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Você sabe quais são as diferenças entre “onde” e “aonde”? Sabe quando cada um deles deve ser utilizado? Aprenda tudo isso aqui!

Você tem dificuldade de elaborar os meios na proposta de intervenção? Confira algumas dicas e exemplos que preparamos para você! A proposta de intervenção é uma das competências da redação do ENEM que mais gera dúvidas. Afinal, a banca exige alguns elementos específicos para que a proposta seja considerada completa, por exemplo, o meio/modo pelo qual a ação sugerida deverá ser realizada. Esse elemento, quando não é muito bem compreendido pelo(a) participante, gera muita confusão ou mesmo passa despercebido na hora de escrever a redação. Foi pensando nisso que preparamos este post para ajudar você a entender melhor o que são os meios na proposta de intervenção e alguns exemplos que podem ser utilizados. Boa leitura! O que é uma proposta de intervenção? Primeiro, precisamos entender o que é uma proposta de intervenção. Você já deve saber que o tema de redação do Enem sempre trata de uma problemática social, certo? Por isso, a banca avaliadora espera que você apresente medidas para solucionar o problema. Essa é uma exigência do Enem que, conforme a competência 5, deve estar na conclusão da redação. Nesse sentido, você deverá propor uma intervenção, ou seja, sugerir uma iniciativa para solucionar – ou, pelo menos, minimizar – o problema apresentado no tema. Segundo a Cartilha do Inep, a proposta deve estar muito bem articulada aos argumentos que você apresentou no desenvolvimento do texto e apresentar os seguintes elementos: Ação: O QUE deve ser feito para solucionar o problema? Agente: QUEM deve executar a ação? (lembre-se dos GOMIFES) Meio/modo: COMO deve ser feita a ação? Por meio do quê? Efeito/finalidade: PARA QUE essa ação deve ser feita? Detalhamento: que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta? (aqui você deve detalhar pelo menos um dos elementos anteriores para que a proposta seja considerada completa) É importante destacar que a banca do Enem exige que você apresente pelo menos uma proposta de intervenção, desde que seja muito bem detalhada e com todos os elementos citados acima. Ao cumprir isso, você garantirá os 200 pontos da competência 5! O que são os meios na proposta de intervenção? O meio/modo na proposta de intervenção se refere à forma que a ação deve ser executada ou ao recurso utilizado para que a ação se concretize. Sendo assim, não basta dizer o que deve ser feito, você precisa especificar o meio pelo qual será realizada a ação. Imagine que você está escrevendo uma redação cujo tema é sobre educação inclusiva no Brasil. Se você sugerir que “a escola (agente) deve promover a inclusão (ação)”, é necessário que você apresente COMO ela deve promover, ou seja, por meio de palestras e atividades culturais, avaliações adaptadas, espaços adequados, entre outras formas. Como elaborar os meios na proposta de intervenção? Um dos maiores erros na hora de elaborar a proposta de intervenção é não apontar, de forma objetiva, o meio/modo de realizar a ação, o que acaba deixando a proposta muito vaga. Para evitar esse deslize, siga as seguintes dicas: Planeje a sua redação: o planejamento prévio da redação conta muito na competência 3 e ajuda você a elaborar uma proposta articulada com os argumentos apresentados ao longo do texto. Pense como o agente escolhido pode se mobilizar: o meio apontado por você deve ser viável para o agente escolhido. Por exemplo, se o seu agente for uma ONG, ela poderá realizar campanhas de conscientização, porém não poderá criar leis. Entendido? Use a expressão “por meio de”: o uso dos elementos coesivos “por meio de” ou “por intermédio” é uma forma de enfatizar o meio na proposta de intervenção e ajudar o próprio corretor a identificá-lo. Então, ao pensar na medida para o problema, pergunte-se sempre: “por meio do quê?” Agora que você já sabe como elaborar o meio/modo na proposta de intervenção, vamos ver alguns exemplos a seguir? Siga a leitura! Exemplos de meios para utilizar na proposta de intervenção Existem várias maneiras de realizar uma ação na sociedade. Na redação do Enem, ela irá depender do agente envolvido e, claro, dos argumentos apresentados no desenvolvimento. Contudo, é possível pensarmos em alguns exemplos de meios/modos que podem ser utilizados em uma proposta. Por exemplo, várias medidas podem ser concretizadas por meio da: criação de uma lei; divulgação em veículos de comunicação; supervisão da legislação vigente; contratação de profissionais capacitados; elaboração de projetos pedagógicos acerca do tema em questão. Viu como é fácil? Para facilitar o entendimento, veja a seguir alguns exemplos de propostas de intervenção extraídas de redações que tiraram nota máxima nas edições anteriores do Enem. Tema: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” A proposta de intervenção abaixo é de uma redação nota mil sobre o tema do Enem 2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Observe o elemento “por meio de” em destaque: Portanto, fica evidente a necessidade de combater o uso de informações pessoais por empresas de tecnologia. Para tanto, é dever do Poder Legislativo (agente) aplicar medidas de caráter punitivo às companhias que utilizarem dados privados para a filtragem de conteúdos em suas redes (ação). Isso seria efetivado por meio da criação de uma legislação específica e da formação de uma comissão parlamentar (meio), que avaliará as situações do uso indevido de informações pessoais. Essa proposta tem por finalidade evitar a manipulação comportamental de usuários e, caso aprovada, certamente contribuirá para otimizar a experiência dos brasileiros na internet (finalidade). (Luisa Sousa Lima Leite) Veja que os meios propostos foram “a criação de uma legislação específica” e a “formação de uma comissão parlamentar”. Esses meios estão devidamente relacionados com o agente escolhido para solucionar o problema – o Poder Legislativo. Vamos ver mais um exemplo? Tema: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” A proposta de intervenção abaixo foi retirada de uma redação nota mil sobre o tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” do Enem 2019. Observe: Portanto, cabe ao Governo (agente) investir em

Há uma diversidade de gêneros textuais, e cada um deles possui características e estruturas diferentes entre si. Conhecer todos eles e a maneira correta de fazê-los pode não ser uma tarefa muito fácil, especialmente quando temos que estudar outras matérias para prestar aquele vestibular ou concurso dos sonhos. Entender os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares é imprescindível para conseguir uma boa nota e ingressar no curso que deseja. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo completo com os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares de todo o país. Nesta publicação, você vai conferir os conceitos, as características, os elementos e a estrutura de cada um deles para você fazer da maneira certa. Vamos lá! O que são gêneros textuais? Os gêneros textuais são categorias de textos pré-estabelecidas sob determinados estilos. Cada tipo de gênero textual é utilizado para diversos fins: quando um exame solicita que você realize uma dissertação, sua redação precisa contemplar alguns pontos para que esteja de acordo com os requisitos e conseguir, assim, uma nota suficiente. Os gêneros textuais são importantes para que as instituições entendam a capacidade dos candidatos de interpretar, de entender o que foi solicitado e de conseguir colocar seus conhecimentos em prática. Para além da estrutura, o estudante precisa ter conteúdo suficiente para contemplar o tema solicitado. Saber interpretar os temas e os gêneros solicitados é essencial para conseguir construir uma boa redação. Confira nossa publicação com dicas para interpretar os temas de redação. É certo dizer, ainda, que cada tipo textual possui uma finalidade e um cargo social. Isso quer dizer que eles carregam intenções e propósitos para diferentes situações sociais. Gênero textual: os mais solicitados por vestibulares Agora que você sabe o que são gêneros textuais e sua função, é o momento de conhecer os mais solicitados pelo país afora. Dissertação argumentativa Em poucas palavras, a dissertação argumentativa se refere à capacidade do candidato em interpretar o tema e conseguir argumentar sobre uma posição específica. Por exemplo, se o assunto em questão é “desigualdade social no Brasil”, seu texto deverá ser conduzido sobre uma determinada posição acerca dessa temática. Mas que posição é essa, afinal? A posição é decidida pelo próprio candidato. O texto de dissertação argumentativa compete à habilidade do concorrente de defender seu ponto de vista sobre aquele assunto e convencer o leitor. De maneira geral, os temas referentes a esse gênero textual possuem cunho social e com relevância contemporânea. Dessa forma, a melhor maneira para conseguir uma boa nota em redações de dissertação argumentativa é estar atento aos assuntos de relevância na atualidade. Dissertação expositiva A dissertação expositiva, por sua vez, não necessita de argumentos para defender um ponto de vista, mas sim de uma exposição sobre os pontos existentes sobre aquele assunto. Nessa medida, se o tema for “desigualdade social no Brasil”, o concorrente deverá expor os aspectos relacionados à temática, tais quais: motivos, desafios, consequências, dados reais e assim por diante. Artigo de opinião O artigo de opinião, assim como a dissertação argumentativa, também é um tipo textual de caráter argumentativo. A estrutura necessária para este gênero textual é: introdução com tese e apresentação do tema; desenvolvimento com argumentos; e conclusão, com síntese do desenvolvimento e reiteração sobre a tese inicialmente apresentada. Carta argumentativa Assim como o próprio nome sugere, o gênero textual de carta argumentativa compete à habilidade do candidato de defender seu ponto de vista em uma estrutura de carta: data: logo na primeira linha do texto; destinatário: a pessoa, organização ou comunidade a qual a carta será encaminhada; corpo do texto: deve conter as argumentações necessárias para convencer seu destinatário; saudação: despedida com respeito devido à figura destinatária; assinatura do remetente: deve estar presente na última linha da redação. Atenção: alguns vestibulares proíbem a assinatura do remetente, portanto, você deve estar atento aos requisitos da instituição em que você está realizando o exame. Por isso, sempre leia o edital e as instruções da prova com muita atenção. Carta do leitor A carta do leitor é outro gênero textual com estrutura semelhante à exposta no tópico acima, com a diferença de que não é necessário nenhum tipo de argumentação para convencimento do leitor. Neste caso, o candidato deve apresentar sua opinião, seja ela qual for, sobre o tema exposto. Carta aberta Já na carta aberta, é necessário que o leitor exponha alguma informação, pedido ou inquérito para uma autoridade ou organização. De maneira geral, os assuntos contemplados nesse tipo de redação possuem cunho social em prol do bem comum. Este gênero textual possui caráter público, isso significa que sua carta deve levar em consideração que será exposta à sociedade. Veja mais sobre as características do gênero carta neste post “O que você precisa saber sobre o gênero textual carta“. Narração A narração não é um gênero textual, mas sim um tipo textual. Ainda assim, é importante entendê-lo e dominá-lo. Nele, o candidato deve ter as competências de narrar um acontecimento. A narração pode ser dividida em algumas subcategorias, tais quais: relato; conto – micro e nano conto; romance; novela; fábula; narrativa. Neste caso, o estudante deverá abranger os seguintes pontos: enredo, personagens/sujeitos, narrador, espaço e tema. Quer saber mais sobre a narração? Aqui em nosso blog também abordamos o assunto! Resposta argumentativa Seguindo o mesmo propósito de outros gêneros argumentativos, a resposta argumentativa deve ter o poder de convencimento do leitor, em formato de resposta. A princípio, o concorrente deve responder a pergunta do enunciado, desenvolver sua resposta de forma argumentativa, defendendo sua tese, e concluindo com retomada à tese. Crônica O gênero crônica tem como características principais a narração curta sobre os fatos e linguagem acessível. Podemos dizer que as crônicas seguem um padrão narrativo e, ainda, são divididas em três tipos: crônica jornalística; crônica humorística; crônica histórica. Veja mais sobre crônica na nossa publicação “Características e particularidades sobre o gênero textual crônica” Conheça todas as possibilidades de gêneros textuais Para além dos expostos acima, há outros gêneros textuais menos comuns, como: notícia: objetivo de informar ao leitor algum

Você já escreveu uma redação sobre “Golpes financeiros na internet”? Confira o tema da semana! Desde 2020, em meio à pandemia do coronavírus, o número de pessoas que foram vítimas de golpes financeiros na internet aumentou de forma alarmante no Brasil. O assunto é extremamente recente e relevante para o debate sobre segurança e privacidade digital e, por isso, merece a nossa atenção. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Golpes financeiros na internet”. TEXTO 1 No primeiro semestre, Brasil registrou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos Você já recebeu uma mensagem dizendo que seu cartão de crédito foi clonado? Ou ligações de supostos bancos para a confirmação de seus dados? A maioria destas investidas, na verdade, é golpe. É o que registrou o último levantamento da empresa de segurança PSafe, através de seu setor de inteligência de dados Dfndr Enterprise. No primeiro semestre deste ano, o Brasil contabilizou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis segundos, totalizando 2,3 milhões ataques. Só no Paraná, o relatório identificou mais de 88,3 mil atuações criminosas. Os dados alarmantes corroboram também com o levantamento da Febraban – Federação Brasileira de Bancos – que mostra que os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento de 340% apenas no primeiro bimestre deste ano. Se contabilizadas todas as tentativas de fraudes, é possível que o volume seja de uma tentativa a cada três segundos, na visão de Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab e líder do levantamento. A fraude mais comum registrada pelo estudo da PSafe é a de golpes de SMS enviados em massa. Os golpistas enviam notificações via mensagem alertando que as credenciais bancárias foram clonadas, o cartão foi bloqueado ou foram realizadas compras indevidas. Ao receber a notificação, o usuário é direcionado para um site fraudulento do banco montado apenas para captar dados de login e senha de sistemas como internet banking. O criminoso de posse destes dados pode fazer movimentações bancárias se passando pela vítima. Infelizmente, as investidas não param por aí. Outra estratégia comum é a clonagem de WhatsApp. No primeiro semestre de 2021, foram mais de 1,1 milhão de clonagens no Brasil. No Paraná, o valor é de 51,6 mil detecções, apenas neste ano. Outro dado preocupante é o número de credenciais vazadas no mundo. Neste modelo, o hacker invade sistemas de empresas e capta credenciais para acessar e-mails ou portais pessoais das vítimas. Esta modalidade cresceu 