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Conheça alguns conteúdos que podem ajudar a pensar sobre a internet e o emburrecimento da sociedade. Treine seus argumentos para a redação! No nosso cotidiano, são inegáveis as diversas facilidades trazidas pelo avanço tecnológico, especialmente pela internet. No entanto, há quem acredite que o uso massivo dessa ferramenta tem prejudicado a capacidade de aprendizado de crianças e adolescentes. Certamente, a questão é polêmica, por isso escrever uma redação sobre o tema da semana, Internet e o emburrecimento da sociedade, pode ser um desafio. Em primeiro lugar, você precisa definir a sua tese: concorda ou não que há uma geração que está menos inteligente que a anterior? Se você está de acordo, busque referências que ajudem a defender esse ponto de vista. Mas, caso pense que isso não faz sentido, escolha repertórios pertinentes para argumentar bem por esse caminho. A seguir você encontra uma lista de materiais para ler, ver e ouvir e, assim, ajudar a ter mais fundamentação no desenvolvimento do seu texto. Confira nossas sugestões de repertório sociocultural para o tema Internet e o emburrecimento da sociedade e comece a treinar! 1. Entrevista com o neurocientista francês Michel Desmurget Nossa primeira dica é que você leia na íntegra a entrevista publicada pela BBC News com o neurocientista Michel Desmurget. Um trecho dela está nos textos motivadores do tema. Com vastos trabalhos na área, o entrevistado dá outras respostas interessantes que explicam a interferência da internet no desenvolvimento cognitivo das novas gerações. Assim, você vai compreender por que para ele viver conectado tem criado jovens menos inteligentes que seus pais. 2. Entrevista com a neurocientista britânica Susan Greenfield Sempre é bom ter uma segunda opinião sobre um tema complexo. Nesta entrevista, Susan Greenfield, pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, afirma que “as tecnologias digitais afetaram nosso cérebro da mesma forma que qualquer elemento de interação que faça parte do nosso cotidiano”. Para ela, no entanto, o ponto mais crítico do uso da internet e suas ferramentas é a mudança que causaram na formação da nossa identidade. Assim, nos tornamos mais dependentes da visão de outras pessoas, alterando o modo de nos relacionarmos e de distribuirmos o uso do nosso tempo. Greenfield, ao contrário de Desmurget, afirma que é possível que a nova geração tenha QI mais alto e boa memória. #polêmica Leia toda a entrevista e saiba de que maneiras a internet afeta o nosso cérebro. Na mesma página você ainda conseguirá acessar a três vídeos de palestras da pesquisadora. Vale a pena conferir todo esse material! 3. Música: Televisão – Titãs A televisão me deixou burro, muito burro demais Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais […]https://www.youtube.com/watch?v=7psItZeHmqUCertamente você já ouviu os versos acima em algum momento da sua vida. Antes mesmo da internet, outras telas já foram responsabilizadas por “emburrecerem” a população. A televisão até hoje não é bem-vista por muita gente, mas também é usada para entreter crianças desde muito pequenas. De fato, muitas vezes a chamam de “babá eletrônica”. Pense sobre os efeitos da programação televisiva nas pessoas, especialmente da nova geração. Assim, um caminho é traçar essa relação com a chegada da internet e de seus recursos na argumentação do seu texto. 4. Estamos ficando mais burros? | Nerdologia Neste episódio, roteirizado e apresentado pelo ícone da pandemia, Átila Iamarino, procura-se responder à pergunta: “será que estamos mais burros?”. A questão levantada tem muito a ver com o nosso tema de redação. Aqui, pretende-se compreender se a internet e a facilidade de encontrar informações com os smartphones estão afetando a nossa capacidade de apreender. Além disso, o vídeo sugere outras fontes que podem ampliar o seu repertório ainda mais. O vídeo tem menos de 7 minutos e bastante informação! Acesse!https://youtu.be/nW-Mqe9Tgjc 5. Matéria de Capa – A internet e o cérebro De 2012, esse programa da TV Cultura mostra que os efeitos da internet no cérebro não são uma preocupação só de agora. Portanto, pense em todos os avanços que ocorreram nas tecnologias de lá para cá, e mesmo assim estamos ainda debatendo a questão. A reportagem é bem completa e tem menos de 30 minutos. Um dos pontos levantados refere-se à queda de capacidade de memorizar informações, por exemplo. Assista!https://youtu.be/7OV1W7aXTl8 6. Entrevista com Nicholas Carr Em 2010, o escritor norte-americano Nicholas Carr esteve no Brasil e falou sobre “Os superficiais, o que a internet tem feito com nossos cérebros”. Então, na obra ele defende a tese de que a internet pode emburrecer e dificultar o aprendizado, embora seja considerada a revolução na área educacional. Acesse o conteúdo e, assim, conheça as suas ideias. 7. Vídeo: Uso abusivo da tecnologia pode causar problemas em crianças Nesta reportagem veiculada pela TV Brasil em 2016 já se discutia de que formas o uso exagerado da tecnologia afeta as crianças. Portanto, assista e saiba um pouco mais sobre esse assunto.https://youtu.be/LSB17LbYLJ4Conhece outra referência que pode ser usada na redação sobre “Internet e o emburrecimento da sociedade“? Compartilhe conosco nos comentários! Não sabe nada sobre o assunto? Então, além das nossas dicas, faça sua própria pesquisa na internet. Precisa de ajuda para saber se sua redação está no caminho certo? Conheça nossos planos e use a nossa plataforma de correção! Saiba todos os benefícios de receber orientações dos nossos corretores! Venha para o Redação Online! Ainda dá tempo de fazer aquela redação nota mil para o Enem!
Repertório sociocultural bem utilizado eleva o nível da redação. Conheça algumas referências para escrever sobre a alfabetização infantil. Confira o tema ”Desafios na alfabetização infantil”. Durante o ano de 2020, o Ministério da Educação focou sua comunicação, especialmente nas redes sociais, no tema da alfabetização. Por essa razão, chegamos mesmo a desconfiar que esse é um possível tema de redação Enem. Independentemente disso, é sempre importante refletirmos e treinarmos a redação com assuntos da atualidade. A alfabetização infantil e os desafios para concretizá-la são demandas sociais relevantes. Certamente escrever sobre isso será um excelente treino para o dia da prova. Veja na sequência algumas referências para que você saiba mais sobre alfabetização infantil e escreva um texto com uso produtivo de repertório sociocultural. Então, vamos lá? 1. Política Nacional de Alfabetização (PNA) Conhecer as políticas públicas e a legislação sobre o tema deve ser a sua primeira preocupação para desenvolver uma argumentação bem fundamentada. Assim, acesse o site exclusivo sobre a questão da alfabetização infantil do MEC. Nele, você encontrará informações sobre o Decreto n. 9.765, de 11 de abril de 2019, que instituiu a PNA, inclusive comentada artigo a artigo. Há também um espaço para professores e outro para pais e responsáveis, os quais explicitam dois programas governamentais que você deve conhecer: Tempo de aprender e Conta pra mim. Na aba “O que dizem as pesquisas”, há dois depoimentos a respeito do método fônico, que o governo brasileiro quer priorizar. Enfim, navegue pela página e encontre muitas referências que podem ajudar na hora da escrita. 2. Vídeo: Alfabetização pelo método fônico divide especialistas Neste vídeo, publicado no canal da TV UNESP, você conhecerá as opiniões de especialistas na área de educação e alfabetização a respeito do sistema que a PNA indica como mais eficiente para promover a alfabetização na idade certa. Acesse e saiba mais sobre isso. O vídeo é curtinho, em menos de 11 minutos você já ficará bem informado(a) sobre o assunto! https://youtu.be/0663kgsqoFM 3. Vídeo: Métodos de alfabetização – Magda Soares – Entrevista Magda Soares é professora titular emérita e pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG. Certamente, é um dos grandes nomes brasileiros nessa área, o que pode ser um argumento de autoridade interessante para ter na manga. Nessa entrevista, a professora da UFMG comenta os métodos para alfabetizar. Assim, ela esclarece o debate entre aqueles que pensam a associação entre sons e letras como mais eficaz e os que condenam esse tipo de abordagem. De fato, o método fônico desconsidera o contexto social do aluno e o conhecimento que ele já possui sobre leitura. Portanto, em um país com tamanhas desigualdades como o Brasil, tal método funcionaria? Reflita. 