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No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a prova de redação é uma das partes mais cruciais para a avaliação dos candidatos. Conseguir uma nota máxima de 1000 pontos pode abrir portas para ingressar em universidades de renome e garantir uma carreira acadêmica promissora. Afinal, uma redação nota 1000 é uma referência de excelência em termos de escrita e argumentação. Estudar esse tipo de texto proporciona uma visão clara do que os avaliadores do Enem consideram ideal. Isso inclui a estrutura do texto, a clareza na exposição de ideias, a capacidade de argumentação sólida e a correção gramatical. Logo, ao analisar essa referência, os estudantes podem aprender como melhorar suas próprias habilidades de redação. Ao se preparar para o Enem, muitos estudantes questionam: qual é o segredo por trás de uma redação nota 1000? Dessa forma, neste artigo, você descobrirá os mistérios deste feito por meio da análise de redação nota 1000 de 2022 escrita por Carina Beatriz de Souza Moura, 18 anos, de Caruaru (PE). Introdução de uma redação nota 1000 Primeiramente, Todo bom texto inicia com uma introdução impactante. Afinal, o repertório sociocultural relacionado ao tema entra em cena. Nesse sentido, é fundamental demonstrar que compreendeu o tema e, mais importante, apresentar os dois argumentos que serão desenvolvidos. Análise de redação nota 1000: estrutura da redação: Por exemplo [P1] Contextualização com repertório sociocultural [P2] Problematização do tema [P3] Projeto de texto com dois argumentos Carina Beatriz de Souza Moura, 18 anos – Caruaru (PE) [P1] Na segunda metade do século XVIII, os escritores da primeira fase do Romantismo elevaram, de maneira completamente idealizada, o indígena e a natureza à condição de elementos personificadores da beleza e do poder da pátria (quando, na verdade, os nativos continuaram vítimas de uma exploração desumana no momento em questão). [P2] Sem desconsiderar o lapso temporal, hoje nota-se que, apesar das conquistas legais e jurídicas alcançadas, a exaltação dos indígenas e dos demais povos tradicionais não se efetivou no cenário brasileiro e continua restrita as prosas e poesias do movimento romântico. [P3] A partir desse contexto, é imprescindível compreender os maiores desafios para uma plena valorização das comunidades tradicionais no Brasil. Análise de redação nota 1000: Desenvolvimento 1 e 2 Além disso, o desenvolvimento é o coração da redação. Afinal, aqui retomamos os argumentos, provamos através de repertórios sólidos, realizamos um aprofundamento crítico, como também aplicamos estratégias argumentativas e fechamos com maestria. Estrutura do desenvolvimento Por exemplo Carina Beatriz de Souza Moura, 18 anos – Caruaru (PE) [P1] Nesse sentido, é inegável que o escasso interesse político em assegurar o respeito à cultura e ao modo de vida das populações tradicionais frustra a valorização desses indivíduos. [P2] Isso acontece, porque, como já estudado pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos, há no Brasil uma espécie de “Colonialismo Insidioso”, isto é, a manutenção de estruturas coloniais perversas de dominação, que se disfarça em meio a avanços sociais, mas mantém a camada mais vulnerável da sociedade explorada e negligenciada. [P3] Nessa perspectiva, percebe-se o quanto a invisibilização dos povos tradicionais é proposital e configura-se como uma estratégia política para permanecer no poder e fortalecer situações de desigualdade e injustiça social. [P4] Dessa forma, tem-se um país que, além de naturalizar as mais diversas invasões possessórias nos territórios dos povos tradicionais, não respeita a forma de viver e produzir dessas populações, o que comprova uma realidade destoante das produções literárias do Romantismo. Na prática Carina Beatriz de Souza Moura, 18 anos – Caruaru (PE) [P1] Ademais, é nítido que as dificuldades de promover um verdadeiro reconhecimento e valorização das comunidades tradicionais ascendem à medida que raízes preconceituosos são mantidas. [P2] De fato, com base nos estudos da filósofa Sueli Carneiro, é perceptível a existência de um “Epistemicídio Brasileiro” na sociedade atual; ou seja, há uma negação da cultura e dos saberes de grupos subalternizados, a qual é ainda mais reforçada por setores midiáticos. [P3] Em outras palavras, apesar da complexidade de cultura dos povos tradicionais; o Brasil assume contornos monoculturais, uma vez que inferioriza e “sepulta” os saberes de tais grupos, cujas relações e produções, baseadas na relação harmônica com a natureza, destoam do modo ocidental, capitalista e elitista. [P4] Logo, devido a um notório preconceito, os indivíduos tradicionais permanecem excluídos socialmente e com seus direitos negligenciados. Conclusão Sem dúvida, a conclusão é a última impressão que o corretor terá do seu texto. Aliás, o segredo é oferecer uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos, seja completa e eficaz. Estrutura da conclusão Na prática Carina Beatriz de Souza Moura, 18 anos – Caruaru (PE) [P1] Portanto, faz-se necessário superar os desafios que impedem a valorização das comunidades tradicionais no Brasil. Para isso, urge que o (AGENTE) Poder Executivo – na esfera federal – (AÇÃO) amplie a verba destinada a órgãos fiscalizadores que visem garantir os direitos dos povos tradicionais e a preservação de seus territórios e costumes. Tal ação (MEIO) deve ser efetivada pela implantação de um Projeto Nacional de Valorização dos Povos Tradicionais, (DETALHAMENTO) de modo a articular, em conjunto com a mídia socialmente engajada, palestras e debates que informem a importância de tais grupos em todos os 5.570 municípios brasileiros. (EFEITO) Isso deve ser feito a fim de combater os preconceitos e promover o respeito às populações tradicionais. (FECHAMENTO) Afinal, o intuito é que elas sejam tão valorizadas quanto os índios na primeira fase da literatura romântica. Por fim, navegar por essa estrutura é fundamental para quem almeja a nota máxima na redação do Enem. Por isso, estudar, entender e aplicar essas técnicas são etapas inegociáveis. E, acima de tudo, nunca se esqueça da prática! Sem dúvida, aproveite para treinar com os melhores professores e tenha suas correções em até 24 horas!

