129 artigos encontrados com a tag “repertório sociocultural”

As novelas fazem parte da vida dos brasileiros desde antes da chegada da televisão. Veja como usar o repertório delas nas redações para o ENEM. Há quase 60 anos, foi ao ar a primeira telenovela nacional, “Sua vida me pertence”, veiculada na TV Tupi de São Paulo. De lá para cá, as novelas fazem parte da vida da população e estão sempre no centro de muitas conversas. Elas geram debates, ditam a moda de roupas, linguagem, nomes próprios e até mesmo ajudam a mudar costumes da sociedade. De acordo com estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as novelas foram responsáveis pela queda da taxa de fertilidade e pelo aumento de divórcios no país. Isso porque, na telinha, as famílias mais bem-sucedidas e felizes costumam ser aquelas em que há poucos filhos. Da mesma forma, as separações de casais, quando um casamento não está mais dando certo, deixaram de ser um tabu. Com o passar do tempo, as novelas envolveram cada vez mais o público tratando de questões alternativas. Entre elas, podemos citar as formas de preconceito e exclusão, criminalidade, imigração, política etc. Além disso, são importantes fontes de informação, pois, pouco a pouco, incluíram temas ligados à atualidade em suas tramas. Assim, mesmo a parcela da população que não tinha condições de ler livros ou jornais passou a se atualizar via novelas. Isso acontece porque elas possuem uma linguagem acessível a todos os públicos. Portanto, as novelas são ótimas referências para qualquer bate-papo, e podem ser usadas até mesmo na sua redação para demonstrar repertório sociocultural produtivo. Para além das disputas amorosas entre mocinhos e vilões, a maioria das produções tem como pano de fundo assuntos relevantes e que merecem ser discutidos por todos nós. Vamos relembrar algumas novelas e conhecer como elas podem nos ser úteis em nossos textos? “Amor de mãe”: tráfico infantil, riscos ao meio ambiente e crise no sistema educacional Atualmente suspensa por causa da pandemia de coronavírus, a novela “Amor de mãe”, escrita por Manuela Dias, traz diversas questões que podem ser abordadas em redações. A trama principal gira em torno do tráfico de crianças. Lurdes, uma das protagonistas, teve um dos filhos vendido pelo próprio marido a uma traficante, no Nordeste. Ao descobrir que ele havia sido levado ao Rio de Janeiro, ela parte com seus outros filhos para a Cidade Maravilhosa a fim de tentar encontrá-lo. Em 2019, um relatório da ONU mostrou que o tráfico de pessoas tem aumentado em todo o mundo. Em geral, a exploração sexual é a principal causa desse crime, como mostrado em outra novela, “Salve Jorge” (2012). Nela, a personagem Morena foi vítima do tráfico de mulheres, sendo levada à Turquia. Do total de indivíduos traficados, as crianças representam 30%. Algumas são levadas a trabalhos forçados ou outras formas de exploração. Embora não seja o caso de Domenico (filho de Lurdes), a história nos relembra uma situação que era muito comum no Brasil de 20 e poucos anos atrás. A miséria de muitas cidades nordestinas e a falta do básico para viver já levou muitas famílias a serem persuadidas a vender suas crianças. Isso não era apenas um meio de subsistência, mas uma tentativa de garantir uma vida melhor a elas. Assim, a falta de perspectivas, a escassez de suprimentos e de educação fez com que inescrupulosos aproveitassem para lucrar. Esse exemplo pode ser usado em propostas que versam sobre exploração e tráfico humano, e também sobre adoção. E ainda tem mais… Entre as subtramas da novela, podemos lançar mão da discussão acerca das questões ambientais versus a ganância de alguns empresários. Uma grande indústria de plásticos polui a Baía de Guanabara e é constantemente combatida por uma ONG. Essa organização tenta proteger os recursos naturais e ensinar a importância da reciclagem para a população jovem da região, por meio da instituição escolar (qualquer semelhança com uma proposta de intervenção não é mera coincidência!). Além disso, a própria questão educacional tratada na novela pode ser utilizada como um bom exemplo em seu texto. A escola da comunidade possui pouca infraestrutura e isso é justificado por sua localização – região com altos índices de criminalidade. Os alunos aparecem desmotivados e possuem suas próprias dificuldades para se manterem estudando. Um exemplo é a aluna com filha pequena que não consegue assistir às aulas. Isso pode ser uma forma de abordar a evasão escolar e a gravidez na adolescência. Além disso, a escola foi alvo de tiroteio e ameaçada de fechamento (aqui foi feita uma alusão às “ocupações” de alguns anos atrás). A única grande defensora do ensino público é uma professora recém-formada, Camila. Essa personagem também foi importante quando se formou e contou como o preconceito racial dificulta o ingresso no ensino superior. Assim, trouxe à tona o debate sobre racismo e ações afirmativas, que podem ser abordados em vários tipos de propostas de redação. “A força do querer” e a transexualidade Voltando ao ar nesta semana, a novela “A força do querer” (2017) tratou a questão da transexualidade pela personagem Ivana. A questão é extremamente pertinente porque o Brasil lidera o ranking como o país que mais mata transexuais no mundo. Ao longo dos capítulos, é mostrado como a personagem, gradativamente, se assume e todas as dificuldades do caminho, desde a não aceitação de algumas pessoas da família até a conclusão da transição de gênero. Temáticas ligadas às minorias, em especial às questões relativas à sexualidade, podem aparecer em diversas propostas, até mesmo naquelas mais subjetivas. Elas também são frequentes nas novelas, mesmo que em algumas delas personagens LGBTQI+ sejam estereotipadas. É importante ter clara a noção de direitos humanos e da sua importância, bem como conhecer a legislação vigente. Em junho de 2020, completou um ano da criminalização da homofobia e da transfobia pelo Supremo Tribunal Federal. Relacionar esses elementos pode ser uma forma de tratar o assunto na redação. “Órfãos da Terra”: o Brasil como refúgio Ao longo das décadas, diversas novelas trataram da questão migratória no país, principalmente relacionada à vinda dos europeus (em

Quando lemos o título “Falsidade ideológica”, o termo nos parece pomposo e, por isso, um tanto quanto fora de nossa realidade. Não imaginamos que alguém que está próximo de nós esteja (ou esteve) praticando o que a lei denomina de falsidade ideológica. Mas, se com a leitura dos textos motivadores você ainda não notou, certamente com as próximas indicações reconhecerá um caso ou outro que pode se enquadrar no termo. A ocorrência da falsidade ideológica é mais comum do que parece. Do aspecto legal às “pequenas infrações” do dia a dia, nossas sugestões trazem situações diversas, desde aquelas que parecem “inocentes” até aquelas com grande potencial de prejudicar bastante gente. Estamos na torcida para que este material te ajude a desenvolver uma ótima redação. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Repertório sobre falsidade ideológica: 1- Definição simplificada de falsidade ideológica. Disponível em: Acesso em 15/09/2020. A definição de falsidade ideológica extrapola o sentido que o dicionário da Língua Portuguesa dá a essas duas palavras. Nosso Código Penal nos fornece todas as explicações necessárias do que é ou não falsidade ideológica no artigo 299. Sabemos o quanto o entendimento das leis é algo complicado, por isso, resolvemos trazer a definição de falsidade ideológica por meio de um vídeo simplificado, que te ajudará a compreender mais rapida e aprofundadamente o que esse conceito realmente significa. Aliás, o canal do professor Diego Pureza, de onde retiramos o link indicado, tem vários vídeos de explicação sobre artigos legais diversos. Ideal para quem quer saber mais sobre o tema. 2- Definição do termo ideologia. Disponível em: abstracta Acesso em 15/09/2020. O termo falsidade ideológica é composto pelo adjetivo ideológica, que deriva do substantivo ideologia. E aqui, meus queridos, temos um pequeno problema. Isso porque as pessoas aplicam o termo ideologia a muitos contextos e nem sempre essa aplicação está correta. Resultado: acabamos cheios de dúvidas sobre o que é de fato ideologia. Mesmo o conceito do substantivo não é algo assim tão claro, mas é importante você entender por que a palavra ideológica foi escolhida para compor a expressão falsidade ideológica e é por isso que estamos sugerindo a leitura do texto acima. 