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Você sabia que dá usar mapa mental para a redação? Essa técnica muito utilizada em outras matérias é a queridinha dos studygrams que tanto estudantes seguem e acredite: é eficaz, inclusive, quando se trata da construção de um texto coeso e coerente. Na verdade, esses esquemas nasceram como uma ferramenta de organização no ambiente corporativo. Hoje, as escolas, procurando novas formas de absorção de conteúdo, começaram a ensinar seus alunos a fazerem mapas mentais nas mais diferentes disciplinas. Essa técnica só foi ganhando mais e mais espaço com o passar do tempo. Que tal aprender? O Redação Online te conta com clareza o que ela é, sua diferença para os mapas convencionais e, de quebra, ainda te ensina formar de aplicá-lo em sua redação. Continue a leitura! Mas antes, deixe nosso post com dicas sobre como começar a se preparar para o Enem aberto se você se encontra nessa fase da vida! Afinal, o que é um mapa mental para redação? Quem sistematizou o que hoje conhecemos como mapa mental foi Tony Buzan. O psicólogo queria encontrar uma forma de organizar um grande apanhado de informações para que o conteúdo principal fosse destacado. Para isso, ele desenhou um esquema onde o tema central da pesquisa ou estudo ficou no centro de uma folha. Todos os subtemas relacionados foram desenhados como se fossem “ramos” desse tema central. Anote: para o mapa mental, o assunto principal é a raiz e o tronco da árvore e os assuntos secundários, relacionados a esse assunto principal, são os galhos. Pensando especificamente nos mapas mentais para redação, é possível utilizá-lo tanto para aprender a estrutura de um gênero textual, quanto na hora da prova. Isso porque diversos vestibulares variam o tipo de texto a cada ano, e fica por meio do mapa mental é bem mais automático relembrar como montar cada gênero textual. Esse é um processo de resumo guiado por palavras-chave, como espécies de subtópicos. É muito importante que elas realmente mantenham relação direta com o assunto central e ajudem a trazer à memória o conteúdo estudado. Mas, vale lembrar que a memória de cada aluno funciona de uma forma, por isso é completamente possível que esses sub-títulos variem de caso para casa mesmo que o tema principal seja o mesmo. Por vezes, fazer um resumo eficiente – e assertivo – do tema pode ser muito útil para a construção de um mapa mental. Uma peculiaridade pauta-se no fato de que, normalmente, os mapas mentais são feitos à mão já que esse próprio processo de escrita é uma ótima estratégia de aquisição de memória. Entretanto, você também pode usar aplicativos criados justamente para essa finalidade. Frequentemente, também, utilizam-se cores variadas para destacar cada parte desse esquema. Essas cores facilitam a memorização e, inclusive, a memorização por blocos de subtemas. O mapa mental é, portanto, a ferramenta perfeita para alunos de aprendizado visual! Imaginemos o exemplo de um mapa mental sobre períodos literários brasileiros. Cada período literário pode ser representado por uma cor e por um desenho que lembre a principal característica do período, como uma árvore, para o Arcadismo, ou uma cruz, para o Barroco. É muito comum que usem esse conceito como sinônimo para os mapas conceituais. Você já ouviu falar sobre eles? A Redação Online te explica! Mapa mental e mapa conceitual: qual a diferença? O mapa conceitual tem como principal objetivo relacionar as ideias numa escala do mais importante para o menos importante. Foi sistematizado por Joseph Novak também enquanto ferramenta de organização, porém, ele buscava organizar os conteúdos numa gradação de relevância. Essa é a sua principal diferença com a estratégia que explicamos no tópico anterior. Geralmente é feito para abordar assuntos mais amplos, que têm muitas relações. Ao contrário do mapa mental, que tem um formato mais livre, o mapa conceitual é frequentemente representado por caixas e flechas/setas. Esse esquema não tem a adição de cores ou desenhos – eles não são proibidos, mas também não são comuns nessa técnica. Dica para montar um mapa conceitual: A caixa maior, centralizada e no topo da folha, contém o conceito que será organizado neste mapa. As caixas menores trazem os subconceitos e são ligadas à caixa central e às demais caixas por flechas/setas. Em cima das flechas, são adicionados verbos que fazem a conexão entre as caixas. Uma coisa é certa: tanto para o mapa mental quanto para o mapa conceitual é imprescindível que você tenha estudado o conteúdo anteriormente, pois tudo o que for colocado na folha precisa fazer o máximo de sentido, senão ele não funcionará enquanto ferramenta de estudos. Costumeiramente, dizemos que os mapas mentais devem ser feitos no início do processo de aprendizado e os mapas conceituais após amplo período de estudos, pois os mapas conceituais exigem informações mais complexas e completas para serem produzidos. Independentemente do tipo de mapa que você escolher – mental ou conceitual – ambos funcionam para assimilar e resumir um conteúdo. E é claro que eles também são úteis para, após algum tempo, revisar esse tema. Qual a importância de fazer um mapa mental para redação? Como já falamos, eles são uma excelente opção para a memorização e resumo de tópicos. Também são ótimas ferramentas para alunos visualizarem de forma rápida uma grande quantidade de informações. No entanto, sua importância e benefícios ainda vão além. Usar os mapas mentais também possui vantagens como: auxilia a fixar estruturas textuais de cada gênero; conseguir organizar informações desconexas; ajuda em uma sessão de brainstorming; facilita a memorização e aprendizagem de matérias; durante a prova, permite a separação das ideias para cada parte da redação; permite seu organizar melhor para construir a argumentação de seu texto; Agora que sabe como essa estratégia pode ser uma grande adição para sua rotina de estudos, está na hora de aprender a montar seu próprio mapa mental para redação. Nossas dicas também servirão para aplicar em outros tipos de conteúdos! Mapa mental para redação: Aprenda como fazer em 5 passos! Não há muito segredo para montar seu mapa mental, ele não precisa ficar esteticamente perfeito para ser funcional. Apesar do capricho ser importante, não se esqueça que

Você já ouviu falar que para tirar nota 1000 na redação do Enem é preciso escrever uma redação criativa e inovadora? Será que isso é verdade ou é mito? Assim como outros vestibulares, o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – cobra um texto dissertativo-argumentativo, além de algumas competências específicas. Mas como a criatividade entra nesses critérios? Bom, é o que veremos neste post! A seguir, você vai descobrir se o Enem cobra criatividade, o que é uma redação criativa e, por fim, algumas dicas para inovar na redação e surpreender a banca avaliadora. Continue a leitura! O Enem cobra uma redação criativa? Embora o Enem avalie a originalidade na competência 2, ele não cobra de fato uma redação criativa. Pensar que precisa ser criativo para receber a nota máxima na redação é um mito! De acordo com o Inep – órgão responsável pelo Enem –, o participante deve obedecer apenas cinco competências que serão avaliadas na prova. De forma geral, elas avaliam se o texto está dentro do gênero textual dissertativo-argumentativo (com introdução, desenvolvimento e conclusão), se apresenta argumentos e repertórios socioculturais que fundamentam o ponto de vista do participante e uma proposta de intervenção para o problema. Essas regras são essenciais na redação do Enem e você pode perder pontos caso não cumpri-las. Sendo assim, como você pode ver, não dá para inovar quando se trata de estrutura. No entanto, se buscarmos entender o conceito de criatividade, vamos ver que ela deve sim ser utilizada na hora de produzir a redação. Siga a leitura e entenda! O que é uma redação criativa? Para entendermos o que é uma redação criativa, vamos resgatar o conceito de criatividade. Veja o que diz os dicionários: “Qualidade de quem ou do que é inovador, criativo, original; ORIGINALIDADE” (Aulete) “Capacidade de criar ou inventar; engenho, engenhosidade, inventiva.” (Michaelis) Existem muitas definições para a criatividade, mas note que os dicionários concordam com uma coisa: a criatividade anda de mãos dadas com a inovação, ou seja, nada mais é do que a capacidade de inventar e inovar. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que não necessariamente ser criativo é criar coisas totalmente novas, que nunca existiram antes, mas sim criar a partir de algo que já existe, ou seja, encontrar novas soluções para os problemas. Portanto, uma redação criativa é aquela em que o autor articula o seu conhecimento de mundo aos seus argumentos. É uma redação que, sobretudo, foge do senso comum, combina ideias e faz uso de boas referências para garantir a originalidade do texto. Agora que você já sabe o que é uma redação criativa, vamos às dicas práticas? Confira a seguir! Como fazer uma redação criativa? Existem algumas estratégias para escrever uma redação criativa e surpreender os corretores do Enem, sem fugir, é claro, do gênero textual dissertativo-argumentativo. Confira abaixo algumas dicas que listamos para você colocar em prática! Fuja de modelos prontos Antes de tudo, é importante que você entenda que a redação não é uma receita de bolo. Sabe aqueles modelos prontos de redação que facilmente encontramos na internet? Fuja deles! Se você quer surpreender os corretores com uma redação criativa, evite usar os argumentos, repertórios e propostas interventivas que são sempre usadas. Lembre-se que criatividade significa inovar. Sendo assim, defina o seu ponto de vista e use o seu próprio conhecimento de mundo para fundamentar a sua redação. Para isso, é necessário prática e algumas técnicas, como fazer um brainstorming antes de colocar as palavras no papel. Amplie seu conhecimento Se engana quem pensa que a criatividade é um dom ou que ela “cai do céu”. A criatividade se alimenta de conhecimento e de outras referências. Logo, ela deve ser exercitada. Por isso, tenha o hábito de ler e escrever diariamente, assistir filmes, séries e documentários. Além disso, é importante que neste momento você saia da sua zona de conforto. Leia sobre diversas áreas, principalmente aquelas que você não domina muito bem. Uma forma de ser criativo na redação é combinar diferentes áreas na redação, que vão além das ciências humanas, como física, biologia e astronomia. Use o seu repertório sociocultural Um dos deslizes mais comuns na redação do Enem é usar repertórios de forma superficial, sem conectá-los às ideias do texto. Esses repertórios geralmente são aqueles indicados em estruturas prontas de redação e que acabam se tornando “batidos” de tanto que são usados. Sendo assim, priorize os repertórios socioculturais que fazem parte do seu universo. Isso vai trazer originalidade ao texto e impressionar os corretores. Relembre as séries, filmes, livros ou músicas que você conhece e reflita se é possível relacioná-los ao tema. Em vez de usar, por exemplo, aquela citação famosa retirada de um livro que você nunca leu, que tal usar como repertório um trecho de música ou uma série que você tanto adora? Isso vai tornar a sua redação muito mais criativa e original, acredite! Elabore uma proposta de intervenção criativa Por último, seja criativo na proposta de redação. É importante ter em mente que o Enem avalia se a proposta de intervenção é praticável, ou seja, se é possível colocá-la em prática na realidade. No entanto, existem algumas formas de você fugir das propostas mais básicas. Para isso, se informe sobre os diversos agentes sociais que podem se mobilizar e intervir no problema. Procure saber como cada um deles funciona e diversifique a sua proposta! Por exemplo, é muito comum que os participantes indiquem o governo como principal agente de intervenção, porém, dependendo do problema, é possível ir além e indicar outros agentes, como os ministérios, por exemplo. Por fim, lembre-se que a criatividade é essencial na hora de solucionar qualquer problema – inclusive do tema de redação. Porém, saiba que nem só de criatividade é feito um bom texto: é preciso de técnica. Evite usar uma linguagem rebuscada e priorize frases curtas e objetivas. Pergunte-se sempre se a informação que você está passando

Você já escreveu uma redação sobre “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil ”? Confira o tema da semana! A má alimentação entre os jovens no Brasil aumentou nos últimos anos, principalmente durante a pandemia, e deixou muitos especialistas em alerta. Alguns fatores apontados são o aumento do preço dos alimentos mais saudáveis e do consumo de fast food. Diante desse cenário, é necessário pensarmos em medidas para combater esse problema tão prejudicial à saúde. Vamos lá? Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil”. TEXTO 1 Pandemia piorou alimentação de crianças e adolescentes, alertam debatedores A crise sanitária provocada pelo novo coronavírus aumentou outro problema que os especialistas também chamam de pandemia: a obesidade infantil. Em audiência nesta segunda-feira (5) da comissão externa da Câmara dos Deputados que discute as políticas para a primeira infância, eles apontaram a urgência de iniciativas para atenuar consequências da Covid-19 como a má alimentação de crianças e adolescentes e a falta de atividades físicas, dois determinantes diretos para o excesso de peso. Os debatedores fizeram um panorama da situação dos menores de 18 anos diante do confinamento imposto pela pandemia: mais tempo usando telas, mais inatividade e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Para as famílias mais vulneráveis, das classes D e E, a perda de renda e o aumento no preço dos alimentos mais saudáveis agravaram a situação de insegurança alimentar. Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Cristina Albuquerque mostrou que, em 13% das famílias que têm crianças e adolescentes, os menores de 18 anos tiveram problemas de acesso a alimentos por falta de dinheiro. Em 61% delas, aumentou o consumo de fast food e refrigerantes e diminuiu o de frutas e verduras. Ela faz um prognóstico pessimista se não houver políticas públicas urgentes. “Nós podemos ter, até 2025, 1 milhão de crianças e jovens no Brasil com pressão arterial elevada, outros mais de 100 mil com diabetes tipo 2 na fase adulta e 12,5 milhões de crianças obesas”, alertou Cristina. Fonte: câmara legislativa – pandemia piorou alimentacao de criancas e adolescentes alertam debatedores TEXTO 2 Magreza não é sinônimo de saúde Que fique claro: a luta com a balança não deve ter motivação estética. As doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, já são as principais causas de morte na população brasileira — e elas têm íntima relação com a obesidade. “Com o estudo Erica, pudemos perceber que esses quadros têm início na infância e na adolescência”, observa a nutricionista Amanda de Moura, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e uma das responsáveis pelo levantamento. Mas o peso está longe de ser o único indicativo de saúde. Sabe aquele adolescente que come só porcaria e é magrinho? Pois ele não está isento de riscos. “Esse jovem pode esconder um acúmulo de gordura nos órgãos”, avisa Isabela. Fora que o consumo excessivo de açúcares e gorduras causa um desgaste no pâncreas e em outros cantos desde muito cedo. “Cerca de metade das crianças com colesterol ou triglicérides elevados terá doença cardíaca na vida adulta”, alerta Zilli. A hora de mudar esse futuro é agora. Fonte: saúde abril – adolescentes como esta a alimentação dos jovens no brasil TEXTO 3 Os cinco pontos para combater a “má alimentação”, segundo a ONU Para o relator, existem cinco ações prioritárias que podem recolocar os valores nutritivos no coração do sistema alimentar, quer nos países desenvolvidos, quer nos países em desenvolvimento. Identificar os produtos não saudáveis; controlar e regular os que contêm alto teor em gorduras saturadas, sal e açúcares; reduzir a publicidade da comida rápida; repensar os subsídios para a agricultura que criam desequilíbrios nos preços dos ingredientes e apoiar a produção local de produtos por forma a permitir aos consumidores um acesso fácil a alimentos frescos, nutritivos e saudáveis. Schutter chama este problema de “crise da nutrição”, que tem de ser enfrentada, porque é um problema estrutural. Fonte: news un – os cinco pontos para combater má alimentação segundo onu Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “Medidas para combater a má alimentação entre os jovens no Brasil”. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

