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Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema de Redação: ODS 2 – COMO ACABAR COM A FOME, ALCANÇAR A SEGURANÇA ALIMENTAR E MELHORIA DA NUTRIÇÃO E PROMOVER A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL? Texto 1 Momento de ação global para as pessoas e o planeta O ano de 2015 apresentou uma oportunidade histórica e sem precedentes para reunir os países e a população global e decidir sobre novos caminhos, melhorando a vida das pessoas em todos os lugares. Essas decisões determinarão o curso global de ação para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Em 2015, os países tiveram a oportunidade de adotar a nova agenda de desenvolvimento sustentável e chegar a um acordo global sobre a mudança climática. As ações tomadas em 2015 resultaram nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). As Nações Unidas trabalharam junto aos governos, sociedade civil e outros parceiros para aproveitar o impulso gerado pelos ODM e levar à frente uma agenda de desenvolvimento pós-2015 ambiciosa. O que vem agora? Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostram que metas funcionam. Eles ajudaram a acabar com a pobreza, mas não completamente. As Nações Unidas definiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável que deve finalizar o trabalho dos ODM e não deixar ninguém para trás. Essa agenda, lançada em setembro de 2015 durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, foi discutida na Assembleia Geral da ONU, onde os Estados-membros e a sociedade civil negociaram suas contribuições. O processo rumo à agenda de desenvolvimento pós-2015 foi liderado pelos Estados-membros com a participação dos principais grupos e partes interessadas da sociedade civil. A agenda reflete os novos desafios de desenvolvimento e está ligada ao resultado da Rio+20 – a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável – que foi realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro, Brasil. Fonte: https://nacoesunidas.org/pos2015/ Texto 2 Fome zero e agricultura sustentável Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável 2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano 2.2 Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo atingir, até 2025, as metas acordadas internacionalmente sobre nanismo e caquexia em crianças menores de cinco anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e pessoas idosas 2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola 2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo 2.5 Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente 2.a Aumentar o investimento, inclusive via o reforço da cooperação internacional, em infraestrutura rural, pesquisa e extensão de serviços agrícolas, desenvolvimento de tecnologia, e os bancos de genes de plantas e animais, para aumentar a capacidade de produção agrícola nos países em desenvolvimento, em particular nos países menos desenvolvidos 2.b Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais, incluindo a eliminação paralela de todas as formas de subsídios à exportação e todas as medidas de exportação com efeito equivalente, de acordo com o mandato da Rodada de Desenvolvimento de Doha 2.c Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de commodities de alimentos e seus derivados, e facilitar o acesso oportuno à informação de mercado, inclusive sobre as reservas de alimentos, a fim de ajudar a limitar a volatilidade extrema dos preços dos alimentos Fonte: https://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/post-2015/sdg-overview/goal-2.html Texto 3 Tema de Redação: ODS 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável Do que trata o ODS 2 A fome é um dos aspectos que podem estar associados à pobreza, como se observa na meta 2.1. Assim, o ODS 2 tem uma característica complementar ao ODS 1. No entanto, ele traz novas dimensões, voltadas para a saúde (desnutrição de crianças e da população em geral, na meta 2.2), para a produção de alimentos sustentável (por exemplo, nas metas 2.4 e 2.5), e para a economia (metas 2.b e 2.c). Este ODS ainda depende da formulação de indicadores concretos e objetivos, que passem a ser monitorados para verificar se há avanço na agricultura sustentável, na construção de bancos de genes de plantas e animais e nos esforços para manter a biodiversidade. Por fim, a ampliação da produtividade e da renda dos pequenos produtores agrícolas, indígenas, pescadores e pastores, com atenção especial às mulheres, é uma meta (2.3) que tem um impacto direto na diminuição da pobreza e na promoção de uma economia mais sustentável. O que já vem sendo feito Associado a este ODS, pode ser elencado o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003. Ele trabalha em duas frentes: na redução da fome e no incentivo à agricultura familiar. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que é responsável pelo PAA juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa “compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional

Confira como melhorar sua argumentação e surpreender no ENEM. Quem quer garantir 1000 na Redação ENEM sabe que precisa ter um texto que saia do senso comum. Mas como fazer isso? A grande massa do ENEM, 2 milhões de alunos ficam entre os 501 e 600 pontos, justamente por serem textos “modelo”. Primeiro, deixe de lado qualquer receita pronta para construir seu texto. Não reproduza citações muito batidas, nem expressões clichês, ou modelos de “isso vai na introdução, isso vai na conclusão“. Isso faz com que seu texto caia na vala do comum. Além disso muita gente está usando de modo inapropriado frases celebres, tentando as encaixar em contextos onde elas não cabem e/ou não acrescendo, principalmente de autores como: Zygmunt Bauman, Freud, Kant e Paulo Freire. Sim, você pode referenciar esses teóricos, mas somente quando eles forem diretamente relacionados ao seu tema. De nada adiante em uma redação em que o tema é “Dengue” e colocar uma citação sobre “modernidade líquida” do Bauman. Então, para sair do senso comum você precisa trazer referências para o seu texto, mas que sejam coesas com sua argumentação, ou seja, que case com suas ideias e que contribua para que seu texto fique ainda mais interessante. Para conseguir sair do senso comum você não pode ter medo de ousar. Traga trechos de músicas, poesias, frase célebres de um autor ou teórico, filmes, ou documentários que tenham, obviamente, conexão com seu tema. Rabisque em um rascunho o que você conhece relacionado ao tema da redação. Em seguida, selecione o que você considera que, de fato, vai enriquecer o seu texto. Caso na hora da prova não venha nenhuma citação em mente, não há problema. Você pode enumerar fatos e dar exemplos que elucidem o seu argumento. Você pode fazer um texto fora do senso comum só com suas palavras, isso depende apenas da forma como você organiza sua argumentação. Evite trazer ideias soltas. Digamos que você esteja escrevendo sobre “como ter um mundo mais sustentável”. Então, se você escrever que “Uma das formas de se ter um mundo mais sustentável é cuidarmos das nossas próprias atitudes”. Se sua frase acabar assim, você criou uma ideia “solta”. Agora, se você incrementar com exemplos, dará outro corpo ao texto. Veja: “Uma das formas de se ter um mundo mais sustentável é cuidarmos das nossas próprias atitudes. Isso é possível de ser colocado em prática no nosso cotidiano como, por exemplo: se diminuirmos a utilização de sacolas plásticas, levando “ecobags” para o supermercado; deixando de usar canudo e copo descartável, adotando o uso de canecas pessoais, ou ainda, optando por frascos retornáveis de refrigerante a garrafas pet”. Percebeu a diferença? Trazer exemplos é uma excelente forma de deixar seu texto encorpado, interessante e longe das frases soltas e ideias vazias. Além disso, demonstra que você consegue relacionar o tema a ações realizadas no seu dia a dia. O segredo está em construir bons argumentos, seja com citações ou com as próprias ferramentas e, claro, praticar muito a escrita.

