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Fugir ou tangenciar o tema pode prejudicar a nota da sua redação. Mas você sabe o que esses termos significam e como se diferenciam? Descubra neste post!

Você vai fazer o ENEM 2022? Comece a se preparar para a redação agora! Confira as dicas que preparamos para você neste post. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova muito importante para quem sonha entrar na universidade, pois tirar uma boa nota na prova pode ser uma porta de entrada para aquele curso super concorrido. Você vai fazer o exame no próximo ano? Então, comece a se preparar para a redação do ENEM 2022 agora! Afinal, essa etapa da prova possui um grande peso na nota final e, por isso, deve ser estudada com atenção e antecedência. Confira a seguir as dicas que preparamos para você organizar os seus estudos e se sair bem na redação do ENEM 2022. Siga a leitura! Conheça as competências avaliadas Antes de tudo, é essencial que você se informe sobre como é avaliada a redação do ENEM e a estrutura cobrada. Em suma, os participantes devem desenvolver um texto dissertativo-argumentativo de acordo com o tema proposto pela banca, que somente é revelado no dia da prova. Nesse texto, você deverá: Segundo a Cartilha do Participante, a redação deve obedecer algumas competências que são exigidas e avaliadas pela banca avaliadora, são elas: Para entender mais a fundo como a redação do ENEM 2022 vai funcionar, leia a Cartilha do Participante disponibilizada pelo Inep e fique de olho no edital do ENEM que sempre é publicado alguns meses antes da prova. Faça um cronograma de estudos A nossa segunda dica é: planeje os seus estudos! Para se dar bem na redação do ENEM é necessário investir em uma preparação antecipada e muito treinamento. Isso quer dizer que não adianta deixar para estudar em cima da hora, viu? É estudando um pouco a cada semana que você irá assimilar o aprendizado, desenvolver a sua habilidade para a escrita e alcançar a nota máxima. Nós indicamos que você treine a redação pelo menos uma vez por semana. Para isso, defina um dia para estudar a redação e escolha um tema diferente a cada semana para treinar. Anote todas as dúvidas que surgirem durante a escrita em um caderninho e, depois, reserve um tempo para dar atenção a esses pontos que devem ser melhorados. Você percebeu que tem mais dificuldade em formular a proposta de intervenção? Ou a sua maior dificuldade é a gramática? Reserve uma hora para estudar essas competências! Amplie o seu repertório Os repertórios socioculturais fazem parte dos critérios avaliados pela banca e se referem ao conhecimento de mundo do participante sobre o tema. Trata-se de referências como filmes, citações, livros, séries, notícias, pesquisas ou até mesmo uma música daquele artista que você tanto gosta! É muito comum que os participantes tenham dificuldades de lembrar de um repertório relacionado ao tema no dia do exame. Por isso, uma dica prática que irá te ajudar é anotar em um caderno tudo o que você consumir durante o ano e achar que pode ser usado na redação. Assistiu a um filme que aborda um assunto pertinente para o ENEM? Leu uma manchete de jornal ou uma pesquisa atual? Anote em seu caderno! Ao tomar notas, você exercita a sua memorização e consegue lembrar mais facilmente dos repertórios no dia da prova. Acompanhe as notícias atuais Estar por dentro das atualidades é essencial para se sair bem na prova do ENEM, tanto na redação quanto nas questões. Portanto, tenha o hábito de ler sites de notícias confiáveis e/ou acompanhar os noticiários e podcasts. Nós sabemos que, muitas vezes, com a correria do dia a dia é difícil acompanhar tudo o que acontece no mundo. Por isso, o ideal é reservar pelo menos uma horinha do dia para se informar sobre as notícias que estão rolando no momento. Isso fará com que o seu repertório e conhecimento de mundo aumentem muito! Leia redações anteriores Uma ótima forma de se preparar para a redação do ENEM 2022 é ler as redações nota mil das edições anteriores. Você consegue acessar alguns exemplos de redações no final da própria Cartilha do Participante. Ao ler uma redação nota 1000, observe a forma como as ideias foram construídas e articuladas aos repertórios e proposta de intervenção. Pratique a redação Lembre-se dessa dica como um mantra: só se aprende a escrever bem, escrevendo! A escrita é uma habilidade que só se adquire com muito treino, por isso é importante que você inclua em sua rotina de estudos a prática de redação. Porém, não basta colocar apenas a mão na massa. Neste momento, é fundamental que você tenha uma ajuda profissional para corrigir a sua redação e direcionar você sobre como melhorá-la. Afinal, muitas vezes não conseguimos identificar os nossos pontos fracos sozinhos. Inclusive, discutimos sobre isso no oitavo episódio do Papo Redação, o nosso podcast, dá uma olhada: É aí que a plataforma do Redação Online pode ajudar você nessa jornada! Nossa equipe de corretores especializados em redação pode ajudar você a aperfeiçoar a sua escrita e alcançar a tão sonhada nota máxima no ENEM! Funciona assim: ao assinar um dos nossos planos, você tem acesso à plataforma e pode escolher um tema de redação para praticar – toda semana nós postamos aqui no blog e na plataforma um tema novo! Em apenas três dias, um corretor irá corrigir a sua redação, dar uma pontuação e dicas para aperfeiçoá-la! Que tal começar o ano com a gente? Confira os nossos planos e comece a se preparar agora para a redação do ENEM 2022! Quer conferir mais dicas de como se preparar para a redação do ENEM 2022? Confira o vídeo que a professora Chay preparou: https://youtu.be/VgnPjaHwf9M

A Síndrome de Burnout se tornou uma das condições mais comuns da sociedade moderna. Saiba mais sobre ela e como evitá-la!

