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Se você acompanha todos os nossos posts por aqui, sabe que usar filmes e séries para justificar nossos argumentos na redação pode ser muito enriquecedor. Por isso, preparamos uma lista de 45 filmes e séries que abordam a temática da DEPRESSÃO. Confira: Filmes e séries: As Horas (2002) O filme companha a vida de três mulheres: Virginia Woolf, famosa escritora e poetisa depressiva que viveu no início do século 20, uma dona de casa dos anos de 1950 e uma mulher nos dias atuais. Virginia, na época, tentava terminar o seu livro “Mrs. Dalloway” enquanto lidava com a depressão, enquanto as outras mulheres de alguma forma estavam ligados a ele – e também a ela. Mary e Max – Uma Amizade Diferente (2009) É uma animação que acompanha uma solitária garota australiana que desenvolve uma linda amizade com um velho judeu na cidade de Nova York. Um filme sensível, cheio de pequenos momentos e de encher o coração. As Vantagens de Ser Invisível (2012) Charlie é um adolescente depressivo que tem tendências suicidas, pois viu seu amigo se matar. Após passar um tempo internado em um hospital psiquiátrico, ele começa a ir na escola e acaba conhecendo um grupo de amigos que o ajudam. As Virgens Suicidas (1999) Acompanha um casal conservador e suas filhas, que são alvos de investidas dos garotos da vizinhança e da escola. Uma das filhas luta contra a depressão. Geração Prozac (2001) Uma jovem é aceita em Harvard e lida com depressão clínica. Ela encontra dificuldades para aceitar sua condição e procurar um tratamento para poder seguir a vida. Melancolia (2011) Este filme trata da Melancolia – um dos aspectos da depressão. A maneira como este sentimento é mostrado é devastadora. O longa acompanha duas irmãos que vêem o mundo acabar aos poucos – enquanto uma lida calmamente com a situação e a outra se desespera. Moonrise Kingdom (2012) Apesar de ser um lindo filme com pitadas de comédia, trata também de assuntos que assolam a humanidade. Se passa em 1965, em uma região onde as pessoas formam uma comunidade possivelmente imune aos problemas do mundo afora. Dois adolescentes, Sam e Suzy, se apaixonam e decidem fugir antes que uma tempestade chegue ao local. This is Us (2016) Em diversos episódios a série retrata a crise de ansiedade e ataque de pânico, vividos pelo Randall. Além dele, também tem a depressiva Kate, que sofre de compunção alimentar, e o Kevin, que vive um alcoólatra. Os três irmãos sofrem de depressão e ansiedade, cada um de um modo diferente, e a série sempre aborda a importância do suporte familiar e o caminho para o tratamento. Pequena Miss Sunshine (2006) Apesar de ser um filme de comédia e não parecer, este longa se trata de depressão, e como uma garotinha é vista pela família como a “última esperança” para que eles se sintam bem, em meio a tantas emoções negativas em torno dela. Terapia de Risco (Side Effects, 2013) Conta a história de um homem que sai da prisão depois de ser condenado por abuso de informação privilegiada. Quando chega em casa, porém, sua esposa tem um episódio grave de depressão e começa a tomar um novo remédio. Se Enlouquecer, Não se Apaixone (2010) O filme tem como protagonista um garoto de 16 anos que se torna muito depressivo. Por isso, ele se interna voluntariamente em um hospital psiquiátrico. Explicando a Mente (2019) O terceiro episódio da série Explicando a Mente, da Netflix, traz 22 minutos sobre ansiedade. Ele mostra efeitos da ansiedade no nosso corpo, como são os sintomas da ansiedade e de um ataque de pânico, como as redes sociais contribuem com o transtorno, e como a terapia cognitiva comportamental ajuda a controlar a mente para evitar novas crises. Cake: uma Razão para Viver (2014) O luto pode desencadear uma depressão devastadora. Este filme mostra a vida de uma mãe após perder o filho em um acidente de carro. Ela fica sem esperanças, até que resolve desapegar de tudo que conhece para dar novo sentido às coisas de sua vida. The Fundamentals of Caring (2016) O Filme mostra como o exercício da empatia pode ser fundamental para ajudar a lidar com a depressão. Após sofrer uma perda trágica, o Ben perde o rumo e resolve tornar-se cuidador pessoal. Seu primeiro paciente é Trevor, um adolescente de 18 anos com distrofia muscular e um senso de ironia afiadíssimo. Esta relação torna-se importante para ambos. Not Alone (2017) Trata-se de um documentário que tem como mote a perda de Jacquline, cuja melhor amiga se suicidou aos 16. Para compreender melhor o que motivou a garota a tomar uma atitude tão radical, ela entrevistou vários jovens. Nas conversas intimistas que são mostradas para o público, foram abordados temas como depressão, ansiedade, automutilação, tentativas de suicídio etc. Foi Apenas um Sonho (2008) O longa se passa nos anos 1950 e conta a história de Frank e April. Em princípio, os dois formam um casal feliz e idealista, que despreza a rotina suburbana e se gabam de serem autênticos. À medida que o tempo passa, porém, Frank se consome em um emprego medíocre e April leva um dia a dia monótono de dona de casa. Para espantar a depressão que vem destruindo os dois e o relacionamento, April propõe que recomecem a vida em Paris. Divertida Mente (2015) Com um enredo complexo, mas compreensível para as crianças, essa animação apresenta lições cruciais também para o público adulto. Conta a história de Riley, uma garotinha de 11 anos que enfrenta mudanças importantes em sua rotina. 13 Reasons Why (2017) A controversa série adolescente foi acusada de glamourizar o suicídio e de mostrar cenas pesadas de bullying e estupro para um público vulnerável. Contudo, há estudos como um da Universidade Northwestern que indicam que o seriado abriu espaço para conversas difíceis, porém necessárias, entre pais e filhos. A série começa com os fatos que desencadearam na depressão e o suicídio de Hannah Baker. O Babadook (2014) Além de tratar das diversas

CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! A vontade de começar o roteiro com a famosa musiquinha do Chaves (“se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda, amanhã velho será…”) é grande, mas o assunto requer muita seriedade, já que, com o aumento da expectativa de vida, a questão do abandono de idosos tem se tornado cada vez mais relevante. Por mais que a música do Chaves seja engraçadinha, ela traz uma verdade absoluta: um dia, que pode demorar mais ou menos tempo, também seremos idosos, mas tratamos nossos idosos como se fôssemos ficar jovens para sempre. O abandono dos idosos tem muito a ver com a falta de empatia, de gratidão e até mesmo de amor e este é um tema que precisa ser visto além dos dados e fatos, precisa ser visto também com o coração. Vamos conferir o material que separamos para esta semana? 1- Estatuto do idoso. Disponível em: planalto gov – leis 2003 l10.741 Acesso em: 10/08/2020. Pela proposta de redação, você deve ter visto que, assim como há um estatuto que protege as crianças e os adolescentes, também há um estatuto específico para os idosos, em vigência desde 2003. Provavelmente, você vai se impressionar com os vários direitos que a lei assegura a nossos idosos e que não são nem de perto nem de longe cumpridos. 2- Matéria de revista física e on-line sobre o abandono dos idosos. Disponível em: isto é – o abandono dos idosos no brasil Acesso em: 10/08/2020. O segundo texto motivador da proposta de redação desta semana trouxe um dos balanços feito pela revista Istoé, que, em 2018, realizou um levantamento bastante apurado sobre a real situação do abandono dos idosos no Brasil. 3- Artigo sobre o aumento da expectativa de vida no Brasil. Disponível em: exame – expectativa de vida do brasileiro cresce para 763 anos em 2018 diz ibge Acesso em: 10/08/2020. Por meio do que estudamos até aqui, é possível notar que muito da questão envolvendo o abandono de idosos deve-se ao aumento da expectativa de vida (não que isso possa ser usado enquanto justificativa, que fique claro). A revista Exame traz as principais razões para o aumento da expectativa de vida com a divisão inclusive por estado, o que enriquece ainda mais o material. 4- Artigo sobre os impactos do aumento da expectativa de vida. Disponível em: uol – expectativa de vida do brasileiro aumentou o que isso realmente significa Acesso em: 10/08/2020. Que a expectativa de vida cresceu, já sabemos, mas quais são os principais problemas relacionados a esse fato? O colunista Dante Senra tenta, a partir da concatenação de vários temas, discutir exatamente as respostas a essa pergunta. 