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: Voto nulo, branco e abstenção como mecanismos de protesto. Texto 1 Mais de 204.100 pessoas (5,5% dos eleitores) votaram em branco no Rio e outras 473.324 pessoas (12,76%) anularam seu voto. A soma dos dois percentuais representa um alta de 35% em relação as eleições municipais de 2012, e favoreceu para tornar o Rio a capital donão voto nessas eleições. A soma dos votos brancos e nulos e a abstenção, que foi de 24,28%, superou os votos conquistados pelos vencedores do primeiro turno, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) juntos. Em São Paulo, João Doria teve uma vitória avassaladora, uma conquista sem precedentes com mais de três milhões de votos. Mas também aqui, os que não votaram em nenhum dos candidatos superaram os eleitores do empresário. Em uma tendência similar à do Rio, os votos brancos e nulos aumentaram 30% de 2012 para cá até 16,64%, enquanto a abstenção cresceu 18% se situando em 21,84% (a média nacional foi de 17,58%). São percentuais que não se viam desde 1996. Os dados chamaram a atenção até do presidente Michel Temer, que viu no resultado do pleito um recado. “É um sentimento de decepção com toda a classe política”, afirmou durante encontro com a imprensa em Buenos Aires. Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/03/politica/1475522954_666169.html Texto 2 Ao longo das últimas três eleições (2002, 2006 e 2010), o “não voto” parece ter emergido como umas das principais vozes de oposição. Trata-se de uma negativa conferida por parte do eleitorado aos modos usuais de se fazer política, abarcados, neste caso, tanto os partidos e candidatos quanto o próprio modelo de representação em si. O “não voto” manifesta-se, comumente, na forma do voto em branco ou nulo ou por meio da abstenção eleitoral, e contribuem para o seu crescimento três variáveis: 1) o descrédito do eleitorado em relação aos partidos políticos e aos candidatos; 2) os altos índices de percepção da corrupção; e 3) a ideia equivocada de que o voto em branco ou nulo, se iguais ou superiores a 51% dos votos, invalidam o processo eleitoral. Fonte: https://www.vermelho.org.br/noticia/244926-1 Texto 3 Fonte: https://2.bp.blogspot.com/_duDJ1LNCnfQ/TMwzgKAjcoI/AAAAAAAALxs/z7xVKN3gvfk/s1600/charge.jpg

A argumentação é a uma das partes principais de uma redação do ENEM. Então capriche nela para garantir a tão sonhada redação nota 1000! Estruturar uma boa argumentação na Redação ENEM é um grande desafio. No entanto, fazer uma argumentação concisa não é tão complicado quanto parece. O que você tem que ter em mente, na hora de escrever, é que selecionar os melhores argumentos vai fazer com que seu texto fique bem escrito. Por isso, muitas vezes, mais vale você escrever sobre um tema que é simples mas que você tem domínio do que escrever sobre um tópico que é mais complexo e para o qual você não tem muito conhecimento sobre. Um exercício bacana que você pode fazer, para colocar em prática a sua argumentação, é pegar o tema da redação, escrever um rascunho e listar tópicos relacionados a ele. Confira alguns exemplos: Tema: Racismo no Brasil Tópicos que podem estar relacionados a esse tema: 1. População negra x polícia; 2. Expressões racistas impregnadas em nosso vocabulário; 3. A diferença entre os papéis de atores negros e atores brancos nas novelas brasileiras; 4. A baixa presença de negros nas universidades ou em cargos de destaque; 5. Violência obstétrica em mulheres negras. Tema: Amor Alguns tópicos que podem ser abordados nesse assunto: 1. Amor fraternal; 2. Amor doentio; 3. Amor bandido; 4. Amor próprio; Depois desse exercício livre de listar as muitas possibilidades de se discutir sobre um tema, você pode selecionar os tópicos que se sente mais à vontade, aqueles que tem mais conhecimento para escrever a respeito. Pois, durante o exercício, outros links serão feitos. Você pode lembrar de uma música, uma notícia, um estudo, um livro, um filme, documentário ou de uma reportagem relacionada ao tema de um dos tópicos listados, o que vai ajudar a escolher as informações que vão compor a argumentação. Feito isso, tente ir construindo uma ideia em torno do tópico que você se sente mais à vontade para escrever. Unindo um dado a outro, logo você vai ter um parágrafo completo. Não esqueça de selecionar argumentos que contribuam para a coesão do texto como um todo. Ou seja, tente selecionar argumentos que estejam relacionados entre si. Não há espaço numa redação para o ENEM ou para vestibulares para que você discorra muitos argumentos. O caminho mais inteligente é selecionar poucos, mas fortes e suficientes argumentos pra’quilo que você deseja defender. E, claro, você deve escolher dados que deem conta de tudo que você deseja provar. Por exemplo, se você falar sobre a questão do racismo no Brasil, você pode escolher argumentos pautados somente em questões objetivas (genocídio da população negra, baixo número de universitários negros, menor média de escolaridade, maior população carcerária, entre outros), mas também abordar questões subjetivas (padrão de beleza racista, solidão da mulher negra, baixa autoestima, síndrome do impostor, etc.). O importante é balancear ambos e não esquecer do tema central. O que você não pode deixar acontecer é, por exemplo, escolher um argumento sobre solidão da mulher negra e outro complementar que explica que 52,2% de mulheres negras estão fora de uniões estáveis no Brasil (IBGE 2010) e não abordar nenhum viés além desse, ou que não aborde só mulheres. Apesar desses argumentos estarem ligados ao tema central, que é o racismo no Brasil, essa prática se configura tangenciamento de tema, já que focou-se somente num grupo de pessoas e num só problema, não dando a amplitude necessária que é necessário no tema. O foco, nesse caso, foi prejudicial. Escolher argumentos que mostrem as consequências desse problema nas mais diversas esferas da sociedade é uma excelente saída para evitar o tangenciamento do tema. Seguindo esse passo a passo, não abraçando nem o mundo e nem somente um grão de areia, você vai conseguir visualizar melhor o caminho para desenvolver a sua redação do ENEM com uma argumentação concisa, formando um texto coeso e coerente.

