1084 artigos encontrados com a tag “Para vestibulandos”

Olá, aluninho! Aqui nós já te ensinamos como escrever uma conclusão de redação sensacional para o ENEM. Mas e para vestibulares e concursos? Achou que íamos te deixar órfão?! Nunca! Vem com a gente que não tem erro! Vamos começar do começo: lendo o que o edital espera de você. Se a prova pediu um texto dissertativo-argumentativo, não tem jeito, você vai ter um posicionamento. E, para que a conclusão de redação fique bem organizada, você pode começar, assim como na conclusão de redação do ENEM, retomando a sua tese. O que vem a seguir é que muda, já que você não tem necessidade de propor ações muito detalhadas. Você pode, inclusive, fazer apenas uma constatação. Tudo vai depender da pesquisa e do estudo que você vai fazer sobre a banca e sobre as provas anteriores. Pra você que tá se preparando pra concurso, a gente já falou um pouco sobre isso, mas nunca é demais reforçar que conhecer o estilo de prova é importante demais. Mas chega de conversinha porque eu sei que você quer um exemplo. Lá vai: “Dessa forma, o capitalismo inerente à maioria das nações contemporâneas trouxe consequências aterradoras para seus cidadãos. A felicidade atribuída ao ato de compras desencadeou diversas mazelas atuais, entre elas a sobreposição do “ter” em relação ao “ser”. Assim, tendo seu valor intrínseco associado às posses, as pessoas começaram a relacionar-se de forma efêmera, em um mundo onde apenas os endinheirados vivem prazeirosamente. Se Descartes vivesse no século XXI, alteraria sua afirmação para ‘Tenho, logo existo’.” Conexão/ conectivo conclusivo: “Dessa forma”. Retomada da tese: “o capitalismo inerente à maioria das nações contemporâneas trouxe consequências aterradoras para seus cidadãos.” (Aqui, a autora do texto reafirmou algo que já foi explicitado na introdução). Constatação: “A felicidade atribuída ao ato de compras desencadeou diversas mazelas atuais, entre elas a sobreposição do “ter” em relação ao “ser”. Assim, tendo seu valor intrínseco associado às posses, as pessoas começaram a relacionar-se de forma efêmera, em um mundo onde apenas os endinheirados vivem prazeirosamente.” A autora trouxe, também, o que chamamos de “floreio”, que é realizado utilizando termos mais simples. Ou seja, um jeito de enfeitar a sua redação. A grande sacada aqui foi ela ter feito isso usando o título do texto. Muito espertinha, não? Ao fazer isso, ela mostrou para o seu corretor que a sua redação está toda conectada, ou seja, tá planejada (de novo, de novo, de novo). Percebeu que não tem soluções para um problema, mas sim uma constatação? “Você quer dizer que eu não posso dar soluções para o problema na conclusão de uma redação de vestibular ou de concurso?” Pode sim, bebê. Mas tudo vai depender do recorte temático que a proposta de redação trouxe e da forma como você construiu a sua introdução e o seu desenvolvimento. Não se esqueça: a conclusão de redação é um reflexo dessas outras duas partes. Tudo precisa se encaixar. E, por fim, como a gente tá aqui para o que der e vier, vamos te dar um exemplo de conclusão de uma redação com tema subjetivo. A proposta pediu uma redação sobre “A melhor fase da vida”, ou seja, um tema super subjetivo e reflexivo, que praticamente zera a possibilidade de se sugerirem propostas elaboradas e completas como as que são feitas no ENEM. Pega este exemplo: “Dessa forma, nada mais justo afirmar que a humanidade, especialmente no contexto vigente, está deixando a vida escorrer em suas mãos sem perceber. O ser humano tende a não refletir sobre o seu presente, valorizando o passado e idealizando o futuro. Porém, seria ignorante e ineficaz comparar a inocência de Narizinho, o crescimento de Capitu e o conhecimento de dona Benta. Melhor do que isso é viver o agora, para que, ao olhar o passado não haja remorso ou vontade de retorno, e sim a saudade de uma fase boa. De todas elas.” Independente do tipo de proposta, percebe que dá para começar a conclusão de redação com um elemento de ligação, né? Então, o tema ser subjetivo não é desculpa para você ter preguiça de pensar em um conectivo bem lindão, hein? No exemplo acima, a autora do texto começou a conclusão com a início básico que falamos até agora, com a reafirmação da tese. Gostou do trecho desse texto? Então confira ele na íntegra: Veja que a autora desse texto usou exemplos literários para resumir o que ela afirmou no desenvolvimento. E se não viesse nenhum exemplo na cabeça? Tudo bem. Poderia trocar por substantivos, como criança, jovem e idoso. Para finalizar, temos ali a cereja do bolo: uma sugestão, que foi feita por meio de uma frase de impacto. Ficou top, né? Se o tema é reflexivo, nada mais legal do que fazer com que o seu corretor termine o texto refletindo sobre o que você disse. Antes que você se autodeprecie e diga que não é capaz de provocar isso em seu leitor, lembre-se que, naquele momento, você também estará refletindo sobre o tema, logo, pode confiar na sua brilhante cabecinha, pois ela também vai ferver diante de questões que nos fazem pensar na vida. Chegamos, então, ao final da nossa série “Redação por partes”. Nem preciso te dizer o que fazer agora, né? É claro que chegou a hora de produzir! Manda logo o seu texto, pois estamos ansiosos para corrigir a sua redação com as 3 partes – introdução, desenvolvimento e conclusão de redação – desenvolvidas lindamente!

