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Entender o que é tese na redação é algo essencial para você poder ter um bom desempenho no ENEM. E cá entre nós, esse exame cobra teses como nenhum outro, não é? Não se preocupe, nós, do Redação Online, estamos aqui para te passar ensinamentos com foco em exemplos de teses para a redação do ENEM. Uma vez que esse assunto for aprendido, você poderá usá-lo em múltiplos setores da sua vida: tanto acadêmicos quanto profissionais. Quer aprender? Então não vamos perder mais nenhum minuto! O que é tese? A palavra tese é um termo proveniente do grego antigo “tésis” ou “thesis”, que significa proposição. Com o passar dos tempos, ela passou de apenas um posicionamento para uma proposição intelectual muito utilizada na área acadêmica. É considerado tese um texto que defenda uma ideia, um posicionamento crítico, um ponto de vista que fomente questionamentos sobre determinado assunto. E é por meio de argumentos, fatos e dados que o autor do texto ou pesquisa (ou, no seu caso, da redação do ENEM) justifica o desenvolvimento de sua(s) ideia(s). Quando ensinamos aqui no blog da Redação sobre texto dissertativo argumentativo, ressaltamos desde aquele momento a importância da tese para alocar suas ideias na redação do ENEM e ainda persistimos no assunto! Porém, é preciso que você saiba que a palavra “tese” ou “em tese” é popularmente empregada no sentido de referir-se a um assunto que não se tem muita certeza. Sabe quando alguém diz que “em tese, espera terminar o ENEM antes do horário final”, e ela quer afirmar que deseja ou imagina que o tempo total de prova não será necessário? Essa é uma usabilidade da palavra, e não é nesse sentido que o ENEM cobra. Além disso, existe a tese de doutorado, em que se tem a abordagem completa e absolutamente embasada cientificamente pelo pesquisador para que ele, ao defendê-la, possa receber o título de Doutor. Mas essa também não interessa pro ENEM! Afinal, o que é tese na redação do ENEM? Podemos afirmar com certeza que a tese é uma característica essencial de alguns gêneros textuais e representa seu posicionamento no decorrer do texto produzido por você durante a resolução da prova do ENEM. Ok, e como o ENEM cobra teses na redação? Vamos a alguns pontos importantes, em formato de lista: o ENEM espera que você apresente sua tese já na introdução! Ou seja, em seu parágrafo inicial, além de trazer contextualização sobre o assunto, você também deve se posicionar a respeito daquilo que será abordado. Isso é importante, pois é a partir deste ponto que sua argumentação será desenvolvida; você deverá defender a tese ao longo do texto. Assim, na argumentação você irá trazer argumentos que demonstrem a relevância do seu posicionamento e a validade daquilo que está sendo discutido. Todos os seus argumentos devem servir para o aprofundamento da tese, OU SEJA (muito importante!), nada de trazer um argumento contra e um argumento a favor do assunto! Você deve trazer argumentos que auxiliem no desenvolvimento do seu posicionamento (tese); mesmo que seja sua opinião, você não deve utilizar expressões como “eu acho que” ou “eu penso que” para defender o que diz;. procure sempre – sempre – ser impessoal; como a tese significa, também, “posicionamento crítico”, é importante que você traga argumentos consistentes para fundamentar seu posicionamento. Não é legal se prender demais a ideias de senso comum (nós sabemos que você consegue fazer uma argumentação bem rica!); portanto, sempre desenvolva uma tese que seja defensável; nunca traga uma tese que vá contra os direitos humanos: você, que é antenado, não vai nem pensar em fazer uma atrocidade dessas, não é? sustente sua tese até o fim! Não adianta nada construir uma introdução legal, trazer bons argumentos e, na conclusão, dizer exatamente o oposto daquilo que você está defendendo; por fim, é importante sempre ter cuidado para ser coerente em seu posicionamento durante toda a produção textual. Exemplos de redação notal mil no ENEM nos últimos anos para você se inspirar Abaixo, selecionamos três exemplos de redações nota mil escritas por estudantes para te ajudar a entender como a tese é aplicada no ENEM. Em negrito, destacamos os trechos em que as principais ideias dos autores são desenvolvidas e defendidas — sempre utilizando argumentos sólidos! Olha só: Exemplo 1: “Os desafios da formação educacional de surdos no Brasil” (Enem 2017). Autor: Matheus Rosi “Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. (CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA). Esse panorama auxilia na análise da questão dos desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil, visto que a comunidade, historicamente, marginaliza as minorias, o que promove a falta de apoio da população e do Estado para com esse deficiente auditivo, dificultando a sua participação plena no corpo social e no cenário educativo. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além de o papel das escolas na inserção desse sujeito. Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos estabelecidos, branco e abastado, sofre uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Lévi-Strauss, nota-se que tal deficiente não é valorizado de forma plena, pois as suas necessidades escolares e a sua inclusão social são tidas como uma obrigação pessoal, sendo que esses deveres, na realidade, são coletivos e estatais. Por conseguinte, a formação educacional dos surdos é prejudicada pela negligência social, de modo que as escolas e os profissionais não estão capacitados adequadamente para oferecer o ensino em Libras e os demais auxílios necessários, devido a sua exclusão, já que não se enquadra no modelo social imposto. Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar imersos nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de

O ENEM 2021 acontecerá nos dias 21 e 28 de novembro. Confira as dicas que selecionamos para você estudar redação nesta reta final! Sim, falta apenas 1 mês para o ENEM! A ansiedade está batendo forte por aí? Respire fundo, estamos aqui para ajudar você! Nós sabemos que a redação deixa muitos vestibulandos ansiosos, pois ela conta muito para a nota final da prova que ajuda a ingressar na universidade dos sonhos. Saiba que a única forma de se tranquilizar é se preparar para o exame antecipadamente, por isso é essencial que você reserve um tempo para estudar a estrutura de redação cobrada pela banca avaliadora e praticar a escrita. Para ajudar você a estudar nesta reta final, preparamos este post com algumas dicas úteis de redação. Boa leitura! Faça um cronograma de estudos se baseando que falta 1 mês para o Enem A primeira dica de todas é: organize-se! Ou seja, nada de se desesperar e ficar horas e horas estudando uma quantidade enorme de conteúdos teóricos. Neste momento, não é uma boa ideia encher a cabeça de informação. Muito pelo contrário: você deve revisar somente o mais importante e, para isso, é necessário ter organização. Faça um cronograma de estudos e reserve uma hora do seu dia para estudar redação. Você pode utilizar alguns métodos de estudo, como o pomodoro, por exemplo. No cronograma, recomendamos que você inclua as seguintes tarefas: Além dessas tarefas, inclua no seu cronograma momentos de descanso. Isso é muito importante para você assimilar bem o conteúdo e não prejudicar a sua saúde mental. Então, tenha boas noites de sono, beba água e alimente-se bem. Lembre-se: equilíbrio é fundamental para ser produtivo nos estudos. Combinado? A seguir, vamos explicar cada uma das tarefas citadas no cronograma. Prepara o caderno! Revise redações escritas anteriormente nessa reta final, faltando 1 mês para o Enem Uma ótima forma de estudar é revisando as redações já escritas. Você pode revisar as suas próprias redações para encontrar pontos de melhoria e aperfeiçoá-las, bem como ler as redações nota mil do ENEM – assim, você terá uma ideia da estrutura esperada pela banca avaliadora. Ao fazer a revisão, é importante que você se atente à estrutura do texto dissertativo-argumentativo, observe se as ideias e parágrafos estão bem articuladas e se foi proposto uma solução para o problema. Veja, abaixo, o que você deve observar na redação. 