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: A RECICLAGEM DO LIXO NO BRASIL. Texto 1 Os números da reciclagem no Brasil Apenas 18% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva. O que o Brasil ganha e perde com isso O país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que poderiam ter outro fim, mas que são encaminhados aos aterros e lixões das cidades. Este foi o valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por encomenda do Ministério do Meio Ambiente. Ainda assim, o volume do lixo urbano reciclado aumentou nos últimos anos. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), passou de 5 milhões de toneladas em 2003 para 7,1 milhões de toneladas em 2008, o que corresponde a 13% dos resíduos gerados nas cidades. Se considerada apenas a fração seca (plástico, vidro, metais, papel e borracha), o índice de reciclagem subiu de 17% em 2004 para 25% em 2008. O retorno financeiro é visível: o setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano. Entre 2000 e 2008, houve um aumento de 120% no número de municípios com coleta seletiva, chegando a 994. A maioria está localizada nas regiões Sul e Sudeste do país. O número, embora importante, ainda não ultrapassa 18% dos municípios brasileiros. Confira, no infográfico abaixo, um pouco mais sobre a reciclagem no Brasil. Fonte: https://revistaepoca.globo.com/Sociedade/o-caminho-do-lixo/noticia/2012/01/os-numeros-da-reciclagem-no-brasil.html Texto 2 Fonte: https://revistaepoca.globo.com/Sociedade/o-caminho-do-lixo/noticia/2012/01/os-numeros-da-reciclagem-no-brasil.html Texto 3 Apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado No final do ano passado entrou em vigor o Plano Nacional de Resíduos Sólidos como uma forma de incentivar a reciclagem de todo tipo de lixo. O de casa, das ruas, da indústria e do comércio, mas oito em cada dez municípios brasileiros ainda não tem programa de coleta seletiva e os que têm, poderiam reciclar muito mais do que fazem hoje. Desde domingo (5) supermercados de São Paulo só podem usar sacolinhas feitas de matéria-prima renovável, menos prejudicial ao meio ambiente. Os brasileiros jogam fora 76 milhões de toneladas de lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem. Em dez anos, o número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou de 81 para mais de 900. Mas isso não representa nem 20% das cidades. Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas. Mas a reciclagem no Brasil ainda está engatinhando. Veja a situação nas três maiores capitais: Em São Paulo, 12,5 mil toneladas de lixo domiciliar são recolhidas todos os dias – 35% são materiais que poderiam ser reciclados, mas só 3% são reaproveitados. A prefeitura do Rio de Janeiro informou que recolhe cerca de dez mil toneladas de lixo por dia, mas não informou quanto é reciclado. A capital mineira, Belo Horizonte, recolhe 1,8 mil toneladas. Podia reciclar o dobro do que reaproveita. Quem trabalha em programas de reciclagem diz que falta uma integração maior entre o cidadão, as empresas e o poder público, e um programa que atenda a todos os tipos de lixo. “Estou falando de outros resíduos que estão na sua casa e não vão ser reciclados: lâmpada fluorescente, medicamentos, parcela de resíduos que não estou falando que é reciclável, mas precisa ter destino adequado senão vai trazer impacto em questão ambiental e saúde”, diz Roseane Souza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. “Um pouquinho você vai fazer, o outro vai fazer, todo mundo vai fazendo assim vai ficar uma coisa melhor. Na idade que eu já estou, eu tenho que mostrar para minha neta que ainda tem jeito”, fala a recicladora Célia Fonseca. Fonte: https://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html

O título é um cartão de visitas para o seu texto, capriche! Veja Como criar um bom título! Você já parou para pensar quantas redações cada corretor do ENEM lê? Sim, inúmeras. Agora, imagina se o tema da redação for “Corrupção”, e todos os títulos que o corretor ler forem algo do tipo “Corrupção no Brasil” ou “Brasil: o país da corrupção”. E mais, isso não acontece umas 10, 20 vezes, mas sim em centenas de redações com títulos similares. Por isso, um título criativo se torna um atrativo para o seu texto. Claro, quem já é criativo ou tem facilidade para escrever textos tem mais chances de colocar um título que seja interessante e que case perfeitamente com o desenvolvimento. Já quem tem na escrita um desafio a ser vencido, o título se torna mais uma questão a ser resolvida. Primeira dica: Deixe o título por último! Sim. Não tente começar pelo título, pois você pode querer limitar seus argumentos a ideia do título, ou acabar por dar um título desconexo do texto. Para quem se sente sem uma direção, temos duas sugestões de como formular seu título para Redação ENEM. Vamos lá?! 1.Tema + Chamariz: Uma das saídas para quem quer dar um título à redação sem muito drama é aproveitar o tema da redação e elaborar alguma frase de impacto, de acordo com a argumentação que vai utilizar ao longo do texto. Se pensarmos que o tema da redação é “Corrupção”, poderíamos ter como possíveis títulos: “Corrupção: um mal de todo brasileiro” “Na raiz do nosso país eis ela, Corrupção”. 