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    Tema de Redação: O discurso do índio pataxó – NARRAÇÃO

    Por Otavio Pinheiro
    05 de fevereiro de 2020
    7 min de leitura

    Atualizado em 06/01/2026

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    Leia os textos motivadores que se seguem sobre a situação de vida dos índios da etnia Pataxós para redigir o que se pede.

    Gênero: Narração

    Texto 1

    Como vivem os índios Pataxós nos dias de hoje

    out 27, 2017

    Os Pataxós, assim como muitas tribos hoje, estão muito bem integrados e conectados à sociedade globalizada. São conterrâneos de nosso universo de redes sociais. O fato de conservarem a cultura indígena não os impede de conviver com o povo urbano com muita hospitalidade e empatia.

    A hospitalidade é palpável: há eventos de vivência promovidos por empresas locais de turismo, onde visitantes podem participar de atividades características da tribo, aprender sobre suas lendas, rituais e histórias tradicionais.

    São 31 aldeias formadas por mais de 10.000 habitantes (12.326 segundo o censo de 2014 do SIASI). Os índios Pataxós falam o português com alguns vocábulos na língua Pataxó. Alguns deles habitam em tribos ao norte de Minas Gerais.

    Os habitantes praticam pesca e agricultura de subsistência, além de cultivar cacau e criar gado para gerar renda. Há também a venda de artesanato indígena e investimentos no etno-turismo, como já descrito. Alguns Pataxós prestam serviços de hotelaria e aluguel de barracas em Porto Seguro.

    O modelo de divisão de trabalhos geralmente confere aos homens as atividades braçais, de pesca e de sustento, e às mulheres o cuidado das crianças e dos afazeres domésticos. Porém, estes papéis podem mudar: algumas aldeias mais próximas às cidades adotaram vivências com mais liberdade nas atividades, onde os trabalhos são divididos igualmente entre os gêneros.

    A tradição Pataxó é também igualitária: homens e mulheres são capazes de assumir cargos de liderança. Na aldeia Coroa Vermelha, os Jogos Indígenas são realizados anualmente, onde muitas comunidades indígenas reúnem-se para celebrar a cultura Pataxó e transmiti-la às próximas gerações. Há disputas de cabo de guerra, disparo de zarabatana, arremesso de takape, entre outras atividades.

    Em cada uma das comunidades Pataxós na Bahia, existe pelo menos uma escola. Os professores resgatam a cultura indígena nas escolas, ensinando o Patxôhã além do português, e dando espaço à tradição Pataxó em aulas de geografia, história e matemática.

    Frequentemente, as crianças estudam na aldeia até o quinto ano do ensino fundamental, e depois concluem o ensino fundamental e médio nas escolas do município, podendo depois partir para faculdades normalmente.

    Os Pataxós costumam ter grandes famílias, chegando a dez ou mais filhos. É costumeiro que cada família trabalhe para seu próprio sustento, sem deixar de manter o contato com pais e parentes.

    Os indígenas fazem política: o cacique, principal líder, aliado aos conselheiros e outros cargos de liderança, responsabilizam-se por cuidar de questões comuns a todos, sanando necessidades da comunidade.

    Não há ‘mandatos’, pois o cargo de cacique depende inteiramente da satisfação da comunidade com o eleito. Em último caso, os índios se reúnem para eleger um cacique novo caso estejam insatisfeitos.

    Por não adotar formas de governo arbitrárias e burocráticas, a sociedade Pataxó não é homogênea. Existem grupos concorrentes e grupos que convergem uns com os outros.

    É possível aprender muito com a cultura Pataxó, desde o respeito à tradição até a organização governamental totalmente voluntária, comum e livre. O senso de comunidade é forte e, em muitos aspectos, proporciona uma vida muito mais pautada em união do que o costumeiro caos individualista da hierarquia urbana.

    Nobre é a luta dos índios Pataxós por direitos, por reconhecimento e pela sobrevivência de sua cultura.

