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Quem está praticando para tirar 1000 na Redação do ENEM já deve ter percebido que um dos itens que contribuem para chegar na nota máxima é incrementar o texto com citações — sejam trechos de música, frases de filósofos ou trechos de obras literárias. E é por isso que você precisa aprender como usar uma citação! No entanto, assim como uma citação pode enriquecer o texto, também pode acabar prejudicando o desenvolvimento dele. Isso acontece porque muitos alunos não sabem como empregar citações diretas e indiretas de maneira adequada. Vem com a gente que vamos ensinar como fazer uma boa citação para qualquer redação e garantir a nota 1000 que você tanto sonha! O que é, de fato, uma citação e como usar uma citação na redação? Antes de ensinarmos a colocar, de forma correta e certeira, uma citação no meio da sua redação, acreditamos ser importante entender o que ela é. É a transcrição de uma ideia ou opinião de outra pessoa dentro do texto para ressaltar a visão do autor citado ou para diferentes fins. Sabe quando você pretende reforçar um posicionamento ou explicar algo e nota que precisa de alguma coisa que vá além de suas palavras? É para isso que serve a citação! Mas, atenção: ela sempre deve ser seguida da referenciação do autor, senão caracterizará plágio. Pense conosco: não adianta colocar uma frase de um célebre filósofo se sua argumentação não estiver em harmonia com ela ou, até mesmo, em contradição. Por isso, antes de colocar várias citações no texto, pense se realmente será um elemento que está casando com a ideias e se irá valorizar sua escrita e sua linha da raciocínio. Vale lembrar que a citação pode ser feita de duas formas: direta e indireta: 1. Citação direta A citação direta é aquela em que transcrevemos a frase tal como a célebre pessoa falou (ou escreveu). Seja um compositor, poeta, político, teórico ou outra pessoa de notoriedade. Na citação direta, utilizamos as aspas e, claro, o nome de quem proferiu tal frase. Que tal alguns exemplos atemporais para colocar em diversas propostas de redação? Papel e caneta na mão: 2. Citação indireta Por sua vez, na citação indireta, o que se faz é parafrasear a fala de alguém, ou seja, utilizamos nossas palavras para explicar o que foi dito por outra pessoa. Neste caso, não usamos aspas, mas também precisamos indicar o nome de quem é o autor de tal discurso. Vamos aos exemplos: Por que citação é tão relevante na redação ENEM e como usar uma citação? Ao escrever um texto dissertativo argumentativo, você precisa deixar claro ao seu examinador que domina o conteúdo que está se manifestando. Nesse ponto, a citação torna-se bastante importante, pois com ela o aluno consegue deixar claro sua capacidade de relacionar suas ideias com a fala de alguém com notório conhecimento em dado assunto. Além do mais, demonstra que o seu texto possui embasamento, ao ponto que ele conseguiu utilizar de forma assertiva a interpretação dos textos-base e ainda refletir e os relacionar com a realidade que o cerca. Dicas de como fazer uma boa citação Vamos partir do pressuposto de que colocar uma citação no seu texto não é uma obrigatoriedade, mas caso você queira dar esse toque especial em seu texto, considere: Com essas dicas, você já está mais que apto para decidir o que combina com o seu texto e fazer uma citação inteligente na sua redação sem medo de errar, e agora você aprendeu como usar uma citação!

A colocação pronominal é uma regra que possui diversas particularidades. Veja aqui tudo que você precisa saber a respeito dela!

Essa semana teve o Enem 2021, e a pergunta que não quer calar: qual foi o tema do Enem 2021 e os seus textos motivadores? Confira agora! Texto 1 do tema Enem 2021 Toda sexta-feira, o ônibus azul e branco estacionado no pátio da Vara da Infância e da Juventude, na Praça Onze, Centro do Rio, sacoleja com o entra e sai de gente a partir das 9h. Então, do lado de fora, nunca menos de 50 pessoas, todas pobres ou muito pobres, quase todas negras, cercam o veículo, perguntam, sentam e levantam, perguntam de novo e esperam sem reclamar o tempo que for preciso. Adultos, velhos e crianças estão ali para conseguir o que, no Brasil, é oficialmente reconhecido como o primeiro documento da vida – a certidão de nascimento. […] Portanto, ao longo do discurso desses entrevistados, fica clara a forma como os usuários se definem: “zero à esquerda”, “cachorro”, “um nada”, “pessoa que não existe”, entre outras, todas são expressões que conformam claramente a ideia da pessoa sem registro de nascimento sobre si mesma como uma pessoa sem valor, cuja existência nunca foi 29 oficialmente reconhecida pelo Estado. ESCÓSSIA, F. M. Invisíveis: uma etnografia sobre identidade, direitos e cidadania nas trajetórias de brasileiros sem documento. 2019. Tese (Doutorado em História, Política e Bens Culturais). Fundação Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, 2019. TEXTO II A Lei Nº 9 534 de 1997 tornou, assim, o registro de nascimento gratuito no Brasil. Só que o problema persiste, mostrando que essa exclusão é complexa e não se explica apenas pela dificuldade financeira em pagar pelo registro, por exemplo. Disponível em: https://estudio.r7.com/. Acesso em: 22 jul. 2021 (adaptado) TEXTO III A certidão de nascimento é o primeiro e o mais importante documento do cidadão, então, com ele, a pessoa existe oficialmente para o Estado e a sociedade. Por isso, só de posse da certidão é possível retirar outros documentos civis, como a carteira de trabalho, a carteira de identidade, o título de eleitor e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Além disso, para matricular uma criança na escola e ter acesso a benefícios sociais, a apresentação do documento é obrigatória. Disponível em: https://www.senado.leg.br/. Acesso em: 21 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Quer saber a nota da sua redação do ENEM? Acesse nosso site e envie a sua folha de rascunho pra gente!