2.Perguntas/respostas: Outra opção é colocar no título uma pergunta norteadora aos tópicos que você escolheu para abordar em seu texto, ou uma frase de efeito relacionada a ele. Seguindo nossos exemplos com o tema “Corrupção”, seriam possíveis temas: “Por onde iniciar o combate à Corrupção?” “Corrupção: um mal necessário?” “No país do jeitinho, um salve à Corrupção”. Não esqueça: – O título deve estar intimamente relacionado ao seu texto; – Deixe para dar o título por último, mas não esqueça dele; – Não repetir no título a proposta de redação, por exemplo, se o tema é “Corrupção”, não colocar como título apenas a palavra “Corrupção”; – Cuidado para não exagerar na criatividade e colocar um título muito vago, sem remeter ao tema da redação; Agora que você já tem o faca e o queijo na mão, não tem porque não caprichar no título do seu próximo texto!

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: COMO DIMINUIR O SEDENTARISMO INFANTIL? Texto 1 Por que evitar o sedentarismo infantil? Metade da população brasileira é inativa; veja por que seu filho deve fazer atividade física Que as crianças não brincam mais na rua não é nenhuma novidade. Mas que por causa dessa infância inativa elas podem ter menor expectativa de vida é um fato que poucas pessoas relacionam – e que está acontecendo cada vez mais. O sedentarismo é a segunda causa de morte no planeta, matando cerca de 5,4 milhões de pessoas por ano. Para motivos de comparação, mata mais que o diabetes, custa duas vezes mais que a obesidade e três vezes mais que o tabagismo – tanto que é mais comum as pessoas terem familiares sedentários que fumantes. A falta de liberdade para brincar na rua é apenas um dos fatores que indicam por que estamos mais inativos. No caso das crianças, enquanto a violência faz com que elas fiquem presas dentro de casa, os videogames, a televisão e os tablets ajudam a mantê-las ainda mais quietas e sedentárias. “O que mais explica esse fenômeno é sem dúvida a internet. Primeiro porque há um fascínio dos pais com a habilidade do filho de dois, três, quatro anos de idade de mexer com a tecnologia. Segundo porque tem a acomodação em deixar a criança na frente do computador, porque é mais seguro”, explica o médico Victor Matsudo, especialista em medicina esportiva e coordenador científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). O desenvolvimento da tecnologia também impactou as máquinas e veículos que utilizamos no nosso dia a dia e, principalmente, no local de trabalho, diminuindo o esforço preciso para fazer determinadas tarefas. Só nos sobra um momento para compensar essa movimentação que nos era exigida nas atividades domésticas, no trabalho e no deslocamento: a hora do lazer. Qual a necessidade de mudar esse cenário? De acordo com a iniciativa “Desenhado para o Movimento”, iniciada pela Nike em 2010 em parceria com diversas organizações, hoje é estimado que a expectativa de vida das crianças com 10 anos de idade seja menor que a de seus pais. Isso porque uma vida inativa afeta não só a saúde, mas também a economia, o desenvolvimento motor e até o desempenho escolar. Entenda melhor por que é importante que o seu filho seja uma criança ativa: Garante uma vida mais saudável e duradoura O sedentarismo é um importante fator de risco de enfermidades como doença cardiovascular, pressão alta, câncer de cólon e de mama, AVC, diabetes, colesterol ruim (LDL) e depressão. As pessoas que são inativas possuem o dobro de chances de serem obesas. Além de diminuir o risco de morbidade, ser ativo reduz as chances de a criança consumir drogas ou fumar. Uma infância ativa também se reflete no futuro. “A criança ativa que faz atividade física estruturada tem mais chance de se tornar um adulto ativo”, explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo. Melhora o desempenho nos estudos Uma pesquisa publicada em 2009, liderada pelo professor de cinesiologia (ciência que estudo os movimentos do corpo humano) da Universidade de Illinois Charles Hillman, demonstrou que a atividade física aumenta a capacidade de concentração dos alunos e melhora seu desempenho em testes acadêmicos, como compreensão de leitura. “Um cérebro exercitado é diferente de um cérebro sedentário. E o cérebro exercitado foi melhor em pesquisas”, explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo. Outro estudo, também da Universidade de Illinois publicado em abril de 2008, revelou que adolescentes que praticam atividade física regularmente possuem 15% mais chance de obter maior escolaridade. Além disso, os comportamentos de uma criança ativa levam a uma melhor postura e comprometimento na sala de aula. “Por exemplo, a criança fica menos doente, e quando ela fica doente, fica menos dias doente. Assim, ela vai mais à escola e vai com vontade de ir à escola, não por obrigação”, defende o doutor. Mais do que pelas