522 artigos encontrados com a tag “banco de temas de redação”

A prova de redação da Universidade Estadual do Ceará (UECE) 2026 trouxe um tema profundamente alinhado à identidade da instituição: a importância da Uece para o povo cearense no ano em que a universidade completa 50 anos. A prova apresentou três propostas, carta aberta, artigo de opinião e crônica, todas relacionadas ao cinquentenário da UECE e à sua função social, científica e cultural no estado. Como a UECE completou cinco décadas de atuação transformadora, a banca convidou o candidato a refletir sobre memória institucional, impacto social, interiorização, pesquisa, extensão, qualidade de ensino e democracia.E mais uma vez, assim como acontece todos os anos, o Redação Online já havia trabalhado temas extremamente próximos — como universidade pública, interiorização do ensino, impacto social do conhecimento e desigualdades educacionais — em nosso banco de temas, nos simulados e no blog.👉 Confira aqui o guia oficial que já tínhamos publicado antes da prova:Redação da UECE 2026 — guia completo para entender, estudar e alcançar os 60 pontos 🔗https://redacaonline.com.br/blog/redacao-da-uece-2026-guia-completo-para-entender-estudar-e-alcancar-os-60-pontos/ O que a UECE pediu em 2026? A banca apresentou três gêneros textuais, todos exigindo domínio da norma padrão, coerência, progressão temática e adequação à situação comunicativa. Em todas as propostas, o candidato deveria: Antes de detalhar cada proposta, veja o que o texto motivador destacou e que poderia (e deveria) aparecer no seu texto: Análise detalhada do texto motivador O editorial “UECE: 50 anos de excelência na educação” reforça e fornece base argumentativa sólida para todas as propostas. Os principais pontos que o candidato poderia aproveitar: Em síntese: o texto motivador permite explorar impacto social, democratização do ensino, interiorização, pesquisa, ciência, políticas públicas, inclusão e cidadania. A seguir: análise completa das três propostas + exemplos de estrutura 1. Proposta 1 – Carta aberta ao Conselho Universitário (Consu) Gênero: Carta aberta Objetivo comunicativo: expressar opinião pessoal fundamentada, com tom respeitoso e institucional.Para quem se escreve: Conselho Universitário da UECE (professores, estudantes e servidores).Função: demonstrar motivos para sonhar em estudar na UECE. Como estruturar a carta: a) Local e data + vocativo institucional Fortaleza, 2025.Ao Conselho Universitário da Universidade Estadual do Ceará, b) Apresentação + intenção da carta Conectivos possíveis: Inicialmente, Antes de tudo, É com grande respeito que… c) Desenvolvimento 1 – Impacto social e interiorização Use dados: 65 mil profissionais formados, 71% de alunos da rede pública.Conectivos: Nesse sentido, diante disso, considerando o papel social… d) Desenvolvimento 2 – Qualidade científica e reconhecimento Use rankings e menção aos 50 anos.Conectivos: Além disso, Ademais, Paralelamente… e) Fechamento com reforço do sonho pessoal Conectivos: Por tudo isso, Em virtude do exposto… f) Despedida Atenciosamente,[Seu nome] 2. Proposta 2 – Artigo de opinião (tema mais provável para maior número de candidatos) Gênero: artigo de opinião Imprensa, circulação digital.Tom analítico, crítico, informativo. Estrutura recomendada: a) Título Uece 50 anos: universidade, democracia e compromisso com o Ceará b) Introdução – contextualização + tese Conectivos: No contexto do cinquentenário, Considerando o impacto social, Ao analisar a trajetória da UECE… c) Argumento 1 – Educação como transformação social Repertório possível: Darcy Ribeiro e a função social da universidade pública. d) Argumento 2 – Pesquisa, ciência e desenvolvimento tecnológico Repertório possível: Boaventura de Sousa Santos — “a universidade produz o conhecimento que liberta”. e) Argumento 3 – Democracia e fortalecimento institucional f) Conclusão – síntese + projeção de futuro Conectivos: Diante desse panorama, Portanto, Assim… 3. Proposta 3 – Crônica Gênero: narrativo, subjetivo, com leveza e afetividade.A UECE deve aparecer como cenário vivo: corredores, laboratórios, biblioteca, RU, projetos de extensão, eventos acadêmicos. Componentes essenciais: Como garantir os 60 pontos na UECE? A UECE avalia: 👉 Estude aqui a estrutura completa da redação e leia exemplos de nota máxima:🔗 Redação da UECE 2026 — guia completohttps://redacaonline.com.br/blog/redacao-da-uece-2026-guia-completo-para-entender-estudar-e-alcancar-os-60-pontos/ Como se preparar para a UECE 2027 Para chegar competitivo: 1. Domine os gêneros textuais da banca A UECE ama carta, artigo, crônica e memorial.Nós temos aulas específicas para cada um. 2. Estude a história e o papel social da UECE Temas institucionais podem voltar. 3. Treine com correções personalizadas A banca exige adequação total ao gênero — e isso se aprende com prática guiada. 4. Leia editoriais, artigos e textos jornalísticos A prova usa esse tipo de coletânea. 5. Use o Redação Online ao seu favor Correção em 24h, relatórios, IA por competência, banco de temas e cursos específicos para UECE. Conclusão A redação da UECE 2026 homenageou cinco décadas de compromisso público com educação, ciência e inclusão social.Com um texto motivador rico e propostas que valorizam memória, impacto e futuro, a prova exigiu do candidato domínio de gênero, leitura crítica e sensibilidade social. Para quem vai prestar a UECE 2027, o caminho é claro: estudar estrutura, treinar muito e escrever acompanhado de especialistas da banca. Com o apoio certo, é totalmente possível alcançar os 60 pontos, como fez Pedro Paulo, nosso estudante aprovado em Medicina.

A prova de Redação da UFRGS 2026, aplicada neste segundo dia de exame, surpreendeu muitos candidatos ao propor um tema social profundo, urgente e diretamente conectado à realidade brasileira: evasão e abandono escolar. O ponto de partida da proposta foi o artigo “Estudar? Para quê?”, publicado na Folha de S. Paulo por Michael França. Em seguida, a banca adicionou um texto informativo do Instituto Unibanco, oferecendo dados atualizados sobre abandono e evasão, criando uma coletânea que exige interpretação crítica, sensibilidade social e domínio textual. O candidato deveria produzir um texto dissertativo em formato opinativo, como se fosse realmente publicado em um caderno especial do próprio jornal — algo que exige argumentação consistente, posicionamento claro e articulação entre análise social, dados e leitura crítica. Tema base da prova:Como interpretar a relação entre desigualdade, desmotivação e abandono escolar no Brasil a partir do artigo “Estudar? Para quê?” e dos dados apresentados pelo Observatório do Ensino Médio? O que a UFRGS realmente cobrou na Redação 2026 A proposta exigiu que o candidato articulasse três camadas: 1. A realidade social do jovem brasileiro (segundo Michael França) O artigo argumenta que jovens pobres não abandonam a escola por incapacidade, mas pela percepção real de que o retorno da educação para eles é menor.França mostra que: 2. Os dados sobre evasão e abandono escolar no Brasil (segundo o Instituto Unibanco) O texto informativo reforça: Ou seja, o texto mostra aquilo que França analisa: o abandono escolar não nasce da falta de esforço individual, mas de estruturas sociais que limitam o estudante desde o ponto de partida. 3. O formato opinativo exigido pela banca A UFRGS pediu um texto: Como organizar uma redação perfeita para a UFRGS 2026 Para mandar bem, o candidato deveria estruturar o texto em três movimentos: 1. Introdução: apresentar a tese O ideal era começar contextualizando o debate sobre evasão, mencionar a desigualdade estrutural e posicionar-se sobre o argumento central de França. Exemplo de tese possível: “Embora o discurso tradicional atribua a evasão escolar à falta de interesse dos jovens, os textos mostram que o principal fator é estrutural: a desigualdade limita oportunidades e compromete o retorno da educação para jovens vulneráveis.” 2. Desenvolvimento: relacionar os textos e aprofundar o argumento O candidato poderia seguir dois caminhos argumentativos: Argumento 1 — A desigualdade reduz o retorno da educação para jovens pobres Conectar Michael França à realidade do Brasil: Repertórios possíveis: Argumento 2 — Fatores externos reforçam a evasão (dados do Instituto Unibanco) Repertórios possíveis: Relação direta com o tema que o Redação Online já tinha trabalhado A plataforma antecipou esse eixo temático ao publicar o tema: 👉 “Desafios para combater a evasão escolar no Brasil”https://redacaonline.com.br/blog/evasao-escolar-no-brasil-tema-de-redacao/ Assim como ocorreu na UESB e Unicamp, acertamos novamente a linha temática, reforçando nossa liderança nacional no acerto de temas. No conteúdo trabalhado anteriormente, discutimos: Exatamente os mesmos pilares explorados na UFRGS 2026. Como se preparar para a Redação UFRGS 2027 Se você vai prestar a próxima edição, atenção: 1. Entenda o perfil da banca A UFRGS adora temas sociais com forte base sociológica e política.Sempre exige leitura crítica e capacidade de articular dados. 2. Treine textos opinativos O formato não é uma dissertação “padrão ENEM”.É uma dissertação para jornal, com: 3. Estude repertórios sociológicos Marx, Bourdieu, Anísio Teixeira, Paulo Freire…Eles aparecem com frequência em correções de nota alta. 4. Treine com orientação especializada Nós oferecemos: Conclusão A Redação da UFRGS 2026 cobrou muito mais do que uma simples opinião sobre abandono escolar.Ela exigiu que o candidato compreendesse a complexidade da desigualdade brasileira, conectasse argumentos com dados, dialogasse com um texto jornalístico e produzisse uma análise madura — algo que realmente diferencia candidatos bem preparados. E, como mostramos, esse eixo temático já havia sido trabalhado pelo Redação Online, reforçando nossa capacidade de antecipar tendências e preparar estudantes com profundidade. Se você vai prestar a UFRGS, a hora de começar é agora.Treine, aprenda a construir argumentos sólidos e permita que especialistas te guiem até a aprovação.

