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Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.

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    publicidade excessiva
    Redação Online
    8 min

    TEMA DE REDAÇÃO – Consumismo e publicidade excessiva na internet

    Prepare-se para o ENEM! Explore o tema "Consumismo e publicidade excessiva na internet" com textos motivadores e insights para sua redação. Analise como a internet intensificou o consumismo e os impac

    05 de nov. de 2021
    consumismo publicidade na internet
    Marina Dias
    6 min

    Tema de Redação | Consumismo e publicidade excessiva na internet

    Você já escreveu uma redação sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que o consumismo levanta uma série de problemáticas em nossa sociedade. Com a criação da internet, esse problema se intensificou devido à publicidade excessiva nas redes sociais e sites que acessamos. Afinal, a tentação agora é muito maior: com apenas um clique é possível comprar um produto que parece perfeito para nós. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”. TEXTO 1 CONSUMIDOR E REDES SOCIAIS: A NOVA DIMENSÃO DO CONSUMISMO NO ESPAÇO VIRTUAL “Ao mesmo tempo em que as redes sociais instigam e aumentam o consumismo, influenciando mercados de consumo de maneira negativa, aparece, também, como um novo local de fala ao consumidor, como um novo ambiente onde ele possa ser ouvido e onde acaba por produzir um discurso de poder. O consumo é próprio do ser humano, necessário e intrínseco. Nada mais é do que a aquisição daquilo que lhe é essencial, para a manutenção de uma vida digna e confortável. Feito dia após dia, é parte indissociável do ser humano. Ocorre que o termo consumismo pode ser conceituado de diversas formas, dentre elas, como o ato de adquirir bens ou serviços desnecessários, supérfluos, não essenciais, ou por mero prazer ou vontade e satisfação pessoal. O desenvolvimento da Internet e, posteriormente, das redes sociais, alterou de maneira drástica a forma de consumir. O alto fluxo informacional que se apresenta nos dias atuais, por meio de aparelhos eletrônicos, possibilitou uma maior facilidade e rapidez no momento da escolha e da compra, fez com que o mercado de consumo global se transformasse.” Fonte: mpsp TEXTO 2 Uso acrítico das redes sociais pode levar a manipulação de consumo e massificação de gostos Não é uma novidade que as redes sociais afetam o comportamento de quem as consomem. Inclusive, diversos estudos já comprovam que o uso exagerado e alienado à realidade pode trazer inúmeros prejuízos não apenas emocionais como físicos. Um exemplo é a pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, no Reino Unido em parceria com o Movimento de Saúde Jovem que constatou que o Instagram é uma das redes sociais mais nocivas do mundo, afetando o sono, a autoimagem e a percepção de acontecimentos. Facebook e Snapchat vieram logo em seguida. O filósofo, escritor e estudioso do tema, Fabiano de Abreu aponta que a vida nas redes se assemelha a uma encenação, onde a ostentação e a venda de uma vida perfeita levam à manipulação dos usuários. “As redes sociais engoliram de vez a mídia televisiva, e a tendência é que engula as pessoas também, em especial pela característica de controle e influência onde modas temporárias de vestimenta, consumo e comportamento se tornam referência mundial rapidamente”, analisa. Um exemplo de consequência que migra das redes para a vida real é o consumismo exagerado, que tem como principal aliado a base de dados que dita o comportamento dos usuários. “Sofremos devido ao bombardeamento de propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem. Eles possuem todos os nossos dados e com os nossos desejos em mão, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar”, aponta Fabiano de Abreu. Além de provocar a impulsividade, esse consumismo pode levar ao endividamento, já que a vida financeira está baseada não no que se precisa, mas na ansiedade de consumir o que as redes dizem que você precisa. “Tem muita gente passando por uma crise horrível, mas não perde a oportunidade de ostentar vida boa nas redes sociais. Esses são exemplos de indivíduos que já estão imensamente embaraçados na trama toda e que se tornaram peças facilmente manipuláveis das redes”, aponta. Consumir por gosto ou por influência? A era das redes sociais também levanta a pauta dos gostos pessoais, já que estes podem ser apenas um reflexo do que se consome nos aplicativos e não um resultado da personalidade. “O que você veste condiz com quem você é? O fast-fashion é o melhor exemplo sobre padronização de gostos. A moda chega mais rápido ao consumidor final e nas redes sociais elas funcionam como uma espécie de cartel que monopoliza o que será tendência para os próximos meses e todo mundo usa a mesma coisa”, reflete o filósofo. E não é apenas o consumismo de bens que as redes podem influenciar. De acordo com Fabiano de Abreu músicas também podem seguir a mesma lógica. “Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa para aplicativos de mensagens ou redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos musicais para pertencer a um grupo”, aponta. Porém, mais que a massificação de gostos, a preocupação do escritor é quanto a apatia do indivíduo que não dá um tempo para refletir sobre seus consumos e preferências. “O mais preocupante é que desde que o mundo é mundo seguimos aceitando ser manipulados como uma máquina e de uns tempos para cá, essa manipulação ficou mais evidente. Mesmo que inconscientemente entramos em um sistema de influência, no qual os gestores das plataformas digitais e da mídia em geral são responsáveis por selecionar e filtrar o que será consumido pela grande massa. São eles quem determinam o padrão a ser seguido”, preocupa-se Fabiano. Segundo Fabiano, isso é um sinal de que a estratégia da indústria está sendo efetiva. A publicidade é construída para manipular o indivíduo a pensar que é ele quem escolhe o que está consumindo, sejam informações ou bens. “Já se deu conta que quando você pega o seu celular só aparecem as coisas que, ou você acabou de pesquisar no Google ou que se tornou viral e todos estão vendo? Ou seja, as informações são selecionadas e apresentadas a partir das pesquisas que fazemos

    Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil
    05 de nov. de 2021
    publicidade excessiva
    Marina Dias
    6 min

