811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Você já deve ter reparado que muitos estudantes não sabem como usar ponto e vírgula. Ele é um sinal de pontuação que indica uma pausa menor que o ponto e maior que a vírgula, é utilizado, normalmente, como forma de separar orações. E o que isso significa? Significa que ele faz um papel intermediário entre os outros dois sinais citados. Em alguns casos, seu uso é obrigatório. Por isso, é importante entender sua função e quando empregá-lo corretamente! O ponto e vírgula pode ser usado em frases que já contenham um alto volume de vírgulas empregadas, mas não só! Onde mais se percebe o uso desse sinal gráfico é em textos jurídicos, como a constituição, artigos, projetos de lei, petições, etc. Engana-se quem acredita que este é um recurso ultrapassado. Muito diferentemente disso, o ponto e vírgula ainda é utilizado e, caso você o empregue adequadamente na redação, há chances de elevar a nota por demonstrar conhecimento dos recursos linguísticos. Além disso, como já mostramos aqui no blog, a pontuação é uma grande aliada para a construção de sentido nos textos! Aprenda com a Redação Online algumas regras básicas sobre como usar ponto e vírgula: Como usar ponto e vírgula: 6 dicas 1 – Separação de itens de uma lista como forma de enumeração Essa regra é aplicada em listas gerais, mas pode ser facilmente verificada na Constituição do Brasil. Exemplo: “Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:I – a soberania;II – a cidadania;III – a dignidade da pessoa humana;IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V – o pluralismo político.“ Agora que já aprendeu essa primeira regra básica, não se esqueça: ao citar uma lei, é preciso manter o ponto e vírgula que separa os itens. Assim também deve ser em produções do gênero instrucional, como um texto de instruções. Para praticar, você pode começar aplicando em seu dia a dia, em suas listas de compras: Lista de comprasAmaciante;Sabão em pó;Detergente;Água sanitária;Esponja de aço;Peito de frango;Linguiça calabresa;Muçarela. 2 – Separação de orações com excesso de vírgulas O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas em que a vírgula já foi excessivamente utilizada, ou, ainda, quando o texto é muito extenso. Veja os exemplos: Ex.: Todos meus amigos que irão ao cinema vão acompanhados: o Matheus namora a Júlia; a Isabela conheceu, recentemente, o Luiz; a Ana está com o Rafael há anos; o João está sempre acompanhado da Maria; a Isabela, sem dúvidas, convidará o Heitor. Apenas eu irei sozinho? Ex.: Nossos caminhos sempre se cruzaram, mas nunca compreendi o motivo ao certo. Em Londres, ele apareceu no mesmo pub, sozinho e sem nem sabermos que estávamos na mesma cidade; em duas viagens, estávamos no mesmo voo, mesmo destino, assentos lado a lado; de volta ao Brasil, antes de eu me reestabelecer, mudei para o mesmo prédio que ele. Perceba que o uso dessa ferramenta é interessantíssima para ocasiões nas quais você precisa desenvolver uma ideia extensa no parágrafo e sabe que irá utilizar vírgulas e pontos demais. Preste atenção: os pontos e vírgulas separam orações que estabelecem relação direta umas com as outras, então, ao mudar de assunto, usa-se ponto. 3 – Separação ou enumeração de elementos na frase Nesses exemplos, preste atenção no fato de os itens separados dizerem respeito aos mesmo temas e de estarem indicados de forma direta, não em listagem. Ex.: No capítulo a seguir estudaremos os seguintes temas: comparação; metáforas; metonímias; antítese; paradoxo; gradação. Ex.: Os pedreiros solicitaram novos produtos para a obra: cal; cimento; argamassa; pedras. Essa é uma regra próxima da primeira, mas se difere no fato de não ter frases construídas em listas. 4 – Omissão de verbos Neste caso, o ponto e vírgula evita a repetição do verbo. Esse é um recurso muito utilizado em textos teóricos e pode ser uma ferramenta importante para a redação, pois demonstra conhecimento dos recursos linguísticos. Observe: Ex.: Quando a torre desabou, os funcionários da ala central estavam no saguão; Matheus no elevador. Ex.: Depois de horas esperando Lucas chegar, Maria foi embora com Pedro; Lia com seus pais. Além de conhecimento linguístico, esse meio evita que o texto seja penalizado em coesão textual e vocabulário por repetições da mesma palavra. Importante, não é? Um atributo só pode evitar uma penalização em duas categorias. 5 – Como usar ponto e virgula na separação de orações com conjunções adversativas Para separar orações adversativas, o ponto e vírgula é utilizado com o objetivo de marcar pausas maiores entre orações que empregam as conjunções ou conectivos. Atente-se às demonstrações: Ex.: Amanhã irei trabalhar; no entanto, estarei em home-office. Ex.: Luan se machucou no parquinho ontem e chorou muito; porém, nenhum machucado foi grave. Ex.: Jurei que ficaríamos unidos na saúde e na doença; todavia, não imaginava que a saúde iria embora tão rapidamente. Aqui, o uso está mais ligado à entonação almejada na leitura, como em textos do gênero narrativo nos quais há inscrição de diálogos, por exemplo. Nada impede, contudo, que seja aplicado qualquer outro gênero textual. 6 – Como usar ponto e vírgula para separar orações sindéticas Toda oração coordenada sindética possui uma conjunção para integrar uma à outra, pois são independentes, isto é, funcionariam sozinhas. Para estabelecer relação de sentido, as conjunções são acrescentadas. Nelas, deve-se usar a vírgula antes do conectivo, no entanto, quando o verbo é colocado antes da conjunção, pode-se utilizar o ponto e vírgula. Ex.: As meninas são felizes; sentem, porém, a falta do pai. Ex.: Nossas amizades de infância são as mais importantes de nossas vidas; não conseguimos, no entanto, manter contato frequentemente. As conjunções são fundamentais na construção de um texto coerente e coeso. Antes de aprender a usar o ponto e vírgula, é importante saber usar conjunções adequadas! É importante lembrar-se de que o ponto e vírgula não é um ponto final na frase. Dessa forma, a letra, após esse