1 – Estrutura da redação A estrutura de redação cobrada pela banca do ENEM é dissertativa-argumentativa, ou seja, ela deve apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão. Com isso em mente, confira se as suas redações estão estruturadas corretamente. Lembre-se de conferir se você distribuiu o texto de forma adequada. O ideal é que ele seja composto por quatro parágrafos: 1 parágrafo para introdução, 2 para desenvolvimento e 1 para conclusão. Cada uma dessas partes do texto deve conter os seguintes elementos: Esses elementos fazem parte das competências da redação e são fundamentais para que você alcance a nota máxima. No vídeo a seguir, a profa. Chay explica um pouco mais sobre a importância de saber a estrutura de redação para se sair bem no exame. Assista! https://youtu.be/JHjFPGhGb8U 2 – Elementos coesivos Ao revisar as redações anteriores, avalie se você utilizou conectivos (conjunções, pronomes, advérbios etc.) para encadear as suas ideias. Esses conectivos nada mais são do que elementos coesivos responsáveis por garantir que a sua redação tenha coesão textual, ou seja, que ela estabeleça uma relação lógica entre palavras, períodos e parágrafos. Esses recursos linguísticos são avaliados na competência 4 e são essenciais para que você alcance o nível máximo dela. Em especial, dê uma atenção ao conectivo do tipo operador argumentativo que deve aparecer, entre parágrafos, em pelo menos dois momentos da redação. Para entender de forma detalhada como é avaliada essa e as outras competências, sugerimos que você dê uma olhadinha na Cartilha do Participante disponibilizada pelo Inep. 3 – GOMIFES Lembra dos GOMIFES? Ou você não faz ideia do que significa? De forma resumida, essa sigla se refere aos agentes sociais responsáveis por realizar a proposta de intervenção que você deve apresentar na conclusão. Cada letra da sigla representa um agente, veja: Com essa sigla fica mais fácil lembrar as possibilidades de agentes sociais que podem ser usados na redação, não é? No vídeo a seguir, a professora Chay explica como utilizar os GOMIFES na sua proposta. Confira! Faça uma lista de repertórios Outra dica útil para a reta final é: amplie o seu repertório sociocultural! Isso não quer dizer que você deve mergulhar naquele livro de 500 páginas que você procrastinou até agora, viu? Nós sabemos que o tempo voa! Neste momento, o indicado é que você se atente às notícias atuais, relembre os repertórios que você já tem na sua bagagem – citação, música, livro, filme/série etc. – ou mesmo conheça alguns repertórios curingas que podem ser usados em qualquer tema. Com a memória fresca, anote esses repertórios e tente associá-los a diferentes eixos temáticos – por exemplo, política, cultura, saúde e educação. Essa estratégia ajudará você a lembrar mais facilmente do repertório e associá-lo à redação independente do tema proposto neste ano. Treine escrevendo Por último, coloque a mão na massa! Afinal, nós sabemos que a melhor forma de melhorar a escrita é escrevendo. Contudo, isso não quer dizer que você deve escrever uma redação por dia desesperadamente até o dia da prova, ok? Indicamos que você escreva em média duas redações durante este mês. Lembra do que falamos lá no início do texto sobre a importância de se organizar? Então, agora é hora de treinar a sua escrita considerando o tempo que você levaria para ler os textos motivadores, planejar a redação, escrever, revisar e, por fim, passar a limpo para a folha de entrega no dia da prova. Após escrever, é essencial que você peça para uma pessoa especializada corrigir a sua redação. Assim, ela poderá apontar os pontos

Existem diversos modelos prontos de redações por aí. Mas será que eles podem fazer você atingir a nota máxima? Citações “coringas”, modelos de introdução que “funcionam” para qualquer tema, repertório que pode ser aplicado a todos os tipos de redação… as facilidades dos modelos prontos são inúmeras. Porém, é preciso ter bastante cuidado ao aplicar isso em uma redação, pois as chances de haver penalização são inúmeras. Para entender melhor sobre isso, veja as informações que trouxemos sobre as diferenças entre modelo pronto e estrutura fixa da redação. 1. As armadilhas dos modelos prontos Aqui no Redação Online nós não indicamos o uso de modelos prontos na redação. Os modelos prontos apresentam sempre a mesma forma de direcionamento de teses. No Enem, estes modelos têm uma baixa porcentagem de funcionar. Para vestibulares e concursos, as bancas costumam fazer uma correção holística, mais criteriosa, e por isso nestas provas o uso de modelos prontos tende a ser bastante penalizado. As bancas têm, cada vez mais, ficado atentas a este tipo de prática. Um exemplo disso é o vestibular da UFSC, em que a banca deixa claro que tais modelos ou trechos prontos podem ser penalizados como plágio no momento da correção, sendo punidos com nota zero. Um outro problema de o aluno utilizar modelos prontos é que ele acaba não aprendendo de forma real. Ou seja, ele não lida com as suas dificuldades de escrita, e quando estiver no ensino superior, por exemplo, terá dificuldades em relação a isso. Sendo assim, o ideal é que o aluno pratique a escrita e utilize a redação para melhorar os pontos em que tem mais dificuldade. Além disso, os modelos prontos, em vez de ajudarem, podem atrapalhar. Um modelo pronto bem comum é aquele que sempre aborda os problemas relacionados ao tema, porém isso não funciona para todos os temas. Para deixar isso claro, vejamos os temas em que este estilo de modelo pronto não se encaixaria: Enem 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil; Enem 2014: “Publicidade infantil em questão no Brasil”; Enem 2016: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Estes três temas não permitem o desenvolvimento de “problemas” na redação. Um pede que você indique efeitos, o outro pede que você questione a publicidade infantil e o outro espera que você desenvolva caminhos. Portanto, ao preparar um modelo pronto específico, o candidato, ao se deparar com temas como estes, terá extrema dificuldade para desenvolver um texto de qualidade. Além disso, as citações prontas, usadas nestes modelos, na maioria das vezes não são consideradas repertórios pertinentes ao tema, o que faz com que o aluno seja penalizado. 2. A importância de encontrar o seu “estilo” de estruturar a redação O “esqueleto” da redação, que é a forma como o aluno estrutura o seu texto, surge a partir das várias práticas de escrita de redação. Com o tempo e com a prática, cada pessoa encontra o seu próprio estilo de escrita, que é único e pessoal. São características particulares, percebidas com o tempo e com as escritas e reescritas. Por isso é tão importante praticar a redação. Com a prática, cada pessoa encontra a própria forma de escrever e se sente confortável e segura para seguir neste caminho. Além disso, esta prática faz com que o aluno desenvolva seus próprios repertórios e consiga encaixá-los nos textos de forma produtiva. Sendo assim, a estrutura da redação é algo pessoal, encontrado a partir de práticas únicas de escrita. Com a experiência da escrita cada um encontra formas próprias de iniciar sua introdução, de elaborar os argumentos e maneiras de trazer os 5 elementos na proposta interventiva (nos casos de textos de modelo Enem). Com isso, os textos não serão considerados plágios de outras redações e as chances de o aluno apresentar um projeto de texto estratégica são maiores. Depois disso tudo, você ainda pensa em utilizar modelos prontos? Você se sente inseguro para desenvolver seu próprio estilo de escrita? Nós podemos ajudar! Nossos corretores estão prontos para te auxiliar nessa busca! Acesse nosso site e comece a estudar em nossa plataforma!