5- Estudo sobre a saúde dos idosos brasileiros. Disponível em: elsi cpqrr fiocruz Acesso em: 10/08/2020. Uma vez que a expectativa de vida cresceu nos últimos anos, é de se imaginar que os idosos tenham melhores condições de saúde, certo? O estudo feito pela Fio Cruz traz muitas, muitas informações valiosas sobre o assunto e que com certeza vão te ajudar a construir seus argumentos. 6- Artigo do Ministério da Saúde sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos idosos no setor. Disponível em: saúde gov – 30 % dos idosos tem dificuldade para realizar atividadesadiárias Acesso em: 10/08/2020. Não são poucas as dificuldades enfrentadas pelos idosos em nosso país e, mais especificamente com relação ao acesso aos serviços de saúde, são eles quem mais sofrem. O Ministério da Saúde se propôs a fazer um levantamento acerca da qualidade dos serviços de saúde disponibilizados aos idosos a fim de qualificar o atendimento da rede pública. Todos os dados foram divulgados no link acima. 7- Artigo com a atualização sobre o abandono de idosos. Disponível em: isto é – envelhecimento sem amparo Acesso em: 10/08/2020. Neste ano, a revista Istoé fez uma atualização a respeito da situação dos idosos abandonados no país e das opções que eles têm quando esse triste fato acontece. Vale a leitura para ficar bastante atualizado. 8- Artigo sobre os efeitos da solidão na mente e no corpo do idoso. Disponível em: especiais correio braziliense – solidão maltrata o corpo e a mente dos idosos Acesso em: 10/08/2020. Um dos problemas que mais afeta o idoso abandonado é a solidão, que traz sérios riscos à saúde física e mental. Muitos deles chegam a experienciar depressão profunda, causando o agravamento de várias outras doenças. Se a relação entre solidão e saúde é um assunto que te desperta interesse, não deixe de ler a indicação acima. 9- Artigo sobre a utilidade dos animais enquanto companhia dos idosos. Disponível em: hoje unisul – animais de estimação uma ótima companhia para idosos Acesso em: 10/08/2020. Já que os humanos não sabem tratar seus idosos, os vovôs e as vovós acabam recorrendo a um amiguinho peludo para lhes fazer companhia e essa é uma escolha que traz inúmeros benefícios tanto para o humano quanto para o animal. O artigo é curtinho, mas bastante informativo, além de conter alguns exemplos fofíssimos de amor e dedicação animal. 10- Reportagem sobre homem que abandonou seus pais idosos num bar. Disponível em: o tempo – homem leva pais de 86 e 92 anos para almocar e os abandona em bar Acesso em: 10/08/2020. O que você vai ler nesta reportagem parece surreal, coisa de cinema mesmo (de péssimo gosto, claro), mas, infelizmente, é verdade e virou até caso de polícia. É impossível ler sobre o que este homem fez com os pais e não sentir pelo menos uma pontinha de vergonha alheia. 11- Documentário no YouTube sobre o abandono de idosos. Disponível em: Youtube – abandono de Idosos Acesso em: 10/08/2020. Se você está acompanhando as indicações até aqui, significa que já sabe do problema que estamos enfrentando com relação ao abandono de idosos, mas nenhuma palavra escrita é capaz de expressar o que os olhos dizem neste documentário indicado. 12- Documentário no YouTube sobre o processo de envelhecimento. Disponível em: Youtube – Sobre o processo de envelhecimento Acesso em: 10/08/2020. O documentário,

Se você é brasileiro e ainda não conhece a obra de Clarice Lispector, precisa correr para compensar o tempo perdido, pois ler Clarice é muito mais do que uma simples leitura, é uma experiência. Clarice Lispector é, por assim dizer, uma estrela que brilha com intensidade no cenário do Modernismo brasileiro, isso porque suas obras são de altíssima qualidade literária e não perdem suas qualidades excepcionais mesmo com o passar das décadas. Um pouco sobre a autora Apesar de compor o rol de artistas literários brasileiros, Clarice nasceu na Ucrânia em 1920, mas ainda bebê passa a viver com sua família no Brasil. A própria autora era pontual em afirmar que não se identificava com a naturalidade ucraniana. Sua família, judia, por conta da perseguição aos judeus, viu-se obrigada a deixar a Ucrânia e procurar refúgio no Brasil, país no qual Clarice foi naturalizada mais tarde (aos 21 anos, conforme determinava a lei da época). Tendo vivido inicialmente em Maceió e após no Recife e Rio de Janeiro, Clarice perde sua mãe aos oito anos e seu pai aos vinte. A autora era portanto uma mulher órfã, ainda solteira, num contexto histórico e social em que as mulheres eram úteis principalmente enquanto esposas e mães. Mas já contrariando a tendência de seu tempo, Clarice decide estudar Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, acabando por se identificar com o segmento literário e atuando como jornalista, contista e escritora, mas nunca como advogada. Em 1943, nossa autora se casa com Maury Gurgel Valente, vice-cônsul, com quem teve dois filhos, Pedro e Paulo. Clarice e Maury continuaram casados até 1959, quando se divorciaram. E ser uma mulher divorciada na década de 60 não era tarefa fácil. Por conta da profissão do ex-marido, Clarice pôde conhecer muitos países e agregar inúmeras informações ao seu repertório. Inclusive, as viagens constantes foram o motivo do divórcio do casal. Em dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos (a autora nasceu em 10 de dezembro e faleceu em 09 de dezembro), Clarice falece, vítima de um câncer, e não tem a chance de aniversariar mais uma vez por tão pouco. Poesia na vida de quem foi poeta. https://youtu.be/fs0Rt-_vkMM O início como escritora Com 13 anos, Lispector decidiu ser escritora. Ela mesma contou em diversas entrevistas que o desejo de se tornar escritora foi mais forte do que ela e que ela tão somente apoderou-se desse desejo, já existente em seu íntimo desde sempre. Mas a primeira publicação só veio aos 20 anos e, claro, como Clarice é Clarice, essa publicação não poderia ser mais inusitada. Sua primeira publicação foi de um conto intitulado como Eu e Jimmy, com temática altamente feminista, mas centrado na relação amorosa entre um homem e uma mulher. Até então, sem problemas, certo? Quase certo, se o local de publicação não fosse a revista Vamos Ler, destinada ao público exclusivamente masculino e de alta classe. O primeiro romance veio a público em 1944 (Perto do Coração Selvagem) após muitas dificuldades para a publicação, pois só se publicava algo quem tinha alguma influência social, o que não era o caso de Clarice. As experiências pessoais de Clarice e os ambientes em que viveu influenciaram fortemente as obras da autora, tanto que Perto do Coração Selvagem trata da história de Joana, uma jovem que perdera a mãe bastante cedo e que perde o pai anos mais tarde. Principais obras e características Clarice conta com mais de 20 obras publicadas em vida e uma porção de reuniões de seus contos e textos de jornal organizadas após sua morte, porém, mesmo com um trabalho tão extenso, uma característica de Lispector salta aos olhos: o caráter intimista. Os livros de Clarice são recheados de sentimentos e impressões pessoais e altamente íntimas de suas protagonistas. Esse caráter intimista é tão marcante no modo de pensar das personagens que gera epifanias (compreensão da essência de algo, revelação súbita). Além disso, percebe-se em suas criações a discussão mais aprofundada de temas abstratos e o retrato da vida cotidiana em diversos contextos em que a própria autora viveu, dando assim um toque autobiográfico às suas produções. Existem três obras de Lispector que são cobradas com mais frequência em testes de grande porte: Laços de Família (1960), Felicidade Clandestina (1971) e a Hora da Estrela (1977). Em Laços de Família, a autora, por meio de 13 contos, cria personagens comuns, donas de casa, esposas, maridos, filhos e filhas, e suas relações em família, porém, essas relações parecem se constituir num aprisionamento do sujeito diante das exigências sociais. Lembra que te contamos lá em cima que Clarice se divorciou em 1959 e que a vida de uma mulher divorciada no contexto social e histórico em que ela viveu não era nada fácil? Quanto das próprias vivências de Clarice existem em Laços de Família? Felicidade Clandestina, reunindo desta vez 25 contos (alguns já anteriormente publicados) trata de três situações da vida- a infância, a adolescência e a família, repletas da abordagem da angústia que é peculiar a cada uma dessas situações. E, claro, A Hora da Estrela (que sua professora de Língua Portuguesa já deve ter te pedido para ler em algum momento), que trata da história de Macabéa, uma nordestina de Alagoas que tenta, de maneira extremamente inocente, escapar do contexto de pobreza extrema, chegando até mesmo à miséria, indo para o Rio de Janeiro (opa, autobiografia novamente?). Clarice e os temas de redação A obra de Clarice é muito, muito rica em qualidade e quantidade, bem como sua vida é uma grande inspiração. Sendo assim, temas que envolvam a condição de vida da mulher, o feminismo, a desigualdade de gêneros e afins são um prato cheio para terem Clarice enquanto sustentação de argumento. Não se esqueça da própria vida dela, uma refugiada que busca consolo no nordeste brasileiro, mas que se vê numa situação tão miserável que procura condições de vida melhores no Rio de Janeiro. A pressão social, as infelicidades e angústias que isso acarreta são outros

