811 artigos publicados sobre “Topo de funil” no Blog do Redação Online.
Navegue pelos conteúdos abaixo para aprofundar seus conhecimentos sobre este tema. Cada artigo traz análises, exemplos práticos e repertórios que podem ser utilizados na sua redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos.

Aprender a estudar também deve fazer parte da rotina do vestibulando, estudar com eficiência mais ainda! Durante o processo de preparação para os vestibulares, é comum que os estudantes busquem uma “fórmula mágica” para a aprovação. É aí que passam a testar métodos de estudos mirabolantes, mudam de estratégia a todo momento e deixam o que mais importa – a consistência nos estudos – de lado. A especialista em técnicas de estudo, Susane Ribeiro, também já esteve aí. Antes de ser aprovada no vestibular de Engenharia do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Susane também costumava ouvir as mais diversas orientações sobre a melhor maneira de se preparar para as provas. Mais tarde, percebeu que só alcançaria a aprovação quando entendesse o que de fato funcionava para ela e traçasse seu próprio caminho. Por isso, sua resolução é: não existe um único caminho ou uma técnica milagrosa de aprovação, mas é possível “aprender a aprender”. Confira abaixo 4 dicas práticas de Susane Ribeiro para estudar com mais eficiência. 1. Conhecimento das técnicas de estudo para estudar com eficiência “Quando preciso ir a um lugar desconhecido, eu sento e olho com calma um aplicativo de mapas e rotas antes de sair. Por mais que seja corrido, uso esse tempo para entender o melhor caminho. E, no fim, não erro e acabo economizando tempo. Isso também se aplica à preparação para o vestibular”, aponta Susane. Isto significa que é muito interessante que o aluno crie sua própria rota de estudos. Nada de ficar preso nas “receitas de bolo”, ou seja, naquilo que um determinado curso ou seus colegas acham melhor. A ideia é entender quais técnicas de estudo mais se encaixam na sua realidade e no seu modo de aprender. “Muitas vezes, assistir aulas enormes, fazer muitos resumos e resolver a lista inteira de exercícios de uma vez não é produtivo, como muitos pensam. Precisa ser estratégico”, alerta Susane. Por isso, reserve um tempo para estudar como estudar. 2. Elaboração de perguntas Você anota perguntas enquanto estuda? Esse é um hábito interessante. Crie perguntas sobre o que você está lendo ou o que o professor está falando na aula. Questione como esse novo assunto se relaciona com outros que você viu anteriormente, quais as diferenças e semelhanças. “Mesmo se o estudante decidir não fazer indagação em voz alta, é bom que anote. Ao criar perguntas, a gente se aprofunda no assunto e isso ajuda até a fixar melhor. Além disso, resolver essas perguntas em outro momento vai ser uma forma simples de estudar”, sugere Susane. Aliás, a hora da revisão pode ser um momento proveitoso para olhar com atenção para os questionamentos anotados ao longo do ano. Confira mais dicas sobre a revisão para o vestibular e saiba quando começar nesta reportagem do GUIA. 3. Estudo prévio para estudar com eficiência Para Susane, a melhor forma de usar a aula é para entender a ideia geral de determinado assunto tratado. Para facilitar o entendimento dessa ideia geral, antes mesmo da aula, o estudante pode olhar no cronograma e buscar nas apostilas e livros usados quais são os principais tópicos do próximo assunto que o professor apresentará. “Assim, o estudante vai entender o esquema do assunto antes da aula e já vai montando o quebra-cabeça da matéria”, diz. Em resumo, o estudo prévio vai contextualizar o aluno antes da aula. Durante a explicação do professor, ele capta a ideia geral do assunto e, no pós-aula, entende os detalhes e aplicações por meio dos exercícios. 4. Anotações Susane alerta que muitos alunos deixam de aproveitar o tempo das aulas, ficando como meros telespectadores. Depois, acabam presos em grandes resumos para lembrar do conteúdo. Ela indica, então, que estudantes não deixem de fazer anotações durante a aula. “Anotar vai deixar o estudo super ativo, aumentando o foco e evitando o tédio que pode aparecer depois de um tempo na sala”, afirma. Ela explica que as anotações não precisam de grandes caprichos, trata-se de uma espécie de rascunho mesmo. É um momento para dividir, categorizar e destacar informações sobre o assunto que está sendo apresentado. Por outro lado, métodos para organizar melhor as anotações podem trazer muitos benefícios, inclusive na memorização. Cada tipo vai ter uma aplicação diferente, que encaixa mais ou menos em determinada disciplina. Por isso, é importante que o estudante conheça as opções de técnicas de anotação e faça testes. Um dos mais conhecidos são os mapas mentais. A partir de uma ideia central é montado um diagrama. Ai o estudante pode usar também mais recursos como setas, formas geométricas, cores, imagens e desenhos. “Em Física, por exemplo, você pode fazer alguns desenhos (que não precisam ser bonitos, tá?) e esquemas para entender o que acontece em um fenômeno”, observa Susane. Outro método destacado pela especialista é o Cornell, muito útil principalmente para as disciplinas de Humanas. “Você pega um folha de papel e escreve em uma coluna no lado esquerdo perguntas diretas como: o que?, por quê?, como?. “Do lado direito, você vai respondê-las”, explica. Um exemplo, na prática: em um aula de História, na qual os alunos estão vendo um evento histórico importante, poderiam questionar “o que aconteceu?”, “por quê?”, “quem estava envolvido?” e “quais eram as motivações?”. Mais uma dica: fuja do overlearning Você já estudou bastante um assunto, foi para os exercícios, começou a acertar tudo, mas continuou até terminar a lista por mais enorme que ela fosse? É bem comum, às vezes, o estudante pensar que não aprendeu tudo, mesmo estudando em excesso. Susane diz que é preciso evitar o overlearning – o “sobreaprender” na tradução para o português. O termo refere-se ao estudo em excesso: fixar no conteúdo, mesmo depois te ter adquirido grande domínio. Nesses casos, o candidato acaba gastando tempo fazendo mais e mais exercícios que não vão gerar, necessariamente, maior retenção do conteúdo. Susane recomenda, então, que os estudantes busquem distribuir seus estudos e intercalar os assuntos. Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma

Cuidado com o que você come, hein?! Nós, brasileiros, estamos comendo cada vez mais alimentos industrializados com consequências péssimas para a saúde… Enquanto você aprende e toma mais cuidado com a alimentação, escreva uma dissertação argumentativa sobre o tema “o impacto dos alimentos industrializados à saúde dos brasileiros”. Então, dê seus argumentos e crie as propostas de intervenção. TEXTO 1 O produto que tem rótulo não é um alimento, é um gênero alimentício que, de alguma forma, foi industrializado, contendo conservantes e espessantes, combinação que resulta em falta de nutrientes e que inflama e adoece o organismo. (…) Além disso, a dica é manter uma rotina diária saudável e evitar ao máximo produtos industrializados. No café da manhã é importante tomar um suco feito em casa, dê preferência ao de limão; consumir ovo e queijo amarelo. O queridinho da refeição, o pão, deve ser ingerido com moderação. Assim, no almoço, procure colorir o prato, coma saladas das mais diversas cores, os vegetais mais escuros possuem mais nutrientes; dê preferência por comer arroz, feijão e uma carne. Então, em vez de tomar suco, coma uma fruta. À noite, na hora do jantar, a dica é comer menos que no almoço, é possível comer a mesma refeição do almoço, só que em menor quantidade ou seguir o que foi ingerido no café da manhã. Fonte: Act BR TEXTO 2 Alimentos ultraprocessados elevam risco de doenças cardiovasculares Mais da metade dos jovens acompanhados no SUS têm alimentação inadequada Os adolescentes acompanhados pelos serviços de atenção básica, do Sistema Único de Saúde (SUS), estão se alimentando mal. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), apontaram que, em 2017, 55% deles consumiram produtos industrializados regularmente, como macarrão instantâneo, salgadinho de pacote ou biscoito salgado. Além disso, 42% desses jovens ingeriram hambúrguer e/ou embutidos; e 43% biscoitos recheados, doces ou guloseimas. (…) o Sul do país é o que apresenta a maior quantidade de jovens consumindo hambúrguer e/ou embutidos; macarrão instantâneo, salgadinho de pacote ou biscoito salgado, com 54% e 59% respectivamente. Já o Norte vem com o menor percentual nesses dois grupos, com 33% e 47%, respectivamente. Quando o assunto são biscoitos recheados ou guloseimas, a região Sul, também está na frente (46%), mas empatada com os jovens nordestinos (46%). (…) Os maus hábitos à mesa têm refletido na saúde e no excesso de peso dos adolescentes. Números da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE) trouxeram que 7,8% dos adolescentes das escolas entre 13 e 17 anos estão obesos, sendo maior entre os meninos (8,3%) do que nas meninas (7,3%). O Sisvan revela que 8,2% dos adolescentes (10 a 19 anos) atendidos na Atenção Básica em 2017 são obesos. Fonte: Portal Abril – Saúde TEXTO 3 Atenção aos alimentos que parecem saudáveis mas não são Confira 9 alimentos que parecem saudáveis, mas não são: Embutidos (como presunto e peito de peru) Biscoitos e/ou bolachas integrais Barra de cereal Sopa instantânea Pão de forma light Suco de caixinha Chocolate diet Pipoca para micro-ondas Farinha láctea Adaptado de Saúde Brasil TEXTO 4 A mudança no padrão alimentar brasileiro Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a aquisição média per capita dos alimentos industrializados foi de 2.560 kg entre 2002-2003, para 3.992 kg no período de 2017-2018, representando um aumento de 56%. O processo de substituição das preparações culinárias e tradicionais pelos alimentos ultraprocessados ocorreu de forma gradativa, em consonância com as transformações socioeconômicas que aconteciam no país, pois, quanto maior a urbanização, a renda per capita e o incentivo fiscal fornecido às empresas estrangeiras para se instalarem em território nacional, maior é o consumo desses alimentos. Efeitos para a saúde humana Os alimentos ultraprocessados são altamente irresistíveis, viciantes e de longa validade, porém nada nutritivos. (…) Estudos têm apontado a relação direta entre o consumo de alimentos industrializados e o surgimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), as quais ainda potencializam as complicações e a letalidade do coronavírus. Sendo assim, em 2007, as DCNTs foram responsáveis por 72% das mortes que ocorreram no país e, em 2020, durante a pandemia, de acordo com o Ministério da Saúde, dos óbitos contabilizados até a Semana Epidemiológica 14, em 61,1% havia pelo menos uma comorbidade, sendo cardiopatia e diabetes as de maior incidência entre os maiores de 60 anos e obesidade nos menores de 60 anos. No Brasil, a ingestão excessiva dos alimentos ultraprocessados está associada à maior prevalência de dislipidemias em crianças, síndrome metabólica em adolescentes e obesidade em adultos. Fonte: Sanar Saúde Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O impacto dos alimentos industrializados à saúde dos brasileiros” entrevista – neste áudio o professor Marcio Atalla explica que você pode até comer alimentos industrializados de vez em quando! livro – fazemos questão de mostrar ângulos diferentes do mesmo assunto, e neste e-book gratuito você vai ver “o outro lado da história” – os argumentos de quem não vê nos alimentos industrializados nenhum perigo à saúde; você decide… vídeo – um conhecido médico ortopedista revela neste vídeo detalhes assustadores sobre alimentos processados, que talvez você ande comendo… informativo – aqui vão dicas do SESC sobre como ler rótulos de alimentos, que você não sabe! vídeo – assista a uma perfeita aula do professor de nutrição da USP sobre ultraprocessados. notícia – sabia que as redes de fast food estão preocupadas em tornar seus produtos mais saudáveis? leia aqui como elas pretendem fazer isso. informativo – o estado de SP proíbe a comercialização de alimentos processados de alguns tipos nas escolas da rede; veja os detalhes da lei. Como sempre, o Redação Online sai na frente com temas “quentes” para o Enem, desta vez com o tema sério do impacto dos alimentos industrializados à saúde dos brasileiros! Nossos corretores podem aguardar pela sua redação?! Sim, porque é o único jeito de alcançar a nota máxima! Então, envie agora sua redação pra gente! QUERO ENVIAR MINHA REDAÇÃO

Você nem percebe a influência do uso do celular na leitura e na escrita, certo? Mas fale com um professor, e ele vai dizer que antes do celular os alunos tinham mais concentração Então, como esse é um assunto que pode aparecer na sua prova do Enem, a equipe do Redação Online não perdeu tempo: já bolou uma proposta de redação sobre ele. Dessa forma, escreva uma dissertação-argumentativa sobre o tema “A influência do uso do celular na leitura e na escrita”, apresentando sua proposta de intervenção. Aproveite os ótimos textos de apoio abaixo, assim vão surgir ideias sobre o que escrever! TEXTO 1 Hábitos digitais estão ‘atrofiando’ nossa habilidade de leitura e compreensão? “As pessoas estão percebendo que algo está mudando em si mesmas, que é seu poder de leitura. E há um motivo para isso”, diz a neurocientista cognitiva estadunidense, Maryanne Wolf. A razão, segundo a pesquisadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), é que o excesso de tempo em telas – celulares e tablets, desde a infância até a vida adulta – e os hábitos digitais associados a isso estão mudando radicalmente a forma como muitos de nós processamos a informação que lemos. Segundo um livro de Wolf prestes a ser lançado no Brasil (O Cérebro no Mundo Digital – Os desafios da leitura na nossa era; ed. Contexto) e algumas pesquisas sobre o tema, o fato de lermos cada vez mais em telas, em vez de papel, e a prática cada vez mais comum de apenas “passar os olhos” superficialmente em múltiplos textos e postagens online podem estar dilapidando nossa capacidade de entender argumentos complexos, de fazer uma análise crítica do que lemos e até mesmo de criar empatia por pontos de vista diferentes do nosso. Adaptado de bbc TEXTO 2 Uso de celular em sala de aula dobra efeito negativo nas notas, aponta estudo O uso excessivo de telefones celulares tem prejudicado o desempenho acadêmico de estudantes universitários brasileiros sem que eles percebam, já que a maioria tende a subestimar o tempo que dedica, diariamente, a seus aparelhos. Cada cem minutos diários dedicados ao celular fazem com que um estudante recue 6,3 pontos na escala, que vai de 0 a 100. Segundo os pesquisadores Daniel Darghan Felisoni e Alexandra Strommer Godoi, isso pode ser suficiente para tirá-los da lista dos 5% melhores da turma, impedir que alcancem pontuação para cursar determinadas eletivas ou prejudicá-los em avaliação dos critérios para obtenção e manutenção de bolsa de estudos. O uso de smartphones no horário das aulas é ainda mais nocivo: faz com que a queda de desempenho quase dobre. Ou seja, se os cem minutos forem concentrados no período em que os alunos deveriam prestar atenção nas aulas ou em rotinas da universidade, o recuo no ranking vai para cerca de 12 pontos. Fonte: folha uol TEXTO 3 Uso de celular e proficiência em leitura de crianças e adolescentes (…) A grande maioria das crianças usava o telefone para enviar mensagens de texto; esta pesquisa encontrou vários motivos para pais ou educadores se preocuparem menos com o uso do celular para enviar mensagens de texto do que para falar. Os resultados mostraram que mais mensagens de texto estavam associadas a uma maior compreensão de leitura. Em contraste, o maior uso do telefone para se comunicar por voz foi associado a escores mais baixos na decodificação de letras e palavras. Esses resultados são consistentes com a interpretação de que um dispositivo tecnológico que aumenta a exposição de pré-adolescentes e adolescentes a palavras e frases escritas, especialmente de forma divertida e social, pode melhorar suas habilidades de alfabetização. Tradução livre de conclusão de estudo feito por Sandra L. Hofferth and Ui Jeong, na Universidade de Maryland, EUA ncbi nlm TEXTO 4 Leitura no papel X leitura em telas, nosso cérebro processa da mesma forma? (…) estudos sobre essas diferenças na leitura digital e impressa não começaram agora, em 2016 já foi publicado pesquisas sobre diferenças na leitura de artigos impressos e digitais em alunos de graduação e os resultados foram similares ao que temos hoje: O formato afetou a compreensão da ideia principal e diversos detalhes foram perdidos na leitura nas telas. A hipótese para isso é que o cérebro exposto constantemente a mídia digital de forma acelerada processa informações dessa fonte de forma mais rápida, porém, menos completa, ou seja, pode PERDER DETALHES IMPORTANTES DO TEXTO! Além disso, outro estudo sobre os efeitos da mídia na compreensão da leitura entre 2000 e 2017 também apoiou a ideia de que A COMPREENSÃO DA LEITURA DIGITAL É MAIS DIFÍCIL DO QUE A IMPRESSA. E, surpreendentemente, esses achados sugeriram que vantagens da impressão foram maiores no último ano da pesquisa (2017) do que no ano de 2000. Ou seja, o problema de leitura digital não está desaparecendo, mesmo com a explosão dessa área! Fonte: brainlatam Repertórios socioculturais relacionados ao tema “A influência do uso do celular na leitura e na escrita” Reportagem – leia aqui casos de crianças que estão demonstrando dificuldades na alfabetização, devido a uso de celulares e tablets. Opinião – saiba o que um psiquiatra pensa sobre o uso do celular e a concentração. Informativo – já é possível escrever à mão mesmo no celular – veja aqui! Artigo acadêmico – nada melhor que usar dados destes especialistas da UFCG sobre o impacto do celular na habilidade de ler escrever. Entrevista com estudioso – um professor da Universidade Estadual da Califórnia revela que é possível contornar o problema da falta de concentração devida ao uso de celular. Livro – Este livro do governo do Paraná tem várias dicas interessantes para manter a concentração nos estudos. Vídeo – o livro ”A Fábrica de Cretinos Digitais”. Veja no vídeo a seguir: https://youtu.be/YdyWX07OKlwQuanta coisa interessante sobre a influência do uso do celular na leitura e na escrita você acabou de ler! Agora nossa equipe de corretores gostaria de mostrar onde sua redação precisa melhorar, porque ainda dá tempo!

