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Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
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Você já escreveu uma redação sobre “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”? Confira o tema da semana! Nos últimos anos, a insegurança alimentar virou pauta recorrente nos noticiários. O motivo se dá por causa do aumento do número de pessoas que estão nessa situação e que enfrentam a fome diariamente. Por se tratar de um problema urgente, é necessário pensarmos nas suas causas e soluções. Foi por isso que escolhemos esse tema para você treinar a sua redação! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. TEXTO 1 O que é insegurança alimentar? O termo é utilizado para especificar quando uma pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para sua sobrevivência saudável. Ou seja, quando, por qualquer razão, não há condições de se manter ao menos três refeições diárias saudáveis e em quantidade suficiente para suprir as necessidades do corpo. Não é só a falta de comida, mas também a substituição de alimentos ricos em nutrientes e vitaminas por alimentos mais baratos na tentativa de compensar o preço. Tais alimentos têm alto teor de farinhas e açúcares. Isso traz impactos para a saúde, como enfraquecimento do corpo, prejuízos no desenvolvimento físico e mental e aumento da probabilidade de doenças. Tipos de insegurança alimentar Para fins de estudos, a insegurança alimentar é classificada em três tipos: […] Insegurança alimentar: o que está acontecendo no Brasil? “A produção de comida de verdade, como alimentos frescos (frutas, verduras, legumes e cereais), vem tendo cada vez mais um custo elevado por escolhas governamentais; especialmente nos últimos cinco anos, pelo desestímulo contínuo às políticas de crédito à agricultura familiar”, explica a nutricionista Melissa de Araújo, coordenadora da Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais. “É esse tipo de agricultura que, de fato, é responsável pela produção de alimentos para suprir às necessidades da população.” Ela aponta ainda que o acesso aos alimentos, sobretudo nas áreas urbanas, depende do acesso à renda. “Não podemos e não devemos ter uma visão simplista sobre a situação, acreditando que somente políticas assistencialistas de doação de cestas básicas serão capazes de resolver o problema”, enfatiza. Paulo Petersen, membro do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, explica ainda que a maior parte da produção na agricultura brasileira está destinada à produção de ração, combustíveis e exportação. “Hoje o governo deixou de regular as políticas de segurança alimentar e há uma inflação muito alta junto de níveis de desemprego cada vez mais altos”, adiciona. “Alimento não pode ser uma mercadoria como outra qualquer”, defende. “É necessário incentivar a agricultura familiar, que segue sendo a principal fonte dos alimentos consumidos, e políticas que favoreçam a distribuição local”, afirma, citando o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que estão sendo desmantelados. Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/10/23/inseguranca-alimentar-entenda-o-que-e-e-qual-a-situacao-do-brasil.html Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Fugir ou tangenciar o tema pode prejudicar a nota da sua redação. Mas você sabe o que esses termos significam e como se diferenciam? Descubra neste post!
Quer saber mais sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Decidir sobre quantos filhos ter – ou simplesmente não ter – e qual é o melhor momento para gestar é um direito de cidadania no Brasil. No entanto, a falta de acesso ao planejamento familiar é uma realidade de muitas pessoas, principalmente das classes baixas, que enfrentam a falta de assistência e dificuldades no acesso a métodos contraceptivos. É sobre isso que o nosso tema da semana aborda: a “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Para ajudar você a desenvolver a sua redação e refletir sobre essa problemática, selecionamos neste artigo alguns repertórios socioculturais sobre o tema. Confira! Vídeo | Falta de planejamento Neste vídeo, o médico Drauzio Varella entrevista mulheres que lidam com a gravidez não planejada – entre elas uma adolescente – e profissionais da saúde para falar sobre a importância do planejamento familiar. Ele enfatiza que a taxa de natalidade é maior entre adolescentes pobres, sendo um fator que contribui para o ciclo da pobreza. Além disso, o vídeo apresenta os diferentes métodos contraceptivos disponíveis no SUS, como diafragma, pílulas, DIU de cobre, laqueadura e vasectomia, bem como os preservativos (masculino e feminino) que protegem também contra as ISTs – infecções sexualmente transmissíveis. Confira: https://youtu.be/yqloJ1EOcns Reportagem | Profissão Repórter mostra como é o acesso das mulheres a métodos contraceptivos no Brasil O Profissão Repórter apresenta a luta de mulheres para ter acesso aos métodos contraceptivos no Brasil e aponta que 25% das mulheres que vivem na cidade de Cristalândia, em Tocantins, preferem fazer laqueadura por considerarem ser um método mais eficaz para evitar a gestação. Além disso, a reportagem mostra o trabalho de médicas que atuam para que o acesso ao planejamento familiar e reprodutivo seja efetivado, mesmo em meio a tanto conservadorismo. Confira a matéria completa no g1 globo. Artigo | Direitos reprodutivos: uma história de avanços e obstáculos Você sabe o que são direitos reprodutivos? Trata-se de um conceito fundamental para a nossa discussão, pois envolve o direito ao planejamento familiar. Neste artigo, o jornal Nexo explica o conceito, a sua relação com o movimento feminista e a luta pela equidade de gênero e como esses direitos ligados à reprodução e sexualidade passaram a fazer parte dos direitos humanos. O artigo também destaca que a implementação dos direitos reprodutivos enfrenta alguns obstáculos: a resistência de grupos religiosos e políticas conservadoras