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A argumentação é a uma das partes principais de uma redação do ENEM. Então capriche nela para garantir a tão sonhada redação nota 1000! Estruturar uma boa argumentação na Redação ENEM é um grande desafio. No entanto, fazer uma argumentação concisa não é tão complicado quanto parece. O que você tem que ter em mente, na hora de escrever, é que selecionar os melhores argumentos vai fazer com que seu texto fique bem escrito. Por isso, muitas vezes, mais vale você escrever sobre um tema que é simples mas que você tem domínio do que escrever sobre um tópico que é mais complexo e para o qual você não tem muito conhecimento sobre. Um exercício bacana que você pode fazer, para colocar em prática a sua argumentação, é pegar o tema da redação, escrever um rascunho e listar tópicos relacionados a ele. Confira alguns exemplos: Tema: Racismo no Brasil Tópicos que podem estar relacionados a esse tema: 1. População negra x polícia; 2. Expressões racistas impregnadas em nosso vocabulário; 3. A diferença entre os papéis de atores negros e atores brancos nas novelas brasileiras; 4. A baixa presença de negros nas universidades ou em cargos de destaque; 5. Violência obstétrica em mulheres negras. Tema: Amor Alguns tópicos que podem ser abordados nesse assunto: 1. Amor fraternal; 2. Amor doentio; 3. Amor bandido; 4. Amor próprio; Depois desse exercício livre de listar as muitas possibilidades de se discutir sobre um tema, você pode selecionar os tópicos que se sente mais à vontade, aqueles que tem mais conhecimento para escrever a respeito. Pois, durante o exercício, outros links serão feitos. Você pode lembrar de uma música, uma notícia, um estudo, um livro, um filme, documentário ou de uma reportagem relacionada ao tema de um dos tópicos listados, o que vai ajudar a escolher as informações que vão compor a argumentação. Feito isso, tente ir construindo uma ideia em torno do tópico que você se sente mais à vontade para escrever. Unindo um dado a outro, logo você vai ter um parágrafo completo. Não esqueça de selecionar argumentos que contribuam para a coesão do texto como um todo. Ou seja, tente selecionar argumentos que estejam relacionados entre si. Não há espaço numa redação para o ENEM ou para vestibulares para que você discorra muitos argumentos. O caminho mais inteligente é selecionar poucos, mas fortes e suficientes argumentos pra’quilo que você deseja defender. E, claro, você deve escolher dados que deem conta de tudo que você deseja provar. Por exemplo, se você falar sobre a questão do racismo no Brasil, você pode escolher argumentos pautados somente em questões objetivas (genocídio da população negra, baixo número de universitários negros, menor média de escolaridade, maior população carcerária, entre outros), mas também abordar questões subjetivas (padrão de beleza racista, solidão da mulher negra, baixa autoestima, síndrome do impostor, etc.). O importante é balancear ambos e não esquecer do tema central. O que você não pode deixar acontecer é, por exemplo, escolher um argumento sobre solidão da mulher negra e outro complementar que explica que 52,2% de mulheres negras estão fora de uniões estáveis no Brasil (IBGE 2010) e não abordar nenhum viés além desse, ou que não aborde só mulheres. Apesar desses argumentos estarem ligados ao tema central, que é o racismo no Brasil, essa prática se configura tangenciamento de tema, já que focou-se somente num grupo de pessoas e num só problema, não dando a amplitude necessária que é necessário no tema. O foco, nesse caso, foi prejudicial. Escolher argumentos que mostrem as consequências desse problema nas mais diversas esferas da sociedade é uma excelente saída para evitar o tangenciamento do tema. Seguindo esse passo a passo, não abraçando nem o mundo e nem somente um grão de areia, você vai conseguir visualizar melhor o caminho para desenvolver a sua redação do ENEM com uma argumentação concisa, formando um texto coeso e coerente.

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: A RECICLAGEM DO LIXO NO BRASIL. Texto 1 Os números da reciclagem no Brasil Apenas 18% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva. O que o Brasil ganha e perde com isso O país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que poderiam ter outro fim, mas que são encaminhados aos aterros e lixões das cidades. Este foi o valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por encomenda do Ministério do Meio Ambiente. Ainda assim, o volume do lixo urbano reciclado aumentou nos últimos anos. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), passou de 5 milhões de toneladas em 2003 para 7,1 milhões de toneladas em 2008, o que corresponde a 13% dos resíduos gerados nas cidades. Se considerada apenas a fração seca (plástico, vidro, metais, papel e borracha), o índice de reciclagem subiu de 17% em 2004 para 25% em 2008. O retorno financeiro é visível: o setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano. Entre 2000 e 2008, houve um aumento de 120% no número de municípios com coleta seletiva, chegando a 994. A maioria está localizada nas regiões Sul e Sudeste do país. O número, embora importante, ainda não ultrapassa 18% dos municípios brasileiros. Confira, no infográfico abaixo, um pouco mais sobre a reciclagem no Brasil. Fonte: https://revistaepoca.globo.com/Sociedade/o-caminho-do-lixo/noticia/2012/01/os-numeros-da-reciclagem-no-brasil.html Texto 2 Fonte: https://revistaepoca.globo.com/Sociedade/o-caminho-do-lixo/noticia/2012/01/os-numeros-da-reciclagem-no-brasil.html Texto 3 Apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado No final do ano passado entrou em vigor o Plano Nacional de Resíduos Sólidos como uma forma de incentivar a reciclagem de todo tipo de lixo. O de casa, das ruas, da indústria e do comércio, mas oito em cada dez municípios brasileiros ainda não tem programa de coleta seletiva e os que têm, poderiam reciclar muito mais do que fazem hoje. Desde domingo (5) supermercados de São Paulo só podem usar sacolinhas feitas de matéria-prima renovável, menos prejudicial ao meio ambiente. Os brasileiros jogam fora 76 milhões de toneladas de lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem. Em dez anos, o número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou de 81 para mais de 900. Mas isso não representa nem 20% das cidades. Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas. Mas a reciclagem no Brasil ainda está engatinhando. Veja a situação nas três maiores capitais: Em São Paulo, 12,5 mil toneladas de lixo domiciliar são recolhidas todos os dias – 35% são materiais que poderiam ser reciclados, mas só 3% são reaproveitados. A prefeitura do Rio de Janeiro informou que recolhe cerca de dez mil toneladas de lixo por dia, mas não informou quanto é reciclado. A capital mineira, Belo Horizonte, recolhe 1,8 mil toneladas. Podia reciclar o dobro do que reaproveita. Quem trabalha em programas de reciclagem diz que falta uma integração maior entre o cidadão, as empresas e o poder público, e um programa que atenda a todos os tipos de lixo. “Estou falando de outros resíduos que estão na sua casa e não vão ser reciclados: lâmpada fluorescente, medicamentos, parcela de resíduos que não estou falando que é reciclável, mas precisa ter destino adequado senão vai trazer impacto em questão ambiental e saúde”, diz Roseane Souza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. “Um pouquinho você vai fazer, o outro vai fazer, todo mundo vai fazendo assim vai ficar uma coisa melhor. Na idade que eu já estou, eu tenho que mostrar para minha neta que ainda tem jeito”, fala a recicladora Célia Fonseca. Fonte: https://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html

O título é um cartão de visitas para o seu texto, capriche! Veja Como criar um bom título! Você já parou para pensar quantas redações cada corretor do ENEM lê? Sim, inúmeras. Agora, imagina se o tema da redação for “Corrupção”, e todos os títulos que o corretor ler forem algo do tipo “Corrupção no Brasil” ou “Brasil: o país da corrupção”. E mais, isso não acontece umas 10, 20 vezes, mas sim em centenas de redações com títulos similares. Por isso, um título criativo se torna um atrativo para o seu texto. Claro, quem já é criativo ou tem facilidade para escrever textos tem mais chances de colocar um título que seja interessante e que case perfeitamente com o desenvolvimento. Já quem tem na escrita um desafio a ser vencido, o título se torna mais uma questão a ser resolvida. Primeira dica: Deixe o título por último! Sim. Não tente começar pelo título, pois você pode querer limitar seus argumentos a ideia do título, ou acabar por dar um título desconexo do texto. Para quem se sente sem uma direção, temos duas sugestões de como formular seu título para Redação ENEM. Vamos lá?! 1.Tema + Chamariz: Uma das saídas para quem quer dar um título à redação sem muito drama é aproveitar o tema da redação e elaborar alguma frase de impacto, de acordo com a argumentação que vai utilizar ao longo do texto. Se pensarmos que o tema da redação é “Corrupção”, poderíamos ter como possíveis títulos: “Corrupção: um mal de todo brasileiro” “Na raiz do nosso país eis ela, Corrupção”. 2.Perguntas/respostas: Outra opção é colocar no título uma pergunta norteadora aos tópicos que você escolheu para abordar em seu texto, ou uma frase de efeito relacionada a ele. Seguindo nossos exemplos com o tema “Corrupção”, seriam possíveis temas: “Por onde iniciar o combate à Corrupção?” “Corrupção: um mal necessário?” “No país do jeitinho, um salve à Corrupção”. Não esqueça: – O título deve estar intimamente relacionado ao seu texto; – Deixe para dar o título por último, mas não esqueça dele; – Não repetir no título a proposta de redação, por exemplo, se o tema é “Corrupção”, não colocar como título apenas a palavra “Corrupção”; – Cuidado para não exagerar na criatividade e colocar um título muito vago, sem remeter ao tema da redação; Agora que você já tem o faca e o queijo na mão, não tem porque não caprichar no título do seu próximo texto!

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: COMO DIMINUIR O SEDENTARISMO INFANTIL? Texto 1 Por que evitar o sedentarismo infantil? Metade da população brasileira é inativa; veja por que seu filho deve fazer atividade física Que as crianças não brincam mais na rua não é nenhuma novidade. Mas que por causa dessa infância inativa elas podem ter menor expectativa de vida é um fato que poucas pessoas relacionam – e que está acontecendo cada vez mais. O sedentarismo é a segunda causa de morte no planeta, matando cerca de 5,4 milhões de pessoas por ano. Para motivos de comparação, mata mais que o diabetes, custa duas vezes mais que a obesidade e três vezes mais que o tabagismo – tanto que é mais comum as pessoas terem familiares sedentários que fumantes. A falta de liberdade para brincar na rua é apenas um dos fatores que indicam por que estamos mais inativos. No caso das crianças, enquanto a violência faz com que elas fiquem presas dentro de casa, os videogames, a televisão e os tablets ajudam a mantê-las ainda mais quietas e sedentárias. “O que mais explica esse fenômeno é sem dúvida a internet. Primeiro porque há um fascínio dos pais com a habilidade do filho de dois, três, quatro anos de idade de mexer com a tecnologia. Segundo porque tem a acomodação em deixar a criança na frente do computador, porque é mais seguro”, explica o médico Victor Matsudo, especialista em medicina esportiva e coordenador científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). O desenvolvimento da tecnologia também impactou as máquinas e veículos que utilizamos no nosso dia a dia e, principalmente, no local de trabalho, diminuindo o esforço preciso para fazer determinadas tarefas. Só nos sobra um momento para compensar essa movimentação que nos era exigida nas atividades