Dizem que a parte mais difícil de algo é iniciá-lo. Conta pra gente: você sabe como começar uma redação do ENEM de forma atraente, assertiva e que, de cara, já traga uma boa impressão do quem virá no restante do texto dissertativo-argumentativo? Chega a dar um frio na barriga, não é? Mas está tudo sob controle! A Redação Online tem dicas infalíveis para que, quando chegar a hora do “vamos ver” você possa mandar o medo para longe e começar a redação do ENEM da melhor maneira possível! Vem conosco? O que fazer antes de começar uma redação? A Redação Online já começa com um passo a passo para você seguir antes mesmo de começar a redigir seu texto: 1. Leitura atenta Nossa primeira dica pode parecer bem óbvia, mas leia os textos da coletânea oferecida e destaque os pontos principais, sublinhando as palavras mais importantes. Isso poderá, desde já, te fornecer ideias de qual será seu ponto de partida, e essa é uma premissa essencial para começar uma boa redação. Aqui, a interpretação de texto é essencial! 2. Aproveite a “chuva de ideias” e rascunhe Escreva tudo que vem à sua cabeça — e, nesse momento, deixe de lado as normas gramaticais e estrutura dissertativa —, procurando sempre relacionar o tema a diversas áreas de conhecimento (história, atualidades, filosofia, sociologia, etc.) 3. Faça a seleção e organização do roteiro: Selecione as melhores ideias que você já rascunhou, e a partir delas, elabore sua tese (posicionamento, ponto de vista) e dois ou três argumentos para defendê-la. Por fim, pense em duas ou três ações que possa suavizar ou solucionar o problema em questão. Não consegue pensar em nada? Tenha calma! Lembre que você deve problematizar a temática e algumas perguntas podem auxiliar nesse processo: 4. O rascunho é um guia! Agora que você já tem um mapa de seu texto é hora de iniciar a produção — na folha de rascunho — conforme a estrutura dissertativa, respeitando as normas gramaticais e utilizando os elementos coesivos (conectores). Para te ajudar mais ainda, já montamos um checklist para escrever uma redação excelente no ENEM, dê uma lida! Como começar uma redação: elementos de uma introdução ideal O tapete vermelho da sua aprovação é a sua introdução (não que o restante da redação seja menos importante: tudo é importante), então, é preciso que você abra um espaço para seus argumentos passarem. Isso se dá por 2 motivos principais: Essas são algumas das dicas básicas para uma introdução que lhe abra caminhos: Técnicas para uma começar uma redação do ENEM arrebatadora Você notou que nossos passos são codependentes, não? Então todas as dicas ditas acima devem se alinhar a essas técnicas ensinadas agora: 1. Alusão histórica Essa forma de introdução costuma funcionar muito bem nos textos dissertativos argumentativos, e se resume a citar um fato histórico e conectá-lo ao tema do seu texto. Aqui vai um ótimo exemplo do ENEM de 2019:Tema: “A manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet”“A Revolução Técnico-científico-informacional, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações. Embora esse movimento de modernização tecnológica tenha sido fundamental para democratizar o acesso a ferramentas digitais e a participação nas redes sociais, tal processo foi acompanhado pela invasão da privacidade de usuários, em virtude do controle de dados efetuado por empresas de tecnologia. Tendo em vista que o uso de informações privadas de internautas pode induzi-los a adotar comportamentos intolerantes ou a aderir a posições políticas, é imprescindível buscar alternativas que inibam essa manipulação comportamental no Brasil.” É sempre importante ter um repertório sociocultural rico, viu? 2. Citação para começar uma redação Outro mecanismo bastante interessante para chamar a atenção do avaliador no começo da redação é usar uma citação, seja ela direta, indireta, literária, ou até musical e cinematográfica — se for o caso, mas deve-se ter cautela. Estes é um bom exemplo de citação direta utilizada em uma redação real do ENEM:Tema: “Desafios da educação no Brasil do século XXI”“O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância para a promoção de uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, consequentemente, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada.” Mas também, uma boa citação nem sempre é a frase de um filósofo imortalizado pela sua literatura, por isso aqui vai outro exemplo de citação direta pouco comum, mas muito eficaz ao tema:Tema: Problema da saúde pública no Brasil“Plano de saúde de pobre, fi, é não ficar doente”. O trecho da música “Boca de Lobo”, do rapper Criolo, mostra o drama da saúde pública no Brasil. Enquanto os ministros, senadores e membros do alto escalão do governo usufruem, junto da elite, de hospitais particulares reconhecidos internacionalmente, a população fica à mercê de um sistema de saúde lento e sobrecarregado. Enquanto a classe política não precisar usar os serviços do SUS, ela continuará a negligenciá-lo. 3. Narração não-ficcional Você, ao se deparar com a proposta do tema da redação, lembra-se de um caso real ao qual sua mente se remeteu naquele momento? Narrar essa história pode ser uma opção interessante para começar de uma redação:Tema: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”“Em 2014, no Guarujá, litoral paulista, uma mulher foi amarrada, espancada e morta na rua por dezenas de pessoas que, após lerem boatos na internet, a acusavam de utilizar crianças em rituais de magia negra. Essa história, assim como inúmeras outras semelhantes, são resultado da persistência da intolerância religiosa na sociedade brasileira.” Perceba que a narração não-ficcional pode ser definida também como comparativa, afinal algo é narrado para ser comparado à realidade a ser aludida no tema. 4. Narração ficcional Aqui o seu repertório de séries, filmes e jogos pode te ajudar. Mas, cuidado: não confunda a narração ficcional (por ser uma coisa que existe) com uma citação (indireta, por exemplo). Uma coisa não tem ligação alguma com
Conectivos são recursos indispensáveis para interligar diferentes ideias e frases. Venha saber mais sobre eles e conhecer todos os seus tipos!