que impedem o seu avanço. Leia o artigo completo aqui. Dados | Falta de acesso aos serviços de planejamento familiar na pandemia Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), 12 milhões de mulheres em 115 países, incluindo o Brasil, perderam o acesso a serviços de planejamento familiar em 2020 por conta da pandemia da Covid-19. Esse fator levou a 1,4 milhões de gravidezes indesejadas. De acordo com Astrid Bant, representante da UNFPA no Brasil, as regiões mais afetadas pela falta de acesso a serviços de saúde reprodutiva foram o Norte e Nordeste. Segundo ela: “Durante crises de saúde e crises humanitárias, são as pessoas em situação de maior vulnerabilidade que enfrentam possíveis rupturas em seu acesso a serviços. E é preciso lembrar que o acesso a contraceptivos, assim como atendimento em saúde reprodutiva, é um direito humano, e temos trabalhado para garanti-lo”. Além desses dados, esta matéria do jornal O Globo também mostra os impactos da pandemia nos serviços de planejamento familiar e reprodutivo, ao afirmar que a oferta do DIU e laqueadura pelo SUS caiu mais de 40%. Documentário | Meninas (2006) Meninas (2006) é um documentário brasileiro, dirigido por Sandra Werneck, que aborda a gravidez na adolescência por meio da história de Evelin (13 anos), Luana (15 anos), Edilene (14 anos) e Joice (15 anos). Todas são adolescentes que moram em comunidades pobres do Rio de Janeiro e têm suas vidas afetadas pela gravidez precoce. O documentário alerta para a importância de incentivar políticas sociais e educativas sobre sexualidade e que conscientizem adolescentes sobre os impactos de uma gravidez indesejada e não planejada em suas vidas. Meninas (2006) está disponível no Youtube, a seguir: Série | The Handmaid’s Tale (2017) A premiada série The Handmaid’s Tale (2017) também pode ser um repertório para a sua redação! O drama, baseado no livro homônimo de Margaret Atwood, aborda a perda dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Em um futuro distópico, o planeta enfrenta uma crise de natalidade causada por problemas ambientais em que grande parte da população se torna infértil. Nesse cenário, os EUA sofrem um golpe e se transformam em um Estado totalitário e fundamentalista cristão, chamado República de Gileade. Para manter os níveis demográficos da população, as poucas mulheres férteis – as Aias – são forçadas a procriar com a elite, ou seja, elas perdem a sua autonomia e têm seus direitos sexuais e reprodutivos completamente negados. Assista ao trailer a seguir: E aí, você gostou dos repertórios que selecionamos? Esperamos que eles ajudem você a fundamentar a sua tese! Agora, escreva a sua redação sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Você já escreveu uma redação sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que a falta de acesso ao planejamento familiar persiste no Brasil e no mundo. O problema afeta principalmente as mulheres mais pobres, que não possuem outros direitos básicos – como moradia, renda, alimentação e educação –, o que aprofunda cada vez mais as desigualdades sociais. Com isso em mente, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. TEXTO 1 O que é planejamento familiar? “Conforme a lei federal 9.263/96, o planejamento familiar é direito de todo o cidadão e se caracteriza pelo conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. Em outras palavras, planejamento familiar é dar à família o direito de ter quantos filhos quiser, no momento que lhe for mais conveniente, com toda a assistência necessária para garantir isso integralmente. Para o exercício do direito ao planejamento familiar, devem ser oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantindo a liberdade de opção.” Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – o que é planejamento familiar TEXTO 2 Planejamento familiar “Em agosto de 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou informações contidas no banco de dados do município, colhidas no período de 2000 a 2004 pela Fundação SEADE. A reportagem nos ajuda a avaliar o potencial explosivo que a falta de acesso aos métodos de contracepção gera na periferia e nas favelas das cidades brasileiras. Se tomarmos os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo – Parelheiros, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, Guaianazes e Perus -, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontrada nos cinco bairros com melhor qualidade de vida. O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego no extremo leste da cidade atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade no ano passado. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área do M’Boi Mirim, na zona sul, é 19 vezes maior do que em Pinheiros, bairro de classe média. Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também. Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada. Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados. O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do País, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.” Fonte: drauzio varella – planejamento familiar artigo TEXTO 3 Para onde vamos em um país sem planejamento familiar? “Desde que me formei e comecei a atuar no SUS eu coleciono histórias de gestações indesejadas e não planejadas. Já vi isso ocorrer nem sei quantas vezes e, em muitas, a chegada de um novo bebê significava uma pequena tragédia econômico-familiar. Nos idos de 2011, no meu primeiro emprego depois de formada, atendi uma moça na sua quinta gestação. Como de praxe, perguntei a ela se era um evento planejado e desejado. Ela disse que não. Que engravidou usando a pílula e amamentando seu bebê de 6 meses. ‘Que estranho! Posso ver as cartelas?’ Chequei a data de validade. Tudo certo. Eram mini-pílulas. Daquelas que se deve tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem fazer pausa entre as cartelas para que funcionem. ‘Te explicaram direito como se deve usar?’ ‘O médico me deu no lugar da injeção que eu sempre usei. Não tinha a injeção no dia que sai da maternidade. Parece que tá em falta até hoje.’ Peguei a receita e lá estava escrita a forma correta de se tomar os comprimidos. ‘Tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem dar pausa entre as cartelas. Certo?’ ‘Sem pausa? Mas eu tava dando as pausas. Igualzinho eu fazia quando usava uma outra pílula.’ Era uma moça miserável e analfabeta. Por óbvio, não havia lido as instruções de uso. Também não foi perguntada sobre sua capacidade de leitura. Não foi informada adequadamente sobre o modo correto de tomar os comprimidos. Não pôde usar o método que já estava acostumada a usar porque ele não estava disponível no SUS e ela não tinha dinheiro para comprar. Engravidou do quinto filho morando em uma casa miserável e sem condições financeiras de cuidar de nenhum.” Fonte: uol – para onde vamos em um país sem planejamento familiar Confira a lista de repertórios sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie

Quer saber mais sobre “Direitos dos animais no esporte”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você viu nos textos motivadores que a legislação brasileira é considerada frágil quando se trata de direitos dos animais. Essa fragilidade se dá porque não há uma lei específica que trata do tema e, além disso, as leis que abordam os animais são conflitantes: ao mesmo tempo que no Código Civil brasileiro os animais são entendidos como “objetos”, há outras leis vigentes e em tramitação que protegem os animais de crueldade. O tema é polêmico, nós sabemos! No entanto, é importante que o debate seja feito. Para você entender mais sobre o tema “Direitos dos animais no esporte”, separamos alguns repertórios socioculturais para ajudar você a fundamentar a sua redação. Boa leitura! Legislação | Constituição Federal Embora não haja uma lei específica que assegura os direitos dos animais no esporte, é possível usar na redação outros artigos da legislação brasileira que mencionam a proteção dos animais. A Constituição Federal, por exemplo, fala sobre a proteção dos animais e o meio ambiente nos artigos 23 e 225. O art. 23 afirma que é dever dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios preservar as florestas, a fauna e a flora. Já o artigo 225 estabelece que todos têm o direito ao meio ambiente “ecologicamente equilibrado” e enfatiza que o Poder Público e a coletividade devem preservá-lo e defendê-lo para as futuras gerações. Além disso, este artigo diz que o Poder Público deve: “VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.” Vídeo | Direito e proteção aos animais no Brasil Neste vídeo, as professoras de Direito Ana Cristina Tasaka e Gisele Porto Barros apontam uma problemática relacionada à Constituição Federal. Como vimos, a Constituição ressalta que é dever de todos proteger os animais da crueldade, porém o artigo 225 apresenta uma exceção: não são consideradas práticas cruéis aos animais aquelas desportivas consideradas manifestações culturais (como a vaquejada). Essa exceção foi incluída por meio da Emenda Constitucional 96 e enfatiza que práticas como essas devem assegurar o bem-estar dos animais envolvidos. Confira o bate-papo: Documento | Declaração Universal dos Direitos dos Animais A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, criada em 1977 pela Liga Internacional dos Direitos dos Animais e proclamada pela UNESCO, reforça a ideia de que os animais não humanos possuem o direito a uma vida digna. O documento apresenta 14 princípios que servem até hoje como referência para a criação de leis focadas nos direitos dos animais em todo o mundo. Leia a Declaração completa aqui. Documentário | Animais Seres Sencientes – WSPA Brasil O documentário “Animais Seres Sencientes”, produzido pela WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal, discute um conceito comprovado cientificamente: a senciência, ou seja, a capacidade dos animais em sentir dor, alegria, saudade, prazer etc. Trata-se de um conceito fundamental para a defesa dos direitos dos animais e a proteção da sua integridade. O documentário aborda a senciência de animais de companhia, animais silvestres e os animais utilizados para produção, trabalho e entretenimento. Assista a seguir: Filósofo | Jeremy Bentham Jeremy Bentham foi um filósofo do século XVIII que ajudou a criar a base para os direitos dos animais. Na época ele já argumentava que os animais devem ter direitos pelo fato de possuírem a capacidade de sofrer. Além disso, ele recusava a ideia de que a falta de “lógica” deveria ser um critério para tratarmos outros seres como inferiores. O autor ficou conhecido pela famosa frase: “A questão não é ‘eles pensam?’ ou ‘eles falam?’, a questão é ‘eles sofrem?’”. Filme | Como treinar o seu dragão (2010) Você já assistiu a animação “Como treinar o seu dragão” (2010)? Ele é um repertório de entretenimento perfeito para esse tema! A história gira em torno de Soluço, um adolescente viking que vive em um lugar onde os combates entre vikings e dragões são muito comuns. O conflito da história começa quando Soluço captura um dragão, mas não consegue matá-lo. Após esse episódio, Soluço solta o dragão, cuida do seu ferimento e constrói uma verdadeira relação de amizade com o dragão que passa a se chamar Banguela. O filme está disponível na Netflix. Confira o trailer: Documentário | Zero boi (2016) A vaquejada é considerada uma prática desportiva de manifestação cultural do Nordeste brasileiro que volta e meia está em pauta no Congresso por conta da pressão pública pelos direitos dos animais. O mini-documentário “Zero Boi” aborda a legalidade/ilegalidade da vaquejada e mostra diferentes pontos de vista (a favor e contra) sobre essa prática. Hoje, a vaquejada é considerada legal e é entendida como patrimônio cultural brasileiro. Assista ao documentário abaixo: Cartilha | Manual de Boas Práticas para o Bem-Estar Animal em Competições Equestres No Brasil, os esportes que envolvem animais devem priorizar os cuidados com a saúde e bem-estar animal. Em 