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Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

O romance São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, é uma das obras mais significativas do Modernismo brasileiro e leitura obrigatória na UFSC 2026. Narrado em primeira pessoa por Paulo Honório, um fazendeiro que reconstrói sua própria vida, o livro combina crítica social e realismo psicológico em uma história de ambição, opressão e solidão. Por isso, compreender a obra é indispensável tanto para provas de literatura quanto como repertório sociocultural para redações do ENEM, vestibulares e concursos. O que aborda o livro São Bernardo de Graciliano Ramos? O livro aborda principalmente: Além disso, a narrativa revela como o protagonista, obcecado pela posse e pelo controle, sacrifica afetos e termina em solidão. São Bernardo livro sinopse A obra conta a trajetória de Paulo Honório, homem de origem humilde que conquista a fazenda São Bernardo com astúcia e crueldade. Ao se casar com Madalena, professora culta e sensível, o protagonista entra em conflito com sua visão materialista de mundo. A relação marcada por ciúme e opressão leva Madalena ao suicídio. No fim, Paulo Honório revisita sua vida e descobre que todo o poder que acumulou não lhe trouxe felicidade, mas apenas solidão e arrependimento. Qual é o enredo do romance São Bernardo? O enredo é conduzido pelas memórias do próprio Paulo Honório. Principais momentos do enredo: Esse percurso transforma o romance em uma reflexão sobre os limites da ambição e a falência dos vínculos humanos. Quem narra São Bernardo? O narrador é o próprio Paulo Honório, protagonista da história. A escolha da narrativa em primeira pessoa permite ao leitor acompanhar seus pensamentos, justificativas e arrependimentos. O tom memorialista torna o relato subjetivo, pois é reconstruído segundo a visão de quem conta. Esse recurso aproxima São Bernardo de obras como Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que a memória do narrador molda toda a narrativa. Quais os personagens do livro São Bernardo? Esses personagens simbolizam o choque entre valores materiais e éticos, destacando a incapacidade de Paulo Honório de cultivar relações afetivas. Qual a característica marcante da obra de Graciliano Ramos? A obra é marcada por: Esses traços fazem de Graciliano Ramos um dos maiores nomes da literatura brasileira, cuja escrita permanece atual. Quem é Graciliano Ramos? Graciliano Ramos (1892–1953) foi escritor, jornalista e político brasileiro, nascido em Alagoas. Considerado um dos principais autores da Geração de 30, destacou-se por unir crítica social e realismo psicológico. Suas obras mais conhecidas incluem: Como usar São Bernardo na redação? São Bernardo pode ser aplicado como repertório em temas de redação relacionados a: Exemplo de introdução no padrão ENEM “Em 1934, Graciliano Ramos publicou o romance São Bernardo, no qual narra a trajetória de Paulo Honório, fazendeiro obcecado pelo poder que sacrifica suas relações pessoais em nome do sucesso. Essa obra, marcada pelo realismo psicológico e pela crítica social, denuncia como a ambição desmedida pode corroer vínculos humanos, aspecto ainda visível no Brasil contemporâneo, onde desigualdades estruturais e a lógica da competitividade fragilizam as relações sociais. Nesse contexto, dois fatores sustentam essa problemática: a degradação dos laços interpessoais pela busca incessante por ascensão e a ausência de políticas públicas que priorizem a dignidade humana.” Conclusão Em resumo, São Bernardo é uma obra essencial da literatura brasileira, pois une denúncia social e realismo psicológico em uma narrativa introspectiva e intensa. Além de leitura obrigatória em vestibulares como a UFSC 2026, é também um repertório poderoso para a redação, permitindo discutir desigualdade, ambição, solidão e opressão.

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas, embora normalizado em grande parte das interações sociais, traz consequências severas para a saúde pública, para as famílias e para a sociedade em geral. Dados da 7ª edição do anuário Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025, elaborado pelo CISA com base em informações do Datasus e do IBGE, apontam que quatro pessoas são hospitalizadas por hora em razão do alcoolismo e que o transtorno está associado a 10,5% das mortes registradas no país. Ainda que a maior parte das vítimas fatais seja composta por homens (90,9%), observa-se também o crescimento da participação feminina nos casos de internações. Além do impacto direto na saúde, o uso nocivo do álcool desencadeia problemas familiares e sociais, como o aumento de casos de violência doméstica, acidentes de trânsito e abandono de vínculos afetivos. Nesse sentido, compreender os efeitos sociais e familiares dessa prática é indispensável para a construção de políticas públicas eficazes e para debates em provas como o ENEM, vestibulares e concursos, que frequentemente abordam temas ligados à saúde coletiva e cidadania. Texto Motivador I Internações por alcoolismo crescem no país: 4 pessoas são hospitalizadas por hora O alcoolismo, também chamado de transtorno por uso de álcool, é responsável por 10,5% das mortes associadas ao uso de álcool no Brasil e faz 21 vítimas fatais por dia. Entre 2022 e 2023, houve um aumento de 2,8% no número de hospitalizações — quatro pessoas são hospitalizadas por hora no país por esta causa. Homens representam 86,4% dos hospitalizados, mas observa-se um aumento gradual de mulheres internadas. A pesquisa ainda aponta que os efeitos do uso nocivo de álcool vão desde acidentes de trânsito e violência até doenças crônicas agravadas em faixas etárias mais avançadas. Fonte adaptada: g1 Texto Motivador II Beber álcool aumenta risco de demência mesmo quando o consumo é pequeno, aponta estudo de Oxford Um estudo internacional conduzido pela Universidade de Oxford e publicado na revista BMJ Evidence Based Medicine revelou que não existe nível seguro de consumo de álcool para o cérebro. Analisando dados de mais de 2,4 milhões de pessoas nos EUA e Reino Unido, os pesquisadores demonstraram que mesmo pequenas doses aumentam gradativamente o risco de desenvolver demência. Durante anos, acreditava-se que o consumo moderado poderia proteger a saúde cerebral. No entanto, os cientistas identificaram que essa impressão se devia a um engano estatístico conhecido como “causalidade reversa”, já que indivíduos com início de sintomas de demência tendem a reduzir espontaneamente o consumo de álcool. Os dados mostram que: Para os pesquisadores, a conclusão é clara: reduzir o consumo de álcool é uma medida fundamental de prevenção contra doenças neurodegenerativas, o que reforça a necessidade de políticas públicas de conscientização. Fonte adaptada: g1 Texto Motivador III Viva melhor, beba menos De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o uso nocivo do álcool é um problema de saúde pública global que impacta diretamente a vida individual, familiar e social. Estima-se que 3 milhões de mortes por ano estejam relacionadas ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o que representa 5,3% de todas as mortes no mundo. Os efeitos vão muito além da dependência: o álcool está associado a mais de 200 doenças e lesões, incluindo cirrose hepática, diversos tipos de câncer, transtornos mentais e cardiovasculares, além de acidentes de trânsito, suicídios e episódios de violência. Entre os jovens de 20 a 39 anos, cerca de 13,5% das mortes estão relacionadas ao consumo de álcool, revelando que o impacto atinge principalmente a população em idade produtiva. Também existem efeitos sobre terceiros, como familiares, amigos e até desconhecidos, que sofrem com as consequências da violência e da desestruturação familiar causadas pelo abuso da substância. A OMS reforça que medidas como tributação de bebidas, restrição de marketing, limitação da disponibilidade de álcool e ampliação do acesso a tratamento para dependentes são estratégias eficazes para reduzir o problema. Fonte adaptada: OPAS/OMS Texto Motivador IV Conheça os riscos do consumo abusivo de álcool e drogas De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% de todas as mortes no mundo estão relacionadas ao uso nocivo do álcool. No Brasil, a taxa de abuso chega a 5,6% da população, evidenciando um problema de saúde pública grave. O consumo excessivo de álcool pode causar danos ao fígado, problemas cardíacos, comprometimento do sistema nervoso e aumento do risco de acidentes. As drogas ilícitas, por sua vez, afetam diretamente o sistema nervoso central, podendo gerar danos cerebrais