    Repertórios | Consumismo e publicidade excessiva na internet

    Quer saber mais sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você já foi bombardeado nas redes sociais por anúncios de um produto do seu interesse? Ou mesmo pensou em comprar algo na internet sem antes botar na balança se essa compra é realmente necessária? Certamente já, não é? Saiba que isso é mais comum do que se imagina! Ao mesmo tempo que a internet tem o seu lado positivo por facilitar a comunicação e agilizar processos de compras, por outro lado também intensificou outros problemas: o consumismo e publicidade excessiva. No ambiente digital, as pessoas estão mais vulneráveis por conta de tantos estímulos emocionais e o excesso de publicidade agrava um problema que já existe há anos – o consumo exagerado –, prejudicando a saúde emocional e financeira. Para ajudar você a escrever o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”, selecionamos alguns repertórios socioculturais para você usar na redação. Confira neste post! Reportagem | Compulsão por compras afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo Essa reportagem do Domingo Espetacular mostra como a internet impulsionou o consumismo e alerta sobre as consequências da compulsão pelo consumo: prejuízo na vida social, emocional e financeira. Além disso, a reportagem ressalta que o consumo compulsivo é considerado um transtorno de origem emocional – a oneomania –, que se caracteriza por três estágios: euforia (pela compra), culpa e negação. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com essa doença, o que equivale a mais de 600 milhões de pessoas. Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/zV7jJJzxcoo Livro | Vida para consumo, de Zygmunt Bauman O livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias (Editora Zahar, 2008), do sociólogo Zygmunt Bauman, também pode ser usado como repertório. Nesse livro, Bauman aponta que a estrutura da sociedade atual é baseada no consumo.  Sua tese é de que o consumo contemporâneo transforma as pessoas – os consumidores – também em mercadorias, forma as suas identidades e as relações entre elas. Para Bauman, é por meio do consumo que as pessoas são aceitas na sociedade e conseguem conquistar “prêmios sociais”. A citação abaixo ilustra bem essa ideia: “Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria […]” (BAUMAN, 2008, p. 20). Nesse sentido, o autor analisa que as pessoas não apenas consomem, mas também estão expostas como “mercadorias” na sociedade. Por exemplo, um candidato para uma vaga de trabalho é visto como uma “mercadoria” para a empresa. Pareceu complicado? Para entender mais a análise de Bauman sobre a sociedade de consumo, indicamos o vídeo do canal Educa Periferia. Assista a seguir! Curta-metragem | Happiness, de Steve Cutts No curta Happiness (“Felicidade” em português), de 2017, o ilustrador e animador inglês Steve Cutts faz uma crítica à busca incessante pela felicidade por meio do consumismo. Essa ideia de “felicidade”, retratada no curta, depende da posse e do acúmulo de bens materiais para alcançar o “sucesso” – uma lógica constantemente estimulada pela publicidade. Cutts é muito conhecido pelas suas produções que fazem críticas duras à sociedade consumista e capitalista, como o curta-metragem Wake Up Call (2014). Neste curta, ele aborda a obsolescência programada, que é quando produtos são criados para se tornarem ultrapassados em pouco tempo – por exemplo, os smartphones. Para assistir esse curta, acesse aqui! Artigo | Consumir procurando uma felicidade que nunca chega Este artigo do jornal El País aborda a relação entre consumismo e publicidade, os impactos do consumo excessivo para o meio ambiente e outras problemáticas sobre o tema. Também aponta que a preferência por compras na internet está entre as principais mudanças de consumo ocorridas nos últimos anos. Leia o artigo completo aqui. Manchete | Por que as propagandas nos ‘perseguem’ na web? Esta manchete da Uol explica como os anúncios são direcionados às pessoas na internet, de acordo com o seus interesses, por meio dos cookies – arquivos de textos que os sites depositam nas máquinas dos usuários a fim de coletar seus dados e sites acessados anteriormente. Leia a manchete completa aqui e entenda! Documentário | O dilema das redes (2020) Já que o tema envolve o ambiente digital, você já assistiu o documentário O dilema das redes? Em resumo, é uma produção da Netflix (2020) que fala sobre os efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e o controle do comportamento por meio dos algoritmos. Trata-se de um repertório interessante para falar sobre como as redes sociais afetam o psicológico dos usuários. Podemos pensar, por exemplo, que diante de tantos estímulos emocionais – provocados pela publicidade e influenciadores que promovem estilos de vida – as pessoas ficam mais vulneráveis no espaço virtual. Assim, a publicidade excessiva se torna um grande problema. O dilema das redes está disponível na Netflix. Documentário | Criança, a Alma do Negócio O documentário Criança, a alma do negócio, da cineasta Estela Renner, é de 2008, mas ainda assim continua recente. Isso porque o documentário analisa como as mídias de massa e a publicidade influenciam as crianças e, em consequência, a escolha dos produtos em casa. O documentário aborda os efeitos negativos da publicidade infantil e alerta para a importância de proteger esse público do excesso de anúncios, pois o estímulo do consumismo na infância pode afetar drasticamente a formação enquanto indivíduos. Esse é um dado importante, afinal, as crianças também são usuárias da internet. O documentário está disponível no Youtube. Assista!  Filme | Amor por contrato O filme apresenta a família Jones, que demonstra ser perfeita. Steve e sua esposa Kate, além dos filhos, são populares e esbanjam produtos de última geração, que despertam o desejo de consumo da vizinhança. Contudo, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa de marketing que decidiu inserir famílias em mercados de luxo para aguçar o interesse das pessoas e aumentar a lucratividade. Mesmo sendo de 2009,

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    05 de nov. de 2021
    aonde
    Otavio Pinheiro
    3 min

    Onde x Aonde: qual é a diferença? Quando usar um ou outro?

    Você sabe quais são as diferenças entre “onde” e “aonde”? Sabe quando cada um deles deve ser utilizado? Aprenda tudo isso aqui!