4. Cealecast Sempre gostamos de dar uma dica de podcast para quem não tem muito tempo de ver vídeos ou ler nossas outras indicações. O CEALE – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG, do qual Magda Soares é uma das pesquisadoras, lançou neste ano o seu canal. O primeiro episódio trata do desafio da educação durante a pandemia e o papel dos pais e da família nesse processo. Vale a pena dar uma “ouvida”, pois pode ser um caminho para abordar o tema. Confira também os demais episódios já lançados. 5. Filme: Como estrelas na Terra (2007) Outra visão que pode ser trazida como um desafio para a alfabetização infantil são os casos de crianças disléxicas que desconhecem a sua condição. De fato não é raro encontrar quem apresenta dificuldades de aprendizado devido a fatores que nada têm a ver com a qualidade do ensino, mas sim com algo externo à sala de aula. Nesse filme é narrada a história de Ishaan, de 9 anos de idade, cujo irmão é o exemplo da sala, enquanto Ishaan apresenta dificuldades no ensino-aprendizado e repetiu a terceira série pela segunda vez. Na escola onde estuda o ensino é tradicional e há uma professora autoritária e arrogante que trata as dificuldades de Ishaan como um caso de indisciplina. Então, certo dia, a diretora relatou à família que o aluno não acompanha as aulas e, ao fazer alguma leitura, ele relata que “as letras são dançarinas”. Com isso, é transferido a um colégio interno em que, depois de algum tempo, encontra um professor substituto de artes que percebe que há algo acontecendo com o estudante. É um filme emocionante e você certamente terá uma boa visão sobre essa questão e como ela afeta a alfabetização. Afinal, quanto brasileiros não devem passar por situações parecidas? Assista! 6. Série documental: Alfabetismo Brasil A série documental “Alfabetismo Brasil”, produzida pelo Canal Futura, trata-se de uma reflexão para a sociedade. Isso porque ela mostra como está o país em relação ao alfabetismo funcional entre os brasileiros de 15 a 64 anos. Sim, é importante conhecer um pouco mais sobre isso porque um dos efeitos de uma má alfabetização infantil ou mesmo a sua ausência é uma nação de pessoas que desconhecem o fantástico mundo da leitura e da escrita. Assim, a série conta com 8 episódios que comentam o assunto por diversos vieses. Confira! 7. IBGE Educa Sempre é bom conhecer alguns dados estatísticos a respeito do tema de redação para usar na argumentação. No site do IBGE você poderá encontrar alguns deles que tratam da questão da alfabetização e do analfabetismo. Dê uma olhada nos números e anote aqueles que julgar mais relevantes. Há muitos percentuais disponíveis. Por exemplo, as taxas por região, por idade, por raça, por gênero. Certamente algum deles poderá fazer parte do seu projeto de texto. Então, gostou dessas dicas? Também faça sempre a sua própria pesquisa sobre o tema relacionado à alfabetização infantil! Escreva um rascunho, releia, passe a limpo. Reescreva. Sim! Essa é a rotina de quem está se preparando para a redação Enem. Conhece algum repertório pertinente ao tema? Divida seus conhecimentos conosco nos comentários! E não esqueça: caso queira a correção de um profissional, conte com a nossa ajuda!

Uma boa redação precisa ter um repertório interessante. Confira conteúdos para falar sobre a educação inclusiva no Brasil! O tema que lançamos nesta semana é “Educação Inclusiva no Brasil”. Assim, para poder escolher fatos, dados e opiniões para usar na sua argumentação, é necessário pesquisar sobre o assunto. Não sabe por onde começar? Fique tranquilo(a)! Como sempre, neste post selecionamos alguns conteúdos que podem fazer parte do desenvolvimento da sua redação. Vamos lá! 1. Política Nacional de Educação Especial -PNEE O primeiro passo para poder falar bem sobre o tema é conhecer a PNEE na íntegra. Leia o documento e tenha informações sobre a contextualização da sua implementação, princípios e objetivos, público-alvo, entre outras. No material há ainda uma nota do ministro da educação sobre essa nova política. Assim, não deixe de acessar! 2. Constituição Federal de 1988 O principal documento do país também pode ajudar a entender o porquê das polêmicas em torno da nova PNEE. Nele, estão dispostos nossos direitos e deveres dos cidadãos brasileiros, inclusive quando o assunto é educação. Embora seja bastante clichê citar a Constituição na redação Enem, é inegável a sua importância e relevância. Desse modo, é um recurso que, se bem utilizado, funciona com a maioria dos temas. 3. Vídeo: Educação inclusiva: toda criança tem direito de ir à escola Este vídeo curto da trata-se de uma animação sobre a importância de um sistema educacional que respeite as características de cada criança. Produzido pelo Instituto Alana, é um meio acessível para entender um pouco mais sobre a temática. Caso você nunca tenha ouvido falar, o Alana é uma organização sem fins lucrativos com a missão de fomentar e promover assistência social, educação, cultura, proteção e amparo da população em geral. Para saber um pouco mais sobre as suas ações, portanto, entre no site. Assim, quem sabe você não o escolhe como um agente na sua proposta de intervenção? #ficadica 4. Palestra: Pensar utopicamente a educação: David Rodrigues at TEDxLisboaED Partindo da ideia de utopia de Thomas More, o professor de educação especial da Universidade Técnica de Lisboa David Rodrigues comenta sobre a possibilidade da educação inclusiva de forma efetiva e real. Certamente, esse bate-papo ajudará a você a ter ideias sobre a argumentação da sua redação. O vídeo tem menos de 18 minutos! Não deixe de assistir e, assim, refletir um pouco mais sobre a educação inclusiva.https://youtu.be/0kDL5kxDg_A 5. Filme: Extraordinário (2017) Você deve lembrar que este filme estava nas indicações de repertório do tema “Capacitismo no Brasil“. Pois é! Então, se ainda não viu, é uma boa hora para assisti-lo! Baseado no livro homônimo de R. J. Palacio, escritora norte-americana, mostra a rotina de Auggie Pullman, o protagonista. O menino tem uma uma deformidade facial conhecida como síndrome de Treacher Collins. Portanto, ao ingressar na escola, ele precisa aprender a conviver nesse ambiente, que não está preparado para lidar com o diferente. Assim, Auggie é vítima de bullying e tem sua autoestima abalada. No entanto, ele persiste na escola, apoiado por sua família e pelos novos amigos que conheceu. Enfim, a história mostra que a inclusão escolar da pessoa com deficiência traz novas experiências para a vida dela.https://youtu.be/6g80d7igX0k 6. Filme: Hoje eu quero voltar sozinho (2014) Este longa brasileiro mostra a rotina de Leonardo, estudante cego de uma escola regular de ensino. Além de mostrar as dificuldades e também as suas relações de amizade na escola, o filme mostra a descoberta do amor pelo personagem principal. O roteiro e a direção são de Daniel Ribeiro e a obra cinematográfica foi baseada no curta “Eu não quero voltar sozinho”, disponível no Youtube.https://youtu.be/lpHKXyko358 7. Podcast: “Cá entre nós” Para aqueles que curtem se informar em qualquer momento, seja na ida ao supermercado ou à padaria, com seus fones de ouvido, temos uma indicação de podcast. No primeiro episódio, a pergunta norteadora do debate é: O que está em jogo na revisão da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), atualmente em andamento no âmbito do MEC e do CNE? A partir disso, a professora Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora do LEPED da FE-Unicamp, faz uma análise e mostra porque esse processo pode causar um retrocesso nas políticas de inclusão educacional para milhares de crianças e adolescentes. Certamente essa discussão poderá contribuir para a sua argumentação, não é mesmo? Então, ouvidos atentos! Acesse agora mesmo! 8. Reportagem especial – Educação inclusiva: o Brasil está preparado? Publicada no site da Câmara dos Deputados, essa reportagem repercute o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ele possui três artigos que asseguram o direito à educação inclusiva adaptada às necessidades das pessoas com deficiência. No entanto, a garantia desses direitos na prática ainda é um desafio. Desse modo, acesse o material e saiba quais as punições para o descumprimento desta lei, as dificuldades dos docentes e também quais avanços já foram feitos na área. Ah! Além de ler, também é possível ouvir esse conteúdo! Agora é com você! Continue a pesquisa sobre o tema Educação Inclusiva no Brasil ou, então, faça seu projeto de texto com base nas nossas sugestões. Tá precisando de uma mãozinha para a avaliação? Que bom que você está no lugar certo! Conheça nossos planos de correção de redação e, assim, conte com uma equipe focada no seu sucesso! É redação nota mil que você quer? Venha para o Redação Online! A gente mostra o caminho para chegar lá!

