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Confira a proposta de redação cobrada no Enem 2022! Após isso, confira a nossa análise sobre a proposta! INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO TEXTO l Você sabe quais são povos e comunidades tradicionais brasileiros? Talvez indígenas e quilombolas sejam os primeiros que passam pela cabeça, mas, na verdade, além deles, existem 26 reconhecidos oficialmente e muitos outros que ainda não foram incluídos na legislação. São pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, apanhadores de flores sempre-vivas, caatingueiros, extrativistas, para citar alguns, todos considerados culturalmente diferenciados, capazes de se reconhecerem entre si. Para uma pesquisadora da UnB, essas populações consideram a como uma mãe, e há uma relação de reciprocidade com a natureza. Nesta troca, a natureza fornece “alimento, um lugar saudável para habitar, para ter água. E eles se responsabilizam por cuidar dela, por tirar dela apenas o suficiente para viver bem e respeitam o tempo de regeneração da própria natureza”, diz. Disponível em g1 globo Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado). TEXTO II Povos e comunidades tradicionais O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) preside, desde 2007, a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais (CNPCT), criada em 2006. Fruto dos trabalhos da CNPCT, foi instituída, por meio do Decreto 6.040, de 7 de fevereiro de 2017, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A PNPCT foi criada em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado. Disponível em mds gov br. Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado). TEXTO III Carta da Amazônia 2021 Aos participantes da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas Não podia ser mais estratégico para nós, Povos Indígenas, Populações e Comunidades Tradicionais brasileiras, reafirmarmos a defesa da sociobiodiversidade amazônica neste momento em que o mundo volta a debater a crise climática na COP26. Uma crise que atinge, em todos os contextos, os viventes da Terra! Nossos territórios protegidos e direitos respeitados são reivindicações dos movimentos sociais e ambientais brasileiros. Não compactuamos com qualquer tentativa e estratégia baseada somente na lógica do mercado, com empresas que apoiam legislações ambientais que ameacem os nossos direitos e com mecanismos de financiamento que não condizem com nossa realidade dos nossos territórios. Propomos o que temos de melhor: a experiência das nossas sociedades e culturas históricas, construídas com base em nossos saberes tradicionais e ancestrais, além do nosso profundo conhecimento da natureza. Inovação, para nós, não pode resultar em processos que venham a ameaçar nossos territórios, nossas formas tradicionais e harmônicas de viver e produzir. Amazônia, Brasil, 20 de Outubro de 2021. Entidades signatárias: CNS; Coiab; Conaq; MIQCB; Coica; ANA Amazônia e Confrem; Disponível em s3 amazonaws . Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado). PROPOSTA DE REDAÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da lingua portuguesa sobre o tema “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Exemplo de redação para o tema do Enem 2022: “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil” De acordo com o decreto nº 6040, editado em 2007, observa-se que os povos e comunidades tradicionais são grupos os quais possuem cultura e organização social própria, além de ocuparem territórios e utilizarem recursos naturais de forma sustentável. Porém, há desafios que precisam ser ultrapassados para a valorização dessas comunidades no Brasil, tais como a negligência governamental e a exploração de terras demarcadas. De início, é válido apontar a negligência governamental como uma das causas do problema. Desde 2018, por exemplo, nenhuma nova terra indígena ou quilombola foi demarcada pelo atual governo. Assim, sem o reconhecimento e a proteção governamental, comunidades tradicionais seguem vivendo em condições precárias de segurança. Isso ocorre por conta das recorrentes perseguições – como as ocorridas no Maranhão neste ano, as quais acarretaram a morte de três indígenas em menos de duas semanas. Sendo assim,percebe-se que tais povos não têm a sua cultura valorizada. Ademais, a exploração de terras nas quais vivem esses povos é outro fator a ser discutido. Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, “O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança”. Em consonância com a citação, sabe-se que os quilombos surgiram na época da escravidão no Brasil colônia. Neles havia a reunião e as práticas de atividades culturais e religiosas, além de servirem como um ambiente de refúgio e de proteção para africanos escravizados e seus descendentes. Entretanto, apesar de existirem esses espaços até os dias de hoje, eles são ameaçados devido à expansão do agronegócio, que, cada vez mais, deseja buscar novas terras para seus empreendimentos, invadindo as áreas de preservação e reparação cultural dos quilombos. Dessa forma, é necessário conservar tais ambientes. Portanto, são necessárias ações para resolver a problemática da valorização de comunidades e povos tradicionais brasileiros. Para isso, o governo federal, o qual se eximiu da tarefa desde o ano de 2018, deve demarcar áreas de conservação das comunidades tradicionais, por meio de leis feitas pelo poder legislativo, a fim de garantir a proteção dos grupos minoritários. Ademais, deve haver forte fiscalização, com o objetivo de evitar invasões nessas áreas. Dessa forma, espera-se uma diminuição da herança perversa brasileira citada por Darcy.

A estratégia de prova é um dos passos mais importantes para que o candidato conheça seus pontos fracos e fortes e qual a melhor forma de adequar ao modelo de determinado vestibular. É neste momento que são definidos pontos como: é melhor resolver as questões mais fáceis antes? Por qual disciplina começar? E a redação do Enem, é melhor deixar para o começo ou final da prova? É esta última pergunta que respondemos neste texto! Segundo especialistas, o ideal é dividir as etapas durante o tempo de prova: começar com a leitura da coletânea, esboçar algumas ideias e partir para as questões. Dessa forma, é possível deixar o estresse inicial diminuir, lembrar de referências do seu repertório e até se inspirar com textos dos enunciados. Depois de algumas questões resolvidas, tente começar o rascunho e passe a limpo apenas no final. “Esse distanciamento permite enxergar problemas de linguagem na hora de passar o texto para a folha oficial, além de alterações para melhorar o conteúdo, a clareza e o estilo”, explica Wellington Borges Costa, coordenador de redação do Curso Etapa. Tudo no final da prova e a redação no começo da prova Deixar a redação para o final pode parecer uma boa estratégia. Afinal, todas as questões estarão resolvidas e você poderá se dedicar integralmente ao texto. O problema é que, se você se atrasar com as questões, terá pouco tempo para fazer um bom desenvolvimento do texto. Além disso, não conseguirá se distanciar um pouco para enxergar possíveis erros ou analisar seu repertório. “Deixar a redação para o final da prova sem ter treinado este tipo de estratégia ao longo do ano é, de fato, um erro. Só funcionará se o candidato tiver treinado demasiadamente ao longo do ano e claro, se tiver obtido bons resultados com o treino”, explica Alfredo Terra Neto, orientador educacional da Oficina do Estudante. Ele ressalta que o peso da redação na maioria dos vestibulares é muito alto e no Enem pode chegar a 50% do valor total da prova. Como o risco é muito alto, separamos quatro motivos pelos quais você não deve deixar a redação para o final da prova e sim fazer a redação do Enem no começo da prova. Confira: Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

