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Conheça os critérios de avaliação da competência 4 da redação Enem e prepare-se para atingir o nível 5 nela. Saiba o que os avaliadores esperam encontrar no texto na hora de atribuir a sua nota. Continuando nossa sequência de postagens sobre as competências avaliadas na redação Enem, hoje vamos conversar um pouco sobre a competência 4. Certamente você já ouviu falar em elementos coesivos, mas sabe como utilizá-los adequadamente? Caso ainda sinta dificuldades de entender sobre isso, calma! Vamos explicar! Então, prepare-se para agregar mais conhecimento sobre a prova e assim poder atingir o nível 5 nesse critério, melhorando muito a construção da sua argumentação! Vamos lá! Antes de mais nada, vamos ver o que diz a matriz de referência sobre a avaliação da competência 4 da redação Enem, de acordo com o Inep. Segundo ela, o participante precisa: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Isso significa dizer que a avaliação dessa competência aborda a coesão textual. Então, será analisado como o participante faz uso dos recursos coesivos para articular os enunciados de seu texto. Mas quais são recursos e como saber usá-los? A coesão apresenta-se na superfície textual e é responsável por unir ideias. Dessa forma, permite que visualizemos um texto articulado, claro, coeso. No entanto, não basta apenas a presença, na redação, de palavras que funcionam como elementos coesivos. Para que o texto dissertativo-argumentativo seja bem avaliado nessa competência, é preciso haver uso adequado e diversificado desses elementos linguísticos. Em especial, é necessário saber da importância dos operadores argumentativos. ATENÇÃO! Saber variar os elementos coesivos e estabelecer corretamente os elos semânticos na construção dos textos não significa escrever “difícil”. Ao contrário do que muitos pensam, o autor que “exagera” nesses usos desorienta seu leitor. No caso do texto dissertativo-argumentativo, a objetividade é o mais importante. Lembre-se de que é isso que se pede na prova, e não uma peça judicial cheia de termos complicados e em desuso. No gênero textual dissertativo-argumentativo, são dois os principais tipos de coesão encontrados: referencial: retomando elementos já mencionados ou introduzindo aqueles ainda a serem mencionados (por meio de pronomes, por exemplo); sequencial: procedimentos linguísticos por meio dos quais são estabelecidos diversos tipos de interdependência semântica e/ou pragmática entre enunciados. Garantem, assim, a progressão do texto. Certamente, esses elementos precisam ser muitos e diversificados, mas, como o próprio Inep menciona (grifos nossos), (…) não basta que estejam abundantemente distribuídos em quase todas as linhas, denunciando uma tentativa forçada de usar o máximo possível de coesivos. Longe disso: trata-se de avaliar em que medida os operadores estão, de fato, contribuindo para a articulação dos argumentos ao longo de todo o texto. Portanto, assim como visto na competência 2 em relação aos uso pertinente de repertório, na competência 4 temos a mesma lógica. Ou seja, não adianta apenas ter várias referências ou, no caso da 4, saber vários elementos coesivos se eles não são eficazes na construção do texto. Afinal, é por meio da coesão que são estabelecidos os sentidos (e o uso equivocado pode provocar, até mesmo, uma contradição). Operadores argumentativos Esses elementos do repertório linguísticos encadeiam os enunciados. Assim, determinam a orientação argumentativa, dando estrutura ao texto. Em um texto dissertativo-argumentativo, eles são, portanto, componentes essenciais, e justamente por isso as notas mais altas exigem que eles estejam presentes. Para que uma redação seja considerado de nível 5, é necessário que ela tenha: presença expressiva de elementos coesivo inter e intraparágrafos e raras ou ausentes repetições. Além disso, não devem haver inadequações. Coesivos do tipo operador argumentativo devem constar em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Também deve ser identificado ao menos um elemento coesivo de qualquer tipo dentro de todos os parágrafos. Confira alguns operadores argumentativos que você pode utilizar em seus textos (INEP, 2019): Operadores que somam argumentos a favor da mesma conclusão: também, ainda, nem, não só… mas também, tanto… como, além de, além disso (…) Operadores que indicam o argumento mais forte em uma escala a favor da mesma conclusão: inclusive, até mesmo, nem, nem mesmo (…) Operadores que deixam subentendida a existência de uma escala com outros argumentos mais fortes: ao menos, pelo menos, no mínimo (…) Operadores que contrapõem argumentos orientados para conclusões contrárias: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, embora, ainda que, posto que, apesar de (…) Operadores que introduzem uma conclusão com relação a argumentos apresentados em enunciados anteriores: logo, portanto, pois, por isso, por conseguinte, em decorrência, resumindo, concluindo (…) Operadores que introduzem uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior: porque, porquanto, pois, visto que, já que, para que, para, a fim de (…) Operadores que estabelecem relações de comparação entre elementos, visando a uma determinada conclusão: mais… (do) que, menos… (do) que, tão… quanto (…) Operadores que introduzem argumentos alternativos que levam a conclusões diferentes ou opostas: ou… ou, quer… quer, seja… seja, (…) Operadores que introduzem no enunciado conteúdos pressupostos: já, ainda, agora (…) Operadores que funcionam numa escala orientada para a afirmação da totalidade ou para a negação da totalidade: Afirmação: um pouco, quase (…) Negação: pouco, apenas (…) Dica para se dar bem na competência 4 da redação Enem: Após escrever o rascunho, releia seu texto atentamente. Além dos ajustes sintáticos e gramaticais, verifique se entre todos os parágrafos existe um elemento coesivo. Normalmente, esse operador argumentativo aparece no início, mas ele também pode aparecer no meio ou final do primeiro período. Caso não exista esse elemento, insira-0, de acordo com seus argumentos e a intencionalidade do texto. Em seguida, veja se no interior dos parágrafos você também fez uso de elementos coesivos e complete as orações caso não tenha usado. Lembre-se de que é preciso variá-los. Portanto, se houver repetições, troque alguns deles por elementos de mesma intenção (sinônimos, semelhantes). Pois é, quando dizemos que para ir bem na redação é preciso TREINO, não estamos brincando! Conhecer a competência 4 e os critérios avaliativos é um passo para conseguir desenvolver um bons textos, mas, sem treinar, você não conseguirá
Saiba como tirar 200 pontos na competência 3 da redação do Enem. Conheça os critérios de avaliação e como melhorar seu desempenho na produção escrita. Agora que você já viu tudo o que precisa saber para se dar bem nas competência 1 e 2, vamos conversar um pouco sobre a competência 3 da redação Enem. Você sabe o que é esperado do participante em relação a esse critério? Não se preocupe! Neste artigo você vai ficar por dentro de tudo e poderá colocar em prática nos seus textos. Assim, ficará bem preparado(a) para a prova! Primeiramente, vamos ver o que nos diz a matriz de referência do Inep. De acordo com ela, na competência 3, os avaliadores precisam identificar se o participante conseguiu: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Portanto, essa competência está intimamente ligada à competência 2. Assim, vamos tentar compreender como são vistas as ações de selecionar, relacionar, organizar e interpretar de acordo com essa matriz. selecionar: habilidade referente ao processo de escolha das opiniões, fatos, informações e argumentos que se relacionem à proposta e à tese. Trata-se, portanto, de verificar se foi colocado à disposição todo o material possível de ser trabalhado no texto. Assim, essa seleção pode partir do repertório disponibilizado pelos textos motivadores e/ou de repertório particular (construído ao longo da vida escolar do participante). relacionar: verifica-se se o participante é capaz de encadear as ideias estrategicamente, de forma progressiva. Portanto, ele deve deixar claro o caminho percorrido – e pelo qual o leitor também deve seguir –, a fim de alcançar seu ponto de vista sobre o tema. Isso significa que ele deve desenvolver os argumentos selecionados para que efetivamente contribuam