3- Texto sobre as diferenças entre falsidade ideológica e falsa identidade. Disponível em: jus Acesso em: 15/09/2020. Muitas pessoas acham que falsidade ideológica e falsa identidade são situações que tratam exatamente da mesma coisa, mas você descobrirá que há diferenças entre uma e outra. A diferença entre os termos nos chama a atenção para o extremo cuidado que devemos ter com as palavras que vamos usar em nossa redação, pois, às vezes, o que seria apenas um simples sinônimo nos faz mudar completamente o assunto do texto. 4- Artigo sobre as diferenças entre falsidade ideológica e falsidade material. Disponível em: canal ciencias criminais Acesso em: 15/09/2020. Uma das ocorrências de falsidade ideológica é quando acontece a adulteração de um documento, mas, nesse sentido, nosso Código Penal também trata do crime de falsidade material. Sendo assim, como saber quando uma situação pertence a um crime ou ao outro? O artigo acima se propõe a explicar as principais diferenças entre os dois casos para que você não tenha mais dúvidas e consiga dar exemplos pertinentes em sua produção textual. 5- Questionário a respeito das dúvidas de enquadramento entre falsidade ideológica, falsidade material e adulteração de documentos. Disponível em: ser pro Acesso em: 15/09/2020. Para dar aquela força amiga na explicação do artigo indicado no item 4, trouxemos este pequeno questionário, por meio do qual você poderá ampliar seu entendimento sobre falsidade ideológica, falsidade material e adulteração de documentos, já que cada caso é realmente um caso. 6- Artigo sobre os crimes de falsidade ideológica no dia a dia. Disponível em: mundo advogados Acesso em: 15/09/2020. Como dissemos no início deste roteiro, a falsidade ideológica está mais perto de nós do que imaginamos e para te ajudar a perceber os casos comuns, rotineiros, mas que se enquadram nesse crime, separamos este pequeno artigo. No texto, você lerá sobre algumas atitudes do dia a dia que parecem inofensivas, mas que não deixam de ser crimes. 7- Texto com exemplos de casos de falsidade ideológica. Disponível em: blog certisign Acesso em: 15/09/2020. Este texto traz alguns exemplos em que houve falsidade ideológica e é uma ótima fonte para você poder pesquisar situações para usar enquanto exemplificação em sua redação. 8- Artigo sobre falsidade ideológica na internet. Disponível em: fernanda fav jus brasil Acesso em: 15/09/2020. Você sabia que aquele perfil falso no Instagram feito somente para stalkear o/a ex pode ser crime? Pois é, a intenção era só dar uma bisbilhotada na vida alheia e não tornar-se um criminoso, não é mesmo? É claro que existem outras características para que a criação de um perfil falso seja caracterizado enquanto crime e são essas características que você vai conhecer no artigo sugerido. 9- Artigo sobre falsidade ideológica no recebimento de auxílio governamental. Disponível em: senado legislativo Acesso em: 15/09/2020. E não é que teve gente que teve coragem de cometer o crime de falsidade ideológica só para receber o auxílio governamental destinado a alguns grupos de pessoas durante a pandemia do coronavírus? E o pior, não foram poucas não. Achamos que você vai se surpreender com o número de pessoas que cometeu (ou ainda está cometendo) essa fraude. 10- Filme Um Contratempo. Disponível na Netflix. Ano de lançamento: 2016. Crimes, suspense, estratégias e um fim mais do que surpreendente, Um Contratempo é aquele filmaço que fica na sua mente por tempos após você ter assistido. Mas estamos indicando este filme só porque ele é bom? Não, pois, apesar dele ser muito bom (mesmo!), o clímax do enredo está relacionado a um caso de falsidade ideológica. Lógico que não vamos te dar spoiler, mas reforçamos: assista, assista e assista. Você vai se impressionar com a história e, principalmente, com o fim. 11- Filme O Intruso. Disponível na Netflix. Ano de lançamento: 2014. Outro suspense incrível que a Netflix está disponibilizando em seu catálogo e que pode servir como exemplo
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! Há anos as questões sobre as condições de emprego e o crescente desemprego vêm sendo discutidos em nosso país, muito por conta do agravamento da crise econômica que se arrasta há tempos em território brasileiro.Atualmente, a situação da empregabilidade foi ainda mais atingida por conta da pandemia do coronavírus, que simplesmente escancarou a desigualdade e a falta de políticas públicas de proteção e garantia ao trabalho no Brasil.A informalidade ganhou um grande espaço no cenário do mundo do trabalho quando uma pesquisa realizada em 2019 pela PNAD e pelo IBGE apontou que mais de 41% da força de trabalho brasileira em idade ativa está na informalidade.Como você pôde perceber nos textos motivadores, o próprio índice de informalidade varia, oscilando entre 41,1% e 41,9%. Esse fato é um indicativo do quanto é difícil ter dados concretos sobre os trabalhos informais. Algo que é bastante previsível.As atividades de trabalho informais não possuem contrato registrado, comprovantes, notas, nem nenhum documento que dê conta de revelar com precisão o que realmente está acontecendo no segmento.Mesmo diante de informações um tanto quanto confusas, procuramos selecionar as melhores fontes de pesquisa para que você, leitor, possa redigir sua redação com o máximo de qualidade.1- Artigo sobre o conceito de trabalho.Disponível em: fredfbf jus brasil – quais os requisitos para ser considerado empregadoAcesso em 07/09/2020.Vamos mais uma vez começar pelo princípio mais básico: o que pode, ou não, ser considerado trabalho? Para termos uma resposta correta, nossa melhor alternativa é observarmos o que a lei de nosso país diz a respeito.No artigo acima, curto e simplificado, é possível compreender qual a definição de trabalho e quais as características dele. 2- Artigo sobre as características do trabalho formal e do trabalho informal.Disponível em: mundo educação – trabalhos informaisAcesso em 07/09/2020.Existem características bastante específicas que definem o que é trabalho formal e o que é trabalho informal na sociedade brasileira (considerando que isso pode variar de sociedade para sociedade) e essa a discussão que o texto traz, apresentando, inclusive, as vantagens e desvantagens de cada tipo de trabalho. 3- Artigo com uma visão romantizada sobre o trabalho informal.Disponível em: ibc coaching. – o que é trabalho informal e formalAcesso em 07/09/2020.O link acima também te levará a um artigo que tem como tema central a conceituação do que é trabalho formal e do que é trabalho informal, mas note como a informalidade é bastante romantizada.Esse traço se justifica quando analisamos o tipo da página em que o texto está inserido. Por se tratar de uma página sobre uma escola de formação de coachings, atividade exercida informalmente em grande parte das vezes, é natural que eles “puxem a sardinha para o lado deles”, como se dizia antigamente. 4- Entrevista com especialista em Ciências Sociais sobre trabalho informal.Neste vídeo, você poderá ter acesso a algumas informações trazidas por um cientista social sobre a questão do trabalho informal no Brasil, com foco especial na situação das comunidades do Rio de Janeiro.O vídeo é bastante focado em demonstrar como as políticas públicas no segmento de geração, proteção e garantia ao trabalho precisam de melhorias urgentes.São várias as pesquisas e os estudos que apontam que o brasileiro não tem migrado para um trabalho informal por opção, mas sim como única opção. É na informalidade que o trabalhador de nosso país tem encontrado uma forma mais rápida e simples de sobreviver.Na reportagem indicada acima, você conhecerá mais especificamente a condição do Amazonas.Há também algumas pessoas que usam o trabalho informal como alternativa de complemento de renda, já que os salários em nosso país são, muitas vezes, abaixo do ideal. 5- Matéria sobre o empreendedorismo como forma de mascarar a falta de oportunidade de trabalho no Brasil.Disponível em: rede brasil atual – uso da palavra empreendedorismo esconde a precarização do trabalhoAcesso em 07/09/2020.Você já deve ter ouvido falar-se muito em empreendedorismo por aí. Ser empreendedor parece muito belo na teoria, mas o incentivo massacrante para que as pessoas empreendam e sejam “donas de seu próprio negócio” pode esconder falhas gravíssimas no nosso sistema de acesso ao trabalho. 6- Vídeo no YouTube com o contraponto do trabalho informal.https://youtu.be/kWEcyqd5i40Até aqui, vimos quantos pontos negativos existem no trabalho informal, desde a desvalorização do trabalhador até a negação de direitos, mas eis que neste vídeo você terá contato com outro ponto de vista de alguém que trabalha informalmente e que tenta entender toda a polêmica em torno do assunto. 