Todo indivíduo preso um dia sairá do sistema prisional. E aí? Ele precisa voltar à sociedade de alguma forma. Então, você o contrataria? Por que sim, ou por que não? Questão complexa essa, ein! E por falar em questão complexa, é melhor já ir treinando para não ficar surpreso se cair na prova de redação do Enem! Desta vez você vai escrever uma dissertação-argumentativa sobre “a estigmatização do preso e a importância da sua ressocialização”. Assim, dê uma lida nos textos de apoio, que são muito bons e dê uma proposta de intervenção para o caso. Texto 1 sobre ressocialização Depois das grades: um reflexo da cultura prisional em indivíduos libertos (…) A sociedade marginaliza o recluso e configura um estigma a partir da construção de uma identidade pautada na imagem de ex-presidiário. Como uma das consequências, eles normalmente permanecem desempregados, sentem-se desamparados e com baixa auto-estima. (…) a pena não ressocializa, mas estigmatiza, não limpa, mas macula, como tantas vezes se tem lembrado aos “expiacionistas”, que é mais difícil ressocializar uma pessoa que sofreu uma pena do que outra que não teve essa amarga experiência, que a sociedade não pergunta por que uma pessoa esteve em um estabelecimento penitenciário, mas apenas se lá esteve ou não. Fonte: adaptado de pepsic bvsalud – scielo Texto 2 Noruega consegue reabilitar 80% de seus criminosos A taxa de reincidência de prisioneiros libertados nos Estados Unidos é de 60%. Na Inglaterra, é de 50% (a média europeia é de 55%). A taxa de reincidência na Noruega é de 20% (16% em uma prisão apelidada de “ilha paradisíaca” pelos jornais americanos, que abriga assassinos, estupradores, traficantes e outros criminosos de peso). Os EUA têm 730 prisioneiros por 100 mil habitantes. Essa taxa é bem menor nos países escandinavos: Suécia (70 presos/100 mil habitantes), Noruega (73/100 mil) e Dinamarca (74/100 mil). Mais ao Sul, a europeia Holanda tem uma taxa de 87/100 mil, e uma situação peculiar: o sistema penitenciário do país tem “capacidade ociosa” e celas estão disponíveis para aluguel A Bélgica já alugou espaço em uma prisão da Holanda para 500 prisioneiros. Ou seja, o melhor espelho para os interessados de qualquer país em melhorar seus próprios sistemas, está na Escandinávia e arredores, não nos Estados Unidos. Três teorias A diferença entre os países está nas teorias que sustentam seus sistemas de execução penal. Segundo o projeto de reforma do sistema penal e prisional americano, descritos na Wikipédia, eles se baseiam em três teorias: 1) Teoria da “retribuição, vingança e retaliação”, baseada na filosofia do “olho por olho, dente por dente”; assim, a justiça para um crime de morte é a pena de morte, em sua expressão mais forte; 2) Teoria da dissuasão (deterrence) que é uma retaliação contra o criminoso e uma ameaça a outros, tentados a cometer o mesmo crime; em outras palavras, é uma punição exemplar; por exemplo, uma pessoa pode ser condenada à prisão perpétua por passar segredos a outros países ou a pagar indenização de US$ 675 mil dólares a indústria fonográfica, como aconteceu com um estudante de Boston, por fazer o download e compartilhar 30 músicas – US$ 22.500 por música; 3) Teoria da reabilitação, reforma e correição, em que a ideia é reformar deficiências do indivíduo (não o sistema) para que ele retorne à sociedade como um membro produtivo. Fonte: conjur – noruega reabilitar 80% criminosos prisões Texto 3 sobre ressocialização Dos atuais 125 mil [detentos] que estudam, 79 mil estão cursando educação básica na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) e educação profissional (cursos técnicos ou de formação inicial e continuada). São 26,8 mil os condenados envolvidos em projetos de leitura e 17,7 mil, em atividades educacionais complementares (videoteca, lazer, cultura etc) e 433 pessoas em atividades esportivas relacionadas ao processo educacional. Além disso, a maioria dos internos (82%, segundo dados de 2016) leem mais de dez livros por ano. A Lei da Remição pelo Estudo teve origem em projeto de lei (PLS 265/2006) do então senador Cristovam Buarque, aprovado pelo Senado em junho de 2011. Ademais, ela determina que os condenados criminalmente em todo o Brasil têm o direito de descontar um dia de pena para cada 12 horas de frequência escolar. Fonte: senado noticias – lei que permite condenado reduzir pena pelo estudo Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A estigmatização do preso e a importância da ressocialização” Depoimentos – conheça as histórias de ex-presidiários que hoje são empresários! Notícia – conheça agora o caso de ex-detentos que estão lutando por um lugar na sociedade. Artigo – você pode ler aqui duas interessantes entrevistas feitas com dois ex-detentos do RJ. Informativo – aqui você tem todos os detalhes sobre a ressocialização no Brasil, com dados estatísticos, de autoria do Senado. Vídeo – a TV Câmara de São Paulo entrevista ex-detentos neste vídeo, contando como foram tratados ao serem reinseridos na sociedade. Artigo – veja aqui uma lista de estatísticas que você pode usar facilmente na sua redação sobre a ressocialização de ex-detentos, além de outras informações sobre o assunto. Vídeo – relatos inspiradores de como o trabalho ressocializa o ex-detento, colhidos pelo governo de MG. Documentário – o autor deste vídeo teve a brilhante ideia de se passar por ex-detento e tentar conseguir emprego em SP; será que ele conseguiu? descubra! Livro – O ressocializado — No Mundo da Lua, Atrás das Grades, foi escrito nada mais nada menos que por um ex-detento, Carlos Astro; imperdível! Filme – Fisher Stevens dirige Palmer, e conta a história real de um ex-astro do futebol americano, que, após 12 anos preso, tenta reconstruir uma vida tranquila para si mesmo. Leu os textos acima? Deu uma olhada nos repertórios que sugerimos? Se sim, então você faz parte da elite dos alunos que saberão escrever sobre a estigmatização do preso e a importância da sua ressocialização! Então, quando terminar sua redação, mande para nossos corretores – eles estão aqui pra isso!