A presença intensiva das redes sociais na vida cotidiana transformou a forma como informações sobre saúde circulam na sociedade brasileira. No contexto das campanhas de vacinação, esse fenômeno exerce influência direta na adesão ou rejeição da população aos imunizantes. Plataformas digitais, que poderiam fortalecer a comunicação científica, também se tornam ambientes onde boatos, interpretações equivocadas e conteúdos enganosos se espalham rapidamente, ampliando a hesitação vacinal e contribuindo para a queda da cobertura em diferentes regiões do país. Órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde, têm intensificado ações de enfrentamento à desinformação, reforçando a segurança dos imunizantes e a necessidade de manter altas taxas de vacinação para evitar surtos de doenças já controladas. Da mesma forma, instituições científicas, como o Instituto Butantan, atuam para corrigir afirmações falsas que comprometem a confiança da população em vacinas seguras e comprovadas. Compreender esse cenário é fundamental para estudantes que se preparam para redações de ENEM, vestibulares e concursos, cujas propostas frequentemente envolvem temas relacionados à saúde coletiva, cidadania e responsabilidade informacional. A seguir, apresentamos textos motivadores que aprofundam a discussão e auxiliam na construção de uma argumentação sólida sobre o tema. Textos motivadores sobre campanhas de vacinação Texto 1 – Vacinas salvam vidas Quais informações oficiais esclarecem boatos sobre vacinas e destacam a importância da imunização? Publicações recentes do Ministério da Saúde reforçam que as vacinas são uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças graves e reduzir a mortalidade, especialmente entre crianças. A pasta alerta que a queda na cobertura vacinal tem sido influenciada pela circulação de desinformação nas redes sociais, o que compromete a proteção coletiva e facilita o retorno de doenças como sarampo e poliomielite. Entre os boatos mais difundidos está a falsa associação entre vacinas e transtorno do espectro autista, originada por um estudo fraudulento de 1998, posteriormente retirado por má conduta ética e falta de rigor científico. O Ministério esclarece que não existe evidência que comprove essa relação e destaca que os imunizantes distribuídos pelo Sistema Único de Saúde são seguros, passam por análises rigorosas e têm eficácia comprovada. Fonte: Ministério da Saúde– @minsaude. Disponível em: https://www.instagram.com/minsaude Texto 2 – Butantan reage a boatos sobre HPV e reforça eficácia da vacina distribuída pelo SUS Como instituições científicas respondem à desinformação e reforçam a segurança da vacina contra HPV? O Instituto Butantan publicou uma nota oficial para combater informações falsas que circulam sobre a vacina do HPV, fundamental para prevenir cânceres como os de colo do útero, pênis, orofaringe e ânus. Mesmo sendo segura, eficaz e distribuída gratuitamente pelo SUS, a vacina ainda enfrenta resistência por causa de boatos que associam o imunizante a infertilidade, trombose, reações graves ou início precoce da vida sexual. Especialistas afirmam que essas alegações não têm qualquer embasamento científico. O imunizante é composto por partículas semelhantes ao vírus, mas sem material genético, tornando impossível que cause infecção ou câncer. Evidências internacionais, como um estudo dinamarquês com mais de 500 mil mulheres, confirmam não haver aumento no risco de trombose ou outros efeitos graves. O Butantan também destaca a importância da vacinação masculina, que reduz a circulação do vírus e fortalece a proteção coletiva. Fonte: Infomoney. Texto 3 – Brasileiros ainda deixam de se vacinar por medo e desinformação, revela pesquisa desenvolvida pelo CNMP Como pesquisas nacionais explicam o impacto do medo e da desinformação na queda da vacinação no Brasil? O Conselho Nacional do Ministério Público, em parceria com a Universidade Santo Amaro e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, divulgou o Estudo sobre Consciência Vacinal no Brasil, uma análise aprofundada das percepções e atitudes da população diante das vacinas do Plano Nacional de Imunizações. A pesquisa, realizada entre 29 de janeiro e 19 de fevereiro de 2024 e aplicada a três mil pessoas de todas as regiões do país, revela que o medo e a desinformação exercem influência direta sobre o comportamento vacinal. Segundo o levantamento, ao menos 1 em cada 5 brasileiros (20%) já deixou de se vacinar ou de vacinar uma criança após ler uma notícia negativa em plataformas digitais. Além disso, 27% dos participantes afirmaram ter medo de reações adversas e 66% desses receiam efeitos colaterais graves. Apesar das dúvidas, a confiança nas vacinas permanece predominante: 72% dos entrevistados afirmam confiar na segurança e eficácia dos imunizantes, enquanto 90% os consideram importantes para a saúde individual, familiar e comunitária. Ainda assim, os dados mostram que grupos com menor escolaridade, renda mais baixa ou pertencentes a alguns segmentos religiosos demonstram índices menores de confiança. A pesquisa também aponta que 74% da população apoia a inclusão da vacina contra a Covid-19 no calendário nacional de vacinação e considera que pais e responsáveis devem ser obrigados a seguir o calendário vacinal básico do Ministério da Saúde. Outro achado significativo é que 77% dos entrevistados que usam redes sociais e aplicativos de mensagens afirmam ter identificado fake news sobre vacinas nessas plataformas e defendem a regulação legal das redes com possibilidade de punição para quem espalha conteúdos falsos. O estudo conclui que, embora haja confiança científica generalizada, persistem barreiras como medo, desconhecimento, circulação de informações enganosas e dificuldades logísticas de acesso às vacinas, como indisponibilidade de imunizantes ou tempo de espera prolongado nas unidades de saúde. Fonte: Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Texto 4 – Fake news sobre vacinas: entenda os perigos da desinformação Como conteúdos enganosos nas redes sociais distorcem evidências científicas e prejudicam a confiança na vacinação? Uma publicação que circula nas redes sociais e um livro recentemente lançado na internet têm disseminado informações falsas sobre a segurança e eficácia das vacinas contra a covid-19. Esses conteúdos apresentam alegações infundadas, como supostas falhas nos ensaios clínicos da Pfizer e a criação de uma doença inexistente chamada Doença CoVax, termo que não aparece em nenhuma literatura científica reconhecida. Especialistas alertam que tais narrativas distorcem dados, geram medo e podem comprometer a adesão da população à imunização. O vídeo que circula no Instagram, já com milhares de visualizações, promove um livro que afirma, sem qualquer embasamento científico, que a vacina

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve, em 2025, uma aplicação diferenciada na região metropolitana de Belém (Belém, Ananindeua e Marituba), devido ao calendário da COP 30. Nesse contexto, os participantes se depararam com o tema “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”, considerado um dos temas mais importantes das últimas edições por envolver desigualdade histórica, segurança alimentar, economia, cultura e sustentabilidade. A escolha não foi aleatória. A região amazônica concentra cadeias produtivas vitais, forte presença de agricultura familiar e desafios socioambientais que evidenciam a urgência da pauta. O tema também dialoga diretamente com debates contemporâneos sobre clima, produção agrícola sustentável e políticas públicas de combate à desigualdade. Qual foi o tema da redação do Enem 2025 em Belém? O tema oficial foi:A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil. O enunciado apresentou sete textos motivadores, número acima do padrão, exigindo leitura atenta, organização argumentativa e maturidade para relacionar diferentes dimensões do problema: desigualdade, riscos ocupacionais, relevância econômica, cultura alimentar e políticas públicas. A proposta explorou a discrepância entre a importância econômica do trabalhador rural e sua baixa valorização social. Além disso, reforçou o papel da agricultura familiar na segurança alimentar do país e nos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A análise do comando revela três eixos centrais que o candidato deveria mobilizar: Quais os principais problemas enfrentados pelo trabalhador rural? O conjunto de textos motivadores evidencia que a desvalorização do trabalho rural é resultado de um processo histórico e estruturado. Entre os principais problemas estão: 1. Precarização socioeconômica e invisibilidade histórica Os trabalhadores rurais representam uma das categorias mais importantes para a economia brasileira, mas também uma das menos valorizadas. Em regiões como o Nordeste e a Amazônia, as dificuldades incluem: Esse quadro revela como a desigualdade no campo é resultado de um processo de longa duração, marcado por heranças coloniais e pela falta de políticas efetivas de proteção. 2. Riscos ocupacionais e condições de trabalho inadequadas Um dos textos motivadores citava a Fundacentro, destacando riscos: A combinação desses fatores contribui para acidentes, adoecimentos e baixa expectativa de vida no campo. 