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Quem nunca viu uma redação começando com o clássico “Utopia”, de Thomas More, ou a famosa frase de Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra”? Essas referências, amplamente usadas, se tornaram comuns. Porém você sabia que no ENEM 2024 o uso desconexo desses repertórios pode custar preciosos pontos na redação?
Com o aumento do rigor nas correções, os avaliadores estão penalizando o chamado “repertório de bolso” e priorizando a utilização de repertórios legítimos, pertinentes e produtivos. Dessa forma, neste artigo, vamos explorar essas mudanças na correção do Enem e apresentar estratégias para ajudar professores e gestores a preparar melhor seus alunos.
Confira este vídeo completo sobre as principais mudanças na correção do Enem:
O repertório sociocultura l é o conjunto de referências que o aluno utiliza para sustentar seus argumentos em uma redação. No ENEM, esse recurso precisa atender a três critérios fundamentais:
1️⃣ Legitimidade:
O repertório deve ser confiável e reconhecido, como obras literárias, estudos acadêmicos, dados oficiais ou marcos históricos.
2️⃣ Pertinência:
É essencial que a referência esteja diretamente relacionada ao tema proposto, evitando generalizações ou desconexões.
3️⃣ Produtividade:
O repertório precisa agregar valor ao texto, enriquecendo o argumento e contribuindo para a progressão lógica do raciocínio.
Um repertório produtivo vai além de uma simples citação ou dado: ele é estrategicamente utilizado para reforçar a argumentação do aluno.
Tema:“Desafios para a valorização da herança africana no Brasil.”
Repertório: A Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.
Como usá-lo de forma produtiva:
O aluno pode argumentar que a implementação dessa lei é fundamental para combater o racismo estrutural no Brasil, dessa maneira promove a valorização da cultura afro-brasileira e o respeito à diversidade.
O termo “repertório de bolso” refere-se a referências genéricas que, apesar de amplamente conhecidas, são usadas sem relação clara com o tema da redação.
O uso de repertórios genéricos tem sido um dos principais motivos de penalização na redação do ENEM 2024. Esses repertórios, mesmo que amplamente conhecidos, não estabelecem uma conexão clara com o tema da redação, sendo considerados improdutivos. Aqui estão alguns exemplos:
1️⃣ “Só sei que nada sei” – Sócrates
2️⃣ Obras como “Utopia” – Thomas More
3️⃣ “No meio do caminho tinha uma pedra” – Carlos Drummond de Andrade
4️⃣ “O estado é responsável pelo bem-estar social” – Thomas Hobbes
5️⃣ “Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos” – Declaração Universal dos Direitos Humanos
Essas referências, conhecidas como “repertórios de bolso”, não são proibidas, mas seu uso deve ser feito de forma estratégica. Uma vez que, quando apresentadas de maneira desconectada, sem agregar valor à argumentação, resultam em penalizações.
Dica para Evitar Penalizações: sempre contextualize e relacione o repertório diretamente com o tema e os argumentos. Por isso se não puder fazer isso de maneira clara, é melhor optar por outra referência.
Repertórios improdutivos podem ser penalizados:
Desse modo, diante do aumento do rigor nas correções, os professores têm um papel essencial em orientar os alunos para construir redações sólidas e argumentativas. Confira as principais estratégias:
Ademais, os corretores estão cada vez mais atentos a erros comuns que prejudicam a nota dos alunos:
1️⃣ Uso Improdutivo de Repertórios: penalizações por falta de conexão com o tema ou parágrafo.
2️⃣ Proposta de Intervenção Superficial: a intervenção deve estar alinhada aos argumentos desenvolvidos no texto.
3️⃣ Falta de Coesão e Coerência: elementos coesivos mal utilizados podem impactar negativamente na Competência IV.
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Por fim, as mudanças na correção da redação do ENEM 2024 reforçam a necessidade de um ensino mais técnico e estratégico. Professores e gestores têm um papel crucial em ajudar os alunos a construir repertórios produtivos e desenvolver argumentos sólidos.