Manual de redação coesa do Inep traz dicas de coesão para mandar bem na competência 4 A competência 4 da redação do Enem analisa a capacidade do candidato de demonstrar que possui conhecimento sobre os mecanismos linguísticos necessários para um adequado encadeamento textual. Por isso, observe quais marcas linguísticas o candidato usa para isso. Para garantir a coesão textual, é importante que a redação tenha algumas características específicas. A Cartilha do Participante – A Redação do Enem 2022, explica quais são elas: Estruturação dos parágrafos: um parágrafo é uma unidade textual formada por uma ideia principal a qual se ligam ideias secundárias. No texto dissertativo-argumentativo, os parágrafos podem ser desenvolvidos por comparação, por causa-consequência, por exemplificação, por detalhamento, entre outras possibilidades. É importante que exista uma articulação explícita entre um parágrafo e outro; Estruturação dos períodos: período nada mais é do que um enunciado que tem sentido completo. Desse modo, uma ou mais orações pode formar o enunciado. Além disso, em um texto dissertativo-argumentativo, os períodos do texto são, normalmente, estruturados de modo complexo. Isso significa que eles são formados por duas ou mais orações, para que se possam expressar as ideias de causa-consequência, contradição, temporalidade, comparação, conclusão, entre outras; Referenciação: apresentam pessoas, coisas, lugares e fatos e, depois, retomados à medida que o texto vai progredindo. Esse processo é feito mediante o uso de pronomes, advérbios, artigos, sinônimos, antônimos, hipônimos, hiperônimos, além de expressões resumitivas, metafóricas ou metadiscursivas. As dicas do Inep Para colocar cada um destes tópicos em prática e alcançar a famosa redação coesa, o Inep separou algumas dicas práticas. Confira: 1) Utilize operadores argumentativos para relacionar orações, frases e parágrafos de forma expressiva ao longo do texto. Um exemplo de operador argumentativo que estabelece relação espacial é o termo “em primeiro lugar”. Também existem operadores que estabelecem relações de causalidade, condicionalidade e outras. 2) Verifique se o elemento coesivo utilizado estabelece a relação de sentido pretendida. Se você busca estabelecer uma relação adversativa, por exemplo, não faria sentido utilizar a conjunção “por fim”, mas conjunções como “porém” ou “todavia”; 3) Procure utilizar as seguintes estratégias de coesão para se referir a elementos que já apareceram no texto. Estratégias 1 – substituição de termos ou expressões por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, advérbios que indicam localização, artigos; 2 – substituição de termos ou expressões por sinônimos, hipônimos, hiperônimos ou expressões resumitivas; 3 – substituição de verbos, substantivos, períodos ou fragmentos do texto por conectivos ou expressões que retomem o que foi dito; 4 – elipse ou omissão de elementos que foram citados ou que sejam facilmente identificáveis. Evite! Para escrever um texto coeso, evite: 1) A ausência de articulação entre orações, frases e parágrafos; 2) A ausência de paragrafação (texto elaborado em um único parágrafo); 3) Emprego de conector (preposição, conjunção, pronome relativo, alguns advérbios e locuções adverbiais) que não estabeleça relação lógica entre dois trechos do texto e prejudique a compreensão da mensagem; 4) A repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua (pronome, advérbio, artigo, sinônimo). E lembre-se! O Inep alerta que você não deve utilizar elementos coesivos de forma artificial ou excessiva para fazer o texto parecer mais bem escrito e com isso ter uma redação coesa. Aqui, vale mais a qualidade do que a quantidade, e o excesso de recursos coesivos mal empregados pode tornar o seu texto mais difícil de compreender. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

Muitos candidatos citam repertório da forma errada sem saber. É a hora de você saber como citar repertórios socioculturais na sua redação do Enem do jeito certo! Por que é importante usar repertório na redação Enem? Tudo que você viveu na vida, que você ouviu, leu e aprendeu serve como repertório sociocultural para o Enem. É uma forma de mostrar ao corretor tudo que você aprendeu até o momento e que tem a ver com o tema. Por isso você precisa incluir repertório na sua redação Enem! Mas se você tiver um repertório sociocultural com fonte confiável… aí você pode conseguir a máxima pontuação no repertório do Enem! Repertório com fonte garantida prova que você não está inventando nada: está reproduzindo o que alguma autoridade disse ou o que um fato indiscutível comprova. Mas e se você não tem esse repertório confiável? Fique tranquilo: ainda assim é possível conseguir a nota máxima para repertório no Enem. Uma dica é aproveitar as listas de fontes de repertório, como a que está no final deste artigo, por exemplo. Não, não é só decorar e pôr na redação – isso pode até prejudicar sua nota! Você precisa ter alguns cuidados que vamos ensinar agora. Como usar repertórios na redação do Enem? A melhor forma de entender como usar repertório do jeito certo no Enem é usando redações de verdade. Nós adaptamos duas da cartilha de corretores Enem, e você vai ver por que elas não usaram repertório corretamente. Repertório fora do tema Esta redação tem um repertório sociocultural no final. Analise-o. É possível afirmar que os usuários têm se tornado um livro aberto a sites e aplicativos que conseguem traçar seus perfis, gerando assim um banco de dados, que possibilita a manipulação de suas decisões. Isso se evidencia não apenas pelo conhecimento sobre eles mas também pela propaganda em sites. “Para mudar o futuro é preciso aprender com o passado”, quando homens dominavam a tecnologia da época e conheciam tudo sobre ela. Hoje em dia a internet tem se tornado um campo vasto onde cada vez mais se sabe menos sobre ela, e seu sistema permite nos conhecer cada vez melhor. Além disso, quando se faz uma busca em um site, ele nos dá várias opções, nos direcionando a outra etapa e de formas úteis leva-nos a optar por suas propagandas criando assim um círculo vicioso. Desse modo, o governo deve investir pontualmente na educação da sociedade, e pontualmente nos jovens acerca do perigo de se usar a internet sem conhecê-la e promover campanhas que alertem sobre a manipulação do usuário ao acessar essas páginas. Segundo Platão, o importante não é apenas viver, mas viver bem. Você vai concordar que Platão é uma fonte de repertório indiscutível – ele existiu mesmo. Mas essa frase de Platão não tem relação com o que foi escrito no restante da redação. Então, qual a lição que você tira desta falha? Que o repertório que você usar precisa estar relacionado ao assunto, ao tema. Repertório improdutivo Analise agora esta introdução – o repertório que o aluno escolheu está logo ali. Segundo Kant, a menoridade é o conceito de não ser capaz de pensar por si próprio. No advento da atualidade, o problema da manipulação do comportamento por meio da internet é presente no dia a dia e tem tendência a aumentar na mesma medida em que os avanços tecnológicos ocorrem. Você, como aluno atento, deve ter notado que o conceito de Kant tem a ver com a manipulação pela internet, mas houve um “salto” entre a primeira ideia e a segunda. Em outras palavras, Kant foi abandonado lá no começo da introdução… Talvez o aluno tenha notado que uma coisa lembrava a outra, mas não explicou detalhadamente essa ligação. Qual a lição que você leva daqui? Que ao citar um repertório sociocultural, por favor, explique de forma didática o que ele tem a ver com sua ideia. Só citar o repertório é apenas parte da sua nota! O que pode ser usado como repertório na redação? Na cartilha dos corretores do Enem há um trecho assim: “…o repertório sociocultural configura-se como toda e qualquer informação, fato, citação ou experiência vivida”. O Enem está dizendo que há inúmeros tipos de repertório, portanto repertório não é somente frase de filósofos! Vamos ver 3 tipos de repertórios que não são frases de filósofos. Estatísticas Embora ainda haja uma disparidade entre a presença de homens e a de mulheres em altos cargos, isso já está se revertendo. Basta ver o caso do Ministério das Relações Exteriores: ele tem agora em torno de 30% de mulheres em carreiras diplomáticas, segundo o próprio site do Senado. Pronto! Um repertório com fonte confiável (o site do Senado), que dá respaldo a um argumento. E se você está estudando de verdade para o vestibular, há muitas estatísticas em seus livros e apostilas – já experimentou usá-las?! Casos, fatos, notícias Um fator que pode contribuir para o estresse é a quantidade de informações que recebemos hoje. E se pensarmos que muitos de nós estão viciados em notícias, isso é ainda mais alarmante. Recentemente o Correio Braziliense divulgou que pessoas “viciadas” em notícias são mais propensas a adoecer. O aluno que criou este parágrafo andou lendo o noticiário, como se pode ver. Leia as notícias que delas pode sair um bom repertório para sua redação! Publicações Existe uma busca pelo ter, pela ostentação, e por trás da ascensão social de muita gente, é verdade, estão atos ilícitos. Isso remete ao personagem Paulo Honório, do romance São Bernardo, que fez uso tantas vezes de ameaça e roubo. Assim como no livro, muitas celebridades de hoje, dentre elas os influenciadores, buscam pelo poder que o “ter” exerce sobre o público. Livros, revistas, teses, tudo isso serve como fonte confiável. No trecho acima a ideia do aluno o fez lembrar um livro, o de Graciliano Ramos. Foi um repertório usado para ilustrar, e não para comprovar, já que livros como esse são ficção, não são prova de nada.

