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    estudantes de escola pública
    Marina Dias
    6 min

    Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior | Repertórios para o tema

    Quer saber mais sobre os “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Muito se fala sobre os desafios dos estudantes de escola pública no acesso ao ensino superior, porém, pouco se discute sobre as dificuldades que eles encontram após ingressarem na universidade. Os obstáculos são muitos: a conciliação entre trabalho e estudo, a defasagem no aprendizado que tiveram anteriormente, o deslocamento casa/universidade e o relacionamento com um grupo socioeconômico diferente são alguns deles. Para ajudar você a fundamentar o tema “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”, separamos alguns repertórios para você entender o problema e até mesmo utilizar em sua redação. Continue a leitura! DOCUMENTÁRIO | Pro dia nascer feliz O documentário Pro dia nascer feliz (2005), do diretor João Jardim, retrata a realidade do sistema educacional brasileiro em diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. Neste documentário, alunos e professores de escola pública e particular do ensino básico são entrevistados. As realidades são contrastantes e revelam a desigualdade social no país. Apesar do documentário focar na educação básica, você pode utilizá-lo para argumentar sobre a desigualdade educacional entre as classes sociais e as consequências para o futuro desses jovens. O documentário completo está disponível no Youtube! VÍDEO | 3 visões sobre educação e desigualdade No vídeo 3 visões sobre educação e desigualdade, do Nexo Jornal, os professores José Francisco Soares, Maria Alice Setubal e Cristina Barreto de Paiva discutem sobre como as desigualdades afetam a educação no Brasil e o papel das instituições para reduzir esse problema. Os professores ressaltam que para uma sociedade ser justa é necessário que haja qualidade de educação para todos e isso inclui a igualdade de trajetórias, pois quando uma classe social tem mais acesso à educação do que outra ela terá mais oportunidades. Nesse sentido, no contexto do ensino superior, ela poderá ter mais facilidade para lidar com conteúdos mais complexos ou até mesmo ter domínio de uma segunda língua, por exemplo, diferente de alunos que não tiveram a mesma base de ensino. Se interessou? Assista ao vídeo completo a seguir: MATÉRIA | “As pessoas não acham que alguém como eu possa ser inteligente”: a vida dos alunos da periferia na USP Nesta matéria, da BBC News, estudantes da USP que vieram de escola pública contam as suas vivências dentro da universidade. Algumas dificuldades apontadas por eles são: a defasagem no ensino anterior, ter que conciliar os estudos com trabalho, o deslocamento até a universidade, a insalubridade das moradias estudantis, o preconceito de classe e a discriminação racial. Segundo o entrevistado Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, é necessário fortalecer as políticas de acolhimento, auxílio e permanência estudantil para que a inclusão no ensino superior seja de fato exercida. Leia um trecho da matéria abaixo: “Para ele (Renato Meirelles), o fato da universidade não ter sido ‘originalmente pensada para acomodar quem trabalha’ é um dos principais problemas dos alunos de baixa renda, que precisam eles mesmos se manter e muitas vezes até ajudar a família. ‘Eles não podem fazer cursos integrais e não têm tempo para estudar’, diz. E também não conseguem aproveitar uma das principais vantagens da universidade pública em relação à rede privada: o rico ambiente de desenvolvimento extracurricular.” Que tal ler a entrevista completa? Clique aqui! PENSADOR | Paulo Freire O pensamento do educador brasileiro Paulo Freire também pode enriquecer a tese da sua redação, viu? Considerado um dos pensadores mais referenciados no mundo, Freire defendia uma pedagogia baseada no diálogo como uma ferramenta de transformação do indivíduo e um meio de alcançar a justiça social. Sua metodologia é conhecida por ser pensada nas classes desfavorecidas. Ele defende que a dinâmica de aprendizagem deve estar conectada às experiências de vida dos estudantes. Nesse sentido, o educador deve se colocar em igualdade com o aluno, ou seja, ter humildade e flexibilidade para ouvi-lo, fazendo com que ele se torne um aprendiz ativo. Essa ideia de igualdade é exposta em uma das suas célebres frases, presente no livro Pedagogia da autonomia (1996): “A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.” DADOS | Corte em universidades federais afeta pesquisa e auxílio a alunos carentes Fique de olho nas atualidades! Com a pandemia do coronavírus e a crise econômica, as universidades federais sofreram vários cortes no orçamento. Os alunos de baixa renda, que necessitam das políticas de permanência e assistência estudantil, são os mais afetados. Esta matéria do jornal GZH relata a situação e apresenta dados sobre os cortes orçamentários. Veja um trecho a seguir: “Alguns alunos estão em situação bem penosa: entraram na universidade, mas dependem do auxílio para permanecer. Muitos têm pais que perderam emprego durante a pandemia ou, pior, perderam os pais para a covid e ficaram sozinhos com os irmãos. Imagina o desespero de uma pessoa em talvez não conseguir terminar a graduação, a única forma de ter uma vida mais digna — diz Ana Boff de Godoy, chefe do Departamento de Educação e Humanidades da UFCSPA e organizadora da campanha.” (Leia a matéria completa aqui) Além das dificuldades financeiras, lembre-se de que os estudantes de baixa renda também foram os mais afetados no ensino remoto devido à falta de recursos digitais. DOCUMENTÁRIO | Espero tua (re)volta Por fim, o documentário brasileiro Espero tua (re)volta (2019), da diretora Eliza Capai, apresenta um panorama do movimento estudantil no Brasil, com foco nas ocupações realizadas por estudantes secundaristas em São Paulo, no ano de 2015. Nesse ano, os alunos secundaristas ocuparam as escolas e as ruas para protestar, especialmente, contra a reestruturação do sistema educacional estadual proposta pelo governo Alckmin – medida que previa o fechamento de quase 100 escolas estaduais paulistas. Esse movimento inspirou a mobilização estudantil em escolas e universidades públicas que ocorreu em 2016. O filme retrata as inquietações, vivências e a esperança dos alunos por uma educação igualitária e uma

    Para vestibulandosTopo de funilrepertório sociocultural
    01 de out. de 2021
    estudantes na universidade
    Marina Dias
    6 min

    Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior | Tema de Redação

    Você já escreveu uma redação sobre “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”? Confira o tema da semana! Os estudantes de escola pública, no Brasil, enfrentam dificuldades não apenas para entrar na universidade, mas também após ingressarem nela. Os desafios encontrados por eles são muitos, principalmente em universidades públicas. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”. Texto 1 sobre escola pública Mapa do Ensino Superior aponta maioria feminina e branca O estudante das instituições de ensino superior brasileiras têm um perfil bastante claro: é branco, do sexo feminino, com idade entre 19 e 24 anos, estuda em instituições privadas à noite, fez o ensino médio em escola pública, mora com os pais e tem de trabalhar para ter uma renda de até dois salários mínimos. Tanto nas instituições de ensino superior públicas como nas privadas, a maior parte dos alunos é proveniente do ensino médio público. No caso do ensino superior privado, 68,5% dos alunos vieram do ensino médio público e 31,5% do privado. Já nas instituições de ensino superior público, 60,1% veio do ensino médio público; e 39,9% do ensino médio privado. É o que mostra o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020, divulgado hoje (21) pelo Instituto Semesp. O instituto é ligado ao Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior de todo o Brasil. Fonte: agencia brasil Texto 2 Os desafios do aluno da rede pública no ensino superior É inegável que estamos avançando, ainda que não na velocidade ideal, em relação ao aumento da representatividade de alunos oriundos da rede pública no ensino superior, especialmente nas universidades públicas. Sabemos também o quanto o caminho de ingresso deles é árduo e repleto de desafios. Porém, pouco se fala sobre o que acontece quando ingressam na universidade. Infelizmente, o modelo atual de ensino na rede pública não instiga o estudante a ser um agente ativo no processo de aprendizagem. Já na universidade, ou ele é ativo ou haverá uma grande chance de reprovar nas disciplinas. No entanto, a adaptação não é assim tão fácil e, geralmente, leva um tempo para encontrar a forma ideal de estudar. “Nossa, assim que entrei tomei um susto, reprovei em quase 50% das matérias”, diz uma estudante de matemática da Unesp. Somado a isso, enfrentam outra dificuldade: a expectativa dos professores em relação a assuntos que supõem que todos os discentes já saibam. Essa expectativa foi um grande desafio para Geovanna, estudante da Ufscar, como dito por ela: “Acho que uma dificuldade que tive foi que vi que várias pessoas da minha turma sabiam bastante de matérias do ensino médio e muitas dessas matérias são base para estudar outras coisas e eu costumava ficar sem saber algumas vezes coisas básicas nos exercícios e atividades”. É quase como se os professores universitários não soubessem como são as escolas públicas atuais e ainda não estivessem preparados para o novo público que está tomando conta das universidades. Essa expectativa irreal não se resume aos conteúdos, mas também se manifesta de outras formas. Daiane foi aprovada em Direito na USP, e o curso é integral, mas, diferentemente da maioria dos seus colegas, ela também tem outras responsabilidades, como tarefas domésticas. “Eu sinto que os outros estudantes têm muito mais tempo do que eu. Eles sempre leem mais textos, como se não precisassem fazer as mesmas coisas que eu. Cada aula é um baque, e você se sente inferior intelectualmente aos demais”. Ela continua: “Entrei em uma aula, e o professor perguntou se todos tinham lido o texto. A maioria disse que sim, e o professor disse que era um texto tão simples e que dava para ler no almoço, mas na hora do almoço eu faço a comida e arrumo a cozinha. Daí começo a me cobrar e me sentir culpada por meus colegas conseguirem e eu não.” As dificuldades não se resumem somente às diferenças em relação à disponibilidade de tempo. “E já no primeiro semestre os professores passaram livros em inglês que sequer tinham tradução. Isso porque umas dez pessoas de uma turma de 40 falaram que dava para ler, a grande parte que não sabe fica com vergonha ou se sente mal em dizer que não sabe e não consegue”, disse Geovanna, estudante de Direito na UERN. Fonte: dw – make for minds Texto 3 sobre escola pública Dificuldades enfrentadas na vida acadêmica O estranhamento institucional é vivenciado nos primeiros anos da vida universitária; é uma espécie de transição da cultura escolar à cultura universitária. Como bem coloca o aluno, “no 1º ano da universidade senti muita dificuldade, faltava informação de questões fundamentais como acesso a biblioteca, como fazer a busca, a pesquisa em livros, etc.” Esse depoimento reafirma as questões anteriormente expostas, de que o ingresso no ambiente universitário é marcado por uma ruptura em relação aos graus anteriores de escolaridade. Esse aluno faz parte de uma nova dinâmica, de um novo status social que o diferencia dos demais: “Nem tudo é fácil, a gente vai se adaptando”. Conciliar estudos e trabalho é uma das dificuldades apontadas que desmotivam os estudantes. É consenso entre os estudantes que trabalham que o maior inconveniente é a falta de tempo para ler os textos, preparar os trabalhos, estudar para as provas e envolver-se nas atividades internas da universidade. Enfrentar horas de deslocamento da residência ou do trabalho até a universidade também contribui na falta de concentração: “Minha maior dificuldade é com a locomoção. Levo uma hora para ir da minha casa a universidade”.Essa situação é enfrentada tanto pelos estudantes que moram em bairros da cidade como de Municípios vizinhos que vão à universidade todos os dias. Fonte: educere bruc Confira a lista de repertórios sobre o tema “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a

    Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil
    01 de out. de 2021
    repertórios curingas para usar na redação
    Marina Dias
    6 min