A partir da leitura dos textos motivadores do tema de redação Enem 2015 seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação. Redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto 1 do tema de redação Enem 2015 Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%, mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. WALSELFISZ, J. J. Mapa da Violência 2012. Atualização: Homicídio de mulheres no Brasil. Disponível em: www.mapadaviolencia.org.br. Acesso em: 8 jun. 2015. Texto 2 Texto 3 do tema de redação Enem 2015 Texto 4 O impacto em númerosCom base na Lei Maria da Penha, mais de 330 mil processos foram instaurados apenas nos juizados e varas especializadas. Argumentos que poderiam ter sido usados no tema de redação “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”: Cultura do machismo: Argumentar que a persistência da violência contra a mulher está enraizada na cultura machista presente na sociedade brasileira, que perpetua estereótipos e desigualdades de gênero. Desigualdade de gênero: Discutir a desigualdade entre homens e mulheres em diferentes aspectos da sociedade. Como no mercado de trabalho, acesso à educação e representatividade política, demonstrando como essas disparidades contribuem para a violência contra a mulher. Legislação insuficiente: Argumentar que a legislação brasileira, apesar dos avanços, ainda é insuficiente para coibir efetivamente a violência contra a mulher. Ressaltando a importância de leis mais rigorosas e de mecanismos eficazes de proteção e punição dos agressores. Educação como instrumento de transformação: Destacar a importância da educação na desconstrução de estereótipos de gênero e na promoção de uma cultura de respeito e igualdade. Defendendo a inclusão de temáticas relacionadas à violência contra a mulher nos currículos escolares. Papel dos meios de comunicação: Analisar como os meios de comunicação podem contribuir tanto para a perpetuação quanto para a mudança de padrões culturais. Ressaltando a necessidade de uma abordagem responsável e consciente em relação à violência contra a mulher. Necessidade de apoio às vítimas: Argumentar sobre a importância de políticas públicas que ofereçam suporte e proteção às vítimas de violência. Como a criação de casas-abrigo, ampliação da rede de atendimento e conscientização sobre os direitos das mulheres. Mobilização social: Enfatizar o papel da sociedade civil na luta contra a violência de gênero. Destacando a importância de movimentos feministas, ONGs e demais iniciativas que buscam promover a conscientização e a transformação social. Responsabilização dos agressores: Discutir a necessidade de uma justiça eficiente e célere no combate à violência contra a mulher, com a punição adequada dos agressores. A fim de desencorajar a prática e promover a sensação de segurança para as vítimas.

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Publicidade infantil em questão no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO I A aprovação, em abril de 2014, de uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil, emitida pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), deu início a um verdadeiro cabo de guerra envolvendo ONGs de defesa dos direitos das crianças e setores interessados na continuidade das propagandas dirigidas a esse público. Elogiada por pais, ativistas e entidades, a resolução estabelece como abusiva toda propaganda dirigida à criança que tem “a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” e que utilize aspectos como desenhos animados, bonecos, linguagem infantil, trilhas sonoras com temas infantis, oferta de prêmios, brindes ou artigos colecionáveis que tenham apelo às crianças. Ainda há dúvidas, porém, sobre como será a aplicação prática da resolução. E associações de anunciantes, emissoras, revistas e de empresas de licenciamento e fabricantes de produtos infantis criticam a medida e dizem não reconhecer a legitimidade constitucional do Conanda para legislar sobre publicidade e para impor a resolução tanto às famílias quanto ao mercado publicitário. Além disso, defendem que a autorregulamentação pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já seria uma forma de controlar e evitar abusos. IDOETA, P. A.; BARBA, M. D. A publicidade infantil deve ser proibida? Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 23 maio 2014 (adaptado). TEXTO II Precisamos preparar a criança, desde pequena, para receber as informações do mundo exterior, para compreender o que está por trás da divulgação de produtos. Só assim ela se tornará o consumidor do futuro, aquele capaz de saber o que, como e por que comprar, ciente de suas reais necessidades e consciente de suas responsabilidades consigo mesma e com o mundo. SILVA, A. M. D.; VASCONCELOS, L. R. A criança e o marketing: informações essenciais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil. São Paulo: Summus, 2012 (adaptado).