Corretores de redação do Enem são gente cheia de segredos. A equipe do Redação Online descobriu 10 segredos que os corretores do Enem não te contam! Está tudo neste artigo! 1. Segredos corretores Enem: O corretor tira pontos se você separar sílabas assim Translineação é quando você separa as sílabas de uma palavra, deixando parte dela numa linha e parte na linha de baixo. Como você faz isso? Se você faz assim então os corretores mandam avisar que esse tracinho sob a linha não é aceito, ok? O tracinho correto é um hífen, então fica no meio do espaço entre linhas, não abaixo da linha. Tracinho abaixo da linha não existe no português. Fazendo esse tracinho tão inocente abaixo da linha você certamente perde pontos na competência 1! 2. O corretor tira pontos se você esquecer esta pontuação Veja esta frase: “As informações que seguimos têm um algoritmo, na maioria das vezes.” Agora veja esta: “As informações que seguimos têm, na maioria das vezes, um algoritmo.” Nós mudamos a posição do adjunto adverbial na maioria das vezes. O segredo que corretores não contam é que adjunto adverbial no meio da frase precisa vir entre vírgulas. O corretor não vai tirar pontos seus se o adjunto adverbial tiver 1 ou 2 palavras somente, mas, se tiver mais que isso, por favor, ponha as vírgulas! 3. Segredos corretores Enem: O corretor gosta desta ordem de argumentos Sabe aquele argumento que deixa o leitor sem palavras? Sempre tem um argumento assim, mais forte. Os corretores não abrem o jogo sobre isso, mas esse argumento deve ser o último a aparecer na sua redação. Deixe-o para o final, perto da conclusão. Isso que é a perfeita progressão de ideias! 4. O corretor sabe se você fez rascunho Espertinho ele, né? Corretores nascem com uma incrível capacidade secreta de descobrir se o aluno fez um rascunho da redação e se releu e melhorou esse rascunho com cuidado. Não tem como enganá-los… E nessa hora crucial é que eles tiram pontos na competência 2, a da autoria. Faça rascunho, releia e releia. 5. Segredos corretores Enem: O corretor não liga para um certo tipo de repetição É sério! E você aí perdendo tempo substituindo palavras por sinônimos! Acabou o segredo do corretor do Enem: eles nunca contam quantas vezes uma palavra foi repetida. Jamais. A história é a seguinte: eles analisam se foi importante repetir a tal palavra, porque sabem que repetição é fun-da-men-tal para coesão. Por exemplo, se notarem que a palavra repetida é exatamente o tema central, ou palavras da própria proposta de redação, a repetição é aceita, sem problema nenhum. Agora, se a repetição for aquela sem necessidade (aquela que passa batida porque o candidato tem preguiça de reler), então ele tira uns pontinhos do candidato, sem dó. 6. O corretor deixa você usar “através de” como quiser Você pode até ter aprendido na escola que “através de” só pode ser usado quando se atravessa algum elemento físico de um lado para o outro. Você aprendeu que ele não serviria para mostrar como alguma coisa será realizada – o modo. Por exemplo, você não poderia usar “através de” para o seu elemento “meio/modo” da proposta de intervenção. E isso é correto mesmo, para a norma culta do português. Mas os corretores do Enem são bonzinhos com isso: não tiram ponto nenhum se você usar “através de” para o seu elemento “meio/modo”! Você pode escrever “…. através de ….”, como nesta frase: “… para que esses filtros da internet sejam extintos, através de um investimento pesado do Governo…” (Bem que eles podiam já ter revelado isso antes…) 7. Corretores percebem conectivos sem sentido Sabe aqueles conectivos que, talvez, você tenha decorado para começar seus parágrafos? Aqueles que você nem pensa bem o que significam e já vai pondo na redação? Não se sabe bem como corretores conseguem esta façanha, mas são ótimos em perceber se o conectivo liga os parágrafos corretamente ou foi só “chute” do candidato. É incrível como percebem se um “Ademais” serviu mesmo para adicionar algo… se um “Nesse sentido” serviu de verdade para seguir na mesma linha do que foi dito antes! Por isso nós alertamos: não vale a pena arriscar na hora de escolher conectores. Veja bem se o sentido do conector está adequado ao que você quer dizer! 8. O corretor não exige que a proposta de intervenção venha na conclusão Ficou chocado? Pois é, pode escrever sua proposta de intervenção em qualquer parágrafo até na introdução! Acreditamos que os corretores nunca revelaram isso só para se divertirem com tudo que foi inventado sobre o lugar certo da proposta de intervenção do Enem. Mas agora já não é mais segredo, pelo menos para você. Está tudo bem espalhar a proposta em vários parágrafos, conforme você vai argumentando… e também está tudo bem fazer um parágrafo só para ela. 9. O corretor só vai avaliar uma proposta de intervenção Pode fazer mais de uma proposta de intervenção na redação do Enem, fique à vontade. Corretores não costumam falar sobre o assunto, mas eles vão escolher só a proposta de intervenção que estiver mais completa para dar pontos na competência 5. O negócio, portanto, é caprichar em uma delas, sem se preocupar tanto com as outras (se tiver outras). 10. O corretor não liga para introdução sem contextualização A contextualização é uma opção. Você faz contextualização se quiser. Se não quiser, tudo bem, não vai perder pontos por isso. É mais um segredo de corretor de redação Enem que deixa de ser segredo a partir de hoje! Claro que os corretores têm notado como os candidatos gostam de começar a redação com um contexto. E muitas vezes acontece o pior: tiram pontos de candidatos que usam contextos sem nexo com a redação. Eles não comentam nada, mas gostariam de lembrar os candidatos de que existem outras formas charmosas e atraentes para se começar um texto: Temos um vídeos sobre isso em nosso canal do Youtube! Confira:

Curioso como amamentar em público dá tanta discussão, né? Não deveria… Pois se você pensa que é só pelo tabu da exposição do corpo da mãe, leia este artigo e vai saber de outros motivos. Assim, eles exigem medidas para incentivo ao aleitamento materno no Brasil. Então, temos hoje um material de primeira, abaixo. Nele estão o que diz a lei; as vantagens para o bebê e a mãe que amamenta; por que a sociedade resiste em aceitar o aleitamento em público; casos absurdos que as mães enfrentam quando amamentam seus bebês. Em seguida, queremos que escreva uma dissertação argumentativa sobre o tema “Medidas para incentivo ao aleitamento materno no Brasil”. Então, o que você acha do caso? Quais propostas de intervenção sugere? Dessa forma, agora é com você! TEXTO 1 Senado aprova multa para quem impedir amamentação em local público O Senado aprovou, em regime de urgência, projeto para penalizar, com multa, a violação do direito à amamentação. O texto (PLS 514/2015) assegura o direito das mães de amamentar em local público ou privado sem sofrer qualquer impedimento. A matéria faz parte da pauta prioritária da bancada feminina na defesa dos direitos das mulheres e segue agora para a Câmara dos Deputados. Dessa forma, a proposta da ex-senadora Vanessa Grazziotin estabelece que, mesmo havendo espaço reservado para amamentação nos estabelecimentos, cabe somente às mães decidirem se querem ou não utilizar o local. A pena para quem proibir a amamentação é de multa com valor não inferior a dois salários mínimos. (…) Para comprovar que o preconceito continua presente na sociedade, os senadores Rose de Freitas (Pode-ES) e Weverton (PDT-MA) relataram exemplos ocorridos com eles. Weverton disse que, recentemente, sua esposa teve que enfrentar olhares de censura quando amamentava em locais públicos. Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/03/12/senado-aprova-penalizacao-para-quem-impedir-amamentacao-em-local-publico TEXTO 2 Condição de trabalho interfere na duração de aleitamento materno Uma pesquisa publicada hoje (5) revela que mães em ocupações manuais semiespecializadas (manicures, sapateiras, padeiras, auxiliares de laboratórios, feirantes, entre outros) e com jornadas de trabalho de 8 ou mais horas diárias deixam com mais frequência de alimentar seus filhos exclusivamente com o leite materno durante os quatro ou seis meses após o parto. A pesquisa, publicada na Revista Cadernos de Saúde Pública, recolheu dados de 5.166 mães de nascidos vivos em 2010 na capital do estado do Maranhão, São Luís. De acordo com os dados da pesquisa, entre as mulheres que não têm nenhum tipo de trabalho remunerado (que, em tese, têm melhores condições para manter o aleitamento materno exclusivo), 46% mantiveram o leite materno como único alimento de seus bebês até o quarto mês de vida. Entretanto, já entre as mães que estão em ocupações manuais semiespecializadas o percentual caiu para 34%, mesmo índice das mães com jornadas de trabalho de 8 ou mais horas diárias. O estudo também mostrou que as mães com ocupações em funções de escritório, que trabalhavam 4-5 dias ou 6-7 dias/semana e por 5-7 horas também praticaram menos o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês. Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2022/08/06/condicao-de-trabalho-interfere-na-duracao-de-aleitamento-materno.htm TEXTO 3 Amamentação em público: por que homens e mulheres se incomodam tanto? A musicista Yara Villão foi proibida de continuar amamentando a filha recém-nascida, que estava internada por ser prematura, para que seus seios não ficassem expostos durante o horário de visitas na UTI. O hospital acabou se retratando, mas, infelizmente, este não foi o único caso de mulheres sendo constrangidas no momento em que alimentavam seus bebês. (…) Mãe de uma menina de poucos meses, Fernanda Gimenes Cruz Pacheco avalia que as pessoas se incomodam bastante com o ato de amamentar em público. “Teve uma vez que estava em um shopping com a bebê e meu filho mais velho. Sentei em um cantinho para alimentá-la e joguei a fralda para tampar seu rosto, até porque a maioria acha um absurdo não fazer isso. Uma senhora parou ao meu lado falando que o lugar de amamentar não era ali, mas no fraldário, que era minúsculo”. Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2017/03/07/maes-ainda-sao-julgadas-ao-amamentar-em-publico-por-que-isso-ainda-e-tabu.htm TEXTO 4 Gota a gota: A História da Amamentação no Brasil (…) quando os portugueses chegaram no Brasil em 1500, depararam-se com indígenas que também mantinham o hábito do aleitamento materno. Entre os nossos povos originários, porém, amamentar era uma prática que durava até mais de dois anos em alguns casos, período que assustou os europeus, acostumados com a amamentação de seus filhos por um tempo maior. (…) A primeira metade do século XX no Brasil é marcada por uma série de transformações sociais e econômicas, um período no qual se verificam fenômenos como a migração de famílias do campo à cidade em busca de melhores condições de vida, a industrialização e a entrada da mulher no mercado de trabalho. Acompanhando essas mudanças, em especial a possibilidade das mulheres trabalharem, verifica-se o distanciamento de mães e filhos ainda no período de lactação. Fonte: https://www.sescsp.org.br/historia-amamentacao/ Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Medidas para incentivo ao aleitamento materno no Brasil” Depoimentos – são vários casos relatados neste artigo interessante, por mães que não sabiam dos desafios para amamentar seus bebês. Filme – De Peito Aberto é um documentário que mostra como a amamentação é um ato político! Notícia – e é uma ótima notícia: aleitamento materno pode reduzir chances de câncer de mama! leia! Informativo – como amamentar sem afetar o trabalho? saiba como neste artigo. Vídeo – aleitamento materno é cidadania, como você vai ver neste vídeo da TV Educativa Livro – e-book gratuito do Ministério da Saúde com absolutamente tudo sobre aleitamento materno! Notícia – já ouviu falar de “mamaço”? veja do que se trata. Leu tudo? Leve a sério: medidas para incentivo ao aleitamento materno no Brasil tem tudo para cair na redação Enem! E não esqueça de mandar a redação pra gente corrigir! QUERO ENVIAR MINHA REDAÇÃO

A redação precisa ter título? O que é considerado fuga do tema? Existe muitas dúvidas sobre a redação do Enem! A Cartilha do Participante – A Redação do Enem 2022 é uma das ferramentas mais importantes para os estudantes inscritos no exame. É nela que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) reúne as principais orientações para a prova e dá, afinal, o caminho das pedras para a nota mil. Para completar, a cartilha reúne ainda exemplos de redações que alcançaram a nota máxima na última edição do exame, comentadas pelo Inep. Veja abaixo algumas das principais informações trazidas pelo manual. Redação do Enem precisa de título? É verdade que o Enem não exige um título para a redação. Isso não significa, no entanto, que o aluno não possa colocar um. A regra é clara, segundo o edital do exame: o título é opcional. Mas atenção: embora você não vá ganhar pontos por colocar um título, você pode perder caso escolha um inadequado. Segundo o Inep, se o seu título apresentar desenhos, sinais gráficos sem função evidente, impropérios e outros elementos passíveis de eliminação, sua redação pode levar nota zero. O que é considerado desvio da norma padrão? A competência um da redação do Enem pede que o candidato demonstre domínio da modalidade de escrita formal da Língua Portuguesa. Mas o que isso significa na prática? A Cartilha do Participante alerta que os estudantes precisam estar atento aos seguintes aspectos: O que significa fugir do tema? O Inep é direto: “Considera-se que uma redação tenha fugido ao tema quando nem o assunto mais amplo nem o tema específico proposto são desenvolvidos”. Quer um exemplo mais prático? O tema da redação do Enem 2022 foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. O assunto mais amplo, neste caso, era o registro civil, e o mais específico era a relação dele com a cidadania. Se o candidato dissertasse sobre um tema completamente alheio, como a violência contra a mulher, por exemplo, estaria fugindo do tema proposto. E o que significa tangenciar o tema? Já o tangenciamento do tema acontece quando o candidato até fala de algo relacionado à frase tema proposta, mas não a aborda globalmente. É o que ocorreria caso o candidato falasse no Enem 2021 sobre o déficit de registro civil, mas não estabelecesse uma relação disso com a dificuldade de acesso à cidadania. Como escrever um texto coeso? Antes de tudo, vamos esclarecer: texto coeso é aquele que apresenta “marcas linguísticas que ajudam o leitor a chegar à compreensão profunda do texto”. O Inep elenca algumas dicas para garantir a coesão textual: Para baixar o manual da redação basta clicar aqui. A aplicação do Enem 2022 será nos dias 13 e 20 de novembro. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

Está chegando o dia das bruxas e o Redação Online decidiu tocar o terror e trazer filmes de terror! Então, mostraremos no artigo de hoje 12 filmes de terror para usar na redação do Enem. Assim, apenas aconselhamos que evite assistir com a luz apagada ou sozinho… Não, não olhe (2022) Suponhamos que em sua redação você esteja argumentando sobre o medo do desconhecido, e como cada um reage a ele. Este filme pode ser mencionado! Nele, dois irmãos perdem tragicamente o pai e passam a ser responsáveis por um rancho de criação de cavalos. Então, alguns acontecimentos estranhos começam a ocorrer, e cada um dos irmãos reage de uma forma peculiar. Prometemos: você vai sentir o medo na pele. Confira o trailer: Violência gratuita (2007) Este é um filme que faz uma autocrítica do mundo em que vivemos. O longa diz que, se o mundo é desse jeito, sádico e violento, é culpa nossa, da nossa inércia. Ele levanta a seguinte questão: por que as pessoas são violentas? Seriam problemas mentais ou transtornos de comportamento inatos? Assim, pode ser também que o casal homossexual do filme esteja revoltado por sofrer discriminação… Para redações sobre violência em geral, especialmente altos índices de violência em geral e violência contra grupos específicos, aproveite para mencionar este filme. Amantes eternos (2014) Gosta de filme de vampiro? Este é um deles e muito elogiado pela crítica. O tema central é a mediocridade cultural dos dias de hoje. Adam é um vampiro e astro do rock e prefere se isolar porque cansou dos seres humanos. Sua amante Eve decide encontrá-lo e lhe fazer companhia. Adam não suporta a cultura atual: tem obsessão por instrumentos musicais antigos, e vive numa casa cheia de livros e discos de outras épocas. Então, acreditamos que é um bom repertório para redações sobre a qualidade da produção cultural de hoje. O iluminado (1980) Neste filme, Jack é um ex-professor que vira zelador de um hotel. Lá ele moraria com a família. Ocorre que ele era alcoólatra e isso o leva a ser cada vez mais agressivo. Daí é que acontecem coisas sobrenaturais. Então, se em sua redação você está dissertando sobre os problemas do alcoolismo, pode citar esse filme que vai bem! Os Pássaros (1963) Esse é um clássico do terror, que também pode virar repertório do Enem, se sua redação falar sobre o homem e o meio ambiente. Melanie Daniels, uma socialite, conhece o advogado Mitch Brenner num pet shop. Após o encontro, ela vai até a cidade onde ele passa finais de semana. É quando milhares de pássaros no local começam a atacar as pessoas! A Possessão de Deborah Logan (2014) Mia Medina decide filmar a senhora Deborah Logan, com mal de Alzheimer, e sua filha, Sarah, para escrever sua tese de doutorado. Entretanto as filmagens revelam algo além da doença, que está tomando posse da mãe. Uma argumentação sobre doenças degenerativas, ou velhice na sua redação do Enem pode incluir referências a esse filme. O Babadook (2014) Essa é a história de Amelia que dá à luz seu filho no mesmo dia em que seu marido morre. É um trauma tão grande que dura anos! E adivinha… o filho começa a ficar agressivo quando vê um certo livro intitulado The Babadook. E a vida de Amelia piora ainda mais. Não tem sangue mas é bem apavorante! Redações sobre a maternidade e seus desafios podem mencionar esse filme. Corra (2017) Suspense eletrizante, este filme pode ser citado em redações que tocam no tema do racismo, e surgiu durante o movimento Black Lives Matter. O filme gira em torno de Roman, homem rico e poderoso que consegue criar uma forma de prolongar a vida daqueles que tiverem meios para pagar o processo. Todos são atraídos de forma manipulada, acreditando no processo: a verdade é que há interesses financeiros por trás. Os responsáveis pelo processo manipulador acabam vistos como cidadãos exemplares. Enquanto isso, um personagem negro, Rod, que desconfia dos desaparecimentos dessas pessoas atraídas, é visto pela polícia como um caso de paranoia ou de conspiração. Ou seja, quem está no poder tem toda a liberdade, enquanto quem quer interromper uma injustiça não. Se seu argumento tocar nesses aspectos, aproveite para citar este filme. Tubarão (1975) Claro que este filme famosíssimo e clássico criou um retrato exagerado do tubarão branco, como se ele fosse um animal carnívoro. Ficção é assim mesmo. Inclusive diz-se que o tubarão branco foi caçado com mais frequência depois do filme! Mas mesmo assim é possível citá-lo em sua redação sobre assuntos referentes a animais e meio ambiente, e também como o homem conserva ou não o meio ambiente. Carrie, A Estranha (1976) Filme que marcou o nicho de terror, Carrie, A Estranha conta a história de uma adolescente que vivia num ambiente sombrio em casa e era rejeitada pelos colegas da escola. Mas ela se vingou de tudo isso com seus poderes sobrenaturais! Um filme para citar em redações sobre bullying. Amizade Desfeita (2014) Os protagonistas deste filme passam por experiências de bullying e participam de bate-papo em vídeo. Em lugar de se assustarem com fenômenos sobrenaturais, tentam descobrir a origem de vírus que chegam pela internet. Muitos medos do mundo online aparecerão na tela! Uma fonte perfeita de citação para assuntos como cyberbullying, e a ameaça à privacidade na internet. Pedido de Amizade (2016) Terminamos com outro filme da era da internet. Laura é estudante universitária, usuária de redes sociais e decide deletar de uma delas uma garota chamada Marina. O resultado é que Marina, que já tinha problemas pessoais, se suicida e seu espírito passa a assombrar Laura! Solidão e suicídio entre jovens são temas de redação em que se pode citar este filme. E aí? Tem coragem de assistir a todos esses 12 filmes de terror para usar na redação do Enem? Então, se sobreviver, lembre-se de que você pode enviar sua redação para receber uma correção completa!