726% de 2019 a 2020. Só nos primeiros meses de 2021, foram 4,6 bilhões de credenciais vazadas no mundo. A tendência é que o número atinja 10 bilhões de vazamentos até o fim do ano. Para Marco DeMello, CEO da PSafe, o uso da inteligência artificial por criminosos cibernéticos torna a internet mais perigosa a cada ano. “Os cibercriminosos conseguiram evoluir 10 anos em apenas seis meses, com o uso da inteligência artificial. No passado, para que uma invasão a um site ocorresse, era necessário que um hacker altamente especializado estudasse as infraestruturas digitais, procurando brechas de segurança. Hoje, costumamos dizer que os hackers já não invadem mais os sistemas, eles apenas fazem login. De posse das credenciais de acesso, normalmente informações de login e senha vazados, um cibercriminoso basicamente encontra portas escancaradas para suas ações”, alerta. Se a pandemia acelerou a velocidade da digitalização no Brasil e no mundo, o número de oportunidades para iniciativas criminosas cresceu na mesma proporção. Segundo Emílio, da PSafe, ao transferir o espaço do trabalho para casa, as redes de empresas e pessoais ficaram mais expostas, como o caso dos mega vazamentos registrados no início do ano, onde informações como nome e CPF de 200 milhões de brasileiros foram expostos na internet. “Quando o criminoso tem estes dados pode potencializar sua engenharia social. Eles ligam e tem seu nome completo, endereço, filiação e pedem senhas para cancelar compras, que, na verdade, não foram realizadas. Estes fatores combinados fazem com que o número de ataques esteja em crescimento”. Emílio completa também que orçamentos limitados para segurança cibernética, no caso de empresas, são uma das brechas encontradas por cibercriminosos. Fonte: gazeta do povo – como se proteger golpes financeiros crimes online TEXTO 2 Fonte: ndmais – infográfico entenda o que é o pix e evite cair em golpes online TEXTO 3 A pandemia de golpes digitais no Brasil “Depois de ter problemas para receber um celular que comprou em maio de 2020, a professora Silvana Martins, de 45 anos, entrou em contato por meio de uma rede social com o e-commerce onde havia realizado a compra para reclamar da demora na entrega do produto. Após alguns minutos, recebeu uma mensagem de um perfil com o nome da loja solicitando seu número de telefone e nome completo. Sem desconfiar, Martins informou os dados e, em instantes, chegou a seu celular um código, que havia sido solicitado pelo suposto atendente da loja com quem estava em contato. A professora informou a sequência de números e, então, notou que já não conseguia mais acessar seu WhatsApp. Os momentos seguintes foram desesperadores para Martins, que percebeu que havia pessoas se passando por ela no aplicativo de mensagens e pedindo dinheiro para seus contatos. ‘Minha cunhada me ligou, porque havia achado estranha a mensagem que eu tinha mandado para ela no WhatsApp. Na mesma hora, percebi que havia sido vítima de um golpe e comecei a avisar às pessoas que não era eu quem estava mandando as mensagens, mas duas amigas minhas chegaram a enviar o dinheiro. Mais de R$ 900 cada uma’, contou a professora, que ficou acordada durante a madrugada daquele dia tentando recuperar o controle do aplicativo. ‘Fiquei muito mal, chorei por dias por minhas amigas terem dado o dinheiro. Devolvi o valor para uma delas, mas a outra não quis aceitar’, disse.” Fonte: oglobo globo – a pandemia de golpes digitais no brasil

Você já escreveu uma redação sobre “A questão do aborto no Brasil”? Confira o tema da semana! O debate sobre o aborto no Brasil é polêmico e divide opiniões. No entanto, falar sobre o assunto é urgente, uma vez que faz parte da realidade de muitas mulheres. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre A questão do aborto no Brasil | Tema de Redação. Texto 1: A discórdia sobre o aborto A praça em frente ao Hospital Pérola Byington, no centro de São Paulo, se tornou um campo de batalha ideológica entre dois grupos antagônicos no debate da legislação sobre o aborto no Brasil. A disputa reproduz o que acontece em todo o País, onde o tema divide opiniões. Diante do hospital estão posicionados embaixo de uma barraca de praia azul, o pessoal do “Primavera e Solidariedade”, grupo formado por moradores da região, que conta com o apoio de várias organizações da sociedade civil e tem autorização da subprefeitura da Sé para se instalar no local durante 40 dias. O grupo respeita as medidas restritivas da pandemia e promove ações de apoio e exaltação ao trabalho realizado no Pérola Byington, principal referência na realização de abortos legais no País. “O hospital salva a vida de muitas mulheres”, diz a escritora Daniela Abade, organizadora do “Primavera e Solidariedade”. Mas do outro lado da praça, há outro grupo bem menor, com pessoas sem máscara, intitulado “40 dias Pela Vida”. Trata-se de um movimento religioso radical que questiona o trabalho feito no hospital e é contra a realização de qualquer tipo de procedimento para interromper a gravidez. Segundo o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP), apoiador do “40 Dias pela Vida”, trata-se de um movimento do apostolado Santo Inácio de Loiola, que faz um tipo de vigília na praça. Na prática, o grupo é contrário a realização de qualquer tipo de procedimento de suspensão de gestação, independentemente da legislação vigente. “Mesmo o debate sobre aborto, deveria ser proibido”, sentencia Garcia. Já uma moradora de rua, Maria, que passa os dias junto ao “Primavera e Solidariedade” e leva um terço pendurado no pescoço, diz que não confia no grupo religioso extremista. “O trabalho do hospital é importante para as mulheres que são estupradas”, diz. Na terça, 28, o grupo de extremistas religiosos resumia-se a quatro pessoas, três mulheres e um homem, que não quiseram conversar com a reportagem. Daniela Abade conta que essa história de vigília começou em 2019. “Eles agrediam os profissionais de saúde e as mulheres na entrada do hospital”, conta. Ela lembra, que na ocasião, um dos seguranças do grupo, chegou a aplicar um golpe de estrangulamento, conhecido como mata-leão, em uma mulher que chegou ao hospital para passar pelo procedimento. “Como contraponto a essa violência decidimos nos organizar”, diz Daniela. No Brasil, o aborto só não é qualificado como crime quando ocorre naturalmente ou quando é praticado por um médico capacitado em três situações: em caso de risco de vida para a mulher, causado pela gravidez, quando a gestação é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico, que é a ausência de cérebro. O hospital Pérola Byington surgiu na década de 1960 e, no decorrer dos anos, se tornou um dos principais centros de referência em saúde da mulher da América Latina. Especializou-se no tratamento ginecológico e no atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade que necessitam de cuidados, geralmente após episódios de abuso sexual. Segundo André Malavasi, diretor técnico do hospital que gerencia o setor de ginecologia, quando a mulher chega à instituição e solicita a realização do procedimento abortivo, desde que tenha mais de 18 anos, apenas a sua palavra basta. “Agimos de forma técnica e dentro da legislação”, afirma. Fonte: Isto é – A discórdia sobre o aborto Texto 2: Brasil está entre países menos favoráveis ao aborto, mas apoio cresceu em 2021 Em uma pesquisa internacional, quando perguntados se “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar”, apenas 31% dos brasileiros responderam que sim — colocando o Brasil como o quinto menos favorável à legalização total do aborto em um conjunto de 27 países analisados pela edição de 2021 do estudo Global Views on Abortion, da