com o texto. Lembre-se de que é obrigação de quem está defendendo as ideias explicar seus argumentos ao leitor, pois não cabe a ele “preencher as lacunas” de argumentos não concluídos. organizar: depois de selecionadas e relacionadas as informações, fatos e opiniões, é preciso que elas sejam organizadas em uma espécie de hierarquia. Ou seja, é necessário verificar, nessa seleção, quais argumentos são mais importantes e quais são complementares. Assim, evidencia-se ao leitor o projeto de texto que, quando estratégico, eleva a nota do participante. interpretar: habilidade de ir além da reprodução de informações dos textos motivadores ou de seu repertório pessoal. Isso garante a pertinência das ideias que o participante selecionou para defender seu ponto de vista. Então, o que está em jogo aqui na competência 3 é o projeto de texto. Ele é o responsável pela construção do sentido da redação. Participantes que não conseguem estabelecer essa hierarquia, não desenvolvem os argumentos selecionados, apenas citando-os, sem interpretá-los de acordo com o tema e a tese ficam bastante prejudicados na avaliação. Relação entre a competência 3 e as competências 2, 4 e 5 A abordagem do tema é critério da competência 2. Porém, é importante que você saiba que, em caso de tangenciamento, a nota na competência 3 não ultrapassará o nível 1. Sobre a relação entre as Competências 3 e 4, saiba que, enquanto a primeira avalia o projeto de texto e o desenvolvimento das ideias, a segunda ocupa-se da superfície textual. Ou seja, trata das marcas linguísticas necessárias para a construção do texto. Já a competência 5 avaliará se foi realizada proposta de intervenção relacionada ao tema. Desse modo, na competência 3 será vista a articulação entre informações, fatos e opiniões. Essa articulação considera o texto como um todo, o que inclui, necessariamente, a proposta de intervenção. Portanto, a relação entre a proposta de intervenção e a discussão apresentada ao longo do texto é avaliada na Competência 3. Na Competência 5, então, é verificado se a proposta de intervenção está em texto que aborda o tema de forma completa, bem como quais são os elementos que a compõem. Então, para tirar uma boa nota na redação, você deve abordar o tema de forma completa, fazendo uma boa articulação do repertório selecionado. Certamente, também deve se atentar à construção do texto, fazendo uma proposta de intervenção alinhada ao ponto de vista desenvolvido. Não se esqueça de usar muito bem a norma culta da língua portuguesa. Desse modo, você conseguirá elaborar uma redação coerente, coesa, objetiva e clara. Isso é tudo que o avaliador mais espera encontrar na hora de fazer a correção! Dicas para fazer 200 pontos na Competência 3 da redação Enem faça a leitura atenta da proposta de redação. Garanta que você compreendeu como abordar o tema de forma completa e tem um ponto de vista claro a ser defendido. Como vimos, embora seja avaliado na competência 2, isso impacta diretamente na sua nota da competência 3, caso você tangencie; anote sua tese e elenque argumentos, fatos, opiniões e informações que poderão ser desenvolvidos no texto. Você pode fazer como em um mapa mental. Organize esse conteúdo de forma que os mais importantes (ou fortes) tenham destaque no texto. Vejas qual argumentação complementar poderá ajudar na interpretação das informações; pense em uma proposta de intervenção que se relacione com os aspectos desenvolvidos na argumentação; releia o rascunho do seu texto algumas vezes, colocando-se no lugar do leitor. Tente perceber se: você apenas citou dados, sem interpretá-los?; ao apresentar um argumento, ele foi desenvolvido ou apenas pontuado?; se não tivesse lido nada sobre o assunto, você conseguiria compreender a tese defendida?; a proposta de intervenção se relaciona com o ponto de vista elaborado? faça os ajustes necessários e leia ainda uma vez o seu texto antes de passar a limpo. Gerencie o tempo, mas não se esqueça de prestar atenção aos detalhes. Ler atentamente a própria redação evita muita dor de cabeça depois! É isso! Agora você já conhece os critérios da competência 3 da redação ENEM. Em breve traremos mais informações sobre as competências 4 e 5 para você saber tudo para chegar à nota 1000! Enquanto isso, que tal escolher alguns temas e treinar a sua escrita? Coloque a mão na massa! Até a próxima!

Conheça a forma de avaliação da competência 2 da redação ENEM. Compreenda a proposta de redação e saiba a estrutura do gênero dissertativo-argumentativo para ganhar muitos pontos na prova! Recentemente, mostramos quais as situações que levam à nota zero na redação. Entre elas, estava a fuga do tema e o não atendimento ao tipo textual. A compreensão do tema proposto é fundamental para que sua redação seja bem avaliada. Além disso, a redação deve apresentar as características do gênero textual em prosa solicitado. Assim, você precisa interpretar os textos motivadores e a própria frase-temática, selecionando argumentos para um bom texto dissertativo-argumentativo. Hoje, mostraremos de que forma os corretores avaliam a competência 2 na redação. Também daremos algumas dicas de como ganhar mais pontos nesse critério. Primeiramente, vamos ver o que consta na matriz de referência dos avaliadores – que o Inep divulgou em maio deste ano – com relação à competência 2 da redação. De acordo com ela, o participante precisa: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, você deve ter atenção aos elementos essenciais da produção textual, isto é, o tema e o tipo de texto. Assim, será verificado se o participante selecionou argumentos e aplicou tudo que apreendeu ao longo da formação de forma consistente na defesa de seu ponto de vista. Além disso, é necessário saber os limites estruturais da tipologia textual em prosa. Relação com as demais competências Certamente, entender a proposta e desenvolvê-la adequadamente não é fundamental apenas na competência 2 da redação. De acordo com o desempenho do participante nesse quesito serão avaliadas as outras competências, como a 3 e a 5. Por exemplo, um participante que apenas tangencia o tema, mesmo que elabore uma proposta de intervenção completa, não conseguirá tirar mais que 40 pontos na competência 5. Isso porque a avaliação como “tangenciamento” na competência 2 barra a atribuição de notas maiores nesse critério. A mesma situação acontece no caso da avaliação da competência 3. Por isso, leia e releia a proposta e os textos motivadores algumas vezes para ter certeza que compreendeu sobre o que precisa dissertar. Grade específica da competência 2 Embora componha metade da avaliação dessa competência, com relação à tipologia textual será verificada apenas a proporcionalidade das partes da estrutura do tipo dissertativo-argumentativo. Ou seja, os avaliadores identificarão se há introdução, argumentação e conclusão. Assim, recomendamos que você distribua seu texto da seguinte forma: introdução: apresente o tema que será tratado, já manifestando o ponto de vista que será defendido. Utilize seu repertório sociocultural para fazer a ligação entre o tema e algo que você conhece e que tenha relação estrita com ele. Distribua essas ideias em 4 a 5 linhas, mais ou menos. argumentação: utilize 2 parágrafos de 4 a 5 linhas cada para desenvolver os argumentos, de acordo com o ponto de vista manifestado na introdução. Assim, traga dados, referências, fontes relacionadas ao assunto para deixar seu desenvolvimento bem fundamentado. Pense também em mostrar as ideias de forma original: busque referências atuais e pouco usuais, fuja de fórmulas prontas e demonstre autoria. conclusão: retome o ponto de vista que você defendeu sobre o tema e apresente uma proposta de intervenção. Esse não é o momento de trazer novidades para o texto, apenas finalize com base no que escreveu. Se necessário, retome algum elemento que você mencionou ao longo do texto para dar encerramento ao assunto. Embora seja critério de avaliação da competência 4, lembre-se de usar elementos coesivos adequados para que seu texto fique fluido e todas as partes se conectem harmoniosamente. Tenha objetividade na apresentação dos argumentos, pois isso é uma das características do gênero textual da redação ENEM. Abordagem do tema O participante precisa dedicar esforços ao entendimento da proposta de redação a fim de garantir a abordagem completa do tema. Caso isso não aconteça, o texto