Existem diversos modelos de redações nota 1000 por aí. Mas você já parou para analisar a fundo o que todos estes textos têm em comum? Você sabia que aqui no Redação Online a gente teve, pelo terceiro ano consecutivo, um aluno que alcançou a nota máxima na redação do Enem? Estou falando do Alan, o nosso aluno que tirou nota 1000 na redação do Enem 2020! Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Redação Online (@redacaonline) Então, para analisarmos a fundo as características de uma redação nota 1000, vamos utilizar a redação do Alan como exemplo. Portanto, preste bastante atenção nos pontos elencados abaixo, pois fizemos uma análise detalhada do texto! 1.Elementos da introdução da redação nota 1000 Vamos iniciar este tópico lendo a introdução do Alan. Lembrando que o tema de redação foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”: Na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o protagonista Policarpo é caracterizado como um doente mental por familiares e colegas de profissão devido ao seu ufanismo, sendo segregado da sociedade em um hospício. Atualmente, na realidade brasileira, os verdadeiros doentes mentais são tão estigmatizados quanto o fantasioso Policarpo, sendo tratados e observados com preconceito por considerável parcela da população. Assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam esse estigma, a citar, a ausência de ensino sobre a temática e a falta de empatia característica da contemporaneidade, no sentido de buscar desbancar tais bases prejudiciais. Uma boa introdução deve trazer a apresentação do tema, o desenvolvimento da tese (posicionamento que será defendido no decorrer do texto) e a indicação de quais serão os argumentos a serem abordados no desenvolvimento. Será que o Alan fez tudo isso na introdução? Vejamos: Apresentação do tema: Na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o protagonista Policarpo é caracterizado como um doente mental por familiares e colegas de profissão devido ao seu ufanismo, sendo segregado da sociedade em um hospício. Neste trecho, o Alan apresenta o tema (deixa claro que irá abordar questões relacionadas a doenças mentais e a segregação social relacionada a ela). Além disso, como um “bônus”, Alan traz uma citação literária que é pertinente ao tema e foi utilizada de forma produtiva, o que garante uma nota boa na competência 2. Tese: Atualmente, na realidade brasileira, os verdadeiros doentes mentais são tão estigmatizados quanto o fantasioso Policarpo, sendo tratados e observados com preconceito por considerável parcela da população. Neste trecho o candidato deixa claro o seu posicionamento, ao informar que ainda hoje o estigma é existente, assim como na obra citada anteriormente. Sub-teses: Assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam esse estigma, a citar, a ausência de ensino sobre a temática e a falta de empatia característica da contemporaneidade, no sentido de buscar desbancar tais bases prejudiciais. As sub-teses são os argumentos que o aluno cita na introdução e que serão desenvolvidos nos parágrafos seguintes. Aqui temos duas sub-teses claras: ausência de ensino sobre a temática e falta de empatia. Sendo assim, Alan “gabaritou” os elementos necessários para a introdução. 2. Desenvolvimento Vejamos o que Alan escreveu nos 2 parágrafos de desenvolvimento: Inicialmente, a falta de um conteúdo voltado aos transtornos mentais na formação educacional brasileira possibilita o desenvolvimento de concepções preconceituosas. No conto “O Alienista”, de Machado de Assis, um médico acaba encarcerando a população de uma cidade inteira, já que não existiam métodos precisos para reconhecer as doenças mentais, ou seja, todas as decisões dele estavam permeadas de desconhecimento. Analogamente à obra, o cidadão que não conhece, minimamente, os transtornos da mente tenderá a criar suposições erradas, tomando ações equivocadas. Logo, a ignorância e o preconceito prevalecem. Aqui o nosso aluno precisou retomar a primeira sub-tese, que foi apresentada na introdução: ausência de ensino sobre a temática. Percebemos que Alan conseguiu desenvolver bem este argumento, ao trazer outra citação literária (O Alienista) e conectá-la com o seu argumento aqui, demonstrando que a ausência de ensino acarreta falta de conhecimento e, consequentemente, preconceito. Ademais, a manutenção dessa ignorância é fortalecida pelos ideais narcisistas valorizados hodiernamente, os quais, muitas vezes, desvalorizam o diferente. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, o século XXI é dominado por uma sociedade do desempenho, na qual a individualidade é extremada em detrimento do altruísmo. Nesse panorama, o indivíduo, imerso em si mesmo, não consegue enxergar e aceitar a pluralidade de seres humanos que o circundam. Dessa forma, o cidadão brasileiro, inserido nessa lógica, nega o doente mental e classifica-o como anormal, reforçando estigmas danosos. Neste segundo parágrafo de desenvolvimento, Alan deveria desenvolver o argumento sobre a falta de empatia (já que ele apresentou esta sub-tese na introdução). Para defender este argumento, o aluno recorre ao filósofo Byung-Chul Han e cita a individualidade exacerbada. Repare que, apesar de não ter utilizado aqui o termo “empatia”, nós conseguimos entender claramente que a falta de empatia reforça os estigmas. Ou seja, mais um argumento bem desenvolvido e com sólido repertório. 3. Conclusão e proposta interventiva da redação nota 1000 Ao desenvolver a conclusão, espera-se que o candidato retome sua tese e, em seguida, cite a sua proposta interventiva, com os 5 elementos cobrados pela banca: Infere-se, portanto, que o preconceito associado às doenças mentais no Brasil precisa ter suas fundações desfeitas (aqui o Alan retoma a sua tese). Para tanto, o Ministério da Educação (agente) deve, com o suporte do Ministério da Saúde, inserir a discussão acerca das doenças mentais nas escolas (ação), por meio de alterações na Base Nacional Curricular Comum (meio utilizado), as quais afetarão as disciplinas de filosofia, sociologia, biologia e literatura (detalhamento), a fim de formar cidadãos mais tolerantes e conhecedores dos transtornos mentais (resultados esperados). Além disso, o Ministério da Família (agente da segunda medida interventiva) deve fomentar a empatia social (ação), utilizando-se de publicidades que valorizem atitudes altruístas (meios), visando à redução
Vai fazer o ENEM 2021? Então você deveria aprender como estudar redação, pois ela representa 20% da nota total da prova! Diferentemente do que todo mundo imaginou, 2021 também será um ano de muitos desafios para quem fará o Enem. Certamente, todo mundo queria já estar com aquele ar de normalidade para se dedicar aos estudos. Porém, a realidade (até agora) é de mais um ano de ensino remoto ou híbrido, com muitas adaptações. Então, no meio de tudo isso, como estudar redação de forma eficiente e eficaz? Se você está um pouco perdido, respire fundo! Hoje, vamos dar algumas dicas para você dar um gás nesse estudo! Conhecer as competências avaliadas Se você não faz ideia ou não conhece bem a forma de avaliação das redações do Enem, é fundamental ir atrás disso. Pois é só sabendo “as regras do jogo” que você poderá se preparar e entender em que aspectos precisa melhorar. Assim, um bom caminho é ler a cartilha de redação mais recente, disponibilizada pelo MEC aos participantes.Nela, você encontrará a descrição do processo de avaliação dos textos. Além disso, ao final, há algumas redações nota 1000 comentadas. A partir da leitura desse material você saberá não só o que esperar dos avaliadores, mas também o que fazer para escrever um bom texto! Acesse esse conteúdo e leia-o na íntegra! Adquirir repertório sociocultural Dentro das 5 competências avaliadas na redação, saiba que a competência 2 exige demonstrar repertório sociocultural produtivo nos textos. Mas o que seria isso? Bem, para defender de forma consistente sua tese, é necessário relacionar conhecimentos de diversas áreas. Assim, é preciso que você saiba um pouco de tudo, em especial os temas da atualidade, que podem virar possíveis temas de redação. Uma boa maneira de fazer isso é estudar repertórios por eixos temáticos. Outra boa forma de adquirir repertório é nos seus momentos de lazer. Isso mesmo! Assista a filmes, séries, leia livros de gêneros variados. Sempre é possível relacionar histórias (fictícias ou reais) para exemplificar acontecimentos do nosso momento atual. Portanto. Ter uma cultura vasta e diversificada pode te salvar na redação. Portanto, apure o olhar para essas obras e estude mesmo quando você não está estudando! Duvida? Conheça a história de Lucas Felpi, que tirou 1000 na redação Enem citando Black Mirror em 2018. Estudar redação é treinar! Pois é, estudar redação é mais do que apenas conhecer o gênero textual solicitado no edital e adquirir um bom repertório. É fundamental saber mobilizar esses conhecimentos para construir um bom texto. Assim, é preciso colocar a mão na massa. Só se aprende a escrever bem…ESCREVENDO! Somente dessa maneira você vai: perder o medo de expor as suas ideias; ganhar confiança conforme seus textos evoluem; compreender o que é necessário para atingir o nível mais alto das cinco competências avaliadas; aprender com os erros e reescrever seus textos; aprimorar os conhecimentos gramaticais para se dar bem na competência 1; testar seu repertório sociocultural e fazer pesquisas caso não conheça muito bem determinado assunto. Isso vai ajudar muito a adquirir cada vez mais repertório! Por onde começar? O escritor Pablo Neruda tem uma frase que diz: “Escrever é fácil. Você começa com maiúscula e termina com ponto. No meio, você coloca as ideias”. Bom seria se fosse tão simples assim, não é mesmo? Infelizmente, para a grande maioria dos mortais, é um pouco mais complicado do que isso. Certamente, algumas pessoas têm mais facilidade com a escrita, porém, qualquer habilidade pode ser desenvolvida, e estudar redação vai ser o primeiro passo para você fazer isso. Então, o ponto de partida precisa ser entender o que você já sabe sobre redação do Enem. Escolha um tema, leia com atenção os textos motivadores e escreva a sua redação. Isso mesmo, não se preocupe tanto com a “perfeição” – ela só chega com muito treinamento! Peça para alguém de sua confiança ler (se possível, alguém que entenda dos critérios de correção). Você também pode usar a nossa plataforma para receber o feedback dos nossos corretores! Assim, a partir dos comentários recebidos sobre o texto, reescreva-o. Estudar redação envolve muita escrita e reescrita. Não adianta nada você escrever muitos textos se não souber onde está errando para consertar. O ideal é que você escreva duas redações por semana, pois, desta forma você poderá ter tempo para pegar um novo feedback e ajustar novamente se necessário. Portanto, inclua essa atividade no seu cronograma de estudos sem exagerar na quantidade. Partiu escrever? Com essas dicas você, certamente, terá um bom desempenho na redação Enem 2021. O que não pode é deixar para estudar na última hora. A redação equivale a 20% da nota total no Enem e pode aumentar sua média geral. Portanto, isso deve ser levado muito a sério! Conte com a gente nessa jornada!