8- Texto com as principais leis trabalhistas em outros países.Disponível em: revista galileu globo – conheça legislação trabalhista de diferentes partes do mundoAcesso em 07/09/2020.E se você está achando que o Brasil é o pior país do mundo para se trabalhar, sentimos muito mesmo em informar-lhe, mas isso, infelizmente ou felizmente, não é verdade, tem país por aí que opera sob leis trabalhistas bem mais severas do que as nossas.O texto apresenta os direitos comuns aos trabalhadores brasileiros e aponta como se dá a existência desses direitos em outros países diversos. 9- Livro O Olho da Rua, de Eromar Bomfim.Editora: NankinAno de publicação: 2007 A narrativa trata da história de Anselmo, um homem desempregado que está em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. Até aí, sem novidades, certo? Afinal, é bastante comum que uma pessoa que esteja sem emprego saia à procura de uma vaga, mas há um “detalhe” no enredo que faz com que a história de Anselmo seja especial.Além de contar toda a trajetória exaustiva de Anselmo, o livro revela o preconceito social que o personagem vive por conta de seu desemprego, preconceito que beira até mesmo a exclusão.Passagens que transparecem abandono, tristeza e desesperança também têm seu lugar na obra. 10- Filme: À procura da felicidade.Gênero: Drama.Ano: 2006 Um dos melhores filmes da carreira do ator Will Smith. E olha que ele tem muita coisa excelente no currículo, hein.Apesar de não ser ambientado no Brasil, À procura da Felicidade consegue te fazer sentir quão duro, sofrido e angustiante a busca por uma colocação de trabalho decente pode ser.Se você

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! A discussão a respeito dos crimes cometidos virtualmente é relativamente nova, datada do final dos anos 90, muito disso por conta do avanço da internet, entretanto, cibercrimes têm sido registrados desde a década de 60 em ambiente norte-americano. Inicialmente, os crimes cibernéticos tinham como foco principal o acesso indevido a informações de caráter sigiloso tanto de usuários de grande importância social quanto de empresas. Os anos passaram, a internet ganhou um grande espaço na sociedade e invadiu a casa de muitas pessoas. Com isso, indivíduos comuns começaram a ser atingidos por fraudes, exposições e outras ações on-line. Estamos plenamente conscientes da enorme quantidade de benefícios promovidos pelo avanço da internet, mas não podemos nos esquecer de analisarmos o lado obscuro de tal evolução. E a obscuridade acaba sendo tão profunda que se torna até crime. Primeiramente, precisamos compreender o que se configura enquanto crime em nosso país. Este conceito não é tão facilmente definido e não há exatamente unanimidade entre os especialistas, mas você pode ter uma noção um pouco mais ampla sobre o tema lendo esta recomendação AQUI! Na sequência, separamos algumas indicações de leitura que podem ser úteis na construção de sua redação. 1- Artigo sobre as leis que definem os crimes digitais. Disponível em: justificando – crimes digitais quais sao Acesso em: 31/08/2020. Você já viu no link que indicamos anteriormente como um crime é caracterizado em nosso país e agora também é essencial entender quais situações se enquadram enquanto crime digital. Este artigo explica de maneira pormenorizada quais são os crimes digitais e quais são as principais leis que amparam essas incidências. 2- Artigo sobre a “Lei Carolina Dieckmann”. Disponível em: jusbrasil – a nova lei carolina dieckmann Acesso em: 31/08/2020. Em maio de 2012, a atriz Carolina Dieckmann teve seu computador invadido por hackers. Os criminosos subtraíram arquivos e fotos íntimas do aparelho da atriz e ainda a chantagearam cobrando o valor de R$10.000 para que as fotos não fossem publicadas na internet. As fotos foram publicadas na rede e a atriz abriu boletim de ocorrência na Polícia, dando ênfase a uma discussão mais aprofundada sobre crimes cibernéticos no Brasil. No fim do mesmo ano, a lei 12.737 entrou em vigor e acabou apelidada com o nome de Carolina. Para saber mais sobre todas as ocorrências que geraram esta lei e sobre o conteúdo dela, é só acessar o link indicado aqui. 3- Artigo sobre a posição do Brasil no ranking de crimes cibernéticos. Disponível em: uol – brasil é o segundo pais no mundo com maior número de crimes ciberneticos Acesso em: 31/08/2020. Muito bem, já percebemos que os crimes virtuais são um problema bastante sério, mas o que ou quanto isso tem a ver com nosso país? Pois é, infelizmente estamos bastante relacionados ao assunto. O artigo acima irá te explicar numericamente (com base em pesquisas e na evolução dos dados coletados ano a ano) como o Brasil conseguiu a incrível posição de segundo lugar na escala de países com maior número de crimes on-line. 4- Artigo com pesquisa científica sobre o número de casos de crimes virtuais por minuto no Brasil. Disponível em: amp mg jusbrasil – brasil registra 54 crimes virtuais por minuto Acesso em: 31/08/2020. Para saber exatamente a condição dos crimes cibernéticos no Brasil, sua extensão e seu crescimento, a empresa Symantec, referência em segurança na internet, realizou uma pesquisa aprofundada para tentar chegar ao número exato de crimes on-line registrados por minuto. O resultado não é nada animador. É importante que você se lembre de que a pesquisa só deu conta de analisar aqueles crimes que foram de alguma forma registrados. Muitas outras ocorrências se dão na internet, mas acabam passando em branco por falta de registro adequado. 5- Artigo sobre as medidas que precisam ser tomadas com relação aos crimes cibernéticos. Disponível em: brasil elpais – medidas que devem ser tomadas aos crimes cibernéticos Acesso em: 31/08/2020. Os crimes cibernéticos são uma realidade da sociedade brasileira e seu alto e veloz crescimento tem chamado a atenção para a necessidade de medidas mais claras para combater o problema. O artigo de El País tem a proposta de promover uma discussão sobre o que as autoridades brasileiras poderiam fazer diante do fato. 6- Artigo sobre as penalidades legais atuais no caso de crimes cibernéticos. Disponível em: gazeta do povo – crimes cibernéticos moro Acesso em: 31/08/2020. Se os crimes virtuais têm crescido exponencialmente nos últimos anos e se há leis que foram pensadas para combater ou inibir a problemática, é possível pensarmos que essas leis não estão sendo eficazes. Mas por que elas não têm sido eficazes? Quais pontos carecem de melhoria? Venha saber mais nesta indicação. 7- Artigo sobre a nova forma de prevenir/remediar os crimes virtuais. correio braziliense – cibercrimes adeus ao jeitinho brasileiro Acesso em: 31/08/2020. Uma vez que a lei não tem sido eficaz para proteger a sociedade dos crimes cibernéticos, outras alternativas que visam a esse propósito têm surgido. A principal delas é o seguro contra crimes on-line. O artigo acima, além de explicar de forma pormenorizada como o seguro funciona, ainda traz a entrevista com Fábio Oliveira, presidente de uma grande empresa que realiza esse serviço. As informações fornecidas por Fábio podem servir como sustentação de argumento em sua redação, assim como vários dos dados que você conseguiu coletar por meio das indicações até aqui. 8- Crônica sobre a coragem atrás da tela. Disponível em: o popular – na internet somos todos corajosos Acesso em: 31/08/2020. Será que a internet deixou as pessoas mais corajosas? A crônica da autora Tércia Duarte tem esse ponto de partida. É inegável que muitas situações que ocorrem na esfera virtual não aconteceriam presencialmente e é por isso que alguns especialistas em comportamento têm apontado que, para alguns usuários, a internet funciona como uma capa de super-herói. 9- Vídeo sobre o aumento de crimes virtuais durante a pandemia. Acesso em: 31/08/2020. https://youtu.be/yKIk42htwJ4Se as dificuldades trazidas pela pandemia do coronavírus já não fossem