será avaliado no nível 1 e tirará pontos também nas competências 3 e 5. Portanto, o nível 1 da competência 2 da redação refere-se ao tangencimento. Em 2019, o tema da prova foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Assim, era necessário não só falar de acesso ao cinema no Brasil, como também mostrar como democratizar esse acesso. Apenas falar de acesso e não mencionar a sua democratização no Brasil configura um tangenciamento do tema. Escolha do repertório A nota 1000 depende – e muito – da escolha de repertório que o participante apresenta na competência 2 da redação ENEM. Portanto, emprenhe-se em adquirir muito conhecimento e, mais que isso, compreender quais ideias têm maior relação com temática da prova para que seu projeto de texto fique coerente e original. Dependendo da forma como você desenvolve essa argumentação fundamentada seu texto será de nível 3, 4 ou 5. Veja como garantir 200 pontos nessa competência: nível 3: textos que apresentam repertório baseado apenas nos textos motivadores não passam dessa pontuação. Também são de nível 3 os textos em que se faz uso de repertório não legitimado (quando não é mencionada a fonte das informações) ou existe repertório legitimado, mas que não é pertinente ao tema. Assim, não basta colocar uma citação apenas por usar, ela precisa fazer sentido com o que você está defendendo e com o tema proposto. nível 4: textos que apresentam repertório pertinente e que também é legitimado, porém sem uso produtivo. Assim, se utilizam informações, fatos, situações e experiências vividas com respaldo nas áreas do conhecimento, como conceitos e suas definições; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc. No entanto, os participantes não vinculam esse repertório à discussão proposta, nem mesmo de forma pontual. nível 5: enquadram-se no nível de pontuação máxima da competência 2 da redação os textos que, além fazerem uso do repertório sociocultural pertinente ao tema, também fazem uso

Sabia que nem sempre usar estruturas prontas e decoradas garante uma boa nota na prova de redação? Conheça como usar esses artifícios sem ser prejudicado(a) na avaliação. Basta uma breve busca nas redes sociais e no Youtube para encontrar uma série de perfis e canais dando dicas de frases e até mesmo desenvolvimentos inteiros prontos “para usar em qualquer redação”. Mas será que esse tipo de artifício garante mesmo uma boa nota no ENEM? E nos vestibulares, isso pode ser usado? Vamos refletir sobre isso. Primeiramente, é preciso pensar em algumas questões éticas. Você sabe o que é plágio? A redação é o único momento da prova em que o participante tem a possibilidade de se posicionar diante de um tema e mostrar a sua personalidade. Quando boa parte dos estudantes utiliza a mesma estrutura até a linha 21 para todo e qualquer tema, e quando não foram eles quem produziram esses trechos, isso configura-se como plágio. No entanto, nos editais, geralmente, a única proibição é relativa à “cópia dos textos motivadores”. Porém, mesmo que não tenha sua prova zerada, muito dificilmente alguém conseguirá passar de uma nota mediana no ENEM (680 a 720) usando estruturas prontas e decoradas. Já no caso dos vestibulares, a situação pode ser bem diferente… Critérios de avaliação Frequentemente, estudantes que prestam ENEM e vestibular estudam e treinam tanto a redação nos moldes do exame nacional que acabam levando esse modelo também para os vestibulares dos quais participam. Porém, ao contrário do ENEM, que tem 5,7 milhões de pessoas inscritas em todo o Brasil em 2020, nos vestibulares das federais esse número é bem menor. Assim, para você ter uma ideia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2019, havia pouco mais de 25 mil inscritos. O processo de correções, além de contar com um menor número de provas, também conta com um número menor de avaliadores, em geral professores das próprias universidades, sendo mais fácil identificar redações “gêmeas”. Portanto, além de correr o risco de ver seu texto configurado como plágio, você pode perder muitos pontos na redação. Isso porque nas universidades os critérios são diferentes do ENEM. Além de identificar as questões de gramática, estrutura no gênero textual e atendimento ao tema, é feita uma avaliação holística (ou seja, a redação precisa fazer sentido como um todo, e não em “partes”, como no exame nacional). Desse modo, é preciso fazer uso de elementos que: tenham relação estrita com o tema proposto; estejam articulados ao projeto de texto de forma coesa e coerente; apresentem soluções condizentes com o que foi apresentado ao longo do texto. Agora, vamos ver o que consta na matriz de referência do Inep com relação à avaliação da competência 2, que requer do participante: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Ou seja, além de conhecer a estrutura do gênero, é necessário conseguir aplicar conhecimentos diversificados para o desenvolvimento do texto. Quando o estudante não zera a redação por fuga do tema, ela é avaliada em um dos níveis abaixo. Preste atenção nos descritores e tente localizar em que nível “estruturas prontas e decoradas” entrariam. Se você escolheu o nível 3, acertou. Embora 120 pontos não seja necessariamente “ruim”, um estudante que almeja uma nota maior precisa elaborar bem mais o seu texto e fugir do que é “pronto” e “fácil”. Pode ser uma zona de segurança repetir sempre a mesma estrutura “para qualquer tema”, mas a chance de você acabar sendo “previsível” é muito alta. Em alguns casos, a nota pode ficar ainda nos níveis 2 e 1, dependendo das escolhas realizadas e do tema proposto. Portanto, é um mito que citar vários pensadores no seu texto ou épocas históricas fará a sua nota ser alta. Isso ocorre porque não basta encher de referências se elas não se relacionam entre si. Alguns participantes “forçam uma barra” com determinadas citações (Bauman, Kant e Durkheim não nos deixam mentir…) que simplesmente não têm nada a ver com certas propostas. É necessário ter muito bom senso! No nível 3, a grade específica aponta que devem ficar os textos que apresentam: • Repertório baseado nos textos motivadores E/OU • Repertório não legitimado E/OU • Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema Repertório não legitimado é quando o participante apresenta dados sem informar a fonte; já o repertório legitimado é quando ele cita alguma fonte, no entanto ela não têm relação direta com o tema. Dizemos que é como uma “frase solta”, perdida na argumentação. Isso prejudica no ENEM e ainda mais nos vestibulares, que possuem uma avaliação diferente – e quase sempre mais rigorosa. Utilizar estruturas prontas também pode impedir que você chegue ao nível 5, pois existe uma questão ligada ao USO PRODUTIVO das referências no texto. No nível 4 ficam aquelas redações que, mesmo apresentando repertório legitimado, não fizeram um uso produtivo dele. Isso exemplifica que apenas colocar as fontes e os dados não irá garantir a sua nota 1000. Embora essa “receita” seja largamente propagandeada por aí, é imprescindível que tais elementos estejam coerentemente articulados no texto. Além disso, estimular a famosa “decoreba” em vez da reflexão crítica sobre os fatos do mundo é uma postura antipedagógica. Então eu devo esquecer tudo que já decorei para fazer uma boa redação? Calma lá! Não é isso que estamos afirmando aqui. Você pode continuar fazendo uso de algumas referências que já tem como cartas na manga. É evidente que o estudante precisa ter algumas formas “modelo” nas quais se basear, mas isso não significa fazer exatamente igual. O uso das referências só será produtivo se mostrar O SEU PONTO DE VISTA de forma clara. VOCÊ É ÚNICO, portanto a sua redação também precisa ser. Coloque-se no lugar de um corretor por um instante e pense: o que chama mais a atenção, um texto igual a mais 500 textos ou uma redação bem articulada, escrita com propriedade, em que se consegue “ver”