    Fonte: www.terravistabrasil.com.br/ Acesso em 15/01/2020 (com edição de subtítulos).

    Texto 2

    Lama da barragem em Brumadinho ameaça futuro da aldeia Pataxó Hã-hã-hãe

    Ao menos 20 famílias vivem em uma aldeia às margens do rio Paraopeba, afluente do rio São Francisco, que já sofre com o impacto da chegada dos rejeitos de minério de ferro. Água vem com peixes mortos e extensão da contaminação é dúvida

    29 JAN 2019 – 19:07 CET 

    Nas margens do rio Paraopeba, afluente do rio São Francisco que banha o Estado de Minas Gerais, vivem também os índios Pataxós Hã-hã-hãe, da aldeia Naô Xohã. Vítimas indiretas do rompimento da barragem 1 da Mina Feijão, em Brumadinho, eles se recusam a deixar a aldeia onde vivem, no município de São Joaquim de Bicas (município vizinho), mas observam com apreensão o avanço da lama e dos rejeitos pelo rio de onde o povo tira seu sustento. Nesta segunda-feira, 28 de janeiro, um grupo de indígenas foi ao rio ver a extensão da contaminação e já encontrou peixes mortos.

    A aldeia Naô Xohã chegou a ser evacuada no sábado, 26 de janeiro, um dia após a ruptura da barragem da Vale em Brumadinho que matou ao menos 65 pessoas e deixa mais de 292 desaparecidos. Mas, de acordo com Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado ao Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os moradores voltaram ao local onde moram depois. Agora, “a dúvida é como a aldeia irá sobreviver às margens de um rio poluído gerando impacto em todo o meio ambiente local”, disse o órgão indigenista. Na imagem, um grupo monitorava o rio Paraopeba nesta segunda no fim do dia.

    Nesta segunda, um grupo de pataxós caminhou até o Paraopeba para ver como estava o rio. De acordo com o mais recente boletim da Agência Nacional de Águas, a onda de rejeitos deve chegar ao reservatório da usina Retiro Baixo entre os dias 5 e 10 de fevereiro.

    Mas os estragos da onda de rejeitos já é sentido pelos índios Pataxós. . “O café da manhã era peixe com farinha e mandioca cozida. Agora temos de pedir forças pros nossos encantos. (…) Vidas perdidas, o rio destruído. É uma tragédia”, disse ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) o cacique Háyó Pataxó Hã-hã-hãe. […]

    Ao menos 25 famílias indígenas vivem às margens do rio Paraopeba, de onde tiram o alimento para viver. A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi até a região e informou que o rompimento da barragem da Vale no município vizinho não deixou feridos entre os Pataxós, mas monitora a situação no local.

    Diariamente, desde o desastre em Brumadinho, os índios da aldeia Naô Xohã vão ao rio avaliar a situação, já que os peixes que pescam no Paraopeba são a base da alimentação das cerca de 80 pessoas que moram no local. O cacique Háyó explicou ao Cimi que mesmo quando o rio enche as águas não chegam na parte da aldeia onde os indígenas decidiram permanecer. “Entendendo que estão seguros e observando de longe o rio, preferem se manter perto das plantações, terreiros e moradias”, informou o Conselho, em nota.

    Fonte: www.brasil.elpais.com/ Acesso em 15/01/2020.

    Você já viu em nosso artigo que o gênero narrativo tem características e partes bastante específicas e que é isso que o faz ser diferente dos outros gêneros. Um bom texto narrativo é aquele que consegue captar a atenção do leitor com um enredo coerente e interessante.

    Dessa forma, somando os conteúdos aprendidos no artigo sobre gênero narrativo aos seus conhecimentos prévios, redija um texto narrativo, de tipo à sua escolha, com no máximo 35 linhas, conforme a norma padrão da Língua Portuguesa, a partir do seguinte título: O discurso do índio pataxó.

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    Referência deste artigo

    Otavio Pinheiro. Tema de Redação: O discurso do índio pataxó – NARRAÇÃO. Redação Online. Publicado em 05/02/2020.

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