Por ser o gênero textual mais cobrado em vestibulares, saber como escrever um bom texto dissertativo argumentativo é o trunfo dos estudantes que muito provavelmente os conduzirá à tão sonhada aprovação. É para isso que você estuda tanto, não é? A habilidade de escrever bem é um diferencial, e acredite: pode ser aprendida! Que tal, então, entender as particularidades desse gênero discursivo, sua estrutura ideal e ainda de quebra ter um checklist pré-produção? Que bom que você chegou a tempo nessa página, porque o Redação Online te conta hoje tudo que você precisa saber para garantir nota máxima nessa parte tão importante de vestibulares e, principalmente, do ENEM. O que é um texto dissertativo argumentativo? Como já citamos, a redação dissertativa argumentativa é um gênero textual que defende um determinado ponto de vista por meio do uso e da aplicação de argumentos e, em alguns casos, inclusive oferece uma proposta de solução de problemas. Basicamente você terá que escrever um texto em que explica detalhadamente os porquês de você pensar dessa forma. Embasar os argumentos com bons fundamentos — que sejam reais! — é seu ticket de entrada no ensino superior. Mas você se pergunta “de onde tiro ideias para deixar meu texto rico?”, nós prontamente te respondemos que é necessário, sobretudo, saber fazer uma boa interpretação de textos. Estar antenado com conhecimentos gramaticais, bem como conhecimentos de mundo irão te ajudar muito! Aliás, você sabe porque esse gênero textual é o mais comum de ser encontrado em vestibulares e é o oficialmente definido para o Enem? Porque ele é considerado como o formato de texto ideal para identificar o nível de conhecimento dos estudantes sobre assuntos gerais e para medir a capacidade interpretativa, relacional e de organização dos candidatos. E não para por aí: ao longo de sua vida acadêmica, é provável que você ainda cruze várias vezes com esse formato textual. Ele é tão importante que, no mestrado (quando você vira um mestre em alguma temática), a dissertação final é a forma de avaliação para conseguir o título. Já viu que não dá para não aprender, não é? Ah, mas como estamos falando repetidamente sobre fundamentos e argumentação, é importante que você saiba que existem diferenças entre dissertação e artigo de opinião, ok? Características-chave dos textos dissertativos argumentativos A redação dissertativa argumentativa ou a dissertação argumentativa possui algumas características bem singulares e de fácil identificação: Como é a estrutura de uma texto dissertativo argumentativo? O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura tripartida, ou seja, existem três bases específicas que você deve seguir no momento da produção desse gênero discursivo: 1. Introdução O primeiro parágrafo do texto dissertativo argumentativo é o que chamamos de introdução, e nele deverá conter duas partes da sua produção: a apresentação do tema e a explicitação da tese adotada. Ou seja, neste momento inicial da redação, você apresentará ao seu leitor o assunto principal de seu texto e qual a opinião do autor (você) acerca do tema proposto. Sempre haverá uma indicação de tema, entende? Quando você receber sua prova, no local da redação, haverá um tema pré-definido e textos de apoio acerca dele. Mais do que a opinião, é preciso também explicitar qual tese será adotada no texto dissertativo. Um exemplo fácil seria observar as provas passadas do Enem, como por exemplo no ano de 2020, em que o tema definido foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Essa temática é muito pertinente neste momento justamente por conta da pandemia e a crescente em casos de transtornos psicológicos dela advindos. Assistindo ao jornal, você já conseguiria ter informações sobre esse tema. Uma boa tese a ser defendida seria, por exemplo, formas de combater os estigmas contra doenças mentais ou a desinformação acerca da saúde mental. Em nosso blog, temos alguns modelos de introdução para redação dissertativa argumentativa, dê uma conferida! Não se esqueça: essa introdução deve ser feita de maneira genérica. As ideias deverão aparecer na próxima fase. 2. Argumentação Vencida a apresentação do tema que será abordado, é chegada a hora de usar seus argumentos e defender suas ideias no seu texto dissertativo argumentativo. Tenha em mente que, aqui, você precisa trazer fatos que justifiquem o ponto de vista escolhido. A argumentação no texto dissertativo é feita nos parágrafos intermediários das dissertações e buscam, então, comprovar a tese apresentada. Existem, portanto, três formas de argumentação válidas (reguladas pela ABNT): 3. Conclusão Já adiantamos que a conclusão pode ser feita de duas formas no texto dissertativo argumentativo, mas vamos frisar: ela pode ser um síntese ou uma proposta de solução. Caso opte pela síntese, será necessário que o autor resuma os argumentos adotados, repita a tese trabalhada e conclua o raciocínio construído durante a introdução. Simples, não é? Sendo o caso de uma proposta de solução, o redator deverá apresentar soluções práticas e detalhadas sobre os problemas traduzidos na dissertação. Neste caso, é importante determinar: Projeto de produção: checklist de um texto argumentativo Agora que você já entendeu o que cada parte que forma esse gênero discursivo significa, que tal ter um checklist para otimizar sua produção? É claro que você não poderá o levar para a prova, mas de tanto treinar, facilmente decorará essa estrutura. Pode confiar! Deste modo, para fazer uma boa redação dissertativa argumentativa, é preciso que o escritor escreva esses tópicos em uma folha à parte — que lhe guiará na produção textual para criar um texto dissertativo: E aí, já se sente preparado para fazer uma redação dissertativa argumentativa incrível? É preciso treinar! Nossa dica é encontrar as provas passadas do vestibular que você prestará (e do Enem) e colocar a mão na massa sem preguiça. Aí sim você terá sucesso! Veja o que as pessoas perguntam sobre texto dissertativo argumentativo e a sua estrutura: Confira os principais artigos sobre texto dissertativo:

