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Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL. Texto 1 Gravidez na Adolescência no Brasil A juventude é uma fase de escolhas que podem ter influência determinante no presente e no futuro de cada pessoa, seja levando ao pleno desenvolvimento pessoal, social e econômico, seja criando obstáculos à realização destas metas. Decisões voluntárias e conscientes relacionadas ao exercício da sexualidade e á vida reprodutiva são particularmente importantes nessa etapa da vida. De acordo com dados oficiais: 26,8% da população sexualmente ativa (15-64 anos) iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos no Brasil; Cerca de 19,3% das crianças nascidas vivas em 2010 no Brasil são filhos e filhas de mulheres de 19 anos ou menos; Em 2009, 2,8% das adolescentes de 12 a 17 anos possuíam 1 filho ou mais; Em 2010, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos possuíam pelo menos um filho (em 2000, o índice para essa faixa etária era de 15%). A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dadas as características do contexto de desenvolvimento brasileiro, sendo observado um viés de renda, raça/cor e escolaridade significativo na prevalência desse tipo de gravidez5 (adolescentes pobres, negras ou indígenas e com menor escolaridade tendem a engravidar mais que outras adolescentes). Muitas gravidezes de adolescentes e jovens não foram planejadas e são indesejadas; inúmeros casos decorrem de abusos e violência sexual ou resultam de uniões conjugais precoces, geralmente com homens mais velhos. Ao engravidar, voluntaria ou involuntariamente, essas adolescentes têm seus projetos de vida alterados, o que pode contribuir para o abandono escolar e a perpetuação dos ciclos de pobreza, desigualdade e exclusão. Para romper esse ciclo e assegurar que adolescentes e jovens alcancem seu pleno potencial, é preciso: Investir em políticas, programas e ações que promovam os direitos, a autonomia e o empoderamento de adolescentes e jovens, em especial meninas, em relação ao exercício de sua sexualidade e de sua vida reprodutiva, para que possam tomar decisões voluntárias, sem coerção e sem discriminação; Garantir o acesso de adolescentes e jovens à informação correta e em linguagem adequada sobre os seus direitos, incluindo o direito à saúde sexual e reprodutiva, bem como o acesso à educação integral em sexualidade; Assegurar o acesso às ações e aos insumos de saúde sexual e reprodutiva, tais como preservativos e contraceptivos, para que gravidezes não planejadas sejam evitadas; Envolver as famílias, comunidades, serviços e profissionais de saúde na resposta adequada às necessidades e demandas de adolescentes e jovens, incluindo aquelas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva. Garantir a participação de adolescentes e jovens nos processos de tomada de decisões, como condição fundamental para os avanços democráticos e para a realização de seus direitos. Fonte: https://www.unfpa.org.br/Arquivos/Gravidez%20Adolescente%20no%20Brasil.pdf Texto 2 Fonte: https://www.donagiraffa.com/wp-content/uploads/2015/08/Teste-de-gravidez.jpg Texto 3 Gravidez na adolescência: Brasil tem índice de país que permite casamento infantil Quantidade total de crianças nascidas de mães adolescentes caiu, mas proporcionalmente, chegamos ao Top-50 em casos de gestação em jovens com menos de 18 anos, próximos a nações como o Sudão do Sul O índice de gravidez na adolescência diminuiu ao longo dos anos no Brasil e, em contradição, subiu 14 posições, em 20 anos, na lista de 213 países com fecundidade precoce. Hoje, o país está na 49º colocação: são 70 a cada mil meninas entre 15 e 19 anos que deram à luz em 2013, de acordo com a última pesquisa do Banco Mundial. Acima do Brasil, encontram-se, principalmente, países africanos que têm uma cultura permissível ao casamento infantil. O Níger, por exemplo, adota essa tradição e 71% das mulheres se casaram antes dos 18 anos. Ele se encontra no topo da lista, com 205 meninas a cada mil de 15 a 19 anos que são mães. Mas o casamento precoce não é fator determinante para o índice de gravidez na adolescência. O Brasil está 56 colocações acima da Índia e 73, do Paquistão, países que permitem, em algumas regiões, o casamento infantil. No Sudão do Sul, por exemplo, 52% das mulheres se casam antes dos 18 anos, mas são 72 mães em um grupo de cada mil adolescentes, o que coloca o país apenas cinco posições acima do Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a gravidez precoce caiu 26% nos últimos 13 anos. Em 2000, foram 750.537 bebês nascidos vivos por partos de adolescentes de 10 a 19 anos. Nesse mesmo ano, o Brasil estava em 54º lugar no ranking mundial com índice de fecundidade em meninas entre 15 e 19. Com a ajuda de políticas de prevenção, em 2013, foram 555.159 bebês. Mesmo com uma diminuição significativa no número dos nascidos, proporcionalmente, o país piorou em relação a outras nações. De acordo com o relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado em 2013, foi constatado que, no Brasil, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos têm pelo menos um filho. Na mesma pesquisa, 19,3% das crianças