irreversíveis, transtornos mentais e dependência química. Além dos impactos individuais, o abuso de álcool e drogas compromete a convivência social e familiar, aumentando casos de violência, acidentes de trânsito e custos para o sistema de saúde. Programas de prevenção, apoio psicológico e redes de reabilitação são apontados como fundamentais para reduzir esse impacto. Fonte adaptada: Hospital Sírio-Libanês Repertórios para usar no tema O impacto social e familiar do uso nocivo de álcool na sociedade brasileira Ao abordar esse tema em vestibulares ou concursos, é essencial utilizar repertórios variados que dialoguem com a realidade brasileira e global. Eles servem como comprovação crítica para a sua tese, mostrando conhecimento cultural, jurídico e histórico. Abaixo estão algumas sugestões de livros, filmes, séries, legislações e fatos históricos que podem enriquecer sua redação. Quais livros podem ser usados para abordar o tema? Quais filmes ajudam a refletir sobre os efeitos do alcoolismo? Quais séries podem ser relacionadas ao tema? Quais legislações brasileiras dialogam com o tema? Quais fatos históricos podem ser usados como repertório? Nocivo de álcool na sociedade brasileira? Ao desenvolver os parágrafos de desenvolvimento, é importante estruturar seus argumentos de forma lógica, conectando causa, consequência, repertório e uma possível solução. Veja alguns exemplos que podem fortalecer sua redação: Argumento 1 – A ausência de políticas públicas eficazes no combate ao alcoolismo Argumento 2 – A banalização do consumo de álcool na sociedade brasileira Conclusão sobre o tema O impacto social e familiar do uso nocivo de álcool na sociedade brasileira Diante do exposto, percebe-se que

Se existe uma parte da redação do ENEM que tira o sono dos candidatos, é o desenvolvimento argumentativo. É nele que você mostra se realmente sabe defender um ponto de vista com profundidade, coerência e repertório sociocultural. Não é exagero dizer que o desenvolvimento separa as redações medianas das redações nota 1000. Muitos alunos até conseguem fazer introduções criativas, mas travam na hora de argumentar. Isso porque, além de organizar ideias, é preciso estruturar causas, consequências e soluções de forma consistente. Como desenvolver uma boa argumentação? Uma boa argumentação não nasce do improviso: ela precisa seguir uma estrutura lógica. Pense no parágrafo como uma corrente de ideias: cada elo precisa estar bem conectado. 📌 Estrutura clássica do desenvolvimento: ⚠️ A falha mais comum dos estudantes é “jogar” repertórios sem explicá-los. No ENEM, o corretor espera explicação, análise e vínculo com a tese. Como fazer um desenvolvimento de argumentos? No desenvolvimento, cada parágrafo deve trabalhar um argumento distinto, sempre ligado à tese apresentada na introdução. 📌 Funções dos parágrafos: Esse equilíbrio mostra que o aluno sabe olhar para o tema de diferentes ângulos. 🔎 Exemplo prático:Tema → evasão escolar. O que falar no desenvolvimento 1? No Desenvolvimento 1, você deve: ✅ Exemplo:“Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete o acesso da população a políticas públicas de segurança, o que intensifica a violência urbana.” O que falar no desenvolvimento 2? O Desenvolvimento 2 deve acrescentar uma nova camada de análise. Pode ser: ✅ Exemplo:“Além disso, a desinformação midiática reforça preconceitos sociais e dificulta a formação de uma consciência crítica.” Quais são 5 estratégias argumentativas? Para variar sua redação e evitar repetições, use diferentes estratégias: Essas estratégias dão densidade e credibilidade ao texto. Que palavras devo usar para iniciar uma argumentação? O início de cada parágrafo deve ter coesão. Não comece de forma brusca. Use conectivos que guiem o corretor pela sua linha de raciocínio. Passo a passo para fazer a argumentação perfeita Aqui está o roteiro definitivo: ✅ Exemplo de parágrafo completo “Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete a permanência escolar de milhares de adolescentes brasileiros. Segundo o IBGE, mais de 1,5 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola em 2022, dado que comprova a falta de políticas públicas eficazes de inclusão. Com efeito, a ausência de programas de permanência e apoio socioeconômico gera um quadro alarmante, em que estudantes de famílias vulneráveis abandonam os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho. Exemplo disso é que, segundo o Unicef, o Brasil registrou aumento de 24% no trabalho infantil durante a pandemia, o que reforça a relação entre desigualdade social e evasão escolar. Essa falha resulta na exclusão social de milhares de jovens, perpetuando o ciclo da pobreza e limitando suas oportunidades de ascensão. Em suma, a ausência de políticas educacionais eficazes aprofunda a desigualdade e reforça a urgência de medidas estatais para garantir o direito à educação.” Conclusão O desenvolvimento é o coração da sua redação. É nele que você mostra: 📌 Resumindo: um parágrafo perfeito tem tópico frasal + repertório + aprofundamento + consequência + fechamento. 👉 No Redação Online, você encontra mais de 1.200 temas de redação para treinar, com correção detalhada em cada competência.Faltam apenas 2 meses para o ENEM. Não deixe a sua argumentação ser o motivo de perder pontos.

Você sabia que 53% dos brasileiros não leem livros? Esse dado foi revelado pela Pesquisa Retratos da Leitura 2024, o estudo mais completo sobre hábitos de leitura no país. Pela primeira vez na série histórica, o número de não-leitores ultrapassou o de leitores. Isso significa que mais de 6,7 milhões de pessoas deixaram de ler nos últimos quatro anos. Esses números escancaram a necessidade urgente de criar espaços que estimulem o gosto pela leitura, formem leitores críticos e ampliem o repertório cultural da sociedade. E uma das formas mais eficazes de mudar esse cenário é por meio dos clubes do livro. O que é um Clube do Livro? Um Clube do Livro é um grupo de pessoas que se reúne — presencialmente ou online — para ler, discutir e compartilhar ideias sobre uma obra escolhida. Funciona como um espaço colaborativo de aprendizado, onde cada leitor contribui com sua perspectiva, tornando a experiência mais rica e significativa. Etapas comuns em um clube do livro: Para que serve o Clube do Livro? Mais do que apenas ler, o clube do livro serve para: Qual é o objetivo de um Clube do Livro? O grande objetivo é formar leitores ativos e críticos. Em tempos de excesso de informação e leituras superficiais, mergulhar em livros e discuti-los em grupo se torna uma prática essencial para fortalecer a interpretação de textos, compreender diferentes realidades e até mesmo preparar-se para provas e vestibulares. Além disso, o clube contribui para a democratização do acesso à leitura, algo fundamental em um país que ainda enfrenta altos índices de analfabetismo funcional. Benefícios de participar de um Clube do Livro ✔️ Descoberta de novas leituras: você entra em contato com clássicos e lançamentos que ampliam sua visão de mundo.✔️ Troca de perspectivas: ouvir a opinião de outros leitores faz você enxergar o livro sob ângulos inéditos.✔️ Desenvolvimento da escrita e da argumentação: ideal para quem vai prestar o ENEM ou vestibulares.✔️ Aprofundamento temático: muitos clubes trabalham obras que dialogam com temas sociais, políticos e culturais.✔️ Motivação e disciplina: a leitura deixa de ser obrigação e vira compromisso coletivo. Clube do Livro e a Redação Se você é estudante, o Clube do Livro pode ser seu maior aliado na redação. Isso porque: Exemplo: ao ler “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus (escritora), você pode relacionar a realidade da fome e da exclusão social com temas como desigualdade urbana e negligência estatal. O Clube do Livro do Redação Online No Redação Online, o Clube do Livro foi criado para aproximar leitura e redação, oferecendo uma experiência única:📚 Análises completas das obras obrigatórias de vestibulares como Unicamp, Fuvest, UERJ e UFSC. 🎯 Aplicação direta em redações com exemplos de uso de repertório🎁 Sorteios de livros exclusivos para os participantes👩🏫 Mediação pedagógica com especialistas da nossa equipe🌐 Ambiente online organizado, para você participar de qualquer lugar Conclusão Diante do cenário preocupante revelado pela Pesquisa Retratos da Leitura 2024, fica evidente que precisamos repensar nossos hábitos de leitura. Participar de um Clube do Livro é uma forma prática, prazerosa e transformadora de mudar essa realidade. Além de ampliar seu repertório cultural e crítico, você também fortalece sua preparação para redações nota 1000 e vestibulares.