Finalmente o ENEM 2021 está chegando! Como estão os preparativos por aí? Será que você sabe de tudo o que precisa para escrever uma redação excelente e tirar 900+? Por isso, foi pensando nisso que fizemos uma checklist de redação do ENEM para você se organizar e não esquecer de nenhum detalhe no dia da prova. Nessa checklist, você verá o passo a passo do que fazer no planejamento, na escrita (introdução, desenvolvimento e conclusão), mas também na revisão da redação. Portanto, pega o caderno e siga a leitura! Checklist redação Enem: Planejamento da redação O primeiro passo da lista é: planeje a sua redação! Acredite, o projeto de texto vai fazer com que você tire uma nota excelente na redação, mas também ajudar você a desenvolver as ideias com mais clareza na hora da prova. Mas antes disso, é claro, leia os textos motivadores. Ao fazer a leitura, circule as palavras-chaves que você acredita que são essenciais para o tema e que devem ser abordadas na redação. Com a leitura feita, escolha um cantinho da folha de rascunho para esboçar o seu ponto de partida e o ponto de chegada, ou seja, defina qual será a sua tese, argumentos e proposta de intervenção para o problema. Checklist para o planejamento da redação: Depois de planejar o texto, é hora de colocar as palavras no papel. Inicialmente, escreva no rascunho seguindo a estrutura do texto dissertativo-argumentativo: introdução, desenvolvimento e conclusão. Indicamos que você escreva a redação em torno de 30 linhas – pois as redações nota máxima giram em torno dessa quantidade – e estruture da seguinte forma: 1 parágrafo para introdução + 2 parágrafos para cada argumento + 1 parágrafo para conclusão. A seguir, confira o que não pode faltar em cada uma dessas partes do texto. Checklist redação Enem: Introdução Na introdução é essencial que você faça uma contextualização do tema (sociológica ou histórica) e apresente o seu ponto de vista (tese) de forma objetiva. Além disso, apresente um bom 犀利士 //redacaonline.com.br/blog/dicas/repertorio-sociocultural/”>repertório sociocultural relacionado ao tema para contextualizá-lo. Checklist para a introdução: Desenvolvimento Para o checklist da redação Enem, após a introdução, defenda a sua tese! Escreva o desenvolvimento em dois parágrafos e apresentando, assim, um argumento em cada um deles. Lembre-se, ainda, de apresentar as suas ideias com clareza e argumentos consistentes para a tese. Para isso, escreva um tópico frasal logo na primeira linha do parágrafo. Lembra o que esse recurso significa? De maneira resumida, o tópico frasal é uma frase curta, isto é, que irá expressar a ideia central e reforça o argumento que será defendido no parágrafo. Checklist para o desenvolvimento: Conclusão Na conclusão, você deve escrever uma proposta de intervenção a partir dos pontos que você levantou no desenvolvimento, isto é, propor uma solução para resolver – ou pelo menos amenizar – o problema do tema. Neste momento, escreva uma proposta que seja viável e que esteja conectada com os seus argumentos. Ademais, lembre-se que na proposta de intervenção você deve apresentar os cinco elementos: ação (O QUE deve ser feito), agente (QUEM deve fazer), meio/modo (COMO deve ser feito), efeito/finalidade (PARA QUE deve ser feito) e um detalhamento sobre um desses elementos. Checklist para a conclusão: Quer saber mais sobre o que escrever em cada parágrafo de redação? Então, a professora Chay, aqui do Redação Online, dá mais algumas dicas no vídeo a seguir: https://youtu.be/piMK1mVF__M Revisão da redação Após colocar as suas ideias no rascunho, revise a sua redação, esse é um passo importante no checklist da redação do Enem. Confira se há problemas gramaticais e coesivos, se você usou os conectivos corretamente e se há repetição de palavras. O uso de conectivos conta muito para a nota na competência 4, que avalia os recursos coesivos utilizados para a articulação de ideias do texto. Observe se você utilizou conectivos do tipo operador argumentativo, pois eles precisam estar presentes em pelo menos dois momentos do texto entre parágrafos. Além disso, como cada conectivo possui uma finalidade, é importante que você avalie se eles foram usados adequadamente, caso você identifique desvios e repetição de palavras, corrija e troque por sinônimos. Checklist para a revisão: Por fim, passe a redação a limpo na folha de entrega e capriche na letra! Na hora da prova, lembre-se de organizar o seu tempo para cumprir todos os tópicos dessa checklist: planejar o texto, escrevê-lo e revisá-lo – o ideal é que você dedique 20 minutos para cada uma dessas etapas. Gostou da nossa checklist de redação para o ENEM? Então, esperamos que ela ajude você a alcançar uma excelente nota na redação e, claro, entrar no curso dos seus sonhos! Se gostou, compartilhe esse artigo com seus amigos/as! O Redação Online deseja a você uma ótima prova! Ah, não se esqueça de enviar sua redação pra gente após a prova: nossos professores entregarão sua nota em até 3 dias úteis!
Muitos estudantes sofrem com dificuldades de concentração. Pensando nisso, nós listamos dicas para se concentrar nos estudos. Acompanhe!

Você ouviu boatos de que houve mudanças na correção da redação do ENEM e bateu o desespero? Calma, o Redação Online explica tudo para você! Confira este post e entenda! O que mudou na correção de redação do Enem? Alguns meses antes do ENEM, todos/as os/as corretores/as – inclusive os/as de longa data – precisam fazer um curso de capacitação para corrigir as redações. Nesse curso, o Inep geralmente apresenta alguns ajustes no manual de correção de pontos específicos que podem causar confusão na hora da avaliação e, por isso, precisam ser alinhados para evitar dúvidas ou divergências. É exatamente isso que aconteceu neste ano. As mudanças na correção da redação do ENEM, que você ouviu falar, são apenas alguns ajustes para orientar os/as corretores/as. Isso quer dizer que as regras das competências não mudaram, elas continuam as mesmas. Então, se você está estudando para o ENEM, não se preocupe! Tudo o que você estudou até agora ainda está valendo. Apesar disso, como muitas pessoas nos perguntaram sobre essas “mudanças”, fizemos este post para você ficar por dentro de tudo e evitar cometer desvios na redação. Basicamente, foram atualizadas as competências 2, 3 e 5. Vamos conferir? Pega o caderno! Mudanças na correção da competência 2 Na competência 2 houve duas pequenas mudanças, mas antes vamos entender do que ela se trata? Segundo o manual do Inep, nessa competência você deve: “Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.” Nesse sentido, avalia-se o domínio dos elementos da produção textual: tema e tipologia textual em prosa. Será avaliado ainda se o/a participante selecionou argumentos e apresentou repertórios para fundamentar o seu ponto de vista sobre o tema. Agora, veja o que mudou nessa competência: Textos muito curtos serão corrigidos no nível 3 Textos muito curtos, ou seja, com até 8 linhas, serão avaliados até o nível 3. Isso indica que as redações que apresentarem essa característica alcançarão no máximo 120 pontos na competência 2. No entanto, se você já acompanha o Redação Online, você já deve saber que a recomendação para alcançar 900+ é escrever uma redação em torno de 30 linhas, certo? Afinal, é impossível em uma redação extremamente curta cumprir todos os requisitos da redação – introdução, desenvolvimento e conclusão. Especificar autoria/estudo para repertório legitimado