Você provavelmente já reveza entre estes métodos sem perceber, mas dominá-los pode potencializar o rendimento Para alguns professores mais tradicionais não tem conversa: a melhor forma de absorver o conteúdo da aula é anotar tudo no caderno. Tirar foto da lousa, então, é praticamente um crime contra o aprendizado! A verdade é que estes professores não estão de todo equivocados. Anotar o que está sendo dito, muitas vezes, ajuda o cérebro a fixar o conteúdo. Não é só bronca de professor: o nome disso é estudo ativo. Apesar do estudo ativo ser comprovadamente eficaz, a metodologia que fica na outra ponta não deve ser ignorada. O estudo passivo – aquele que envolve momentos de escuta ou apenas de leitura – também tem sua aplicabilidade e é válido. Conversamos com uma especialista em métodos de estudo e, neste texto, explicamos a fundo os benefícios do estudo ativo e do estudo passivo. Entenda ainda em quais casos cada um deles é mais recomendado. O que é estudo passivo? Como diria Luva de Pedreiro, a sensação do TikTok: “receba!”. O estudo passivo nada mais é do que receber uma informação. É o momento do aprendizado em que o estudante simplesmente escuta ou lê um conteúdo sem criar anotações ou resolver questões. Resumindo, é como a clássica aula em que o aluno está sentado na carteira escutando o professor explicar o conteúdo em frente à lousa. “Você pode receber informações assistindo uma aula, lendo um livro, ou ainda escutando alguém falar”, explica Susane Ribeiro, especialista em técnicas de estudo. Nos últimos anos, porém, o estudo passivo tem sido apontado como um dos vilões da retenção de informação, visto que é mais fácil se distrair quando se está apenas escutando ou lendo sem exercer nenhuma atividade de fixação. Ribeiro esclarece que este momento de apenas receber o conteúdo tem um papel fundamental na aprendizagem, mas, ainda assim, é importante reconhecer suas limitações. “O estudo passivo não é errado, ele também é necessário, mas ele deve ser entendido como o primeiro contato com a matéria, só ele não é o suficiente para reter o conteúdo”, explica. O problema, segundo ela, é quando o aluno se vicia em só assistir aula. Ou seja, só praticar o estudo passivo. Com isso, o estudante se mune apenas de teoria e pouca prática – o que, em poucas semanas, se torna um problema já que a memória começa a falhar e os conteúdos são esquecidos. “É importante que a carga de estudo passivo seja reduzida para não ter tantas horas por dia só de aula. Tem escolas que passam dez horas de aulas diárias e o aluno não tem tempo de fazer questões, revisão ou até mesmo descansar”, ressalta Ribeiro. O que é estudo ativo? Se o estudo passivo é o momento de receber uma informação, o estudo ativo é a hora de criar algo a partir desta informação. Seria traduzir o conteúdo aprendido em uma criação própria. É neste momento que a mágica acontece. Resolver questões, fazer anotações, escrever um resumo, desenhar um mapa mental e explicar o conteúdo para alguém ou a si mesmo: todas essas são formas de praticar o estudo ativo. As opções são inúmeras e podem variar de acordo com as preferências e dificuldades do estudante. Neste vídeo, por exemplo, você aprende a fazer um mapa mental. “No estudo passivo, você acha que aprendeu tudo, mas no outro dia já esqueceu. Na semana seguinte, nem se lembra mais do que se tratava. Quando treinamos com lista de exercícios, que é o tipo mais simples de estudo ativo, isso é bem mais difícil de acontecer”, explica. As vantagens do estudo ativo podem ser percebidas justamente quando o estudante precisa responder questões dissertativas nas provas. Diferente das questões de múltipla escolha, onde as informações são apresentadas e basta reconhecer qual responde melhor a pergunta, nas questão dissertativas é preciso fazer uma recuperação mental do conteúdo. É como “puxar” a informação de dentro do cérebro. Um conteúdo que foi aprendido apenas pelo estudo passivo meses antes da prova, por exemplo, dificilmente será lembrado com facilidade pelo estudante. Enquanto um conteúdo treinado com exercícios, revisões mensais e resumos escritos é acessado pelo cérebro de forma mais natural. “Uma boa técnica de estudo ativo é a autoexplicação. Ela é muito mencionada pelo físico americano vencedor do Prêmio Nobel de Física, o Richard Feynman. Ele defende um aprendizado que foge do decoreba e foca em, entre outras técnicas, em aprender a partir de perguntas e respostas”, explica. A especialista diz que a explicação deve ser conduzida sempre como um debate do assunto – como se fosse um professor engajando os alunos ou um profissional apresentando uma palestra. “É ir se perguntando ‘por que que isso acontece?’, ‘como que isso acontece?’, ‘qual a consequência disso?’”, exemplifica. Como usar cada um dos métodos Não há um consenso ou uma resposta cientificamente comprovada acerca de qual formato deve ser usado e em qual momento. O mais comum é o estudante ir alternando entre as duas técnicas de maneira natural. Ribeiro alerta que o único perigo é pecar pelo extremo e utilizar o mesmo formato para todas as disciplinas, todos os dias. “Até porque não tem como você aprender um novo assunto indo direto para as questões. Imagina querer fazer exercícios de logaritmo sem ter nada da teoria, sem ter visto uma aula ou lido uma explicação? O estudo passivo é necessário para o estudo ativo acontecer”, esclarece. Pensando nisso, a especialista dividiu os “tipos” de estudantes em três subgrupos e listou dicas para cada um deles. Confira: Para estudantes que estão na escola, é mais difícil escapar do excesso de estudo passivo. Até para não levar faltas, o aluno é obrigado a assistir todas as aulas, todos os dias. A especialista diz que o ideal é fazer anotações próprias no caderno durante a aula, e, ao chegar em casa, resolver uma lista de exercícios, mesmo que o professor não tenha pedido. Essa inserção de doses de estudo

Quem você segue nas redes sociais? São boas influências na sua vida? É bom saber, pois influenciadores digitais – também chamados de “influencers” – criam cada vez mais impacto em nosso comportamento. Pois esse é o tema desta semana: o impacto dos influenciadores digitais na sociedade. Dê sua opinião e seus argumentos numa dissertação argumentativa, e inclua propostas de intervenção. Muita coisa interessante sobre o tema está nos textos de apoio abaixo. Então, mãos à obra! TEXTO 1 Brasil é o 1º colocado no ranking mundial em que os influencers são mais relevantes para decisão de compra Mais de 43% da população brasileira já realizou uma compra influenciado por uma celebridade ou influencer. Essa taxa é significativamente maior que em outros países, como 17% no caso dos Estados Unidos, onde foram criadas a maioria das plataformas digitais que servem de instrumento para esses profissionais. Apesar de o Brasil ter uma das menores rendas per capita da listagem, ao comparar com a penetração do uso da internet e das redes sociais, ele segue na liderança, ultrapassando muitos países desenvolvidos. São mais de 150 milhões de usuários de redes sociais, e a taxa pelo total de habitantes é de 70,3%, uma das maiores do mundo, de acordo com a pesquisa. Fonte TEXTO 2 “Um seguidor astuto me escreveu: ‘ Não faz muito tempo, ser influenciado não era realmente visto sob uma boa luz: significava que você não era capaz de fazer suas próprias escolhas ou defender seu próprio terreno. Agora, é um trabalho real – um influenciador, algo que as pessoas querem fazer e se orgulham. Eu vejo uma contradição que não posso explicar porque, como você disse antes, o narcisismo está se espalhando e se tornando cada vez mais global e, ao mesmo tempo, estar ‘sob a influência’ se tornou OK, bom e normal! Então, menos individualismo – e mais narcisismo? Como conciliar isso?’ Os narcisistas têm modelos: celebridades, influenciadores, intelectuais, ricos, poderosos, famosos e realizados, até o próprio Deus. Eles também gostam de pertencer a coletivos poderosos. Os narcisistas ‘possuem’ e ‘possuem’ esses modelos e coletivos como extensões de si mesmos. Sua grandiosidade está em seguir e pertencer. Eles se deleitam com a glória refletida, acesso, fama, realizações e estatura de seus heróis ou dos grupos aos quais pertencem. Traduzido livremente da fala do psicólogo israelense Sam Vaknin, em seu perfil no Instagram. TEXTO 3 Jovens de 16 anos perdem milhares de dólares em sites de apostas de criptomoedas divulgados por influencers do Twitch De acordo com a reportagem [da revista Bloomberg], alguns jovens chegaram a perder milhares de dólares depois de serem incentivados por influencers do Twitch a participar de sites de apostas e de jogos de azar envolvendo criptomoedas. Até menores de idade têm sido atraídos para esses “cassinos cripto” por seus influencers favoritos. A divulgação, no entanto, não é feita de forma ostensiva, mas sim de uma maneira mais sutil e sedutora. Seguidos por milhares de jovens, alguns influencers divulgam vídeos na plataforma em que aparecem participando de apostas com criptomoedas, sugerindo que pode ser algo ao mesmo tempo divertido e lucrativo. O que nem sempre fica claro é que eles assinaram contratos milionários de publicidade para associarem-se a estes cassinos digitais. Menos ainda, os