Os temas de redação objetivos e subjetivos possuem algumas diferenças. Se você vai prestar vestibular ou concurso é importante saber identificá-las. Confira neste post e saiba mais sobre propostas de redação! O tema nada mais é do que é a proposta de redação que você deverá desenvolver no vestibular, Enem ou concurso. Mas saiba que não existe apenas um tipo de tema: existem os temas objetivos e subjetivos. A escolha da proposta dependerá da instituição, por exemplo, o Enem é conhecido por abordar temas objetivos e o vestibular da Fuvest costuma propor temas subjetivos. De qualquer forma, saber identificá-los é essencial para que você consiga lidar com qualquer tipo de tema no dia da prova e desenvolver a redação corretamente. Neste post, você vai entender as diferenças entre os temas objetivos e subjetivos, alguns exemplos práticos e dicas para desenvolver a redação. Boa leitura! Temas de redação objetivos Os temas de redação objetivos apresentam um recorte temático específico, claro e objetivo, ou seja, fazem uso da linguagem denotativa. É comum que os textos motivadores apresentem dados e fatos reais que direcionam o estudante a desenvolver a redação sobre um determinado problema. Esse tipo de tema, por exemplo, é muito utilizado na proposta de redação do Enem, que a partir da frase temática e dos textos motivadores é possível identificar o problema e a direção que o texto deve seguir. Em geral, são temas “fechados” e limitados. Agora, vamos entender com alguns exemplos? Siga a leitura! Exemplos de temas de redação Na edição de 2021, o Enem propôs o tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil“. Perceba que não há mistério: o problema já está dado e o aluno deveria desenvolver uma redação abordando a invisibilidade das pessoas sem o documento e a importância do acesso ao registro civil para a garantia da cidadania. Já em 2020 o tema foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Da mesma forma, o problema está posto: a estigmatização. Era preciso, então, associá-la às doenças mentais em nossa sociedade. Note que não se trata de um assunto abrangente. As duas frases temáticas, com apoio dos textos motivadores, fazem um recorte do tema e já apontam o caminho que o texto deve seguir. Como desenvolver uma redação com esse tema Geralmente, os temas de redação objetivos são considerados mais fáceis por apresentar o problema de forma clara. Porém, diante desse tipo de temática, ainda assim é necessário que você saiba interpretar texto e tome alguns cuidados. A seguir separamos algumas dicas para você desenvolver um texto com tema de redação objetivo: É importante lembrar que no caso de redações com temas objetivos, como é o caso do Enem, você deve desenvolver a redação em torno das palavras-chaves apontadas na frase temática e nos textos de apoio. Assim, você evita fugir do tema e não perde ponto na redação. Anotado? Temas de redação subjetivos Diferente do Enem, alguns vestibulares trazem como proposta de redação temas subjetivos – esse é o caso do vestibular da Fuvest (USP). Mas, afinal, o que é um tema subjetivo? Vamos lá! No dicionário, a palavra “subjetivo” significa algo particular, individual, ou seja, próprio do sujeito. Nesse sentido, um tema subjetivo faz uso da linguagem conotativa (figurada). Trata-se de uma proposta de redação mais ampla, em que há várias possibilidades de direcionamentos, uma vez que o estudante fica mais livre para construir a redação de acordo com a sua interpretação textual – diferente dos temas objetivos, que são mais limitados e claros em seu enunciado. Outra diferença entre temas objetivos e subjetivos é que uma proposta subjetiva geralmente é mais reflexiva, sem a presença de dados, pesquisas e fatos concretos. Porém, isso não quer dizer que você deve desenvolver o texto de forma reflexiva, ficando apenas no campo das ideias e emoções, viu? Lembre-se que a prova de redação dos vestibulares exigem um texto dissertativo-argumentativo. Isso quer dizer que você deve se posicionar a respeito do problema, apresentando seus argumentos com objetividade e embasamento científico. Agora, vamos ver alguns exemplos? Confira! Exemplos de temas de redação subjetivos O tema de redação da Fuvest em 2021 foi: “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”. Note que a pergunta demanda uma reflexão sobre o assunto, além de não apresentar o problema e nem apontar uma “verdade absoluta”. Diante de um tema assim, você deve se atentar aos textos motivadores e se posicionar de forma clara sobre a pergunta, com argumentos fundamentados. Além disso, é possível seguir alguns caminhos na redação, relacionando o capitalismo e a sociedade, a crise climática e até mesmo a pandemia do coronavírus. Já em 2013, o tema de redação da Fuvest foi “Consumismo”, cujo texto motivador apresentava somente uma imagem do interior de um shopping com o slogan “Aproveite o melhor que o mundo tem a oferecer com o Cartão de Crédito X”. Perceba que a proposta temática é reflexiva, pois não apresenta fatos concretos. Porém, o aluno deveria interpretar a imagem e a frase, que apontavam para as relações entre o consumo e a ideia de felicidade. A partir disso, era possível trazer as consequências do problema (consumo exagerado) para o plano concreto, por exemplo, o endividamento. Além disso, a redação poderia abordar o capitalismo, a relação entre ter e ser, a pobreza, a influência das mídias no consumo etc. Deu para perceber que os temas subjetivos exigem mais interpretação e possuem abertura para o desenvolvimento do texto? Agora, confira as dicas de redação! Como desenvolver uma redação com tema subjetivo Vimos que o tema de redação subjetivo é mais amplo, por isso é possível que as pessoas façam interpretações diferentes para um mesmo tema. Como vimos anteriormente, embora a proposta de redação tenha uma perspectiva subjetiva, você deve produzir o texto de forma objetiva, trazendo o tema para o plano concreto. Uma boa forma de fazer isso, é seguindo estas dicas: Quer saber mais sobre como identificar temas subjetivos? Confira as dicas que a professora Juliane, do Redação Online, separou para

Você já escreveu uma redação sobre “A elitização da arte no Brasil”? Confira o tema da semana! Você já ouviu falar que “arte é coisa de rico”? Essa ideia está diretamente relacionada à elitização da arte, um termo muito usado para criticar as instituições artísticas – como museus, teatros e galerias – que são acessíveis apenas para pessoas de elite e excluem as artes populares do seu conceito de arte. Para entender mais sobre o assunto, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A elitização da arte no Brasil”. TEXTO 1 A arte: dentro e fora dos museus “Com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, museus em todo o mundo foram fechados temporariamente. Em meio a isso, muitos ainda tomaram medidas que buscavam levar arte para a população de outras formas, nem que fosse necessário deslocar as obras de arte de seus espaços convencionais. Exposições a céu aberto, obras de arte em outdoors e grafite na fachada de museus foram algumas das tentativas de levar arte para a parcela da população que nunca foi além da entrada desses espaços. Esse movimento levantou debates que desde o início do século 20 protestam contra as tradicionais casas de exposição e já questionam qual a função da arte e que lugares ela ocupa. Historicamente o consumo de arte é elitizado, segundo Ana Gonçalves Magalhães, diretora e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP). Quando se discute um conceito mais estrito e eurocêntrico de arte – aquele que foi concebido a partir da primeira era moderna com a constituição dos gabinetes de curiosidade e que se desdobrou depois nas ditas belas-artes – essa elitização pode ser vista, ainda que o termo ‘consumo’ seja anacrônico no contexto da