintas, foram denunciadas por injúria após divulgarem um vídeo nas redes sociais zombando da condição de uma paciente internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O conteúdo, que ironizava o quadro clínico da paciente, foi gravado antes de seu falecimento e gerou grande indignação social. Durante entrevista à Rádio Metropole, a advogada Camila Vasconcelos destacou que esse tipo de conduta representa uma grave violação dos princípios éticos da medicina, especialmente o da confiança entre profissional e paciente. Segundo ela, mesmo não sendo médicas formadas, as estudantes já fazem parte de um ambiente profissional e, por isso, compartilham responsabilidades éticas compatíveis com o exercício da profissão. A advogada explicou que, embora não estejam sujeitas às mesmas punições disciplinares previstas para médicos, como a quebra formal do sigilo profissional, as alunas podem ser responsabilizadas por divulgação indevida de informações sensíveis, uma vez que o conteúdo circulou publicamente e desrespeitou a dignidade da paciente. O episódio escancara a necessidade de se reforçar, desde a graduação, o papel do estudante como agente ético. A formação médica não deve focar apenas na técnica, mas também cultivar empatia, responsabilidade e o compromisso com a humanização do cuidado. Fonte adaptada de: Metro1 TEXTO IV – Responsabilidade ética e legal dos estudantes de medicina no exercício da prática clínica Embora ainda estejam em formação, estudantes de medicina não estão imunes à responsabilidade pelos seus atos. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=q44TTXk-ZGQ Repertórios socioculturais para desenvolver o tema “Ética na formação médica” 🎬 Filmes e Séries 1. Grey’s Anatomy – Temporada 2, Episódio “Denny Duquette”A personagem Izzie Stevens, residente do hospital, burla critérios médicos e manipula a fila de transplante de órgãos para beneficiar um paciente por quem está apaixonada. O episódio levanta questionamentos profundos sobre ética profissional, imparcialidade médica e a responsabilidade de estudantes durante a prática supervisionada. 2. The Resident – Vários episódiosA série retrata os bastidores da formação médica e expõe dilemas

Você já ouviu falar na cultura incel? Se a resposta for não, atenção: essa expressão tem ganhado destaque na mídia, em séries e, principalmente, nos debates sociais sobre violência, misoginia e extremismo. Só para você ter uma ideia, a série Adolescência, da Netflix, trouxe à tona o termo ao retratar um personagem que se identifica com esse grupo, levantando uma discussão urgente. A palavra “incel” vem da união de “involuntariamente celibatário” e define homens heterossexuais frustrados com a própria vida afetiva, que culpam as mulheres e a sociedade pela falta de sucesso romântico. Mas a coisa vai muito além disso: comunidades online ligadas à cultura incel têm sido associadas a discursos de ódio e até a crimes violentos, como atentados e tiroteios em escolas. Diante disso, a cultura incel já é considerada um fenômeno social e comportamental que merece atenção — inclusive como tema de redação no ENEM, em vestibulares e concursos. E para você mandar bem se ele aparecer, preparamos este post completo com textos motivadores, repertórios e argumentos prontos para te ajudar. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ““Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea “, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Cultura incel TEXTO 1 – O Conceito de Incel A série Adolescência, da Netflix, causou polêmica ao citar o termo “incel” em um dos episódios. A expressão, que une as palavras “involuntariamente celibatário”, define homens heterossexuais frustrados por não conseguirem estabelecer relações afetivas ou sexuais — e que acabam culpando as mulheres e a sociedade por isso. O que começou como uma conversa sobre timidez e exclusão social nos anos 1990, virou, com o tempo, uma bandeira de grupos misóginos que promovem discursos violentos, especialmente em fóruns e redes sociais. Segundo a Liga Anti-Difamação, que atua no combate ao extremismo, muitos fóruns online ligados à cultura incel incentivam ideias perigosas, como a superioridade