O nome te pareceu estranho, até mesmo coisa de filme? É, sabemos que a primeira impressão é bastante esquisita mesmo, mas os GOMIFES são essenciais para a construção de uma boa conclusão na redação do ENEM. Vamos relembrar um pouquinho a estrutura da conclusão de uma redação do ENEM. Nela, você deve, obviamente, fechar todos os pontos que ainda estejam em aberto, propor uma solução viável ao problema apresentado ao longo do texto, a famosa proposta de intervenção, e exemplificar como essa solução será implementada. E é aqui que os GOMIFES entram na história. As propostas de intervenção criadas para o problema em questão precisam ser executadas por algum agente social. Frequentemente, ouvimos que a solução deve conter uma ação para o governo, uma para a escola e uma para a sociedade como um todo, mas é possível fazer uma ampliação incluindo outros elementos. Daí, temos os Gomifes, que nada mais são do que uma sigla para representar: – Governo; – Organizações não governamentais; – Mídia; – Indivíduo ou Iniciativa Privada; – Família; – Escola; – Sociedade. É claro que os agentes escolhidos para a proposta de intervenção vão depender muito do tema da redação, pois não são todos os agentes que se encaixam em todos os assuntos, apesar de haver uma grande probabilidade de se encontrar ações para cada um deles em inúmeras temáticas. Mesmo assim, é importante que você, candidato, selecione quais agentes são mais coerentes com a sua proposta de intervenção, caso contrário, sua conclusão tenderá a ficar imensa e, ao mesmo, com ações pouco abrangentes. Apesar de não haver uma regra a respeito de quantos agentes devem ser selecionados para a conclusão, o ideal é que você escolha pelo menos dois. A seguir, você conferirá um pouquinho do que é competência de cada um dos agentes dos GOMIFES no que diz respeito a uma proposta de intervenção. GOMIFES: Governo O governo pode criar, atualizar ou revisar leis, no sentido de proteger ou ampliar direitos, visando ao bem-estar de todos. Além disso, é competência do governo fiscalizar a implementação das leis e criar projetos de acordo com a necessidade real do povo. Não poderíamos deixar de salientar que o trabalho de administrar o orçamento (que permite com que projetos saiam do papel e tornem-se escolas, hospitais, moradias, saneamento básico etc.) também é do governo, seja ele municipal, estadual ou federal. Nosso país é organizado com base em ministérios, que têm como funções específicas trabalhar em prol de um setor, atendendo às suas demandas, fazendo com que a população tenha melhor qualidade de vida e desenvolvendo o setor em questão no Brasil. Atualmente, nossos ministérios são divididos entre: – Agricultura, Pecuária e Abastecimento; – Cidadania; – Ciência, Tecnologia e Inovações; – Comunicações; – Defesa; – Desenvolvimento Regional; – Economia; – Educação; – Infraestrutura; – Justiça e Segurança Pública; – Meio Ambiente; – Minas e Energia; – Mulher, Família e Direitos Humanos; – Relações Exteriores; – Saúde; – Turismo; – Controladoria-Geral da União. Há também duas secretarias que tem a mesma valia de um ministério: – Secretaria de Governo; – Secretaria-Geral da Presidência da República. E dois órgãos também com a mesma valia de um ministério: – Advocacia-Geral da União; – Banco Central do Brasil. Ao invés de citar o governo federal, estadual ou municipal, é possível incluir na proposta de intervenção o ministério competente por cuidar daquele setor, desde que se tenha certeza de que a tarefa proposta é função real daquele ministério. GOMIFES: Organizações não governamentais As ONGs têm funcionado como uma espécie de braço direito dos órgãos governamentais, já que fazem um excelente trabalho de conscientização e auxílio ao acesso a direitos básicos, como educação e saúde. Elas são de iniciativa privada e sem fins lucrativos e podem ser utilizadas na proposta de intervenção como auxiliares das ações do governo a fim de atingirem comunidades ou grupos específicos. Mídia Sabemos da imensa influência e poder que a mídia tem atualmente no sentido de levar informações e ajudar na formação de pontos de vista. E são esses dois aspectos que podem ser usados em sua proposta de intervenção. A mídia pode ser o veículo para que as ações do governo, das ONGs, das iniciativas privadas, das escolas e das sociedades sejam divulgadas, tendo assim seu alcance amplificado. Indivíduo ou Iniciativa Privada Todas as propostas de intervenção são pensadas para que o indivíduo, a partir de uma ação, seja beneficiado, mas esse mesmo indivíduo pode ser o beneficiado e o beneficiador. Um indivíduo bem conscientizado pode ajudar na conscientização e mobilização de toda a sua rede de convívio, multiplicando a ação proposta. Já a Iniciativa Privada pode ter a utilidade de subsidiar projetos que sejam de interesse social. Família A depender do tema e da proposta de intervenção, é imprescindível considerar que a solução só poderá ser colocada em prática caso haja uma rede de suporte. E a principal rede de suporte é a família. É na família em que acontecem os primeiros momentos de conscientização individual e social, por isso, há várias ações que podem ser pensadas para esse agente. A transmissão de valores e princípios elementares de convivência em sociedade também devem ser ensinados no seio da família. Escola É na escola que o indivíduo vê sua rede de convivência se ampliar. As regras e normas de convívio, antes destinadas a um pequeno grupo, ganham amplitude e o bem-estar geral começa a ser discutido com mais profundidade. Poucos agentes são tão potentes no sentido da conscientização coletiva quanto a escola, por isso, é essencial que haja investimento estrutural e qualitativo para que esse agente possa fazer seu trabalho com cada vez mais excelência. Enquanto agente da proposta de intervenção, as opções incluindo ações promovidas pela escola são inúmeras e é pertinente pensar que a escola é capaz de alcançar os alunos, suas famílias e a comunidade em seu entorno. Sociedade Na sociedade é que tudo acontece, tanto é que temos visto quantos resultados positivos são advindos de movimentos sociais. A sociedade precisa estar plenamente consciente

Se você nos acompanha por aqui, com certeza deve saber que livros são uma ótima forma de sustentação ou exemplificação de argumentos em uma redação, principalmente se forem livros de maior conhecimento geral, como os da literatura brasileira. Nossa literatura é extremamente rica. Temos obras para todos os gostos e que podem ser encaixadas em temas diversos. Por isso, foi muito, muito difícil mesmo escolhermos apenas cinco obras para indicarmos para vocês. Vamos ver o que separamos especialmente para o enriquecimento da sua redação? 5 livros da literatura brasileira para enriquecer redações Lucíola, de José de Alencar Ano de publicação: 1862 Lucíola é daqueles livros inesquecíveis da literatura brasileira. Sua história entra na mente e fica ali, sempre vindo à tona, já que o tema do livro, mesmo com a passagem de mais de um século, continua sendo atual: uma garota de programa (que não tinha essa alcunha no enredo, evidentemente) que sofre numa sociedade moralista, mas desmoralizada. Lucíola tem como personagem principal Lúcia, uma jovem que passou por uma infância sofrida, cheia de necessidades e que encontra em seus amantes uma forma de vencer a miséria que a rodeava. Mas acontece que Lúcia está inserida numa burguesia cheia de “virtudes”, que prega o valor da moral e dos bons costumes e que enxerga a mulher como casta, pura, boa esposa e boa mãe, ou seja, o ideal mesmo do Romantismo no Brasil, período em que a obra se insere. Por conta de sua profissão, Lúcia sofre amargamente, sendo impedida, inclusive, de viver seu grande amor. E o desfecho do enredo nada mais é do que o clássico castigo romântico aplicado às pessoas que não seguem as regras da sociedade. Lucíola é cheio de simbologia e mostra às claras a hipocrisia da sociedade e a desvalorização da mulher, usada enquanto objeto para fins variados. Senhora, de José de Alencar Ano de publicação: 1875 Gente, sabe aquele livro babadeiro? É este aqui. O começo parece meio esquisito, pois somos jogados no meio da história, quando os fatos já estão se desenrolando, sem obediência à ordem cronológica, mas quando começamos a entender o que aconteceu e o que está acontecendo, o negócio fica bom, muito bom. Não é à toa que este foi o último livro de Alencar publicado ainda em vida. Nele, o autor, que soube traçar os perfis de mulher como poucos na literatura brasileira, juntou todo seu repertório e criou Aurélia, um nome incomum para uma jovem também incomum. Aurélia, uma mocinha romântica, desenvolvida dentro do estilo do Romantismo. É pobre, sonhadora e apaixonada por Fernando. Fernando também é pobre, mas ambicioso. Os dois começam um belo relacionamento que tinha tudo para virar casamento, até que Fernando decide trocar Aurélia por uma moça rica. O livro poderia virar aquele dramalhão mexicano? Até poderia, se não fosse o fato de que Aurélia recebe uma herança inesperada de um tio distante e fica rica, mas rica mesmo. E aí, meus queridos, é o famoso momento do “parece que o jogo virou, não é mesmo?”. O enredo, por si só, já é excelente e vale demais a leitura, mas, além disso, você pode usar passagens da obra para ilustrar temas que tratem da valorização do superficial, das mudanças sociais, do estereótipo da mulher, dentre muitas outras possibilidades que você descobrirá ao ler Senhora. Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha. Ano de publicação: 1895 O título já te conta que o livro é polêmico, afinal, usar o termo crioulo para alguém em nossa sociedade atual é ofensivo, mas no contexto histórico do livro, essa prática era natural e ainda não existiam ações que promovessem o combate ao racismo. Não se esqueça de que a própria Abolição da Escravatura tinha acontecido apenas sete antes, em 1888. O personagem principal da obra é Amaro, um negro que fugiu da escravidão e que serve na Marinha. Como Amaro é retratado enquanto um homem forte, de porte físico grande e bastante musculoso, o trabalho braçal imposto a ele é algo simples de ser feito, principalmente quando comparado à realidade da escravidão, segundo a própria obra. Se Amaro tivesse “apenas” essas características, o enredo já seria extremamente útil para se abordar temas relacionados ao racismo, preconceito, marginalidade do trabalho e costumes sociais hipócritas, mas Amaro é homossexual e se apaixona por Aleixo, um adolescente branco e de olhos azuis. Precisa dizer mais alguma coisa? O livro está inserido no período literário do Naturalismo, o que significa que você pode esperar uma descrição bastante fiel dos personagens e da sociedade. Aliás, a obra tem como intenção criticar a hipocrisia da sociedade. Bom-Crioulo foi o primeiro livro da literatura brasileira que abordou a temática do homossexualismo. Incidente em Antares, de Érico Veríssimo. Ano de publicação: 1971 Um livro com uma temática muitíssimo séria, uma vez que aborda a violência do regime militar no Brasil, além de criar um enredo num contexto de desenvolvimento do país, com a chegada de indústrias estrangeiras, mas que mesmo assim te faz rolar de rir. No calhamaço de mais de 300 páginas, a pacata cidade de Antares é abalada por um fato sobrenatural: sete mortos ressuscitam e saem andando pela cidade, como se nada tivesse acontecido. Porém, esses sete mortos não são quaisquer pessoas. Eles sabem muitos segredos de pessoas importantes e influentes na sociedade local e esses segredos podem causar bastante confusão. Até aí, sem problemas, certo? Sim, certo, se não fosse pelo fato de que esses mortos ressuscitados não se contentam em simplesmente andar pela cidade de Antares, mas resolvem que, como já estão mortos mesmo, essa é uma excelente oportunidade para darem com a língua nos dentes e saírem ruas afora revelando informações sigilosas. Além de todo o pano de fundo histórico que existe neste livro, é interessante ver como as menores sociedades estão baseadas em mentiras e podem ser ameaçadas por um simples “abrir de boca”. A Árvore que Dava Dinheiro, de Domingos Pellegrini. Ano de publicação: 1981 A Árvore que Dava Dinheiro conta o que aconteceria se aquele

Não foi à toa que escolhemos este tema para esta semana: infelizmente, temos tido muitos exemplos de abusos de autoridade e de poder não só no Brasil, mas no mundo, então o que seria tão pertinente quanto discutirmos um pouco mais a fundo sobre o assunto? Neste roteiro, vamos passar um pouquinho pela definição legal de abuso de autoridade, vermos casos em que isso ocorreu, suas consequências e a própria construção do conceito de autoridade, afinal, isso deve ter vindo de algum lugar, não é mesmo? Confira o tema clicando aqui! Artigo sobre o conceito: Disponível em: direito net – Abuso de autoridade caracterização Acesso em: 23/08/2020. Nossa lei tem bem definidos quais são os casos de abuso de autoridade ou poder e, acredite, são várias as situações, algumas das quais nem nos damos conta. O artigo indicado explica qual é esse conceito à luz de nossa Constituição, além de pormenorizar os casos para facilitar a compreensão. Artigo sobre a atualização da lei de abuso de autoridade. Disponível em: migalhas – a nova lei de abuso de autoridade Acesso em: 23/08/2020. A lei 4.898/65, a qual temos chamado de lei de abuso de autoridade, sofreu algumas modificações no ano de 2019 no sentido de atualizá-la, porém, muitos juristas têm declarado que a atualização não foi benéfica nem adequada, além de ter sido feita no momento errado. Não se esqueça de que, quando incluímos leis em nossas redações, precisamos estar sempre atualizados para acertarmos nossos apontamentos. As leis são modificadas, com ampliações ou diminuições, a todo tempo e precisamos estar atentos a isso. Artigo sobre as motivações por trás da atualização da lei do abuso de autoridade. Disponível em: bbc – atualização da lei de abuso de autoridade Acesso em: 23/08/2020. Como acontece muitas vezes em nosso país, a atualização da lei de abuso de autoridade teve outras intenções além das intenções básicas de todas as leis: proteger as pessoas e assegurar os direitos básicos a todos. Com muitos detalhes, a BBC fez uma análise de quais motivos poderiam impulsionar a atualização da lei. Matéria sobre o aumento dos casos: Disponível em: g1 globo.com – denuncias de abuso de autoridade cometidos por pms de sp crescem Acesso em: 23/08/2020. Segundo algumas pesquisas do segmento, os casos registrados de abuso de autoridade ou poder cresceram mais de 70% de 2017 para 2019, uma informação que nos assusta, mas que nos parece correta, dada a quantidade de exemplos de abuso que vemos nas mídias semanalmente. Com a indicação desta matéria, não pretendemos encontrar culpados para as ocorrências de abuso de autoridade, mas te mostrar que essa prática tem ganhado cada vez mais espaço em nossa sociedade. Matéria com caso real: Disponível em: jus – um caso de abuso de autoridade Acesso em: 23/08/2020. Um caso envolvendo suposto abuso de autoridade (confirmado, posteriormente) analisado de acordo com o que diz a lei e sob o olhar de um profissional experiente na área, esses são os temas da matéria indicada. O texto é curto, mas contém muitas informações de grande valor para o assunto que estamos estudando. Vídeo sobre o que é possível fazer (ou não) nesse caso: Disponível em: g1 globo – veja o que pode ser feito em caso de agressão ou abuso de autoridade Acesso em: 23/08/2020. Sabemos que uma pessoa que sofre com o abuso de autoridade tem seus direitos, mas quais são eles? E de que forma é possível requerê-los? Muitas vezes, as pessoas abrem mão de seus direitos por puro desconhecimento ou por saberem o quanto a justiça em nosso país é morosa e burocrática, mas casos como o do abuso de autoridade só poderão ser resolvidos quando mais e mais pessoas expuserem a situação e buscarem seu direito. Reportagem com caso real: Disponível em: noticias r7 – sargento do bope é preso por abuso de autoridade Acesso em: 23/08/2020 A reportagem é de 2015, mas, se fosse de hoje, não nos traria qualquer espanto, de toda forma. Será que ter uma posição social privilegiada nos concede direitos exclusivos? Sabemos que não, ao menos oficialmente. Mas por que será que pessoas com alto posicionamento na sociedade ainda continuam abusando de sua autoridade? Vamos pensar um pouco mais sobre isso? Matéria sobre abuso de autoridade na educação. Disponível em: gestão escolar – o poder não pode tudo Acesso em 23/08/2020. Não é só entre alguns policiais que o abuso de autoridade acontece, na escola, local onde passamos uma boa parte de nossa vida, há inúmeros casos assim. A revista Gestão Escolar, que é específica e especializada no ramo da educação, propõe a discussão sobre a temática. 9- Caso de abuso de autoridade na escola. Disponível em: jus – abuso de autoridade por coordenadora de escola Acesso em: 23/08/2020. Vamos ler sobre mais um caso de abuso de autoridade discutido à luz da lei? Nesta situação em específico, o abuso de autoridade ocorrerá numa escola. Artigo acadêmico sobre as origens da autoridade. Como dissemos no início, o conceito de autoridade (e de respeito a ela) deve ter nascido de alguma forma e em algum local e realmente foi isso o que aconteceu. A partir dos estudos da filósofa política Hannah Arendt, o artigo faz um passeio histórico pela construção da autoridade e organização do conceito. Filme Até o limite da honra (G.I. Jane) Disponível para locação no YouTube Filmes. Ano de estreia: 1997 Filme bom é assim, pode completar mais de 20 anos que sua qualidade não é abalada. E é isso o que acontece com Até o limite da honra. Na trama, Demi Moore interpreta Jordan O’Neil, uma mulher que passará pelo mesmo treinamento militar de guerra do que os homens, mas, por ser “diferente” do resto do grupo (ela é a única mulher no treinamento), Jordan vê o abuso de autoridade estampado em várias situações e sente na pele as consequências desse comportamento. Se você nunca viu esse filme, com redação ou sem redação, precisa vê-lo. Filme À espera de um milagre. Disponível para locação no YouTube Filmes.