    Para vestibulandosplano de estudoTopo de funil
    04 de nov. de 2021
    meios proposta de intervenção
    Marina Dias
    6 min

    MEIOS para utilizar na proposta de intervenção da Redação Enem

    Você tem dificuldade de elaborar os meios na proposta de intervenção? Confira algumas dicas e exemplos que preparamos para você! A proposta de intervenção é uma das competências da redação do ENEM que mais gera dúvidas. Afinal, a banca exige alguns elementos específicos para que a proposta seja considerada completa, por exemplo, o meio/modo pelo qual a ação sugerida deverá ser realizada. Esse elemento, quando não é muito bem compreendido pelo(a) participante, gera muita confusão ou mesmo passa despercebido na hora de escrever a redação. Foi pensando nisso que preparamos este post para ajudar você a entender melhor o que são os meios na proposta de intervenção e alguns exemplos que podem ser utilizados. Boa leitura! O que é uma proposta de intervenção? Primeiro, precisamos entender o que é uma proposta de intervenção. Você já deve saber que o tema de redação do Enem sempre trata de uma problemática social, certo? Por isso, a banca avaliadora espera que você apresente medidas para solucionar o problema. Essa é uma exigência do Enem que, conforme a competência 5, deve estar na conclusão da redação. Nesse sentido, você deverá propor uma intervenção, ou seja, sugerir uma iniciativa para solucionar – ou, pelo menos, minimizar – o problema apresentado no tema. Segundo a Cartilha do Inep, a proposta deve estar muito bem articulada aos argumentos que você apresentou no desenvolvimento do texto e apresentar os seguintes elementos: Ação: O QUE deve ser feito para solucionar o problema? Agente: QUEM deve executar a ação? (lembre-se dos GOMIFES) Meio/modo: COMO deve ser feita a ação? Por meio do quê? Efeito/finalidade: PARA QUE essa ação deve ser feita? Detalhamento: que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta? (aqui você deve detalhar pelo menos um dos elementos anteriores para que a proposta seja considerada completa) É importante destacar que a banca do Enem exige que você apresente pelo menos uma proposta de intervenção, desde que seja muito bem detalhada e com todos os elementos citados acima. Ao cumprir isso, você garantirá os 200 pontos da competência 5! O que são os meios na proposta de intervenção? O meio/modo na proposta de intervenção se refere à forma que a ação deve ser executada ou ao recurso utilizado para que a ação se concretize. Sendo assim, não basta dizer o que deve ser feito, você precisa especificar o meio pelo qual será realizada a ação. Imagine que você está escrevendo uma redação cujo tema é sobre educação inclusiva no Brasil. Se você sugerir que “a escola (agente) deve promover a inclusão (ação)”, é necessário que você apresente COMO ela deve promover, ou seja, por meio de palestras e atividades culturais, avaliações adaptadas, espaços adequados, entre outras formas. Como elaborar os meios na proposta de intervenção? Um dos maiores erros na hora de elaborar a proposta de intervenção é não apontar, de forma objetiva, o meio/modo de realizar a ação, o que acaba deixando a proposta muito vaga. Para evitar esse deslize, siga as seguintes dicas: Planeje a sua redação: o planejamento prévio da redação conta muito na competência 3 e ajuda você a elaborar uma proposta articulada com os argumentos apresentados ao longo do texto. Pense como o agente escolhido pode se mobilizar: o meio apontado por você deve ser viável para o agente escolhido. Por exemplo, se o seu agente for uma ONG, ela poderá realizar campanhas de conscientização, porém não poderá criar leis. Entendido? Use a expressão “por meio de”: o uso dos elementos coesivos “por meio de” ou “por intermédio” é uma forma de enfatizar o meio na proposta de intervenção e ajudar o próprio corretor a identificá-lo. Então, ao pensar na medida para o problema, pergunte-se sempre: “por meio do quê?” Agora que você já sabe como elaborar o meio/modo na proposta de intervenção, vamos ver alguns exemplos a seguir? Siga a leitura! Exemplos de meios para utilizar na proposta de intervenção Existem várias maneiras de realizar uma ação na sociedade. Na redação do Enem, ela irá depender do agente envolvido e, claro, dos argumentos apresentados no desenvolvimento. Contudo, é possível pensarmos em alguns exemplos de meios/modos que podem ser utilizados em uma proposta. Por exemplo, várias medidas podem ser concretizadas por meio da: criação de uma lei; divulgação em veículos de comunicação; supervisão da legislação vigente; contratação de profissionais capacitados; elaboração de projetos pedagógicos acerca do tema em questão. Viu como é fácil? Para facilitar o entendimento, veja a seguir alguns exemplos de propostas de intervenção extraídas de redações que tiraram nota máxima nas edições anteriores do Enem. Tema: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” A proposta de intervenção abaixo é de uma redação nota mil sobre o tema do Enem 2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Observe o elemento “por meio de” em destaque: Portanto, fica evidente a necessidade de combater o uso de informações pessoais por empresas de tecnologia. Para tanto, é dever do Poder Legislativo (agente) aplicar medidas de caráter punitivo às companhias que utilizarem dados privados para a filtragem de conteúdos em suas redes (ação). Isso seria efetivado por meio da criação de uma legislação específica e da formação de uma comissão parlamentar (meio), que avaliará as situações do uso indevido de informações pessoais. Essa proposta tem por finalidade evitar a manipulação comportamental de usuários e, caso aprovada, certamente contribuirá para otimizar a experiência dos brasileiros na internet (finalidade). (Luisa Sousa Lima Leite) Veja que os meios propostos foram “a criação de uma legislação específica” e a “formação de uma comissão parlamentar”. Esses meios estão devidamente relacionados com o agente escolhido para solucionar o problema – o Poder Legislativo. Vamos ver mais um exemplo? Tema: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” A proposta de intervenção abaixo foi retirada de uma redação nota mil sobre o tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” do Enem 2019. Observe: Portanto, cabe ao Governo (agente) investir em