Na Competência 1 da Redação ENEM os participantes são avaliados quanto ao domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Saiba como se dar bem nesse critério! Recentemente, publicamos aqui os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações submetidas ao ENEM. Hoje, você vai saber um pouco mais sobre os critérios de correção da Competência 1. Na matriz de referência das correções, divulgada pelo Inep, consta o que será alvo do escrutínio dos avaliadores: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa Na competência 1 da redação ENEM, os corretores atribuem notas considerando se o estudante demonstra desconhecimento (nível 0) até o excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro (nível 5). Nos níveis intermediários (1, 2, 3 e 4), os textos podem apresentar domínio precário, insuficiente, mediano ou bom, respectivamente. Mas como é decidido em qual nível o texto do candidato se encaixa? Vamos ver na sequência! Avaliação objetiva Em 2019, quase 4 milhões de pessoas realizaram a prova de redação, e pouco mais de 5 mil professores foram selecionados para as correções. Assim, como uma avaliação de larga escala, que envolve atores (participantes e avaliadores) de todo o país, é fundamental haver alinhamento sobre como atribuir a nota, a fim de evitar as famosas “discrepâncias”. Portanto, ao se deparar com um texto, o avaliador terá dois aspectos a verificar na competência 1 da redação: estrutura sintática; quantidade de desvios. Quanto à estrutura sintática, é necessário que o participante demonstre que consegue escrever um texto fluido, sem truncamentos. Isso acontece quando são escritos parágrafos bem organizados, em que as ideias são claramente explicitadas e estão completas. Uma redação nível 5 na competência 1 da redação pode ter apenas uma única falha de estrutura sintática. Além disso, o autor deve ter produzido um texto com construção de períodos mais complexos. Essa complexidade é demonstrada pelo uso de orações subordinadas, intercaladas e inversões. Textos com estrutura sintática mais simples (apenas sujeito, predicado e objeto, na ordem canônica, por exemplo) não se enquadram no nível 5, que exige uso excelente da linguagem. No nível 0, o participante apresenta um texto em que inexiste estrutura sintática (é como um amontoado de palavras desconexas). Ou seja, não é possível identificar as ideias que ele pretendeu expressar. Mesmo que todas as palavras escritas não apresentem muitos desvios, a ausência de articulação de frases e períodos mantém a redação neste nível na primeira competência. Dica: Se você conhece bastante sobre sintaxe, mas não sente segurança em se arriscar, opte por escrever períodos mais curtos. Dessa forma, as chances de errar são menores e você conseguirá escrever um texto mais objetivo e claro. Releia sempre seu texto, prestando muita atenção à pontuação. Jamais separe sujeito e predicado com vírgula, por exemplo. Lembre-se de que cada parágrafo da sua redação é um “minitexto”, que precisa ter começo, meio e fim. Ele precisa fazer sentido e ter todas as informações necessárias para defender seu ponto de vista. Porém, não se esqueça de que, na “zona segura”, seu texto provavelmente será avaliado no nível regular (3) ou bom (4). E isso vai depender, ainda, da quantidade de desvios. Conforme ganhar mais confiança, tente produzir estruturas mais elaboradas. E não há outra forma: para tirar seu texto do regular para o excelente é preciso TREINAR! E como são avaliados os desvios? Os desvios referem-se a problemas de ordem gramatical, de convenções da escrita, de escolha de registro ou de escolha vocabular que aparecem ao longo do texto. Dentro dessas quatro categorias, temos vários aspectos que precisam ser atendidos para que se receba nota máxima na competência 1 da redação. Para ser avaliado no nível 5, o participante pode cometer, no máximo, 2 desvios. Quanto mais desvios, menor será a nota atribuída nessa competência. Veja, a seguir, conteúdos aos quais ficar atento(a) na hora de escrever: Desvios gramaticais de regência: podendo ser verbal ou nominal, diz respeito à relação de um termo regente (verbo ou nome) com os seus complementos. Assim, as regras de regência indicam se há necessidade ou não de uso de preposição entre o termo regente e aquele do qual ele depende para fazer sentido. O desvio ocorre quando o participante desconhece essa relação e usa equivocadamente – ou deixa de usar – a preposição em determinada oração. concordância: os verbos devem concordar em número (plural ou singular) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da oração. No caso da concordância nominal, não esquecer que os complementos de um substantivo (adjetivo, pronomes, artigos, numerais) precisam concordar em gênero e número com ele. Quando isso não é observado, o participante comete desvio de concordância. Portanto, não se esqueça “dos plural“! #brinks pontuação: o desvio ocorre quando vírgulas, pontos finais, dois pontos, ponto e vírgula, travessão etc. são usados de forma prejudicial à fluidez da leitura. Vale estudar esse tópico, especialmente considerando os três grifados acima, pois são os que mais geram desvios nos textos. paralelismo sintático: sua ausência dificulta a objetividade, a clareza e a precisão de um texto. emprego de pronomes: conheça os tipos de pronomes (oblíquos, retos, demonstrativos, possessivos, entre outros) para fazer o uso correto de cada um deles. Lembre-se de que não se usa pronome reto após verbos, e que os demonstrativos estabelecem relações de anáfora e catáfora dentro do texto, por exemplo. Se você não lembra o que é isso, é necessário se aprimorar! Crase: calcanhar de Aquiles de muita gente, a famosa “crase” merece uma atenção especial. Portanto, é necessário conhecer as regras de uso (ou não) de sinal indicativo de crase para evitar esse desvio. Estude! Desvios de convenção da escrita acentuação e ortografia: cada “politica” sem acento; cada “paralização” com z, é como uma facada no peito do avaliador. Além de conhecer as regras para acentuar as palavras, é preciso saber as suas grafias corretas. Uma dica é fazer listas de palavras que você tem dúvida quanto à forma de escrever. Pesquise o modo correto e escreva-as várias vezes. Qualquer

Vivemos nos preparando para o ENEM e pensando no que devemos fazer na redação, mas, tão importante quanto saber o que fazer, é saber o que NÃO fazer. Às vezes, deixamos escapar pontos fundamentais em nossa redação por simples desatenção ou por desconhecermos alguns detalhes que fazem toda a diferença, por isso, selecionamos 10 coisas que você não deve fazer em sua redação se quiser alcançar aquele notão. 1- Uso de gírias e/ou expressões informais Um erro bastante comum, principalmente quando nos falta vocabulário suficiente, é recorrermos às gírias ou expressões bastante informais, próprias da fala, em nossa redação. A menos que o tema possibilite a inclusão desses termos (e, mesmo assim, é importante termos bastante critério), evite a todo custo incluir em seu texto marcas da oralidade ou as tão comuns, que, mesmo comuns, não são dicionarizadas e, por isso, não são consideradas vocabulário formal, gírias. Se a sua dificuldade está em lembrar sinônimos para expressões repetitivas ao longo do texto, comece a fazer uma relação de sinônimos, pois esse treino facilitará bastante a lembrança das opções na hora da prova. 2- Estrangeirismos Temos notado que, principalmente nos últimos anos, os estrangeirismos, ou seja, termos “importados”, emprestados de outra língua, têm não só invadido a Língua Portuguesa como tomado o lugar de expressões brasileiras. Novamente, não havendo coerência com o tema, valorize nossa língua. Nada de usar goals no lugar de metas e manager ao invés de gerente. Não se esqueça de que uma das frentes avaliativas do ENEM é justamente avaliar como o candidato usa a Língua Portuguesa em sua redação e estrangeirismos podem levar a descontos de conceitos. 3- Tangenciamento do tema Falamos sobre tangenciamento em outras oportunidades aqui no blog. Ele acontece quando o candidato dá voltas, dá voltas e não chega a lugar algum, ou seja, quando o tema não é desenvolvido, gerando a famosa “encheção de linguiça”. O tangenciamento normalmente ocorre quando o candidato não sabe nada ou muito pouco sobre o tema proposto, daí a importância de você buscar repertório e treinar o desenvolvimento de redações de temas diversos, como os que temos semanalmente e gratuitamente aqui no blog. 4- Expressões/parágrafos prontos O assunto é polêmico, sabemos, mas não são poucos os especialistas em redação (de verdade ou auto-intitulados) que apresentam um modelo de redação “perfeito para qualquer tema”. Seja sincero com você mesmo (a): você realmente acha que isso funciona? Se fosse tão somente decorar alguns parágrafos, por que as pessoas se esforçariam tanto para alcançar uma boa nota na redação? E tem mais um detalhe aqui: os corretores sabem perfeitamente quando as expressões ou frases são prontas, até porque elas se repetem em diversas redações exatamente da mesma forma. Sabe o que isso gera? Pontos reduzidos no quesito autoria. 