Tema da redação ENEM 2025 é “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”


No domingo, 9 de novembro de 2025, os participantes do ENEM se depararam com um tema que uniu reflexão, atualidade e desafio: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.” O Tema da redação ENEM 2025 convidou os candidatos a analisarem como o Brasil lida com o aumento da população idosa e os impactos sociais, econômicos e culturais desse processo.
Foi uma oportunidade de discutir o etarismo (preconceito etário), a invisibilidade social, a fragilidade das políticas públicas e a valorização da experiência da pessoa idosa.
Tradicionalmente, o ENEM usa a palavra “desafios” nos temas, orientando o estudante a apontar problemas sociais.
Mas, em 2025, a palavra-guia foi “perspectivas” e isso confundiu muitos candidatos.
É importante compreender que “perspectivas” não elimina a necessidade de problematizar.
A banca ainda exige uma proposta de intervenção, portanto o candidato deve identificar problemas, causas e consequências — mas sob o olhar das visões, tendências e caminhos possíveis para o envelhecimento no Brasil.
👉 Dica prática: mantenha a estrutura clássica do ENEM (problema, causa, consequência e solução), apenas ajustando o foco para as diferentes formas de enxergar o envelhecer no país.
Indica diferentes pontos de vista, projeções e olhares críticos sobre o envelhecimento.
O texto deve analisar como a sociedade percebe e trata o idoso e quais caminhos podem promover um envelhecimento digno.
Sinônimos úteis: olhares, enfoques, abordagens, expectativas, visões.
Significa “sobre” ou “a respeito de”.
Mostra que o tema exige reflexão sobre o envelhecimento como fenômeno social — não apenas biológico, mas ligado a saúde, trabalho, renda, cultura e direitos humanos.
Refere-se ao processo de longevidade populacional e suas implicações sociais.
No Brasil, esse fenômeno envolve questões de inclusão, políticas públicas, saúde preventiva e combate ao etarismo.
Sinônimos e expressões: envelhecimento populacional, processo de longevidade, maturidade social, terceira idade.
Delimita o recorte geográfico e cultural.
O texto deve refletir a realidade nacional, incluindo desigualdades regionais, precariedade de políticas públicas e a necessidade de valorização da pessoa idosa.
Mesmo parecendo amplo, o tema exige foco na pessoa idosa e nas condições do envelhecimento no Brasil.
Veja exemplos de fuga temática que derrubariam a nota:
❌ Falar apenas sobre juventude ou envelhecimento biológico, sem abordar o aspecto social.
❌ Discutir saúde pública de modo genérico, sem foco no idoso.
❌ Citar doenças específicas (como Alzheimer) sem vínculo com políticas públicas ou inclusão.
✅ Para atender integralmente ao tema, o texto deve discutir o envelhecimento populacional brasileiro sob diferentes perspectivas sociais, econômicas e culturais, sempre propondo ações de valorização da pessoa idosa.
A coletânea do ENEM 2025 trouxe seis textos complementares, cada um abordando um aspecto essencial da temática.

| Texto | Origem | Tipo | Contribuição para a redação |
| Texto I | IBGE – Censo 2022 | Dado estatístico e conceitual | Fundamenta a redação com dados sobre o envelhecimento populacional e as mudanças demográficas. |
| Texto II | Campanha contra o pictograma da bengala | Movimento social / símbolo cultural | Propõe nova representação da velhice, estimulando a reflexão sobre o etarismo. |
| Texto III | Declarações de Rita Lee e Fernanda Montenegro | Opinativo / filosófico | Humaniza a velhice como fase de escolhas e dignidade, contrapondo estereótipos. |
| Texto IV | G1 (dados econômicos) | Dado socioeconômico | Mostra que muitos idosos sustentam seus lares, refutando a ideia de dependência. |
| Texto V | Clarice Lispector – Onde estivestes de noite | Literário e reflexivo | Retrata solidão e inutilidade social, fortalecendo argumentos sobre abandono. |
| Texto VI | Documentário Quantos dias. Quantas noites | Documental / crítico | Denuncia desigualdades no envelhecimento e falta de políticas públicas. |
O tema do envelhecimento é um dos mais ricos em repertórios legítimos.
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Segundo o IBGE (2024), mais de 15% dos brasileiros têm 60 anos ou mais, e a expectativa é que, até 2050, esse grupo represente um quarto da população. Esse dado evidencia o acelerado processo de envelhecimento populacional no país e a necessidade de repensar políticas públicas voltadas à inclusão e ao bem-estar dessa parcela crescente da sociedade. Entretanto, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais para garantir qualidade de vida e integração social aos idosos, como o preconceito etário e a fragilidade nas políticas de saúde e assistência. Diante disso, é essencial discutir as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, analisando tanto os obstáculos culturais quanto os institucionais que perpetuam esse quadro.