Ah, as redações nota 1000, número que nos faz sonhar noite após noite e que nos impulsiona durante todo o processo de estudos e preparação para o ENEM. Conquistar a tão afamada nota 1.000 é um sonho sim, porém, possível, tanto que 53 candidatos do ENEM 2019 conseguiram ver esses quatro números na parte de conceito da redação. CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DE 44 DESTAS REDAÇÕES! Então, por que não aproveitarmos para vermos o que esses candidatos fizeram de tão bom na redação deles? Afinal, técnica boa é técnica compartilhada. Evidentemente, qualquer redação que seja avaliada com conceito máximo no ENEM precisa ter algumas características básicas e obrigatórias, por isso, espere ver em todas elas os seguintes quesitos: – Três partes textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão; – Divisão e organização paragrafal adequadas; – Coesão e coerência entre os parágrafos; – Defesa de argumentos a partir de elementos sustentatórios (citações, dados, contextualização histórica etc.); – Atenção máxima ao tema; – Correção gramatical; – Proposta de intervenção viável e totalmente vinculada à problemática trabalhada ao longo do texto; – Autoria. Mas é lógico que de tudo isso você já sabe, afinal, qualquer redação do ENEM deveria obedecer a esses critérios (e a não obediência a eles acarreta descontos de conceitos), por isso, procuramos as especificidades, os detalhes que acabam fazendo a diferença na hora da construção textual e, claro, da avaliação. Vamos dar aquela espiadela do bem no trabalho dos coleguinhas de 2019? Vem com a gente. Contextualização atualizada Realmente, a contextualização tanto do tema quanto dos argumentos (principalmente quando se recorre a fatos históricos) faz muita diferença no nível de qualidade da redação. Quando essa contextualização está atualizada, então… Isso ocorre porque contextualizações que envolvem dados, situações e fatos recentes demonstram estudo aprofundado, atualização, preparo, além de saírem do senso comum, criando uma alegação diferenciada. Note como esse recurso foi utilizado nas redações de Daniel Gomes e Gabriel Lopes, ambas avaliadas com conceito 1.000 no ENEM 2019. “O filme Cine Holliúdy narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas.” ( Extrato de redação do candidato Daniel Gomes ) “O longa-metragem nacional Na Quebrada revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida.” ( Extrato de redação de Gabriel Lopes ) O filme Cine Holliúdy foi lançado em 2013 e o longa Na Quebrada estreou em 2014. Ambos são produções brasileiras e citá-las na redação também expressa valorização da produção nacional. Excelente pontuação Sabemos que existem sinais de pontuação que são opcionais em alguns casos e obrigatórios em outros, porém, mesmo nos casos em que a pontuação é uma escolha do autor, colocá-la acaba atribuindo um sentido mais claro à sentença (temos um artigo sobre o assunto aqui no blog, clique AQUI para conferir). Se você observar os próprios extratos citados acima, é possível notar o quanto a pontuação dos dois candidatos é irrepreensível e faz com que a leitura fique mais fluida, sem que tenhamos de voltar várias vezes à mesma sentença até entendermos o sentido dela. Evidências de amplo repertório cultural Uma das frentes avaliativas da redação do ENEM tem por objetivo analisar o quanto o candidato conhece sobre o assunto e qual a variedade desse conhecimento, por isso, incluir no texto dados, notícias, considerações de pensadores, literatura, cinematografia e afins é uma escolha que contribui, e muito, para a boa avaliação nesse critério. Note como essa ideia foi trabalhada pelo candidato Augusto Scapini e pela candidata Eduarda Duarte, ambos nota 1.000 no ENEM 2019. Trechos da redação de Augusto Scapini: “Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana.[…] De início, tem-se a noção de que a Constituição Federal assegura a todos os cidadãos o acesso igualitário aos meios de propagação do conhecimento, da cultura e do lazer.[…] Essa segregação é identificada na elaboração da tese de “autocidadania”, escrita pelo sociólogo Jessé Souza, que denuncia a situação de vulnerabilidade social vivida pelos mais pobres, cujos direitos são negligenciados tanto pela falta de ação do Estado quanto pela indiferença da sociedade em geral.[…]” Trechos da redação de Eduarda Duarte: “Durante a primeira metade do século XX, as obras cinematográficas de Charlie Chaplin atuaram como fortes difusores de informações e de ideologias contra a exploração e o autoritarismo no continente americano.[…] Essa visão condiz com as ideias de Henri Lefebvre, uma vez que, para o sociólogo, o meio urbano é a manifestação de conflitos, o que pode ser relacionado à evidente segregação socioespacial dos cinemas.[…] Isso porque, apesar de Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, ter corroborado com a ideia do mundo virtual como influenciador ao constatar que a “tecnologia move o mundo”, as redes sociais não são utilizadas pelos órgãos públicos para divulgar apresentações cinematográficas nos centros culturais, presentes em diversas regiões do país.[…]” Palavras de abertura para os parágrafos Apesar de não ser um quesito obrigatório, utilizar palavras específicas para a abertura dos parágrafos situa o leitor com relação às partes do texto dissertativo-argumentativo, além de atribuir maior coerência ao texto e facilitar a criação do tópico frasal (está na dúvida sobre o que é tópico frasal? Clique AQUI para saber mais). Entretanto, cuidado! Fuja das obviedades. Nada de introduzir o texto com “inicialmente” ou concluir com “em conclusão”, pois isso revela pouca riqueza vocabular e pode reduzir os conceitos. Vamos ver o que os candidatos nota 1.000 fizeram? “Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Paralelamente, o Ministério da

O tema proposto desta vez pode ter muito a ver com com sua própria experiência pessoal, afinal, se você está aqui estudando redação com a gente, uma das possibilidades é que você tenha um importante vestibular ou concurso pela frente. É claro que estudar nos agrega uma série de coisas muito, muito boas, como conhecimento de mundo, ampliação de horizontes, novas perspectivas, mas saber o que será feito com todo esse estudo também é igualmente importante. E é neste momento que as pesquisas – e a realidade – apontam-nos um problema sério e bastante preocupante: a empregabilidade dos universitários ou recém-formados. Procuramos selecionar para vocês estudos diversos que revelam dois lados: a situação da empregabilidade deste grupo e a percepção dos próprios universitários ou recém-formados a respeito do tema. Esperamos que nossas indicações te ajudem a montar um cenário mental bastante atualizado sobre a questão da empregabilidade dessa parcela da sociedade. Vamos ver o que nos aguarda? Mãos à obra! 1- Texto motivador 1 na sua versão completa. Disponível em: correio braziliense – após sair da faculdade recém-formados enfrentam desemprego Acesso em: 23/07/2020. O primeiro texto motivador da proposta de redação foi editado para que a leitura fosse mais ágil, porém, há muitas outras informações relevantes nas partes que não constam na proposta, por isso, sugerimos a leitura na íntegra. 