Ipsos. A média de aceitação à descriminalização do aborto sempre que for o desejo da mulher foi de 46% nos países pesquisados. Atrás do Brasil no baixo apoio a esta afirmação ficaram apenas a Colômbia (26%), o México (24%), o Peru (15%) e a Malásia (14%). Na pesquisa, havia outras três opções de resposta: “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada”; “o aborto não deve ser permitido em hipótese alguma, exceto quando a vida da mãe estiver em risco”; e “o aborto nunca deve ser permitido, não importando sob quais circunstâncias”. No Brasil, o apoio a estas foi de respectivamente 33%, 16% e 8%, além de 13% que não souberam ou não quiseram opinar. Apesar de no quadro global o país aparecer entre os menos favoráveis à legalização total do aborto, em 2021 o Brasil chegou ao percentual mais alto de pessoas opinando que o procedimento deveria ser permitido total ou parcialmente (soma das respostas “o aborto deve ser permitido sempre que uma mulher assim o desejar” e “o aborto deve ser permitido em determinadas circunstâncias, por exemplo, no caso de uma mulher ter sido estuprada). Neste ano, esse percentual chegou a 64%, enquanto em 2014, o valor foi de 53%. Entretanto, o apoio à descriminalização do aborto no Brasil não cresceu constantemente ano-a-ano — pelo contrário, oscilou bastante. Entre 2015 e 2019, variou entre 50% e 61% e, em 2020, voltou a 53%. Agora, em 2021, saltou 11 pontos percentuais. “É um dado que oscila na opinião pública porque ainda é um tema considerado tabu na sociedade (brasileira). Ele sofre bastante influência de características culturais, de como historicamente a sociedade encara esse tema, que

Conjunções para redação: quais são e como utilizá-las corretamente. Você sabe usar conjunções para redação da maneira correta? As conjunções estão constantemente presentes no nosso vocabulário e nas produções textuais; são elas que deixam nosso texto assertivo, organizado e mais atraente ao leitor. Por outro lado, muitas pessoas ainda não sabem como e onde utilizá-las. Quem conhece todas as categorias de conjunções consegue aproveitar o campo semântico a favor de uma redação mais assertiva e agradável. Pensando nisso, elaboramos uma publicação com todas as informações importantes sobre conjunção para você aprimorar seu conhecimento no assunto. Antes de discorrer sobre o tema, precisamos entender quais são as categorias e subcategorias das conjunções, junto aos seus significados. Começando com uma breve explicação do que é conjunção. Afinal, o que é uma conjunção? Conjunção é o nome dado às palavras de ligação entre uma oração e outra, com o mesmo valor gramatical. As conjunções não variam de gênero ou número e possuem valores diferentes; algumas significam adição (e, bem como, como também), outras conclusão (logo, portanto, assim), e por aí vai. Quer um exemplo? Então vamos lá: “Eu gosto de cachoeira e de acampar ao ar livre”. Neste caso, o “e” possui sentido de adição, ligando duas orações com dois termos comuns: “cachoeira” e “acampar ao ar livre”. Essa e outras conjunções são essenciais para construir uma boa redação e, por isso, devemos estar atentos aos seus significados e aplicações. Confira nossa publicação com dicas para fazer uma boa redação para o ENEM“ Quais os tipos de conjunções? As conjunções são divididas entre coordenativas e subordinativas e cada uma possui suas próprias subcategorias de conjunções: Conjunções Coordenativas Em poucas palavras, as conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. Além disso, as conjunções coordenativas são subdivididas em outras 5 diferentes: 1. Aditivas São aquelas que expressam soma e adição à frase, como em: “Ele não só é lindo como também engraçado”. 2. Adversativas Expressam oposição e adversidade à frase, como em: “Não foram hexa, todavia, deixaram o Brasil todo orgulhoso com seu desempenho”; “Não era ator, contudo, caía com a destreza de um gato.” 3. Alternativas Simbolizam a escolha de pensamentos; por exemplo: “Ou você vai ou você fica”; “Ele faz um drama gigante, seja por dinheiro, seja por amor”. 4. Explicativas Exprimem razão e motivo, geralmente antecedidas por uma vírgula: “Coma vegetais, porque é importante!”; “Leve um casaco, pois vai chover” 5. Conclusivas Exprimem conclusão de pensamento: “Chorei bastante, portanto consegui um bom desconto”; “Estou passando mal, por isso não vou à escola” Conjunções Subordinativas As conjunções subordinativas, por sua vez, são aquelas que ligam duas orações dependentes entre si, como o próprio nome sugere. Dentre as conjunções subordinativas, há 10 subdivisões: 1. Integrantes Servem como a introdução de uma oração que vai completar o sentido da outra: “Quero que você compre um x-bacon agora para mim”; “A verdade é que estou com fome.”; “Não sei se vou hoje.” 2. Causais Introduzem orações que dão ideia de causa: “Como fingi que estava doente, não pude ir à aula.”; “A grama está molhada porque choveu.” 3. Comparativas Introduzem orações que dão ideia de comparação: “Eu sempre fui melhor que você!”; “Ele é tão bonito quanto você!” 4. Concessivas Iniciam orações que indicam contradição: “Vou à praia, embora esteja chovendo.”; “Estou com frio, mas vou assim mesmo.” 5. Condicionais Dão início a orações que denotam hipóteses ou condições: “A menos que eu não queira, estarei lá amanhã.”; “Eu te amarei, contanto que você se comporte.” 6. Conformativas Iniciam orações que expressam acordo, resolução: “Cada um enriquece conforme trabalha.”; “Fiz a atividade conforme a professora orientou.” Dica: As conjunções subordinadas conformativas são interessantes para fazer citações. 7. Consecutivas Dão o início de orações que indicam uma consequência ou um ato que é consequência de outro: “Ela esperneou tanto que conseguiu o que queria.”; “O bolo estava tão gostoso que comi tudo!” 8. Temporais Iniciam orações que dão sensação de tempo: “Fomos assim que deu vontade.”; “Melhor irmos antes que chova.” 9. Finais Iniciam orações que exprimem finalidade: “Pelo amor de deus, sentem logo para que eu possa ver a Beyoncé!” 10. Proporcionais Iniciam orações que exprimem concomitância, sequência, sincronia: “À medida que eu cresço, eu vejo a besteira que fiz.” Como utilizar as conjunções para redação? Agora que você conheceu todas as conjunções subordinativas e coordenativas, é o momento de saber como utilizá-las da maneira certa em sua redação. Para não ter erro, você deverá entender o sentido da sua frase, entender se as orações dependem uma da outra e de que forma dependem. Calma, vou explicar: “A verdade é…” é uma oração subordinada a outra, ou seja, depende de outra para ter sentido. Sua dependência é de complemento, integração, portanto, trata-se de uma oração subordinada integrante. Com isso, você só precisa encontrar a conjunção correta para que sua frase faça sentido. As conjunções integrantes são que e se, neste caso ficaria: “A verdade é que estou faminta!”. Muitas palavras podem ter sentidos diferentes, é o caso da conjunção “que”, que possui diferentes significados. Só nessa publicação descobrimos que o “que” pode ter o sentido de complemento, finalidade, consequência, comparação, causa e por aí vai. É necessário ter total controle do que está sendo dito na sua produção para que os sentidos sejam completos, sem que haja abertura para mais de uma interpretação. E aí, gostou das nossas dicas? Essas são as conjunções presentes na língua portuguesa. Apesar de serem muitas, com um bom entendimento sobre elas você ficará craque! Uma dica extra é experimentar e praticar sempre que possível: esse é o segredo para uma boa produção textual. Aproveite e confira também nosso post sobre “As palavras que você deve evitar (ao máximo!) na sua redação“.