domésticas, no trabalho e no deslocamento: a hora do lazer. Qual a necessidade de mudar esse cenário? De acordo com a iniciativa “Desenhado para o Movimento”, iniciada pela Nike em 2010 em parceria com diversas organizações, hoje é estimado que a expectativa de vida das crianças com 10 anos de idade seja menor que a de seus pais. Isso porque uma vida inativa afeta não só a saúde, mas também a economia, o desenvolvimento motor e até o desempenho escolar. Entenda melhor por que é importante que o seu filho seja uma criança ativa: Garante uma vida mais saudável e duradoura O sedentarismo é um importante fator de risco de enfermidades como doença cardiovascular, pressão alta, câncer de cólon e de mama, AVC, diabetes, colesterol ruim (LDL) e depressão. As pessoas que são inativas possuem o dobro de chances de serem obesas. Além de diminuir o risco de morbidade, ser ativo reduz as chances de a criança consumir drogas ou fumar. Uma infância ativa também se reflete no futuro. “A criança ativa que faz atividade física estruturada tem mais chance de se tornar um adulto ativo”, explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo. Melhora o desempenho nos estudos Uma pesquisa publicada em 2009, liderada pelo professor de cinesiologia (ciência que estudo os movimentos do corpo humano) da Universidade de Illinois Charles Hillman, demonstrou que a atividade física aumenta a capacidade de concentração dos alunos e melhora seu desempenho em testes acadêmicos, como compreensão de leitura. “Um cérebro exercitado é diferente de um cérebro sedentário. E o cérebro exercitado foi melhor em pesquisas”, explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo. Outro estudo, também da Universidade de Illinois publicado em abril de 2008, revelou que adolescentes que praticam atividade física regularmente possuem 15% mais chance de obter maior escolaridade. Além disso, os comportamentos de uma criança ativa levam a uma melhor postura e comprometimento na sala de aula. “Por exemplo, a criança fica menos doente, e quando ela fica doente, fica menos dias doente. Assim, ela vai mais à escola e vai com vontade de ir à escola, não por obrigação”, defende o doutor. Mais do que pelas mudanças comportamentais e pela presença mais frequente e estimulada na sala de aula, o aumento no desempenho acadêmico pode estar ligado ao desenvolvimento neurológico. A questão ainda não está totalmente comprovada, mas estudos mostram que as atividades físicas estimulam a produção de neurônios na região do cérebro associada ao aprendizado e à memória. Assegura o desenvolvimento pleno das atividades motoras Toda criança passa por fases de desenvolvimento motor: na primeira infância a atividade lúdica ajuda no desenvolvimento psicomotor; depois é preciso trabalhar o equilíbrio, a coordenação motora, força, agilidade. É através da brincadeira, da movimentação, do estímulo ao movimento que as crianças conseguem desenvolver essas capacidades. Mais do que em relação às habilidades motoras, o sedentarismo infantil afeta a criança no sentido sócio afetivo também. “Ele limita as possibilidades de interação e integração aos esportes, jogos, recreação, ginástica, dança, luta, que são fundamentais para o sentimento de pertencimento ao grupo, a autoestima e autoconceito”, explica o professor de Educação Física Marcos Santos Mourão, do Centro de Formação da Escola da Vila. Estimula uma cidadania ativa Quem pratica atividade física tem uma relação mais aberta com a cidade e com sua própria cidadania – e passa a desejar uma cidade mais ativa. Isso significa ciclovias, parques, espaços abertos para circulação e caminhada, intervalos escolares mais ativos etc. Também aprende, com os esportes, a valorizar o trabalho colaborativo, o respeito ao outro e às diferenças e o autocontrole – habilidades que se refletem em um relacionamento mais sadio com os outros. Para o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo, a grande contribuição da atividade física para a cidadania ativa é a percepção da consequência e o estabelecimento de metas, de forma a melhorar as suas relações: “eu treinei, eu emagreci. Eu treinei, fiquei mais ágil. Eu treinei, fiquei com mais fôlego. Quando a criança percebe isso, começa a estabelecer metas e se planejar, porque vê que o que eu faço eu consigo”. Fonte: https://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/porque-evitar-sedentarismo-788077.shtml Texto 3 5 dicas para evitar o sedentarismo na infância Crianças não gostam de ficar paradas. Veja como aproveitar essa

Para alguns pode soar um pouco estranho que um dos critérios de avaliação da Redação ENEM seja o de que o texto não apresente um conteúdo que fira os Direitos Humanos. No entanto, vale refletirmos um pouco sobre esse critério. Que tal iniciarmos relembrando o que são os Direitos Humanos? Segundo a ONU, Organização das Nações Unidas, Diretos Humanos: “são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. ” Esmiuçando um pouquinho, podemos dizer que os Direitos Humanos compreendem todos os direitos básicos dos seres humanos. E que direitos seriam esses? Desde o direito à vida, à propriedade privada, liberdade de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado. Estes são os direitos civis de cada cidadão no Brasil ou em qualquer outro país membro da ONU. A Declaração Universal dos Direitos Humanos nos diz que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”, a partir dessa declaração podemos apreender que qualquer atitude que vá contra a essa diretriz fere ou desrespeita os direitos de alguém como, por exemplo, atitude racista, homofobia, xenofobia, discriminação por classe social ou condição de vida (discriminar um presidiário, por exemplo). Na verdade, essa premissa da ONU nem precisaria ser um critério de avaliação do ENEM, mas sim uma forma natural de conduta de todo cidadão. No entanto, há, ainda, muitos casos de preconceito e desrespeito com o outro. Esse é o