primeira era moderna, anterior à consolidação do mercado da arte no século 19, explica Ana. “No que chamamos de sistema de arte (que envolve as instâncias do mercado de arte e as instituições artísticas tradicionais), ele continuou a ser elitizado, mesmo hoje em dia”, completa. De acordo com Gonçalves, a consolidação dos museus de arte ao longo do século 20 veio em paralelo a um debate muito relevante sobre a educação pela arte. Nesse ponto, destaca-se a Mesa de Santiago de 1972, na qual os membros debateram o papel dos museus da América Latina. Gonçalves conta que ‘uma tomada de decisão muito importante foi justamente a de que os museus devem estar abertos e a serviço da sociedade, têm a função de educar e serem capazes de representar a diversidade social. Embora ainda haja questões em relação ao acesso de todos aos museus, há uma política internacional em que os museus no mundo, através de sua ação educativa, devem ser inclusivos’.” Fonte: jornalismo junior TEXTO 2 A luta de classes do graffiti “O público anti-graffiti aprendeu que arte custa milhões, que não se pode tocar com as mãos, que deve ser protegida dentro de um museu de segurança máxima e que existe um conceito bastante erudito por trás que só ‘iniciados’ conseguem compreender plenamente. O que incomoda na prática do graffiti é sua oposição a essa tese elitista: ela coloca a arte na rua, sai das periferias, invade os bairros nobres, apropria-se da cidade sem pedir licença. Os artistas de uma arte que se faz pública entendem que os espaços urbanos são ‘de todos’ e que, portanto, devem ser ocupados por aqueles que usufruem do meio. A lógica das ruas foge das regras rigidamente construídas ao longo dos séculos, eliminando as barreiras simbólicas que impedem o acesso do povo à arte. Para além disso, há ainda uma outra subversão que toca a estrutura fundamental da boa família neoliberal: não se compra um graffiti que se viu na esquina e se leva para pendurar na sala de estar; ele é da rua, pertence, elogia, aclama o espaço público, tirando o protagonismo de séculos de existência da propriedade privada. Este é o grande motivo pela qual tentam incansavelmente silenciar o graffiti: ele é muito perigoso à manutenção da estrutura elitista, branca, excludente e neoliberal. Quantas vezes não se apagaram murais para se colocar no lugar a publicidade de quem pagou por aquele espaço? A regra do sistema é essa: pode-se tudo desde que se pague por isso. Se não pagaram, está errado e é descartado.” Fonte: diplomatique TEXTO 3 Por mais espaços plurais e menos elitização cultural “[…] Quem vai a uma apresentação da Filarmônica na Sala Minas Gerais se assusta (ou se sente em casa, dependendo da classe social): os visitantes que ali estão trajam suas melhores roupas e rodopiam no foyer com taças de espumante e sorrisos iluminados. Há, vão dizer, muitas apresentações voltadas ao público dito “carente”. Concertos no parque, esporadicamente, e muitas apresentações das companhias do bairro, ou das turmas de formação dos espaços culturais de bairros fora do eixo Centro-Sul de Belo Horizonte. Pergunto-me, afinal, por que é que essas pessoas que já são marginalizadas têm que ter acesso somente à produção artística que também é marginalizada? Voltamos aos programas sociais de museus e institutos como a Fundação Clóvis Salgado e o Circuito Cultural Praça da Liberdade, que promovem, de fato, certa inclusão ao trazer este público para dentro dos espaços. Os programas agem com uma boa intenção, mas não integram esta população a uma realidade, trazendo ela para perto da programação artística da cidade. Insisto em dizer que mais me parece uma oferta ‘generosa’ àqueles que vão visitar como se fosse ‘coisa de outro mundo’. Nós, habituados a frequentar estes lugares, sabemos bem que existe um pensamento que divide a população entre “interessados em cultura” e, bom, o resto é resto pra muita gente. Há um enorme preconceito que afirma, inclusive, que todos têm que ter acesso a estes espaços elitizados e tradicionais na cena cultural. Não é, no entanto, o que se defende aqui. Uma possibilidade

O tema de redação cobrado no ENEM PPL (Pessoas Privadas de Liberdade) e Reaplicação de 2021 foi ”Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”! Então, confira os textos motivadores a seguir! Texto 1 do tema Enem PPL 2021 Vinda de uma família abastada, viúva e irmã de militares, Anna Nery foi contratada como enfermeira para auxiliar o corpo de saúde do Exército Brasileiro e permaneceu atendendo feridos e enfermos durante o conflito da Guerra do Paraguai, até 1870. Na época, doenças ameaçavam a saúde dos soldados, mas Anna conseguiu transformar a realidade sanitária dos locais onde trabalhava, impondo condições mínimas de higiene para que essas doenças não se alastrassem e para que as pessoas fossem tratadas com segurança. A sua história está documentada no Museu Nacional da Enfermagem, fundado em 2010. Anna Nery é semelhante à de Florence Nightingale, a inglesa que consolidou seu trabalho de cuidado na Guerra da Crimeia e fundando, assim, a enfermagem no século XIX. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 2 jul. 2021 (adaptado). TEXTO 2 Adriana Melo foi pioneira na identificação da relação da zika com microcefalia. Após cinco anos do surto no país, ela ajuda famílias com um projeto singular na Paraíba – e diz que ainda há muito a aprender sobre a doença. “Infelizmente, o interesse internacional em pesquisa diminuiu muito”, reclama Melo, “porque o zika não chegou ao mundo rico, não chegou à Europa e aos Estados Unidos. Perdeu-se totalmente o interesse pelo assunto.” Para ela, é uma negligência, uma vez que o vírus zika continua causando novos casos de microcefalia em crianças. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. TEXTO 3 A vida de uma médica entre seis hospitais e três filhos durante a pandemia Entro em casa pela porta dos fundos, higienizo as mãos com álcool gel. Tiro a roupa na lavanderia, coloco direto na máquina de lavar. Sigo para o banho. Agora essa é minha rotina. No entanto, a pior parte é a de não chegar perto das crianças. Saindo do banho, vejo que há duas ligações não atendidas. Retorno a primeira: uma amiga, cardiologista, conta que não vai conseguir voltar ao hospital para atender um paciente. Ela já vinha apresentando um quadro de moleza desde sábado, mas como nós, médicos, estamos habituados a fazer, ignorou os sintomas por serem leves. Tirou um cochilo hoje à tarde e acordou com febre. Ela me contou que atendeu um paciente, quatro dias atrás, que estava com febre depois de voltar de uma viagem (ele fez o teste e hoje recebeu o resultado, ou seja, positivo). Até perceber o risco, o contato já havia acontecido. Pedi para ela fazer exame para Covid-19 e ficar em isolamento domiciliar. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Então, você quer receber sua redação corrigida por professores especialistas? Acesse nosso site e envie seu texto!