nascidas em 2010 são filhos e filhas de mães menores de 19 anos. A manicure Nicelly Nascimento foi mãe aos 13 anos, e hoje, com 26 anos, conta as dificuldades que passou na época. “Ter que me posicionar perante aos outros foi bem difícil. Mudou bastante os rumos da minha vida. Tive que parar os estudos e, quando meu filho tinha dois anos, tive que começar a trabalhar, o pai não ajudou com nada. Foi bem complicado”, lamenta. Diferentemente da cultura dos países da África, os fatores associados à maternidade precoce no Brasil são encontrados, principalmente, no lar da jovem. A condição de pobreza da família e a falta de diálogo entre os pais e as jovens são apontados como antecessores. Mas também a falta de acesso à educação sexual nas escolas e o auxílio no planejamento familiar prejudica a prevenção da gravidez. Além de mudar totalmente a trajetória de vida dessas jovens mães, a gravidez na adolescência traz outros problemas. As meninas que engravidam antes dos 15 anos aumentam em cinco vezes o risco de morrer

Você sabe quando usar aspas? As Aspas [“ ”] são um sinal de pontuação cuja principal função é destacar alguma parte de um texto, distinguindo-o do restante. Esse destaque pode existir por diversas razões, como nos seguintes casos: Para abrir e fechar citações: Como disse Confúcio: “O que destrói a criatividade é o senso do ridículo”. Ferreira Gullar explica: “A arte existe porque a vida não basta”. Na transcrição de outros textos: “Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia.” (Jorge Amado, Mar Morto, 1936.) “Amor é fogo que ardem sem se ver / É ferida que dói, e não se sente” (Luís de Camões, Rimas, 1953) Em palavras e expressões que não se enquadram na norma padrão e culta da língua portuguesa, como estrangeirismos, neologismos, arcaísmos, gírias ou expressões populares: Quero muito aquela “brusinha”. “Mano do céu”, a Cidinha “tá” muito “gata”. Não achou esse filme bem “overacting”? Em de palavras e expressões que se pretende destacar, conferindo-lhes ironia ou ênfase: Que “belo” trabalho! Você conseguiu estragar tudo que eu tinha feito! (ironia) O filho levou um “não” redondo do pai. (ênfase) O Brasil foi “descoberto” pelos portugueses no dia 21 de abril (ironia). Em títulos de obras literárias e/ou artísticas, como títulos de livros, obras de arte, filmes, músicas, etc. Acaso não se deseje usar aspas, pode-se substituir por uma escrita em estilo itálico. Estamos lendo e analisando “O auto da compadecida” na oficina de literatura. Ter visto “Monalisa” foi indescritível. Uso de aspas simples Além das aspas duplas, explicadas acima, existem também as aspas simples [ʽ ʼ]. Essas são usadas quando a parte do texto que se tem necessidade de usar aspas já se encontra dentro de um trecho destacado com as mesmas. A frase fica dessa forma: O aluno explicou à professora o que aconteceu: “Ela foi chamada de ʽquatro-olhosʼ e ficou muito triste”. O garçom avisou: “Já estamos prontos para a realização do ʽcoffee breakʼ da conferência”. Agora que vocês já sabem quando usar as aspas, não façam como o Neymar! Use-as somente quando seu uso faz falta na frase!
Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema de Redação: O Suicídio entre Jovens no Brasil e no Mundo. Texto 1 OMS: Suicídio já mata mais jovens que o HIV em todo o mundo “As pessoas simplesmente pensam que é um crime ter pensamentos suicidas. Não deveria ser assim”, diz Lauren Ball, uma mulher de 20 anos que já tentou se matar várias vezes. Seis, para ser mais preciso. A mais recente tentativa foi no ano passado. “Sei que foi muito difícil para minha família”, contou Ball ao programa de rádio Newsbeat, da BBC, voltado para o público jovem. ‘Gatilhos’ Gabbi Dix sabia que sua única filha, Izzy, estava sofrendo com a chegada da adolescência, mas não imaginou que o suicídio rondasse seus pensamentos. “Acho que nunca vou conseguir superar isso”, conta a mãe da adolescente de 14 anos, que em 2012 deu fim à própria vida, numa cidade costeira do sul da Inglaterra. Para muitos especialistas, o suicídio juvenil tem contornos epidêmicos. E, para a Organização Mundial de Saúde, precisa “deixar de ser tabu”: segundo estatísticas do órgão, tirar a própria vida já é a segunda principal causa da morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade – ainda que, estatisticamente, pessoas com mais de 70 anos sejam mais propensas a cometer suicídio. No Brasil, o índice de suicídios na faixa dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa se comparada aos países que lideram o ranking – Índia, Zimbábue e Cazaquistão, por exemplo, têm mais de 30 casos. O país é o 12º na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento. “O suicídio é um assunto complexo. Normalmente, não existe uma razão única que faz alguém decidir se matar. E o suicídio juvenil é ainda menos estudado e compreendido”, diz Ruth Sunderland, diretora do ramo britânico da ONG Samaritanos, que se especializa na prevenção de suicídios. De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas. “Para a faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito matam mais. E se você analisar as diferenças de gênero, o suicídio é a causa primária de mortes para mulheres