Nesta postagem, mergulhamos no passado para explorar os desafios e as conquistas dos estudantes que enfrentaram na edição do Enem 2007. Se você está se preparando para o Enem, esses textos motivacionais vão te inspirar a persistir e alcançar seu objetivo. Confira abaixo e não deixe de conferir a postagem completa! Texto 1 do Enem 2007 Ninguém = NinguémEngenheiros do Hawaii Há tantos quadros na paredehá tantas formas de se ver o mesmo quadrohá tanta gente pelas ruashá tantas ruas e nenhuma é igual a outra(ninguém = ninguém)me espanta que tanta gente sinta(se é que sente) a mesma indiferençahá tantos quadros na paredehá tantas formas de se ver o mesmo quadrohá palavras que nunca são ditashá muitas vozes repetindo a mesma frase(ninguém = ninguém)me espanta que tanta gente minta(descaradamente) a mesma mentiratodos iguais, todos iguaismas uns mais iguais que os outros Texto 2 Uns Iguais Aos OutrosTitãs Os homens são todos iguais(…)Brancos, pretos e orientaisTodos são filhos de Deus(…)Kaiowas contra xavantesÁrabes, turcos e iraquianosSão iguais os seres humanosSão uns iguais aos outros, são uns iguais aos outrosAmericanos contra latinosJá nascem mortos os nordestinosOs retirantes e os jagunçosO sertão é do tamanho do mundoDessa vida nada se levaNesse mundo se ajoelha e se rezaNão importa que língua se falaAquilo que une é o que separaNão julgue pra não ser julgado(…)Tanto faz a cor que se herda(…)Todos os homens são iguaisSão uns iguais aos outros, são uns iguais aos outros Texto 3 do Enem 2007 A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui o patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras.UNESCO. Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural. Todos reconhecem a riqueza da diversidade no planeta. Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons encantam as pessoas no mundo todo; nem todas, entretanto, conseguem conviver com as diferenças individuais e culturais. Nesse sentido, ser diferente já não parece tão encantador. Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema. O desafio de se conviver com a diferença Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Observações:– Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.– O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.– O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.– O rascunho pode ser feito na última página deste Caderno.– A redação deve ser passada a limpo na folha própria e escrita a tinta. O que você achou do tema de redação do Enem 2007? É essencial dominar os temas para se preparar para a próxima edição do Enem e, claro, colocar em prática!

Como a sua redação não é Grey’s Anatomy ou Supernatural, que parecem que não acabam nunca, você precisa dar um fim pra ela. A gente sabe que encerrar coisas nem sempre é fácil, mas vamos te ensinar a passar por esse momento difícil com tranquilidade. Tá bom, chega de repetir a fala dos nossos terapeutas e vamos falar do que interessa: conclusão. Tão comum quanto ouvirmos “eu não sei como começar” é ouvirmos “eu não sei como terminar”. Por isso, mais uma vez, a gente tá aqui pra te mostrar que, assim como no planejamento, na introdução e no desenvolvimento, é tudo uma questão de técnica. Tá, ok, apenas dizer que ‘é questão de técnica” não te tranquiliza muito, né? Mas, como aqui, no Redação Online, a gente mata a cobra e mostra o pau (desculpem, às vezes baixa o tiozão do pavê na gente), vamos provar pra você que é bem desse jeitinho, mesmo. Se liga: 1) Saiba com o que você está lidando Tá aí um conselho que serve pra tudo na vida, mas vamos focar na redação. Você toma remédio pra dor de barriga na esperança de se curar de um resfriado? Não dá, bebê. Então, fique ligado: para fazer uma boa conclusão, é preciso saber de que tipo de dissertação e de que tipo de tema estamos falando. Podemos imaginar a sua carinha lendo isso: O que acontece é o seguinte: há bancas que constroem propostas de redações pautadas em temas bem objetivos e geralmente de cunho social, como a banca do ENEM, por exemplo. No entanto, também podemos encontrar bancas que fazem propostas compostas por temas subjetivos, como a banca da UFRGS, que já propôs redação sobre a importância da amizade. E que diferença isso faz na hora de construir a conclusão? Toda. Afinal, conclusões de redações de temas objetivos requerem soluções para um determinado problema, enquanto, nas redações de temas subjetivos, dificilmente vai ser possível fazer isso. Ou até rola fazer, mas de um jeito bem mais raso. E tá tudo bem, certo? Se você, de antemão, conhecer o perfil da banca e estudar as provas anteriores, não tem crise, afinal, já vai saber o que te espera e vai se preparar adequadamente. Além disso, a gente não pode se esquecer de um detalhe: a redação do ENEM tem aquela conclusão diferentona, com a tal proposta de intervenção. Tá bom, a gente sabe que ela não precisa estar necessariamente na conclusão, mas, para uma melhor organização textual, a gente te indica que a coloque lá. Mais do que isso: a gente te ensina a fazer uma boa proposta. 