E aí, galera! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade, tá? Então, bora catar o caderno e ficar por dentro do assunto! Olá, pessoal! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade! Então, vamos pegar o caderno e saber mais sobre o que são e como evitá-las! A definição das marcas de oralidade pode ser exemplificada por momentos da nossa fala cotidiana representados textualmente. Você consegue notar a diferença entre as frases que iniciaram o texto? A primeira, está com diversas marcas de oralidade. Já a segunda está escrita de maneira mais formal. Exemplos de marcas de oralidade Tudo que é comum na fala e é representado por meio da escrita pode ser considerado uma marca de oralidade. Veja agora quais são os principais tipos de marcas de oralidade! Termos comuns Uma simples palavra pode representar uma marca de oralidade! Confira alguns exemplos: Aí; Tá; Né; Dai; Viu; Bom; Veja; Olha; Você; Okay; Entendeu; Compreende. Expressões populares Expressões são recursos da fala e da escrita que recebem novos sentidos quando utilizados em contextos específicos. A interpretação da expressão precisa ser efetuada de forma geral. Então, não é possível avaliar separadamente os elementos daquela sentença. É por essa razão que as expressões não são traduzidas ao pé da letra para outro idioma, pois não faria sentido para quem não conhece o termo. Portanto, veja algumas expressões muito utilizadas no nosso dia a dia: Maria-vai-com-as-outras: falta de personalidade ou aquela pessoa facilmente influenciável; Abandonar o barco: desistir de alguma situação; Dar mancada: trair a confiança de alguém ou desonrar um compromisso previamente marcado; Bola para frente: frase motivacional para continuar, seguir mesmo perante alguma dificuldade; Trocar seis por meia dúzia: realizar uma troca que não mudará nada para ninguém; Viajar na maionese: dizer algo confuso ou incoerente, não entender algo; Botar o carro na frente dos bois: pular etapas, não seguir o fluxo normal das coisas; Subir pelas paredes: relacionado à angústia ou desespero; Gírias A gíria é definida na linguagem como uma palavra não convencional utilizada para designar uma outra palavra. Ela possui uma peculiaridade e pode mudar de significado dentro da mesma língua, por exemplo: a palavra “dinheiro” pode ser chamada de “grana”, “dindim”, “tostão”, “pila” – e outras que vão surgindo de acordo com o contexto. O fenômeno não tem explicação, uma vez que é uma contribuição cultural à língua de forma geral. Pensando assim, é possível mapear as gírias devido ao uso! Veja quais gírias são usadas regionalmente no português brasileiro. Norte Brocado: com fome; Chibata: algo muito legal; Fuleiro: pouco confiável; Grelhar: fazer sucesso; Pitiú: cheiro muito forte; Égua: espanto; Tubão: soco no rosto. Nordeste Abestado: bobo, leso, tolo; Froxo: que tem medo; Balaio: cesto grande; Cabrita: menina; Avacalhar: Esculhambar; Bizonho: triste, calado; Pisa: apanhar; Sul Tesão: muito legal; Tri: bastante; Trocinho: pessoa; Biju: bonita; Piá: menino; Guria: menina; Esbudegado: cansado; Sudeste Maneiro: legal; Goma: casa; Trem: alguma coisa; Migué: mentir; Tiquim: algo pequeno; Parça: amigo; Pisante: sapato; Centro-Oeste Abiscoitar: herdar; Descabriado: descontrolado; Bitelo: algo grande; Quebrado: pessoa sem dinheiro; Treta: confusão; Trocar ideia: conversar; Zueira: brincadeira; Por que evitar as marcas de oralidade? Quando utilizadas em textos mais informais, como as crônicas, as marcas de oralidade podem servir como uma ótima ferramenta para a construção da história. Isso porque pode ser até mais fácil se expressar por meio delas. Entretanto, algumas situações devem evitar a oralidade, por exemplo nos textos dissertativos-argumentativos exigidos em testes seletivos, como vestibulares e Enem. Assim, ao escrever utilizando as marcas de oralidade pode ser interpretado que você não entende do gênero textual solicitado –pois esses textos devem ser escritos de maneira impessoal. Ao utilizá-las, sua nota final será diretamente impactada. Portanto, evite-as ao máximo, pois elas fazem parte das 10 coisas que você não deve fazer na redação. Além disso, é inviável pressupor que o leitor compreenda todos os aspectos da língua falada – até porque palavras e expressões mudam de região para região. É por essa razão que a norma padrão existe, pois ela servirá de base para que, durante a leitura, todos entendam o que está escrito no texto. Isso faz com que o uso da norma padrão seja um dos fatores positivos para as provas avaliativas. Marcas de oralidade: como evitar? Agora que você conhece as marcas de oralidade e o motivo de evitá-las, fica mais fácil saber o que não fazer. Portanto, confira um pequeno guia sobre como fugir desses vícios de linguagem. Evite expressar sentimentos ao escrever um texto. As interjeições podem ser consideradas como algo inadequado ao redigir uma redação; Não use verbos no imperativo, pois eles demandam o cumprimento de uma ação. Mas lembre-se de que em textos dissertativos-argumentativos não há um leitor específico – uma vez que o seu interlocutor deve ser universal. Então, é impossível direcionar-se diretamente ao destinatário; Evite as marcas de oralidade! Lembre: palavras, expressões ou gírias, não podem entrar no seu texto, pois são normalmente abstratas. Então, deixe-as para serem usadas na oralidade do seu dia a dia! Seguindo as nossas dicas de como fazer uma redação, você estará cada vez mais preparado para arrasar na sua prova. Portanto, não deixe de acompanhar o nosso blog e fique por dentro do que já foi postado por aqui!