Outra regra que já era válida, mas o Inep enfatizou no curso, está relacionada ao repertório sociocultural. É o seguinte: se o nome do/a autor/a, pesquisa ou filme não for especificado, não valerá como repertório legitimado. Por exemplo, frases como “Estudos demonstram que…” e “Segundo filósofos…” não contarão como repertório. Sendo assim, para valer como repertório legitimado você precisa especificar QUAL é o estudo e o NOME do filósofo. Nós sabemos que, na hora da prova, pode acontecer de você esquecer o nome. Caso isso aconteça, tente pensar em outro repertório que você lembre o nome. Combinado? Mudanças na correção da competência 3 A competência 3 da redação do ENEM se refere à construção de sentido da redação, ou seja, ao projeto de texto. De acordo com o Inep, para alcançar 200 pontos nesta competência, você deve: “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.” Neste ano, o Inep alertou que a redação deve ter foco temático. Mas o que é isso? Confira a seguir! Foco temático O foco temático é quando uma redação apresenta o tema na introdução e continua abordando ao longo do texto, utilizando repertórios e argumentos relacionados à temática. Assim, uma redação sem foco temático é quando ela apresenta o tema somente na introdução e depois não menciona no resto do texto. O Inep alertou que as redações que não focam no tema proposto devem ser avaliadas até o nível 2 da competência, que vale apenas 80 pontos. Importante: foco temático não é a mesma coisa que fuga ao tema (situação que pode zerar a redação). Para configurar fuga ao tema, o/a participante não deve ter mencionado o tema em nenhum momento do texto. Mudanças na correção Enem na competência 5 A competência 5, em resumo, avalia a proposta de intervenção da redação que deve ser apresentada na conclusão. Para garantir 200 pontos nesta competência, você deve: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.” Portanto, você deve elaborar uma proposta de intervenção para o tema apresentando os elementos: agente, ação, modo, finalidade e detalhamento. Caso você apresente mais de uma intervenção, é importante enfatizar que os/as corretores/as irão considerar a proposta mais completa, isto é, que apresente esses cinco elementos exigidos. As mudanças que ocorreram estão relacionadas ao detalhamento, que se trata do elemento responsável por acrescentar informações à ação, ao agente, ao modo ou à finalidade. Algumas construções não serão consideradas detalhamento, como: Orações subordinadas adjetivas As orações subordinadas adjetivas restritivas e explicativas na ação não serão consideradas detalhamento. Por exemplo, “O governo deve criar novas leis que punem…”. Esse “que punem” não vai valer como detalhamento da ação, certo? Nesse caso, você pode exemplificar ou até mesmo justificar a ação para detalhá-la. Por exemplo: “O governo deve criar novas leis que punem os invasores. Afinal, a legislação poderá tornar a internet um espaço seguro para os usuários. (detalhamento)” Adjuntos adverbiais de lugar Além disso, os adjuntos adverbiais de lugar na ação e no modo não serão considerados detalhamento. Vejamos um exemplo: “As ONGs devem realizar palestras nas escolas…”. A especificação “nas escolas” não conta como um detalhamento. Isso não quer dizer que você não pode mais especificar o lugar, ok? Você pode sim! Quer dizer apenas que os adjuntos adverbiais de lugar não valerão os 40 pontos do detalhamento. Viu que as mudanças na correção da redação do ENEM não foram tão grandes assim? Então, sem motivos para desespero nessa reta final! Mantenha a cabeça tranquila, atente-se a esses tópicos que nós apresentamos neste post e continue os seus estudos. Se você percebeu que precisa
Não dá para negar que uma interpretação de texto assertiva é essencial para que você obtenha sucesso nas provas que vão ditar o seu futuro, não é? Para escrever bem na redação do ENEM, por exemplo, é fundamental que seu conhecimento prévio do conteúdo seja tão amplo quanto o do português e suas regrinhas. É notável que algumas pessoas possuem a habilidade intrínseca de compreender e interpretar textos de apoio da redação, mas não há por que se preocupar com isso se não for o seu caso. As situações cotidianas da vida já exigem de você interpretações verbais e não-verbais o tempo todo, então sentir-se seguro para confiar na sua interpretação textual é apenas um passo a frente. A boa notícia, aqui, é que a interpretação textual é uma habilidade que pode ser aprendida. Não sem muito estudo, é claro, mas com isso você já está acostumado, não é? Preparamos algumas dicas para que sua interpretação de texto, daqui para frente, seja mais rápida e eficaz. Vamos lá? Sobre a interpretação Interpretar é determinar o significado preciso de algo. Sendo assim, essa conceituação pode se referir tanto ao processo mental de entender e reagir a algo, como também ao resultado obtido pela sua análise pormenorizada. Para começar, existem diferentes formas de interpretação — verbal ou não-verbal —, e dentro de cada uma dessas possibilidades de compreensão podem existir mais diversas maneiras de interpretar uma situação ou texto dependendo dá área ou da temática. Você sabe que quando o semáforo está na cor vermelha significa que não é seguro atravessar a rua, certo? Parabéns, você acabou de concretizar uma interpretação não verbal absolutamente correta e cumpriu com o objetivo dela: saber quando pode atravessar a rua. Bom, imaginemos agora que você tenha certa afinidade com a internet. Então, sabe quando você lê um “clique aqui” e entende que o ato de clicar naquele link vai te levar a algum conteúdo ou site? Na contramão do exemplo anterior, esse corresponde a uma interpretação textual perfeita. Duas palavras que falam muito mais do que está de fato escrito. Interpretar é isso: descobrir o significado real de algo. Na interpretação de texto, você, como leitor, precisa ser capaz de entender — tanto quanto no “clique aqui” — o que o interlocutor quis expressar. 8 dicas para uma melhor interpretação textual Estudar sobre quais assuntos mais caem na redação do ENEM é muito eficiente, afinal você precisa estar antenado sobre o que acontece mundo afora. Da mesma forma, é preciso estabelecer um alicerce forte que irá te ajudar na compreensão de qualquer texto. Dicas para expandir seu vocabulário Antes de interpretar textos específicos, é preciso investir no seu vocabulário, pois ele é essencial para uma interpretação de textos correta. Mas como? 1. Adote o hábito de leitura diária Correndo o risco de soar como seu professor de redação do colégio ou do cursinho, queremos destacar o óbvio: quanto mais você ler, melhor ficará sua interpretação de textos. Tudo bem que esse papo de que o cérebro é um músculo já foi superado por ser uma crença equivocada do senso comum, mas realmente esse órgão humano precisa ser exercitado já que ele é extremamente moldável conforme as experiências de cada um — essa característica é conhecida como plasticidade. Deste modo, quando algo é incorporado à rotina, com o tempo ele fica bem mais fácil e natural. Até os textos mais complexos serão vistos e lidos com outros olhos, afinal, você agora entende. Sabemos que você lê sim muito, mas não o faça só como obrigação: encontre uma recreação nisso! Todo texto está ali para ser compreendido, e existe uma infinidade de temáticas que você pode se interessar. 