Quando pensamos em direitos fundamentais assegurados pela Constituição de 1988, como saúde, educação e dignidade humana, é inevitável refletir sobre grupos sociais que permanecem invisíveis diante das políticas públicas. Entre eles, estão as crianças nascidas em presídios femininos, cuja realidade ainda é marcada pela negligência do Estado e pelo abandono social. Esse tema vem ganhando relevância tanto em debates acadêmicos quanto em provas de vestibulares e concursos, uma vez que articula discussões sobre direitos humanos, sistema prisional, infância e cidadania. Ao trazer dados, legislações e casos emblemáticos, é possível construir argumentos consistentes sobre os desafios enfrentados por essas crianças e sobre a responsabilidade do poder público em garantir sua proteção. Dessa forma, analisar a invisibilidade das crianças nascidas em presídios femininos torna-se essencial para compreender como a violação de direitos perpetua desigualdades e compromete o futuro de gerações que já iniciam a vida em condições de extrema vulnerabilidade. Texto 1 – Invisibilidade das crianças nascidas nos Presídios Femininos A realidade das crianças que nascem em presídios femininos no Brasil é marcada pela invisibilidade e pelo abandono. Essas crianças, muitas vezes esquecidas pelo sistema carcerário e pela sociedade, enfrentam desafios significativos que afetam seu desenvolvimento físico, emocional e social. Este artigo busca explorar os problemas por elas enfrentados e as possíveis soluções para garantir seus direitos fundamentais e a promoção de sua inclusão na sociedade. Com efeito, as crianças nascidas nos presídios femininos são frequentemente privadas do indispensável convívio com suas mães por conta dos cuidados essenciais que necessitam. A superlotação e as condições precárias dos presídios dificultam o acesso a cuidados médicos adequados durante a gravidez e o parto, resultando em complicações para os bebês. Além disso, a falta de estrutura para o cuidado infantil dentro das unidades prisionais impede o acesso a serviços básicos, como vacinação e acompanhamento pediátrico. Há, na verdade, uma série de desafios que vão além da falta de assistência e cuidados médicos. A ausência de políticas eficazes para proteger seus direitos resulta em uma marginalização ainda maior. Muitas vezes, essas crianças são deixadas à margem do sistema de assistência social e não recebem o apoio necessário para garantir seu bem-estar e desenvolvimento saudável. A estigmatização e o preconceito enfrentados por suas mães também inviabilizam sua integração social após a saída da prisão. Um exemplo emblemático é o de Luca, um bebê que apanhou da polícia enquanto estava nos braços de sua mãe. O caso ilustra a dura realidade enfrentada por essas crianças. Luca, que cumpria pena com a mãe na Unidade Materno-Infantil da Penitenciária de Ananindeua, no Pará, sofreu traumas que afetaram seu desenvolvimento psicológico. Histórias como a dele são comuns e revelam a necessidade urgente de mudanças no sistema prisional e nas políticas públicas. Para combater a invisibilidade dessas crianças, é preciso a implementação de políticas públicas que garantam seus direitos fundamentais de forma a assegurar-lhes a inclusão social. Isso inclui a criação de unidades materno-infantis dentro das prisões, com estrutura adequada para o cuidado das mães e de seus bebês, bem como o desenvolvimento de programas de acompanhamento psicossocial e educação para essas crianças e suas famílias. A invisibilidade, portanto, das crianças nascidas em presídios femininos é um reflexo da falha do Estado em garantir seus direitos fundamentais com vistas à promoção da inclusão na sociedade. É essencial, em consequência, que sejam adotadas medidas eficazes para proteger essas crianças e garantindo-lhes seu desenvolvimento saudável e o pleno exercício da cidadania. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todas as crianças, independentemente de sua origem ou situação familiar. Fonte: O Estado CE Texto 2 – Quais os dilemas da convivência entre mães e filhos dentro do sistema prisional? A presença da criança no ambiente prisional pode, de um lado, amenizar o sentimento de abandono das mulheres e oferecer um apoio emocional durante a pena. Ter o filho ao lado funciona como companhia, gera afeto e até afasta algumas presas de situações de violência ou uso de drogas. No entanto, como conciliar esse convívio com as privações impostas pelo cárcere? Se, por um lado, a mãe encontra forças em estar com o bebê, por outro, a criança perde o direito ao convívio social mais amplo, à cultura familiar e a interações essenciais para seu desenvolvimento. Além disso, as unidades prisionais ainda enfrentam graves problemas estruturais, como a falta de acompanhamento médico adequado e a precariedade de espaços infantis. Outro paradoxo surge no exercício da maternidade: apesar de estarem com os filhos, muitas mulheres relatam sentir-se “mães pela metade”. A rotina do presídio limita gestos simples, como oferecer colo, fundamentais para a criação de vínculos afetivos. A ausência desse contato pode gerar insegurança e medo em muitas crianças no momento de interagir com outras pessoas. Essas contradições mostram como é complexo pensar a permanência da criança junto da mãe em unidades materno-infantis. Afinal, como equilibrar os benefícios do contato direto com as limitações impostas pelo sistema penitenciário? Esse dilema reforça a urgência de políticas públicas que garantam condições dignas, respeitem a autoridade materna e assegurem o pleno desenvolvimento infantil. Fonte adaptada: Educação & Sociedade – FCC Texto 3 – Quais os impactos do encarceramento na primeira infância e no desenvolvimento das crianças? O período da primeira infância, que vai da gestação até os seis anos de idade, é considerado crucial para o desenvolvimento humano. É nessa fase que o cérebro mais se estrutura e que o vínculo com a mãe, por meio da convivência e da amamentação, se torna essencial para a saúde física e emocional da criança. No entanto, como assegurar esse direito quando o nascimento acontece dentro do cárcere? A legislação brasileira determina que os bebês permaneçam com suas mães até os seis meses de vida para a amamentação, mas o ambiente prisional oferece condições muito diferentes das necessárias para garantir o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente, previsto na Constituição de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente. Pesquisas mostram que o encarceramento durante a gestação já impõe traumas ao desenvolvimento: gestantes presas

Ao falar sobre os clássicos da literatura brasileira, poucas obras alcançam tanta relevância quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas. Publicado em 1881 por Machado de Assis, o livro não apenas inaugurou o Realismo no Brasil, como também se tornou leitura obrigatória em vestibulares como a UFSC. Além disso, a obra voltou aos holofotes em 2024, quando viralizou no TikTok. A escritora americana Courtney Novak, em seu projeto Read Around the World, classificou a narrativa como “o melhor livro já escrito”. A repercussão levou o romance ao topo da Amazon nos Estados Unidos e reacendeu o interesse pelo humor ácido e pela crítica social de Machado de Assis.Portanto, compreender Memórias Póstumas de Brás Cubas não é apenas requisito escolar: é uma forma estratégica de construir repertório sólido para o ENEM e para vestibulares de alto nível. O que fala o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas? Em primeiro lugar, é importante destacar que o romance é narrado por um “defunto autor”. Brás Cubas, já falecido, revisita sua vida em tom irônico e sarcástico. Ao longo de 160 capítulos curtos, ele expõe seus fracassos, suas paixões frustradas e a hipocrisia da elite brasileira do século XIX. Esse formato inovador rompeu com a tradição linear e se adaptou perfeitamente ao consumo contemporâneo. Não por acaso, em 2024, a obra viralizou novamente, já que sua estrutura fragmentada e suas reflexões rápidas dialogam com a forma como os leitores hoje consomem conteúdo. Qual a principal crítica feita em Memórias Póstumas de Brás Cubas? Ao narrar sua