riscos associados a essa nova modalidade de jogos de azar. Assim, os jovens são atraídos a experimentar e botar dinheiro em plataformas de apostas, muitas vezes com prejuízos que podem chegar à casa de milhares de dólares. Fonte TEXTO 4 “INFLUENCIADORES” – no passado e hoje (…) Você sabe quem é ela? Uma estrela da realidade com meio milhão de seguidores no Instagram. Sim, você imediatamente a chamará de influenciadora – uma pessoa influente e absolutamente moderna. Além disso, ela é um modelo para muitos jovens! Eu quero saber por que? Quais são suas qualidades, talentos, conhecimentos? Por que devemos olhar para as chamadas estrelas da realidade, pessoas que raramente se saem bem em termos de educação ou negócios sérios e pessoas que na maioria das vezes fazem uma “carreira” através de escândalos, vendendo sua intimidade e criando conflitos com outros participantes? Além disso, por que não apreciaríamos os verdadeiros “influenciadores” novamente? Por exemplo, pessoas corajosas e dedicadas, como aqueles pilotos que voaram e salvaram vidas durante a guerra? Ou escritores que escreveram durante anos para publicar um livro? Ou médicos que enfrentam doenças e morte diariamente, tentando ajudar os pacientes? Eles não pensam em popularidade ou “seguidores” e, no entanto, nos dão muito. Por que eles não são os “influenciadores” do nosso tempo? (…) Tomemos, por exemplo, a perspectiva de um médico de 70 anos que se aposentou há muito tempo. Pode ser uma surpresa, mas talvez ele também assista a reality shows. No entanto, ele já está maduro o suficiente para avaliar o que é conteúdo de alta qualidade, então ele pode estar assistindo a um programa desses apenas para rir dessa falta de qualidade. Por outro lado, nós, adolescentes, precisamos estar cientes de quem somos e quem admiramos. Tradução livre e adaptada de https://www.unicef.org/montenegro/en/stories/influencers-past-and-today Repertórios socioculturais relacionados ao tema “O impacto dos influenciadores digitais na sociedade” Relato – conheça histórias de influenciadores que desistiram da atividade; Opinião – Anitta, uma influenciadora de jovens, revelou seu candidato preferido à presidência – veja o que uma jornalista pensa dessa atitude; Reportagem – conheça a vida de alguns influenciadores místicos; Opinião – um psicólogo dá uma preciosa opinião sobre por que se buscam tanto os influenciadores; Livro – um ótimo livro escrito por uma jornalista que conhece bem mundo dos conteúdos digitais: Influenciadores Digitais: uma jornada; Opinião – veja esta fantástica videoaula do professor Karnal sobre o mundo dos influenciadores; Série – Na nova era de Gossip Girl, a personagem Julien é influenciadora e precisa lidar com o poder e com os altos e baixos de sua influência nas redes sociais. O que você tem a dizer sobre o impacto dos influenciadores digitais na sociedade? Lembre-se que podemos corrigir sua redação, porque não ter quem mostre as

Afinal, como gostar de estudar? Se para você essa resposta parece óbvia, fique sabendo que para muitas pessoas essa ação pode ser um fardo. Isso porque tem gente que encara os estudos como uma obrigação ou como uma saída para ser bem sucedido na vida. Quando o aluno se encontra nessa situação, dificilmente sente prazer nos estudos. Então, se você está nessas condições e tirar um tempo para estudar em casa está difícil, fique atento às nossas dicas de como desenvolver prazer nos estudos. Assim, poderá aproveitar melhor as oportunidades que tem para se aprofundar em cada conteúdo. Continue a leitura e confira as dicas! 4 Dicas para aprender a gostar de estudar Estudar pode abrir portas para uma pessoa, pois quando ela adquire conhecimento, consegue entender melhor o mundo. Além disso, com o estudo você consegue atingir oportunidades na vida que sem ele não conseguiria, como ser promovido no trabalho, passar no vestibular, ingressar em uma boa empresa, ter bons resultados nas provas da escola, entre outros. Portanto, se você quer ser um profissional reconhecido no mercado e uma pessoa mais esclarecida, precisa aprender a gostar de estudar. Por isso, como mencionamos, vamos te apresentar algumas dicas que podem ajudar nesse processo. Continue acompanhando o texto e aproveite o conteúdo. 1. Estabeleça objetivos É essencial definir objetivos para aprender a gostar de estudar, pois isso ajuda a ter um norte durante os estudos. Diante disso, pare e pense qual é a razão que te motiva a estudar e defina um objetivo geral com vários objetivos específicos. Ou seja, tenha um objetivo macro e, depois, desmembre-o em pequenas ações alcançáveis. Por exemplo, o seu objetivo geral pode ser passar no vestibular. Já os objetivos específicos, são estudar matemática, português, história, geografia, física, química, biologia, entre outros. Dessa forma, fica mais fácil estruturar os estudos, sempre que estiver debruçado nos livros saberá por que está fazendo aquilo. 2. Encontre o local de estudos A escolha do local adequado para os estudos é muito importante, pois o ambiente pode interferir diretamente na sua produtividade. Por isso, evite lugares bagunçados, desorganizados, barulhentos e escuros. Prefira ambientes bem iluminados, arejados e calmos. Dessa forma, poderá se dedicar aos estudos de maneira mais tranquila. Além disso, tente evitar distrações, como o celular, o tablet e a televisão. Também avise às pessoas da casa que precisa de privacidade naquele momento, assim não ficará sendo interrompido durante as leituras e execução dos exercícios. Leia também: Como organizar as ideias na redação do ENEM? 3. Defina metas Agora que você já sabe quais são seus objetivos de estudo, chegou o momento de estabelecer as metas. Para isso, você pode usar a técnica SMART que ajuda a definir metas específicas e mensuráveis. Lembre-se de que é importante determinar metas diárias, semanais e mensais. Para tanto, é possível usar uma planilha, um aplicativo ou uma agenda. Assim, fica mais fácil organizar as informações e seguir o cronograma no dia a dia. Além disso, não se esqueça de colocar os intervalos para fazer lanches, tomar água e ir ao banheiro. Dessa forma, você conseguirá aproveitar realmente o tempo disponível. 4. Use técnicas de estudo Você também deve escolher uma técnica para desenvolver seus estudos, nós recomendamos a Técnica de Pomodoro. Nesse caso, a cada 25 minutos de estudo (pomodoro), faça um intervalo de cinco minutos, após quatro pomodoros o intervalo é de 15 a 20 minutos. Além disso, faça uma lista do que deve estudar no dia para que você cumpra as metas. Assim, fica mais fácil organizar o seu tempo e aproveitar cada minuto para obter os resultados esperados. Lembre-se de que para isso acontecer você não pode pular as dicas de estabelecer objetivos e definir metas. 5. Faça resumo Depois de ter estudado todas as matérias de acordo com as metas estipuladas, faça um resumo de tudo aquilo que foi estudado no dia. Isso vai te ajudar a fixar os estudos. Não precisa ser um grande resumo, tenha objetividade. Esse processo é essencial para o sucesso dos estudos. Além disso, esse resumo pode ser uma boa opção na hora das provas, pois você pode utilizá-lo para estudar nos dias que antecedem aos exames. Dessa forma, não precisa retomar a leitura dos livros que tomam mais tempo. Mas lembre-se de que o resumo precisa conter as informações importantes sobre cada matéria. Leia também: Estudar com sono – Saiba como reverter essa situação 6. Divirta-se! Uma forma legal de aprender é se divertindo, assim os estudos se tornam mais interessantes. Quando estiver estudando história, por exemplo, leia como se estivesse narrando um filme ou lendo para uma criança, faça isso em voz alta. Nesse momento, vale usar a imaginação para que não fique mecânico. Mostre para você mesmo que estudar pode ser divertido. Outra coisa que pode te ajudar a aprender a gostar de estudar, é assistir a filmes ou a desenhos relacionados às matérias, escutar músicas instrumentais durante os estudos, desenhar ou resumir o conteúdo, bem como ensinar para alguém o tema estudado ou, ainda, estudar junto com outra pessoa. Nesse último caso, a troca de conhecimentos pode enriquecer ainda mais o aprendizado. 7. Tenha recompensas Você pode definir um presente para cada meta cumprida no dia, na semana ou no mês. Dessa forma, além da conquista do objetivo geral, também terá pequenos estímulos que podem impulsionar os seus estudos. Nesse caso, as recompensas podem ser um chocolate, um tempo de descanso, uma caminhada, um tempo para ver as redes sociais, entre outros ganhos. Assim, você tem mais motivação para finalizar cada meta e, ainda, transforma uma tarefa que poderia ser chata em algo mais prazeroso. Com essas dicas, você vai perceber que estudar pode ser superlegal! Mas para tudo isso, você precisa de uma motivação, então, sempre mantenha em mente o seu objetivo. Imagine-se como uma flecha indo em direção ao alvo. Não desista dos seus sonhos e lembre-se de que para obter uma grande conquista é necessário um grande esforço. Agora que você já sabe como gostar de estudar, que tal conhecer nossas dicas de produtividade nos estudos? Leia o post 5 dicas de organização para aumentar a produtividade nos estudos e aproveite os insights para melhorar a sua performance.