2. Escreva textos Que tal expor suas ideias? Colocar-se no lugar daquele que quer ser entendido é tão importante quanto ser quem entende. O fato de você ter que criar argumentos textuais para justificar o que está escrevendo te fará ter uma compreensão mais acertada de qualquer conteúdo que vier a ler. E onde escrever? Em redes sociais, blogs ou até mesmo em um bloco de notas — e nesse caso, treine também sua caligrafia para evitar o pesadelo da não-correção por ilegibilidade, ok? 3. Tenha o dicionário como seu melhor amigo Não é permitido levar seu dicionário a tiracolo para o ENEM ou vestibulares, mas isso realmente não será preciso se você já está ampliando seu vocabulário com as duas dicas acima. Veja bem, também não estamos falando de livros físicos, hoje em dia é possível encontrar conteúdo confiável na internet como o Michaelis e o dicionário criativo. Leu uma palavra desconhecida? Pesquise seu significado e seus sinônimos. Quer usar uma expressão diferente para evitar repetição e deixar sua produção mais fluída? Faça o mesmo. Essas pequenas ações ensinam muito! Estudando para a prova e durante sua resolução Tudo bem, os passos anteriores estão sendo seguidos por você, mas ainda não se sente completamente seguro para fazer a interpretação de textos? É preciso treinar! Encontre as provas antigas do vestibular ou concurso que fará — sem olhar o gabarito — e faça, refaça e faça novamente. Estude a prova para a prova. Sim, o conteúdo diferirá, mas a estrutura, por sua vez, é a mesma ou ao menos é bem parecida. 180 questões no geral, 45 para cada matéria? Aprender esse padrão também te deixará menos ansioso para sua interpretação textual. 4. Identifique os conceitos apresentados Chegada a prova oficial ou os treineiros, é preciso decompor o texto analisado em suas ideias principais. É interessante citar que quando falamos “textos”, tanto os enunciados quanto os apoios para a redação estão sendo englobados. Dito isso, tenha algumas perguntas na ponta da língua: Desta maneira você já terá maior controle sobre o que busca entender. 5. Identifique os objetivos do autor e do texto Por mais que você não conheça anteriormente o autor do texto que interpretará, é possível desvendar um pouco de seus desejos e personalidade na leitura de sua produção. As informações ali dispostas têm essa funcionalidade de “ler a mente” do interlocutor. Para que seja possível entender os objetivos do texto, faça

Você já escreveu uma redação sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira o tema da semana! A educação financeira no Brasil se tornou um assunto frequente nas mídias e, também, uma das principais apostas do tema de redação do ENEM 2021. Falar sobre dinheiro ainda é um tabu na sociedade brasileira e, por isso, muitas ações têm sido realizadas a fim de conscientizar a população para a importância da educação financeira. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”. TEXTO 1 A importância da educação financeira no cenário brasileiro A educação financeira vai muito além de aprender a economizar, cortar gastos desnecessários, poupar e acumular quantias em dinheiro. Ser educado financeiramente faz com que qualquer pessoa passe a buscar uma qualidade de vida melhor, além de proporcionar a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e obter uma garantia para eventuais imprevistos. Infelizmente, no Brasil, a educação financeira ainda está longe de alcançar um patamar necessário, especialmente quando comparamos o cenário local com o de países desenvolvidos. Segundo o Banco Mundial, apenas 3,64% da população economiza pensando no futuro. Os índices mais baixos do mundo são formados pela média na América Latina, de 10,6%; enquanto outros países emergentes, como México (20,85%), África do Sul (15,93%) e Rússia (14,56%), apresentam números melhores. Educação financeira no Brasil É injusto culpar o patamar da educação financeira no Brasil a apenas o contexto histórico atual e é preciso entender alguns aspectos primordiais da conjuntura econômica do país, como por exemplo, a constante troca de moedas. Nas últimas duas décadas, por exemplo, o Brasil teve uma moeda relativamente estável e inflação controlada, até abaixo dos dois dígitos. Contudo, quando olhamos para anos mais distantes, em torno da década de 1980, essa não era a situação do país, com a mudança de moeda e um período de inflação descontrolado. E essa incerteza sobre os preços assombra os brasileiros até hoje. A inflação e suas economias Nos momentos em que o governo não obtém êxito para controlar a inflação, o valor futuro da moeda entra em cheque, o que faz com que seja mais vantajoso gastar o dinheiro comprando bens do que poupar o valor, já que não se sabe quanto esse dinheiro irá valer no dia seguinte. De fato, pensar desta forma fazia muito sentido antes do Plano Real, mas, infelizmente, esse é o pensamento que parece nortear os hábitos de consumo dos brasileiros até hoje. Para se ter uma ideia, dados de pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (ANBIMA) em 2017, cerca de 75% da população nacional não fez nenhum tipo de aplicação financeira. Em outras palavras, todo esse percentual da população passa toda a vida sem desenvolver um patrimônio sólido ou uma alternativa à aposentadoria, ficando refém da previdência social. Como a falta de educação financeira impacta a vida das famílias brasileiras Dentre tantas outras desvantagens, a falta de educação financeira contribui para que o cenário do endividamento no Brasil cresça. De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o ano de 2020 começou com 61 milhões de negativados. Esses números refletem, também, a falta de hábito de poupar dos brasileiros: ainda de acordo com a entidade, apenas 28% dos brasileiros declaram ter poupado algum dinheiro nos últimos 12 meses, o 14.