    Repertórios curingas para as suas redações

    Você já preparou a sua lista de repertórios? Ainda não? Confira a lista de repertórios curingas que preparamos para você utilizar em qualquer tema!   Já falamos por aqui sobre a importância de estudar a redação por eixos temáticos, lendo livros e notícias, assistindo a filmes e séries sobre cada temática. Porém, saiba que ter bons repertórios curingas é uma ótima estratégia para você se sair bem em qualquer tema de redação.   O que são repertórios curingas?   São considerados repertórios curingas aqueles que abordam assuntos diversos ou mesmo um conceito-chave – por exemplo, relacionado a direitos humanos –, que servirão como uma “carta na manga” para você fundamentar a sua tese independente do tema de redação. Sabe aquela série que você assistiu e que aborda vários assuntos diferentes? Então, ela pode ser um repertório muito produtivo! Para ajudar você em seus estudos, a nossa dica de hoje é uma lista de repertórios curingas que englobam os diversos eixos temáticos: educação, meio ambiente, cultura e comportamento, segurança, linguagem e tecnologias, direitos e cidadania. Vamos conferir?   SÉRIE | Anne With An E   A nossa primeira indicação é a série canadense Anne With An E (2017), disponível na Netflix. A série narra a história da protagonista Anne Shirley, uma menina órfã que é adotada por engano por um casal de irmãos em idade avançada. O cenário da trama se passa no começo do século XX em uma pequena cidade do Canadá, chamada Green Gables. Anne tem uma personalidade muito marcante. Ela é inteligente, extrovertida, imaginativa e questionadora, o que faz com que ela enfrente muitos preconceitos na sociedade da época – e que refletem até os dias de hoje. A série aborda vários assuntos pertinentes que podem cair na redação. Um deles é a diversidade na configuração familiar, visto que a família adotiva de Anne é composta por dois irmãos idosos que nunca se casaram e sofrem estigmas por isso.  Outros temas relacionados são: a importância da educação e incentivo à leitura, papéis de gênero, racismo, homofobia, bullying, meio ambiente, catequização dos povos indígenas, entre outros.   https://youtu.be/bBervTlBurY SÉRIE | Black Mirror Black Mirror (2011) é outra série curinga, disponível na Netflix, que vale a pena assistir com um caderninho na mão! Para quem nunca viu, trata-se de uma série de ficção científica, criada por Charlie Brooker, que aborda de forma distópica a nossa relação com a tecnologia. Os episódios não possuem uma sequência, ou seja, cada episódio conta uma história diferente carregada de crítica social.  Essa série praticamente engloba todos os eixos temáticos, com destaque especial para temas relacionados ao capitalismo, desigualdade social, vazamento de fotos na internet, alienação, inteligência artificial e a sociedade do espetáculo. Vale muito a pena ver as cinco temporadas. Porém, fique de olho nestes episódios: LIVRO | Cidadão de papel, Gilberto Dimenstein Mais curinga que este livro não há! O livro Cidadão de Papel (1994), escrito por Gilberto Dimenstein, discute sobre os direitos das crianças e adolescentes no Brasil. Neste livro, o autor aponta que os direitos dos cidadãos são garantidos apenas na Constituição, ou seja, na prática eles não existem – daí o termo “cidadão de papel”. Para fundamentar essa crítica, ele destaca as altas taxas de desemprego, violência, analfabetismo e fome existentes no país. Assim como a própria Constituição – que também pode ser utilizada como repertório –, este livro é um curingão para embasar a sua defesa, uma vez que o autor discute sobre questões fundamentais: cidadania, democracia e direitos humanos. São conceitos que podem servir como repertório para diversos temas relacionados à desigualdade social, desemprego, renda, violência, direitos das minorias, acesso à saúde, entre outros. FILME | Escritores da liberdade É bem provável que você já tenha visto esse filme, pois ele é um clássico! Baseado em fatos reais, Escritores da liberdade (2007) tem como protagonista a professora Erin Gruwell que começa a lecionar em uma escola localizada em um bairro periférico dos EUA. Ao se deparar com a realidade da turma, marcada pela violência, pobreza e preconceito, Erin aplica um método de ensino diferente do tradicional que transforma a vida dos jovens. Com esse método, os alunos se tornam mais participativos, críticos e resilientes. Esse filme destaca a importância da educação e a relação entre professor e aluno, o que pode servir de base para a solução que você deve elaborar diante do problema proposto na redação. No mais, outras questões também são abordadas, como desigualdade social, violência, tráfico de drogas e racismo. SÉRIE | Explicando Explicando (2018) é uma série documental, produzida em parceria com o site Vox, que debate sobre diversos assuntos de forma bem didática e com a participação de vários especialistas. Praticamente, a série engloba todos os eixos temáticos, desde o meio ambiente à cultura e lazer. Os episódios são curtinhos e cada um deles aborda um tema pertinente à nossa atualidade. Por exemplo, a pandemia do coronavírus, o conceito de politicamente correto, a discussão em torno da cannabis, a crise climática e o direito ao voto. A série também está disponível na Netflix. MÚSICA | Velha roupa colorida, Belchior Nada melhor do que uma boa música, não é? Nossa última indicação é a música “Velha roupa colorida”, composta por Belchior. Ela foi lançada na época da ditadura militar no Brasil, nos anos 70, e se tornou um clássico na voz de Elis Regina. Essa canção fala, sobretudo, de mudanças sociais e esperança. E nada mais curinga do que uma citação sobre transformar a realidade, não é? Afinal, toda redação (principalmente do ENEM) exige que você apresente uma solução para o problema – o que não deixa de ser uma proposta de mudança. Você pode utilizar apenas uma citação da música. Mas, lembre-se, desde que muito bem contextualizada, ok? Veja um trecho a seguir: No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais Você não sente, não vê

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    29 de set. de 2021
    mito da meritocracia
    Redação Online
    5 min

    TEMA DE REDAÇÃO – O mito da meritocracia e as desigualdades sociais

    Tema de Redação | O mito da meritocracia e as desigualdades sociaisVocê já ouviu falar em meritocracia? Em poucas palavras, esse conceito afirma que o mérito depende exclusivamente do esforço pessoal do indivíduo, ou seja, que para alcançar o tão almejado sucesso, basta se dedicar bastantTEXTO 1O mi...