Lá pela metade do ano o Enem libera algumas redações nota 1000 e você corre para vê-las na internet. O que você quer é fazer igual a elas para ter nota máxima também, claro! Hoje vamos ajudar você nisso, analisando redações nota 1000 do Enem 2022 – mas não como você pensa! É preciso eliminar algumas noções erradas que os alunos têm criado nesses últimos anos. O que acontece é que os próprios alunos, quando veem redações 1000, deduzem que é preciso escrever uma igual – com as mesmas palavras e citações: “Esse aluno teve nota 1000 e fez isso, então vou fazer também!” Não funciona assim… Esses elementos são opções dos alunos – não existe obrigatoriedade em fazer dessa forma! Os elementos que toda redação 1000 tem são outros! O que toda redação nota 1000 tem (e a sua também precisa ter) Vamos ensinar você a perceber quais as características que toda redação nota 1000 tem – e que você não está enxergando. Para isso, nada melhor que usar trechos de redações 1000. Estes que você vê abaixo são trechos de redações 1000 de 2022. 1. O que toda introdução de redação 1000 Enem tem As teses da redação nota 1000 deixam claro quais os problemas que serão destacados no decorrer dos textos: Como o Enem não deixa muita margem para teses de verdade (com opiniões reais), o importante é deixar em destaque o que será exposto na argumentação. E foi o que essas duas introduções fizeram! Em geral os alunos deduziram que a introdução precisa ser assim longa, e precisa citar algum momento histórico ou uma produção de mídia, mas não é o caso… Esses são apenas detalhes – opções do candidato – que não garantem nota máxima. O que ajuda na nota 1000 de verdade é a tese explícita, isso sim! 2. O que toda argumentação de redações nota 1000 do Enem tem Observe como ambos trechos argumentativos abaixo de redação nota 1000 apoiam-se em fontes de autoridade (repertório). Você viu uma fonte de autoridade que era a própria Constituição Brasileira (a), e viu uma fonte que está relacionada à Biologia, uma Área do Conhecimento (b). Mas não é esse o importante! Observe que em ambos os casos os candidatos usaram essas fontes para dar reforço ao que estavam dizendo e não simplesmente para mostrar repertório. Como as redações nota 1000 usam repertórios A maioria dos alunos que enviam redações para nossa equipe pela primeira vez não sabe usar repertórios. Eles veem uma citação de filósofo, de momentos históricos, de filmes ou livros, e pensam que foi só isso que garantiu o 1000. Não! É preciso mostrar por que se está citando um repertório e usá-lo comentando-o! Lembre-se disso na sua próxima redação. Para fazer do jeito certo, siga a seguinte ordem: Essa é a ordem correta que garante a nota máxima no repertório – e a mais fácil também (ou você quer deixar as coisas mais difíceis?!) 3. O que toda redação estrutura de redação 1000 Enem tem Dois trechos agora, que mostram uma sintaxe acima da média na redação nota 1000. E se você nem sabe o que é sintaxe, é a hora de aprender – veja o sublinhado: Os trechos que sublinhamos demonstraram aos corretores que esses candidatos têm domínio da escrita (provavelmente têm hábito de ler e treinaram a redação) de verdade! Eles intercalam orações subordinadas com maestria, e os períodos parecem uma conversa, não são truncados. Vemos, inclusive, que no trecho b) o candidato soube usar o pronome relativo “cujo” que raros alunos usam! Os alunos poderiam achar que os conectivos usados é que garantiram a nota máxima mas… não! De novo, o autor da redação escolhe os conectivos que desejar e os coloca nos lugares que achar corretos. O importante mesmo é a clareza e o domínio da escrita! Um último detalhe interessante: o trecho b) é bem longo, mas é claro e organizado, portanto tamanho de períodos não faz diferença para uma nota 1000. Conclusão Quando um candidato compara redações 1000 do Enem, ele busca por elementos semelhantes e usa esses mesmos elementos em sua redação. Mas com essa análise de redações nota 1000 do Enem 2022 nós mostramos uma comparação muito mais eficiente. Comece a comparar dessa forma! Tem outras coisas importantes que não deu para mostrar aqui, mas é só enviar sua redação para nossa equipe que você fica sabendo!

Se estivéssemos no seu lugar, guardaríamos este artigo sobre dominar a estrutura dissertativa-argumentativa entre os favoritos! É simplesmente o básico que qualquer dissertação argumentativa precisa ter. Enem, vestibulares, concursos… tanto faz: foque no que vamos ensinar e já vai deixar muitos concorrentes para trás! Cada candidato põe suas ideias pessoais na redação dissertativa. Mas 100% deles devem, obrigatoriamente, dominar a estrutura dissertativa-argumentativa. E essa estrutura você pode entender com o passo a passo para uma redação organizada que vem agora. Só precisamos lembrar um detalhe antes que você role a tela: você, candidato, não precisa escrever seguindo uma ordem específica. Não! A ordem para escrever você decide. O corretor, sim, vai ler seguindo uma ordem e ele precisa localizar alguns elementos. Eles precisam estar na sua redação. Vamos a eles. Estrutura dissertativa-argumentativa: Como é a introdução de uma redação A introdução é o parágrafo inicial da sua redação. Pode haver uma introdução que ocupa 2 parágrafos, mas não aconselhamos isso, já que na prova o espaço é crítico! Guarde mais espaço para o que vem depois da introdução. https://youtu.be/DyrX8hz6czk Estrutura dissertativa-argumentativa: Como fazer uma tese correta Primeiro, tenha certeza de que sua tese está na introdução. Teses podem vir em outros parágrafos, mas, de novo, nós não aconselhamos que isso aconteça. Inclusive, a melhor forma de começar sua redação é exatamente escrevendo a tese – assim você sabe onde quer chegar (e o corretor também). Como incrementar uma introdução Quer dar uma aperfeiçoada na introdução, né? Pode fazer isso (embora não seja obrigatório), usando uma de nossas ideias. Como nunca nos cansamos de lembrar, jamais enfeite a introdução. Quando um aluno enfeita a introdução, quer dizer, inclui nela fatos e citações inúteis, normalmente ele pensa “o corretor vai ficar impressionado! vai me dar uns pontinhos….”. Entretanto isso é arriscado – pode levar a perda de pontos! Pense bem em como você poderia atrair o leitor para sua redação se estivesse escrevendo um artigo de revista – essa é uma boa dica. O jornalismo costuma fazer isso bem – e sem enfeitar! Quantas linhas tem a introdução ideal Essa é uma pergunta campeã entre nossos alunos. A resposta é “não existe número de linhas ideal para introdução”. O que é importante é não desenvolver uma introdução nela mesma. O desenvolvimento da introdução é o próprio meio da redação – a argumentação. Nossos corretores nos contam que há alunos que escrevem introduções tão recheadas que não sobra nada para o resto da redação! Então você já entendeu: introduções extensas (algumas chegam a ⅓ da redação!) não são boa ideia. Assim que sua tese estiver lá, clara, você já tem uma ótima introdução – procure não ir muito além disso. Estrutura dissertativa-argumentativa: Como fazer a argumentação da redação A argumentação em si é o recheio da sua redação. E não é apenas o recheio: a introdução é onde a maior parte da pontuação recairá. Tudo que está entre a introdução e a conclusão é argumentação. Embora cada aluno explique suas ideias do seu jeito, livremente, existem sim alguns elementos que são típicos de argumentação – e precisam estar lá. Como se explicar bem na argumentação É isso: a argumentação não serve para você mostrar que sabe muito sobre o assunto, e sim para explicar a sua tese. Como você explicaria sua forma de pensar numa conversa com o corretor? Não há forma mais fácil e rápida que essa para fazer uma argumentação de alto nível!Não existe um jeito certo e um errado de fazer isso, mas notamos entre os alunos que nos enviam redações para corrigir que algumas formas são as mais usadas: Enfim… são só algumas opções – não se prenda a elas. O corretor não dará ponto a mais ou a menos se você usar esta ou aquela opção. O que importa é o efeito! Se você seguir essa forma de argumentar baseada numa conversa com o corretor, a coerência de seu texto já estará garantida. Quer dizer, não vai acontecer de você cair em contradição, ou escrever trechos que não têm relação com a tese (ou até com o assunto!). Se você vai prestar Enem, deve estar se perguntando “e as propostas de intervenção?”As propostas de intervenção