Com mais de 20 edições, o Enem já passou por muitas transformações, mas uma coisa não muda: você vai ter que escrever uma boa redação. Ao longo dos anos, o estilo de temas e também a padronização da correção foi criando uma série de especialistas no assunto. Assim, receber uma redação nota 1000 passou a ser o sonho de consumo de muita gente. Frequentemente, alunos que alcançaram a nota máxima nessa prova depois viram infuencers e ensinam outras pessoas a chegarem lá. Mas o que pouca gente conta é que há muitos mitos sobre as redações nota 1000. Vamos desvendar alguns deles hoje? Siga a leitura! 1. Redações nota 1000 não podem ter erros Calma! A banca de avaliadores do Enem não é tão severa assim. Não vamos esquecer que estamos falando de candidatos que, em sua maioria, acabaram de concluir ou estão concluindo o ensino médio, então ninguém está esperando textos sem qualquer falha. Portanto não é preciso ser um Machado de Assis para conseguir ir muito bem! Na verdade, você pode cometer alguns desvios sem que isso prejudique a nota em algumas competências. Por exemplo, você pode manter seu nível 5 na competência I se houver, no máximo, dois erros gramaticais e um de estrutura sintática. Também é possível ter um texto excelente mesmo que haja alguns deslizes de projeto de texto ou de desenvolvimento. Então, esqueça a ideia de perfeição, se é isso que o preocupa: é mito! Mas, claro, treine bastante para que sua redação tenha cada vez menos problemas como esses. 2. Tem que escrever nas 30 linhas Embora um bom projeto de texto, geralmente, demande mais escrita do participante, você não precisa escrever nas 30 linhas para tirar a nota máxima. Pois é, esse é mais um mito sobre as redações nota 1000. Os avaliadores vão buscar no seu texto introdução bem feita, desenvolvimento com uma ótima argumentação e uma proposta de intervenção com os cinco elementos obrigatórios. Se você fará isso em 20 ou em 30 linhas, tanto faz! A contagem de linhas só vale, mesmo, para verificar se um texto será ou não corrigido. Isso porque, para ir para a avaliação, o texto precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Qualquer outra informação a respeito de linhas é mentira! Então, não caia nessa! 3. Redações nota 1000 são as criativas O que é ser criativo em um texto dissertativo-argumentativo? No caso do Enem, especificamente, há pouco espaço para a criatividade, concorda? O edital, a cartilha do participante e, provavelmente, seus professores têm uma lista de regras, quase um passo a passo para você não errar, não é mesmo? “Tem que ter as 3 partes do texto”; “tem que ter uma proposta de intervenção completa”; “todos os parágrafos precisam ter operadores argumentativos“; e por aí vai. Então, em termos estruturais pelo menos, não dá pra inovar muito não. Mas, claro, você precisa ter um bom projeto de texto, referências para usar e articular com o que você pensou, no entanto não precisa ser nada totalmente fora da caixa. Desde que seja coerente e pertinente ao tema, você pode até usar uma citação “batida” que pode funcionar. A única coisa que você deve evitar mesmo – fugir, correr pra longe – é usar estruturas/textos prontos. Se for só essa a carta na sua manga, sinto muito, procure outras já! 4. Os melhores textos usam palavras difíceis Esse é um mito sobre as redações nota 1000 que faz muita gente se dar mal por usar palavras “bonitas”. Você tem, sim, que usar um amplo vocabulário, mostrar que consegue se expressar bem, mas ter uma boa desenvoltura escrita não é sinônimo de usar palavras difíceis. Muitas vezes, a escolha vocabular não é condizente com o restante do texto. Assim, fica aquele termo arcaico ou em desuso fica perdido no “rolê”. Então, amplie sim suas possibilidades, mas não precisa “pirar” procurando palavra estranha no dicionário. O texto precisa ser objetivo, de fácil leitura. Não precisa inventar moda (e, cá entre nós, começar o texto com “atualmente” ou “hodiernamente” dá absolutamente na mesma!). 5. As redações nota 1000 não usam exemplos Nada a ver! Se bem usado, um exemplo pode enriquecer muito a argumentação e complementar alguma referência que você trouxe para o desenvolvimento da sua tese. Lembre-se de que você precisa articular seus conhecimentos das diversas áreas e também seu conhecimento de mundo para fazer um bom texto. Assim, se é um exemplo pertinente, que tenha relação com o tema ou que seja de conhecimento de muita gente (algo que aconteceu ou foi divulgado na mídia, por exemplo), fique tranquilo(a)! Use sem medo! E aí? Conhece mais algum mito sobre as redações nota 1000 e quer compartilhar com a gente? Tem alguma dúvida sobre redação? Escreva nos comentários! Quer alcançar a NOTA 1000 no ENEM 2021? Não deixe de praticar em nossa plataforma de correções, videoaulas e monitorias!