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, trouxe uma dica de um repertório sociocultural para vocês: como usar a série O GAMBITO DA RAINHA na redação! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse da série antes de conferir como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação: O GAMBITO DA RAINHA: 2020 • Minissérie • 60min • 16+ SINOPSE: Em um orfanato no estado de Kentucky, EUA, nos anos 1950, uma garota descobre um talento impressionante para o xadrez enquanto luta contra o vício e os problemas que acompanham sua genialidade. ABANDONO PATERNO Em 1950, Beth Harmon, de 9 anos, sobrevive a um acidente de carro trágico que mata sua mãe. Mais tarde, é revelado que o ato tivera sido proposital, motivado pelo abandono à familia por parte do pai. No Brasil, o abandono paterno continua sendo uma das grandes pautas sociais a serem combatidas, com consequências graves à mãe e à criança. ADOÇÃO Dirigida ao orfanato Lar Methuen, Beth conhece Jolene, uma garota negra que espera pela chance de ser adotada há algum tempo. Jolene aponta um dos maiores problemas da seletividade injusta no processo adotivo em sua fala: “Ninguém vai vir atrás de nós agora. Estamos velhas demais. Ou pretas demais”. ABUSO DE DROGAS Na instituição, enquanto pílulas tranquilizantes eram distribuídas às crianças, Beth manipula o seu uso para alcançar prazer e torna-se dependente química. As pílulas Xanzolam, embora não sejam um medicamento real, se assemelham muito a um remédio popular nos anos 60, receitado como cura para a ansiedade, chamado Librium. ALCOOLISMO A longo prazo, todos esses elementos entram em jogo desenvolvendo o alcoolismo que Beth vivencia em sua vida adulta. O trauma na infância, o contato com tranquilizantes, a rejeição pelo pai adotivo, todos foram fatores que levaram o álcool a se tornar válvula de escape para a vida de Beth. SOCIEDADE PATRIARCAL “O Gambito da Rainha” retrata a realidade patriarcal dos anos 50 a 70, destacando os estereótipos impostos à protagonista. Ao demonstrar interesse pelo xadrez, seus pais adotivos sugerem algo “mais para meninas”. Campeã brasileira de xadrez, Juliana Terao diz que a série até pegou leve: “Os jogadores não aceitariam tão facilmente serem dominados por uma mulher”. INCLUSÃO NO ESPORTE A pauta feminina no xadrez implica um tema ainda maior: a inclusão no esporte e sua importância como mecanismo de reparação social. Como um grande polo de atenção global, o esporte se vê no dever de incluir grupos minoritários/reprimidos a fim de estabelecer um espaço igualitário e representativo. ESPORTE COMO POLÍTICA Além disso, o esporte também pode atuar como meio de comunicação de ideologias políticas. No contexto da série inserida na Guerra Fria, a disputa de Beth Harmon contra os russos se vê estendida além do tabuleiro: ela se torna peça política para a vitória simbólica dos americanos contra os soviéticos. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: ”O abandono paterno no Brasil” Na minissérie norte-americana “O Gambito da Rainha”, Elizabeth Harmon perde sua mãe em um acidente de carro na infância e não conhece seu pai, que as abandonou cedo. Ao longo da narrativa, é revelado que o acidente fora proposital, provocado por uma discussão com o pai da garota, e o trauma gerado na criança é perpetuado na forma de dependência química, alcoolismo, e tabagismo. Fora da ficção, faz-se necessário discutir o abandono paterno no Brasil, como forma de injustiça social a mães-solteiras e como fator desencadeador de traumas afetivos a crianças. Agora que você já sabe como usar O GAMBITO DA RAINHA na redação, não deixe de enviar sua redação para que um de nossos professores a corrija em até 3 dias úteis!

Conheça pensadores brasileiros e suas obras para ampliar seu repertório sociocultural. Demonstrar um repertório sociocultural produtivo é uma exigência da redação do Enem. Mesmo em vestibulares, quando a avaliação não é feita por competências, a argumentação precisa ser eficiente. De fato, isso só é possível se você mobilizar uma série de conhecimentos que adquiriu ao longo de sua formação de modo produtivo. Porém, embora muitas pessoas saibam usar ideias estrangeiras em seus textos, poucas surpreendem e destacam pensadores brasileiros nas redações. Muitos estudantes recorrem a citações consagradas, portanto pouco originais, para o desenvolvimento do texto. Já conversamos por aqui sobre isso e sobre como pode ser um tiro no pé usar sempre as mesmas estruturas prontas. Além de não demonstrar autoria, fica aquele forte sentimento no avaliador de estar lendo sempre mais do mesmo. Assim, para atingir as notas mais altas nas 5 competências e se dar bem nas provas, você precisa fazer algo que todos não estejam fazendo. Por isso, selecionamos alguns pensadores brasileiros para que você amplie suas possibilidades ao debater questões relevantes para a nossa sociedade em seus textos. E por que é importante conhecer pensadores brasileiros? As provas de redação, incluindo e principalmente a do Enem, solicitam a reflexão sobre temas contemporâneos e que impactam a população nacional. Então, quem melhor para ajudar a falar sobre nós do que estudiosos que conhecem as nossas dificuldades e qualidades? A seguir, acompanhe os nomes que destacamos e não se esqueça de fazer a sua própria pesquisa e ampliar ainda mais as possibilidades! Boa leitura! 1. Lélia Gonzalez Historiadora e filósofa, a mineira Lélia Gonzalez foi professora universitária. Dedicou-se a pesquisas sobre as temáticas de gênero e etnias. Além disso, Lélia se destacou pela participação no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras. Em julho de 1978 oficializou a entidade nacionalmente, em ato público. Para ela, o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70”. A intelectual faleceu em 1994, mas sua obra segue relevante até hoje. Conheça algumas de suas frases memoráveis: Para falar sobre racismo no Brasil: Enquanto a questão negra não for assumida pela sociedade brasileira como um todo: negros, brancos e nós todos juntos refletirmos, avaliarmos, desenvolvermos uma práxis de conscientização da questão da discriminação racial neste país, vai ser muito difícil no Brasil, chegar ao ponto de efetivamente ser uma democracia racial. Para falar sobre desvalorização das classes populares: Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles. Para falar sobre a influência europeia na sociedade brasileira: A questão do etnocentrismo está presente em qualquer cultura. Na medida em que você é socializado, você recebeu uma carga cultural muito grande, e você vai olhar o mundo através dessa perspectiva crítica. 2. Sueli Carneiro Doutora em Educação pela USP, é autora da obra “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”. Nele, fala dos comportamentos humanos e apresenta os avanços na superação das desigualdades criadas pela prática da discriminação racial. Além disso, é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil. Assim, veja alguns pensamentos dela a seguir. E, para saber mais sobre suas ideias, você pode segui-la no Twitter: @SueliCarneiro Para discutir a questão racial: O racismo é um sistema de dominação, exploração e exclusão que exige a resistência sistemática dos grupos por ele oprimidos, e a organização política é essencial para esse enfrentamento. Para tratar de desigualdades e multiculturalismo: Indignação sempre foi a palavra que mais me impulsionou. Odeio injustiça. Luto pela construção de uma sociedade multirracial e pluricultural, onde a diferença seja vivida como equivalência e não mais como inferioridade. 