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    Tema de Redação: Reforma do Ensino Médio

    Por Otavio Pinheiro
    20 de fevereiro de 2017
    8 min de leitura

    Atualizado em 12/01/2024

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    Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: REFORMA DO ENSINO MÉDIO.

    Texto 1

    Entenda o que diz a proposta de Reforma do Ensino Médio

    O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, no dia 22 de setembro, a Medida Provisória (MP) 746/2016 para reestruturação do ensino médio. A mudança chamou atenção e provocou discussões no país ao incluir a possibilidade de escolha de diferentes trilhas de formação tradicional e técnica, educação integral e autorizar a contratação de professores sem licenciatura, mas que apresentem “notório saber”.

    O que está em discussão?

    Saiba quais são as principais mudanças previstas na MP:

    • Promove alterações na estrutura do ensino médio, última etapa da educação básica, por meio da criação da Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.
    • Amplia a carga horária mínima anual do ensino médio, progressivamente, para 1.400 horas.
    • Determina que o ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio.
    • Restringe a obrigatoriedade do ensino da arte e da educação física à educação infantil e ao ensino fundamental, tornando as facultativas no ensino médio.
    • Torna obrigatório o ensino da língua inglesa a partir do sexto ano do ensino fundamental e nos currículos do ensino médio, facultando neste, o oferecimento de outros idiomas, preferencialmente o espanhol.
    • Permite que conteúdos cursados no ensino médio sejam aproveitados no ensino superior.
    • O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular – BNCC e por itinerários formativos específicos definidos em cada sistema de ensino e com ênfase nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.
    • Dá autonomia aos sistemas de ensino para definir a organização das áreas de conhecimento, as competências, habilidades e expectativas de aprendizagem definidas na BNCC.

    Ao publicar a MP, no entanto, ficou estabelecido que a questão será decidida pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda não foi definida. Por enquanto, essas disciplinas continuam obrigatórias nos atuais currículos. A Base Nacional Comum Curricular é um documento que tem o objetivo de nortear e definir o conteúdo que os alunos deverão aprender a cada etapa de ensino. A base específica para o ensino médio começará a ser discutida em outubro, de acordo com o Ministério da Educação (MEC) e deverá ser finalizada até meados do ano que vem.

    A partir de quando o ensino médio vai mudar?

    As mudanças seriam implementadas somente a partir de 2018, de acordo com o texto da MP, no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da Base Curricular, mas podendo ser antecipado para o primeiro ano, desde que com antecedência mínima de 180 dias entre a publicação da Base Nacional e o início do ano letivo. Ou seja, nada muda nos atuais currículos.

    A expectativa é de que essas mudanças comecem a ser aplicadas a partir de 2017, de acordo com a capacidade de cada rede de ensino. A MP do Ensino Médio já recebeu mais de 560 propostas de mudanças no texto.

    A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo após o Brasil não ter conseguido, por dois anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas. De acordo com dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país, o ensino médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta do ano era de 4,3, mas o índice ficou em 3,7.

    Adesão

    Vinte e três estados já confirmaram que vão participar da Política de Fomento à Implantação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, de acordo com o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Rosseli Soares. A expectativa do secretário de Educação Básica é que todos os estados manifestem interesse em aderir à política. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, 50% dos matriculados cumprirão jornada escolar em tempo integral de, no mínimo, sete horas por dia. De acordo com o MEC, a pasta investirá R$ 1,5 bilhão para ofertar o ensino integral a 500 mil jovens até 2018.

    O MEC vai repassar aos estados R$ 2 mil ao ano por aluno da educação integral pelo período de quatro anos. Rosseli Soares disse que esse é um recurso para fomentar a implementação da educação integral e a ideia é que, durante esse período, os estados se planejem para assumir as despesas.

    Protestos

    Um projeto de lei que tramitava na Câmara dos Deputados já previa algumas das mudanças no currículo do ensino médio. A edição de medida provisória foi criticada por grupos e entidades ligadas à educação, que defendem uma maior discussão das mudanças.