mudanças comportamentais e pela presença mais frequente e estimulada na sala de aula, o aumento no desempenho acadêmico pode estar ligado ao desenvolvimento neurológico. A questão ainda não está totalmente comprovada, mas estudos mostram que as atividades físicas estimulam a produção de neurônios na região do cérebro associada ao aprendizado e à memória. Assegura o desenvolvimento pleno das atividades motoras Toda criança passa por fases de desenvolvimento motor: na primeira infância a atividade lúdica ajuda no desenvolvimento psicomotor; depois é preciso trabalhar o equilíbrio, a coordenação motora, força, agilidade. É através da brincadeira, da movimentação, do estímulo ao movimento que as crianças conseguem desenvolver essas capacidades. Mais do que em relação às habilidades motoras, o sedentarismo infantil afeta a criança no sentido sócio afetivo também. “Ele limita as possibilidades de interação e integração aos esportes, jogos, recreação, ginástica, dança, luta, que são fundamentais para o sentimento de pertencimento ao grupo, a autoestima e autoconceito”, explica o professor de Educação Física Marcos Santos Mourão, do Centro de Formação da Escola da Vila. Estimula uma cidadania ativa Quem pratica atividade física tem uma relação mais aberta com a cidade e com sua própria cidadania – e passa a desejar uma cidade mais ativa. Isso significa ciclovias, parques, espaços abertos para circulação e caminhada, intervalos escolares mais ativos etc. Também aprende, com os esportes, a valorizar o trabalho colaborativo, o respeito ao outro e às diferenças e o autocontrole – habilidades que se refletem em um relacionamento mais sadio com os outros. Para o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo, a grande contribuição da atividade física para a cidadania ativa é a percepção da consequência e o estabelecimento de metas, de forma a melhorar as suas relações: “eu treinei, eu emagreci. Eu treinei, fiquei mais ágil. Eu treinei, fiquei com mais fôlego. Quando a criança percebe isso, começa a estabelecer metas e se planejar, porque vê que o que eu faço eu consigo”. Fonte: https://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/porque-evitar-sedentarismo-788077.shtml Texto 3 5 dicas para evitar o sedentarismo na infância Crianças não gostam de ficar paradas. Veja como aproveitar essa

Para alguns pode soar um pouco estranho que um dos critérios de avaliação da Redação ENEM seja o de que o texto não apresente um conteúdo que fira os Direitos Humanos. No entanto, vale refletirmos um pouco sobre esse critério. Que tal iniciarmos relembrando o que são os Direitos Humanos? Segundo a ONU, Organização das Nações Unidas, Diretos Humanos: “são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. ” Esmiuçando um pouquinho, podemos dizer que os Direitos Humanos compreendem todos os direitos básicos dos seres humanos. E que direitos seriam esses? Desde o direito à vida, à propriedade privada, liberdade de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado. Estes são os direitos civis de cada cidadão no Brasil ou em qualquer outro país membro da ONU. A Declaração Universal dos Direitos Humanos nos diz que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”, a partir dessa declaração podemos apreender que qualquer atitude que vá contra a essa diretriz fere ou desrespeita os direitos de alguém como, por exemplo, atitude racista, homofobia, xenofobia, discriminação por classe social ou condição de vida (discriminar um presidiário, por exemplo). Na verdade, essa premissa da ONU nem precisaria ser um critério de avaliação do ENEM, mas sim uma forma natural de conduta de todo cidadão. No entanto, há, ainda, muitos casos de preconceito e desrespeito com o outro. Esse é o motivo para que o ENEM cobre essa postura dos alunos, pois faz parte da formação de um cidadão refletir sobre os Direitos Humanos e ter atitudes em comunhão com a sociedade. Infelizmente, não é raro encontramos redações escritas no ENEM com conteúdo que fere os Direitos Humanos, como podemos ver no link abaixo do site Guia do Estudante, que nos traz alguns exemplos em que alunos desrespeitaram os Diretos Humanos na redação ENEM, confira: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/o-que-e-preciso-saber-sobre-direitos-humanos-para-a-redacao-do-enem/ Por isso, vale relembrar a “Competência 5”, dentre os critérios de avaliação da Redação ENEM: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. ”. Nesse sentido, fica claro que de nada adianta fazer uma proposta completa, com os 5 elementos exigidos (quem faz, o que faz, como faz, objetivo e detalhamento), se ela ferir os preceitos que vimos acima. Caso isso aconteça, sua nota na competência 5 será zerada. Ninguém quer perder 200 pontos, né? Então, fique ligado (a)! Para saber mais: https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/