3. Milton Santos Geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro. É considerado como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. De fato, entre os pensadores brasileiros, é um que frequentemente aparece nos textos. No entanto, caso você não o conheça, procure saber mais. Além disso, conheça algumas de suas principais ideias abaixo: O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir. A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem enxergar o que os separa e não o que os une. Existem apenas duas classes sociais, as do que não comem e as dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. 4. Florestan Fernandes Por meio da Lei n. 11.325. de 2006, foi declarado patrono da Sociologia brasileira. Além de sociólogo, Florestan Fernandes também era político. Primeiramente, dedicou-se ao estudo etnológico dos índios tupinambá. Posteriormente, a partir da década de 1950, estudava os resquícios da escravidão, o racismo e a dificuldade de inserir a população negra na sociedade, dominada por pessoas brancas. Sobre as falhas no sistema educacional: Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos. Sobre a opressão e a possibilidade de superá-la: Contra as ideias da força, a força das ideias! 5. Rosely Sayão Psicóloga especializada em educação. Assim, escreve sobre as principais dificuldades da família e da escola no ato de educa. Seus pensamentos podem ser lidos na coluna que ela possui no Estadão. Aqui, destacaremos algumas de suas frases. Mas faça sua parte também! Para isso, leia alguns de seus textos e pesquise mais sobre ela. Educar é apresentar a vida e não dizer como viver. Os ensinamentos que precisamos manter são aqueles gerais, relacionados aos princípios e valores. Independentemente das mudanças que ocorreram no mundo, do estilo de vida que as crianças e jovens levam hoje, é preciso ensiná-los a ser honesto, ético, justo, respeitar o outro. O individualismo e a competição estão no seu auge em paralelo com o poder de consumo. Há uma geração educada dessa maneira e percebe-se que isso não está ajudando

Se você leu a proposta de redação sobre “Democratização do acesso aos livros” e ainda não sabe qual repertório utilizar, seus problemas acabaram! Acesse os conteúdos que selecionamos para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira a proposta de redação sobre o tema “Democratização do acesso aos livros“. Separamos alguns vídeos, filme e artigos que podem fazer parte de sua argumentação na defesa de um ponto de vista na redação. Como você sabe, organizar e relacionar as informações socioculturais em seu texto é fundamental. Além de demonstrar autoria, apropriar-se de conceitos pertinentes ao tema tornará mais fácil desenvolver o assunto. Portanto, mais do que acessar os conteúdos disponibilizados aqui, lembre-se de fazer a sua própria pesquisa. De fato, a discussão sobre a democratização do acesso aos livros esteve em evidência em 2020. Assim, há bastante material on-line que você poderá encontrar! Então, boa leitura! 1. Vídeo: Especial Leitura | Quais as propostas para ampliar o acesso aos livros? – 3º episódio Nesta reportagem especial disponibilizada pelo canal da Câmara dos Deputados você conhecerá propostas para ampliar o acesso aos livros. Além disso, conhecerá o que pode ser feito para “aquecer” o mercado livreiro no país. https://youtu.be/lfit7fSDgY0 2. Vídeo: Aula Pública: Democratização do Livro Na América Latina – 1/2 Nos últimos anos, a América Latina experimentou um amplo processo de integração. Dessa forma, tratando de educação e cultura, os países passaram a discutir como democratizar o conhecimento. Nesse viés, garantir a circulação e o acesso aos livros é fundamental. No entanto, ainda existem barreiras que impedem um plano latino-americano para a produção e edição de publicações. Assim, nesta aula pública, o convidado José Castilho Neto, Doutor em filosofia pela USP e ex-secretário do plano nacional do livro e leitura, propõe algumas reflexões. Entre elas, questiona de que forma implementar políticas públicas capazes de incentivar a circulação de livros na sociedade. Como democratizar a leitura na América Latina? Assista também a parte 2/2 para saber tudo sobre essa discussão.https://youtu.be/COJLu_Xxzp8 3. Podcast: A nova crise do mercado de livros Se você gosta de estudar ouvindo podcasts, aproveite esse episódio do “Café da Manhã“, da Folha de São Paulo. Nele, o repórter Walter Porto e Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, discutem o panorama do mercado editorial brasileiro. Assim, colocam em pauta a reforma tributária do governo sobre a volta da cobrança de PIS e Cofins a empresas do setor. Crise e pandemia, junto à temática dos livros, também entram na discussão. Então, coloque os fones de ouvido e ganhe repertório enquanto arruma seu quarto! 4. Podcast: Taxação de livros e elite literária Já que está no embalo do uso do streaming, ouça mais este episódio do “LiteraPOP”, podcast mensal sobre literatura, cotidiano de leitores e cultura pop. Aqui, a proposta é discutir sobre como a taxação proposta pelo Ministro da Economia afetaria a indústria dos livros no Brasil. Assim, provoca algumas questões. Como cada agente dessa indústria fica em meio a essa situação? Haverá exclusão de autores e obras não brancos? Causaria um retrocesso social? Sucateamento da educação e da produção cultura? Ouça, anote e tire duas próprias conclusões. 5. Filme: A menina que roubava livros Se você gosta de fazer analogias e/ou não perde uma oportunidade de citar a Segunda Guerra Mundial nas suas redações, esse filme pode fazer parte da sua argumentação. Baseado na obra “The Book Thief”, de Markus Zusak, foi lançado em 2014, contando a história de Liesel Meminger, Embora não trate especificamente da temática do livro com está na proposta, pode ser um ponto de partida para mostrar como a leitura e o acesso aos livros pode mudar a vida das pessoas. Por isso, então, é tão importante a sua democratização.https://youtu.be/J24AlOYHpVU 6. Reportagem: A saga de Dorival Santos, catador de lixo que virou doutor em Linguística Trata-se de um relato autobiográfico sobre como, apesar das dificuldades, Dorival conseguiu estudar, chegando até ao doutorado em uma Universidade Pública. Entre os itens recolhidos no lixão, ele afirma ter chegado a 3 mil livros. Certamente isso pode ajudar a pensar na desigualdade de acesso às obras e mesmo na (des)valorização dessa cultura. Enquanto uns têm muito pouco acesso, outros colocam obras literárias no lixo. 7. Vídeo: Qual o papel das bibliotecas comunitárias nas periferias do país A maioria das bibliotecas comunitárias são criadas e mantida pela sociedade civil. Elas objetivam ampliar o acesso ao livro e à leitura em determinada comunidade. Portanto, seus frequentadores são atuantes e participam ativamente nos processos de gestão e planejamento das ações, de acordo com uma pesquisa realizada entre janeiro de 2017 e junho de 2018 em 15 estados e no Distrito Federal. Neste vídeo, a Biblioo conversou com Celina Borges Santos, mediadora de Leitura e voluntária do Rede Baixada Literária, e com Maria “Chocolate”, cogestora do Tecendo Uma Rede de Leitura e integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).https://youtu.be/1ewvzNlCNo0 Aprofunde os conhecimentos sobre essa forma de acesso aos livros. Para isso, leia também esta notícia sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores”, publicada na Exame. Agora você já sabe um pouco mais sobre a questão do livro no Brasil. Assim, mãos à obra! Comece já seu rascunho sobre a “democratização do acesso aos livros“. Conhece algum repertório sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários. Certamente, quanto mais referências na hora de escrever, melhor!