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! A vontade de começar o roteiro com a famosa musiquinha do Chaves (“se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda, amanhã velho será…”) é grande, mas o assunto requer muita seriedade, já que, com o aumento da expectativa de vida, a questão do abandono de idosos tem se tornado cada vez mais relevante. Por mais que a música do Chaves seja engraçadinha, ela traz uma verdade absoluta: um dia, que pode demorar mais ou menos tempo, também seremos idosos, mas tratamos nossos idosos como se fôssemos ficar jovens para sempre. O abandono dos idosos tem muito a ver com a falta de empatia, de gratidão e até mesmo de amor e este é um tema que precisa ser visto além dos dados e fatos, precisa ser visto também com o coração. Vamos conferir o material que separamos para esta semana? 1- Estatuto do idoso. Disponível em: planalto gov – leis 2003 l10.741 Acesso em: 10/08/2020. Pela proposta de redação, você deve ter visto que, assim como há um estatuto que protege as crianças e os adolescentes, também há um estatuto específico para os idosos, em vigência desde 2003. Provavelmente, você vai se impressionar com os vários direitos que a lei assegura a nossos idosos e que não são nem de perto nem de longe cumpridos. 2- Matéria de revista física e on-line sobre o abandono dos idosos. Disponível em: isto é – o abandono dos idosos no brasil Acesso em: 10/08/2020. O segundo texto motivador da proposta de redação desta semana trouxe um dos balanços feito pela revista Istoé, que, em 2018, realizou um levantamento bastante apurado sobre a real situação do abandono dos idosos no Brasil. 3- Artigo sobre o aumento da expectativa de vida no Brasil. Disponível em: exame – expectativa de vida do brasileiro cresce para 763 anos em 2018 diz ibge Acesso em: 10/08/2020. Por meio do que estudamos até aqui, é possível notar que muito da questão envolvendo o abandono de idosos deve-se ao aumento da expectativa de vida (não que isso possa ser usado enquanto justificativa, que fique claro). A revista Exame traz as principais razões para o aumento da expectativa de vida com a divisão inclusive por estado, o que enriquece ainda mais o material. 4- Artigo sobre os impactos do aumento da expectativa de vida. Disponível em: uol – expectativa de vida do brasileiro aumentou o que isso realmente significa Acesso em: 10/08/2020. Que a expectativa de vida cresceu, já sabemos, mas quais são os principais problemas relacionados a esse fato? O colunista Dante Senra tenta, a partir da concatenação de vários temas, discutir exatamente as respostas a essa pergunta. 5- Estudo sobre a saúde dos idosos brasileiros. Disponível em: elsi cpqrr fiocruz Acesso em: 10/08/2020. Uma vez que a expectativa de vida cresceu nos últimos anos, é de se imaginar que os idosos tenham melhores condições de saúde, certo? O estudo feito pela Fio Cruz traz muitas, muitas informações valiosas sobre o assunto e que com certeza vão te ajudar a construir seus argumentos. 6- Artigo do Ministério da Saúde sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos idosos no setor. Disponível em: saúde gov – 30 % dos idosos tem dificuldade para realizar atividadesadiárias Acesso em: 10/08/2020. Não são poucas as dificuldades enfrentadas pelos idosos em nosso país e, mais especificamente com relação ao acesso aos serviços de saúde, são eles quem mais sofrem. O Ministério da Saúde se propôs a fazer um levantamento acerca da qualidade dos serviços de saúde disponibilizados aos idosos a fim de qualificar o atendimento da rede pública. Todos os dados foram divulgados no link acima. 7- Artigo com a atualização sobre o abandono de idosos. Disponível em: isto é – envelhecimento sem amparo Acesso em: 10/08/2020. Neste ano, a revista Istoé fez uma atualização a respeito da situação dos idosos abandonados no país e das opções que eles têm quando esse triste fato acontece. Vale a leitura para ficar bastante atualizado. 8- Artigo sobre os efeitos da solidão na mente e no corpo do idoso. Disponível em: especiais correio braziliense – solidão maltrata o corpo e a mente dos idosos Acesso em: 10/08/2020. Um dos problemas que mais afeta o idoso abandonado é a solidão, que traz sérios riscos à saúde física e mental. Muitos deles chegam a experienciar depressão profunda, causando o agravamento de várias outras doenças. Se a relação entre solidão e saúde é um assunto que te desperta interesse, não deixe de ler a indicação acima. 9- Artigo sobre a utilidade dos animais enquanto companhia dos idosos. Disponível em: hoje unisul – animais de estimação uma ótima companhia para idosos Acesso em: 10/08/2020. Já que os humanos não sabem tratar seus idosos, os vovôs e as vovós acabam recorrendo a um amiguinho peludo para lhes fazer companhia e essa é uma escolha que traz inúmeros benefícios tanto para o humano quanto para o animal. O artigo é curtinho, mas bastante informativo, além de conter alguns exemplos fofíssimos de amor e dedicação animal. 10- Reportagem sobre homem que abandonou seus pais idosos num bar. Disponível em: o tempo – homem leva pais de 86 e 92 anos para almocar e os abandona em bar Acesso em: 10/08/2020. O que você vai ler nesta reportagem parece surreal, coisa de cinema mesmo (de péssimo gosto, claro), mas, infelizmente, é verdade e virou até caso de polícia. É impossível ler sobre o que este homem fez com os pais e não sentir pelo menos uma pontinha de vergonha alheia. 11- Documentário no YouTube sobre o abandono de idosos. Disponível em: Youtube – abandono de Idosos Acesso em: 10/08/2020. Se você está acompanhando as indicações até aqui, significa que já sabe do problema que estamos enfrentando com relação ao abandono de idosos, mas nenhuma palavra escrita é capaz de expressar o que os olhos dizem neste documentário indicado. 12- Documentário no YouTube sobre o processo de envelhecimento. Disponível em: Youtube – Sobre o processo de envelhecimento Acesso em: 10/08/2020. O documentário,

Se você é brasileiro e ainda não conhece a obra de Clarice Lispector, precisa correr para compensar o tempo perdido, pois ler Clarice é muito mais do que uma simples leitura, é uma experiência. Clarice Lispector é, por assim dizer, uma estrela que brilha com intensidade no cenário do Modernismo brasileiro, isso porque suas obras são de altíssima qualidade literária e não perdem suas qualidades excepcionais mesmo com o passar das décadas. Um pouco sobre a autora Apesar de compor o rol de artistas literários brasileiros, Clarice nasceu na Ucrânia em 1920, mas ainda bebê passa a viver com sua família no Brasil. A própria autora era pontual em afirmar que não se identificava com a naturalidade ucraniana. Sua família, judia, por conta da perseguição aos judeus, viu-se obrigada a deixar a Ucrânia e procurar refúgio no Brasil, país no qual Clarice foi naturalizada mais tarde (aos 21 anos, conforme determinava a lei da época). Tendo vivido inicialmente em Maceió e após no Recife e Rio de Janeiro, Clarice perde sua mãe aos oito anos e seu pai aos vinte. A autora era portanto uma mulher órfã, ainda solteira, num contexto histórico e social em que as mulheres eram úteis principalmente enquanto esposas e mães. Mas já contrariando a tendência de seu tempo, Clarice decide estudar Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, acabando por se identificar com o segmento literário e atuando como jornalista, contista e escritora, mas nunca como advogada. Em 1943, nossa autora se casa com Maury Gurgel Valente, vice-cônsul, com quem teve dois filhos, Pedro e Paulo. Clarice e Maury continuaram casados até 1959, quando se divorciaram. E ser uma mulher divorciada na década de 60 não era tarefa fácil. Por conta da profissão do ex-marido, Clarice pôde conhecer muitos países e agregar inúmeras informações ao seu repertório. Inclusive, as viagens constantes foram o motivo do divórcio do casal. Em dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos (a autora nasceu em 10 de dezembro e faleceu em 09 de dezembro), Clarice falece, vítima de um câncer, e não tem a chance de aniversariar mais uma vez por tão pouco. Poesia na vida de quem foi poeta. https://youtu.be/fs0Rt-_vkMM O início como escritora Com 13 anos, Lispector decidiu ser escritora. Ela mesma contou em diversas entrevistas que o desejo de se tornar escritora foi mais forte do que ela e que ela tão somente apoderou-se desse desejo, já existente em seu íntimo desde sempre. Mas a primeira publicação só veio aos 20 anos e, claro, como Clarice é Clarice, essa publicação não poderia ser mais inusitada. Sua primeira publicação foi de um conto intitulado como Eu e Jimmy, com temática altamente feminista, mas centrado na relação amorosa entre um homem e uma mulher. Até então, sem problemas, certo? Quase certo, se o local de publicação não fosse a revista Vamos Ler, destinada ao público exclusivamente masculino e de alta classe. O primeiro romance veio a público em 1944 (Perto do Coração Selvagem) após muitas dificuldades para a publicação, pois só se publicava algo quem tinha alguma influência social, o que não era o caso de Clarice. As experiências pessoais de Clarice e os ambientes em que viveu influenciaram fortemente as obras da autora, tanto que Perto do Coração Selvagem trata da história de Joana, uma jovem que perdera a mãe bastante cedo e que perde o pai anos mais tarde. Principais obras e características Clarice conta com mais de 20 obras publicadas em vida e uma porção de reuniões de seus contos e textos de jornal organizadas após sua morte, porém, mesmo com um trabalho tão extenso, uma característica de Lispector salta aos olhos: o caráter intimista. Os livros de Clarice são recheados de sentimentos e impressões pessoais e altamente íntimas de suas protagonistas. Esse caráter intimista é tão marcante no modo de pensar das personagens que gera epifanias (compreensão da essência de algo, revelação súbita). Além disso, percebe-se em suas criações a discussão mais aprofundada de temas abstratos e o retrato da vida cotidiana em diversos contextos em que a própria autora viveu, dando assim um toque autobiográfico às suas produções. Existem três obras de Lispector que são cobradas com mais frequência em testes de grande porte: Laços