811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

A exposição de crianças e adolescentes a diversas formas de violências na internet, sem dúvida incluindo a pornografia infantil, um crime grave de exploração sexual, tem crescido alarmantemente. Nesse sentido, este aumento está diretamente relacionado ao maior tempo de permanência desse público no espaço virtual. Portanto, torna-se cada vez mais urgente implementar, sobretudo, medidas eficazes para combater esse problema e proteger a infância, por exemplo. Neste contexto, a redação sobre pornografia infantil se destaca como uma ferramenta fundamental para conscientizar e discutir soluções para esta questão crítica. Texto motivadores para redação sobre pornografia infantil Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para combater a pornografia infantil na internet”. Desse modo, ao final da proposta, você encontrará uma lista de repertórios socioculturais relacionados a ela! TEXTO 1 “Pornografia infantil significa qualquer representação, por qualquer meio, de uma criança envolvida em atividades sexuais explícitas reais ou simuladas, ou qualquer representação dos órgãos sexuais de uma criança para fins primordialmente sexuais”. (definição segundo o Artigo 2º, alínea c, do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança referente à venda de crianças, à prostituição infantil e à pornografia infantil, adotado em Nova York em 25 de maio de 2000 e ratificado pelo Brasil através do Decreto n° 5.007, de 8 de março de 2004). Fonte: safer net – cartilha infância e internet TEXTO 2 ‘Packs’: grupos vendem pacotes de fotos e vídeos pornográficos em redes sociais, inclusive de menores de idade Investigando a palavra “pack” nas redes sociais, um produtor do Fantástico revelou um submundo perturbador envolvendo pornografia infantil. Nesse sentido, esse cenário inclui pais desinformados, adolescentes enganados e jovens envolvidos em atividades criminosas. Além disso, durante a infiltração em grupos privados, o produtor identificou o uso da sigla “CP” para pornografia infantil, com acesso ao material custando R$ 50. Consequentemente, a polícia, alertada por meio de uma intensa coleta de informações, efetuou a prisão de um jovem em São Paulo, como também surpreendeu sua mãe que acreditava em uma fonte de renda inofensiva do filho. Similarmente, em Salvador, a prisão de um jovem de 19 anos chocou seu pai pela seriedade do conteúdo. Adicionalmente, o Fantástico trouxe depoimentos de jovens envolvidos na venda de packs. Por isso, Mayara Lima, estudante de Sorocaba, destacou os riscos e ilusões dessa prática, enfatizando: “Você não sabe o que pode acontecer com essas fotos, onde elas vão parar”. Desse modo, esse panorama alarmante enfatiza a urgência de maior conscientização, como também medidas de proteção para crianças e adolescentes no ambiente digital. Fonte: g1 globo – grupos vendem pacotes de fotos e videos pornograficos em redes sociais Repertórios socioculturais para o tema “Medidas para combater a pornografia infantil na internet” Inicialmente, para ajudar você a desenvolver a redação e defender a sua tese, listamos alguns repertórios socioculturais sobre o tema “Medidas para combater a pornografia infantil na internet”. Continue a leitura e confira! Lei | Estatuto da Criança e Adolescente Segundo o a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime “Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, ou seja, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”. Série | Euphoria (2019) A série Euphoria (2019) está fazendo o maior sucesso e ela pode ser usada como repertório! Logo na primeira temporada, a série abre a discussão sobre pedofilia, vídeos íntimos gravados sem consentimento e a oportunidade que muitas adolescentes veem em exibir o seu corpo na internet para homens mais velhos em troca de dinheiro. A série está disponível na HBO Max. Documentário | Um crime entre nós (2020) O documentário brasileiro “Um crime entre nós” (2020) aborda a exploração sexual infantil – tanto no espaço real quanto no virtual – e alerta a importância de denunciar esses casos e proteger as crianças e adolescentes. “Um crime entre nós” está disponível no GloboPlay. Portanto, confira o trailer a seguir: https://youtu.be/ctE5Nck-C98 Dados | Estudo: mais de 80% da navegação na deep web é relacionada à pedofilia Ademais, um estudo de 2015, realizado pela University of Portsmouth, aponta que 83% do tráfego na deep web está relacionado à pornografia infantil. Por esse motivo, é um local da internet em que os crimes cibernéticos são cometidos com frequência. Para saber mais, clique aqui. Matéria | Casos de pornografia infantil aumentam durante pandemia da covid-19 no DF Segundo o jornal Correio Braziliense, os casos de pornografia infantil aumentaram durante a pandemia no DF. Leia a matéria completa aqui. Por fim, agora é hora de colocar as mãos à obra! Escreva a sua redação sobre o tema “Medidas para combater a pornografia infantil na internet” e envie em nossa plataforma que nós corrigimos em até 3 dias úteis!

Conciliar ensino médio e cursinho é um verdadeiro desafio para qualquer candidato que se dispõe a tal. Saiba aqui como fazer isso!

A classificação verbal é um tema que está muito presente nos vestibulares, incluindo o Enem. Esse assunto é relevante tanto para as questões de língua portuguesa, quanto para a construção de uma redação coerente e coesa. Acima de tudo, o conhecimento das normas sobre esse grupo de palavras permite que estudantes cometam menos erros gramaticais, o que impacta diretamente em sua nota. Muitos alunos apresentam sérias falhas no aprendizado dos tópicos que abordam o uso dos verbos. Para te ajudar, o Redação Online preparou um super resumo com o que há de mais importante sobre o assunto. Preste atenção em cada ponto para se sair ainda melhor em suas próximas provas! Confira também o conteúdo sobre como saber quando usar o ponto e vírgula, e tire suas dúvidas sobre esse sinal de pontuação! Antes de falar sobre classificação verbal, relembre o que são verbos! Não podemos ir para um assunto tão amplo como esse sem antes reforçar o conceito que lhe serve de base. A grosso modo, costumamos ouvir nas aulas que os verbos são aquele grupo de palavras que representa uma ação. Essa definição não está de todo errada, mas ela também não está completa. Essa categoria pode indicar: fenômenos naturais; desejo; mudanças ou ocorrências; estado de algo; alguns processos; e, é claro, ações. A forma mais comum de identificá-los é pelo final de cada palavra: todas acabam com a letra (r), caso estejam em sua forma infinitiva. Podemos citar exemplos como ficar, comer, relembrar, chover, desejar, ocorrer, construir, entre outros. Para serem aplicadas em períodos que passem uma ideia coerente, essas palavras precisam ser conjugadas. Esse é o critério que faz surgir as diferentes classificações verbais. Não entendeu exatamente como funciona? Fique tranquilo, vamos explicar! Classificação verbal: conheça cada categoria Para falar de classificação verbal, precisamos primeiro entender um conceito que ajuda a diferenciar a maioria dessas categorias, os radicais. Descubra o que eles são! Radical é a parte da palavra que determina seu significado básico, e serve de referência para suas flexões e derivações. Ele se une ao sufixo – partículas que ficam no final de cada termo – para criar a conjugação de cada verbo. Exemplo de radical e sufixo: Canto: “Cant” é o radical e “o” é sufixo; Vestimos: “Vest” é o radical e “imos” o sufixo; Ouvem: “Ouv” é o radical e “em” o sufixo. Trabalhamos sobre gramática na redação e o que priorizar na hora dos estudos em outro artigo aqui no nosso blog, e entre os destacados lá está a conjugação que depende do conhecimento sobre os diferentes tipos de verbo. Por isso, vamos falar com mais calma essas classificações! 