Tratar a questão do tráfico de animais na redação exige que você tenha bons repertórios socioculturais. Veja algumas referências para elaborar seu projeto de texto e propor uma intervenção alinhada à sua discussão. Já conferiu o tema de redação sobre o Tráfico de animais no Brasil? Separamos alguns conteúdos para você saber mais sobre a discussão acerca do Tráfico de animais no Brasil. Lembre-se de que é essencial que você se posicione acerca do assunto em sua redação, fazendo uso de repertórios socioculturais para argumentar de forma consistente. 1. Filme: Rio Em 2011, Rio e sua turma ganharam o coração do mundo com as aventuras da arara-azul que não sabia voar. Por trás da fofura dos personagens, das músicas e de todo o encantamento de uma boa animação estava o sério problema do tráfico de animais. Rio fora levado do Brasil clandestinamente e, ao retornar, ajuda a desvendar um esquema de tráfico de aves e outros animais silvestres na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, ele mostra como as dificuldades socioeconômicas acabam empurrando algumas pessoas para o crime. Certamente, além de diversão, o filme do brasileiro Carlos Saldanha poderá ajudar a estabelecer um paralelo entre realidade e ficção. 2. Podcast Isso é fantástico – #51 A crueldade do tráfico de animais no Brasil Neste episódio, o jornalista Murilo Salviano conversa com o editor Rafael Carregal e o ambientalista Dener Giovanini, que investigou e acompanhou por meses um dos maiores traficantes de animais do país. Dener comenta os detalhes do esquema que alimenta o comércio ilegal e cruel de animais exóticos no Brasil. De fato, mais de 35 milhões de animais são traficados por ano por aqui. Além acessar ao site, você pode ouvir pelo Spotify e pelo iTunes. 3. Reportagem: Saiba como funciona o tráfico de cobras pela internet “Reportagem da semana” mostrada em agosto deste ano no Domingo Espetacular. Nela, a equipe se infiltrou em grupos de tráfico de animais pela internet. Assim, de acordo com a matéria, foi possível ver que a certeza da impunidade impera. Os vendedores ilegais anunciam nas redes até as cobras mais peçonhentas do mundo sem constrangimento algum. Vale assistir! 4. Projetos de Lei Após o caso do estudante picado por uma naja ter jogado luz sobre o tema, o senado manifestou-se com projetos de lei (PLs) para tratar a questão do tráfico de animais. Assim, de acordo com matéria do Senado notícias, duas propostas estão em tramitação no Senado. Elas alteram a legislação ambiental para tornar mais dura a punição a quem introduzir espécime animal no país sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente. Além de conhecer as duas propostas – o que pode ajudar a pensar a sua proposta de intervenção na redação – um dos senadores comenta outros aspectos desse tipo de crime. Entre eles, as consequências sanitárias negativas ao país importador na comercialização ilegal de animais. Certamente, sem qualquer controle aduaneiro, o risco da transmissão de zoonoses nessas situações é alto. Então, ele lembra que uma das possíveis causas da pandemia foi o comércio de animais silvestres na China. 5. Documentário: E agora? Tráfico de animais no Brasil Dirigido por Humberto Bassanelli, o filme, além de mostrar como o tráfico de animais silvestres ocorre no Brasil, lança a questão: o que fazer com os resgatados? Segundo o documentário, a lei dos crimes contra a fauna ainda não é severa, garantindo a melhor relação custo-benefício para o criminoso. Anualmente, mais de 25 mil animais silvestres provenientes do tráfico de diversas regiões do Brasil são apreendidos apenas no estado de São Paulo. Então, altos custos tornam recolocar esses animais na natureza praticamente impossível. Ainda, a dificuldade deve-se também a questões técnicas envolvidas. Então, o que fazer com esses animais? Assista ao vídeo e tente encontrar essa resposta. 6. Reportagem: A máfia dos bichos Nesta matéria especial do Ecoa (UOL) é traçado um panorama do tráfico de animais no Brasil e as diferenças entre animais silvestres nativos, exóticos, invasores e animais domésticos. Além disso, propõe uma discussão sobre o quanto parte da atração por possuir animais silvestres advém da megalomania humana. Assim, relembra celebridades que tiveram esse tipo de “mascotes” e o quanto isso acaba despertando ainda mais interesse pelo crime. Importante também notar como essa vaidade humana acabou também gerando desequilíbrios e introdução de espécies não nativas em alguns locais. As implicações disso podem causar diversos prejuízos, em especial aos próprios animais, que sofrem com a crueldade a que são submetidos. A reportagem não esquece de mencionar a pandemia atual. Ela pode ter sido originada em um mercado onde se comercializa bichos vivos ou mortos em Wuhan, na China. Ainda, a matéria pontua historicamente como essa vontade de possuir animais silvestres surgiu. Belas imagens compõem o conteúdo e, ao final, são elencadas algumas entidades que atuam nessa questão. Assim, você pode conhecê-las melhor e quem sabe colocá-las como agentes em sua redação. 7. Lei de crimes ambientais Por fim, busque conhecer a Lei n. 9.605/2018 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No capítulo V, seção I, trata-se dos crimes contra a fauna. Em seu artigo 29, a lei estabelece: Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas: I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Complemente seu repertório conhecendo as regras para
Saiba o que é um repertório sociocultural e como ele é avaliado nas redações. Aprenda a ampliá-lo para produzir textos fundamentados e se destacar na hora das provas! Ao ler uma proposta de redação, quem está treinando ou prestando alguma prova precisa estar atento para compreender o tema sobre o qual precisa escrever. Nessa hora, deve ser mobilizado o repertório sociocultural a fim de fundamentar os argumentos, especialmente em um texto dissertativo-argumentativo. Mas, afinal, o que é um repertório sociocultural e como ele pode ser importante para a redação? É sobre isso que vamos refletir neste artigo. Para que um texto seja bem avaliado, ele deve estar organizado, respeitando as estruturas do gênero e fazendo uso de uma linguagem objetiva. Porém, ele também precisa demonstrar que o autor possui segurança em relação ao assunto. Redações que são escritas sem embasamento sobre as ideias, normalmente, são genéricas, não conseguem desenvolver as informações. Assim, acabam apresentando muitas falhas no projeto de texto, o que significa que não houve eficiência na escolha da abordagem. Dessa forma, fica evidente que falta repertório sociocultural aos participantes que as produziram. Esse repertório tem a ver com o conhecimento de mundo de cada pessoa. Na vida escolar, ao menos de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todos devem ter acesso a conteúdos determinados. Eles estão distribuídos em diversas áreas de conhecimento (Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática). Além dessa vivência, mais acadêmica, há outros conhecimentos não curriculares que também moldam a nossa forma de ver o mundo. Isso acontece por meio dos filmes que assistimos, das músicas que ouvimos, dos livros que lemos. Certamente, há muitas outras experiências que acabam servindo como “bagagem”, enriquecendo nosso repertório sociocultural. Portanto, com base no que se afirmou anteriormente, podemos definir que esse repertório se refere a todos os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Uma pessoa bem informada sobre diversos assuntos (saúde, economia, história mundial etc.), muito provavelmente, terá menos dificuldades para elaborar uma boa argumentação. Quanto mais interesses tivermos, melhor será nossa capacidade de “dialogar” com os fatos da realidade. Qual a importância do repertório sociocultural na redação? No Enem, o repertório é importante para pontuar na competência 2, mas também é avaliado na competência 3. A partir do nível 3 da competência 2, os participantes sabem que não basta afirmar algo sem relacionar com dados e informações. O que diferencia um texto mediano de um texto excelente é a diversificação do repertório utilizado. Além disso, há propriedade ao selecionar, relacionar, organizar e interpretar as informações, os fatos, as opiniões e os argumentos em defesa do ponto de vista. Essa capacidade de convencer o leitor por meio de uma escrita estratégica é alvo de análise da competência 3. Assim, para se dar bem na prova de redação, sempre que for afirmar alguma coisa, é necessário informar uma fonte, apresentar um dado, uma referência. Trace analogias com fatos da história, com obras de literatura, com teorias filosóficas. Utilize reflexões a partir de filmes ou séries. Sempre há nas artes e culturas algo que pode servir para refletir sobre a realidade que nos cerca. No entanto, essas relações precisam extrapolar o conteúdo apresentado nos textos motivadores ou coletâneas das provas dos vestibulares. É a partir dessa novidade, desse “extra” que o participante imprime sua marca no texto, configurando a autoria. Ou seja, é a partir disso que o candidato se destaca e mostra por que seu texto merece ser lido (e receber uma boa nota). Lembre-se: Para ser considerado produtivo, o repertório sociocultural precisa ter relação estrita com o tema. Citações e conceitos “soltos”, não articulados à discussão proposta, são avaliados em níveis mais baixos. Caso não seja baseado apenas nos textos motivadores, um texto pode apresentar repertório não legitimado ou legitimado. O primeiro é aquele em que o participante utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas SEM respaldo nas Áreas do Conhecimento (científicas ou culturais). Isso acontece, por exemplo, quando se afirma que há um crescimento no número de analfabetos e não se apresenta nenhum dado que confirme isso. É comum também o uso de expressões vagas, como “sabe-se”, “comenta-se”, “percebe-se”. Não se esqueça: tenha certeza do que está falando e apresente fundamentação! Já uma redação com repertório legitimado é aquela que utiliza informações, fatos, situações e experiências vividas COM respaldo nas Áreas do Conhecimento. De acordo com o Inep, estes são exemplos de repertórios legitimados: – conceitos e suas definições; – informações, citações ou fatos e/ou referências a Áreas do Conhecimento, tais como: • fatos ou períodos históricos reconhecidos; • referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; • referência a Áreas do Conhecimento e/ou seus profissionais, como Sociologia/sociólogos, Filosofia/filósofos, Literatura/escritores/poetas/autores, Educação/educadores, Medicina/médicos, Linguística/linguistas etc.; • referência a estudos e/ou pesquisas; • referência a personalidades, celebridades, figuras, personagens etc., desde que conhecidos; • referência aos meios de comunicação conhecidos, como redes sociais, mídia, jornais (O Globo, Revista Veja, Rede Globo, Folha de S. Paulo etc.) Agora que você já sabe o que é e como ele pode ser importante para atingir o seu 1000 (por que não?), anote algumas dicas para ampliar o seu repertório sociocultural: Assista a documentários sobre assuntos da atualidade e também os históricos, para conhecer o passado. Conheça as manifestações da cultura popular na sua região. Leia obras literárias e não literárias. Pense de que forma elas se relacionam com fatos do momento. Cultive o hábito de ler as principais notícias do dia, preferencialmente em mais de uma fonte. Analise como a mesma informação pode ser contada de diferentes formas. Faça fichamentos por eixos temáticos com as principais teorias, conceitos e autores que você conhece. Estude e treine muito a redação, especialmente sobre temas que você não domina. Ao fazer a pesquisa para produzir um texto, você já estará ampliando o seu repertório sociocultural. Agora é com você! Estamos na torcida para que este conteúdo auxilie a melhorar o uso dos seus conhecimentos nas suas próximas redações! Até a próxima!