de Família (1960), Felicidade Clandestina (1971) e a Hora da Estrela (1977). Em Laços de Família, a autora, por meio de 13 contos, cria personagens comuns, donas de casa, esposas, maridos, filhos e filhas, e suas relações em família, porém, essas relações parecem se constituir num aprisionamento do sujeito diante das exigências sociais. Lembra que te contamos lá em cima que Clarice se divorciou em 1959 e que a vida de uma mulher divorciada no contexto social e histórico em que ela viveu não era nada fácil? Quanto das próprias vivências de Clarice existem em Laços de Família? Felicidade Clandestina, reunindo desta vez 25 contos (alguns já anteriormente publicados) trata de três situações da vida- a infância, a adolescência e a família, repletas da abordagem da angústia que é peculiar a cada uma dessas situações. E, claro, A Hora da Estrela (que sua professora de Língua Portuguesa já deve ter te pedido para ler em algum momento), que trata da história de Macabéa, uma nordestina de Alagoas que tenta, de maneira extremamente inocente, escapar do contexto de pobreza extrema, chegando até mesmo à miséria, indo para o Rio de Janeiro (opa, autobiografia novamente?). Clarice e os temas de redação A obra de Clarice é muito, muito rica em qualidade e quantidade, bem como sua vida é uma grande inspiração. Sendo assim, temas que envolvam a condição de vida da mulher, o feminismo, a desigualdade de gêneros e afins são um prato cheio para terem Clarice enquanto sustentação de argumento. Não se esqueça da própria vida dela, uma refugiada que busca consolo no nordeste brasileiro, mas que se vê numa situação tão miserável que procura condições de vida melhores no Rio de Janeiro. A pressão social, as infelicidades e angústias que isso acarreta são outros

O tema proposto desta vez pode ter muito a ver com com sua própria experiência pessoal, afinal, se você está aqui estudando redação com a gente, uma das possibilidades é que você tenha um importante vestibular ou concurso pela frente. É claro que estudar nos agrega uma série de coisas muito, muito boas, como conhecimento de mundo, ampliação de horizontes, novas perspectivas, mas saber o que será feito com todo esse estudo também é igualmente importante. E é neste momento que as pesquisas – e a realidade – apontam-nos um problema sério e bastante preocupante: a empregabilidade dos universitários ou recém-formados. Procuramos selecionar para vocês estudos diversos que revelam dois lados: a situação da empregabilidade deste grupo e a percepção dos próprios universitários ou recém-formados a respeito do tema. Esperamos que nossas indicações te ajudem a montar um cenário mental bastante atualizado sobre a questão da empregabilidade dessa parcela da sociedade. Vamos ver o que nos aguarda? Mãos à obra! 1- Texto motivador 1 na sua versão completa. Disponível em: correio braziliense – após sair da faculdade recém-formados enfrentam desemprego Acesso em: 23/07/2020. O primeiro texto motivador da proposta de redação foi editado para que a leitura fosse mais ágil, porém, há muitas outras informações relevantes nas partes que não constam na proposta, por isso, sugerimos a leitura na íntegra. 2- Artigo científico sobre a visão do jovem quanto à transição da vida universitária para o mercado de trabalho. Disponível em: scielo – A transição da universidade ao mercado de trabalho na ótica do jovem Acesso em: 23/07/2020. Conforme dissemos anteriormente, é fundamental compreender como as pessoas envolvidas nesta situação, ou seja, os universitários e recém-formados, enxergam a questão. No artigo selecionado acima, além de contexto histórico, há também uma pesquisa científica que foi realizada com 20 jovens (nove graduandos e onze recém-graduados) para se descobrir como eles enxergam o processo de transição da universidade para o mundo do trabalho. Todas as pesquisas são seguidas de análise de dados e conclusões, o que significa que você conseguirá absorver várias informações relevantes para sua redação. 3- Matéria on-line sobre a dificuldade das mulheres em encontrar emprego após a universidade. Disponível em: bbc – Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego Acesso em: 23/07/2020. Já conseguimos compreender com certa clareza que encontrar um bom emprego na área de formação universitária não é tarefa nada fácil e, de acordo com relatos e pesquisas, as mulheres sofrem mais no processo de procura por um trabalho. A pesquisa contida nesta matéria foi realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico- OCDE, um órgão extremamente respeitado no segmento. 4- Artigo científico sobre alunos concluintes que não pretendem atuar na área de estudo. Disponível em: Portal de Periódicos Científico Acesso em: 23/07/2020. Após todo o sufoco para passar no vestibular, enfrentar os anos de graduação, todas as provas, trabalhos, pesquisas, estágios e sabe-se lá Deus o que mais, há alunos (e não tão poucos assim) que decidem que não querem atuar na área em que estão se formando. Seria essa decisão mais um impedimento no que diz respeito à empregabilidade? Além de revelar todo o percurso pelo qual os alunos consultados passaram, o artigo ainda faz ligações entre a decisão de não seguir na área estudada e o sucesso profissional. 5- Artigo sobre a relação entre nível de estudo e empregabilidade. Disponível em: una – Educação e empregabilidade: entenda a relação entre ambos Acesso em: 23/07/2020. Passamos a vida ouvindo que quem estuda mais tem maiores e melhores oportunidades de emprego, mas será que isso é mesmo verdade? E, sendo, em que pesquisas essa informação está baseada? O artigo, recheado de dados estatísticos excelentes que vão te ajudar na sustentação dos argumentos da redação, busca exatamente essas respostas. 6- Reportagem sobre crise nas faculdades particulares. Disponível em: correiobraziliense – Os reflexos da crise nas faculdades particulares Acesso em: 23/07/2020. Se, como vimos na referência anterior, estudar mais garante, ou ao menos facilita, mais chances de emprego e considerando que grande parte das vagas em cursos superiores estão em universidades particulares, é bastante coerente imaginar que a crise econômica que temos vivido nos últimos anos piora o aspecto da empregabilidade. O jornal Correio Braziliense se propôs a analisar mais a fundo qual é o tamanho do impacto da crise quando falamos de ensino superior e empregabilidade. 7- Reportagem sobre as razões do desemprego na área estudada no nível superior. Disponível em: g1 globo – Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas Acesso em: 23/07/2020. Realmente, o número de pessoas formadas no ensino superior que não trabalham em sua área de formação é alarmante, mas por que isso está acontecendo? Seria só mesmo a crise ou há outras razões? Sim, há outras razões e o G1 traz para você quais são elas. Claro, sempre com muitas pesquisas e opiniões de especialistas. 8- Reportagem sobre o ponto de vista dos universitários ou recém-formados a respeito de seu preparo para o mercado de trabalho. Disponível em: olivre – Universitários não se sentem prontos para o mercado de trabalho Acesso em: 23/07/2020. Que tal ler a opinião de quem mais importa na situação: os próprios universitários ou recém-formados? Será que eles se sentem preparados a atuar em sua área de formação “apenas” com o que aprenderam na universidade? Nossos cursos universitários realmente preparam o aluno para a realidade do mundo do trabalho? 9- Reportagem em vídeo sobre os motivos para o abandono do curso universitário. Disponível em:youtube – Universitários abandonam curso por indecisão ou dificuldade de fazer estágio Acesso em: 23/07/2020. Partindo do princípio de que os cursos universitários muitas vezes falham em sua missão de preparar o aluno para o mercado de trabalho (não que essa seja a única ou a principal função da universidade), podemos considerar que esse é um fator de abandono do curso. Mas há outros fatores que fazem com que jovens deixem para trás seu curso universitário e a reportagem faz um levantamento breve,

Em 13 de julho de 2020, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), completou 30 anos, sua primeira publicação foi em 1990. Por muitos anos, os conceitos de infância e adolescência não eram definidos. Acreditava-se que a criança era, na verdade, uma espécie de adulto em versão reduzida. Por isso, não se considerava que suas necessidades e formas de desenvolvimento fossem diferentes. Com os estudos da Psicologia e da Sociologia, notou-se que as crianças e os adolescentes tinham características próprias, diferentes daquelas dos adultos. Por isso, criar leis que os protegessem e permitissem seu pleno desenvolvimento tornou-se fundamental. Na verdade, no Brasil, outras leis precederam o Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma delas foi o Código de Menores, da década de 70. O Código de Menores foi constituído com a intenção de promover proteção, assistência e vigilância a pessoas até 18 anos, daí o nome “menores”. Porém, o Código de Menores surgiu num contexto de ditadura militar, em que a liberdade era altamente cerceada. Por essa razão, os artigos do Código foram utilizados muito mais no âmbito criminal. No caso de menores infratores, do que no sentido de atender a todas às crianças e aos adolescentes. Em 1988, com a Constituição Cidadã, as leis a respeito das crianças e dos adolescentes foram repensadas e reorganizadas. A fim de realmente assegurar proteção e condições básicas de desenvolvimento a todos. Após revoluções, passeatas e muitas discussões, a lei de número 8.069/90, que conhecemos como Estatuto da Criança e do Adolescente, foi aprovada, com seus 267 artigos, pelo então presidente Fernando Collor. O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente? De forma resumida, o ECA concentra-se em garantir e proteger os direitos das crianças e dos adolescentes à: A garantia e proteção a esses direitos são deveres do Estado e da sociedade como um todo. É muito importante ressaltar que o ECA “nasceu” após muitas reivindicações de diversos setores sociais. Principalmente voltadas à demanda de proibições do trabalho infantil, que, na década de 90, estava na casa dos milhões. Uma das conquistas do ECA foi a elevação