º pior índice do mundo. Pandemia causada pela COVID-19 agrava ainda mais o cenário do endividamento É evidente que as medidas necessárias tomadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus impactaram a economia nacional (e mundial também). Dados de levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas demonstram que aproximadamente 83% dos entrevistados afirmaram ter sido prejudicados financeiramente durante a pandemia. Para especialistas do setor, é evidente que esses dados mostram mais um lado dos problemas causados pela crise, mas também deixam ainda mais clara a dificuldade que a população brasileira tem de construir e seguir um planejamento financeiro que seja capaz de equilibrar as receitas e gastos pessoais. Dados auxiliares da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que realizou pesquisa focada no comportamento dos endividados no Brasil durante a pandemia, aproximadamente 11 milhões de famílias possuem alguma dívida. O que mais assusta os especialistas é identificar que este movimento vem acontecendo de forma crescente: de 66,2% em março, o percentual passou para 67,4% em julho de 2020. Educação Financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular Todos esses índices fizeram as autoridades olharem para o tema de maneira diferente e, em 2020, a educação financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular. Para Rodrigo Pinheiro, CEO do Banco Bari, este é um passo muito importante, afinal, quanto mais cedo a noção do dinheiro é introduzida na vida da criança, maior será a capacidade de administração financeira. “Não é coincidência observar que os países com menores índices de endividamento entre as famílias são os mais desenvolvidos, que oferecem uma base curricular educacional mais robusta. No Brasil, o caminho precisa ser o mesmo”, afirma Pinheiro. A decisão de ensinar Educação Financeira foi do Ministério da Educação (MEC) e, de acordo com a entidade, as redes de ensino públicas e privadas de todo o país devem se adequar à nova norma para ajustar o currículo educacional e abordar o tema desde a educação infantil até o ensino médio. A medida tem o objetivo de dar a base para que os alunos consigam desenvolver o hábito de poupar e até mesmo oferecer conhecimento para que, quando adultos, sejam capazes de tomar decisões mais conscientes em relação aos seus hábitos de consumo. Fonte: jornal contábil TEXTO 2 “Natália Dirani afirma ainda que envolver a criança no planejamento e orçamento familiar é o primeiro passo para a educação financeira. ‘Quebrar o tabu de falar com
Saber o que são as figuras de linguagem e exemplos de cada uma delas é importante para conseguir aplicá-las na redação do ENEM da forma correta. Esses elementos gramaticais são tão importantes que todos os candidatos devem conhecer e dominar! Entretanto, como outros pontos que envolvem a linguagem, ainda há muitas dúvidas acerca do tema. Acredite: quem domina as principais figuras de linguagem consegue potencializar seu resultado no Exame Nacional do Ensino Médio e alcança, assim, a aprovação no curso dos sonhos. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo com as principais figuras de linguagem para você se inspirar. Nesta publicação, você tem acesso aos conceitos sobre as principais figuras de linguagem, com exemplos e aplicações para suas produções textuais. Continue lendo e tire suas dúvidas! Veja também nosso post sobre os principais gêneros textuais como utilizá-los de forma certa! Afinal, o que são figuras de linguagem? As figuras de linguagem são artifícios estilísticos com diversas finalidades, dando destaque às formas e artimanhas da comunicação. A maioria das figuras de linguagem trabalha com o sentido figurado das construções frasais, ou seja, um sentido conotativo, não literal. Elas são classificadas em: 10 principais figuras de linguagem com conceitos e exemplos Selecionamos as 10 principais figuras de linguagem que podem – e devem – ser utilizadas em suas produções textuais. Confira um pouco sobre o conceito de cada uma delas e exemplo para aplicação. 1. Eufemismo Eufemismo é a figura de linguagem utilizada para amenizar um acontecimento ou um assunto e torná-lo menos impactante. Trata-se de uma figura de linguagem utilizada em textos nos quais os temas são fortes e/ou polêmicos, tais como o aborto ou a descriminalização da maconha. Podemos dizer, ainda, que o eufemismo é uma figura de linguagem ligada à polidez e ao agrado. Trocar “morte” por “falecimento” ou “um lugar melhor” são formas comuns de eufemismo que aplicamos no nosso cotidiano. Ou, ainda, a troca de “estar menstruada” para “naqueles dias”. Em ambos os casos o eufemismo é facultativo. Em uma produção textual, por exemplo, o uso de “naqueles dias” já não é bem-vindo. Podemos limitar o termo para nossas conversas cotidianas. Exemplo: Márcia faltou com a verdade para com seu marido (eufemismo para “mentir”). 2. Hipérbole Também conhecida como “auxese”, a hipérbole é a figura de linguagem contrária ao eufemismo; ela busca exagerar um acontecimento, ideia ou assunto. A ideia é trazer ênfase para um acontecimento com base nos sentimentos do sujeito da frase. Se uma pessoa ficou algumas horas esperando uma resposta e, para ela, isso foi muito tempo, quando ela for contar o ocorrido para alguém, é possível que ela diga que ficou esperando “uma década” ou “um século”. O que, definitivamente, não aconteceu. Exemplo: Morrendo de sede, Joana comprou uma água gelada e bebeu como se fosse a última coca-cola do deserto. (hipérbole para “muita sede”). 3. Comparação Comparação é uma simples figura de linguagem que possui como finalidade equiparar dois ou mais objetos, sujeitos, tempos, acontecimentos e mais. A comparação é realizada como uma analogia explícita entre diferentes elementos, seguida de uma locução conjuntiva comparativa. Exemplo: Eu gosto de doce tanto quanto salgado. (comparação entre “doce” e “salgado”). 4. Metáfora Metáfora é uma figura de palavras ou semânticas com sentido próximo à figura comparativa. Mas, ao invés de falar “João está com uma fome igual de leão”, falamos “João está com fome de leão”. Podemos dizer que a metáfora é a figura de linguagem que transfere sentido de uma coisa para outra. Na prática, funciona mais ou menos assim: Exemplo: Isabela terminou com o rapaz, pois tem um coração de gelo. (“coração de gelo” é metáfora para sem sentimentos, pouca empatia ou frieza). 5. Ironia Ironia é a figura de linguagem que tem o intuito de gozação com o interlocutor. A ironia é utilizada para propor o inverso do que se afirma, ou seja, se uma pessoa te empurrou quando estava no ônibus e você diz “muita gentileza da sua parte!”, estamos lidando com uma frase irônica. Exemplo: É tão bom quando você trabalha muito e ganha pouco (com base no que foi exposto, o sentido correto seria a troca de “bom” para “ruim”). 