2- Artigo científico sobre a visão do jovem quanto à transição da vida universitária para o mercado de trabalho. Disponível em: scielo – A transição da universidade ao mercado de trabalho na ótica do jovem Acesso em: 23/07/2020. Conforme dissemos anteriormente, é fundamental compreender como as pessoas envolvidas nesta situação, ou seja, os universitários e recém-formados, enxergam a questão. No artigo selecionado acima, além de contexto histórico, há também uma pesquisa científica que foi realizada com 20 jovens (nove graduandos e onze recém-graduados) para se descobrir como eles enxergam o processo de transição da universidade para o mundo do trabalho. Todas as pesquisas são seguidas de análise de dados e conclusões, o que significa que você conseguirá absorver várias informações relevantes para sua redação. 3- Matéria on-line sobre a dificuldade das mulheres em encontrar emprego após a universidade. Disponível em: bbc – Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego Acesso em: 23/07/2020. Já conseguimos compreender com certa clareza que encontrar um bom emprego na área de formação universitária não é tarefa nada fácil e, de acordo com relatos e pesquisas, as mulheres sofrem mais no processo de procura por um trabalho. A pesquisa contida nesta matéria foi realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico- OCDE, um órgão extremamente respeitado no segmento. 4- Artigo científico sobre alunos concluintes que não pretendem atuar na área de estudo. Disponível em: Portal de Periódicos Científico Acesso em: 23/07/2020. Após todo o sufoco para passar no vestibular, enfrentar os anos de graduação, todas as provas, trabalhos, pesquisas, estágios e sabe-se lá Deus o que mais, há alunos (e não tão poucos assim) que decidem que não querem atuar na área em que estão se formando. Seria essa decisão mais um impedimento no que diz respeito à empregabilidade? Além de revelar todo o percurso pelo qual os alunos consultados passaram, o artigo ainda faz ligações entre a decisão de não seguir na área estudada e o sucesso profissional. 5- Artigo sobre a relação entre nível de estudo e empregabilidade. Disponível em: una – Educação e empregabilidade: entenda a relação entre ambos Acesso em: 23/07/2020. Passamos a vida ouvindo que quem estuda mais tem maiores e melhores oportunidades de emprego, mas será que isso é mesmo verdade? E, sendo, em que pesquisas essa informação está baseada? O artigo, recheado de dados estatísticos excelentes que vão te ajudar na sustentação dos argumentos da redação, busca exatamente essas respostas. 6- Reportagem sobre crise nas faculdades particulares. Disponível em: correiobraziliense – Os reflexos da crise nas faculdades particulares Acesso em: 23/07/2020. Se, como vimos na referência anterior, estudar mais garante, ou ao menos facilita, mais chances de emprego e considerando que grande parte das vagas em cursos superiores estão em universidades particulares, é bastante coerente imaginar que a crise econômica que temos vivido nos últimos anos piora o aspecto da empregabilidade. O jornal Correio Braziliense se propôs a analisar mais a fundo qual é o tamanho do impacto da crise quando falamos de ensino superior e empregabilidade. 7- Reportagem sobre as razões do desemprego na área estudada no nível superior. Disponível em: g1 globo – Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas Acesso em: 23/07/2020. Realmente, o número de pessoas formadas no ensino superior que não trabalham em sua área de formação é alarmante, mas por que isso está acontecendo? Seria só mesmo a crise ou há outras razões? Sim, há outras razões e o G1 traz para você quais são elas. Claro, sempre com muitas pesquisas e opiniões de especialistas. 8- Reportagem sobre o ponto de vista dos universitários ou recém-formados a respeito de seu preparo para o mercado de trabalho. Disponível em: olivre – Universitários não se sentem prontos para o mercado de trabalho Acesso em: 23/07/2020. Que tal ler a opinião de quem mais importa na situação: os próprios universitários ou recém-formados? Será que eles se sentem preparados a atuar em sua área de formação “apenas” com o que aprenderam na universidade? Nossos cursos universitários realmente preparam o aluno para a realidade do mundo do trabalho? 9- Reportagem em vídeo sobre os motivos para o abandono do curso universitário. Disponível em:youtube – Universitários abandonam curso por indecisão ou dificuldade de fazer estágio Acesso em: 23/07/2020. Partindo do princípio de que os cursos universitários muitas vezes falham em sua missão de preparar o aluno para o mercado de trabalho (não que essa seja a única ou a principal função da universidade), podemos considerar que esse é um fator de abandono do curso. Mas há outros fatores que fazem com que jovens deixem para trás seu curso universitário e a reportagem faz um levantamento breve,

O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a icônica série de filmes e livros HARRY POTTER na redação! Pegue o seu caderno e anote tudo! HARRY POTTER 2001-2011 • 7 livros • 8 filmes • 10+ Sinopse: “Harry Potter é uma série de sete romances e oito filmes de fantasia. A série narra as aventuras de um jovem chamado Harry James Potter, que descobre aos 11 anos de idade que é um bruxo ao ser convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.” Adoção Harry Potter é um garoto órfão que vive infeliz junto a seus tios, os Dursley. Em sua nova casa, ele é tratado como desprezível, ínfimo em relação a seu primo e como súdito da casa. As dificuldades da inclusão de Harry se relacionam com a de muitas crianças no processo pós-adoção. Identidades comunitárias No mundo mágico, as escolas de bruxaria possuem casas de estudantes: em Hogwarts, é o caso de Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. O senso de comunidade criado dentro de cada uma e dentro do mundo bruxo em si refletem a importância de coletivos identitários em uma sociedade. Segurança nas escolas Em Hogwarts, eventos turbulentos colocam os alunos em risco: invasão de dementadores, infiltração de criminosos, violência em torneio escolar, entre outros. O tema torna-se ainda mais relevante quando comparado à atual preocupação de pais quanto à segurança de seus filhos nas escolas, com o índice crescente de tiroteios e violência. Ensino da tolerância Um estudo publicado na Revista de Psicologia Social Aplicada em 2017 concluiu que a leitura de Harry Potter estimula a tolerância. Ao verem a relação do protagonista com trouxas, mestiços e elfos domésticos, grupos estigmatizados no mundo bruxo, crianças desenvolveram maior empatia a grupos marginalizados na vida real, como LGBTs, imigrantes e refugiados. O mito da pureza racial Voldemort e seus seguidores defendem arduamente o conceito de pureza e superioridade bruxa, perseguindo e matando trouxas e os chamados “sangue-ruins”, mestiços bruxos filhos de trouxas. O mesmo argumento fora dito da raça ariana em 1940 para justificar o Holocausto. Liberdade de imprensa Em meio à ascensão de Voldemort, o Ministro da Magia Cornélio Fudge nega a existência de qualquer perigo, por meio do Profeta Diário, para manter seu poder. Com a narrativa oficial manipulada pelo governo, censura-se veículos de comunicação alternativos, como O Pasquim. Esporte como inclusão social Ao ingressar em Hogwarts, Harry faz poucos amigos e é julgado por ser “o menino que sobreviveu”. É quando ele descobre seu talento no quadribol (principal esporte bruxo) que sua popularidade emerge, exemplo do esporte desempenhando um papel fundamental na inclusão social. Tortura institucional Sirius Black, tio de Harry, é condenado pelo assassinato de Tiago e Lily Potter e passa 12 anos na Prisão de Azkaban por um crime que não cometeu. Lá, os prisioneiros são submetidos à guarda dos dementadores, que torturam os prisioneiros sugando suas emoções. Bullying Um dos professores mais conhecidos da série, Severo Snape, é frio e cruel com seus alunos, atormentando e humilhando-os sem motivo. A origem de seu comportamento zombador se dá no próprio bullying que sofria quando criança por Tiago Potter e Sirius Black, formando um ciclo. Falsidade ideológica Outro conhecido professor é Gilderoy Lockhart, docente de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts, com diversos títulos e livros renomados. É descoberto, porém, que era uma fraude: ele empregava feitiços de memória naqueles que haviam realizado os feitos ditos serem dele. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi LEIA MAIS: Como usar a série DARK em suas redações Como usar a série GAME OF THRONES em suas redações Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série LA CASA DE PAPEL nas redações? Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme O POÇO nas redações? Como usar a série VIS A VIS na redação?