    Para vestibulandosplano de estudoTopo de funil
    01 de nov. de 2021
    gêneros textuais
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Conheça os gêneros textuais e saiba como fazê-los da maneira certa

    Há uma diversidade de gêneros textuais, e cada um deles possui características e estruturas diferentes entre si. Conhecer todos eles e a maneira correta de fazê-los pode não ser uma tarefa muito fácil, especialmente quando temos que estudar outras matérias para prestar aquele vestibular ou concurso dos sonhos. Entender os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares é imprescindível para conseguir uma boa nota e ingressar no curso que deseja. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo completo com os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares de todo o país. Nesta publicação, você vai conferir os conceitos, as características, os elementos e a estrutura de cada um deles para você fazer da maneira certa. Vamos lá! O que são gêneros textuais? Os gêneros textuais são categorias de textos pré-estabelecidas sob determinados estilos. Cada tipo de gênero textual é utilizado para diversos fins: quando um exame solicita que você realize uma dissertação, sua redação precisa contemplar alguns pontos para que esteja de acordo com os requisitos e conseguir, assim, uma nota suficiente. Os gêneros textuais são importantes para que as instituições entendam a capacidade dos candidatos de interpretar, de entender o que foi solicitado e de conseguir colocar seus conhecimentos em prática. Para além da estrutura, o estudante precisa ter conteúdo suficiente para contemplar o tema solicitado. Saber interpretar os temas e os gêneros solicitados é essencial para conseguir construir uma boa redação. Confira nossa publicação com dicas para interpretar os temas de redação. É certo dizer, ainda, que cada tipo textual possui uma finalidade e um cargo social. Isso quer dizer que eles carregam intenções e propósitos para diferentes situações sociais. Gênero textual: os mais solicitados por vestibulares Agora que você sabe o que são gêneros textuais e sua função, é o momento de conhecer os mais solicitados pelo país afora. Dissertação argumentativa Em poucas palavras, a dissertação argumentativa se refere à capacidade do candidato em interpretar o tema e conseguir argumentar sobre uma posição específica. Por exemplo, se o assunto em questão é “desigualdade social no Brasil”, seu texto deverá ser conduzido sobre uma determinada posição acerca dessa temática. Mas que posição é essa, afinal? A posição é decidida pelo próprio candidato. O texto de dissertação argumentativa compete à habilidade do concorrente de defender seu ponto de vista sobre aquele assunto e convencer o leitor. De maneira geral, os temas referentes a esse gênero textual possuem cunho social e com relevância contemporânea. Dessa forma, a melhor maneira para conseguir uma boa nota em redações de dissertação argumentativa é estar atento aos assuntos de relevância na atualidade. Dissertação expositiva A dissertação expositiva, por sua vez, não necessita de argumentos para defender um ponto de vista, mas sim de uma exposição sobre os pontos existentes sobre aquele assunto. Nessa medida, se o tema for “desigualdade social no Brasil”, o concorrente deverá expor os aspectos relacionados à temática, tais quais: motivos, desafios, consequências, dados reais e assim por diante. Artigo de opinião O artigo de opinião, assim como a dissertação argumentativa, também é um tipo textual de caráter argumentativo. A estrutura necessária para este gênero textual é: introdução com tese e apresentação do tema; desenvolvimento com argumentos; e conclusão, com síntese do desenvolvimento e reiteração sobre a tese inicialmente apresentada. Carta argumentativa Assim como o próprio nome sugere, o gênero textual de carta argumentativa compete à habilidade do candidato de defender seu ponto de vista em uma estrutura de carta: data: logo na primeira linha do texto; destinatário: a pessoa, organização ou comunidade a qual a carta será encaminhada; corpo do texto: deve conter as argumentações necessárias para convencer seu destinatário; saudação: despedida com respeito devido à figura destinatária; assinatura do remetente: deve estar presente na última linha da redação. Atenção: alguns vestibulares proíbem a assinatura do remetente, portanto, você deve estar atento aos requisitos da instituição em que você está realizando o exame. Por isso, sempre leia o edital e as instruções da prova com muita atenção. Carta do leitor A carta do leitor é outro gênero textual com estrutura semelhante à exposta no tópico acima, com a diferença de que não é necessário nenhum tipo de argumentação para convencimento do leitor. Neste caso, o candidato deve apresentar sua opinião, seja ela qual for, sobre o tema exposto. Carta aberta Já na carta aberta, é necessário que o leitor exponha alguma informação, pedido ou inquérito para uma autoridade ou organização. De maneira geral, os assuntos contemplados nesse tipo de redação possuem cunho social em prol do bem comum. Este gênero textual possui caráter público, isso significa que sua carta deve levar em consideração que será exposta à sociedade. Veja mais sobre as características do gênero carta neste post “O que você precisa saber sobre o gênero textual carta“. Narração A narração não é um gênero textual, mas sim um tipo textual. Ainda assim, é importante entendê-lo e dominá-lo. Nele, o candidato deve ter as competências de narrar um acontecimento. A narração pode ser dividida em algumas subcategorias, tais quais: relato; conto – micro e nano conto; romance; novela; fábula; narrativa. Neste caso, o estudante deverá abranger os seguintes pontos: enredo, personagens/sujeitos, narrador, espaço e tema. Quer saber mais sobre a narração? Aqui em nosso blog também abordamos o assunto! Resposta argumentativa Seguindo o mesmo propósito de outros gêneros argumentativos, a resposta argumentativa deve ter o poder de convencimento do leitor, em formato de resposta. A princípio, o concorrente deve responder a pergunta do enunciado, desenvolver sua resposta de forma argumentativa, defendendo sua tese, e concluindo com retomada à tese. Crônica O gênero crônica tem como características principais a narração curta sobre os fatos e linguagem acessível. Podemos dizer que as crônicas seguem um padrão narrativo e, ainda, são divididas em três tipos: crônica jornalística; crônica humorística; crônica histórica. Veja mais sobre crônica na nossa publicação “Características e particularidades sobre o gênero textual crônica” Conheça todas as possibilidades de gêneros textuais Para além dos expostos acima, há outros gêneros textuais menos comuns, como: notícia: objetivo de informar ao leitor algum