Veja qual foi o tema da redação do primeiro Enem digital e confira nossa análise sobre ele. Você estava esperando por esse assunto na prova? No último domingo (31 de janeiro), aplicou-se pela primeira vez o Enem digital em alguns municípios brasileiros. Novamente, em função da pandemia e de algumas situações de problemas técnicos em locais de prova, houve um elevado número de abstenção: 68,1%. Assim, o total de participantes foi de pouco menos de 30.000. Certamente havia muita expectativa com relação ao tema de redação. Para a versão digital do Exame, a escolha foi “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Embora seja um assunto que se comente bastante no nosso dia a dia, é provável que a escolha da temática surpreendeu muita gente. Hoje, vamos analisar esse tema, os textos motivadores e o direcionamento dado pela frase temática. Acompanhe a leitura! Relevância e recorte do tema As desigualdades entre as regiões do país não são uma novidade. Historicamente, temos Sul e Sudeste mais valorizados economicamente e socialmente, enquanto Norte e Nordeste recebem, via de regra, menos investimento estatal. A situação atual da pandemia de coronavírus, recentemente, escancarou essas desigualdades. Desse modo, vemos estados como Amazonas e Pará sofrendo com a falta de estrutura na área da saúde para atender a sua população, por exemplo. Assim, era necessário que o participante conhecesse bem os aspectos macrossociais que poderiam fazer parte da sua argumentação. Isso porque o tema em si não determinou que tipo de desigualdade (se em termos educacionais, de infraestrutura, de educação, econômicos etc.), embora os textos motivadores dessem destaque para a pobreza e para a renda. Além disso, diferentemente do tema de redação do Enem impresso, que teve um recorte aberto, no Enem digital temos um direcionamento, sendo a palavra-chave DESAFIO muito importante para interpretar sobre o que o participante precisava escrever. Portanto, a existência dessa palavra na frase-temática define que o texto deveria, necessariamente, versar sobre formas de amenizar essas desigualdades e os entraves para a igualdade. Expôr, portanto, as causas das desigualdades e como solucioná-las. Textos motivadores da proposta de redação do Enem digital A prova do Enem digital apresentou quatro textos motivadores, sendo um deles composto por alguns dados estatísticos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e sobre o índice de desenvolvimento humano (IDH). Para compreendê-los melhor, é fundamental saber o que é PIB e o que indica o IDH. Veja: o PIB corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente no período de um ano. o IDH é a medida usada para saber o grau de desenvolvimento de uma determinada sociedade em termos de educação, saúde e renda. Assim, quanto mais próximo de zero, menor é o indicador para esses quesitos. Uma informação interessante que podemos tirar dos gráficos apresentados é que enquanto houve uma queda no PIB nas regiões Sul e Sudeste, nas demais houve aumento, mesmo que ainda não seja muito significativo. Com relação ao IDH também se percebe que houve uma variação positiva em todas as localidades entre 2000-2010. Assim, isso corrobora algumas informações do primeiro texto, de que houve uma melhoria em anos mais recentes com relação à renda e alguns serviços, como infraestrutura, atendimento médico e escolaridade. No entanto, ainda assim é bastante acentuada a desigualdade entre as regiões brasileiras. O quarto texto motivador traz um trecho de entrevista com Milton Santos, um dos pensadores brasileiros que sugerimos que vocês conhecessem mais, lembram? Quem acatou nossa dica certamente tinha bastante referencial teórico para demonstrar repertório sociocultural produtivo na redação, não é mesmo? Para ele, a globalização acentuou as diferenças sociais e, assim, beneficia apenas pequenos grupos. Porém, ele afirma que é possível haver integração pelo uso das tecnologias. Por fim, o texto III mostra que em 2019 o IBGE ainda identificou as disparidades de renda per capita entre as regiões brasileiras. Assim, vemos a existência de pouco ou demorado avanço em regiões mais periféricas enquanto as mais centrais seguem sendo as mais ricas do país. Em especial, mostra que houve um aprofundamento dessas diferenças na contemporaneidade, em especial no Norte e no Nordeste. Possibilidades de tese e argumentação Embora não seja um tema difícil, ele requer do participante atenção para que não abordasse genericamente o assunto e, além disso, necessitava um olhar voltado aos meios de solucionar esse problema. Alguns dos seguintes argumentos poderiam ser abordados: desinteresse estatal em investir nas regiões desfavorecidas e resolver de modo permanente essas desigualdades; pouca visibilidade dessas regiões nas mídias (basta lembrar o caso do “apagão” recente no Amapá, por exemplo); falta de oportunidades de emprego e renda, com regiões muito dependentes ainda apenas do turismo; descaso com problemas recorrentes, como falta de acessos fáceis a esses locais (relembre a situação de caminhões com oxigênio que atolaram em uma BR que há 30 anos aguarda por melhorias no Norte do país). Na sua argumentação, seria importante citar alguns dados como o do PIB e do IDH, mesmo que contextualizados a partir dos textos motivadores (sem fazer cópia), para sustentar essa desigualdade entre as regiões. Os exemplos recentes, trazidos em especial pela pandemia, como os indicados acima, também poderiam fazer parte da argumentação para mostrar o quanto as regiões Norte e Nordeste ainda são pouco assistidas pelos governos. Finalmente, esse tema propicia elaborar uma boa proposta de intervenção pelo participante, uma vez que ele provavelmente apresentou causas e agora é a vez de propor soluções. De acordo com a abordagem, era a hora de mostrar como resolver ou diminuir essas desigualdades, indicando agentes, ações, modos/meios, efeitos e detalhando algum desses 5 elementos obrigatórios. Por exemplo, propor uma distribuição mais equitativa dos impostos para os locais que mais necessitam. Na nossa próxima postagem traremos alguns repertórios que poderiam constar na redação sobre “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. O que você achou desse tema? Responda nos comentários? Até a próxima! Envie suas redações em nossa plataforma e receba as correções de nossos professores

Enfim, passou o primeiro dia de Enem 2020. O que você achou do tema de redação? Venha com a gente analisar a proposta do Inep! Em um momento tão atípico que estamos vivendo, muitos participantes fizeram as provas do primeiro dia de Enem 2020 no último domingo (17). Apesar dos relatos sobre as dificuldades em acessar as salas de prova, e a divulgação de um índice de abstenção recorde (51,5%), o tema de redação também foi assunto. Estávamos ansiosos, não é mesmo? Embora houvesse muitas apostas de que o tema não teria nada a ver com a pandemia, o fato é que, de alguma forma, ele resvala na situação que vivenciamos desde março do ano passado. Mais adiante vamos ver por quê. Assim, o tema de redação do Enem 2020 foi: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira“. De fato, saúde mental esteve em evidência nos últimos meses, e também se fala mais sobre o assunto em anos mais recentes. Acontece que, como mostrado no texto motivador III, doenças como a depressão aumentaram de modo alarmante na atualidade, tornando-se uma questão que precisa fazer parte das discussões da sociedade, especialmente a brasileira, a qual é a mais depressiva da América Latina. Em virtude disso, inclusive, em 2014 iniciou a campanha brasileira conhecida como “Setembro amarelo”. Assim, ela visa à prevenção de suicídios. No domingo, em uma live em nosso perfil no Instagram, alguns participantes comentaram que usaram a campanha em seus textos. Além disso, muita gente achou o tema fácil. Mas você sabe quais caminhos poderiam ter sido tomados para tratá-lo completamente? Acompanhe a nossa análise. Palavras-chaves do tema de redação Enem 2020 A compreensão da proposta é um momento decisivo para você ir bem ou não na redação. Isso porque é fundamental que o tema seja abordado de forma completa. Portanto, você deve atentar-se às palavras-chaves presentes na frase temática para poder atender ao solicitado pela banca. Nesse caso, temos duas expressões que são essenciais: estigma e doenças mentais. Além delas, temos outra que é complementar: na sociedade brasileira. Mas o que é um estigma? Muita gente nas redes sociais achou que essa palavra – pouco usual no nosso dia a dia – pegaria muitas pessoas desprevenidas. O texto motivador II trazia o origem da palavra, portanto, quem é bom em interpretação não sentiu dificuldades. No entanto, lembre-se que embora indicado, não é obrigatório usar exatamente essa palavra na sua redação. Assim, se você usou sinônimos, provavelmente se deu bem também. Podemos citar alguns: desaprovação, marca, marginalização, preconceito, julgamento ao que foge do padrão entre outras. Outro cuidado a tomar é não falar apenas de saúde mental, sem abordar as doenças. Historicamente, pessoas diagnosticadas com algum tipo de transtorno mental são estigmatizadas e isoladas do