5- Desnivelamento vocabular O desnivelamento vocabular está intimamente relacionado ao item 4 e ele acontece quando o candidato está redigindo seu texto de uma determinada forma, utilizando certos recursos expressivos e, como num passe de mágica, altera totalmente a maneira de escrever. Isso deixa estampado que as frases que fogem ao estilo do candidato são decoradas e não foram sequer reinterpretadas porque, caso tivessem sido, o escritor da redação teria ao menos colocado a expressão em sua versão própria ou, como dizemos frequentemente, “com suas palavras”. 6- Citações descabidas Esta situação aqui é bem famosa: candidatos que citam filósofos ou a Constituição Federal sem que haja nenhuma coerência com o tema desenvolvido. Em nenhum manual de correção da redação do ENEM há o indicativo que, se o candidato citar o filósofo A ou B, isso vale mais pontos no fechamento da nota. Ao contrário, isso pode ocasionar descontos, isso sim. Sempre que você citar algum elemento em sua redação, pense e analise duas vezes antes de fazer a inclusão. Realmente há sentido em citar o que estou pensando? Como a citação se relaciona com o tema do texto e, mais ainda, com o caminho que escolhi para o meu texto? Não tem certeza se há ligação entre o tema e a citação? Não cite apenas por citar. Lembre-se: tudo o que está em seu texto precisa ter um sentido e uma razão para lá estar. 7- Falta de acentuação Mais um problema que só existe em função das formas modernas de comunicação. Em redes sociais ou na comunicação ágil do dia a dia, os acentos acabam ficando para trás, mas, na redação do ENEM, esse esquecimento não é perdoado. Se você tem o costume de escrever sem acentos gráficos, comece hoje mesmo a se corrigir, assim você corre menos riscos no dia da avaliação. 8- Linhas em branco Há muitos candidatos (sim, muitos) que, como uma estratégia para deixar as partes do texto mais organizadas, pulam uma linha entre um parágrafo e outro. Esteticamente, a decisão pode parecer adequada, mas não é, já que as linhas em branco entram na contagem do número total de linhas da produção textual, além de revelarem quebra entre as partes. 9- Titulação A redação do ENEM pode ter, no máximo, 30 linhas de conteúdo; o que passar das 30 linhas é desconsiderado e há desconto no quesito de partes do texto dissertativo-argumentativo, pois a conclusão não terá fechamento, uma vez que as últimas linhas foram desconsideradas. Também não há qualquer obrigatoriedade em se colocar título no ENEM, já que ele não é elemento avaliativo, porém, mesmo sem ser avaliado, ele conta enquanto uma linha, deixando apenas 29 para o texto em si. 10- Diminuição/aumento da letra Ainda casadinho com a questão do tamanho da redação, vem o caso dos candidatos que, nas últimas linhas da redação, vendo que o texto passará do número limite, começam a diminuir a letra. Também temos aqueles que percebem que sua redação não alcançará o número mínimo de linhas (8 linhas) e então tomam a inocente decisão de fazer uma letra maior do que o rio Amazonas. Tem como o corretor, habituado a corrigir inúmeras redações diariamente, cair nessa? Não, né, meu povo. É claro que haverá desconto de nota.

Ah, as redações nota 1000, número que nos faz sonhar noite após noite e que nos impulsiona durante todo o processo de estudos e preparação para o ENEM. Conquistar a tão afamada nota 1.000 é um sonho sim, porém, possível, tanto que 53 candidatos do ENEM 2019 conseguiram ver esses quatro números na parte de conceito da redação. CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DE 44 DESTAS REDAÇÕES! Então, por que não aproveitarmos para vermos o que esses candidatos fizeram de tão bom na redação deles? Afinal, técnica boa é técnica compartilhada. Evidentemente, qualquer redação que seja avaliada com conceito máximo no ENEM precisa ter algumas características básicas e obrigatórias, por isso, espere ver em todas elas os seguintes quesitos: – Três partes textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão; – Divisão e organização paragrafal adequadas; – Coesão e coerência entre os parágrafos; – Defesa de argumentos a partir de elementos sustentatórios (citações, dados, contextualização histórica etc.); – Atenção máxima ao tema; – Correção gramatical; – Proposta de intervenção viável e totalmente vinculada à problemática trabalhada ao longo do texto; – Autoria. Mas é lógico que de tudo isso você já sabe, afinal, qualquer redação do ENEM deveria obedecer a esses critérios (e a não obediência a eles acarreta descontos de conceitos), por isso, procuramos as especificidades, os detalhes que acabam fazendo a diferença na hora da construção textual e, claro, da avaliação. Vamos dar aquela espiadela do bem no trabalho dos coleguinhas de 2019? Vem com a gente. Contextualização atualizada Realmente, a contextualização tanto do tema quanto dos argumentos (principalmente quando se recorre a fatos históricos) faz muita diferença no nível de qualidade da redação. Quando essa contextualização está atualizada, então… Isso ocorre porque contextualizações que envolvem dados, situações e fatos recentes demonstram estudo aprofundado, atualização, preparo, além de saírem do senso comum, criando uma alegação diferenciada. Note como esse recurso foi utilizado nas redações de Daniel Gomes e Gabriel Lopes, ambas avaliadas com conceito 1.000 no ENEM 2019. “O filme Cine Holliúdy narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas.” ( Extrato de redação do candidato Daniel Gomes ) “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” ( Extrato de redação de Gabriel Lopes ) O filme Cine Holliúdy foi lançado em 2013 e o longa Na Quebrada estreou em 2014. Ambos são produções brasileiras e citá-las na redação também expressa valorização da produção nacional. Excelente pontuação Sabemos que existem sinais de pontuação que são opcionais em alguns casos e obrigatórios em outros, porém, mesmo nos casos em que a pontuação é uma escolha do autor, colocá-la acaba atribuindo um sentido mais claro à sentença (temos um artigo sobre o assunto aqui no blog, clique AQUI para conferir). Se você observar os próprios extratos citados acima, é possível notar o quanto a pontuação dos dois candidatos é irrepreensível e faz com que a leitura fique mais fluida, sem que tenhamos de voltar várias vezes à mesma sentença até entendermos o sentido dela. Evidências de amplo repertório cultural Uma das frentes avaliativas da redação do ENEM tem por objetivo analisar o quanto o candidato conhece sobre o assunto e qual a variedade desse conhecimento, por isso, incluir no texto dados, notícias, considerações de pensadores, literatura, cinematografia e afins é uma escolha que contribui, e muito, para a boa avaliação nesse critério. Note como essa ideia foi trabalhada pelo candidato Augusto Scapini e pela candidata Eduarda Duarte, ambos nota 1.000 no ENEM 2019. Trechos da redação de Augusto Scapini: “Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana.[…] De início, tem-se a noção de que a Constituição Federal assegura a todos os cidadãos o acesso igualitário aos meios de propagação do conhecimento, da cultura e do lazer.[…] Essa segregação é identificada na elaboração da tese de “autocidadania”, escrita pelo sociólogo Jessé Souza, que denuncia a situação de vulnerabilidade social vivida pelos mais pobres, cujos direitos são negligenciados tanto pela falta de ação do Estado quanto pela indiferença da sociedade em geral.[…]” Trechos da redação de Eduarda Duarte: “Durante a primeira metade do século XX, as obras cinematográficas de Charlie Chaplin atuaram como fortes difusores de informações e de ideologias contra a exploração e o autoritarismo no continente americano.[…] Essa visão condiz com as ideias de Henri Lefebvre, uma vez que, para o sociólogo, o meio urbano é a manifestação de conflitos, o que pode ser relacionado à evidente segregação socioespacial dos cinemas.[…] Isso porque, apesar de Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, ter corroborado com a ideia do mundo virtual como influenciador ao constatar que a “tecnologia move o mundo”, as redes sociais não são utilizadas pelos órgãos públicos para divulgar apresentações cinematográficas nos centros culturais, presentes em diversas regiões do país.[…]” Palavras de abertura para os parágrafos Apesar de não ser um quesito obrigatório, utilizar palavras específicas para a abertura dos parágrafos situa o leitor com relação às partes do texto dissertativo-argumentativo, além de atribuir maior coerência ao texto e facilitar a criação do tópico frasal (está na dúvida sobre o que é tópico frasal? Clique AQUI para saber mais). Entretanto, cuidado! Fuja das obviedades. Nada de introduzir o texto com “inicialmente” ou concluir com “em conclusão”, pois isso revela pouca riqueza vocabular e pode reduzir os conceitos. Vamos ver o que os candidatos nota 1.000 fizeram? “Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Paralelamente, o Ministério da