    24 de set. de 2021
    ilustração sobre a meritocracia
    Marina Dias
    6 min

    O mito da meritocracia e as desigualdades sociais | Tema de Redação

    Você já escreveu uma redação sobre “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”? Confira o tema da semana! Você já ouviu falar em meritocracia? Em poucas palavras, esse conceito afirma que o mérito depende exclusivamente do esforço pessoal do indivíduo, ou seja, que para alcançar o tão almejado sucesso, basta se dedicar bastante e não desistir nunca. Mas será que esse conceito na realidade funciona em um país – e um mundo – com tanta desigualdade social? Essa é a questão principal levantada por críticos e especialistas para justificar o mito da meritocracia e afirmar que essa ideia, na verdade, só reforça injustiças sociais. Foi pensando nesse debate que escolhemos esse tema de redação para você praticar! Vamos lá? Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”. TEXTO 1 O mito da meritocracia: entenda como acreditar nele prejudica sua carreira Duzentos e vinte e cinco anos. Esse é o tempo que um brasileiro nascido entre os 10% mais pobres levaria para alcançar a renda média do país — hoje de 1 370 reais. A conclusão é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o estudo da instituição, O Elevador Social Está Quebrado? Como Promover a Mobilidade Social, a desigualdade por aqui é tamanha que são necessárias nove gerações para que o membro de uma família desafortunada conquiste uma condição melhor. Crianças cujos pais não completaram o ensino médio, por exemplo, têm apenas 15% de chance de chegar à universidade, probabilidade que sobe para 60% quando pelo menos um deles é diplomado. De acordo com a Oxfam, que luta pelo combate à desigualdade no mundo, o Brasil é o nono país mais desigual do planeta. Quem recebe um salário mínimo hoje, por exemplo, precisa trabalhar 19 anos para ganhar o equivalente a um mês de rendimento do 0,1% mais rico. Fato é que desvantagens no início da jornada podem perseguir uma pessoa ao longo da vida, traduzindo-se não só em salários mais baixos, mas em mortalidade precoce. “A situação socioeconômica influencia o aprendizado, as perspectivas de emprego e até a saúde. Um homem de 25 anos que frequentou faculdade pode esperar viver quase oito anos mais do que seu par de pouca escolaridade. Entre as mulheres, a diferença é de 4,6 anos”, diz o relatório da OCDE, divulgado no ano passado. É dessa perspectiva que a meritocracia vem sendo questionada. O conceito — mistura da palavra latina meritum, “mérito”, com o sufixo grego cracía, “poder” — sugere que o sucesso é determinado única e exclusivamente pelo esforço pessoal. Isso, em tese, coloca o presidente da empresa e o operário da fábrica em pé de igualdade. Mas como comparar o desempenho de um profissional de classe alta com o de um suburbano? Um tem comida farta, o outro pula refeições por falta de dinheiro; um corre para hospitais de ponta quando está doente, o outro enfrenta filas do SUS; um realiza cursos fora do país; o outro faz bicos para complementar a renda. “A meritocracia é um mito. Ela só faria sentido se a sociedade promovesse igualdade de oportunidades educacionais, econômicas e sociais. Não sendo esse o caso, é um jogo de cartas marcadas. Ganha quem larga na frente: os que estudaram em boas escolas e tiveram recursos para acessar livros e bens culturais”, diz Sidney Chalhoub, pesquisador brasileiro e professor de história na Universidade Harvard. Para ele, nivelar a competição no mercado de trabalho, desconsiderando a história, a raça e o gênero, é um equívoco. A questão é que, mesmo controversa, a meritocracia caiu nas graças dos líderes. Está no discurso dos políticos para evidenciar que não há nepotismo nem fisiologismo na gestão pública e na fala dos empresários para mostrar que os sistemas de recompensa são justos. Ganhou a simpatia dos RHs, o vocabulário das startups e os corredores do mundo corporativo. Fonte: abril – entenda como a meritocracia pode prejudicar sua carreira TEXTO 2 Brasileiro defende meritocracia, mas faltam políticas públicas de inclusão Seis em cada dez brasileiros apoiam a ideia de meritocracia e acreditam que os profissionais sejam valorizados exclusivamente por sua capacidade – e não por questões relacionadas a gênero, cor ou sexualidade. Os dados fazem parte de um estudo do IDEIA, instituto de pesquisa de opinião pública, feito com exclusividade para a sexta edição do Brazil Forum UK 2021, evento que é promovido pela comunidade de estudantes brasileiros no Reino Unido. A pesquisa, que ouviu 1.242 pessoas em todo o país, mostra também que para 57% dos entrevistados o governo e as empresas devem promover políticas e programas de incentivo para os grupos menos favorecidos na sociedade, como vagas reservadas para minorias e treinamentos específicos. Apenas 9% são contrárias a essa ideia, enquanto que 34% não sabem ou não concordam nem discordam. “A pesquisa traz um importante elemento de percepção: a dissonância cognitiva entre a expectativa de meritocracia e a falta de políticas de inclusão. Esse tem sido um constante atrito no imaginário da opinião pública”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA e professor da Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Essa contradição aparece em dados como o que mostra que, para 51% da população, as políticas de inclusão e representatividade não apenas foquem em incluir pessoas desfavorecidas no mercado de trabalho, mas também as ajudem a alcançar cargos mais altos, como gerências e diretorias. Assim como, 52% acham que é preciso ampliar as atuais políticas de inclusão de negros, mulheres, LGBTQ+ e deficientes físicos nas empresas e instituições de governo. Por outro lado, 35% acham que não deve haver interferência na aplicação de políticas públicas de inclusão tanto no setor público como no privado. O estudo mostra também que os brasileiros também são sensíveis aos fatores que podem reduzir a desigualdade entre as pessoas. Investimento em educação de base é o item mais citado pelos entrevistados, seguido de acesso dos mais pobres a

    Para vestibulandosbanco de temas de redaçãoTopo de funil
    24 de set. de 2021
    mito da meritocracia
    Marina Dias
    5 min