Privilégio, um substantivo bastante comum, apesar de abstrato e é justamente o fato de privilégio ser substantivo abstrato que nos chama a atenção. O que é privilégio? Quem ou o que define um privilégio? Os privilégios são variáveis? E dependeriam de quê? O que seria consciência de privilégios? Pois é, você já deve ter percebido que um tema como a conscientização de privilégios dá, como dizem ou diziam nossas avós, “pano para manga”, para não dizer para a peça inteira. Socialmente, existem sim parâmetros e critérios para que se defina o que é ou não um privilégio, mas, ao abordar um tema assim, tão complexo, tenha em mente que essa definição também passa por um contexto pessoal e, por isso, individual. Por se tratar de um treino para uma redação de grande porte na sociedade, como a redação do ENEM e dos vestibulares, adotaremos nas sugestões abaixo os princípios sociais do que é considerado privilégio. É importantíssimo ainda que você se lembre de que acesso à educação, moradia, lazer, saúde, cultura e segurança não são privilégios, mas sim direitos a todo cidadão brasileiro, independentemente de seu contexto, mesmo que esses direitos não sejam respeitados na grande parte das vezes, infelizmente. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Artigo on-line sobre os conceitos de privilégio. Disponível em: sandra caselato – afinal o que é privilégio Acesso em: 16/07/2020. Já que começamos este roteiro falando um pouco sobre o conceito variável do termo “privilégio”, nada mais justo do que indicarmos primeiramente esta leitura. Neste artigo, a psicóloga Sandra Caselato faz um levantamento do uso do substantivo privilégio em segmentos diversos e traz várias sugestões de contextualização a respeito do assunto. Se você tem dúvidas sobre o que é ou deixa de ser um privilégio social, não deixe esta sugestão passar em branco e corra para fazer a leitura. Com certeza, você sairá dela muito mais esclarecido (a). 2- Artigo on-line sobre privilégio vinculado à questão racial. Disponível em: revista trip – stephanie ribeiro sobre ser uma negra com privilégios Acesso em: 16/07/2020. O artigo é de 2017, mas continua nos fazendo refletir sobre privilégios (que, pensando mais a fundo, são mais direitos do que privilégios) que nos são tão naturais que acabamos nem mesmo os considerando enquanto privilégios. O artigo traz um pouco da visão pessoal de Stephanie Ribeiro, uma jovem que soube analisar a situação de maneira positivamente crítica e que enriquece nossa forma de olhar para o assunto. 3- Artigo de jornal sobre consciência de privilégios vinculada à classe e raça. Disponível em: folha uol – combate a racismo exige reconhecimento de privilégios da branquitude Acesso em: 16/07/2020. Ainda na linha das discussões sobre privilégios ligados à questão racial, o artigo da Folha traz uma nova vertente: a análise dos privilégios à luz das classes sociais. Se você leu as referências até aqui, certamente deve ter notado que a consciência de privilégio anda de mãos dadas com a consciência das diferenças sociais existentes entre raças e classes. É impossível considerar-se privilegiado sem reconhecer que há outros grupos que não têm acesso às mesmas coisas que eu e que isso acontece muito por conta da cor de sua pele ou de sua condição socioeconômica. 4- Matéria de página on-line sobre a definição de consciência de classe. Disponível em: café com sociologia – consciência de classe Acesso em: 16/07/2020. Quando falamos de consciência de classe, na verdade estamos tratando de um termo especialmente complexo e que pertence aos ramos da Sociologia (principalmente), da Filosofia e da Psicologia. Nesta matéria, o autor Cristiano das Neves Bodart apresenta o conceito de consciência de classe à luz de Karl Marx, além de completar o texto com outras referências de leitura para quem quiser saber mais. As teorias de Karl Marx são extremamente relevantes e podem te auxiliar a construir redações sobre muitos temas, por isso, saber um pouco mais sobre ele é uma boa ideia. 5- Artigo on-line sobre o privilégio em tempos de pandemia. Disponível em: brasil elpais – jovens tem choque de consciência sobre privilégios e injustiças Acesso em: 16/07/2020. É assustador pensar, mas toda a situação imposta por conta da pandemia causada pela Covid-19 trouxe ainda mais à tona as desigualdades e discrepâncias que existem em nosso país. E se as dissonâncias foram ressaltadas, os privilégios de um grupo em detrimento de outros também. No artigo de El País, quatro jovens contam como tem sido suas experiências durante o período de isolamento social e quarentena estabelecidos no Brasil e como as situações vividas têm as ajudado a entender quanta injustiça e privilégio há em terras brasileiras. 6- Levantamento on-line sobre homicídios no país. Disponível em: ponte org – brasil mata cada vez mais negros mulheres e lgbts Acesso em: 16/07/2020. Sabemos que vocês precisam de dados para sustentar as argumentações das redações e por isso selecionamos este levantamento. Nele, temos em números aquilo que todo mundo já sabe: negros, mulheres e pessoas que pertencem ao grupo LGBTQIA+ sofrem muito mais violência e são mortas com mais frequência, mesmo nos dias atuais. 7- Indicações de documentários sobre privilégios. Disponível em: revista trip – 16 documentários para entender seus privilégios Acesso em: 16/07/2020. Documentários são outra forma incrível de adquirir conhecimento sobre os mais variados assuntos e a revista Trip selecionou “só” 16 documentários que tratam da temática dos privilégios em diversos contextos. 8- Série Cara Gente Branca. Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2017. Se você nunca ouviu falar desta série, está na hora de ficar por dentro de sua temática. Resumidamente, alunos negros de uma universidade norte-americana bastante tradicional passam por diversas situações delicadas por apenas um motivo: serem negros. Além disso, a série estampa os privilégios reservados à comunidade branca da universidade, que, mesmo sendo fictícia, assemelha-se, e muito, à realidade. 9- Série Elite Disponível até a terceira temporada na Netflix. Ano da primeira temporada: 2018. Ao contrário da série indicada acima, Elite é mais centrada na oposição entre classes sociais e religiões, que constitui todo

O tema desta semana tem uma carga emocional muito grande, afinal, quando falamos de famílias e suas relações, o famoso abandono paterno no Brasil, isso sempre nos causa um sentimento empático, mesmo que não tenhamos vivido a situação em questão. Pode ser que você nunca tenha pensado no abandono paterno enquanto um problema social em nosso país, principalmente se você não viveu ou não conheceu alguém que passou por isso, mas os altos índices (e cada vez mais crescentes) têm feito com que o tema se torne um assunto relevante a ser discutido. Tenha em mente que a proposta desta redação é abordar a temática num âmbito social, por isso, experiências pessoais ou de pessoas próximas devem ser analisadas com bastante critério para que você possa decidir se, de fato, elas devem ou não compor seu texto. Por ser um tema recorrente, antigo, mas sobre a qual temos ouvido falar pouco nos meios midiáticos, selecionamos para você várias referências com índices e pesquisas quantitativas sobre o assunto. Esperamos que as indicações te ajudem a construir um excelente texto. CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! 1- Matéria on-line sobre projeto social de procura aos pais. Disponível em: uol – vivemos uma epidemia social de abandono paterno, diz promotor Acesso em 08/07/2020. Como os índices de abandono paterno são frequentes e cada vez mais altos, o Poupatempo de Itaquera-SP criou um projeto em que as pessoas podem procurar por seus pais gratuitamente. O objetivo central do projeto é tentar diminuir os números alarmantes de filhos que não conhecem seus pais. 2- Matéria on-line sobre paternidade responsável. Disponível em: ibdfam – Paternidade responsável Acesso em 08/07/2020. Nesta matéria, o advogado Rodrigo da Cunha Pereira discute o conceito da paternidade responsável e quais são os impactos na sociedade diante do abandono paternal. Seria o exercício da paternidade lei em nosso país? Uma pessoa pode ser incriminada por abandonar seu filho? Todas essas respostas estão no texto indicado. 3- Resumo sobre documentário a respeito do abandono paterno. Disponível em: hypeness – todos nos 5 milhões documentário pretende abordar o abandono paterno no brasil Acesso em 08/07/2020. Como dissemos anteriormente, ainda que o abandono paterno seja um problema expressivo em nosso país, pouco se fala sobre ele na grande mídia. Tentando remediar esse problema e trazer luz à questão, um documentário foi planejado. No link acima, você poderá ter acesso a mais dados e índices sobre o tema e conhecer a respeito do projeto do documentário. 4- Documentário Todos Nós 5 Milhões. Disponível em: Youtube – Tudo nós 5 milhões Acesso em 08/07/2020. O link disponibilizado te levará para o documentário a que fizemos referência na indicação anterior. O vídeo está completo, com boa qualidade, em português e com legendas disponíveis. Se este é um tema que te desperta interesse, reserve 1h27min para acompanhar o documentário na íntegra. Com certeza, as informações vão te enriquecer. 