    Para vestibulandosgêneros textuaisTopo de funil
    29 de out. de 2021
    golpes financeiros
    Redação Online
    7 min

    TEMA DE REDAÇÃO – Golpes Financeiros na Internet

    Golpes financeiros na internet explodiram desde 2020. No Brasil, tentativas ocorrem a cada 6 segundos! SMS falsos, clonagem de WhatsApp e vazamento de dados são as principais ameaças. Prepare-se para

    enem 2021 redaçãogolpes financeirosenem 2020
    29 de out. de 2021
    golpes financeiros
    Marina Dias
    5 min

    Golpes financeiros na internet | Repertórios para o tema

    Quer saber mais sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Os golpes financeiros na internet tomaram conta dos noticiários durante a pandemia, devido ao aumento alarmante de casos no Brasil. A crise econômica, o desemprego e o uso frequente de tecnologia são alguns fatores que contribuíram para um cenário mais vulnerável a essa prática criminosa. As modalidades de golpes são várias e afetam tanto investidores quanto pessoas que são enganadas por simples fraudes – como clicar em links falsos e fornecer seus dados pessoais a um suposto conhecido. Por ser um assunto em alta, selecionamos alguns repertórios socioculturais sobre o tema “Golpes financeiros na internet” para você treinar a sua redação. Vai que o tema caia nessa edição do Enem, não é mesmo? Confira a seguir! Leis para golpes financeiros na internet Praticar fraudes financeiras no ambiente digital é crime, mas poucas pessoas sabem disso e acabam não registrando um boletim de ocorrência. Veja a seguir o que diz a lei: Crime de estelionato (Art. 171) e Lei 14.155 Os golpes financeiros na internet configuram crime de estelionato, previsto no Código Penal, no Art. 171. Mas você sabe o que é estelionato? Em resumo, é quando uma pessoa engana outra com a intenção de obter vantagem para si. Veja abaixo a definição de estelionato conforme o Art. 171: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Em maio de 2021, o governo sancionou a Lei 14.155 que altera o crime de estelionato e torna mais grave as fraudes eletrônicas. Observe o que foi incluído no Código Penal: “§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.“ Além disso, a pena aumentou para golpes cometidos contra idosos ou pessoas vulneráveis e, ainda, para casos em que for utilizado servidor fora do território nacional. Matéria sobre a nova lei contra golpes financeiros na internet A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a lei 14.155, que vimos anteriormente, endurece a pena para práticas criminosas como falso funcionário, clonagem de WhatsApp e golpes de phishing – quando o golpista tenta obter dados pessoais da pessoa com o uso de links e mensagens falsas. Segundo a Febraban, “A tipificação do crime digital é um passo muito importante e necessário para coibir delitos cometidos no mundo digital e punir com rigor as práticas desses crimes, que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor”. Leia a matéria completa aqui. Pesquisa | Homens são as principais vítimas de golpes financeiros As fraudes não estão relacionadas apenas a transações comuns, como fazer uma compra/pagamento. Esta pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (Cecop), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aponta que os homens são os principais alvos de golpes financeiros (91%) relacionados a investimentos. O perfil revelado foi homens, em sua maioria, na faixa etária de 30 a 39 anos (36,5%), ensino superior completo com pós-graduação (38%) e renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (23%). O WhatsApp foi a ferramenta de comunicação principal para atrair essas vítimas. A CVM salienta que é importante desconfiar de promessas muito elevadas de rentabilidade e “desconfiar especialmente da pressão para investir tipo é agora ou nunca”. Que tal ler a matéria completa? Acesse aqui. Veja também uma reportagem da CNN sobre a pesquisa: https://youtu.be/JaerRWZPE_s Artigo | Educação midiática para a terceira idade A educação midiática – além da alfabetização digital – possibilita que as pessoas criem senso crítico diante do uso de tecnologias. Assim, ela é fundamental para que as pessoas não caiam em armadilhas. Em 2020, um levantamento também realizado pela Febraban indicou que o número de golpes financeiros contra idosos aumentou 60%.  Como esse público não está acostumado com o ambiente digital, é comum que ele seja mais vulnerável a golpes e até mesmo a notícias falsas. Em vista disso, ações que promovam a educação midiática para a terceira idade são extremamente importantes, como é o caso do projeto EducaMídia, do Instituto Palavra Aberta. Para saber mais sobre esse assunto, leia esta matéria. Matéria | Como o Pix está sendo usado para esquemas de pirâmide O golpe da pirâmide financeira é um dos principais tipos de fraudes realizadas em nosso país. Esta matéria do jornal Nexo apresenta como funcionam os esquemas de pirâmide, principalmente por meio dos “grupos de Pix” no WhatsApp, e alerta sobre os perigos de acreditar nas promessas de “dinheiro fácil”. Acesse a matéria completa aqui. Veja também uma reportagem do Jornal da Record sobre o assunto: Documentário| Explicando… Dinheiro (Netflix, 2021) A série documental “Explicando… Dinheiro”, produzida pela Netflix, possui cinco episódios curtos e super didáticos sobre temáticas relacionadas a dinheiro. O primeiro episódio da série, cujo título é “Enriqueça fácil”, mostra que os golpes financeiros existem desde muito antes da internet e apresenta vários casos famosos na história, como o esquema criado por Charles Ponzi. A série também explica como funciona o golpe da pirâmide e os golpes conhecidos como “pump and dump” aplicados no mercado de criptomoedas. Ademais, a série alerta que a tecnologia facilitou a disseminação desses golpes, porém as estratégias são basicamente as mesmas de anos atrás. O documentário está disponível com legendas e dublagem na Netflix. Vale a pena assistir! Agora que você conheceu vários repertórios sobre o tema “Golpes financeiros na internet”, que tal treinar a sua escrita? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