    O mito da meritocracia e as desigualdades sociais | Repertórios para o tema

    Quer saber mais sobre o mito da meritocracia e as desigualdades sociais? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A discussão sobre meritocracia no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Quem defende essa ideia acredita que basta você se esforçar para alcançar – e merecer – sucesso. Já quem critica afirma que a meritocracia é um mito, uma vez que ela não condiz com a realidade e só aprofunda as desigualdades sociais entre classe, raça e gênero. Nesse sentido, a questão levantada é: para alcançar o tão desejado sucesso, não basta apenas esforço individual, é necessário ter oportunidades. Foi pensando nesse debate que selecionamos alguns repertórios socioculturais para você utilizar na redação e se aprofundar no tema da semana: “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”. Vamos lá? VÍDEO | Meritocracia e privilégios Você já parou para refletir sobre privilégios? Neste vídeo, o Rafael Takanashi apresenta o que é privilégio e a sua relação com o sistema meritocrático. Para ilustrar, ele explica como a população negra foi desfavorecida historicamente desde o regime de escravatura no Brasil. Hoje, como reflexo do passado, as pessoas negras possuem menos acesso à educação, moradia e saúde em relação a pessoas brancas. A partir disso, o vídeo mostra que a ideia de igualdade de oportunidades que a meritocracia tanto defende na verdade não existe e, para além disso, ainda mascara a desigualdade social que vivemos. https://youtu.be/5ojdeMLXeqE VÍDEO | Desigualdade social e meritocracia Neste vídeo, do Politize!, você pode entender um pouco mais sobre o conceito de meritocracia, as duas visões opostas sobre ela e o problema da ideologia meritocrática: o não reconhecimento das desigualdades sociais. Para explicar esse problema, o vídeo apresenta o conceito de justiça do filósofo John Rawls. Para o autor, as diferenças entre as pessoas resultam de uma “loteria natural”, em que alguns já nascem com vantagens sociais em relação a outros. Diante disso, o autor afirma que para todas as pessoas serem tratadas como iguais – assim como defende a meritocracia –, é necessário que elas tenham as mesmas oportunidades em uma sociedade. Artigo | O que é equidade? Já que estamos falando de oportunidades, você sabe o que é equidade? Este artigo, do Politize! e do Instituto Mattos Filho, explica a diferença entre igualdade e equidade e o motivo desta última ser uma prática fundamental para a promoção da justiça social. Sobre isso, ele diz o seguinte: “A adoção de políticas baseadas na equidade carrega valores humanitários que buscam melhorar a sociedade em seus diversos campos. As desigualdades ainda estão muito presentes em nossa realidade e o princípio da igualdade mostrou-se insuficiente para as reduzir, por não reconhecer as necessidades próprias que muitos indivíduos e grupos têm.”  Basicamente, a diferença é que a equidade (ao contrário da igualdade) reconhece as diferenças sociais e oferece as condições necessárias para que as populações vulneráveis possam alcançar as demais. Um conceito interessante para você utilizar na redação, né? O artigo está disponível aqui. ENTREVISTA | A meritocracia é um mito que alimenta as desigualdades, diz Sidney Chalhoub Nesta entrevista, o professor de história Sidney Chalhoub fala sobre a importância das cotas étnico-raciais nas universidades. Na ocasião, ele aponta que as pessoas que são contra às cotas e programas sociais geralmente utilizam argumentos meritocráticos para deslegitimar a importância delas. Em vista disso, ele afirma que as ações afirmativas são importantes para a reparação e promoção da justiça social, pois é uma forma de diminuir as desigualdades e dar oportunidades para pessoas negras, indígenas e pobres ingressarem na universidade. Nas palavras dele: “A meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é um mito que precisa ser combatido tanto na teoria quanto na prática.” Leia a entrevista completa aqui. TED | A tirania do mérito Nesta TED, o filósofo estadunidense Michael J. Sandel fala sobre como o discurso da meritocracia reforça a polarização entre a sociedade e escancara a desigualdade social. Ele também nos convida a refletir sobre a dignidade do trabalho e o significado de sucesso. Nas palavras dele, “o trabalho não é só sobre ganhar a vida”. É sobre contribuir para a sociedade e ser reconhecido por isso. Uma enfermeira, um entregador de delivery ou um gari deveria ter o mesmo reconhecimento que um médico, por exemplo, pois eles também contribuem para a sociedade. Porém a gente sabe que a desigualdade social também se manifesta nos trabalhos, não é? A solução que ele propõe para acabar com isso é a garantia de empregos dignos e salários justos. Assista ao vídeo com tradução aqui. SÉRIE | 3% Agora vamos de entretenimento? Você já viu a série 3%? É uma série brasileira de ficção científica distópica, lançada pela Netflix, que aborda justamente o nosso tema da semana: meritocracia e desigualdades sociais. A história se passa em um futuro distante e apresenta a sociedade dividida em duas regiões: de um lado, o Continente (onde há miséria); do outro lado, o Maralto (onde há abundância). Na série, os jovens que fazem 20 anos e vivem no Continente passam por uma prova rigorosa chamada Processo, cujo slogan é “Você é o criador do seu próprio mérito”. Nesta prova, apenas 3% da população tem direito de chegar no Maralto, ou seja, de ascender socialmente. O restante, 97%, continua vivendo em um mundo de extrema pobreza. Já viu que é um bom repertório, né? Então prepara a pipoca! 🙂 A série está disponível na Netflix. Agora que você tem vários repertórios para o tema “O mito da meritocracia e as desigualdades sociais”, bora praticar? Escreva a sua redação e envie em nossa plataforma. Nós corrigimos ela em até 3 dias úteis!

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    24 de set. de 2021
    escrevendo uma redação palavras para evitar usar
    Marina Dias
    5 min

    Palavras para você EVITAR na redação

    Já pensou perder pontos na redação do ENEM porque você não se expressou direito, usou uma palavra ou expressão inadequada? Pois é, isso acontece muito. Mas calma! Estamos aqui para te ajudar! Na redação do ENEM, além da banca avaliar se você possui um bom repertório e argumentos consistentes, ela também analisa o seu vocabulário e se você domina a modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Por isso, é importante que você cuide com as palavras. Foi pensando nisso que selecionamos as principais palavras para evitar na redação do ENEM. Confira a seguir! Palavras difíceis Quando falamos que você deve dominar a escrita formal, não significa que você deve escrever difícil, ok? Muitos candidatos usam palavras rebuscadas para impressionar a banca avaliadora, como “hodiernamente” ou “idiossincrasia”. Mas vai por mim, não caia nessa! Na maioria das vezes, o candidato usa uma palavra rebuscada sem saber o seu real significado e ela acaba não fazendo sentido no contexto da redação. Um erro assim, segundo a competência 1, caracteriza-se como um desvio de escolha vocabular. Um caso comum relacionado a esse desvio, segundo o Inep, é quando o candidato escreve uma palavra inexistente derivada de outra que já existe, por exemplo, “registramento” (criada a partir do verbo “registrar”). Evite também o uso de mesóclise, como “vê-lo-ei”. Afinal, cá entre nós, quem utiliza essa colocação pronominal hoje? Opte por palavras que fazem parte do seu dia a dia. Sem floreios! Quanto mais simplicidade e clareza melhor. Combinado? Gírias, interjeições e internetês A segunda dica é: evite gírias, interjeições e “internetês”. Na competência 1, os desvios de informalidade/marca de oralidade também são avaliados. Isso quer dizer que você deve evitar expressões coloquiais e vícios de linguagem, por exemplo: Da mesma forma que você deve evitar interjeições (como “ah”, “poxa”, “hein” e “putz”) e o “internetês”, que se refere à linguagem utilizada na internet, por exemplo, “vc”, “tbm” e “pq”. Então, já entendeu né? Nada de exagerar no formalismo e, muito menos, escrever como se fala! Reduções e abreviaturas Além das expressões informais citadas anteriormente, evite também o uso de reduções e abreviaturas. Esse uso é muito presente na nossa fala e caracteriza uma marca de oralidade. O Inep cita como exemplo algumas reduções comuns, como “tá” e “tão” (que derivam do verbo “estar”). Neste caso, o correto seria utilizar as formas “está” e “estão”, respectivamente. Outros exemplos de reduções são “pra” (para) e “pros” (para os). No caso de abreviaturas, evite o uso de “p/” (no lugar de “para”) ou “c/” (no lugar de “com”). Diminutivos e aumentativos O uso de diminutivos e aumentativos, segundo a competência 1, também entra na lista das palavras que você deve evitar na redação. Por exemplo, “pouquinho” e “muitão”. Estrangeirismos Por conta da globalização, alguns termos estrangeiros – principalmente da língua inglesa – passaram a ser usados com mais frequência entre os falantes brasileiros. Porém, não esqueça que a redação do ENEM avalia o domínio da Língua Portuguesa. Por isso, é necessário que você utilize palavras que são próprias da nossa língua. Muitas vezes, fazemos uso da língua inglesa para uma palavra que até mesmo já existe em português. Como é o caso de e-commerce ou hot dog, por exemplo. Para estes casos, prefira “comércio eletrônico” e “cachorro quente”. Claro, se uma palavra estrangeira for realmente necessária para o contexto do tema proposto você pode utilizá-la. Digamos que você esteja escrevendo uma redação cujo tema se relacione com o home office. Embora você possa utilizar o termo “trabalho remoto”, ou “trabalho em casa” em português, sabemos que o termo home office nos últimos anos tem se tornado mais comum. Enfim, avalie sempre o alcance da palavra. Na dúvida, opte por palavras da nossa língua que não vai ter erro! Palavrões Nunca escreva palavrões ou palavras de baixo calão na redação do ENEM. Isso pode zerar a sua redação! As palavras de “baixo calão” – ou impropérios – são aquelas consideradas ofensivas e grosseiras em qualquer situação. De acordo com o manual do Inep sobre situações que levam à nota zero, por mais que a sua intenção não seja ofender alguém, o uso dessas palavras pode caracterizar “parte desconectada” do texto e zerar a redação. Então, evite-as sempre. Expressões e frases prontas Por fim, evite os clichês! Certamente, você já viu na internet um conteúdo, ou mesmo um especialista em redação, indicando frases prontas e expressões que servem para “qualquer tema”. São frases como estas: Essas frases citadas acima são muito batidas e podem ser vistas como um vício de linguagem. Afinal, quem nunca iniciou uma redação com essas frases? Quanto às expressões prontas costumam reforçar um senso comum ou generalizar uma determinada ideia. Veja alguns exemplos: Essas formas de construção na maioria das vezes expressam uma ideia vazia e podem tirar seus pontos na competência que avalia o repertório. Veja, já sabemos que “a sociedade precisa se conscientizar”. A questão é: mas COMO? Além dessas expressões, como já comentamos neste post, algumas citações de filósofos também já viraram clichês. Sabe aquela citação famosa do Durkheim ou do Bauman? Avalie se ela realmente faz sentido para o contexto do tema. Ao elaborar uma redação do ENEM, você precisa apresentar argumentos e soluções para o problema. Neste momento, é muito importante que os repertórios façam sentido. Então, não se prenda às receitas prontas. Leia bastante, fique por dentro das atualidades e pratique a escrita. Assim, você evita escrever o mais do mesmo e ainda garante aquele notão! E aí, gostou do post de hoje? Agora que você conhece as palavras para evitar na redação do ENEM, que tal conferir outras dicas sobre o que não fazer na redação? Confira agora!