vida, Brás Cubas não poupa a elite de seu tempo. A crítica central é ao egoísmo humano, à indiferença diante do sofrimento dos outros e à vaidade vazia que norteia a busca por poder e status. Nesse sentido, a obra antecipa uma crítica social que continua atual. Se antes denunciava os vícios da sociedade imperial, hoje pode ser associada a temas como desigualdade social, consumismo e individualismo contemporâneo. Assim, o livro funciona como ponte entre passado e presente, oferecendo material riquíssimo para a redação. Qual a mensagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas? De modo geral, a mensagem transmitida é a de que a vida é marcada por ilusões e projetos fracassados. Não por acaso, o narrador dedica a obra “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, estabelecendo o tom de pessimismo que percorre todo o texto. Com isso, Machado sugere que, apesar da busca incessante por grandeza, o destino humano está sempre condicionado à morte e à inutilidade das vaidades. Essa mensagem atravessa gerações e permite aplicar a obra em debates atuais sobre ética, cidadania e coletividade. Qual era a ideia de Brás Cubas? Entre as passagens mais famosas, destaca-se o emplasto contra a melancolia, uma invenção que nunca saiu do papel. Essa ideia irrealizável simboliza promessas políticas e sociais que não se concretizam, reforçando a crítica de Machado às estruturas de poder. Assim, a figura do emplasto continua sendo metáfora útil para discutir, por exemplo, políticas públicas ineficazes, falhas na gestão governamental ou promessas eleitorais que não saem do discurso. Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo detalhado Para compreender melhor, veja os principais pontos da obra: Além disso, a obra deu origem a adaptações, como o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001), e continua disponível em várias edições, inclusive em PDF para download completo, o que facilita o acesso dos estudantes. Frases e trechos de Memórias Póstumas de Brás Cubas Ao longo do romance, surgem frases que se tornaram célebres e podem ser usadas como repertório em redações: Esses trechos de Memórias Póstumas de Brás Cubas reforçam a crítica social e a reflexão filosófica, sendo ótimos recursos para enriquecer a argumentação. Como usar Memórias Póstumas de Brás Cubas na redação? Mais do que leitura obrigatória, o livro é um repertório coringa para argumentação. Ele pode ser usado em temas como: Exemplo de introdução Tema: O impacto do individualismo na sociedade contemporânea Na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), o escritor Machado de Assis, pioneiro do Realismo brasileiro, apresenta um narrador pós-morte que ironiza o egoísmo humano e a futilidade da vida social. Esse olhar crítico, ainda atual, permite refletir sobre como o individualismo contemporâneo compromete práticas coletivas e amplia desigualdades. Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo por capítulos A obra é composta por 160 capítulos curtos. A seguir, um panorama dividido em blocos para facilitar a compreensão: Capítulos 1 a 20 Brás Cubas se apresenta como narrador após a morte. Ele ironiza sua condição de “defunto autor”, dedica o livro ao verme que roeu sua carne e começa a narrar lembranças da infância e da juventude. Capítulos 21 a 50 O narrador descreve suas primeiras paixões e frustrações, além de expor críticas à educação, à religião e às convenções sociais. Surge o famoso “emplasto Brás Cubas”, metáfora das promessas grandiosas e irrealizadas. Capítulos 51 a 90 A narrativa aborda a vida adulta de Brás Cubas, suas relações amorosas, interesses políticos e ambições frustradas. Aqui a ironia sobre a elite e a hipocrisia social ganha força. Capítulos 91 a 120 O personagem narra episódios de amizades, traições e fracassos pessoais. Destacam-se reflexões filosóficas sobre a vida, a morte e a futilidade das relações humanas. Capítulos 121 a 160 Os últimos capítulos reforçam a ausência de conquistas do narrador. No desfecho, Brás Cubas declara não ter deixado herança nem filhos, concluindo sua vida com um “legado da nossa miséria”, uma síntese pessimista e irônica da existência. Quem foi Machado de Assis? Para compreender a força da obra, é necessário conhecer seu autor. Machado de Assis (1839-1908) nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em uma família pobre. Apesar das dificuldades, tornou-se o maior escritor brasileiro, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Entre suas principais obras estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. Suas marcas são a ironia, a inovação narrativa e a crítica social. Conclusão Portanto, estudar Memórias Póstumas de Brás Cubas é compreender a crítica de

Recentemente, a influenciadora Júlia Pimentel, de apenas 16 anos, viralizou ao divulgar a redação que escreveu no vestibular online para o curso de Medicina no Idomed. O tema proposto — “Qual marca da sua personalidade ninguém rouba de você e por quê?” — gerou debate público por induzir a respostas subjetivas, mais próximas de confissões pessoais do que de um texto dissertativo-argumentativo. Nesse contexto, sua aprovação levantou duas questões fundamentais: a validade de provas de vestibular online, especialmente em cursos de alta exigência como Medicina, e a adequação do gênero textual exigido. A seguir, analisamos o caso com profundidade, mostramos o texto motivador, a redação da Júlia, seus pontos positivos e negativos, e como esse tema poderia ser estruturado dentro do padrão acadêmico. Quem é Júlia Pimentel e o caso da redação? Recentemente, o nome de Júlia Pimentel, influenciadora digital de apenas 16 anos e com milhões de seguidores no TikTok, ganhou destaque após sua aprovação em Medicina pelo vestibular on-line do Instituto de Educação Médica (Idomed), uma faculdade privada do Rio de Janeiro cuja mensalidade ultrapassa R$ 16 mil. Na ocasião, Júlia publicou em suas redes sociais a redação que havia feito para o processo seletivo. O texto rapidamente viralizou, não apenas pela conquista em tão tenra idade, mas também pelas críticas que surgiram nos comentários. Muitos usuários debocharam do estilo do texto, comparando-o a uma “legenda de Instagram” ou a um “querido diário”, já que foi escrito em primeira pessoa. Entretanto, o debate não se restringiu ao desempenho individual da candidata. Ele abriu espaço para discussões mais amplas: O problema: subjetividade x dissertação argumentativa Além da polêmica em torno da publicação, a escolha do tema da redação gerou um impasse acadêmico. O enunciado pedia claramente a produção de um texto dissertativo-argumentativo, mas a formulação do tema induzia a uma resposta confessional: “Qual marca da sua personalidade ninguém roubará de você? Por quê?” Em outras palavras, havia uma contradição evidente: Essa inconsistência expôs fragilidades: Por outro lado, a polêmica mostrou a importância de se respeitar o gênero textual exigido em provas seletivas. Muitos vestibulares utilizam temas abertos, mas ainda assim esperam uma abordagem crítica, filosófica ou sociológica e não apenas confessional. Texto motivador da prova A proposta de redação disponibilizada pela instituição trouxe, como texto motivador, uma tirinha da personagem Anésia (#787), do site Willtirando: “A Gertrudes postou uma foto do almoço dela! Totalmente desnecessário.”“Quem quer saber que ela almoçou estrogonofe?”