neste grupo”, diz à BBC Alexandra Fleischmann, especialista da OMS. Diferenças O Brasil, neste ponto, passa pelo fenômeno oposto: índice de suicídios nesta faixa etária para mulheres é de 2,6 por 100 mil pessoas, mas a taxa salta para de 10,7 entre a população masculina. Mas, entre 2010 e 2012, o mais recente período de análise de dados da OMS, o índice feminino cresceu quase 18%. Em termos globais, uma variação chama atenção: 75% dos suicídios ocorrem em países de média e baixa renda. E as diferenças socioeconômicas parecem ter impacto mais forte entre adolescentes. Análise de gráficos sobre suicídios mostra picos dramáticos entre a população de 10 a 25 anos em países de baixa renda. Tais “saltos” não são vistos em sociedades mais afluentes, o que sugere maior risco de suicídio entre populações mais pobres. Ainda no segmento juvenil, a OMS diz que mais homens cometem suicídio que mulheres. “A masculinidade e as expectativas sociais são os principais motivos para essa diferença”, explica Fleischmann. Mas essa diferença entre os gêneros é menor em países mais pobres, onde mulheres e jovens adultos estão particularmente vulneráveis. Em países mais ricos, homens se matam três vezes mais que mulheres, mas em países de média e baixa renda, a relação cai pela metade. A intensidade também tem variações regionais. Para especialistas, suicídios são mais do que fatalidades. Pesquisas acadêmicas revelam que pelo menos 90% dos adolescentes que se matam têm algum tipo de problema mental. Eles variam da depressão – a principal causa para suicídios neste grupo – e passam por ansiedade, violência ou vício em drogas. Mas há “gatilhos” que podem ser sutis como mudanças no ambiente familiar ou escolar, passando por crises de identidade sexual. Por isso, os especialistas recomendam prestar atenção nos sinais iniciais. E, não por acaso, a mais recente campanha dos Samaritanos foi dirigida a estudantes britânicos iniciando o período letivo nas universidades. Também recomenda-se atenção a questões com o bullying, incluindo suas manifestações pela internet. Especialistas também argumentam que o sensacionalismo na mídia pode encorajar imitações. “Neste caso, um efeito positivo inverso seria encorajar as pessoas a procurar ajuda”, argumenta Sutherland. Grupos envolvidos com a questão também argumentam que o suicídio deveria se tornar uma questão de saúde pública. No entanto, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção. “A Finlândia, por exemplo, em uma década viu seus índices caírem 30%”, conta Fleischmann. O que mata mais os jovens? 1,3 milhão de jovens morrem no mundo anualmente, vítimas de causas evitáveis ou tratáveis Trânsito: Acidentes são a principal causa de morte – 11,6% do total Suicídio fica em segundo, responsável por 7,3% das mortes HIV/Aids e infecções respiratórias Violência:O Brasil é o 6º país do mundo com mais homicídios em que vítimas são jovens OMS, CDC, UNICEF / 2012 Fonte: bbc Texto 2 Por que precisamos falar sobre o suicídio de jovens no Brasil Enquanto em países desenvolvidos a taxa de suicídios dessa parcela da população cai, no país ela aumenta. O suicídio tem crescido entre as causas de mortes de jovens até 19 anos no Brasil. Em 2013, 1% de todas as mortes de crianças e adolescentes do país foram por suicídio, ou 788 casos no total. O número pode parecer baixo, mas representa um aumento expressivo frente ao índice de 0,2% de 1980. Entre jovens de 16 e 17 anos, a taxa é ainda maior, de 3% frente ao número total. O aumento também ocorre em relação às mortes para cada 100 mil jovens dessa mesma faixa etária: a taxa foi de 2,8 por 100 mil em 1980 para 4,1 em 2013. Os dados fazem parte da pesquisa Violência Letal: Crianças e Adolescentes do Brasil. Eles foram compilados pela Flacso (Faculdade

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: COMO COMBATER A PEDOFILIA NO BRASIL? Texto 1 Pedofilia: pesadelo que começa na infância e em casa Todos os dias, 20 crianças de até 9 anos são vítimas de abuso sexual; Ministério da Saúde admite subnotificação A cada dia, pelo menos 20 crianças de zero a nove anos de idade são atendidas nos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) no país, após terem sido vítimas de violência sexual, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do ministério, em 2012, houve 7.592 notificações de casos desse tipo de violência nessa faixa etária, sendo 72,5% entre meninas e 27,5% em meninos. Isso corresponde a 27% de todos os casos de violência registrados pelos hospitais entre crianças e adolescentes. Entre pessoas de 10 a 19 anos de idade, foram 9.919 casos de abuso sexual, ou 27 por dia, no mesmo ano. Mas a quantidade de vítimas de violência sexual na infância e na adolescência no país deve ser ainda maior. É que nem todos os municípios brasileiros enviam os dados para o SINAN — dados preliminares de 2012 do ministério indicam que 2917 encaminharam, das mais de 5 mil cidades do país. São Paulo, por exemplo, contabiliza as ocorrências em um sistema próprio de dados. Só no hospital estadual Pérola Byington, na capital, a quantidade de casos novos de pessoas de até 17 anos de idade atendidas em 2013 foi de 2.048 — 54% a mais que em 2003. Além