vão em qualquer lugar da redação, mas como são parte da argumentação, acreditamos que seja mais fácil incluí-las no meio da redação. Como fazer uma coesão correta A coesão tem grande chance de já estar em ordem, se você seguir as dicas acima, mas tem outros detalhes que você vai ver agora. Coesão com conectivos Muitos alunos pensam que coesão é espalhar certos termos aqui e ali (principalmente no começo das frases). Se essa mania de usar sempre os mesmos termos em início de frase já pegou você, tenha uma lista ampla de conectivos. “ademais” e “porém”, por exemplo, são campeões de uso entre os alunos! Não deveria ser assim… Em lugar de “ademais” você pode usar e em lugar de “porém” você pode usa Você não quer escrever igual a todo mundo, certo? Descole-se da concorrência! Mantenha o hábito de ler o que lhe agrada e vai ver que coleção de conectivos você terá para a redação! Estrutura dissertativa-argumentativa: Coesão com repetição Como estávamos dizendo, coesão é muito mais que palavras específicas em começo de frase! Uma coesão possível é repetir palavras ou termos. É isso mesmo que você leu: repetir palavras ou termos! A repetição é uma forma de coesão certeira. E é exatamente por medo de repetir palavras que tantos alunos criam problemas de coesão! Veja, por exemplo, como este aluno acabou prejudicando a coesão por medo de repetir a palavra: Atualmente, existem drogas lícitas e ilícitas. As substâncias lícitas são aquelas que podem ser legalmente vendidas na sociedade, como as bebidas alcoólicas e a nicotina. Já os alucinógenos são as proibidas por lei, como cocaína, maconha e crack. Independentemente da classificação, todo entorpecente é prejudicial à saúde. Parece que o aluno está falando de drogas diferentes, não é? Parece mesmo, porque alucinógeno e entorpecente são tipos diferentes de drogas (há outras!). É

Um artigo definitivo sobre a competência 1 do Enem – essa era nossa ideia para esta semana no blog. E não é que saiu melhor que o esperado?! Veja com seus próprios olhos! Será que você domina os principais assuntos para obter a nota máxima na competência 1?! Será? Gramática e linguagem são seu forte? A competência 1 do Enem envolve gramática e linguagem. Redação com nota máxima na competência 1 (200 pontos) não pode ter mais de 1 desvio de gramática ou linguagem, já fica avisado. Depois de passar pelos testes abaixo, já vai dar para saber se você conseguiria a nota máxima na competência 1 do Enem. Modalidade escrita formal do Português usada na competência 1 A escrita formal da Língua Portuguesa é aquela que você usaria para falar com um professor que não é seu conhecido (é mais fácil entender dessa forma!). O contrário da escrita formal é a escrita em forma de colóquio. Colóquio significa um bate-papo informal. A escrita em forma de colóquio se chama coloquial, e a redação do Enem não é hora de usar esse tipo de escrita. Vamos testar isso… o que é coloquial no trecho abaixo? “tá” é coloquial – na escrita formal use “está”. “tem gente” é coloquial – na escrita formal use “há gente”. Outro teste? Descubra o que é coloquial abaixo: A expressão coloquial é “pegar os responsáveis”! “Pegar os responsáveis” é agarrá-los (talvez pelo pescoço!) – não é assim que a gente fala quando está meio irritado? “Pegar” não é a palavra ideal ali: o sentido que o candidato queria dar é “punir”, “descobrir” ou “deter”. O quanto você domina a Língua Portuguesa em sua modalidade formal tem a ver com léxico e a gramática, claro. Léxico é o conjunto de palavras que você tem no seu cérebro, que carregam sentidos. Mas não é só isso: a fluidez do seu texto também entra nesta competência e aí entra a estrutura sintática. Estrutura sintática O que é fluidez da sua redação? Sabe quando você lê um texto e precisa voltar para reler, porque parece que você “tropeçou” em alguma ideia? Ou simplesmente não entendeu o que estava escrito? Esse é um texto nada fluido… Quando um texto é fluido, é fácil lê-lo. Nele uma coisa leva à outra suavemente. Texto fluido tem uma estrutura sintática ótima. Uma redação mediana na competência 1 tem características de alunos com pouco treino, que só sabe escrever com uma estrutura. Compare os dois trechos abaixo e decida qual tem a melhor estrutura sintática: Ambos os trechos estavam suficientemente claros, não estavam? Mas um deles foi mais agradável de ler, mais fluente. Foi o trecho 2! O trecho 1 tinha uma sequência de frases bem simples, uma colada após a outra, sem subordinação entre elas. Já o trecho 2 tem ideias subordinadas entre si, e não frases truncadas. A leitura como hábito é o segredo de quem consegue essa fluência. É pela leitura que o cérebro absorve todo tipo de formas de escrita. Assim sua redação não fica pobre e limitada. Pontuação x estrutura sintática Quase sempre a estrutura sintática com problemas de fluidez tem alguma falha na pontuação. Por isso vamos detalhar mais esse aspecto. Veja o que não está bom na sintaxe do exemplo abaixo: A frase “Dessa forma, fazendo com que a Nação brasileira saia da inércia que foi proposta e comece a fazer progresso.” não tem sentido nenhum. Se você duvida, tente falar essa frase para um colega e veja a cara dele… Claramente ela faz parte de uma sequência, ela é subordinada a outra, não poderia estar assim isolada, truncada. Uma vírgula antes dela resolveria o problema, assim: “É fundamental que o poder Legislativo ofereça outros tipos de pena para crimes considerados leves como ajuda comunitária para que iniba a superlotação dos presídios e deem oportunidade à reinserção social, dessa forma, fazendo com que saiamos da inércia que foi proposta.” Portanto, truncar períodos é uma falha comum que pode inutilizar pedaços inteiros de sua redação sem você perceber. E tem quase sempre relação com pontuação, mas afeta a sintaxe toda. Agora a coisa muda um pouco na fluência, descubra o que está errado neste trecho: Pois é, também existe o oposto: períodos (ideias) que precisariam ser separados e ficam justapostos. Basta ler em voz alta o trecho e vê-se como um ponto ia bem separando o trecho em duas partes, assim: Hoje a internet é o maior meio de comunicação existente no mundo. É de se esperar que a maioria dos jovens estejam sendo controlados por ela. É tudo uma questão de o candidato treinar (escrever redações semanalmente e ter um professor para corrigi-las). Excessos Vamos variar um pouco, mostrando o problema do excesso de palavras. Quer dizer, palavras que não servem para nada na frase, mas estão lá. Descubra onde isso acontece abaixo: O candidato deveria ter escrito “Cabe também às empresas terem em mente aquilo que deve ser eliminado da internet.” Esse foi um erro de regência, e erros de regência estão se tornando comuns entre os alunos, não sabemos bem por quê (dificilmente alguém erra regência ao falar). Então… como evitar erros de regência? Perguntamos a nossos professores-corretores e eles dizem que, quando um aluno não tem treino de escrita, procura “enfeitar” a redação tentando compensar. Sendo assim, curto e grosso: não “enfeite” a redação, use o português que você usaria ao falar com um professor que você não conhece. Excesso também pode ser aquela repetição de palavras que os alunos fazem sem querer, por falta de atenção. Parece uma coisinha de nada mas lá se vão pontinhos embora… Acentuação Começamos já com um teste: encontre abaixo uma acentuação que simplesmente não existe no nosso idioma: Não temos no português a palavra “á”. Temos a palavra “a” (artigo). Sim, temos a crase “à”, mas crase não é acento. De qualquer forma, neste exemplo não deveria haver crase também, visto que não há nenhuma palavra anterior que exija uma preposição “a”. Tratava-se de uma lista