motivo para que o ENEM cobre essa postura dos alunos, pois faz parte da formação de um cidadão refletir sobre os Direitos Humanos e ter atitudes em comunhão com a sociedade. Infelizmente, não é raro encontramos redações escritas no ENEM com conteúdo que fere os Direitos Humanos, como podemos ver no link abaixo do site Guia do Estudante, que nos traz alguns exemplos em que alunos desrespeitaram os Diretos Humanos na redação ENEM, confira: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/o-que-e-preciso-saber-sobre-direitos-humanos-para-a-redacao-do-enem/ Por isso, vale relembrar a “Competência 5”, dentre os critérios de avaliação da Redação ENEM: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. ”. Nesse sentido, fica claro que de nada adianta fazer uma proposta completa, com os 5 elementos exigidos (quem faz, o que faz, como faz, objetivo e detalhamento), se ela ferir os preceitos que vimos acima. Caso isso aconteça, sua nota na competência 5 será zerada. Ninguém quer perder 200 pontos, né? Então, fique ligado (a)! Para saber mais: https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/

Com base nos textos motivadores abaixo desse tema de redação, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: OS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE. Texto 1 A REFORMA PROTESTANTE DE MARTINHO LUTERO Ao questionar a visão de mundo teocêntrica (que coloca a religião no centro da sociedade), o humanismo renascentista foi como uma bomba que abalou as estruturas da Igreja Católica Apostólica Romana. Muitos intelectuais passaram a criticar abertamente as doutrinas católicas. Mesmo entre os religiosos surgiram pessoas que contestavam o poder excessivo que a Igreja desempenhava na sociedade. Apesar disso, o humanismo ainda se restringia ao meio intelectual, não atingindo as camadas populares da sociedade. Essa situação somente se modificou quando as ideias humanistas chegaram à religião. E o ambiente propício para isso foi encontrado na região da Alemanha. Pois no começo do século XVI não existia uma Alemanha unificada como conhecemos hoje. Na região existiam vários pequenos reinos e principados que, por sua vez, estavam abrigados debaixo do enfraquecido Sacro Império Romano. Na região, a economia era muito atrasada se comparada a outras áreas da Europa. A nobreza constituía a camada social dominante e a clero (padres, monges e bispos), apesar de dominarem no aspecto ideológico, não tinham o mesmo domínio político que desfrutavam em outras regiões. Para piorar a situação de miséria do povo, no início do século XVI, chagaram a região cobradores de indulgências (documento que garantia o perdão dos pecados ao portador). Os “padres indulgentes” tinham por missão vender o máximo de documentos expiatórios que pudessem aos empobrecidos camponeses alemães. Foi dentro deste contexto que surgiu o monge católico Martinho Lutero (1483-1546). Lutero, assim como muitos monges da época, não concordava com a “venda do perdão” e, muito menos, com a exploração que seus conterrâneos estavam submetidos. Com isso, em outubro de 1517, Lutero afixou na porta do castelo de Wittenberg suas famosas 95 Teses. Nelas, o monge alemão, defendia a extinção das indulgências e condenava o luxo de que desfrutava o papa em Roma. Para surpresa do alto clero romano, Lutero obteve o apoio de praticamente todos os setores da sociedade alemã. Com isso, o papa Leão X exigiu que Martinho Lutero se arrependesse e se retratasse. Como o monge negou-se, foi excomungado (expulso da Igreja) pelo papa. Fato que levou uma série de nobres alemães a se desligarem da Igreja de Roma. Livre das limitações teológicas a que estava submetido, Lutero passou a escrever uma série de livros e tratados onde defendia a revitalização (renascimento) da Igreja. Nestes livros, Lutero estabeleceu a Bíblia como a mais alta autoridade doutrinária da Igreja. Para ele, todas as doutrinas deveriam ter a Bíblia como fundamento. Para Lutero, a salvação era fruto direto da fé do cristão em Deus. Ao contrário do que defendiam os católicos, para o reformador, não havia intermediários entre os homens e Deus. A salvação somente poderia ser alcançada pelo relacionamento entre o fiel e Deus. Enquanto Igreja Católica defendia ser ela mesma a intermediária entre os homens e Deus. Lutero afirmava que a Igreja não era o caminho até o Senhor, o papel da Igreja era o de apontar o caminho até Deus. Mas, mesmo que criticasse a atuação da Igreja, Lutero defendia a existência dela, pois, o fiel necessitava fazer parte da Igreja (que era o Corpo de Cristo). Texto 2 Consequências da Reforma Protestante A Reforma Religiosa pode ser entendida como um movimento religioso de contestação ao poder da Igreja Católica. Ocorrido na Europa no século XVI, teve como principais movimentos a Reforma Luterana (Alemanha), A Reforma Calvinista (França) e a Reforma Anglicana (Inglaterra). Principais consequências da Reforma Religiosa: Diminuição da influência e do poder da Igreja Católica na Europa; Surgimento de novas igrejas cristãs como, por exemplo, Igreja Anglicana, Igreja Luterana e Igreja Calvinista; Diminuição da interferência da Igreja Católica no poder político dos monarcas; Fortalecimento dos princípios sociais e econômicos da burguesia, que passaram a ser sustentados pela aprovação do lucro (doutrina calvinista); Reação da Igreja Católica (Contra-Reforma) ao movimento de Reforma Protestante. Neste contexto de reação foi reativada a Inquisição, criada a Companhia de Jesus e estabelecido o combate ao protestantismo; Tradução da Bíblia para outros idiomas, entre eles o alemão e o francês. Desta forma, mais pessoas passaram a ter acesso à leitura da Bíblia; Surgimento de conflitos sociais de ordem religiosa, além de perseguições pelo mesmo motivo. Muitos destes conflitos foram estimulados ou tiveram como patrocinadores os monarcas europeus. Em 1572, cerca de 30 mil protestantes foram assassinados por católicos na França. O episódio ficou conhecido como “O Massacre da Noite de São Bartolomeu”; Surgimento de movimentos sociais, que tinham como propósito a implantação de um sistema social e econômico mais justo. Entre estes, podemos citar a Guerra dos Camponeses que estourou na Alemanha no ano de 1525. Este movimento pretendia abolir as obrigações dos servos e a propriedade privada, criando um sistema agrário igualitário. Foi severamente reprimido pelos príncipes alemães. Fonte: https://www.suapesquisa.com/protestante/consequencias_reforma.htm Texto 3 Fonte: Sicipb