A prevenção do câncer de mama está em evidência no mês de outubro. Assim, discutir esse tema ajuda a disseminar a importância do diagnóstico precoce. Outubro Rosa é um movimento popular mundialmente conhecido. A cor rosa do laço que estampa as campanhas midiáticas simboliza a a luta pela prevenção câncer de mama e, mais recentemente, também sobre do câncer de colo do útero. O câncer de mama raramente acomete homens, sendo encontrado 1 caso a cada 100 diagnósticos. Portanto, é uma doença que está entre as mais temidas entre as mulheres no mundo todo. No Brasil, representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina, segundo informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Confira o tema de redação da semana CLICANDO AQUI! Para ajudar você a argumentar bem em sua redação sobre os desafios da prevenção do câncer de mama no Brasil, selecionamos alguns materiais (vídeos, artigos, filmes) para ampliar o seu repertório sociocultural sobre essa questão. Boa leitura! 1 – Vídeo: Percepções sobre o câncer de mama | Lírio Cipriani Nesta entrevista, realizada pelo Dr. Dráuzio Varella, Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon, relata os resultados de uma pesquisa que demonstrou as percepções sobre o câncer de mama pelas brasileiras. O entrevistado conta que grande parte das mulheres não faz mamografia por medo do diagnóstico. Além disso, ele também descreve os impactos emocionais e psicológicos da doença nas mulheres. Assim, comenta resultados que mostram que as mudanças físicas causadas pela doença interrompem, inclusive, relacionamentos. Vale assistir ao vídeo na íntegra! 2 – Artigo: Mulheres são mais abandonadas por parceiros quando adoecem A partir deste artigo publicado no canal Universa, do Uol, você pode complementar algumas ideias trazidas por Lirio Cipriani na entrevista anterior. Por meio de histórias reais, as autoras repercutem uma pesquisa realizada pelas universidades de Stanford e Utah e pelo Centro de Pesquisa Seatle Cancer Care Alliance, todos dos Estados Unidos, que indicou que mulheres têm seis vezes mais chances de serem abandonadas pelo marido após a descoberta de uma doença grave. Também é comentado na matéria que esse tipo de acontecimento pode interferir no tratamento. Isso porque, além das limitações físicas impostas pela quimioterapia e cirurgias, a mulher também fica debilitada emocionalmente. Ainda, na mesma página há links para outras matérias relativas ao assunto que você poderá pesquisar. 3 – Documentário: Amanhã Hoje é Ontem (2016) Daniela Zuppo, jornalista, mostra a sua própria jornada desde a descoberta do câncer de mama até a fase de tratamento. O documentário pode ser visto AQUI e está dividido em 8 episódios. Assim, o objetivo dessa produção é passar informações e conscientizar sobre a doença a partir de uma visão mais sensível e humanizada. A autora também escreveu um livro, de mesmo título, pela editora Ramalhete. Nele, ela descreve de forma poética sua relação com a doença e com o enfrentamento da perspectiva da morte. 4 – Filme: Unidas pela Vida (Decoding Annie Parker, 2013) Essa obra cinematográfica, dirigida por Steven Bernstein, tem como base a história real de Annie Parker e da geneticista Mary-Claire King, que descobriu o gene causador do câncer de mama. Annie já havia perdido a mãe e a irmã para a doença e, ao receber o mesmo diagnóstico, perde o controle de sua vida. Porém, é auxiliada pela médica, que estava determinada a provar que o câncer poderia ser genético. 5 – Site: Femama A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) é uma associação civil, criada em 2006, com a missão de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de câncer de mama a fim de reduzir os índices de óbitos pela doença. Está presente em 17 estados e no Distrito Federal, por meio de ONGs associadas. Desse modo, atua pela proposição de uma agenda nacional de políticas públicas de atenção à saúde da mulher por meio da prevenção do câncer de mama. No site da FEMAMA é possível encontrar informações sobre o câncer, sobre as Organizações não governamentais de apoio, bem como notícias sobre essa temática. Navegue pelas abas dessa página e leia alguns artigos para aprimorar seu conhecimento!! 6 – Vídeo: Animação sobre prevenção do câncer de mama https://youtu.be/L_jdN_a4N74Na animação, é dado destaque ao cuidado que cada mulher deve ter com a pessoa mais importante: ela mesma. De forma lúdica, são mostrados os principais sintomas da doença. Tem apenas 2 minutos, portanto não custa nada dar play! 7 – Artigo: Campanha incrível alerta sobre câncer de mama usando seios masculinos para evitar censura Em 2016, a agência David lançou uma campanha inusitada para mostrar como fazer o autoexame. Nas redes sociais, há censura com relação aos seios femininos (imagens com esse conteúdo são banidas). Assim, a proposta foi usar os seios de um homem para mostrar como se prevenir. Certamente, mais que abordar o câncer de mama, a propaganda também ironizou os padrões de nudez impostos sobre os gêneros. Portanto, sugerimos que você leia a matéria e também assista ao vídeo, que deu o que falar na época:https://youtu.be/fz4c9zrVZZkOutra reflexão: impedir seios de mulheres na TV e nas mídias sociais é mais importante que informar sobre prevenção? Em 1989, a atriz Cássia Kiss protagonizou uma campanha para explicar sobre o autoexame com os seios expostos. Mais de 30 anos depois, para fazer algo semelhante, o corpo feminino teve de ser tirado de cena. Será que estamos ficando cada vez mais “caretas”? Essas são algumas dicas para você se munir de conhecimentos sobre o tema da proposta de redação desta semana. Mas não se limite: busque ainda mais informações na internet, livros, revistas, jornais. Assim, explore ao máximo todas as possíveis abordagens e discorra a respeitos dos desafios da prevenção!