Tem coisas que ninguém fala, mas podem definir sua nota de redação Enem: transição entre ideias, clareza, concisão e pontuação. Ou melhor… tem gente que fala sim: nós! Rola a tela para entender o peso disso tudo na escrita da redação do Enem. Nossos corretores sempre dizem: a melhor coisa é ler uma redação e entender tudo de uma vez só! Fica fácil e seguro dar a pontuação correta numa redação assim. E adivinhe quem mais sai ganhando com isso?! Sim, o candidato – você! Como fazer transição entre ideias na redação do Enem Quando fala com alguém, você faz transição entre suas ideias o tempo todo. E sem erro! Para criar transição entre ideias você usa, sem perceber, certas palavras, certas frases, e sua entonação (sua voz). No papel é só seguir essas formas de transição e estará tudo perfeito! Quer ver só? Você é capaz de perceber falhas na transição em sua escrita – veja se não descobre algo errado com ela neste parágrafo: A ascensão do Brasil ao posto de uma das dez maiores economias do mundo é um importante fator atrativo aos estrangeiros. Como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo previsões, será menor em 2023 em relação a anos anteriores, o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C. Lendo em voz alta o parágrafo acima você nota que o “Como” atrapalha demais a clareza! Que tal um “Embora” ali? É outra coisa, não é? “Como” indica causa (está lá nas orações subordinadas, pode pesquisar). “Embora” indica uma concessão, algo que reconhece que uma certa situação poderia ter atrapalhado um resultado. Sendo assim, muito cuidado com os conectivos – eles servem para fazer transições, mas um descuido e o leitor “tropeça” nas suas ideias! Transição entre parágrafos na redação do Enem Transição é feita o tempo todo, entre todas as ideias, inclusive entre parágrafos. Veja agora como o trecho abaixo conseguiu fazer uma transição entre parágrafos perfeita: (…)A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada. O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público infantil. Comerciais para essa faixa etária seguem um certo padrão: enfeitados por músicas temáticas, as cenas mostram crianças, em grupo, utilizando o produto em questão. (…) Aquele “tal discurso”, tão simplesinho, teve um poder enorme de ligar uma ideia anterior a outra posterior! E mais: ele não veio no começo do parágrafo, viu só?! Portanto, não se preocupe em colocar conectivos logo no começo dos parágrafos – a coesão não é obrigatoriamente feita assim. Aproveite para entender a competência 4 do Enem – não é difícil e é nela que você vai ganhar pontos com uma transição perfeita. Transição com simplicidade na redação do Enem E dá para fazer uma transição correta de formas ainda mais simples! Veja como a última frase do parágrafo abaixo conseguiu isso: A relação entre pais, filhos e seu consumo se torna conflituosa. As crianças perdem a noção do limite, que lhes é tirada pela mídia quando a mesma reproduz que tudo é possível. Como forma de solucionar esse conflito, o governo federal pode criar leis rígidas que restrinjam a publicidade de bens não duráveis para crianças. Além disso, as escolas poderiam proporcionar oficinas chamadas de “Consumidor Consciente” em que diferenciam consumo e consumismo, ressaltando a real utilidade e a durabilidade dos produtos, com a distribuição de cartilhas didáticas introduzindo os direitos do consumidor. Esse trabalho seria efetivo aliado ao diálogo com os pais. “Esse trabalho”! Foi esse termo que o candidato usou para que o leitor entendesse que ele estava se referindo às ideias de solução anteriores. Palavras tão simples do dia a dia que têm um efeito preciso! Quando a transição fica ruim… Agora, vamos mostrar o que não fica bem numa redação Enem, na hora de fazer a transição de ideias… leia o parágrafo abaixo em voz alta: Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultura geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos. Você tem dúvida de que este candidato foi ensinado a usar um conectivo no início de todas as frases (sem mencionar que fez outras transições dentro das próprias frases)?! Ficou bem forçado… veja como os professores da nossa equipe de corretores melhorariam o parágrafo e compare: Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa, logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Portanto, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultura geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos. Melhorou, não é? Foram eliminados alguns conectivos, que realmente não eram necessários, e a nova pontuação também ajudou. É assim mesmo: excessos na redação criam uma sensação de que o aluno está usando conectivos de

A ideia de Eixos Cognitivos vem da Psicologia, não do Enem. Mas o Enem organiza sua prova usando como base alguns deles que vamos mostrar agora. Pense na palavra “eixo”. Uma linha reta ao redor da qual alguns elementos giram juntos, de maneira uniforme. Agora imagine que esses elementos são as várias habilidades que todo candidato ao Enem precisa ter para fazer a prova. O cérebro faz o serviço de agrupar naturalmente essas habilidades, porque têm algo semelhante ou porque uma colabora com a outra. A Psicologia chama esses agrupamentos de “eixos cognitivos”, só para facilitar. E, se o próprio cérebro agrupa habilidades, fica mais fácil seguir o que ele faz e aprender as várias matérias obedecendo essa tendência, não é mesmo? Como o cérebro cria os “eixos cognitivos” Vale a pena entender o que se passa no seu cérebro quando você está estudando e aprendendo uma matéria! É bem complexo – na verdade é admirável! O cérebro cria processos que envolvem várias habilidades: Você tem todas essas habilidades, apenas que precisa treiná-las cada vez mais. Podemos ajudá-lo nessa tarefa, explicando como cada habilidade funciona. Percepção É tudo que entra em seu cérebro pelos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). O cérebro interpreta tudo e assim é que você formula sua ideia de tudo que está na realidade. Por exemplo, se você vir uma tesoura, na hora vai reconhecer que serve para cortar, já que, anteriormente, teve alguma experiência que demonstrou isso. Outro exemplo: digamos que você costumava cantar uma música na pré-escola, mas depois daquela época nunca mais voltou a ouvi-la – você será perfeitamente capaz de cantá-la novamente, de cor, caso a ouça hoje!E mais um exemplo: muitos dos repertórios que nós oferecemos a você toda semana vem em forma de vídeos – sua visão e sua audição captam o conteúdo e – PLIM! – já fica reservado para quando você precisar! Atenção A sua atenção é um processo em que seu cérebro é capaz de escolher o que realmente importa para ele do ambiente em que você está. Já se pegou distraído durante a aula? Já aconteceu de ler uma página inteira de um livro de leitura obrigatória e… não lembrar do que estava escrito lá? Todo aluno sabe bem o que é isso: falta de atenção. É preciso treinar seu foco, pois o cérebro tem um limite de informações nas quais ele consegue ter atenção de uma só vez. Sabe aquela ideia de ir fazendo as várias questões da prova enquanto pensa no tema da redação? Pois é… não funciona, e agora você já sabe por quê. Memória A memória você também sabe bem como é importante: só com ela você recupera as informações de que precisa para suas provas. Para sua prova de redação do Enem, por exemplo, você vai usar muito sua memória executiva, quer dizer, de curto prazo. Esse tipo de memória tem uma capacidade pequena de armazenagem, ou seja, elimina em pouco tempo o que tiver armazenado (Agora você entende por que não lembra mais nem o tema da redação na prova minutos depois de terminar a prova). Mas essa é a memória perfeita para planejar tudo na hora da redação, porque ela reúne várias atividades ao mesmo tempo – cerca de 7 no total. Com ela você pode usar informações que leu nos textos de apoio da proposta de redação, organizá-los, incluir repertório seu… tudo praticamente ao mesmo tempo! Já a memória de longo prazo você usará para armazenar todo tipo de informação que um dia (no futuro) venha a precisar – inclusive o repertório para a redação do Enem! Linguagem A forma como você fala, escreve e entende uma língua afeta a forma como você entende tudo ao seu redor. Tudo tem um nome, uma descrição… Sem a linguagem não existiria nem prova do Enem. Raciocínio Raciocinar é organizar um pensamento dentro da lógica, de forma que se tenha uma conclusão ou uma solução para um problema. Claro, tem tudo a ver com a dissertação: a argumentação de uma dissertação é puro raciocínio lógico. Emoção Tudo que você aprende está envolvido em emoção! E quanto mais fortes as emoções, mais atenção e memória são ativadas. E quanto mais atenção e memória ativadas… mais eficiente o aprendizado. Pode observar: sempre que uma emoção forte vem junto com a aprendizagem, mais profundamente você aprende a matéria e mais tempo ela fica na memória. Quem já passou pela escola sabe bem como alguns professores facilitam o aprendizado provocando emoções fortes nos alunos! Esse é o segredo para eles aumentarem (ou diminuírem) sua capacidade de memorização. Imagine alguém aprendendo a tocar violino, ou estudando poesia: como ele poderia dominar o aprendizado sem sentir emoção por aquilo?! Na sua vida acadêmica, profissional e no Enem (que é o que interessa agora) você vai precisar usar… Esses são os eixos cognitivos! Saber quais os eixos cognitivos que o Enem usa serve muito para ajudar você a organizar melhor as informações e escrever mais rápido – são úteis ou não são?! Como o Enem usou os eixos cognitivos na edição de 2022 O Enem exige que você domine 5 eixos cognitivos. Vamos explicar cada um com exemplos. 