2) A famigerada proposta de intervenção do ENEM Não adianta fazer cara feia pra proposta de intervenção. O jeito é arregaçar as mangas e entender como funciona a danadinha. Mas, para acalmar o seu coração, vamos te dizer uma coisa: seu desconforto com a competência 5 é natural, afinal, a matriz de referência não é lá muito clara sobre o que se espera, e, na escola, não foi assim que nos ensinaram a fazer conclusão. Mas bora lá desvendar os mistérios dessa competência com a gente. Antes de mais nada, é preciso que se reconheça que o ENEM, desde sua criação, propõe temas socais para a sua redação, visando promover discussões e reflexões importantes acerca do país e do mundo. E a competência V nada mais é do que o ponto principal dessa característica particular do exame, visto que ela exige que o aluno reflita sobre o problema apontado e construa uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos e que promova uma mudança efetiva na realidade. Resumidamente, a gente costuma dizer que, para entendê-la, imagine que seu chefe pediu a resolução de um problema e ela precisa estar prontinha para executar, sem faltar nenhum detalhe. Dessa forma, não basta apenas sugerir, na conclusão, que “precisamos mudar essa situação” (essa é clássica, não? Hehehe), uma vez que se trata de uma sugestão muito vaga. Vamos, então, para a pergunta que não quer calar: como faz? 3) Botando a mão na massa Bem, vamos por partes: Em primeiro lugar, a gente não pode esquecer que, assim como as outras partes do texto, a conclusão também exige uma organização específica. Então, para que ela fique lindona, é importante sempre lembrar que ela deve ser construída em um parágrafo só e ter a seguinte estrutura: conexão (escolha um conectivo conclusivo bacaninha) + reafirmação da tese (ó, ela aqui outra vez) + solução do problema relacionado à tese. Além disso, sendo no ENEM ou não, jamais cometa o erro de inserir informações novas na sua conclusão. Lembre-se que ela está ali para concluir o que já foi dito. Então, eu sei que você não aguenta mais ler a gente falando sobre planejamento de texto, mas olha ele aqui outra vez: planejar a redação evita que você cometa o erro acima, pois a construção do texto vai ser baseada em um roteiro que você já fez, e não no seu fluxo de ideias. Para ganhar aqueles 200 pontos marotos na competência V, você precisa trazer, na sua conclusão, 5 elementos: Ação (o que faz?), agente (quem faz?), modo/meio (como faz?), efeito ou objetivo pretendido (para quê?) e detalhamento de um dos elementos acima Viu como tem que ser algo bem completinho? A falta de um desses elementos faz com que você não atinja a pontuação máxima, então, a gente tá aqui pra evitar que isso aconteça e te mostrar uns exemplos lindões. Espia: “Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos, – uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador – a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral – por conseguinte – conscientizem-se. Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.”

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional, apresentando proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Charge de Millôr Fernandes no Enem 2009 (Foto: Reprodução/Enem) Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, porque dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa, sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa, que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloquente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mais palhaços. LUFT, L. Ponto de vista. Veja. Ed. 1988, 27 dez 2006 (adaptado) Qual é o efeito em nós do “eles são todos corruptos”? As denúncias que assolam nosso cotidiano podem dar lugar a uma vontade de transformar o mundo só se nossa indignação não afetar o mundo inteiro. “Eles são TODOS corruptos” é um pensamento que serve apenas para “confirmar” a “integridade” de quem se indigna. O lugar-comum sobre a corrupção generalizada não é uma armadilha para os corruptos: eles continuam iguais e livres, enquanto, fechados em casa, festejamos nossa esplendorosa retidão. O dito lugar-comum é uma armadilha que amarra e imobiliza os mesmos que denunciam a imperfeição do mundo inteiro. CALLIGARIS, C. A armadilha da corrupção. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br (adaptado) Instruções: – Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria. – Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema. – O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco. – O texto deve ter, no máximo, 30 linhas. – O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. Com o Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional.