Com base nos textos motivadores abaixo desse tema de redação, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: OS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE. Texto 1 A REFORMA PROTESTANTE DE MARTINHO LUTERO Ao questionar a visão de mundo teocêntrica (que coloca a religião no centro da sociedade), o humanismo renascentista foi como uma bomba que abalou as estruturas da Igreja Católica Apostólica Romana. Muitos intelectuais passaram a criticar abertamente as doutrinas católicas. Mesmo entre os religiosos surgiram pessoas que contestavam o poder excessivo que a Igreja desempenhava na sociedade. Apesar disso, o humanismo ainda se restringia ao meio intelectual, não atingindo as camadas populares da sociedade. Essa situação somente se modificou quando as ideias humanistas chegaram à religião. E o ambiente propício para isso foi encontrado na região da Alemanha. Pois no começo do século XVI não existia uma Alemanha unificada como conhecemos hoje. Na região existiam vários pequenos reinos e principados que, por sua vez, estavam abrigados debaixo do enfraquecido Sacro Império Romano. Na região, a economia era muito atrasada se comparada a outras áreas da Europa. A nobreza constituía a camada social dominante e a clero (padres, monges e bispos), apesar de dominarem no aspecto ideológico, não tinham o mesmo domínio político que desfrutavam em outras regiões. Para piorar a situação de miséria do povo, no início do século XVI, chagaram a região cobradores de indulgências (documento que garantia o perdão dos pecados ao portador). Os “padres indulgentes” tinham por missão vender o máximo de documentos expiatórios que pudessem aos empobrecidos camponeses alemães. Foi dentro deste contexto que surgiu o monge católico Martinho Lutero (1483-1546). Lutero, assim como muitos monges da época, não concordava com a “venda do perdão” e, muito menos, com a exploração que seus conterrâneos estavam submetidos. Com isso, em outubro de 1517, Lutero afixou na porta do castelo de Wittenberg suas famosas 95 Teses. Nelas, o monge alemão, defendia a extinção das indulgências e condenava o luxo de que desfrutava o papa em Roma. Para surpresa do alto clero romano, Lutero obteve o apoio de praticamente todos os setores da sociedade alemã. Com isso, o papa Leão X exigiu que Martinho Lutero se arrependesse e se retratasse. Como o monge negou-se, foi excomungado (expulso da Igreja) pelo papa. Fato que levou uma série de nobres alemães a se desligarem da Igreja de Roma. Livre das limitações teológicas a que estava submetido, Lutero passou a escrever uma série de livros e tratados onde defendia a revitalização (renascimento) da Igreja. Nestes livros, Lutero estabeleceu a Bíblia como a mais alta autoridade doutrinária da Igreja. Para ele, todas as doutrinas deveriam ter a Bíblia como fundamento. Para Lutero, a salvação era fruto direto da fé do cristão em Deus. Ao contrário do que defendiam os católicos, para o reformador, não havia intermediários entre os homens e Deus. A salvação somente poderia ser alcançada pelo relacionamento entre o fiel e Deus. Enquanto Igreja Católica defendia ser ela mesma a intermediária entre os homens e Deus. Lutero afirmava que a Igreja não era o caminho até o Senhor, o papel da Igreja era o de apontar o caminho até Deus. Mas, mesmo que criticasse a atuação da Igreja, Lutero defendia a existência dela, pois, o fiel necessitava fazer parte da Igreja (que era o Corpo de Cristo). Texto 2 Consequências da Reforma Protestante A Reforma Religiosa pode ser entendida como um movimento religioso de contestação ao poder da Igreja Católica. Ocorrido na Europa no século XVI, teve como principais movimentos a Reforma Luterana (Alemanha), A Reforma Calvinista (França) e a Reforma Anglicana (Inglaterra). Principais consequências da Reforma Religiosa: Diminuição da influência e do poder da Igreja Católica na Europa; Surgimento de novas igrejas cristãs como, por exemplo, Igreja Anglicana, Igreja Luterana e Igreja Calvinista; Diminuição da interferência da Igreja Católica no poder político dos monarcas; Fortalecimento dos princípios sociais e econômicos da burguesia, que passaram a ser sustentados pela aprovação do lucro (doutrina calvinista); Reação da Igreja Católica (Contra-Reforma) ao movimento de Reforma Protestante. Neste contexto de reação foi reativada a Inquisição, criada a Companhia de Jesus e estabelecido o combate ao protestantismo; Tradução da Bíblia para outros idiomas, entre eles o alemão e o francês. Desta forma, mais pessoas passaram a ter acesso à leitura da Bíblia; Surgimento de conflitos sociais de ordem religiosa, além de perseguições pelo mesmo motivo. Muitos destes conflitos foram estimulados ou tiveram como patrocinadores os monarcas europeus. Em 1572, cerca de 30 mil protestantes foram assassinados por católicos na França. O episódio ficou conhecido como “O Massacre da Noite de São Bartolomeu”; Surgimento de movimentos sociais, que tinham como propósito a implantação de um sistema social e econômico mais justo. Entre estes, podemos citar a Guerra dos Camponeses que estourou na Alemanha no ano de 1525. Este movimento pretendia abolir as obrigações dos servos e a propriedade privada, criando um sistema agrário igualitário. Foi severamente reprimido pelos príncipes alemães. Fonte: https://www.suapesquisa.com/protestante/consequencias_reforma.htm Texto 3 Fonte: Sicipb