    Para vestibulandosrepertório culturalMeio de funil
    29 de out. de 2021
    golpes financeiros na internet
    Marina Dias
    6 min

    Golpes financeiros na internet | Tema de Redação

    Você já escreveu uma redação sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira o tema da semana! Desde 2020, em meio à pandemia do coronavírus, o número de pessoas que foram vítimas de golpes financeiros na internet aumentou de forma alarmante no Brasil. O assunto é extremamente recente e relevante para o debate sobre segurança e privacidade digital e, por isso, merece a nossa atenção. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Golpes financeiros na internet”. TEXTO 1 No primeiro semestre, Brasil registrou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos Você já recebeu uma mensagem dizendo que seu cartão de crédito foi clonado? Ou ligações de supostos bancos para a confirmação de seus dados? A maioria destas investidas, na verdade, é golpe. É o que registrou o último levantamento da empresa de segurança PSafe, através de seu setor de inteligência de dados Dfndr Enterprise. No primeiro semestre deste ano, o Brasil contabilizou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos, totalizando 2,3 milhões ataques. Só no Paraná, o relatório identificou mais de 88,3 mil atuações criminosas. Os dados alarmantes corroboram também com o levantamento da Febraban – Federação Brasileira de Bancos – que mostra que os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento de 340% apenas no primeiro bimestre deste ano. Se contabilizadas todas as tentativas de fraudes, é possível que o volume seja de uma tentativa a cada três segundos, na visão de Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab e líder do levantamento. A fraude mais comum registrada pelo estudo da PSafe é a de golpes de SMS enviados em massa. Os golpistas enviam notificações via mensagem alertando que as credenciais bancárias foram clonadas, o cartão foi bloqueado ou foram realizadas compras indevidas. Ao receber a notificação, o usuário é direcionado para um site fraudulento do banco montado apenas para captar dados de login e senha de sistemas como internet banking. O criminoso de posse destes dados pode fazer movimentações bancárias se passando pela vítima. Infelizmente, as investidas não param por aí. Outra estratégia comum é a clonagem de WhatsApp. No primeiro semestre de 2021, foram mais de 1,1 milhão de clonagens no Brasil. No Paraná, o valor é de 51,6 mil detecções, apenas neste ano. Outro dado preocupante é o número de credenciais vazadas no mundo. Neste modelo, o hacker invade sistemas de empresas e capta credenciais para acessar e-mails ou portais pessoais das vítimas. Esta modalidade cresceu 726% de 2019 a 2020. Só nos primeiros meses de 2021, foram 4,6 bilhões de credenciais vazadas no mundo. A tendência é que o número atinja 10 bilhões de vazamentos até o fim do ano. Para Marco DeMello, CEO da PSafe, o uso da inteligência artificial por criminosos cibernéticos torna a internet mais perigosa a cada ano. “Os cibercriminosos conseguiram evoluir 10 anos em apenas seis meses, com o uso da inteligência artificial. No passado, para que uma invasão a um site ocorresse, era necessário que um hacker altamente especializado estudasse as infraestruturas digitais, procurando brechas de segurança. Hoje, costumamos dizer que os hackers já não invadem mais os sistemas, eles apenas fazem login. De posse das credenciais de acesso, normalmente informações de login e senha vazados, um cibercriminoso basicamente encontra portas escancaradas para suas ações”, alerta. Se a pandemia acelerou a velocidade da digitalização no Brasil e no mundo, o número de oportunidades para iniciativas criminosas cresceu na mesma proporção. Segundo Emílio, da PSafe, ao transferir o espaço do trabalho para casa, as redes de empresas e pessoais ficaram mais expostas, como o caso dos mega vazamentos registrados no início do ano, onde informações como nome e CPF de 200 milhões de brasileiros foram expostos na internet. “Quando o criminoso tem estes dados pode potencializar sua engenharia social. Eles ligam e tem seu nome completo, endereço, filiação e pedem senhas para cancelar compras, que, na verdade, não foram realizadas. Estes fatores combinados fazem com que o número de ataques esteja em crescimento”. Emílio completa também que orçamentos limitados para segurança cibernética, no caso de empresas, são uma das brechas encontradas por cibercriminosos. Fonte: gazeta do povo – como se proteger golpes financeiros crimes online TEXTO 2 Fonte: ndmais – infográfico entenda o que é o pix e evite cair em golpes online TEXTO 3 A pandemia de golpes digitais no Brasil “Depois de ter problemas para receber um celular que comprou em maio de 2020, a professora Silvana Martins, de 45 anos, entrou em contato por meio de uma rede social com o e-commerce onde havia realizado a compra para reclamar da demora na entrega do produto. Após alguns minutos, recebeu uma mensagem de um perfil com o nome da loja solicitando seu número de telefone e nome completo. Sem desconfiar, Martins informou os dados e, em instantes, chegou a seu celular um código, que havia sido solicitado pelo suposto atendente da loja com quem estava em contato. A professora informou a sequência de números e, então, notou que já não conseguia mais acessar seu WhatsApp. Os momentos seguintes foram desesperadores para Martins, que percebeu que havia pessoas se passando por ela no aplicativo de mensagens e pedindo dinheiro para seus contatos. ‘Minha cunhada me ligou, porque havia achado estranha a mensagem que eu tinha mandado para ela no WhatsApp. Na mesma hora, percebi que havia sido vítima de um golpe e comecei a avisar às pessoas que não era eu quem estava mandando as mensagens, mas duas amigas minhas chegaram a enviar o dinheiro. Mais de R$ 900 cada uma’, contou a professora, que ficou acordada durante a madrugada daquele dia tentando recuperar o controle do aplicativo. ‘Fiquei muito mal, chorei por dias por minhas amigas terem dado o dinheiro. Devolvi o valor para uma delas, mas a outra não quis aceitar’, disse.” Fonte: oglobo globo – a pandemia de golpes digitais no brasil

    Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil
    29 de out. de 2021
    A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação
    Redação Online
    6 min

    TEMA DE REDAÇÃO – A questão do aborto no Brasil

    A questão do aborto no Brasil é um debate urgente e polêmico. Explore textos motivadores que apresentam diferentes perspectivas, desde o apoio ao aborto legal em casos específicos até a oposição relig

    abortoa questão do aborto no Brasilaborto no brasil
    26 de out. de 2021
    aborto no brasil
    Marina Dias
    6 min

    A questão do aborto no Brasil | Repertórios para o tema

    Quer saber mais sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Escrever sobre esse tema não é uma tarefa fácil, uma vez que é um assunto polêmico que divide a opinião pública. De um lado, há um grupo que defende a descriminalização, a legalização e entende isso como uma questão de saúde pública. De outro lado, há um grupo que se opõe à prática do aborto voluntário e defende a criminalização por questões morais e religiosas. Para ajudar você a escrever a redação sobre o tema “A questão do aborto no Brasil”, separamos alguns repertórios para você utilizar ou mesmo se aprofundar no assunto. Confira! VÍDEO | O aborto permitido por lei no Brasil Neste vídeo, produzido pela UFRGS, profissionais da saúde explicam como funciona o atendimento do aborto permitido por lei no Brasil, em especial no caso de gravidez resultante de estupro. Eles enfatizam a importância de haver um preparo dos profissionais na rede de saúde pública para que o atendimento seja adequado. Assista a seguir: https://youtu.be/zuxAxCwD86o VÍDEO | Descriminalização do Aborto Rosângela Talib, psicóloga e integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, fala sobre a questão da descriminalização e legalização disso, bem como as consequências da criminalização para as mulheres, principalmente as negras e pobres.  Ela também cita o exemplo do Uruguai que legalizou o aborto e o índice de mortalidade de gestantes diminuiu. Recentemente, na América Latina, a Argentina também legalizou isso e o Chile descriminalizou. DOCUMENTÁRIO | Eu vou contar (2017) O documentário Eu vou contar, dirigido por Debora Diniz, retrata as histórias de nove mulheres que interromperam a gravidez. Elas contam as suas experiências e dores em clínicas clandestinas ou com abortivos caseiros. São mulheres de diferentes classes sociais e regiões brasileiras que decidiram recorrer a isso por motivos diversos. O documentário está disponível no Youtube, a seguir: DOCUMENTÁRIO | Uma História Severina (2005) Hoje, em nosso país, é permitido o aborto em caso de feto anencéfalo. No entanto, nem sempre foi assim. Em 2004, o STF derrubou a liminar que previa o aborto legal em caso de anencefalia, o que afetou a vida de milhares de mulheres.  Este documentário, dirigido por Eliane Brum e Debora Diniz, mostra o caso de Severina, uma mulher pobre do interior de Pernambuco, que estava internada no hospital para retirar o feto com anencefalia justamente no dia em que o STF impediu o direito ao aborto. O documentário está disponível também no Youtube. Assista! SÉRIE | Sex Education (Netflix, 2019) Você já assistiu Sex Education? Se ainda não, prepara que lá vem spoiler! Na primeira temporada, a série retrata um episódio de aborto na adolescência por meio da personagem Maeve. Sem condições financeiras e emocionais para criar o filho, Maeve decide abortar assim que descobre que está grávida. Desde então a personagem passa por conflitos internos e ainda lida com ativistas antiaborto protestando em frente da clínica em que foi realizar o procedimento. Dados sobre o tema Selecionamos três dados, de âmbito nacional e internacional, sobre a questão disso para você enriquecer a sua tese. Veja a seguir! DataSUS Segundo o DataSUS, somente no 1º semestre de 2020, o SUS fez 1.024 interrupções de gravidez previstas em lei e 80,9 mil procedimentos pós-abortos, ou seja, curetagens e aspirações, que são necessários para a limpeza do útero após um aborto malsucedido. Esse dado indica que o sistema hospitalar tem realizado um número maior de atendimentos pós-abortos clandestinos do que abortos legais. Além disso, também aponta que as mulheres não têm acesso ao aborto seguro previsto por lei, uma vez que a taxa de abortos decorrentes de estupro é maior. Para entender mais, leia esta matéria do G1. Organização Mundial da Saúde (OMS) Neste documento Abortamento seguro: orientação técnica e de políticas para sistemas de saúde, publicado em 2013, a OMS recomenda que o aborto seguro deve ser realizado por meio de procedimentos cirúrgicos – aspiração a vácuo, dilatação e evacuação – entre o período de 6 a 16 semanas de gestação ou por meio do consumo de pílulas abortivas, como o misoprostol, que deve ser realizado até 12 semanas de gestação.  A OMS entende o aborto como uma questão de saúde pública e afirma: “Apesar desses avanços, estima-se que a cada ano são feitos 22 milhões de abortamentos em condições inseguras, acarretando a morte de cerca de 47.000 mulheres e disfunções físicas e mentais em outras 5 milhões de mulheres. Na prática, cada uma destas mortes e disfunções físicas e mentais poderia ter sido evitada através da educação sexual, do planejamento familiar e do acesso ao abortamento induzido de forma legal e segura, juntamente com uma atenção às complicações decorrentes do abortamento.” Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada em 2016, relata que uma a cada cinco mulheres de até 40 anos já realizou pelo menos um aborto no Brasil. O perfil da mulher que aborta é: 67% têm filhos e 88% declararam ter religião (56% são católicas e 25% evangélicas). Ademais, o estudo mostra que apesar do aborto estar presente em todas as classes sociais, as mulheres negras e indígenas, que possuem menos escolaridade e vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apresentam uma taxa mais alta de aborto. Acesse a pesquisa completa aqui. MÚSICA | “Carne de rã”, Mulamba & Ekena A banda brasileira Mulamba, em parceria com a cantora Ekena, compôs uma música que fala sobre o julgamento da sociedade e a culpabilização das mulheres que abortam. Além disso, denuncia o tabu em torno do tema que persiste há anos em nossa sociedade. Observe o trecho abaixo: “Mesmo que eu não morra fica o fardo Dum Matheus que eu não balanço É o peso da sociedade me punindo e me julgando E não se fala sobre o assunto Não se pensa sobre o assunto Pro Estado eu sou um