1. Verbos regulares Esse grupo de palavras é determinado por aquelas nas quais o radical não se modifica em nenhuma conjugação. Ou seja, independente da flexão, ele se mantém o mesmo. Veja exemplos: amar – o radical “am”: amo, amam, amamos, amaram, amávamos, entre outros; correr – o radical “corr”: corro, correm, corremos, correram, corríamos, entre outros; parar – o radical “par”: paro, param, paramos, pararam, parávamos, entre outros. 2. Verbos irregulares O caso oposto ao anterior, quando existe conjugação desse tipo de verbo, nem sempre o radical se mantém. É o caso de: medir: o radical desse verbo é “med”, no entanto, existem conjugações dele como “meço”, que não segue a mesma regra; saber: apesar do radical ser “sabe”, existe a flexão “sei” que foge da lógica do radical; haver: “hav” é o radical, mas existem conjugações como “hei”, “houveram”, entre outras que não seguem a regra inicial. 3. Verbos abundantes São o grupo de verbos com mais de uma forma para a mesma conjugação, sendo elas equivalentes para a mesma frase. Normalmente, ocorrem no particípio. Por exemplo: Foi entregue ou foi entregado: ambas flexões do verbo entregar estão corretas e podem ser usadas como equivalentes; Eu tinha gasto ou eu tinha gastado: novamente, ambas as opções estão corretas. 4. Verbos defectivos Esses segmentos de verbos diz respeito àqueles que não possuem todas as flexões. Ou seja, não existe uma forma correta de conjugá-lo para cada tipo de pessoa de uma oração. Podemos citar como exemplo: Pronome pessoal Verbo falir – Presente do indicativo Eu não existe Tu não existe Ele não existe Nós falimos Vós falis Eles não existe 5. Verbos anômalos Os anômalos são um tipo de verbo irregular que possui uma característica tão única que acabou se tornando outra classificação verbal. Esses casos se tratam de termos que apresentam radicais primários diferentes quando são flexionados. Em muitos exemplos, cada um desses radicais aparecem em um tempo verbal distinto. Por exemplo, no verbo poder existem flexões com os radicais primários: “pod”: poderia, posso, podemos, podeis, entre outros; “pud”: puder, pudesse, pudermos, entre outros; “poss”: possa, possamos, possais, entre outros. Ou o verbo ter: “ter”: teria, terão, terei, entre outros; “tenha”: tenhamos, tenhais, tenhas, entre outros; “tiv”: tivéssemos, tivesse, tiver, entre outros. Essa são as classificações verbais da língua portuguesa que precisa saber para os vestibulares. Todas essas diferenciações não estão ligadas ao significado de cada termo, e sim a flexão que ele possui na linguagem culta. Confira o que elas são e quais os tipos que existem! Veja também o post sobre os erros gramaticais mais comuns na redação do Enem, e se prepare para não repeti-los! Flexão verbal: o que é e quais os tipos? Cada verbo possui diversas formas de aparecer em uma frase, essas variações são chamadas conjugações – ou flexões. Existem paradigmas diferentes que delimitam cada uma das maneiras que essas palavras vão ser modificadas. Ao total, são cinco tipo de flexão possível e elas serão essenciais para a concordância verbal. Conheça cada um deles! Modo A língua portuguesa apresenta três diferentes modos: imperativo, indicativo e subjuntivo. Cada um deles possui flexões diferentes em cada tempo verbal. Saiba um pouco mais sobre: imperativo: demonstra uma ordem, pedido ou conselho, e está sempre no presente. Por exemplo: Vá para a praia amanhã; indicativo: um verbo que mostra certeza (ou hábito), tanto no passado, presente ou

O bloqueio na escrita é o maior vilão de quem está estudando redação. Mas saiba que existem algumas técnicas para evitá-lo. Confira! Você já teve um bloqueio na escrita? A situação é esta: você sentou para treinar a redação para o vestibular, leu atentamente os textos motivadores sobre o tema, abriu o caderno ou um documento no word e na hora de colocar as palavras no papel não conseguiu pensar em nenhuma ideia – ou seja, ficou lá encarando a página em branco. Certamente você já passou por isso, não é? Pois saiba que o bloqueio na escrita é mais comum do que se imagina. Até mesmo os grandes escritores e profissionais do texto passam por isso – sim, acredite! O motivo se dá porque o bloqueio criativo não tem a ver com o fato de você saber escrever bem ou não. Ele é consequência de conflitos emocionais – como ansiedade, insegurança, perfeccionismo ou estresse –, que impedem a pessoa de ter inspiração para escrever um bom texto. Contudo, existem algumas técnicas para evitar esse vilão enquanto você está estudando redação. Confira neste artigo as 6 dicas que listamos para você colocar em prática e se livrar de uma vez por todas do tão temido bloqueio na escrita. Continue a leitura! 1 – Faça intervalos durante os estudos A primeira dica de todas é: faça pausas durante os estudos. Sabemos que a rotina de estudante é corrida e lidar com muitas tarefas durante o dia é um desafio. Se você passa por isso, é bem possível que o seu bloqueio na escrita possa ser consequência do cansaço ou estresse. Por isso, é importante sempre reservar momentos de pausa durante os seus estudos. Enquanto você estiver estudando redação, pare pelo menos 10 minutinhos para alongar o corpo, passar um café, passear com o seu pet, tomar um banho ou olhar pela janela. Você também pode colocar em prática técnicas de estudo, como a do pomodoro, por exemplo. Priorize neste momento fazer atividades que sejam relaxantes. Com a cabeça cheia e cansada é difícil ter produtividade, que dirá criatividade! 2 – Remova todas as distrações Essa dica é importantíssima! As distrações atrapalham muito na hora de focar e escrever uma redação que valerá um notão. Hoje, quando falamos em distrações, a internet é a primeira coisa que pensamos. Afinal, estamos o tempo todo conectados às mídias sociais. Sendo assim, evite dar aquela olhadinha no Instagram ou Tik Tok quando você estiver tentando escrever uma redação. Essa prática não é nenhum pouco estimulante para a criatividade e pode te deixar sem foco e cansado. No entanto, ao seguir essa dica, é importante que você identifique primeiro o que te distrai. Às vezes o que está tirando o seu foco é outra coisa, como o ambiente em que você está estudando. Se você estuda em casa e a sua família é a maior distração, por exemplo, tente procurar um cômodo que seja mais calmo para os estudos. 3 – Escute músicas relaxantes Escutar músicas é uma ótima forma de estimular o cérebro e a criatividade. Indicamos que você escute músicas relaxantes e instrumentais, mas isso não é uma regra. Para algumas pessoas, escutar músicas mais agitadas também funciona. Vale a tentativa, não é? Além disso, você pode aproveitar esse momento para buscar repertórios para o tema, pois as músicas também são consideradas ótimas referências para redações de vestibulares e do Enem. Aproveite esse momento para se inspirar e relaxar! 4 – Leia mais sobre o tema Essa dica é basicamente uma regra para todo mundo que vai escrever uma redação. Afinal, quanto mais você lê e estuda sobre um assunto, mais facilmente você escreverá sobre ele. Além disso, livros, artigos, manchetes ou até história em quadrinhos também servem como repertórios socioculturais. Portanto, amplie o seu conhecimento e busque boas referências. Enquanto estiver fazendo as suas leituras, tenha com você um caderno para tomar notas. Lembre-se que a leitura é fundamental para exercitar a habilidade de escrita e a criatividade. Se você não tem esse hábito, inclua na sua rotina agora mesmo! 5 – Estruture o seu texto Estruturar a redação, antes de colocar as palavras no papel, é um dos primeiros passos que sempre indicamos aqui no Redação Online. Essa dica serve para que o seu texto fique mais organizado e completo, porém ela também serve para evitar o bloqueio na escrita. Até porque, ao escrever uma redação, é essencial que você faça primeiro um planejamento. Caso contrário, é bem provável que os bloqueios surjam. Uma boa forma de estruturar a redação é por meio da técnica de mapa mental. Em um papel, organize as ideias, conceitos e argumentos que serão utilizados na conclusão, desenvolvimento e conclusão da sua redação. Assim, você terá uma visão mais ampla de tudo o que você pensou sobre o tema e ficará mais fácil escrever de forma fluída. 6 – Comece a escrever logo Às vezes o bloqueio na escrita pode ser causado pela insegurança ou perfeccionismo. Assim, para evitá-lo, comece a escrever logo a redação, mesmo que você perceba que ela não está boa o suficiente. Em um rascunho, escreva sem se preocupar com os desvios gramaticais. Quando você escreve e edita um texto ao mesmo tempo, o fluxo de ideias é interrompido e isso pode prejudicar a sua criatividade e a fluidez do texto. Então, escreva sem medo e sem julgamentos. Você vai ver que as ideias irão surgir! Depois que o texto estiver pronto, releia a redação e aí sim revise os desvios gramaticais. No entanto, ao praticar essa dica, é importante que você tenha estruturado o texto antes (ou seja, seguido a nossa dica 5). Lembre-se que esse passo é fundamental para definir a direção que a sua redação irá seguir. Nada de escrever sem planejar o texto antes, combinado? Planejamento é tudo! Gostou das dicas? Você conhece alguma pessoa que tem bloqueio na escrita com frequência? Compartilha esse artigo com