convívio social. Esse seria um bom ponto de partida, aliás. Assim, se você falou de estigma e de doenças mentais, as chances de atingir as notas mais altas na competência 2 são grandes. Porém, como você sabe, ainda é preciso demonstrar repertório sociocultural pertinente e produtivo. Quais abordagens você poderia usar? Veremos no próximo tópico. Argumentos que poderiam estar no desenvolvimento Veja por quais caminhos o seu projeto de texto poderia passar: falta de informação sobre as doenças mentais; pouca discussão sobre o assunto nas mídias; medicalização das pessoas que apresentam algum transtorno para que se adéquem à “normalidade”; medicalização de crianças muito jovens para que desempenhem melhor na escola; valorização da “vida perfeita” divulgada nas redes sociais e a pressão que isso causa nas pessoas; ausência de políticas públicas que previnam danos à saúde mental da população; minimização de problemas como a depressão, muitas vezes vistos sem seriedade; causas dos estigmas (histórico relacionado aos manicômios no Brasil, por exemplo); preconceito a tudo que desvia do que é considerado “normal”; entre outros. A equipe do Redação Online produziu uma redação-modelo com base nesse tema. Leia e veja de que forma poderia ter argumentado sobre o assunto no seu texto. Tema com recorte aberto Há alguns anos o Enem não tem fechado tanto o recorte para tratamento do tema. Desse modo, as possibilidades de abordagem são mais amplas. Isso pode ser bom ou ruim, depende do seu nível de proficiência na escrita de textos dissertativos-argumentativos. Ao não pedir que se fale sobre desafios ou forma de combate ao estigma, o participante não se limita a apenas um olhar sobre a proposta. Desse modo , se você abordou completamente e usou referências pertinentes, provavelmente foi muito bem na redação Enem 2020. Repertórios pertinentes ao tema Assim como na nossa redação-modelo, alguns participantes relataram na live e nas redes sociais que usaram o filme “Coringa”. De fato, ele encaixa perfeitamente no tema, especialmente se a condução do texto levava às ausência de políticas públicas de saúde mental eficientes. Trabalhar com esse tipo de referência, atual e de amplo conhecimento, é sempre uma excelente aposta no texto. Além desse filme, você poderia ter usado séries, livros, novelas, entre outras formas de arte que demonstram seu conhecimento de mundo e a capacidade de relacioná-lo ao assunto. Confira algumas possibilidades: filme: Bicho de Sete Cabeças (2000); filme: Nise – O Coração da Loucura (2015); série: 13 Reasons Why; livro: O alienista; pensador: Michel Foucault, com a obra “História da loucura”; livro: Holocausto brasileiro (2013); etc. Em breve traremos aqui no blog mais detalhadamente alguns repertórios que poderiam ser usados nessa redação. É claro que fica muito fácil sugerir agora que já sabemos o tema, não é? Mas não se preocupe! Se não usou algum desses que citamos, temos certeza que escolheu algo interessante também. Coloque nos comentários as suas referências! Estamos curiosos para saber! Proposta de intervenção A conclusão da redação depende muito do projeto de texto, portanto há uma infinidade de maneiras de concluir. Se você falou de políticas públicas, provavelmente os governos (municipais, estaduais e federal) apareceram como agentes. Se tratou pelo viés da medicalização na infância, a escola pode figurar na sua intervenção. O que não poderia faltar mesmo eram os 5 elementos obrigatórios. Se

Você já sabe tudo sobre a de redação do Enem? Veja as respostas para as dúvidas mais comum sobre essa prova que tira o sono de muita gente! Estamos a cada dia mais próximos do momento de fazer a redação do Enem e é normal que ainda existam questões a serem respondidas. Mesmo com toda a preparação durante o ano, há muitos mitos divulgados e desencontros de informação. Assim, muitas pessoas acabam inseguras sobre algumas situações que surgem durante a aplicação do Exame. Por isso, hoje vamos falar sobre as dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Acompanhe a leitura! 1. Preciso colocar título na redação do Enem? Conforme consta na cartilha do participante 2020, divulgada pelo Inep, o título é um elemento opcional. Portanto, você pode ou não utilizá-lo. Ele conta como linha escrita, porém não se avalia a existência de título em nenhum aspecto relativo às competências da matriz de referência. Mas cuidado: ele pode levar à nota zero o seu texto se apresentar qualquer característica passível de anulação, como desenhos, sinais gráficos, impropérios etc. Assim, fique atento! Na dúvida, melhor não se prejudicar por causa de um título, não é mesmo? 2. A redação precisa ser escrita obrigatoriamente com letra cursiva? Não. Você pode escrever a redação com letra de forma, sem que haja qualquer prejuízo à sua nota. Porém, é preciso diferenciar claramente as letras maiúsculas e minúsculas, pois isso é um critério de avaliação da competência 1. Além disso, é extremamente importante que você escreva com uma letra bem legível. Isso consta, inclusive, na cartilha do participante 2020. Nela, há o seguinte destaque: Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada. Então, capriche na sua letra! 3. Qual o número mínimo de linhas escritas na redação Enem? Para chegar aos corretores do Enem, uma redação precisa ter, no mínimo, 8 linhas escritas. Com sete linhas ou menos, o participante recebe a nota zero e o texto nem chega aos avaliadores. Mas se você estudou e treinou redação dificilmente estará diante de uma situação como essa, certo? Respeite também o número máximo de linhas. Você tem 30 linhas para desenvolver as suas ideias sobre o tema. Jamais passe disso, pois linhas a mais são desconsideradas. Respeite os limites da sua folha de prova. 4. Posso usar informações dos textos motivadores na argumentação? Já fizemos um post sobre o assunto, e a resposta é sim. Preferencialmente, você deve usar um repertório sociocultural que extrapole os textos da proposta de redação. Porém, caso você não saiba nada sobre o assunto ou tenha o famoso “branco” na hora da prova, pode utilizar dados da coletânea. O que você não pode fazer de jeito algum é copiar partes dos textos motivadores. Muitos trechos de cópia podem até mesmo levar a nota à zero. Assim, leia com atenção os textos e interprete-os, selecione aqueles mais pertinentes ao seu projeto de escrita e, na medida do possível, traga algum repertório próprio (citação, relação com alguma obra – livro, filme, série -, notícia) para complementar o seu desenvolvimento. 5. Quantos parágrafos minha redação precisa ter? O ideal é que seu texto esteja bem estruturado no gênero dissertativo-argumentativo e que ele apresente as três partes obrigatórias. São elas: introdução (1 parágrafo), desenvolvimento (2 parágrafos, geralmente) e conclusão (1 parágrafo). De preferência, deve haver harmonia entre o número de linhas de cada uma dessas partes. Portanto, não faça uma introdução de duas linhas (considerada pelos avaliadores como “embrionária”) e o desenvolvimento em um parágrafo de 15 linhas. Distribua as suas ideias em parágrafos de mais ou menos 5 a 7 linhas. E fique atento(a): é fundamental que exista claramente a divisão em parágrafos, pois textos em monobloco (quando não há parágrafos definidos) não ultrapassam o nível 2 na competência 4 mesmo que estejam muito bem escritos do ponto de vista do uso da língua e de desenvolvimento das ideias. 6. Qual o segredo para tirar 200 pontos na competência 5? Essa é mais uma das dúvidas comuns dos participantes do Enem. Saiba, então, que uma conclusão com proposta de intervenção completa ajuda a garantir os 200 pontos na competência 5. Mas o que define que uma proposta de intervenção está completa? Lembre-se de que existem 5 elementos obrigatórios que precisam estar na sua proposta de intervenção: ação, agente, modo/meio, efeito e detalhamento. Assim, ao elaborar sua proposta, responda às seguintes perguntas: 1) O que é possível apresentar como solução para o problema? 2) Quem deve executá-la? 3) Como viabilizar essa solução? 4) Qual efeito ela alcançará? 5) Que outra informação acrescento para detalhar a proposta? 7. Em quanto tempo preciso escrever a redação? Um dos grandes inimigos do participante do Enem, além do nervosismo e da ansiedade, é o tempo. Você precisa ter uma estratégia para que, além de escrever a redação muito bem, ainda consiga responder a todas as questões sem atropelos. Desse modo, uma sugestão é que você leia a proposta de redação assim que receber o caderno de prova. Depois, já faça o projeto do seu texto e escreva o rascunho. Faça algumas questões que tenha mais facilidade e depois retome o texto. Releia, revise, faça os ajustes necessários e passe a limpo. Não deixe essa tarefa para os minutos finais, pois você pode acabar cometendo erros bobos por causa da pressa. Não perca mais de 1 hora em todo esse processo (escrita + ajustes + passar a limpo). Respire fundo! Você consegue! E então? Sabia a resposta para essas questões? Essas são algumas das dúvidas mais comuns dos participantes sobre a redação do ENEM. Você ainda tem algum questionamento sobre essa prova? Escreva-o nos comentários que a gente responde!