3. Políticas públicas insuficientes ou mal implementadas Apesar de avanços, ainda é limitada a cobertura de: O hiato entre legislação e realidade contribui para a “desvalorização estrutural”. Quem acertou o tema da redação 2025? O Redação Online acertou o tema com precisão dias antes da prova, quando publicou o texto: “O papel da agricultura familiar na promoção da alimentação saudável nas escolas públicas brasileiras.” Nessa análise, trabalhamos: Ou seja, toda a base temática da prova.Isso reforça nosso compromisso em antecipar tendências e preparar estudantes para temas estruturais e de alta probabilidade. O que os textos motivadores mostram sobre o trabalhador rural? A coletânea trouxe sete textos, um a mais que o usual no Enem regular. Eles apresentavam: Todos convergem para dois pontos centrais: Quais repertórios socioculturais podem ser usados nesse tema? Literatura Arte Música Legislação e documentos Filmes / Séries Quais argumentos fortes poderiam ser desenvolvidos na redação? 1. Precarização histórica do trabalho rural Causa: Formação agrária desigual, herança escravocrata e ausência de proteção estatal contínua.Consequência: Vulnerabilidade socioeconômica, migração forçada, perda de mão-de-obra e insegurança alimentar.Repertório: Retirantes, de Portinari. 2. Falta de políticas públicas eficazes e permanentes Causa: Baixa priorização do campo nas agendas governamentais.Consequência: Informalidade, riscos à saúde, falta de renda estável e descontinuidade de programas.Repertório: Convenção 141 da OIT e Lei 15.226/2025. Como estruturar uma redação nota alta sobre esse tema? Estrutura esperada pelo Enem: Redação nota máxima sobre o tema trabalhadores rurais no Brasil Tema: A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil A aprovação da Lei 15.236/2025, que amplia o acesso de agricultores familiares ao Garantia-Safra, representa um avanço na proteção social de quem vive do campo. Entretanto, essa medida ainda é insuficiente diante da desvalorização persistente dos trabalhadores rurais no Brasil, marcada por desigualdades estruturais que comprometem suas condições de vida e de trabalho. Nesse sentido, o problema pode ser compreendido a partir de dois fatores principais: a precarização histórica do trabalho rural e a insuficiência de políticas públicas efetivas voltadas à valorização dessa categoria. Diante desse cenário, observa-se que a precarização histórica do trabalho rural constitui um dos principais obstáculos à valorização desses profissionais, especialmente nas regiões do Semiárido nordestino e do interior amazônico, onde a informalidade e a vulnerabilidade econômica são mais intensas. Essa realidade é simbolicamente retratada no romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ao expor a luta contínua de famílias sertanejas diante da miséria, da fome e da exploração. Embora ficcional, a obra espelha a repetição de condições degradantes que ainda atingem agricultores familiares, extrativistas e trabalhadores braçais do campo. Como consequência, tais grupos permanecem presos a um ciclo de pobreza intergeracional, baixa remuneração e dificuldades de acesso a direitos básicos, reforçando sua invisibilidade e dificultando sua efetiva valorização dentro da sociedade brasileira. Além disso, a insuficiência de políticas públicas consistentes contribui para perpetuar essa desvalorização, sobretudo entre agricultores de pequenas propriedades e comunidades tradicionais, que dependem diretamente de apoio estatal para acessar crédito, assistência técnica e infraestrutura. Embora o país disponha de diretrizes importantes, como a Política Nacional da Agricultura Familiar, sua implementação é limitada e frequentemente marcada por desigualdade regional. Esse cenário contraria as metas da Agenda 2030 da ONU, especialmente os ODS 2 e 8, que defendem segurança alimentar e trabalho decente. Assim, a falta de investimentos, a burocracia e a ausência de programas contínuos resultam na fragilização da produção agrícola local, no aumento da dependência econômica e na manutenção da desigualdade no campo, prejudicando diretamente milhões de trabalhadores rurais que sustentam a alimentação nacional. Em síntese, a desvalorização dos trabalhadores rurais decorre tanto da precarização histórica quanto da fragilidade das políticas públicas destinadas ao setor. Para enfrentar esse quadro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), órgão responsável por planejar e executar políticas de apoio à agricultura familiar e ao desenvolvimento do meio rural, deve implementar um programa nacional de promoção de condições dignas de trabalho no campo, voltado à formação técnica, ao fortalecimento da agricultura familiar e à proteção socioeconômica desses profissionais.

A linguagem simples se tornou obrigatória em todo o país após a sanção da Lei 15.263/2025, que exige comunicação clara nos órgãos públicos. Essa mudança impacta diretamente o acesso à informação, a transparência do Estado e a participação social. Para quem se prepara para ENEM, vestibulares e concursos, compreender como a linguagem simples reduz barreiras burocráticas e torna os serviços públicos mais compreensíveis é essencial. Assim, antes de analisar os desafios dessa política, é preciso entender o que ela determina. Textos motivadores que ajudam a compreender a temática sobre a linguagem simples Texto I — Conceito e contexto A Lei 15.263, sancionada em novembro de 2025, torna obrigatória a Linguagem Simples em todas as comunicações de órgãos públicos federais, estaduais, distritais e municipais. Segundo a norma, Linguagem Simples é o conjunto de técnicas que garante que qualquer cidadão consiga encontrar, compreender e utilizar informações oficiais com facilidade. A política busca reduzir a dependência de intermediários, diminuir custos administrativos e agilizar o atendimento público. Além disso, pretende ampliar a transparência, fortalecer o acesso à informação e facilitar a participação social, especialmente de pessoas com deficiência. Para isso, a lei determina o uso de frases curtas, vocabulário acessível, listas, tabelas, linguagem inclusiva e formatos adequados para comunidades indígenas quando necessário. A legislação é resultado do PL 6.256/2019 e reforça o compromisso estatal com a democratização da comunicação pública. Fonte adaptada — Agência Senado Texto II — Comunicação pública e organização da informação (ANA) A Agência Nacional de Águas (ANA) afirma que a linguagem simples faz parte do compromisso institucional de comunicar de forma clara, acessível e transparente. A iniciativa busca traduzir a linguagem burocrática típica da administração pública, tornando informações técnicas compreensíveis para todos os cidadãos. Segundo a ANA, a linguagem simples é ao mesmo tempo uma técnica e uma causa social. Ela defende que o acesso aos serviços públicos e o entendimento dos direitos só ocorrem quando a comunicação é objetiva, direta e inclusiva. A agência também destaca que a prática fortalece a cidadania, facilita o acesso à informação e melhora a relação entre Estado e população. Fonte adaptada — Agência Nacional de Águas (ANA) Texto III — Transparência e acessibilidade na comunicação pública (IKHON) A linguagem simples é considerada essencial para a gestão pública porque torna informações oficiais mais claras, acessíveis e transparentes. Segundo especialistas, esse modelo de comunicação facilita o acesso do cidadão aos seus direitos e aos serviços públicos. A técnica envolve organizar ideias de forma objetiva, empática e adequada ao público-alvo. Ela também promove acessibilidade, permitindo que idosos, pessoas com deficiência e grupos com dificuldade de leitura compreendam informações essenciais. O texto em linguagem simples não é necessariamente informal. Ele pode ser formal, desde que utilize frases curtas, vocabulário comum e organização clara das informações. Técnicas como uso de listas, ordem direta e explicação de termos técnicos ampliam a compreensão. Especialistas afirmam que essa abordagem fortalece a participação popular, melhora a transparência governamental e contribui para a democratização da informação. Fonte adaptada — Ikhon Texto IV — Transparência regulatória e participação social (ANTT) A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que a Política Nacional de Linguagem Simples consolida práticas já adotadas pela instituição. A agência utiliza comunicação clara para aproximar o cidadão das decisões regulatórias. Segundo a ANTT, diretrizes como frases curtas, padronização visual, explicação de termos técnicos e organização lógica das informações tornam o processo regulatório mais acessível. A Resolução 6.020/2023 já incorporava esses princípios em audiências, consultas e reuniões participativas. A linguagem simples também orienta o ParticipANTT, plataforma digital de participação social da agência. O sistema foi criado para facilitar o acesso às informações de transporte e mobilidade. Para a ANTT, a clareza das informações amplia a participação popular e fortalece políticas públicas mais eficazes. A agência reforça que continuará aprimorando documentos e canais digitais para garantir transparência ativa e comunicação acessível a todos os usuários. Fonte adaptada — ANTT Texto V — Charge e crítica ao excesso de linguagem técnica A charge apresenta um cliente utilizando expressões jurídicas complexas para pedir um simples pão na padaria. Termos como data venia e fumus boni iuris criam uma situação absurda, destacando a distância entre a linguagem comum e o “juridiquês”. O padeiro, confuso, responde que tudo isso foi dito apenas para pedir pão de trigo. A imagem critica o uso excessivo de jargões profissionais, que dificultam a comunicação e afastam as pessoas da compreensão básica. A charge reforça a importância da linguagem simples como ferramenta para garantir clareza, acessibilidade e comunicação eficaz, especialmente quando se trata de serviços públicos ou interações cotidianas. Fonte: Charge de comunicação pública Repertórios socioculturais para usar sobre o tema “Como a Linguagem Simples pode ampliar o acesso à informação no Brasil?” A seguir, você encontra repertórios de livros, legislação, filmes, séries, pesquisas, atualidades e charges que podem fundamentar argumentos sobre linguagem simples, transparência pública e acesso à informação. 