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: MARCO CIVIL DA INTERNET. Texto 1 Declarações de Kassab reacendem revolta contra limite de banda larga fixa Com o discurso de “beneficiar o usuário”, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou na quinta-feira (12) ao Poder 360 que o governo deverá limitar a franquia de dados em banda larga fixa a partir do segundo semestre de 2017. “Nosso objetivo é beneficiar o usuário. O ministério trabalha para que o usuário seja cada vez mais beneficiado com melhores serviços”, declarou. Em abril de 2016, depois de polêmica e revolta na sociedade civil e em entidades de defesa ao consumidor e aos direitos na rede, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) congelou (por ora) o objetivo das operadoras de impor um limite de consumo de dados mensal para assinantes de banda larga fixa. Agora, o governo esclarece que pretende implementar a medida. Na prática, o plano é que a banda larga funcione da mesma forma que a internet móvel: ao atingir a franquia, a velocidade da conexão cai ou é interrompida. O acesso só será restabelecido com o pagamento de um pacote adicional. À época da polêmica, o discurso das operadoras se baseava na capacidade de gerir com maior eficácia a demanda de cada cliente (foi usada uma metáfora desonesta que relacionava internet à água). A ideia é: quem usa menos (para acessar e-mails e de vez em quando redes sociais) paga o básico; quem usa mais (assiste a séries e filmes com frequência) paga o básico e um pacote extra quando a internet for interrompida (como se a internet fosse um recurso natural esgotável ou um tipo de entretenimento a ser usado com moderação). Cessar o tráfego pelos motivos alegados é, além de ilegal conforme o Marco Civil da Internet, uma maneira injusta de onerar qualquer estudante que precisa de conexão ilimitada para ensino à distância, qualquer trabalhador autônomo que fica 12 horas on-line e qualquer usuário que tenha o direito de assistir a quantos filmes desejar pelo serviço de streaming que paga mensalmente. Aí está o desafio das operadoras: o streaming. Com a ascensão de serviços como YouTube (o Brasil é a segunda maior audiência global), Netflix (somos a terceira) e Globo Play, o investimento para tal demanda de bytes é alto, assim como a carga tributária. São as mesmas operadoras que viram despencar o interesse dos clientes pelos pacotes que oferecem pela TV a cabo. Nos últimos 12 meses, o Brasil perdeu 252 mil assinaturas, conforme a Anatel. Na internet, a polêmica já voltou: a hashtag #NaoAOLimiteDeInternet é a mais comentada do Twitter. Fonte: https://epoca.globo.com/tecnologia/experiencias-digitais/noticia/2017/01/declaracoes-de-kassab-reacendem-revolta-contra-limite-de-banda-larga-fixa.html Texto 3 O projeto, que na verdade é a incorporação de outros 37 projetos similares, foi aprovado na noite de terça feira (25 de março de 2014) pela câmara dos deputados, e segue em seguida para a aprovação do senado. O Projeto de Lei 2126/11, mais conhecido como Marco Civil tem sido assunto de debate no país desde 2009. Sendo chamado também de Constituição da Internet Brasileira, o projeto ganhou força, quando foram descobertas as práticas de espionagem usadas pelo governo americano contra o Brasil e outros países. O receio é que a aprovação de tal lei crie uma espécie de censura à atual liberdade que existe no ambiente online. Além de ser divulgada por certos sites como um novo tipo de censura, a proposta ainda tem como Google e Facebook como opositores de certos itens. A oposição dessas empresas se dá principalmente a um ponto, em que a lei era particularmente taxativa: a criação de data centers nacionais para as empresas de internet, uma atitude drástica em relação à espionagem norte-americana. Apesar do fato de contar com opositores, o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) divulgou ainda em novembro de 2013 a versão final do texto do Marco Civil para ser votada na câmara. De acordo com ele, os principais pontos do projeto são: privacidade, vigilância na web, internet livre, dados pessoais, fim do marketing dirigido, liberdade de expressão, conteúdo ilegal e armazenamento de dados. Embora tenha enfrentado fortes oposições partidárias, e principalmente das agências de telecomunicações, o texto foi aprovado na câmara após ter algumas exigências excluídas ou reformuladas. O trecho mais polêmico do projeto de lei trata sobre a neutralidade da web. De acordo com este princípio os provedores de serviços de internet não podem ofertar serviços de conexões diferenciadas, como por exemplo, pacotes somente para acesso a e-mails, ou somente vídeos ou redes sociais. A neutralidade foi o princípio que causou mais debate durante todo o processo, já que em sua forma original, o texto prevê que as empresas de telecomunicação que oferecem serviços de internet sejam neutras no tráfego de dados, não importando a sua origem ou o seu destino. Com isso, o usuário continua livre para usar toda a velocidade de conexão contratada, para acessar qualquer tipo de conteúdo, sem a preocupação de traffic shaping, ou ver a sua velocidade dar prioridade em certos tipos de serviços, que demandem mais banda, como streaming de vídeos, por exemplo. Armazenamento de dados A medida, tida pelo governo como principal alternativa contra a espionagem internacional foi excluída da lei, para que ela tivesse mais possibilidade de ser aprovada. Isso significa que aquela idéia de as grandes empresas de internet terem seus data centers aqui no Brasil foi abandonada. Porém ficou acordado que “em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet, em que um destes atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações provadas e dos registros”. A lei tem como um dos seus grandes pilares a Liberdade de Expressão, e este foi um dos textos que se manteve e foi aprovado. Com isso as aplicações e provedores de acesso não serão mais responsabilizados por postagens de seus usuários, e as publicações só serão retiradas, obrigatoriamente do