Entenda a diferença entre frase, oração e período e saiba por que é importante estudar esses elementos para a redação! Você sabe a diferença entre frase, oração e período? Muitas vezes esses termos são confundidos ou até mesmo usados como sinônimos, porém eles possuem algumas diferenças. Entender esses conceitos gramaticais é fundamental para você que está estudando redação, pois o texto é estruturado em torno deles. Neste post, você irá entender o que significa frase, oração e período, como se aplicam na redação e por que é importante entender esses conceitos para escrever um bom texto. Boa leitura! Qual a importância de estudar frase, oração e período para a redação? Estudar frase, oração e período é importante para entender como a redação é organizada. Sempre que nos comunicamos, tanto na modalidade escrita quanto na falada, organizamos as palavras em um enunciado com início e fim bem marcado – e essa disposição é estruturada por frases, orações e períodos. A área da gramática que estuda a composição dos elementos em um enunciado é a sintaxe, que é avaliada na competência 1 da redação do Enem e, também, em vestibulares e concursos. É a sintaxe que faz com que a redação tenha coesão e coerência, ou seja, é o que dá sentido ao texto. Por isso, saber usar frase, oração e período na escrita é essencial para desenvolver uma redação com ideias claras, articuladas e completas. Assim, você evita perder pontos por causa de trechos truncados e enunciados incompletos. Agora, vamos entender como esses termos se definem? Siga a leitura! O que é frase? A frase é um enunciado linguístico que possui um sentido completo. Ela não precisa ter um verbo, mas sempre é finalizada com uma pontuação. É possível que a frase seja formada por apenas uma palavra (por exemplo, “Silêncio!”) ou por mais de uma palavra (por exemplo, “Que alegria!”). O importante é que a frase tenha um sentido completo e isso vai depender do contexto em que ela estiver inserida. Na língua portuguesa existem sete principais tipos de frases que utilizamos em nosso dia a dia. Veja abaixo a sua classificação: O que é oração? A oração é todo enunciado que se organiza em torno de um verbo ou locução verbal, podendo ter ou não sentido completo. Vimos anteriormente que uma frase pode conter verbo, lembra? Quando isso acontece é porque há uma oração dentro dela. Portanto, uma frase pode ter uma ou mais orações. Por exemplo: “Silêncio, os vizinhos estão reclamando!”. Nessa frase, a oração é “os vizinhos estão reclamando”. Além disso, uma oração possui dois elementos essenciais: o sujeito (a quem se declara algo) e o predicado (tudo aquilo que se diz do sujeito). Porém nem sempre o sujeito estará definido, veja: na oração “Caminhei muito ontem”, a desinência verbal “caminhei” indica que o sujeito é “eu”. Em nossa língua, existem dois tipos principais de oração. Confira: O que é período? O período é toda frase que possui uma ou mais orações. Ele sempre finaliza com uma pausa bem definida e marcada por uma pontuação – ponto final, ponto de exclamação, de interrogação ou reticências. Ele é classificado da seguinte maneira: Agora que você já sabe como a frase, oração e período se definem e se diferenciam, vamos ver como podem ser usados na redação? Vamos lá! Como a frase, oração e período se aplicam na redação? Em um texto dissertativo-argumentativo, o período deve ser usado para estruturar e organizar as ideias do texto. Ele pode ser formado por duas ou mais orações para expressar ideias de causa/consequência, comparação, conclusão etc. Veja um exemplo retirado da Cartilha do Participante do Enem 2020: O filme “Bastardos inglórios”, ao contextualizar cenas em meados do século XX (oração intercalada), retrata o caráter elitista das exibições de cinema, uma vez que eram feitas em espaços de socialização das classes ricas da época (oração subordinada). No período acima, a oração que expressa a mensagem principal é “O filme ‘Bastardos inglórios’ retrata (verbo) o caráter elitista das exibições de cinema”. Note que há uma oração entre esse enunciado usada para acrescentar uma informação – é o que chamamos de oração intercalada. Para concluir a ideia, temos uma oração subordinada que depende da oração principal para fazer sentido. Logo, podemos dizer que o exemplo acima é um período composto, pois possui mais de uma oração. Além disso, são os períodos que estruturam as ideias de um parágrafo. Observe, agora, o parágrafo completo do exemplo citado acima: O filme “Bastardos inglórios”, ao contextualizar cenas em meados do século XX, retrata o caráter elitista das exibições de cinema, uma vez que eram feitas em espaços de socialização das classes ricas da época. Na contemporaneidade, embora seja mais amplo, ainda há entraves a serem superados quanto à democratização do acesso às salas cinematográficas (e seus conteúdos) no Brasil. Nesse sentido, os resquícios de uma herança segregacionista no que diz respeito à frequência de locais de cinema geram a dificuldade em manter esse hábito em parte da população, o que perpetua a problemática. Esse parágrafo introdutório possui três períodos (representados por cores diferentes). Perceba que cada período expõe uma ideia completa, mas que ainda assim está relacionada aos períodos anteriores ou posteriores. Ou seja, eles “amarram” as ideias do parágrafo. Por fim, vale lembrar que você deve evitar frases exclamativas e interrogativas na redação, visto que o uso de pontuação que expressa sentimentos ou dúvida (ponto de exclamação e interrogação) foge do gênero textual dissertativo-argumentativo cobrado no Enem, concursos e vestibulares. Nesse sentido, o uso dessas frases pode prejudicar a sua nota. Então, fuja delas! E aí, você gostou desse conteúdo? Mais do que saber a diferença entre frase, oração e período, é essencial que você coloque a escrita em prática! O Redação Online pode ajudar você nessa jornada! Confira os nossos pacotes e tenha a sua redação corrigida por especialistas!

Você já escreveu uma redação sobre “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”? Confira o tema da semana! O debate sobre os desafios do envelhecimento populacional tem se intensificado devido a pesquisas que apontam o aumento dessa população e a diminuição da população mais jovem nos próximos anos. Esse fenômeno indica que o Brasil terá vários desafios pela frente e, por isso, selecionamos este tema de extrema importância para você treinar a sua redação. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”. Texto 1: Estudo aponta que idosos vão representar 40% da população brasileira em 2100 Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a população do Brasil vai ‘envelhecer’ de forma constante e acelerada nos próximos anos. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (13), aponta que 40,3% dos brasileiros serão idosos daqui a aproximadamente 90 anos. O objetivo do estudo, que leva em consideração as projeções populacionais no período de 2010 a 2100, é auxiliar as análises de cenários macroeconômicos e previdenciários de longo prazo para o Brasil. A pesquisa mostra que, em 2010, os idosos representavam 7,3% da população brasileira, cerca de 14 milhões de pessoas acima de 60 anos. Já em 2100, a expectativa é que o país ultrapasse a casa dos 60 milhões de idosos, o que retrata um número superior a 40% de todos os brasileiros. Ao passo que a terceira idade se torna mais representativa, o número de jovens diminui ao longo dos anos. O número de pessoas com menos de 15 anos deve cair de 24,7% para 9%. “A população vai sofrer um envelhecimento muito grande nas próximas décadas, é um cenário irreversível. O levantamento considera cenários distintos para a realidade populacional do país e, em todos eles, é evidente o processo de envelhecimento populacional. Isso indica que, independentemente das hipóteses adotadas, a mudança da estrutura etária no país é inevitável”, afirmou a pesquisadora do estudo, Raquel Guimarães, à CNN, nesta quarta-feira (13). Segundo Raquel Guimarães, o envelhecimento da população brasileira está diretamente relacionado a menor taxa de fecundidade entre os brasileiros nos últimos anos. Ela explica que a inserção da mulher no mercado de trabalho, o maior planejamento familiar e a maternidade tardia estão entre os fatores para o fenômeno registrado pelo Ipea. A pesquisadora também detalhou os problemas dessa tendência e a possível solução para um país com menos pessoas economicamente ativas e uma maior população idosa. “Esse envelhecimento populacional vai afetar muito o mercado de trabalho, a previdência, o sistema de saúde. Já sabendo do movimento etário no país, o que podemos afirmar é que a principal solução para o Brasil é o investimento em educação. O ensino e a escolarização dos jovens é o ponto chave. E precisamos fazer isso enquanto ainda temos uma grande população ativa”, finaliza. Fonte: cnn brasil Texto 2 : “O desafio de envelhecer no Brasil” “O maior desafio brasileiro na atenção ao envelhecimento populacional reside na implementação das políticas públicas, que padecem de graves problemas estruturais e resultam na crescente judicialização da saúde e da assistência social. O Estatuto do Idoso, não obstante represente um moderno microssistema legislativo e, embora recentemente tenha albergado prioridade absoluta aos maiores de 80 anos, não é suficiente para garantir a implementação dos direitos fundamentais desse segmento populacional. O poder público, juntamente com a família e a sociedade, é responsável pelo amparo à pessoa idosa, assegurando-lhe participação na comunidade, defendendo sua integridade e bem-estar e garantindo-lhe o direito à vida, entre tantos outros direitos que lhe devem ser prioritariamente efetivados e protegidos. A dignidade da pessoa humana deve sempre ser defendida de forma intransigente, como um princípio fundamental do Estado democrático de direito. O desrespeito a qualquer dos