1. Livros e obras teóricas • Paulo Freire — “Extensão ou Comunicação?” (1971) Freire critica a comunicação autoritária e defende uma comunicação dialógica, baseada na clareza e na participação.Relação com o tema: A linguagem simples aproxima o cidadão do Estado, facilitando o diálogo e reduzindo desigualdades informacionais. • Pierre Bourdieu — “O Poder Simbólico” Bourdieu explica como a linguagem pode reforçar desigualdades de poder.Relação: O uso de jargões técnicos pelo Estado exclui pessoas com menos escolaridade, reforçando a concentração simbólica do poder. • Antônio Fausto Neto — Estudos sobre comunicação pública O autor analisa mediações entre Estado e sociedade.Relação: A linguagem simples atua como mecanismo de mediação que reduz ruídos comunicacionais. 2. Legislações e documentos públicos • Lei 15.263/2025 — Política Nacional de Linguagem Simples Torna obrigatória a comunicação clara em todos os órgãos públicos do Brasil.Aplicação: Repertório perfeito para fundamentar propostas e argumentos. • Lei de Acesso à Informação (LAI — Lei 12.527/2011) Garante transparência ativa e passiva.Relação: A linguagem simples é instrumento para concretizar a LAI. • Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) Prevê acessibilidade comunicacional.Relação: A linguagem simples fortalece a inclusão de grupos com barreiras de leitura.

No domingo, 9 de novembro de 2025, os participantes do ENEM se depararam com um tema que uniu reflexão, atualidade e desafio: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.” O Tema da redação ENEM 2025 convidou os candidatos a analisarem como o Brasil lida com o aumento da população idosa e os impactos sociais, econômicos e culturais desse processo.Foi uma oportunidade de discutir o etarismo (preconceito etário), a invisibilidade social, a fragilidade das políticas públicas e a valorização da experiência da pessoa idosa. Por que o termo “perspectivas” surpreendeu os candidatos? Tradicionalmente, o ENEM usa a palavra “desafios” nos temas, orientando o estudante a apontar problemas sociais.Mas, em 2025, a palavra-guia foi “perspectivas” e isso confundiu muitos candidatos. É importante compreender que “perspectivas” não elimina a necessidade de problematizar.A banca ainda exige uma proposta de intervenção, portanto o candidato deve identificar problemas, causas e consequências — mas sob o olhar das visões, tendências e caminhos possíveis para o envelhecimento no Brasil. 👉 Dica prática: mantenha a estrutura clássica do ENEM (problema, causa, consequência e solução), apenas ajustando o foco para as diferentes formas de enxergar o envelhecer no país. Como interpretar o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”? Palavra-guia → Perspectivas Indica diferentes pontos de vista, projeções e olhares críticos sobre o envelhecimento.O texto deve analisar como a sociedade percebe e trata o idoso e quais caminhos podem promover um envelhecimento digno. Sinônimos úteis: olhares, enfoques, abordagens, expectativas, visões. Expressão → Acerca de Significa “sobre” ou “a respeito de”.Mostra que o tema exige reflexão sobre o envelhecimento como fenômeno social — não apenas biológico, mas ligado a saúde, trabalho, renda, cultura e direitos humanos. Assunto principal → Envelhecimento Refere-se ao processo de longevidade populacional e suas implicações sociais.No Brasil, esse fenômeno envolve questões de inclusão, políticas públicas, saúde preventiva e combate ao etarismo. Sinônimos e expressões: envelhecimento populacional, processo de longevidade, maturidade social, terceira idade. Localidade → Na sociedade brasileira Delimita o recorte geográfico e cultural.O texto deve refletir a realidade nacional, incluindo desigualdades regionais, precariedade de políticas públicas e a necessidade de valorização da pessoa idosa. Recortes possíveis: 🚫 O que seria fugir do tema de redação Enem 2025? Mesmo parecendo amplo, o tema exige foco na pessoa idosa e nas condições do envelhecimento no Brasil.Veja exemplos de fuga temática que derrubariam a nota: ❌ Falar apenas sobre juventude ou envelhecimento biológico, sem abordar o aspecto social.❌ Discutir saúde pública de modo genérico, sem foco no idoso.❌ Citar doenças específicas (como Alzheimer) sem vínculo com políticas públicas ou inclusão. ✅ Para atender integralmente ao tema, o texto deve discutir o envelhecimento populacional brasileiro sob diferentes perspectivas sociais, econômicas e culturais, sempre propondo ações de valorização da pessoa idosa. O que dizem os textos motivadores do tema de redação Enem 2025? A coletânea do ENEM 2025 trouxe seis textos complementares, cada um abordando um aspecto essencial da temática. Texto Origem Tipo Contribuição para a redação Texto I IBGE – Censo 2022 Dado estatístico e conceitual Fundamenta a redação com dados sobre o envelhecimento populacional e as mudanças demográficas. Texto II Campanha contra o pictograma da bengala Movimento social / símbolo cultural Propõe nova representação da velhice, estimulando a reflexão sobre o etarismo. Texto III Declarações de Rita Lee e Fernanda Montenegro Opinativo / filosófico Humaniza a velhice como fase de escolhas e dignidade, contrapondo estereótipos. Texto IV G1 (dados econômicos) Dado socioeconômico Mostra que muitos idosos sustentam seus lares, refutando a ideia de dependência. Texto V Clarice Lispector – Onde estivestes de noite Literário e reflexivo Retrata solidão e inutilidade social, fortalecendo argumentos sobre abandono. Texto VI Documentário Quantos dias. Quantas noites Documental / crítico Denuncia desigualdades no envelhecimento e falta de políticas públicas. Quais repertórios socioculturais usar na redação do ENEM 2025? O tema do envelhecimento é um dos mais ricos em repertórios legítimos.Confira produções culturais que podem ser aplicadas diretamente no desenvolvimento da redação: Quer aprender a usar repertórios legítimos nas suas redações? Quais argumentos e propostas poderiam ser usados na redação? Propostas possíveis: Exemplo de redação nota 1000 do tema do ENEM 2025 Confira o modelo completo de redação sobre “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, com repertórios aplicados, estrutura coesa e proposta de intervenção completa. Segundo o IBGE (2024), mais de 15% dos brasileiros têm 60 anos ou mais, e a expectativa é que, até 2050, esse grupo represente um quarto da população. Esse dado evidencia o acelerado processo de envelhecimento populacional no país e a necessidade de repensar políticas públicas voltadas à inclusão e ao bem-estar dessa parcela crescente da sociedade. Entretanto, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais para garantir qualidade de vida e integração social aos idosos, como o preconceito etário e a fragilidade nas políticas de saúde e assistência. Diante disso, é essencial discutir as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, analisando tanto os obstáculos culturais quanto os institucionais que perpetuam esse quadro. Diante desse cenário, observa-se que o idadismo, isto é, a discriminação com base na idade, representa um dos principais entraves à valorização da pessoa idosa. Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (2021), o preconceito etário reduz oportunidades, afeta o mercado de trabalho e intensifica a exclusão social. Esse cenário é agravado pela falta de educação geracional, que contribui para a naturalização de estereótipos sobre a velhice. Como consequência, muitos idosos passam a ser vistos como incapazes ou improdutivos, o que fere princípios constitucionais de igualdade e dignidade humana. Logo, é imprescindível que a sociedade adote medidas educativas e midiáticas que estimulem o respeito e a valorização da experiência da pessoa idosa. Ademais, a fragilidade das políticas públicas de cuidado e saúde preventiva limita a garantia de um envelhecimento digno no Brasil. De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), o poder público deve assegurar acesso universal e prioritário a serviços de saúde e assistência social. No entanto, na prática, ainda há carência de infraestrutura, profissionais capacitados e políticas efetivas de longo prazo. O filósofo Norberto Bobbio já afirmava que a verdadeira