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: MARCO CIVIL DA INTERNET. Texto 1 Declarações de Kassab reacendem revolta contra limite de banda larga fixa Com o discurso de “beneficiar o usuário”, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou na quinta-feira (12) ao Poder 360 que o governo deverá limitar a franquia de dados em banda larga fixa a partir do segundo semestre de 2017. “Nosso objetivo é beneficiar o usuário. O ministério trabalha para que o usuário seja cada vez mais beneficiado com melhores serviços”, declarou. Em abril de 2016, depois de polêmica e revolta na sociedade civil e em entidades de defesa ao consumidor e aos direitos na rede, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) congelou (por ora) o objetivo das operadoras de impor um limite de consumo de dados mensal para assinantes de banda larga fixa. Agora, o governo esclarece que pretende implementar a medida. Na prática, o plano é que a banda larga funcione da mesma forma que a internet móvel: ao atingir a franquia, a velocidade da conexão cai ou é interrompida. O acesso só será restabelecido com o pagamento de um pacote adicional. À época da polêmica, o discurso das operadoras se baseava na capacidade de gerir com maior eficácia a demanda de cada cliente (foi usada uma metáfora desonesta que relacionava internet à água). A ideia é: quem usa menos (para acessar e-mails e de vez em quando redes sociais) paga o básico; quem usa mais (assiste a séries e filmes com frequência) paga o básico e um pacote extra quando a internet for interrompida (como se a internet fosse um recurso natural esgotável ou um tipo de entretenimento a ser usado com moderação). Cessar o tráfego pelos motivos alegados é, além de ilegal conforme o Marco Civil da Internet, uma maneira injusta de onerar qualquer estudante que precisa de conexão ilimitada para ensino à distância, qualquer trabalhador autônomo que fica 12 horas on-line e qualquer usuário que tenha o direito de assistir a quantos filmes desejar pelo serviço de streaming que paga mensalmente. Aí está o desafio das operadoras: o streaming. Com a ascensão de serviços como YouTube (o Brasil é a segunda maior audiência global), Netflix (somos a terceira) e Globo Play, o investimento para tal demanda de bytes é alto, assim como a carga tributária. São as mesmas operadoras que viram despencar o interesse dos clientes pelos pacotes que oferecem pela TV a cabo. Nos últimos 12 meses, o Brasil perdeu 252 mil assinaturas, conforme a Anatel. Na internet, a polêmica já voltou: a hashtag #NaoAOLimiteDeInternet é a mais comentada do Twitter. Fonte: https://epoca.globo.com/tecnologia/experiencias-digitais/noticia/2017/01/declaracoes-de-kassab-reacendem-revolta-contra-limite-de-banda-larga-fixa.html Texto 3 O projeto, que na verdade é a incorporação de outros 37 projetos similares, foi aprovado na noite de terça feira (25 de março de 2014) pela câmara dos deputados, e segue em seguida para a aprovação do senado. O Projeto de Lei 2126/11, mais conhecido como Marco Civil tem sido assunto de debate no país desde 2009. Sendo chamado também de Constituição da Internet Brasileira, o projeto ganhou força, quando foram descobertas as práticas de espionagem usadas pelo governo americano contra o Brasil e outros países. O receio é que a aprovação de tal lei crie uma espécie de censura à atual liberdade que existe no ambiente online. Além de ser divulgada por certos sites como um novo tipo de censura, a proposta ainda tem como Google e Facebook como opositores de certos itens. A oposição dessas empresas se dá principalmente a um ponto, em que a lei era particularmente taxativa: a criação de data centers nacionais para as empresas de internet, uma atitude drástica em relação à espionagem norte-americana. Apesar do fato de contar com opositores, o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) divulgou ainda em novembro de 2013 a versão final do texto do Marco Civil para ser votada na câmara. De acordo com ele, os principais pontos do projeto são: privacidade, vigilância na web, internet livre, dados pessoais, fim do marketing dirigido, liberdade de expressão, conteúdo ilegal e armazenamento de dados. Embora tenha enfrentado fortes oposições partidárias, e principalmente das agências de telecomunicações, o texto foi aprovado na câmara após ter algumas exigências excluídas ou reformuladas. O trecho mais polêmico do projeto de lei trata sobre a neutralidade da web. De acordo com este princípio os provedores de serviços de internet não podem ofertar serviços de conexões diferenciadas, como por exemplo, pacotes somente para acesso a e-mails, ou somente vídeos ou redes sociais. A neutralidade foi o princípio que causou mais debate durante todo o processo, já que em sua forma original, o texto prevê que as empresas de telecomunicação que oferecem serviços de internet sejam neutras no tráfego de dados, não importando a sua origem ou o seu destino. Com isso, o usuário continua livre para usar toda a velocidade de conexão contratada, para acessar qualquer tipo de conteúdo, sem a preocupação de traffic shaping, ou ver a sua velocidade dar prioridade em certos tipos de serviços, que demandem mais banda, como streaming de vídeos, por exemplo. Armazenamento de dados A medida, tida pelo governo como principal alternativa contra a espionagem internacional foi excluída da lei, para que ela tivesse mais possibilidade de ser aprovada. Isso significa que aquela idéia de as grandes empresas de internet terem seus data centers aqui no Brasil foi abandonada. Porém ficou acordado que “em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet, em que um destes atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações provadas e dos registros”. A lei tem como um dos seus grandes pilares a Liberdade de Expressão, e este foi um dos textos que se manteve e foi aprovado. Com isso as aplicações e provedores de acesso não serão mais responsabilizados por postagens de seus usuários, e as publicações só serão retiradas, obrigatoriamente do