“Estrogonofe de quê?” A partir dessa tirinha, o comando dizia: “Talvez a necessidade de gerar e criar conexões com a nossa rede nos faça seguir ações em massa para sermos aceitos, mesmo que a gente insista em dizer que estamos sendo nós mesmos.Com base nos textos dessa avaliação e nas suas experiências, produza uma DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA, entre 230 e 350 palavras, utilizando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o seguinte tema:QUAL MARCA DA SUA PERSONALIDADE NINGUÉM ROUBARÁ DE VOCÊ? POR QUÊ?” Esse texto motivador, apesar de relacionar a questão da identidade pessoal ao uso das redes sociais, reforçou ainda mais a contradição do vestibular: de um lado, cobra-se uma dissertação; de outro, a formulação aproxima-se de uma carta de apresentação pessoal, sem trazer uma problemática social, econômica ou filosófica que sustentasse a argumentação. Redação da Júlia Pimentel Tema: “Qual marca da sua personalidade ninguém roubará de você? Por quê?” A identidade de cada indivíduo é formada por experiências, valores e sentimentos que, ao longo do tempo, moldam sua maneira de agir no mundo. Em uma sociedade na qual muitas vezes somos pressionados a seguir padrões, preservar uma característica própria é essencial para garantir a autenticidade. Nesse sentido, a marca da minha personalidade que ninguém poderá roubar de mim é a determinação. Desde situações do dia a dia até desafios maiores, a determinação sempre esteve presente em minhas escolhas. Ela me impulsiona a continuar tentando, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Por exemplo, ao enfrentar dificuldades nos estudos, é essa característica que me motiva a buscar novas estratégias de aprendizado, em vez de desistir. Assim, minha perseverança não depende apenas de fatores externos, mas de uma força interna que se renova diante de cada obstáculo. Além disso, a determinação contribui para a construção de objetivos futuros. Pessoas determinadas tendem a transformar sonhos em metas concretas, agindo com disciplina e paciência. Isso significa que, mesmo em meio às adversidades, a essência dessa característica não pode ser roubada, pois está ligada à forma como cada indivíduo enxerga e reage à vida. Em um mundo em que nem sempre controlamos as situações, manter a capacidade de insistir é uma marca de autonomia e resistência. Portanto, a determinação representa a parte mais sólida da minha identidade. Ela não se perde com o tempo nem se deixa apagar pela opinião dos outros. É essa marca que me guia, fortalece minhas escolhas e assegura que eu permaneça fiel. Fonte: internet Análise crítica da redação da Júlia Pimentel Antes de tudo, é importante destacar que a polêmica não deve ser colocada apenas sobre a candidata. O problema também está no próprio tema proposto pelo vestibular e na forma como foi aplicado. O enunciado exigia um texto dissertativo-argumentativo, mas ofereceu uma questão de cunho confessional e subjetivo, que naturalmente induz ao uso da primeira pessoa. Pontos positivos da redação ✔ Coerência interna: Júlia escolheu a determinação como marca da sua personalidade e manteve essa ideia central em todo o texto.✔ Clareza linguística: As frases são diretas, bem organizadas e fáceis de compreender, sem desvios gramaticais graves.✔ Conexão emocional: O texto transmite autenticidade e propósito, algo que pode ter sensibilizado avaliadores. Pontos negativos da redação ✘ Uso da 1ª pessoa do singular: Embora coerente com o tema, destoa do gênero exigido (dissertação argumentativa), aproximando-se mais de um relato pessoal.✘ Ausência de repertório sociocultural: Não há referências a filósofos, dados científicos, livros ou leis que legitimassem os argumentos.✘ Limitação na problematização: O texto não desenvolve causas e consequências sociais, filosóficas ou históricas, ficando restrito ao campo individual.✘ Conclusão pouco analítica: Apenas reafirma a ideia de “determinação”, sem propor reflexões

Nos últimos anos, os temas de redação cobrados em ENEM, vestibulares e concursos têm exigido cada vez mais conhecimento conceitual atualizado. Palavras como capacitismo, ecoansiedade ou etarismo já aparecem em textos motivadores, manchetes e até em provas discursivas. Nesse cenário, conhecer conceitos socioculturais é essencial para: O que é etarismo? Definição: Discriminação baseada na idade, geralmente contra idosos.Exemplo em redação: “Nesse contexto, o etarismo no mercado de trabalho reforça desigualdades sociais e compromete a cidadania plena dos mais velhos.” O que é capacitismo? Definição: Preconceito contra pessoas com deficiência.Exemplo em redação: “À luz do conceito de capacitismo, a exclusão de pessoas com deficiência nas escolas viola a Constituição de 1988.” O que é homofobia? Definição: Preconceito, discriminação ou violência contra pessoas LGBTQIA+.Exemplo em redação: “De acordo com a Lei 7.716/89, a homofobia deve ser equiparada ao racismo, evidenciando a gravidade dessa violação de direitos humanos.” O que é transfobia? Definição: Discriminação contra pessoas trans e travestis.Exemplo em redação: “Nesse sentido, a transfobia institucional impede o acesso igualitário a empregos e educação.” O que é racismo estrutural? Definição: Conjunto de práticas, normas e instituições que mantêm desigualdades raciais.Exemplo em redação: “Segundo Silvio Almeida, o racismo estrutural não é apenas individual, mas um sistema que perpetua desigualdades históricas.” O que é misoginia? Definição: Aversão ou ódio às mulheres.Exemplo em redação: “Nessa perspectiva, a misoginia reforça a cultura de violência de gênero no Brasil, ainda marcada pelo feminicídio.” O que é feminicídio? Definição: Assassinato de mulheres motivado por gênero.Exemplo em redação: “De acordo com a Lei 13.104/2015, o feminicídio é crime hediondo, revelando a urgência de políticas de proteção.” O que é xenofobia? Definição: Preconceito contra estrangeiros ou migrantes.Exemplo em redação: “Em vista disso, a xenofobia contra refugiados viola tratados internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil.” O que é islamofobia? Definição: Discriminação contra muçulmanos.Exemplo em redação: “Nessa linha de raciocínio, a islamofobia reforça estigmas culturais e gera exclusão social.” O que é nomofobia? Definição: Ansiedade gerada pela ausência do celular.Exemplo em redação: “Portanto, a nomofobia revela a dependência digital crescente e seus impactos na saúde mental.” O que é oniomania? Definição: Compulsão por compras.Exemplo em redação: “De acordo com Byung-Chul Han, a oniomania é reflexo da sociedade de consumo exaustiva.” O que é ecoansiedade? Definição: Ansiedade gerada pelas mudanças climáticas.Exemplo em redação: “Paralelamente, a ecoansiedade entre jovens reflete a ausência de políticas ambientais consistentes.” O que é ansiedade de performance? Definição: Medo e estresse excessivos diante de avaliações ou resultados.Exemplo em redação: “Nesse cenário, a ansiedade de performance é intensificada pelo vestibular, comprometendo o bem-estar estudantil.” O que é alienação digital? Definição: Distanciamento da realidade causado pelo uso excessivo da tecnologia.Exemplo em redação: “Assim, a alienação digital compromete a criticidade dos jovens em meio às fake news.” O que é gentrificação? Definição: Processo de valorização urbana que expulsa populações de baixa renda de determinados bairros.Exemplo em redação: “Em grandes cidades, a gentrificação agrava a desigualdade habitacional, afastando moradores tradicionais para regiões periféricas.” O que é necropolítica? Definição: Conceito do filósofo Achille Mbembe que mostra como o Estado decide quem vive e quem morre.Exemplo em redação: “Nesse sentido, a necropolítica manifesta-se na negligência estatal frente às populações vulneráveis durante crises sanitárias.” O que é meritocracia? Definição: Ideia de que conquistas sociais dependem apenas do esforço individual, desconsiderando desigualdades estruturais.Exemplo em redação: “A crença na meritocracia ignora barreiras históricas, como o racismo e a desigualdade socioeconômica.” O que é patriarcado? Definição: Sistema social que privilegia os homens em detrimento das mulheres.Exemplo em redação: “Assim, o patriarcado sustenta práticas de desigualdade salarial e violência de gênero no Brasil.” O que é cultura do cancelamento? Definição: Prática de boicotar pessoas em redes sociais por comportamentos considerados inadequados.Exemplo em redação: “A cultura do cancelamento revela o poder das mídias digitais, mas também limita o diálogo democrático.” O que é sociedade do cansaço? Definição: Conceito do filósofo Byung-Chul Han que mostra os efeitos do excesso de produtividade e autocobrança.Exemplo em redação: “Segundo Byung-Chul Han, a sociedade do cansaço é marcada pela exaustão mental causada pela pressão constante por desempenho.” O que é desigualdade digital? Definição: Exclusão de pessoas sem acesso à internet ou dispositivos tecnológicos.Exemplo