A colocação pronominal é uma regra que possui diversas particularidades. Veja aqui tudo que você precisa saber a respeito dela!

Finalmente o ENEM 2021 está chegando! Como estão os preparativos por aí? Será que você sabe de tudo o que precisa para escrever uma redação excelente e tirar 900+? Por isso, foi pensando nisso que fizemos uma checklist de redação do ENEM para você se organizar e não esquecer de nenhum detalhe no dia da prova. Nessa checklist, você verá o passo a passo do que fazer no planejamento, na escrita (introdução, desenvolvimento e conclusão), mas também na revisão da redação. Portanto, pega o caderno e siga a leitura! Checklist redação Enem: Planejamento da redação O primeiro passo da lista é: planeje a sua redação! Acredite, o projeto de texto vai fazer com que você tire uma nota excelente na redação, mas também ajudar você a desenvolver as ideias com mais clareza na hora da prova. Mas antes disso, é claro, leia os textos motivadores. Ao fazer a leitura, circule as palavras-chaves que você acredita que são essenciais para o tema e que devem ser abordadas na redação. Com a leitura feita, escolha um cantinho da folha de rascunho para esboçar o seu ponto de partida e o ponto de chegada, ou seja, defina qual será a sua tese, argumentos e proposta de intervenção para o problema. Checklist para o planejamento da redação: Depois de planejar o texto, é hora de colocar as palavras no papel. Inicialmente, escreva no rascunho seguindo a estrutura do texto dissertativo-argumentativo: introdução, desenvolvimento e conclusão. Indicamos que você escreva a redação em torno de 30 linhas – pois as redações nota máxima giram em torno dessa quantidade – e estruture da seguinte forma: 1 parágrafo para introdução + 2 parágrafos para cada argumento + 1 parágrafo para conclusão. A seguir, confira o que não pode faltar em cada uma dessas partes do texto. Checklist redação Enem: Introdução Na introdução é essencial que você faça uma contextualização do tema (sociológica ou histórica) e apresente o seu ponto de vista (tese) de forma objetiva. Além disso, apresente um bom 犀利士 //redacaonline.com.br/blog/dicas/repertorio-sociocultural/”>repertório sociocultural relacionado ao tema para contextualizá-lo. Checklist para a introdução: Desenvolvimento Para o checklist da redação Enem, após a introdução, defenda a sua tese! Escreva o desenvolvimento em dois parágrafos e apresentando, assim, um argumento em cada um deles. Lembre-se, ainda, de apresentar as suas ideias com clareza e argumentos consistentes para a tese. Para isso, escreva um tópico frasal logo na primeira linha do parágrafo. Lembra o que esse recurso significa? De maneira resumida, o tópico frasal é uma frase curta, isto é, que irá expressar a ideia central e reforça o argumento que será defendido no parágrafo. Checklist para o desenvolvimento: Conclusão Na conclusão, você deve escrever uma proposta de intervenção a partir dos pontos que você levantou no desenvolvimento, isto é, propor uma solução para resolver – ou pelo menos amenizar – o problema do tema. Neste momento, escreva uma proposta que seja viável e que esteja conectada com os seus argumentos. Ademais, lembre-se que na proposta de intervenção você deve apresentar os cinco elementos: ação (O QUE deve ser feito), agente (QUEM deve fazer), meio/modo (COMO deve ser feito), efeito/finalidade (PARA QUE deve ser feito) e um detalhamento sobre um desses elementos. Checklist para a conclusão: Quer saber mais sobre o que escrever em cada parágrafo de redação? Então, a professora Chay, aqui do Redação Online, dá mais algumas dicas no vídeo a seguir: https://youtu.be/piMK1mVF__M Revisão da redação Após colocar as suas ideias no rascunho, revise a sua redação, esse é um passo importante no checklist da redação do Enem. Confira se há problemas gramaticais e coesivos, se você usou os conectivos corretamente e se há repetição de palavras. O uso de conectivos conta muito para a nota na competência 4, que avalia os recursos coesivos utilizados para a articulação de ideias do texto. Observe se você utilizou conectivos do tipo operador argumentativo, pois eles precisam estar presentes em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Além disso, como cada conectivo possui uma finalidade, é importante que você avalie se eles foram usados adequadamente, caso você identifique desvios e repetição de palavras, corrija e troque por sinônimos. Checklist para a revisão: Por fim, passe a redação a limpo na folha de entrega e capriche na letra! Na hora da prova, lembre-se de organizar o seu tempo para cumprir todos os tópicos dessa checklist: planejar o texto, escrevê-lo e revisá-lo – o ideal é que você dedique 20 minutos para cada uma dessas etapas. Gostou da nossa checklist de redação para o ENEM? Então, esperamos que ela ajude você a alcançar uma excelente nota na redação e, claro, entrar no curso dos seus sonhos! Se gostou, compartilhe esse artigo com seus amigos/as! O Redação Online deseja a você uma ótima prova! Ah, não se esqueça de enviar sua redação pra gente após a prova: nossos professores entregarão sua nota em até 3 dias úteis!