Afinal, o que é coesão e coerência? Quando nosso professor de redação nos fala que nosso texto está sem coesão e/ou sem coerência, temos dificuldade de perceber qual seria, de fato, o problema como o nosso texto. Chega de dúvidas! Confira o post que preparamos exclusivamente sobre esse tópico. Afinal, esses são alguns dos itens avaliados na redação ENEM. De um modo simples, coesão é a forma como um parágrafo está relacionado a outro. Percebemos se o texto está coeso se, ao lê-lo, conseguimos sentir que as ideias de cada parágrafo estão alinhadas entre si, se há harmonia entre os conteúdos expostos. Vale destacar o que aborda a Competência 4 da Redação ENEM: Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Nesse aspecto vai ser avaliado se o texto está bem articulado e coeso, ou seja, se ele está alinhado do início ao fim, sem contradições ou com termos mal-empregados. E por que que sempre que falamos de coesão logo lembramos de coerência? Isso é simples, pois os argumentos que você escolhe para desenvolver seu texto implicam diretamente em se ele vai ter coerência. Ou seja, um fio condutor entre as ideias lançadas. Por exemplo, se o tema do texto for “redução da maioridade penal”, e você inicia o texto com argumentos contrários a redução da maioridade penal, e lá no terceiro parágrafo você traz um argumento dizendo que “reduzir a maioridade penal seria uma forma de diminuir a criminalidade”, consequentemente, seu texto perde coerência. Se os argumentos estão se contradizendo, a probabilidade de a coesão ficar comprometida é enorme, pois o texto já está incoerente. Por isso, atente-se em escolher bons argumentos e desenvolve-los de modo que estejam em harmonia, construindo, ao longo do texto, uma ideia coerente e bem articulada.

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: VIDA INTELIGENTE FORA DA TERRA. Texto 1 Há civilizações inteligentes fora da Terra e elas poderiam estar presentes em até quase 40 mil planetas, segundo novos cálculos feitos por Duncan Forgan, um astrofísico da Universidade de Edimburgo, na Escócia. As atuais pesquisas estimam que haja pelo menos 361 civilizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil fora dela. Mesmo que haja quase 40 mil planetas com vida, no entanto, é muito pouco provável que seja estabelecido qualquer contato com vida alienígena. Pesquisadores apresentam estimativas de vida inteligente fora da Terra com frequência, mas é um processo quase que de adivinhação – estimativas recentes variam entre um milhão e menos de um planeta com alguma forma de vida. “É um processo para quantificar nossa ignorância”, disse Forgan. Em seu artigo, Forgan conta que criou uma simulação de uma galáxia parecida com a nossa, permitindo que ela desenvolva sistemas solares baseados no que se conhece a partir da existência dos planetas fora do nosso sistema solar – os chamados exoplanetas. Esses mundos alienígenas simulados foram então submetidos a três cenários diferentes. O primeiro cenário parte da premissa de que o surgimento da vida é difícil, mas sua evolução é fácil. Neste caso, haveria 361 civilizações inteligentes na galáxia. O segundo parte do princípio de que a vida pode surgir facilmente, mas sua evolução para vida inteligente seria difícil. Nessas condições, a estimativa é de que haveria 31.513 outros planetas com alguma forma de vida. O terceiro caso examina a possibilidade de que a vida poderia ter passado de um planeta para outro durante colisões de asteroides – uma teoria popular de como a vida surgiu na Terra. Neste caso, a estimativa é de que haveria 37.964 civilizações inteligentes. Fonte: https://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/existe-vida-inteligente-em-38-mil-planetas-estima-cientista,cd08cd95a78ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html Texto 2 Estamos sós, garante o astrofísico inglês John Gribbin, autor de Alone in the Universe: Why Our Planet is Unique (Sozinhos no Universo: Por que Nosso Planeta É Único, sem edição no Brasil). No livro recém-lançado nos Estados Unidos, o cientista joga um balde de água fria na crença de que há vida inteligente fora da Terra. Gribbin defende que a vida pode existir em outros planetas, sim, porém não complexa e inteligente como em nosso planeta. Para ele, é praticamente impossível que outro astro tenha passado pelos estágios necessários ao desenvolvimento de uma civilização. “A vida surgiu na Terra cerca de 4 bilhões de anos atrás. Mas a civilização só apareceu há cerca de 10.000 anos, e a era industrial, apenas há poucas centenas de anos”, justifica. O que torna o planeta Terra único, na visão de Gribbin, é uma série de acasos que criaram o ambiente ideal para o surgimento da vida inteligente. A Terra teve a “sorte” de estar relativamente a salvo de uma série de perigos, como buracos negros, estrelas que emitem radiação mortal e supernovas, as enormes explosões de estrelas de grande massa. Além disso, a posição da Terra no Sistema Solar é relativamente protegida das grandes nuvens de meteoritos. Gribbin também refuta o argumento mais usado pelos defensores de vida extraterrestre: de que em um universo com tantas estrelas e planetas é quase impossível que não exista vida inteligente em pelo menos um deles. “Apesar de a Via Láctea provavelmente ter cerca de um trilhão de estrelas, a enorme maioria delas não possibilita a existência da vida”, diz. Fonte: https://veja.abril.com.br/ciencia/nao-adianta-procurar-vida-inteligente-fora-da-terra/