em redação: “No Brasil, a desigualdade digital dificulta a inclusão educacional, especialmente entre estudantes da zona rural.” O que é analfabetismo funcional? Definição: Incapacidade de compreender e interpretar textos, mesmo sabendo ler e escrever.Exemplo em redação: “Dados do INAF mostram que o analfabetismo funcional compromete o pleno exercício da cidadania.” O que é letramento digital? Definição: Capacidade de usar criticamente ferramentas digitais.Exemplo em redação: “O letramento digital é essencial para combater fake news e fortalecer a democracia.” O que é violência simbólica? Definição: Conceito de Pierre Bourdieu que designa formas sutis de opressão cultural e social.Exemplo em redação: “Segundo Pierre Bourdieu, a violência simbólica naturaliza desigualdades e perpetua preconceitos.” O que é exclusão social? Definição: Processo pelo qual determinados grupos são privados de participação plena na sociedade.Exemplo em redação: “A exclusão social de pessoas em situação de rua reforça a violação de direitos básicos.” O que é interseccionalidade? Definição: Conceito de Kimberlé Crenshaw que analisa como opressões se cruzam (raça, gênero, classe).Exemplo em redação: “A interseccionalidade explica como mulheres negras enfrentam dupla opressão: racismo e sexismo.” O que é alienação cultural? Definição: Processo de perda de identidade cultural em função da imposição de culturas dominantes.Exemplo em redação: “A alienação cultural no Brasil pode ser observada na valorização excessiva de padrões estéticos eurocêntricos.” O que é exclusão digital? Definição: Ausência total de acesso a dispositivos tecnológicos e internet.Exemplo em redação: “Nesse contexto, a exclusão digital intensifica desigualdades educacionais durante o ensino remoto.” O que é vulnerabilidade social? Definição: Condição de indivíduos expostos a riscos devido à pobreza e falta de acesso a direitos.Exemplo em redação: “Portanto, a vulnerabilidade social evidencia a omissão estatal em garantir equidade.” O que é violência estrutural? Definição: Formas de violência embutidas nas estruturas sociais, econômicas e políticas.Exemplo em redação: “A violência estrutural manifesta-se no acesso desigual à saúde pública no Brasil.” O que é xenofobia? Definição: Preconceito ou

Quando pensamos em uma redação de alta performance, seja no ENEM, vestibulares ou concursos públicos, a introdução ocupa papel estratégico. É nela que o avaliador percebe se o candidato tem clareza de pensamento, capacidade de organização e domínio dos repertórios. Mas surge a dúvida: como começar a redação de forma impactante? É comum que estudantes se perguntem: Neste post, vamos responder todas essas perguntas e ainda apresentar 3 repertórios universais que podem ser aplicados em praticamente qualquer tema: a Constituição Federal de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Agenda 2030 da ONU. Além disso, você terá modelos de introdução completos e exemplos práticos para adaptar aos mais variados assuntos. Como dar início a uma redação? De modo geral, o início da redação deve situar o leitor dentro do tema. Isso pode ser feito por meio de: Em todos os casos, o segredo é: repertório + problematização + tese. Quer treinar esse início na prática? Como se começa a introdução? Uma introdução bem estruturada precisa conter três elementos: Exemplo de estrutura:“De acordo com [repertório], todo cidadão tem direito a [direito relacionado]. Entretanto, no Brasil, essa garantia ainda não é plenamente cumprida, visto que [problema específico]. Nesse sentido, isso ocorre tanto por [argumento 1], como também por [argumento 2].” Quais palavras usar para iniciar uma introdução? Algumas expressões-chave ajudam a dar formalidade e autoridade à redação: Essas expressões funcionam como conectores entre o repertório citado e a problematização do tema. 📌 Exemplo prático:“Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Entretanto, no Brasil…” 👉 Quer aprender a usar repertórios como esse sem risco de fuga ao tema? Repertórios universais para iniciar a redação 1. Constituição Federal de 1988 (Brasil) Promulgada após o período da ditadura militar, a Constituição de 1988 é chamada de “Constituição Cidadã”, pois consolidou direitos fundamentais como saúde, educação, igualdade e dignidade. Principais artigos para redação: Modelo de introdução: “De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito a (área relacionada ao tema, como saúde, educação, segurança). Entretanto, no Brasil, essa garantia é deturpada, uma vez que (recorte temático) ainda persiste, comprometendo a cidadania plena. Nesse sentido, isso ocorre tanto por (argumento 1), como também por (argumento 2). Assim, medidas devem ser tomadas para enfrentar o problema.” Exemplo prático — tema evasão escolar: “De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à educação. Entretanto, no Brasil, essa garantia é deturpada, uma vez que a evasão escolar ainda persiste, comprometendo a cidadania plena. Nesse sentido, isso ocorre tanto por negligência governamental, como também pela falta de políticas eficazes de permanência. Assim, medidas devem ser tomadas para enfrentar o problema.” 2. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) Aprovada pela ONU após a Segunda Guerra Mundial, é o principal documento internacional que assegura dignidade, igualdade e liberdade para todos. Principais artigos para redação: Modelo de introdução: “Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, garantindo a todos o direito à ____________. Entretanto, no Brasil, essa garantia é violada, uma vez que (recorte temático) ainda persiste, reforçando desigualdades históricas. Nesse sentido, tal cenário decorre tanto de (argumento 1), como também de (argumento 2). Portanto, medidas precisam ser adotadas para enfrentar o problema.” Exemplo prático — tema evasão escolar: “Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, garantindo a todos o direito à educação. Entretanto, no Brasil, essa garantia é violada, uma vez que a evasão escolar ainda persiste, reforçando desigualdades históricas. Nesse sentido, tal cenário decorre tanto da negligência governamental, como também da desigualdade socioeconômica. Portanto, medidas precisam ser adotadas para enfrentar o problema.” 3. Agenda 2030 da ONU (2015) Plano de ação global aprovado em 2015 pela ONU, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir dignidade a todos até 2030. ODS relevantes para redação: Modelo de introdução: “Conforme a Agenda 2030 da ONU (2015), o ODS (número) estabelece a necessidade de (objetivo relacionado ao tema). Contudo, no Brasil, essa meta ainda não é plenamente atingida, pois (recorte temático) persiste como realidade preocupante. Nesse sentido, isso decorre tanto de (argumento 1), como também de (argumento 2). Portanto, é urgente a adoção de medidas efetivas.” Exemplo prático — tema desigualdade social: “Conforme a Agenda 2030 da ONU (2015), o ODS 10 estabelece a necessidade de reduzir desigualdades internas e globais. Contudo, no Brasil, essa meta ainda não é plenamente atingida, pois a concentração de renda persiste como realidade preocupante. Nesse sentido, isso decorre tanto da regressividade tributária, como também da ausência de políticas redistributivas eficazes. Portanto, é urgente a adoção de medidas efetivas.” Como iniciar redação com repertório? Para aplicar corretamente: Como posso iniciar minha redação com uma citação? Além de repertórios legais, você pode usar pensadores.📌 Exemplo:“Segundo Simone de Beauvoir, em A velhice, a sociedade marginaliza os idosos ao tratá-los como ‘defeitos sociais’. Nesse sentido, o preconceito etário, ainda presente no Brasil, precisa ser combatido com políticas de valorização da terceira idade.” Conclusão Em síntese, a introdução é a porta de entrada para uma redação de excelência. Saber como iniciar com repertórios universais, como a Constituição de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Agenda 2030 da ONU, é uma forma de mostrar domínio crítico, clareza de pensamento e organização. Quer treinar agora mesmo e garantir notas 900+?Use o cupom APROVA10 e tenha R$100 de desconto + 10% OFF em qualquer plano.