2015, o MAPA lançou o “Manual de Boas Práticas para o Bem-Estar Animal em Competições Equestres”. O guia conta com orientações sobre o uso de equipamentos adequados, métodos de treinamento dos animais, conduta dos esportistas, regulamentos das competições, entre outros. Confira o manual completo neste link. Artigo | Direitos dos animais: quais são e por que eles precisam ser defendidos Este artigo da ONG Animal Equality apresenta um panorama sobre os direitos dos animais no Brasil, os principais teóricos que ajudaram a fundamentar o conceito e casos marcantes da história relacionados à causa animal na justiça. No artigo, a advogada Letícia Filpi, da ABRAA, faz uma crítica às normas de bem-estar animal vigentes na legislação brasileira, afirmando que elas “não trazem efetivamente bem-estar para um ser senciente pois ele está sendo tratado como coisa”. Acesse o artigo completo aqui. Agora queremos saber: qual é o seu ponto de

Você já escreveu uma redação sobre “Direitos dos animais no esporte”? Confira o tema da semana! A Olimpíada de Tóquio 2021 levantou uma discussão importante sobre os direitos dos animais no esporte após uma técnica de hipismo bater em um cavalo na prova. O resultado disso foi a exclusão dessa modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Para além desse episódio, o debate sobre a utilização de animais no esporte divide opiniões: de um lado, há quem defenda o uso dos animais desde que a prática assegure o seu bem-estar; por outro lado, há quem questione a utilização dos animais em qualquer prática esportiva. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Direitos dos animais no esporte”. TEXTO 1 Técnica da Alemanha é desqualificada das Olimpíadas por bater em cavalo A técnica de pentatlo moderno da Alemanha, Kim Raisner, foi desclassificada das Olimpíadas de Tóquio por bater em um cavalo, disse a União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) em um comunicado neste sábado (7). O incidente ocorreu enquanto Raisner tentava ajudar a pentatleta alemã Annika Schleu na sexta-feira (6), antes de sua rodada de saltos no evento feminino. Schleu foi vista lutando esforçadamente para controlar Saint Boy, o cavalo com o qual ela havia sido designada para pular. “O Conselho Executivo da UIPM deu um cartão preto à técnica da seleção alemã Kim Raisner, desqualificando-a do restante dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020”, disse a UIPM. “O comitê analisou o vídeo que mostrava a senhora Raisner aparentando golpear o cavalo Saint Boy, montado por Annika Schleu, com seu punho durante a disciplina de equitação da competição feminina de pentatlo moderno.” Resistência Saint Boy estava resistindo e se recusando a trotar ao redor da pista enquanto Schleu tentava controlá-lo. Os atletas no pentatlo recebem cavalos para competir aleatoriamente e têm apenas 20 minutos para se relacionarem com os animais antes do início da rodada de saltos. “A competição de hoje na equitação do pentatlo moderno foi parcialmente caracterizada por cenas que prejudicaram a imagem do esporte”, disse o comitê olímpico alemão em nota enviada à CNN neste sábado. “Precisa ser mudado para que o cavalo e o cavaleiro fiquem protegidos. O bem-estar do animal e uma competição justa para os atletas precisam ser o foco.” Fonte: cnn brasil TEXTO 2 Um pouco dos animais no esporte Eles estão lá, mas apenas porque foram colocados. Eles não falam, falam por eles. E eles reclamam, mas escolhemos o quanto queremos ouvir. Os animais estão presentes no mundo dos esportes, em meio aos grandes eventos, premiações e apostas milionárias. Contudo, o maior questionamento está no que de fato é feito a favor dos interesses desses animais, a partir de como são vistos socialmente. Classificação legal Não há muita segurança a esses seres no âmbito jurídico. No Código Civil brasileiro os animais são classificados como objetos, mais especificamente como “bens semoventes”. De acordo com o Artigo 82: “São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social”. Ainda há trechos referentes à condição animal no Código de Defesa do Consumidor, no qual há o direito de arrependimento, que estabelece ser “absolutamente ilegal cláusula que estabelece a recusa da devolução do animal”. Assim, em caso de arrependimento com seu produto, o comprador pode devolvê-lo, tornando a situação dos animais extremamente vulnerável. A professora Ivanira Pancheri, uma das responsáveis pela disciplina Direito dos Animais na Faculdade de Direito da USP, explica que essa classificação do animal como coisa vem do Direito Romano. Tais nomenclaturas foram criadas como uma forma de proteger essa coisa, tornando-a algo que poderia ser apropriado. Atualmente, não há mais uma discussão sobre os animais serem sencientes, ou seja, de manifestarem emoções. Segundo ela, há um movimento em países como Alemanha e Suíça, para elevar esses animais, e diferenciá-los de objetos não vivos, como uma cadeira, por exemplo. No entanto, nenhum país no mundo atingiu o nível de fornecer uma personalidade jurídica aos animais. Ivanira também pontua a importância do pensamento denominado One Health, que ajuda a centralizar as principais questões da discussão: “Se não houver esse viés de direito animal, de uma visão exclusiva para o bem-estar do animal, do ser senciente, com respeito à dignidade e à liberdade daquele ser, há um segundo viés que é possível colocar na discussão. A saúde do animal é importante para a saúde do meio ambiente e para uma saúde única, inclusive que nos afeta”. Há no Brasil um projeto de lei em tramitação que trata sobre essa mudança de status primária. Contudo, o PLC 27/2018, inicialmente proposto pelo deputado federal Ricardo Izar, sofreu intensas modificações a partir da inserção de emendas que, na opinião da professora, restringiram os grupos de animais que se beneficiariam desse reconhecimento. No final de setembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro assinou sancionar a PL1095 que altera a Lei de Crimes