1. Dominar linguagens (DL) Você precisa dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica, e das línguas espanhola e inglesa. Veja que linguagem, aqui, não é só português, inglês e espanhol. Linguagem é o código usado por cada uma das disciplinas estudadas na escola. Linguagem é a forma como um tipo de pensamento é compreendido. Em outras palavras, na prova de redação do Enem, é claro que você precisa dominar a língua portuguesa, mas também precisa dominá-la para todas as outras provas do Enem! Acontece muitas vezes de um aluno errar uma questão de química, física ou matemática simplesmente porque tem pouca habilidade em compreender a língua escrita! Mas o que seria a linguagem científica? É aquela que os cientistas usam em seus textos. Por exemplo, esta questão do Enem

Conversando com nossos corretores, resolvemos fazer uma lista com coisas que geralmente os alunos esquecem de fazer na redação. Eles até sabem que têm que fazer, mas é tanta coisa para lembrar… Antes de passar à lista, queremos lembrar que reler a redação com atenção total depois de finalizar o rascunho é fun-da-men-tal. Bem, vamos à lista. 1. Relacionar tese com argumentos na hora de fazer a redação Sim, claro, você já deve ter aprendido que tese e argumentos andam juntos mas… muitas vezes vemos redações com argumentos que não combinam com a tese. Isso acontece quando o aluno quer de todo jeito usar um argumento específico – algum argumento decorado previamente, por exemplo. Ao reler, pense assim “meus argumentos estão justificando minha tese? Ou tem algum argumento aqui que não tem a ver com ela?”. 2. Avisar mudança na linha de raciocínio Acontece de o aluno começar a falar de algo contrastante com o que foi dito antes, algo que muda o raciocínio, sem avisar o leitor. Por exemplo, veja este trecho entre dois parágrafos de uma redação de aluno: “… Os meios de comunicação enfrentam o drama da censura do politicamente correto. Palavrões, piadas com minorias e a discussão de temas polêmicos são evitados, pois, quando abordados, são alvo de rejeição e vaia do grande público. A reação negativa geral do brasileiro à relação homoafetiva entre duas idosas em uma novela global ilustra bem tal realidade, por exemplo. O brasileiro apresenta inúmeras atitudes condenáveis e contrastantes ao seu discurso polido. Basta ver as piadinhas sobre minorias ou pessoas com deficiência que fazem sucesso e arrastam multidões aos shows de stand up.Observe que o segundo parágrafo é um contraste, uma ideia oposta àquela que estava no parágrafo anterior! Era preciso “avisar” o leitor dessa mudança na linha de raciocínio! E usar conectivo é uma forma de avisar o leitor: se o parágrafo 2 começasse com um “Entretanto” ficaria perfeito! 3. Conferir a sequência dos parágrafos Pois é, os parágrafos têm uma sequência correta. E só uma! Uma coisa tem que levar à outra naturalmente. Pense assim: você cortou os parágrafos de sua redação e entregou para outra pessoa remontá-la. Será que ele vai conseguir remontar na ordem que você queria? Se sua sequência estiver perfeita, ele vai conseguir sim! Se você acha que ele não vai conseguir, é porque alguma coisa na ligação entre os parágrafos não vai bem: os conectivos e as ideias em si, principalmente. 4. Diferenciar sua tese de um fato Na hora que você escreve sua tese, pode passar despercebido que ela não é bem uma tese, e sim um fato! Observe bem isso, porque teses são fundamentais numa dissertação argumentativa. Se você tiver escrito um fato apenas, sua redação ficará com jeito de dissertação expositiva. 5. Citar repertórios só se tiverem tudo a ver com seu argumento (Enem) Lembre-se disso: não vale a pena citar frases que tenham a ver com o assunto da redação, se elas não tiverem relação com seu argumento. Além de não ajudar na argumentação, pode afetar irremediavelmente essa argumentação. Se você decora frases e outros repertórios, vá com calma na hora de usá-los. 6. Seguir o direcionamento que a proposta pede para o tema Pois é, o tema é uma coisa central, mas sempre existe um direcionamento dentro dele, quer dizer, algum aspecto do tema que será o centro do tema. O que nossos corretores têm notado é que muitos alunos apenas focam no tema em si, e ignoram outros detalhes pedidos – ignoram até os textos fornecidos! O risco nessa hora é de tangenciar o tema. 7. Explicitar um conceito da proposta Em algumas propostas o assunto gira em torno de um conceito. Por exemplo, numa das propostas que já caíram na Fuvest, havia o conceito de “estar fora de ordem”. O que significa “estar fora de ordem”? Ora, para responder era preciso pensar no conceito de “ordem” – o que é ordem? Ir direto para o rascunho sem definir o conceito pode levar a uma redação obscura, fora de foco. 8. Dar exemplos, fazer comparações, enumerar Este item fala de “ser claro”, “ser didático”. Você até pode escrever sua redação baseada em teorias, mas nós não aconselhamos… Como a redação de vestibular tem que ser objetiva e direta, o melhor é fazer como seus professores: dar exemplos, algo concreto, quase visual. 9. Detectar repetições desnecessárias Os alunos morrem de medo de repetir palavras na redação, mas acabam deixando passar várias repetições desnecessárias e se preocupando em eliminar as que são necessárias… Veja: repetição é parte da coesão, é preciso repetir palavras, senão o leitor se perde. Mas existem palavras que não precisam ser repetidas – é a repetição desnecessária. Uma das palavras mais repetidas pelos alunos e que eles não percebem é “pessoas”. Veja só este trecho de um aluno: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitas pessoas não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. As pessoas estão acostumadas a julgar outras pessoas…” Olha como seria fácil acabar com essa repetição tão ruim: “Todas as pessoas dão opinião na vida das outras. É difícil viver assim, já que muitos não conseguem expressar sua verdadeira individualidade. Eles estão acostumados a julgar os outros…” 10. Recuar a primeira linha de cada parágrafo Parece mesmo uma coisa que não tem importância, mas sua nota pode cair muito sem recuos de parágrafo. O parágrafo começa sempre com um recuo. Mas é recuo mesmo, ok? Cerca de 1,5 cm. Recuos muito pequenos deixam os corretores em dúvida se aquilo é apenas uma irregularidade da escrita à mão, ou se é mesmo um parágrafo novo que está começando (nossos corretores que o digam!). E pode ter certeza: falta de recuo afeta seriamente sua nota de redação. Foi uma ótima lista, e quando tivermos mais dicas de coisas que você não pode esquecer de fazer na redação, postamos novo artigo, tudo bem? Nada melhor que professores para ajudarem você a melhorarem sua redação mais rápido