Muitos estudantes sofrem com dificuldades de concentração. Pensando nisso, nós listamos dicas para se concentrar nos estudos. Acompanhe!

Você ouviu boatos de que houve mudanças na correção da redação do ENEM e bateu o desespero? Calma, o Redação Online explica tudo para você! Confira este post e entenda! O que mudou na correção de redação do Enem? Alguns meses antes do ENEM, todos/as os/as corretores/as – inclusive os/as de longa data – precisam fazer um curso de capacitação para corrigir as redações. Nesse curso, o Inep geralmente apresenta alguns ajustes no manual de correção de pontos específicos que podem causar confusão na hora da avaliação e, por isso, precisam ser alinhados para evitar dúvidas ou divergências. É exatamente isso que aconteceu neste ano. As mudanças na correção da redação do ENEM, que você ouviu falar, são apenas alguns ajustes para orientar os/as corretores/as. Isso quer dizer que as regras das competências não mudaram, elas continuam as mesmas. Então, se você está estudando para o ENEM, não se preocupe! Tudo o que você estudou até agora ainda está valendo. Apesar disso, como muitas pessoas nos perguntaram sobre essas “mudanças”, fizemos este post para você ficar por dentro de tudo e evitar cometer desvios na redação. Basicamente, foram atualizadas as competências 2, 3 e 5. Vamos conferir? Pega o caderno! Mudanças na correção da competência 2 Na competência 2 houve duas pequenas mudanças, mas antes vamos entender do que ela se trata? Segundo o manual do Inep, nessa competência você deve: “Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.” Nesse sentido, avalia-se o domínio dos elementos da produção textual: tema e tipologia textual em prosa. Será avaliado ainda se o/a participante selecionou argumentos e apresentou repertórios para fundamentar o seu ponto de vista sobre o tema. Agora, veja o que mudou nessa competência: Textos muito curtos serão corrigidos no nível 3 Textos muito curtos, ou seja, com até 8 linhas, serão avaliados até o nível 3. Isso indica que as redações que apresentarem essa característica alcançarão no máximo 120 pontos na competência 2. No entanto, se você já acompanha o Redação Online, você já deve saber que a recomendação para alcançar 900+ é escrever uma redação em torno de 30 linhas, certo? Afinal, é impossível em uma redação extremamente curta cumprir todos os requisitos da redação – introdução, desenvolvimento e conclusão. Especificar autoria/estudo para repertório legitimado Outra regra que já era válida, mas o Inep enfatizou no curso, está relacionada ao repertório sociocultural. É o seguinte: se o nome do/a autor/a, pesquisa ou filme não for especificado, não valerá como repertório legitimado. Por exemplo, frases como “Estudos demonstram que…” e “Segundo filósofos…” não contarão como repertório. Sendo assim, para valer como repertório legitimado você precisa especificar QUAL é o estudo e o NOME do filósofo. Nós sabemos que, na hora da prova, pode acontecer de você esquecer o nome. Caso isso aconteça, tente pensar em outro repertório que você lembre o nome. Combinado? Mudanças na correção da competência 3 A competência 3 da redação do ENEM se refere à construção de sentido da redação, ou seja, ao projeto de texto. De acordo com o Inep, para alcançar 200 pontos nesta competência, você deve: “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.” Neste ano, o Inep alertou que a redação deve ter foco temático. Mas o que é isso? Confira a seguir! Foco temático O foco temático é quando uma redação apresenta o tema na introdução e continua abordando ao longo do texto, utilizando repertórios e argumentos relacionados à temática. Assim, uma redação sem foco temático é quando ela apresenta o tema somente na introdução e depois não menciona no resto do texto. O Inep alertou que as redações que não focam no tema proposto devem ser avaliadas até o nível 2 da competência, que vale apenas 80 pontos. Importante: foco temático não é a mesma coisa que fuga ao tema (situação que pode zerar a redação). Para configurar fuga ao tema, o/a participante não deve ter mencionado o tema em nenhum momento do texto. Mudanças na correção Enem na competência 5 A competência 5, em resumo, avalia a proposta de intervenção da redação que deve ser apresentada na conclusão. Para garantir 200 pontos nesta competência, você deve: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.” Portanto, você deve elaborar uma proposta de intervenção para o tema apresentando os elementos: agente, ação, modo, finalidade e detalhamento. Caso você apresente mais de uma intervenção, é importante enfatizar que os/as corretores/as irão considerar a proposta mais completa, isto é, que apresente esses cinco elementos exigidos. As mudanças que ocorreram estão relacionadas ao detalhamento, que se trata do elemento responsável por acrescentar informações à ação, ao agente, ao modo ou à finalidade. Algumas construções não serão consideradas detalhamento, como: Orações subordinadas adjetivas As orações subordinadas adjetivas restritivas e explicativas na ação não serão consideradas detalhamento. Por exemplo, “O governo deve criar novas leis que punem…”. Esse “que punem” não vai valer como detalhamento da ação, certo? Nesse caso, você pode exemplificar ou até mesmo justificar a ação para detalhá-la. Por exemplo: “O governo deve criar novas leis que punem os invasores. Afinal, a legislação poderá tornar a internet um espaço seguro para os usuários. (detalhamento)” Adjuntos adverbiais de lugar Além disso, os adjuntos adverbiais de lugar na ação e no modo não serão considerados detalhamento. Vejamos um exemplo: “As ONGs devem realizar palestras nas escolas…”. A especificação “nas escolas” não conta como um detalhamento. Isso não quer dizer que você não pode mais especificar o lugar, ok? Você pode sim! Quer dizer apenas que os adjuntos adverbiais de lugar não valerão os 40 pontos do detalhamento. Viu que as mudanças na correção da redação do ENEM não foram tão grandes assim? Então, sem motivos para desespero nessa reta final! Mantenha a cabeça tranquila, atente-se a esses tópicos que nós apresentamos neste post e continue os seus estudos. Se você percebeu que precisa
Não dá para negar que uma interpretação de texto assertiva é essencial para que você obtenha sucesso nas provas que vão ditar o seu futuro, não é? Para escrever bem na redação do ENEM, por exemplo, é fundamental que seu conhecimento prévio do conteúdo seja tão amplo quanto o do português e suas regrinhas. É notável que algumas pessoas possuem a habilidade intrínseca de compreender e interpretar textos de apoio da redação, mas não há por que se preocupar com isso se não for o seu caso. As situações cotidianas da vida já exigem de você interpretações verbais e não-verbais o tempo todo, então sentir-se seguro para confiar na sua interpretação textual é apenas um passo a frente. A boa notícia, aqui, é que a interpretação textual é uma habilidade que pode ser aprendida. Não sem muito estudo, é claro, mas com isso você já está acostumado, não é? Preparamos algumas dicas para que sua interpretação de texto, daqui para frente, seja mais rápida e eficaz. Vamos lá? Sobre a interpretação Interpretar é determinar o significado preciso de algo. Sendo assim, essa conceituação pode se referir tanto ao processo mental de entender e reagir a algo, como também ao resultado obtido pela sua análise pormenorizada. Para começar, existem diferentes formas de interpretação — verbal ou não-verbal —, e dentro de cada uma dessas possibilidades de compreensão podem existir mais diversas maneiras de interpretar uma situação ou texto dependendo dá área ou da temática. Você sabe que quando o semáforo está na cor vermelha significa que não é seguro atravessar a rua, certo? Parabéns, você acabou de concretizar uma interpretação não verbal absolutamente correta e cumpriu com o objetivo dela: saber quando pode atravessar a rua. Bom, imaginemos agora que você tenha certa afinidade com a internet. Então, sabe quando você lê um “clique aqui” e entende que o ato de clicar naquele link vai te levar a algum conteúdo ou site? Na contramão do exemplo anterior, esse corresponde a uma interpretação textual perfeita. Duas palavras que falam muito mais do que está de fato escrito. Interpretar é isso: descobrir o significado real de algo. Na interpretação de texto, você, como leitor, precisa ser capaz de entender — tanto quanto no “clique aqui” — o que o interlocutor quis expressar. 8 dicas para uma melhor interpretação textual Estudar sobre quais assuntos mais caem na redação do ENEM é muito eficiente, afinal você precisa estar antenado sobre o que acontece mundo afora. Da mesma forma, é preciso estabelecer um alicerce forte que irá te ajudar na compreensão de qualquer texto. Dicas para expandir seu vocabulário Antes de interpretar textos específicos, é preciso investir no seu vocabulário, pois ele é essencial para uma interpretação de textos correta. Mas como? 1. Adote o hábito de leitura diária Correndo o risco de soar como seu professor de redação do colégio ou do cursinho, queremos destacar o óbvio: quanto mais você ler, melhor ficará sua interpretação de textos. Tudo bem que esse papo de que o cérebro é um músculo já foi superado por ser uma crença equivocada do senso comum, mas realmente esse órgão humano precisa ser exercitado já que ele é extremamente moldável conforme as experiências de cada um — essa característica é conhecida como plasticidade. Deste modo, quando algo é incorporado à rotina, com o tempo ele fica bem mais fácil e natural. Até os textos mais complexos serão vistos e lidos com outros olhos, afinal, você agora entende. Sabemos que você lê sim muito, mas não o faça só como obrigação: encontre uma recreação nisso! Todo texto está ali para ser compreendido, e existe uma infinidade de temáticas que você pode se interessar. 