Será que o trabalho remoto chegou ao fim agora que a pandemia passou? Elon Musk, o bilionário número 1 do mundo, ordenou que seus funcionários voltassem ao trabalho presencial imediatamente. Enquanto isso, empresas como a Petrobrás optaram pelo trabalho em home office para alguns cargos e outras preferem o trabalho híbrido. Hoje você é só um vestibulando, mas daqui a alguns anos estará no mercado de trabalho, pense: continuaremos trabalhando remotamente ou voltaremos ao “antigo normal”? Então, gostaríamos que escrevesse uma dissertação-argumentativa sobre o tema “Desafios do trabalho remoto no mundo pós-pandemia”. Logo, para entender o que é trabalho remoto, leia os textos de apoio abaixo. TEXTO 1 O futuro do trabalho é híbrido e flexível Por que não oficializar um modelo híbrido, com escritório e home office convivendo? Ou por que não reuniões mais frequentes, em lives, trazendo times de outros estados e países sem custos com deslocamento e mais saldo para investir nos projetos em si? Por que não um happy hour virtual às vezes para integrar todo mundo? Por que não apoiar essa nova forma de trabalhar? Entretanto, os dias no escritório fazem falta para que as interações sejam mais leves e humanas. O olho no olho, aquela sacada com todo mundo vibrando junto e comemorando frente a frente. Isso faz falta, somos humanos e é isso que nos define. Li em um artigo de Marc Tawil, na Época Negócios, que pesquisas nos Estados Unidos mostram que no pós-Covid, 20% dos trabalhos poderão ser realizados remotamente entre três e cinco dias por semana. E 60% poderão ser remotos em ao menos um dia por semana. Não tenho mais dúvidas: o futuro do trabalho é híbrido e flexível. Percebe? Fonte: https://bit.ly/3oSHn36 (Adaptado) TEXTO 2 Os possíveis prejuízos do trabalho remoto à saúde Quando Cat, de 30 anos, recebeu a oferta de um trabalho totalmente remoto em 2021, aceitou sem pensar duas vezes. Na ocasião, Cat — que mora em Londres e trabalha em serviços ambientais — já havia trabalhado remotamente devido à pandemia de covid. Achou, portanto, que trabalhar de casa não seria um grande problema. Mas, nos últimos meses, mudou de opinião. “Trabalhar sozinha dia após dia é difícil, especialmente quando meu marido está no escritório”, afirma ela. “Às vezes, não vejo ninguém todo o dia, o que pode ser muito solitário. Descobri que, em vez de fazer intervalos para conversar com as pessoas no escritório, pego meu telefone. Esse aumento do tempo de tela com certeza prejudica meu bem-estar.” Ademais, o trabalho remoto vem sendo defendido como a solução de alguns dos problemas do nosso estilo de vida acelerado pré-pandemia. Para muitos, ele ofereceu a oportunidade de passar mais tempo com os filhos ou de usar o tempo que antes era desperdiçado no transporte para buscar hobbies mais gratificantes. No relatório New Future of Work (“O novo futuro do trabalho”, em tradução livre), publicado pela Microsoft em 2022, os pesquisadores indicaram que, embora o trabalho remoto possa aumentar a satisfação profissional, ele pode também fazer com que os funcionários se sintam “socialmente isolados, culpados e tentem fazer compensações”. Fonte: https://bbc.in/3PZS9jJ TEXTO 3 Trabalho remoto criará desigualdade entre profissionais Essa revolução tecnológica terá efeitos duradouros em vários campos. Em um deles, permitirá que as diferenças sociais daqui para a frente não sejam apenas de classe e renda, mas também de regime de trabalho. Profissionais mais qualificados poderão escolher onde, como e quando trabalhar. Pesquisa recente do Talenses Group com 676 pessoas revelou que apenas 5% dos entrevistados gostariam de voltar ao regime presencial. Melhores salários, achar sentido no trabalho e buscar qualidade de vida estão entre os principais motivos para aumentos de pedidos de demissão que ocorrem em vários países, como EUA, França e China. No Brasil, há tendência parecida ao examinarem-se dados do Caged dos primeiros meses de 2022. Apenas em fevereiro, foram 560 mil pedidos de demissão voluntária, maior número da série histórica, iniciada em janeiro de 2004. No setor de tecnologia, a fuga de talentos é nítida. Uma pesquisa feita pelo LinkedIn mostra que houve um crescimento de 273,59% na ida de profissionais brasileiros para os EUA de maio de 2020 a abril de 2021. Além disso, as empresas fazem movimentos para contemplar essas insatisfações. O Airbnb liberou seus funcionários para trabalho remoto permanentemente. O Goldman Sachs vai permitir que os chefes tirem folgas quando quiserem. A empresa de tecnologia NovaHaus, de Franca, no interior de São Paulo, adotou semana de trabalho de quatro dias. (…) Ademais, um país desigual permite aos mais qualificados largar o trabalho ou o país e aproveitar os confortos da tecnologia. Enquanto isso, o Brasil segue com uma taxa de desemprego em torno de 13%. Fonte: https://bit.ly/3vCaP0T Repertórios socioculturais relacionados ao tema “Desafios do trabalho remoto no mundo pós-pandemia” notícia- está sabendo da história sobre Elon Musk e o trabalho remoto na Tesla? Aqui tem tudo que você precisa saber! informativo – uma lista interessante das maiores empresas do mundo que decidiram manter o trabalho home office. opinião – um produtor de conteúdo web português fala das vantagens que vê no trabalho à distância. estatística – veja dados interessantes obtidos pela FGV SP sobre o trabalho remoto. manual – este repertório vai agradar nossos seguidores que já trabalham: aqui há várias dicas para que o trabalho à distância tenha um bom resultado. documentário – para ver este curta-metragem sobre as mudanças das relações de trabalho que estamos vivendo, basta deixar seu e-mail no site. informativo – saiba aqui o que é o modelo híbrido de trabalho – é diferente do modelo remoto? informativo – teletrabalho parece home office; mas não é – veja aqui as diferenças. vídeo – entenda a relação entre a Síndrome de Burnout e o trabalho remoto: https://youtu.be/MtKcRnwT2i4 Você acabou de entender tudo sobre essa história de trabalho remoto, ou trabalho à distância, e já pode fazer uma redação sobre os desafios do trabalho remoto no mundo pós-pandemia. Então, nossos professores adorariam ajudá-lo, mostrando o que pode ser melhorado em sua redação!