masculina, o ódio ao feminismo e até atentados contra pessoas consideradas “privilegiadas” por esses grupos. Estudo publicado na revista Current Psychiatry Reports apontou que essas comunidades compartilham ideologias como a crença na “hipergamia feminina” — a ideia de que mulheres se relacionam apenas com homens considerados mais atraentes ou bem-sucedidos — e uma forte hierarquia social baseada na aparência física. Além disso, casos reais de violência foram associados à cultura incel. Um dos mais conhecidos ocorreu em 2014, nos Estados Unidos, quando Elliot Rodger matou seis pessoas e feriu várias outras, deixando um manifesto repleto de frases misóginas. Após o ataque, ele se tornou um ídolo em fóruns incel. Situações semelhantes também foram registradas no Canadá e na Inglaterra, reforçando o alerta sobre o poder destrutivo dessas ideologias quando somadas a sentimentos de exclusão, solidão e frustração masculina. Fonte adaptada de: CNN Brasil TEXTO 2 Após o sucesso da série Adolescência, que trouxe o termo “incel” para o centro dos debates sobre juventude e violência de gênero, a cultura incel ganhou novo destaque com o lançamento do thriller Garota Invisível, da autora Lisa Jewell. A obra, publicada no Brasil pela editora Intrínseca, mergulha em uma trama densa e atual, explorando os efeitos do ambiente digital tóxico e das comunidades misóginas que se organizam em fóruns online. No enredo, a jovem Saffyre, marcada por traumas e episódios de automutilação, desaparece misteriosamente. O principal suspeito é um homem de mais de 30 anos, descrito como incel por nunca ter se relacionado com uma mulher e que enfrenta acusações de assédio em uma escola. Ao longo da história, ele se envolve ainda mais com fóruns incel na internet, revelando como esse submundo pode influenciar o comportamento e os pensamentos de homens socialmente isolados. A cultura incel, termo que une “involuntário” e “celibatário”, não se resume apenas à frustração afetiva. Ela engloba ideologias violentas e misóginas, nas quais mulheres são vistas como inimigas ou responsáveis pelas frustrações masculinas. O livro, assim como a série da Netflix, denuncia o impacto que esse tipo de discurso pode ter, especialmente quando aliado à solidão, à exclusão e à ausência de apoio emocional. Com narrativa envolvente e reviravoltas impactantes, Garota Invisível mostra que a cultura incel não é apenas um fenômeno virtual, mas uma realidade preocupante que atravessa o cotidiano e pode influenciar atitudes no mundo real. Ao retratar a complexidade emocional de seus personagens, a obra levanta um alerta sobre a urgência de discutir saúde mental, masculinidade tóxica e violência simbólica — temas cada vez mais presentes nas redações e provas de atualidades. Fonte adaptada de: cnnbrasil.com.br TEXTO 3 A cultura incel sob olhar acadêmico: solidão, racismo e masculinidade tóxica Mais do que uma expressão da internet, a cultura incel passou a ser objeto de pesquisa científica no Brasil. Um estudo de Iniciação Científica da Universidade Federal do Espírito Santo, desenvolvido pelo estudante Yan Cardoso e orientado pela professora Maria Cristina Dadalto, investiga os aspectos psicossociais das comunidades incel e as relações entre solidão, masculinidade tóxica e racismo. Intitulada Análise psicossocial da cultura incel: explorando facetas on-line e na vida real, a pesquisa mergulha na origem, evolução e contradições desses grupos. Segundo Cardoso, o movimento incel, que surgiu como um espaço para desabafos sobre dificuldades afetivas, se transformou em um ambiente tóxico e antifeminista com a massificação da internet. Ele explica que a chamada “manosfera” ou “machosfera” elevou discursos de frustração a ideologias de ódio, ligando a rejeição amorosa a narrativas radicais como o red pill — um símbolo da libertação masculina diante de um suposto domínio feminino. A pesquisa se destaca por trazer uma abordagem interseccional. Sendo um homem negro que participou de fóruns incel na adolescência, Cardoso revela que a experiência de exclusão afetiva é ainda mais complexa quando atravessada pelo racismo. Enquanto o
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