Já houve um tempo em que o exame tinha “apenas” 63 questões. Você sabia dessas curiosidades do Enem? Porta de entrada para a maior parte das universidades públicas do Brasil, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma oportunidade sem igual para os estudantes. E eles sabem disso. Assim, neste ano, mais de 3,4 milhões de pessoas se inscreveram para o exame, que ocorre nos dias 13 e 20 de novembro. Embora muitos tenham na ponta da língua informações como o formato da prova, o número de questões e os temas de redação dos últimos anos, a história de como o Enem nasceu e se transformou nem sempre é recordada. Então, desde a sua primeira edição, em 1998, o exame mudou bastante. O formato atual da prova é bem diferente da primeira prova. Não apenas isso, mas boa parte dos próprios programas que hoje utilizam a nota no exame sequer existiam na época. Ficou curioso? Na lista abaixo, o professor Daniel Ferretto separou 3 curiosidades sobre a prova do Enem. Confira! Número de questões da prova quase triplicou No início, o exame tinha “somente” 63 questões e a redação, e também era aplicado em um único dia, com duração de 5 horas e meia. O INEP aplicou a prova inicialmente em apenas 164 municípios e a inscrição custava R$ 20. A partir de 2008, a prova passou a ter dois dias de aplicação e 180 questões, mais a redação. “E em 2017 ela passou a ser feita em dois fins de semana, para não deixar a prova cansativa”, relembra o professor. A prova é realmente uma maratona, assim como o próprio ano de estudos para o vestibular. Não precisamos nem dizer que é importante ter alguns cuidados com a saúde mental e a alimentação. Método de correção “anti-chute” A correção é feita a partir do método de Teoria de Resposta ao Item (TRI), que começou a ser utilizado em 2009 para comparações das provas de anos anteriores. “Esse método de avaliação é feito individualmente em cada questão, a partir do grau de dificuldade. As mais fáceis valem mais pontos e as mais complexas somam menos pontos no resultado final. Esse sistema ajuda a identificar se o candidato ‘chutou’ algumas questões, então é importante ficar atento”, alerta Ferretto. Por isso, dois estudantes que acertaram a mesma quantidade de questões no Enem podem ter notas diferentes. Neste texto aqui, te explicamos como funciona, na prática, o TRI. E, claro, aprenda também como dar um chute mais certeiro quando não souber uma resposta clicando aqui. Enem já serviu para tirar o diploma do Ensino Médio Entre 2009 e 2016, pessoas que, por qualquer motivo, não tivessem concluído o Ensino Médio, poderiam realizar a prova como meio de obter um certificado de conclusão. A mudança ocorreu em 2017, quando o Encceja passou a ser o exame destinado a essa função. “Desde 2017, só é possível conseguir o diploma de pessoas que não concluíram o Ensino Médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja)”, esclarece o professor. Aqui no GUIA DO ESTUDANTE, temos uma série de conteúdos que te ajudam a garantir uma boa nota no Encceja e ajudamos em várias curiosidades do Enem, como quais conteúdos estudar, o que pode zerar a redação e como funciona a certificação parcial. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Além disso, utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto. QUERO ASSINAR MEU PLANO

O Enem é uma prova que exige muita leitura e interpretação de texto do estudante. Isso porque muitas questões trazem instruções e cabeçalhos longos, que exigem muita atenção. Dessa forma, leia com o máximo de cuidado. Portanto, manter hábitos de leitura é uma ótima tática para se dar bem no exame. Entretanto, para escrever uma boa redação do ENEM, é fundamental desenvolver uma relação mais próxima tanto com o hábito de leitura, quanto de escrita. O objetivo é entender melhor o mundo e saber relacionar esses conhecimentos em um texto. Mas, como se preparar para escrever um texto dissertativo-argumentativo no ENEM? Confira aqui 10 livros que podem te ajudar a sair do lugar comum e dos argumentos vazios. A Revolução do Bichos – George Orwell A Revolução dos Bichos, do escritor inglês George Orwell, é um clássico da literatura mundial que poderia respaldar questões de prova em exame de qualquer país do mundo. Ou seja, é uma obra universal que representa a condição humana frente ao autoritarismo ditatorial e totalitarista. Na obra, os animais se rebelam contra os mandos e desmandos dos homens. Cansado da exploração pelos humanos, proclamam-se independentes e autônomos. Entretanto, a tirania reaparece, mas agora encarnada na figura de um animal, o que ilustra um círculo vicioso onde dominado se transforma em dominador. Como a Revolução dos Bichos ajuda a fazer a redação do ENEM? A obra pode ajudar a sustentar argumentos em temáticas como opressão, ditadura, luta de classes e liberdade política, por exemplo. E, se você tem dúvidas sobre como relacionar dados, fatos e informações no seu texto, confira esses três modelos de redação do ENEM que alcançaram nota 1000 no exame. A Peste – Albert Camus A Peste retrata a disseminação da peste bubônica durante o século XIV. A doença acometia cidades inteiras, devido às suas péssimas condições de higiene. Porém, ele foi escrito logo depois da Segunda Guerra Mundial, como uma alegoria ao nazismo. Por isso, A Peste é um livro muito atual, podendo ser visto com uma metáfora do surgimento de pandemias e graves surtos epidemiológicos. Por outro lado, serve para ilustrar revoltas políticas, protestos e manifestações mais acaloradas. Ele funciona bem em assuntos como emergência epidemiológica, políticas sanitárias, saneamento básico e outros temas ligados às condições sanitárias. Por outro lado, ajuda a problematizar o surgimento de ideologias totalitárias e ditatoriais. A Metamorfose – Franz Kafka Franz Kafka escreveu A Metamorfose em 1915, sendo classificada como uma das grandes obras literárias de todos os tempos. A temática circula em torno de relações de trabalho, rejeição familiar e convivência social. Entretanto, A Metamorfose dá possibilidades para diversos tipos de interpretação. Ou seja, mais de um século depois de ter sido redigido e editado, dialoga fortemente com o século XXI. No ENEM, ele pode ser utilizado para problematizar as relações de trabalho e a convivência familiar. Além disso, pode ilustrar temáticas de saúde mental e de pessoas em situação de vulnerabilidade social. O Homem Invisível – Ralph Ellison Ralph Ellison trata da questão racial americana em O Homem Invisível. Ele narra a vida de um homem negro americano que se sente invisível frente a hegemonia no poder, que pertence aos brancos. A obra toma conta ainda de diversos temas enfrentados pela comunidade negra nos Estados Unidos, em meados do século XX. O Homem Invisível entrega ainda um tocante retrato da solidão e da representação e construção da identidade de um povo. Se a redação do ENEM tratar de políticas raciais, racismo, representação da identidade negra, solidão, desigualdades entre classes sociais, o livro de Ellison é sem dúvida uma ótima fonte de inspiração. Então, beba dela abundantemente! Quarto do Despejo – Carolina Maria de Jesus O Quarto do Despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, é considerado um marco na literatura feminina brasileira. A autora nasceu no interior de Minas Gerais, indo morar em São Paulo por volta dos 30 anos de idade. Sem instrução concluída, a escritora demonstra um rico arcabouço crítico em um texto repleto de marcas de oralidade. O livro é, na verdade, parte do diário escrito por Carolina, enquanto vivia nas favelas de São Paulo, mais especificamente, na Favela do Canindé. São registros sobre a rotina diária dela, mas também sobre a dor, a fome e a miséria que cercam esses lugares, principalmente nas grandes capitais brasileiras. Como o Quarto do Despejo pode ajudar você a tirar 100 na redação do ENEM? Em temáticas como política habitacional brasileira, favelas, exclusão social e geográfica, desigualdade social e políticas sociais contra fome e miséria no Brasil. O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro Considerado um dos maiores antropólogos e sociólogos da história do Brasil, Darcy Ribeiro traça em O Povo Brasileiro como se deu a formação e construção da identidade da população do país. Segundo ele, a partir do século XVII, a cultura europeia dominou o país, acabando de vez com a primazia cultural dos povos nativos. Com isso, foram originados os povos novos, resultado da miscigenação entre várias culturas e etnias. Mas, não só europeias, mas de povos vindos de várias partes do mundo. O Povo Brasileiro pode ser utilizado na redação do ENEM? Se um dos temas da redação do ENEM 2022 for colonização, migrações, miscigenação, identidade do povo brasileiro entre outros. A Filosofia Explica Grandes Questões da Humanidade – Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu escreveram um livro de filosofia breve, simples e fácil de ler. Em A Filosofia Explica Grandes Questões da Humanidade, o leitor vai encontrar um debate de ideias sobre moral, ética e comportamento humano. Para fazer a redação do ENEM, esse material pode ajudar a solidificar argumentos sobre as grandes questões que rondam o homem na atualidade, por exemplo, as implicações éticas de uma guerra internacional, discussão sobre o aborto ou legalização do uso de maconha. Sapiens: Uma Breve História da Humanidade – Yuval Noah Harari Yuval Noah Harari leva o estudante a um passeio pela a história da humanidade, pontuando os fatos históricos mais importantes e também a formação das diversas sociedades. Desse modo, o autor entrega uma visão antropológica ampla