Já passou pela sua cabeça a adoção de um animal abandonado? Então, vendo tantos animais abandonados, tivemos a ideia de pedir para você dar sua opinião sobre a adoção de animais. Além disso, é um tema que vai derreter seu coração – e quem sabe caia na prova de redação Enem. Então, escreva uma dissertação argumentativa sobre o seguinte tema: Incentivo à adoção de animais no Brasil, como fazer isso dar certo? Ademais, use argumentos da sua experiência de vida, aproveite os textos motivadores e o repertório abaixo. TEXTO 1 Lei que cria o Programa Estadual Adote Um Animal completa dois anos: confira novas proposituras na Alesp De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, atualmente, existam cerca de 30 milhões de animais abandonados em todo o país, sendo 20 milhões de cachorros e 10 milhões de gatos. Apesar dos números não serem exatos, é de conhecimento público que a população de animais abandonados nas ruas de São Paulo seja numerosa e algo recorrente. Levando esta questão em consideração e a necessidade de mitigar esse problema, os parlamentares da Assembleia se mantiveram atuantes no combate ao abandono animal por meio da instituição de normas e projetos de lei, com o objetivo de promover a qualidade da melhoria de vida dos bichos. É o caso da Lei 17.231/19, responsável por instituir o Programa Estadual Adote um Animal, que agora completa dois anos. Criada pelo deputado Márcio da Farmácia (Podemos), a norma tem a finalidade de incentivar pessoas físicas ou jurídicas a realizarem adoções de animais domésticos em situação de abandono ou abrigados em centros de controle de doenças. O programa propõe a participação do poder público em conjunto com a sociedade civil e empresas privadas, no qual os dois últimos podem participar efetuando doações de serviços, insumos e equipamentos; atendimento veterinário clínico e cirúrgico; castração; medicação; e similares. Fonte: al sp gov TEXTO 2 Cães e gatos vira-latas se tornam os animais mais adotados no Brasil Um dos motivos para o crescimento de vira-latas no lar é o aumento da quantidade de pessoas incentivando a adoção responsável, acreditam Beatriz Fragoso e Carolina Tonissi, protetoras independentes e responsáveis pelo projeto de resgate de animais Toda vida importa. Em convergência com a fala das protetoras, a veterinária Ingrid Gomes conta que o acesso à informação e a disseminação de notícias ajudou no processo de percepção do problema social da grande quantidade de animais abandonados. “Além disso, outro fator que fez aumentar o número de animais adotados nos domicílios foi a pandemia. O fato de as pessoas estarem em isolamento por grande tempo estimulou a procura por pets para fazer companhia, tanto aos humanos quanto aos animais que já tinham em casa”, completa a profissional. A adoção da cadela Luna, da tutora Yasmin Muniz, 20, ocorreu por meio de uma parente. “Estavam doando filhotes que foram rejeitados após o nascimento em frente ao trabalho da minha prima, que decidiu trazer para nossa casa”, relata. A cadela, que só tinha poucos meses de vida, foi nomeada de Luna e acolhida por toda a família. Hoje, a vira-lata tem por volta de oito anos e, como características marcantes, é rápida, brincalhona e carinhosa. “Ela é muito dócil, nós a temos como uma espécie de anjo da guarda, que está sempre alerta e ao nosso lado para o que precisar”, menciona a estudante. Fonte: correio braziliense- caes-e-gatos-vira-latas-se-tornam-os-animais-mais-adotados TEXTO 3 Pesquisa revela os “motivos” que levam tutores a abandonar animais Embora seja difícil crer que uma pessoa possa abandonar seu animal, essa realidade ocorre com mais frequência do que se imagina e pelos motivos mais fúteis. É o que indica a pesquisa “Paixão por Bichos de Estimação” produzida pelo Ibope e o Instituto Waltham. Nela, as estatísticas mais impressionantes configuram a falta de empatia com os animais domésticos. Assim, nos dados, apenas 41% dos tutores afirmam que levariam o animal junto, caso tivessem que se mudar. Mais da metade dos entrevistados, portanto, afirmou que deixaria o animalzinho para trás ao trocar de casa. Além disso, 14% dos brasileiros que já tiveram um cão ou gato justificaram a separação por causa da mudança de endereço, sendo que grande parte dessas famílias teria condições de adequar o animal à mudança, mas se negaram. Ademais, outros 14% justificam o abandono alegando motivos facilmente contornáveis, alguns deles como: não ter tempo para cuidar como gostaria; porque o comportamento era inadequado; porque o filho nasceu; porque era muito caro. Outrossim, entre os que já tiveram animais e não tem mais, 67% dos entrevistados responderam que o animal morreu, 5% que foi envenenado e 2% que foi roubado. Fonte: anda jusbrasil – pesquisa-revela-os-motivos-que-levam-tutores-a-abandonar-animais (Adaptado) Repertórios socioculturais relacionados ao tema “incentivo à adoção de animais no Brasil” Reportagem – conheça a história do Fifo, um gatinho adotado por um hotel. Livro – São & Salvo é um livro que conta a história de animais adotados e ajuda no patrocínio de uma ONG. Filme – Sempre ao seu lado é um comovente e famoso filme sobre um cão Akita adotado. Informativo – aqui você encontra tudo sobre o funcionamento da Sociedade Protetora dos Animais. ONG – o Instituto Luiza Mell é muito conhecido e tem informações ótimas em seu site! Agora que você acabou de ler tudo sobre a adoção de animais para sua redação Enem – será que vai sair uma redação nota 1000? Então, envie para nossos corretores e você vai saber! QUERO ENVIAR MINHA REDAÇÃO

Hoje vamos contar tudo sobre a redação cobrada no Vestibular UFU. A prova de redação da Universidade Federal de Uberlândia é muito exigente. Para quem não sabe, a UFU fica no sul de MG e tem 7 campi espalhados por Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas, com 67 cursos de bacharelado. Lá o curso de Medicina chega a ter mais de 250 candidatos por vaga! Pelo que analisamos, os candidatos da UFU têm a redação corrigida de forma rigorosa e o que é exigido do candidato varia um bocado. Vamos aos detalhes. Como será o dia da prova de redação UFU? A prova de redação do vestibular UFU ocorrerá na 2ª fase do processo. Serão 5 horas e 30 minutos para o candidato escrever a redação e também as questões dissertativas das outras disciplinas. Serão fornecidas duas situações, ou seja, duas opções de redação para o candidato escolher uma sobre o qual escrever em, no máximo, 34 linhas. Já vamos explicar mais isso para você entender o que precisa estudar. O que cai na prova de redação UFU? Atenção aqui porque a UFU não pede apenas dissertação argumentativa, não! O candidato escolherá uma opção de redação, que será de um dos gêneros abaixo: Carta argumentativa (carta de solicitação, carta de reclamação, carta aberta) Texto de opinião Editorial Notícia Resumo Resenha crítica Relato Relatório Texto de divulgação científica Perfil Quem segue nosso blog já sabe como funciona cada gênero – se você é novo por aqui, veja tudo neste artigo. Cada uma das duas opções de redação que a UFU fornece terá 1 ou 2 textos de apoio, e isso faz parte dos critérios de correção da UFU: ela mede a capacidade do candidato de compreensão de texto. Inclusive ela ressalta que o candidato deverá dialogar com eles. O que é dialogar com os textos? Dialogar com os textos significa aproveitar as ideias dos textos para uso na redação. Treine para saber como usar os textos motivadores sem correr o risco de copiá-los. Como a redação UFU abrange vários gêneros, não é fácil indicar um conteúdo específico para o candidato estudar. A dica é estar super ligado no que a mídia divulga, estar atento às matérias escolares. Também é uma boa ler colunas de jornais e revistas e ver documentários. Em quais casos a UFU zera a redação? Como diz o edital, as situações perigosas são as seguintes: Fuga da situação escolhida; Texto em diálogos, poesia ou outra forma que não a indicada; Redação com 12 linhas ou menos; Cópia dos textos motivadores, e Qualquer identificação do candidato na folha de redação, com exceção do cabeçalho da folha Importante saber: no caso de o candidato zerar a redação, ele está desclassificado do vestibular. Como é a correção da redação UFU? Os corretores da redação UFU usarão esta tabela para corrigir a redação: Vamos explicar esses critérios! Capacidade leitora Você vê na coluna da esquerda que é preciso compreender o que o texto fornecido diz, escrever o que a proposta pede e dialogar com os textos. Esse critério é básico, porque se o candidato não tiver feito o pedido ou não tiver entendido o assunto, não adianta “gabaritar” os outros critérios. Aspectos do gênero do discurso escolhido Na coluna do meio vemos que a UFU vai analisar o conteúdo que o candidato usou para o gênero que ele escolheu, a montagem da estrutura da redação, e o estilo. O conteúdo não deve ser nada que assuste, porque em vestibulares são usados temas de conhecimento do nível do ensino médio, sem falar que ainda vai haver textos de apoio para ajudar. A estrutura de cada redação depende do gênero escolhido, então nem sempre será a estrutura da dissertação-argumentativa! O candidato precisa lembrar que cada gênero citado acima tem uma estrutura particular. Estilo tem a ver com a personalidade do candidato, quer dizer, quanto mais treino o candidato tem, mais naturalmente ele escreve. Uma redação com estilo é o oposto de uma redação que parece usar uma fórmula rígida. Aspectos textuais E na coluna da direita temos a coesão e a coerência. Lembra que explicamos o que é coesão e coerência? Coesão está relacionada à ligação entre ideias, que precisa ser perfeita. Coerência está ligada à lógica entre cada ideia que o candidato põe no papel, de modo que elas não conflitem entre si. Agora, as convenções de escrita que a tabela indica nada mais são que a gramática, incluindo pontuação. Cada redação passará pelo crivo de dois corretores, mas um não saberá qual nota foi dada pelo outro, e nenhum corretor saberá de quem é a redação, por isso não é permitido ao candidato identificar essa folha de maneira nenhuma. A nota final do candidato é a média dessas notas parciais. A redação será recorrigida se as notas parciais tiverem uma diferença entre si que supere 20% do que vale a redação. Se acontecer de um corretor dar zero à redação, essa redação passará por nova correção. Como você vê, é uma correção cuidadosa ou não é? Quais temas já caíram na redação UFU? Temos aqui a lista de temas de redação que já caíram no vestibular UFU: 2017 – Relato em primeira pessoa sobre uma situação catastrófica / carta argumentativa 2018 – Texto de opinião sobre testes genéticos / resumo de reportagem de revista semanal 2019 – Carta de solicitação ao secretário do meio ambiente / editorial sobre se criar uma cópia de um ser vivo 2020 – Texto de opinião sobre a possibilidade de se estender a longevidade humana / carta aberta aos médicos do SUS, sobre ataques cibernéticos a dados de pacientes 2021 – (para todos os candidatos exceto Medicina) Carta de solicitação ao Ministério da Saúde solicitando informações sobre a posição do Brasil em relação às tecnologias que aumentam o potencial humano / editorial defendendo a implantação de cidades inteligentes 2021 – (para candidatos a Medicina) Carta aberta sobre educação domiciliar / resumo focando a importância do folclore e a valorização desse gênero de cultura de