Você já escreveu uma redação sobre “Charlatanismo e estelionato religioso”? Confira o tema da semana! Você sabe o que é charlatanismo e estelionato religioso? Basicamente, essas duas práticas têm sido relacionadas a casos de líderes religiosos que usam seu poder de influência para obter favorecimento econômico à custa de uma promessa “infalível” feita a seus seguidores. No âmbito jurídico, tanto o charlatanismo quanto o estelionato estão previstos no Código Penal e são considerados crimes em nosso país. Nos últimos anos, esse assunto tem aparecido nos noticiários, por isso a discussão acerca desse tema se torna cada vez mais necessária. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Charlatanismo e estelionato religioso”. TEXTO 1 Estelionato religioso? Nos dias atuais, nós vemos cada vez mais igrejas protestantes abrirem suas portas, onde pastores clamam verdadeiros discursos perante os fiéis, normalmente cobrando dízimo em troca de uma vida melhor após a morte, vendendo artefatos ditando serem os mesmos milagrosos, dentre outras atividades religiosas em troca de dinheiro. Os artefatos são comumente almofadas que curam prisão de ventre, pregas da cruz de Cristo, sangue de sei-lá-quem que cura câncer, etc. Entretanto, a grande maioria destes artefatos e dessas graças estão longe de serem milagrosos, fazendo com que pastores arranquem generosas quantidades de dinheiro de seus fiéis, vendendo-lhes artefatos enganosos, pregando preces que não funcionam, não lhes curando nada daquilo que aos fiéis foram prometidos. E como fica tal questão, à luz do Direito? O Código Penal determina, em seu art. 171, que é crime obter vantagem ilícita, em detrimento alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento, na qual configura a figura do estelionato. Assim, é estelionato toda fraude com o intuito de receber vantagem econômica em detrimento alheio – como os chamados “conto do vigário”, “golpe do bilhete premiado”, “golpe do troco”, dentre outros. Da mesma forma, determina o art. 283 do mesmo diploma que é crime “inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível”, na qual configura o charlatanismo. Dessa forma, configurará charlatanismo quando alguém anuncia que sabe curar doença da pessoa através de um método completamente secreto e que não revelará ao público. Vender produto milagroso não o sendo, cobrar dízimo em troca de espaço no céu, dentre outros – ludibriando, pois, os adquirentes -, configuraria, em tese, crimes de estelionato e/ou charlatanismo, com penas que variam entre um ano e seis anos de prisão. Todavia, é necessário ressaltar que a Constituição Federal de 1988 assegurou a liberdade religiosa, transformando-a em direito fundamental e inviolável da pessoa humana (inciso VI do art. 5º da Carta Magna). Assim, qualquer pessoa tem direito de professar sua religião sem interferência estatal, podendo ministrar cultos, construir templos, orar, carregar símbolos religiosos nas ruas, etc. Pode uma mulher islâmica andar pelas ruas usando hijab ou burca; pode haver procissões católicas; pode haver abertura de igrejas para rezas evangélicas, e assim por diante. Dessa forma, a venda de artefatos religiosos configuraria, a princípio, liberdade religiosa, pois, por mais que não haja efeito médico algum, pode haver efeitos religiosos na pessoa, que acredita sinceramente que aquele artefato é milagroso por dádiva divina. Outrossim, pode a pessoa acreditar que doando o seu dinheiro à Igreja estará fazendo um bem, tendo, pois, um lugar no céu após a morte. Então, qual princípio deveria prevalecer – e, portanto, ser aplicado – neste caso? A proteção ao patrimônio particular (a qual o estelionato viola) e à saúde pública (a qual o charlatanismo viola)? Ou a liberdade religiosa? Ainda que haja todo um conceito religioso à frente da venda dos artefatos milagrosos, de preces em troca de dízimo, dentre outros, por trás há a intenção destes pastores em se beneficiarem das vendas para auferirem generosos lucros. Há vários e vários pastores extremamente ricos, com dinheiros recebidos pelos fiéis em troca de graças, artefatos milagrosos, dentre outros. Isso é ludibriar o outro. E não pode os pastores usarem suas igrejas como mecanismo de auferir lucro de maneira completamente ilegal. Nestes casos, as igrejas são apenas fachadas para um intento maior – o dinheiro. Estes pastores não estão sob a égide da religião e sim do desejo de lucrar. Portanto, não cabe a estes a proteção constitucional da liberdade religiosa, eis que a religiosidade não está ali presente – e sim o interesse em utilizá-la com o intuito de enganar os fiéis para ganharem lucros. E isso não pode o Direito brasileiro permitir. Por mais que haja religião na venda dos artefatos religiosos, do dízimo em troca das graças, dentre outros, não há por parte dos pastores qualquer fé, qualquer religiosidade no assunto – não podendo, portanto, ser dado a estes a proteção constitucional da liberdade religiosa, devendo, assim, responder normalmente por seus atos. Fonte: /canal ciências criminais – estelionato religioso TEXTO 2 MPF vê estelionato em caso de pastor que oferece feijão para curar coronavírus e pede investigação em SP O Ministério Público Federal (MPF) viu indícios de estelionato por parte do pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), que apareceu em vídeo divulgado na internet anunciando sementes de feijão com supostos poderes de curar a Covid-19. A Procuradoria Regional da República da 5ª Região, no Recife (PE) pediu nesta sexta-feira (8) que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apure o caso e denuncie o pastor. Segundo o procurador federal Wellington Cabral Saraiva, “está claro” no vídeo que o pastor “usa de influência religiosa e da mística da religião para obter vantagem pessoal (ou em benefício da igreja), induzindo vítimas em erro, pois não há evidência conhecida de cura da Covid-19 por meio de alguma divindade nem por ingestão ou plantação de feijões mágicos”. “O noticiado não fala explicitamente em pagamento, pois emprega a palavra-código “propósito”. As vítimas não fariam pagamentos, mas “propósitos”. A despeito do disfarce linguístico, o ardil está claro: os

As expressões a priori e a posteriori têm sido muito usadas como conectivos. Mas será que esse uso está correto? Acompanhe este post e entenda! Uma das maiores dúvidas em relação à redação do ENEM 2021 é se a banca avaliadora permite utilizar os termos a priori e a posteriori como conectivos. Se você chegou até aqui, acredito que também tem essa dúvida, certo? É verdade que esses termos têm sido muito utilizados pelos vestibulandos e até mesmo por veículos de comunicação como marcadores de tempo. No entanto, basta resgatarmos os significados dessas expressões para entendermos que elas não são sinônimos de “antes” e “depois”, ou “em primeiro lugar” e “em segundo lugar” como costumam ser usadas. Foi pensando nisso que preparamos este post para você aprender como usar adequadamente as expressões a priori e a posteriori e não cometer mais erros na redação. Boa leitura! O que significa a priori e a posteriori? Para usarmos qualquer palavra de forma correta é necessário primeiro entendermos o seu significado. Ambas as expressões são de origem latina e costumam ser usadas no campo da filosofia. Vejamos, a seguir, o significado de a priori de acordo com o dicionário Michaelis: Locução adjetiva: 1 Diz-se de conhecimento, raciocínio, método etc. que tem origem na estrutura inata do indivíduo; que independe da experiência. 2 Diz-se de saber, demonstração, conclusão etc. que explica um fenômeno, indicando sua causa. 3 Que se pressupõe, sem análise ou observação. Locução adverbial: 1 Por dedução, partindo de elementos previamente estabelecidos. 