Você já usou músicas brasileiras na redação como repertório sociocultural? Selecionamos 7 canções para você surpreender na hora da argumentação. Acompanhe! Quem não gosta de ouvir boas músicas brasileiras? Para muitas pessoas, elas fazem parte da rotina: são ouvidas a qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer humor. Às vezes estamos tristes e escolhemos algum “som” para nos animar; outras, escolhemos algo bem melancólico – para ficarmos ainda mais tristes. Independentemente do motivo de ouvi-las, o fato é que, para além de uma boa melodia, canções também servem para a reflexão. Aliás, por meio das letras, somos conduzidos a diversos sentimentos e pensamentos, servindo como pontes para a interpretação do mundo. Como forma de arte extremamente valorizada, nacional e internacionalmente, as músicas brasileiras podem e devem estar presentes nas redações. Sem dúvida, nelas encontramos material sociocultural que possibilita abordar diversas temáticas. Assim, não importa qual estilo musical, sempre encontraremos bons exemplos de canções discutindo desigualdades, racismo, corrupção, estereótipos, entre outras questões. Por isso, separamos 7 músicas brasileiras que você pode usar para se inspirar e acrescentar como repertório na sua redação. Ademais, esperamos que elas despertem sua memória para outras que você já conhece, mas que nunca pensou em explorar dessa forma. Boa leitura! 1 – Ser diferente é normal Todo mundo tem seu jeito singular De ser feliz, de viver e enxergar Se os olhos são maiores ou são orientais E daí, que diferença faz? Todo mundo tem que ser especial Em oportunidades, em direitos, coisa e tal Seja branco, preto, verde, azul ou lilás E daí, que diferença faz? https://youtu.be/qAj-yafayfsNesta canção, interpretada por Lenine, a mensagem é simples e clara: que diferença faz sermos diferentes? A referência à diversidade racial se manifesta na menção aos olhos (maiores ou orientais) e às cores. Além disso, podemos usá-la para tratar sobre ações afirmativas. “Todo mundo tem que ser especial/em oportunidades, em direitos”. Isso nos lembra do conceito de equidade, tão em evidência atualmente. Trata-se de fazer justiça e dar oportunidades iguais a indivíduos em suas diferenças. Assim, “todo mundo é especial” (em sua singularidade) e deve ter acesso aos mesmos direitos. Eventualmente, você pode encontrar outras formas de discutir essa letra, dependendo do assunto sobre o qual a sua dissertação tratar. Na sequência desses versos destacados, ainda temos menção à gordofobia, à liberdade religiosa e à liberdade de expressão. Por enquanto, ouça com atenção e se inspire. 2 – Triste, louca ou má https://youtu.be/lKmYTHgBNoEEm 2016, foi lançado o álbum de estreia da banda Francisco, el Hombre. A música Triste, louca ou má provavelmente é uma das mais conhecidas dele, pois fez parte da trilha da novela O outro lado do paraíso, da Rede Globo. De acordo com a percussionista da banda e uma das compositoras da canção, Juliana Strassacapa, faz parte da função social da música discutir machismo e violência doméstica no nosso dia a dia. Só para ilustrar, em uma das cenas da novela, a canção tocou após o estupro da protagonista, pelo marido, em sua noite de núpcias. Triste, louca ou má / será qualificada/ ela quem recusar/ seguir receita tal/ a receita cultural/ do marido, da família/ cuida, cuida da rotina/ só mesmo rejeita/ bem conhecida receita/ quem não sem dores/aceita que tudo deve mudar/ que um homem não te define/ sua casa não te define/ sua carne não te define/ você é seu próprio lar (…) A violência contra a mulher já foi tema da redação do ENEM em 2015, mas a persistência do problema segue até nossos dias. Com efeito, pesquisas alertam que a pandemia de coronavírus fez crescer essa mazela que coloca diversas mulheres em situação de perigo. Portanto, infelizmente podemos nos deparar com esse assunto – reformulado – em situações de prova semelhantes. Ao longo de toda a composição – que tem uma melodia e um clipe oficial tão sensíveis quanto a letra – são percebidos os traços da cultura patriarcal e da mulher que “desperta” para o fato de que não pode ser definida pelo seu sexo. Assim, é uma música brasileira que pode auxiliar bastante a tratar as questões de gênero na redação, e em como elas influenciam na vida em sociedade. Então, coloque o fone de ouvido para ouvir e ver essa obra no Youtube. Aproveite para conferir outras músicas brasileiras para redação compostas por bandas “alternativas” do nosso país. 3 – Fórmula mágica da paz https://youtu.be/qAj-yafayfsO álbum “Sobrevivendo no inferno”, dos Racionais Mc’s , virou notícia em 2018 ao ser incluído na lista de obras de leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp. Publicado em livro pela editora Companhia das Letras, as poesias ajudam – e muito – a debatermos sobre política, racismo, história, exclusão social e lutas por direitos. Certamente muitas músicas desse grupo podem ser relevantes argumentos em qualquer texto, por isso vale a pena ler/ouvir o álbum na íntegra. Aqui, destacamos “Fórmula mágica da paz”, que narra – pela visão de um morador – a realidade dura da comunidade pobre, a luta para arrumar uma forma de não viver no/do crime. As imagens construídas são fortes e tocantes, e a narrativa nos dá a sensação de estarmos vendo um filme: 2 de Novembro era Finados, eu parei em frente ao São Luís do outro lado E durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum A roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela vida dura Colocando flores sobre a sepultura Podia ser a minha mãe, que loucura! Cada lugar uma lei, eu tô ligado No extremo sul da Zona Sul tá tudo errado Sim, aqui vale muito pouco a sua vida, nossa lei é falha, violenta e suicida Se diz, que me diz que, não se revela Parágrafo primeiro na lei da favela Legal, assustador é quando se descobre que tudo deu em nada e que só morre o pobre No trecho destacado, é possível perceber várias possibilidades de uso dessa música em uma redação. Aqui é mostrada uma situação que está na mídia frequentemente,

Refletir sobre a importância da Educação Física para o desenvolvimento infantojuvenil é fundamental. Amplie o repertório sobre o tema e tenha bons argumentos na sua redação. Confira este tema de redação CLICANDO AQUI! A prática da Educação Física na escola é extremamente benéfica para os estudantes. Além de desenvolver o corpo, auxilia a mente, proporcionando bem-estar. Por isso, discutir sobre a importância da Educação Física no desenvolvimento infantojuvenil é relevante na atualidade, especialmente nesse momento de distanciamento social. Visando dar a você mais informações sobre o assunto, separamos alguns conteúdos que podem ser utilizados como fontes na argumentação. Assim, você terá um repertório pertinente ao tema, desenvolvendo seu ponto de vista de maneira aprofundada diante dessa proposta de redação. Portanto, esperamos que o material selecionado ajude com esse e outros temas que relacionem saúde, prática de atividades físicas e educação escolar. Vamos lá! 1 – Vídeo: Você sabe qual a importância da Educação Física na escola? https://youtu.be/6KjxmXfIACcNeste vídeo, publicado pelo canal Câmara de Ciência e Tecnologia – CREF1, é possível reconhecer os benefícios da educação física escolar. Pelas palavras dos profissionais da área, em apenas 2 minutos são explicitadas as vantagens relacionadas à melhora do desempenho escolar como um todo. Além de desenvolver as funções motoras, os estudantes aprendem a trabalhar em equipe, ter responsabilidade consigo e com os outros. Assim, também são destacadas vantagens cognitivas, com aumento da autoestima, respeito e disciplina. 2 – Vídeo: Educação Física Escolar vai muito além da diversão https://youtu.be/nW-0Q1EBWZQNa reportagem, publicada no canal do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), é mostrado que a prática de Educação Física na escola auxilia na redução dos problemas causados pela obesidade. O vídeo repercute uma pesquisa do Ministério da Saúde, de 2017, que revelou que 1 em cada 5 brasileiros estão obesos. Assim, por meio de depoimentos de professores e alunos, discute-se a importância da Educação Física não só na infância e juventude. Além de ser fundamental para o desenvolvimento dos pequenos, o acesso aos esportes desde cedo prepara futuros adultos com melhor qualidade de vida. De acordo com a pesquisa, 45% da população afirmou ser sedentária. Um dos fatores apontados para a diminuição da prática das atividades físicas é o excesso de uso das tecnologias. Assim, o vídeo alerta para a necessidade do brincar e do equilíbrio entre a utilização de recursos midiáticos com atitudes saudáveis. A relação entre corpo e mente também é evidenciada pelo ensino de xadrez nas aulas de Educação Física de uma escola. Você sabia que xadrez é um esporte? Em 2017 foi aprovado o Projeto de Lei 5840/16 que reconheceu poker, xadrez e dama como esportes a serem inseridos no Calendário Esportivo Nacional. Vale a pena dar uma pesquisada também sobre esses que são chamados “esportes da mente”. 3 – Vídeo: 150 minutos de exercícios por semana https://youtu.be/alZZ2PQ0SL8 O famoso Dr. Dráuzio Varella mostra, neste vídeo, que para evitar o sedentarismo e uma de suas consequências mais graves – a obesidade – são recomendados 150 minutos de prática de atividade física por semana. Essas atividades precisam ser de moderadas a intensas, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora não fale especificamente da Educação Física escolar, o vídeo é uma boa fonte de informação relacionando exercícios físicos a uma melhor qualidade de vida. 4 – Artigo: O quebra-cabeças da educação física à distância Como proporcionar aulas de Educação Física eficientes em tempos de distanciamento social? Essa é a questão abordada pela reportagem da revista GQ. Desde março de 2020, as instituições escolares tiveram de se adaptar para o ensino remoto. No entanto, a Educação Física – que muitas vezes requer espaço amplo para a prática – acaba prejudicada nesse novo modelo. Especialmente para as crianças, a ausência de atividades físicas pode ser prejudicial de muitas formas. Além da atividade em si, a importância da Educação Física se revela na interação com os colegas. Assim, à distância esse aspecto não consegue ser contemplado. Fora isso, nem sempre os pais têm as qualificações necessárias – ou mesmo tempo – para realizarem as atividades com os filhos. Algumas alternativas são mostradas, como videoaulas e brincadeiras mais simples, com objetos que se tem em casa. Porém, geralmente as aulas não são ao vivo, impedindo a interação entre professores e alunos e um acompanhamento mais cuidadoso. Pensar como a pandemia afeta as aulas de Educação Física é um caminho para falar da importância dela na redação. 5 Artigo: Como trabalhar a inclusão na Educação Física Escolar A educação inclusiva pode ser um caminho original para tratar sobre a importância da Educação Física para o desenvolvimento infantojuvenil. O olhar para as minorias é pouco explorado por muitas pessoas, por isso merece nossa atenção. De fato, é pouco comum pensarmos nas dificuldades de promover o acesso de pessoas com deficiência a aulas adaptadas. Portanto, é essencial discutir a prática de atividades físicas para esse público na escola. No artigo, você vai conhecer as diferenças entre a Educação Física adaptada e a Educação Física inclusiva. Também vai identificar os benefícios da inclusão para o desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, ao final são descritas algumas práticas que podem ser aplicadas na escola, envolvendo todos os estudantes. Vale a leitura! Agora, a partir do que selecionamos e suas próprias pesquisa, escreva uma excelente redação sobre a temática da semana. Bons estudos e siga treinando!