Você conhece os principais tipos de Engenharia do Brasil? Já sabe qual irá escolher para a graduação? Continue conosco e veja suas particularidades. Se você está pensando em cursar uma graduação, o que não faltam são opções. Das exatas às humanas, do tecnólogo ao bacharel, existe uma enorme variedade de cursos superiores no Brasil. No meio de tantas possibilidades, uma grande área se destaca pela valorização dos profissionais e pela quantidade de cursos. Nesse sentido, nos vem uma pergunta: quais são os tipos de Engenharia disponíveis nas universidade? A evolução desta área é tanta, que hoje já passamos de 40 tipos de engenharia, que contam com as mais tradicionais e algumas bem modernas. Não tem como: quanto mais o mundo e o mercado se modifica, mais cursos deverão ser criados para acompanhar essas novas demandas. Para te ajudar a escolher o tipo de engenharia certo pra você, confira a seguir a definição das principais, além de informações como grade curricular, mercado de trabalho, média de salário e mais. O que as Engenharias têm em comum? Em seu conceito, a engenharia é o uso de conhecimentos para o desenvolvimento e manutenção de algo. Dentro disso, cada uma delas se encaixará com sua área de intervenção. Se pensarmos na Engenharia Agrícola, por exemplo, estaremos diante de processos que aperfeiçoam a produção agropecuária. Diferente do Direito, em que um curso abre possibilidades para diversas atuações em áreas distintas, cada Engenharia tem sua graduação específica. É preciso se formar numa das especializações para poder trabalhar com ela, mesmo que todas possuam algumas semelhanças. Além de todas terem esse mesmo conceito ligado à produção e desenvolvimento, a principal semelhança está no ciclo básico destes cursos. Em 5 anos de curso (para a grande maioria), os dois primeiros serão dedicados a algumas matérias, independente de qual seja o tipo de engenharia. Algumas destas disciplinas são: Cálculo; Física; Química; Álgebra Linear, etc. Agora que você já sabe do que há em comum nos cursos, vamos conhecer mais de suas particularidades? A seguir, apresentaremos os principais tipos de engenharia para você cursar. Engenharia Civil A Engenharia Civil é o curso mais famoso dentre eles, contando com cerca de 25% dos formandos desta área. Essa graduação trata de diversos procedimentos ligados à construção de casas, edifícios, túneis, pontes, estruturas, etc. Com um escopo de atuação muito grande, o engenheiro civil pode optar por trabalhar em diversas possibilidades. Veja algumas delas: Cálculo estrutural; Construção civil; Estradas e transporte; Geotecnia; Indústrias de concreto e pré-moldados; Materiais de Construção; Saneamento. Qual a grade curricular da Engenharia Civil? Com muitas opções de atuação, não teria como a grade deste curso não contar com uma variação muito grande de disciplinas. Além do ciclo básico, algumas das matérias mais importantes são: Mecânica dos Fluidos; Rodovias; Hidráulica; Mecânica dos Solos; Teoria das Estruturas; Fundações; e Infraestrutura de Transportes. E como anda o mercado para Engenharia Civil? Mesmo com as dificuldades que a economia enfrenta por causa do covid-19, a Engenharia Civil ainda apresenta boas oportunidades. Por mais que tenha muitos profissionais, as vagas continuam aparecendo. Outro ponto forte está na possibilidade de atuar em diversas áreas, mas, para isso, é interessante se especializar para apresentar um currículo mais atrativo. De acordo com a Glassdoor, o salário médio de um engenheiro civil é de R$ 6.000,00. Engenharia de Produção Voltada para a indústria, a Engenharia de Produção trabalha com o aperfeiçoamento dos processos produtivos. Seu escopo pode ir mais longe, chegando até mesmo no setor de serviços e no comércio. O que se estuda na Engenharia de Produção? Com uma atuação que vai bem além das exatas, aqui você também verá matérias ligadas à gestão, comunicação e contabilidade. Veja algumas delas: Contabilidade Gerencial; Controle de Qualidade; Economia da Engenharia; Engenharia de Métodos e Layout; Gestão de Projetos; e Tecnologia Industrial Básica. Como o mercado de trabalho da Engenharia de Produção está? Sendo uma das que mais empregam na atualidade, a Engenharia de Produção tende a continuar crescendo. Afinal, com a competitividade, as indústrias precisam aperfeiçoar seus processos para se destacar nos negócios. Com uma formação generalista e bem técnica, esse profissional poderá se encaixar facilmente em diversas tarefas. O salário médio para o engenheiro de produção é de R$ 7.191,00, de acordo com a Glassdoor. Engenharia Elétrica Já indicado em seu nome, esse ramo mexe com estudos e utilização da eletricidade, eletromagnetismo e eletrônica. Como tem uma atuação necessária em praticamente todos os espaços, a Engenharia Elétrica trabalha de forma conjunta com outras, atuando na construção civil e na automação, por exemplo. Como é a grade curricular da Engenharia Elétrica? Sua grade conta com matérias bem específicas do curso, dando uma formação técnica e completa para o estudante. Veja algumas das disciplinas: Circuitos Elétricos; Conversão de Energia; Eletrônica Analógica; Manutenção Industrial; e Transmissão e Recepção de Sinais. Como anda o mercado de trabalho? As oportunidades nesta área são boas, tendo como tendências algumas atuações específicas. Veja quais são: setor público, com um planejamento de aumentar a capacidade energética do país; na saúde, principalmente na construção de equipamentos médicos; e telecomunicação, ainda mais com o atual momento da internet. A remuneração é um verdadeiro atrativo, sendo, em média, de acordo com a Glassdoor, R$8.858,00. Engenharia Química Encarregada de transformar matérias primas em produtos, a Engenharia Química é fundamental para o país. Ela lida com muito estudo e procedimentos que possibilitam a modificação química e física dos materiais, se inserindo em tudo que usamos. Quais as disciplinas do curso? Tem uma grade ampla para possibilitar a compreensão de todo o processo produtivo. Veja algumas disciplinas: Bioquímica; Estática dos Corpos Rígidos; Materiais de Corrosão; e Química Inorgânica. Como é o mercado para o engenheiro químico? Com uma formação bem completa, as oportunidades são bem variadas. O engenheiro químico pode trabalhar em toda a cadeia produtiva, indo da obtenção da matéria prima até a confecção do produto final. Dentro da

Como fica a liberdade de imprensa quando se expõe a privacidade de alguém? O tema de hoje para sua redação Enem traz informações sobre esse assunto para você ficar preparado! Então, leia os textos motivadores abaixo e escreva uma redação dissertativa-argumentativa sobre “os limites na liberdade de imprensa no Brasil e os caminhos para que ela seja exercida de forma justa”. TEXTO 1 LIBERDADE DE IMPRENSA X DIREITO À INTIMIDADE: REFLEXÕES ACERCA DA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE [A intimidade] deve ser preservada ante a necessidade das pessoas de manterem afastados do público aquilo que lhe é mais íntimo. Desse modo, em defesa e proteção dos aspectos pessoais da vida amorosa, sexual, familiar ou profissional e até em respeito às ideias, sentimentos e religiosidades, os quais as pessoas queiram manter longe do conhecimento público, a fim de evitar constrangimentos e embaraços é que a Constituição incluiu como direitos fundamentais, o direito à intimidade. Com o avanço da tecnologia e o surgimento de novos meios de comunicação, o significado da palavra imprensa pode ser estendido para todos os meios de divulgação de informação ao público, seja pelo rádio, televisão e até Internet. Assim, o que importa é ser veículo de divulgação de notícias. (…) (…) a limitação da liberdade de imprensa, com o fim, por exemplo, de proibir a divulgação da vida privada, pode significar uma brecha para outras formas de censura à imprensa. Por isso, a imprensa, para garantir a liberdade de expressão, deve ser a mais livre possível. Além disso, qualquer forma ou tentativa de limitação pode vir a ser considerado um crime contra a sociedade, visto que é esta a maior interessada em ter acesso a todas e irrestritas formas e conteúdos informativos. Por outro lado, dar total liberdade para os meios de comunicação definir seus próprios limites pode ocasionar uma lesão aos outros direitos constitucionalmente garantidos, como é o caso do direito à privacidade. Adaptado de http://coral.ufsm.br/congressodireito/anais/2012/11.pdf TEXTO 2 