direitos sociais do idoso – educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, assistência aos desamparados, constitucionalmente protegidos – configura forma de violência contra a pessoa idosa.” Fonte: gauchazh Agora que você leu os textos motivadores, confira a lista de repertórios sobre o tema “Desafios do envelhecimento populacional no Brasil”: Exemplo de redação sobre envelhecimento populacional no Brasil No preâmbulo da Carta Magna brasileira, definiu-se o Estado Democrático como imprescindível ao exercício da cidadania. Hodiernamente, contudo, a prevalente diminuição da taxa de fecundidade, por exemplo, configura uma realidade à margem da democracia. Nesse viés, o envelhecimento populacional, no Brasil, representa ainda enormes desafios. Pode-se dizer, então, que a inércia estatal e o individualismo do empresariado são os principais responsáveis pelo quadro. Primeiramente, ressalta-se a inoperância governamental para combater o desajuste fiscal. Segundo o pensamento hobbesiano, o Estado é encarregado de garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à negligência das autoridades, de acordo com o jornal “O Globo”, o rombo nas contas públicas, em 2016, impediu a construção de hospitais para o atendimento de idosos. Dessa forma, geram-se condições desfavoráveis à assistência médica desses indivíduos, e os direitos mais básicos normatizados em lei, como o direito à proteção, são ameaçados. Outrossim, a exclusiva ambição por lucro é parte elementar do problema. Acerca disso, destaca-se um princípio ético fundamental da filosofia de Eric Voegelin, do qual se deduz que o egocentrismo prejudica a preservação da prosperidade coletiva. Assim sendo, em análise realizada pela revista “Exame”, verificou-se que, nos últimos anos, bancos privados, visando somente o enriquecimento, aumentavam o preço de serviços financeiros para clientes com mais de 60 anos, atendendo à demanda dos sócios investidores. Logo, desrespeita-se, em nome de interesses individuais, uma importante noção da metafísica voegeliana, amplamente aceita, que harmoniza os vínculos humanos. Dessarte, o bem grupal padece sob o jugo do egoísmo. Portanto, são necessárias medidas capazes de restabelecer a ordem democrática. Cabe ao governo federal atuar em favor da população, mediante a gênese de leis que equilibrem as contas públicas, a fim de assegurar auxílio médico e proteção a todos. Ademais, o corpo social deve pressionar os empresários a descontinuarem a prática irrazoável de preços, por meio de

Quer saber mais sobre “A objetificação dos corpos negros”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! A objetificação dos corpos negros é um dos reflexos do racismo estrutural, que está presente no imaginário social desde o período escravocrata. Essa objetificação está ligada a estereótipos racistas que hipersexualizam as pessoas negras e as colocam em lugares de subalternidade. São práticas que comumente se manifestam em comentários acerca dos corpos negros e na representação dessas pessoas na mídia, por exemplo. Ou seja, trata-se de racismo velado que violenta o povo negro até os dias de hoje. Neste post, listamos alguns repertórios socioculturais para você saber mais sobre o assunto e fundamentar a sua redação sobre o tema “A objetificação dos corpos negros”. Siga a leitura! Vídeo | Hipersexualização e objetificação: como estereótipos racistas impactam pessoas negras Neste vídeo, do canal GNT, Luana Génot e Thalita Carauta discutem sobre a hipersexualização e a objetificação dos corpos negros e como os estereótipos racistas impactam a vida das pessoas negras. Além disso, Thula Pires explica a definição da palavra “mulata”, termo racista que deriva da palavra espanhola “mula” e é usada para se referir às mulheres negras de pele clara. Segundo Thula, o termo reforça a ideia de que as mulheres negras estão a serviço do homem branco. Confira: https://youtu.be/4nyGUQJiAdo Livro | Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro O livro “Quem tem medo do feminismo negro” (2018) reúne artigos sobre raça e feminismo escritos pela filósofa Djamila Ribeiro. Em seus textos, ela aborda a objetificação e hipersexualização das mulheres negras, o termo “mulata” e a sua relação com o período escravocrata e como a mídia reforça estereótipos racistas. No artigo “A mulata Globeleza: um manifesto”, Djamila analisa como a figura representada pela Globeleza objetifica as mulheres negras e fala sobre a importância da representatividade dessas mulheres em outros lugares que não sejam no entretenimento ligado à exploração do corpo. Em suas palavras: “É necessário entender o porquê de se criticar lugares como o da Globeleza. Não é pela nudez em si, tampouco por quem desempenha esse papel. É por conta do confinamento das mulheres negras a lugares específicos. Não temos problema algum com a sensualidade, o problema é somente nos confinar a esse lugar, negando nossa humanidade, multiplicidade e complexidade. Quando reduzimos seres humanos a determinados papéis, retiramos sua humanidade e os transformamos em objetos.” Você pode acessar o livro completo neste link. Sugerimos também a leitura dos artigos: “Mulher negra não é fantasia de Carnaval” e “O que a miscigenação tem a ver com a cultura do estupro?”. Filme | Corra! (2017) “Corra!” (Get out, 2017) é um filme estadunidense de terror psicológico produzido por Jordan Peele, cujo protagonista Chris é um jovem negro que se relaciona com uma mulher branca. Em um fim de semana, Chis viaja para conhecer a família da namorada e descobre que eles possuem um plano cruel. Chis é a todo momento objetificado pelas pessoas brancas, que fetichizam a sua força corporal e negam a sua intelectualidade. Assim como outros personagens do filme – todos empregados da família –, ele tem o seu corpo visto como um bem a serviço das pessoas brancas. Assista ao trailer a seguir: Artigo | O negro, o drama e as tramas da masculinidade no Brasil, por Deivison Faustino Este artigo, publicado na revista Cult, Deivison Faustino escreve sobre raça e masculinidades. Com base no pensamento do escritor, psiquiatra e ativista Frantz Fanon, o autor aponta a objetificação vivida pelos homens negros. Ele aponta que de acordo com Fanon, o homem negro não é visto como um homem na sociedade, uma vez que a noção de humanidade foi estabelecida na Europa colonialista. Ou seja, ao homem negro somente o papel de “objeto” de trabalho. Conforme Faustino: “O racismo, representa, assim, antes de qualquer coisa, a negação substancial – e não apenas linguística – da humanidade das pessoas negras; por isso, ‘o negro, não é um homem’.” Leia o artigo completo aqui. Documentário | A Negação do Brasil (1996) A objetificação dos corpos negros está muito presente nos personagens das novelas, filmes e literatura. No documentário “A negação do Brasil” (1996), o diretor e pesquisador Joel Zito Araújo analisa o retrato das pessoas negras nas novelas da TV brasileira entre as décadas de 1960 e 1990. O documentário mostra os preconceitos, os estereótipos reforçados pela TV e a luta dos atores negros pelo reconhecimento de sua importância na telenovela. Disponível no Youtube: História | Sarah Berteman A história de Sarah Berteman é um ótimo exemplo de como os corpos das pessoas negras historicamente são objetificados e explorados – até mesmo após a morte. Sarah Berteman foi uma mulher africana, do povo Khoisan, que foi levada para a Europa no século XIX para ser exibida como “aberração” em circos de Londres e Paris, onde as pessoas observavam suas nádegas. Ela recebeu o nome de “A Vênus Hotentote” e também foi vítima de racismo científico. Após a sua morte, seu cérebro, esqueleto e órgão sexual continuaram sendo exibidos no Museu do Homem em Paris até 1974. Foi somente em 2002 que seus restos mortais retornaram à África a pedido de Nelson Mandela e foram enterrados. A história de Sarah Berteman hoje simboliza as atrocidades e a desumanização que os povos sul-africanos sofreram. Para saber mais sobre a sua história, leia esta matéria ou assista o filme “Vênus negra” (2010). O trailer você confere a seguir: Música | “Ain’t I a Woman?”, Luedji Luna A objetificação dos corpos negros afeta diretamente nas suas relações afetivas. Na música Ain’t I a Woman?, a cantora baiana Luedji Luna denuncia a objetificação de um corpo que é tratado apenas para prazer. Nos últimos versos, ela canta: “Eu sou a preta que tu come e não assume” e a seguir faz referência a uma famosa frase da teórica feminista bell hooks “e eu não sou uma mulher”? Aperta