Ambientais. A partir de agora, a legislação conta com um item específico que diz respeito à proteção de gatos e cachorros. Fonte: jornalismo junior TEXTO 3 Ativistas e criadores divergem sobre projeto que transforma animais em sujeitos de direito Aspectos jurídicos do Projeto de Lei 6054/19, conhecido como “PL animal não é coisa”, colocaram em lados opostos, nesta sexta-feira (15), ativistas da causa animal e criadores. Para os ativistas, o texto garante que animais vítimas de maus-tratos tenham, por via judicial, a devida reparação do dano a ele causado. Criadores, adestradores e segmentos do agronegócio acreditam que a proposta abre brechas para demandas judiciais absurdas, tais como questionar a pecuária e o adestramento sob a alegação de proteção animal. O Projeto de Lei 6054/19 (antigo PL 6799/13) cria um regime jurídico especial para animais não humanos, assegurando a eles, mesmo não tendo personalidade jurídica, o direito de serem representados na Justiça em caso

Entenda a crise energética no Brasil: causas como a dependência de hidrelétricas, crise hídrica, desmatamento e o fenômeno La Niña. Prepare-se com textos motivadores e informações relevantes para sua

Quer saber mais sobre “Crise energética no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A crise energética no Brasil tem preocupado a população em geral. Isso porque os apagões e o racionamento de energia podem fazer com que o país enfrente diversas consequências, como o aumento do desemprego e a inflação – que, aliás, já se manifesta com a alta do preço de alimentos e energia. Além disso, o tema também abre a discussão para a importância de diversificar a matriz energética como uma forma de evitar o problema no futuro, uma vez que a principal fonte do país são as hidrelétricas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “Crise energética no Brasil”, selecionamos alguns repertórios socioculturais que podem enriquecer a sua tese. Boa leitura! Matéria | Diferentes partes do mundo enfrentam crises energéticas Esta matéria transmitida pela CNN Brasil mostra que a crise energética não está acontecendo apenas no território brasileiro. Países como a China e Reino Unido também estão enfrentando problemas na geração e distribuição de energia por diferentes motivos, o que influencia na alta de preços e prejudica a retomada global da economia após o período crítico da pandemia. Assista à matéria a seguir: Vídeo | Os fatores que fazem disparar risco de apagão no Brasil Este vídeo da BBC explica os fatores que contribuem para o risco de ocorrer apagões no Brasil, principalmente em épocas mais quentes em que há picos de consumo de energia. O vídeo também explica a crise energética de 2001 e como a crise atual está relacionada à crise hídrica. Ademais, diferentes especialistas opinam sobre se o governo federal deveria ter adotado um racionamento de energia severo para conter a crise, assim como foi feito em 2001. Confira no vídeo: História | Crise energética de 2001 A crise energética que ocorreu no Brasil em 2001, mais conhecida como a “crise do apagão”, é um ótimo repertório histórico que você pode utilizar na sua redação. Selecionamos dois artigos que comparam a crise atual com a que ocorreu há 20 anos atrás. Confira! Artigo | Como a crise atual do setor elétrico se compara a 2001 Este artigo do jornal Nexo conta como a atual crise de energia se assemelha à crise que ocorreu em 2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na época, a escassez de chuvas também foi considerada um fator que dificultou a geração de energia, mas não somente: a falta de investimento e planejamento na geração e distribuição de energia por conta do governo federal também contribuiu para a crise. Além disso, a falta de diversificação da matriz energética já era apontada como um problema, uma vez que cerca de 90% da energia do país era gerada pelas hidrelétricas. Segundo o Nexo, atualmente essa porcentagem é de 63% e é comum que haja o acionamento de termelétricas em momentos de seca. Leia o artigo completo aqui. Artigo | Crise energética no Brasil: o que mudou nos últimos 20 anos Neste artigo da Revista Piauí, especialistas afirmam que apesar da matriz energética ter sido diversificada desde 2001, com a criação de usinas eólica e fotovoltaica, ainda há necessidade de um maior investimento em fontes de energia renováveis no Brasil, onde o cenário é favorável. Segundo o professor do departamento de Ciências da Administração da UFSC, André Luís da Silva Leite, “A crise de energia atual, por falta d’água, decorre mais por uso ineficiente da água, ainda nosso principal insumo, no ano anterior, do que apenas por poucas chuvas.” Acesse o artigo completo neste link. Filme | Mad Max: estrada da fúria (2015) Você já viu o filme “Mad Max: estrada da fúria”? O quarto filme da franquia de ficção científica, dirigido por George Miller, narra uma história que se passa em um mundo pós-apocalíptico em que a escassez de recursos naturais – como energia, combustível e água – é motivo de conflitos políticos, econômicos e sociais. O filme abre uma reflexão sobre como momentos de crise e escassez de recursos podem aprofundar as desigualdades, favorecendo um cenário de caos social e guerras. Assista ao trailer a seguir: Documentário | “Futuro energético” (2010) O documentário “Futuro energético” (2010), produzido pelo Discovery HD Showcase, discute sobre a importância de diversificar a matriz energética e investir em fontes de energia renováveis, como a hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica. Além disso, o documentário ressalta que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis – as termelétricas – não são sustentáveis, uma vez que contribui para a emissão de gases de efeito estufa. O documentário está disponível no Youtube. Confira: Documentário | “Sol de Norte a Sul” (2016) Um dos maiores desafios no Brasil é investir em outras fontes de energia renováveis, além das hidrelétricas. O documentário “Sol de Norte a