disso, as ocorrências de pessoas que são atendidas pela rede privada e as que nem chegam aos hospitais não estão computados nos dados do ministério da Saúde. Algozes conhecidos Nos números do SINAN estão incluídos todos os tipos de violência sexual, incluindo estupros cometidos por desconhecidos e também casos em que o agressor é conhecido da família. Dos 7.592 casos ocorridos entre crianças de zero a nove anos em 2012, em 3% acredita-se que houve exploração sexual e em 2,9%, pornografia infantil. Na maior parte dos casos (70% para crianças de até nove anos e 58% para os de 10 a 19 anos), a violência sexual aconteceu dentro de casa e o agressor era do sexo masculino. Segundo o ministério, o provável autor do abuso foi um amigo ou conhecido da vítima em 26,5% dos casos entre crianças de até nove anos de idade e em 29,2% dos até 19 anos. Denúncias anônimas Para a ministra Maria do Rosário, da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, cada vez mais a população está procurando denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes a órgãos diretos de investigação, como a polícia. Por isso é que, segundo ela, o número de denúncias que chegam anonimamente ao Disque Cem, serviço telefônico da secretaria, diminuiu de 2012 para 2013. Em 2012, foram 37.803 e no ano passado, 31.895, ou seja, cerca de 6 mil a menos. Os estados de São Paulo, Rio e Bahia, aparecem como os três com mais denúncias, segundo a ministra, porque concentram grande parte da população. Porém, na opinião de Maria do Rosário, a quantidade de denúncias que chegam ao Disque Cem diariamente ainda é muito alta. Em 2013, foram recebidas 87 denúncias de violência sexual por dia, principalmente de casos em que o agressor era conhecido da vítima ou da família dela. — A Organização Mundial da Saúde estima que 20% das meninas e mulheres de até 18 anos sofram algum tipo de violência sexual no mundo. As autoridades chegam a uma parcela pequena. A violência é mantida sob um manto de segredo quando se trata do abuso sexual intrafamiliar. É difícil romper esse segredo. É preciso haver a atenção de todos para as crianças — diz Maria do Rosário. Na opinião do coordenador de projetos da organização não governamental Childhood Brasil, Itamar Gonçalves, os números de violência sexual contra crianças e jovens precisam provocar indignação. — Temos que ficar indignados e pressionar os governos para qualificar e ampliar o atendimento. Sabemos que muitos conselhos tutelares, por exemplo, nem têm carros para fazer visitas às famílias. Falta engajar todos e ter mais políticas públicas que atuem na ponta do problema — diz Gonçalves. Fonte: oglobo globo- pedofilia pesadelo que começa na infância em casa Texto 2 Governo federal recebe cerca de 70 denúncias de abuso contra crianças por dia Meninas são maioria das vítimas e, em 48% dos casos, o abuso acontece dentro de casa No ano de 2014, o governo federal recebeu, por meio do disque 100, mais de 180 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Desse total, 26 mil tratavam de abuso sexual, o que representa uma média de 70 denúncias por dia. São Paulo lidera os casos, com 14,5%, seguido da Bahia, com 8,74%, e do Rio de Janeiro, com 8,34%. Esta segunda-feira (18) é Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Os dados alarmantes indicam um aumento do número de casos em comparação ao ano de 2013, quando foram feitas 150 mil denúncias no mesmo canal, sendo 23 mil de abuso sexual. Do total, 48% das crianças e adolescentes foram agredidas dentro de casa e 23%, na casa do próprio suspeito. Esses dados serviram como base de estudo para a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia de São Paulo, criada em novembro de 2011. Desde então, a unidade tem feito um levantamento do perfil dos abusadores e das vítimas, que pode ajudar a entender a ação dos suspeitos. Nos casos registrados no período entre janeiro de 2012 e março de 2014, 60% dos abusos sexuais não foram cometidos por parentes da vítima. Em 15% das ocorrências, o suspeito era o pai; em 10%, o padrasto; em 15%, outro grau de parentesco, como avô, tio ou primo. Em 80% dos casos, as vítimas eram meninas e 60% tinham a idade entre sete e 13 anos. As meninas também são a maior parte das vítimas

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações. Texto 1 Vocês já pensaram que grande parte de nossos problemas e insatisfações estão ligados ao fato de não sabermos lidar com nossas frustrações? Frustração é a não satisfação de uma expectativa que mantínhamos. A realidade contraria o esperado. É comum que uma frustração venha acompanhada de uma manifestação agressiva de quem passou por ela. Quando as pessoas não estão com os “pés no chão”, criam em suas mentes possibilidades mirabolantes que, no decorrer do tempo, não se concretizam. As decepções vão aumentando e, consequentemente, as insatisfações também. O imediatismo também é um forte colaborador para alimentar frustrações e revoltas. Quer-se algo tempestivamente. Observem que isso não ocorre só com as crianças, mas principalmente com os “adultos”, que não podem respeitar o tempo para que as coisas aconteçam, não querem cumprir as etapas necessárias para que se tenha a conquista