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    Tema de redação: Impactos do movimento antivacina à saúde

    Por Claudia Bechler
    20 de outubro de 2020
    6 min de leitura

    Atualizado em 27/12/2023

    Tema de redação: Impactos do movimento antivacina à saúde
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    1. Reflita sobre o movimento antivacina e sobre como ele tem afetado a saúde da população em diversas sociedades. Desse modo, defenda seu ponto de vista a respeito desse assunto, treinando a escrita da redação.
    2. TEXTO 1
    3. Primeiros movimentos antivacina da história tinham medo de virar gado
    4. Texto 2
    5. “Vacinação é uma questão de responsabilidade social”, afirma cientista da Unicamp
    6. Texto 3
    7. Dia Nacional da Vacinação: por que imunização é importante?

    Reflita sobre o movimento antivacina e sobre como ele tem afetado a saúde da população em diversas sociedades. Desse modo, defenda seu ponto de vista a respeito desse assunto, treinando a escrita da redação.

    Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Impactos do movimento antivacina à saúde”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

    TEXTO 1

    Primeiros movimentos antivacina da história tinham medo de virar gado

    Movimento antivacina é algo tão antigo quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado. Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável. Assim, nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18.

    Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.”

    Portanto, fake news acompanham esta história desde seu início. Porém, a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação.

    Certamente, motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação.

    Contudo, essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Mas, se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800.

    Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira.

    Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas – todas ou algumas – contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.”

    A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica. “Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.”

    De fato, o problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Além disso, há a sobrecarga nos sistemas de saúde.

    Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/saude/primeiros-movimentos-antivacina-da-historia-tinham-medo-de-virar-gado/138216/

    Texto 2

    “Vacinação é uma questão de responsabilidade social”, afirma cientista da Unicamp

    A queda na cobertura vacinal do Brasil, que ganhou destaque na atualidade, pode fazer o país reviver surtos de doenças antes tidas como controladas, assim como ocorre nos últimos tempos com os casos de sarampo e febre amarela. O alerta é do pesquisador e professor Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp).

    Desse modo, ele, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e integrante da força-tarefa criada pela Unicamp para o combate à covid-19, ressalta ainda que é necessário mobilizar e sensibilizar toda a sociedade para a compreensão do que significam as vacinas e os seus benefícios.

    “Respeitar a vacinação é uma questão de responsabilidade social. Ela é coletiva, é uma questão de empatia, de respeito à vida”, lembra o professor, que conversou ainda sobre outros pontos relacionados ao tema, como o grau de segurança dos imunizantes, as etapas pelas quais passam uma candidata à vacina e a percepção pública que se tem da ciência no Brasil.

    Em entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Dias chamou a atenção para os riscos do movimento antivacina. Apontada como um dos fatores que levaram à redução da cobertura de imunizações no país, a mobilização ganha fôlego em meio ao avanço da extrema direita, que, no Brasil e no mundo, tenta desacreditar a ciência e os pesquisadores.

    “Precisamos realmente de todos neste momento pra que a gente possa combater esse movimento antivacina, que não é forte no Brasil, mas já vem crescendo, infelizmente”, afirma o especialista, ao realçar a importância de se ter a informação como arma contra o problema.

    Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2020/10/14/vacinacao-e-uma-questao-de-responsabilidade-social-afirma-cientista-da-unicamp

    Texto 3

    Dia Nacional da Vacinação: por que imunização é importante?

    (…) A invenção das vacinas significou uma revolução na saúde pública e até mesmo na história da humanidade ao proteger a população de uma série de doenças. Assim, estima-se que cerca de 3 milhões de vidas sejam salvas anualmente por conta da imunização, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

    No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem, assim, contra mais de 40 doenças. Portanto, graças a essa estratégia de saúde pública, doenças infecciosas como a poliomielite e a varíola foram erradicadas de todo território nacional. Além destas, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, pneumonia, tuberculose e febre amarela são outros exemplos de doenças que têm prevenção por meio da vacinação.

    “As vacinas são eficazes e seguras. Por causa delas, enfermidades que antes assolavam a população hoje estão controladas, a ponto de as gerações mais novas não lembrarem o impacto que tinham ou até mesmo desconhecerem diversas dessas doenças”, diz Emersom Mesquita, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK (empresa global de saúde com foco em ciência).

    De acordo com Mesquista, o problema é que esse desconhecimento sobre a importância do papel das vacinas no “sumiço” dessas doenças pode levar a subestimação da vacinação. Como consequência, baixas coberturas vacinais e o retorno de algumas enfermidades. “Um exemplo disso é o sarampo, que chegou a ser erradicado do país em 2016, mas voltou a circular dois anos depois. Em 2020, já são registrados mais de 7.700 casos da doença. Certamente, esses números reforçam a importância da manutenção de altas coberturas vacinais para que o efeito da vacinação para saúde pública seja máximo”, diz.

    Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/10/17/dia-nacional-da-vacinacao-por-que-imunizacao-e-importante-e-obrigatoria.htm?cmpid=copiaecola

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    Referência deste artigo

    Claudia Bechler. Tema de redação: Impactos do movimento antivacina à saúde. Redação Online. Publicado em 20/10/2020.

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