Diante desse cenário, observa-se que o idadismo, isto é, a discriminação com base na idade, representa um dos principais entraves à valorização da pessoa idosa. Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (2021), o preconceito etário reduz oportunidades, afeta o mercado de trabalho e intensifica a exclusão social. Esse cenário é agravado pela falta de educação geracional, que contribui para a naturalização de estereótipos sobre a velhice. Como consequência, muitos idosos passam a ser vistos como incapazes ou improdutivos, o que fere princípios constitucionais de igualdade e dignidade humana. Logo, é imprescindível que a sociedade adote medidas educativas e midiáticas que estimulem o respeito e a valorização da experiência da pessoa idosa.
Ademais, a fragilidade das políticas públicas de cuidado e saúde preventiva limita a garantia de um envelhecimento digno no Brasil. De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), o poder público deve assegurar acesso universal e prioritário a serviços de saúde e assistência social. No entanto, na prática, ainda há carência de infraestrutura, profissionais capacitados e políticas efetivas de longo prazo. O filósofo Norberto Bobbio já afirmava que a verdadeira medida do progresso de uma sociedade está na forma como ela trata seus idosos. Assim, a ausência de políticas sustentáveis nessa área perpetua o abandono, a negligência e a solidão, comprometendo o bem-estar físico e emocional da população idosa.
Em suma, é notório que o envelhecimento populacional brasileiro exige mudanças estruturais e culturais para promover uma sociedade inclusiva e solidária. Para reverter esse quadro, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), órgão responsável por promover políticas de proteção social, em parceria com o Ministério da Saúde, deve implementar programas permanentes de valorização e cuidado da pessoa idosa, por meio de campanhas educativas intergeracionais, capacitação de profissionais da rede pública e ampliação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), a fim de garantir envelhecimento digno, reduzir o preconceito etário e cumprir as diretrizes do Estatuto da Pessoa Idosa.
O ENEM 2025 trouxe uma novidade importante na estrutura da prova de redação.
Pela primeira vez, o rascunho e a proposta de redação aparecem no mesmo local, na metade do Caderno de Provas, e não mais separados, como ocorria até 2024.
Nas edições anteriores do ENEM, o estudante encontrava:
Essa estrutura fazia com que muitos candidatos precisassem folhear diversas páginas para revisar ou consultar os textos motivadores durante a escrita, o que aumentava o risco de perda de tempo e distrações.
No ENEM 2025, o layout foi alterado:
➡️ A proposta de redação e o rascunho aparecem juntos, o que facilita a leitura, a interpretação e o planejamento do texto.
➡️ O estudante pode consultar os textos motivadores e anotar ideias no mesmo espaço, sem precisar virar várias páginas.
Essa mudança torna a prova mais prática e acessível, especialmente para quem precisa de tempo para estruturar ideias e organizar argumentos.

Outra alteração importante está na distribuição das instruções.
As orientações oficiais, como as regras sobre nota zero, número mínimo de linhas e proibições, não estão mais na proposta de redação, e sim na folha de rascunho.
As instruções reforçam que a redação deve:
Essa redistribuição ajuda o candidato a visualizar regras e práticas corretas antes de escrever a versão definitiva.
Essa mudança na estrutura pode melhorar o desempenho dos candidatos, pois:
O tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira” foi publicado meses antes da prova no Redação Online, com o mesmo texto motivador do IBGE.
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A gente chama de preparo.
Temas similares que já estavam na plataforma:
👉 Quem treinou com o Redação Online, chegou preparado.
O tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira” mostrou que o ENEM continua cobrando reflexão crítica, empatia e capacidade de análise social.
Ao propor o debate sobre o envelhecimento, a prova convidou os estudantes a pensarem sobre o futuro coletivo e o papel do Brasil diante da longevidade populacional.
A expectativa para os próximos anos é que temas de caráter humano e social continuem em alta, abordando diversidade, inclusão e cidadania.
Quem compreendeu essa lógica e treinou com orientação correta saiu à frente.
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Braille: ferramenta essencial para inclusão e cidadania de pessoas com deficiência visual. Tema relevante em vestibulares e no ENEM.
