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Querido leitor e leitora, o título do nosso artigo de hoje te causou algum estranhamento? Se sim, não se preocupe, pois muitas pessoas acham que interpretar e compreender um texto são exatamente a mesma tarefa, mas hoje veremos que não, essas habilidades não são irmãs gêmeas. Interpretar e compreender os textos motivadores são dois passos fundamentais para que você possa redigir sua redação com excelência, percorrendo um caminho que está, de fato, alinhado ao tema proposto. Primeiramente, vamos diferenciar as habilidades de interpretar e compreender. Quando lemos um texto, nossa primeira tarefa é a de compreender. Na fase da compreensão, compreendemos as informações que estão no texto, sem nenhum juízo ou interpretação sobre a situação. É um reconhecimento da informação. Analise a seguinte frase: A garota olhava o céu. Ao compreendermos a oração, entendemos que há uma pessoa do sexo feminino que estava olhando o céu por um determinado período. Isso é o que a frase nos diz, não estamos tentando descobrir quem é a garota, por que ela estava olhando para o céu e por quanto tempo a ação ocorreu. Já a habilidade de interpretar envolve olhar além do texto ou da frase, atribuindo a ele ou ela um contexto que nos permite deduzir, subtender ou concluir algo, porém, essas informações não estão no texto, mas são fruto do entendimento do leitor. Vamos voltar à mesma frase (A garota olhava o céu), mas agora iremos interpretá-la. Podemos deduzir que a menina que é sujeito da oração é jovem ou que o autor da frase é carioca (no Rio de Janeiro, é muito mais comum utilizar o termo “garota”), pois ela foi chamada de “garota”. Também, com base em outras pistas textuais, podemos imaginar que ela olhava o céu porque estava pensativa ou porque queria averiguar se iria ou não chover. Veja que as possibilidades de interpretação são várias e todas têm base no texto. O que confirmará ou não a validade de nossa forma de interpretar são as outras informações que o texto traz. Mesmo sabendo que a interpretação é feita pelo leitor, com base em seu conhecimento de mundo e repertório (além do suporte textual, claro), existem limites para a interpretação. Ela nunca pode ir contra algo que o texto diz explicitamente. Toda interpretação precisa ser coerente com o texto. Níveis de leitura Para que você consiga fazer uma compreensão e uma interpretação adequadas, é muito importante ler os textos motivadores em mais de um nível, já que a cada leitura novas informações são assimiladas. Ao término da primeira leitura (primeiro nível), você precisa ser capaz de responder às seguintes perguntas: – O tema do texto é? (lembrando que tema e título são coisas diferentes, hein…); – A ideia central do texto é? – As palavras-chave do texto são? Como você pode perceber, o primeiro nível da leitura está relacionado à compreensão do tema central. Já ao fim da segunda leitura, é necessário reconhecer alguns marcadores textuais, que podem, inclusive, serem sublinhados. Os principais marcadores textuais são: – Modos verbais: O texto usa o indicativo- para atribuir firmeza às ideias/ subjuntivo- para criar hipóteses e possibilidades/ imperativo- para enfatizar ordens ou sugestões que não podem ser desprezadas? – Adjetivos: As orações são marcadas por muitos adjetivos ou não? Há frases com mais adjetivos do que outras? Qual seria a razão disso? O autor do texto faz questão de detalhar características? Com que finalidade? – Advérbios de negação ou afirmação: Em que momento eles aparecem? Por que a necessidade de negar ou afirmar com tanta ênfase determinada ideia? Há gradação nos advérbios (por exemplo: não, de jeito nenhum, jamais)? – Conjunções adversativas: Quando há conjunções adversativas numa oração, precisamos prestar bastante atenção, pois a informação que vem após o “mas, porém, todavia, entretanto” é mais relevante do que o que veio anteriormente. É só observar a frase: “Eu gosto de você, mas só como amigo.” – Sinais de pontuação: O autor usa muitas vírgulas? Por que há essa necessidade de separar tanto as ideias? Usa pontos de exclamação? Qual efeito a escolha dá ao período? Apenas com o levantamento desses pontos (que estão todos dados no texto, é só você observá-los), você já terá uma boa gama de informações para entender melhor o que o texto diz. Tipos de texto Os textos motivadores do ENEM ou de um vestibular podem ser de vários tipos, mas há aqueles mais comuns e são sobre esses que vamos dar dicas de interpretação e compreensão. – Matérias jornalísticas/ Reportagens Um dos tipos mais comuns de textos motivadores são as matérias jornalísticas. Para que haja maior entendimento sobre elas, analise: – O que acontece? – Com quem acontece? – Onde acontece? – Como a situação acontece? – Como a situação acaba? Note que todas as questões acima estão na esfera da compreensão, pois as respostas estarão explicitamente no texto. Em caso de matérias jornalísticas, você precisa tomar um cuidado especial com duas perguntas: – Por que acontece a situação (motivo)? – Para que acontece a situação (finalidade)? Podemos encontrar essas respostas tanto dentro do texto, sendo assim do âmbito da compreensão, como também podemos interpretar outras informações a fim de chegarmos à resposta, usando assim a esfera da interpretação. – Gráficos Os gráficos também são muito usados como textos motivadores, uma vez que eles possibilitam uma leitura mais ágil das informações. Viu um gráfico como texto motivador de sua redação? Então é hora de observar: – O título; – As informações na horizontal; – As informações na vertical; – A forma como os índices foram representados (colunas, fatias etc.); – O uso de cores diferentes (caso haja); – A fonte da qual as informações foram coletadas. Após compreender os dados iniciais, reflita em mais duas questões: – Por que usar um gráfico para falar sobre esse assunto? – Por que essa fonte foi a escolhida? – Charges/Tirinhas De forma curta e muitas vezes divertidas, as charges ou as tirinhas aparecem frequentemente para fechar a coleção de textos motivadores e são igualmente relevantes a um

Filmes, séries e livros para usar na redação do ENEM Sempre estamos te dando dicas de filmes e séries cujos assuntos podem ser utilizados em redações com diversos temas e hoje resolvemos reunir as sugestões em um único artigo para que tudo fique acessível quando você precisar. As ideias que vamos te dar estão disponibilizadas em plataformas diferenciadas, algumas gratuitas e outras pagas. A data de referência é abril de 2020. Que tal aproveitar aquele tempo livre para um entretenimento de qualidade e que ainda pode ser super útil para a redação do ENEM? Nada mal, não é? Vamos às dicas de Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM! Filmes Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Suspense Esta nova produção da Netflix é mais uma boa aposta de suspense espanhol criada pela marca. O enredo conta a história de Javier, um publicitário de bastante renome, mas que perdeu seu emprego numa grande agência e está procurando por uma recolocação profissional. Javier é reprovado em muitos processos seletivos e, quando aprovado, as ofertas de trabalho são vergonhosas. A busca por um novo emprego já dura um ano. Como é de se imaginar, o desemprego faz com que o padrão de vida da família caia e Javier (junto de sua esposa e filho) são obrigados a deixar a belíssima casa alugada onde viviam. As reprovações constantes, a queda no padrão de vida e, principalmente, a mudança de casa afetam profundamente a saúde mental de Javier e faz com que ele cometa atos inimagináveis. O enredo permite analisar a importância da saúde mental e do cuidado com ela. Já há alguns anos, especialistas em redação do ENEM têm apostado em temas relacionados à saúde mental, muito por conta do aumento expressivo de casos de ansiedade e depressão no Brasil. Este filme é aquela alternativa certeira quando você quer uma produção que prenda sua atenção e te surpreenda. Pode ser usado em temas relacionados a transtornos mentais, obsessão, violência, desrespeito à mulher, condição de trabalho e uso de drogas. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia romântica/ Drama O filme, inspirado no livro de mesmo nome, fala sobre Violet, uma mulher obcecada por beleza, perfeição e, principalmente, por seu cabelo. Parece uma trama um pouco “bobinha” à primeira vista, mas, pode ter certeza, não é. Violet sofre uma imensa pressão social e familiar (por parte da mãe em especial) para se enquadrar no estereótipo do que é considerado ideal, mas isso terá grandes reflexos em sua vida. Não vá assistir ao filme esperando por uma comédia romântica daquelas bem clichês, não é esse o foco de Felicidade por um fio. Aqui, temos uma mulher num processo de descoberta de si e questionando o quanto os padrões sociais devem ou não determinar sua vida. Pode ser usado em temas relacionados a autoconhecimento, pressão social e machismo. Ano: 2018 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Imagine a seguinte situação: mãe ex-miss e organizadora do concurso de misses da cidade, corpo perfeito, vaidade a mil, dietas, dietas e mais dietas (a mãe é representada por ninguém menos do que Jennifer Aniston, a Rachel, de Friends). Do outro lado, filha acima do peso, sem vocação aparente para ser miss e com baixíssima autoestima. O que pode gerar a junção dessas duas? Momentos de tristeza, frustração, risos e muita reflexão sobre padrões. Willowdean, a filha, vai fazer de tudo para provar que padrões não determinam o valor de uma pessoa. No enredo, também podemos ter contato com relações familiares conturbadas e seus efeitos, gordofobia e a importância da amizade. Pode ser usado em temas relacionados a preconceito, pressão social, padrões sociais, gordofobia e baixa autoestima. Séries Ano: 2015 Plataforma: Netflix Gênero: Comédia Grace e Frankie começam a primeira temporada (atualmente, a série está na sexta temporada) como esposas de Robert e Sol, mas, depois de muitos anos de casamento, surpresa! Seus maridos são homossexuais e formam um casal há décadas. As duas, apesar de não se gostarem nem um pouco, dividem a casa de praia durante o processo de separação e aí vemos nascer uma bela amizade com muito, muito humor mesmo. Grace and Frankie é uma série interessante, pois mostra outro lado da terceira idade que não estamos acostumados a ver, além de discutir sobre as necessidades específicas dessa faixa etária. Pode ser usada em temas relacionados a relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, terceira idade e envelhecimento saudável. Ano: 2020 Plataforma: Netflix Gênero: Drama Uma mulher negra que decide ser empreendedora num contexto de extremo preconceito, em que mulheres, ainda mais negras, eram relegadas a um patamar social mais baixo. O tema por si só já bastante curioso. Mas tem mais, muito mais, Madame C.J. Walker sofreu muito em sua vida e seus sofrimentos a impulsionaram tanto a seguir em frente que ela se tornou a primeira mulher negra a ser milionária devido a seu próprio trabalho. Mais um pouquinho sobre esta série maravilhosa? Ela á baseada em fatos! Pode ser usada em temas relacionados a feminismo, empoderamento feminino, racismo, trabalho, preconceito social e condição de vida das mulheres. Está gostando de nosso conteúdo sobre Filmes séries e livros para usar na redação do ENEM? Livros Um enredo simplesmente apaixonante com um casal que atravessa gerações: Marilia e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga). Você já deve ter ouvido falar em Marilia de Dirceu, a musa que inspirava o poeta Tomás Antônio Gonzaga a fazer belos versos à sua amada durante o período literário do Arcadismo. A Ladeira da Saudade é inspirado nesse contexto. Marilia, chamada frequentemente de Lília no enredo, é de uma família rica em São Paulo e sua mãe, Flávia, faz questão de que ela mantenha o namoro com um jovem de grande influência social, mas o sentimento de Lília simplesmente acabou. Por conta das férias escolares, Marilia vai passar algumas semanas com sua tia em Ouro Preto, Minas Gerais, e lá conhece Dirceu, um artista do teatro local. Os dois rapidamente engatam um romance de encher os olhos. Mas o tempo passa e Marilia precisa

Como usar o filme O Poço em sua redação? Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica muito legal: Como usar o filme O Poço em sua redação! Bora pegar o caderno e anotar tudo! Ficha Técnica: O Poço (Original Netflix) Título Original: The Platform Duração: 94 minutos Ano produção: 2019 Estreia: 20 de março de 2020 Distribuidora: Netflix Dirigido por: Galder Gaztelu-Urrutia Classificação: 18 anos Gênero: Suspense Países de Origem: Espanha DESIGUALDADE SOCIAL “O Poço” explora, literalmente, a verticalidade social vivenciada hoje na representação de uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Como diz o companheiro de cela do protagonista, Trimagasi, “há três tipos de pessoas: as de cima, as de baixo, e as que caem”, sendo descartada a remota possibilidade de espontânea ascensão social. INDIVIDUALISMO Dentro do chamado Centro Vertical de Autogestão, uma plataforma com comida desce do primeiro andar em diante. Em teoria, o banquete seria suficiente para todos, mas a ostentação e luxo dos residentes dos níveis superiores impossibilitam a distruibuição justa dos recursos. A cada mês, prisioneiros trocam de níveis e, mesmo assim, o egocentrismo típico do capitalismo permanece: como diz Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. INSEGURANÇA ALIMENTAR A realidade distópica do filme revela a gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, muito presente no Brasil. Enquanto poucos recebem muito em seus pratos, muitos ficam de estômagos vazios. No filme, as opções são claras: em níveis (ou classes) inferiores, a escolha é comer ou ser comido. O PODER DO ESTÔMAGO Uma análise feita pelo filme é o efeito da privação da necessidade humana pela alimentação. Por um lado, a instintividade da fome causa atos horrendos de violência no filme, mas também a movimentação por uma mudança no status quo, sendo a fome causa comum de diversas revoltas históricas, como a Revolução Francesa e a Primavera Árabe. CONSCIÊNCIA DE CLASSE Mesmo com o revezamento de níveis, é visto como os prisioneiros não desenvolvem uma consciência de classe para ajudar uns aos outros. Afinal, todos passam pelas mesmas privações um mês ou outro, mas preferem focar em seus privilégios quando os possuíam. Faz-se uma reflexão ao mundo de hoje, onde falta união de classe para o combate às mazelas sociais. PROTEÇÃO DA CRIANÇA Ao longo do filme, vemos uma mãe que busca proteger sua filha incessantemente. A proteção de crianças em ambientes de vulnerabilidade como tal cenário é de suma importância, e, pela mesma lógica, Goreng sacrifica a panna cotta para alimentar a garota. É assim que fica claro que ela é a mensagem: a proteção de uma criança ainda em um contexto hostil revela a humanidade dos prisioneiros, ao salvar a concretização da inocência e da esperança, a criança. SIMBOLOGIA “ÓBVIO” Trimagasi repete múltiplas vezes a palavra “óbvio” ao explicar o poço ao protagonista em uma contradição do realismo de um antigo prisioneiro, sobrevivente do sistema que se rende a este, e do idealismo de um novo integrante, Goreng. O LIVRO E A FACA O filme discute a importância da educação, representada pela leitura literária, para a solução de mazelas sociais. Ao contrário de Trimagasi, que traz uma faca para se proteger e se alimentar, Goreng é o único que decide trazer um livro, uma escolha que define seu caráter messiânico. DOM QUIXOTE A menção ao livro como objeto escolhido de Goreng traça uma estreita relação entre as tramas das duas obras e seus personagens. Goreng, assim como Dom Quixote, se perde na loucura e nas ilusões, mas é a figura heróica destinada a salvar todos. 333 E O INFERNO O Centro Vertical de Autogestão é uma clara analogia ao inferno, com 333 andares e 666 pessoas (números bem conhecidos). Ao descer pela plataforma, Goreng observa exemplos típicos de cada um dos 7 pecados capitais, um em cada andar. As referências bíblicas são diversas, inclusive com a referência de Goreng a Messias, Jesus e Mensageiro em diversos momentos. NOMES DOS PERSONAGENSTudo nessa narrativa gira em torno de comida, até os nomes do personagens: Nasi Goreng é um prato da Indonésia semelhante a arroz frito; Baharat é uma mistura de condimentos típica do Oriente Médio; Imoguiri lembra muito o prato japonês oniguiri, bolinho de arroz. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Desafios para a segurança alimentar no Brasil” No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da insegurança alimentar no Brasil se vê, de fato, atrelado ao fato da enraizada desigualdade social do país e da má distribuição dos recursos em uma sociedade verticalmente hierarquizada. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como utilizar o filme PARASITA na redação Como usar o filme CORINGA nas redações? Como usar a série OLHOS QUE CONDENAM em suas redações? Como usar VINGADORES: ULTIMATO em suas redações Como usar a série YOU em suas redações? Como usar a série THE SOCIETY em suas redações?
Falamos no último post sobre o tópico frasal, está lembrado? CLIQUE AQUI PARA CONFERIR! Só para garantir, assim como quem não quer nada, vamos retomar que o tópico frasal é uma oração que apresenta a ideia central do parágrafo. Resumidamente, podemos dizer que, por meio do tópico frasal, é possível afirmar algo com intensidade, conceituar, questionar ou comparar fatias do tema. E por que “fatias do tema”? Porque, quando construímos um texto, cada parágrafo funciona como uma fatia, um pedaço de uma unidade maior. É como se o texto fosse uma pizza e cada parágrafo fosse uma fatia dela. Os tópicos frasais também têm tipos diferentes e já tratamos disso no artigo anterior, mas, para te ajudar, vamos trazer um resuminho sobre o assunto aqui também. Temos certeza de que agora a seguinte pergunta surge na sua cabecinha: Muito bem, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas como é que eu crio um tópico frasal? Ora, meus queridos, vocês acharam que a gente não ia contar as técnicas para vocês? Como criar tópicos frasais? O primeiro ponto em que você deve prestar atenção é a respeito do tamanho do tópico frasal. Na maioria das vezes, ele contém uma oração, mas duas orações ainda são aceitáveis. Após, defina o tipo de tópico frasal a ser usado. Lembre-se de que temos as seguintes opções: Declaração inicial Definição Contraste ou Comparação Divisão Alusão histórica Interrogação Afirmação ou negação forte.Clareza e objetividade no ponto de vista. Conceituação de uma palavra extremamente relevante para o contexto do parágrafo e do texto como um todo. Apresentação de ideias opostas (contraste).Aproximação de ideias semelhantes (comparação). Separação das ideias centrais do parágrafo.Separação de elementos ou de características desses elementos. Relação do assunto do parágrafo com fatos históricos. Questão que tem por objetivo captar o interesse do leitor. A escolha do tópico frasal depende muito do tema a ser desenvolvido e do caminho que você pretende percorrer em seu texto. Por conta disso, batemos novamente na mesma tecla: planeje seu texto antes, mesmo que seja apenas mentalmente. Bons tópicos frasais só podem ser desenvolvidos se houver planejamento anterior. Tome muito cuidado com os “enfeites” ou, como dizemos em bom português, com a “encheção de linguiça”. Avalie a necessidade e a utilidade de cada palavra que vai compor seu tópico frasal. Existem conectivos de abertura comuns para cada uma das ideias de um texto dissertativo-argumentativo. Sugerimos os seguintes: – Conectivos para somar ideias: E, mais, nem, também, ademais, além de, além disso, em adição, adicionalmente a. – Conectivos para opor ideias: Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, apesar de que. – Conectivos para comparação: Como, mais que, menos que, tão quanto, tanto como, tal qual, da mesma forma/maneira, igualmente, semelhantemente, bem como. – Conectivos de sequenciação: Depois, após, logo depois/após, na sequência, imediatamente, assim que, então, em seguida. – Conectivos de conclusão: Por isso, assim, assim sendo, portanto, desse modo/forma/maneira. – Conectivos para afirmação: Certamente, com certeza, de certo, efetivamente, evidentemente, realmente, verdadeiramente. – Conectivos para negação: Jamais, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, tampouco. – Conectivos para causa: Por causa de, por isso, por conta de, em virtude de, como resultado, já que, uma vez que. – Conectivos para tempo e frequência: Enquanto, sempre que, normalmente, frequentemente, geralmente, constantemente, às vezes, todas as vezes, ao mesmo tempo, simultaneamente. Existem ainda os conectivos para indicar dúvida, porém não se recomenda o uso deles em dissertações argumentativas, pois eles expressam imprecisão e podem dar a ideia de insegurança quanto aos fatos. Os conectivos de introdução e conclusão também não são bem-vindos nesse gênero. Após a etapa da escolha dos conectivos (que não são obrigatórios, mas facilitam bastante o processo de introduzir uma ideia na abertura do parágrafo) é hora de pensar propriamente na oração que vai compor o tópico frasal. Para cada parágrafo, pense no seguinte: se você pudesse usar apenas uma oração para definir o assunto do parágrafo, qual seria ela? Isso já te ajuda a ter uma ideia do caminho que você quer seguir na construção do tópico frasal. Use elementos fortes, que não deixem margem para dúvidas. Ponha todas as suas habilidades de construção de texto com clareza à mostra. E, claro, o melhor modo de fazer muito bem algo é treinando. Avalie diferentes temas e veja qual tópico frasal mais se encaixa à temática. Treine sempre que puder o desenvolvimento do tópico frasal. Como exercício, você pode também pegar textos prontos e reconhecer os tópicos frasais e os tipos deles. De novo, tópico frasal não é enrolação, não é enfeite de texto, muito pelo contrário. Ele situa o leitor e o ajuda a compreender de forma mais rápida o assunto do parágrafo. O que você não deve fazer na construção dos tópicos frasais? Há alguns pecadinhos que não podem ser cometidos quando desenvolvemos tópicos frasais e é claro que vamos te revelar quais são eles: Construir tópicos frasais muito longos: Usar três ou mais orações como tópico frasal é a receita certa para fazer com que ele perca a função dentro de seu texto. Para as orações ficarem menores, você pode contar alguns termos acessórios da oração, como os adjuntos adverbiais, por exemplo. Abrir o parágrafo com obviedade sem introduzir o assunto: Novamente estamos falando da famosa “encheção de linguiça”. Tópico frasal tem uma função dentro do texto e ela é bem importante, aliás. Usar conectivos óbvios: Em nenhuma hipótese, devemos usar conectivos que indicam início na introdução (inicialmente) ou finalização na conclusão (por fim, em conclusão), afinal essas ideias já são óbvias, certo? Pule diretamente para o assunto central. Criar tópicos frasais que não façam sentido: Por ser uma versão resumida do assunto central do parágrafo, precisamos ter muito cuidado para não enxugarmos tanto a oração a ponto de ela não fazer sentido. Olhe para seu tópico frasal do lado de fora, com olhos de leitor, pensando assim: Se eu lesse esse tópico frasal no texto de outra pessoa, conseguiria entender qual é o assunto do parágrafo? Quando nós mesmos criticamos

Leia os textos abaixo para compreender melhor o tema da produção textual sobre o tema “Charlatanismo nas redes sociais” e, após, faça a redação sugerida. Texto 1 sobre charlatanismo nas redes sociais: O que é charlatanismo Saiba quando algumas práticas alternativas podem ser consideradas crimes contra os pacientes. Práticas religiosas, terapêuticas ou simplesmente alternativas à medicina tradicional podem ser enquadradas pela legislação brasileira como crimes, caso seja feita denúncia. O assunto é polêmico. Por não haver comprovação científica sobre a eficácia de alguns métodos alternativos para o tratamento de enfermidades, os profissionais que aplicam essas técnicas correm riscos de serem indiciados como charlatões ou curandeiros. A constituição é vaga e não especifica quais atividades podem ser indiciadas pela lei. “Os tipos penais de curandeirismo e charlatanismo, de fato, não indicam as atividades com precisão. É dever da doutrina jurídica e dos tribunais dar a correta interpretação aos dispositivos”, explica o juiz de direito Thiago Teraoka. Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, A liberdade religiosa no direito constitucional brasileiro, ele se debruça sobre os temas do charlatanismo e do curandeirismo. “Desloca-se a discussão da eficácia do tratamento sob o ponto de vista da medicina como ciência para o subjetivismo do agente”, diz. O que diz a lei De acordo com o artigo 283 do Código Penal, charlatanismo é o ato de inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível e a pena para essa ação pode ser de 3 meses a 1 ano de prisão. “É charlatão quem anuncia ou ministra uma ‘substância ou mistura’ para um doente de Aids ou câncer, sabendo que a ‘substância ou mistura’ não tem qualquer eficácia”, exemplifica Teraoka. Já o artigo 284 define que se pode exercer o curandeirismo de três maneiras: prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; ou fazendo diagnósticos. A pena de prisão pode chegar de 6 meses a 2 anos. Além de passar um tempo na cadeia, o acusado pode levar multa, caso o crime tenha sido praticado mediante remuneração. “Para a condenação, deve haver prova contundente, no sentido de que não há sinceridade no agente criminoso; deve-se exigir que o agente que esteja efetuando o tratamento, poções, orações, ‘passes’, ‘imposições de mão’, etc. saiba que esses expedientes não têm qualquer eficácia. Apenas pode-se condenar quando há a vontade de enganar”, sentencia Teraoka. (…) Fonte: www.namu.com.br / Acesso em 28/03/2020. Texto 2 sobre charlatanismo nas redes sociais: Conselho de Medicina chama médico tocantinense de charlatão 23/03/20 09:30:04 | Atualizado em: 23/03/20 09:30:04 O Tocantins mais uma vez foi destaque nacional negativamente. Joaquim Rocha, médico e ex-vereador de Palmas, ao publicar um vídeo na internet dando dicas “milagrosas de saúde” contra o Coronavirus, foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo, 22. Inadvertidamente Rocha dá dicas de uso de alimentos e antibióticos naturais que supostamente trariam a cura para a doença, sem qualquer comprovação cientifica. A reportagem do programa, ouviu o Ministério Público sobre o caso e disse que considera conduta criminosa oferecer cura ou prevenção ao Coronavírus sem nenhuma comprovação científica. “O responsável por publicações desse tipo pode parar na cadeia”, disse um promotor na reportagem do Fantástico. Fonte: www.portalstylo.com.br / Acesso em 28/03/2020. Com base nos textos motivadores, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema Charlatanismo nas redes sociais. CONFIRA REPERTÓRIO PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Coronavírus e emergência na saúde global | Tema de redação Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil | Tema de redação Saúde mental no século XXI | Tema de redação Redes sociais e a nova era da comunicação | Tema de redação Excesso de trabalho e saúde mental | Tema de redação O comportamento jovem nas mídias sociais e suas consequências | Tema de redação

Oi, pessoal! Tudo bem? Nosso parceiro Lucas Felpi, que tirou NOTA 1000 na redação do ENEM 2018, separou uma super dica para vocês: como usar a série ANNE WITH AN E na redação! Pegue o caderno e anote tudo! SÉRIE: ANNE WITH AN E ADOÇÃO A série se inicia com Sr. e Sra. Cuthbert adotando Anne Shirley, embora estivessem à espera de um menino para ajudar na lavoura. A revelação do gênero não é bem recebida pela idealização prévia de um perfil pelos pais adotivos, problema muito comum e grave no sistema adotivo brasileiro. PAPÉIS DE GÊNERO Passando-se em 1908, a trajetória de Anne destaca os diversos rótulos ditos femininos e que infelizmente perduram até hoje. Quando, por exemplo, a Sra. Cuthbert quer devolver Anne ao orfanato por esta ser uma menina e “incapaz de trabalhar na fazenda”, são vistos os comportamentos de subserviência erroneamente esperados das mulheres. BULLYING Na nova escola de Anne, a protagonista é mal tratada e ridicularizada por seus colegas por ser orfã, adotada e por ter cabelo ruivo. Ela é excluída por possuir um pensamento diferente do da época, o que causa um constante e duradouro sentimento de rejeição e não-pertencimento na menina. INOVAÇÃO NO ENSINO O professor da cidade era um homem que seguia um método tradicional de ensino: deixava alunos de castigo de costas, os humilhava, usava régua e instigava o bullying. Após sua transferência, entra uma professora nova, causando um grande alvoroço na cidade por ser uma mulher solteira. Ela muda o molde de ensino para aulas ao ar livre, debates e desenvolvimento de senso crítico. Os pais e a aristocracia conservadora da cidade se opõem à presença dela. HOMOSSEXUALIDADE Cole, um dos melhores amigos de Anne, compartilha do sentimento de não pertencimento da protagonista. Fugindo do papel masculino na lavoura e na caça, ele preferia o mundo sensível da literatura e das artes, onde encontrava seu refúgio. Em um dos episódios, eles conhecem Josephine, uma mulher lésbica, e descobrem uma comunidade inclusiva daquela época. Assim, Cole explora sua verdadeira sexualidade, até então inexistente e impossível no seu imaginário. ABUSO SEXUAL No início do século XX, contatos físicos como abraços e beijos são proibidos antes do matrimônio. Nesse contexto, Josie Pye, prometida a Billy Andrews por interesse de seus pais, sofre um assédio em que, por mais que gostasse de Billy, é beijada à força. Josie foge e conta o ocorrido a suas amigas, porém Billy, insatisfeito, espalha que os dois teriam ido além, difamando a menina. Em outro episódio, as meninas tem suas saias levantadas na hora do almoço, o que leva Anne a dizer uma das maiores frases da história: “Uma saia nunca é um convite”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO Com a difamação de Josie, Anne escreve um artigo inflamado para defendê-la, em um exemplo de sororidade. Com um texto que pregava o empoderamento feminino e repreendia o machismo, ela sofre rejeição por todos os lados. Os comandantes da cidade buscam tirar a imprensa da escola, sob a justificativa de que representaria uma ameaça, mas os jovens organizam um protesto a favor de sua liberdade de expressão. O PAPEL DA LEITURA Durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias, Anne foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou a leitura como um refúgio mental. A menina, que escondia livros nos porões para que pudesse ler nos raros momentos de paz durante a madrugada, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. RACISMO Quando Gilbert Blythe, amigo de Anne, decide se aventurar pelos mares, ele conhece Sebastian (ou Bash), um homem negro com quem estabelece uma forte amizade. Bash se surpreende que Blythe não se importa com sua cor, visto que não estava acostumado com solidariedade de brancos. O retorno dos dois a Avonlea leva a inúmeras situações de racismo, discussão muito presente nas 2a e 3a temporadas. CONVIVÊNCIA COM A DIVERSIDADE No fim, a série traz a mensagem de que é preciso aprender a respeitar e conviver com as diferenças, já que a multiplicidade é inerente aos seres humanos e não é de hoje. Como alguns exemplos, temos Anne fugindo dos rótulos femininos, os Cuthbert que nunca se casaram, Cole com posturas diferentes das rotuladas para meninos, e a professora Stacy que veste calças e gosta de motocicletas. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO TEMA: “Os desafios da adoção de crianças no Brasil” Na série canadense “Anne With An E” situada em 1908, os irmãos Sr. e Sra. Cuthbert procuram adotar um garoto para ajudar em sua lavoura, mas, para sua surpresa, recebem uma menina, Anne. Logo de início, a mãe adotiva considera devolvê-la para o orfanato por garotas não serem consideradas aptas para realizar trabalhos físicos. Embora Anne conquiste o carinho de seus novos pais, a série demonstra como o problema da idealização de um perfil para adoção persiste até hoje. De fato, o principal desafio para a adoção no Brasil está na demanda por perfis estereotipados e a discrepância da realidade nos orfanatos. Gostou desta super dica? Não deixe de seguir estes perfis no instagram (é só clicar em cada um): @redacaonline @lfelpi Leia também: Como usar a série Sex Education na redação? Como usar a série EUPHORIA nas redações? Como usar a série GREY’S ANATOMY nas redações? Como usar a série ELITE em suas redações? Como usar a série 13 REASONS WHY em suas redações?

É claro, ninguém está feliz ou tranquilo diante de toda a situação que temos vivido no Brasil por conta da pandemia do Coronavírus. Sabemos que o isolamento é importante, mas traz uma série de questões relevantes relativas a ele. Porém, mesmo vivendo num contexto bastante desconfortável para todos, algumas instituições resolveram fazer algo para ajudar as pessoas que estão reclusas em casa e lançaram ou liberaram cursos gratuitos. Todos os cursos acontecem totalmente on-line, a maioria sem restrição de idade e com cadastro bastante simplificado. Alguns inclusive disponibilizam certificados ao fim (sempre verifique se a certificação também é gratuita, pois isso pode variar). Vamos conhecer as melhores opções que estão disponíveis para nós? Fundação Bradesco (ev.org) A Fundação Bradesco já é bastante tradicional quando falamos de cursos on-line gratuitos, pois, antes mesmo da pandemia, ela já oferecia opções de qualidade a todos os interessados. Os cursos abrangem diversas áreas, mas, como aqui estamos pensando no ENEM e nos vestibulares que estão vindo logo mais por aí, recomendamos os seguintes: – Biologia: Alimentação e saúde Esta opção é excelente para revisar a relação entre os nutrientes que compõem a nossa alimentação e o impacto direto na saúde como um todo, mas não é só isso. Muitas vezes, os temas de redação permitem uma argumentação que tenha como foco a questão da qualidade da saúde, então cursar esse módulo pode te auxiliar também no desenvolvimento do texto. O curso tem duração de 3 horas e pode ser realizado ao longo de 60 dias. – Comunicação escrita (ev.org). Quem é que já não teve dúvidas na hora de escrever um texto? Sejam elas no campo da ortografia, pontuação ou gramática, tem horas que parece que as regras da Língua Portuguesa nos dão um nó na cabeça. Pensando nas dificuldades habituais de nossa língua, a Fundação Bradesco disponibilizou este “cursão” com 40 horas de duração. Nele, você poderá revisar os principais pontos da análise morfológica, sintática, pontuação, ortografia, estilística e ainda ficar por dentro de vez das alterações trazidas pelo último acordo ortográfico. O prazo para a conclusão do curso é de 60 dias a partir da data de inscrição. – Língua Portuguesa sem complicações Esta opção é mais resumida que a anterior, pois a carga horária total é de 20 horas. O foco é exclusivamente nas maiores dúvidas que o usuário da Língua Portuguesa tem ao colocá-la em prática. Diferentemente do curso Comunicação escrita, o Língua Portuguesa sem complicações propõe discussões também com relação à versão oral, o que é ótimo, pois te possibilita pensar mais aprofundadamente sobre os variados níveis de linguagem. Um destaque para o módulo de Coesão e coerência textuais, elementos fundamentais para uma redação de nota máxima em qualquer tipo de avaliação. O prazo para conclusão dos conteúdos também é de 60 dias. – Oficina de Língua Portuguesa (Gramática) As regras gramaticais estão te fazendo tomar um analgésico para dor de cabeça semanalmente? Chega de gastar dinheiro com Ibuprofeno e bora resolver essa confusão aí. O curso é bastante focado nas regras da sintaxe, tanto no período simples, quanto no período composto (subordinação e coordenação). Além disso, esta opção traz no primeiro módulo um conteúdo bastante interessante sobre interpretação e compreensão de frases, orações e períodos. A carga horária é de 16 horas e o prazo para cumprimento é de 60 dias, assim como os demais cursos que já sugerimos. – Técnicas de Redação. São só 10 horinhas de dedicação que certamente vão te ajudar a relembrar a estrutura dos principais tipos de texto cobrados em vestibulares. O curso trabalha com os gêneros jornalísticos, o dissertativo-argumentativo (tipo de texto requerido pelo ENEM e pela grande maioria dos vestibulares) e com elementos de progressão textual. Como um plus, o último módulo é dedicado ao estudo da intertextualidade, o que vai te ajudar a entender melhor os textos motivadores das redações. O prazo para cumprimento você já sabe qual é: 60 dias. A Fundação Bradesco ainda oferece cursos gratuitos em diversas áreas, como Geografia, Química, Inglês e Física. Se você se interessa ou precisa estudar mais sobre esses temas, corra pra lá já. Fundação Getúlio Vargas- FGV A FGV tem um foco maior em cursos gratuitos nas áreas da Administração, Finanças e Direito, mas há dois cursos em especial que gostaríamos de destacar para vocês. – Introdução à comunicação na era digital (educacao executiva fgv). A linguagem digital tem sido amplamente cobrada em questões de diversos vestibulares nos últimos anos, por isso, conhecer sua estrutura é muito importante para quem está se preparando para uma grande prova. Para que você tenha uma percepção melhor sobre a importância da linguagem digital, algumas gramáticas e sistemas de ensino apostilados já têm incluído o estudo dessa variante a partir do material do 6º ano. O curso não traz a duração prevista em seu cronograma, há 4 unidades disponíveis e nenhuma restrição de idade. – Quiz: Jogo das Regras Ortográficas- Reconhecendo Texto e Contexto Precisando treinar um pouco mais as palavras que foram alteradas por conta do último acordo ortográfico? Esta é a opção certa para você. O quiz contém uma pequena base teórica, seguida de muita prática por meio de exercícios variados. A conclusão do curso, apesar de não haver carga horária prevista, é rapidinha, rapidinha e com certeza você terminará o módulo escrevendo melhor e com menos dúvidas sobre uso do hífen e acentuação gráfica. Universidade de São Paulo Por meio a plataforma Coursera, a USP disponibilizou durante o período de isolamento social e suspensão das aulas 17 cursos on-line gratuitos. Caso você deseje ter a certificação ao final, há uma taxa a ser paga, porém, o acesso ao curso é gratuito. Os cursos estão disponíveis gratuitamente até 30/04. Nossas sugestões para vocês são: – Mapas conceituais para aprender e colaborar (coursera). Os mapas conceituais (ou mentais) têm sido muito usados como estratégias para resumir conteúdos. Quer aprender a fazer mapas conceituais mais eficientes? Clica no link aí acima então. O curso é totalmente on-line, de nível iniciante (não requer conhecimentos prévios

As vivências das mulheres trans no Brasil CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! O tema desta semana foi bastante inspirado na polêmica envolvendo a entrevista realizada entre o doutor Drauzio Varella e a mulher transgênero Suzy de Oliveira. As vivências das mulheres trans no Brasil. A reação da sociedade diante da entrevista trouxe à tona a importância de se discutir mais aprofundadamente sobre a situação das mulheres transgênero no Brasil. Não poderíamos deixar de indicar a vocês a matéria da Istoé para que vocês entendam um pouco melhor sobre a situação que desencadeou toda essa polêmica. É só acessar o link a seguir e ler a matéria completa Isto é Também é nossa obrigação enquanto instituição educativa salientarmos que a situação das mulheres transgênero vai muitíssimo além da polêmica envolvendo o doutor Drauzio Varella e é exatamente isso que nos interessa no tema da semana. Esperamos que as sugestões a seguir possam te ajudar a enxergar de forma um pouco mais realista as dificuldades e os enfrentamentos pelos quais as mulheres transgênero passam no Brasil. Artigo científico sobre o modelo legítimo de mulher. Disponível em: WWC 2017 / Acesso em 18/03/2020. Antes de tudo, é essencial que você entenda quais são as classificações de mulher transgênero e este artigo científico, que foi, inclusive, publicado enquanto referência sobre o tema, trata exatamente sobre isso. Por se tratar de um artigo científico, você encontrará nele os pareceres de vários especialistas sobre o tema, além de muitas referências bibliográficas caso queira se inteirar ainda mais a respeito do assunto. Matéria on-line sobre a visão psicológica da transgeneralidade. Disponível em: Mundo Psicólogos / Acesso em 18/03/2020. A matéria é curta, mas muito rica em informações. Nela, especialistas da área da Psicologia analisam a transgeneralidade sob esse ponto de vista, de forma científica, imparcial, explicando quais são os sinais da transgeneralidade e como eles se manifestam. Resumo on-line sobre Caitlyn Jenner. Disponível em: Ego – globo / Acesso em 18/03/2020. Talvez você nunca tenha ouvido falar em Caitlyn Jenner, mas essa mulher trans é uma referência importante quando tratamos da transgeneralidade e por isso resolvemos trazer um pouco da história dela aqui. Além de ler a história e ver as fotos, é fundamental que você também leia os comentários deixados por leitores na matéria e analise como uma parte da população brasileira enxerga a situação. Artigo de revista científica on-line sobre a violência contra as mulheres transgênero. Disponível em: Revista Univap / Acesso em 18/03/2020. Um dos principais problemas enfrentados pelas mulheres transgênero é a violência, que atinge as mulheres de um modo geral e mais ainda as que fazem a opção pela transgeneralidade. Neste artigo de revista científica, você consegue ter acesso a índices e outros dados relevantes que vão te auxiliar a compreender melhor a questão da violência. Artigo on-line sobre os processos de documentação da violência sofrida pela mulher trans. Disponível em: Onu mulheres / Acesso em 18/03/2020. O artigo é da ONU Mulheres, só isso já confere a seu conteúdo credibilidade suficiente. Você sabia que o dia 25 de janeiro é o Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas? Não? Pois é, há um dia específico no calendário para marcar essa luta que acontece o ano inteiro. Além de saber mais sobre o movimento #DiaLaranja, você ainda poderá ler o depoimento de Bruna Benevides, mulher trans e ativista que tem lutado pelo fim dos assassinatos e da violência contra transexuais e travestis. Artigo sobre a vida de mulheres trans no Brasil. Disponível em: Correio Braziliense / Acesso em 18/03/2020. Ninguém melhor para falar sobre uma condição de vida do que a própria pessoa que vive diariamente essa vida e é esse conteúdo que o artigo do Correio Braziliense nos proporciona. Sugerimos que você reserve um tempo a mais para ler esse artigo, pois ele é repleto de informações e vale a pena ser lido com toda a atenção possível. Vídeo documentário do programa Profissão Repórter sobre transgêneros. Disponível em: Profissão Repórter 01/08/2018 Transgêneros / Acesso em 18/03/2020. É claro que não iríamos nos esquecer de você que ama um videozinho do YouTube. Você já deve conhecer a proposta do programa Profissão Repórter. Nele, jornalistas acompanham alguns dias na vida de pessoas que estão relacionadas ao tema do episódio. Dessa vez, os repórteres estão acompanhando transgêneros e mostrando de forma bastante íntima sua vida e dificuldades diárias. Vídeo sobre o preconceito no sistema carcerário. Disponível em: Entre Grades e Preconceito – Parte 1 | Conexão Repórter (28/05/18) / Acesso em 18/03/2020. Nesta sugestão, a reportagem foi feita pelo programa Conexão Repórter (que tem uma ideia bastante semelhante ao Profissão Repórter, aliás), mas o tema é um pouco mais específico: a matéria fala sobre o preconceito sofrido por gays, transgêneros e transexuais quando estão sob regime penitenciário. Mais uma vez, leia os comentários, eles também são super úteis na compreensão sobre como essa situação é encarada pela sociedade. Vídeo sobre mulheres transgênero no esporte. Disponível em: Tiffany e transsexuais no esporte / Acesso em 18/03/2020. Há muitas outras discussões pertinentes quando falamos sobre o universo da transgeneralidade e não poderíamos deixar de fora as competições esportivas. No vídeo, há a discussão sobre esse tema e mais especificamente a respeito da coerência da participação de mulheres transgênero em algumas modalidades esportivas e o quanto isso é justo ou não. De novo: leia os comentários! Vídeo sobre ações de proteção a mulheres transgêneros no sistema carcerário. Disponível em: Cadeia na capital se destaca pelo respeito a detentas transexuais / Acesso em 18/03/2020. Bom, mas nem só de preconceito e violência vive o mundo da transgeneralidade, felizmente, temos exemplos positivos a citar (poucos, mas honrosos). Um deles é sobre um centro de detenção em São Paulo que tem se destacado pelo respeito e pelas iniciativas dirigidas às mulheres detentas transgênero. No próximo link, você também pode conferir mais uma ação positiva no sentido do respeito e proteção à comunidade LGBT: Presídios criam celas especiais para população LGBT / Acesso em 18/03/2020. Após

A condição das mulheres transgênero Leia os textos motivadores abaixo para redigir um texto dissertativo-argumentativo sobre A condição das mulheres transgênero. Texto 1 Mulheres transgênero e transexuais poderão ter proteção da Lei Maria da Penha, aprova CCJ Fonte: Agência Senado Mulheres transgênero e transexuais poderão contar com a proteção da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006). A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (22), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 191/2017, que amplia o alcance da norma e, com isso, pretende combater a violência contra pessoas que se identificam como integrantes do gênero feminino. O texto é terminativo na comissão e, se não houver recurso para análise em Plenário, segue para a Câmara dos Deputados. A relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES), recomendou a aprovação da proposta, de autoria do ex-senador Jorge Viana. “Somos pela conveniência e oportunidade de se estender aos transgêneros a proteção da Lei Maria da Penha. De fato, já se localiza mesmo na jurisprudência decisões nesse exato sentido. Temos que efetivamente é chegado o momento de enfrentar o tema pela via do processo legislativo, equiparando-se em direitos todos os transgêneros”, considerou Rose no seu parecer. Durante a votação, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) lembrou que o Congresso precisa enfrentar as pautas de costume e tratar de questões como a LGBTfobia, a qual “já passou da hora de ser criminalizada”. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), que retomará o julgamento da questão na próxima quinta-feira (23), só o faz porque o Parlamento se omite. A população transgênera merece nosso total respeito, porque está sendo violada em seus direitos há muito tempo — disse. A proposta lembra que o Brasil é o país com maior índice de violência contra pessoas lésbicas, gays, transexuais e transgêneros. O Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil, organizado pelo Grupo Gay da Bahia, mostrou que, só em 2016, foram mais de 320 mortes. O número de agressões é maior quando se trata das mulheres transexuais e transgêneras, que são aquelas que não nasceram biologicamente com o corpo feminino, mas que se entendem, agem e se identificam como mulher. A Lei Maria da Penha é considerada uma medida ideal de política pública de combate à violência contra a mulher. Uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 29% das mulheres no Brasil já sofreram algum tipo de violência física ou verbal. Votos em separado Durante a tramitação na CCJ, o PLS 191/2017 recebeu dois votos em separado dos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Juíza Selma (PSL-MT) — pela rejeição da proposta. O argumento de ambos é o de que a mudança pretendida na Lei Maria da Penha desvirtua a proteção pensada para a mulher. A alteração legal almejada pelo PLS 191/2017 redundará em completa deturpação dos propósitos da Lei Maria da Penha, uma vez que esta foi idealizada justamente com base na desigualdade de gênero entre homens e mulheres — afirmou Marcos Rogério. Juíza Selma ponderou que modificações na norma devem ser feitas com a maior cautela sob o risco de prejudicar a proteção da mulher em situação de vulnerabilidade. A real intenção da Lei Maria da Penha foi de determinar, taxativamente, que somente a mulher, em face de sua fragilidade biológica natural perante o sexo masculino, pode ser resguardada pelos seus efeitos — sustentou a parlamentar. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apesar de reconhecer o mérito da iniciativa de proteção às transgêneras, defendeu que essa iniciativa não deve estar vinculada à legislação específica para as mulheres, mas sim a uma outra que trate da LGBTfobia. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Texto 2 Brasil registrou 124 assassinatos de pessoas transgênero em 2019. Dados são divulgados no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em 2019, pelo menos 124 pessoas transgênero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia. Os dados estão no relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado hoje (29). De acordo com organização, em apenas 11 dos casos os suspeitos de terem cometido os crimes foram identificados. No relatório, a Antra faz um alerta também para o problema da subnotificação já que a real motivação dos crimes nem sempre é explicitada. O relatório aponta que, em 2018, foram registrados 163 assassinatos. Já em 2017, foram 179 casos. De acordo com a associação, a redução dos números não representa exatamente uma queda nos índices de violência contra essa população. Para a Antra, existe aumento da subnotificação das ocorrências. Os dados mostram ainda que, a cada dia em 2019, 11 pessoas transgênero sofreram agressões. A mais jovem das vítimas assassinadas tinha 15 anos de idade, encaixando-se no perfil predominante, que tem como características faixa etária entre 15 e 29 anos (59,2%) e gênero feminino (97,7%). A desigualdade étnico-racial é outro fator em evidência, já que 82% das vítimas eram negras (pardas ou pretas). Em números absolutos, o estado que apresentou o mais alto índice de homicídios foi São Paulo, com 21 homicídios, quantidade 66,7% superior ao registrado no ano anterior (14). O território paulista se destaca como um dos quatro que se tornaram mais violentos para pessoas transgênero, em 2019, ao lado de Pernambuco, Rondônia e Tocantins, e também lidera o ranking quando o período de 2017 a 2019 é considerado. Em segundo lugar na lista de 2019, está o Ceará, com 11 casos. Em seguida, vêm Bahia e Pernambuco, com 8 casos, cada; Paraná, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul, com 7 casos, cada; e Goiás com 6 casos. Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraíba empatam com 5 casos; Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Norte, com 4; Alagoas, Rondônia e Tocantins, com 2; e Mato Grosso do Sul, Roraima, Sergipe e Piauí, com 1. Para combater os crimes contra pessoas transgênero, a associação cita exemplos de ações que podem ser adotadas como campanhas de prevenção à violência, denúncias que possam enfrentar a impunidade e a omissão, e a efetivação da decisão do

CONFIRA O TEMA COMPLETO CLICANDO AQUI! Sororidade, um substantivo feminino bastante novo, mas que já tem dado muito o que falar, principalmente por conta da presente edição do Big Brother Brasil, televisionado pela Globo. Muita gente já não assistia ao Big Brother há anos, mas, por conta de toda a polêmica, tendo, de um lado, um grupo de homens extremamente machistas e de outro, mulheres esclarecidas, que não aceitaram algumas atitudes e se juntaram contra eles. Já sabe o que aconteceu, né? A divisão dos participantes em dois grupos bastante distintos causou muita polêmica nas redes sociais e na mídia em geral e o assunto da sororidade, do Girl Power e do feminismo, que estão presentes nas discussões sociais, ganharam ainda mais espaço. Nossa proposta da semana, muito por conta do Dia das Mulheres, comemorado no último dia 08, foi inspirada em todo o destaque que essa discussão tem recebido. Vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto? Matéria on-line sobre o significado do termo sororidade e as formas de praticá-la. Disponível em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2018/04/01/o-que-e-sororidade-e-como-pratica-la.htm / Acesso em 09/03/2020. Esse texto compôs nossa proposta de redação, porém de forma editada devido ao seu tamanho. Sugerimos a leitura na íntegra, pois a matéria traz informações que não podem passar despercebidas. Na página do UOL, você verá que a matéria sobre sororidade está inserida na aba de “Direitos da Mulher”, por isso, mais do que uma discussão originada por um pequeno grupo, a sororidade faz parte de um leque muito mais amplo de temáticas. O texto explica sobre a origem do termo sororidade e acrescenta a definição de mulheres que são referência no assunto. Com certeza, você conseguirá ampliar seus conceitos sobre o tema com essa leitura. Site do movimento Vamos Juntas? Disponível em https://www.movimentovamosjuntas.com.br/ Acesso em 09/03/2020. Se você leu a matéria sugerida acima, certamente viu o depoimento da jornalista Babi Souza e sabe que ela fundou o movimento Vamos Juntas? O Vamos Juntas? nasceu de uma ideia simples, a partir de uma situação cotidiana, mas pela qual todas as mulheres já devem ter passado. Você pode saber mais sobre a inspiração para o movimento na aba “O Vamos Juntas?” do próprio site. Há, inclusive, o livro do Vamos Juntas? que foi batizado como o guia da sororidade para todas. No site, você também pode conferir vários índices bacanas sobre o tema e verificar em quais meios o Vamos Juntas? contribui com seus artigos Matéria on-line do G1 sobre o feminismo no Big Brother Brasil. Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/03/04/sororidade-denuncias-de-assedio-e-mais-homens-eliminados-como-bbb-se-tornou-mais-feminino.ghtml / Acesso em 09/03/2020. Não acompanha o Big Brother Brasil, mas quer entender o que o feminismo e a sororidade têm a ver com essa edição? O G1 fez um resumo bastante eficiente sobre o assunto. Não, a intenção não é que você vire fã da atração global, mas sim que você compreenda que, mesmo em meios em que a sororidade parece não ter nenhuma relevância, ela é sim fundamental. Livro O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras, de Bell Hooks. Disponível em todas as livrarias on-line. Dizer que este é livro é simplesmente incrível é, na verdade, reduzir a qualidade dele. Bell Hooks faz uma análise brilhante sobre o que é o feminismo na prática. E pode ter certeza: é muito mais do que andar por aí com um cartaz ou mãos. Além de explicar a fundo o que é o movimento feminista (inclusive sob um viés histórico) e sua importância no mundo atual, a autora ainda propõe formas para que ele seja colocado em prática de verdade, com objetivos reais. Se o assunto do feminismo te interessa, esta leitura é obrigatória, independentemente da proposta da redação semanal. Livro Um Caminho para a Liberdade, de Jojo Moyes. Disponível em todas as livrarias on-line. Capa linda, conteúdo lindo, mensagem linda. Que Jojo Moyes é incrível na criação de suas personagens, já sabemos (não leu nada dela ainda? Então corre o mais rápido que puder para o primeiro site de livraria on-line e encomende um exemplar para chamar de seu), mas as personagens de Um Caminho para a Liberdade são insuperáveis. Baseado em fatos reais, o enredo se centra numa cidade extremamente tradicionalista dos Estados Unidos, com muitas carências sociais e na qual as mulheres só podem desempenhar dois papéis: esposa e mãe. Mas um grupo de mulheres (que são feministas e praticam a sororidade sem nem saberem disso), montadas em seus cavalos, decide explorar montanhas para levar a toda comunidade livros da biblioteca itinerante e, pode ter certeza, o poder da leitura, como sempre, muda tudo e todos. A leitura é deliciosa e a história é daquele tipo que você quer ler só mais uma página e depois só mais outra, e outra, e outra… Matéria on-line sobre a relação entre sororidade e feminismo. Disponível em: https://www.purepeople.com.br/noticia/empoderamento-feminismo-e-sororidade-veja-a-importancia-dessas-palavras-no-dia-da-mulher_a218729/1 Acesso em 09/03/2020. Muito bem, já compreendemos o que é feminismo e o que é sororidade, mas como esses dois conceitos se relacionam na prática? Seria isso apenas mais uma modinha, como tantas que já vimos surgir na mídia e nas redes sociais? A matéria da Pure People se propõe a discutir tudo isso. Além do mais, você vai ficar por dentro de algumas novidades sobre o tema ao ler este artigo. Matéria on-line sobre o movimento Girl Power. Disponível em: https://medium.com/@iisawestphalen/girl-power-uma-nova-gera%C3%A7%C3%A3o-de-empoderamento-feminino-df03803e5587 / Acesso em 09/03/2020. Lá no comecinho de nosso roteiro citamos que o Big Brother Brasil reacendeu as discussões em torno do movimento Girl Power. Você já deve ter visto por aí mulheres vestindo uma camiseta branca com a frase Girl Power na frente e uma rosa vermelha, mas você realmente sabe o que é o movimento? A matéria do site Medium, além de explicar alguns fundamentos do movimento, ainda traz mulheres reais que vivem os princípios e incentivam a prática do Girl Power. É muito interessante ver como mulheres tão diferentes juntam-se em torno de um mesmo movimento. Abordar assuntos que envolvam o feminismo e a sororidade normalmente é bastante difícil, pois o termo está repleto de preconceitos e ideias inadequadas,

Leia os textos sobre o tema que estão na sequência e após escreva a produção textual sugerida ao final. Texto 1 O que é sororidade? Entenda seu significado e como praticá-la no dia a dia Nos últimos anos, uma palavra nova – que ainda nem está no dicionário da língua portuguesa- ganhou atenção, principalmente com a ajuda da internet: a sororidade. Esse termo, que tem tudo a ver com o feminismo, ainda causa certo estranhamento para quem não está familiarizado com ele, porém, o seu significado, de maneira simplificada, fala sobre a solidariedade entre as mulheres. […] Empatia, solidariedade, companheirismo, respeito? Todos esses termos são citados ao procurarmos pelo significado de sororidade. Em sua origem, o prefixo soror significa “irmã” em latim, fazendo referência à irmandade entre mulheres. “Como diz Malala Yousafzai, ‘sozinha minha voz é apenas uma voz’, ou seja, se nós estamos juntas, temos mais força. Percebo cada vez mais isso lendo os relatos do Vamos juntas?, se uma mulher é assediada no ônibus, por exemplo, e ela fala algo sozinha, ninguém dá atenção e ela é desacreditada. Porém, se as mulheres que estão em volta dela também compram a briga e a ajudam, outras pessoas começam a acreditar no que ela está falando. Precisamos da voz de todas para que a gente tenha essa força”, explica a jornalista e fundadora do movimento Vamos juntas?, Babi Souza. Para Babi, a sororidade também funciona como um antídoto à ideia de que devemos competir com as outras mulheres e que não podemos ser amigas: “Fomos criadas em uma sociedade que nos ensinou que devemos nos odiar, que precisamos ter uma roupa mais bonita que a fulana e que precisamos estar mais bem colocadas no mercado de trabalho do que ela. Não podemos dar força à essa ideia de competição, por isso a sororidade é tão importante”. […] Fonte: uol Acesso em 09/03/2020. Texto 2 Sororidade: pra não fazer o Prior, os homens precisam conhecer o conceito Nesta edição do BBB estamos testemunhando um fenômeno inédito: mesmo quem não gosta do reality tem acompanhado em outras mídias a repercussão dos assuntos mais polêmicos da casa. Machismo, importunação sexual e assédio têm sido pautas recorrentes motivadas pelo programa. Os embates ligados ao feminismo que surgem lá têm reverberado com força aqui fora. Para se ter uma ideia desse impacto, no último domingo (9) um diálogo entre os participantes fez com que as buscas pelo significado de sororidade disparassem no Google. […] “Sororidade é a luta política que você faz junto com as outras mulheres” “As mulheres têm que se apoiar e estar juntas porque a sociedade patriarcal nos desmobiliza. Faz a gente se odiar, faz a gente ficar longe umas das outras e valorizar apenas nossos relacionamentos com homens, e não com mulheres. Sororidade não quer dizer estar num grupinho em que todo mundo tem que se amar e onde todas são amigas. Não é sobre isso. Mas, sim, sobre a luta política que você faz junto com as outras mulheres. Vocês não precisam, necessariamente, ser amigas, sair juntas e tudo isso como se fosse só uma questão de amizade. O mundo machista e patriarcal colocou umas contra as outras porque, pro machismo, quanto mais a gente estiver afastada, melhor, porque a gente não vai se comunicar e entender as questões que a gente tem em comum”, expõe Isabela. Para Cinthya Lima, professora de Filosofia, Sociologia e Ética, para entender a sororidade “basta refletirmos sobre fraternidade, união, laço e respeito. Seria basicamente pensarmos numa perspectiva de mundo onde as mulheres tenham comportamentos e práticas sempre cultivando bem querer, apoio e senso de união. Isso colocaria as mulheres numa ‘versão comunitária’ dentro da sociedade, onde a competitividade seria substituída por instintos e práticas mais éticas, empáticas, respeitosas e repletas de alteridade”. “Como homem, é dever moral dele (Prior) conhecer os limites da equidade” A professora analisa ainda que a ignorância de Prior sobre o tema é um alerta. “Ele é o reflexo da proposta de educação que o novo modelo político defende. Um indivíduo que não consegue perceber o mundo fora da caixa em que vive. Como homem, é dever moral dele conhecer os limites da equidade. Como profissional, falta capacitação e habilidades para compreender o universo feminino plural – afinal ele também é arquiteto de projetos femininos. No geral, escolas e universidades ainda falham muito na construção desses saberes e, principalmente, das habilidades socioemocionais. Prior é o reflexo do modelo de educação que promove muitos ‘fazedores’ e poucos pensadores.”. Fonte: blog da morango Acesso em 09/03/2020. Texto 3 Fonte: uol Acesso em 09/03/2020. Com base nos textos lidos e considerando seus conhecimentos sobre o assunto, redija uma dissertação argumentativa, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, com tamanho máximo de 30 linhas, sobre o tema: Sororidade e união entre as mulheres. CONFIRA REPERTÓRIOS PARA ESTE TEMA CLICANDO AQUI! Leia também: Tema de Redação: Mulheres na política brasileira Tema de Redação: Mulheres Negras no Brasil Tema de Redação: Gordofobia e o culto ao corpo padrão Tema de Redação: A importância da representatividade no Cinema e na TV Tema de redação: Maternidade: escolha ou obrigação?

Ah, a tecnologia… Ela facilita tanto nossa vida, não é mesmo? E o melhor é que com ela temos novas formas mais práticas para estudarmos e alcançarmos todas as metas que estabelecemos para 2020. E falando em tecnologia aplicada aos estudos, os podcasts são uma excelente maneira de termos contato com várias informações de forma leve, mas eficiente. Caso você não saiba, podcasts são uma forma de programa de rádio, porém, ao contrário do programa tradicional (que tem dia e hora para ser disponibilizado ao público e costuma ser ao vivo), o podcast pode ser ouvido quando e onde você quiser. E tem mais: ele é gratuito na grande parte das vezes e só requer conexão com a internet para ser transmitido. Nossas indicações são de podcasts de temas diversos, mas todos muito úteis para que você consiga escrever aquela redação. Vamos conhecê-los? Resumov O próprio nome já é bem explicativo. O Resumov traz de forma resumida, mas com informações suficientes (o que é essencial para um bom resumo), as principais estratégias para os estudos. É uma opção muito bacana para quem precisa se organizar no cronograma, mas não sabe nem por onde começar. Além dos conteúdos sobre métodos de estudo, o podcast ainda te ensina técnicas de relaxamento, foco, atenção plena e controle da ansiedade, afinal sabemos que a forma como organizamos nossa mente é tão importante quanto a forma que organizamos os estudos. Fronteiras da Ciência Um dos pontos que mais nos preocupa na construção da nossa redação do ENEM é a defesa dos argumentos, já que para isso precisaremos do “apoio” de um fato ou da opinião de um especialista no assunto. E nisso o Fronteiras da Ciência pode ser superútil. Feito com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o programa reúne especialistas renomados em diferentes áreas do conhecimento para discutirem sobre os principais assuntos do momento. O melhor é que este podcast, além de informar, ainda te dá referências de como levantar pontos negativos e positivos dentro de um mesmo assunto, ou seja, é uma ferramenta incrível para ser usada durante seu período de preparo. Xadrez Verbal Já se o que mais te preocupa é a questão das atualidades, o Xadrez Verbal pode ser seu grande amigo até a data da prova (e depois também, claro). O objetivo central do programa é tratar dos assuntos mais importantes no Brasil e no mundo, o que engloba atualidades e política, mas não é só isso. Assim como o Fronteiras da Ciência, especialistas em segmentos diversos também participam do podcast dividindo sua visão com os ouvintes. Durma Com Essa Esta sugestão é especial para quem tem pouco tempo disponível para estudar. Podcast do jornal eletrônico Nexo, o Durma Com Essa tem o objetivo de informar, de maneira rápida e objetiva, sobre os principais acontecimentos nacionais e internacionais. O diferencial do programa é que sua concentração é na notícia em si, por isso, a imparcialidade é fundamental no formato em que ela é transmitida. Novamente, além de se informar, você consegue aprender quais são as estratégias utilizadas para soar imparcial e concentrar-se nos fatos, não nas opiniões e críticas a partir dos fatos. Anticast Podcast já de tradição, uma vez que foi criado em 2011, o Anticast também tem como objetivo principal informar sobre os últimos acontecimentos, mas não é só isso, pois, além de falar de política e atualidades, ele traz conteúdos sobre entretenimento, cultura pop e digital, arte e outros assuntos que podem ser de grande utilidade para quem tem uma redação importante a fazer pela frente. Cada tema é abordado por um especialista naquela área, então as informações são mais precisas e aprofundadas. Definitivamente, o Anticast não é um podcast que se propõe a abordar várias temáticas, mas de forma superficial e sem relevância. Muito pelo contrário! Dá Ideia Bastante focado no ENEM e nos vestibulares, o Dá Ideia traz apostas de possíveis temas de redação das provas que virão. As apostas de temas não são feitas de forma aleatória, isso porque as apresentadoras convidam especialistas em redação de grandes testes para darem seus palpites e, claro, suas justificativas. Há também uma revisão a respeito da estrutura do texto requerido nesses testes e explicações sobre como desenvolver cada um dos temas citados no programa. Projeto Redação Como já é de se imaginar, o Projeto Redação é focadíssimo na redação, apostas de temas, comentários de especialistas, revisão de estrutura e desenvolvimento de assuntos. Mas o que ele tem que os outros não têm? Simples! O Projeto Redação apresenta dados históricos, estatísticos, políticos e sociais como forma de sustentar os argumentos durante as discussões, então mais uma vez você poderá saber sobre os temas de redação mais cotados e aprender um pouco mais sobre quais são as melhores formas de sustentar seu ponto de vista. Estudão O nome não nos deixa mentir: o podcast é idealizado pelo Estadão e tem um grande foco na economia, PIB, crescimento econômico e desigualdade social. No Estudão, professores de cursinhos renomados são convidados a falar sobre assuntos diferenciados e o objetivo maior é que as explicações sejam simplificadas e de fácil compreensão para todos os ouvintes. Educacast Sua cabeça está aí fervendo só de pensar na escolha do curso universitário? Se sim, o Educacast foi pensado justamente para isso. Tendo como principais assuntos os conteúdos que mais caem no ENEM e nos vestibulares, o Educacast tem programas que discutem a respeito de escolha da carreira. A programação é feita com uma boa carga de humor (sem exageros). Como você percebeu, existem podcasts de todos os gêneros, assuntos e para todos os gostos. Isso significa que somente você pode definir qual ou quais são as melhores escolhas para a sua necessidade de estudos. Não se esqueça de que cada pessoa tem um tipo e uma velocidade de aprendizagem. Respeite sempre suas formas de aprender e te dê o tempo necessário para que os conteúdos façam sentido em sua mente. Temos certeza de que os podcasts podem ser excelentes aliados