6. Pleonasmo Pleonasmo é utilizado para intensificar uma frase por meio de repetições de termos com o mesmo sentido. Em geral, há dois tipos de pleonasmo: o literário e o vicioso. Enquanto o pleonasmo literário possui foco proposital de impactar o leitor sobre uma determinada situação, o vicioso refere-se ao nosso vício de linguagem: “sair para fora” e “entrar para dentro” são ótimos exemplos. Nas figuras de linguagem, consideramos somente o pleonasmo literário. Portanto, nada de “subir para cima” na sua redação do ENEM, certo?! Exemplo: A água salgada do mar limpava a alma de quem a entrava nela (as águas do mar são, por si só, salgadas, sem necessidade de acréscimo no adjetivo). 7. Analogia A analogia é a figura de linguagem com objetivo de semelhança e comparação. Em muitos casos, são necessários conectivos para que a frase funcione. A analogia é uma ótima alternativa para introduzir os assuntos à sua redação, ou seja, quando você for falar sobre a desigualdade social no Brasil, por exemplo, e conhecer alguma obra que aborde o tema, explore estes dois pontos na sua redação. Acredite, isso facilitará ainda mais sua produção textual. Exemplo: O que um pincel é para um pintor, o conhecimento é para o professor (analogia entre dois instrumentos profissionais). A analogia é uma ótima estratégia de redação para o ENEM! Falamos mais sobre o assunto nesta publicação: “O que você precisa saber antes de fazer uma redação do ENEM“. 8. Paradoxo O paradoxo é outra conhecida figura de linguagem que possui como objetivo a figura de pensamento, conhecida também como oximoro. Ela é utilizada para ideias, pensamentos e assuntos com sentidos contrastantes e contraditórios, podendo ser caracterizado como condicional, verídico ou falsídico. Exemplo: Mateus e João estão em uma guerra pacífica no trabalho (paradoxo está entre “guerra” e “pacífica”, de sentidos contrários). 9. Sinestesia Sinestesia é a figura de linguagem que utiliza das sensações percebidas pelo ser humano (audição, visão, olfato, tato e paladar). A conhecida música da dupla Sandy e Júnior é um ótimo exemplo de sinestesia,

Alguém já chamou a sua atenção por repetir muito uma palavra? Cuidado, isso pode ser um vício! Entre todos os erros gramaticais, os vícios de linguagem são os mais comuns em ambientes formais. Em geral, são palavras que não correspondem à norma-padrão da língua portuguesa e são muito usadas na fala e na escrita sem que a pessoa emissora perceba. Saber identificar esses desvios é fundamental para evitá-los em ambientes que exigem e avaliam a linguagem formal. Mas, afinal, o que são esses vícios de linguagem? Como se classificam? E como evitá-los? Continue a leitura do texto e descubra! O que são vícios de linguagem? Os vícios de linguagem são desvios da norma-padrão cometidos de maneira não intencional pela pessoa que emite a mensagem na fala ou na escrita, causando ruídos na comunicação e outros problemas relacionados à coesão e coerência. São considerados “vícios” por serem palavras e expressões usadas de maneira repetitiva, geralmente por falta de atenção ou falta de conhecimento da língua. Por serem contrários à norma-padrão, os vícios de linguagem devem ser evitados em contextos formais – como em uma reunião de trabalho, no ambiente acadêmico ou em redações de vestibulares, concursos e Enem –, pois eles podem afetar a sua imagem ou a sua nota nos exames que exigem o conhecimento da escrita formal da língua portuguesa. Quais são os tipos de vícios de linguagem? Existem vários tipos de vícios de linguagem que podem estar relacionados a problemas semânticos, morfológicos e sintáticos do texto. Veja a seguir os mais cometidos! Barbarismo O barbarismo é um vício de linguagem que se caracteriza por um erro na grafia ou pronúncia das palavras, por exemplo: “excessão” em vez de “exceção”; “cidadões” em vez de “cidadãos”. Arcaísmo Como o próprio termo já diz, o arcaísmo se refere às palavras que são consideradas arcaicas, ou seja, que deixaram de ser usadas pelos falantes da língua. Por exemplo: “vossa mercê” em vez de “você”; “quiçá” em vez de “talvez”; “outrossim” em vez de “também”. Ambiguidade A ambiguidade é considerada um vício quando as construções textuais, de maneira não intencional, geram um duplo sentido. Veja um exemplo: “Ana foi atrás do cachorro correndo”. Devido à posição do verbo “correndo”, a frase cria uma dúvida: quem estava correndo? Ana ou o cachorro? Para resolver a ambiguidade, poderíamos reestruturar a frase da seguinte forma: “Ana, correndo, foi atrás do cachorro” ou “Ana foi correndo atrás do cachorro” (no caso de Ana estar correndo); “Ana foi atrás do cachorro que estava correndo” (no caso do cachorro estar correndo). Pleonasmo vicioso O pleonasmo ocorre quando há expressões redundantes ou repetitivas, por exemplo: “encarar de frente”; “ver com os olhos”; “conclusão final”. Solecismo Já o solecismo se refere a erros de concordância, regência e colocação pronominal. Veja a seguir um exemplo de cada caso: concordância: “Nós vai fazer dois anos de namoro” (o correto seria: “Nós vamos fazer dois anos de namoro”); regência: “Os estudantes devem assistir o filme” (o correto seria: “os estudantes devem assistir ao filme”); colocação pronominal: “Eu não surpreendi-me com o resultado” (o correto seria: “Eu não me surpreendi com o resultado”). Cacofonia A cacofonia, ou cacófato, ocorre quando duas palavras próximas produzem um som desagradável, causando um fenômeno conhecido como dissonância. Em geral, essas expressões são formadas pelo final de uma palavra e o início de outra. Por exemplo: “Eu vi ela na rua” (viela) e “Colocaram a culpa nela” (panela). Há também outros vícios de linguagem relacionados à cacofonia, que também provocam sons dissonantes: a colisão, hiato e eco. Veja abaixo como se classificam: Colisão: ocorre quando há repetição de consoantes em uma mesma frase. Lembra daquele antigo trava-língua “o rato roeu a roupa do rei de Roma”? Sabemos que, neste caso, é proposital. No entanto, uma frase como essa em uma redação poderia ser considerada um vício de linguagem por causa da repetição da consoante “r”. Hiato: ocorre quando há repetição de vogais, por exemplo: “ou eu ou ela”. Eco: quando há repetição de palavras com terminações iguais ou semelhantes, gerando uma rima de forma não intencional. Por exemplo: “Na realidade, a sociedade precisa exigir mais responsabilidade com as medidas de sustentabilidade” (observe que a repetição da terminação “dade” gera um estranhamento no enunciado). Gerundismo O gerundismo é o uso inadequado e excessivo do gerúndio em situações que possuem conjugações adequadas para a utilização. Um exemplo é: “Vou estar enviando um e-mail para você” em vez de “Eu enviarei um e-mail para você”. Estrangeirismo O estrangeirismo é o uso exagerado de palavras estrangeiras – geralmente da língua inglesa – enquanto já possuem vocábulos equivalentes em português. Alguns exemplos são: start (“começar”), stress (“estresse”) e hot dog (“cachorro-quente”). Preciosismo Sabe aquela palavra difícil e pouco usada no dia a dia? Cuidado com o seu uso, pois