do desejado. Para tudo existe um tempo, assim como a forma de se conquistar. Os fins não justificam os meios. Se isso fosse verdade, após a conquista viria a satisfação, o que não ocorre. E então, em vez de criarmos expectativas para serem frustradas, olhá-las em suas possibilidades será criar condições de realizá-las. Lidar com frustrações e estarmos preparados para enfrentarmos as dificuldades e obstáculos que a vida nos apresenta. Fonte: somos todos um ig Texto 2 A frustração não é uma doença, mas é considerada uma das mais fortes bases cognitivas da depressão. Ao contrário, a frustração é um fenômeno universal e, sendo assim, ocorre a todas pessoas conscientes. Os dicionários apontam ocorrer frustração quando: se quer fazer algo e não se faz; se quer algo e não consegue; é possível realizar algo, mas isto não se realiza. Ou seja, frustração implica lidar com contrariedades e adversidades da vida, é um repertório de base para todos nós, e não é restrito a faixas etárias, escolaridade, ou status social: é para todos. Atualmente as pessoas aliam a felicidade a não frustração, e a todo tempo e custo buscam não se frustrar. No mundo em que vivemos, é comum a ideia fixa, ou a crença disfuncional, como diria Albert Ellis, o fundador da Terapia Racional Emotiva Comportamental, de que tudo podemos e que as coisas devem ser como desejamos. A crença de que temos que ter e fazer as coisas a nossa maneira, como se realmente pudessem ficar sob nosso controle é a cada dia mais reforçada em nossa sociedade, como se esta fosse a condição para ser feliz. Uma das razões disto, pode ser o imediatismo da sociedade moderna. É importante sonharmos e idealizarmos, mas é necessário termos a consciência de que, na realidade, nem tudo se realizará conforme nossos ideais. Muitas vezes, poderá ser melhor, mas não necessariamente igual ao idealizado. Vivenciar perdas, experimentar a melancolia e a tristeza diante das frustrações são processos importantes para o amadurecimento psíquico e aprimoramento das relações sociais. Fonte: rs21 – frustração e a depressão Texto 3 Fonte: radar nacional – foto principal reportagem de capa sociedade da pressa

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR. Texto 1 A proposta de desmilitarização consiste na mudança da Constituição, por meio de Emenda Constitucional, de forma que polícias Militar e Civil constituam um único grupo policial, e que todo ele tenha uma formação civil. “Essa divisão atual é péssima para o país do ponto de vista operacional, pois gasta-se em dobro, e é ruim para o policial, que precisa optar por uma das carreiras”, explica Vianna. Uma das críticas feitas à militarização da polícia é o treinamento a que se submetem os policiais militares. “As forças armadas são treinadas para combater o inimigo externo, para matar inimigos. Treinar a polícia assim é inadequado, pois o policial deve respeitar direitos, bem como deve ser julgado como um cidadão comum e não por uma Justiça Militar”, argumenta o professor da UFMG. “Grande parte dos policiais militares que são praças também defendem essa ideia da desmilitarização já que eles são impedidos de acessar garantias trabalhistas, além de terem direitos humanos desrespeitados”, afirma Vianna. Fonte: ebc – entenda o que é a desmilitarização da polícia Texto 2 Para Renato Sérgio de Lima, desmilitarizar demanda reformas estruturais que tenham o fim de orientar a polícia para a defesa da sociedade e não do Estado, como é hoje. “Para defender o Estado já existe uma corporação que só em São Paulo tem 5 mil efetivos, a tropa de choque, que dificilmente deixará de de ser militarizada. A questão é: como mudar a mentalidade das demais polícias para uma lógica de trabalho em favor da sociedade?” Lima pondera que seria inviável fazer a desmilitarização de repente. “A polícia de São Paulo tem mais de 100 mil policiais. Sem uma lógica militar é quase inconcebível manter e controlar essa força”, diz. Para ele, a saída seria aumentar o poder dos municípios e dividir as forças para melhorar o controle. “Hoje não ocorre o que se chama de ciclo de polícia, que é começar e terminar um caso. Seria importante haver uma instituição cuidando disso, que pode ser desmembrada em várias, o importante é que o policial possa fazer o ciclo completo”. Para Lima, mudar o modelo militar pelo civil também não daria certo, porque a estrutura da Polícia Civil atual não é o ideal. “A gente precisa de um modelo novo, precisamos inovar tomando como base modelos de sucesso na Europa e nos Estados Unidos, melhor do que remendar um tecido já estragado”, diz. Fonte: revista galileu globo – desmilitarização é o melhor modelo para polícia brasileira Texto 3 Fonte: tribunadonorte