Com a constante evolução da sociedade e a implementação de novas leis, é fundamental ficar atento às atualidades, especialmente aquelas que se tornam tema do Enem. Ao longo dos anos, diversas legislações recentes coadjuvaram como temas ou subtemas nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio. Sem dúvida, neste artigo, exploraremos algumas das Atualidades que podem ser tema do Enem 2024, servindo como um guia para os estudos e preparação dos candidatos. Quais são os assuntos mais falados na atualidade? 🚫 Criminalização do Bullying e Cyberbullying A Lei 4.224/21 marca um passo importante na luta contra o bullying e cyberbullying, classificando-os como crimes hediondos. Nesse sentido, esse movimento reforça a necessidade de proteger a saúde mental dos jovens e a segurança na internet. 📋 Lei 14.626 de 2023 Essa legislação promove a inclusão, estabelecendo atendimento prioritário para pessoas com transtorno do espectro autista. 🩸 Farmácia Popular oferece absorventes gratuitos Combatendo a desigualdade social, essa iniciativa proporciona absorventes gratuitos a pessoas em situação de vulnerabilidade, isto é, abordando temas de saúde menstrual. 💊 Lei de Alerta em Medicamentos Com a Lei 14.806/24, busca-se promover a integridade no esporte através de alertas em rótulos de medicamentos sobre substâncias proibidas pelo Código Mundial Antidoping. ✊ Feriado Nacional da Consciência Negra A transformação do Dia da Consciência Negra em feriado nacional, pela Lei 14.759, ou seja, estimula o debate sobre racismo estrutural e celebra a cultura afro-brasileira. Fita de girassóis como símbolo de identificação A Lei 14.624/23 introduz a fita com girassóis para identificar pessoas com deficiências ocultas, já que promove a conscientização e o respeito às diversidades. Quais são os temas da atualidade para redação? A seguir, apresentamos uma tabela com 20 possíveis temas de redação inspirados nas leis e atualidades discutidas, preparando você para o Enem e outros vestibulares. Nº Tema de Redação 1 A criminalização do bullying e seu impacto na sociedade 2 Inclusão social e acessibilidade: avanços e desafios 3 Saúde menstrual como questão de saúde pública 4 A ética no esporte frente ao doping 5 Reflexões sobre o Dia da Consciência Negra 6 A invisibilidade das deficiências ocultas 7 O papel da legislação na proteção da saúde mental 8 Desigualdades sociais e a importância do acesso a insumos básicos 9 O impacto do bullying virtual na saúde dos jovens 10 A importância da inclusão do autista na sociedade 11 Direitos e desafios das pessoas com mobilidade reduzida 12 A importância da doação de sangue na sociedade 13 Discussão sobre a acessibilidade em serviços públicos 14 Políticas públicas para a saúde da mulher 15 A luta contra o racismo estrutural no Brasil 16 A importância da representatividade negra na sociedade 17 Discussões sobre a identidade e cultura afro-brasileira 18 Acessibilidade e reconhecimento das deficiências ocultas 19 O papel do esporte na promoção da ética e saúde 20 A legislação como ferramenta de mudança social Como falar da atualidade na redação? Incorporar as leis recentes como suporte argumentativo na redação do Enem pode enriquecer seu texto, oferecendo embasamento sólido para suas ideias. Desse modo, seja introduzindo o assunto na introdução ou utilizando-o como comprovação no desenvolvimento, é crucial articular esses conhecimentos de forma coesa e pertinente ao tema proposto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Redação Online (@redacaonline) Por fim, estar por dentro das atualidades que podem ser tema do Enem 2024, principalmente das leis recentes. Esses temas não só refletem questões relevantes da nossa sociedade, como também podem ser utilizados para construir argumentações fortes e consistentes. Então, e lembre-se, se você deseja treinar e aprimorar suas habilidades de escrita, nossa plataforma oferece mais de 400 temas para você praticar e alcançar excelentes resultados. Não deixe de acessar e preparar-se para o Enem 2024!

Proposta de redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Impactos da pobreza menstrual na educação de meninas” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre impactos da pobreza menstrual Texto I A pobreza menstrual é a falta de acesso a insumos menstruais (absorventes, tampões, coletores menstruais, calcinhas menstruais), e também se refere à falta de informação sobre menstruação, assim como a falta de infraestrutura adequada para o manejo da higiene menstrual. “Através do relatório, identificamos que várias meninas não iam para a escola porque estavam menstruadas. A pobreza menstrual é um tema silencioso, porque vem carregado de tabus e preconceitos. As pessoas têm vergonha de falar que estão passando por uma necessidade básica, que é a garantia de produtos e condições para uma adequada gestão menstrual”, explica Rayanne. Segundo ela, esse olhar ganhou força na pandemia, quando organizações e instituições se mobilizaram para a entrega de kits de higiene para as mãos e cestas básicas, e as pessoas perguntavam discretamente se tinha absorvente: “Como se fosse algo ilícito. Percebemos uma problemática. Era preciso olhar com uma atenção de política pública e entender que essas pessoas são violadas da dignidade menstrual, não têm acesso a insumos e serviços.” Fonte: Gshow Texto II Os ODSs 5 e 6 da Agenda 2030 contemplam, respectivamente, a igualdade de gênero, assim como a água potável e o saneamento básico, como Direitos Humanos. Em seguida, a relação entre eles foi foco da 33ª Sessão da Assembleia Geral do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, ocorrida em 2016. Ademais, o texto também menciona a menstruação estigmatizada e a decorrente pressão para o abandono escolar após a menarca, e é enfático ao afirmar que “o direito humano à água e saneamento inclui o direito de todos a produtos de higiene menstrual seguros e acessíveis. Portanto, devem ser subsidiados ou providos gratuitamente quando necessário” (OHCHR, 2020, p.10, tradução livre da autora) Fonte: Movimento Mulher Texto III sobre pobreza menstrual Segundo relatório feito pelo Fundo de População das Nações Unidas junto ao UNICEF, cerca de 321 mil meninas não possuem banheiros em condições de uso em suas escolas. Além disso, das 60 milhões de pessoas que menstruam no país, 15 milhões não têm acesso a produtos adequados de higiene menstrual, ou seja, uma em cada quatro pessoas não apresenta condições de obter absorventes higiênicos. “Quando falamos de infraestrutura, 17% das meninas de até 19 anos não apresentam acesso à rede geral de distribuição de água e 4 milhões de meninas frequentam escolas com privação de pelo menos um fator básico para a higiene”, adiciona Mônica. Fonte: Jornal USP Texto IV Fonte: CNN Repertórios para o tema de redação sobre pobreza menstrual Documentário: “Absorvendo o Tabu” – Um olhar sobre como a falta de acesso a produtos de higiene menstrual afeta a vida, a educação e a saúde das mulheres em diferentes culturas. Livro: “Segredos de Alice” – uma narrativa que mergulha nas vivências de mulheres em contextos de vulnerabilidade. Filme: “Pad Men” – baseado em uma história real, este filme aborda a jornada de um homem que decide fabricar pads sanitários de baixo custo para mulheres de sua comunidade na Índia. Atualidades sobre os impactos da pobreza menstrual A luta contra a pobreza menstrual no Brasil O Governo Federal implementou uma iniciativa por meio do Programa Farmácia Popular para fornecer absorventes gratuitos, combatendo a pobreza menstrual e promovendo a dignidade menstrual. Além disso, Beneficiários incluem estudantes da rede pública de baixa renda, pessoas em situação de rua, e indivíduos no sistema prisional. Saiba mais em: governo federal lança campanha de orientação sobre programa de distribuição gratuita de absorventes Argumentos para sobre impactos da pobreza menstrual Argumento 1: negligência governamental Argumento 2: desigualdade social Por fim, agora que você está bem informado sobre todos os aspectos a respeito do tema da redação sobre “Impactos da pobreza menstrual na educação de meninas”, que tal colocar seus conhecimentos em prática? Ao acessar o nosso site, você terá a oportunidade de ter sua redação corrigida pela mais renomada e eficiente plataforma de correção do Brasil.