Você já se perguntou por que o combate ao crime organizado é tão difícil no Brasil? Apesar de décadas de enfrentamento, essa estrutura criminosa continua crescendo e se adaptando, infiltrando-se em instituições públicas e moldando a vida nas grandes cidades. O tema voltou ao centro dos debates após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes, entre elas, quatro policiais, e reacendeu o debate sobre segurança pública, letalidade policial e políticas de prevenção.Diante desse cenário, refletir sobre as barreiras para combater o crime organizado é essencial para compreender não apenas as falhas estruturais do Estado, mas também os impactos sociais, econômicos e políticos desse fenômeno. Proposta de Redação sobre crime organizado no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Barreiras para combater o crime organizado no Brasil ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre crime organizado no Brasil 4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo consideradas “textos insuficiente”; 4.2 fugir do tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; 4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto; 4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica, ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto. TEXTO I — O ESTADO E O CRIME ORGANIZADO: UMA GUERRA INTERNA O crime organizado é um fenômeno que desafia o Brasil há décadas, atravessando as fronteiras da violência urbana e alcançando o campo político e econômico. Recentemente, o país assistiu a uma das maiores operações já registradas contra facções criminosas: uma megaoperação conduzida pelo governo do Rio de Janeiro, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV).A ação, liderada pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ), mobilizou forças policiais em áreas de mata nos complexos da Penha e do Alemão, onde confrontos armados resultaram em cerca de 120 mortes. Uma das estratégias utilizadas, conhecida como “Muro do Bope”, buscou encurralar os criminosos considerados narcoterroristas.As cenas de violência e o alto número de mortos provocaram reações em todo o país. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou explicações ao governo estadual, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a necessidade de um trabalho coordenado e nacional no combate ao crime organizado.As imagens da operação, comparadas a uma verdadeira guerra civil, revelam um problema estrutural: a ausência de políticas públicas eficazes, a precarização das forças de segurança e a falta de integração entre União, estados e municípios. Ao mesmo tempo, o uso de tecnologias de ponta, como drones capazes de lançar bombas contra policiais, evidencia a sofisticação das facções, que desafiam o poder do Estado e a própria noção de soberania nacional. Fonte adaptada: Gazeta do Povo (2025) TEXTO II — DESIGUALDADE, IMPUNIDADE E A EXPANSÃO DO CRIME ORGANIZADO Enquanto houver desigualdade econômica no Brasil, será difícil conter o crime organizado. Essa é a síntese feita por especialistas em segurança pública e direito penal que alertam: enfrentar o crime organizado é também enfrentar as causas sociais que o alimentam, como pobreza, exclusão e ausência do Estado em comunidades vulneráveis. De acordo com o jurista Walter Maierovitch, desembargador aposentado e estudioso do tema, o país vive um cenário preocupante em que as facções criminosas se infiltram nas estruturas estatais, lavando dinheiro obtido com o tráfico e a corrupção em atividades formalmente legais, como empresas de transporte, coleta de lixo e até financiamento de campanhas políticas. Para ele, “as máfias são parasitárias: grudam no Estado, sugam e corrompem agentes públicos”. O professor Daniel Pacheco Pontes, da Faculdade de Direito da USP, explica que as diferenças regionais intensificam o problema. “Em algumas áreas, como no Rio de Janeiro, o Estado já perdeu o controle territorial. Em outras, como São Paulo, ainda há resistência, mas o avanço é constante”, afirma. Segundo ele, a desigualdade social é o principal combustível das facções, que recrutam jovens em busca de pertencimento e renda. Além disso, Pacheco critica a ineficiência na aplicação das leis. “Não basta endurecer o Código Penal. O problema é a falta de aplicação efetiva das normas e a sensação de impunidade que isso gera.” O pesquisador Eduardo Dyna, da UFSCar, complementa que o PCC e outras facções se tornaram transnacionais, com atuação direta em países como Paraguai e Bolívia. “Esses grupos não querem substituir o Estado, mas explorá-lo, aproveitando suas fragilidades para expandir seus negócios ilícitos”, explica. Já o cientista social Vinícius Figueiredo, do Observatório de Segurança Pública da Unesp, defende que a repressão pura e o encarceramento em massa apenas fortalecem o ciclo de violência. “O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo. Cada prisão superlotada é um centro de recrutamento de novos criminosos. Sem políticas sociais integradas, estaremos apenas alimentando o sistema que queremos combater.” De forma geral, os especialistas concordam que combater o crime organizado vai além das ações policiais. É necessário fortalecer as instituições, investir em inteligência, garantir oportunidades sociais e criar políticas de longo prazo voltadas à educação e à equidade econômica. Caso contrário, o país continuará preso a um ciclo de violência e corrupção que fragiliza a democracia e perpetua a insegurança coletiva. Fonte adaptada: Jornal da USP (2025) TEXTO III — NOVA LEI REFORÇA O COMBATE AO CRIME ORGANIZADO NO BRASIL Na tentativa de responder ao avanço das facções criminosas e à recente escalada da violência no Rio de Janeiro, o governo federal sancionou uma nova legislação voltada ao endurecimento do combate ao crime organizado. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional e de autoria do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de outubro de 2025. A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cria duas novas modalidades de crime relacionadas à obstrução de investigações e ações contra organizações criminosas: Ambos os

No último domingo, 26 de outubro, foi aplicada a Prova Nacional Docente (PND 2025), exame que avalia competências teóricas e práticas dos profissionais da educação em todo o país.Entre as questões discursivas, o tema da redação chamou atenção por abordar um assunto social e educacional de extrema relevância: o idadismo (ou etarismo) — forma de preconceito baseada na idade. A questão discursiva da PND 2025 tratou do tema “O idadismo como desafio social e educacional no Brasil”, exigindo do candidato reflexão crítica sobre os efeitos das diferenças geracionais nas relações escolares e a proposição de uma atividade pedagógica voltada à integração entre jovens e idosos. O que é idadismo? O idadismo, também conhecido como etarismo, é o preconceito, estereótipo ou discriminação baseada na idade. Segundo o Relatório Mundial sobre o Idadismo (Organização Pan-Americana da Saúde, 2021), ele pode ocorrer de três formas: Em síntese, o idadismo prejudica tanto os idosos — por serem vistos como “inúteis” ou “lentos” — quanto os jovens, muitas vezes subestimados por “falta de experiência”. Quais foram os textos motivadores da redação da PND 2025? A questão discursiva apresentou três textos motivadores oficiais, que fundamentaram a proposta: QUESTÃO DISCURSIVA TEXTO 1 A natureza do idadismo O idadismo refere-se aos estereótipos (como pensamos), aos preconceitos (como nos sentimos) e à discriminação (como agimos) direcionados às pessoas com base em sua idade. Pode ser institucional, interpessoal ou autodirecionado. O idadismo institucional refere-se às leis, às regras, às normas sociais, às políticas e às práticas de instituições que restringem injustamente oportunidades e sistematicamente desfavorecem indivíduos devido à sua idade. O idadismo interpessoal surge nas interações entre dois ou mais indivíduos; enquanto o idadismo autodirecionado ocorre quando é internalizado e voltado contra si mesmo. Relatório Mundial sobre o Idadismo. Organização Pan-Americana da Saúde, 2021. Disponível em: www.iris.paho.org. Acesso em: 29 jul. 2025. TEXTO 2 Estatuto do IdosoArt. 22. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização da pessoa idosa, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.(Redação dada pela Lei nº 14.423/22). Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2025. TEXTO 3 Os critérios de avaliação da idade, da juventude ou da velhice não podem ser puramente os do calendário. Ninguém é velho só porque nasceu há muito tempo ou jovem porque nasceu há pouco. Além disso, somos velhos ou moços muito mais em função de como pensamos o mundo, da disponibilidade com que nos damos, curiosos, ao saber, cuja procura jamais nos cansa e cujo achado jamais nos deixa satisfeitos e imobilizados. Somos moços ou velhos muito mais em função da vivacidade, da esperança com que estamos sempre prontos a começar tudo de novo, se o que fizemos continua a encarnar sonho nosso. Sonho eticamente válido e politicamente necessário. Somos velhos ou moços muito mais em função de se nos inclinarmos ou não a aceitar a mudança como sinal de vida e não a paralisação como sinal de morte. FREIRE, P. À sombra desta mangueira. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2013. Situação-problema: Em uma reunião pedagógica, os professores, motivados pela Lei nº 14.423/22 e pelos recorrentes discursos idadistas na escola, planejam atividades didáticas que abordem esse tema em seus planos de aula. Com base na situação-problema e na leitura dos textos motivadores, elabore um texto dissertativo-argumentativo que, respeitando os Direitos Humanos: Qual foi o tema da redação da PND 2025? Tema: O idadismo como desafio social e educacional no Brasil. A proposta exigiu que o participante: O que é a PND (Prova Nacional Docente)? A Prova Nacional Docente (PND) é um exame nacional que busca apoiar a seleção de professores da educação básica pública.Aplicada junto ao Enade das Licenciaturas, ela usa os mesmos instrumentos de avaliação e pode servir como etapa única ou complementar em processos seletivos de redes estaduais e municipais. ⚠️ Atenção: A PND não é um concurso público. Seu resultado pode ser aproveitado por até 3 anos em seleções futuras. Treine com esse tema na nossa plataforma e esteja pronto para a próxima PND! Quais são os objetivos da PND? De acordo com o Guia do Participante 2025, a PND tem como objetivos principais: 📌 Validade: o resultado da PND é válido por 3 anos e pode ser reutilizado em novos processos seletivos. Prepare-se desde já com temas atualizados e correções especializadas. A PND é obrigatória? Não.A adesão é voluntária tanto para redes de ensino quanto para professores.Cada estado ou município decide se utilizará os resultados da PND nos seus editais. 👩🏫 Os professores e estudantes podem se inscrever para obter o boletim individual de desempenho, válido por três anos. Quer testar sua escrita antes da próxima PND? A PND garante vaga como professor? ❌ Não.A participação não garante automaticamente uma vaga.A nota serve como referência classificatória em processos seletivos que aderirem à PND. Para conquistar a vaga, o candidato precisa fazer também a inscrição no processo seletivo da rede desejada. ✍️ Treine sua redação discursiva e chegue preparado para o edital da sua rede. Como funciona a prova da PND? A PND 2025 foi composta por duas etapas principais: 🕒 Duração: 13h30 às 19h (horário de Brasília).Aplicação: presencial, conforme local informado no Cartão de Confirmação. Como é a redação discursiva da PND? A questão discursiva avalia argumentação, clareza e proposta pedagógica.O texto deve ter até 30 linhas, ser dissertativo-argumentativo e respeitar os Direitos Humanos. A correção é feita pela banca FGV, com critérios que analisam: Treine sua redação discursiva com corretores especialistas em FGV. Fonte adaptada: https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores/GuiaPND_v2.pdf Quais repertórios socioculturais poderiam ser usados? Para garantir repertórios consistentes e interdisciplinares, o candidato poderia usar: Quais argumentos poderiam ser utilizados? 1️⃣ Idadismo como problema social: O envelhecimento populacional brasileiro aumenta o risco de exclusão e marginalização de pessoas idosas. A falta de políticas efetivas e o culto à juventude contribuem para o isolamento e a perda de dignidade dessa população. 2️⃣ Idadismo como desafio educacional: A ausência de práticas intergeracionais nas escolas reproduz estereótipos e distancia

De acordo com pesquisa da Ipsos (2025), cerca de 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar sobre as canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — número acima da média global, de 36%. Embora esses medicamentos sejam originalmente indicados para o controle da glicose em pessoas com diabetes tipo 2 e para o tratamento da obesidade, seu uso vem se popularizando entre pessoas saudáveis em busca de emagrecimento rápido. Esse crescimento é impulsionado, sobretudo, pela influência das redes sociais, onde celebridades e influenciadores exibem resultados instantâneos, muitas vezes sem acompanhamento médico. Entretanto, o uso indevido dessas substâncias pode causar efeitos colaterais graves, como enjoo, perda de massa muscular, deficiência nutricional e dependência psicológica. Diante disso, a discussão sobre o uso das canetas emagrecedoras ultrapassa o campo individual e se transforma em um problema de saúde pública, que exige educação em saúde, regulação estatal e conscientização sobre os riscos da medicalização da estética. Proposta de Redação sobre Canetas emagrecedoras A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O papel da agricultura familiar na promoção da alimentação saudável nas escolas públicas brasileiras”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre Canetas emagrecedoras O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de linhas. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: Textos motivadores para o tema: Canetas emagrecedoras — os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento no Brasil TEXTO I — O alerta sobre o uso indevido de canetas emagrecedoras De acordo com pesquisa divulgada pela Ipsos (2025), 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar sobre as canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — índice bem superior à média global, de 36%. Esses medicamentos, originalmente indicados para controle de glicose em pacientes com diabetes tipo 2 e redução de peso em pessoas com obesidade, passaram a ser amplamente utilizados para fins estéticos. A popularização do uso das canetas emagrecedoras está fortemente associada à influência das redes sociais, onde personalidades e influenciadores divulgam seus resultados, nem sempre acompanhados por profissionais de saúde. No entanto, especialistas alertam que o consumo sem orientação médica pode causar efeitos adversos graves, como enjoo, perda de massa muscular, deficiência nutricional e até problemas hormonais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou recentemente a necessidade de controle rigoroso, exigindo a retenção da receita médica para a compra dos medicamentos. Ainda assim, o uso indevido continua crescendo, impulsionado pelo desejo de alcançar padrões corporais impostos socialmente. Nesse contexto, a discussão sobre as canetas emagrecedoras levanta questionamentos sobre saúde pública, ética médica e responsabilidade social, temas cada vez mais urgentes em uma sociedade marcada pela busca incessante pelo corpo ideal. Fonte: Adaptado de G1 — Ipsos: 58% dos brasileiros ouviram falar sobre canetas emagrecedoras; média global é de 36% (2025). Disponível em: g1.globo.com. TEXTO II — Popularização das canetas emagrecedoras acende alerta sobre riscos à saúde O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, tem despertado atenção de médicos e autoridades de saúde em todo o país. Embora sejam aprovadas pela Anvisa para o tratamento da obesidade, do sobrepeso com comorbidades e do diabetes tipo 2, o uso indevido dessas substâncias se expandiu, impulsionado pela influência de celebridades e influenciadores digitais. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a prescrição desses medicamentos mais que dobrou nos últimos dois anos, revelando um crescimento que nem sempre está associado à melhoria no cuidado médico, mas à busca por soluções rápidas diante de um problema multifatorial. De acordo com a endocrinologista Dra. Patrícia Zach, do Hospital Dia Campo Limpo (CEJAM/SMS-SP), a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua em receptores hormonais que ajudam no controle da glicemia e no aumento da saciedade. Apesar dos benefícios clínicos, o uso sem orientação pode gerar efeitos adversos como náuseas, vômitos, constipação, dor de cabeça, reações alérgicas e risco de pancreatite, além do perigoso efeito sanfona, especialmente quando não há acompanhamento nutricional e psicológico. A médica ressalta ainda que não existe tratamento milagroso e que cada caso deve ser avaliado individualmente, com apoio multidisciplinar. “As alternativas para o emagrecimento que devem ser priorizadas são as mudanças no estilo de vida, com incentivo à prática de atividades físicas e alimentação equilibrada”, afirma. Além disso, a especialista defende a criação de políticas públicas de prevenção à obesidade, com foco na redução do preço de alimentos saudáveis e maior taxação de produtos ultraprocessados, como já ocorre em países como o México. Assim, a luta contra o avanço da obesidade precisa envolver educação alimentar, empatia e combate à desinformação, e não apenas a medicalização. Fonte: Adaptado de CEJAM – Popularização das canetas emagrecedoras acende alerta sobre riscos à saúde (2025).Disponível em: cejam.org.br TEXTO III — Especialistas alertam para riscos do uso indiscriminado de canetas para emagrecer O uso de medicamentos como Ozempic e similares, desenvolvidos originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, vem crescendo no Brasil de forma alarmante. O problema é que, cada vez mais, essas substâncias têm sido utilizadas de maneira indiscriminada e sem prescrição médica, motivadas pela busca estética e pelo culto ao corpo magro. De acordo com o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), Bruno Halpern, há uma perigosa confusão entre “tratamento da obesidade” e “desejo social de emagrecer”. O especialista ressalta que os medicamentos devem ser destinados a pacientes com doenças crônicas e não a pessoas saudáveis que desejam perder alguns quilos rapidamente. Durante um