Você já escreveu uma redação sobre “A objetificação dos corpos negros”? Confira o tema da semana! O racismo estrutural é responsável por perpetuar muitas violências, uma delas é a objetificação dos corpos negros em nossa sociedade. O problema não é recente, muito pelo contrário: persiste no imaginário e nas práticas sociais desde o período escravocrata. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A objetificação dos corpos negros”. TEXTO 1 “O nosso corpo é o tempo todo objetificado”, diz doutoranda “Acho que toda mulher negra já escutou essa abordagem de um homem: ‘meu desejo é ficar com uma mulher negra’. O nosso corpo é o tempo todo objetificado. É vivência real. Nós não somos apenas uma mulher. Eu sou uma mulher negra andando na rua”, enfatiza a doutoranda em Educação pela Universidade Tiradentes, Jady Rosa dos Santos. A pesquisadora Jady Rosa sentiu na pele, várias vezes, o que a maioria das mulheres negras passam: a hipersexualização dos seus corpos. Dentro do contexto do racismo estrutural do Brasil, a hipersexulização dos corpos negros banaliza o homem negro e a mulher negra, objetificando-os e reduzindo-os à imagem de sexo fácil, de corpos volumosos e cheios de curvas. A temática pode estar em voga atualmente, mas a objetificação dos corpos negros não é algo atual. O professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do curso de História da Universidade Tiradentes e coordenador do Núcleo Diadorim de Estudos de Gênero da Unit, Gregory Balthazar, sublinha que a objetificação do corpo negro remete à um legado histórico da escravidão no país. “Quando o corpo negro chega no Brasil ele é trazido como um objeto, a ser coisa de alguém. É desumanizado. As mulheres negras, para além do trabalho escravizado, tinham outra questão que era a violência sexual, como aponta autoras como Lélia Gonzalez e Angela Davis. Quando a gente fala da objetificação, a gente fala da animalização do corpo negro. Ainda hoje, quando a gente fala de objetificação, ela está muito atrelada com a questão da animalidade ainda”, destaca o professor Gregory Balthazar. Desde o período escravocrata do Brasil, foram atribuídos aos corpos negros características de erotização exacerbadas, como se os homens negros e mulheres negras fossem animais sexuais, sem sentimentos e sem afeto. ‘Negro da cor do pecado’, ‘mulata globeleza’ são alguns dos estigmas que insistem em ser reforçados, na atualidade, por muita gente para se referir a pessoas negras. O professor Gregory ressalta que sentir a atração, o desejo pela pessoa negra, é natural. O problema é quando há a banalização do corpo. “Não é que a gente está dizendo que não é pra ter desejo pelo corpo negro. Não é que o desejo não exista. Muito pelo contrário, não é isso. Mas, é aprisionar o corpo negro nesse lugar do animal. É o discurso que aprisiona o negro na visão animalizadora e o distitui de sua humanidade”, expressa. Quando se trata da mulher, uma dupla imagem é comumente associada: a mulata e a doméstica. Na imagem da mulata, está presente o estereótipo da mulher negra do carnaval, com o corpo cheio de curvas e permeado de fetiche. Já a imagem da empregada, é a que tira o protagonismo da mulher negra e a coloca no lugar de servidão, sem afeto e com desumanização. Fonte: portal unit – o nosso corpo e o tempo todo objetificado diz doutoranda TEXTO 2 Infância: precisamos falar sobre a objetificação dos corpos de meninas negras De acordo com a plataforma “Violência contra a mulher em dados”, entre 2011 e 2017, mais de 45% dos casos de abusos sexual registrados no Brasil foram de meninas negras de 0 até 9 anos. No mesmo período, quando analisamos os números referentes às meninas brancas, este percentual cai mais de 7%. O racismo estrutural e a vulnerabilidade social e econômica ajudam a explicar esses dados, mas é preciso discutir também a hipersexualização dos corpos de mulheres negras, inclusive na infância. Deise Benedito, especialista em Relações Étnico-raciais e mestre em Direito e Criminologia pela Universidade de Brasília (UnB), afirma que o racismo sofrido pela população negra contribui para a objetificação e o aumento da vulnerabilidade desses corpos até os dias de hoje. — Esse processo é influenciado pelo racismo, a discriminação e pela permanente “coisificação” de meninas negras consideradas como mais fáceis, maliciosas e transgressoras, além de serem expostas de forma errônea como pervertidas — analisa a especialista. Uma pesquisa sobre a percepção do corpo de crianças negras publicada pela Universidade Georgetown, nos EUA, mostra que garotas de pele mais escura são consideradas menos inocentes, mais maduras, mais sabidas sobre sexo e mais autossuficientes do que crianças brancas. Deise explica que esse processo de “adultização”, sofrido principalmente por meninas negras, afeta a construção do imaginário infantil da criança. — O corpo da menina branca é protegido pela inocência enquanto o da negra é considerado sujo. O processo do racismo estrutural na sociedade brasileira rouba cruelmente a essência das meninas negras, e a “adultização” contribui para transgredir a infância, os sonhos e as fantasias infantis — afirma. Fonte: geledes – infância precisamos falar sobre a objetificação dos corpos de meninas negras TEXTO 3 Muito além do “negão de tirar o chapéu” “Aos 16 anos, uma amiga disse que eu tinha cara de quem fazia sexo bem. A julgar pelas opiniões que ela já tinha emitido em outros momentos, aquele bom sexo era um sexo violento”, relata Caio César, morador do Rio de Janeiro. “É importante frisar que a amiga em questão nunca havia se relacionado comigo. Sua opinião foi baseada em estereótipos sexuais ligados a corpos negros”, complementa. No artigo “Na cama com o super negão: masculinidades, estéticas, mitos e estereótipos sexuais do homem negro”, do historiador Daniel dos Santos, é abordada a relação entre a objetificação do corpo negro e o passado escravocrata do país. O negro escravizado era avaliado “a partir de seus

Você já deve ter reparado que muitos estudantes não sabem como usar ponto e vírgula. Ele é um sinal de pontuação que indica uma pausa menor que o ponto e maior que a vírgula, é utilizado, normalmente, como forma de separar orações. E o que isso significa? Significa que ele faz um papel intermediário entre os outros dois sinais citados. Em alguns casos, seu uso é obrigatório. Por isso, é importante entender sua função e quando empregá-lo corretamente! O ponto e vírgula pode ser usado em frases que já contenham um alto volume de vírgulas empregadas, mas não só! Onde mais se percebe o uso desse sinal gráfico é em textos jurídicos, como a constituição, artigos, projetos de lei, petições, etc. Engana-se quem acredita que este é um recurso ultrapassado. Muito diferentemente disso, o ponto e vírgula ainda é utilizado e, caso você o empregue adequadamente na redação, há chances de elevar a nota por demonstrar conhecimento dos recursos linguísticos. Além disso, como já mostramos aqui no blog, a pontuação é uma grande aliada para a construção de sentido nos textos! Aprenda com a Redação Online algumas regras básicas sobre como usar ponto e vírgula: Como usar ponto e vírgula: 6 dicas 1 – Separação de itens de uma lista como forma de enumeração Essa regra é aplicada em listas gerais, mas pode ser facilmente verificada na Constituição do Brasil. Exemplo: “Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:I – a soberania;II – a cidadania;III – a dignidade da pessoa humana;IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V – o pluralismo político.“ Agora que já aprendeu essa primeira regra básica, não se esqueça: ao citar uma lei, é preciso manter o ponto e vírgula que separa os itens. Assim também deve ser em produções do gênero instrucional, como um texto de instruções. Para praticar, você pode começar aplicando em seu dia a dia, em suas listas de compras: Lista de comprasAmaciante;Sabão em pó;Detergente;Água sanitária;Esponja de aço;Peito de frango;Linguiça calabresa;Muçarela. 2 – Separação de orações com excesso de vírgulas O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas em que a vírgula já foi excessivamente utilizada, ou, ainda, quando o texto é muito extenso. Veja os exemplos: Ex.: Todos meus amigos que irão ao cinema vão acompanhados: o Matheus namora a Júlia; a Isabela conheceu, recentemente, o Luiz; a Ana está com o Rafael há anos; o João está sempre acompanhado da Maria; a Isabela, sem dúvidas, convidará o Heitor. Apenas eu irei sozinho? Ex.: Nossos caminhos sempre se cruzaram, mas nunca compreendi o motivo ao certo. Em Londres, ele apareceu no mesmo pub, sozinho e sem nem sabermos que estávamos na mesma cidade; em duas viagens, estávamos no mesmo voo, mesmo destino, assentos lado a lado; de volta ao Brasil, antes de eu me reestabelecer, mudei para o mesmo prédio que ele. Perceba que o uso dessa ferramenta é interessantíssima para ocasiões nas quais você precisa desenvolver uma ideia extensa no parágrafo e sabe que irá utilizar vírgulas e pontos demais. Preste atenção: os pontos e vírgulas separam orações que estabelecem relação direta umas com as outras, então, ao mudar de assunto, usa-se ponto. 