Sul” (2016), produzido pela Greenpeace Brasil, retrata os desafios e benefícios da geração de energia solar. Além de mostrar que ela é uma alternativa sustentável para o planeta, o documentário mostra os benefícios sociais dessa fonte de energia no Brasil e os entraves para a sua disseminação no país. “Sol de Norte a Sul” está dividido em partes e disponível no Youtube neste link. E aí, o que você achou dos repertórios? Esperamos que eles sejam produtivos para a sua tese. Agora, é só colocar a mão na massa! Escreva a sua redação sobre o tema “Crise energética no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Você já escreveu uma redação sobre “Crise energética no Brasil”? Confira o tema da semana! O Brasil está enfrentando uma grave crise energética, cujas causas envolvem fatores políticos, econômicos e ambientais. A dependência de hidrelétricas como a principal fonte de energia do país, o acionamento das termelétricas e as bandeiras tarifárias – que aumentam a conta de luz da população – são algumas preocupações em relação ao tema. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Crise energética no Brasil”. TEXTO 1 Fonte: nsctotal- charge do ze das silva a ameaça de apagão TEXTO 2 O que é uma crise energética? Uma crise energética corresponde a um problema conjuntural causado por uma combinação de fatores de ordem natural e estrutural que afetam a geração de energia elétrica em uma determinada localidade, deixando de corresponder à demanda e causando, assim, uma sobrecarga no sistema. Isso pode ocasionar a necessidade de racionamento, blecautes ou apagões, encarecimento das contas mensais, que, por sua vez, interferem diretamente nos preços de bens de consumo, e até mesmo originar ou aprofundar crises políticas. Causas da crise energética no Brasil O ano de 2021 ficou marcado pelo acúmulo de crises de diversas naturezas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Uma dessas é a crise energética, que, desde o início, deu sinais da sua gravidade. Uma vez que o Brasil ainda depende em grande parte das hidrelétricas para a geração de energia, atribui-se como uma das principais causas da atual crise de energia o que tem sido categorizado como a pior crise hídrica vivida pelo país nos últimos 91 anos. A crise hídrica é caracterizada pela escassez de chuvas e o desabastecimento dos principais reservatórios de água do país, que passam a operar com capacidade abaixo da considerada ideal. De acordo com os dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), os reservatórios que abastecem as hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste operavam, no início de setembro de 2021, com 20,66% de sua capacidade, sendo esse o nível mais baixo entre todos os subsistemas que fornecem água para a geração de eletricidade. No Sul, o volume é de 26,47%. Os subsistemas do Nordeste e do Norte operam, respectivamente, com 48,53% e 69,44%. Somente o subsistema da região Norte opera acima da capacidade considerada a ideal, que é de 60%. No cerne do problema de desabastecimento de água está a degradação dos biomas brasileiros, que tem se acelerado a ritmos alarmantes nos últimos anos. As queimadas e, em maior escala, o desmatamento têm influenciado diretamente na circulação atmosférica e na transferência de umidade da Amazônia para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, além de prejudicarem nascentes e cursos d’água de outras formações, como o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pantanal. Soma-se às condições locais as mudanças climáticas e a ocorrência de fenômenos como o La Niña, que derruba o índice pluviométrico nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde se situam importantes reservatórios, como os de Itaipu, Furnas e Cantareira. Embora tenha havido a maior diversificação da matriz energética brasileira desde a crise do apagão de 2001, bem como a ampliação das linhas de transmissão de energia, o grande apoio em fontes como a hidrelétrica, que é atualmente de 63,9%, pode levar a crises como a atual. A revogação do horário de verão, o que ocorreu no ano de 2019, contribuiu para o aumento da demanda por eletricidade no chamado horário de pico (de 18 h a 21 h), assim chamado por ser o intervalo em que há maior utilização de luzes e aparelhos ligados na energia. O adiantamento dos relógios estendia o período de luminosidade, favorecendo a menor utilização de luz elétrica e, assim, diminuindo a sobrecarga no sistema. Outro motivo que contribuiu para o agravamento da crise energética atual é a falta planejamento e de reação rápida por parte do governo federal, repetindo o padrão de anos atrás, quando o país foi submetido ao racionamento energético entre 2001 e 2002. Medidas para conter a crise energética no Brasil A principal medida adotada como meio de contenção da crise energética no Brasil em 2021 foi o acionamento das usinas termelétricas para abastecer o sistema nacional e complementar o atendimento da demanda interna. As termelétricas geram eletricidade por meio da queima de combustíveis como óleo diesel e biomassa. Esse processo, além de ser mais poluente para o meio ambiente, é mais caro e gera um custo adicional para o consumidor final na sua conta de energia. O custo aparece cobrado na chamada bandeira vermelha estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que cobra uma taxa a cada 100 kWh consumidos. Para o mês de setembro de 2021, foi criada uma nova bandeira tarifária chamada de bandeira de escassez hídrica, que aumentou as contas de energia em aproximadamente 6,78%, com o acréscimo de R$ 14,90 a cada 100 kWh, além da tarifa anterior, que estava também em voga. Embora especialistas falem na necessidade de racionamento de energia elétrica de amplo alcance, o Ministério de Minas e Energia (MME) adotou uma medida de racionamento voluntário cuja validade teve início no mês de setembro de 2021. Receberão bônus de até R$ 50, a cada 100 kWh poupados nas contas de janeiro de 2022, os estabelecimentos e residências que realizarem economia de 10% entre o dia 1º de setembro e 31 de dezembro de 2021. Caso a meta seja atingida, o patamar será ampliado para 15%, a ser economizado no ano seguinte. 犀利士 Acredita-se que, para tentar afastar o risco de apagões pelo território nacional, e pensando também em crises futuras, algumas das medidas que deveriam ser adotadas seriam as seguintes, além do racionamento de 15%: Fonte: brasilescola – crise energética no brasil TEXTO 3 Fonte: g1 globo – aneel elimina cobrança adicional na conta de luz em dezembro para famílias de baixa renda TEXTO 4 “A falta de