5- Documentário Eu te esperei. Disponível em: Youtube – eu te esperei Acesso em 08/07/2020. Este pequeno documentário tem apenas 26 minutos, mas é absolutamente tocante, pois nele você tem o relato de filhos que foram abandonados por seus pais. É uma nova forma mais intimista de olhar um assunto que estamos tratando enquanto problema social, mas que pode ser fonte de tristeza para muita gente. 6- Artigo on-line sobre as causas do abandono paterno. Disponível em: a verdade – cultura abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Analisando friamente a situação e sem deixar o emocional interferir, o que faria um pai abandonar seu filho? É a busca por essa resposta que motiva o artigo indicado. Além do levantamento, inclusive histórico, sobre as principais razões para o abandono paterno, você também poderá conhecer outros projetos e iniciativas que estão acontecendo em nosso país a fim de minimizar a situação. 7- Artigo acadêmico acerca das consequências causadas pelo abandono paterno. Disponível em: uniesp edu – 20180301124653 Acesso em 08/07/2020. Já era de se imaginar que o abandono paterno tem consequências para a sociedade como um todo, mas muito mais para o filho que é abandonado e são essas consequências que o artigo aborda. Se você é daqueles que adora colocar especialistas no assunto em sua redação, esta é a referência perfeita, pois o trabalho está recheado delas. 8- Links de causas judiciais a respeito de abandono paterno. Disponível em: jus brasil – abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Legalmente, o que tem acontecido em nosso país a respeito do abandono paterno? Como tem sido o entendimento dessa situação perante as leis? Separamos para você este levantamento do site Jus Brasil que contém o resumo de muitas causas judiciais relacionadas à temática e também discussões de especialistas na área do Direito. 9- Matéria on-line sobre ação legal para retirada de sobrenome do pai. Disponível em: migalhas – filho conquista direito de retirar sobrenome paterno após abandono afetivo Acesso em 08/07/2020. A matéria aqui indicada é de 29 de abril deste ano, ou seja, com referências super atualizadas para você aproveitar em sua redação. O assunto central do texto é a conquista legal de um jovem (sem nome identificado) para a retirada do sobrenome do pai devido à situação de abandono paterno. 10- Matéria on-line com relatos de filhos que sofreram abandono paterno. Disponível em: emtempo – no am vítimas falam sobre as consequências do abandono paterno Acesso em 08/07/2020. Mais uma matéria do mês de abril deste ano repleta de relatos de pessoas abandonadas por seus pais quando crianças e que hoje, adultas, ainda sofrem emocional e psicologicamente com a situação. Não à toa, a matéria as coloca na situação de vítimas. 11- Poema sobre abandono paterno. Disponível em: geledes – stephanie ribeiro em poema colunista relembra o abandono do pai Acesso em 08/07/2020. Quando o sentimento é imenso e as palavras em sua ordem natural não expressam sua grandeza, o sentir vira poesia. E é isso que aconteceu no texto indicado. Stephanie Ribeiro escreveu um poema dolorido sobre o sofrimento advindo por conta do abandono de seu pai, e mais: o principal motivo da
CONFIRA O TEMA CLICANDO AQUI! O tema desta semana com certeza te traz uma série de exemplos à mente, isso porque, nos últimos anos, as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, têm se mostrado potentes enquanto mobilizadoras de movimentos na sociedade. Não é raro vermos situações sociais que, com o apoio das redes de relacionamento, ganham tanta relevância que acabam se tornando movimentos propriamente ditos, muitos deles com consequências, positivas ou não. Também é extremamente importante refletir, além da questão da potência das redes e das consequências dos movimentos, sobre o preparo social que os usuários têm enquanto pessoas ativas no mundo on-line. Será que todos e todas sabem se posicionar adequadamente diante de situações polêmicas nas redes? Centramos nosso roteiro de estudos nessas três frentes, mas lembre-se de que o assunto desta semana é muito rico e te permite um grande leque de opções de desenvolvimento da redação. 1- Artigo sobre o conceito de ciberativismo no Brasil. Disponível em: each usp jornal 1906 Acesso em: 23/06/2020 A ação de se criar movimentos sociais a partir de redes de relacionamento on-line tem um nome: ciberativismo. Neste artigo, você poderá saber um pouco mais sobre esse conceito e suas formas de funcionamento. Não se esqueça de que, para que sua redação tenha pleno desenvolvimento, apoderar-se dos conceitos que envolvem o tema é uma atitude essencial. 2- Trabalho acadêmico sobre as redes sociais enquanto espaço de articulação. Disponível em: egov ufsc – importância das redes sociais nos protestos urbanos Acesso em: 23/06/2020 É inegável que nos últimos anos as redes sociais ganharam mais uma função: a de espaço de articulação para diversos movimentos, inclusive os sociais. Neste trabalho acadêmico, publicado de forma resumida no link que disponibilizamos, mas com referências, para quem quiser saber mais, há um apanhado bastante bom sobre a relação entre as redes e os protestos urbanos. 3- Artigo de jornal sobre a relação entre a política e as redes sociais. Disponível em: opinião estadão – notas e informações a política e as redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Temos visto que muitos movimentos sociais surgem ou se organizam a partir de diferenças e semelhanças de viés político e as redes sociais têm servido como ferramenta para unir ou opor os cidadãos. O Estadão faz, neste artigo, justamente essa articulação entre os temas e ainda analisa como as redes sociais podem ser benéficas para aproximar as pessoas daqueles que exercem cargos políticos. 4- Artigo on-line sobre a potencialidade das redes sociais no setor político. Disponível em: canal tech-redes sociais se tornaram o 5o poder da política no brasil diz pesquisador Acesso em: 23/06/2020 Se você tem dúvidas sobre a potencialidade das redes sociais no setor político do nosso país, este artigo vem para te esclarecer de uma vez por todas. Quem faz a análise apresentada no texto indicado é Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ou seja, uma ótima referência para você incluir em sua redação. 5- Artigo on-line sobre a influência das redes sociais nas eleições. Disponível em: olhar digital – redes sociais impactam resultado de eleições e política Acesso em: 23/06/2020. Já sabemos que as redes sociais se constituíram num excelente espaço de criação e organização de movimentos sociais, bem como servem para aproximar os cidadãos de pessoas que exercem funções políticas. Mas não é só isso. Os movimentos sociais on-line têm ganhado tanto espaço que são capazes até de influenciar os resultados de eleições e é sobre essa temática que o material indicado se propõe tratar. 6- Artigo acadêmico com exemplos de movimentos sociais mobilizados nas redes. Disponível em: scielo – movimentos sociais nas redes Acesso em: 23/06/2020 Esta indicação é para aqueles que amam incluir dados e termos mais técnicos na redação, pois o artigo está recheado deles. A produção, além de discutir sobre esta nova formação social, também traz vários exemplos de movimentos que se originaram ou se organizaram inicialmente de forma on-line. E, claro, por se tratar de um artigo acadêmico, há muitas referências bibliográficas para você consultar e realmente se apoderar do assunto. 7- Artigo analítico sobre a política na era das redes sociais. Disponível em: ufrj – para onde-vai-politica-na-era-das-redes-sociais Acesso em: 23/06/2020 A cada ano, as redes sociais ganham mais e mais relevância quando tratamos de política e influência da população como um todo. Nesta indicação, há uma análise, mais uma projeção do futuro, a respeito de quais serão as tendências do segmento. Como o artigo está publicado numa página acadêmica, é possível utilizá-lo enquanto citação em sua redação, se assim você desejar. 8- Artigo acadêmico sobre os pontos positivos do uso das redes sociais na sociedade. Disponível em: ccsa ufpb – contribuição das redes sociais na disseminação da informação Acesso em: 23/06/2020 Vamos relembrar ou ampliar nosso repertório a respeito dos benefícios das redes sociais na comunicação e convivência em sociedade? Maria Inês Santos do Nascimento, a autora do artigo, faz um brilhante levantamento de diversas redes sociais e suas utilizações em diferentes áreas de nossa vida. 9- Análise sobre os pontos negativos das redes sociais na sociedade. Disponível em: jus – discurso de ódio nas redes sociais Acesso em: 23/06/2020 Se as mobilizações on-line e o uso das redes sociais têm pontos positivos, não podemos nos esquecer de que há malefícios também, dentre eles, o abuso da liberdade que o mundo virtual nos fornece. Nesta referência, também há muitas indicações de autores do segmento, além da contextualização do tema com as leis brasileiras, já que o texto está hospedado numa página que trata de assuntos de direito e justiça. 10- Notícia de jornal sobre a morte de uma mulher por conta de fake news. Disponível em: folha uol – veja o passo a passo da notícia falsa que acabou em tragédia em guarujá Acesso em: 23/06/2020 Para exemplificar o tópico de que tratamos acima, selecionamos esta triste notícia. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus, foi espancada (o que gerou, posteriormente, sua morte) por vários