Primeiramente, ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, ressaltamos não apenas a importância da luta pela igualdade de gênero, mas também o poder transformador das mulheres que marcaram a história e continuam a inspirar mudanças na sociedade contemporânea. Nesse sentido, selecionamos figuras femininas emblemáticas, cujas trajetórias e legados podem servir de repertório sociocultural enriquecedor para redações do Enem, ou seja, ilustrando a capacidade de resistência, inovação e liderança femininas em diversas esferas da vida, por isso vamos usar as mulheres como repertório. Mulheres como repertório: contexto histórico O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, tem suas raízes em uma série de eventos sociais, políticos e econômicos no final do século XIX e início do século XX, que buscavam, sobretudo, melhorar as condições de trabalho e reconhecer os direitos das mulheres. Além disso, a data é uma homenagem às mais de 100 mulheres que morreram em um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist em Nova York, em 1911, um evento que desencadeou mudanças significativas nas leis trabalhistas. Movimentos marcantes Por outro lado, a origem do Dia Internacional da Mulher está ligada a protestos femininos que ocorreram em Nova York, à II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, ao trágico incêndio em 1911, e ao movimento feminino russo contra a guerra em 1917. Dessa forma, esses eventos foram cruciais para a consolidação da data como um símbolo da luta feminina. Mulheres como repertório: 8 mulheres para usar na redação Apresentamos oito mulheres inspiradoras que podem ser utilizadas como repertório sociocultural em suas redações, isto é, destacando suas contribuições em diferentes áreas e os temas sociais relacionados às suas vidas e obras. 1. Carolina Maria de Jesus Carolina Maria de Jesus foi uma escritora brasileira que viveu grande parte de sua vida na favela do Canindé, em São Paulo. Além disso, ela ganhou notoriedade com a publicação de “Quarto de Despejo”, um diário que retrata o cotidiano de pobreza extrema. Temas sociais: suas obras abordam a vida nas favelas, a luta pela sobrevivência, o racismo, bem como a desigualdade social. 2. Conceição Evaristo Conceição Evaristo foi recentemente anunciada como a mais nova imortal da Academia Mineira de Letras, sem dúvida, reconhecimento por sua contribuição única à literatura brasileira. Temas sociais: desigualdade racial; representatividade negra; feminismo negro; resistência à discriminação; como também direitos humanos. 3. Sueli Carneiro Sueli Carneiro é uma filósofa, escritora e ativista do movimento social negro no Brasil. Ademais, ela também é Fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, bem como uma das principais vozes do feminismo negro no país. Temas sociais: racismo, feminismo negro, direitos humanos. A obra e a vida de Sueli Carneiro são fundamentais para entender a luta contra o racismo e o sexismo no Brasil, promovendo a igualdade e justiça social. 4. Lilia Moritz Schwarcz Lilia Moritz Schwarcz é uma antropóloga, historiadora e professora universitária brasileira. Ela é conhecida por suas obras que exploram a história do Brasil, com foco especial na questão racial, a construção da identidade nacional e o período monárquico. Temas sociais: racismo, identidade nacional, monarquia no Brasil. Nesse sentido, suas pesquisas podem ser usadas para discutir como a história é construída e a importância de reconhecer a diversidade e complexidade do passado brasileiro. 5. Frida Kahlo Pintora mexicana conhecida por seus retratos, autorretratos e obras inspiradas pela natureza e artefatos do México. A obra de Frida é celebrada por sua representação intransigente e pessoal da forma feminina, explorando temas como identidade, pós-colonialismo, gênero, classe e raça na sociedade mexicana. Temas sociais: empoderamento feminino, superação de adversidades, expressão da identidade cultural e pessoal. Frida Kahlo se tornou um ícone do feminismo e da arte, com sua vida e obra inspirando gerações a expressar suas verdades autênticas. 6. Rita Lee Rita Lee foi uma das maiores ícones do rock brasileiro, conhecida por sua irreverência, talento como compositora e performances carismáticas. Todavia sua obra abrange diversas fases e estilos musicais. Temas sociais: direitos das mulheres, críticas sociais e políticas, liberdade de expressão e o questionamento de padrões sociais e de comportamento. 7. Marta Jogadora de futebol brasileira, frequentemente considerada a melhor jogadora de futebol feminino de todos os tempos. Dessa forma, Marta é conhecida por sua incrível habilidade técnica, visão de jogo e capacidade de marcar gols. Ademais, ela foi eleita seis vezes a Jogadora do Ano pela FIFA. Temas sociais: igualdade de gênero no esporte, desenvolvimento do futebol feminino, representatividade feminina. Outrossim, Marta simboliza a luta por reconhecimento e igualdade no esporte feminino. 8. Emília Ferreiro Psicóloga argentina e uma das maiores expoentes na psicogênese da língua escrita, conhecida por seu trabalho sobre como as crianças aprendem a ler e escrever. Além disso, seus estudos revolucionaram os métodos de alfabetização, uma vez que influencia significativamente a pedagogia em toda a América Latina. Temas sociais: alfabetização, desenvolvimento cognitivo infantil, construtivismo. Exemplo de mulheres na redação Hannah Arendt (Filosofia Política) foi uma filósofa política alemã de origem judaica, reconhecida como uma das pensadoras mais influentes do século XX. Como usar na redação: desse modo, as ideias de Hannah Arendt podem ser usadas em redações para discutir como a falta de reflexão e a tendência a não assumir a responsabilidade pelos próprios atos podem levar a atitudes cruéis e desumanizadoras. Argumentos relacionados: sem dúvida, individualismo, narcisismo, egocentrismo, crueldade social, conformidade, falta de reflexão crítica, bem como a banalização. Exemplo de desenvolvimento 2 Em uma segunda análise, a alienação social contribui para a persistência da disparidade no acesso ao cinema. A filósofa alemã Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, refletiu sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual forma os indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alienados e aceitando as situações sem questionar. O pensamento da filósofa está relacionado ao contexto de alienação da sociedade brasileira no qual os sujeitos sociais se calam diante das questões que prejudicam grupos menos favorecidos, desconsiderando a importância de determinados recursos, como acesso ao cinema, para o cumprimento de direitos sociais. Nesse contexto, é essencial superar esses paradigmas que prejudicam diversos indivíduos.Caroline Baptista (
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