Você já escreveu uma redação sobre “Impactos da ganância humana ao meio ambiente”? Confira o tema da semana! A ganância humana, sustentada pelo atual sistema econômico, é a causa de muitos impactos negativos ao meio ambiente. Enquanto a crise climática assola o mundo inteiro, grandes empresas e lideranças políticas negligenciam as questões ambientais e a necessidade de tomar ações concretas e urgentes. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Impactos da ganância humana ao meio ambiente”. Ao final da proposta, você encontrará uma lista de repertórios socioculturais relacionados a ela! TEXTO 1 Art. 1º – Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II – as atividades sociais e econômicas; III – a biota; IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V – a qualidade dos recursos ambientais. Fonte: Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Disponível em: siam mg TEXTO 2 “A civilização capitalista contemporânea está em crise. A acumulação ilimitada de capital, a mercantilização de tudo, a exploração implacável do trabalho e da natureza e a catástrofe ecológica daí resultante comprometem as bases de um futuro sustentável, pondo em perigo, assim, a própria sobrevivência da espécie humana. O sistema capitalista, uma máquina de crescimento econômico movida por combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, é responsável pelas mudanças climáticas e pela mais ampla crise ecológica do planeta. Sua lógica irracional de expansão e acumulação sem fim leva o planeta à beira do abismo.” Fonte: racismo ambiental TEXTO 3 “Para as cidades brasileiras, morar de frente para o mar é um privilégio caro. Isso para o mercado tem um valor imenso que gera edifícios de alto padrão e de gabarito muito alto. Ao mesmo tempo que você vende aquela paisagem, você a destrói”, afirma o professor Mariz. Para ele, está cada vez mais difícil alinhar o desenvolvimento sustentável de cidades aos interesses do mercado imobiliário.” Fonte: jornal usp. TEXTO 4 O Rio? É doce. A Vale? Amarga. Ai, antes fosse Mais leve a carga. Entre estatais E multinacionais, Quantos ais! A dívida interna. A dívida externa A dívida eterna. Quantas toneladas exportamos De ferro? Quantas lágrimas disfarçamos Sem berro? Fonte: “Lira Itabirana”, por Carlos Drummond de Andrade (1984). Disponível em: movimento revista Repertórios socioculturais para o tema “Impactos da ganância humana ao meio ambiente” Sabemos que esse tema não é nada fácil de lidar, afinal, envolve mudanças profundas em nossa sociedade. Mas não se desespere, estamos aqui para ajudar você! Selecionamos alguns repertórios socioculturais para o tema “Impactos da ganância humana ao meio ambiente”. Confira! Filme | “Não olhe para cima” (2021) Certamente você já ouviu falar sobre o filme “Não olhe para cima”, não é mesmo? O longa do cineasta Adam McKay foi lançado no final de 2021 e deu o que falar na internet, inspirando discussões sobre a crise climática. No filme, Randall Mindy (Leonardo DiCaprio) e Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence) são dois astrônomos que descobre犀利士 m que em poucos meses um meteorito destruirá o planeta Terra. A partir dessa descoberta, eles alertam as autoridades sobre o perigo que está por vir e enfrentam uma onda de negacionismo. O filme está disponível na Netflix. Se você não assistiu ainda, prepara a pipoca! Livro | “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak (2019) Ailton Krenak é um dos maiores pensadores e líderes do movimento indígena hoje no Brasil. Em seu livro “Ideias para adiar o fim do mundo” (2019), Krenak critica o pensamento colonial que vê a humanidade como algo separado da natureza e faz a seguinte provocação: “Qual é o mundo que vocês estão agora empacotando para deixar às gerações futuras?” Com uma linguagem acessível e poética, ele alerta a necessidade da sociedade romper com a relação predatória que ela tem com a Terra e lembra que a ameaça sofrida pelos povos indígenas prejudica não somente a vida deles, mas também de todo o planeta. Além do livro indicado, você pode encontrar várias entrevistas de Krenak no Youtube, como esta a seguir: Animação | “O Lórax: em busca da trúfula perdida” (2012) A animação “O Lórax: em busca da trúfula perdida” (2012) pode servir como um ótimo repertório para a sua redação! A história se passa em uma pequena cidade chamada Thneedville, onde não existem árvores de verdade, pois elas foram extintas, e as únicas que existem são de plástico. Em consequência disso, o ar que os personagens respiram é artificial e comercializado pela empresa do vilão da história, o Sr. O’hare. Nesse contexto, o menino Ted descobre que o sonho da menina que ele gosta, a Audrey, é ver uma árvore de verdade e embarca em uma aventura para realizar o seu desejo. É aí que ele conhece o Lórax, uma criatura preocupada com o futuro do planeta. Confira o trailer: Documentário |“Amazônia em Chamas” (2020) O documentário “Amazônia em Chamas” (2020), do cineasta polonês Michael Siewierski, mostra como os números alarmantes do desmatamento na floresta amazônica são resultado da ganância do agronegócio, da corrupção política e do consumo global da carne. Para discutir sobre isso, o documentário entrevista vários ativistas, médicos e cientistas brasileiros que alertam sobre os impactos negativos ao meio ambiente causados pela indústria da carne no Brasil, incluindo os agrotóxicos e a questão hídrica. O documentário está disponível no Telecine Play. Confira o trailer: Citação | Greta Thumberg Greta Thumberg é uma ativista ambiental sueca que aos 16 anos ficou conhecida mundialmente pelo seu ativismo e discursos contra as mudanças climáticas. Ela já discursou na Conferência do Clima da