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: COMO O BRASIL PODE ACABAR COM O AEDES AEGYPT? Texto 1 Mayaro: mais um vírus transmitido pelo Aedes aegypti que pode se espalhar Os microrganismos também lutam pela sobrevivência de suas respectivas espécies. Procuram se adaptar das maneiras mais incríveis possíveis para não desaparecer. É o que está acontecendo atualmente com um vírus chamado Mayaro. Não é um vírus novo. Foi identificado pela primeira vez em 1954 e existe em regiões silvestres aos redores da região Amazônica. Nas últimas semanas, pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti, em um menino de 8 anos, com febre e dores abdominais. Concluiu-se, portanto, que este vírus pode estar se espalhando pelo continente. O grande problema é que este vírus possivelmente tenha se adaptado. Antes era transmitido apenas por mosquitos vetores silvestres e agora aparentemente pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos que já estão espalhados pelo mundo: Aedes aegypti principalmente, e o Aedes albopictus. Se isso se confirmar, há muitas razões para nos preocuparmos, uma vez que o Aedes está fortemente presente em todo o território nacional. Este vírus provoca uma doença semelhante à chikungunya. Chama-se Febre do Mayaro. Quais os sintomas da Febre do Mayaro? Os sintomas são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. Como saber se é dengue, zika, Mayaro ou chikungunya? Pelo quadro clínico pode ser difícil diferenciar. Só os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto. No menino de 8 anos do Haiti suspeitou-se inicialmente de dengue ou chikungunya. Mas os testes vieram negativos e o de Mayaro confirmou ser positivo. Há vacina ou tratamento específico para a febre do Mayaro? Não. Até o momento não há nem vacina nem tratamento específico. O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas. A evolução em geral é bastante favorável. Já foram confirmados casos de febre do Mayaro no Brasil? Sim. Entre dezembro de 2014 e junho de 2015 foram confirmados 197 casos de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata por atividades de trabalho ou lazer. O Estado de Goiás registrou 66 casos até fevereiro de 2016 e o Datasus não possui mais dados atualizados deste ano. Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana. Qual é a melhor forma de se proteger da febre do Mayaro? Claro que as medidas que todos conhecemos para evitar a proliferação dos mosquitos são fundamentais e importantíssimas. Mas em um país continental e tropical, com chuvas e calor, essa tarefa é praticamente impossível. Por isso evitar as picadas são uma forma eficiente para garantir proteção. Isso pode ser feito com telas nas janelas, mosquiteiros nas camas, principalmente nos berços dos bebês pequenos e repelentes de mosquitos transmissores. Vale reforçar que os repelentes indicados pela Organização Mundial de Saúde são a Icaridina, o DEET e o IR 3535. Para lembrar: o Aedes vive só 45 dias, voa no máximo em um raio de 300 metros de onde nasceu e, para transmitir uma doença, tem que picar primeiro uma pessoa contaminada para depois picar uma susceptível. Parece impossível “pegar” uma destas doenças, em se tratando de um mosquito de 0,5cm de comprimento e aparentemente “frágil”. Mas a realidade está aí para provar o contrário. Podemos mata-lo com a palma de nossas mãos. Mas ele certamente também nos pode matar com uma picada imperceptível. Por isso, protejam-se! Fonte: g1 globo – mayaro mais um virus transmitido pelo aedes aegypti que pode se espalhar Texto 2 Texto 3 DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS AEDES AEGYPTI/ AEDES ALBOPICTUS Aedes aegypti O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela urbana. Parece que chegou às Américas nos navios que traziam escravos da África para trabalhar na lavoura e na mineração. Seu ciclo de vida compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Menor que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com pequenos riscos brancos no dorso (com o formato de uma lira), na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. O macho, como acontece em várias outras espécies, alimenta-se de nectar e seiva das plantas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. A postura dos ovos é distribuída em vários criadouros, como estratégia para garantir a preservação da espécie. No início, eles são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes. Mesmo quando a água seca, os ovos não morrem e eclodirão tão logo as condições de umidade e temperatura (dias quentes e chuvosos), voltem a ser favoráveis, o que pode acontecer muito tempo depois. Se as fêmeas são portadoras do vírus no momento da postura, o mais provável é que grande parte de suas descendentes já nasça infectada (transmissão vertical), o que as torna aptas para transmitir a enfermidade, tão logo o vírus complete seu ciclo evolutivo no interior do corpo do inseto. O Aedes aegypti é um mosquito urbano, que prolifera em áreas de maior densidade populacional. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes elevadas. Estudos demonstram que, uma vez infectada e isso pode ocorrer numa única inseminação, a fêmea jamais deixará de transmitir o vírus. As fêmeas do A. aegypti preferem o sangue