da idade mínima legal para o emprego de 14 para 16 anos e, mesmo assim, com proteção específica até o empregado completar 18 anos. Menores de 16 anos, em conformidade com a lei, só podem exercer atividade trabalhista na condição de aprendizes (e somente a partir de 14 anos). Trabalhos insalubres, perigosos ou no período noturno, de acordo com o ECA, estão liberados apenas a partir dos 18 anos. Sobre a educação, na década de 90, tínhamos 22% da população total do país (cerca de 149 milhões) sofrendo com o analfabetismo. E outros 38% com apenas o atual Ensino Fundamental I (antigamente classificado como 1ª a 4ª série) completo. Isso significa dizer que 58% da população total, ou mais da metade, como preferir, não tinha acesso a nenhum ou pouquíssimo nível de ensino formal. Apesar de existirem outras leis que procuravam garantir o acesso à educação básica (hoje composta pela Educação Infantil e pelos Ensinos Fundamentais) a todos os cidadãos brasileiros em idade escolar ou por meio da Educação de Jovens e Adultos (institucionalizada apenas em 2007), a verdade é que não havia escola para todos e nem recursos suficientes disponibilizados para mantê-los na escola. Outro problema bastante acentuado era a própria condição de vida dos brasileiros, que fazia com que as crianças e os adolescentes deixassem de estudar para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. O Estatuto da Criança e do Adolescente hoje São 30 anos de existência, mas, infelizmente, o ECA ainda não é aplicado em sua totalidade e precisa, de acordo com alguns especialistas no segmento, ser rediscutido para que se alinhe às novas condições atuais. As três principais frentes que mais sofrem com o não cumprimento do Estatuto são a educação, a saúde e o trabalho. Na educação, as últimas pesquisas têm revelado que cerca de 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. O oferecimento do Ensino Médio gratuito também é dever do Estado, mas, ao contrário do Ensino Fundamental, que conta com taxa de frequência de 99,3% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, a matrícula não é obrigatória no nosso país, ou seja, a família e o próprio jovem podem escolher se cursarão ou não o Ensino Médio. Com relação ao trabalho, mesmo com todas as medidas protetivas e punitivas, ainda há cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes que exercem função trabalhista em formas não autorizadas pela lei. Apesar de ter havido uma queda absolutamente expressiva no que diz respeito aos índices de mão de obra infantil no país, os motivos que levam crianças e adolescentes a trabalhar de maneira informal e ilegal continuam os mesmos: compor a renda familiar. Já na saúde, é até desnecessário apontarmos o quanto nosso sistema é falho e insuficiente para atender à população, independentemente da idade. O ECA e os temas de redação Conforme você pôde perceber, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apesar de não ser cumprido na íntegra e carecer de modernizações e adaptações, é um documento fundamental em nossa sociedade e que confere máxima autoridade quando usado enquanto argumento ou exemplificação numa redação. Qualquer tema que envolva proteção à infância, educação, saúde, condições de trabalho, acesso à cultura (como o tema de 2019, por exemplo), letramento da população, violência, marginalidade, dentre muitas outras opções pode conter o ECA enquanto elemento constitutivo. De forma geral, citar leis que amparem seu ponto de vista ou sua argumentação a respeito do assunto é sempre uma ótima ideia, pois as leis são pensadas para que conquistemos um país e uma sociedade “ideais” e todos os esforços sociais devem ser voltados para que cheguemos o mais próximo possível desse modelo “perfeito”. Por isso, sempre que houver a oportunidade de conhecer mais leis do nosso sistema legal, não perca a oportunidade, pois essa é uma escolha que pode fazer toda a diferença no momento da redação. Leia também: Quais são os critérios

Privilégio, um substantivo bastante comum, apesar de abstrato e é justamente o fato de privilégio ser substantivo abstrato que nos chama a atenção. O que é privilégio? Quem ou o que define um privilégio? Os privilégios são variáveis? E dependeriam de quê? O que seria consciência de privilégios? Pois é, você já deve ter percebido que um tema como a conscientização de privilégios dá, como dizem ou diziam nossas avós, “pano para manga”, para não dizer para a peça inteira. Socialmente, existem sim parâmetros e critérios para que se defina o que é ou não um privilégio, mas, ao abordar um tema assim, tão complexo, tenha em mente que essa definição também passa por um contexto pessoal e, por isso, individual. Por se tratar de um treino para uma redação de grande porte na sociedade, como a redação do ENEM e dos vestibulares, adotaremos nas sugestões abaixo os princípios sociais do que é considerado privilégio. É importantíssimo ainda que você se lembre de que acesso à educação, moradia, lazer, saúde, cultura e segurança não são privilégios, mas sim direitos a todo cidadão brasileiro, independentemente de seu contexto, mesmo que esses direitos não sejam respeitados na grande parte das vezes, infelizmente. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Artigo on-line sobre os conceitos de privilégio. Disponível em: sandra caselato – afinal o que é privilégio Acesso em: 16/07/2020. Já que começamos este roteiro falando um pouco sobre o conceito variável do termo “privilégio”, nada mais justo do que indicarmos primeiramente esta leitura. Neste artigo, a psicóloga Sandra Caselato faz um levantamento do uso do substantivo privilégio em segmentos diversos e traz várias sugestões de contextualização a respeito do assunto. Se você tem dúvidas sobre o que é ou deixa de ser um privilégio social, não deixe esta sugestão passar em branco e corra para fazer a leitura. Com certeza, você sairá dela muito mais esclarecido (a). 2- Artigo on-line sobre privilégio vinculado à questão racial. Disponível em: revista trip – stephanie ribeiro sobre ser uma negra com privilégios Acesso em: 16/07/2020. O artigo é de 2017, mas continua nos fazendo refletir sobre privilégios (que, pensando mais a fundo, são mais direitos do que privilégios) que nos são tão naturais que acabamos nem mesmo os considerando enquanto privilégios. O artigo traz um pouco da visão pessoal de Stephanie Ribeiro, uma jovem que soube analisar a situação de maneira positivamente crítica e que enriquece nossa forma de olhar para o assunto. 3- Artigo de jornal sobre consciência de privilégios vinculada à classe e raça. Disponível em: folha uol – combate a racismo exige reconhecimento de privilégios da branquitude Acesso em: 16/07/2020. Ainda na linha das discussões sobre privilégios ligados à questão racial, o artigo da Folha traz uma nova vertente: a análise dos privilégios à luz das classes sociais. Se você leu as referências até aqui, certamente deve ter notado que a consciência de privilégio anda de mãos dadas com a consciência das diferenças sociais existentes entre raças e classes. É impossível considerar-se privilegiado sem reconhecer que há outros grupos que não têm acesso às mesmas coisas que eu e que isso acontece muito por conta da cor de sua pele ou de sua condição socioeconômica. 4- Matéria de página on-line sobre a definição de consciência de classe. Disponível em: café com sociologia – consciência de classe Acesso em: 16/07/2020. Quando falamos de consciência de classe, na verdade estamos tratando de um termo especialmente complexo e que pertence aos ramos da Sociologia (principalmente), da Filosofia e da Psicologia. Nesta matéria, o autor Cristiano das Neves Bodart apresenta o conceito de consciência de classe à luz de Karl Marx, além de completar o texto com outras referências de leitura para quem quiser saber mais. As teorias de Karl Marx são extremamente relevantes e podem te auxiliar a construir redações sobre muitos temas, por isso, saber um pouco mais sobre ele é uma boa ideia. 5- Artigo on-line sobre o privilégio em tempos de pandemia. Disponível em: brasil elpais – jovens tem choque de consciência sobre privilégios e injustiças Acesso em: 16/07/2020. É assustador pensar, mas toda a situação imposta por conta da pandemia causada pela Covid-19 trouxe ainda mais à tona as desigualdades e discrepâncias que existem em nosso país. E se as dissonâncias foram ressaltadas, os privilégios de um grupo em detrimento de outros também. No artigo de El País, quatro jovens contam como tem sido suas experiências durante o período de isolamento social e quarentena estabelecidos no Brasil e como as situações vividas têm as ajudado a entender quanta injustiça e privilégio há em terras brasileiras. 6- Levantamento on-line sobre homicídios no país. Disponível em: ponte org – brasil mata cada vez mais negros mulheres e lgbts Acesso em: 16/07/2020. Sabemos que vocês precisam de dados para sustentar as argumentações das redações e por isso selecionamos este levantamento. Nele, temos em números aquilo que todo mundo já sabe: negros, mulheres e pessoas que pertencem ao grupo LGBTQIA+ sofrem muito mais violência e são mortas com mais frequência, mesmo nos dias atuais. 7- Indicações de documentários sobre privilégios. Disponível em: revista trip – 16 documentários para entender seus privilégios Acesso em: 16/07/2020. Documentários são outra forma incrível de adquirir conhecimento sobre os mais variados assuntos e a revista Trip selecionou “só” 16 documentários que tratam da temática dos privilégios em diversos contextos. 8- Série Cara Gente Branca. Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2017. Se você nunca ouviu falar desta série, está na hora de ficar por dentro de sua temática. Resumidamente, alunos negros de uma universidade norte-americana bastante tradicional passam por diversas situações delicadas por apenas um motivo: serem negros. Além disso, a série estampa os privilégios reservados à comunidade branca da universidade, que, mesmo sendo fictícia, assemelha-se, e muito, à realidade. 9- Série Elite Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2018. Ao contrário da série indicada acima, Elite é mais centrada na oposição entre classes sociais e religiões, que constitui todo