Você já escreveu uma redação sobre “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”? Confira o tema da semana! Nos últimos anos, a insegurança alimentar virou pauta recorrente nos noticiários. O motivo se dá por causa do aumento do número de pessoas que estão nessa situação e que enfrentam a fome diariamente. Por se tratar de um problema urgente, é necessário pensarmos nas suas causas e soluções. Foi por isso que escolhemos esse tema para você treinar a sua redação! Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. TEXTO 1 O que é insegurança alimentar? O termo é utilizado para especificar quando uma pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para sua sobrevivência saudável. Ou seja, quando, por qualquer razão, não há condições de se manter ao menos três refeições diárias saudáveis e em quantidade suficiente para suprir as necessidades do corpo. Não é só a falta de comida, mas também a substituição de alimentos ricos em nutrientes e vitaminas por alimentos mais baratos na tentativa de compensar o preço. Tais alimentos têm alto teor de farinhas e açúcares. Isso traz impactos para a saúde, como enfraquecimento do corpo, prejuízos no desenvolvimento físico e mental e aumento da probabilidade de doenças. Tipos de insegurança alimentar Para fins de estudos, a insegurança alimentar é classificada em três tipos: […] Insegurança alimentar: o que está acontecendo no Brasil? “A produção de comida de verdade, como alimentos frescos (frutas, verduras, legumes e cereais), vem tendo cada vez mais um custo elevado por escolhas governamentais; especialmente nos últimos cinco anos, pelo desestímulo contínuo às políticas de crédito à agricultura familiar”, explica a nutricionista Melissa de Araújo, coordenadora da Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais. “É esse tipo de agricultura que, de fato, é responsável pela produção de alimentos para suprir às necessidades da população.” Ela aponta ainda que o acesso aos alimentos, sobretudo nas áreas urbanas, depende do acesso à renda. “Não podemos e não devemos ter uma visão simplista sobre a situação, acreditando que somente políticas assistencialistas de doação de cestas básicas serão capazes de resolver o problema”, enfatiza. Paulo Petersen, membro do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, explica ainda que a maior parte da produção na agricultura brasileira está destinada à produção de ração, combustíveis e exportação. “Hoje o governo deixou de regular as políticas de segurança alimentar e há uma inflação muito alta junto de níveis de desemprego cada vez mais altos”, adiciona. “Alimento não pode ser uma mercadoria como outra qualquer”, defende. “É necessário incentivar a agricultura familiar, que segue sendo a principal fonte dos alimentos consumidos, e políticas que favoreçam a distribuição local”, afirma, citando o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que estão sendo desmantelados. Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/10/23/inseguranca-alimentar-entenda-o-que-e-e-qual-a-situacao-do-brasil.html Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “A insegurança alimentar e a fome no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Fugir ou tangenciar o tema pode prejudicar a nota da sua redação. Mas você sabe o que esses termos significam e como se diferenciam? Descubra neste post!
Quer saber mais sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Decidir sobre quantos filhos ter – ou simplesmente não ter – e qual é o melhor momento para gestar é um direito de cidadania no Brasil. No entanto, a falta de acesso ao planejamento familiar é uma realidade de muitas pessoas, principalmente das classes baixas, que enfrentam a falta de assistência e dificuldades no acesso a métodos contraceptivos. É sobre isso que o nosso tema da semana aborda: a “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Para ajudar você a desenvolver a sua redação e refletir sobre essa problemática, selecionamos neste artigo alguns repertórios socioculturais sobre o tema. Confira! Vídeo | Falta de planejamento Neste vídeo, o médico Drauzio Varella entrevista mulheres que lidam com a gravidez não planejada – entre elas uma adolescente – e profissionais da saúde para falar sobre a importância do planejamento familiar. Ele enfatiza que a taxa de natalidade é maior entre adolescentes pobres, sendo um fator que contribui para o ciclo da pobreza. Além disso, o vídeo apresenta os diferentes métodos contraceptivos disponíveis no SUS, como diafragma, pílulas, DIU de cobre, laqueadura e vasectomia, bem como os preservativos (masculino e feminino) que protegem também contra as ISTs – infecções sexualmente transmissíveis. Confira: https://youtu.be/yqloJ1EOcns Reportagem | Profissão Repórter mostra como é o acesso das mulheres a métodos contraceptivos no Brasil O Profissão Repórter apresenta a luta de mulheres para ter acesso aos métodos contraceptivos no Brasil e aponta que 25% das mulheres que vivem na cidade de Cristalândia, em Tocantins, preferem fazer laqueadura por considerarem ser um método mais eficaz para evitar a gestação. Além disso, a reportagem mostra o trabalho de médicas que atuam para que o acesso ao planejamento familiar e reprodutivo seja efetivado, mesmo em meio a tanto conservadorismo. Confira a matéria completa no g1 globo. Artigo | Direitos reprodutivos: uma história de avanços e obstáculos Você sabe o que são direitos reprodutivos? Trata-se de um conceito fundamental para a nossa discussão, pois envolve o direito ao planejamento familiar. Neste artigo, o jornal Nexo explica o conceito, a sua relação com o movimento feminista e a luta pela equidade de gênero e como esses direitos ligados à reprodução e sexualidade passaram a fazer parte dos direitos humanos. O artigo também destaca que a implementação dos direitos reprodutivos enfrenta alguns obstáculos: a resistência de grupos religiosos e políticas conservadoras que impedem o seu avanço. Leia o artigo completo aqui. Dados | Falta de acesso aos serviços de planejamento familiar na pandemia Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), 12 milhões de mulheres em 115 países, incluindo o Brasil, perderam o acesso a serviços de planejamento familiar em 2020 por conta da pandemia da Covid-19. Esse fator levou a 1,4 milhões de gravidezes indesejadas. De acordo com Astrid Bant, representante da UNFPA no Brasil, as regiões mais afetadas pela falta de acesso a serviços de saúde reprodutiva foram o Norte e Nordeste. Segundo ela: “Durante crises de saúde e