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No último domingo, 26 de outubro, foi aplicada a Prova Nacional Docente (PND 2025), exame que avalia competências teóricas e práticas dos profissionais da educação em todo o país.Entre as questões discursivas, o tema da redação chamou atenção por abordar um assunto social e educacional de extrema relevância: o idadismo (ou etarismo) — forma de preconceito baseada na idade. A questão discursiva da PND 2025 tratou do tema “O idadismo como desafio social e educacional no Brasil”, exigindo do candidato reflexão crítica sobre os efeitos das diferenças geracionais nas relações escolares e a proposição de uma atividade pedagógica voltada à integração entre jovens e idosos. O que é idadismo? O idadismo, também conhecido como etarismo, é o preconceito, estereótipo ou discriminação baseada na idade. Segundo o Relatório Mundial sobre o Idadismo (Organização Pan-Americana da Saúde, 2021), ele pode ocorrer de três formas: Em síntese, o idadismo prejudica tanto os idosos — por serem vistos como “inúteis” ou “lentos” — quanto os jovens, muitas vezes subestimados por “falta de experiência”. Quais foram os textos motivadores da redação da PND 2025? A questão discursiva apresentou três textos motivadores oficiais, que fundamentaram a proposta: QUESTÃO DISCURSIVA TEXTO 1 A natureza do idadismo O idadismo refere-se aos estereótipos (como pensamos), aos preconceitos (como nos sentimos) e à discriminação (como agimos) direcionados às pessoas com base em sua idade. Pode ser institucional, interpessoal ou autodirecionado. O idadismo institucional refere-se às leis, às regras, às normas sociais, às políticas e às práticas de instituições que restringem injustamente oportunidades e sistematicamente desfavorecem indivíduos devido à sua idade. O idadismo interpessoal surge nas interações entre dois ou mais indivíduos; enquanto o idadismo autodirecionado ocorre quando é internalizado e voltado contra si mesmo. Relatório Mundial sobre o Idadismo. Organização Pan-Americana da Saúde, 2021. Disponível em: www.iris.paho.org. Acesso em: 29 jul. 2025. TEXTO 2 Estatuto do IdosoArt. 22. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização da pessoa idosa, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.(Redação dada pela Lei nº 14.423/22). Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2025. TEXTO 3 Os critérios de avaliação da idade, da juventude ou da velhice não podem ser puramente os do calendário. Ninguém é velho só porque nasceu há muito tempo ou jovem porque nasceu há pouco. Além disso, somos velhos ou moços muito mais em função de como pensamos o mundo, da disponibilidade com que nos damos, curiosos, ao saber, cuja procura jamais nos cansa e cujo achado jamais nos deixa satisfeitos e imobilizados. Somos moços ou velhos muito mais em função da vivacidade, da esperança com que estamos sempre prontos a começar tudo de novo, se o que fizemos continua a encarnar sonho nosso. Sonho eticamente válido e politicamente necessário. Somos velhos ou moços muito mais em função de se nos inclinarmos ou não a aceitar a mudança como sinal de vida e não a paralisação como sinal de morte. FREIRE, P. À sombra desta mangueira. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2013. Situação-problema: Em uma reunião pedagógica, os professores, motivados pela Lei nº 14.423/22 e pelos recorrentes discursos idadistas na escola, planejam atividades didáticas que abordem esse tema em seus planos de aula. Com base na situação-problema e na leitura dos textos motivadores, elabore um texto dissertativo-argumentativo que, respeitando os Direitos Humanos: Qual foi o tema da redação da PND 2025? Tema: O idadismo como desafio social e educacional no Brasil. A proposta exigiu que o participante: O que é a PND (Prova Nacional Docente)? A Prova Nacional Docente (PND) é um exame nacional que busca apoiar a seleção de professores da educação básica pública.Aplicada junto ao Enade das Licenciaturas, ela usa os mesmos instrumentos de avaliação e pode servir como etapa única ou complementar em processos seletivos de redes estaduais e municipais. ⚠️ Atenção: A PND não é um concurso público. Seu resultado pode ser aproveitado por até 3 anos em seleções futuras. Treine com esse tema na nossa plataforma e esteja pronto para a próxima PND! Quais são os objetivos da PND? De acordo com o Guia do Participante 2025, a PND tem como objetivos principais: 📌 Validade: o resultado da PND é válido por 3 anos e pode ser reutilizado em novos processos seletivos. Prepare-se desde já com temas atualizados e correções especializadas. A PND é obrigatória? Não.A adesão é voluntária tanto para redes de ensino quanto para professores.Cada estado ou município decide se utilizará os resultados da PND nos seus editais. 👩🏫 Os professores e estudantes podem se inscrever para obter o boletim individual de desempenho, válido por três anos. Quer testar sua escrita antes da próxima PND? A PND garante vaga como professor? ❌ Não.A participação não garante automaticamente uma vaga.A nota serve como referência classificatória em processos seletivos que aderirem à PND. Para conquistar a vaga, o candidato precisa fazer também a inscrição no processo seletivo da rede desejada. ✍️ Treine sua redação discursiva e chegue preparado para o edital da sua rede. Como funciona a prova da PND? A PND 2025 foi composta por duas etapas principais: 🕒 Duração: 13h30 às 19h (horário de Brasília).Aplicação: presencial, conforme local informado no Cartão de Confirmação. Como é a redação discursiva da PND? A questão discursiva avalia argumentação, clareza e proposta pedagógica.O texto deve ter até 30 linhas, ser dissertativo-argumentativo e respeitar os Direitos Humanos. A correção é feita pela banca FGV, com critérios que analisam: Treine sua redação discursiva com corretores especialistas em FGV. Fonte adaptada: https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores/GuiaPND_v2.pdf Quais repertórios socioculturais poderiam ser usados? Para garantir repertórios consistentes e interdisciplinares, o candidato poderia usar: Quais argumentos poderiam ser utilizados? 1️⃣ Idadismo como problema social: O envelhecimento populacional brasileiro aumenta o risco de exclusão e marginalização de pessoas idosas. A falta de políticas efetivas e o culto à juventude contribuem para o isolamento e a perda de dignidade dessa população. 2️⃣ Idadismo como desafio educacional: A ausência de práticas intergeracionais nas escolas reproduz estereótipos e distancia