3 – Separação ou enumeração de elementos na frase Nesses exemplos, preste atenção no fato de os itens separados dizerem respeito aos mesmo temas e de estarem indicados de forma direta, não em listagem. Ex.: No capítulo a seguir estudaremos os seguintes temas: comparação; metáforas; metonímias; antítese; paradoxo; gradação. Ex.: Os pedreiros solicitaram novos produtos para a obra: cal; cimento; argamassa; pedras. Essa é uma regra próxima da primeira, mas se difere no fato de não ter frases construídas em listas. 4 – Omissão de verbos Neste caso, o ponto e vírgula evita a repetição do verbo. Esse é um recurso muito utilizado em textos teóricos e pode ser uma ferramenta importante para a redação, pois demonstra conhecimento dos recursos linguísticos. Observe: Ex.: Quando a torre desabou, os funcionários da ala central estavam no saguão; Matheus no elevador. Ex.: Depois de horas esperando Lucas chegar, Maria foi embora com Pedro; Lia com seus pais. Além de conhecimento linguístico, esse meio evita que o texto seja penalizado em coesão textual e vocabulário por repetições da mesma palavra. Importante, não é? Um atributo só pode evitar uma penalização em duas categorias. 5 – Como usar ponto e virgula na separação de orações com conjunções adversativas Para separar orações adversativas, o ponto e vírgula é utilizado com o objetivo de marcar pausas maiores entre orações que empregam as conjunções ou conectivos. Atente-se às demonstrações: Ex.: Amanhã irei trabalhar; no entanto, estarei em home-office. Ex.: Luan se machucou no parquinho ontem e chorou muito; porém, nenhum machucado foi grave. Ex.: Jurei que ficaríamos unidos na saúde e na doença; todavia, não imaginava que a saúde iria embora tão rapidamente. Aqui, o uso está mais ligado à entonação almejada na leitura, como em textos do gênero narrativo nos quais há inscrição de diálogos, por exemplo. Nada impede, contudo, que seja aplicado qualquer outro gênero textual. 6 – Como usar ponto e vírgula para separar orações sindéticas Toda oração coordenada sindética possui uma conjunção para integrar uma à outra, pois são independentes, isto é, funcionariam sozinhas. Para estabelecer relação de sentido, as conjunções são acrescentadas. Nelas, deve-se usar a vírgula antes do conectivo, no entanto, quando o verbo é colocado antes da conjunção, pode-se utilizar o ponto e vírgula. Ex.: As meninas são felizes; sentem, porém, a falta do pai. Ex.: Nossas amizades de infância são as mais importantes de nossas vidas; não conseguimos, no entanto, manter contato frequentemente. As conjunções são fundamentais na construção de um texto coerente e coeso. Antes de aprender a usar o ponto e vírgula, é importante saber usar conjunções adequadas! É importante lembrar-se de que o ponto e vírgula não é um ponto final na frase. Dessa forma, a letra, após esse

Os temas de redação objetivos e subjetivos possuem algumas diferenças. Se você vai prestar vestibular ou concurso é importante saber identificá-las. Confira neste post e saiba mais sobre propostas de redação! O tema nada mais é do que é a proposta de redação que você deverá desenvolver no vestibular, Enem ou concurso. Mas saiba que não existe apenas um tipo de tema: existem os temas objetivos e subjetivos. A escolha da proposta dependerá da instituição, por exemplo, o Enem é conhecido por abordar temas objetivos e o vestibular da Fuvest costuma propor temas subjetivos. De qualquer forma, saber identificá-los é essencial para que você consiga lidar com qualquer tipo de tema no dia da prova e desenvolver a redação corretamente. Neste post, você vai entender as diferenças entre os temas objetivos e subjetivos, alguns exemplos práticos e dicas para desenvolver a redação. Boa leitura! Temas de redação objetivos Os temas de redação objetivos apresentam um recorte temático específico, claro e objetivo, ou seja, fazem uso da linguagem denotativa. É comum que os textos motivadores apresentem dados e fatos reais que direcionam o estudante a desenvolver a redação sobre um determinado problema. Esse tipo de tema, por exemplo, é muito utilizado na proposta de redação do Enem, que a partir da frase temática e dos textos motivadores é possível identificar o problema e a direção que o texto deve seguir. Em geral, são temas “fechados” e limitados. Agora, vamos entender com alguns exemplos? Siga a leitura! Exemplos de temas de redação Na edição de 2021, o Enem propôs o tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil“. Perceba que não há mistério: o problema já está dado e o aluno deveria desenvolver uma redação abordando a invisibilidade das pessoas sem o documento e a importância do acesso ao registro civil para a garantia da cidadania. Já em 2020 o tema foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Da mesma forma, o problema está posto: a estigmatização. Era preciso, então, associá-la às doenças mentais em nossa sociedade. Note que não se trata de um assunto abrangente. As duas frases temáticas, com apoio dos textos motivadores, fazem um recorte do tema e já apontam o caminho que o texto deve seguir. Como desenvolver uma redação com esse tema Geralmente, os temas de redação objetivos são considerados mais fáceis por apresentar o problema de forma clara. Porém, diante desse tipo de temática, ainda assim é necessário que você saiba interpretar texto e tome alguns cuidados. A seguir separamos algumas dicas para você desenvolver um texto com tema de redação objetivo: É importante lembrar que no caso de redações com temas objetivos, como é o caso do Enem, você deve desenvolver a redação em torno das palavras-chaves apontadas na frase temática e nos textos de apoio. Assim, você evita fugir do tema e não perde ponto na redação. Anotado? Temas de redação subjetivos Diferente do Enem, alguns vestibulares trazem como proposta de redação temas subjetivos – esse é o caso do vestibular da Fuvest (USP). Mas, afinal, o que é um tema subjetivo? Vamos lá! No dicionário, a palavra “subjetivo” significa algo particular, individual, ou seja, próprio do sujeito. Nesse sentido, um tema subjetivo faz uso da linguagem conotativa (figurada). Trata-se de uma proposta de redação mais ampla, em que há várias possibilidades de direcionamentos, uma vez que o estudante fica mais livre para construir a redação de acordo com a sua interpretação textual – diferente dos temas objetivos, que são mais limitados e claros em seu enunciado. Outra diferença entre temas objetivos e subjetivos é que uma proposta subjetiva geralmente é mais reflexiva, sem a presença de dados, pesquisas e fatos concretos. Porém, isso não quer dizer que você deve desenvolver o texto de forma reflexiva, ficando apenas no campo das ideias e emoções, viu? Lembre-se que a prova de redação dos vestibulares exigem um texto dissertativo-argumentativo. Isso quer dizer que você deve se posicionar a respeito do problema, apresentando seus argumentos com objetividade e embasamento científico. Agora, vamos ver alguns exemplos? Confira! Exemplos de temas de redação subjetivos O tema de redação da Fuvest em 2021 foi: “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”. Note que a pergunta demanda uma reflexão sobre o assunto, além de não apresentar o problema e nem apontar uma “verdade absoluta”. Diante de um tema assim, você deve se atentar aos textos motivadores e se posicionar de forma clara sobre a pergunta, com argumentos fundamentados. Além disso, é possível seguir alguns caminhos na redação, relacionando o capitalismo e a sociedade, a crise climática e até mesmo a pandemia do coronavírus. Já em 2013, o tema de redação da Fuvest foi “Consumismo”, cujo texto motivador apresentava somente uma imagem do interior de um shopping com o slogan “Aproveite o melhor que o mundo tem a oferecer com o Cartão de Crédito X”. Perceba que a proposta temática é reflexiva, pois não apresenta fatos concretos. Porém, o aluno deveria interpretar a imagem e a frase, que apontavam para as relações entre o consumo e a ideia de felicidade. A partir disso, era possível trazer as consequências do problema (consumo exagerado) para o plano concreto, por exemplo, o endividamento. Além disso, a redação poderia abordar o capitalismo, a relação entre ter e ser, a pobreza, a influência das mídias no consumo etc. Deu para perceber que os temas subjetivos exigem mais interpretação e possuem abertura para o desenvolvimento do texto? Agora, confira as dicas de redação! Como desenvolver uma redação com tema subjetivo Vimos que o tema de redação subjetivo é mais amplo, por isso é possível que as pessoas façam interpretações diferentes para um mesmo tema. Como vimos anteriormente, embora a proposta de redação tenha uma perspectiva subjetiva, você deve produzir o texto de forma objetiva, trazendo o tema para o plano concreto. Uma boa forma de fazer isso, é seguindo estas dicas: Quer saber mais sobre como identificar temas subjetivos? Confira as dicas que a professora Juliane, do Redação Online, separou para