Você sabia que dá usar mapa mental para a redação? Essa técnica muito utilizada em outras matérias é a queridinha dos studygrams que tanto estudantes seguem e acredite: é eficaz, inclusive, quando se trata da construção de um texto coeso e coerente. Na verdade, esses esquemas nasceram como uma ferramenta de organização no ambiente corporativo. Hoje, as escolas, procurando novas formas de absorção de conteúdo, começaram a ensinar seus alunos a fazerem mapas mentais nas mais diferentes disciplinas. Essa técnica só foi ganhando mais e mais espaço com o passar do tempo. Que tal aprender? O Redação Online te conta com clareza o que ela é, sua diferença para os mapas convencionais e, de quebra, ainda te ensina formar de aplicá-lo em sua redação. Continue a leitura! Mas antes, deixe nosso post com dicas sobre como começar a se preparar para o Enem aberto se você se encontra nessa fase da vida! Afinal, o que é um mapa mental para redação? Quem sistematizou o que hoje conhecemos como mapa mental foi Tony Buzan. O psicólogo queria encontrar uma forma de organizar um grande apanhado de informações para que o conteúdo principal fosse destacado. Para isso, ele desenhou um esquema onde o tema central da pesquisa ou estudo ficou no centro de uma folha. Todos os subtemas relacionados foram desenhados como se fossem “ramos” desse tema central. Anote: para o mapa mental, o assunto principal é a raiz e o tronco da árvore e os assuntos secundários, relacionados a esse assunto principal, são os galhos. Pensando especificamente nos mapas mentais para redação, é possível utilizá-lo tanto para aprender a estrutura de um gênero textual, quanto na hora da prova. Isso porque diversos vestibulares variam o tipo de texto a cada ano, e fica por meio do mapa mental é bem mais automático relembrar como montar cada gênero textual. Esse é um processo de resumo guiado por palavras-chave, como espécies de subtópicos. É muito importante que elas realmente mantenham relação direta com o assunto central e ajudem a trazer à memória o conteúdo estudado. Mas, vale lembrar que a memória de cada aluno funciona de uma forma, por isso é completamente possível que esses sub-títulos variem de caso para casa mesmo que o tema principal seja o mesmo. Por vezes, fazer um resumo eficiente – e assertivo – do tema pode ser muito útil para a construção de um mapa mental. Uma peculiaridade pauta-se no fato de que, normalmente, os mapas mentais são feitos à mão já que esse próprio processo de escrita é uma ótima estratégia de aquisição de memória. Entretanto, você também pode usar aplicativos criados justamente para essa finalidade. Frequentemente, também, utilizam-se cores variadas para destacar cada parte desse esquema. Essas cores facilitam a memorização e, inclusive, a memorização por blocos de subtemas. O mapa mental é, portanto, a ferramenta perfeita para alunos de aprendizado visual! Imaginemos o exemplo de um mapa mental sobre períodos literários brasileiros. Cada período literário pode ser representado por uma cor e por um desenho que lembre a principal característica do período, como uma árvore, para o Arcadismo, ou uma cruz, para o Barroco. É muito comum que usem esse conceito como sinônimo para os mapas conceituais. Você já ouviu falar sobre eles? A Redação Online te explica! Mapa mental e mapa conceitual: qual a diferença? O mapa conceitual tem como principal objetivo relacionar as ideias numa escala do mais importante para o menos importante. Foi sistematizado por Joseph Novak também enquanto ferramenta de organização, porém, ele buscava organizar os conteúdos numa gradação de relevância. Essa é a sua principal diferença com a estratégia que explicamos no tópico anterior. Geralmente é feito para abordar assuntos mais amplos, que têm muitas relações. Ao contrário do mapa mental, que tem um formato mais livre, o mapa conceitual é frequentemente representado por caixas e flechas/setas. Esse esquema não tem a adição de cores ou desenhos – eles não são proibidos, mas também não são comuns nessa técnica. Dica para montar um mapa conceitual: A caixa maior, centralizada e no topo da folha, contém o conceito que será organizado neste mapa. As caixas menores trazem os subconceitos e são ligadas à caixa central e às demais caixas por flechas/setas. Em cima das flechas, são adicionados verbos que fazem a conexão entre as caixas. Uma coisa é certa: tanto para o mapa mental quanto para o mapa conceitual é imprescindível que você tenha estudado o conteúdo anteriormente, pois tudo o que for colocado na folha precisa fazer o máximo de sentido, senão ele não funcionará enquanto ferramenta de estudos. Costumeiramente, dizemos que os mapas mentais devem ser feitos no início do processo de aprendizado e os mapas conceituais após amplo período de estudos, pois os mapas conceituais exigem informações mais complexas e completas para serem produzidos. Independentemente do tipo de mapa que você escolher – mental ou conceitual – ambos funcionam para assimilar e resumir um conteúdo. E é claro que eles também são úteis para, após algum tempo, revisar esse tema. Qual a importância de fazer um mapa mental para redação? Como já falamos, eles são uma excelente opção para a memorização e resumo de tópicos. Também são ótimas ferramentas para alunos visualizarem de forma rápida uma grande quantidade de informações. No entanto, sua importância e benefícios ainda vão além. Usar os mapas mentais também possui vantagens como: auxilia a fixar estruturas textuais de cada gênero; conseguir organizar informações desconexas; ajuda em uma sessão de brainstorming; facilita a memorização e aprendizagem de matérias; durante a prova, permite a separação das ideias para cada parte da redação; permite seu organizar melhor para construir a argumentação de seu texto; Agora que sabe como essa estratégia pode ser uma grande adição para sua rotina de estudos, está na hora de aprender a montar seu próprio mapa mental para redação. Nossas dicas também servirão para aplicar em outros tipos de conteúdos! Mapa mental para redação: Aprenda como fazer em 5 passos! Não há muito segredo para montar seu mapa mental, ele não precisa ficar esteticamente perfeito para ser funcional. Apesar do capricho ser importante, não se esqueça que

Você já ouviu falar que para tirar nota 1000 na redação do Enem é preciso escrever uma redação criativa e inovadora? Será que isso é verdade ou é mito? Assim como outros vestibulares, o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – cobra um texto dissertativo-argumentativo, além de algumas competências específicas. Mas como a criatividade entra nesses critérios? Bom, é o que veremos neste post! A seguir, você vai descobrir se o Enem cobra criatividade, o que é uma redação criativa e, por fim, algumas dicas para inovar na redação e surpreender a banca avaliadora. Continue a leitura! O Enem cobra uma redação criativa? Embora o Enem avalie a originalidade na competência 2, ele não cobra de fato uma redação criativa. Pensar que precisa ser criativo para receber a nota máxima na redação é um mito! De acordo com o Inep – órgão responsável pelo Enem –, o participante deve obedecer apenas cinco competências que serão avaliadas na prova. De forma geral, elas avaliam se o texto está dentro do gênero textual dissertativo-argumentativo (com introdução, desenvolvimento e conclusão), se apresenta argumentos e repertórios socioculturais que fundamentam o ponto de vista do participante e uma proposta de intervenção para o problema. Essas regras são essenciais na redação do Enem e você pode perder pontos caso não cumpri-las. Sendo assim, como você pode ver, não dá para inovar quando se trata de estrutura. No entanto, se buscarmos entender o conceito de criatividade, vamos ver que ela deve sim ser utilizada na hora de produzir a redação. Siga a leitura e entenda! O que é uma redação criativa? Para entendermos o que é uma redação criativa, vamos resgatar o conceito de criatividade. Veja o que diz os dicionários: “Qualidade de quem ou do que é inovador, criativo, original; ORIGINALIDADE” (Aulete) “Capacidade de criar ou inventar; engenho, engenhosidade, inventiva.” (Michaelis) Existem muitas definições para a criatividade, mas note que os dicionários concordam com uma coisa: a criatividade anda de mãos dadas com a inovação, ou seja, nada mais é do que a capacidade de inventar e inovar. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que não necessariamente ser criativo é criar coisas totalmente novas, que nunca existiram antes, mas sim criar a partir de algo que já existe, ou seja, encontrar novas soluções para os problemas. Portanto, uma redação criativa é aquela em que o autor articula o seu conhecimento de mundo aos seus argumentos. É uma redação que, sobretudo, foge do senso comum, combina ideias e faz uso de boas referências para garantir a originalidade do texto. Agora que você já sabe o que é uma redação criativa, vamos às dicas práticas? Confira a seguir! Como fazer uma redação criativa? Existem algumas estratégias para escrever uma redação criativa e surpreender os corretores do Enem, sem fugir, é claro, do gênero textual dissertativo-argumentativo. Confira abaixo algumas dicas que listamos para você colocar em prática! Fuja de modelos prontos Antes de tudo, é importante que você entenda que a redação não é uma receita de bolo. Sabe aqueles modelos prontos de redação que facilmente encontramos na internet? Fuja deles! Se você quer surpreender os corretores com uma redação criativa, evite usar os argumentos, repertórios e propostas interventivas que são sempre usadas. Lembre-se que criatividade significa inovar. Sendo assim, defina o seu ponto de vista e use o seu próprio conhecimento de mundo para fundamentar a sua redação. Para isso, é necessário prática e algumas técnicas, como fazer um brainstorming antes de colocar as palavras no papel. Amplie seu conhecimento Se engana quem pensa que a criatividade é um dom ou que ela “cai do céu”. A criatividade se alimenta de conhecimento e de outras referências. Logo, ela deve ser exercitada. Por isso, tenha o hábito de ler e escrever diariamente, assistir filmes, séries e documentários. Além disso, é importante que neste momento você saia da sua zona de conforto. Leia sobre diversas áreas, principalmente aquelas que você não domina muito bem. Uma forma de ser criativo na redação é combinar diferentes áreas na redação, que vão além das ciências humanas, como física, biologia e astronomia. Use o seu repertório sociocultural Um dos deslizes mais comuns na redação do Enem é usar repertórios de forma superficial, sem conectá-los às ideias do texto. Esses repertórios geralmente são aqueles indicados em estruturas prontas de redação e que acabam se tornando “batidos” de tanto que são usados. Sendo assim, priorize os repertórios socioculturais que fazem parte do seu universo. Isso vai trazer originalidade ao texto e impressionar os corretores. Relembre as séries, filmes, livros ou músicas que você conhece e reflita se é possível relacioná-los ao tema. Em vez de usar, por exemplo, aquela citação famosa retirada de um livro que você nunca leu, que tal usar como repertório um trecho de música ou uma série que você tanto adora? Isso vai tornar a sua redação muito mais criativa e original, acredite! Elabore uma proposta de intervenção criativa Por último, seja criativo na proposta de redação. É importante ter em mente que o Enem avalia se a proposta de intervenção é praticável, ou seja, se é possível colocá-la em prática na realidade. No entanto, existem algumas formas de você fugir das propostas mais básicas. Para isso, se informe sobre os diversos agentes sociais que podem se mobilizar e intervir no problema. Procure saber como cada um deles funciona e diversifique a sua proposta! Por exemplo, é muito comum que os participantes indiquem o governo como principal agente de intervenção, porém, dependendo do problema, é possível ir além e indicar outros agentes, como os ministérios, por exemplo. Por fim, lembre-se que a criatividade é essencial na hora de solucionar qualquer problema – inclusive do tema de redação. Porém, saiba que nem só de criatividade é feito um bom texto: é preciso de técnica. Evite usar uma linguagem rebuscada e priorize frases curtas e objetivas. Pergunte-se sempre se a informação que você está passando

Você já escreveu uma redação sobre “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil ”? Confira o tema da semana! A má alimentação entre os jovens no Brasil aumentou nos últimos anos, principalmente durante a pandemia, e deixou muitos especialistas em alerta. Alguns fatores apontados são o aumento do preço dos alimentos mais saudáveis e do consumo de fast food. Diante desse cenário, é necessário pensarmos em medidas para combater esse problema tão prejudicial à saúde. Vamos lá? Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil”. TEXTO 1 Pandemia piorou alimentação de crianças e adolescentes, alertam debatedores A crise sanitária provocada pelo novo coronavírus aumentou outro problema que os especialistas também chamam de pandemia: a obesidade infantil. Em audiência nesta segunda-feira (5) da comissão externa da Câmara dos Deputados que discute as políticas para a primeira infância, eles apontaram a urgência de iniciativas para atenuar consequências da Covid-19 como a má alimentação de crianças e adolescentes e a falta de atividades físicas, dois determinantes diretos para o excesso de peso. Os debatedores fizeram um panorama da situação dos menores de 18 anos diante do confinamento imposto pela pandemia: mais tempo usando telas, mais inatividade e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Para as famílias mais vulneráveis, das classes D e E, a perda de renda e o aumento no preço dos alimentos mais saudáveis agravaram a situação de insegurança alimentar. Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Cristina Albuquerque mostrou que, em 13% das famílias que têm crianças e adolescentes, os menores de 18 anos tiveram problemas de acesso a alimentos por falta de dinheiro. Em 61% delas, aumentou o consumo de fast food e refrigerantes e diminuiu o de frutas e verduras. Ela faz um prognóstico pessimista se não houver políticas públicas urgentes. “Nós podemos ter, até 2025, 1 milhão de crianças e jovens no Brasil com pressão arterial elevada, outros mais de 100 mil com diabetes tipo 2 na fase adulta e 12,5 milhões de crianças obesas”, alertou Cristina. Fonte: câmara legislativa – pandemia piorou alimentacao de criancas e adolescentes alertam debatedores TEXTO 2 Magreza não é sinônimo de saúde Que fique claro: a luta com a balança não deve ter motivação estética. As doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, já são as principais causas de morte na população brasileira — e elas têm íntima relação com a obesidade. “Com o estudo Erica, pudemos perceber que esses quadros têm início na infância e na adolescência”, observa a nutricionista Amanda de Moura, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e uma das responsáveis pelo levantamento. Mas o peso está longe de ser o único indicativo de saúde. Sabe aquele adolescente que come só porcaria e é magrinho? Pois ele não está isento de riscos. “Esse jovem pode esconder um acúmulo de gordura nos órgãos”, avisa Isabela. Fora que o consumo excessivo de açúcares e gorduras causa um desgaste no pâncreas e em outros cantos desde muito cedo. “Cerca de metade das crianças com colesterol ou triglicérides elevados terá doença cardíaca na vida adulta”, alerta Zilli. A hora de mudar esse futuro é agora. Fonte: saúde abril – adolescentes como esta a alimentação dos jovens no brasil TEXTO 3 Os cinco pontos para combater a “má alimentação”, segundo a ONU Para o relator, existem cinco ações prioritárias que podem recolocar os valores nutritivos no coração do sistema alimentar, quer nos países desenvolvidos, quer nos países em desenvolvimento. Identificar os produtos não saudáveis; controlar e regular os que contêm alto teor em gorduras saturadas, sal e açúcares; reduzir a publicidade da comida rápida; repensar os subsídios para a agricultura que criam desequilíbrios nos preços dos ingredientes e apoiar a produção local de produtos por forma a permitir aos consumidores um acesso fácil a alimentos frescos, nutritivos e saudáveis. Schutter chama este problema de “crise da nutrição”, que tem de ser enfrentada, porque é um problema estrutural. Fonte: news un – os cinco pontos para combater má alimentação segundo onu Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Entenda a diferença entre frase, oração e período e saiba por que é importante estudar esses elementos para a redação! Você sabe a diferença entre frase, oração e período? Muitas vezes esses termos são confundidos ou até mesmo usados como sinônimos, porém eles possuem algumas diferenças. Entender esses conceitos gramaticais é fundamental para você que está estudando redação, pois o texto é estruturado em torno deles. Neste post, você irá entender o que significa frase, oração e período, como se aplicam na redação e por que é