Federação dos jornalistas vai denunciar Leo Dias por ‘ferir o código de ética’ A FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas) fez uma denúncia contra o colunista Leo Dias, do “Metrópoles”. A denúncia será encaminhada ao SJPDF (Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal), segundo a nota oficial publicada pela FENAJ, após a divulgação de informações sigilosas sobre o estupro e gravidez da atriz Klara Castanho*. “São fortes as evidências de que o colunista feriu o Código de Ética do Jornalista Brasileiro. Pela gravidade do caso, a diretoria executiva e a Comissão de Mulheres da FENAJ vão encaminhar denúncia contra o jornalista à Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que deverá apurar o caso”, diz o texto. * saiba mais do caso nos repertórios, abaixo. https://istoe.com.br/federacao-dos-jornalistas-vai-denunciar-leo-dias-por-ferir-o-codigo-de-etica/ TEXTO 3 Liberdade de Imprensa X Liberdade de Expressão A liberdade de imprensa decorre do direito de informação. É a possibilidade do cidadão criar ou ter acesso a diversas fontes de dados, tais como notícias, livros, jornais, sem interferência do Estado. Assim, o artigo 1o da Lei 2.083/1953 a descreve como liberdade de publicação e circulação de jornais ou meios similares, dentro do território nacional. Além disso, a liberdade de expressão está ligada ao direito de manifestação do pensamento, possibilidade do indivíduo emitir suas opiniões e ideias ou expressar atividades intelectuais, artísticas, científicas e de comunicação, sem interferência ou eventual retaliação do governo. Ademais, o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos define esse direito como a liberdade de emitir opiniões, ter acesso e transmitir informações e ideias, por qualquer meio de comunicação. Por fim, importa ressaltar que o exercício de ambas as liberdades não é ilimitado. https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/liberdade-de-imprensa-x-liberdade-de-expressao (Adaptado) Repertórios socioculturais para o tema “Desafios do processo adotivo no Brasil” Notícia – saiba aqui os detalhes do caso Klara Castanho, citado acima. Opinião – o professor Vitor Blotta, e o professor Dennis de Oliveira, ambos da USP, que discorrem, neste artigo do Jornal da USP, sobre o caso Klara Castanho e o peso das mídias sociais nele. Reportagem – o caso do influencer Monark levanta a discussão de até que ponto a imprensa tem liberdade de veicular uma opinião. Legislação – conheça aqui todos os detalhes do código de ética que os jornalistas brasileiros precisam seguir. Opinião – o jornalista pela USP Felipe Schadt dá sua opinião sobre o caso Klara Castanho. Filme – “O beijo no asfalto” é filme brasileiro de 1981, no qual um beijo vira escândalo pela imprensa e leva a preconceitos e muito mais. Filmes – Em “O abutre”, de 2014, Louis Bloom entra no submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. Ele ganha dinheiro correndo atrás de crimes e acidentes chocantes, registrando tudo e vendendo a história para veículos interessados. Esta é outra obra que trata sobre a liberdade de imprensa.https://youtu.be/GSBjOblQCIcDepois disso tudo, o que você tem a dizer sobre essa história de liberdade de imprensa no Brasil? Até que ponto a imprensa é realmente livre? Qual seria a melhor saída para evitar casos como os que citamos hoje? Nossos corretores já estão preparados para fazer uma correção completa da sua redação! Então, envie os seus textos pra gente e garanta a nota máxima na redação! QUERO ENVIAR MINHA REDAÇÕES

Que a proposta de intervenção na redação Enem pede detalhamento você já sabe. Mas o que exatamente você precisa fazer para detalhar a proposta? Quais são mesmo os 4 elementos da proposta de intervenção do enem? Vamos lembrar: ação agente modo/meio efeito Incluir esses 4 elementos, no entanto, não vai garantir sua nota máxima na competência 5: é preciso detalhar um deles. O detalhamento é o elemento número 5 dessa lista e é importante sim! Por que é preciso fazer detalhamento na proposta de intervenção? Porque, com detalhamento, a proposta de intervenção fica mais exequível, ou seja, mais possível de ser executada, mais concreta. Imagine que sua redação será usada para se resolver de verdade aquele problema, e imagine que você não dará mais nenhuma orientação a ninguém – basta a sua redação. Será que eles conseguirão dar conta do recado? Pense desse jeito na hora de fazer sua proposta de intervenção, e naturalmente os detalhamentos vão aparecer! Os corretores do Enem vão verificar os detalhes você incluiu na sua proposta, e pra saber o melhor jeito de fazer isso, continue lendo este artigo. Qual a melhor técnica para fazer detalhamento na proposta de intervenção? Isso é variável, há várias técnicas. Você só precisa ter treino suficiente para escolher o melhor jeito, mas mostrar as duas técnicas mais comuns e usaremos exemplos da cartilha dos corretores do Enem. Exemplo como detalhamento Esta proposta foi detalhada com um exemplo: “Por isso é muito importante que todos os usuários da internet pesquisem em diversas fontes diferentes, como por exemplo: vários sites, livros, jornais e etc, antes de tomar uma decisão importante”. O trecho que começa com “como por exemplo” é exatamente o início do detalhamento. Justificativa como detalhamento Esta proposta foi detalhada com uma explicação, uma justificativa: “Por fim, o indivíduo deve se atentar para não ser manipulado, afinal a internet tem o dever de informar e não de influenciar”. O trecho que começa com “afinal” mostra a explicação, a justificativa para que o indivíduo deva se atentar contra a manipulação. Não é difícil usar essas duas técnicas, percebe? Como detalhar cada elemento da proposta de intervenção no Enem? Temos abaixo alguns exemplos extraídos da cartilha de corretores do Enem, com algumas adaptações. Agora você vai ver como é que se detalha cada um dos 4 elementos da proposta de intervenção. Detalhamento do agente Veja este exemplo de um candidato que detalhou o agente: “Assim, é necessário que o Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar esse problema”. O agente era o Estado, e o aluno acrescentou uma qualidade do Estado que funcionou perfeitamente como detalhamento! Detalhamento do modo/meio Veja como este candidato detalhou modo/meio: “O Governo Central deve impor sanções a empresas que criam perfis de usuários para influenciar suas condutas, por via da instauração de Secretarias planejadas, para a atuação no ambiente digital, uma vez que tais plataformas padecem de fiscalizações efetivas, com o fito de minorar o controle de comportamentos por particulares”. Observe que o trecho que começa em “uma vez que” é exatamente a justificativa para que se apliquem sanções contra empresas que façam uso manipulador de perfis de usuários. Detalhamento da ação Observe como se detalha a ação: “Dessa maneira, urge que as grandes mídias sociais, a exemplo, TV e jornais, informem as pessoas a respeito da manipulação comportamental do controle de dados na internet (atitude essa que está sendo tomada em outros países) por meio de campanhas em seus veículos”. O trecho entre parênteses está detalhando a ação a ser tomada, mostrando a abrangência dela. Detalhamento do efeito “Portanto, medidas devem ser tomadas. O governo deve promover, mediante mídias influenciadoras, como Rede Globo, SBT e Record, campanhas a fim de conscientizar a população brasileira dessa manipulação, que é um seu clamor antigo e que vem se intensificando”. O efeito é a conscientização de todos nós contra a manipulação, e o candidato acrescentou que é algo exigido há muito tempo, com cada vez mais intensidade. Pronto! O efeito está perfeitamente detalhado. Dicas perfeitas, né? Só precisamos mostrar como diferenciar um detalhamento de um dos outros 4 elementos. Como o corretor sabe se é mesmo um detalhamento da proposta de intervenção? Aí é que está: é preciso deixar claro que seu detalhamento está ligado de verdade a algum dos outros 4 elementos! E que fácil fazer essa ligação: “Assim, é necessário que o Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar esse problema”. Aqui o candidato começou o detalhamento com um conectivo de confirmação do que dizia antes: “assim”. Nem sempre é preciso usar conectivo para ligar ideias, você já sabe. Muitas vezes a simples repetição de um termo já dá o efeito de ligação. Uma outra dúvida nessa hora é se o que você escreveu é um detalhamento, ou é o elemento “efeito”. Qual a diferença entre efeito e detalhamento de proposta de intervenção? Você confunde efeito pretendido com a intervenção e detalhamento? Normal, mas é bom aprender a diferenciar. Veja agora nesta proposta de intervenção existem 2 efeitos: um esperado e no finalzinho um outro efeito, que é uma projeção do que pode acontecer no futuro: “O Governo, por meio do Ministério da Educação, deveria implementar matérias educativas sobre o uso do ambiente virtual, para que o estudante tire suas próprias conclusões sobre as informações que por aí circulam na rede, para que no futuro possa ser um cidadão bem instruído, com opinião forte e um respeitoso poder argumentativo.” O último efeito é considerado detalhamento! Isso porque ele faz uma projeção de uma consequência futura. Projeção futura, previsão, não é efeito. O efeito de verdade é o trecho “para que o estudante tire suas próprias conclusões sobre as informações que por aí circulam na rede,” Veja que esta não é uma previsão do que pode ocorrer no futuro, não é uma consequência, não é um efeito. Quer saber mais sobre como fazer uma proposta de intervenção?
Os artigos sobre “Topo de funil” são um ótimo ponto de partida para desenvolver suas habilidades de escrita. Para ir além, conte com a correção detalhada de professores especializados que vão analisar sua redação em até 24 horas, com feedback personalizado nas 5 competências do ENEM.
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