Você já escreveu uma redação sobre “A elitização da arte no Brasil”? Confira o tema da semana! Você já ouviu falar que “arte é coisa de rico”? Essa ideia está diretamente relacionada à elitização da arte, um termo muito usado para criticar as instituições artísticas – como museus, teatros e galerias – que são acessíveis apenas para pessoas de elite e excluem as artes populares do seu conceito de arte. Para entender mais sobre o assunto, leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A elitização da arte no Brasil”. TEXTO 1 A arte: dentro e fora dos museus “Com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, museus em todo o mundo foram fechados temporariamente. Em meio a isso, muitos ainda tomaram medidas que buscavam levar arte para a população de outras formas, nem que fosse necessário deslocar as obras de arte de seus espaços convencionais. Exposições a céu aberto, obras de arte em outdoors e grafite na fachada de museus foram algumas das tentativas de levar arte para a parcela da população que nunca foi além da entrada desses espaços. Esse movimento levantou debates que desde o início do século 20 protestam contra as tradicionais casas de exposição e já questionam qual a função da arte e que lugares ela ocupa. Historicamente o consumo de arte é elitizado, segundo Ana Gonçalves Magalhães, diretora e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP). Quando se discute um conceito mais estrito e eurocêntrico de arte – aquele que foi concebido a partir da primeira era moderna com a constituição dos gabinetes de curiosidade e que se desdobrou depois nas ditas belas-artes – essa elitização pode ser vista, ainda que o termo ‘consumo’ seja anacrônico no contexto da primeira era moderna, anterior à consolidação do mercado da arte no século 19, explica Ana. “No que chamamos de sistema de arte (que envolve as instâncias do mercado de arte e as instituições artísticas tradicionais), ele continuou a ser elitizado, mesmo hoje em dia”, completa. De acordo com Gonçalves, a consolidação dos museus de arte ao longo do século 20 veio em paralelo a um debate muito relevante sobre a educação pela arte. Nesse ponto, destaca-se a Mesa de Santiago de 1972, na qual os membros debateram o papel dos museus da América Latina. Gonçalves conta que ‘uma tomada de decisão muito importante foi justamente a de que os museus devem estar abertos e a serviço da sociedade, têm a função de educar e serem capazes de representar a diversidade social. Embora ainda haja questões em relação ao acesso de todos aos museus, há uma política internacional em que os museus no mundo, através de sua ação educativa, devem ser inclusivos’.” Fonte: jornalismo junior TEXTO 2 A luta de classes do graffiti “O público anti-graffiti aprendeu que arte custa milhões, que não se pode tocar com as mãos, que deve ser protegida dentro de um museu de segurança máxima e que existe um conceito bastante erudito por trás que só ‘iniciados’ conseguem compreender plenamente. O que incomoda na prática do graffiti é sua oposição a essa tese elitista: ela coloca a arte na rua, sai das periferias, invade os bairros nobres, apropria-se da cidade sem pedir licença. Os artistas de uma arte que se faz pública entendem que os espaços urbanos são ‘de todos’ e que, portanto, devem ser ocupados por aqueles que usufruem do meio. A lógica das ruas foge das regras rigidamente construídas ao longo dos séculos, eliminando as barreiras simbólicas que impedem o acesso do povo à arte. Para além disso, há ainda uma outra subversão que toca a estrutura fundamental da boa família neoliberal: não se compra um graffiti que se viu na esquina e se leva para pendurar na sala de estar; ele é da rua, pertence, elogia, aclama o espaço público, tirando o protagonismo de séculos de existência da propriedade privada. Este é o grande motivo pela qual tentam incansavelmente silenciar o graffiti: ele é muito perigoso à manutenção da estrutura elitista, branca, excludente e neoliberal. Quantas vezes não se apagaram murais para se colocar no lugar a publicidade de quem pagou por aquele espaço? A regra do sistema é essa: pode-se tudo desde que se pague por isso. Se não pagaram, está errado e é descartado.” Fonte: diplomatique TEXTO 3 Por mais espaços plurais e menos elitização cultural “[…] Quem vai a uma apresentação da Filarmônica na Sala Minas Gerais se assusta (ou se sente em casa, dependendo da classe social): os visitantes que ali estão trajam suas melhores roupas e rodopiam no foyer com taças de espumante e sorrisos iluminados. Há, vão dizer, muitas apresentações voltadas ao público dito “carente”. Concertos no parque, esporadicamente, e muitas apresentações das companhias do bairro, ou das turmas de formação dos espaços culturais de bairros fora do eixo Centro-Sul de Belo Horizonte. Pergunto-me, afinal, por que é que essas pessoas que já são marginalizadas têm que ter acesso somente à produção artística que também é marginalizada? Voltamos aos programas sociais de museus e institutos como a Fundação Clóvis Salgado e o Circuito Cultural Praça da Liberdade, que promovem, de fato, certa inclusão ao trazer este público para dentro dos espaços. Os programas agem com uma boa intenção, mas não integram esta população a uma realidade, trazendo ela para perto da programação artística da cidade. Insisto em dizer que mais me parece uma oferta ‘generosa’ àqueles que vão visitar como se fosse ‘coisa de outro mundo’. Nós, habituados a frequentar estes lugares, sabemos bem que existe um pensamento que divide a população entre “interessados em cultura” e, bom, o resto é resto pra muita gente. Há um enorme preconceito que afirma, inclusive, que todos têm que ter acesso a estes espaços elitizados e tradicionais na cena cultural. Não é, no entanto, o que se defende aqui. Uma possibilidade

O tema de redação cobrado no ENEM PPL (Pessoas Privadas de Liberdade) e Reaplicação de 2021 foi ”Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”! Então, confira os textos motivadores a seguir! Texto 1 do tema Enem PPL 2021 Vinda de uma família abastada, viúva e irmã de militares, Anna Nery foi contratada como enfermeira para auxiliar o corpo de saúde do Exército Brasileiro e permaneceu atendendo feridos e enfermos durante o conflito da Guerra do Paraguai, até 1870. Na época, doenças ameaçavam a saúde dos soldados, mas Anna conseguiu transformar a realidade sanitária dos locais onde trabalhava, impondo condições mínimas de higiene para que essas doenças não se alastrassem e para que as pessoas fossem tratadas com segurança. A sua história está documentada no Museu Nacional da Enfermagem, fundado em 2010. Anna Nery é semelhante à de Florence Nightingale, a inglesa que consolidou seu trabalho de cuidado na Guerra da Crimeia e fundando, assim, a enfermagem no século XIX. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 2 jul. 2021 (adaptado). TEXTO 2 Adriana Melo foi pioneira na identificação da relação da zika com microcefalia. Após cinco anos do surto no país, ela ajuda famílias com um projeto singular na Paraíba – e diz que ainda há muito a aprender sobre a doença. “Infelizmente, o interesse internacional em pesquisa diminuiu muito”, reclama Melo, “porque o zika não chegou ao mundo rico, não chegou à Europa e aos Estados Unidos. Perdeu-se totalmente o interesse pelo assunto.” Para ela, é uma negligência, uma vez que o vírus zika continua causando novos casos de microcefalia em crianças. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. TEXTO 3 A vida de uma médica entre seis hospitais e três filhos durante a pandemia Entro em casa pela porta dos fundos, higienizo as mãos com álcool gel. Tiro a roupa na lavanderia, coloco direto na máquina de lavar. Sigo para o banho. Agora essa é minha rotina. No entanto, a pior parte é a de não chegar perto das crianças. Saindo do banho, vejo que há duas ligações não atendidas. Retorno a primeira: uma amiga, cardiologista, conta que não vai conseguir voltar ao hospital para atender um paciente. Ela já vinha apresentando um quadro de moleza desde sábado, mas como nós, médicos, estamos habituados a fazer, ignorou os sintomas por serem leves. Tirou um cochilo hoje à tarde e acordou com febre. Ela me contou que atendeu um paciente, quatro dias atrás, que estava com febre depois de voltar de uma viagem (ele fez o teste e hoje recebeu o resultado, ou seja, positivo). Até perceber o risco, o contato já havia acontecido. Pedi para ela fazer exame para Covid-19 e ficar em isolamento domiciliar. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 22 jul. 2021. A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil”, apresentando, assim, a proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista. Então, você quer receber sua redação corrigida por professores especialistas? Acesse nosso site e envie seu texto!