2 De maneira intuitiva; intuitivamente. Em outras palavras, a priori se refere a um conhecimento provisório e intuitivo, ou seja, que ainda não possui uma certeza. Sendo assim, o seu uso correto seria: “As conclusões, a priori, foram tiradas antes de analisar a fundo a realidade brasileira.” Vejamos agora o significado de a posteriori, ainda segundo o dicionário Michaelis: Locução adjetiva: 1 Diz-se de argumento, conhecimento, raciocínio etc. que deriva da experiência ou que dela depende. 2 Diz-se de demonstração que procede dos efeitos às causas, que nos leva a conhecer as causas pelas quais o efeito tem existência. Locução adverbial: Que ocorre posteriormente à observação de dados empíricos; por indução. Em síntese, a posteriori se refere a um conhecimento que é obtido depois da experiência e observação. Um exemplo de uso correto seria: “A pesquisa, a posteriori, afirma os efeitos negativos da evasão escolar no Brasil. No exemplo acima, você pode ver que a palavra a posteriori não foi usada no sentido de “depois” e sim para se referir a um saber adquirido pela experiência. Mas, afinal, esses termos podem ser usados como conectivos? É o que veremos a seguir. Pode usar a priori e a posteriori como conectivos? Se você é uma pessoa atenta aos critérios de avaliação do ENEM, já deve saber que os elementos conectivos são essenciais para manter a coesão textual, certo? Os conectivos nada mais são do que elementos coesivos que dão um sentido à sua redação e, como já falamos aqui, existem conectivos para diferentes funções: introdução, conclusão, explicação, comparação, oposição etc. As expressões a priori e a posteriori, por exemplo, passaram a ser muito utilizadas como conectivos de introdução/relevância. Contudo, como vimos no tópico anterior, essas expressões latinas não possuem função de conectivos e, por isso, você não deve utilizá-las na redação para essa finalidade. Além disso, o ENEM espera que você priorize as palavras e expressões próprias da língua portuguesa. Nesse sentido, como a posteriori e a priori são expressões latinas, não é indicado usá-las. Prefira os seguintes conectivos de introdução/relevância: Agora, vamos ver um exemplo que caracteriza o uso incorreto da expressão a priori como conectivo? Observe a frase a seguir extraída de uma redação: “A priori, o Brasil está em uma posição tardia em relação às políticas públicas […]”. Observe que a priori foi utilizada como um conectivo de introdução/relevância, no sentido de “em primeiro lugar” ou “primeiramente”. O correto, então, seria: “Em primeiro lugar, o Brasil está em uma posição tardia em relação às políticas públicas […]”. Agora, a frase faz mais sentido, não é mesmo? Apesar da expressão “em primeiro lugar” ser considerada um conectivo, é importante que você não confunda com um conectivo interparágrafo – ou operador argumentativo – avaliado na competência 4. Lembre-se de que um conectivo interparágrafo deve se referir a uma ideia exposta anteriormente e “em primeiro lugar” não retoma algo que foi dito. O mesmo vale para o conectivo “primeiramente”, cuja função é iniciar uma ideia e não argumentar o que foi exposto antes. Anotado? Para finalizar, na Cartilha do Participante do ENEM 2020, o Inep ressalta a importância de utilizar os elementos coesivos de forma que façam sentido e não apenas para rebuscar o texto. De acordo com o Inep, “Uma boa coesão não depende da mera presença de conectivos no texto – é preciso que esses recursos estabeleçam relações lógicas adequadas entre as ideias apresentadas.” Então, o nosso recado é: estude os significados dos conectivos e palavras e use com sabedoria. Tenha em mente que você até pode utilizar a priori e a posteriori, desde que seja no sentido correto e com moderação. Se você quer ampliar os seus estudos sobre conectivos, a professora Chay, aqui da Redação Online, preparou um vídeo muito legal sobre conectivos interparágrafos. Assista: Quer conhecer a nossa plataforma de correção de redações? Acesse agora nosso site e conheça os planos disponíveis!

Você já escreveu uma redação sobre “Assédio moral no ambiente de trabalho”? Confira o tema da semana! O assédio moral é um dos maiores problemas dentro do ambiente de trabalho que persiste há anos em nossa sociedade. Este problema se agrava ainda mais no contexto de hoje, marcado pela crise econômica, uma vez que muitas vítimas não denunciam por medo de perder o emprego. Agora, o assédio moral também se manifesta de outra forma: no trabalho remoto. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Assédio moral no ambiente de trabalho”. TEXTO 1 Paraíba registra 210 denúncias de assédio moral no trabalho, em 2020, diz MPT A Paraíba registrou, em 2020, 210 denúncias de assédio moral no trabalho e cinco denúncias de assédio sexual, de acordo com o Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). Todas as denúncias geraram investigações no MPT e vários procedimentos de apuração, entre eles, 106 inquéritos civis. As cinco denúncias de assédio sexual foram registradas contra cinco empresas diferentes na Paraíba, entre elas, um banco. Em todo o país, o MPT recebeu aproximadamente 5 mil denúncias de assédio moral em 2020 e cerca de 300 denúncias de assédio sexual. A procuradora do Trabalho Andressa Lucena Ribeiro Coutinho explica o que caracteriza o assédio moral e sexual no trabalho. “O assédio moral em organizações, ou o chamado assédio moral organizacional ou institucional é um conjunto sistemático de práticas reiteradas que vêm próprias do método de gestão empresarial, do método de gestão daquela empresa. Ou seja, são práticas que têm por finalidade atingir alguns objetivos empresariais relacionados a aumento de produtividade, diminuição do custo de trabalho, sempre praticados através de pressões, humilhações, constrangimentos e segregações aos trabalhadores de determinada empresa ou organização”, explicou Andressa Coutinho. Já o assédio sexual no ambiente de trabalho é um tipo de constrangimento praticado com a “conotação sexual” dentro da empresa, ou seja, dentro do ambiente em que a pessoa trabalha. “No caso do assédio sexual, a pessoa que pratica, geralmente usa sua posição hierárquica superior ou a sua influência dentro da empresa para obter o que deseja. Isso é o chamado assédio sexual dentro do meio ambiente de trabalho, que certamente engloba também, um tipo de assédio moral, uma vez que a vítima é constrangida e é humilhada, muitas vezes ou submetida a situações vexatórias para atender ao desejo sexual da parte que pratica esse assédio”, acrescentou a procuradora. De acordo com Andressa Lucena, é possível identificar a prática de assédio moral no trabalho a partir da exposição das pessoas a situações vexatórias, humilhantes, constrangedoras, dentro do ambiente de trabalho de forma repetitiva. A procuradora orientou que “a forma de se evitar essa subnotificação desses casos é justamente a realização de uma denúncia sigilosa ou anônima perante os órgãos competentes: Ministério Público do Trabalho ou a Gerência Regional de Trabalho e Emprego. É muito importante que haja essa denúncia, ainda que de forma anônima ou sigilosa para prevenir a prática do assédio e garantir que não haja exposição do denunciante”. Fonte: Portal G1 – globo TÍTULO 2 Casos de assédio moral crescem 10% longe dos escritórios em 2021 O número de processos de assédio moral no ambiente de trabalho cresceu mais de 10% nos primeiros seis meses de 2021. Entre janeiro e junho, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), foram registradas 27.117 novas ações, enquanto no mesmo período do ano passado foram 24.489. O setor do comércio lidera a lista de novas ações nas Varas de Trabalho de todo Brasil, com 5.746 denúncias. Serviços gerais, com 3.466 casos; indústria, com 3.221; e comunicações, com 2.047, completam o ranking dos setores que mais registram esse tipo de crime. Na avaliação do advogado especialista em compliance, André Costa, o trabalho remoto motivou as denúncias. “Longe do agressor e em um ambiente mais saudável, o funcionário tem uma percepção melhor do quão prejudicial é aquela relação e se sente mais seguro em relatar o que está acontecendo nos canais de denúncia”, afirma. Costa, que é autor