ela pode ser considerada um preciosismo. Esse vício de linguagem se trata do uso excessivo de palavras rebuscadas, como “destarte” e “colóquio”. O uso de mesóclise também pode ser considerado vicioso, por exemplo, “falar-lhe-ei”. Prefira sempre as expressões mais simples, anotado? Plebeísmo Ao contrário do preciosismo, o plebeísmo é o uso de palavras coloquiais e gírias que são muito usadas em conversas informais, por exemplo: “rolê”, “tá ligado” e “correr atrás”. Neste último caso, prefira “persistir” ou “perseverar”. Como evitar os vícios de linguagem na redação? Alguns desses vícios de linguagem que acabamos de ver são muito encontrados nas redações do Enem e vestibulares pelos corretores – como o solecismo e o preciosismo. Esse descuido prejudica a nota de muitas pessoas sem que elas saibam, por isso é essencial identificar os vícios de linguagem e, então, corrigi-los. Mas, afinal, como evitar os vícios de linguagem? Confira as dicas que preparamos! Pratique a redação A primeira dica de todas é: pratique a sua redação! Quanto mais você escreve, mais você desenvolve a sua habilidade de comunicação. Pesquise sinônimos

Você já escreveu uma redação sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que o consumismo levanta uma série de problemáticas em nossa sociedade. Com a criação da internet, esse problema se intensificou devido à publicidade excessiva nas redes sociais e sites que acessamos. Afinal, a tentação agora é muito maior: com apenas um clique é possível comprar um produto que parece perfeito para nós. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”. TEXTO 1 CONSUMIDOR E REDES SOCIAIS: A NOVA DIMENSÃO DO CONSUMISMO NO ESPAÇO VIRTUAL “Ao mesmo tempo em que as redes sociais instigam e aumentam o consumismo, influenciando mercados de consumo de maneira negativa, aparece, também, como um novo local de fala ao consumidor, como um novo ambiente onde ele possa ser ouvido e onde acaba por produzir um discurso de poder. O consumo é próprio do ser humano, necessário e intrínseco. Nada mais é do que a aquisição daquilo que lhe é essencial, para a manutenção de uma vida digna e confortável. Feito dia após dia, é parte indissociável do ser humano. Ocorre que o termo consumismo pode ser conceituado de diversas formas, dentre elas, como o ato de adquirir bens ou serviços desnecessários, supérfluos, não essenciais, ou por mero prazer ou vontade e satisfação pessoal. O desenvolvimento da Internet e, posteriormente, das redes sociais, alterou de maneira drástica a forma de consumir. O alto fluxo informacional que se apresenta nos dias atuais, por meio de aparelhos eletrônicos, possibilitou uma maior facilidade e rapidez no momento da escolha e da compra, fez com que o mercado de consumo global se transformasse.” Fonte: mpsp TEXTO 2 Uso acrítico das redes sociais pode levar a manipulação de consumo e massificação de gostos Não é uma novidade que as redes sociais afetam o comportamento de quem as consomem. Inclusive, diversos estudos já comprovam que o uso exagerado e alienado à realidade pode trazer inúmeros prejuízos não apenas emocionais como físicos. Um exemplo é a pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, no Reino Unido em parceria com o Movimento de Saúde Jovem que constatou que o Instagram é uma das redes sociais mais nocivas do mundo, afetando o sono, a autoimagem e a percepção de acontecimentos. Facebook e Snapchat vieram logo em seguida. O filósofo, escritor e estudioso do tema, Fabiano de Abreu aponta que a vida nas redes se assemelha a uma encenação, onde a ostentação e a venda de uma vida perfeita levam à manipulação dos usuários. “As redes sociais engoliram de vez a mídia televisiva, e a tendência é que engula as pessoas também, em especial pela característica de controle e influência onde modas temporárias de vestimenta, consumo e comportamento se tornam referência mundial rapidamente”, analisa. Um exemplo de consequência que migra das redes para a vida real é o consumismo exagerado, que tem como principal aliado a base de dados que dita o comportamento dos usuários. “Sofremos devido ao bombardeamento de propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem. Eles possuem todos os nossos dados e com os nossos desejos em mão, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar”, aponta Fabiano de Abreu. Além de provocar a impulsividade, esse consumismo pode levar ao endividamento, já que a vida financeira está baseada não no que se precisa, mas na ansiedade de consumir o que as redes dizem que você precisa. “Tem muita gente passando por uma crise horrível, mas não perde a oportunidade de ostentar vida boa nas redes sociais. Esses são exemplos de indivíduos que já estão imensamente embaraçados na trama toda e que se tornaram peças facilmente manipuláveis das redes”, aponta. Consumir por gosto ou por influência? A era das redes sociais também levanta a pauta dos gostos pessoais, já que estes podem ser apenas um reflexo do que se consome nos aplicativos e não um resultado da personalidade. “O que você veste condiz com quem você é? O fast-fashion é o melhor exemplo sobre padronização de gostos. A moda chega mais rápido ao consumidor final e nas redes sociais elas funcionam como uma espécie de cartel que monopoliza o que será tendência para os próximos meses e todo mundo usa a mesma coisa”, reflete o filósofo. E não é apenas o consumismo de bens que as redes podem influenciar. De acordo com Fabiano de Abreu músicas também podem seguir a mesma lógica. “Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa para aplicativos de mensagens ou redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos musicais para pertencer a um grupo”, aponta. Porém, mais que a massificação de gostos, a preocupação do escritor é quanto a apatia do indivíduo que não dá um tempo para refletir sobre seus consumos e preferências. “O mais preocupante é que desde que o mundo é mundo seguimos aceitando ser manipulados como uma máquina e de uns tempos para cá, essa manipulação ficou mais evidente. Mesmo que inconscientemente entramos em um sistema de influência, no qual os gestores das plataformas digitais e da mídia em geral são responsáveis por selecionar e filtrar o que será consumido pela grande massa. São eles quem determinam o padrão a ser seguido”, preocupa-se Fabiano. Segundo Fabiano, isso é um sinal de que a estratégia da indústria está sendo efetiva. A publicidade é construída para manipular o indivíduo a pensar que é ele quem escolhe o que está consumindo, sejam informações ou bens. “Já se deu conta que quando você pega o seu celular só aparecem as coisas que, ou você acabou de pesquisar no Google ou que se tornou viral e todos estão vendo? Ou seja, as informações são selecionadas e apresentadas a partir das pesquisas que fazemos