Se você está aqui deve ser porque vai prestar vestibular, certo? E se você vai prestar vestibular é porque quer trabalhar, futuramente. Então, o tema que escolhemos para sua redação desta semana independe de você gostar ou não: os efeitos da supervalorização do trabalho na atualidade. Todo mundo que você conhece está trabalhando ou buscando trabalho. Isso significa que o trabalho é muito valorizado na nossa sociedade. O que queremos saber de você é se essa supervalorização nos faz evoluir, ou é prejudicial. Sua tarefa será escrever uma dissertação sobre o tema “os efeitos da supervalorização do trabalho na atualidade”, com os melhores argumentos que conseguir. Usando os textos abaixo isso não vai ser difícil. Ah! E não se esqueça de boas propostas de intervenção! Texto 1 sobre supervalorização do trabalho O que é Síndrome de Burnout? Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior. A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir. Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas. Fonte: gov saúde de a a z – sindrome de burnout Texto 2 Workaholics: busca por recompensa e compulsão estão por trás do comportamento (…) “A gente deve lembrar que vivemos uma cultura que reforça muito a produtividade. E é uma cultura que parece que se você não estiver produtivo o tempo todo, você não enxerga valor”, destaca a psicóloga [Ana Carolina Peuker]. Por trás da personalidade workaholic*, podem existir diversos motivos. Na visão do psiquiatra e professor da The School of Life Guilherme Spadini é importante destacar que cada um tem uma história, mas a associação que as pessoas fazem entre valor e amor próprio à produtividade é bastante comum. Outro aspectos da mente do workaholic é que se ele faz todo o trabalho que tem que fazer em menos tempo, não vai se sentir bem depois. “O profissional pode sentir um vazio: ‘E agora o que eu que faço?’. Ele não consegue relaxar e aproveitar o tempo livre. A pessoa não consegue. Ela sente como se fosse um erro”, comentou Spadini. A perspectiva da compulsão e do vício também é destacada pelo médico e especialista em gestão de pessoas Roberto Aylmer. Ele explica que os desafios profissionais liberam adrenalina e as “vitórias” dão prazer porque liberam dopamina e serotonina. Esse vício de autoestimulação está por trás do perfil workaholic. *trabalhador compulsivo, ou seja, uma pessoa que se viciou no trabalho. Fonte: exame – workaholics busca por recompensa e compulsão estão por trás do comportamento Texto 3 sobre supervalorização do trabalho Geralmente assumimos que trabalhar demais é ruim para nossa saúde. Mas o que exatamente é insalubre sobre isso não é claro. É trabalhar longas horas que aumenta nosso risco de desenvolver problemas de saúde? Ou é outra coisa, como a mentalidade de trabalho compulsiva de Michael, que é prejudicial à saúde? (…) Descobrimos que as horas de trabalho não estavam relacionadas a nenhum problema de saúde, enquanto o vício em trabalho estava. Especificamente, os funcionários que trabalhavam longas horas (normalmente mais de 40 horas por semana), mas que não eram obcecados pelo trabalho, não apresentavam níveis aumentados de risco de síndrome metabólica relataram menos queixas de saúde do que os funcionários que demonstraram vício em trabalho. Descobrimos que os workaholics, trabalhando ou não longas horas, relataram mais queixas de saúde e tiveram maior risco de síndrome metabólica; eles também relataram uma maior necessidade de recuperação, mais problemas de sono, mais cinismo, mais exaustão emocional e mais sentimentos depressivos do que funcionários que simplesmente trabalhavam longas horas, mas não tinham tendências workaholics. Traduzido livremente e adaptado de hthbr – how being a workaholic differs from working long hours and why that matters for your health Texto 4 Uma estranha loucura apossa-se das classes operárias das nações onde impera a civilização capitalista. Esta loucura tem como consequência as misérias individuais e sociais que, há dois séculos, torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor pelo trabalho, a paixão moribunda pelo trabalho, levada até o esgotamento das forças vitais do indivíduo e sua prole. Em vez de reagir contra essa aberração mental, os padres, economistas, moralistas sacrossantificaram o trabalho. Pessoas cegas e limitadas quiseram ser mais sábias que seu próprio Deus; pessoas fracas e desprezíveis quiseram reabilitar aquilo que seu próprio Deus havia amaldiçoado. Paul Lafargue, O direito à preguiça, São Paulo, Kayrós, 2 ed., 1980. Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Os efeitos da supervalorização do trabalho na atualidade” Filme – Soul é uma produção da Disney Pixar cheia de significados, e um deles é o de evitar fazer coisas apenas para preencher nosso dia, é preciso saber o porquê do que se faz!https://www.youtube.com/watch?v=Sz-jdlM_YGkLivro – este é um e-book gratuito com tudo sobre a síndrome de burnout; leia para se prevenir! Depoimento – a conhecida jornalista Izabella Camargo sofreu burnout e conta neste artigo como foi difícil conseguir ajuda Estatísticas – números indicando qual geração sofre mais com obsessão pelo trabalho Artigo – ótimo texto com soluções possíveis para evitar o vício no trabalho Música – conhece a “Música de Trabalho”, do Legião Urbana? ela é um bom repertório para este tema do trabalho. Dados médicos – neste artigo escrito por um médico você fica sabendo qual doença é mais comuns entre workaholics. Notícia – burnout já é classificada como doença do trabalho, segundo a OMS; veja os detalhes aqui. Pronto: com esse ótimo material

É importante levar alguns fatores em consideração, como investimento financeiro e infraestrutura! Confira: Os vestibulandos dos últimos anos não tiveram muita opção: inevitavelmente, precisaram se adequar às aulas online para se preparar para as provas. Mas conforme a pandemia deu uma trégua e as atividades presenciais retornaram, surgiu uma nova dúvida. Então, será que voltar aos cursos preparatórios presenciais é mesmo a melhor alternativa? Conversamos com estudantes que escolheram entre os dois modelos, presencial e online, e listamos as principais vantagens e desvantagens de cada um deles. Mas antes dois avisos: o primeiro é que essa não é uma verdade universal, e cada estudante pode se adaptar melhor a um formato. E a segunda é que não existe melhor ou pior nessa, já que tanto o cursinho online quanto o presencial oferecem suporte para aprovação do estudante. Sérgio Paganim, diretor do curso Anglo, reforça que não há diferença entre as duas formas quando se trata de objetivos: ambas têm como finalidade a aprovação do candidato. E os resultados dos vestibulares do último ano mostram isso. “O primeiro lugar em Medicina na USP Pinheiros, em ampla concorrência, foi nosso aluno do cursinho online. E o primeiro colocado em Medicina na USP, pelo Sisu, foi um aluno do presencial”, conta, enfatizando o equilíbrio entre as duas modalidades. Para esclarecer os principais pontos, dividimos o assunto em 6 tópicos: espaço de estudo; participação nas aulas; relação com colegas; comprometimento e organização; deslocamento e investimento financeiro. Acompanhe cada um e veja qual se adapta para a sua realidade. Qual oferece mais infraestrutura? “Particularmente, eu prefiro sempre curso presencial”, afirma a vestibulanda Heloisa Pessoa Tseng, 19, que está no seu terceiro ano de cursinho tentando uma vaga em Medicina. “No presencial, tenho acesso à sala de estudos, monitorias e simulados presenciais, material já impresso e também um maior suporte por parte do professor, já que fica mais fácil de ter um momento de conversa”, diz a estudante, moradora de Recife. “Eu rendo muito mais.” Antonio Avila, 20, vive em Belo Horizonte e estudou sozinho em casa por meio de cursinhos online. No início deste ano, ele foi aprovado em Medicina na UFMG. Para Antonio, estudantes que têm acesso a um lugar de estudos em casa, o curso online é uma ótima opção. “Indico para os alunos que têm um local calmo e confortável para estudar em casa, que querem ter um estudo mais focado nas suas próprias dificuldades e que não querem se deslocar todos os dias até um cursinho”, diz. Uma alternativa para aqueles que optam por um curso online mas não têm um espaço adequado em casa é utilizar salas de estudo públicas, comuns em grandes capitais, como centro culturais e bibliotecas. E a interação em sala de aula? “No curso presencial é