crises humanitárias, são as pessoas em situação de maior vulnerabilidade que enfrentam possíveis rupturas em seu acesso a serviços. E é preciso lembrar que o acesso a contraceptivos, assim como atendimento em saúde reprodutiva, é um direito humano, e temos trabalhado para garanti-lo”. Além desses dados, esta matéria do jornal O Globo também mostra os impactos da pandemia nos serviços de planejamento familiar e reprodutivo, ao afirmar que a oferta do DIU e laqueadura pelo SUS caiu mais de 40%. Documentário | Meninas (2006) Meninas (2006) é um documentário brasileiro, dirigido por Sandra Werneck, que aborda a gravidez na adolescência por meio da história de Evelin (13 anos), Luana (15 anos), Edilene (14 anos) e Joice (15 anos). Todas são adolescentes que moram em comunidades pobres do Rio de Janeiro e têm suas vidas afetadas pela gravidez precoce. O documentário alerta para a importância de incentivar políticas sociais e educativas sobre sexualidade e que conscientizem adolescentes sobre os impactos de uma gravidez indesejada e não planejada em suas vidas. Meninas (2006) está disponível no Youtube, a seguir: Série | The Handmaid’s Tale (2017) A premiada série The Handmaid’s Tale (2017) também pode ser um repertório para a sua redação! O drama, baseado no livro homônimo de Margaret Atwood, aborda a perda dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Em um futuro distópico, o planeta enfrenta uma crise de natalidade causada por problemas ambientais em que grande parte da população se torna infértil. Nesse cenário, os EUA sofrem um golpe e se transformam em um Estado totalitário e fundamentalista cristão, chamado República de Gileade. Para manter os níveis demográficos da população, as poucas mulheres férteis – as Aias – são forçadas a procriar com a elite, ou seja, elas perdem a sua autonomia e têm seus direitos sexuais e reprodutivos completamente negados. Assista ao trailer a seguir: E aí, você gostou dos repertórios que selecionamos? Esperamos que eles ajudem você a fundamentar a sua tese! Agora, escreva a sua redação sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Você já escreveu uma redação sobre “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que a falta de acesso ao planejamento familiar persiste no Brasil e no mundo. O problema afeta principalmente as mulheres mais pobres, que não possuem outros direitos básicos – como moradia, renda, alimentação e educação –, o que aprofunda cada vez mais as desigualdades sociais. Com isso em mente, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. TEXTO 1 O que é planejamento familiar? “Conforme a lei federal 9.263/96, o planejamento familiar é direito de todo o cidadão e se caracteriza pelo conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. Em outras palavras, planejamento familiar é dar à família o direito de ter quantos filhos quiser, no momento que lhe for mais conveniente, com toda a assistência necessária para garantir isso integralmente. Para o exercício do direito ao planejamento familiar, devem ser oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantindo a liberdade de opção.” Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – o que é planejamento familiar TEXTO 2 Planejamento familiar “Em agosto de 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou informações contidas no banco de dados do município, colhidas no período de 2000 a 2004 pela Fundação SEADE. A reportagem nos ajuda a avaliar o potencial explosivo que a falta de acesso aos métodos de contracepção gera na periferia e nas favelas das cidades brasileiras. Se tomarmos os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo – Parelheiros, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, Guaianazes e Perus -, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontrada nos cinco bairros com melhor qualidade de vida. O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego no extremo leste da cidade atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade no ano passado. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área do M’Boi Mirim, na zona sul, é 19 vezes maior do que em Pinheiros, bairro de classe média. Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também. Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada. Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados. O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do País, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.” Fonte: drauzio varella – planejamento familiar artigo TEXTO 3 Para onde vamos em um país sem planejamento familiar? “Desde que me formei e comecei a atuar no SUS eu coleciono histórias de gestações indesejadas e não planejadas. Já vi isso ocorrer nem sei quantas vezes e, em muitas, a chegada de um novo bebê significava uma pequena tragédia econômico-familiar. Nos idos de 2011, no meu primeiro emprego depois de formada, atendi uma moça na sua quinta gestação. Como de praxe, perguntei a ela se era um evento planejado e desejado. Ela disse que não. Que engravidou usando a pílula e amamentando seu bebê de 6 meses. ‘Que estranho! Posso ver as cartelas?’ Chequei a data de validade. Tudo certo. Eram mini-pílulas. Daquelas que se deve tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem fazer pausa entre as cartelas para que funcionem. ‘Te explicaram direito como se deve usar?’ ‘O médico me deu no lugar da injeção que eu sempre usei. Não tinha a injeção no dia que sai da maternidade. Parece que tá em falta até hoje.’ Peguei a receita e lá estava escrita a forma correta de se tomar os comprimidos. ‘Tomar todos os dias, sempre no mesmo horário e sem dar pausa entre as cartelas. Certo?’ ‘Sem pausa? Mas eu tava dando as pausas. Igualzinho eu fazia quando usava uma outra pílula.’ Era uma moça miserável e analfabeta. Por óbvio, não havia lido as instruções de uso. Também não foi perguntada sobre sua capacidade de leitura. Não foi informada adequadamente sobre o modo correto de tomar os comprimidos. Não pôde usar o método que já estava acostumada a usar porque ele não estava disponível no SUS e ela não tinha dinheiro para comprar. Engravidou do quinto filho morando em uma casa miserável e sem condições financeiras de cuidar de nenhum.” Fonte: uol – para onde vamos em um país sem planejamento familiar Confira a lista de repertórios sobre o tema “Falta de acesso ao planejamento familiar no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie

A Síndrome de Burnout se tornou uma das condições mais comuns da sociedade moderna. Saiba mais sobre ela e como evitá-la!