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Proposta de redação: Crise penitenciária no Brasil. Texto 1 ONU pede medidas efetivas de prevenção à violência nos presídios brasileiros Em nota, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lamentou o assassinato de mais de 30 internos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, em Roraima, na madrugada desta sexta-feira (6) e reiterou às autoridades brasileiras a necessidade de uma investigação “imediata, imparcial e efetiva” dos fatos. O representante para América do Sul do ACNUDH, Amerigo Incalcaterra, condenou a violência ocorrida e pediu imediata investigação dos fatos, visando a atribuição de responsabilidades pela ação e omissão do estado, que é o principal responsável pelos presos sob sua custódia. “A ausência de implementação de uma política penal e carcerária de acordo com as normas internacionais de direitos humanos no Brasil tem sido apontada de forma reiterada pelos órgãos das Nações Unidas, o que leva a uma crescente crise do sistema penitenciário no país. Essa crise é evidenciada por episódios de massacres como recentemente aconteceu no Complexo Anísio Jobim, em Manaus, e hoje em Roraima”, disse a nota. O representante também pediu que os governos estadual e federal adotem medidas efetivas de prevenção à violência, incluindo as execuções sumárias, a tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes em locais de privação de liberdade, de maneira a responder à situação crônica que o sistema penitenciário brasileiro enfrenta. Entre essas medidas, ele reiterou a importância do fortalecimento da atuação autônoma do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e do treinamento de funcionários para cumprimento das Regras Mínimas das Nações Unidas para Tratamento dos Presos, as Regras de Mandela. O ACNUDH manifestou também sua solidariedade com as famílias das vítimas. Fonte: naçõesunidas – onu pede medidas efetivas de prevenção à violência nos presídios brasileiros Texto 2 Fonte: Jornal de Brasília Texto 3 5 PROBLEMAS CRÔNICOS DAS PRISÕES BRASILEIRAS- E COMO ESTÃO SENDO SOLUCIONADOS AO REDOR DO MUNDO Um dos principais problemas do sistema penitenciário brasileiro é a superlotação. Com a quarta maior população carcerária do mundo, o Brasil possui, segundo o Ministério da Justiça, 622 mil detentos, mas apenas 371 mil vagas. A cada mês, penitenciárias de todo o país recebem 3 mil novos presos. E desde 2000, a população carcerária praticamente dobrou de tamanho. Especialistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a solução desse problema estaria na combinação de penas alternativas ─ e mais curtas, dependendo do crime cometido ─ e julgamentos mais rápidos. “Para melhorar a situação atual, o Brasil deve, em primeiro lugar, reduzir o número de prisioneiros, começando pelos que estão presos aguardando julgamento. Se a prisão é um lugar para a reabilitação, elas não podem estar repletas de pessoas que ainda não foram consideradas culpadas”, diz à BBC Brasil Alessio Scandurra, coordenador do Observatório Europeu das Prisões, sediado em Roma. “Inevitavelmente, as penitenciárias acabam se tornando lugares para estocar gente, verdadeiros armazéns humanos, e não promovem a reinserção social”, acrescenta. Atualmente, três em cada dez presos brasileiros esperam ser julgados pelos crimes que cometeram atrás das grades. Na Suécia, por exemplo, 80% dos prisioneiros são condenados a menos de um ano de prisão. Juízes também vêm dando penas menores especialmente para crimes relacionados a drogas. O mesmo ocorre na Noruega. No país escandinavo, a condenação máxima ─ com raras exceções, como genocídio ou crimes de guerra ─ é de 21 anos. O extremista norueguês Anders Behring Breivik, autor confesso de um ataque armado em 2011 que resultou na morte de 77 pessoas, foi condenado à pena máxima. A pena (em média, 100 dias por cada vida que ceifou), foi considerada excessivamente branda em vários cantos do mundo ─ mas muitos noruegueses, incluindo pais que perderam seus filhos no massacre, se mostraram satisfeitos com o veredicto. O que muitos fora da Noruega talvez não sabiam é que, a cada cinco anos, serão feitas avaliações sobre o comportamento do preso e o potencial de sua reabilitação, e a pena pode ser estendida em igual período, indefinitivamente. Mas se as autoridades perceberem que Breivik não está se recuperando, ele pode permanecer na prisão para sempre. Já o Estado americano do Oregon reduziu o tempo de prisão para quem comete infrações de menor gravidade, como falsidade ideológica e porte de maconha para consumo próprio. Outros Estados do país também vêm fazendo o mesmo, revendo penas mínimas e reclassificando infrações. 2) Reincidência A reincidência ─ ou seja, voltar a praticar o crime ─ é um problema global. Mas no Brasil tem dimensões muito maiores. Segundo estatísticas oficiais, 70% dos que deixam a prisão acabam cometendo crimes novamente. A solução para esse problema, na avaliação de especialistas, passa pelo tratamento recebido pelos detentos. Sendo assim, medidas socioeducativas dentro das prisões são indispensáveis para reintegrá-los à sociedade. Um relatório sobre reincidência realizado pelo Departamento de Justiça dos Estados em 2007 mostrou que um encarceramento mais rígido aumenta, na verdade, as chances de um ex-detento voltar a cometer crimes. Enquanto isso, indica o estudo, prisões que incorporam “programas cognitivos-comportamentais baseados na teoria de aprendizagem social” são mais efetivas em manter ex-detentos longe das grades. A Noruega, por exemplo, segue o modelo chamado de “justiça restaurativa”, em oposição à concepção tradicional da justiça criminal – a justiça punitiva-retributiva, que vigora no Brasil. Esse sistema propõe reparar os danos causados pelo crime (não somente às vítimas, mas também à sociedade e ao criminoso) em vez de punir pessoas. Foca-se, assim, em reabilitar os prisioneiros. Um dos exemplos mais notórios disso no país é a prisão de segurança máxima de Halden. Ali não há grades nas janelas, as cozinhas são equipadas com objetos pontiagudos e guardas e prisioneiros mantêm uma relação de amizade. As celas também possuem TV de tela plana, minirrefrigerador e banheiro privativo. Descrita como a penitenciária mais “humana do mundo”, Halden busca preparar os detentos para a vida fora da prisão por meio de programas vocacionais: marcenaria, oficinas de montagem e até um estúdio