A alimentação escolar no Brasil tem sido um importante instrumento de combate à fome e de promoção da segurança alimentar. Em 2025, a Lei nº 15.226/2025 ampliou o percentual mínimo de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar, passando de 30% para 45% a partir de janeiro de 2026. Essa mudança reforça o compromisso do Estado com a valorização da produção local, a economia sustentável e a alimentação saudável, garantindo que alimentos frescos e diversificados cheguem à mesa de mais de 40 milhões de estudantes da rede pública. Além disso, a medida prioriza assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas e grupos de mulheres rurais, fortalecendo o papel social da agricultura familiar na promoção da cidadania e na preservação da cultura alimentar brasileira. Diante desse contexto, surge um importante debate: como a agricultura familiar pode contribuir para uma alimentação mais saudável e sustentável nas escolas públicas brasileiras? Proposta de Redação agricultura familiar A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O papel da agricultura familiar na promoção da alimentação saudável nas escolas públicas brasileiras”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre agricultura familiar Textos motivadores sobre o papel da agricultura familiar na promoção da alimentação saudável nas escolas públicas brasileiras TEXTO I — Agricultura familiar e alimentação escolar: uma parceria pela segurança alimentar e pelo desenvolvimento sustentável A Lei nº 15.226/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliou de 30% para 45% o percentual mínimo de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinados à compra direta de alimentos da agricultura familiar. A medida entra em vigor em janeiro de 2026 e representa um avanço significativo nas políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional dos estudantes da rede pública. Com o novo percentual, quase metade dos alimentos servidos nas escolas públicas deverá ser adquirida de agricultores familiares, assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas e grupos formais e informais de mulheres. Além de fortalecer a economia local, a lei estimula o consumo de alimentos frescos, variados e regionais, respeitando as tradições culturais de cada comunidade. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o PNAE é uma das maiores políticas públicas de alimentação e nutrição escolar do mundo, atendendo mais de 40 milhões de estudantes da educação básica diariamente. Com um orçamento anual de R$ 5,5 bilhões, o programa destina cerca de R$ 2,4 bilhões diretamente à agricultura familiar, promovendo o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. Além de reforçar a oferta de alimentos saudáveis, a nova lei amplia as funções dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), responsáveis por garantir a diversidade, a qualidade e o cumprimento das regras de validade dos produtos adquiridos. A norma também exige que os alimentos entregues tenham prazo de validade superior à metade do tempo total de consumo, assegurando o padrão de qualidade dos produtos. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o PNAE é “um eixo fundamental para garantir a segurança alimentar e nutricional, com base em uma alimentação saudável e adequada, que respeita as culturas locais e impulsiona a economia de base familiar”. Com essa mudança, o Brasil consolida o PNAE como referência mundial em políticas públicas de alimentação escolar, fortalecendo o papel da agricultura familiar na promoção da saúde, da educação e do desenvolvimento social. Fonte: Ministério da Educação – gov.br/mec (2025) TEXTO II — Agricultura familiar melhora a alimentação e o aprendizado dos estudantes A ampliação das políticas públicas de incentivo à agricultura familiar já mostra resultados concretos na qualidade da alimentação escolar. Na Bahia, o Governo do Estado destinou R$ 410 milhões para a merenda em 2024, sendo R$ 92 milhões provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O investimento tem garantido refeições mais nutritivas e diversificadas para os estudantes da rede pública, fortalecendo o vínculo entre campo e escola. Além de transformar o ambiente escolar, a política também gera renda para agricultores e cooperativas. A Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Sudoeste Baiano (CoopBahia), por exemplo, fornece frutas, verduras e legumes para escolas estaduais e municipais. Segundo a cooperada Regina Sampaio, as vendas públicas têm sido essenciais para a sobrevivência das famílias agricultoras. “O preço pago é justo e garante que os cooperados mantenham suas produções. É uma relação de ganha-ganha: os alunos se alimentam melhor e os produtores têm estabilidade”, declarou. O exemplo baiano mostra como a agricultura familiar é essencial para o desenvolvimento local, a segurança alimentar e a promoção da educação de qualidade, ao aproximar o produtor rural da comunidade escolar e tornar o ato de se alimentar um aprendizado sobre cultura e sustentabilidade. Fonte: Governo da Bahia – ba.gov.br (2024) TEXTO III — Alimentação saudável nas escolas e o fortalecimento do PNAE A alimentação escolar é um dos principais pilares das políticas públicas de proteção à infância e promoção da saúde no Brasil. O ambiente escolar tem papel decisivo na formação de hábitos alimentares e deve garantir o acesso a alimentos saudáveis, ao mesmo tempo em que restringe a oferta de produtos ultraprocessados. De acordo com o Ministério da Saúde (2021), cerca de 33,5% das crianças e adolescentes atendidos pelo SUS apresentam excesso de peso, o que inclui casos de sobrepeso e obesidade. O levantamento também aponta que uma em cada dez crianças brasileiras com menos de 5 anos está acima do peso, enquanto 18,6% estão em risco de sobrepeso. Esse cenário revela a urgência de políticas que promovam a educação alimentar e nutricional desde a infância. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com mais de 40 anos de existência, é uma das políticas públicas mais antigas e bem-sucedidas do país. Ele assegura alimentação gratuita e de qualidade a

Em um cenário global cada vez mais conectado, a internet se tornou espaço de expressão, mas também de intolerância. Entre os discursos de ódio que mais cresceram nos últimos anos, a xenofobia digital chama atenção por atingir imigrantes e até brasileiros vistos como “estrangeiros” dentro do próprio país.Dados da Safernet revelam que as denúncias de xenofobia na internet aumentaram 874% em apenas um ano, superando os registros de racismo e intolerância religiosa. O fenômeno, amplificado pelas redes sociais, expõe o uso irresponsável da liberdade de expressão e revela a urgência de políticas públicas, educação midiática e responsabilização jurídica. Neste post, você vai compreender as causas e consequências da xenofobia digital, analisar casos reais, como o da atriz Gaby Spanic, denunciando xenofobia em rede nacional e conhecer repertórios, legislações e referências culturais que podem ser utilizados em redações do ENEM e vestibulares. TEXTO I Você já parou para pensar em como o discurso de ódio se espalha contra imigrantes e nordestinos nas redes sociais?A chamada xenofobia digital vem se tornando um fenômeno preocupante no Brasil, à medida que o ambiente virtual amplia o alcance e a intensidade das manifestações de intolerância. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a xenofobia consiste em atitudes e comportamentos que rejeitam ou difamam pessoas por serem consideradas estrangeiras ou diferentes. No contexto digital, essas manifestações se intensificam com o anonimato e a velocidade das plataformas. Casos recentes envolvendo refugiados venezuelanos, haitianos e sírios têm se tornado frequentes, especialmente em períodos de crise econômica e polarização política. Além disso, manifestações discriminatórias também são dirigidas a nordestinos, que muitas vezes são alvo de ataques durante períodos eleitorais, reforçando a desigualdade regional e o preconceito histórico. Segundo levantamento da Secretaria de Direitos Humanos, as denúncias de xenofobia no Brasil cresceram mais de 600% em um ano, e parte expressiva desses casos tem origem em comentários e postagens online. As redes sociais se tornaram, assim, um espelho das desigualdades e da intolerância que atravessam a sociedade brasileira. Em um país que se orgulha da diversidade cultural e da hospitalidade, o aumento da xenofobia digital evidencia um desafio urgente: como promover uma convivência mais empática e ética no espaço virtual? Fonte: Adaptado Politize. TEXTO II – Xenofobia: o ódio que divide o tecido social e incita violações de direitos contra povos e culturas Em um país historicamente construído pela diversidade, a xenofobia ainda se manifesta como uma das formas mais agressivas de exclusão.Segundo dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), a internet é o principal ambiente de disseminação de crimes de ódio no Brasil, com mais de 26 mil denúncias de xenofobia virtual registradas entre 2017 e 2022. Entre 2021 e 2022, as denúncias cresceram 874%, superando os casos de racismo, intolerância religiosa e LGBTfobia. Esses dados mostram que o discurso de ódio digital tem se tornado um grave problema social, capaz de gerar violências simbólicas e físicas contra grupos vulneráveis. Para a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes e Refugiadas do Ministério dos Direitos Humanos, Ana Maria Gomes Raietparvar, é fundamental compreender que migrantes e refugiados fazem parte da sociedade brasileira e possuem os mesmos direitos. Ela ressalta a necessidade de políticas públicas que aliem educação, empatia e regulação das plataformas digitais para conter o avanço da intolerância. O historiador Gabriel da Fonseca Onofre (UFF) observa que as mídias sociais, apesar de promoverem a democratização da comunicação, tornaram-se “lócus privilegiado para a propagação de discursos xenofóbicos”, dada a dificuldade de responsabilizar autores e filtrar desinformações. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) tem articulado iniciativas como o Fórum de Lideranças Migrantes, Refugiadas e Apátridas (FOMIGRA) e o Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Extremismo, que propõem a criação de um marco regulatório para as plataformas digitais e para o uso ético da inteligência artificial. Essas ações mostram que combater a xenofobia digital exige mais do que punir: é necessário promover educação cidadã, inclusão digital ética e empatia social. Fonte adaptada de: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) TEXTO III – Xenofobia cresceu 874% na internet em 1 ano, diz Safernet Os números mais recentes sobre crimes de ódio na internet revelam um cenário alarmante. De acordo com a Safernet Brasil, as denúncias de xenofobia na internet cresceram 874% em 2022, em comparação com o ano anterior — o maior aumento entre todos os tipos de discurso de ódio registrados no país. A xenofobia, termo de origem grega formado por xeno (“estrangeiro”) e fobia (“aversão” ou “medo”), refere-se à discriminação contra pessoas de outras nacionalidades ou regiões.O levantamento mostra que esse tipo de crime ultrapassou até mesmo as denúncias de racismo, misoginia e intolerância religiosa no ambiente digital. Entre 2021 e 2022, o número de denúncias saltou de 1.097 para 10.686 casos, evidenciando o impacto das redes sociais na propagação de ódio e desinformação. O relatório também aponta que o ambiente online se tornou o espaço mais vulnerável para a disseminação de preconceitos, já que a ausência de regulação e o anonimato dificultam a responsabilização dos agressores. Segundo Thiago Tavares, diretor-presidente da Safernet, parte das células organizadas que disseminavam conteúdo extremista migraram para grupos fechados e fóruns na deep web, o que torna o rastreamento mais complexo. Ele destaca que o enfrentamento à xenofobia digital depende de educação midiática, políticas públicas e cooperação entre Estado, sociedade civil e plataformas. Fonte: Adaptado de G1 TEXTO IV – A responsabilização dos casos de xenofobia no ambiente cibernético e a validade das provas digitais O termo xenofobia tem origem grega: xénos (“estrangeiro”) e phóbos (“medo”), e designa o ódio, rejeição ou violência contra estrangeiros ou pessoas de outras regiões. No Brasil, esse tipo de discriminação tem crescido, especialmente no meio digital, afetando tanto imigrantes quanto brasileiros que sofrem preconceito por origem regional, como os nordestinos. Segundo a Agência Brasil (2021), o número de imigrantes no país aumentou 24,4% entre 2011 e 2020, chegando a 1,3 milhão de pessoas, especialmente do Haiti, Venezuela e Colômbia. A

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas, embora normalizado em grande parte das interações sociais, traz consequências severas para a saúde pública, para as famílias e para a sociedade em geral. Dados da 7ª edição do anuário Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025, elaborado pelo CISA com base em informações do Datasus e do IBGE, apontam que quatro pessoas são hospitalizadas por hora em razão do alcoolismo e que o transtorno está associado a 10,5% das mortes registradas no país. Ainda que a maior parte das vítimas fatais seja composta por homens (90,9%), observa-se também o crescimento da participação feminina nos casos de internações. Além do impacto direto na saúde, o uso nocivo do álcool desencadeia problemas familiares e sociais, como o aumento de casos de violência doméstica, acidentes de trânsito e abandono de vínculos afetivos. Nesse sentido, compreender os efeitos sociais e familiares dessa prática é indispensável para a construção de políticas públicas eficazes e para debates em provas como o ENEM, vestibulares e concursos, que frequentemente abordam temas ligados à saúde coletiva e cidadania. Texto Motivador I Internações por alcoolismo crescem no país: 4 pessoas são hospitalizadas por hora O alcoolismo, também chamado de transtorno por uso de álcool, é responsável por 10,5% das mortes associadas ao uso de álcool no Brasil e faz 21 vítimas fatais por dia. Entre 2022 e 2023, houve um aumento de 2,8% no número de hospitalizações — quatro pessoas são hospitalizadas por hora no país por esta causa. Homens representam 86,4% dos hospitalizados, mas observa-se um aumento gradual de mulheres internadas. A pesquisa ainda aponta que os efeitos do uso nocivo de álcool vão desde acidentes de trânsito e violência até doenças crônicas agravadas em faixas etárias mais avançadas. Fonte adaptada: g1 Texto Motivador II Beber álcool aumenta risco de demência mesmo quando o consumo é pequeno, aponta estudo de Oxford Um estudo internacional conduzido pela Universidade de Oxford e publicado na revista BMJ Evidence Based Medicine revelou que não existe nível seguro de consumo de álcool para o cérebro. Analisando dados de mais de 2,4 milhões de pessoas nos EUA e Reino Unido, os pesquisadores demonstraram que mesmo pequenas doses aumentam gradativamente o risco de desenvolver demência. Durante anos, acreditava-se que o consumo moderado poderia proteger a saúde cerebral. No entanto, os cientistas identificaram que essa impressão se devia a um engano estatístico conhecido como “causalidade reversa”, já que indivíduos com início de sintomas de demência tendem a reduzir espontaneamente o consumo de álcool. Os dados mostram que: Para os pesquisadores, a conclusão é clara: reduzir o consumo de álcool é uma medida fundamental de prevenção contra doenças neurodegenerativas, o que reforça a necessidade de políticas públicas de conscientização. Fonte adaptada: g1 Texto Motivador III Viva melhor, beba menos De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o uso nocivo do álcool é um problema de saúde pública global que impacta diretamente a vida individual, familiar e social. Estima-se que 3 milhões de mortes por ano estejam relacionadas ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o que representa 5,3% de todas as mortes no mundo. Os efeitos vão muito além da dependência: o álcool está associado a mais de 200 doenças e lesões, incluindo cirrose hepática, diversos tipos de câncer, transtornos mentais e cardiovasculares, além de acidentes de trânsito, suicídios e episódios de violência. Entre os jovens de 20 a 39 anos, cerca de 13,5% das mortes estão relacionadas ao consumo de álcool, revelando que o impacto atinge principalmente a população em idade produtiva. Também existem efeitos sobre terceiros, como familiares, amigos e até desconhecidos, que sofrem com as consequências da violência e da desestruturação familiar causadas pelo abuso da substância. A OMS reforça que medidas como tributação de bebidas, restrição de marketing, limitação da disponibilidade de álcool e ampliação do acesso a tratamento para dependentes são estratégias eficazes para reduzir o problema. Fonte adaptada: OPAS/OMS Texto Motivador IV Conheça os riscos do consumo abusivo de álcool e drogas De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% de todas as mortes no mundo estão relacionadas ao uso nocivo do álcool. No Brasil, a taxa de abuso chega a 5,6% da população, evidenciando um problema de saúde pública grave. O consumo excessivo de álcool pode causar danos ao fígado, problemas cardíacos, comprometimento do sistema nervoso e aumento do risco de acidentes. As drogas ilícitas, por sua vez, afetam diretamente o sistema nervoso central, podendo gerar danos cerebrais irreversíveis, transtornos mentais e dependência química. Além dos impactos individuais, o abuso de álcool e drogas compromete a convivência social e familiar, aumentando casos de violência, acidentes de trânsito e custos para o sistema de saúde. Programas de prevenção, apoio psicológico e redes de reabilitação são apontados como fundamentais para reduzir esse impacto. Fonte adaptada: Hospital Sírio-Libanês Repertórios para usar no tema O impacto social e familiar do uso nocivo de álcool na sociedade brasileira Ao abordar esse tema em vestibulares ou concursos, é essencial utilizar repertórios variados que dialoguem com a realidade brasileira e global. Eles servem como comprovação crítica para a sua tese, mostrando conhecimento cultural, jurídico e histórico. Abaixo estão algumas sugestões de livros, filmes, séries, legislações e fatos históricos que podem enriquecer sua redação. Quais livros podem ser usados para abordar o tema? Quais filmes ajudam a refletir sobre os efeitos do alcoolismo? Quais séries podem ser relacionadas ao tema? Quais legislações brasileiras dialogam com o tema? Quais fatos históricos podem ser usados como repertório? Nocivo de álcool na sociedade brasileira? Ao desenvolver os parágrafos de desenvolvimento, é importante estruturar seus argumentos de forma lógica, conectando causa, consequência, repertório e uma possível solução. Veja alguns exemplos que podem fortalecer sua redação: Argumento 1 – A ausência de políticas públicas eficazes no combate ao alcoolismo Argumento 2 – A banalização do consumo de álcool na sociedade brasileira Conclusão sobre o tema O impacto social e familiar do uso nocivo de álcool na sociedade brasileira Diante do exposto, percebe-se que