    Para vestibulandosplano de estudoTopo de funil
    22 de set. de 2021
    trafico de drogas1
    Redação Online
    6 min

    TEMA DE REDAÇÃO – Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil

    Prepare-se para o ENEM! Explore o tema "Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil" com textos motivadores, análise da legislação e reflexões sobre racismo e proibicionismo. Desenvolva seu text

    propostas de redaçãotema de redaçãoENEM
    17 de set. de 2021
    Marina Dias
    5 min

    Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil | Tema de Redação

    Você já parou para refletir sobre “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil?” Confira o tema da semana e escreva a sua redação sobre ele! O tráfico de drogas é um problema cada vez mais urgente no mundo e, principalmente, no atual cenário brasileiro. Basta olharmos para as manchetes de jornais e o número crescente de encarceramentos relacionados a ele. Diante dessa problemática, é importante refletirmos sobre as medidas eficazes para o fim do tráfico de drogas em nosso país. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Selecione, organize e relacione argumentos e fatos, de forma coerente e coesa, para a defesa do seu ponto de vista. Por fim, elabore uma proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos. TEXTO 1 Legislação brasileira de prevenção ao abuso de drogas A Lei nº 11.343/2006, que rege a política pública sobre drogas, estabelece como um dos princípios da prevenção “o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual” e preconiza também o “não-uso” ou o “retardamento do uso” e a redução de riscos como os objetivos almejados para ações preventivas. Com as recentes alterações trazidas pela Lei nº 13.840/2019, no entanto, o sistema deixou de assumir a perspectiva da redução de danos, adotando a abstinência como única abordagem ao uso de drogas. É estipulado que haja a implantação de programas de prevenção em instituições de ensino público e privado e, para tanto, os profissionais dos três níveis de ensino devem receber formação por meio de políticas de educação continuada. As pesquisas, no entanto, mostram o despreparo dos professores para o desempenho dessa função por medo, falta de informação ou de habilidade para abordar o tema. Fonte: scielo TEXTO 2 RACISMO, PROIBICIONISMO E A GUERRA ÀS DROGAS NO BRASIL É sempre importante lembrar que o racismo é um elemento que constrói desigualdade no Brasil, só para ilustrar o problema: segundo os dados do IBGE de 2018, entre o grupo das pessoas mais pobres 75% eram pessoas negras. O sistema educacional brasileiro não passou ileso por essa condição, a eugenia e o racismo foram motores dos marcos inaugurais dessa política pública no início do século XX. A promulgação das Leis nº 10.639/03 e a nº11.745/ e as Diretrizes Curriculares para a Educação Étnico e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana que orientam que tornam obrigatório o trabalhos dessa natureza das escolas é o grande marco de reação civilizacional de enfrentamento ao racismo através da educação. Podemos compreender o paradigma proibicionista como aquele que se fundamenta na crença da abstinência total do uso de qualquer droga, parte da premissa de que o consumo de drogas é uma prática prescindível e danosa tanto a quem usa como a toda sociedade, logo a repressão à produção, à circulação, ao comércio de drogas deveriam ser reprimidas pelo Estado. Em suma, para o paradigma proibicionista, a nocividade intrínseca de determinadas substâncias confere legitimidade ao Estado proibir o seu consumo; e a criminalização da circulação, do comércio e da produção dessas substâncias acabam por se concretizar como uma alternativa para o Estado no sentido de coibir, em tese, a presença dessas substâncias na sociedade. Assim, para compreender o que chamamos por “guerra às drogas” no Brasil é importante ter no horizonte que somos um país racista. O paradigma do proibicionismo sempre orientou as formulações das leis de drogas no país, inclusive, a legislação que está em vigor é proibicionista e articulado com o racismo, fortalece expedientes estatais promotores de violações e, sobretudo, da distribuição desigual das mortes promovidas por forças estatais que se concentram sobremaneira entre o contingente populacional de jovens negros. A guerra às drogas sob a égide moral de defender a sociedade, elege os chamados “traficantes” como inimigos a serem combatidos, constrói uma matriz discursiva que associa intencionalmente adolescentes e jovens moradores de periferia ou de favelas, via de regra, negros, à promotores de toda sorte de violência e ao tráfico de drogas. Esse tipo de representação é difundida como verdade pelos meios de comunicação de massa, em particular, por meio de programas de TV sensacionalistas que ocupam grandes faixas na tv aberta nacional. Os bairros empobrecidos, periferizados e/ favelizados, na lógica de operação das “Guerra às Drogas” são entendidos como territórios inimigos, logo, operações militares de guerra se justificam para atuação nesses lugares, o que do fim ao cabo, apenas servem para fazer pequenas apreensões de drogas, produzir muitas prisões de jovens e fortalecer a construção de imagem negativa a respeito desses território. O encarceramento em massa é, desta maneira, mais um subproduto da estratégia das “guerra às drogas”. Fonte: drogas quanto custa proibir Confira agora uma lista de repertórios socioculturais para o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    17 de set. de 2021
    cidade de deus filme zé pequeno tráfico de drogas
    Marina Dias
    6 min

    Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil | Repertórios para o tema

    Quer saber mais sobre o tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil?”? Confira alguns repertórios que listamos! O tema “Medidas para o fim do tráfico de drogas no Brasil” é mais um daqueles temas do ENEM que deixam o seu cabelo em pé, não é? Afinal, o tráfico de drogas é uma situação cada vez mais urgente e complexa, ainda mais quando olhamos para o cenário brasileiro. No âmbito global, a temática gira em torno de duas vertentes: de um lado, a adoção de políticas de legalização das drogas; de outro, políticas de criminalização e proibição, como é o caso no Brasil.  Em nosso país, o tráfico de drogas é considerado um crime previsto na Lei 11.343/2006, sendo esta uma medida proposta pelo governo para combatê-lo. Porém, atualmente, há muitas controvérsias sobre se essa medida é realmente eficaz. O tema também envolve questões muito mais profundas em nossa sociedade, como a desigualdade social e o racismo estrutural. É um tema delicado, né? Mas calma, a gente ajuda! Ao escrever uma redação sobre o fim do tráfico de drogas é importante ter bastante conhecimento e uma visão ampla sobre a realidade brasileira. Assim, você vai poder caprichar na argumentação, apresentando boas referências que deem suporte à sua tese. Por isso, separamos alguns repertórios socioculturais para você se aprofundar no assunto e até mesmo utilizar na redação. Bora lá? CURTA-METRAGEM | Crack, repensar O curta-metragem Crack, repensar (2015), dirigido por Felipe Crepker Vieira e Rubens Passaro, reúne depoimentos de vários especialistas, usuários, ex-usuários de crack e profissionais que atuam na área de saúde pública para debater sobre a política de drogas no Brasil. Em apenas 25 minutos, o curta aborda algumas problemáticas sobre redução de danos, dependência, encarceramento e internação compulsória. Além disso, faz uma denúncia à política proibicionista ao apontar que ela é ineficaz e, ao mesmo tempo, direcionada apenas a pessoas em situação de vulnerabilidade, negras e periféricas. Sobre a criminalização do tráfico de drogas, o cientista social Orlando Zaccone levanta uma crítica pertinente: “A construção no ambiente social é cruel, porque quem tem condições de provar que tem condições de comprar a droga é usuário e quem não tem é considerado traficante”. O documentário é curtinho, tem apenas 25 minutos e está disponível no Youtube. Corre lá pra ver! DOCUMENTÁRIO | Quebrando tabu Outro documentário que merece ser visto e que vai ajudar você na elaboração dos seus argumentos é o Quebrando Tabu (2011), produzido pelo cineasta Fernando Andrade. Como o próprio nome sugere, o documentário foi produzido com o objetivo de quebrar o tabu que existe em torno do debate público sobre as drogas ilícitas. Ele discute sobre as políticas contra às drogas implantadas em outros países, como a descriminalização, e levanta uma reflexão para a realidade brasileira: “se não conseguimos acabar com as drogas dentro de uma prisão de segurança máxima, como podemos acabar com elas em uma sociedade livre?”. O documentário também está disponível no Youtube! FILME | Cidade de Deus Um dos clássicos do cinema brasileiro, o filme Cidade de Deus (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, retrata de forma realista uma das maiores favelas do Rio de Janeiro: a Cidade de Deus. A história tem como protagonista o Buscapé, um jovem negro e pobre, que mora na favela e vive em meio à violência. A narrativa retrata as dificuldades de quem vive na favela e aborda questões que, infelizmente, são urgentes em nosso país até os dias de hoje, como desigualdade social, racismo estrutural, abuso de poder, violência e corrupção policial. O filme completo está disponível no Youtube. Prepara a pipoca! VÍDEO | Guerra às drogas Neste vídeo, a intelectual Rita Von Hunty, do canal Tempero Drag, faz uma crítica sobre o termo “guerra às drogas” como uma prática ineficaz de criminalização realizada no Brasil. Ela aponta que a atual política de drogas no país é uma forma de mascarar a institucionalização do encarceramento da população negra e periférica. Em contraponto, Rita entende que uma das medidas para o fim do tráfico de drogas é a política de integração e socialização do usuário, ou seja, é a oferta de melhores condições e perspectivas de vida. Para esse argumento, ela apresenta um estudo importante sobre a relação entre a dependência química e o isolamento social, realizado no final dos anos 70, pelo psicólogo canadense Bruce Alexander. O estudo denominado “Ratolândia” explorou, por meio de experimentos com ratos presos em gaiolas, o quanto os animais têm mais predisposição à dependência de drogas quando vivem em condições insalubres. Por outro lado, os roedores que possuíam socialização e melhores condições de vida, a probabilidade de recorrer às drogas era praticamente nula. Interessante, né? O vídeo tem 17 minutos, mas juro que vale a pena assistir! Dá um play aí: Ah, o estudo “Ratolândia”, do psicólogo Bruce Alexander, fez tanto sucesso que também está disponível em quadrinhos aqui! REPORTAGEM | A íntima relação entre narcotráfico e política no Brasil Na reportagem A íntima relação entre narcotráfico e política no Brasil, publicada na Agência Pública, o jornalista Vasconcelo Quadros apresenta detalhes de uma investigação da Polícia Federal sobre o tráfico de cocaína realizado por aqueles que possuem poder financeiro e social: políticos e empresários do agronegócio. Para ler a reportagem completa e saber mais, clique aqui. PESQUISA | Um tiro no pé A pesquisa intitulada Um Tiro no Pé: Impactos da proibição das drogas no orçamento do sistema de justiça criminal do Rio de Janeiro e São Paulo calculou os gastos governamentais com as instituições do Estado, que são responsáveis pela repressão armada e a aplicação da Lei de Drogas no Brasil. O resultado é alarmante: o Rio de Janeiro e o estado de São Paulo gastaram mais de R$ 5,2 bilhões com a política de proibição das drogas. Tá passada? A partir desse resultado, a pesquisa levanta as seguintes perguntas:

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    17 de set. de 2021
    Aniversários históricos em 2021 | Datas que podem cair na prova do ENEM
    Marina Dias
    6 min

    Aniversários históricos em 2021 | Datas que podem cair na prova do ENEM

    Em 2021, vários fatos importantes da história completam uma data redonda. Essas datas são aquelas que completam 20, 40, 100 anos ou mais. Geralmente, são acontecimentos históricos que ganham mais visibilidade na mídia, recebem homenagens, exposições e a sociedade passa a falar mais sobre elas. E os aniversários históricos em 2021 são muitos. Para você que está se preparando para a prova do ENEM, saiba que estar por dentro dessas datas é uma das primeiras tarefas de casa, viu? Por isso, selecionamos alguns aniversários históricos em 2021 para você ficar por dentro! Mas antes disso, vamos entender como essas datas podem cair na prova do ENEM? Pega já o seu caderno e anota aí! Como aniversários históricos em 2021 podem cair na prova do ENEM Você já sabe que a banca do ENEM é super atenta às atualidades, né? Mas se estamos falando de atualidades, por que um fato que aconteceu há 50 anos atrás é tão importante? A resposta é simples: todo acontecimento histórico teve suas causas e consequências que refletem muito até os dias atuais. Então, não pense que se trata de decorar a data e o acontecimento. É necessário que você consiga conectar os fatos históricos com o contexto da época e, ainda, com o contexto atual. Afinal, essas datas históricas podem cair na contextualização das questões de atualidades e humanidades e no próprio tema de redação. Agora que você já sabe como os aniversários históricos em 2021 podem cair na prova do ENEM, vamos conhecer essas datas? Vem comigo! Manifestações da Primavera Árabe (2011) Há 10 anos atrás, na Tunísia, um vendedor de frutas chamado Mohamed Bouazizi botou fogo no próprio corpo diante do prédio do governo. Esse episódio deu início a uma série de protestos em países do Oriente Médio e do Norte da África, ficando conhecida como Primavera Árabe.  Em meio a uma profunda crise econômica, a Tunísia e outros países como o Egito, Líbia, Marrocos e Iêmen protestavam contra o alto índice de desemprego, a corrupção e contra os governos teocráticos autoritários. Essa revolta popular provocou guerras civis, a derrubada de ditadores que estavam há décadas no poder, milhares de mortos e refugiados. Apesar da mobilização por direitos ter sido positiva, segundo especialistas, foram pequenas as conquistas da Primavera Árabe, pois até hoje a população vive em uma democracia fragilizada e em condições de desigualdade social. Outro ponto de destaque da Primavera Árabe é o papel que as redes sociais tiveram nos protestos, uma vez que elas foram a principal ferramenta de comunicação dos manifestantes com o resto do mundo. Atentados de 11 de setembro (2001) Há 20 anos atrás, em 11 de setembro de 2001, aconteceu o maior atentado terrorista da história nos Estados Unidos, provocando a morte de milhares de pessoas. Dois aviões atingiram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, provocando o desabamento de ambas. Os aviões foram sequestrados e liderados por Osama bin Laden e membros do Al-Qaeda, uma organização fundamentalista islâmica. A intenção do grupo era atingir símbolos do poder norte-americano como uma forma de protestar contra a presença dos EUA na Arábia Saudita, as sanções contra o Iraque e o apoio a Israel.  Segundo a BBC, uma das consequências geradas após o ataque foi a chamada “guerra ao terror”, iniciada pelos EUA com o objetivo de acabar com o terrorismo e deixar seus cidadãos seguros. Porém acabou ampliando conflitos e fortalecendo grupos terroristas, como é o caso recente da tomada do Afeganistão pelo Talebã. Um prato cheio para a banca, né? Então se liga! Para ver o vídeo da BBC sobre o dia 11 de setembro de 2001, dá o play a seguir: Fim da Guerra Fria e da União Soviética (1991) Outro data que faz aniversário é o fim da Guerra Fria e da União Soviética, em 1991. Há 30 anos, o conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS) chegou ao fim.  Essas décadas foram marcadas pela disputa entre duas ideologias diferentes: o capitalismo dos EUA e o socialismo da URSS. A divisão desse mundo bipolar foi representada pelo Muro de Berlim, destruído em 1989. Em paralelo, aconteceram outros conflitos armados que marcaram a história, como a Guerra do Vietnã e a Guerra da Coréia. Essas décadas também são lembradas pelas corridas armamentista e espacial que resultaram na ida do primeiro homem à Lua e o lançamento do primeiro satélite ao espaço, a Sputnik-1. Além disso, houve avanços tecnológicos que influenciaram os dias atuais, como a criação da Arpanet – considerada a precursora da internet. Enquanto isso, no Brasil, acontecia a ditadura militar. O conflito ideológico da época contribuiu fortemente para perseguições contra comunistas no país. Abolição da escravatura na Mauritânia (1981) Você acredita que a escravidão ainda era permitida em um país nos anos 80? Esse é o caso da Mauritânia, o último país a abolir a escravidão. Apesar da abolição, o país considerou a escravidão um crime somente em 2007. Infelizmente, a prática escravagista ainda acontece no país e a população sofre consequências até os dias de hoje. Biram Dah Abeid, um ativista abolicionista, afirma: “A elite e o governo defendem seus interesses para continuar desfrutando dos privilégios indevidos da escravidão. É por isso que o movimento abolicionista é proibido de se manifestar e que as convenções internacionais ratificadas pela Mauritânia não são aplicadas”. No ENEM, algumas questões podem ser relacionadas à data como a discriminação racial, o tráfico de pessoas, escravidão infantil e o trabalho escravo contemporâneo. Coroação do Imperador Dom Pedro II no Brasil (1841) Em 2021 fazem 180 anos que Dom Pedro II foi coroado Imperador do Brasil. Ele tinha apenas 14 anos de idade quando conquistou o Segundo Reinado, por ação do Golpe da Maioridade.  Alguns anos antes da coroação, seu pai, Dom Pedro I, abdicou do trono. Após isso, vários governos temporários ficaram responsáveis pelo país, já que o príncipe era uma criança. Devido à instabilidade política,

    Dados para redaçãoPara professoresTopo de funil
    16 de set. de 2021
    mobilidade urbana acessibilidade na cidade
    Redação Online
    7 min

    Tema de redação – Mobilidade urbana: uma questão de acessibilidade

    Prepare-se para o ENEM! Explore a relação entre mobilidade urbana e acessibilidade. Use nossos textos motivadores com dados do IBGE sobre pessoas com deficiência e reflita sobre os desafios e soluções

    acessibilidade na cidadeENEMacessibilidade urbana
    10 de set. de 2021
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