do livro Entrevista Forense Corporativa e especialista em detectar assédio moral nas corporações, aponta que a divulgação de inúmeros casos na mídia tem sido um importante instrumento de conscientização. “A pessoa que está sofrendo assédio, ao ver nas redes sociais ou na imprensa os casos divulgados, acaba se identificando com a situação e ganha força para denunciar”, diz. Se, de um lado, a pandemia encorajou as vítimas a denunciarem, por outro, mudou a forma como a agressão acontece. “O assédio no teletrabalho se manifesta de forma passiva e, muitas vezes, silenciosa. Ao deixar de convocar um colega de trabalho para as reuniões, não responder e-mails, não atender ligações e o excluir de outras atividades a pessoa está cometendo assédio”, explica o advogado. O especialista, que atua há mais de 10 anos investigando e tratando casos de assédio moral no ambiente corporativo, diz que esse tipo de conduta se tornou muito comum no último ano. “Desde o início da pandemia, tenho gerenciado muitas crises relacionadas a esse comportamento que gera um enorme desgaste e leva, na maioria dos casos, a vítima a pedir demissão”, pontua. Os efeitos do assédio moral vão além dos problemas no ambiente de trabalho. “É uma agressão muito cruel e gera sofrimento ao trabalhador. Já atendi casos em que o funcionário tomava remédios para controlar ansiedade e tinha problemas pessoais provocados pelo assédio”, conta. Fonte: Jornal Contábil TEXTO 3 Nove em cada 10 vítimas de assédio moral no trabalho não denunciam “Em 2020, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu quase 50 mil denúncias de assédio moral em todo país. Além disso, segundo pesquisa feita por um site de vagas de emprego, 52% dos entrevistados alegaram já ter sofrido algum tipo de assédio moral no meio corporativo. No entanto, 87% não denunciaram por vergonha, medo ou receio de perder o emprego.” Fonte: O livre TEXTO 4 Fonte: Marcelo Fidalgo

Quer saber mais sobre “Assédio moral no ambiente de trabalho”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! O assédio moral no trabalho é um problema muito grave em nossa sociedade, pois a conduta abusiva, seja do chefe ou do próprio colega, pode levar a vítima ao adoecimento físico e psíquico, além de afetar a própria organização. É um problema que atinge qualquer categoria de trabalho e que deve ser cada vez mais debatido a fim de combatê-lo. Para você mandar bem no tema “Assédio moral no ambiente de trabalho”, separamos alguns repertórios socioculturais para você se aprofundar no assunto e até mesmo usar como repertório. Vai que o tema caia nesta edição do ENEM, não é mesmo? Confira! VÍDEO | 4 Coisas sobre Assédio Moral O vídeo 4 Coisas sobre Assédio Moral, do canal do Tribunal Superior do Trabalho, dá quatro dicas importantes sobre o tema: o conceito de assédio moral, suas características e a ação que o trabalhador contratado pela CLT poderá exercer para se proteger. Trata-se da rescisão indireta, prevista no art. 483 da CLT, que determina que “o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização em decorrência dos atos abusivos”. Além disso, o vídeo salienta que para configurar assédio moral é necessário que o abuso seja frequente e sistemático, ou seja, um ato isolado – por exemplo, uma briga eventual – não configura. Assista ao vídeo completo abaixo: Documentário | A dor (in)visível – Assédio Moral no Trabalho O documentário A dor (in)visível – Assédio Moral no Trabalho, realizado pelo MPT-RS, apresenta relatos de diferentes trabalhadores que sofreram assédio moral no ambiente de trabalho e tiveram consequências físicas e psicológicas, como depressão e ansiedade. O documentário conta também com a fala de alguns especialistas que ressaltam as configurações do assédio moral e as consequências para a vida pessoal do trabalhador. Além disso, destacam a importância dos sindicatos e ministérios para combater o problema e proteger a vítima, por exemplo, o Ministério do Trabalho e Previdência. O documentário é curtinho e está disponível no Youtube, assista! CARTILHA | Prevenção ao assédio moral Outra indicação é a cartilha de prevenção ao assédio moral Pare e Repare – Por um Ambiente de Trabalho Mais Positivo, organizada pelos órgãos do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e o CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). Este material reúne informações essenciais para a prevenção da prática abusiva, exemplos de casos, as causas e as consequências para o indivíduo, organização e Estado. A cartilha também alerta que o assédio moral fere os Direitos Humanos. Em suas palavras: “A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do profissional, comprometendo a identidade, a dignidade e as relações afetivas e sociais e gerando danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade de trabalhar, para o desemprego ou mesmo para a morte. Essas condutas são incompatíveis com a Constituição da República e com diversas leis que tratam da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho. Por isso, devem ser combatidas!” Acesse o material completo aqui. Além da cartilha, a campanha Pare e Repare fez uma série de vídeos sobre as classificações de assédio moral no ambiente de trabalho. Confira abaixo! Legislação sobre assédio moral no trabalho Além da própria CLT, indicada anteriormente, você também pode usar como repertório outros documentos legais que protegem a vítima de assédio moral. Separamos aqui dois documentos importantes, um de âmbito nacional e outro internacional: a Constituição da República Federal e a Convenção 190 da OIT. Constituição da República Federal A Constituição Federal, em seu art. 1º (III, IV), tem como princípios “a dignidade da pessoa humana” e “os valores sociais do trabalho”. Já nos artigos 5º e 6º, a Constituição assegura o direito à saúde, ao trabalho e à honra. Segundo o art. 5º: “X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. OIT – Organização Internacional do Trabalho Em junho de 2021 entrou em vigor a Convenção 190 da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Nela, a OIT estabelece diretrizes para o combate internacional à violência e assédio moral no trabalho. São normas que devem ser aplicadas em qualquer modalidade contratual, por exemplo, CLT ou terceirizado, público ou privado, presencial ou teletrabalho. Esta Convenção, inclusive, reconhece o assédio com base no gênero, o que inclui o assédio sexual. Veja o que diz a Convenção 190 a seguir: “(a) o termo ‘violência e assédio’ no mundo do trabalho refere-se a um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou de suas ameaças, de ocorrência única ou repetida, que visem, causem, ou sejam susceptíveis de causar dano físico, psicológico, sexual ou econômico, e inclui a violência e o assédio com base no gênero; (b) o termo ‘violência e assédio com base no gênero’ significa violência e assédio dirigido às pessoas em virtude do seu sexo ou gênero, ou afectam de forma desproporcionada as pessoas de um determinado sexo ou gênero, e inclui o assédio sexual.“ Lembre-se de que a OIT é responsável por promover normas relacionadas ao direito do trabalho em todo o mundo. Isso quer dizer que suas diretrizes servem como base para que os países estabeleçam leis e políticas públicas em seus territórios. Um ótimo repertório, não acha? FILME | O Diabo Veste Prada Certamente, você já viu esse filme! O Diabo Veste Prada (2006) conta a história de Andrea, uma jovem que começa a trabalhar como assistente em uma revista de moda, a Runaway Magazine, em Nova York. Logo nos seus primeiros dias de trabalho, a protagonista lida com uma série de assédios praticados pela chefe da revista, a Miranda Priestly, bem como dos seus próprios colegas de trabalho – que direcionam comentários maldosos relacionados às suas vestimentas. Prepara a pipoca! Gostou do conteúdo sobre

Depois de acompanhar um ano inteiro de notícias, nós compilamos alguns possíveis temas de redação ENEM 2021. Veja a nossa seleção e pratique!