E aí, galera! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade, tá? Então, bora catar o caderno e ficar por dentro do assunto! Olá, pessoal! O assunto do blogpost de hoje são as marcas de oralidade! Então, vamos pegar o caderno e saber mais sobre o que são e como evitá-las! A definição das marcas de oralidade pode ser exemplificada por momentos da nossa fala cotidiana representados textualmente. Você consegue notar a diferença entre as frases que iniciaram o texto? A primeira, está com diversas marcas de oralidade. Já a segunda está escrita de maneira mais formal. Exemplos de marcas de oralidade Tudo que é comum na fala e é representado por meio da escrita pode ser considerado uma marca de oralidade. Veja agora quais são os principais tipos de marcas de oralidade! Termos comuns Uma simples palavra pode representar uma marca de oralidade! Confira alguns exemplos: Aí; Tá; Né; Dai; Viu; Bom; Veja; Olha; Você; Okay; Entendeu; Compreende. Expressões populares Expressões são recursos da fala e da escrita que recebem novos sentidos quando utilizados em contextos específicos. A interpretação da expressão precisa ser efetuada de forma geral. Então, não é possível avaliar separadamente os elementos daquela sentença. É por essa razão que as expressões não são traduzidas ao pé da letra para outro idioma, pois não faria sentido para quem não conhece o termo. Portanto, veja algumas expressões muito utilizadas no nosso dia a dia: Maria-vai-com-as-outras: falta de personalidade ou aquela pessoa facilmente influenciável; Abandonar o barco: desistir de alguma situação; Dar mancada: trair a confiança de alguém ou desonrar um compromisso previamente marcado; Bola para frente: frase motivacional para continuar, seguir mesmo perante alguma dificuldade; Trocar seis por meia dúzia: realizar uma troca que não mudará nada para ninguém; Viajar na maionese: dizer algo confuso ou incoerente, não entender algo; Botar o carro na frente dos bois: pular etapas, não seguir o fluxo normal das coisas; Subir pelas paredes: relacionado à angústia ou desespero; Gírias A gíria é definida na linguagem como uma palavra não convencional utilizada para designar uma outra palavra. Ela possui uma peculiaridade e pode mudar de significado dentro da mesma língua, por exemplo: a palavra “dinheiro” pode ser chamada de “grana”, “dindim”, “tostão”, “pila” – e outras que vão surgindo de acordo com o contexto. O fenômeno não tem explicação, uma vez que é uma contribuição cultural à língua de forma geral. Pensando assim, é possível mapear as gírias devido ao uso! Veja quais gírias são usadas regionalmente no português brasileiro. Norte Brocado: com fome; Chibata: algo muito legal; Fuleiro: pouco confiável; Grelhar: fazer sucesso; Pitiú: cheiro muito forte; Égua: espanto; Tubão: soco no rosto. Nordeste Abestado: bobo, leso, tolo; Froxo: que tem medo; Balaio: cesto grande; Cabrita: menina; Avacalhar: Esculhambar; Bizonho: triste, calado; Pisa: apanhar; Sul Tesão: muito legal; Tri: bastante; Trocinho: pessoa; Biju: bonita; Piá: menino; Guria: menina; Esbudegado: cansado; Sudeste Maneiro: legal; Goma: casa; Trem: alguma coisa; Migué: mentir; Tiquim: algo pequeno; Parça: amigo; Pisante: sapato; Centro-Oeste Abiscoitar: herdar; Descabriado: descontrolado; Bitelo: algo grande; Quebrado: pessoa sem dinheiro; Treta: confusão; Trocar ideia: conversar; Zueira: brincadeira; Por que evitar as marcas de oralidade? Quando utilizadas em textos mais informais, como as crônicas, as marcas de oralidade podem servir como uma ótima ferramenta para a construção da história. Isso porque pode ser até mais fácil se expressar por meio delas. Entretanto, algumas situações devem evitar a oralidade, por exemplo nos textos dissertativos-argumentativos exigidos em testes seletivos, como vestibulares e Enem. Assim, ao escrever utilizando as marcas de oralidade pode ser interpretado que você não entende do gênero textual solicitado –pois esses textos devem ser escritos de maneira impessoal. Ao utilizá-las, sua nota final será diretamente impactada. Portanto, evite-as ao máximo, pois elas fazem parte das 10 coisas que você não deve fazer na redação. Além disso, é inviável pressupor que o leitor compreenda todos os aspectos da língua falada – até porque palavras e expressões mudam de região para região. É por essa razão que a norma padrão existe, pois ela servirá de base para que, durante a leitura, todos entendam o que está escrito no texto. Isso faz com que o uso da norma padrão seja um dos fatores positivos para as provas avaliativas. Marcas de oralidade: como evitar? Agora que você conhece as marcas de oralidade e o motivo de evitá-las, fica mais fácil saber o que não fazer. Portanto, confira um pequeno guia sobre como fugir desses vícios de linguagem. Evite expressar sentimentos ao escrever um texto. As interjeições podem ser consideradas como algo inadequado ao redigir uma redação; Não use verbos no imperativo, pois eles demandam o cumprimento de uma ação. Mas lembre-se de que em textos dissertativos-argumentativos não há um leitor específico – uma vez que o seu interlocutor deve ser universal. Então, é impossível direcionar-se diretamente ao destinatário; Evite as marcas de oralidade! Lembre: palavras, expressões ou gírias, não podem entrar no seu texto, pois são normalmente abstratas. Então, deixe-as para serem usadas na oralidade do seu dia a dia! Seguindo as nossas dicas de como fazer uma redação, você estará cada vez mais preparado para arrasar na sua prova. Portanto, não deixe de acompanhar o nosso blog e fique por dentro do que já foi postado por aqui!