Fique por dentro de cada item de avaliação das competências da Redação do ENEM O primeiro passo para mandar bem na redação do ENEM é saber o que vai ser avaliado em seu texto. Por isso, é muito importante conhecer as 5 competências da Redação do ENEM. Essas competências nada mais são que os critérios utilizados pelos corretores para atribuir uma nota ao seu texto. Então a dica é que você produza o seu texto já tendo em mente o que será avaliado. Vamos conhecer cada uma das competências da Redação do Enem? Competência 1 Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Nessa competência, é avaliado se o aluno tem domínio da escrita, de regras gramaticais, se consegue produzir um texto sem traços de oralidade, respeitando regras de pontuação, acentuação, entre outras. Competência 2 Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Para garantir 200 pontos nessa modalidade, o aluno deve trazer referências externas para o seu texto, como, por exemplo, um trecho de música, uma citação de um filósofo ou escritor famoso, relatar alguma reportagem lida, falar sobre documentários e/ou filmes. É importante não esquecer de citar a fonte e, claro, que esteja coerente com os demais argumentos do texto. Demonstrar um grande reportório sócio-cultural juntamente com um excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo é a receita para conquistar a nota máxima nessa competência. Competência 3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Essa competência avalia se você consegue expressar suas opiniões e defendê-las de forma coerente com o argumento e ponto de vista escolhido por você, bem como se você compreendeu de fato a proposta do tema de redação. Competência 4 Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Nesse aspecto vai ser avaliado se o texto está bem articulado e coeso, ou seja, se ele está alinhado do início ao fim, sem contradições ou com termos mal-empregados. O texto deve fluir do começo ao fim, com o mesmo ritmo, tendo estética harmoniosa. Não faz sentido seu texto ser objetivo e de linguagem simples, e, de repente, você jogar uma mesóclise ou um “destarte”. Competência 5 Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Essa competência é muito importante, pois além de verificar se o aluno consegue desenvolver um raciocínio crítico sobre o tema da redação, espera-se, no ENEM, que o aluno consiga pensar numa forma de intervir na questão abordada. Por isso, o aluno deve fechar o seu texto com uma proposta de intervenção que responda as perguntas “O que se pode fazer para resolver esse problema”, “Com colocar essa ideia em prática”, e “Quem é responsável para que isso aconteça”. Para conseguir 200 pontos em cada competência e fechar sua redação ENEM com a nota 1000, você vai precisar ter em mente o que cada competência do ENEM avalia em seu texto e praticar a escrita até estar bem afiado. Acima de tudo, não podemos esquecer que o texto tem que ser uma coisa única, com um só fluxo e linha de raciocínio. Vamos lá? Fonte: Guia da redação Enem/ Inep-MEC
Diferença entre mal e mau, mais e mas. Veja nossas dicas para não ter mais dúvidas com essas palavrinhas da Língua Portuguesa. E agora? Escrevo mal com “L” ou mau com “U”? E como vou saber se é mas ou mais? Essas dúvidas são recorrentes porque essas são palavras homôfonas, ou seja, palavras que têm o mesmo som ou sons muito próximos. Por isso, vamos te ajudar a entender como usar corretamente cada um dos casos. O melhor macete para não errar no uso de mau ou mal é substituir mal por bem (se a frase fizer sentido, usa-se “mal”), e mau por bom (se a troca for coerente, então é “mau”). Dessa forma, você pode verificar qual das duas palavras mantém o sentido da frase e ter certeza do uso correto. Vamos detalhar cada caso para que não reste dúvidas. Confira algumas diferenças de mau e mal: Mau: É sempre um adjetivo (Regra: é usado como contrário de bom.) Exemplos: João é um mau jogador de vôlei, mas um bom jogador de basquete. O mau humor de Raquel me deixa chateada. Mal: Pode ser um advérbio, um substantivo ou uma conjunção temporal: Agora que você entendeu a diferença entre mau ou mal, vamos ver como distinguir mas e mais. Quando o assunto é “mais” e “mas”, esses errinhos são mais comuns do que se pode imaginar. As pessoas acabam trocando o adverbio de intensidade MAIS, com a conjunção adversativa MAS. Então, para não errar mais, presta atenção: Confira algumas diferenças de mas e mais: Mais: Advérbio de intensidade: expressa ideia de intensidade; quantidade.Exemplos: – Gosto mais de banana.– Mais uma vez, Marina chegou atrasada.– Comprou mais pães do que o necessário. Mas: Conjunção adversativa: tem ideia de oposição. Pode ser substituído por outras conjunções adversativas, como: contudo, todavia, entretanto, não obstante, e no entanto. Exemplos: – Era feliz, mas não sabia.– Adorava churrasco, mas não tinha dinheiro para comprar carne.– Dormiu muito, mas continuava cansado. Agora, com esses exemplos e dicas de como usar mais e mas, mal e mau, não dá mais pra errar no seu texto, hein!? Não esqueça de colocar tudo em prática com a gente e garantir a nota máxima na redação! Veja quais são as principais dúvidas sobre mais e mas, mau e mal: Leia esses artigos relacionados: