811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Você sabia que, além da versão tradicional impressa e da nova modalidade digital, o Enem ainda conta com mais um tipo de aplicação? Considerado como “Enem secreto” por alguns, o Enem PPL foi implementado em 2010 e é modalidade legítima de aplicação até o presente ano. PPL corresponde à sigla “pessoas privadas de liberdade”, ou seja, o Enem PPL é destinado a pessoas que estão cumprindo sentença prisional em regime fechado (nas prisões) ou a jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. Apesar de ser de pouco conhecimento geral, o Enem PPL não tem nada de “secreto”, já que suas informações são disponibilizadas no site do Ministério da Educação e do INEP a qualquer pessoa que se interessar pelo assunto. É claro que, por se tratar de um público bastante específico, o Enem PPL tem algumas características bastante peculiares e vamos te contar quais são elas no artigo de hoje. 1- Por que o Enem PPL foi criado? As provas tradicionais do Enem começaram a ser aplicadas em 1998 e não havia nenhuma previsão ou possibilidade de acesso às provas (e aos seus benefícios) às pessoas privadas de liberdade. Em 2010, com base em dois pontos de nossa lei (a educação enquanto direito de todos e a portaria 807/10, que prevê que o Enem deve levar em consideração as políticas de educação nas unidades prisionais), o Enem passou a ser ofertado dentro dos centros de detenção. 2- O Enem PPL também é organizado pelo INEP? Sim, o Enem PPL também é organizado pelo INEP (instituição organizadora de todas as modalidades do Enem desde sua primeira aplicação até hoje), mas com parcerias com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o Departamento Penitenciário Nacional. 3- Quando o Enem PPL acontece? Normalmente, o Enem PPL é aplicado cerca de 15 dias após a versão tradicional escrita, que acontece no mês de novembro, mas ainda não há data prevista para o ano de 2020 até o fechamento deste texto, já que o edital do Enem PPL costuma ler liberado apenas em agosto. As provas também acontecem em dois dias, porém durante a semana e em dias consecutivos. 4- Como as inscrições são feitas? Conforme já te contamos, o Enem PPL só é possível por conta das parcerias estabelecidas. Cada unidade prisional ou socioeducativa precisa ter um responsável pedagógico, é esse responsável que possibilita o processo de inscrição e a educação oferecida dentro do sistema prisional como um todo (e, sim, detentos em idade escolar ou que não tenham concluído seus estudos no tempo regular podem continuar a estudar dentro dos centros de detenção). É o responsável pedagógico da unidade quem faz a inscrição de cada um dos participantes, determina a sala de prova, divulga resultados e realiza a inscrição dos candidatos em programas de acesso à educação superior, como o SISU, por exemplo. 5- Quem pode se inscrever no Enem PPL? Qualquer jovem ou adulto que tenha concluído ou esteja no último ano do Ensino Médio pode se inscrever no Enem PPL, desde que manifeste seu interesse ao responsável pedagógico de sua unidade. Se entre o prazo de inscrição e aplicação da prova, o candidato tiver sua liberdade decretada, ele será excluído da lista de participantes do Enem PPL. Detentos que ainda não tiverem concluído o Ensino Médio ou não estejam em fase final podem se inscrever como treineiros. 6- Onde o Enem PPL é aplicado? O INEP e seus parceiros escolhem algumas unidades prisionais que possuam estrutura escolar adequada para a aplicação do exame. As unidades selecionadas devem assinar um documento de adesão em prazo determinado. Os candidatos são distribuídos nessas diferentes unidades e divididos em várias salas de aula, assim como na prova tradicional. 7- Qual é a estrutura da prova do Enem PPL? A prova dessa modalidade do Enem tem a seguinte estrutura: – Uma redação em Língua Portuguesa, com os mesmos critérios de desenvolvimento e correção, mas com tema diferente da versão impressa e da versão digital; – 45 questões de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia); – 45 questões de Ciências da Natureza (Biologia, Química e Física); – 45 questões de Matemática; – 45 questões de Linguagens e seus códigos (Língua Portuguesa e Estrangeira- Inglês ou Espanhol-, Literatura, Artes, Educação Física, Tecnologias da Informação e Comunicação). 8- A prova do Enem PPL é mais fácil do que a do Enem tradicional? De acordo com o próprio INEP, não, todas as provas possuem o mesmo grau de dificuldade, bem como obedecem aos mesmos critérios rigorosos de correção. Na verdade, seria mais fácil pensarmos que a versão do Enem PPL é mais difícil que as demais versões, já que as provas acontecem em dois dias seguidos, sem aquele precioso tempinho de descanso mental entre uma etapa e outra. 9- Quais foram os temas da redação do Enem PPL? Os temas foram: -2010: Ajuda humanitária Basicamente, a proposta consistia em discutir sobre a importância da ajuda humanitária em casos de desastres ou tragédias sociais. -2011: Cultura e mudança social O candidato deveria, com base nos textos de apoio, abordar as formas como a cultura pode levar a uma mudança social. -2012: O grupo fortalece o indivíduo? Um tema que soou um pouco estranho aos ouvidos dos especialistas em redações de testes. Os textos motivadores traziam três vieses: das greves trabalhistas, dos times de futebol e dos grupos de manifestantes. -2013: Cooperativismo como alternativa social Um dos pontos principais da proposta era a perspectiva do cooperativismo relacionado ao desenvolvimento sustentável. -2014: O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa? Mais um tema considerado polêmico, 2014 trouxe a possibilidade de o candidato expressar em sua redação sua própria forma de ver a sociedade atual. -2015: O histórico desafio de se valorizar o professor Tema inclusive cotado para 2020, a valorização do professor já teve seu espaço no Enem PPL. – 2016: Desperdício de alimentos Retomando a ideia da sustentabilidade, o tema de 2016 foi mais específico ao requerer a abordagem do desperdício de alimentos. -2017: Consequências da

Pontuação: uma aliada na construção de sentido Pontuação: uma aliada na construção de sentido.Quando vamos escrever uma redação, sempre pensamos em quanto é importante adequarmos o texto à estrutura pedida, desenvolver bem os argumentos, propor soluções de intervenção cabíveis e todos esses pontos são sim fundamentais para sua produção. Porém, não podemos nos esquecer de que a forma como escrevemos também é igualmente relevante e é aqui que os elementos da pontuação entram, pois eles podem nos auxiliar a construir o sentido de nosso texto. Hoje, vamos olhar com um pouco mais de atenção aquilo que os sinais de pontuação podem nos oferecer. A vírgula (,) Com certeza, quando tratamos de pontuação, o uso da vírgula é o ponto que mais traz dificuldades e uma das razões para isso é justamente a forma como aprendemos na escola. Frequentemente, ouvimos dizer que devemos colocar vírgula como um sinal de pausa para leitura, a famosa “pausa para respirar” e essa ideia nos faz errar bastante quando precisamos escrever um texto gramaticalmente correto. Isso porque o uso da vírgula não está relacionado à leitura, mas sim à gramática. Existem regras para usarmos ou não a vírgula num determinado período, mas, de forma geral, podemos afirmar que a vírgula desempenha duas funções majoritárias, independentemente da estrutura gramatical. São elas: Separar termos: O uso mais frequente da vírgula é aquele que você já sabe: separar termos. Como exemplo, trouxemos um trecho da redação de Ana Clara, avaliada com nota 1.000 no Enem 2019 (fonte: www.uol.com.br). “Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso à cultura como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao cinema.” Note como o uso das vírgulas bem posicionadas facilita a leitura e ainda faz com que a ideia proposta pela autora fique mais clara e perceptível. Não há excesso de vírgulas. O excesso de vírgulas pode fazer com que a leitura seja prejudicada e a compreensão dificultada. Tenha bastante atenção nesse ponto também, pois usar vírgulas demais não significa que seu texto está bem pontuado. O mais importante é colocar a vírgula nos lugares certos. Jamais se esqueça daquelas regrinhas básicas que aprendemos ano após ano na escola: a vírgula não pode separar o sujeito de seu verbo e nem o verbo de seus complementos. Lembrando-se disso, você já evitará um grande percentual de erro. Isolar termos, dando destaque: Essa função da vírgula é a que mais nos interessa quando falamos de construção de sentido por meio da pontuação. Desde que as regras gramaticais permitam a inclusão de vírgulas, podemos usá-las para isolar uma parte de nossa frase, porém, quando fazemos esse isolamento, estamos também dando destaque àquele trecho. Vamos analisar mais um exemplo do texto de Ana Clara: “É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas sobre um viés elitista e segregacionista, de modo que os centros culturais estão, em sua maioria, restritos ao espaço ocupado pelos detentores do poder econômico.” A autora optou por isolar entre duas vírgulas os termos “primeiramente” e “em sua maioria”. Veja como automaticamente prestamos mais atenção a essas palavras no parágrafo. É isso o que a vírgula faz quando é usada como recurso para destacar elementos na frase, ela é capaz de captar nosso olhar. Por se tratar de um recurso bastante útil para captação da atenção, você deve escolher muito bem quais elementos ficarão entre duas vírgulas. Caso queira dar um destaque ainda maior às partes, é possível usar traços, porém as informações que estão contidas entre os traços costumam ser mais longas. Dê uma olhadinha no que a Ana fez: “Nesse sentido, observa-se que a segregação social – evidenciada como uma característica da sociedade brasileira, por Sérgio Buarque de Holanda, no livro “Raízes do Brasil” – se faz presente até os dias atuais, por privar a população das periferias do acesso à cultura e ao lazer que são proporcionados pelo cinema.” Ponto e vírgula (;) Vem aí mais uma daquelas explicações que ouvimos no sexto ano e que não dizem absolutamente nada: O ponto e vírgula é uma separação maior do que a vírgula e menor do que o ponto. Legal, beleza, mas como vou saber se a separação em questão é maior ou menor? Existe métrica na pontuação? O uso do ponto e vírgula também tem algumas regras gramaticais básicas, como separar itens numa lista ou ser usado antes de conjunções adversativas (mas, porém, todavia, entretanto etc.), mas mesmo essa última ainda não é obrigatória. Usar o ponto e vírgula ou não é uma decisão que depende do quanto o autor do texto quer separar as ideias. Quer separar um pouquinho? Use a vírgula. Quer separar com um pouco mais de ênfase? Ponto e vírgula. Para separações ainda maiores, usamos o ponto. Podemos, assim, afirmar que colocar só a vírgula ou o ponto e vírgula é uma questão de estilo, mas tenha em mente que, ao usar o ponto e vírgula, você dá mais destaque à ideia que vem após ele. Já te contamos que, numa frase que contenha conjunções adversativas, aquilo que vem após o mas ou o porém é mais importante para o autor do que o que foi dito anteriormente. Quando, além de usar mas ou porém, você ainda utiliza um ponto e vírgula antes da conjunção, é dada mais importância à ideia da sequência. Existem muitas redações com notas máximas que não contêm um único ponto e vírgula ao longo do texto inteiro. Esse é o caso da redação da Ana Clara. E tudo bem! Usar vírgula e ponto não é opcional, mas usar ponto e vírgula é sim opcional e depende da intensidade da separação que você quer dar entre as ideias. Ponto (.) Seja ele na mesma linha ou para finalizar o parágrafo, o ponto marca o fechamento de um assunto (ponto final) ou de parte dele (ponto na mesma linha). Vamos ver agora o terceiro parágrafo da redação da Ana e observarmos como ela

Se tem uma técnica de estudo clássica das clássicas e que todo estudante já usou pelo menos uma vez na vida é o resumo. Nas suas mais variadas formas, o resumo sempre está aí para nos ajudar a organizar os conteúdos. Aliás, você sabe que há várias formas de se fazer um resumo, certo? O resumo em parágrafos, listas (ou tópicos), mapas mentais e resenhas são versões de uma mesma atividade. A definição de qual forma é a melhor depende muito da sua personalidade, de como você aprende e de como lembra das coisas. Por exemplo, há muitas pessoas que se lembram melhor de algo quando ouvem aquele conteúdo, já outras, quando veem, outras, quando reescrevem. Se você ainda tem dúvidas de qual forma de aprendizado e memória funciona melhor no seu caso, é hora de testar as técnicas existentes e concluir qual delas te trouxe mais resultados. Caso você vá fazer esse teste, não se esqueça de selecionar o mesmo conteúdo a ser testado em todas as técnicas, assim não há influência de afinidade ou não com o tema. Nas próximas postagens aqui do blog, falaremos dos mapas mentais e das resenhas. Hoje, vamos nos dedicar ao resumo clássico em organização por parágrafos e nas listas ou resumos por tópicos. Antes de começar a fazer o seu resumo, você precisará responder a duas questões: 1- O que será resumido? Materiais de áreas diferentes exigem técnicas de resumo também diferentes e isso será essencial para que você escolha qual a melhor maneira de resumir. Resumir fórmulas matemáticas não é igual a resumir um período histórico, que também não é a mesma coisa de resumir um livro. Já sei, deu um belo nó na sua cabeça agora, não é? Por exemplo, resumir um período histórico no formato de tópicos é muito mais fácil do que resumir um livro inteiro numa lista, por isso é bastante importante você analisar se o formato de resumo que você tem em mente será o ideal para o assunto a ser trabalhado. 2- Onde o resumo será feito? Pode parecer uma bobeira, mas é igualmente relevante pensar onde você fará seu resumo. Ele será escrito à mão ou digitado? Se for escrito à mão, onde ele será arquivado posteriormente? Outro ponto: se a sua escolha for por um mapa mental, fazê-lo numa folha de fichário é a melhor alternativa? Acho que não. No caso de resumos em parágrafos ou listas, o ideal é que você escolha as fichas pautadas, vendidas em qualquer papelaria (tanto física quanto on-line). Parece um detalhe sem muita importância, mas, acredite, não é. O resumo, independentemente do formato que escolhermos, é um recorte do texto original, por isso, imagina-se que será uma produção curta. O tamanho limitado da ficha faz com que você se policie com relação à quantidade de texto, o que é muito bom. Após definir o que será resumido e onde o resumo será feito, é hora de começar a atividade em si. Tenha tudo de que você precisará à mão para evitar paradas para buscar esse ou aquele material, pois isso interrompe o fluxo de raciocínio. O primeiro passo para um resumo eficiente é uma leitura também eficiente. Já te contamos aqui a diferença entre compreender e interpretar. A leitura eficiente conta com uma compreensão e uma interpretação bem feitas. Esse tipo de leitura não vai acontecer de primeira, pode ser que você precise reler o mesmo texto várias vezes. E tudo bem! Isso é absolutamente normal. A partir da sua segunda leitura, comece a grifar (com marca-texto ou outra caneta de sua preferência, mas que dê algum tipo de destaque ao texto) o que te parece mais importante. Você não precisa- e nem deve- grifar parágrafos inteiros- mas sim palavras-chave sobre o assunto e é claro que para isso você terá de ter entendido plenamente qual é o assunto central do texto. “Mas por que não posso fazer isso na primeira leitura?” Simples, queridões. A primeira leitura é o momento de reconhecer o tema e entender como ele foi desenvolvido naquela produção, por isso, ainda não temos a percepção exata do que é relevante e do que não é. Se você for uma pessoa que ama cores, ainda é possível dividir informações essenciais e informações secundárias por cores. Após completar a leitura eficiente e o processo de grifo das partes mais importantes, é hora de produzir o resumo em si. Você tem o hábito de copiar tudo o que grifou ou de fazer resumos tão longos que quase parecem o texto original? Ah, conta a verdade, vai, sabemos que tem muita gente assim por aí… Caso seja essa a sua situação, não fique nervoso (a) achando que o resumo não funciona para você. Existem técnicas para resolver essa questão e vamos te contar quais são elas. Faça uma primeira versão do resumo em parágrafos, sem nenhum filtro, com tudo que você quiser escrever, sem se importar se darão duas ou vinte folhas. Agora releia seu resumo com a seguinte questão em mente: Se eu estivesse explicando para alguém esse assunto ou contando essa história, o que não poderia faltar no meu relato? Esse pensamento te ajuda a separar o que é essencial do que é dispensável. Grife seu próprio resumo destacando apenas essas informações essenciais que você determinou acima. Faça um resumo somente com as novas partes grifadas. Vamos fazer neste momento o principal, a sua versão das partes grifadas. Releia seu resumo e transforme os parágrafos usando as suas palavras, ou seja, o seu entendimento sobre o que leu. Não se esqueça de que você deve escrever de uma forma que faça sentido para você, não coloque palavras ou expressões só para que o resumo fique “bonito”. Nossa sugestão é a de que você faça as leituras com grifos, o “resumão”, o resumo médio e a versão com suas palavras em dias diferentes, assim sua mente terá se distanciado um pouco do texto, fazendo com que você seja mais crítico a respeito de sua própria

Leia os textos motivadores que se seguem para produzir a redação abaixo os desafios dos atletas paraolímpicos – tema. Texto 1 Atletas falam sobre as dificuldades que enfrentam no esporte e na vida Falta de patrocínio e espaço para os treinos estão entre as reclamações. Jovens treinam firme para tentar um bom resultado nas Olimpíadas do Rio. Atletas de vôlei de praia reclamam da falta de dinheiro para competições e treinos. Carlos Luciano tem 23 anos e joga há seis. Ele busca ajuda financeira pela internet para custear passagem, alimentação e hospedagem em torneios. Muitas vezes, a ajuda virtual não vem e Carlos conta com o apoio de amigos e familiares para participar das competições. Gabriel de Souza perdeu o braço em um acidente, ainda na infância, e hoje tem o sonho de se tornar um atleta paralímpico. Ele treina forte para baixar o próprio tempo e conseguir uma classificação para os próximos jogos. Como atleta, ganha uma bolsa de R$ 300 da prefeitura do Guarujá. Metade do valor vai para as despesas da casa. Comerciantes da região ajudam oferecendo refeições e dinheiro para que o jovem viaje para as competições. Teresina está crescendo no badminton. O esporte tem regas parecidas com o tênis, mas usa uma raquete menor e uma espécie de peteca. Lorena e Monalisa, duas atletas da região, são reconhecidas no esporte, mas ainda não têm apoio. A prefeitura ajuda com as despesas de passagem, mas alimentação e hospedagem ficam por conta das famílias. Para participar de um torneio em São Paulo, as duas contaram com a ajuda de outros atletas, que receberam as meninas. O jovem Francielton é o atleta do Piauí com melhor desempenho no campeonato de badminton. Ele conseguiu se classificar para a final, mas perdeu a partida. O garoto recebe uma bolsa de R$ 925 do Ministério do Esporte. Para continuar recebendo o auxílio, ele precisa estar entre os três primeiros colocados nas competições. O atleta lamenta o resultado da partida e diz que precisa melhorar seu estado psicológico, prejudicado pela pressão do resultado e pelo medo de perder a bolsa do governo. Fonte: g1 globo Acesso em 21/04/2020. Texto 2 O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio 2016. Está programada para 25 de agosto de 2020 a abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Estaremos representados por incansáveis heróis do esporte, que alcançaram um recorde de medalhas nos Jogos Rio 2016, quando nossas 72 medalhas nos alçaram ao honroso 8º lugar no quadro geral de medalhas. Mas o Brasil pode e deve lutar por mais. O crescimento do Brasil como potência paralímpica é gigantesco, pois saltou de um magro 37º lugar em Barcelona em 1992 para o 8º lugar na Rio — 2016. Desde Pequim — 2008, estamos entre as 10 nações que mais subiram ao pódio. No entanto, insisto, sabemos que podemos mais. Apesar das 14 medalhas de ouro, 29 medalhas de prata e 29 medalhas de bronze da Rio — 2016, número histórico dos nossos atletas paralímpicos, o Brasil ficou abaixo da meta traçada pelo próprio Comitê Paralímpico Brasileiro, que vislumbrava um lugar entre as cinco primeiras posições no quadro geral de medalhas. Daniel Dias, André Brasil, Clodoaldo Silva (nadadores), Ádria Rocha dos Santos (atletismo), Luiz Cláudio Pereira (lançamento de dardos) são heróis nacionais dos esportes paralímpicos, os maiores medalhistas de nossa história. A eles se somam centenas de outros atletas em atividade que com garra, força, superação e muita luta têm enchido nosso país de orgulho nas últimas edições dos jogos. Por outro lado, a luta individual de nossos atletas não pode ser o único combustível para tornar o Brasil uma potência mundial dos esportes paralímpicos. Para alcançar os objetivos e metas do nosso Comitê Paralímpico é preciso aumentar ainda mais os investimentos nos esportes para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Desde 2001, existe uma arrecadação estatal via loterias federais e, a partir de 2005, começaram os primeiros investimentos e incentivos de patrocinadores privados. Mas é possível e necessário ir muito mais além. Para isso precisamos dar maior reconhecimento público e social em torno dos esportes paralímpicos. Temos que pensar meios para aumentar o investimento estatal e ainda em novas formas de angariar investimentos e patrocínios privados para que possamos crescer e multiplicar nossa experiência paralímpica. Só com planejamento focado em metas ousadas e mais investimentos é que poderemos construir centros de treinamentos de excelência por todo o país, que deem suporte e incentivem a prática dos esportes entre as pessoas com deficiências. Muitos países têm esses centros de treinamento e, por isso, são potências mundiais nos esportes. Isso tem uma importância transcendental para o país. Começando pelo orgulho nacional, mas não só. Para além disso, como médico especialista em cirurgias de alta complexidade, lido rotineiramente há décadas com pessoas com deficiências entre meus pacientes. Posso atestar que há uma importância pública, social e de saúde para o país no incentivo ao esporte paralímpico. Os ganhos para a saúde e a vida dessas pessoas que o esporte pode trazer são incalculáveis. O esporte é saúde para todo e qualquer ser humano. Eu mesmo pratico esportes desde sempre. E tudo isso só ocorrerá se a experiência dos Jogos Paralímpicos for melhor assimilada por toda a sociedade. O intercâmbio das práticas, pesquisas e tecnologias, além do conhecimento amplo das histórias, dos heroísmos e do grande desempenho de nossos atletas paralímpicos precisam ser reconhecidos, reverenciados e apropriados pela vida de toda pessoa com deficiência. É com esse intuito, com essa convicção que no próximo dia 22, Dia Nacional do Atleta Paralímpico, faremos na Câmara dos Deputados, por minha iniciativa, uma homenagem aos nossos atletas guerreiros. Com essa homenagem, espero angariar apoio, força, investimento e começar a implantar nova visão que ajude o Brasil a se consolidar como potência mundial nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Fonte: correio braziliense Acesso em 21/04/2020. Texto 3 Fonte: globo esporte globo Acesso em 21/04/2020.

Leia os textos motivadores a seguir para redigir o que se pede. Texto 1 Cultura de submissão da mulher: principal determinante da violência doméstica Nesta entrevista, Dayse de Paula, coordenadora da Pesquisa Novas Hierarquias Profissionais: Conhecimento, Gênero e Etnia, do Programa de Estudos de Gênero, Geração e Etnia da SR3/Faculdade de Serviço Social (FSS), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), fala dos determinantes da violência social e das formas de coibir este tipo de violência. Mobilizadores COEP – Em que consiste a chamada violência doméstica contra a mulher? Que condutas a caracterizam? R.: É toda violência praticada por pessoa do círculo das relações da intimidade e confiança da mulher (companheiro, marido, irmão, padrasto, sogra etc). As condutas mais comuns são agressão verbal, coação, desqualificação das ações da mulher no dia a dia, agressão física e subtração de bens materiais de que a mulher precisa para sobreviver. Mobilizadores COEP – Quais os principais determinantes deste tipo de violência? Quem são as principais vítimas? R.: O principal determinante é a cultura de submissão da mulher, ainda existente em nossa sociedade, e o estímulo a comportamentos agressivos na educação do homem. As principais vítimas são mulheres e crianças do sexo feminino. Muitos casos envolvem a dependência de álcool e drogas por parte dos agressores. Mobilizadores COEP – A que tipos de danos estão sujeitas estas mulheres? E os filhos? R.: Risco de morte, sequelas neurológicas (perdas de desempenho da inteligência; perda da fala por traumas de crânio que afetam o funcionamento do cérebro); mutilações; prejuízos psicomotores (limitações de movimento devido a lesões permanentes em membros superiores, inferiores), depressão, ansiedade, hipertensão, agressividade transmitida aos filhos, desequilíbrio psíquico etc. Mobilizadores COEP – Quais as principais formas, hoje, no país de coibir este tipo de violência? R.: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs); Centros de Referência da Mulher; Juizado de Violência contra a Mulher e Conselhos Tutelares. Mobilizadores COEP – Em linhas gerais, o que diz a Lei Maria da Penha a respeito? Houve alguma mudança nestes quatro anos em que a lei está em vigor? R.: Ela tipifica e define a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece as suas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Com a lei, cresceu significativamente o número de denúncias e de equipes profissionais especializadas no atendimento à mulher em situação de violência doméstica. Mobilizadores COEP – A que tipo de penalidade estão sujeitos os agressores? R.: Prisão em flagrante e prisão preventiva do agressor. A pena mínima é reduzida para 3 meses e a máxima aumentada para 3 anos, acrescentando-se mais 1/3 no caso de pessoas com deficiência. Os agressores podem ser obrigados pelo juiz ao comparecimento obrigatório a programas de recuperação e reeducação. Mobilizadores COEP – Quais as principais dificuldades de se lidar com a violência doméstica, em especial em comunidades de baixa renda? R.: A principal dificuldade é reconhecer, de imediato, os atos que são considerados violentos. Infelizmente, pelos costumes, muitas mulheres tendem a se submeter a humilhações diárias, sem reagir, tolerando situações que levam a casos mais graves e resistem a denunciá-las. Outra dificuldade é a garantia do fácil acesso à rede de apoio à mulher, que inclui postos de saúde, centros de capacitação de trabalho e abrigos. Embora bem ampliado, ainda precisa de muitas iniciativas nesta direção. Mobilizadores COEP – É possível realizar um trabalho de conscientização e prevenção à violência doméstica? De que forma? R.: O importante é tentar criar uma rede de apoio entre moradores solidários, vizinhos, em um primeiro momento para, posteriormente, chegar às instituições referenciadas no atendimento destas mulheres, jovens e crianças. Garantir parcerias com a área da saúde, na perspectiva preventiva, incentivando as notificações médicas, após atendimento. Mobilizadores COEP – Como redes sociais, como o COEP, podem mobilizar para diminuir a violência doméstica nas comunidades onde atua? R.: Desenvolvendo ações preventivas e estimulando as mulheres a buscarem a sua autonomia por meio da escolaridade, desenvolvendo projetos de empreendedorismo, em parceria com escolas, destacando a importância da participação de mulheres; desenvolvendo campanhas educativas que fortaleçam o respeito entre homens e mulheres, a começar com as crianças, por meio de uma sensibilização das escolas. Entrevista do Grupo Gênero, Combate à Discriminação e Grupos Populacionais. Entrevista concedida à: Renata Olivieri. Edição de: Eliane Araujo. Fonte: www.mobilizadores.org.br. Acesso em 12/04/2020. Texto 2 Por Lia Bock “Dentro da doutrina cristã, lá dentro da igreja, nós entendemos que em um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder”. Essa foi a frase que Damares, ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos disse numa audiência pública na Câmara. Fiquei pensando o que seria essa tal liderança no matrimônio. Porque liderança de mercado eu sei o que significa, liderança no Campeonato Brasileiro e liderança política também, mas liderança marital eu realmente desconheço. É quem decide o que o casal vai comer? Em quem vão votar? Pra onde vão nas férias? Que carro vão comprar? […] Ao afirmar publicamente que a mulher deve ser submissa ao homem, Damares mistura a pessoa física – religiosa e submissa no casamento que seja – com a ministra, que deveria pensar no bem de todos independente de credo, raça, orientação sexual ou posição política. E nesse todo o que temos são mulheres morrendo vítimas de seus companheiros – seus líderes, segundo ela. Frases como as da ministra rapidamente empoderam maridos abusadores, que não terão o menor pudor de dizer “tá vendo, você tem que me obedecer, até a ministra está dizendo”, antes de dar uns tapas na esposa. Damares, entenda: sua crença pregada em público funciona como munição para a arma que mata mulheres. Sei que você jamais colocaria essas balas na pistola, mas suas afirmações protegem homens que, escondidos atrás da máscara de líderes da família, abusam, batem e matam suas companheiras. E veja, eles não precisam de mais estímulo: no mundo morrem hoje 6 mulheres por hora vítimas de pessoas próximas, a maioria companheiros ou ex-maridos. E não adianta dizer no fim da frase que ser submissa não tem nada a

Querido leitor e leitora, o título do nosso artigo de hoje te causou algum estranhamento? Se sim, não se preocupe, pois muitas pessoas acham que interpretar e compreender um texto são exatamente a mesma tarefa, mas hoje veremos que não, essas habilidades não são irmãs gêmeas. Interpretar e compreender os textos motivadores são dois passos fundamentais para que você possa redigir sua redação com excelência, percorrendo um caminho que está, de fato, alinhado ao tema proposto. Primeiramente, vamos diferenciar as habilidades de interpretar e compreender. Quando lemos um texto, nossa primeira tarefa é a de compreender. Na fase da compreensão, compreendemos as informações que estão no texto, sem nenhum juízo ou interpretação sobre a situação. É um reconhecimento da informação. Analise a seguinte frase: A garota olhava o céu. Ao compreendermos a oração, entendemos que há uma pessoa do sexo feminino que estava olhando o céu por um determinado período. Isso é o que a frase nos diz, não estamos tentando descobrir quem é a garota, por que ela estava olhando para o céu e por quanto tempo a ação ocorreu. Já a habilidade de interpretar envolve olhar além do texto ou da frase, atribuindo a ele ou ela um contexto que nos permite deduzir, subtender ou concluir algo, porém, essas informações não estão no texto, mas são fruto do entendimento do leitor. Vamos voltar à mesma frase (A garota olhava o céu), mas agora iremos interpretá-la. Podemos deduzir que a menina que é sujeito da oração é jovem ou que o autor da frase é carioca (no Rio de Janeiro, é muito mais comum utilizar o termo “garota”), pois ela foi chamada de “garota”. Também, com base em outras pistas textuais, podemos imaginar que ela olhava o céu porque estava pensativa ou porque queria averiguar se iria ou não chover. Veja que as possibilidades de interpretação são várias e todas têm base no texto. O que confirmará ou não a validade de nossa forma de interpretar são as outras informações que o texto traz. Mesmo sabendo que a interpretação é feita pelo leitor, com base em seu conhecimento de mundo e repertório (além do suporte textual, claro), existem limites para a interpretação. Ela nunca pode ir contra algo que o texto diz explicitamente. Toda interpretação precisa ser coerente com o texto. Níveis de leitura Para que você consiga fazer uma compreensão e uma interpretação adequadas, é muito importante ler os textos motivadores em mais de um nível, já que a cada leitura novas informações são assimiladas. Ao término da primeira leitura (primeiro nível), você precisa ser capaz de responder às seguintes perguntas: – O tema do texto é? (lembrando que tema e título são coisas diferentes, hein…); – A ideia central do texto é? – As palavras-chave do texto são? Como você pode perceber, o primeiro nível da leitura está relacionado à compreensão do tema central. Já ao fim da segunda leitura, é necessário reconhecer alguns marcadores textuais, que podem, inclusive, serem sublinhados. Os principais marcadores textuais são: – Modos verbais: O texto usa o indicativo- para atribuir firmeza às ideias/ subjuntivo- para criar hipóteses e possibilidades/ imperativo- para enfatizar ordens ou sugestões que não podem ser desprezadas? – Adjetivos: As orações são marcadas por muitos adjetivos ou não? Há frases com mais adjetivos do que outras? Qual seria a razão disso? O autor do texto faz questão de detalhar características? Com que finalidade? – Advérbios de negação ou afirmação: Em que momento eles aparecem? Por que a necessidade de negar ou afirmar com tanta ênfase determinada ideia? Há gradação nos advérbios (por exemplo: não, de jeito nenhum, jamais)? – Conjunções adversativas: Quando há conjunções adversativas numa oração, precisamos prestar bastante atenção, pois a informação que vem após o “mas, porém, todavia, entretanto” é mais relevante do que o que veio anteriormente. É só observar a frase: “Eu gosto de você, mas só como amigo.” – Sinais de pontuação: O autor usa muitas vírgulas? Por que há essa necessidade de separar tanto as ideias? Usa pontos de exclamação? Qual efeito a escolha dá ao período? Apenas com o levantamento desses pontos (que estão todos dados no texto, é só você observá-los), você já terá uma boa gama de informações para entender melhor o que o texto diz. Tipos de texto Os textos motivadores do ENEM ou de um vestibular podem ser de vários tipos, mas há aqueles mais comuns e são sobre esses que vamos dar dicas de interpretação e compreensão. – Matérias jornalísticas/ Reportagens Um dos tipos mais comuns de textos motivadores são as matérias jornalísticas. Para que haja maior entendimento sobre elas, analise: – O que acontece? – Com quem acontece? – Onde acontece? – Como a situação acontece? – Como a situação acaba? Note que todas as questões acima estão na esfera da compreensão, pois as respostas estarão explicitamente no texto. Em caso de matérias jornalísticas, você precisa tomar um cuidado especial com duas perguntas: – Por que acontece a situação (motivo)? – Para que acontece a situação (finalidade)? Podemos encontrar essas respostas tanto dentro do texto, sendo assim do âmbito da compreensão, como também podemos interpretar outras informações a fim de chegarmos à resposta, usando assim a esfera da interpretação. – Gráficos Os gráficos também são muito usados como textos motivadores, uma vez que eles possibilitam uma leitura mais ágil das informações. Viu um gráfico como texto motivador de sua redação? Então é hora de observar: – O título; – As informações na horizontal; – As informações na vertical; – A forma como os índices foram representados (colunas, fatias etc.); – O uso de cores diferentes (caso haja); – A fonte da qual as informações foram coletadas. Após compreender os dados iniciais, reflita em mais duas questões: – Por que usar um gráfico para falar sobre esse assunto? – Por que essa fonte foi a escolhida? – Charges/Tirinhas De forma curta e muitas vezes divertidas, as charges ou as tirinhas aparecem frequentemente para fechar a coleção de textos motivadores e são igualmente relevantes a um

Filmes, séries e livros para usar na redação do ENEM Sempre estamos te dando dicas de filmes e séries cujos assuntos podem ser utilizados em redações com diversos temas e hoje resolvemos reunir as sugestões em um único artigo para que tudo fique acessível quando você precisar. As ideias que vamos te dar estão disponibilizadas em plataformas diferenciadas, algumas gratuitas e outras pagas. A data de referência é abril de 2020. Que tal aproveitar aquele tempo livre para um entretenimento de qualidade e que ainda pode ser super útil para a redação do ENEM? Nada mal, não é? Vamos às dicas de Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM! Filmes Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Suspense Esta nova produção da Netflix é mais uma boa aposta de suspense espanhol criada pela marca. O enredo conta a história de Javier, um publicitário de bastante renome, mas que perdeu seu emprego numa grande agência e está procurando por uma recolocação profissional. Javier é reprovado em muitos processos seletivos e, quando aprovado, as ofertas de trabalho são vergonhosas. A busca por um novo emprego já dura um ano. Como é de se imaginar, o desemprego faz com que o padrão de vida da família caia e Javier (junto de sua esposa e filho) são obrigados a deixar a belíssima casa alugada onde viviam. As reprovações constantes, a queda no padrão de vida e, principalmente, a mudança de casa afetam profundamente a saúde mental de Javier e faz com que ele cometa atos inimagináveis. O enredo permite analisar a importância da saúde mental e do cuidado com ela. Já há alguns anos, especialistas em redação do ENEM têm apostado em temas relacionados à saúde mental, muito por conta do aumento expressivo de casos de ansiedade e depressão no Brasil. Este filme é aquela alternativa certeira quando você quer uma produção que prenda sua atenção e te surpreenda. Pode ser usado em temas relacionados a transtornos mentais, obsessão, violência, desrespeito à mulher, condição de trabalho e uso de drogas. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia romântica/ Drama O filme, inspirado no livro de mesmo nome, fala sobre Violet, uma mulher obcecada por beleza, perfeição e, principalmente, por seu cabelo. Parece uma trama um pouco “bobinha” à primeira vista, mas, pode ter certeza, não é. Violet sofre uma imensa pressão social e familiar (por parte da mãe em especial) para se enquadrar no estereótipo do que é considerado ideal, mas isso terá grandes reflexos em sua vida. Não vá assistir ao filme esperando por uma comédia romântica daquelas bem clichês, não é esse o foco de Felicidade por um fio. Aqui, temos uma mulher num processo de descoberta de si e questionando o quanto os padrões sociais devem ou não determinar sua vida. Pode ser usado em temas relacionados a autoconhecimento, pressão social e machismo. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Imagine a seguinte situação: mãe ex-miss e organizadora do concurso de misses da cidade, corpo perfeito, vaidade a mil, dietas, dietas e mais dietas (a mãe é representada por ninguém menos do que Jennifer Aniston, a Rachel, de Friends). Do outro lado, filha acima do peso, sem vocação aparente para ser miss e com baixíssima autoestima. O que pode gerar a junção dessas duas? Momentos de tristeza, frustração, risos e muita reflexão sobre padrões. Willowdean, a filha, vai fazer de tudo para provar que padrões não determinam o valor de uma pessoa. No enredo, também podemos ter contato com relações familiares conturbadas e seus efeitos, gordofobia e a importância da amizade. Pode ser usado em temas relacionados a preconceito, pressão social, padrões sociais, gordofobia e baixa autoestima. Séries Ano: 2015 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Grace e Frankie começam a primeira temporada (atualmente, a série está na sexta temporada) como esposas de Robert e Sol, mas, depois de muitos anos de casamento, surpresa! Seus maridos são homossexuais e formam um casal há décadas. As duas, apesar de não se gostarem nem um pouco, dividem a casa de praia durante o processo de separação e aí vemos nascer uma bela amizade com muito, muito humor mesmo. Grace and Frankie é uma série interessante, pois mostra outro lado da terceira idade que não estamos acostumados a ver, além de discutir sobre as necessidades específicas dessa faixa etária. Pode ser usada em temas relacionados a relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, terceira idade e envelhecimento saudável. Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Drama Uma mulher negra que decide ser empreendedora num contexto de extremo preconceito, em que mulheres, ainda mais negras, eram relegadas a um patamar social mais baixo. O tema por si só já bastante curioso. Mas tem mais, muito mais, Madame C.J. Walker sofreu muito em sua vida e seus sofrimentos a impulsionaram tanto a seguir em frente que ela se tornou a primeira mulher negra a ser milionária devido a seu próprio trabalho. Mais um pouquinho sobre esta série maravilhosa? Ela á baseada em fatos! Pode ser usada em temas relacionados a feminismo, empoderamento feminino, racismo, trabalho, preconceito social e condição de vida das mulheres. Está gostando de nosso conteúdo sobre Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM? Livros Um enredo simplesmente apaixonante com um casal que atravessa gerações: Marilia e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga). Você já deve ter ouvido falar em Marilia de Dirceu, a musa que inspirava o poeta Tomás Antônio Gonzaga a fazer belos versos à sua amada durante o período literário do Arcadismo. A Ladeira da Saudade é inspirado nesse contexto. Marilia, chamada frequentemente de Lília no enredo, é de uma família rica em São Paulo e sua mãe, Flávia, faz questão de que ela mantenha o namoro com um jovem de grande influência social, mas o sentimento de Lília simplesmente acabou. Por conta das férias escolares, Marilia vai passar algumas semanas com sua tia em Ouro Preto, Minas Gerais, e lá conhece Dirceu, um artista do teatro local. Os dois rapidamente engatam um romance de encher os olhos. Mas o tempo passa e Marilia precisa

Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?
Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos

Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação

Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, separou uma super dica para vocês: como usar a série ANNE WITH AN E na redação! Pegue o caderno e anote tudo! SÉRIE: ANNE WITH AN E ADOÇÃO A série se inicia com Sr. e Sra. Cuthbert adotando Anne Shirley, embora estivessem à espera de um menino para ajudar na lavoura. A revelação do gênero não é bem recebida pela idealização prévia de um perfil pelos pais adotivos, problema muito comum e grave no sistema adotivo brasileiro. PAPÉIS DE GÊNERO Passando-se em 1908, a trajetória de Anne destaca os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a Sra. Cuthbert quer devolver Anne ao orfanato por esta ser uma menina e “incapaz de trabalhar na fazenda”, são vistos os comportamentos de subserviência erroneamente esperados das mulheres. BULLYING Na nova escola de Anne, a protagonista é mal tratada e ridicularizada por seus colegas por ser orfã, adotada e por ter cabelo ruivo. Ela é excluída por possuir um pensamento diferente do da época, o que causa um constante e duradouro sentimento de rejeição e não-pertencimento na menina. INOVAÇÃO NO ENSINO O professor da cidade era um homem que seguia um método tradicional de ensino: deixava alunos de castigo de costas, os humilhava, usava régua e instigava o bullying. Após sua transferência, entra uma professora nova, causando um grande alvoroço na cidade por ser uma mulher solteira. Ela muda o molde de ensino para aulas ao ar livre, debates e desenvolvimento de senso crítico. Os pais e a aristocracia conservadora da cidade se opõem à presença dela. HOMOSSEXUALIDADE Cole, um dos melhores amigos de Anne, compartilha do sentimento de não pertencimento da protagonista. Fugindo do papel masculino na lavoura e na caça, ele preferia o mundo sensível da literatura e das artes, onde encontrava seu refúgio. Em um dos episódios, eles conhecem Josephine, uma mulher lésbica, e descobrem uma comunidade inclusiva daquela época. Assim, Cole explora sua verdadeira sexualidade, até então inexistente e impossível no seu imaginário. ABUSO SEXUAL No início do século XX, contatos físicos como abraços e beijos são proibidos antes do matrimônio. Nesse contexto, Josie Pye, prometida a Billy Andrews por interesse de seus pais, sofre um assédio em que, por mais que gostasse de Billy, é beijada à força. Josie foge e conta o ocorrido a suas amigas, porém Billy, insatisfeito, espalha que os dois teriam ido além, difamando a menina. Em outro episódio, as meninas tem suas saias levantadas na hora do almoço, o que leva Anne a dizer uma das maiores frases da história: “Uma saia nunca é um convite”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO Com a difamação de Josie, Anne escreve um artigo inflamado para defendê-la, em um exemplo de sororidade. Com um texto que pregava o empoderamento feminino e repreendia o machismo, ela sofre rejeição por todos os lados. Os comandantes da cidade buscam tirar a imprensa da escola, sob a justificativa de que representaria uma ameaça, mas os jovens organizam um protesto a favor de sua liberdade de expressão. O PAPEL DA LEITURA Durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias, Anne foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou a leitura como um refúgio mental. A menina, que escondia livros nos porões para que pudesse ler nos raros momentos de paz durante a madrugada, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. RACISMO Quando Gilbert Blythe, amigo de Anne, decide se aventurar pelos mares, ele conhece Sebastian (ou Bash), um homem negro com quem estabelece uma forte amizade. Bash se surpreende que Blythe não se importa com sua cor, visto que não estava acostumado com solidariedade de brancos. O retorno dos dois a Avonlea leva a inúmeras situações de racismo, discussão muito presente nas 2a e 3a temporadas. CONVIVÊNCIA COM A DIVERSIDADE No fim, a série traz a mensagem de que é preciso aprender a respeitar e conviver com as diferenças, já que a multiplicidade é inerente aos seres humanos e não é de hoje. Como alguns exemplos, temos Anne fugindo dos rótulos femininos, os Cuthbert que nunca se casaram, Cole com posturas diferentes das rotuladas para meninos, e a professora Stacy que veste calças e gosta de motocicletas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Os desafios da adoção de crianças no Brasil” Na série canadense “Anne With An E” situada em 1908, os irmãos Sr. e Sra. Cuthbert procuram adotar um garoto para ajudar em sua lavoura, mas, para sua surpresa, recebem uma menina, Anne. Logo de início, a mãe adotiva considera devolvê-la para o orfanato por garotas não serem consideradas aptas para realizar trabalhos físicos. Embora Anne conquiste o carinho de seus novos pais, a série demonstra como o problema da idealização de um perfil para adoção persiste até hoje. De fato, o principal desafio para a adoção no Brasil está na demanda por perfis estereotipados e a discrepância da realidade nos orfanatos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como usar a série Sex Education na redação? Como usar a série EUPHORIA nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série 13 REASONS WHY em suas redações?

É claro, ninguém está feliz ou tranquilo diante de toda a situação que temos vivido no Brasil por conta da pandemia do Coronavírus. Sabemos que o isolamento é importante, mas traz uma série de questões relevantes relativas a ele. Porém, mesmo vivendo num contexto bastante desconfortável para todos, algumas instituições resolveram fazer algo para ajudar as pessoas que estão reclusas em casa e lançaram ou liberaram cursos gratuitos. Todos os cursos acontecem totalmente on-line, a maioria sem restrição de idade e com cadastro bastante simplificado. Alguns inclusive disponibilizam certificados ao fim (sempre verifique se a certificação também é gratuita, pois isso pode variar). Vamos conhecer as melhores opções que estão disponíveis para nós? Fundação Bradesco (ev.org) A Fundação Bradesco já é bastante tradicional quando falamos de cursos on-line gratuitos, pois, antes mesmo da pandemia, ela já oferecia opções de qualidade a todos os interessados. Os cursos abrangem diversas áreas, mas, como aqui estamos pensando no ENEM e nos vestibulares que estão vindo logo mais por aí, recomendamos os seguintes: – Biologia: Alimentação e saúde Esta opção é excelente para revisar a relação entre os nutrientes que compõem a nossa alimentação e o impacto direto na saúde como um todo, mas não é só isso. Muitas vezes, os temas de redação permitem uma argumentação que tenha como foco a questão da qualidade da saúde, então cursar esse módulo pode te auxiliar também no desenvolvimento do texto. O curso tem duração de 3 horas e pode ser realizado ao longo de 60 dias. – Comunicação escrita (ev.org). Quem é que já não teve dúvidas na hora de escrever um texto? Sejam elas no campo da ortografia, pontuação ou gramática, tem horas que parece que as regras da Língua Portuguesa nos dão um nó na cabeça. Pensando nas dificuldades habituais de nossa língua, a Fundação Bradesco disponibilizou este “cursão” com 40 horas de duração. Nele, você poderá revisar os principais pontos da análise morfológica, sintática, pontuação, ortografia, estilística e ainda ficar por dentro de vez das alterações trazidas pelo último acordo ortográfico. O prazo para a conclusão do curso é de 60 dias a partir da data de inscrição. – Língua Portuguesa sem complicações Esta opção é mais resumida que a anterior, pois a carga horária total é de 20 horas. O foco é exclusivamente nas maiores dúvidas que o usuário da Língua Portuguesa tem ao colocá-la em prática. Diferentemente do curso Comunicação escrita, o Língua Portuguesa sem complicações propõe discussões também com relação à versão oral, o que é ótimo, pois te possibilita pensar mais aprofundadamente sobre os variados níveis de linguagem. Um destaque para o módulo de Coesão e coerência textuais, elementos fundamentais para uma redação de nota máxima em qualquer tipo de avaliação. O prazo para conclusão dos conteúdos também é de 60 dias. – Oficina de Língua Portuguesa (Gramática) As regras gramaticais estão te fazendo tomar um analgésico para dor de cabeça semanalmente? Chega de gastar dinheiro com Ibuprofeno e bora resolver essa confusão aí. O curso é bastante focado nas regras da sintaxe, tanto no período simples, quanto no período composto (subordinação e coordenação). Além disso, esta opção traz no primeiro módulo um conteúdo bastante interessante sobre interpretação e compreensão de frases, orações e períodos. A carga horária é de 16 horas e o prazo para cumprimento é de 60 dias, assim como os demais cursos que já sugerimos. – Técnicas de Redação. São só 10 horinhas de dedicação que certamente vão te ajudar a relembrar a estrutura dos principais tipos de texto cobrados em vestibulares. O curso trabalha com os gêneros jornalísticos, o dissertativo-argumentativo (tipo de texto requerido pelo ENEM e pela grande maioria dos vestibulares) e com elementos de progressão textual. Como um plus, o último módulo é dedicado ao estudo da intertextualidade, o que vai te ajudar a entender melhor os textos motivadores das redações. O prazo para cumprimento você já sabe qual é: 60 dias. A Fundação Bradesco ainda oferece cursos gratuitos em diversas áreas, como Geografia, Química, Inglês e Física. Se você se interessa ou precisa estudar mais sobre esses temas, corra pra lá já. Fundação Getúlio Vargas- FGV A FGV tem um foco maior em cursos gratuitos nas áreas da Administração, Finanças e Direito, mas há dois cursos em especial que gostaríamos de destacar para vocês. – Introdução à comunicação na era digital (educacao executiva fgv). A linguagem digital tem sido amplamente cobrada em questões de diversos vestibulares nos últimos anos, por isso, conhecer sua estrutura é muito importante para quem está se preparando para uma grande prova. Para que você tenha uma percepção melhor sobre a importância da linguagem digital, algumas gramáticas e sistemas de ensino apostilados já têm incluído o estudo dessa variante a partir do material do 6º ano. O curso não traz a duração prevista em seu cronograma, há 4 unidades disponíveis e nenhuma restrição de idade. – Quiz: Jogo das Regras Ortográficas- Reconhecendo Texto e Contexto Precisando treinar um pouco mais as palavras que foram alteradas por conta do último acordo ortográfico? Esta é a opção certa para você. O quiz contém uma pequena base teórica, seguida de muita prática por meio de exercícios variados. A conclusão do curso, apesar de não haver carga horária prevista, é rapidinha, rapidinha e com certeza você terminará o módulo escrevendo melhor e com menos dúvidas sobre uso do hífen e acentuação gráfica. Universidade de São Paulo Por meio a plataforma Coursera, a USP disponibilizou durante o período de isolamento social e suspensão das aulas 17 cursos on-line gratuitos. Caso você deseje ter a certificação ao final, há uma taxa a ser paga, porém, o acesso ao curso é gratuito. Os cursos estão disponíveis gratuitamente até 30/04. Nossas sugestões para vocês são: – Mapas conceituais para aprender e colaborar (coursera). Os mapas conceituais (ou mentais) têm sido muito usados como estratégias para resumir conteúdos. Quer aprender a fazer mapas conceituais mais eficientes? Clica no link aí acima então. O curso é totalmente on-line, de nível iniciante (não requer conhecimentos prévios
Os artigos sobre “Topo de funil” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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