Talvez você se lembre de ter ouvido falar sobre a resenha na escola (ou até de ter escrito alguma), mas, por diversos motivos, o ensino da resenha não tem sido estimulado nas escolas. Isso porque a resenha não é considerada, pelos mais desavisados, um gênero textual usual, como a receita ou a notícia, e então a escola simplesmente decidiu não dar tanto espaço a ela. É só verificar quantas páginas nos livros didáticos são dedicadas a esse tema e se surpreender com o resultado. A verdade é que a resenha está presente em nosso dia, afinal, quem já não leu em grupos de redes sociais uma resenha, ainda que informal, sobre o novo filme que entrou no catálogo de uma plataforma de streaming? Da mesma maneira, temos o costume de procurar saber melhor sobre as novas estreias do cinema ou sobre o livro lançado pelo autor de quem gostamos ou cujo tema nos interessa. Todas essas produções escritas que dão conta de resumir e apresentar as características essenciais de uma obra (livro, filme, peça de teatro, exposição etc.) são consideradas resenhas. Existem vários tipos de texto que são usados com a função de resumir, a esses, damos o nome de resumo (em suas mais variadas formas); mas, além de resumir, é possível ainda acrescentar uma avaliação e/ou discutir a validade e importância daquilo que se está resumindo e apresentando e essas são as resenhas. Há dois tipos de resenhas: A resenha comum é aquela que se caracteriza por resumir, apresentando as características essenciais, um livro, uma peça, um filme, entre outras produções artísticas. Já a resenha crítica, como o próprio nome nos faz imaginar, inclui, além da parte do resumo, parágrafos de análise e de apreciação da qualidade com base em argumentos. Por se tratar de um gênero argumentativo, você verá que a resenha crítica tem muitas características do texto dissertativo-argumentativo, nosso velho conhecido das redações do ENEM e vestibulares. Características e partes de uma resenha A resenha é um gênero discursivo, o que significa dizer que suas formas são estáveis e que o tipo de texto é facilmente reconhecido, afinal, é difícil encontrar alguém que confunda um conto com uma bula de remédio, não é mesmo? É plenamente possível utilizarmos a resenha como método de estudo dos livros que lemos, dos filmes a que assistimos e das exposições das quais participamos, aliás, esse é um excelente recurso para estudarmos, já que precisaremos desenvolver duas habilidades para que a resenha seja escrita: a de resumir e a de argumentar. Já te contamos que a resenha crítica (modelo mais usado e o que mais nos interessa aqui) faz parte da mesma “família” do texto dissertativo-argumentativo e isso se evidencia nas suas partes. Todas as resenhas críticas contêm um título e um olho (pequeno parágrafo abaixo do título e que funciona como uma síntese bastante objetiva do assunto do texto). Esses dois elementos iniciais situam o leitor a respeito do tema a ser tratado. Muitas vezes, o olho traz, de forma sutil, algum juízo de valor do autor do texto. O primeiro parágrafo, claro, você já sabe, é a introdução. Nela, é necessário apresentar a obra que está sendo resenhada trazendo suas características básicas (por exemplo, no caso de um livro, o título, o autor, o gênero, a data de publicação, o número de páginas, a editora, o valor médio etc.). Além disso, é na introdução que você conta a que universo, a que contexto o objeto resenhado pertence. É um filme de suspense? Uma animação infantil? Um livro de Filosofia para acadêmicos da área? É essa atividade de se vincular o objeto a um contexto que faz com que o leitor analise se a resenha é útil para ele ou não. Após a introdução, temos o desenvolvimento, que costuma ocupar entre dois e três parágrafos, apesar de que o tamanho de uma resenha não é fixo, mas não costuma ser muito extenso, variando comumente entre quatro e seis parágrafos. No desenvolvimento, a obra é resumida e apresentada ao leitor com mais profundidade, esse é o momento de marcar suas características específicas, de expressar o que o tema tem de especial e significativo. É também no desenvolvimento que o autor do texto argumenta. Existem muitas técnicas de argumentação, como já te contamos aqui na página, e uma das mais comuns em resenhas críticas é a comparação. O autor inclui nos parágrafos obras do mesmo tipo para demonstrar que o objeto resenhado é superior ou inferior aos outros exemplos, a depender de como o escritor quer conduzir o texto. Determinar se o objeto resenhado é superior ou inferior a outros do mesmo tipo depende do ponto de vista do autor do texto, mas essa determinação não pode ter apenas a opinião própria como elemento argumentativo. O escritor precisa acrescentar, ao lado de sua opinião pessoal sobre a obra, argumentos que deem validade ao que ele diz, assim como no texto dissertativo-argumentativo. A argumentação pode, inclusive, utilizar trechos ou extratos da própria obra em questão, além de se valer da técnica da comparação, como já te contamos acima. A conclusão é o parágrafo que mais se diferencia da clássica conclusão do texto dissertativo-argumentativo, pois aqui não serão apresentadas propostas de solução a nenhum problema, mas sim apenas um fechamento do texto, reafirmando o ponto de vista do escritor. Quando falamos em reafirmar, muitas pessoas acham que essa é uma tarefa de repetição. Não, querido leitor, mil vezes não! Reafirmar não consiste em repetir aquilo que já foi dito, mas sim fechar as ideias de modo que o leitor compreenda o valor da sua avaliação a respeito da obra, mesmo que não concorde com ela. Não são poucos os manuais que dizem que a resenha tem por objetivo convencer o leitor a ler, visitar ou assistir a algo e isso não poderia ser uma mentira maior. Aqui, vale a máxima: você não é obrigado (a) a nada, nem mesmo a convencer o leitor. O objetivo central de uma resenha crítica é que o leitor

Como usar o Meu pé de Laranja Lima nas redações? Escrito por José Mauro de Vasconcelos e lançado em 1968, O Meu Pé de Laranja Lima não é qualquer livro, já que ele é uma das obras brasileiras mais vendidas, editadas e traduzidas de nossa literatura. São mais de dois milhões de exemplares vendidos desde seu ano de lançamento, mais de 150 edições somente no Brasil. Só isso já seria suficiente para você perceber o quanto o livro é importante, mas temos outros números para te contar. Não bastasse o sucesso de vendas e edições no Brasil, a obra foi traduzida em 15 idiomas e publicado em 23 países, dentre eles Alemanha, Argentina, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália e muitos outros. E a gente já sabe que livro que vende bem vira o quê? Filme, né, minha gente. Não é à toa que O Meu Pé de Laranja Lima foi adaptado para o cinema não uma, mas duas vezes: a primeira em 1970 e a segunda em 2012. Além disso, o enredo também foi adaptado para telenovelas três vezes, em 1970 (pela extinta Rede Tupi), 1980 e 1988 (pela Rede Bandeirantes). Já no teatro, o tão famoso Laranja Lima apareceu em 1986. E para fechar esse sucesso estrondoso, o enredo criado por José Mauro de Vasconcelos virou história em quadrinhos na Coreia do Sul, em 2003. Falando em enredo, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a história deste sucesso nacional. O enredo O protagonista da história é Zezé, um garotinho de seis anos que vive com sua família (pai, mãe e cinco irmãos) em um bairro extremamente modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Você já deve ter notado que o nome do autor é José e o do protagonista é Zezé. Sim, estamos falando de uma autobiografia de José Mauro Vasconcelos, que resolveu registrar as memórias de sua infância em palavras. Muito bem, mas o que pode haver de tão interessante na vida de um garotinho de seis anos que justifique tamanho sucesso da obra? Vamos te explicar. Poucos autores foram tão fenomenais no equilíbrio entre a alegria e a tristeza, elementos que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor proporção, do que José Mauro de Vasconcelos. A história está ambientada entre os anos 1928 e 1929, tempo esse em que a noção de infância praticamente não existia no Brasil e a criança era vista apenas como um adulto em formação. Para que esse adulto alcançasse a plenitude moral, todo tipo de correção era aceitável, inclusive surras violentas e são essas surras que marcam de forma intensa a vida de Zezé. Não são poucas as passagens em que Zezé leva surras homéricas de seu pai e de sua irmã mais velha. O próprio protagonista diz que merece apanhar porque “tem o diabo no corpo”, já que ele é uma criança bastante travessa e vive se metendo em confusões. Mas nem só de tristeza é feita a vida de Zezé. Em