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    26 de out. de 2021
    A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação
    Marina Dias
    7 min

    A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação

    Você já escreveu uma redação sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira o tema da semana! O debate sobre o aborto no Brasil é polêmico e divide opiniões. No entanto, falar sobre o assunto é urgente, uma vez que faz parte da realidade de muitas mulheres. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação. Texto 1: A discórdia sobre o aborto A praça em frente ao Hospital Pérola Byington, no centro de São Paulo, se tornou um campo de batalha ideológica entre dois grupos antagônicos no debate da legislação sobre o aborto no Brasil. A disputa reproduz o que acontece em todo o País, onde o tema divide opiniões. Diante do hospital estão posicionados embaixo de uma barraca de praia azul, o pessoal do “Primavera e Solidariedade”, grupo formado por moradores da região, que conta com o apoio de várias organizações da sociedade civil e tem autorização da subprefeitura da Sé para se instalar no local durante 40 dias. O grupo respeita as medidas restritivas da pandemia e promove ações de apoio e exaltação ao trabalho realizado no Pérola Byington, principal referência na realização de abortos legais no País. “O hospital salva a vida de muitas mulheres”, diz a escritora Daniela Abade, organizadora do “Primavera e Solidariedade”. Mas do outro lado da praça, há outro grupo bem menor, com pessoas sem máscara, intitulado “40 dias Pela Vida”. Trata-se de um movimento religioso radical que questiona o trabalho feito no hospital e é contra a realização de qualquer tipo de procedimento para interromper a gravidez. Segundo o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP), apoiador do “40 Dias pela Vida”, trata-se de um movimento do apostolado Santo Inácio de Loiola, que faz um tipo de vigília na praça. Na prática, o grupo é contrário a realização de qualquer tipo de procedimento de suspensão de gestação, independentemente da legislação vigente. “Mesmo o debate sobre aborto, deveria ser proibido”, sentencia Garcia. Já uma moradora de rua, Maria, que passa os dias junto ao “Primavera e Solidariedade” e leva um terço pendurado no pescoço, diz que não confia no grupo religioso extremista. “O trabalho do hospital é importante para as mulheres que são estupradas”, diz. Na terça, 28, o grupo de extremistas religiosos resumia-se a quatro pessoas, três mulheres e um homem, que não quiseram conversar com a reportagem. Daniela Abade conta que essa história de vigília começou em 2019. “Eles agrediam os profissionais de saúde e as mulheres na entrada do hospital”, conta. Ela lembra, que na ocasião, um dos seguranças do grupo, chegou a aplicar um golpe de estrangulamento, conhecido como mata-leão, em uma mulher que chegou ao hospital para passar pelo procedimento. “Como contraponto a essa violência decidimos nos organizar”, diz Daniela. No Brasil, o aborto só não é qualificado como crime quando ocorre naturalmente ou quando é praticado por um médico capacitado em três situações: em caso de risco de vida para a mulher, causado pela gravidez, quando a gestação é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico, que é a ausência de cérebro. O hospital Pérola Byington surgiu na década de 1960 e, no decorrer dos anos, se tornou um dos principais centros de referência em saúde da mulher da América Latina. Especializou-se no tratamento ginecológico e no atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade que necessitam de cuidados, geralmente após episódios de abuso sexual. Segundo André Malavasi, diretor técnico do hospital que gerencia o setor de ginecologia, quando a mulher chega à instituição e solicita a realização do procedimento abortivo, desde que tenha mais de 18 anos, apenas a sua palavra basta. “Agimos de forma técnica e dentro da legislação”, afirma. Fonte: Isto é – A discórdia sobre o aborto Texto 2: Brasil está entre países menos favoráveis ao aborto, mas apoio cresceu em 2021 Em uma pesquisa internacional, quando perguntados se “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar”, apenas 31% dos brasileiros responderam que sim — colocando o Brasil como o quinto menos favorável à legalização total do aborto em um conjunto de 27 países analisados pela edição de 2021 do estudo Global Views on Abortion, da Ipsos. A média de aceitação à descriminalização do aborto sempre que for o desejo da mulher foi de 46% nos países pesquisados. Atrás do Brasil no baixo apoio a esta afirmação ficaram apenas a Colômbia (26%), o México (24%), o Peru (15%) e a Malásia (14%). Na pesquisa, havia outras três opções de resposta: “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada”; “o aborto não deve ser permitido em hipótese alguma, exceto quando a vida da mãe estiver em risco”; e “o aborto nunca deve ser permitido, não importando sob quais circunstâncias”. No Brasil, o apoio a estas foi de respectivamente 33%, 16% e 8%, além de 13% que não souberam ou não quiseram opinar. Apesar de no quadro global o país aparecer entre os menos favoráveis à legalização total do aborto, em 2021 o Brasil chegou ao percentual mais alto de pessoas opinando que o procedimento deveria ser permitido total ou parcialmente (soma das respostas “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar” e “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada). Neste ano, esse percentual chegou a 64%, enquanto em 2014, o valor foi de 53%. Entretanto, o apoio à descriminalização do aborto no Brasil não cresceu constantemente ano-a-ano — pelo contrário, oscilou bastante. Entre 2015 e 2019, variou entre 50% e 61% e, em 2020, voltou a 53%. Agora, em 2021, saltou 11 pontos percentuais. “É um dado que oscila na opinião pública porque ainda é um tema considerado tabu na sociedade (brasileira). Ele sofre bastante influência de características culturais, de como historicamente a sociedade encara esse tema, que

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    26 de out. de 2021
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