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL. Texto 1 O ensino a distância no Brasil O ensino a distância no Brasil vem evoluindo consideravelmente nos últimos tempos e muitas coisas estão se desenvolvendo ao mesmo passo. Com o avanço da tecnologia, a demanda por cursos online EAD vem aumentando consideravelmente e se mostra como a grande tendência para a educação nos próximos anos, além de se configurar como uma grande oportunidade de negócio. Para se ter uma ideia, o último Censo EAD Brasil 2014/2015 revelou que existiam 1840 cursos a distância regulamentados no Brasil, com uma média de quase 520 mil alunos ativos matriculados. A tendência é que 56% das instituições em 2016 aumente os investimentos na área visando acompanhar as evoluções tecnológicas e o aumento acelerado da demanda. Dados: Cursos online EAD: Matrículas em cursos EAD: Investimentos em EAD no Brasil (comparação 2014 e 2015): Fonte: edools – ensino a distância no brasil Texto 2 Evasão é o maior problema do Ensino a Distância, aponta estudo A evasão dos estudantes é o maior obstáculo para o EAD (Ensino a Distância), segundo instituições que ofertam cursos nesta modalidade. O resultado foi obtido pelo Censo EAD.br 2010, o último divulgado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). Pela metodologia, foram considerados alunos evadidos os que não iniciaram os cursos na modalidade a distância ou os que abandonaram de uma forma ou outra. A seguir, em segundo lugar como fator mais desafiador, está a resistência dos educadores à modalidade. Em terceiro aparecem as dificuldades de adaptação da educação presencial para EAD e, em quarto, a resistência dos alunos ao novo formato. PRINCIPAIS OBSTÁCULOS AO EAD, SEGUNDO INSTITUIÇÕES DE ENSINO* Cursos autorizados Cursos livres Total Evasão de alunos 59 24 83 Resistência dos educadores 43 22 65 Adaptação da educação presencial para EAD 45 14 59 Resistência dos alunos 39 15 54 Custos de produção dos cursos 27 22 49 Restrições legais 30 9 39 Suporte pedagógico e de tecnologia para os estudantes 22 14 36 Fonte: Censo EAD.br 2010 *Os dados na tabela referem-se ao número de respostas obtidas no estudo As causas de evasão mais apontadas pelas instituições foram falta de tempo do aluno para estudar e participar do curso, acúmulo de atividades no trabalho e a dificuldades de se adaptar à metodologia. Segundo João Vianney, consultor em ensino a distância, o primeiro semestre é o principal período de evasão de alunos no EAD. “Uma parte não se adapta à rotina de estudos individuais que a modalidade exige e acaba desistindo. Isso acontece porque ainda há o imaginário de que é possível aprender sem esforço no EAD, o que não é verdade. Os alunos têm de dedicar entre 12 a 15 horas estudos semanais para aprender, pois o conteúdo é equivalente ao que se ensina em uma faculdade presencial”. CAUSAS DE EVASÃO, DE ACORDO COM AS INSTITUIÇÕES* Cursos autorizados Cursos livres Total Falta de tempo para estudar e participar 42 21 63 Acúmulo de atividades no trabalho 36 14 50 Falta de adaptação a metodologia 30 11 41 Desemprego 15 6 21 Viagens a trabalho 13 3 16 Custo de matrícula ou mensalidade 13 1 14 Impedimentos criados pelas chefias 1 1 2 Fonte: Censo EAD.br 2010 *Os dados na tabela referem-se ao número de respostas obtidas no estudo Fonte: educação uol – evasão é o maior obstáculo ao ensino a distância para instituições

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens. Texto 1 Quando se fala em infarto agudo do miocárdio, o senso comum é que apenas os mais velhos podem ser acometidos pelo mal. Entretanto, com cada vez mais jovens, na faixa etária dos 20 aos 39 anos, especialmente quando expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, vêm sofrendo com ataques cardíacos. Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infartos entre adultos com até 30 anos. E apesar de o percentual de jovens que sofrem do quadro ser relativamente pequeno em relação à demais vítimas do problema, esse aumento revela hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida das pessoas dessa faixa etária. Estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol fora de controle, além do histórico familiar da pessoa são fatores cada vez mais presentes na vida dos menores de 40 anos e são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas. Além desses fatores, também contribuem para um risco elevado de ter um infarto a insuficiência renal crônica, o uso de drogas, como cocaína, crack e anabolizantes, e até mesmo doenças trombofílicas e autoimunes, como o lúpus. Fonte: atribuna – brasil é quarto pais no ranking global de casamento infantil Texto 2 A cocaína, consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. Seu uso causa um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos. De acordo com Ibraim Masciarelli Pinto, cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), substâncias como a cocaína subvertem os sentidos e reduzem a consciência. O médico comenta que, além dos danos sociais e psicológicos, já muito graves, há outros riscos diretos à saúde cardiovascular. “O coração é uma das muitas vítimas tanto das drogas ilícitas como do tabagismo e do abuso das bebidas alcoólicas”. “Aproximadamente dois terços dos infartos ocorrem em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorrem no prazo de 60 minutos”, ressalta o médico. A cocaína, causadora de milhões de mortes, é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico. Fonte: pr ricmais – cocaína responde por 20 a 35 dos infartos em jovens Escreva uma redação com o Tema de Redação: Maus Hábitos e Infarto em Jovens e nos envie para correção!