importante entender esses conceitos para escrever um bom texto. Boa leitura! Qual a importância de estudar frase, oração e período para a redação? Estudar frase, oração e período é importante para entender como a redação é organizada. Sempre que nos comunicamos, tanto na modalidade escrita quanto na falada, organizamos as palavras em um enunciado com início e fim bem marcado – e essa disposição é estruturada por frases, orações e períodos. A área da gramática que estuda a composição dos elementos em um enunciado é a sintaxe, que é avaliada na competência 1 da redação do Enem e, também, em vestibulares e concursos. É a sintaxe que faz com que a redação tenha coesão e coerência, ou seja, é o que dá sentido ao texto. Por isso, saber usar frase, oração e período na escrita é essencial para desenvolver uma redação com ideias claras, articuladas e completas. Assim, você evita perder pontos por causa de trechos truncados e enunciados incompletos. Agora, vamos entender como esses termos se definem? Siga a leitura! O que é frase? A frase é um enunciado linguístico que possui um sentido completo. Ela não precisa ter um verbo, mas sempre é finalizada com uma pontuação. É possível que a frase seja formada por apenas uma palavra (por exemplo, “Silêncio!”) ou por mais de uma palavra (por exemplo, “Que alegria!”). O importante é que a frase tenha um sentido completo e isso vai depender do contexto em que ela estiver inserida. Na língua portuguesa existem sete principais tipos de frases que utilizamos em nosso dia a dia. Veja abaixo a sua classificação: O que é oração? A oração é todo enunciado que se organiza em torno de um verbo ou locução verbal, podendo ter ou não sentido completo. Vimos anteriormente que uma frase pode conter verbo, lembra? Quando isso acontece é porque há uma oração dentro dela. Portanto, uma frase pode ter uma ou mais orações. Por exemplo: “Silêncio, os vizinhos estão reclamando!”. Nessa frase, a oração é “os vizinhos estão reclamando”. Além disso, uma oração possui dois elementos essenciais: o sujeito (a quem se declara algo) e o predicado (tudo aquilo que se diz do sujeito). Porém nem sempre o sujeito estará definido, veja: na oração “Caminhei muito ontem”, a desinência verbal “caminhei” indica que o sujeito é “eu”. Em nossa língua, existem dois tipos principais de oração. Confira: O que é período? O período é toda frase que possui uma ou mais orações. Ele sempre finaliza com uma pausa bem definida e marcada por uma pontuação – ponto final, ponto de exclamação, de interrogação ou reticências. Ele é classificado da seguinte maneira: Agora que você já sabe como a frase, oração e período se definem e se diferenciam, vamos ver como podem ser usados na redação? Vamos lá! Como a frase, oração e período se aplicam na redação? Em um texto dissertativo-argumentativo, o período deve ser usado para estruturar e organizar as ideias do texto. Ele pode ser formado por duas ou mais orações para expressar ideias de causa/consequência, comparação, conclusão etc. Veja um exemplo retirado da Cartilha do Participante do Enem 2020: O filme “Bastardos inglórios”, ao contextualizar cenas em meados do século XX (oração intercalada), retrata o caráter elitista das exibições de cinema, uma vez que eram feitas em espaços de socialização das classes ricas da época (oração subordinada). No período acima, a oração que expressa a mensagem principal é “O filme ‘Bastardos inglórios’ retrata (verbo) o caráter elitista das exibições de cinema”. Note que há uma oração entre esse enunciado usada para acrescentar uma informação – é o que chamamos de oração intercalada. Para concluir a ideia, temos uma oração subordinada que depende da oração principal para fazer sentido. Logo, podemos dizer que o exemplo acima é um período composto, pois possui mais de uma oração. Além disso, são os períodos que estruturam as ideias de um parágrafo. Observe, agora, o parágrafo completo do exemplo citado acima: O filme “Bastardos inglórios”, ao contextualizar cenas em meados do século XX, retrata o caráter elitista das exibições de cinema, uma vez que eram feitas em espaços de socialização das classes ricas da época. Na contemporaneidade, embora seja mais amplo, ainda há entraves a serem superados quanto à democratização do acesso às salas cinematográficas (e seus conteúdos) no Brasil. Nesse sentido, os resquícios de uma herança segregacionista no que diz respeito à frequência de locais de cinema geram a dificuldade em manter esse hábito em parte da população, o que perpetua a problemática. Esse parágrafo introdutório possui três períodos (representados por cores diferentes). Perceba que cada período expõe uma ideia completa, mas que ainda assim está relacionada aos períodos anteriores ou posteriores. Ou seja, eles “amarram” as ideias do parágrafo. Por fim, vale lembrar que você deve evitar frases exclamativas e interrogativas na redação, visto que o uso de pontuação que expressa sentimentos ou dúvida (ponto de exclamação e interrogação) foge do gênero textual dissertativo-argumentativo cobrado no Enem, concursos e vestibulares. Nesse sentido, o uso dessas frases pode prejudicar a sua nota. Então, fuja delas! E aí, você gostou desse conteúdo? Mais do que saber a diferença entre frase, oração e período, é essencial que você coloque a escrita em prática! O Redação Online pode ajudar você nessa jornada! Confira os nossos pacotes e tenha a sua redação corrigida por especialistas!

Você já escreveu uma redação sobre “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”? Confira o tema da semana! O debate sobre os desafios do envelhecimento populacional tem se intensificado devido a pesquisas que apontam o aumento dessa população e a diminuição da população mais jovem nos próximos anos. Esse fenômeno indica que o Brasil terá vários desafios pela frente e, por isso, selecionamos este tema de extrema importância para você treinar a sua redação. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”. Texto 1: Estudo aponta que idosos vão representar 40% da população brasileira em 2100 Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a população do Brasil vai ‘envelhecer’ de forma constante e acelerada nos próximos anos. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (13), aponta que 40,3% dos brasileiros serão idosos daqui a aproximadamente 90 anos. O objetivo do estudo, que leva em consideração as projeções populacionais no período de 2010 a 2100, é auxiliar as análises de cenários macroeconômicos e previdenciários de longo prazo para o Brasil. A pesquisa mostra que, em 2010, os idosos representavam 7,3% da população brasileira, cerca de 14 milhões de pessoas acima de 60 anos. Já em 2100, a expectativa é que o país ultrapasse a casa dos 60 milhões de idosos, o que retrata um número superior a 40% de todos os brasileiros. Ao passo que a terceira idade se torna mais representativa, o número de jovens diminui ao longo dos anos. O número de pessoas com menos de 15 anos deve cair de 24,7% para 9%. “A população vai sofrer um envelhecimento muito grande nas próximas décadas, é um cenário irreversível. O levantamento considera cenários distintos para a realidade populacional do país e, em todos eles, é evidente o processo de envelhecimento populacional. Isso indica que, independentemente das hipóteses adotadas, a mudança da estrutura etária no país é inevitável”, afirmou a pesquisadora do estudo, Raquel Guimarães, à CNN, nesta quarta-feira (13). Segundo Raquel Guimarães, o envelhecimento da população brasileira está diretamente relacionado a menor taxa de fecundidade entre os brasileiros nos últimos anos. Ela explica que a inserção da mulher no mercado de trabalho, o maior planejamento familiar e a maternidade tardia estão entre os fatores para o fenômeno registrado pelo Ipea. A pesquisadora também detalhou os problemas dessa tendência e a possível solução para um país com menos pessoas economicamente ativas e uma maior população idosa. “Esse envelhecimento populacional vai