Saiba quais estratégias são eficazes para escrever melhor. Aprenda a identificar pontos da sua rotina de estudos que ajudam a fazer mais – sem esforço. Muitos estudantes têm facilidade para escrever e conseguem rapidamente elaborar uma argumentação e organizá-la dentro da estrutura de um gênero textual. No entanto, essa não é a realidade da maioria. Em um mundo onde quase tudo acontece na velocidade de um clique, escrever pode ser um grande desafio. Assim, para quem vai fazer ENEM ou prestar vestibular, a prova de Redação muitas vezes é motivo de grande apreensão. Porém, existem estratégias para escrever melhor que podem ajudar qualquer pessoa a ultrapassar esse obstáculo. Na contemporaneidade, introduzir metodologias ativas na educação tem colaborado para que estudantes consigam apreender e avançar mais facilmente em seus estudos, tornando-se protagonistas de sua aprendizagem. Isso significa que é preciso “colocar a mão na massa”, ou seja, pôr em prática formas alternativas de estudar para alcançar determinados objetivos. De acordo com o psiquiatra norte-americano William Glasser e sua pirâmide de aprendizagem, 80% da retenção dos estudos se dá ao fazer, escrever ou praticar. Portanto, é por meio da atitude proativa que o aluno consegue desenvolver suas habilidades. E com a escrita não é diferente. É por meio de processos de leitura, releitura e reescrita que se torna possível melhorar nesse aspecto. Conheça como combinar uma sequência de atitudes que certamente ajudarão a produzir mais e melhores textos. E isso não só para avaliações em provas, mas para qualquer situação do dia a dia. Boa leitura! 1 – Faça um mapa mental Você já fez algum mapa mental? Essa é uma técnica bastante utilizada para estudos, e talvez você até a faça, mas sem conhecer por esse nome. Trata-se de substituir as anotações tradicionais por esquemas em que se coloca um tópico central. A partir dele, usam-se ramificações que podem ser coloridas, com símbolos, ícones, desenhos, fazendo associações com esse tema principal. Para pensar a escrita, por exemplo, você pode usar um mapa mental para organizar os pontos que pretende usar como argumentos em sua dissertação. Uma ideia é colocar o tema da proposta de redação no centro e dali criar os tópicos que podem ser desenvolvidos no seu texto. Assim, coloque quais fontes você já têm e que são pertinentes ao assunto, qual o seu ponto de vista sobre a questão, quais propostas de intervenção são possíveis diante do que você pretende apresentar etc. Visualizar partes do seu texto antes de partir para a escrita em si faz com que você não se perca e ajuda a trazer foco para o que é possível trabalhar no texto. Também ajuda a não esquecer aspectos importantes – ninguém quer chegar ao final do texto e lembrar que faltou falar algo essencial sobre o assunto, né? Hoje, é possível encontrar até mesmo aplicativos para smartphone que ajudam a produzir mapas mentais. Mas recomendamos fortemente que, antes de partir para opções virtuais, você treine mapas mentais feitos à mão. E vamos explicar o porquê na sequência. 2 – Elimine distrações É sempre muito bom contar com facilidades das tecnologias para realizar nossas tarefas. E por que não usar isso também para trabalho e estudos? O dilema é que vivemos quase sempre conectados, recebendo diversos estímulos visuais, auditivos e táteis ao mesmo tempo. Assim, esse uso exagerado prejudica uma habilidade essencial para escrever bem: o foco. Uma boa escrita prescinde de você conseguir estar em um ambiente o mais adequado possível e determinado a pensar sobre um assunto em profundidade. É preciso escrever, reler, reescrever. Assim, fazer isso fica muito complicado se você parar de 2 em 2 minutos para checar as mensagens no celular. Ou se, por causa de uma notificação, se perder por horas vendo memes no Instagram. Portanto, prepare-se para escrever: tire um tempo para fazer somente isso (e calcule esse tempo para poder identificar se precisa “acelerar” em uma situação de prova). Faça o teste com as distrações ligadas e com elas desligadas (não só o celular, como outras abas do computador abertas, televisão etc.). Certamente você vai conseguir fazer muito mais e melhor na situação em que estiver mais concentrado. E ninguém vai deixar de ser seu amigo se tiver que esperar sua resposta no Whats por 30 minutos… 3 – Escreva à mão Estamos tão acostumados a digitar que, quando vamos escrever um texto, a mão começa a doer. A letra começa linda no primeiro parágrafo e no final nem a gente entende o que está fazendo, não é verdade? Então: isso é falta de hábito. E como nas provas precisamos mostrar nossa letra pros corretores, é essencial deixá-la o mais legível possível. Uma letra pouco clara pode prejudicar um candidato de muitas maneiras. Mas não se preocupe que há jeito pra tudo. Caso você pense que precisa melhorar a sua letra, é possível encontrar na internet exercícios de caligrafia. Lembra daqueles cadernos com letras bonitas muito usados antigamente nas séries iniciais? É mais ou menos isso. E não precisa ter vergonha de treinar a sua escrita usando esse recurso, principalmente se você é um “nativo digital”, ou seja, se faz parte da geração que nasceu digitando. Buscar meios para caprichar na letra não só dará mais segurança na hora das provas como pode até melhorar a autoestima. Ou você nunca ouviu de alguém: “não repara a minha letra”? Além disso, ao escrever à mão, você se envolve com o texto de forma íntima, visualiza quanto espaço ainda tem para escrever, consegue fazer as correções… Sem falar que essa atitude também ajuda a evitar as famosas distrações. Resumindo: simule uma situação em que você tem um tempo para fazer algo, um limite de escrita (geralmente, 30 linhas) e que o seu leitor precisa entender o que escreveu. Com isso em mente, aceite que melhorar sua escrita vai além de ter bons argumentos pra desenvolver um texto. É preciso que ele seja entendido visualmente – e de preferência sem sentir dor no final. 4 – Leia em voz alta Entre