A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais (sharenting) pode trazer riscos futuros, como fraudes e uso indevido de dados. No Brasil, a falta de leis específicas agrava a situação. E

Quer saber mais sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais têm preocupado cada vez mais profissionais da saúde e do direito. O tema, nos últimos anos, ganhou mais atenção por causa de uma prática conhecida como sharenting, que é quando os próprios pais compartilham conteúdos dos seus filhos na internet. Por serem consideradas mais vulneráveis no ambiente digital, as crianças e adolescentes correm muitos riscos, como: cyberbullying, pedofilia, roubo de identidade, entre outros. Assim, como você viu nos textos motivadores, o tema alerta para a importância da proteção de dados pessoais desse grupo e o direito de imagem. Confira a seguir os repertórios sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” que selecionamos para você refletir e usar em sua redação! Reportagem | Exposição das crianças nas redes sociais pode gerar conflitos entre pais e filhos Esta reportagem do Domingo Espetacular aponta uma pesquisa feita pelo órgão público britânico Children’s Comissioner que revelou um dado interessante: os pais publicam em média 1.300 fotos de seus filhos na internet desde o parto até a adolescência. Além disso, a reportagem mostra casos de pessoas famosas que criaram perfis de seus bebês nas redes sociais e, também, casos que aconteceram fora do país de filhos que processaram seus próprios pais por causa da superexposição nas redes sociais. Interessante, não é? Assista à reportagem a seguir: Conceito | “Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord O livro “Sociedade do Espetáculo”, publicado nos anos 60 pelo filósofo francês Guy Debord, apresenta um conceito que até hoje é pertinente em nossa sociedade. Nele, o autor afirma que as imagens midiáticas exercem um papel central nas relações sociais e que a vida em sociedade é cada vez mais “espetacularizada”. Nas palavras de Debord, “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” No contexto atual, podemos associar esse conceito à necessidade das pessoas de tornar público – por meio das redes sociais – os momentos mais íntimos da vida, sem mesmo se questionar sobre os efeitos negativos dessa exposição. Pense, por exemplo, nos casos de bebês que já possuíam perfis nas redes sociais antes mesmo de nascerem. Legislação | Estatuto da criança e adolescente Outro repertório que pode ser utilizado é o Estatuto da Criança e Adolescente, estabelecido na Lei nº 8.069. Você pode dizer que o ECA assegura que as crianças e adolescentes têm o direito de imagem e devem consentir com todo o conteúdo publicado. Nesse sentido, mesmo que os pais sejam responsáveis por autorizar o uso de imagens de seus filhos, eles não podem se considerar “proprietários” das suas imagens. O caminho, como vimos nos textos motivadores, é sempre manter o diálogo com a criança e adolescente. Veja o que o artigo 100 diz: “V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada.” Pesquisa | Acesso à internet aumenta entre crianças e adolescentes Uma pesquisa realizada pela TIC Kids Online Brasil 2019 aponta que o acesso à internet aumentou entre crianças e adolescentes e também alerta para os riscos da exposição na internet. De acordo com a pesquisa, “15 % das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.” Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, ressalta que a restrição não é a melhor opção para evitar os riscos na internet. O ideal é que os pais e responsáveis conversem com as crianças e adolescentes para saber quais são as atividades que eles realizam no ambiente virtual e indiquem caminhos para um uso seguro. Leia a pesquisa completa aqui. Série | Black Mirror – “Arkangel” Como vimos, a privação do uso da internet não é o melhor caminho a ser seguido. O episódio “Arkangel” (“Arcanjo” em português), da série Black Mirror, é um exemplo de como a superproteção dos pais causa malefícios na vida dos filhos. Na história, Marie é uma mãe superprotetora que aplica um implante tecnológico chamado “Arkangel” em sua filha Sara. Esse implante monitora a vida da filha e ainda embaça imagens de violência que causam aflição na menina. A atitude da mãe, que a princípio pode parecer bem intencionada, provocou danos à filha que se viu controlada e sem privacidade. Esse episódio, ainda que de forma distópica, abre uma reflexão sobre o maior desafio do nosso tema: a importância de proteger os dados das crianças e adolescentes e ao mesmo tempo dar autonomia para que elas utilizem a tecnologia e desenvolvam as habilidades necessárias. “Arkangel” é o segundo episódio da quarta temporada de Black Mirror e pode ser assistido na Netflix. Prepara a pipoca! Animação | Que corpo é esse? (Sharenting) “Que corpo é esse?” é uma série de animação transmitida no canal Futura – criada em parceria com a Unicef Brasil e Childhood Brasil com coprodução da Split Studio –, que tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança de crianças e adolescentes. Neste ano, a animação ganhou um episódio sobre sharenting. A narrativa mostra um pai tentando fazer um vídeo de seu filho para postar nas redes sociais, mas o bebê não está à vontade com a ideia. Ao observar a situação, a irmã mais velha explica para o pai a importância de respeitar a privacidade do filho e protegê-lo das consequências da exposição. Assista ao vídeo a seguir: Agora é com você! Qual é o seu ponto de vista sobre o tema? Escreva a sua redação