Você já escreveu uma redação sobre “Direitos dos animais no esporte”? Confira o tema da semana! A Olimpíada de Tóquio 2021 levantou uma discussão importante sobre os direitos dos animais no esporte após uma técnica de hipismo bater em um cavalo na prova. O resultado disso foi a exclusão dessa modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Para além desse episódio, o debate sobre a utilização de animais no esporte divide opiniões: de um lado, há quem defenda o uso dos animais desde que a prática assegure o seu bem-estar; por outro lado, há quem questione a utilização dos animais em qualquer prática esportiva. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Direitos dos animais no esporte”. TEXTO 1 Técnica da Alemanha é desqualificada das Olimpíadas por bater em cavalo A técnica de pentatlo moderno da Alemanha, Kim Raisner, foi desclassificada das Olimpíadas de Tóquio por bater em um cavalo, disse a União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) em um comunicado neste sábado (7). O incidente ocorreu enquanto Raisner tentava ajudar a pentatleta alemã Annika Schleu na sexta-feira (6), antes de sua rodada de saltos no evento feminino. Schleu foi vista lutando esforçadamente para controlar Saint Boy, o cavalo com o qual ela havia sido designada para pular. “O Conselho Executivo da UIPM deu um cartão preto à técnica da seleção alemã Kim Raisner, desqualificando-a do restante dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020”, disse a UIPM. “O comitê analisou o vídeo que mostrava a senhora Raisner aparentando golpear o cavalo Saint Boy, montado por Annika Schleu, com seu punho durante a disciplina de equitação da competição feminina de pentatlo moderno.” Resistência Saint Boy estava resistindo e se recusando a trotar ao redor da pista enquanto Schleu tentava controlá-lo. Os atletas no pentatlo recebem cavalos para competir aleatoriamente e têm apenas 20 minutos para se relacionarem com os animais antes do início da rodada de saltos. “A competição de hoje na equitação do pentatlo moderno foi parcialmente caracterizada por cenas que prejudicaram a imagem do esporte”, disse o comitê olímpico alemão em nota enviada à CNN neste sábado. “Precisa ser mudado para que o cavalo e o cavaleiro fiquem protegidos. O bem-estar do animal e uma competição justa para os atletas precisam ser o foco.” Fonte: cnn brasil TEXTO 2 Um pouco dos animais no esporte Eles estão lá, mas apenas porque foram colocados. Eles não falam, falam por eles. E eles reclamam, mas escolhemos o quanto queremos ouvir. Os animais estão presentes no mundo dos esportes, em meio aos grandes eventos, premiações e apostas milionárias. Contudo, o maior questionamento está no que de fato é feito a favor dos interesses desses animais, a partir de como são vistos socialmente. Classificação legal Não há muita segurança a esses seres no âmbito jurídico. No Código Civil brasileiro os animais são classificados como objetos, mais especificamente como “bens semoventes”. De acordo com o Artigo 82: “São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social”. Ainda há trechos referentes à condição animal no Código de Defesa do Consumidor, no qual há o direito de arrependimento, que estabelece ser “absolutamente ilegal cláusula que estabelece a recusa da devolução do animal”. Assim, em caso de arrependimento com seu produto, o comprador pode devolvê-lo, tornando a situação dos animais extremamente vulnerável. A professora Ivanira Pancheri, uma das responsáveis pela disciplina Direito dos Animais na Faculdade de Direito da USP, explica que essa classificação do animal como coisa vem do Direito Romano. Tais nomenclaturas foram criadas como uma forma de proteger essa coisa, tornando-a algo que poderia ser apropriado. Atualmente, não há mais uma discussão sobre os animais serem sencientes, ou seja, de manifestarem emoções. Segundo ela, há um movimento em países como Alemanha e Suíça, para elevar esses animais, e diferenciá-los de objetos não vivos, como uma cadeira, por exemplo. No entanto, nenhum país no mundo atingiu o nível de fornecer uma personalidade jurídica aos animais. Ivanira também pontua a importância do pensamento denominado One Health, que ajuda a centralizar as principais questões da discussão: “Se não houver esse viés de direito animal, de uma visão exclusiva para o bem-estar do animal, do ser senciente, com respeito à dignidade e à liberdade daquele ser, há um segundo viés que é possível colocar na discussão. A saúde do animal é importante para a saúde do meio ambiente e para uma saúde única, inclusive que nos afeta”. Há no Brasil um projeto de lei em tramitação que trata sobre essa mudança de status primária. Contudo, o PLC 27/2018, inicialmente proposto pelo deputado federal Ricardo Izar, sofreu intensas modificações a partir da inserção de emendas que, na opinião da professora, restringiram os grupos de animais que se beneficiariam desse reconhecimento. No final de setembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro assinou sancionar a PL1095 que altera a Lei de Crimes Ambientais. A partir de agora, a legislação conta com um item específico que diz respeito à proteção de gatos e cachorros. Fonte: jornalismo junior TEXTO 3 Ativistas e criadores divergem sobre projeto que transforma animais em sujeitos de direito Aspectos jurídicos do Projeto de Lei 6054/19, conhecido como “PL animal não é coisa”, colocaram em lados opostos, nesta sexta-feira (15), ativistas da causa animal e criadores. Para os ativistas, o texto garante que animais vítimas de maus-tratos tenham, por via judicial, a devida reparação do dano a ele causado. Criadores, adestradores e segmentos do agronegócio acreditam que a proposta abre brechas para demandas judiciais absurdas, tais como questionar a pecuária e o adestramento sob a alegação de proteção animal. O Projeto de Lei 6054/19 (antigo PL 6799/13) cria um regime jurídico especial para animais não humanos, assegurando a eles, mesmo não tendo personalidade jurídica, o direito de serem representados na Justiça em caso