O tema de redação “A questão da água no Brasil” aborda um assunto de extrema importância e urgência, uma vez que o acesso à água potável é essencial para a sobrevivência e qualidade de vida das pessoas. No contexto brasileiro, a questão da água envolve uma série de desafios e demanda ações efetivas para garantir a disponibilidade e o uso sustentável desse recurso natural. Confira abaixo textos motivadores sobre o tema: Texto 1 sobre a questão da água no Brasil “[…]a ONU – Organização das Nações Unidas, lançou o Relatório Global sobre Desenvolvimento e Água 2014. O documento prevê que, em 2030, haverá necessidade de se aumentar em 35% a produção de alimentos, 40% a mais de água e 50% a mais de energia, todos interligados e interdependentes. Para isso, segundo o estudo, são necessárias a urgente adoção de políticas e marcos regulatórios capazes de reconhecer como prioridades absolutas as áreas de água e energia. Outros dados bastantes críticos divulgados no relatório da ONU dão conta de que 768 milhões de pessoas não tem acesso à água tratada e 2,5 bilhões vivem em condições sanitárias inadequadas. “ Fonte: carta capital – todo dia é dia da água apesar das constantes negações Texto 2 “’Dos 172 conflitos registrados no Brasil em 2016, segundo a CPT, 58 foram em Minas, dos quais 54 motivados pelo “rompimento da barragem da Samarco/Vale/BHP Billiton’, diz o relatório. ‘Cada comunidade afetada gerou um conflito’, explica o coordenador da CPT em Minas, Edivaldo Ferreira Lopes.A pesquisa ‘Conflitos pela Água’ registra problemas não apenas em Mariana, mas em toda a calha do rio Doce em Minas e no Espírito Santo, onde as brigas aumentaram 240% depois do rompimento. ‘A tragédia foi em 2015 e os conflitos continuaram em 2016, afetando comunidades inteiras que ficaram sem água até para beber. Tirou o sustento de muita gente, como dos pescadores’, conta Lopes.Segundo ele, 93% dos conflitos em Minas envolvem mineração. As hidrelétricas respondem praticamente sozinhas pelos outros 7% registrados. Lopes explica que outros motivos, como brigas com fazendeiros, existem, mas raramente são registrados por atingirem menos pessoas.Sem contar a barragem de Fundão, o maior conflito registrado neste ano no Estado foi em Turmalina, no Alto Jequitinhonha, envolvendo comunidades rurais e a siderúrgica Aperam BioEnergia, que produz eucalipto para carvão. A empresa teria enterrado defensivos tóxicos próximo a uma nascente e análises comprovaram a contaminação do solo, segundo a CPT. A empresa disse ter analisado a água e afirma que não há indícios de contaminação. Fonte: otempo – conflitos por água disparam depois de tragédia de mariana Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: A questão da água no Brasil.

Você já tá bem sabidinho e já sabe que tem que planejar o seu texto e também já sabe como fazer uma introdução de arrasar. Agora, chegou a hora de aprender a se defender. Nossa, como assim se defender??? Sim, bebê, a gente quer que você seja o Super Saiyajin da redação. Venha ver Redação por partes: Desenvolvimento. Lembra que a gente combinou que, na sua redação, você precisa ter uma tese? (Se ainda tá meio perdido com isso, espia aqui) E que tese é uma palavra mais chique para dizer opinião? Então, agora chegou a hora de você defender aquilo que você acredita. Parece discurso de livro de autoajuda, mas é de redação que a gente tá falando, mesmo. Simplesmente porque é no desenvolvimento que, como o nome já diz, você desenvolve e defende as ideias que sustentam a sua redação. Parece difícil? Mas não é, não. A gente vai ser legal (como sempre hehehe) e dar algumas dicas bem bacanas. Não tem surpresa, afinal, você já planejou o seu texto Se você planejou o seu texto e chegou até aqui, não tem mistério, pois seus argumentos já foram planejados e, inclusive, já foram citados na introdução. Então, não se descabele porque, nesse momento, tudo o que você tem a fazer é desenvolver uma ideia que já está prontinha na sua cabeça. Caso você não saiba de que planejamento estamos falando, volte duas casas e leia nosso texto sobre isso. E, a partir de hoje, jure juradinho que irá incluir o planejamento da redação em todas as suas produções textuais, tá bem? É um argumento por parágrafo de desenvolvimento, e não 5 Tá vendo porque é importante planejar? Tá, o texto não é sobre planejamento, mas fica difícil falar de um bom desenvolvimento sem relembrar sobre o quanto é importante pensar no texto inteiro antes de começar a produzi-lo, simplesmente porque, se você deixar as ideias correrem soltas, vai dar treta. Então, coloque uma coisa na sua cabecinha: mais valem 2 argumentos bem desenvolvidos, um em cada parágrafo de desenvolvimento, do que uns 5 argumentos rasos. Até rola um terceiro parágrafo de desenvolvimento e, consequentemente, um terceiro argumento. mas não mais do que isso. É impossível se aprofundar e defender um monte de argumento em um número tão limitado de linhas. Não é por acaso que a gente faz textão no facebook quando quer ganhar uma discussão. Não se esqueça que parágrafos são minitextos dentro da sua redação Você tem bons argumentos, mas trava na hora de colocá-los no papel? Tem problema, não. A gente te ajuda. O primeiro passo para construir um bom argumento, completo e bem organizado, é sempre lembrar que um parágrafo é uma redação em miniatura dentro dessa grande coisa que é a sua redação. Isso significa que ele precisa ter 3 coisas: introdução, que, na verdade, é o tópico frasal, desenvolvimento e