Você já escreveu uma redação sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira o tema da semana! A geração atual de crianças e adolescentes é a primeira que está vivendo a superexposição nas redes sociais e sofrendo com as suas consequências. Elas estão no grupo mais vulnerável aos perigos da hiperconectividade, por isso é necessário que haja um debate sobre esse tema urgente. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”. TEXTO 1 Filhos superexpostos nas redes sociais “A primeira risada, o jeito engraçado que o bebê cospe as colheradas da papinha, os primeiros passos que se tornam uma cômica caminhada, o jeito descontraído que ele dança ao ouvir uma música infantil. Para os pais, todos os gestos dos filhos pequenos são “fofos” e é natural que eles queiram dividir cada momento com todo o mundo pelas redes sociais. Esse fenômeno ganhou um termo, o sharenting, ou seja, a junção das palavras share, que significa compartilhar, com parenting, que significa criação. Infelizmente essa atitude não é apenas uma brincadeira de criança e pode trazer consequências ruins para elas no futuro. Estudos mostram que aos 12 anos os jovens possuem, em média, duas mil fotos compartilhadas. ‘Elas já têm um rastro digital que pode ser utilizado para diferentes fins’, diz Pedro Hartung, advogado e coordenador do programa Prioridade Absoluta, do Instituto Alana. Isso ocorre porque as redes sociais guardam os dados dos usuários: o rosto, o ambiente em que está, onde estuda, o que gosta, quem são os amigos, quem são os pais e suas preferências pessoais. Recrutadores de empresas vão às redes sociais para saber mais sobre seus candidatos, bem como seletores de vagas para universidades e até empresas de convênio médico. Há ainda o risco de fraudes, do uso dos dados para análise de crédito, para marketing, para reconhecimento facial, para hackear o indivíduo, ou ainda para pedofilia. Pesquisas mostram que, em 2030, dois terços das fraudes de identidade nas novas gerações vão decorrer do sharenting.” Fonte: isto é – filhos superexpostos nas redes sociais TEXTO 2 “No Brasil ainda não existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crianças pelos provedores de internet. Logo, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo anos após a postagem. ‘Temos vários projetos de lei barrados por indústrias de entretenimento, mídias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento’, comentou a médica Evelyn Eisenstein. Segundo ela, não há na legislação brasileira uma lei como a Children’s Online Privacy Protection Act (Coppa – Lei de Proteção à privacidade online de crianças, em tradução livre), instituída nos Estados Unidos, em 1998, para a proteção de dados e regulação da exposição de crianças menores de 13 anos na internet. Em agosto deste ano, o Google anunciou o lançamento de um serviço que permite remoção de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Um formulário para fazer o pedido de remoção está disponível na página de suporte da empresa. O Google informa, no entanto, que essa remoção não significa que a foto será retirada da internet, mas que deixará de ser mostrada nos resultados de busca do Google Imagens. O compartilhamento de imagens e vídeos é um hábito relativamente novo, por isso as repercussões na vida futura das crianças ainda não são totalmente conhecidas, esta é a parte mais preocupante da exposição excessiva. ‘Não são apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas também familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das possíveis consequências indesejadas para a saúde das crianças. Não é inofensivo compartilhar conteúdo online’, disse Evelyn. Para a psicóloga Thaís Ventura, é importante a reflexão dos pais quanto aos seus interesses pessoais em relação à exposição de seus filhos a essas tecnologias, ‘buscando sempre refletir quais as necessidades e consequências de suas atitudes referentes ao uso dessas tecnologias na influência da saúde da criança’. Os pais que desejam compartilhar fotos e vídeos de seus filhos podem tomar medidas protetivas para garantir que o conteúdo não seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, é possível limitar o público de postagens para que apenas aqueles em quem você confia que possam ver o conteúdo. Fonte: agência brasil ebc – exposição excessiva de crianças em redes sociais pode causar danos TEXTO 3 Superexposição nas e às redes sociais traz risco para crianças e adolescentes “‘Hoje, dia 3 de agosto de 2021, eu perdi meu filho, uma dor que só quem sente vai entender. E isso é sobre o último post que eu havia feito, os comentários. Ele postou um vídeo no TikTok, uma brincadeira de adolescente com os amigos, e achou que as pessoas fossem achar engraçado. Mas não acharam. Como sempre as pessoas destilando ódio na internet. Como sempre as pessoas deixando comentários maldosos. Meu filho acabou tirando a vida. Eu estou desolada, eu estou acabada, eu estou sem chão’. O desabafo da cantora Walkyria Santos, em lamento pela morte do filho dela, Lucas, de 16 anos, encontrado sem vida na casa da mãe, gerou comoção nacional e voltou a pôr em relevo o debate sobre os riscos da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. ‘Estou aqui como uma mãe pedindo para que vocês vigiem e fiquem alerta. Eu fiz o que pude. Ele já tinha mostrado sinais, eu já tinha levado a psicólogo… Mas foi isso. Foram só os comentários na internet (…) que fizeram que ele chegasse a esse ponto’, alertou a estrela do forró, que completou: ‘Que Deus conforte o coração da minha família, e que vocês vigiem (porque) a internet está doente’. Na avaliação da educadora parental Fernanda Teles, o episódio é a evidência mais extrema de uma tragédia silenciosa, que está em curso e está relacionada ao acesso imoderado e não mediado de crianças e adolescentes
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