Conheça as orientações da cartilha de redação Enem disponibilizada pelo Inep aos participantes. Treine e consiga a sonhada redação nota mil! Estamos entrando na reta final para a aplicação das provas do Enem 2020, mas sempre é tempo de estudar. Mesmo tão perto, ainda dá para acessar materiais que ajudem a ter um bom desempenho. Todos os anos, o Inep disponibiliza diversos conteúdos que auxiliam os participantes a se prepararem para as provas. No dia 30 de dezembro foi finalmente publicado o documento “A redação do Enem 2020 – cartilha do Participante”. Com ele dá pra ter uma boa ideia de como dar o último fôlego nos estudos de redação antes do grande dia! Certamente, todos que prestarão as provas deveriam acessar todos os conteúdos disponíveis. Mas, na verdade, muitas pessoas sequer leem o edital na íntegra. Isso é um grande erro, pois nele há informações valiosas tanto com relação a questões práticas da prova (qual caneta, horários, documentos aceitos, entre outras) quanto a como se calculam as notas. Se você é um dos que ainda não leu, ainda dá tempo! Além disso, há outros materiais de estudo, como a cartilha de redação ENEM que iremos comentar aqui. Acompanhe os principais pontos dela que você precisa saber. Muitas informações constantes na cartilha de 2020 são semelhantes às que o Inep disponibilizou em maio, da capacitação dos avaliadores. A grande diferença – e que para o estudante é bem relevante – é a linguagem bem mais acessível. Como os materiais são para públicos diferentes, de fato fica mais interessante ler um mais focado no participante. O ponto alto da cartilha são as redações nota mil comentadas. Vale a pena você ler ao menos essa parte, pois entenderá ponto a ponto o que faz uma redação ser considerada excelente. Como a redação é avaliada? Você já sabe que produzirá uma redação sobre um tema específico, a partir de uma tese, com argumentação fundamentada e apresentando uma proposta de intervenção. Mas depois que seu texto é entregue, quem avaliará? Pelo menos dois professores capacitados para essa função corrigem cada uma das redações. Essas pessoas atribuem as notas conforme as 5 competências de forma independente. Um não sabe a nota do outro. O objetivo é garantir justiça na avaliação. Os critérios de avaliação são os da seguinte matriz de referência: Fonte: Inep (2020). Após as duas avaliações, a sua nota será a média das notas dadas pelos corretores nas 5 competências. Caso exista discrepância (uma grande diferença entre as notas dadas), algumas ações acontecem para resolver a questão. Mas, antes, saiba o que são as discrepâncias: quando as notas dos avaliadores diferirem, no total, em mais de 100 pontos; quando houver diferença maior que 80 pontos em qualquer uma das competências. Nesses casos, então, a redação passa por uma terceira avaliação independente e a nota será a média das duas avaliações que mais se aproximarem. E se ainda houver discrepância? Nesses casos, uma banca presencial, composta por três professores, atribuirá a nota para esse texto. Essas informações são importantes para que você entenda como se chegou à sua nota quando receber o resultado. Perceba que há um grande esforço em não prejudicar nenhum participante, portanto, fique tranquilo(a)! Situações que levam à nota zero Na sequência, a cartilha informa os motivos que levam à nota zero. Nós já temos no blog um post especial sobre isso, bem detalhado. Mas não custa relembrar aqui alguns dos itens que mais zeram provas de redação: fuga do tema ou texto escrito em outro tipo textual que não o dissertativo-argumentativo; cópia integral de textos motivadores ou do caderno de provas; texto menor que 8 linhas; impropérios, desenhos e formas de identificação; texto predominantemente em língua estrangeira; entre outros. Avaliação de provas de participantes surdos ou disléxicos Ainda visando a justiça na correção, os surdos têm assegurado direitos relativos ao Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais. Assim, contam com mecanismos de avaliação coerentes com o aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. No caso dos participantes disléxicos, são adotados critérios de avaliação que levem em conta questões linguísticas específicas relacionadas à dislexia. Portanto, essas são formas de garantir que a singularidade de cada um seja considerada na hora de receber a nota. Avaliação de provas de participantes com transtorno do espectro autista Uma novidade da cartilha de redação Enem é que a partir de 2020 a avaliação das provas dos participantes que apresentam transtornos do espectro autista se realizará por meio de uma banca especializada. Assim, haverá critérios que considerarão questões linguísticas relacionadas ao autismo. Essa inovação na correção das redações está de acordo com a Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Matriz de referência Para que você saiba como se avalia cada competência, consulte a cartilha na íntegra e veja as tabelas. Por elas, é possível compreender o que faz com que uma redação receba 40 pontos em uma competência e o que precisa fazer para conseguir tirar 200. Assim, com base nessas informações, você mesmo pode avaliar seus textos já escritos e tentar melhorá-los. Aqui no blog já contamos tudo o que você precisa saber sobre cada umas das 5 competências, portanto não deixe de acessar esse conteúdo. Mas de todo modo, vamos relembrar alguns aspectos importantes da avaliação aqui: Na competência 1 você precisa demonstrar domínio da linguagem formal da língua portuguesa, portanto haverá descontos relativos a desvios e problemas de estrutura sintática. Na competência 2 você precisa respeitar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e fazer uma abordagem completa do tema. Veja no esquema abaixo, constante na cartilha de 2019, como a redação deve ser apresentada nesse aspecto: Fonte: Inep (2019). Continuando… Na competência 3 se analisa a capacidade de selecionar e organizar os argumentos em defesa do ponto de vista. Aqui, é legal você entender o que é projeto de texto. Então, segundo a cartilha de redação Enem, trata-se do

Sabia que a competência 5 da redação Enem é a que mais recebe nota zero nas avaliações? Descubra aqui tudo sobre ela e aprenda a fazer uma proposta de intervenção completa. Garanta seus 200 pontos! Você, que está se preparando para as provas do Enem, já sabe que uma boa nota na redação pode ajudar a elevar sua média geral. As redações são avaliadas por competências, e a competência 5 da redação Enem corresponde à conclusão do texto. No caso específico do Exame Nacional, essa conclusão precisa, necessariamente, apresentar uma proposta de intervenção. Embora uma grande parcela de participantes saiba disso, muitos não conseguem desenvolvê-la de forma completa. Por isso, hoje vamos apresentar como essa competência é avaliada e dar algumas dicas de como conseguir tirar 200 pontos nela. De fato, dados do da prova de 2018, divulgados pelo Inep, mostraram que 10, 4% dos participantes tiraram nota zero na competência 5 da redação Enem. Assim, isso representa mais de 420 mil candidatos que não souberam apresentar a proposta de intervenção em seu texto. No entanto, fazer o fechamento do texto não é uma tarefa difícil. Especialmente para quem conhece a importância de treinar bastante a escrita, é plenamente possível elaborar uma conclusão completa. Vamos conhecer como essa competência é avaliada? Acompanhe! Por que preciso apresentar uma proposta de intervenção? Além de ser uma prova que pode carimbar seu passaporte para uma universidade, o Enem é um exame que avalia o desempenho dos estudantes brasileiros que concluem o Ensino Médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) apresenta como um de seus objetivos de formação estudantil “o pleno desenvolvimento do educando e seu preparo para o exercício da cidadania”. Dessa forma, solicitar uma proposta de intervenção na redação visa verificar se o participante (…) demonstra se ele construiu, ao longo de sua formação, conhecimentos para a produção de um texto em que, além de se posicionar de maneira crítica e argumentar a favor de um ponto de vista, propõe uma intervenção com o objetivo de solucionar o problema abordado por um tema de ordem social, científica, cultural ou política. (INEP, 2019) Cabe reforçar também que essa é uma especificidade do Enem. Portanto, não é obrigatório em outras provas que pedem texto dissertativo-argumentativo apresentar intervenção. Então, leia atentamente o comando das propostas. Assim conseguirá verificar se é ou não necessário apresentar essa solução em suas redações. O que um corretor avalia na competência 5 da redação Enem? Ao corrigir uma redação, o avaliador segue determinações específicas da banca para atribuir as notas. Assim, com relação à competência 5, o participante deve: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Aqui, é necessário salientar: desde 2017 a redação não é mais zerada por desrespeito aos direitos humanos. Porém, como é uma exigência da proposta que a intervenção não atente a esses direitos, ainda é um critério que pode, sim, zerar a competência 5! Desse modo, tome cuidado! Ainda, como um exercício de cidadania, pense quanto uma proposta que desrespeita os direitos de outras pessoas é danosa à sociedade… Elementos obrigatórios na proposta de intervenção De fato, para ser considerada completa, uma proposta de intervenção precisa apresentar cinco elementos básicos: ação: prática apontada como necessária para a solução do problema apresentado pelo tema. Atenção: não importa a quantidade de ações que o participante apresente na proposta. Saiba que, entre todas as ações, o que o avaliador busca é A MAIS COMPLETA entre o que foi apresentado. Então, pergunte-se: “O que deve ser feito?”. agente: identifica o ator social apontado para executar a ação que se propõe. É necessário considerar o problema abordado pelo tema e a ação apresentada. A pergunta a ser respondida para identificar o agente da ação proposta é “Quem executa?”. Importante: o agente equivale a 1 elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam identificados em uma mesma proposta. Ou seja, mesmo que você coloque 3 agentes para executar uma ação, isso tudo equivale a 1 elemento válido. Certamente, não se trata da quantidade de agentes, mas sim da pertinência da escolha com relação ao projeto de texto e à ação. modo/meio: diz respeito à maneira e/ou aos recursos pelos quais a ação é realizada. Assim, a pergunta que você deve se fazer para pensar esse elemento é: “Como se executa/Por meio do quê?”. É fundamental que o meio/modo apresentado seja executável, concreto e demonstre a capacidade interventiva da ação. Assim, em outras palavras, é preciso que seja possível de realizar. Portanto, não elabore algo que seja inviável em relação à realidade. efeito: corresponde aos resultados pretendidos ou alcançados pela ação proposta. A pergunta a ser respondida para identificar esse elemento é “Para quê?”. O efeito pode ser expressado por uma estrutura indicativa de finalidade, consequência ou conclusão. detalhamento: acrescenta informações à ação, ao agente, ao modo/meio ou ao efeito. Portanto, ao elaborar a proposta, você deve se questionar o seguinte: “Que outra informação sobre esses elementos posso acrescentar ?”. Exemplo de proposta de intervenção completa Agora, veja uma proposta que foi elaborada de forma completa em 2019. O tema era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Gabriel Lopes compartilhou conosco o seu rascunho. Então, será que você consegue identificar os cinco elementos obrigatórios avaliados na competência 5 da redação? (…) Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. E então, conseguiu achar todos os elementos? Colocamos em cores diferentes cada um deles para facilitar para você.