conclusão. “Aiii, como assim tópico frasal???” Se você não lembra o que é isso, temos um vídeo pra te ajudar E já adiantamos que se trata, resumidamente, da ideia central do seu parágrafo. Tá bom, a gente sabe que com um exemplo fica mais fácil. Espia este parágrafo de desenvolvimento: “Algo que contribui para o enraizamento da noção de inferioridade da mulher na mente dos brasileiros e, portanto, para a persistência de tal violência é a representação feminina na mídia. Mesmo em 2015, comerciais de cerveja, por exemplo, reduzem a figura das brasileiras a objetos sexuais, cujo único objetivo é servir os homens. Ao mesmo tempo, propagandas de produtos de limpeza a ainda existente relação aparentemente natural entre a mulher e a cozinha, sendo o marido o único capaz de trabalhar na sociedade e sustentar a família. Assim, a diferenciação entre gêneros torna-se quase inconsciente, o que acaba servindo como justificativa para que os números de mulheres agredidas não sejam levados tão a sério.” Quer saber quem é quem? Olha: Tópico frasal: “Algo que contribui para o enraizamento da noção de inferioridade da mulher na mente dos brasileiros e, portanto, para a persistência de tal violência é a representação feminina na mídia.” Percebe que, com uma frase, a autora do texto deixou bem claro que o argumento dela se refere à forma como a mídia mostra a mulher? Depois, ela vai desenvolver a ideia. Confere: Desenvolvimento: “Mesmo em 2015, comerciais de cerveja, por exemplo, reduzem a figura das brasileiras a objetos sexuais, cujo único objetivo é servir os homens. Ao mesmo tempo, propagandas de produtos de limpeza a ainda existente relação aparentemente natural entre a mulher e a cozinha, sendo o marido o único capaz de trabalhar na sociedade e sustentar a família.” A estratégia de desenvolvimento escolhida por ela foi a exemplificação. Vamos falar sobre estratégias argumentativas já já. Conclusão: “Assim, a diferenciação entre gêneros torna-se quase inconsciente, o que acaba servindo como justificativa para que os números de mulheres agredidas não sejam levados tão a sério.” Pronto, fechou a ideia. Não fica lindo, gente? Fica. Então, daqui pra frente, prometa que vai se esforçar para construir parágrafos, sejam eles de desenvolvimento ou não, super organizadinhos, com um argumento só, bem desenvolvido, e com uma estrutura bacaninha. Não vá pra guerra sem uma tática Já viu alguém ir pra guerra sem uma tática? Não dá, gente. Assim como foi preciso escolher um tipo de introdução, também vai ser preciso optar por uma estratégia na hora de fazer o seu desenvolvimento. A tal da estratégia argumentativa. E, de novo, a gente não vai te dar um plano infalível, pois o Cebolinha tá aí pra nos mostrar que eles não costumam dar certo. Não decore receitinhas, conheça diferentes estratégias para, na hora H, se dar ao luxo de poder escolher uma, de acordo com aquilo que veio na sua cabeça no momento. Vamos ver algumas das várias táticas possíveis? Exemplo: Trazer um exemplo é sempre muito bom. E esse é o tipo de desenvolvimento que tá aí pra te mostrar que é possível defender sua opinião de forma efetiva sem precisar decorar

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema de redação: Formas de combater as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil. Texto I DST no Brasil As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. Em ambos os sexos, tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças, inclusive a aids, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil. No Brasil, as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, são Sífilis:100 000 Gonorreia: 541.800 Clamídia: 967.200 Herpes genital: 900 HPV: 400 Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Portal sobre aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais Texto II Com cada vez mais jovens fazendo sexo de forma desprotegida, o número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado consideravelmente no Brasil, na esteira do que já acontece no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais. A falta de prevenção no início da vida sexual vem preocupando o órgão, afirma Adele Schwartz Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais. “Nos últimos anos, temos observado que a população mais jovem está reduzindo o uso do preservativo”, diz ela à BBC Brasil. No Brasil, a epidemia de HIV/Aids é considerada estabilizada, mas vem avançando entre os mais jovens. Na última década, o índice de contágio mais que dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 casos. Também aumentou na faixa etária entre 20 a 24 anos, chegando a 21,8 casos a cada 100 mil habitantes. […] As campanhas de prevenção miram, sobretudo, o alto número de pessoas no Brasil que têm HIV, mas ainda não sabem – aproximadamente 112 mil brasileiros – e os cerca de 260 mil que vivem com o vírus mas ainda não se tratam, aumentando o risco de propagação da doença. Apesar de o principal foco continuar sendo a prevenção de HIV/Aids, especialistas alertam para o risco de propagação de outras doenças, como HPV, herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e, especialmente, sífilis. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39093771 Texto IV Fonte: https://jornalhorah.com.br/ministerio-da-saude-alerta-foliao-para-o-uso-da-camisinha-no-carnaval A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o Tema de redação: Formas de combater as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil, apresentando proposta de solução, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema: Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira. Texto I A lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying entrou em vigor nesta semana. O texto, publicado no “Diário Oficial da União” em 9 de novembro havia sido aprovado pela Câmara em outubro e enviado para a sanção presidencial. Pelo texto aprovado, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima. O projeto determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares para identificar vítimas e agressores. Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. Segundo o texto, a punição dos agressores deve ser evitada “tanto quanto possível” em prol de alternativas que promovam a mudança de comportamento hostil. Fonte: g1 globo – lei que obriga escolas e clubes combaterem bullying entra em vigor Texto II Os altos índices de ciberbullying entre os jovens não é novidade. No entanto, um estudo publicado no Journal of Adolescent Health mostra que está crescendo o número de adolescentes que publicam ofensas anônimas nas redes sociais contra eles mesmos. Segundo informações do Daily Mail, o estudo, que entrevistou 5.593 alunos norte-americanos e britânicos com idades entre 12 e 17 anos, revela que 6% dos adolescentes admitem já ter cometido auto bullying digital através de contas falsas nas redes sociais. Dos 335 alunos que admitiram o auto ciberbullying, metade disse que fez isso somente uma vez, enquanto 35% disseram que o fizeram algumas vezes. Já 13% disseram que o fizeram várias vezes. A pesquisa também mostrou que muitos que tinham esse tipo de atitude estavam buscando respostas de encorajamento ou aprovação de outros usuários de redes sociais. […] Fonte: olhardigital – cresce-numero-de-jovens-que-praticam-ciberbullying-contra-eles-mesmos Texto III Fonte: g1.globo.com – cai-o-n-de-vitimas-de-nudes-vazadas-na-internet-do-brasil-em-2016-diz-ong A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o Tema: Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

Olá, Aluninho! Agora você já sabe que, pra começar uma redação, não basta baixar a cabeça a escrever, pois é preciso se planejar, né? Como prometido, chegou a hora de pegar na sua mãozinha e te mostrar como fazer cada uma das partes dela. Obviamente, vamos começar pelo começo (faça isso na sua redação também, tá?) e falar da introdução. Não por acaso a foto que introduz esse texto é um tapete vermelho, justamente porque queremos que a sua introdução deite o tapete vermelho no chão pros seus argumentos passarem. Você já viu um atacante fodástico de um grande time de futebol que não sabe as regras do impedimento? Não, né? Porque simplesmente não dá para entrar em campo sem saber as regras do jogo. Sabia que, quando se pensa em redação, também é assim? Pois é, coleguinha. Para escrever uma boa redação, você precisa saber para que serve cada parte dela. Caso contrário, corre o risco de começar a argumentar na introdução ou terminar o seu texto sem conclusão e deixar o seu corretor pensando que você não está muito bem das ideias. Então, justamente para que isso não aconteça, fica ligado nas dicas abaixo.. Bora? Afinal, o que deve ter na introdução? É bem comum a gente ouvir e/ou ler por aí que, na introdução, você deve simplesmente apresentar o tema. Tá errado? Não. Mas também não tá certo. Sim, tem que contextualizar o tema, mas isso não basta. Se estamos falando de um texto dissertativo-argumentativo, lembre-se sempre que a estrela principal dele é a sua tese, que, usando uma palavra mais simples, nada mais é do que a sua opinião sobre o tema. Não sabe elaborar a tese? A gente vai te ajudar com isso em breve, mas, enquanto isso, seguem alguns spoilers: https://youtu.be/uSjhi1pHx4whttps://youtu.be/E9WxwaPWQk0 2. É exemplo que você quer? Então lá vai: A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas. Essa lindeza de introdução acima traz a combinação contextualização do tema + tese de um jeito bem claro. Não conseguiu identificar quem é quem ali? Tá bom, a gente te dá essa colher de chá: Contextualização do tema: “A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica.” Até aqui, tudo o que rolou foi uma ótima apresentação do tema. Ao ler isso, o leitor já consegue sabe que o texto vai falar sobre violência contra a mulher. Uma dica quente: nunca apresente o tema sem citar diretamente o nome dele no momento da contextualização. Se o tema fala de violência contra a mulher, não deixe de escrever “violência contra a mulher” no momento em que for apresentá-lo, por exemplo. Tem dificuldade para delimitar o tema e o confunde com o assunto? Neste vídeo, a professora Josi te ajuda com isso: Tese: “Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.” Olha a tese aí, minha gente. A afirmação de que a violência contra a mulher persiste por conta de raízes históricas e ideológicas é fruto da percepção que o aluno tem sobre o tema, que é baseada no seu conhecimento e na sua constituição enquanto indivíduo. Isso não estava na proposta. É a opinião dele, ou seja, é a TESE dele. Então, assim que você identificar o tema, já se pergunta logo o que você pensa sobre ele. E, não esquece, se estamos falando de texto dissertativo-argumentativo, nada de bancar o isentão e ficar em cima do muro, ok? Posicione-se! Além disso, olha outra coisa bem linda nesse exemplo: reparou que os dois argumentos estão anunciados ali? Raízes históricas: argumento 1. Raízes ideológicas: argumento 2. Quando você apresenta os argumentos desse