2. Escreva textos Que tal expor suas ideias? Colocar-se no lugar daquele que quer ser entendido é tão importante quanto ser quem entende. O fato de você ter que criar argumentos textuais para justificar o que está escrevendo te fará ter uma compreensão mais acertada de qualquer conteúdo que vier a ler. E onde escrever? Em redes sociais, blogs ou até mesmo em um bloco de notas — e nesse caso, treine também sua caligrafia para evitar o pesadelo da não-correção por ilegibilidade, ok? 3. Tenha o dicionário como seu melhor amigo Não é permitido levar seu dicionário a tiracolo para o ENEM ou vestibulares, mas isso realmente não será preciso se você já está ampliando seu vocabulário com as duas dicas acima. Veja bem, também não estamos falando de livros físicos, hoje em dia é possível encontrar conteúdo confiável na internet como o Michaelis e o dicionário criativo. Leu uma palavra desconhecida? Pesquise seu significado e seus sinônimos. Quer usar uma expressão diferente para evitar repetição e deixar sua produção mais fluída? Faça o mesmo. Essas pequenas ações ensinam muito! Estudando para a prova e durante sua resolução Tudo bem, os passos anteriores estão sendo seguidos por você, mas ainda não se sente completamente seguro para fazer a interpretação de textos? É preciso treinar! Encontre as provas antigas do vestibular ou concurso que fará — sem olhar o gabarito — e faça, refaça e faça novamente. Estude a prova para a prova. Sim, o conteúdo diferirá, mas a estrutura, por sua vez, é a mesma ou ao menos é bem parecida. 180 questões no geral, 45 para cada matéria? Aprender esse padrão também te deixará menos ansioso para sua interpretação textual. 4. Identifique os conceitos apresentados Chegada a prova oficial ou os treineiros, é preciso decompor o texto analisado em suas ideias principais. É interessante citar que quando falamos “textos”, tanto os enunciados quanto os apoios para a redação estão sendo englobados. Dito isso, tenha algumas perguntas na ponta da língua: Desta maneira você já terá maior controle sobre o que busca entender. 5. Identifique os objetivos do autor e do texto Por mais que você não conheça anteriormente o autor do texto que interpretará, é possível desvendar um pouco de seus desejos e personalidade na leitura de sua produção. As informações ali dispostas têm essa funcionalidade de “ler a mente” do interlocutor. Para que seja possível entender os objetivos do texto, faça
Saber o que são as figuras de linguagem e exemplos de cada uma delas é importante para conseguir aplicá-las na redação do ENEM da forma correta. Esses elementos gramaticais são tão importantes que todos os candidatos devem conhecer e dominar! Entretanto, como outros pontos que envolvem a linguagem, ainda há muitas dúvidas acerca do tema. Acredite: quem domina as principais figuras de linguagem consegue potencializar seu resultado no Exame Nacional do Ensino Médio e alcança, assim, a aprovação no curso dos sonhos. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo com as principais figuras de linguagem para você se inspirar. Nesta publicação, você tem acesso aos conceitos sobre as principais figuras de linguagem, com exemplos e aplicações para suas produções textuais. Continue lendo e tire suas dúvidas! Veja também nosso post sobre os principais gêneros textuais como utilizá-los de forma certa! Afinal, o que são figuras de linguagem? As figuras de linguagem são artifícios estilísticos com diversas finalidades, dando destaque às formas e artimanhas da comunicação. A maioria das figuras de linguagem trabalha com o sentido figurado das construções frasais, ou seja, um sentido conotativo, não literal. Elas são classificadas em: 10 principais figuras de linguagem com conceitos e exemplos Selecionamos as 10 principais figuras de linguagem que podem – e devem – ser utilizadas em suas produções textuais. Confira um pouco sobre o conceito de cada uma delas e exemplo para aplicação. 1. Eufemismo Eufemismo é a figura de linguagem utilizada para amenizar um acontecimento ou um assunto e torná-lo menos impactante. Trata-se de uma figura de linguagem utilizada em textos nos quais os temas são fortes e/ou polêmicos, tais como o aborto ou a descriminalização da maconha. Podemos dizer, ainda, que o eufemismo é uma figura de linguagem ligada à polidez e ao agrado. Trocar “morte” por “falecimento” ou “um lugar melhor” são formas comuns de eufemismo que aplicamos no nosso cotidiano. Ou, ainda, a troca de “estar menstruada” para “naqueles dias”. Em ambos os casos o eufemismo é facultativo. Em uma produção textual, por exemplo, o uso de “naqueles dias” já não é bem-vindo. Podemos limitar o termo para nossas conversas cotidianas. Exemplo: Márcia faltou com a verdade para com seu marido (eufemismo para “mentir”). 