Quando um aluno pede um modelo de redação, está querendo saber em qual ordem deve escrever o que ele tem em mente, e qual a forma certa para fazer isso. Acontece que não existe um modelo pronto: cada aluno tem o jeito mais fácil para ele. Neste artigo ensinamos a criar o seu modelo pessoal de redação, e nunca mais você vai correr atrás de modelos prontos. Nós não aconselhamos ninguém a seguir modelo pronto. O caminho mais fácil para você escrever sua redação é seguindo um modelo seu, o seu jeito de expor as ideias. Seguir um modelo pronto é como uma camisa-de-força e só vai dar trabalho… Seu modelo próprio de escrita tem tudo a ver com seu estilo, com sua personalidade, com você. Além do mais, quem disse que modelos prontos garantem nota? Tem isso também! Mesmo com modelos prontos por aí, menos de 1% das redações recebem nota 1000! Fuja do modelo pronto de redação Faça tudo o que puder para escrever a redação com facilidade e rapidez no dia da prova. Para isso, fique longe de modelos prontos. A maior dificuldade dos alunos que usam esses modelos rígidos é fazer um tema se encaixar nele. Fazer isso em pouco tempo de prova pode virar um drama! Cada vez mais, as redações que nossos corretores recebem mostram alguma influência de modelos prontos: todas são muito parecidas, seguem a mesma sequência e usam até os mesmos detalhes! Falando sério, parecem redações feitas por robô! Inclusive, o critério “autoria” que o Enem valoriza tanto serve exatamente para indicar se o aluno tem sua própria sequência de escrita, seu próprio modelo, ou se copiou o de outra pessoa. E como um modelo copiado empobrece a redação! Sim, nós sabemos que muitas redações nota 1000 do Enem são muito parecidas. Mas acredite no que estamos dizendo: não foi nenhuma fórmula que levou esses alunos à nota máxima, não! Foram detalhes como estes: Treine sua redação para encontrar seu modelo pessoal, seguindo estes passos abaixo. 3 passos para criar seu modelo de redação Primeiro passo A redação do Enem é uma dissertação argumentativa – confirme na cartilha do Enem. Dissertação argumentativa tem uma estrutura, um modelo, que é este aqui: A introdução tem sua tese, o desenvolvimento tem suas justificativas para a tese com todos os detalhes, e a conclusão apenas reforça o que você tinha dito com sua tese. Esse é o “modelo” básico a seguir – nele você não pode mudar nada, ok? Digamos que é o esqueleto da redação, porque ao redor desse esqueleto cada aluno vai se explicar do seu jeito. Segundo passo O Enem exige que todas as redações tenham propostas de intervenção sobre um problema. Isso é obrigatório, então não pode ser mudado – faz parte de todos os modelos de todos os alunos. E agora é que entra em cena seu modelo pessoal de redação! Terceiro passo Muito bem… você tem uma estrutura fixa, e tem uma exigência do Enem. Agora você decide qual seria sua sequência natural – muito sua – de expor o problema e todos os detalhes. Aí é que entra o seu modelo de redação: como é seu jeito de explicar de maneira simples o problema e as soluções? Como a escrita vem da fala, nossa dica é que você se imagine apresentando o problema para sua classe, na frente da sala, usando cartazes. Como você começaria? E o que diria depois? O que exatamente você diria? Cada um faria isso de um jeito, usando um modelo pessoal. A partir de agora você vai testar alguns modelos até encontrar o seu, aquele que você usará daqui para frente. Aquela ansiedade na hora da prova de redação vai diminuir muito e você vai sentir mais facilidade para escrever. Não é isso que você quer?! Bem, vamos dar uma mãozinha com algumas sugestões que temos visto nas redações que nos enviam! Modelos de introdução Não existe uma sequência certa para o que você vai incluir na sua introdução, você decide, mas cada sequência tem um efeito – fique atento a isso. Por exemplo, geralmente a tese no final da introdução tem um efeito melhor. Modelos de desenvolvimento Não importa o número de parágrafos no desenvolvimento, você decide. Também a sequência interna de cada um você escolhe, mas é muito válido começar com um tópico frasal. E lembre-se: proposta de intervenção pode aparecer no desenvolvimento e muitas vezes tem um efeito melhor do que na conclusão – você decide. Modelos de conclusão Conclusão serve para concluir, então ela precisa ter esse efeito. Se na sua conclusão vai a proposta de intervenção ou não, isso você decide. Agora é com você – treine algumas opções para ver qual modelo de redação Enem tem sua cara. Para garantir que a forma como você tem escrito é correta, envie suas próximas redações pra gente, nós entregamos a correção em até 3 dias úteis!

Você tem dificuldade de organizar as suas ideias na redação? Seu maior pavor é chegar na hora da prova do Enem e não conseguir colocar as palavras no papel de forma coerente? Então, este artigo é para você! Fazer um planejamento prévio é uma das primeiras coisas a se fazer antes de escrever uma redação. No Enem, isso ajuda a economizar o tempo – tão limitado – na hora da prova, além de evitar que alguma ideia ou competência avaliada pela banca fique para trás. Antes de colocar as palavras no papal, é necessário planejar tudo! Isso envolve definir a tese, os argumentos que serão utilizados, os repertórios e a proposta de intervenção. Esse planejamento é essencial para garantir que a sua redação seja certeira e alcance a nota máxima. Pensando nisso, listamos algumas dicas imperdíveis para ajudar você a organizar as suas ideias na redação. Confira! Leia os textos motivadores e circule as palavras-chaves Toda proposta de redação do Enem, a banca avaliadora disponibiliza textos motivadores para os participantes. A leitura desses textos é fundamental para você interpretar e compreender a proposta de redação. Lembre-se que os textos motivadores estão ali para apoiar você na escrita sobre o tema. Por isso, faça uso deles! Sendo assim, o primeiro passo para você organizar as suas ideias na redação é ler os textos com muita atenção e, se necessário, leia mais de uma vez! Aproveite esse momento para grifar ou circular as palavras-chaves, conceitos e dados importantes que você acredita serem relevantes. Pode grifar à vontade e até mesmo escrever no cantinho da folha ideias que, por acaso, surgirem durante a leitura. Relacione palavras e ideias ao tema Agora que você já fez a leitura dos textos, é bem provável que várias ideias vieram à sua cabeça. Se não, tente relacionar palavras, ideias e possíveis repertórios socioculturais ao tema. Os repertórios nada mais são do que o seu conhecimento de mundo sobre o tema e eles são essenciais para fundamentar a sua redação. Lembrou de um filme, uma reportagem, um livro ou de um fato histórico que tenha relação com o tema proposto? Anote! Eles poderão ser úteis. Nesse momento, você pode usar algumas técnicas como o brainstorming e o mapa mental. Use o rascunho para escrever o vier à cabeça e, após isso, organize as suas ideias em um mapa mental. Defina sua tese e argumentos sobre o tema A prova de redação do Enem exige que os participantes produzam um texto dissertativo-argumentativo. Nesse sentido, é essencial que você defina uma tese, ou seja, o seu ponto de vista sobre o tema, bem como seus argumentos para defendê-la. Para isso, algumas perguntas poderão ajudar nessa tarefa. Pergunte-se: “qual é meu ponto de vista sobre o tema?” Por que defendo isso?”. Com a resposta definida, escreva no rascunho a tese e os argumentos relacionados a ela! Estruture a sua redação e escreva! Por fim, é hora de estruturar as suas ideias. Para fazer isso, é importante que você faça um esqueleto da redação, que nada mais é do que organizar em tópicos as suas ideias de acordo com a estrutura da redação, ou seja, você irá escrever brevemente o que será escrito na introdução, desenvolvimento e conclusão. Lembre-se que em cada uma dessas partes, deve conter: Depois de fazer o esqueleto da redação, é hora de escrevê-la! Escreva a sua redação seguindo as ideias que você organizou no esqueleto. Com as ideias estruturadas, você ficará mais seguro ao escrever a redação e garantirá a sua nota máxima tão sonhada! Quer mais dicas sobre como estudar para a redação do Enem? Confira o vídeo que a professora Chay preparou para você: Comece a se preparar agora mesmo! Acesse o nosso site e conheça os nossos planos mensais de correção de redação do Enem e vestibulares. Nossos professores especializados em redação podem ajudar você nos estudos. Conte com a gente!