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: APROPRIAÇÃO CULTURAL NO BRASIL. Texto 1 No dicionário, apropriação é descrita como o ato ou efeito de apropriar-se, tornar próprio. No contexto, apropriação cultural vem do ato de adotar elementos próprios de um cultura diferente, incorporando-o em um determinada cultura. O ato também pode ser conhecido como “aculturação” ou “assimilação”. Ela pode incluir a introdução de formas de vestir ou adorno pessoal, música, arte, religião, língua, ou comportamento social. Nem sempre essa apropriação cultural é vista com bons olhos pelos elementos da cultura dominante. Fonte: estudo prático – apropriação cultural Texto 2 Em 2015, o estopim foi o penteado com dreadlocks, tradicionalmente associado à cultura negra, usado pelas celebridades americanas Miley Cyrus e Kylie Jenner, ambas brancas. Em 2016, foi um baile de Carnaval, em São Paulo, em homenagem à África. A discussão sobre apropriação cultural tornou-se tão recorrente quanto inflamada. Quando uma manifestação cultural pode ser considerada própria de um grupo? Quando usar elementos tradicionais de outro grupo é um desrespeito? Quando é uma manifestação de apoio? Quando é um gesto desinteressado, sem conotações políticas? Faz diferença se esse grupo luta por inclusão? O pano de fundo do debate sobre apropriação cultural é uma discussão sobre racismo. Para a cantora Leci Brandão, a apropriação é desrespeitosa por se apropriar de símbolos da cultura negra, sem levar junto as mensagens. “O problema não está na difusão do produto cultural tradicional, mas na eliminação da população negra desse processo.” Para o antropólogo Antonio Risério, o debate no Brasil é mera cópia daquele que ocorre nos Estados Unidos – descabido por supor que, aqui, a divisão entre brancos e negros é profunda como a de lá. “Nada do que chegou ao Brasil permaneceu ‘puro’”, afirma. “Esta baboseira de ‘apropriação cultural’ é coisa de quem quer implantar apartheids em nossos trópicos, em vez de se lançar às marés das misturas.” Fonte: época globo – apropriação cultural e racismo Texto 3 Certa vez uma amiga branca me perguntou se, o fato dela usar um turbante, era apropriação cultural. Respondi que não necessariamente. E expliquei que a apropriação se daria se uma revista de moda resolvesse chamar ela pra falar sobre turbantes e não uma mulher negra. E a questão é bem simples. Quando uma revista usa mulheres brancas pra falar sobre turbantes, ela conversa sobre beleza, sobre tendência, sobre estética e/ou adorno. Quando a pauta é com mulheres negras, o papo já é sobre militância, empoderamento, resgate cultural e combate ao racismo. E é por isso que mulheres brancas são chamadas, porque as revistas não querem falar sobre esses “assuntos chatos”. Sem contar que o rosto branco, numa sociedade racista, vende mais. Fonte: geledes – quem se apropria culturalmente e a industria as pessoas só contribuem

A reforma da previdência social é mudança das regras de aposentadoria e beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social e tem relação com os dados de expectativa de vida e população economicamente ativa (PEA).

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: PÓS-VERDADE. Texto 1 Anualmente a Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários, elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 é “pós-verdade” (“post-truth”). A palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história. Segundo a Oxford Dictionaries, o termo “pós-verdade” com a definição atual foi usado pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich. Ele tem sido empregado com alguma constância há cerca de uma década, mas houve um pico de uso da palavra, que cresceu 2.000% em 2016. “‘Pós-verdade’ deixou de ser um termo periférico para se tornar central no comentário político, agora frequentemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou definição em suas manchetes”, escreve a entidade no texto no qual apresenta a palavra escolhida. Fonte: nexo jornal Texto 2 Pós verdade parece mais uma expressão de impacto para chamar a atenção de um público saturado de informações e inclinado para a alienação noticiosa. Mas o fato é que estamos diante de um fenômeno que já começou a mudar nossos comportamentos e valores em relação aos conceitos tradicionais de verdade, mentira, honestidade e desonestidade , credibilidade e dúvida. As evidências desta nova era estão nas manchetes de jornais, em declarações como as do candidato republicano Donald Trump ou nas dos procuradores e acusados na Lava Jato. Se antes havia verdade e mentira, agora temos verdade, meias verdades, mentira e afirmações que podem ser verdadeiras, conforme afirma o escritor norte-americano Ralph Keyes. É um caso típico de aplicação da teoria da “cognição preguiçosa”, criada pelo psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as pessoas tendem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional. Aqui no Brasil, a pós verdade é nítida no caso das investigações da Lava Jato. Separar o joio do trigo no emaranhado de versões e contra versões produzidas pelas delações premiadas é bem complicado. Há poucas dúvidas sobre a existência de esquemas de propinas, caixa dois eleitoral, superfaturamento, formação de cartéis e enriquecimento de suspeitos, mas provar cada um deles com base em evidências é uma operação complexa e demorada. Em alguns casos até inviável dada a sofisticação dos esquemas adotados pelos suspeitos de corrupção. Mas como existe o interesse político envolvendo a questão e como existe a “cognição preguiçosa”, as convicções passam a ocupar o espaço das evidências e provas. A dicotomia jurídica clássica entre o legal e o ilegal passa a ser substituída por justificativas tipo “domínio do fato”, ou seja, convicções construídas a partir da repetição massiva de percepções individuais ou corporativas, pelos meios de comunicação. Fonte: observatorio da imprensa Texto 3 theintercept