O texto narrativo é uma modalidade comum no cotidiano de quem está prestando vestibulares ou concursos e busca pela aprovação. Trata-se de um gênero textual com foco em personagens, que é requerido por diversas instituições do país afora. Apesar de ser comum e amplamente solicitado, ainda há muitas dúvidas sobre a estrutura correta e como elaborar uma redação de texto narrativo. Os alunos que se preocupam em conhecer e aperfeiçoar suas técnicas conseguem usufruir dos melhores resultados e conseguir a tão sonhada aprovação. Pensando nisso, nós, da Redação Online, elaboramos um conteúdo completo com as principais informações sobre o assunto para você ficar por dentro e não perder nada! Continue lendo e entenda o que é, quais os elementos presentes, a estrutura correta e dicas para você fazer um texto narrativo nota mil! Ah! Aproveite e confira também nossa publicação com dicas para se concentrar nos estudos e se dar bem! Afinal, o que é um texto narrativo? Em poucas palavras, podemos dizer que um texto narrativo é um gênero textual que utiliza de personagens e ações dos personagens, em um determinado espaço e tempo. Dentro de um texto narrativo, como o próprio nome sugere, são narrados acontecimentos diversos que podem, muitas vezes, ser escrito em formato de prosa — a apresentação de pensamentos objetiva. Dentre os principais exemplos de textos narrativos, não podemos deixar de mencionar a crônica, fábula, romance, conto e novela. Apesar dessa definição específica, um texto narrativo possui liberdade e diversidade para se suceder. Dessa maneira, o candidato pode escolher entre o tipo de narrador e discurso narrativo. Há três formas de apresentar o narrador: como narrador personagem, onisciente e observador. personagem: a redação deve ser feita em primeira pessoa, já que o narrador faz parte do enredo; onisciente: narrado na terceira ou primeira pessoa, o narrador tem conhecimento sobre todos os acontecimentos e personagens; observador: também em terceira pessoa, o narrador não participa do enredo e conhece todos os fatos. O discurso narrativo também pode ser selecionado em três diferentes formas: indireto: quando não há fala do personagem diretamente, ou seja, o discurso é exibido por meio das palavras do próprio narrador; direto: quando há fala direta dos personagens que deve ser exposta por meio do travessão (—); indireto livre: quando une falas diretas e indiretas no decorrer da redação. Quais elementos presentes em um texto narrativo? Os elementos presentes em um texto narrativo podem ser resumidos em 5 pontos principais: narrador, enredo, personagens, espaço e tempo, que podem ser descritos da seguinte forma: narrador: elemento do texto para narrar a história e os acontecimentos, pode ser realizado em primeira ou terceira pessoa; enredo: refere-se a organização da narrativa e como ela será contada ao leitor. Nesse caso, o candidato pode optar por um enredo linear ou não linear; personagens: responsáveis por compor a narrativa, devem ser construídos no decorrer da narrativa e desenrolar o enredo; espaço: trata-se do local ou dos locais onde os acontecimentos fluem, neste caso, o espaço pode acontecer de forma tangível ou no mundo das ideias; tempo: marca o tempo corrente dentro da narrativa e, novamente, pode acontecer tanto de forma cronológica ou psicológica. Estrutura correta de um texto narrativo Assim como a maioria dos gêneros textuais, a estrutura correta de um texto narrativo deve ser introdução, desenvolvimento e conclusão. Lembrando que, na introdução, acontece a apresentação e o contexto de todo o enredo, para que, no desenvolvimento, os fatos se desenrolem. Ainda na introdução, apresentam-se o tempo e espaço que a história se passará, assim como os personagens. No desenvolvimento, por sua vez, é o momento em que o enredo progride e os conflitos começam a aparecer. É neste momento que o leitor entende a problemática e começa a imaginar as possíveis conclusões para a narrativa. É no desenvolvimento, também, em que é apresentado o clímax – o ponto mais alto da história. Já na conclusão, a narrativa deve se desenrolar para que as problemáticas e os conflitos sejam resolvidos, também conhecido como desfecho da história. Dicas – Saiba como fazer um texto narrativo corretamente Agora que você sabe os elementos presentes e a estrutura de um texto narrativo, é hora de entender como colocar em prática de forma assertiva e conseguir os melhores resultados possíveis. preste atenção no limite de linhas de forma que toda a história tenha uma boa introdução, desenvolvimento e conclusão. Para tanto, é importante se organizar e estruturar seu texto antes de fazer a versão definitiva; leia bem o enunciado e preste atenção nos requisitos para desenvolver seu texto; leia, com frequência, textos narrativos e entenda como o enredo e outros elementos devem ser desenvolvidos na prática; treine seu texto narrativo várias e várias vezes: é treinando que aperfeiçoamos nossas redações; lembre-se de desenvolver bem seus personagens, de modo que o leitor não tenha dúvidas quando ele for mencionado no seu texto; lembre-se de mencionar o espaço e tempo em que sua história se passa, ainda na introdução; dê atenção a conclusão do seu texto: não se esqueça de dar desfecho para as problemáticas apresentadas na sua narrativa e para o conflito principal. Não se esqueça, também, de conferir se não haverá “furos” no seu texto. Exemplo de texto narrativo (pequeno) – Crônica Selecionamos, a seguir, um exemplo de texto narrativo pequeno, em forma de crônica, para você visualizar como funciona os elementos dos textos narrativos na prática: “Morreu lá um tal de 56 Nicolino, numa indigência que eu vou te contar; Segundo telegrama vindo de Ubá, alguns amigos de 58 Nicolino compraram um caixão e algumas garrafas de cangibrina, levando tudo para o velório. Passaram a noite velando o morto e entornando a cachaça. De manhã, na hora do enterro, fecharam o caixão e foram para o cemitério, num cortejo meio ziguezagueando e num compasso mais de rancho que de féretro. Mas — bem ou mal — lá chegaram, lá abri rata a cova e lá enterraram o caixão.” (Trecho da crônica Choro, veia e cachaça, do escritor Stanislaw Ponte Preta). Um
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