Durante décadas, o Brasil foi definido como um país miscigenado, marcado pela convivência entre diferentes povos e culturas. No entanto, apesar dessa diversidade amplamente reconhecida no discurso social, grande parte da população brasileira desconhece sua própria ancestralidade. Esse distanciamento entre a realidade genética e a memória histórica revela um processo profundo de apagamento das origens africanas e indígenas na formação do país. Uma pesquisa científica inédita, publicada na revista Science e divulgada pelo Jornal Nacional, confirmou que o Brasil é o país mais miscigenado do mundo, reunindo uma complexa combinação de ancestralidades europeias, africanas e indígenas. Ainda assim, relatos pessoais mostram que muitos brasileiros sabem pouco ou quase nada sobre a história de suas famílias, especialmente quando se trata de origens não europeias. Esse desconhecimento não ocorre ao acaso, mas está ligado a um passado marcado por colonização, escravidão e violência, cujas consequências permanecem inscritas tanto na estrutura social quanto no próprio DNA da população. Dessa forma, discutir como o desconhecimento da própria ancestralidade reflete o apagamento histórico da miscigenação no Brasil torna-se fundamental para compreender os impactos da desigualdade racial, da invisibilização de povos originários e da forma como a história oficial foi construída. O tema dialoga diretamente com questões de identidade, memória coletiva, ciência e justiça social, sendo altamente pertinente para redações do ENEM, vestibulares e concursos. Textos motivadores sobre miscigenação no Brasil Texto I — Brasil é o país mais miscigenado do mundo, conclui pesquisa inédita Reprodução jornal nacional Uma pesquisa científica inédita concluiu que o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e integrante do projeto DNA do Brasil, analisou o genoma de mais de 2,7 mil pessoas de diferentes regiões, incluindo capitais e comunidades ribeirinhas. Os resultados mostram que a população brasileira é composta, em média, por 60% de ancestralidade europeia, 27% africana e 13% indígena, com variações regionais significativas. A pesquisa também revelou que a miscigenação brasileira foi marcada por profundas desigualdades históricas. Cerca de 71% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto 77% da herança genética feminina é africana ou indígena, evidenciando relações assimétricas e episódios de violência durante o período colonial. Além disso, os cientistas identificaram mais de 8 milhões de variações genéticas inéditas, muitas delas relacionadas a ancestralidades pouco estudadas, como as africanas e indígenas, tradicionalmente ausentes dos grandes bancos de dados genéticos. Esses dados demonstram que, embora a miscigenação seja uma característica central da formação do Brasil, a história das populações que a compõem foi frequentemente silenciada ou distorcida. Assim, a ciência genética surge não apenas como ferramenta para avanços na saúde, mas também como meio de revelar narrativas históricas apagadas e promover uma reflexão crítica sobre identidade e memória no país. Fonte adaptada: Jornal Nacional. Texto II — Como a miscigenação, a imigração e a violência histórica deixaram marcas no DNA dos brasileiros? Um estudo científico publicado na revista Science e divulgado pela BBC News Brasil revelou que a história da colonização do país não está registrada apenas em livros, mas também no DNA da população atual. A partir do sequenciamento completo do genoma de mais de 2,7 mil brasileiros, pesquisadores identificaram evidências diretas dos fluxos migratórios, da escravidão e das relações desiguais que marcaram os últimos cinco séculos da formação do Brasil. Os dados mostram que a miscigenação brasileira ocorreu de forma profundamente assimétrica. Mais de 70% da herança genética masculina tem origem europeia, enquanto a maior parte da herança genética feminina é africana ou indígena. Esse desequilíbrio evidencia um passado marcado pela violência colonial, pela escravização de povos africanos e pela exploração de mulheres indígenas e negras, cujas histórias foram sistematicamente silenciadas ao longo do tempo. Além disso, o estudo aponta que o Brasil foi palco do maior deslocamento intercontinental de populações da história. Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 5 milhões de europeus migraram para o país, enquanto ao menos 5 milhões de africanos foram trazidos à força como pessoas escravizadas. Esse processo resultou em uma diversidade genética inédita, com combinações de ancestralidades que não existem nem mesmo nos continentes de origem. Apesar dessa riqueza genética, muitos brasileiros desconhecem sua própria ancestralidade, especialmente quando ligada a povos africanos e indígenas. Esse desconhecimento não é aleatório, mas consequência de um apagamento histórico promovido por narrativas oficiais que privilegiaram a herança europeia e minimizaram a violência estrutural que sustentou a miscigenação no país. Assim, o DNA brasileiro passa a funcionar como um documento histórico vivo, revelando desigualdades, exclusões e silenciamentos que ainda impactam a construção da identidade nacional. Fonte adaptada: BBC News Brasil TEXTO III Como a miscigenação no Brasil revela um processo histórico marcado por violência, apagamento e ressignificação cultural? Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a identidade brasileira se consolidou a partir de um processo histórico complexo, marcado tanto por violência e imposição quanto por resistência e ressignificação cultural. A miscigenação entre indígenas, africanos e europeus não ocorreu de forma espontânea ou harmoniosa, mas foi atravessada por relações de poder desiguais. Ao longo da colonização, o encontro entre esses grupos foi mediado por dominação territorial, escravidão e exploração. Ainda assim, povos indígenas e africanos resistiram, preservando saberes, tradições e práticas culturais que influenciam profundamente a sociedade brasileira até hoje. Compreender a miscigenação no Brasil, portanto, significa ir além da diversidade étnica. Implica reconhecer os conflitos históricos, os processos de adaptação e as criações culturais que deram origem à formação do povo brasileiro. Nesse contexto, o desconhecimento da própria ancestralidade pode ser entendido como reflexo de um apagamento histórico, especialmente das contribuições indígenas e africanas, frequentemente silenciadas nos registros oficiais e no ensino tradicional da história nacional. Fonte adaptada: jurismenteaberta TEXTO IV – De que forma a arte brasileira revela a miscigenação e as desigualdades sociais invisibilizadas na história do país? Pintada em 1933, a obra Operários, da artista modernista Tarsila do Amaral, é considerada um dos principais retratos do processo de industrialização brasileira, especialmente no estado de São Paulo. A tela apresenta cinquenta e um trabalhadores da indústria, organizados lado a lado,