    Mais de  600 escolas no Paraná aderiram aos protestos contra a MP, segundo a União Paranaense de Estudantes Secundaristas (UPES) nove universidades e dois Núcleos de Educação também estão ocupados. O movimento Ocupa Paraná anunciou que pretende ocupar mais escolas para pressionar o governador do estado, Beto Richa, a realizar uma conferência em que os estudantes poderão apresentar uma contraproposta à MP do Ensino Médio . Além da mobilização dos estudantes, os professores do estado decidiram entrar em greve. Os docentes criticam a reforma no ensino médio e a proposta de emenda à Constituição 241/2016, que restringe os gastos da União, além de pedirem melhores condições de trabalho.

    redacao-online-enem

    Além dos alunos do Paraná a Medida provisória do Novo Ensino Médio sofreu resistência na primeira audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. Entidades da sociedade civil presentes pediram a rejeição da MP, tanto pela falta de discussão quanto pelo conteúdo.  Os profissionais de São Paulo também criticaram a medida. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgaram no último dia 30 um manifesto contra a MP do Ensino Médio durante evento na capital paulista, que reuniu profissionais e entidades nacionais e estaduais, além de órgãos do magistério por webconferência.

    O manifesto repudia a iniciativa do governo federal de promover, por meio da Medida Provisória 746/2016, uma reforma no Ensino Médio sem que houvesse debate ou consulta à sociedade. A MP reestrutura e flexibiliza o ensino médio no país e foi anunciada pelo governo federal no dia 22.

    Urgência

    A secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, defendeu a urgência de uma reforma como justificativa para a edição de uma MP e ressaltou que a questão é discutida há anos. “A ideia de MP foi no sentido de coroar o processo de debate intenso que há muito se arrasta no Brasil”. Ela destacou também a importância de aprimorar a MP com o debate no Congresso.

    Maria Helena Guimarães disse que as disciplinas não foram excluídas e sim que a MP transferiu para a Base Nacional Comum Curricular – que está atualmente em discussão – o que deverá ser ensinado nas escolas. De acordo com o MEC, não há sinalização que os conteúdos deixarão de fazer parte do ensino médio ou que serão retirados da Base, que definirá também as diretrizes da formação dos professores. Mais cedo, em coletiva de imprensa, Maria Helena ressaltou que a MP só será colocada em prática a partir de 2018, que isso só ocorrerá após a aprovação da Base.

    Fonte: ebc

    Texto 2

    Fonte: https://goo.gl/yFQwgW

    Texto 3

    REFORMAS NO ENSINO MÉDIO

    Principais mudanças propostas pela medida provisória do governo Temer

    COMO É HOJE O QUE O PLANO PROPÕE VANTAGENS ENTRAVES
    Carga horária mínima é de 800 horas anuais (ensino parcial) Grade será ampliada gradualmente para 1.400 horas anuais (ensino integral) Há evidências de que a carga expandida melhora o desempenho dos alunos Modalidade integral requer um bom projeto pedagógico e gastos maiores
    Alunos cursam 13 disciplinas obrigatórias nos três anos Só parte da grade será igual para todos; depois, aluno poderá se aprofundar em: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e/ou ensino técnico Flexibilizar a grade dá autonomia e atrai os adolescentes Oferta de habilitações pode ser desigual entre escolas e redes
    Ensino médio é dividido, em geral, em três anos Escolas poderão adotar sistema de créditos em algumas disciplinas Medida também dá mais liberdade ao estudante Mudança depende de uma organização complexa das redes
    Redes só contratam professores que passaram por cursos de formação de professores Poderão ser contratados professores sem concurso e por notório saber para atender cursos técnicos Ação ajuda a suprir demanda de professores na ampliação da modalidade Qualidade dos profissionais e do ensino técnico pode diminuir
    Educação física e artes eram obrigatórias em todo o ensino básico Disciplinas deixam de ser obrigatórias no ensino médio; carga horária fica a cargo das redes e escolas Diminui o número de disciplinas obrigatórias; conteúdos devem ser contemplados na Base Nacional Comum Curricular Prejudica a formação cultural e a saúde dos estudantes
    Governo federal tinha programas menores de incentivo ao ensino integral União dará aporte financeiro por quatro anos a escola que introduzir a modalidade Investimento incentiva instituições a aderirem ao ensino integral Governo, que diz que valor vai depender da disponibilidade orçamentária, vive momento de cortes

    Fonte: folha uol (Parte inferior do formulário)

    Referência deste artigo

    Otavio Pinheiro. Tema de Redação: Reforma do Ensino Médio. Redação Online. Publicado em 20/02/2017.

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