Você sabia que, além da versão tradicional impressa e da nova modalidade digital, o Enem ainda conta com mais um tipo de aplicação? Considerado como “Enem secreto” por alguns, o Enem PPL foi implementado em 2010 e é modalidade legítima de aplicação até o presente ano. PPL corresponde à sigla “pessoas privadas de liberdade”, ou seja, o Enem PPL é destinado a pessoas que estão cumprindo sentença prisional em regime fechado (nas prisões) ou a jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. Apesar de ser de pouco conhecimento geral, o Enem PPL não tem nada de “secreto”, já que suas informações são disponibilizadas no site do Ministério da Educação e do INEP a qualquer pessoa que se interessar pelo assunto. É claro que, por se tratar de um público bastante específico, o Enem PPL tem algumas características bastante peculiares e vamos te contar quais são elas no artigo de hoje. 1- Por que o Enem PPL foi criado? As provas tradicionais do Enem começaram a ser aplicadas em 1998 e não havia nenhuma previsão ou possibilidade de acesso às provas (e aos seus benefícios) às pessoas privadas de liberdade. Em 2010, com base em dois pontos de nossa lei (a educação enquanto direito de todos e a portaria 807/10, que prevê que o Enem deve levar em consideração as políticas de educação nas unidades prisionais), o Enem passou a ser ofertado dentro dos centros de detenção. 2- O Enem PPL também é organizado pelo INEP? Sim, o Enem PPL também é organizado pelo INEP (instituição organizadora de todas as modalidades do Enem desde sua primeira aplicação até hoje), mas com parcerias com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o Departamento Penitenciário Nacional. 3- Quando o Enem PPL acontece? Normalmente, o Enem PPL é aplicado cerca de 15 dias após a versão tradicional escrita, que acontece no mês de novembro, mas ainda não há data prevista para o ano de 2020 até o fechamento deste texto, já que o edital do Enem PPL costuma ler liberado apenas em agosto. As provas também acontecem em dois dias, porém durante a semana e em dias consecutivos. 4- Como as inscrições são feitas? Conforme já te contamos, o Enem PPL só é possível por conta das parcerias estabelecidas. Cada unidade prisional ou socioeducativa precisa ter um responsável pedagógico, é esse responsável que possibilita o processo de inscrição e a educação oferecida dentro do sistema prisional como um todo (e, sim, detentos em idade escolar ou que não tenham concluído seus estudos no tempo regular podem continuar a estudar dentro dos centros de detenção). É o responsável pedagógico da unidade quem faz a inscrição de cada um dos participantes, determina a sala de prova, divulga resultados e realiza a inscrição dos candidatos em programas de acesso à educação superior, como o SISU, por exemplo. 5- Quem pode se inscrever no Enem PPL? Qualquer jovem ou adulto que tenha concluído ou esteja no último ano do Ensino Médio pode se inscrever no Enem PPL, desde que manifeste seu interesse ao responsável pedagógico de sua unidade. Se entre o prazo de inscrição e aplicação da prova, o candidato tiver sua liberdade decretada, ele será excluído da lista de participantes do Enem PPL. Detentos que ainda não tiverem concluído o Ensino Médio ou não estejam em fase final podem se inscrever como treineiros. 6- Onde o Enem PPL é aplicado? O INEP e seus parceiros escolhem algumas unidades prisionais que possuam estrutura escolar adequada para a aplicação do exame. As unidades selecionadas devem assinar um documento de adesão em prazo determinado. Os candidatos são distribuídos nessas diferentes unidades e divididos em várias salas de aula, assim como na prova tradicional. 7- Qual é a estrutura da prova do Enem PPL? A prova dessa modalidade do Enem tem a seguinte estrutura: – Uma redação em Língua Portuguesa, com os mesmos critérios de desenvolvimento e correção, mas com tema diferente da versão impressa e da versão digital; – 45 questões de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia); – 45 questões de Ciências da Natureza (Biologia, Química e Física); – 45 questões de Matemática; – 45 questões de Linguagens e seus códigos (Língua Portuguesa e Estrangeira- Inglês ou Espanhol-, Literatura, Artes, Educação Física, Tecnologias da Informação e Comunicação). 8- A prova do Enem PPL é mais fácil do que a do Enem tradicional? De acordo com o próprio INEP, não, todas as provas possuem o mesmo grau de dificuldade, bem como obedecem aos mesmos critérios rigorosos de correção. Na verdade, seria mais fácil pensarmos que a versão do Enem PPL é mais difícil que as demais versões, já que as provas acontecem em dois dias seguidos, sem aquele precioso tempinho de descanso mental entre uma etapa e outra. 9- Quais foram os temas da redação do Enem PPL? Os temas foram: -2010: Ajuda humanitária Basicamente, a proposta consistia em discutir sobre a importância da ajuda humanitária em casos de desastres ou tragédias sociais. -2011: Cultura e mudança social O candidato deveria, com base nos textos de apoio, abordar as formas como a cultura pode levar a uma mudança social. -2012: O grupo fortalece o indivíduo? Um tema que soou um pouco estranho aos ouvidos dos especialistas em redações de testes. Os textos motivadores traziam três vieses: das greves trabalhistas, dos times de futebol e dos grupos de manifestantes. -2013: Cooperativismo como alternativa social Um dos pontos principais da proposta era a perspectiva do cooperativismo relacionado ao desenvolvimento sustentável. -2014: O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa? Mais um tema considerado polêmico, 2014 trouxe a possibilidade de o candidato expressar em sua redação sua própria forma de ver a sociedade atual. -2015: O histórico desafio de se valorizar o professor Tema inclusive cotado para 2020, a valorização do professor já teve seu espaço no Enem PPL. – 2016: Desperdício de alimentos Retomando a ideia da sustentabilidade, o tema de 2016 foi mais específico ao requerer a abordagem do desperdício de alimentos. -2017: Consequências da
O Gabriel Lopes, do Rio de Janeiro, tirou nota 1000 na redação do ENEM 2019 e compartilhou conosco o seu rascunho! Confira: TEMA: Democratização do acesso ao cinema no Brasil O longa-metragem nacional “Na Quebrada” revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida. Na narrativa, evidencia-se o papel transformador da cultura por intermédio do Instituto Criar, que promove o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos alunos por meio da sétima arte. Apresentando-se como um retrato social, tal obra, contudo, ainda representa a história de parte minoritária da população, haja vista o deficitário e excludente acesso ao cinema no Brasil, sobretudo às classes menos favorecidas. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas corporativas e educacionais que contribuem para a continuidade da problemática em território nacional. Deve-se destacar, primeiramente, o distanciamento entre as periferias e as áreas de consumo de arte. Acerca disso, os filósofos Adorno e Horkheimer, em seus estudos sobre a “Indústria Cultural”, afirmaram que a arte, na era moderna, tornou-se objeto industrial feito para ser comercializado, tendo finalidades prioritariamente lucrativas. Sob esse prisma, empresas fornecedoras de filmes concentram sua atuação nas grandes metrópoles urbanas, regiões onde prevalece a população de maior poder aquisitivo, que se mostra mais disposta a pagar um maior valor pelas exibições. Essa prática, no entanto, fomenta uma tendência segregatória que afasta o cinema das camadas menos abastadas, contribuindo para a dificuldade na democratização do acesso a essa forma de expressão e de identidade cultural no Brasil. Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com a cultura desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e pouco voltada para a formação cidadã do aluno. Dessa forma, com aulas voltadas para memorização teórica, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com as diversas formas de expressão cultural e artística, como o cinema, negligenciando, também, o seu potencial didático, notável pela sua inerente natureza estimulante. Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pelo cinema, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos em relação ao cinema, o que constitui um entrave para que eles, durante a vida, tornem-se espectadores ativos das produções cinematográficas brasileiras e internacionais. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Para isso, ela deve estabelecer parcerias público-privadas com empresas exibidoras de filmes, beneficiando com isenções fiscais aquelas que provarem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões fora dos centros urbanos, de forma que, com maior oferta a um maior número de pessoas, os indivíduos possam efetivar o seu uso para o lazer e para o seu engrandecimento cultural. Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. Siga o Gabriel no Instagram: @gabrdelima Leia também artigos relacionados a redação nota 1000: ENEM 2019: Análise do tema de redação ENEM 2019: Modelo de redação com tema proposto TEMA DE REDAÇÃO ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil 10 erros que você NÃO DEVE cometer na redação do ENEM Redação Nota 1000 ENEM 2018: Uma Análise Completa

Venha ver nossa análise do ENEM 2019: Modelo de redação com tema proposto! Que todo mundo ficou surpreso com o tema de redação do ENEM 2019 (Democratização do acesso ao cinema no Brasil) a gente sabe! Mas qual seria um modelo de redação interessante para o que foi proposto na prova? O Redação Online preparou uma redação na qual você possa se basear! Confira: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte.” A canção do grupo musical “Titãs” mostra que o cidadão necessita de lazer e arte tão como precisa de comida. Todavia, na atualidade, muitos brasileiros não têm acesso à cultura, sobretudo a filmes, o que denota uma realidade que fere preceitos constitucionais e priva o sujeito da construção do senso crítico promovida por muitas obras cinematográficas. Dessa forma, a democratização do acesso ao cinema brasileiro deve ser encarada como algo urgente. De início, ressalta-se que o direito à cultura e ao lazer é previsto na Constituição Federal. Contudo, o alcance ao espaço cinematográfico ainda é privilégio de poucos, especialmente por conta de questões sociais. Sobre isso, pesquisas da Ancine revelam que muitas cidades periféricas não têm cinema, principalmente as que se localizam nas regiões Norte e Nordeste, que, por conta de indicadores financeiros, são preteridas pelos empresários do ramo em questão. Logo, se a CF não for respeitada, pessoas continuarão impedidas de experienciarem a arte por meio das “telonas”. Ademais, o cinema, além ser uma forma de lazer, é também um instrumento de promoção do senso crítico, que faz com que o indivíduo compreenda o mundo ao seu redor. Um exemplo disso é o filme “Tempos modernos”, o qual atuou, na época do seu lançamento, como um importante propulsor da reflexão acerca dos modos de produção Taylorista e Fordista. Assim, ao tirar do homem o acesso às películas, aniquila-se também a sua oportunidade de refletir criticamente por meio da arte e, consequentemente, evoluir intelectualmente. Portanto, faz-se necessário que a democratização do acesso ao cinema seja efetivada. Dessa maneira, o Ministério da Cidadania – atual responsável pelas questões culturais do Brasil – deve incentivar a instalação de salas cinematográficas em cidades periféricas brasileiras. Isso será feito por meio de incentivos ficais e tem como intuito ampliar o alcance das obras a todos os cidadãos. Além disso, é importante que o mesmo órgão amplie projetos como o “Vale cultura” para que as classes mais baixas possam usufruir de tal ampliação. Assim, a Carta Magna será respeitada e o desejo de arte e de diversão do povo será atendido. E aí, o que você achou? Conte pra gente nos comentários! Veja também: Redação ENEM: Análise dos 11 últimos temas cobrados na prova 10 erros que você NÃO DEVE cometer na redação do ENEM Como fazer uma boa proposta de intervenção na redação do ENEM? Análise do Tema da Redação do Enem 2018 Redação Nota 1000 ENEM 2018: Uma Análise Completa

Com certeza, você já ouviu frases assim: “Quem gosta de passado é museu”, “O que importa é o presente, pois o passado já passou”. Pois é, na nossa vida pessoal, isso pode muito bem ser verdade, mas no caso do ENEM nem tanto assim… Trouxemos Redação ENEM: Análise de 11 temas cobrados na prova. Vamos voltar agora para 2008. Isso mesmo, 2008, onze anos atrás. Isso porque olharemos um por um os temas de redação propostos na redação do ENEM de 2008 até 2018. Será que encontraremos semelhanças entre eles? Venha descobrir com a gente. Tema: Como preservar a Floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiro a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar? Assunto proposto para 2008, mas que poderia tranquilamente ser o tema de 2019, já que a questão da Floresta Amazônica continua relevante. Especificamente na formulação da produção textual de 2008, o candidato já tinha as opções de solução ao problema determinadas pela banca, o que facilita o encaminhamento do texto. Evidentemente, o autor da redação precisaria levantar pontos positivos e negativos da resolução selecionada. Tema: O indivíduo frente à ética nacional. Vemos mais uma vez a questão da ética sendo trazida para discussão. Já sabemos o quanto isso é desafiador, uma vez que estabelecer o que é ético e o que não é carrega uma série de perspectivas pessoais, culturais, históricas etc. Vamos analisar a introdução de uma redação altamente avaliada: “O Brasil tem enfrentado, com frequência, problemas sérios e até constrangedores, como os elevados índices de violência, pobreza e corrupção – três mazelas fundamentais que servem para ilustrar uma lista bem mais longa. Porém, mesmo diante dessa triste realidade, boa parte dos brasileiros parece não se constranger – e, talvez, nem se incomodar –, preferindo fingir que nada está ocorrendo. Em um cenário marcado pela passividade, é preciso que a sociedade se posicione frente à ética nacional, de forma a honrar seus direitos e valores humanos e, assim, evitar o pior.” Veja como o autor inteligentemente filtra o tema em três frentes específicas – índices de violência, pobreza e corrupção – facilitando assim a criação de argumentos e envolvendo a sociedade como um dos agentes solucionadores do problema proposto. Nós já analisamos esse tema aqui no blog, já leu? Corre aqui. Tema: O trabalho na construção da dignidade humana. Falar sobre o trabalho vinculado à dignidade humana é um prato cheio. Isso porque há referências desde a Bíblia até as notícias de jornal atuais, ou seja, exemplos para a construção do desenvolvimento não faltam. É fundamental que o texto de 2010 trouxesse a concepção de trabalho e de dignidade segundo o autor, já que ela pode variar a partir de um ponto de vista individual. Para te ajudar a analisar melhor este tema, temos alguns conteúdos no blog que falam sobre trabalho: Tema: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado. Tópicos envolvendo a comunicação moderna e os avanços tecnológicos são sempre cotados para os grandes testes e em 2011 não foi diferente. Note como o autor da redação abaixo traçou um excelente comparativo entre os pontos positivos e negativos das redes sociais no seu parágrafo de fechamento do desenvolvimento. “Percebemos, portanto, que o novo fenômeno das redes sociais se revela como uma eficiente e inovadora ferramenta de comunicação da sociedade, mas que traz seus riscos e revela sua faceta perversa àqueles que não bem distinguem os limites entre as esferas públicas e privadas “jogando” na rede informações que podem prejudicar sua própria reputação e se tornar objeto para denegrir a imagem de outros, o que, sem dúvidas, é um grande problema.” Daí seguir para uma proposta de intervenção de forma a minimizar os prejuízos trazidos pelas redes sociais torna-se tarefa mais leve. Falar de comunicação e não falar de redes sociais é muito difícil, portanto, confere esse tema que abordamos: Tema: Movimento imigratório para o Brasil no século 21. Já notou como a redação do ENEM exige certo conhecimento sobre atualidades? Sem saber sobre os últimos movimentos imigratórios ocorridos em nosso país o autor da redação teria extrema dificuldade em produzir o texto. Assim como na temática de 2011, analisar os dois lados – positivos e negativos- traçando uma comparação seria uma alternativa de sucesso. Também já abordamos esse tema aqui no blog: Tema: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil. Como abordar esse assunto sem saber sobre os índices de acidentes e mortes ocasionados por embriaguez? Impossível, não é mesmo? Mais do que isso, o redator deveria ter apontado os efeitos, na maioria das vezes positivos, do funcionamento da Lei Seca, bem como sua eficácia. Será que somente a lei é suficiente para conscientizar as pessoas e fazer baixar os níveis de ocorrência por ingestão de bebidas alcoólicas ao dirigir? Tema: Publicidade infantil em questão no Brasil. A publicidade envolvendo crianças sempre existiu no Brasil e no mundo, por isso, essa discussão não é nova, o que acaba sendo muito bom para os candidatos. Discussões mais antigas contêm um grande número de pensadores em torno dela, sendo assim, é possível encontrar apoio para diferentes tipos de argumentos. Alguns dos caminhos para o desenvolvimento seriam: concepção de infância, trabalho infantil, prejuízos da exposição excessiva à mídia, entre outras possibilidades. Falamos especificamente sobre esse tema, que apareceu em 2014, em um conteúdo aqui no blog, confere: Tema: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Mais um tema que exigia saber sobre índices e informações atualizadas. Quantos são os registros de violência contra a mulher? Existe um padrão nos registros? Algum grupo específico de mulheres sofre mais com a violência do que outro? Se sim, por que isso ocorre? Quais são as principais leis que têm por objetivo proteger as mulheres da violência? Por que as leis não têm sido eficientes? Como criar formas eficazes de proteção ao público feminino? O tema relacionado à mulher está muito em alta, confere o que já comentamos: Tema:

Escrever não é tarefa fácil para ninguém. Na pressão da prova do ENEM então, nem se fala, mas… nem tudo está perdido, nobre candidato. Estamos aqui para salvar você. Você vem conhecer 10 erros que você NÃO DEVE cometer na redação do ENEM? Há erros simples que podem ser facilmente evitados usando dois elementos: atenção e estudos constantes. Vamos dar uma olhadinha naquilo que você NÃO deve fazer em seu texto? 1- Não obedecer à estrutura textual O texto do ENEM tem uma estrutura fixa e predeterminada, exigindo sempre o gênero da dissertação argumentativa. Esse gênero, assim como qualquer tipo textual, possui partes, objetivos e finalidades próprias. Jamais desenvolva outro gênero que não o pedido na prova e não se esqueça de revisar as partes e as características essenciais de uma dissertação e de uma argumentação durante seu processo de preparação. Aqui vão algumas dicas para cada parte da redação: Redação por partes: planejamento Redação por partes: introdução Redação por partes: desenvolvimento Redação por partes: conclusão 2- Não expor seu ponto de vista com clareza e determinação Já na introdução, você precisará apresentar qual é seu ponto de vista, sua opinião a respeito do tema proposto na redação. Não há certo ou errado e o importante não é que você pense da mesma forma que o corretor pensa, mas sim que seu ponto de vista fique claro e objetivo para qualquer um que ler seu texto. Também é essencial ter certeza de que sua opinião está alinhada ao assunto. Evite palavras que expressam dúvida, imprecisão, como: achar, talvez, provavelmente, possivelmente. 3- Tangenciamento O tangenciamento é um nome chique para dizer que você está “enchendo linguiça”. Sabe quando você diz, diz, enrola, enrola e acaba não falando nada com coisa nenhuma? Então, isso é tangenciar. Procure não dar muitas voltas antes de abordar os argumentos centrais e nunca trate o assunto de forma superficial, pois isso demonstra pouco, ou nenhum, conhecimento sobre a temática, o que, claro, já te faz perder aqueles preciosos pontinhos que garantem sua vaga na faculdade dos sonhos. 4- Não sustentar seu ponto de vista com base em argumentos Qualquer redação do gênero dissertativo argumentativo funciona mais ou menos assim: não adianta achar algo, você precisa justificar por que pensa aquele algo, portanto, reflita: Quais são as razões que tenho para pensar como eu penso? Minhas razões são fundamentadas apenas em minha opinião? Se alguém me apresentasse esses argumentos, eles seriam coerentes para mim, mesmo que minha visão fosse diferente? É muito importante que você encontre situações, notícias, pensadores, fatos históricos que colaborem com sua argumentação. Afinal, não adianta achar, tem que comprovar. A gente te ensina a criar um argumentação forte aqui. 5- Não apresentar uma proposta de solução ao problema na conclusão Uma vez que todos os temas apresentados na produção textual permitem o levantamento de um ou mais problemas a respeito, é fundamental que você pense numa proposta de solução (ou proposta de intervenção, como também é frequentemente chamada). A solução normalmente é inserida na conclusão e conta com ações em três esferas: Estado, população e escola, sendo assim, busque apresentar sugestões para cada um desses elementos, com estratégias específicas. 6- Criar uma solução inviável, utópica De nada vai adiantar você elaborar uma incrível proposta de solução ao problema, mas que só pode acontecer de fato no mundo dos sonhos, onde unicórnios coloridos tomam sorvete de morango ao som de harpas. A resolução apresentada na redação deve ser possível, executável, seja em curto ou longo prazo. Como já explicamos acima, será necessário desenvolver pelo menos uma estratégia promovida pelo Estado, uma pela população e uma pela escola. E não caia no erro- clássico- de escrever: “A culpa é toda do governo, portanto, precisamos devolver o Brasil para os índios”. Os avaliadores não querem que você haja como um juiz carrasco, mas sim como um mediador que encontra saídas diante de uma situação difícil e que traz prejuízos para a sociedade. 7- Deixar recados ao corretor Em hipótese alguma faça qualquer tipo de comunicação com a banca corretora. Tire já da sua cabeça a ideia de mandar “bilhetinhos” pedindo uma ajudinha na hora da correção. Essa atitude pode levar à desclassificação de seu texto. Não se esqueça: as produções são corrigidas por pessoas, não por um sistema. Os corretores são especialistas na área, passam por um treinamento intensivo e seguem todos o mesmo padrão de correção, por causa disso, por mais lindo que seja seu recadinho, nenhum deles vai aliviar sua barra. 8- Fazer desenhos na folha final da redação Se seu objetivo é ser desenhista, demonstrar isso na folha de entrega da redação do ENEM talvez não seja a melhor opção, com certeza, há espaços muito mais adequados para isso. Não importa se é um coraçãozinho ou a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, o desconto de nota- e até o zeramento, dependendo do caso- é certo. 9- Não seguir as regras básicas da ortografia, da gramática e da pontuação Ninguém precisa ter doutorado em Língua Portuguesa para escrever o texto do ENEM, mas as normas básicas da ortografia, da gramática e da pontuação devem ser respeitadas, até porque são elas que deixam seu texto claro e sua mensagem compreensível. Retome os pontos que te trazem mais dúvidas, faça textos regularmente, treine, treine e treine. Essa atitude com certeza vai te ajudar a escrever de maneira mais correta. Diquinha adicional: Está na dúvida sobre a grafia de uma palavra? Troque por um sinônimo. É melhor fazer a substituição de um termo por outro do que escrever casa com z, por exemplo. 10- Não revisar o texto Com frequência, nós pensamos de forma muito mais veloz do que escrevemos e isso às vezes nos leva a esquecermos uma palavra ou outra, misturarmos frases, trocarmos termos, entre outras situações. O processo de revisão nos ajuda a verificar se realmente abordamos o tema pedido na forma requerida, se não falta nenhuma parte essencial na redação, se conseguimos expressar com clareza e objetividade (já que há limite