2. Hipérbole Também conhecida como “auxese”, a hipérbole é a figura de linguagem contrária ao eufemismo; ela busca exagerar um acontecimento, ideia ou assunto. A ideia é trazer ênfase para um acontecimento com base nos sentimentos do sujeito da frase. Se uma pessoa ficou algumas horas esperando uma resposta e, para ela, isso foi muito tempo, quando ela for contar o ocorrido para alguém, é possível que ela diga que ficou esperando “uma década” ou “um século”. O que, definitivamente, não aconteceu. Exemplo: Morrendo de sede, Joana comprou uma água gelada e bebeu como se fosse a última coca-cola do deserto. (hipérbole para “muita sede”). 3. Comparação Comparação é uma simples figura de linguagem que possui como finalidade equiparar dois ou mais objetos, sujeitos, tempos, acontecimentos e mais. A comparação é realizada como uma analogia explícita entre diferentes elementos, seguida de uma locução conjuntiva comparativa. Exemplo: Eu gosto de doce tanto quanto salgado. (comparação entre “doce” e “salgado”). 4. Metáfora Metáfora é uma figura de palavras ou semânticas com sentido próximo à figura comparativa. Mas, ao invés de falar “João está com uma fome igual de leão”, falamos “João está com fome de leão”. Podemos dizer que a metáfora é a figura de linguagem que transfere sentido de uma coisa para outra. Na prática, funciona mais ou menos assim: Exemplo: Isabela terminou com o rapaz, pois tem um coração de gelo. (“coração de gelo” é metáfora para sem sentimentos, pouca empatia ou frieza). 5. Ironia Ironia é a figura de linguagem que tem o intuito de gozação com o interlocutor. A ironia é utilizada para propor o inverso do que se afirma, ou seja, se uma pessoa te empurrou quando estava no ônibus e você diz “muita gentileza da sua parte!”, estamos lidando com uma frase irônica. Exemplo: É tão bom quando você trabalha muito e ganha pouco (com base no que foi exposto, o sentido correto seria a troca de “bom” para “ruim”). 6. Pleonasmo Pleonasmo é utilizado para intensificar uma frase por meio de repetições de termos com o mesmo sentido. Em geral, há dois tipos de pleonasmo: o literário e o vicioso. Enquanto o pleonasmo literário possui foco proposital de impactar o leitor sobre uma determinada situação, o vicioso refere-se ao nosso vício de linguagem: “sair para fora” e “entrar para dentro” são ótimos exemplos. Nas figuras de linguagem, consideramos somente o pleonasmo literário. Portanto, nada de “subir para cima” na sua redação do ENEM, certo?! Exemplo: A água salgada do mar limpava a alma de quem a entrava nela (as águas do mar são, por si só, salgadas, sem necessidade de acréscimo no adjetivo). 7. Analogia A analogia é a figura de linguagem com objetivo de semelhança e comparação. Em muitos casos, são necessários conectivos para que a frase funcione. A analogia é uma ótima alternativa para introduzir os assuntos à sua redação, ou seja, quando você for falar sobre a desigualdade social no Brasil, por exemplo, e conhecer alguma obra que aborde o tema, explore estes dois pontos na sua redação. Acredite, isso facilitará ainda mais sua produção textual. Exemplo: O que um pincel é para um pintor, o conhecimento é para o professor (analogia entre dois instrumentos profissionais). A analogia é uma ótima estratégia de redação para o ENEM! Falamos mais sobre o assunto nesta publicação: “O que você precisa saber antes de fazer uma redação do ENEM“. 8. Paradoxo O paradoxo é outra conhecida figura de linguagem que possui como objetivo a figura de pensamento, conhecida também como oximoro. Ela é utilizada para ideias, pensamentos e assuntos com sentidos contrastantes e contraditórios, podendo ser caracterizado como condicional, verídico ou falsídico. Exemplo: Mateus e João estão em uma guerra pacífica no trabalho (paradoxo está entre “guerra” e “pacífica”, de sentidos contrários). 9. Sinestesia Sinestesia é a figura de linguagem que utiliza das sensações percebidas pelo ser humano (audição, visão, olfato, tato e paladar). A conhecida música da dupla Sandy e Júnior é um ótimo exemplo de sinestesia,

Alguém já chamou a sua atenção por repetir muito uma palavra? Cuidado, isso pode ser um vício! Entre todos os erros gramaticais, os vícios de linguagem são os mais comuns em ambientes formais. Em geral, são palavras que não correspondem à norma-padrão da língua portuguesa e são muito usadas na fala e na escrita sem que a pessoa emissora perceba. Saber identificar esses desvios é fundamental para evitá-los em ambientes que exigem e avaliam a linguagem formal. Mas, afinal, o que são esses vícios de linguagem? Como se classificam? E como evitá-los? Continue a leitura do texto e descubra! O que são vícios de linguagem? Os vícios de linguagem são desvios da norma-padrão cometidos de maneira não intencional pela pessoa que emite a mensagem na fala ou na escrita, causando ruídos na comunicação e outros problemas relacionados à coesão e coerência. São considerados “vícios” por serem palavras e expressões usadas de maneira repetitiva, geralmente por falta de atenção ou falta de conhecimento da língua. Por serem contrários à norma-padrão, os vícios de linguagem devem ser evitados em contextos formais – como em uma reunião de trabalho, no ambiente acadêmico