As informações dos textos motivadores no Enem ajudam a compreender o tema da proposta. Saiba como utilizá-los na sua produção textual sem prejudicar a sua nota. Todos os anos, por uma ou outra razão, o tema de redação é motivo de polêmica. Quase sempre a queixa é a mesma: afirma-se que a temática não é próxima da realidade de algum grupo social. Além disso, muitos são pegos de surpresa pela escolha da banca da prova por temas inusitados. Mesmo que façamos 200 propostas de redação novas por ano para você treinar, não há como garantir o que realmente vai ser cobrado. Por isso, é fundamental saber extrair, no Enem, as informações disponibilizadas nos textos motivadores. Quando explicamos tudo o que você precisa saber sobre a competência 2, mostramos que redações com cópia dos textos motivadores são penalizadas na pontuação. Assim, embora você possa, sim, fazer uso das informações desses textos em sua redação, jamais você deve copiar trechos deles. Portanto, é preciso ler atentamente e ver como eles contribuem na formação da proposta. Desse modo, você conseguirá selecionar as partes que enriquecerão a sua argumentação. Normalmente, você terá contato com 3 ou 4 textos na prova que estão lá para ajudá-lo(a) a entender sobre o que discorrer. Nesse momento, é fundamental que você saiba interpretá-los. De acordo o Pisa (sigla do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) de 2016, muitos brasileiros não conseguem interpretar tudo que leem. Em decorrência disso, algumas pessoas acabam fugindo do tema. Outras, por não conseguirem desenvolver conteúdo próprio a partir de ideias norteadoras, copiam muitas frases dos textos motivadores do Enem. Então, antes mesmo de ser excelente em escrever textos, é essencial que você leia muito e consiga entender o que você está lendo. Portanto, não tenha pressa na hora de ler e compreender os textos da proposta. Essa é uma etapa crucial e dela dependerá o seu bom desempenho no desenvolvimento da sua tese. Usando os textos motivadores na sua redação Primeiramente, reconheça as funções que esses textos em prova. Além de estabelecerem o recorte temático, apresentam a linha pela qual o tema deve ser abordado. Em 2019, o tema foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Com base nos textos motivadores dessa proposta, vamos comentar como poderiam ser usadas as informações deles na redação. Certamente isso trará insights para trabalhar qualquer tema. Acompanhe! O texto I começa com uma anedota sobre o encontro de Georges Mélies com Lumière em 1895. Naquela ocasião, fora realizada a primeira exibição pública de cinema. Assim, esse texto traz uma informação histórica que serve para mostrar como, no começo, o cinema era visto como um entretenimento passageiro. Porém, com o passar do tempo, ele se consolidou na sociedade. Esse tipo de curiosidade e reflexão (o texto termina com uma pergunta) procuram deixar claro o foco do tema. A partir daí, é possível buscar na memória conhecimentos sobre o início do cinema, quando era preto e branco, por exemplo. Quais foram as principais figuras dos filmes dessa fase, que importância tiveram, como era o acesso das pessoas às salas de cinema? Tudo isso poderia ser dito ainda na introdução. O texto II traz uma definição sobre o que é o cinema, de acordo com Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Se você leu o texto sobre a competência 2 publicado aqui, sabe que definições e conceitos são elementos considerados repertório sociocultural legitimado. Então, ele está ali para indicar que você precisa mostrar conceitos acerca do tema que está tratando. Além de conceituar o cinema, poderia optar-se por conceituar a democratização. Já o terceiro texto trouxe dados percentuais sobre os hábitos dos brasileiros em relação à frequência ao cinema. Além disso, mostrou números sobre o acesso a filmes pela televisão. Assim, é importante que você tenha atenção à maneira como essas porcentagens podem ser usadas na sua redação. Certamente estatísticas agregam muito ao texto dissertativo-argumentativo, acompanhadas da fonte. Caso você não conheça informações atuais sobre o tema, ajuda muito saber parafrasear o que você encontra nos textos motivadores. Especialmente, é bom saber interpretar gráficos, infográficos e outras imagens. Abaixo você vê o texto III da prova de redação do ano passado: Paráfrases A paráfrase é um modo de afirmar o sentido de um texto ou passagem usando outras palavras. No caso dos dados estatísticos, você pode, a partir dos apresentados, criar novos dados. Não, você não vai “inventar” nada – não faça isso na prova! Use fontes confiáveis! Mas, veja: se o dado mostra que 17% da população frequenta o cinema, podemos inferir que 83% não frequenta, certo? Isso ajuda a demonstrar que o acesso não é democratizado no Brasil. Então, em vez de você copiar exatamente como aparece ali, você se apropria da informação e faz uso produtivo dela. No texto IV encontramos mais algumas informações sobre o número de salas de cinema e onde estão distribuídas. Novamente nos deparamos com uma espécie de histórico do cinema no Brasil, o que nos leva a pensar sobre a dificuldade do acesso a ele por muitas pessoas. Lembre-se de que o Enem é feito por milhões de pessoas todos os anos e que muitas vivem em lugares afastados dos grandes centros. Quem vive nas áreas mais urbanizadas pode nem imaginar que há pessoas que nunca foram ao cinema. Além disso, há a questão financeira. Vivemos em um país de muitas desigualdades, e fatores econômicos também influenciam na dificuldade de acesso ao lazer. Portanto, o último texto motivador dessa proposta fecha dizendo ao participante que ele não pode perder de vista que precisa tratar de dois aspectos: cinema e democratização do acesso a ele. Traga ao texto seu próprio repertório Redações que têm a argumentação baseada nos textos motivadores não ultrapassam o nível 3 na avaliação da competência 2. Por isso, procure sempre se informar e treinar a redação por meio de propostas variadas. Além das informações dos textos de apoio, quando estiver treinando, você deve pesquisar a respeito dos temas para ampliar seus conhecimentos. Como não há como prever