meio às grandes dificuldades que a família vive por conta do desemprego do pai e da ausência da mãe durante a maior parte do dia devido a seu emprego, o menino encontra num pé de laranja lima um amigo. O pé de laranja lima, batizado por Zezé de Xururuca e Minguinho, torna-se o grande amigo de Zezé durante boa parte da obra. É para ele que o menino conta sobre suas tristezas, sonhos e planos para o futuro. Também é com a árvore que Zezé se imagina vivendo as aventuras dos filmes de faroeste, tão comuns na época. Entretanto, Zezé também poderá experimentar como é ter um amigo de verdade, de carne e osso, e é aí que o Portuga entra em cena. É com ele que Zezé aprenderá o valor da amizade, do carinho e do respeito. Este não é um livro que fala de uma infância feliz, do tipo “comercial de margarina”. Muito pelo contrário, Zezé e sua família são sofredores, a violência contra a criança prepondera, mas o menino, mesmo diante do cenário mais adverso possível, continua sonhando e brincando, tal como qualquer menino de sua idade. Um pouquinho de contexto histórico e literário Entender o contexto histórico desta obra é essencial para entendê-la melhor. Muito do que o livro traz enquanto retrato social pode ilustrar sua redação. O Brasil vivia ainda os reflexos do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial- 1914 a 1918). O colapso econômico gerado não só pela guerra, mas também pela Crise de 29, em Nova York, provoca desemprego, fechamento de estabelecimentos e empobrecimento da população em geral. É por conta dessa situação que o pai de Zezé está desempregado. O desemprego faz com que a família passe por privações e desestabiliza o pai mentalmente, que desconta em Zezé, o filho mais levado, todas as suas frustrações. O retrato dos maus-tratos infantil é quase algo vivo ao longo do enredo. Zezé apanha e apanha muito, por qualquer motivo e em qualquer momento, sem nem ao menos entender por que está sendo agredido. Essa transparência ao se tratar da violência de modo extremamente realista é um recurso que o próprio período literário vigente entre 1928 e 1929 – o Modernismo – permite. Outro traço tipicamente modernista na obra é a brasilidade, já que o enredo é recheado de símbolos e práticas brasileiras. Como usar o livro na redação? Por ser uma obra de grande sucesso nacional, utilizar O Meu Pé de Laranja Lima como parte de sua redação é uma aposta certeira. O livro se relaciona diretamente com assuntos como violência, trabalho infantil e concepção de infância, mas há muitas outras possibilidades. A desordem mental do pai de Zezé é responsável por desencadear a série de surras que o menino leva, por isso, a obra pode ser usada para se discutir a respeito da importância da saúde mental, tema muito cotado para as redações de grande porte de 2020. Conforme te contamos anteriormente, a mãe de Zezé deixa sua família grande parte do dia para trabalhar,

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Estereótipos na mídia e na literatura Você já pensou com um pouco mais de atenção por que grande parte das vilãs de novela tem cabelos escuros ou por que personagens da terceira idade sempre aparentam fragilidade? Muitas vezes, achamos que aquilo que vemos e lemos nos influencia somente com relação aos padrões de beleza, mas não é bem assim. Na verdade, não é nada assim. Os padrões que vemos representados repetidamente nas diferentes formas de mídias, os famosos estereótipos, moldam nosso modo de ver e interpretar as pessoas, ou seja, reproduzimos um modelo de um contexto irreal no nosso contexto real. Mas qual é o problema disso? O problema está quando o estereótipo se torna uma maneira de preconceito ou de perpetuar formas diversas de racismo e xenofobia, fortalecendo a cultura da divisão entre as pessoas por conta de suas diferenças. E o que acontece quando a divisão entre as pessoas é incentivada? Você já deve estar cansado (a) de saber: intolerância, a mesma intolerância que inicia guerras e separa famílias. As indicações abaixo serão bastante úteis para que você aprofunde seus conhecimentos a respeito do tema da semana, mas também é bastante interessante que você comece a analisar filmes, séries, propagandas e personagens de livros com um olhar um pouco mais atento no que diz respeito à construção dos estereótipos. 1-Matéria on-line sobre o estigma com relação à terceira idade. Disponível em: portal do envelhecimento Acesso em: 20/05/2020. De forma curta e objetiva, mas muito rica, os autores da matéria, Rodrigo Saraiva de Souza e Ruth Gelehrter da Costa Lopes, conseguem, com base na teoria de Freud, demonstrar o quanto a mídia colabora para a formação do pensamento de que todo idoso é chato e reclamão. Para fundamentar seu argumento, os autores utilizam o exemplo de uma propaganda que foi repetidamente veiculada no Brasil e da qual você certamente se lembrará. 2- Artigo científico sobre os estereótipos nos Jogos Paraolímpicos. Disponível em: congressos cbce Acesso em: 20/05/2020. Há algumas semanas, nosso tema para a proposta de redação foi justamente a condição dos atletas paraolímpicos no Brasil, por isso, achamos interessante que vocês tenham acesso a este texto. O artigo, que contou com pesquisa quantitativa e qualitativa para sua fundamentação, trata do quanto a mídia molda a visão dos telespectadores com relação aos atletas que participaram dos Jogos Paraolímpicos. Além disso, ainda há gráficos que demonstram a reação dos telespectadores diante de alguns vídeos e quais sentimentos foram despertados após o momento de visualização. 3- Matéria de revista universitária sobre o poder das piadas no reforço dos estereótipos. Disponível em: unicamp Acesso em: 20/05/2020. Alguém conta aquela típica piada envolvendo um português ou uma mulher loira. Todos riem, afinal, esse é o objetivo das piadas, não é mesmo? Entretanto, o estereótipo de certas pessoas criado pelas piadas é uma forma de gerar ou fortalecer a discriminação, e o pior: de forma velada, pois, por se tratar de algo que tem por objetivo principal alcançar o humor, as pessoas acabam considerando como “uma brincadeira”. A matéria, postada em uma das revistas universitárias mais respeitadas do país, a da Unicamp, resume parte da pesquisa dissertativa de Alan Lobo de Souza, com orientação de ninguém menos do que Sírio Possenti, uma das maiores autoridades do campo da Linguística atualmente. 4- Vídeo do YouTube sobre modelos e cores de vestimentas femininas e masculinas. Disponível em: Moda infantil: rosa e azul? Acesso em: 20/05/2020. Meninos usam calça, meninas usam saia. Meninos usam azul, meninas usam rosa. Mas será que sempre foi assim? E de onde surgiram esses conceitos? A historiadora Eneida Queiroz explica de forma brilhante a evolução histórica nas formas de se vestir de meninos e meninas e a origem do rosa para meninas e azul para meninos. Aliás, o canal da historiadora é muito útil para todos que têm interesse ou precisam saber mais sobre a área. Com poucos minutos, ela te enriquece com bastante cultura. 5- Clipe Superwoman, de Alicia Keys. Disponível em: Superwoman Acesso em: 20/05/2020. Quando falamos em “Mulher Maravilha” ou “Supermulher”, em que ou quem você pensa? Provavelmente, naquela mulher de corpo perfeito, usando roupas vermelhas e azuis, ou até mesmo na atriz Gal Gadot, a última intérprete da personagem Mulher Maravilha no cinema. No clipe selecionado, Alicia Keys descontrói a visão da Superwoman, mostrando quem são as mulheres maravilha ou as supermulheres da vida real. 6- Desenhos animados da Disney (Coleção “Princesas”). Disponível por locação no YouTube. Gostaríamos que você olhasse com um pouco mais de atenção as princesas mais antigas da Disney: Cinderella e Branca de Neve. Já notou que todas elas são belíssimas e estão insatisfeitas com alguma situação em sua vida? Essa insatisfação, inclusive, é o que dá o tom dos contos de fadas, fazendo com que as belas princesas passem por uma série de percalços, até serem salvas por um maravilhoso e valente príncipe. Mas por que essas princesas não poderiam se proteger ou se salvar sozinhas? Por que há a necessidade do corajoso príncipe no conto? E, principalmente, o quanto isso ajuda na desvalorização da mulher e na exaltação do homem como salvador? Os desenhos da Disney, inspirados nos clássicos contos de fadas (mas adaptados ao público infantil, claro), trazem outro ponto que podemos salientar: as vilãs. Como elas são? Quais são as características semelhantes entre elas? Como a imagem das vilãs contribui com a ideia de que mulheres de cabelos escuros, curtos e com sobrancelhas arqueadas têm “cara de má”? 7- Filme Legalmente Loira (de 2001). Disponível por locação no YouTube. Em Legalmente Loira, Elle Woods, formada em Moda, de família rica, presidente de uma irmandade e, claro, loira, decide estudar Direito (os motivos você descobrirá no próprio filme). A produção cinematográfica tem um tom leve, com cenas bastante engraçadas, mas que revelam quanta discriminação e julgamento há numa situação como essa e como tal situação ainda ocorre, mesmo hoje. Seja bem sincero (a): qual imagem mental você tem de uma mulher que decide fazer