afetar muito o mercado de trabalho, a previdência, o sistema de saúde. Já sabendo do movimento etário no país, o que podemos afirmar é que a principal solução para o Brasil é o investimento em educação. O ensino e a escolarização dos jovens é o ponto chave. E precisamos fazer isso enquanto ainda temos uma grande população ativa”, finaliza. Fonte: cnn brasil Texto 2 : “O desafio de envelhecer no Brasil” “O maior desafio brasileiro na atenção ao envelhecimento populacional reside na implementação das políticas públicas, que padecem de graves problemas estruturais e resultam na crescente judicialização da saúde e da assistência social. O Estatuto do Idoso, não obstante represente um moderno microssistema legislativo e, embora recentemente tenha albergado prioridade absoluta aos maiores de 80 anos, não é suficiente para garantir a implementação dos direitos fundamentais desse segmento populacional. O poder público, juntamente com a família e a sociedade, é responsável pelo amparo à pessoa idosa, assegurando-lhe participação na comunidade, defendendo sua integridade e bem-estar e garantindo-lhe o direito à vida, entre tantos outros direitos que lhe devem ser prioritariamente efetivados e protegidos. A dignidade da pessoa humana deve sempre ser defendida de forma intransigente, como um princípio fundamental do Estado democrático de direito. O desrespeito a qualquer dos direitos sociais do idoso – educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, assistência aos desamparados, constitucionalmente protegidos – configura forma de violência contra a pessoa idosa.” Fonte: gauchazh Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”: Exemplo de redação sobre envelhecimento populacional no Brasil No preâmbulo da Carta Magna brasileira, definiu-se o Estado Democrático como imprescindível ao exercício da cidadania. Hodiernamente, contudo, a prevalente diminuição da taxa de fecundidade, por exemplo, configura uma realidade à margem da democracia. Nesse viés, o envelhecimento populacional, no Brasil, representa ainda enormes desafios. Pode-se dizer, então, que a inércia estatal e o individualismo do empresariado são os principais responsáveis pelo quadro. Primeiramente, ressalta-se a inoperância governamental para combater o desajuste fiscal. Segundo o pensamento hobbesiano, o Estado é encarregado de garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à negligência das autoridades, de acordo com o jornal “O Globo”, o rombo nas contas públicas, em 2016, impediu a construção de hospitais para o atendimento de idosos. Dessa forma, geram-se condições desfavoráveis à assistência médica desses indivíduos, e os direitos mais básicos normatizados em lei, como o direito à proteção, são ameaçados. Outrossim, a exclusiva ambição por lucro é parte elementar do problema. Acerca disso, destaca-se um princípio ético fundamental da filosofia de Eric Voegelin, do qual se deduz que o egocentrismo prejudica a preservação da prosperidade coletiva. Assim sendo, em análise realizada pela revista “Exame”, verificou-se que, nos últimos anos, bancos privados, visando somente o enriquecimento, aumentavam o preço de serviços financeiros para clientes com mais de 60 anos, atendendo à demanda dos sócios investidores. Logo, desrespeita-se, em nome de interesses individuais, uma importante noção da metafísica voegeliana, amplamente aceita, que harmoniza os vínculos humanos. Dessarte, o bem grupal padece sob o jugo do egoísmo. Portanto, são necessárias medidas capazes de restabelecer a ordem democrática. Cabe ao governo federal atuar em favor da população, mediante a gênese de leis que equilibrem as contas públicas, a fim de assegurar auxílio médico e proteção a todos. Ademais, o corpo social deve pressionar os empresários a descontinuarem a prática irrazoável de preços, por meio de

Quer saber mais sobre “A objetificação dos corpos negros”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A objetificação dos corpos negros é um dos reflexos do racismo estrutural, que está presente no imaginário social desde o período escravocrata. Essa objetificação está ligada a estereótipos racistas que hipersexualizam as pessoas negras e as colocam em lugares de subalternidade. São práticas que comumente se manifestam em comentários acerca dos corpos negros e na representação dessas pessoas na mídia, por exemplo. Ou seja, trata-se de racismo velado que violenta o povo negro até os dias de hoje. Neste post, listamos alguns repertórios socioculturais para você saber mais sobre o assunto e fundamentar a sua redação sobre o tema “A objetificação dos corpos negros”. Siga a leitura! Vídeo | Hipersexualização e objetificação: como estereótipos racistas impactam pessoas negras Neste vídeo, do canal GNT, Luana Génot e Thalita Carauta discutem sobre a hipersexualização e a objetificação dos corpos negros e como os estereótipos racistas impactam a vida das pessoas negras. Além disso, Thula Pires explica a definição da palavra “mulata”, termo racista que deriva da palavra espanhola “mula” e é usada para se referir às mulheres negras de pele clara. Segundo Thula, o termo reforça a ideia de que as mulheres negras estão a serviço do homem branco. Confira: https://youtu.be/4nyGUQJiAdo Livro | Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro O livro “Quem tem medo do feminismo negro” (2018) reúne artigos sobre raça e feminismo escritos pela filósofa Djamila Ribeiro. Em seus textos, ela aborda a objetificação e hipersexualização das mulheres negras, o termo “mulata” e a sua relação com o período escravocrata e como a mídia reforça estereótipos racistas. No artigo “A mulata Globeleza: um manifesto”, Djamila analisa como a figura representada pela Globeleza objetifica as mulheres negras e fala sobre a importância da representatividade dessas mulheres em outros lugares que não sejam no entretenimento ligado à exploração do corpo. Em suas palavras: “É necessário entender o porquê de se criticar lugares como o da Globeleza. Não é pela nudez em si, tampouco por quem desempenha esse papel. É por conta do confinamento das mulheres negras a lugares específicos. Não temos problema algum com a sensualidade, o problema é somente nos confinar a esse lugar, negando nossa humanidade, multiplicidade e complexidade. Quando reduzimos seres humanos a determinados papéis, retiramos sua humanidade e os transformamos em objetos.” Você pode acessar o livro completo neste link. Sugerimos também a leitura dos artigos: “Mulher negra não é fantasia de Carnaval” e “O que a miscigenação tem a ver com a cultura do estupro?”. Filme | Corra! (2017) “Corra!” (Get out, 2017) é um filme estadunidense de terror psicológico produzido por Jordan Peele, cujo protagonista Chris é um jovem negro que se relaciona com uma mulher branca. Em um fim de semana, Chis viaja para conhecer a família da namorada e descobre que eles possuem um plano cruel. Chis é a todo momento objetificado pelas pessoas brancas, que fetichizam a sua força corporal e negam a sua intelectualidade. Assim como outros personagens do filme – todos empregados da família –, ele tem o seu corpo visto como um bem a serviço das pessoas brancas. Assista ao trailer a seguir: Artigo | O negro, o drama e as tramas da masculinidade no Brasil, por Deivison Faustino Este artigo, publicado na revista Cult, Deivison Faustino escreve sobre raça e masculinidades. Com base no pensamento do escritor, psiquiatra e ativista Frantz Fanon, o autor aponta a objetificação vivida pelos homens negros. Ele aponta que de acordo com Fanon, o homem negro não é visto como um homem na sociedade, uma vez que a noção de humanidade foi estabelecida na Europa colonialista. Ou seja, ao homem negro somente o papel de “objeto” de trabalho. Conforme Faustino: “O racismo, representa, assim, antes de qualquer coisa, a negação substancial – e não apenas linguística – da humanidade das pessoas negras; por isso, ‘o negro, não é um homem’.” Leia o artigo completo aqui. Documentário | A Negação do Brasil (1996) A objetificação dos corpos negros está muito presente nos personagens das novelas, filmes e literatura. No documentário “A negação do Brasil” (1996), o diretor e pesquisador Joel Zito Araújo analisa o retrato das pessoas negras nas novelas da TV brasileira entre as décadas de 1960 e 1990. O documentário mostra os preconceitos, os estereótipos reforçados pela TV e a luta dos atores negros pelo reconhecimento de sua importância na telenovela. Disponível no Youtube: História | Sarah Berteman A história de Sarah Berteman é um ótimo exemplo de como os corpos das pessoas negras historicamente são objetificados e explorados – até mesmo após a morte. Sarah Berteman foi uma mulher africana, do povo Khoisan, que foi levada para a Europa no século XIX para ser exibida como “aberração” em circos de Londres e Paris, onde as pessoas observavam suas nádegas. Ela recebeu o nome de “A Vênus Hotentote” e também foi vítima de racismo científico. Após a sua morte, seu cérebro, esqueleto e órgão sexual continuaram sendo exibidos no Museu do Homem em Paris até 1974. Foi somente em 2002 que seus restos mortais retornaram à África a pedido de Nelson Mandela e foram enterrados. A história de Sarah Berteman hoje simboliza as atrocidades e a desumanização que os povos sul-africanos sofreram. Para saber mais sobre a sua história, leia esta matéria ou assista o filme “Vênus negra” (2010). O trailer você confere a seguir: Música | “Ain’t I a Woman?”, Luedji Luna A objetificação dos corpos negros afeta diretamente nas suas relações afetivas. Na música Ain’t I a Woman?, a cantora baiana Luedji Luna denuncia a objetificação de um corpo que é tratado apenas para prazer. Nos últimos versos, ela canta: “Eu sou a preta que tu come e não assume” e a seguir faz referência a uma famosa frase da teórica feminista bell hooks “e eu não sou uma mulher”? Aperta

Você já escreveu uma redação sobre “A objetificação dos corpos negros”? Confira o tema da semana! O racismo estrutural é responsável por perpetuar muitas violências, uma delas é a objetificação dos corpos negros em nossa sociedade. O problema não é recente, muito pelo contrário: persiste no imaginário e nas práticas sociais desde o período escravocrata. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A objetificação dos corpos negros”. TEXTO 1 “O nosso corpo é o tempo todo objetificado”, diz doutoranda “Acho que toda mulher negra já escutou essa abordagem de um homem: ‘meu desejo é ficar com uma mulher negra’. O nosso corpo é o tempo todo objetificado. É vivência real. Nós não somos apenas uma mulher. Eu sou uma mulher negra andando na rua”, enfatiza a doutoranda em Educação pela Universidade Tiradentes, Jady Rosa dos Santos. A pesquisadora Jady Rosa sentiu na pele, várias vezes, o que a maioria das mulheres negras passam: a hipersexualização dos seus corpos. Dentro do contexto do racismo estrutural do Brasil, a hipersexulização dos corpos negros banaliza o homem negro e a mulher negra, objetificando-os e reduzindo-os à imagem de sexo fácil, de corpos volumosos e cheios de curvas. A temática pode estar em voga atualmente, mas a objetificação dos corpos negros não é algo atual. O professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do curso de História da Universidade Tiradentes e coordenador do Núcleo Diadorim de Estudos de Gênero da Unit, Gregory Balthazar, sublinha que a objetificação do corpo negro remete à um legado histórico da escravidão no país. “Quando o corpo negro chega no Brasil ele é trazido como um objeto, a ser coisa de alguém. É desumanizado. As mulheres negras, para além do trabalho escravizado, tinham outra questão que era a violência sexual, como aponta autoras como Lélia Gonzalez e Angela Davis. Quando a gente fala da objetificação, a gente fala da animalização do corpo negro. Ainda hoje, quando a gente fala de objetificação, ela está muito atrelada com a questão da animalidade ainda”, destaca o professor Gregory Balthazar. Desde o período escravocrata do Brasil, foram atribuídos aos corpos negros características de erotização exacerbadas, como se os homens negros e mulheres negras fossem animais sexuais, sem sentimentos e sem afeto. ‘Negro da cor do pecado’, ‘mulata globeleza’ são alguns dos estigmas que insistem em ser reforçados, na atualidade, por muita gente para se referir a pessoas negras. O professor Gregory ressalta que sentir a atração, o desejo pela pessoa negra, é natural. O problema é quando há a banalização do corpo. “Não é que a gente está dizendo que não é pra ter desejo pelo corpo negro. Não é que o desejo não exista. Muito pelo contrário, não é isso. Mas, é aprisionar o corpo negro nesse lugar do animal. É o discurso que aprisiona o negro na visão animalizadora e o distitui de sua humanidade”, expressa. Quando se trata da mulher, uma dupla imagem é comumente associada: a mulata e a doméstica. Na imagem da mulata, está presente o estereótipo da mulher negra do carnaval, com o corpo cheio de curvas e permeado de fetiche. Já a imagem da empregada, é a que tira o protagonismo da mulher negra e a coloca no lugar de servidão, sem afeto e com desumanização. Fonte: portal unit – o nosso corpo e o tempo todo objetificado diz doutoranda TEXTO 2 Infância: precisamos falar sobre a objetificação dos corpos de meninas negras De acordo com a plataforma “Violência contra a mulher em dados”, entre 2011 e 2017, mais de 45% dos casos de abusos sexual registrados no Brasil foram de meninas negras de 0 até 9 anos. No mesmo período, quando analisamos os números referentes às meninas brancas, este percentual cai mais de 7%. O racismo estrutural e a vulnerabilidade social e econômica ajudam a explicar esses dados, mas é preciso discutir também a hipersexualização dos corpos de mulheres negras, inclusive na infância. Deise Benedito, especialista em Relações Étnico-raciais e mestre em Direito e Criminologia pela Universidade de Brasília (UnB), afirma que o racismo sofrido pela população negra contribui para a objetificação e o aumento da vulnerabilidade desses corpos até os dias de hoje. — Esse processo é influenciado pelo racismo, a discriminação e pela permanente “coisificação” de meninas negras consideradas como mais fáceis, maliciosas e transgressoras, além de serem expostas de forma errônea como pervertidas — analisa a especialista. Uma pesquisa sobre a percepção do corpo de crianças negras publicada pela Universidade Georgetown, nos EUA, mostra que garotas de pele mais escura são consideradas menos inocentes, mais maduras, mais sabidas sobre sexo e mais autossuficientes do que crianças brancas. Deise explica que esse processo de “adultização”, sofrido principalmente por meninas negras, afeta a construção do imaginário infantil da criança. — O corpo da menina branca é protegido pela inocência enquanto o da negra é considerado sujo. O processo do racismo estrutural na sociedade brasileira rouba cruelmente a essência das meninas negras, e a “adultização” contribui para transgredir a infância, os sonhos e as fantasias infantis — afirma. Fonte: geledes – infância precisamos falar sobre a objetificação dos corpos de meninas negras TEXTO 3 Muito além do “negão de tirar o chapéu” “Aos 16 anos, uma amiga disse que eu tinha cara de quem fazia sexo bem. A julgar pelas opiniões que ela já tinha emitido em outros momentos, aquele bom sexo era um sexo violento”, relata Caio César, morador do Rio de Janeiro. “É importante frisar que a amiga em questão nunca havia se relacionado comigo. Sua opinião foi baseada em estereótipos sexuais ligados a corpos negros”, complementa. No artigo “Na cama com o super negão: masculinidades, estéticas, mitos e estereótipos sexuais do homem negro”, do historiador Daniel dos Santos, é abordada a relação entre a objetificação do corpo negro e o passado escravocrata do país. O negro escravizado era avaliado “a partir de seus
Os artigos sobre “Topo de funil” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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