Quer saber mais sobre os “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Muito se fala sobre os desafios dos estudantes de escola pública no acesso ao ensino superior, porém, pouco se discute sobre as dificuldades que eles encontram após ingressarem na universidade. Os obstáculos são muitos: a conciliação entre trabalho e estudo, a defasagem no aprendizado que tiveram anteriormente, o deslocamento casa/universidade e o relacionamento com um grupo socioeconômico diferente são alguns deles. Para ajudar você a fundamentar o tema “Desafios dos estudantes da escola pública no ensino superior”, separamos alguns repertórios para você entender o problema e até mesmo utilizar em sua redação. Continue a leitura! DOCUMENTÁRIO | Pro dia nascer feliz O documentário Pro dia nascer feliz (2005), do diretor João Jardim, retrata a realidade do sistema educacional brasileiro em diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. Neste documentário, alunos e professores de escola pública e particular do ensino básico são entrevistados. As realidades são contrastantes e revelam a desigualdade social no país. Apesar do documentário focar na educação básica, você pode utilizá-lo para argumentar sobre a desigualdade educacional entre as classes sociais e as consequências para o futuro desses jovens. O documentário completo está disponível no Youtube! VÍDEO | 3 visões sobre educação e desigualdade No vídeo 3 visões sobre educação e desigualdade, do Nexo Jornal, os professores José Francisco Soares, Maria Alice Setubal e Cristina Barreto de Paiva discutem sobre como as desigualdades afetam a educação no Brasil e o papel das instituições para reduzir esse problema. Os professores ressaltam que para uma sociedade ser justa é necessário que haja qualidade de educação para todos e isso inclui a igualdade de trajetórias, pois quando uma classe social tem mais acesso à educação do que outra ela terá mais oportunidades. Nesse sentido, no contexto do ensino superior, ela poderá ter mais facilidade para lidar com conteúdos mais complexos ou até mesmo ter domínio de uma segunda língua, por exemplo, diferente de alunos que não tiveram a mesma base de ensino. Se interessou? Assista ao vídeo completo a seguir: MATÉRIA | “As pessoas não acham que alguém como eu possa ser inteligente”: a vida dos alunos da periferia na USP Nesta matéria, da BBC News, estudantes da USP que vieram de escola pública contam as suas vivências dentro da universidade. Algumas dificuldades apontadas por eles são: a defasagem no ensino anterior, ter que conciliar os estudos com trabalho, o deslocamento até a universidade, a insalubridade das moradias estudantis, o preconceito de classe e a discriminação racial. Segundo o entrevistado Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, é necessário fortalecer as políticas de acolhimento, auxílio e permanência estudantil para que a inclusão no ensino superior seja de fato exercida. Leia um trecho da matéria abaixo: “Para ele (Renato Meirelles), o fato da universidade não ter sido ‘originalmente pensada para acomodar quem trabalha’ é um dos principais problemas dos alunos de baixa renda, que precisam eles mesmos se manter e muitas vezes até ajudar a família. ‘Eles não podem fazer cursos integrais e não têm tempo para estudar’, diz. E também não conseguem aproveitar uma das principais vantagens da universidade pública em relação à rede privada: o rico ambiente de desenvolvimento extracurricular.” Que tal ler a entrevista completa? Clique aqui! PENSADOR | Paulo Freire O pensamento do educador brasileiro Paulo Freire também pode enriquecer a tese da sua redação, viu? Considerado um dos pensadores mais referenciados no mundo, Freire defendia uma pedagogia baseada no diálogo como uma ferramenta de transformação do indivíduo e um meio de alcançar a justiça social. Sua metodologia é conhecida por ser pensada nas classes desfavorecidas. Ele defende que a dinâmica de aprendizagem deve estar conectada às experiências de vida dos estudantes. Nesse sentido, o educador deve se colocar em igualdade com o aluno, ou seja, ter humildade e flexibilidade para ouvi-lo, fazendo com que ele se torne um aprendiz ativo. Essa ideia de igualdade é exposta em uma das suas célebres frases, presente no livro Pedagogia da autonomia (1996): “A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.” DADOS | Corte em universidades federais afeta pesquisa e auxílio a alunos carentes Fique de olho nas atualidades! Com a pandemia do coronavírus e a crise econômica, as universidades federais sofreram vários cortes no orçamento. Os alunos de baixa renda, que necessitam das políticas de permanência e assistência estudantil, são os mais afetados. Esta matéria do jornal GZH relata a situação e apresenta dados sobre os cortes orçamentários. Veja um trecho a seguir: “Alguns alunos estão em situação bem penosa: entraram na universidade, mas dependem do auxílio para permanecer. Muitos têm pais que perderam emprego durante a pandemia ou, pior, perderam os pais para a covid e ficaram sozinhos com os irmãos. Imagina o desespero de uma pessoa em talvez não conseguir terminar a graduação, a única forma de ter uma vida mais digna — diz Ana Boff de Godoy, chefe do Departamento de Educação e Humanidades da UFCSPA e organizadora da campanha.” (Leia a matéria completa aqui) Além das dificuldades financeiras, lembre-se de que os estudantes de baixa renda também foram os mais afetados no ensino remoto devido à falta de recursos digitais. DOCUMENTÁRIO | Espero tua (re)volta Por fim, o documentário brasileiro Espero tua (re)volta (2019), da diretora Eliza Capai, apresenta um panorama do movimento estudantil no Brasil, com foco nas ocupações realizadas por estudantes secundaristas em São Paulo, no ano de 2015. Nesse ano, os alunos secundaristas ocuparam as escolas e as ruas para protestar, especialmente, contra a reestruturação do sistema educacional estadual proposta pelo governo Alckmin – medida que previa o fechamento de quase 100 escolas estaduais paulistas. Esse movimento inspirou a mobilização estudantil em escolas e universidades públicas que ocorreu em 2016. O filme retrata as inquietações, vivências e a esperança dos alunos por uma educação igualitária e uma