jeito na introdução, seu texto fica lindamente “amarradinho”, o que, no caso do ENEM, vai te ajudar a ganhar pontos na competência 3. Tá apaixonado por essa introdução? Também estamos. E daqui pra frente você vai fazer introduções tão maravilhosas quanto essa. “aaaai, mas como vou fazer introdução maravilhosa se eu não sei contextualizar e fazer uma tese?” Não fique aflito, bebê. Sobre a tese, a gente já prometeu para você (e, no Redação Online, promessa é dívida!) que vai falar mais em breve, mas os spoilers dados pela professora Josi nos vídeos que indicamos acima são maravilhosos e já vão te ajudar muito. Quanto à contextualização, nosso blog tem um textinho querido com vários modelos. Leia com calma e veja que vai ser tão divertido quanto escolher sorvete no buffet. Dá pra usar dados, alusão histórica, citação, comparação, perguntas etc. Eu sei que ia parecer mais fácil se a gente apresentasse um modelo pronto e dissesse: ó, faz sempre isso aí. Mas aqui, no Redação Online, a gente não trata redação como “receita de bolo” porque quer que você aprenda de verdade. E, acredite, ter escolha é muito bom! Pensa com a gente: imagine que você, na hora da prova, olha para o tema e fica alegre porque sabe bastante sobre o contexto histórico que o envolve. Mas, em seguida, você lembra que decorou como se faz introdução com contextualização que usa dados, então não rola inserir uma referência histórica. Vai ser tipo isso: Por isso, a gente tá aqui pra te ajudar a dominar várias estratégias e, na hora H, poder escolher qual delas é mais adequada e, o mais

Leia os textos abaixo e faça uma redação sobre Tema de redação: Por que somos um país de não-leitores e como podemos mudar isso? Texto I Talvez muitos brasileiros ignorem o pouco que se lê nesse país em relação ao resto do mundo. Talvez não saibam que em um ranking dos 30 países onde mais se lê, segundo a agência Nop World, o Brasil aparece na rabeira, à frente apenas de Taiwan e Coreia. […] Ganham do Brasil em número de livros lidos e de horas de leitura por pessoa, por exemplo, Venezuela, México ou Argentina dentro do continente. Fora dele, turcos, egípcios, árabes sauditas, húngaros, poloneses, indonésios, filipinos e russos –entre muitos outros– leem mais que os brasileiros. E talvez a grande massa de brasileiros estranhasse saber que os dois países onde se leem mais livros por pessoa e se dedicam mais horas à leitura no mundo são a Índia e a China. É possível que um analfabeto ou alguém que não tenha lido um livro na vida possa revelar uma sabedoria natural, um senso comum agudo e até uma grande carga de poesia. Conheci algumas pessoas assim na minha vida. Entretanto, o mais natural é que um país que não lê ou que aparece, como o Brasil, entre os piores leitores do mundo, esteja comprometendo seu desenvolvimento futuro –não apenas cultural, mas também econômico. Mais ainda, dificilmente entrará no rio da modernidade e do progresso um país não-leitor ao mesmo tempo que será refém dos poderes dominantes. […] Fonte: brasil elpais Texto II […] – Historicamente, somos um país analfabeto. E a resposta mais simples, que é um clichê, é dizer que tudo envolve o processo educacional, que no Brasil se mostrou ser um fracasso – avalia Diego Grando, poeta e professor de literatura. Os especialistas tendem a concordar que a educação no Brasil é um problema que não se restringe à literatura, mas projetos paliativos não vão solucionar a questão central. Regina lembra que há uma tentativa de popularização do livro, mas que o preço de uma obra ainda é alto. O professor Sergius Gonzaga, ex-secretário da Cultura de Porto Alegre, avalia que só uma “discussão ampla” e uma “mudança radical dos currículos” podem fazer com que as gerações futuras mudem essas taxas. – Sem uma ação efetiva do Estado, não vejo alternativa. O Brasil iniciou tardiamente o seu processo de escolarização, e isso se deu no início dos anos 1960. Na mesma época, o país entra na era do audiovisual, com TV e cinema. Ou seja, o país pula do analfabetismo direto para o audiovisual, não consegue formar uma cultura de leitura. […] Fonte: gauchazh clicrbs Texto III Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. […] O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir encalhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário. Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo “x” por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras. O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. […] Fonte: super abril cultura Texto IV […] Em 13 de maio de 1808, foi oficializada por Dom João a instalação de uma casa impressora, que seria destinada a publicar a papelada oficial do governo. Embora fosse reservada apenas para os assuntos do governo, a Impressão Régia foi um marco de mudança, uma vez que, antes dela, os livros que se consumiam no Brasil vinham quase que exclusivamente da Europa. Se apenas em 1808 o Brasil pôde contar com uma máquina de impressão oficial, por um pouco mais de duzentos anos é que se foi fomentando, a passos de formiga, a leitura. Sendo assim, é natural que nossos índices sejam mais baixos que o restante dos países mais desenvolvidos. Entretanto, existe um detalhe nessa história. Os Estados Unidos começaram a ser colonizados um pouco antes do Brasil, mas têm um índice de leitura bem maior. Como se explica? […] Fonte: papo de homem Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como Tema de redação: Por que somos um país de não-leitores e como podemos mudar isso?