possível tirar as dúvidas de forma instantânea caso surja alguma lacuna na hora da aula”, afirma Heloisa. A jovem destaca o relacionamento intenso com os professores e estudantes, e conta que antes de ter aulas no curso presencial ficou alguns meses na versão online por conta da pandemia. Ao regressar para o presencial, sentiu diferenças. “Eu pude participar das aulas de forma ativa, respondendo e fazendo perguntas, além de conversar com os professores caso precisasse de algum conselho”, relembra. “O perfil do estudante de cursinho online é um pouco diferente, é um público que se adaptou muito bem ao digital. Além disso, a opção de responder no chat e de abrir ou não a câmera apresenta mais possibilidade para aqueles que são mais tímidos na participação em aula. Com isso eles conseguem se posicionar e tirar dúvidas”, diz Paganim, do Anglo. Qual oferece mais chance de socialização? O relacionamento com outros alunos também deve ser levado em consideração. “No cursinho online você não cria uma relação com outros estudantes. Em alguns casos você nem sabe quem mais está fazendo o curso com você e é mais animador ver outras pessoas ao seu redor assistindo às aulas”, considera a recifense Maria Letícia Nascimento, 18, que fez cursinho presencial e foi aprovada em Ciência da Computação na UFPE depois de dois anos prestando vestibular. Antonio Avila, que fez curso online, recorda que a interação com colegas no módulo online era, de fato, menor. “Com os outros alunos eu não tinha tanto contato, para ser sincero. Havia grupos de monitoria com os alunos e professores, mas eram mais destinados às dúvidas e não à interação entre os estudantes”, comenta. Ele também destaca um outro sentimento que permeia a trajetória do vestibulando e do qual ele se livrou: a competição. “Como eu estava sozinho em casa, não havia a comparação com outros alunos, o que é uma coisa que normalmente traz muita insegurança e ansiedade”, pondera o estudante. Larissa Moreira Germiniani, 19, recém-aprovada em Ciências Sociais na Unicamp, tem uma perspectiva um pouco diferente. Ela afirma que estar em uma sala física ao lado de vestibulandos com o mesmo objetivo funcionava como uma motivação extra. “Ver que outras pessoas estão lá com você passando por isso e saber que você não é a única, ajuda muito”, relata a estudante, que vive em São Paulo. É possível se organizar no cursinho online? Um ponto fundamental na hora de optar pelo presencial ou pelo online é capacidade de concentração e foco. Para estudantes como Larissa, a abordagem de estudo mais independente que o curso online proporciona pode virar uma dificuldade. “Tenho muito problema em me concentrar, organizar horários e nesse sentido o cursinho presencial me ajudou a manter rotina e constância”, relata. Para Antonio, de BH, esse fator foi justamente um ponto decisivo. “Nas plataformas online, como as aulas já estavam todas gravadas, eu conseguia dar um foco maior nas minhas dificuldades, assistir novamente a alguma aula que eu não havia entendido, pausar, assistir em velocidade maior”, conta. “Quanto à organização, tinha a opção de pegar um planner (espécie de cronograma) com menos semanas e que continha toda a matéria cobrada no Enem. Com isso eu consegui estudar todo o conteúdo até agosto e, depois

Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre o sujeito de uma oração, mas você sabia que existem duas classificações para ele? O sujeito determinado é aquele facilmente identificável em uma oração, diferentemente do sujeito indeterminado, no qual não é possível encontrar quem executou ou sofreu a ação. Aqui no blog do Redação Online já falamos sobre o sujeito indeterminado e agora chegou a hora de aprender mais sobre o sujeito determinado. Vamos lá! Afinal, o que é um sujeito determinado? O sujeito determinado é aquele que pode ser identificado em uma frase, seja por estar escrito de forma explícita ou pela concordância verbal. Ele se divide em três classificações: simples, composto e oculto. Qual a diferença para o sujeito indeterminado? O sujeito indeterminado não pode ser identificado em uma frase, ou seja, não podemos encontrar quem executou ou sofreu a ação. Confira alguns exemplos: “Quebraram a vidraça da cada vizinha” “Andam pichando o muro da igreja” “Precisa-se de manicure e cabeleireira” “Esqueceram de trancar a porta da sala” Observe que nas frases acima não conseguimos identificar quem “quebrou a vidraça”, “quem pichou o muro”, “quem precisa de manicure e cabeleireira” ou “quem esqueceu de trancar a porta”, então o sujeito é indeterminado. Quais os tipos de sujeito determinado existem? O sujeito determinado se divide em três classificações: Sujeito determinado simples, Sujeito determinado composto e Sujeito determinado oculto. Entenda: Sujeito determinado simples O sujeito determinado é simples quando a frase apresentar apenas um núcleo, ou seja, quando o verbo se referir apenas a uma palavra. Confira alguns exemplos para ficar mais claro: Pedro estudou muito para a prova; O político contratou mais dois assessores este mês; As meninas estão acampando na sala. João comprou uma bicicleta nova. Lorena convidou Joana para a sua festa de aniversário. Minha tia chegou de viagem. Como pudemos observar no terceiro exemplo, o sujeito simples não é necessariamente uma palavra no singular. Na frase em que o sujeito é “as meninas”, a palavra principal é “meninas”, tendo a frase então apenas um núcleo. Sujeito determinado composto Quando o verbo principal de uma frase referir-se a dois ou mais núcleos do sujeito, teremos um sujeito composto. É importante deixar claro que a concordância se faz no plural. Confira os exemplos: Pai e filho conversavam longamente; Maria e João foram os responsáveis pelos doces da festa; Futebol, natação e musculação são ótimos exercícios físicos para a saúde. O cachorro e o gato comeram toda a ração. Café e televisão tiram o sono. Minha tia e minha mãe chegaram de viagem. Observe que apenas o fato do verbo estar no plural, não classifica o sujeito como composto. O que o caracteriza é o número de palavras que representam o sujeito. No último exemplo, “minha tia e minha mãe” são o sujeito, cujo núcleo é “tia” e “mãe”. Leia mais sobre regência verbal. Acesse! Sujeito determinado oculto O sujeito determinado oculto também é conhecido por implícito, elíptico ou desinencial. É quando o sujeito não está explícito na frase, mas pode ser facilmente identificado pela desinência da flexão verbal. Veja: Gosto de comer pizza no sábado a noite. – Sujeito: eu; Aos domingos, gostamos de passear no parque com nosso cachorro. – Sujeito: nós; Dispensamos todos os funcionários no próximo feriado. – Sujeito: nós; Esqueci a minha agenda no escritório. – Sujeito: eu. Todas as manhã, caminha descansada pelas ruas do centro. – Sujeito: ele/ela; Leio um pouco do livro todos os dias. – Sujeito: eu. O sujeito oculto pode ainda ser identificado pela presença de alguma informação na oração anterior, como nas seguintes frase: As cópias foram feitas? Então entregaram na sala errada. – Sujeito da segunda oração: ele/ela (se refere as cópias); Chamava-se Antônia, tinha 18 anos e trabalha na escola. – Sujeito da segunda oração: ela (se refere a Antônia). Quando um sujeito oculto é determinado? Então, como já mencionado, o sujeito oculto é determinado quando seu núcleo não está implícito no verbo ou contexto da oração, mas pode ser identificado pela flexão número-pessoa do verbo. Ele muitas vezes é confundido com o sujeito indeterminado. Veja os dois exemplos abaixo: Dispensamos todos os professores. – Sujeito oculto; É bom rezar todas as noites. – Sujeito indeterminado. Na primeira frase o sujeito não está escrito, mas podemos identificá-lo pelo verbo “dispensamos” – uma dica é perguntar quem dispensou? A resposta é “nós” – então este é o sujeito que executou a ação, logo ele é classificado por sujeito determinado oculto. Ademais, já na segunda frase, o sujeito não aparece e é impossível identificá-lo mesmo considerando a concordância verbal, então a frase possui um sujeito indeterminado. Desse modo, esperamos que este conteúdo tenha solucionado de vez as suas dúvidas com o sujeito determinado. Assim, se você quer arrasar ainda mais na prova de redação, confira o post “Lista com as principais conjunções para redação“. Então, continue acompanhando o blog do Redação online! Aqui você encontra as melhores dicas de português para descomplicar o aprendizado da gramática!