ou em redações de vestibulares, concursos e Enem –, pois eles podem afetar a sua imagem ou a sua nota nos exames que exigem o conhecimento da escrita formal da língua portuguesa. Quais são os tipos de vícios de linguagem? Existem vários tipos de vícios de linguagem que podem estar relacionados a problemas semânticos, morfológicos e sintáticos do texto. Veja a seguir os mais cometidos! Barbarismo O barbarismo é um vício de linguagem que se caracteriza por um erro na grafia ou pronúncia das palavras, por exemplo: “excessão” em vez de “exceção”; “cidadões” em vez de “cidadãos”. Arcaísmo Como o próprio termo já diz, o arcaísmo se refere às palavras que são consideradas arcaicas, ou seja, que deixaram de ser usadas pelos falantes da língua. Por exemplo: “vossa mercê” em vez de “você”; “quiçá” em vez de “talvez”; “outrossim” em vez de “também”. Ambiguidade A ambiguidade é considerada um vício quando as construções textuais, de maneira não intencional, geram um duplo sentido. Veja um exemplo: “Ana foi atrás do cachorro correndo”. Devido à posição do verbo “correndo”, a frase cria uma dúvida: quem estava correndo? Ana ou o cachorro? Para resolver a ambiguidade, poderíamos reestruturar a frase da seguinte forma: “Ana, correndo, foi atrás do cachorro” ou “Ana foi correndo atrás do cachorro” (no caso de Ana estar correndo); “Ana foi atrás do cachorro que estava correndo” (no caso do cachorro estar correndo). Pleonasmo vicioso O pleonasmo ocorre quando há expressões redundantes ou repetitivas, por exemplo: “encarar de frente”; “ver com os olhos”; “conclusão final”. Solecismo Já o solecismo se refere a erros de concordância, regência e colocação pronominal. Veja a seguir um exemplo de cada caso: concordância: “Nós vai fazer dois anos de namoro” (o correto seria: “Nós vamos fazer dois anos de namoro”); regência: “Os estudantes devem assistir o filme” (o correto seria: “os estudantes devem assistir ao filme”); colocação pronominal: “Eu não surpreendi-me com o resultado” (o correto seria: “Eu não me surpreendi com o resultado”). Cacofonia A cacofonia, ou cacófato, ocorre quando duas palavras próximas produzem um som desagradável, causando um fenômeno conhecido como dissonância. Em geral, essas expressões são formadas pelo final de uma palavra e o início de outra. Por exemplo: “Eu vi ela na rua” (viela) e “Colocaram a culpa nela” (panela). Há também outros vícios de linguagem relacionados à cacofonia, que também provocam sons dissonantes: a colisão, hiato e eco. Veja abaixo como se classificam: Colisão: ocorre quando há repetição de consoantes em uma mesma frase. Lembra daquele antigo trava-língua “o rato roeu a roupa do rei de Roma”? Sabemos que, neste caso, é proposital. No entanto, uma frase como essa em uma redação poderia ser considerada um vício de linguagem por causa da repetição da consoante “r”. Hiato: ocorre quando há repetição de vogais, por exemplo: “ou eu ou ela”. Eco: quando há repetição de palavras com terminações iguais ou semelhantes, gerando uma rima de forma não intencional. Por exemplo: “Na realidade, a sociedade precisa exigir mais responsabilidade com as medidas de sustentabilidade” (observe que a repetição da terminação “dade” gera um estranhamento no enunciado). Gerundismo O gerundismo é o uso inadequado e excessivo do gerúndio em situações que possuem conjugações adequadas para a utilização. Um exemplo é: “Vou estar enviando um e-mail para você” em vez de “Eu enviarei um e-mail para você”. Estrangeirismo O estrangeirismo é o uso exagerado de palavras estrangeiras – geralmente da língua inglesa – enquanto já possuem vocábulos equivalentes em português. Alguns exemplos são: start (“começar”), stress (“estresse”) e hot dog (“cachorro-quente”). Preciosismo Sabe aquela palavra difícil e pouco usada no dia a dia? Cuidado com o seu uso, pois ela pode ser considerada um preciosismo. Esse vício de linguagem se trata do uso excessivo de palavras rebuscadas, como “destarte” e “colóquio”. O uso de mesóclise também pode ser considerado vicioso, por exemplo, “falar-lhe-ei”. Prefira sempre as expressões mais simples, anotado? Plebeísmo Ao contrário do preciosismo, o plebeísmo é o uso de palavras coloquiais e gírias que são muito usadas em conversas informais, por exemplo: “rolê”, “tá ligado” e “correr atrás”. Neste último caso, prefira “persistir” ou “perseverar”. Como evitar os vícios de linguagem na redação? Alguns desses vícios de linguagem que acabamos de ver são muito encontrados nas redações do Enem e vestibulares pelos corretores – como o solecismo e o preciosismo. Esse descuido prejudica a nota de muitas pessoas sem que elas saibam, por isso é essencial identificar os vícios de linguagem e, então, corrigi-los. Mas, afinal, como evitar os vícios de linguagem? Confira as dicas que preparamos! Pratique a redação A primeira dica de todas é: pratique a sua redação! Quanto mais você escreve, mais você desenvolve a sua habilidade de comunicação. Pesquise sinônimos