Você já leu alguns exemplos de redação do Enem? Se você está se preparando para a prova, saiba que essa é uma das melhores formas de estudar redação. A redação é uma etapa da prova do Enem mais temida pelos participantes. Isso porque ela tem um grande peso na nota final do exame e pode ser uma porta de entrada para uma vaga em universidades públicas e privadas. Para se dar bem na redação é necessário treinar muito! E uma prática que ajuda muito nessa hora é analisar as redações nota mil anteriores. Por isso, neste post nós selecionamos 3 exemplos de redação do Enem para você se inspirar! Continue lendo para conferir! Exemplos de redação do Enem com nota mil Selecionamos a seguir três exemplos de redação do Enem que tiraram nota mil nos últimos anos. Todas as redações selecionadas apresentam as competências cobradas no Exame. Isso quer dizer que os participantes apresentaram o domínio da escrita formal; compreenderam a proposta de redação; defenderam um ponto de vista. Além disso, apresentaram repertórios socioculturais produtivos ao tema; e, por fim, desenvolveram uma proposta de intervenção (com ação, agente, modo/meio, finalidade e detalhamento). Confira a seguir as redações e inspire-se! Boa leitura! 1 – Redação do Enem 2021 – Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil Tema: “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil” Participante: Fernanda Quaresma. “Em ‘Vidas secas’, obra literária do modernista Graciliano Ramos, Fabiano e sua família vivem uma situação degradante marcada pela miséria. Na trama, os filhos do protagonista não recebem nomes, sendo chamados apenas como o ‘mais velho’ e o ‘mais novo’, recurso usado pelo autor para evidenciar a desumanização do indivíduo. Ao sair da ficção, sem desconsiderar o contexto histórico da obra, nota-se que a problemática apresentada ainda percorre a atualidade: a não garantia de cidadania pela invisibilidade da falta de registro civil. A partir desse contexto, não se pode hesitar – é imprescindível compreender os impactos gerados pela falta de identificação oficial da população. Com efeito, é nítido que o deficitário registro civil repercute, sem dúvida, na persistente falta de pertencimento como cidadão brasileiro. Isso acontece, porque, como já estudado pelo historiador José Murilo de Carvalho, para que haja uma cidadania completa no Brasil é necessária a coexistência dos direitos sociais, políticos e civis. Sob essa ótica, percebe-se que, quando o pilar civil não é garantido – em outras palavras, a não efetivação do direito devido à falta do registro em cartório –, não é possível fazer com que a cidadania seja alcançada na sociedade. Dessa forma, da mesma maneira que o ‘mais novo’ e o ‘mais velho’ de Graciliano Ramos, quase 3 milhões de brasileiros continuam por ser invisibilizados: sem nome oficial, sem reconhecimento pelo Estado e, por fim, sem a dignidade de um cidadão. Além disso, a falta do sentimento de cidadania na população não registrada reflete, também, na manutenção de uma sociedade historicamente excludente. Tal questão ocorre, pois, de acordo com a análise da antropóloga brasileira Lilia Schwarcz, desde a Independência do Brasil, não há a formação de um ideal de coletividade – ou seja, de uma ‘Nação’ ao invés de, meramente, um ‘Estado’. Com isso, o caráter de desigualdade social e exclusão do diferente se mantém, sobretudo, no que diz respeito às pessoas que não tiveram acesso ao registro oficial, as quais, frequentemente, são obrigadas a lidar com situações humilhantes por parte do restante da sociedade: das mais diversas discriminações até o fato de não poderem ter qualquer outro documento se, antes, não tiverem sua identificação oficial. Portanto, ao entender que a falta de cidadania gerada pela invisibilidade do não registro está diretamente ligada à exclusão social, é tempo de combater esse grave problema. Assim, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (agente), ampliar o acesso aos cartórios de registro civil (ação). Tal ação deverá ocorrer por meio da implantação de um Projeto Nacional de Incentivo à Identidade Civil (modo/meio), o qual irá articular, junto aos gestores dos municípios brasileiros, campanhas, divulgadas pela mídia socialmente engajada, que expliquem sobre a importância do registro oficial para garantia da cidadania, além de instruções para realizar o processo (detalhamento), a fim de mitigar as desigualdades geradas pela falta dessa documentação (finalidade). Afinal, assim como os meninos em ‘Vidas secas’, toda a população merece ter a garantia e o reconhecimento do seu nome e identidade.” Fonte: Portal G1 Globo – Espelhos Análise da redação Nesse primeiro exemplo, perceba que a participante apresenta logo no primeiro parágrafo um repertório sociocultural produtivo ao tema – o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Fernanda faz uso da narrativa ficcional para contextualizar o tema e associá-la à realidade no Brasil – a falta de acesso à cidadania. A estudante ainda traz outros dois repertórios ao longo da redação (o pensamento de um historiador e de uma antropóloga) para fundamentar a sua redação, mostrando assim uma ampla bagagem cultural (veja os repertórios destacados em negrito). Além disso, no último parágrafo, ela desenvolve uma proposta de intervenção completa contendo ação, agente, modo/meio, finalidade e detalhamento. Leia também: 2 – Redação do Enem 2020 – O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira Tema: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” Participante: Raíssa Piccoli Fontoura. “De acordo com o filósofo Platão, a associação entre saúde física e mental seria imprescindível para a manutenção da integridade humana. Nesse contexto, elucida-se a necessidade de maior atenção ao aspecto psicológico, o qual, além de estar suscetível a doenças, também é alvo de estigmatização na sociedade brasileira. Tal discriminação é configurada a partir da carência informacional concatenada à idealização da vida nas redes sociais, o que gera a falta de suporte aos necessitados. Isso mostra que esse revés deve ser solucionado urgentemente. Sob essa análise, é necessário salientar que fatores relevantes são combinados na estruturação dessa problemática. Dentre eles, destaca-se a ausência de informações precisas e contundentes a respeito das