Afinal, o que é coesão e coerência? Quando nosso professor de redação nos fala que nosso texto está sem coesão e/ou sem coerência, temos dificuldade de perceber qual seria, de fato, o problema como o nosso texto. Chega de dúvidas! Confira o post que preparamos exclusivamente sobre esse tópico. Afinal, esses são alguns dos itens avaliados na redação ENEM. De um modo simples, coesão é a forma como um parágrafo está relacionado a outro. Percebemos se o texto está coeso se, ao lê-lo, conseguimos sentir que as ideias de cada parágrafo estão alinhadas entre si, se há harmonia entre os conteúdos expostos. Vale destacar o que aborda a Competência 4 da Redação ENEM: Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Nesse aspecto vai ser avaliado se o texto está bem articulado e coeso, ou seja, se ele está alinhado do início ao fim, sem contradições ou com termos mal-empregados. E por que que sempre que falamos de coesão logo lembramos de coerência? Isso é simples, pois os argumentos que você escolhe para desenvolver seu texto implicam diretamente em se ele vai ter coerência. Ou seja, um fio condutor entre as ideias lançadas. Por exemplo, se o tema do texto for “redução da maioridade penal”, e você inicia o texto com argumentos contrários a redução da maioridade penal, e lá no terceiro parágrafo você traz um argumento dizendo que “reduzir a maioridade penal seria uma forma de diminuir a criminalidade”, consequentemente, seu texto perde coerência. Se os argumentos estão se contradizendo, a probabilidade de a coesão ficar comprometida é enorme, pois o texto já está incoerente. Por isso, atente-se em escolher bons argumentos e desenvolve-los de modo que estejam em harmonia, construindo, ao longo do texto, uma ideia coerente e bem articulada.

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: VIDA INTELIGENTE FORA DA TERRA. Texto 1 Há civilizações inteligentes fora da Terra e elas poderiam estar presentes em até quase 40 mil planetas, segundo novos cálculos feitos por Duncan Forgan, um astrofísico da Universidade de Edimburgo, na Escócia. As atuais pesquisas estimam que haja pelo menos 361 civilizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil fora dela. Mesmo que haja quase 40 mil planetas com vida, no entanto, é muito pouco provável que seja estabelecido qualquer contato com vida alienígena. Pesquisadores apresentam estimativas de vida inteligente fora da Terra com frequência, mas é um processo quase que de adivinhação – estimativas recentes variam entre um milhão e menos de um planeta com alguma forma de vida. “É um processo para quantificar nossa ignorância”, disse Forgan. Em seu artigo, Forgan conta que criou uma simulação de uma galáxia parecida com a nossa, permitindo que ela desenvolva sistemas solares baseados no que se conhece a partir da existência dos planetas fora do nosso sistema solar – os chamados exoplanetas. Esses mundos alienígenas simulados foram então submetidos a três cenários diferentes. O primeiro cenário parte da premissa de que o surgimento da vida é difícil, mas sua evolução é fácil. Neste caso, haveria 361 civilizações inteligentes na galáxia. O segundo parte do princípio de que a vida pode surgir facilmente, mas sua evolução para vida inteligente seria difícil. Nessas condições, a estimativa é de que haveria 31.513 outros planetas com alguma forma de vida. O terceiro caso examina a possibilidade de que a vida poderia ter passado de um planeta para outro durante colisões de asteroides – uma teoria popular de como a vida surgiu na Terra. Neste caso, a estimativa é de que haveria 37.964 civilizações inteligentes. Fonte: https://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/existe-vida-inteligente-em-38-mil-planetas-estima-cientista,cd08cd95a78ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html Texto 2 Estamos sós, garante o astrofísico inglês John Gribbin, autor de Alone in the Universe: Why Our Planet is Unique (Sozinhos no Universo: Por que Nosso Planeta É Único, sem edição no Brasil). No livro recém-lançado nos Estados Unidos, o cientista joga um balde de água fria na crença de que há vida inteligente fora da Terra. Gribbin defende que a vida pode existir em outros planetas, sim, porém não complexa e inteligente como em nosso planeta. Para ele, é praticamente impossível que outro astro tenha passado pelos estágios necessários ao desenvolvimento de uma civilização. “A vida surgiu na Terra cerca de 4 bilhões de anos atrás. Mas a civilização só apareceu há cerca de 10.000 anos, e a era industrial, apenas há poucas centenas de anos”, justifica. O que torna o planeta Terra único, na visão de Gribbin, é uma série de acasos que criaram o ambiente ideal para o surgimento da vida inteligente. A Terra teve a “sorte” de estar relativamente a salvo de uma série de perigos, como buracos negros, estrelas que emitem radiação mortal e supernovas, as enormes explosões de estrelas de grande massa. Além disso, a posição da Terra no Sistema Solar é relativamente protegida das grandes nuvens de meteoritos. Gribbin também refuta o argumento mais usado pelos defensores de vida extraterrestre: de que em um universo com tantas estrelas e planetas é quase impossível que não exista vida inteligente em pelo menos um deles. “Apesar de a Via Láctea provavelmente ter cerca de um trilhão de estrelas, a enorme maioria delas não possibilita a existência da vida”, diz. Fonte: https://veja.abril.com.br/ciencia/nao-adianta-procurar-vida-inteligente-fora-da-terra/